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Aula 04

Direito Processual do Trabalho para TRT-MG (Analista Judiciário - Área Jud e Of Just
Avaliador)

Professor: Bruno Klippel


Teoria e questões de Processo do Trabalho para ANALISTA
JUDICIÁRIO – ÁREA JUD E OF DE JUST DO TRT/MG - FCC
Prof. Bruno Klippel – Aula 04

2. MATÉRIA OBJETO DA AULA – TEORIA:

1. Notificação;

O termo notificação é utilizado genericamente no processo do trabalho,


diferentemente do que ocorre no direito processual civil, que distingue os atos
de comunicação em citação e intimação, descritos nos artigos 213 e 234 do CPC,
respectivamente. No direito processual do trabalho, notificação tanto é utilizado
para o autor quanto para o réu, o que demonstra certa autonomia em relação ao
direito processual comum.
! A notificação engloba a comunicação sobre o ajuizamento da
demanda e ciência de ato processual já realizado ou a realizar.

Art. 213. Citação é o ato pelo qual se chama a juízo o réu ou


o interessado a fim de se defender.

Art. 214. Para a validade do processo é indispensável a


citação inicial do réu.

Apenas no processo de execução é que a CLT, em seu art. 880, tratou da citação
do executado, que se dará da maneira bastante diferente daquela ocorrida no
processo de conhecimento.
Como pontos principais da notificação do réu, seguindo-se o curso do
procedimento ordinário, tem-se que:
 Trata-se de ato automático realizado por servidor da Justiça do Trabalho,
no prazo de 48h a contar do recebimento da petição inicial. Logo, não há
despacho do Juiz determinando a notificação do reclamado, pois aquele
geralmente somente tem contato com os autos na audiência.
! No processo civil o Juiz despacha a inicial (art. 285 do CPC) e
estando presentes todos os requisitos, determina a citação do
réu.

Art. 285. Estando em termos a petição inicial, o juiz a

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despachará, ordenando a citação do réu, para responder; do
mandado constará que, não sendo contestada a ação, se
presumirão aceitos pelo réu, como verdadeiros, os fatos
articulados pelo autor.

 A notificação na seara trabalhista ocorre para que o reclamado compareça


à audiência e apresente defesa, querendo, sob pena de revelia.
! Lembre-se que a revelia importa em presunção de veracidade
dos fatos e não do direito.
 Importante frisar que entre o recebimento da notificação e a realização da
audiência deve haver prazo mínimo de 5 (cinco) dias, sob pena de
nulidade, conforme art. 841 da CLT. Caso a notificação seja recebida com
o desrespeito ao prazo mínimo, poderá o reclamado comparecer à
audiência tão somente para argüir o vício, sendo determinada nova data
para o ato.

Art. 841 - Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão


ou secretário, dentro de 48 (quarenta e oito) horas,
remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao
reclamado, notificando-o ao mesmo tempo, para comparecer
à audiência do julgamento, que será a primeira
desimpedida, depois de 5 (cinco) dias.

 A notificação no processo do trabalho, quando realizada no processo de


conhecimento, é feita por via postal, com aviso de recebimento, não
havendo necessidade de ser pessoal, já que o TST entende que a entrega
no endereço do reclamado, a qualquer pessoa ou na caixa postal, é
totalmente válida, já que o ato não é pessoal.
! A notificação somente é pessoal no processo de execução, já
que o executado deve ser cientificado da existência de
condenação e da necessidade de seu cumprimento no prazo de
48h.

Exemplo: após trabalhar muitos anos, fui demitido e resolve ajuizar


ação trabalhista em face do meu ex-empregador. O meu Advogado

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redigiu a petição inicial e incluiu o endereço corretamente, conforme
anotação na minha CTPS. Após ajuizamento da ação, a mesma foi
distribuída para a 3ª Vara do Trabalho de Vitória, sendo que o servidor
encaminhou a notificação pelos correios, que entregaram a mesma na
empresa, para um funcionário que estava na portaria. Essa notificação
foi considerada válida, pois entregue no local indicado.

 Não sendo possível a notificação pela via postal, dispõe o art. 841, §1º da
CLT, que far-se-á a notificação por edital, o que importa dizer que a
autorização para a realização do ato por Oficial de Justiça existe apenas
para o processo de execução. Na prática, por questões de economia e
celeridade, prefere-se seguir a ordem: postal, oficial de justiça e edital.
! Para os concursos, seguir, no processo de conhecimento,
a ordem: postal e edital.

§ 1º - A notificação será feita em registro postal com


franquia. Se o reclamado criar embaraços ao seu
recebimento ou não for encontrado, far-se-á a notificação
por edital, inserto no jornal oficial ou no que publicar o
expediente forense, ou, na falta, afixado na sede da Junta
ou Juízo.

 Quando realizada a notificação por edital, não se aplicará o art. 9º, II do


CPC, se o reclamado ficar revel, ou seja, não se nomeará curador
especial, já que este somente será nomeado quando o reclamante for
menor e não tiver representante legal.

Art. 9º O juiz dará curador especial: (...) II - ao réu preso,


bem como ao revel citado por edital ou com hora certa.

 Se o reclamado for pessoa jurídica de direito público, o prazo entre o


recebimento da notificação e a realização da audiência será, conforme
Decreto-Lei 779/1969, considerado em quádruplo, isto é, o prazo mínimo
será de 20 (vinte) dias. Além disso, é importante dizer que o TST possui
posicionamento segundo o qual as pessoas jurídicas de direito público

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devem ser notificadas por via postal, como já afirmado em relação às
privadas.

Exemplo: após trabalhar para uma empresa de segurança, que prestava


services para o Estado do Espírito Santo, ajuizei ação trabalhista em face
do meu ex-empregador e da pessoa jurídica de direito público Estado do
ES, uma vez que houve terceirização e o último possuía responsabilidade
subsidiária. Ao marcar a audiência, o Servidor da Justiça do Trabalho
teve o cuidado de marcar em uma data mais distante, uma vez que o
Estado do ES tem direito a, pelo menos, 20 dias entre o recebimento da
notificação e a realização da audiência, já que precisa de mais tempo
para preparar a defesa.

 Há que se destacar ainda o posicionamento consolidado na Súmula n. 16


do TST, segundo o qual há uma presunção de recebimento da notificação
no prazo de 48h a contar da postagem, isto é, postada a notificação,
presume-se que o reclamado a recebeu no aludido prazo, devendo aquele
demonstrar que o prazo não foi respeitado, sendo ônus da prova que lhe
incumbe.
! O aviso de recebimento mostra-se como importante meio de
comprovação de que a notificação não foi recebida dentro do
prazo a que alude a Súmula n. 16 do TST.

Súmula nº 16 do TST: Presume-se recebida a notificação 48


(quarenta e oito) horas depois de sua postagem. O seu não-
recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo
constitui ônus de prova do destinatário.

 Se o reclamado residir ou tiver sede fora da comarca, será notificado da


mesma maneira por via postal, ou seja, não há necessidade de notificação
por carta precatória, já que o art. 222 do CPC autoriza a notificação por
correios para todas as comarcas do país. Caso esteja em outro país, a
notificação será realizada mediante carta rogatória, nos termos do art.
202 e seguintes do CPC.

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Art. 222. A citação será feita pelo correio, para qualquer
comarca do País, exceto:a) nas ações de estado; b) quando
for ré pessoa incapaz; c) quando for ré pessoa de direito
público; d) nos processos de execução; e) quando o réu
residir em local não atendido pela entrega domiciliar de
correspondência; f) quando o autor a requerer de outra
forma.

Por fim, e em separado, pois será objeto de estudos no tópico apropriado,


afirma-se que no rito sumaríssimo não há espaço para a notificação por edital, já
que a lei (Art. 852-B, II da CLT) impõe a indicação correta e completa do
endereço do reclamado. Em não havendo tais dados, deverá o processo ser
arquivado (extinto sem resolução do mérito), ajuizando-se novamente perante o
rito ordinário, já que tal procedimento permite a prática do ato naquela forma.

Art. 852-B. Nas reclamações enquadradas no procedimento


sumaríssimo: (...) II - não se fará citação por edital,
incumbindo ao autor a correta indicação do nome e
endereço do reclamado.

Exemplo: ajuizei uma ação trabalhista em face do meu ex-empregador,


mencionando como valor da causa a quantia de R$10.000,00. Por ser um
valor inferior a 40 salários mínimos, tal demanda será processada como
rito sumaríssimo. Foi expedida notificação para o reclamado, mas a
mesma retornou dos correios com a indicação de que naquele local não
há a empresa reclamada. Assim, nos termos do §1º do art. 852-B da
CLT, o Juiz determinou o arquivamento do processo, ou seja, a sua
extinção sem resolução do mérito, com a minha condenação ao
pagamento das custas processuais, para que novamente fosse ajuizada a
ação, pelo rito ordinário, com pedido de citação por edital.

2. Resposta do réu;

O tema merece estudo aprofundado, já que muito importante para a prática


trabalhista, assim como para os concursos públicos da área. Já se afirmou acima

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que o reclamado é notificado para comparecer à audiência, que será a primeira
desimpedida no prazo mínimo de 5 (cinco) dias. O prazo, como já sabido, é
considerado como o mínimo para a formulação da defesa, que contempla a
reunião de documentos e a concatenação de idéias e teses de defesa.
No dia da audiência, de acordo com o art. 847 da CLT, o reclamado apresentará
resposta caso seja infrutífera a primeira tentativa de conciliação, realizado nos
termos no art. 846 da CLT.

Exemplo: no dia e hora marcados, o Juiz do Trabalho fez o pregão das


partes, que compareçam à sala de audiência. O Magistrado perguntou se
havia a possibilidade de acordo entre as partes, o que foi respondido que
não. O Juiz tentou mediar a situação, mas realmente não havia a menor
possibilidade de acordo, razão pela qual passou a palavra ao reclamado
para que apresentasse a sua defesa, conforme art. 847 da CLT.

Importante frisar que a defesa é apresentada oralmente, no prazo de 20 (vinte)


minutos, englobando todas as peças de defesa (contestação, exceções e
reconvenção). A prática mostra-se bastante diferente da teoria, já que os réus
trazem as defesas escritas, sendo apresentadas ao juiz juntamente com os
documentos.
! Para as provas objetivas de concursos públicos, a única
alternativa correta é aquele que destaca que a defesa é
apresentada oralmente, no prazo de 20 (vinte) minutos. Em
havendo litisconsórcio passivo, cada réu terá 20 (vinte)
minutos para aduzir sua defesa.

Art. 847 - Não havendo acordo, o reclamado terá vinte


minutos para aduzir sua defesa, após a leitura da
reclamação, quando esta não for dispensada por ambas as
partes.

Havendo mais de um reclamado, cada um terá o prazo acima descrito para


apresentação oral de sua defesa. Tal forma de apresentação da defesa reflete os
princípios que fundamentam o processo do trabalho, em especial, o jus
postulandi e a celeridade.

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Exemplo: em determinada ação trabalhi ta, chegou e ao dia da


audiência, sem que houvesse qualquer possibilidade de acordo. Assim, o
Juiz passou a palavra ao Advogado do reclamado, para que apresentasse
a defesa. Como o Advogado havia sido contratado naquele dia, sem
tempo de redigir a defesa, apresentou oralmente, no prazo de 20
minutos. Utilizou esse tempo para apresentar a contestação, afirmando
que não houve o dano moral descrito na petição inicial e, também, para
apresentar uma exceção de incompetência, afirmando que a ação
deveria ser ajuizada no Rio de Janeiro e não em São Paulo, pois foi
naquela primeira cidade que houve a prestação dos serviços. Terminada
a apresentação da defesa, o Juiz passou à instrução do processo, isto é,
à produção das provas.

2.1. Revelia;

Sobre o tema, é indispensável asseverar que a ausência do reclamado à


audiência importa em revelia, com presunção de veracidade dos fatos narrados,
conforme art. 844 da CLT, desde que não haja motivo relevante, conforme deixa
claro o parágrafo único do dispositivo em destaque. A presença apenas do
Advogado do reclamado, estando ausente o preposto ou quem lhe represente,
também gera revelia, uma vez que não se pode ser preposto e Advogado ao
mesmo tempo. A ausência do preposto pode ser justificada através de atestado
médico que informe a impossibilidade de locomoção, tudo em conformidade com
a Súmula n. 122 do TST.
! Sobre o tema “preposto”, destaca-se a Súmula n. 377 do TST,
que traz como regra geral a necessidade daquele ser
empregado.

Exemplo: imagine que em determinada ação trabalhista, o reclamante


afirme que sempre trabalhou 2 horas extraordinárias, durante todo o
período em que trabalhou para a reclamada (3 anos), sem nunca receber
qualquer quantia por isso (adicional de trabalho extraordinário).
Regularmente notificada, a empresa não compareceu à audiência, pois o
preposto e o Advogado se confundiram em relação à data. Diante da

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ausência da reclamada, o Juiz aplicou os efeitos da revelia, considerando
verdadeiros os fatos afirmados na inicial, ou seja, que houve o trabalho
extraordinário e que o reclamante não recebeu pelo mesmo. Diante da
presunção de veracidade, dispensou a produção de outras provas e
proferiu sentença oral, condenando a reclamada ao pagamento das
horas extraordinárias e seus reflexos legais.

Art. 844 - O não-comparecimento do reclamante à audiência


importa o arquivamento da reclamação, e o não-
comparecimento do reclamado importa revelia, além de
confissão quanto à matéria de fato. Parágrafo único -
Ocorrendo, entretanto, motivo relevante, poderá o
presidente suspender o julgamento, designando nova
audiência.

Súmula nº 122 do TST: A reclamada, ausente à audiência em


que deveria apresentar defesa, é revel, ainda que presente
seu advogado munido de procuração, podendo ser ilidida a
revelia mediante a apresentação de atestado médico, que
deverá declarar, expressa-mente, a impossibilidade de
locomoção do empregador ou do seu preposto no dia da
audiência.

Súmula nº 377 do TST: Exceto quanto à reclamação de


empregado doméstico, ou contra micro ou pequeno
empresário, o preposto deve ser necessariamente
empregado do reclamado. Inteligência do art. 843, § 1º, da
CLT e do art. 54 da Lei Complementar nº 123, de 14 de
dezembro de 2006.

Destaque também para a OJ n. 245 da SBDI-1 do TST, que diz inexistir previsão
legal que justifique o atraso à audiência, o que significa dizer, em outras
palavras, que feito o pregão das partes, o Juiz não precisa aguardar para
verificar se reclamante e reclamado estão presentes, podendo desde logo impor
as conseqüências legais, que são, respectivamente, o arquivamento da inicial e a
revelia.

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OJ nº 245 da SDI-1 do TST: Inexiste previsão legal
tolerando atraso no horário de comparecimento da parte na
audiência.

Ainda a respeito da revelia, três são os efeitos de tal instituto trabalhista. Sendo
o réu revel, podem surgir como conseqüências do fenômeno:

1º) A presunção de veracidade dos fatos narrados pelo autor: em regra,


os fatos narrados pelo autor na petição inicial são tidos como verdadeiros, já que
não há controvérsia acerca dos mesmos, conforme art. 319 do CPC. A
apresentação de defesa em relação ao mérito (fatos e fundamentos jurídicos
apresentados na petição inicial como premissas para os pedidos) gera a
controvérsia típica de uma demanda judicial, que será objeto das provas e do
livre convencimento motivado do julgador. Se não há controvérsia, os fatos são
considerados verdadeiros, por presunção relativa, dispensando-se a produção
das provas.
! A presunção relativa de veracidade não impede o Juiz de
determinar a produção de provas, haja vista os seus poderes
instrutórios, previstos no art. 130 do CPC e reconhecidos pela
jurisprudência consolidada do TST, por meio do inciso III na
Sumula de nº 74.

Art. 319. Se o réu não contestar a ação, reputar-se-ão


verdadeiros os fatos afirmados pelo autor.

Art. 130. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da


parte, determinar as provas necessárias à instrução do
processo, indeferindo as diligências inúteis ou meramente
protelatórias.

Súmula nº 74, III do TST: A vedação à produção de prova


posterior pela parte confessa somente a ela se aplica, não
afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de
conduzir o processo.

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Importante destacar que a regra acima disposta encontra exceções, nas
situações descritas no art. 320 do CPC, a saber:

Art. 320. A revelia não induz, contudo, o efeito mencionado


no artigo antecedente: I - se, havendo pluralidade de réus,
algum deles contestar a ação; II - se o litígio versar sobre
direitos indisponíveis; III - se a petição inicial não estiver
acompanhada do instrumento público, que a lei considere
indispensável à prova do ato.

I) Se, havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação:


sendo unitário o litisconsórcio, isto é, sendo os interesses dos
litisconsortes os mesmos e devendo a decisão a ser proferida ser única
para aqueles, a defesa apresentada por um aproveitará aos demais,
elidindo o efeito da revelia.

Exemplo: João ajuizou ação buscando o pagammento de comissões em


face das empresas “A” e “B”, com base no mesmo contrato firmado entre
todos. “A” não apresentou defesa, mas “B” apresentou, demonstrando
que aquele contrato era nulo, por ter sido falsificadas as assinaturas dos
representantes legais das empresas. Mesmo diante da ausência de “A”,
não haverá presunção de veracidade, por o outro litisconsorte “B”
apresentou defesa e controverteu os fatos narrados, pois toda a
pretensão está baseada no mesmo documento, que é o contrato firmado
com “A” e “B”.

II) Se o litígio versar sobre direitos indisponíveis: se o direito em


discussão for considerado indisponível, tal como ocorre como os
direitos de personalidade, bem como aqueles relacionados à segurança
e medicina do trabalho, não se operará tal efeito da revelia, uma vez
que, se não é possível dispor do direito, também não se permitirá a
presunção de veracidade, uma vez que é necessária a produção de
provas para aferir o ferimento à norma jurídica. Assim como ocorre em
relação, por exemplo, ao adicional de insalubridade. Mesmo sendo

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revel a reclamado, será necessária a produção de prova sobre a
insalubridade, não se podendo presumir que o reclamante trabalhava
sujeito a agentes insalubres.

Exemplo: João ajuizou ação trabalhista afirmando ter trabalhado em


ambiente insalubre, em grau máximo, pois havia um ruído muito alto.
Notificada a empresa, não compareceu à audiência. Apesar de revelia,
não serão presumidos verdadeiros os fatos, ou seja, não vamos presumir
que havia insalubridade. O Juiz deverá determinar a produção da prova
pericial para saber se o ambiente era insalubre ou não.

III) Se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento


público, que a lei considere indispensável à prova do ato: em
algumas situações, a prova do fato está intimamente ligada à juntada
de determinado documento, tido por indispensável naquela situação.
Assim ocorre no processo do trabalho quando se pleiteia verba
decorrente de acordo coletivo, convenção coletiva ou sentença
normativa. Caso tais documentos não sejam juntados aos autos, a
ausência de defesa não presumirá o direito do reclamante, já que os
referidos documentos mostram-se indispensáveis na hipótese.

Exemplo: ajuizei ação trabalhista requerendo a condenação da empresa


reclamada ao pagamento de horas extraordinárias com adicional de
150%, alegando que recebia tão somente adicional de 50% e que a
Convenção Coletiva de Categoria prevê aquele primeiro percentual mais
elevado. Contudo, não juntei aos autos a Convenção Coletiva de
Trabalho. A reclamada foi notificada mas não compareceu. Apesar da
revelia, não vamos presumir que o adicional devido é 150%, pois nção
houve a juntada da CCT, instrumento indispensável para a prova do fato.

2º) Julgamento antecipado da lide: a presunção de veracidade dos fatos


trazidos pelo autor torna possível o julgamento antecipado da lide, que consiste
na dispensa da fase instrutória para imediato julgamento, isto é, o Magistrado
dispensa a produção de provas e profere sentença. Tal possibilidade encontra-se
prevista no art. 330, II do CPC.

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! Mesmo havendo revelia, o Juiz não está obrigado a julgar
antecipadamente a lide, já que pode determinar a produção de
provas, já que os seus poderes instrutórios foram reconhecidos
pelo art. 130 do CPC, permitindo àquele a produção de
qualquer meio de prova em direito admitido.

Art. 330. O juiz conhecerá diretamente do pedido,


proferindo sentença: I - quando a questão de mérito for
unicamente de direito, ou, sendo de direito e de fato, não
houver necessidade de produzir prova em audiência; II -
quando ocorrer a revelia (art. 319)

3º) Desnecessidade de intimação do réu dos atos processuais, com


fluência automática dos prazos: o revel não precisa ser intimado da prática
dos atos processuais posteriores ao momento no qual poderia ser apresentado
defesa. Logo, não precisa ser intimado de audiência posterior que venha a ser
designada ou do início da realização da perícia, bem como da entrega do laudo
pelo perito. Ocorre que, consoante disposição contida no art. 852 da CLT, o réu,
mesmo que revel, deverá ser intimado da sentença, já que pode recorrer e
praticar atos processuais a qualquer momento. O fato de ter sido declarado revel
não impede a realização posterior de atos processuais, já que o parágrafo único
do art. 322 do CPC assevera a possibilidade daquele intervir no processo no
estado em que se encontra. O revel tão somente não poderá realizar atos já
acobertados pela preclusão. Dois pontos ainda importantes sobre o tema: o
revel que tenha Advogado nos autos possui direito a ser intimado de todos os
atos processuais, a teor do art. 322 do CPC, alterado pela Lei n. 11.280/06.
Assim, mesmo representado por patrono, se for revel, terá direito a ser
intimado, sob pena de nulidade por violação ao princípio do contraditório e, por
fim, mesmo sendo o réu revel, o autor somente poderá alterar os pedidos ou
causa de pedir, após a notificação daquele, se for realizada nova notificação, por
aplicação subsidiária do art. 321 do CPC. Caso o autor, por exemplo, queira
incluir pedido de condenação do réu ao pagamento de danos morais, deverá o
Juiz do Trabalho suspender a audiência e notificar o réu para apresentar defesa
sobre o novo pedido, designando-se nova audiência com respeito ao prazo
mínimo de 5 (cinco) dias, conforme art. 841 da CLT.

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! Não se esquecer das seguintes regras: se o réu revel não
estiver representado por Advogado, precisa ser notificado
apenas da sentença (art. 852 CLT). Caso contrário, terá direito
a ser notificado de todos os atos processuais (art. 322 CPC).

Art. 852 - Da decisão serão os litigantes notificados,


pessoalmente, ou por seu representante, na própria
audiência. No caso de revelia, a notificação far-se-á pela
forma estabelecida no § 1º do art. 841.

Art. 321. Ainda que ocorra revelia, o autor não poderá


alterar o pedido, ou a causa de pedir, nem demandar
declaração incidente, salvo promovendo nova citação do
réu, a quem será assegurado o direito de responder no
prazo de 15 (quinze) dias.

Art. 322. Contra o revel que não tenha patrono nos autos,
correrão os prazos independentemente de intimação, a
partir da publicação de cada ato decisório. Parágrafo único O
revel poderá intervir no processo em qualquer fase,
recebendo-o no estado em que se encontrar.

Art. 841 - Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão


ou secretário, dentro de 48 (quarenta e oito) horas,
remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao
reclamado, notificando-o ao mesmo tempo, para comparecer
à audiência do julgamento, que será a primeira
desimpedida, depois de 5 (cinco) dias.

Exemplo: digamos que eu tenha ajuizado uma ação trabalhista pedindo


a condenação ao pagamento de danos materiais, por determinado
acidente que sofri em serviço. A reclamada foi notificada regularmente,
mas não compareceu à audiência. Após ser decretada a revelia, lembrei
de pedir também o dano moral em virtude da situação. Como já havia
passado o momento da defesa, essa inclusão do dano moral somente é
possível se o reclamado permitir. Para isso, será a mesma intimada para
dizer se permite ou não a inclusão. Permitindo, será designada nova

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audiência para que eu apresente defesa em relação ao dano moral. Se
não permitir, o processo continuará em relação ao dano material,
podendo o autor propor outra ação apenas para pedir a condenação ao
pagamento dos danos morais.

2.2. Espécies de defesa;

Em item anterior, fixou-se a premissa de que a defesa do réu deve ser


apresentada oralmente, no prazo máximo de 20 (vinte) minutos, conforme
descrição legal imposta pelo art. 847 da CLT.
! Apesar de na prática forense a defesa ser apresentada por
escrito, para fins de provas objetivas de concursos públicos,
deve-se adotar o entendimento legal, qual seja, oral e em 20
minutos.

Art. 847 - Não havendo acordo, o reclamado terá vinte


minutos para aduzir sua defesa, após a leitura da
reclamação, quando esta não for dispensada por ambas as
partes.

Poderá o reclamado apresentar diversas peças de defesa, cada uma com o seu
objetivo específico. Assim, poderá aquele apresentar apenas a contestação, peça
mais utilizada no cotidiano forense, ou optar por apresentar também alguma
exceção ou reconvenção. Optando pela apresentação de mais de uma peça de
defesa, deverá fazê-lo dentro dos 20 (vinte) minutos de que dispõe, isto é, a
apresentação oral de todas as peças não poderá exceder o limite legal.
Serão analisadas, uma a uma, as peças que o reclamado pode valer-se para sua
defesa, destacando as formalidades legais, o procedimento e conseqüência de
seu acatamento.

2.2.1. Contestação;

A principal peça de defesa do reclamado é denominada contestação e na maioria


nas demandas trabalhistas mostra-se como a única a ser apresentada, já que a

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existência de algum vício que imponha a apresentação das demais peças de
defesa, como a suspeição ou impedimento do julgador ou a incompetência do
juízo, exemplificativamente, são situações excepcionais.

2.2.1.1. Preliminares de mérito;

Ao formular uma contestação, poderá o reclamado aduzir matérias relacionadas


ao processo (preliminares de mérito) e outras que dizem respeito aos fatos e
fundamentos jurídicos, bem como aos pedidos, formulados pelo reclamante
(defesa de mérito).
Em relação à primeira hipótese, prevista no art. 301 do CPC e denominada de
“argüição de preliminares de mérito”, há que se dizer que diversas são as
matérias (vícios e irregularidades) que o reclamado pode afirmar, buscando ora
a extinção do feito, ora a correção da irregularidade.

Art. 301. Compete-lhe, porém, antes de discutir o mérito,


alegar: I - inexistência ou nulidade da citação; II -
incompetência absoluta; III - inépcia da petição inicial; IV -
perempção; V - litispendência; Vl - coisa julgada; VII -
conexão; Vlll - incapacidade da parte, defeito de
representação ou falta de autorização; IX - convenção de
arbitragem; X - carência de ação; Xl - falta de caução ou de
outra prestação, que a lei exige como preliminar. §
1o Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada, quando se
reproduz ação anteriormente ajuizada. § 2o Uma ação é
idêntica à outra quando tem as mesmas partes, a mesma
causa de pedir e o mesmo pedido. § 3o Há litispendência,
quando se repete ação, que está em curso; há coisa julgada,
quando se repete ação que já foi decidida por sentença, de
que não caiba recurso. § 4o Com exceção do compromisso
arbitral, o juiz conhecerá de ofício da matéria enumerada
neste artigo.

Afirma o art. 301 do CPC que “compete-lhe, porém, antes de discutir o mérito,
alegar:”, trazendo em seguido extenso rol de situações que podem ser objeto de
análise pelo Poder Judiciário. Recebem o nome de preliminares de mérito pois

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devem ser apresentadas antes de qualquer defesa em face das afirmações
contidas na inicial, que resultam nos pedidos apresentados (mérito).
! Não há forma predeterminada para a formulação da
contestação, e sim, uma ordem lógica que geralmente é
seguida, que consiste em deduzir em primeiro lugar as
matérias consideradas preliminares para, em seguida, falar-se
sobre o mérito.
A respeito das preliminares de mérito, alguns comentários indispensáveis devem
ser formulados:
 Com exceção do compromisso arbitral, todas as matérias arroladas no art.
301 do CPC são consideradas de ordem pública, o que representa dizer
que poderão ser reconhecidas de ofício pelo Magistrado, isto é, sem
necessidade de pedido. De acordo com o §4º do artigo referido, somente
há necessidade de pedido para o reconhecimento do compromisso
arbitral.
! Matéria de ordem pública é aquela que pode ser reconhecida
de ofício pelo Juiz, sobre a qual não há preclusão, por mostrar-
se de interesse do Estado, tais como as condições da ação e
pressupostos processuais.

§ 4o Com exceção do compromisso arbitral, o juiz conhecerá


de ofício da matéria enumerada neste artigo.

 As preliminares de mérito são classificadas em dilatórias e peremptórias, a


depender das conseqüências advindas de seu reconhecimento, sendo que
as primeiras acarretam a dilatação do procedimento, isto é,, o seu
alongamento, enquanto as últimas geram a extinção do feito sem
resolução do mérito. Como exemplos das dilatórias pode-se citar:
inexistência ou nulidade de citação, incompetência absoluta, conexão, etc.
Já em relação à inépcia da petição inicial, perempção, coisa julgada,
litispendência, dentre outros, têm-se matérias peremptórias.

O fato do reclamado não ter aduzido as preliminares descritas no art. 301 do


CPC não impede que o Juiz as conheça de ofício, como já afirmado, e que o
próprio reclamado formule posteriormente pedido no sentido de que sejam

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reconhecidos os vícios, uma vez inexistir preclusão em relação às matérias de
ordem pública.

Exemplo: fui contratado como Advogado de uma empresa em


determinado processo trabalhista e estou redigindo a defesa. Verifiquei
que não houve a prestação das horas extraordinárias, conforme alegado
pelo autor e que o mesmo recebeu o adicional de transferência,
diferentemente do que alega na petição inicial. As teses da defesa estão
prontas. Contudo, antes de demonstrar que o autor não tem direito, vou
redigir as preliminares de mérito, demonstrando que já existe outra ação
idêntica à essa, ajuizada no ano passado e que está tramitando na 3ª
Vara do Trabalho de Vitória. Assim, vou alegar a preliminar de
litispendência.

2.2.1.2. Defesa de mérito;

No que toca à defesa de mérito a ser formulada pelo reclamado, duas regras
(consideradas pela doutrina majoritária como princípios específicos) devem ser
seguidas, a saber:

 Princípio da impugnação especificada dos fatos – Art. 302 do CPC:

Art. 302. Cabe também ao réu manifestar-se precisamente


sobre os fatos narrados na petição inicial. Presumem-se
verdadeiros os fatos não impugnados, salvo: I - se não for
admissível, a seu respeito, a confissão; II - se a petição
inicial não estiver acompanhada do instrumento público que
a lei considerar da substância do ato; III - se estiverem em
contradição com a defesa, considerada em seu conjunto.
Parágrafo único. Esta regra, quanto ao ônus da impugnação
especificada dos fatos, não se aplica ao advogado dativo, ao
curador especial e ao órgão do Ministério Público.

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Ao formular a sua defesa de mérito, deverá o reclamado “voltar seus olhos” para
a petição inicial, impugnando todos os fatos e pedidos ali contidos, de maneira a
evitar a confissão ficta, já que a ausência de defesa em relação a algum ou
alguns, importa em revelia, que traz consigo, como já estudado, a presunção de
veracidade. Não há possibilidade, como regra geral, do reclamado apresentar
contestação genérica, isto é, por negação geral, por meio da qual afirme que
todos os fatos narrados são inverídicos e, por conseqüência, requerendo a
improcedência dos pedidos formulados. Essa espécie de defesa não é aceita,
regra geral, pois não impugna precisamente os fatos que foram levados ao
Poder Judiciário. O art. 302 do CPC destaca que “cabe também ao réu
manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial.
Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados, salvo:”. Como se pode
observar, a regra da presunção de veracidade possui algumas exceções, a
saber:
o Se não for possível a confissão: tratando-se de direito
indisponíveis, sobre os quais não pode haver confissão ou renúncia
(como nas hipóteses de direitos de personalidade), não caberá a
referida presunção de veracidade, já que tais fatos devem ser
provados nos autos.

o Se a petição inicial não estiver acompanhada de documento


indispensável a prova do ato: se a lei considerada indispensável
determinado documento e o mesmo não é juntado aos autos, não
pode considerar-se provado aquele em virtude da revelia, razão
pela qual não incide tal conseqüência da inércia do reclamado.
Como exemplo, pedido formulado pelo autor embasado em acordo
ou convenção coletiva de trabalho, sem que tais normas sejam
juntadas ao processo.

o Se estiverem em contradição com a defesa em seu conjunto:


muitas vezes não são impugnados todos os pedidos do autor, mas a
defesa em seu conjunto faz controverter todos aqueles, pois
decorrem da procedência de um principal, como ocorre com o
reconhecimento de vínculo de emprego e condenação às verbas
dele decorrentes. Pode ser que o reclamado não impugne o

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pagamento de 13º salário, férias + 1/3, aviso prévio, etc., em
demanda em que se pretende o reconhecimento do vínculo de
emprego. Mas o fato de ter apresentado defesa negando o vínculo
de emprego faz controvertidos todos os pedidos, dispensando-se a
impugnação específica em relação a todos.

Verifica-se claramente que apresentar defesa por negação geral é o mesmo que
não apresentar, pois a presunção de veracidade surge como uma conseqüência
imediata, salvo as exceções acima tratadas.
Tal regra comporta exceções, isto é, alguns sujeitos processuais podem
apresentar defesa genérica ou por negação geral, a saber: curador especial,
advogado dativo, Ministério Público, nos exatos termos do art. 302, § único do
CPC. Qualquer outro ente que venha a apresentar defesa estará cingido ao
princípio da impugnação especificada dos fatos.

Exemplo: em determinada ação trabalhista foram formulados 5 pedidos:


pagamento de adicional noturno, horas extras, dano moral, adicional de
transferência e adicional de insalubridade. Ao redigir a defesa, tenho que
demonstrar a inexistência do direito do autor em relação à cada pedido.
Assim, tenho que demonstrar, por exemplo, que ele não trabalhava no
período noturno, que as horas extras já foram pagas, que não houve o
dano moral, que a transferência era definitiva e que a utilização de
equipamentos de proteção individual exclui a insalubridade. Vejam que a
minha defesa foi específica, pois me defendi de todos os pedidos. Não
posso, por exemplo, dizer que o autor não tem direito aos pedidos, pois
não provou as suas alegações. Essa defesa, considerada genérica, não é
aceita.

 Princípio da eventualidade – Art. 303 do CPC:

Art. 303. Depois da contestação, só é lícito deduzir novas


alegações quando: I - relativas a direito superveniente; II -
competir ao juiz conhecer delas de ofício; III - por expressa
autorização legal, puderem ser formuladas em qualquer
tempo e juízo.

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Ao formular a sua defesa meritória, o reclamado deverá reunir todos os


argumentos e documentos, apresentando-os todos de uma vez, isto é, num
único evento, que é a audiência, sob pena de preclusão. Tal princípio impede a
realização de defesas por partes ou etapas. A apresentação de apenas um
fundamento de defesa gera preclusão consumativa para qualquer outro, já que o
réu utilizou-se do único momento que possuía para levar ao Estado-Juiz os seus
fatos impeditivos, modificativos e extintivos do direito do autor.
Ocorre que tal princípio também comporta exceções, previstas no art. 303 do
CPC, que trata das situações em que o reclamado poderá valer-se de momento
posterior para levar ao Poder Judiciário as suas alegações. São as seguintes
exceções:

 Relativas a direito superveniente, isto é, fatos que ocorreram


posteriormente à apresentação da defesa, mas que estão relacionados ao
objeto da demanda;
 Podem ser conhecidas de ofício pelo Juiz, tais como as condições da
ação e pressupostos processuais, que são conhecidos como matérias de
ordem pública.
 Podem ser formuladas a qualquer tempo, por expressa
autorização legal, tal como ocorre com a prescrição e decadência, bem
como as normas de ordem pública acima descritas, confundindo-se nesse
ponto as duas hipóteses.

Exemplo: o princípio da eventualidade diz que a defesa deve ser


apresentada toda de uma vez só, na audiência, não podendo a parte
trazer os seus fundamentos aos poucos, como um “conta-gotas”. Assim,
contra um pedido de condenação ao pagamento de horas extras, deve a
parte alegar, na mesma defesa, de uma vez só: que não foram
prestadas as horas extras; que todas já foram pagas; que existe sistema
de compensação de jornada, etc, mesmo que as defesas pareçam
contraditórias.

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2.2.1.3. Compensação, dedução e retenção como matérias de


defesa:

Os três temas mostram-se extremamente importantes na prática trabalhista,


despertando algumas dúvidas, que passam a ser aclaradas.
 Compensação: trata-se de forma de extinção das obrigações, quando
duas pessoas são credoras e devedoras ao mesmo tempo, tratando-se de
hipótese se extinção indireta da obrigação. No plano processual, a
alegação de compensação é considerada como uma defesa indireta, pois o
réu alega um fato extintivo do direito do autor. A alegação de
compensação é possível no processo do trabalho desde que respeitadas
algumas regras, constantes da CLT e Súmulas do TST, a saber:
o O momento processual adequado para requer-se a compensação é
a defesa, pois o art. 767 da CLT dispõe que deve ser argüida como
matéria de defesa. Tal idéia também está contida na Súmula nº 48
do TST, que diz ser a contestação a peça de defesa adequada à sua
argüição.

Art. 767 - A compensação, ou retenção, só poderá ser


argüida como matéria de defesa.

Súmula nº 48 do TST: A compensação só poderá ser argüida


com a contestação.

o A compensação na seara trabalhista, apesar de possível, mostra-se


bastante restrita, pois é permitida apenas entre dívidas de natureza
trabalhista, isto é, o reclamado poderá valer-se da compensação
para extinguir a sua obrigação se for credor de dívida de igual
natureza, como ocorre quando o empregado não concede o aviso-
prévio e o empregador compensa tal valor com o devido em virtude
da rescisão. Também é possível na ocorrência de dano pelo
empregado, desde que pactuado o desconto ou decorrente de dolo,
conforme dispõe o art. 462, §1º da CLT. O TST sedimentou o
entendimento por meio da Súmula nº 18 do TST.

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Art. 462 Ao empregador é vedado efetuar qualquer


desconto nos salários do empregado, salvo quando este
resultar de adiantamentos, de dispositvos de lei ou de
contrato coletivo. § 1º - Em caso de dano causado pelo
empregado, o desconto será lícito, desde de que esta
possibilidade tenha sido acordada ou na ocorrência de dolo
do empregado.

Súmula nº 18 do TST: A compensação, na Justiça do


Trabalho, está restrita a dívidas de natureza trabalhista.

 Dedução: Na dedução, o réu demonstra que já foram efetuados


pagamentos relacionados às mesmas parcelas pleiteadas pelo autor.
Diferencia-se da compensação, pois pode ser requerida pela parte a
qualquer tempo e grau de jurisdição, podendo ser reconhecida de ofício
pelo Magistrado, evitando-se o enriquecimento ilícito do reclamante.
 Retenção: na retenção, o empregador retém objeto de titularidade do
empregado, visando forçá-lo ao pagamento de dívida, devendo ser
requerida na contestação, sob pena de preclusão, conforme art. 767 da
CLT.

Art. 767 - A compensação, ou retenção, só poderá ser


argüida como matéria de defesa.

Exemplo: digamos que o autor da ação trabalhista esteja pedindo a


condenação ao pagamento de R$10.000,00 à título de verbas rescisórias.
Esse mesmo empregado, por dolo, quebrou uma máquina e o conserto
custou R$3.000,00. Posso, na defesa, requerer a compensação, que não
foi possível na rescisão diante do valor elevado, já que o dano decorreu
da relação de emprego, ou seja, o valor a ser compensado é considerado
uma dívida trabalhista. Também posso requerer a compensação do valor
do aviso prévio, que o trabalhador não concedeu, conforme art. 487 da
CLT.

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2.2.2. Exceções;

Ao tratar do tema no art. 799, a CLT afirma que poderão ser opostas as
exceções de suspeição e incompetência, mostrando-se silente em relação à
exceção de impedimento. Contudo, há uma explicação histórica para tal
omissão. Quando da elaboração da CLT, estava em vigor o CPC/39, que não
fazia menção à exceção de impedimento, levando o legislador trabalhista a
também incorrer na omissão. Contudo, após a entrada em vigor do CPC/73, que
passou a prever no art. 304 as três espécies de exceção, a saber:
incompetência, suspeição e impedimento.

Art. 799 - Nas causas da jurisdição da Justiça do Trabalho,


somente podem ser opostas, com suspensão do feito, as
exceções de suspeição ou incompetência.

Art. 304. É lícito a qualquer das partes argüir, por meio de


exceção, a incompetência (art. 112), o impedimento (art.
134) ou a suspeição (art. 135).

Por se tratarem de peças de defesa, deverão ser apresentadas em audiência,


oralmente de acordo com o art. 847 da CLT, ou por escrito, como se realiza na
prática forense.

Art. 847 - Não havendo acordo, o reclamado terá vinte


minutos para aduzir sua defesa, após a leitura da
reclamação, quando esta não for dispensada por ambas as
partes.

2.2.2.1. Exceção de incompetência;

A exceção de incompetência ou exceção declinatória de foro, poderá ser


apresentada pelo reclamado quando foram desrespeitadas as regras sobre
competência territorial, previstas no art. 651 da CLT, que em síntese afirmam a

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necessidade de ajuizamento da demanda trabalhista no foro da prestação dos
serviços, independentemente se a contratação ocorreu em outro lugar.

Art. 651 - A competência das Juntas de Conciliação e


Julgamento é determinada pela localidade onde o
empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao
empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local
ou no estrangeiro.

Além disso, é importante frisar que a não apresentação da exceção de


incompetência gera a prorrogação da competência, o que significa dizer que o
foro incompetente passa a ser competente em decorrência da inércia do
reclamado.
O processo ficará suspenso até que a exceção seja julgada. Salienta-se que a
mera apresentação da exceção já acarreta a suspensão do processo, não sendo
necessário o seu recebimento pelo Magistrado. Até por isso que a CLT previu um
prazo bastante exíguo para que o excepto (exceto) (autor da ação trabalhista)
apresente manifestação, a saber, 24h (vinte e quatro horas), conforme art. 800
da CLT. Além disso, o mesmo artigo vaticina que o incidente será julgado na
audiência ou sessão que se seguir, demonstrando a necessidade de conduzir-se
aquele da forma mais célere possível, buscando dar continuidade ao trâmite
processual da ação principal.

Art. 800 - Apresentada a exceção de incompetência, abrir-


se-á vista dos autos ao exceto, por 24 (vinte e quatro) horas
improrrogáveis, devendo a decisão ser proferida na primeira
audiência ou sessão que se seguir.

Por fim, importante questão deve ser estudada: a inaplicabilidade do art. 305, §
único do CPC ao processo do trabalho. A aludida norma foi inserida no Código de
Processo Civil por meio da Lei nº 11.280/06, de forma a facilitar a prática do ato
processual, já que previu a possibilidade da petição da exceção de
incompetência ser protocolizada no foro do domicilio do réu e não mais naquele
em que tramita a demanda.

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Art. 305. Este direito pode ser exercido em qualquer tempo,
ou grau de jurisdição, cabendo à parte oferecer exceção, no
prazo de quinze (15) dias, contado do fato que ocasionou a
incompetência, o impedimento ou a suspeição. Parágrafo
único. Na exceção de incompetência (art. 112 desta Lei), a
petição pode ser protocolizada no juízo de domicílio do réu,
com requerimento de sua imediata remessa ao juízo que
determinou a citação.

O entendimento majoritário, apesar da norma estar atrelada ao princípio do


acesso à justiça, é no sentido de não ser aplicável ao processo do trabalho, por
esbarrar na sistemática processual trabalhista, que determina a apresentação da
exceção em audiência. Assim, em virtude do momento em que deve ser
apresentada a defesa, não se mostra viável a aplicação do dispositivo legal.

Exemplo: contratei um empregado em Vitória/ES para trabalhar na filial


de São Paulo/SP. Após a sua demissão, ajuizou ação trabalhista, que foi
distribuída à 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. O empregado ajuizou a
ação nessa localidade por ser o seu domicílio. Ao apresentar a defesa em
audiência, apresentei exceção de incompetência, demonstrando que a
ação deveria ter sido ajuizada em São Paulo, local da prestação dos
serviços, conforme art. 651 da CLT. O Juiz julgou procedente a exceção
e determinou a remessa dos autos para uma das Varas do Trabalho de
São Paulo/SP.

2.2.2.2. Exceções de suspeição e impedimento;

As exceções de suspeição e de impedimento serão apresentadas quando houver


quebra de imparcialidade do Julgador, por se enquadrar nas hipóteses dos
artigos 134 e 135 do CPC. Nessas situações, por mostrar-se parcial, deve ser
substituído por outro julgador imparcial.

Art. 134. É defeso ao juiz exercer as suas funções no


processo contencioso ou voluntário: I - de que for parte; II -
em que interveio como mandatário da parte, oficiou como

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perito, funcionou como órgão do Ministério Público, ou
prestou depoimento como testemunha; III - que conheceu
em primeiro grau de jurisdição, tendo-lhe proferido
sentença ou decisão; IV - quando nele estiver postulando,
como advogado da parte, o seu cônjuge ou qualquer parente
seu, consangüíneo ou afim, em linha reta; ou na linha
colateral até o segundo grau; V - quando cônjuge, parente,
consangüíneo ou afim, de alguma das partes, em linha reta
ou, na colateral, até o terceiro grau; VI - quando for órgão
de direção ou de administração de pessoa jurídica, parte na
causa. Parágrafo único. No caso do no IV, o impedimento só
se verifica quando o advogado já estava exercendo o
patrocínio da causa; é, porém, vedado ao advogado pleitear
no processo, a fim de criar o impedimento do juiz.

Art. 135. Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do


juiz, quando: I - amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer
das partes; II - alguma das partes for credora ou devedora
do juiz, de seu cônjuge ou de parentes destes, em linha reta
ou na colateral até o terceiro grau; III - herdeiro presuntivo,
donatário ou empregador de alguma das partes; IV - receber
dádivas antes ou depois de iniciado o processo; aconselhar
alguma das partes acerca do objeto da causa, ou
subministrar meios para atender às despesas do litígio; V -
interessado no julgamento da causa em favor de uma das
partes. Parágrafo único. Poderá ainda o juiz declarar-se
suspeito por motivo íntimo.

No tocante ao procedimento, deve-se observar que o art. 802 da CLT prevê


situação que não mais se coaduna com a organização da Justiça do Trabalho de
1ª grau, já que com a EC nº 24/99, restou extinta a representação classista na
Justiça do Trabalho.

Art. 802 - Apresentada a exceção de suspeição, o juiz ou


Tribunal designará audiência dentro de 48 (quarenta e oito)
horas, para instrução e julgamento da exceção. § 1º - Nas
Juntas de Conciliação e Julgamento e nos Tribunais

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Regionais, julgada procedente a exceção de suspeição, será
logo convocado para a mesma audiência ou sessão, ou para
a seguinte, o suplente do membro suspeito, o qual
continuará a funcionar no feito até decisão final. Proceder-
se-á da mesma maneira quando algum dos membros se
declarar suspeito. § 2º - Se se tratar de suspeição de Juiz de
Direito, será este substituído na forma da organização
judiciária local.

Até a referida emenda constitucional, vigorava o que está descrito no art. 802 do
CPC, que assinala o julgamento pelo Juiz ou Tribunal, no prazo de 48h (quarenta
e oito horas). Assim, devem ser aplicadas as normas dos artigos 313 e 314 do
CPC quando a suspeição/impedimento referirem-se ao Juiz do Trabalho, que
destacam:
 Ao reconhecer a suspeição e o impedimento, o Juiz do Trabalho remeterá
os autos ao substituto legal;
 Caso não reconhece a situação que lhe é imposta, apresentará as suas
razões no prazo de 10 (dez) dias, remetendo os autos ao Tribunal;
 Ao julgar o incidente, o Tribunal determinará o seu arquivamento ou,
reconhecendo o vício, condenará o Magistrado nas custas processuais,
determinando a remessa dos autos ao substituto legal;

Art. 313. Despachando a petição, o juiz, se reconhecer o


impedimento ou a suspeição, ordenará a remessa dos autos
ao seu substituto legal; em caso contrário, dentro de 10
(dez) dias, dará as suas razões, acompanhadas de
documentos e de rol de testemunhas, se houver, ordenando
a remessa dos autos ao tribunal.

Art. 314. Verificando que a exceção não tem fundamento


legal, o tribunal determinará o seu arquivamento; no caso
contrário condenará o juiz nas custas, mandando remeter os
autos ao seu substituto legal.

Exemplo: ajuizei uma ação trabalhista em Vitória/ES, que foi distribuída


perante a 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. No dia da audiência, após

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realizado o pregão, dirigi-me à sala de audiência e lá chegando “fiquei
branco”, pois o Juiz era o meu inimigo mortal, a pessoa que queria me
ver o mais longe possível, por desavenças do passado. Na hora pensei: -
perdi a ação. Esse Juiz não me prejudicar pois não gosta de mim. Meu
Advogado apresentou exceção de suspeição, alegando que o Magistrado
era meu inimigo capital, o que foi reconhecido de plano pelo Juiz, que
determinou a remessa dos autos à outra Vara do Trabalho. Caso ele não
tivesse reconhecido o que foi alegado, iria apresentar defesa e
encaminhar a exceção de suspeição ao TRT, para julgamento.

2.2.3. Reconvenção;

A reconvenção mostra-se como importante peça de defesa, constituindo-se


como um contra-ataque do réu ao autor, no mesmo processo, sendo por isso
considerado instituto de relevo para a consecução dos princípios da economia e
celeridade processuais. A possibilidade de apresentar-se a reconvenção
encontra-se no art. 315 do CPC. O dispositivo legal afirma a possibilidade de
apresentação, demonstrando que o réu não é obrigado a apresentá-la, podendo,
caso queira, levar a sua pretensão por meio de ação autônoma.
! O fato do réu não ter apresentado reconvenção, no prazo de
defesa, não impede o ajuizamento posterior de ação autônoma,
não havendo, portanto, preclusão. Trata-se a reconvenção de
mais uma opção conferida à parte para levar sua pretensão ao
Poder Judiciário.

Art. 315. O réu pode reconvir ao autor no mesmo processo,


toda vez que a reconvenção seja conexa com a ação
principal ou com o fundamento da defesa. Parágrafo único.
Não pode o réu, em seu próprio nome, reconvir ao autor,
quando este demandar em nome de outrem.

O contra-ataque que se realiza por meio da reconvenção depende da presença


de alguns requisitos, a saber:
 Competência: o juízo da ação principal deve possuir competência para
julgar a pretensão exposta na reconvenção.

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 Conexão entre a ação principal e a reconvenção: o art. 315 do CPC
traz como requisito para a reconvenção a existência de conexão (art. 103
do CPC), entre a ação principal e a reconvenção. A possibilidade de
apresentar-se nova pretensão no mesmo processo decorre da existência
de um liame entre as causas de pedir ou pedidos.

Art. 103. Reputam-se conexas duas ou mais ações, quando


Ihes for comum o objeto ou a causa de pedir.

 Procedimento: o procedimento adotado para a ação deve ser o mesmo


para a reconvenção, uma vez que os atos processuais serão realizados em
conjunto, aproveitando-se, por exemplo, a audiência de instrução para
produzir provas para ação principal e reconvencional.
! Entendimento doutrinário e jurisprudencial dominante
destaca a impossibilidade de apresentação de reconvenção nos
ritos sumário e sumaríssimo, ante a incompatibilidade entre
reconvenção e os ritos céleres, uma vez que aquela amplia os
limites objetivos da lide.
 Pendência de ação: a apresentação de reconvenção decorre da
pendência de ação principal, já que aquela se utilizará do procedimento
instaurado pelo ajuizamento da demanda originária.

Matéria extremamente importante encontra-se disposta no parágrafo único do


art. 315 do CPC, assim redigido: “Não pode o réu, em seu próprio nome,
reconvir ao autor, quando este demandar em nome de outrem”.
O dispositivo afirma a impossibilidade do réu (réu-reconvinte) apresentar
reconvenção ao autor (autor-reconvindo) quando este estiver demandando com
legitimidade extraordinária (substituição processual), isto é, quando estiver
demandando em nome próprio em defesa de direito alheio, como rotineiramente
ocorre com os sindicatos. Quando este ente ajuizar ação trabalhista nessas
condições, o reclamado não poderá apresentar reconvenção, devendo, caso
queira levar sua pretensão ao Poder Judiciário, ajuizar ação autônoma. A razão
para a vedação legal é simples: na reconvenção requer-se a condenação ao
autor em alguma prestação, sendo inviável na hipótese em comento, já que o

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violador do direito do réu-reconvinte não participa do contraditório, pois
representado pelo Sindicato.
Como exemplos de reconvenção no processo do trabalho, pode-se falar no
pedido de devolução de equipamentos ou de condenação ao pagamento de
indenização decorrente de dano causado pelo obreiro, dentre outros.
Um dos aspectos mais importantes para os concursos públicos é a
autonomia/independência da reconvenção em relação à ação principal, disposta
no art. 317 do CPC. Apesar de ação principal e reconvenção se utilizarem do
mesmo procedimento, continuam a ser tratadas como duas ações
independentes, isto é, autônomas, o que representa dizer que a extinção de uma
não obsta o prosseguimento da outra.
! Em praticamente todas as provas de concursos que exploram
as disciplinas de direito processual civil e direito processual do
trabalho, é inserida questão analisando o tema em destaque. A
premissa que deve ser seguida pelo aluno é sempre a da
AUTONOMIA entre ação e reconvenção.

Art. 316. Oferecida a reconvenção, o autor reconvindo será


intimado, na pessoa do seu procurador, para contestá-la no
prazo de 15 (quinze) dias.

Art. 317. A desistência da ação, ou a existência de qualquer


causa que a extinga, não obsta ao prosseguimento da
reconvenção.

Art. 318. Julgar-se-ão na mesma sentença a ação e a


reconvenção.

Exemplo: durante muitos anos trabalhei para a mesma empresa, que


nunca me pagou horas extras. Pedi demissão e ajuizei ação trabalhista,
dando à causa o valor de R$10.000,00. Ocorre que nos últimos dias de
trabalho, propositalmente bati um veículo da empresa, gerando um
prejuízo de R$15.000,00. Na defesa, a empresa alegou que nunca
prestei horas extras e que, aquelas eventualmente prestadas, já tinham
sido pagas. Além disso, a empresa apresentou reconvenção
demonstrando o dolo no dano causado ao veículo, requerendo a minha

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condenação ao pagamento dos R$15.000,00. Na sentença, o julgou
condenou a empresa ao pagamento de R$3.000,00 a título de horas
extras, bem como me condenou ao pagamento de R$15.000,00 do
prejuízo do carro.

3. QUESTÕES COMENTADAS SOBRE O TEMA:

1 - Q302232 ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista


Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /
Audiências; )
Em se tratando de dissídio individual, a norma processual trabalhista
prevê, como regra, a realização de audiência UNA, ou seja, em um
determinado ato processual será realizada a tentativa de conciliação, a
instrução processual e o julgamento. Nesse sentido,
a) terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo, sendo
ouvidas as testemunhas, os peritos e os técnicos, se houver, e após será
efetuado o interrogatório dos litigantes.
b) caso o reclamante não compareça na audiência inaugural, mesmo
presente seu advogado, deverá necessariamente ser adiada a sessão.
c) é facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou
qualquer outro preposto que tenha conhecimento do fato, mas cujas
declarações não obrigarão o proponente.
d) aberta a audiência, o Juiz proporá a conciliação, sendo que se não
houver acordo, o reclamado poderá apresentar defesa oral no tempo
máximo de 10 (dez) minutos.
e) deverão estar presentes o reclamante e o reclamado na audiência de
julgamento, independentemente do comparecimento de seus
representantes.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”.A informação contida na letra
“E”, de que as partes devem comparecer à audiência independentemente
de seus representantes, encontra-se no art. 843 da CLT, assim redigido:

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“Na audiência de julgamento deverão estar presentes o
reclamante e o reclamado, independentemente do
comparecimento de seus representantes salvo, nos casos de
Reclamatórias Plúrimas ou Ações de Cumprimento, quando os
empregados poderão fazer-se representar pelo Sindicato de sua
categoria”.

Percebam que as exceções encontram-se nas ações plúrimas e nas ações


de cumprimento, pois nessas o número de autores, em especial, poderia
impedir ou atrapalhar a própria realização da audiência. Imagine uma
ação ajuizada por 100 reclamantes. Seria impossível a presença e
participação de todos na mesma audiência. Vejamos as demais
alternativas:

Letra “A”: errada, pois o art. 848 da CLT diz que o interrogatório será
realizada e, em seguida, serão ouvidas as testemunhas, peritos e
assistentes.
Letra “B”: errada, pois a ausência do reclamante, mesmo presente o seu
Advogado, importará no arquivamento no processo, conforme art. 844 da
CLT.
Letra “C”: errado, pois as informações prestados pelo preposto vinculam a
parte, conforme art. 843, §1º da CLT.
Letra “D”: errado, pois o art. 847 da CLT prevê a apresentação da defesa
no prazo de até 20 minutos.

2 - Q299670 ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho /
Audiências; )
Sobre as audiências trabalhistas, com base nas normas aplicáveis, é
correto afirmar:
a) A ausência injustificada do reclamante ou de seu advogado à audiência
importa em revelia, além de confissão quanto à matéria de fato.
b) O reclamante e o reclamado, deverão estar presentes pessoalmente,

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independentemente do comparecimento de seus advogados, não podendo
ser substituídos ou representados neste ato processual.
c) As partes e testemunhas serão inquiridas pelo juiz, não podendo ser
reinquiridas a requerimento das partes ou advogados.
d) O juiz, à hora marcada, declarará aberta a audiência, sendo feita pelo
chefe de secretaria ou escrivão a chamada das partes, havendo uma
tolerância de até 15 minutos após a hora marcada.
e) Estas serão públicas e realizar-se-ão em dias úteis, entre 8 e 18 horas,
não podendo ultrapassar 5 horas seguidas, salvo quando houver matéria
urgente.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”.A informação trazida pela FCC na
alternativa “E”, considerada correta, é cópia fiel do art. 813 da CLT, que
deve ser memorizado pelo candidato, pois muitas vezes cobrado nos
concursos trabalhistas:

“As audiências dos órgãos da Justiça do Trabalho serão públicas e


realizar-se-ão na sede do Juízo ou Tribunal em dias úteis
previamente fixados, entre 8 (oito) e 18 (dezoito) horas, não
podendo ultrapassar 5 (cinco) horas seguidas, salvo quando
houver matéria urgente”.

Vejamos as demais assertivas, que estão todas erradas:


Letra “A”: errado, pois o art. 844 da CLT diz que a ausência do
reclamante importa em arquivamento. Na verdade, a revelia surge pela
ausência injustificada do reclamado.
Letra “B”: errado, pois o art. 843 da CLT prevê a possibilidade de
representação das partes, ora por empregados da mesma categoria ou
sindicato ou por preposto.
Letra “C”: errado, pois as testemunhas e partes podem ser reinquiridas
conforme o art. 820 da CLT.

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Letra “D”: errado, pois a OJ nº 245 da SDI-1 do TST não prevê tolerância
para o atraso das partes.

3 - Q208227 ( Prova: FCC - 2005 - OAB-SP - Exame de Ordem - 2 -


Primeira Fase / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )
Na reclamação ajuizada pelo trabalhador, para a cobrança de direito
irrenunciável, correspondente a salário mínimo não pago, ausentes ambas
as partes à única audiência designada,
a) deve designar-se nova audiência, com condução coercitiva das partes.
b) o reclamado é considerado revel.
c) o processo é arquivado.
d) encerra-se a instrução, julgando o feito no estado em que se encontra.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. O Art. 844 da CLT prevê o
arquivamento do processo quando ausente o reclamante e a revelia
quando ausente o reclamado. Havendo ausência de ambas as partes, o
entendimento é de que o feito será arquivado. Transcreve-se o artigo
mencionado para ciência:

“Art. 844 - O não-comparecimento do reclamante à audiência


importa o arquivamento da reclamação, e o não-comparecimento
do reclamado importa revelia, além de confissão quanto à
matéria de fato.Parágrafo único - Ocorrendo, entretanto, motivo
relevante, poderá o presidente suspender o julgamento,
designando nova audiência”.

As demais alternativas tratam do mesmo assunto, razão pela qual


não precisam ser analisadas em separado.

4 – Q292822 ( Prova: FCC – 2013 – TRT – 1ª REGIÃO (RJ) – Analista


Judiciário – Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /
Audiências; )

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Hércules após quatro anos de contrato de trabalho com a empresa Alfa
Beta Engenharia foi dispensado sem receber saldo salarial e verbas da
rescisão. Ajuizou reclamação trabalhista, sendo designada audiência UNA
(conciliação, instrução e julgamento) após dois meses da distribuição da
ação. Ocorre que Hércules sofreu acidente na véspera da audiência,
ficando hospitalizado e, portanto, impossibilitado de se locomover até a
Vara do Trabalho. Com base nas normas previstas em lei trabalhista,
nessa situação,
a) o advogado de Hércules fará toda a sua assistência em audiência,
inclusive com poderes para depor pelo reclamante e realizar demais atos
processuais.
b) o reclamante Hércules poderá fazer-se representar na audiência por
outro empregado que pertença a mesma profissão ou pelo Sindicato
Profissional.
c) o processo será arquivado ante a ausência do reclamante, que poderá
ajuizar novamente a demanda quando estiver em condições plenas de
saúde.
d) a lei processual trabalhista não prevê a hipótese de substituição de
empregado reclamante ausente, razão pela qual fica a critério do Juiz
adiar a audiência ou arquivar o processo.
e) a esposa, companheira ou algum parente até o terceiro grau poderão
representar o trabalhador ausente com amplos poderes para inclusive
prestar depoimento pelo reclamante.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Na hipótese da questão, há uma
justificativa plausível para a ausência do reclamante a audiência, razão
pela qual autoriza a CLT que o mesmo seja substituído por outro
empregado da mesma categoria ou pelo sindicato, de forma a evitar o
arquivamento do processo. A representação serve apenas para evitar o
arquivamento do feito, não sendo realizados atos processuais. Vejamos a
redação do art. 843, §2º da CLT:

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“Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente
comprovado, não for possível ao empregado comparecer
pessoalmente, poderá fazer-se representar por outro empregado
que pertença à mesma profissão, ou pelo seu sindicato”.

Vejamos as demais alternativas:


Letra “A”: errado, pois a presença do parte é indispensável, não podendo
ser suprida pela presença do Advogado, conforme art. 843 da CLT.
Letra “C”: errado, pois o motivo da ausência é relevante, não havendo o
arquivamento do processo, o que somente ocorre na hipótese de ausência
injustificada, o que não ocorreu na situação em análise.
Letra “D”: errado, pois o art. 843, §2º da CLT prevê a substituição.
Letra “E”: errado, pois somente outro empregado da categoria ou o
sindicato é que podem representar o obreiro, não possuindo amplos
poderes, e sim, apenas para evitar o arquivamento.

5 - Q292823 ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista


Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /
Audiências; )
A empresa Deuses do Olimpo Produções S/A foi citada para responder
reclamatória trabalhista que tramita pelo procedimento ordinário e
comparecer à audiência UNA (conciliação, instrução e julgamento),
designada trinta dias após a sua notificação. Entretanto, o representante
legal da empresa reclamada, por mero esquecimento, não compareceu à
audiência designada. O reclamante compareceu à audiência sem a
presença de seu advogado. O advogado da reclamada, presente em
audiência, pretendeu apresentar defesa oral. Nessa situação, com
fundamento na lei e em jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do
Trabalho – TST, o Juiz deverá
a) arquivar a reclamatória diante da ausência de uma das partes e do
advogado do reclamante, tendo em vista que este não pode atuar
pessoalmente na Justiça do Trabalho.
b) adiar a audiência para outra data possibilitando o comparecimento do

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advogado do reclamante e do representante legal da reclamada.
c) permitir ao patrono da empresa a apresentação de defesa oral e adiar
a audiência para que o advogado do reclamante tome ciência da defesa e
apresente réplica nos autos.
d) aplicar a revelia e consequente confissão quanto à matéria de fato à
reclamada ausente não permitindo que seu advogado apresente defesa
oral diante do motivo da ausência não ser relevante e prosseguir com o
processo sem adiar a audiência.
e) autorizar que o patrono da reclamada apresente defesa por escrito em
15 dias diretamente no protocolo da Secretaria da Vara e adiar a
audiência para nova data.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. A questão, apesar de
relativamente grande, é de fácil desate. Perceba que o reclamante estava
presente mas seu Advogado ausente, o que não gera o arquivamento do
feito, pois a parte estava presente. Em relação ao reclamado, o Advogado
estava presente mas o representante da empresa não. Nessa situação,
aplica-se a Súmula nº 122 do TST, assim redigida:

“A reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar


defesa, é revel, ainda que presente seu advogado munido de
procuração, podendo ser ilidida a revelia mediante a
apresentação de atestado médico, que deverá declarar,
expressa- mente, a impossibilidade de locomoção do empregador
ou do seu preposto no dia da audiência”.

Extrai-se da Súmula e da situação posta pela FCC, que mesmo presente o


Advogado do reclamado, haverá a aplicação da revelia, conforme art. 844
da CLT, pois o motivo da ausência do reclamado não foi justo – mero
esquecimento – não cabendo ao seu Advogado a apresentação de defesa,
conforme dito na letra “D”. Vejamos as demais assertivas:

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Letra “A”: errado, pois o reclamante estava presente, não podendo haver
o arquivamento, pois essa consequência decorre da ausência daquele,
conforme art. 844 da CLT.
Letra “B”: errado, pois não há o adiamento, pois a ausência do Advogado
do reclamante não traz consequências, já que no processo do trabalho
impera o jus postulandi, ou seja, a desnecessidade de Advogado. Já em
relação ao representante da reclamada, não haverá o adiamento, pois a
ausência foi injustificada (esquecimento).
Letra “C”: errado, pois a Súmula nº 122 do TST diz que o reclamando
será revel, não se falando em apresentação de defesa.
Letra “E”: errado, pois o reclamado será considerado revel e por não
haver previsão de defesa escrita no processo do trabalho (art. 847 da
CLT).

6 - Q280535 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do


Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )
Em relação à audiência, considere:

I. Aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação.


II. A audiência de julgamento será contínua, devendo ser concluída no
mesmo dia.
III. A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada
a ação em audiência, não importa arquivamento do processo.
IV. Pessoa jurídica de direito público não se sujeita à revelia.
V. A reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é
revel, ainda que presente seu advogado munido de procuração, podendo
ser ilidida a revelia mediante a apresentação de atestado médico, que
deverá declarar, expressamente, a impossibilidade de locomoção do
empregador ou do seu preposto no dia da audiência.
É entendimento pacificado pelo TST, o que se afirma APENAS em
a) III e IV.
b) II, IV e V.
c) I.

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d) II e III.
e) I, III e V.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Estão corretas as assertivas I,
III e V, de acordo com a jurisprudência do TST e a legislação aplicável.
Vejamos:

I. A informação está correta, pois de acordo com o art. 846 da CLT,


que diz que o Juiz proporá a conciliação aberta a audiência.
II. Errada, pois a audiência de julgamento pode ser fracionada, caso
haja necessidade, como, por exemplo, alguma testemunha faltar
ao ato e tiver que ser intimada.
III. Perfeito, pois a Súmula nº 9 do TST traz tal informação: se
houver a apresentação de defesa e a audiência for adiada, não
haverá arquivamento do processo, pois nasceu para o
reclamado, com a apresentação da defesa, o direito ao
julgamento de mérito.
IV. Errado, pois a OJ nº 152 da SDI-1 do TST diz que o art. 844 da
CLT, que trata da revelia, é aplicável às pessoas jurídicas de
direito público.
V. Perfeito, pois em total conformidade com a Súmula nº 122 do
TST, que possui idêntica redação.

7 - Q289161 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do


Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores;
Audiências; Procedimento ordinário e sumaríssimo; )
De acordo com o entendimento pacífico da jurisprudência do TST,
a) inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento
da parte à audiência.
b) pessoa jurídica de direito público não sujeita-se à revelia.
c) a reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é

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revel, salvo se presente seu advogado munido de procuração específica.
d) diante da gravidade do ato, a revelia da reclamada não pode ser
ilidida.
e) a revelia produz confissão na ação rescisória.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A informação acerca da
inexistência de previsão legal para o atraso das partes à audiência está
em total consonância com a OJ nº 245 da SDI-1 do TST, a seguir
transcrita:

“Inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de


comparecimento da parte na audiência”.

Havendo atraso, aplicar-se-ão as consequências do art. 844 da CLT, ou


seja, arquivamento no atraso do reclamante e revelia, na hipótese do
reclamado. Vejamos as demais assertivas:

Letra “B”: errado, pois a OJ nº 152 da SDI-1 do TST diz aplicar-se a


revelia aos entes públicos.
Letra “C”: errado, pois viola a Súmula nº 122 do TST, diz que haver
revelia da mesma forma.
Letra “D”: errado, pois a própria Súmula nº 122 do TST diz que o
atestado médico, que demonstre a impossibilidade de locomoção, é capaz
de ilidir a revelia, ou seja, evitar a aplicação dos seus efeitos.
Letra “E”: errado, pois a Sumula nº 398 do TST diz que não há confissão
na ação rescisória, ou seja, tal efeito da revelia não é verificado.

8 - Q263459 ( Prova: FCC - 2012 - TST - Analista Judiciário - Área


Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )
Conforme previsão legal e jurisprudência sumulada do TST, em relação às
audiências trabalhistas é correto afirmar:

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a) A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada
a ação em audiência, importa arquivamento do processo.
b) E ceto quanto à reclamação de empregado doméstico, ou contra micro
ou pequeno empresário, o preposto em audiência deve ser
necessariamente empregado do reclamado.
c) Não se aplica a confissão à parte que, expressamente intimada com
aquela cominação, não comparecer à audiência em prosseguimento, na
qual deveria depor desde que esteja presente o seu advogado.
d) Aberta a audiência, o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua
defesa oral ou apresentá-la por escrito e, em seguida, o juiz proporá a
conciliação.
e) Terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo, devendo o
juiz, exofficio, interrogar os litigantes, sob pena de nulidade, sendo que
findo o interrogatório não poderão os litigantes retirar-se, até o término
da instrução com a oitiva de testemunhas.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”.A informação acerca da
necessidade do preposto ser empregado, salvo em reclamação proposta
em face de empregador doméstico e micro ou pequeno empresário, está
em conformidade com a Súmula nº 377 do TST, que será transcrita a
seguir:

“Exceto quanto à reclamação de empregado doméstico, ou contra


micro ou pequeno empresário, o preposto deve ser
necessariamente empregado do reclama- do. Inteligência do art.
843, § 1º, da CLT e do art. 54 da Lei Complementar nº 123, de
14 de dezembro de 2006”.

Vejamos as demais assertivas:


Letra “A”: errado, pois contraria a Súmula nº 9 do TST, que nessa
hipótese diz inexistir arquivamento do feito, pois a defesa já foi
apresentada.

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Letra “C”: errado, pois contraria o entendimento previsto no inciso I da
Súmula nº 74 do TST.
Letra “D”: errado, pois o art. 847 da CLT não prevê a possibilidade da
defesa ser apresentada por escrito, e sim, apenas no prazo de 20
minutos, ou seja, oralmente.
Letra “E”: errado, pois viola o art. 848 da CLT, que será transcrito para
comparação:

“Art. 848 - Terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do


processo, podendo o presidente, exofficio ou a requerimento de
qualquer juiz temporário, interrogar os litigantes. § 1º - Findo o
interrogatório, poderá qualquer dos litigantes retirar-se,
prosseguindo a instrução com o seu representante.§ 2º - Serão,
a seguir, ouvidas as testemunhas, os peritos e os técnicos, se
houver”.

9 - Q262175 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Juiz do


Trabalho - Tipo 1 / Direito Processual do Trabalho / Partes e
Procuradores; Audiências; )
É INCORRETO afirmar que
a) o preposto deve ser necessariamente empregado.
b) nas ações plúrimas, os empregados poderão fazer- se representar pelo
sindicato da categoria profissional correspondente.
c) o não comparecimento do reclamante à audiência importa o
arquivamento da reclamação.
d) aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação.
e) a vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente
a ela se aplica, não afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever
de conduzir o processo.

COMENTÁRIOS:
A alternativa INCORRETA É A LETRA “A”. Realmente é incorreto
afirmar que o preposto deve ser necessariamente empregado, pois
existem situações excepcionais, presentes na Súmula nº 377 do TST, que
trata da matéria. O entendimento sumulado do TST diz que, em se

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Teoria e questões de Processo do Trabalho para ANALISTA
JUDICIÁRIO – ÁREA JUD E OF DE JUST DO TRT/MG - FCC
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tratando de empregador doméstico e micro e pequeno empresário, não há
necessidade do preposto ser empregado, podendo ser qualquer pessoa
com conhecimento dos fatos, já que as suas declarações vincularam o
reclamado. Vejamos:

“Exceto quanto à reclamação de empregado doméstico, ou contra


micro ou pequeno empresário, o preposto deve ser
necessariamente empregado do reclamado. Inteligência do art.
843, § 1º, da CLT e do art. 54 da Lei Complementar nº 123, de
14 de dezembro de 2006”.

Vejamos as demais assertivas da FCC:


Letra “B”: correta, pois de acordo com o art. 843 da CLT, que prevê a
possibilidade de substituição pelo Sindicato da categoria.
Letra “C”: correta, em conformidade com o art. 844 da CLT, que prevê o
arquivamento do feito na ausência injustificado do reclamante.
Letra “D”: correta, já que o art. 846 da CLT prevê a 1ª tentativa de
conciliação sendo realizada no início da audiência.
Letra “E”: correta, em conformidade com a Súmula nº 74, III do TST,
que trata dos poderes instrutórios do Juiz.

10 - Q249307 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Juiz do


Trabalho - Tipo 5 / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )
O Processo do Trabalho apresenta como traços identificadores a
oralidade, a concentração dos atos processuais e o aspecto conciliatório.
Em relação às propostas de conciliação no Processo do Trabalho, é correto
afirmar que
a) devem ser realizadas em dois momentos: após a abertura da
audiência, mas antes da apresentação da defesa; terminada a instrução
processual, após as razões finais, caso as partes queiram aduzi-las.
b) somente podem ser realizadas após a oitiva das partes e quando do
encerramento da instrução processual, antes das razões finais.
c) estão vinculadas ao valor atribuído à causa, sendo portanto

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obrigatórias apenas nas ações de alçada e de rito sumaríssimo.
d) devem ser realizadas após a apresentação da defesa e renovadas após
as razões finais, caso as partes queiram aduzi-las.
e) não há obrigatoriedade na sua realização, constituindo-se assim em
faculdade do Juiz na direção do processo.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. Os dois momentos obrigatórios
de tentativa de conciliação são:
a. No início da audiência, após o pregão das partes e antes da
apresentação da defesa pelo reclamado, conforme art. 846 da CLT.
b. Após as razões finais, conforme art. 850 da CLT.
Esses dois momentos de conciliação foram tratados corretamente pelo
alternativa “A”. Contudo, cuidado com a informação de que as partes
podem aduzir ou não as razões finais. Realmente não há obrigação
daqueles apresentarem as razoes finais. O art. 850 da CLT diz que as
partes podem aduzir razões finais em prazo de 10 minutos para cada.
Realmente não há obrigatoriedade. Se forem apresentadas, a 2ª
tentativa de conciliação será feita. Caso as partes não queiram apresentar
as razões finais, a tentativa de conciliação será feita da mesma forma.
Essa é a idéia correta. Como todas as demais alternativas tratam do
mesmo tema, não há necessidade de análise em separado.

11 - Q113389 ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho /
Audiências; )
A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após
contestada a ação em audiência,
a) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante
poderá ajuizar nova ação postulando verbas que não foram anteriormente
postuladas.
b) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante
poderá ajuizar nova ação postulando as mesmas verbas anteriormente

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postuladas.
c) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante
poderá pedir o desarquivamento do processo e continuar com a
reclamação.
d) não importa no arquivamento do processo tendo em vista que a ação
já tinha sido contestada.
e) importará no reconhecimento da revelia, além de confissão quanto à
matéria de fato.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. A questão sobre a conseqüência
da ausência do reclamante à audiência, após contestada a ação, é
bastante comum nos concursos trabalhistas. A solução da mesma é
simples, de acordo com a Súmula nº 9 do TST, que será descrita a seguir:

“A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após


contestada a ação em audiência, não importa arquivamento do
processo”.

Se já houve a apresentação de defesa na primeira audiência e o


reclamante falta à audiência em prosseguimento, não haverá
arquivamento do processo, pois a partir do momento em que o réu
apresenta a sua defesa, nasce para o mesmo o direito ao julgamento de
mérito, não cabendo falar em extinção do feito sem resolução do mérito
(arquivamento). A regra pode ser assim resumida:

Primeira audiência Audiência em prosseguimento


Reclamado não apresenta defesa Ausência do reclamante gera o
arquivamento.
Reclamado apresenta defesa Ausência do reclamante não gera o
arquivamento.

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Não se pode falar, de forma alguma, em revelia, pois essa é a
conseqüência da ausência injustificada do reclamado, conforme art. 844
da CLT. Como todas as assertivas tratam do mesmo tema, não
serão analisadas em separado.

12 - Q113390 ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho /
Audiências; )
Maria ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa DEDE. João,
proprietário da empresa, cientificado da respectiva reclamação, contratou
advogado na véspera da data designada para a realização da audiência,
em que será obedecido o procedimento ordinário. O advogado advertiu
João de que teria que apresentar defesa oral em razão da proximidade da
contratação. Neste caso, de acordo com a CLT, o advogado
a) não poderá apresentar defesa oral em razão do procedimento ordinário
da respectiva reclamação trabalhista.
b) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 20 minutos para
aduzir sua defesa.
c) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 10 minutos para
aduzir sua defesa.
d) não poderá apresentar defesa oral por expressa disposição legal,
independentemente do procedimento adotado pela ação reclamatória.
e) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 30 minutos para
aduzir sua defesa.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. A primeira regra que deve ser
lembrada é quanto à forma de apresentação da defesa no processo do
trabalho, nos moldes do art. 847 da CLT: oral, em 20 minutos. O
Advogado contratado pelo reclamando poderá apresentar defesa oral, que
é a regra prevista na CLT, valendo-se do prazo máximo de 20 minutos
para apresentação de toda a defesa, incluindo exceções e reconvenção, se
for o caso. Transcreve-se o dispositivo mencionado por sua importância:

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“Não havendo acordo, o reclamado terá vinte minutos para


aduzir sua defesa, após a leitura da reclamação, quando esta não
for dispensada por ambas as partes”.

Em hipótese alguma a questão poderia afirmar que o reclamado não pode


apresentar defesa oral ou que está obrigado a apresentá-la por escrito.
Essas assertivas estão sempre erradas, conforme a sistemática adotada
pela CLT. Como todas as assertivas tratam do mesmo tema, já
foram respondidas e, por isso, não serão analisadas em separado.

13 - Q280536 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do


Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Resposta do Reclamado; )
Na esfera da Justiça do Trabalho, é correto afirmar:

a) Nas causas de jurisdição da Justiça do Trabalho somente pode ser


oposta, com suspensão do feito, exceção de incompetência.
b) Das decisões sobre exceções de suspeição e incompetência, salvo,
quanto a estas, se terminativas do feito, não caberá recurso, podendo, no
entanto, as partes alegá-las novamente no recurso que couber da decisão
final.
c) Apresentada a exceção de incompetência, abrir-se-á vista dos autos ao
exceto, por 48 (quarenta e oito) horas improrrogáveis, devendo a decisão
ser proferida na primeira audiência ou sessão que se seguir.
d) São motivos de suspeição do juiz: inimizade pessoal, amizade íntima,
parentesco por consanguinidade ou afinidade até o segundo grau civil.
e) Apresentada a exceção de suspeição, o juiz ou Tribunal designará
audiência dentro de 24 (vinte e quatro) horas, para instrução e
julgamento da exceção.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. A informação contida na letra
“B” é cópia fiel do art. 799, §2º da CLT, que trata de uma exceção ao
princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias, ao

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dizer que da decisão “terminativa do feito”, que é aquela que reconhece
a incompetência da Justiça do Trabalho, cabe recurso imediato,
sendo que nas demais situações a parte deve interpor o recurso da
decisão final, ou seja, da sentença. Vejamos o dispositivo da CLT:

“Das decisões sobre exceções de suspeição e incompetência,


salvo, quanto a estas, se terminativas do feito, não caberá
recurso, podendo, no entanto, as partes alegá-las novamente no
recurso que couber da decisão final”.

Vejamos as demais assertivas:


Letra “A”: errado, pois também podem ser opostas as exceções de
suspeição e impedimento, conforme art. 799 da CLT. Apesar do
dispositivo não mencionado a exceção de impedimento, é pacífico esse
entendimento.
Letra “C”: errado, pois o art. 800 da CLT fala no prazo de 24h
improrrogáveis.
Letra “D”: errado, pois o art. 801 da CLT diz até 3ª grau civil.
Letra “E”: errado, pois o art. 802 da CLT traz o prazo de 48h.

14 - Q289153 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do


Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; Resposta do Reclamado; )
De acordo com a CLT, nas causas de jurisdição da Justiça do Trabalho
somente podem ser opostas,
a) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
b) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de
incompetência.
c) sem suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
d) sem suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de
suspeição.
e) com suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de
suspeição.

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COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Tecnicamente está errada a
questão, pois se sabe que com o advento da CPC, passou a ser possível a
apresentação da exceção de impedimento também, não só de suspeição e
incompetência. Ocorre que o art. 799 da CLT continua a tratar apenas das
duas últimas, sendo que as provas da FCC são retiradas integralmente
dos dispositivos legais, que devem ser memorizados. Mesmo discordando
do entendimento da FCC, acho conveniente sempre dizer que somente
podem ser opostas, com suspensão do processo, as exceções de
suspeição e incompetência, por ser essa a redação do art. 799 da CLT,
a seguir transcrito:

“Nas causas da jurisdição da Justiça do Trabalho, somente podem


ser opostas, com suspensão do feito, as exceções de suspeição
ou incompetência”.

Como as demais assertivas tratam da mesma matéria, não serão


analisadas.

15 - Q113383 ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho /
Resposta do Reclamado; )
Considere:
I. Litispendência.
II. Conexão.
III. Exceção de incompetência relativa do juízo.
IV. Carência de Ação.
V. Exceção de suspeição.
NÃO deverão ser argüidas em contestação a objeções
indicadas APENAS em
a) III e V.
b) I, II e III.

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c) II e III.
d) I, II e V.
e) IV e V.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. Conforme análise a ser realizada
abaixo, não devem ser apresentadas na contestação as defesas descritas
em III e V, ou seja, incompetência relativa e exceção de suspeição.
As defesas constantes em I, II e IV, respectivamente, litispendência,
conexão e carência de ação, são preliminares de mérito, que nos termos
do art. 301 do CPC, aplicável ao processo do trabalho, são tratadas na
peça de contestação. Já a incompetência relativa e a suspeição do Juiz,
são vícios que devem ser demonstrados por meio das exceções de
incompetência e suspeição, que são defesas apartadas da contestação.

16 - Q113386 ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho /
Resposta do Reclamado; )
De acordo com a CLT e o entendimento Sumulado do TST, a
compensação
a) não poderá ser argüida, em nenhum momento, em reclamações
trabalhistas.
b) poderá ser argüida em qualquer fase processual, inclusive após o
trânsito em julgado de sentença.
c) deverá ser argüida através de exceção.
d) só poderá ser argüida como matéria de defesa na contestação.
e) poderá ser argüida em qualquer fase processual até o trânsito em
julgado de sentença.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. A compensação, na Justiça do
Trabalho, somente pode ser argüida como matéria de defesa, na
contestação e em se tratando de dívida trabalhista. Essas três

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importantes e indispensáveis informações encontram-se no art. 767 da
CLT e Súmula nº 18 e 48 do TST, que serão transcritos pois merecem
atenção redobrada, já que respondem à todas as questões envolvendo o
tema compensação:

“Art. 767 da CLT: A compensação, ou retenção, só poderá ser


argüida como matéria de defesa”

“Súmula nº 18 do TST: A compensação, na Justiça do Trabalho,


está restrita a dívidas de natureza trabalhista”.

“Súmula nº 48 do TST: A compensação só poderá ser argüida


com a contestação”.

Como todas as alternativas tratam do mesmo tema, não precisam


ser analisadas em separado, pois já foram respondidas.

17 - Q207448 ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho /
Resposta do Reclamado; )
Numa reclamação trabalhista, o crédito do reclamado é superior ao do
reclamante. Nesse caso,
a) o reclamado só poderá apresentar reconvenção se a diferença for
superior a um mês de salário do empregado e se tiver ocorrido rescisão
do contrato de trabalho.
b) o juiz pode determinar ao reclamante que devolva a diferença ao
reclamado, independentemente de reconvenção.
c) o reclamado só poderá pleitear seu crédito em ação própria, pois, no
processo trabalhista, não há reconvenção.
d) o reclamado pode apresentar reconvenção, se o crédito for oriundo da
relação de emprego e houver conexão.
e) o reclamado pode, em contestação, pedir a compensação dos créditos
e a devolução do que entende devido, sendo que o reclamante pode
apresentar reconvenção.

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COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. Quando o crédito do reclamado
é inferior ou igual ao crédito do reclamante, aquele primeiro pode
requerer, na contestação, a compensação, conforme art. 767 da CLT e
Súmulas nº 18 e 48 do TST. Caso o crédito seja superior, como ocorre no
problema dado pela FCC, o meio do reclamado requerer o mesmo é
mediante a apresentação de reconvenção, que é o contra-ataque do réu
ao autor, no mesmo processo, autorizado pelos artigos 315 e seguintes
do CPC. Aquele dispositivo do CPC prescreve que:

“O réu pode reconvir ao autor no mesmo processo, toda vez que


a reconvenção seja conexa com a ação principal ou com o
fundamento da defesa”.

Percebe-se a necessidade de conexão entre a ação principal e a


reconvenção, razão pela qual o crédito cobrado por meio da reconvenção
deve estar relacionado ao vínculo de emprego, conforme dito na questão.
Além disso, temos a Súmula nº 18 do TST, que trata da natureza
trabalhista do valor a ser compensado, mesmo que por meio da
reconvenção:

“Súmula nº 18 do TST: A compensação, na Justiça do Trabalho,


está restrita a dívidas de natureza trabalhista”.

Vejamos as demais alternativas:


Letra “A”: errado, pois a exigência é que o valor do crédito do reclamado
seja superior ao perseguido pelo reclamante.
Letra “B”: errado, pois não há possibilidade de condenação do reclamante
sem reconvenção, nessa hipótese.

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Letra “C”: errado, pois a reconvenção é admitida no processo do trabalho,
ante a incompatibilidade do CPC nesse ponto com o procedimento
trabalhista.
Letra “E”: errado, pois é o reclamado que apresenta reconvenção e não o
reclamante, como dito.

18 - Q241029 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista


Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /
Resposta do Reclamado; )
A empresa Margarida Confeitaria Ltda., em reclamação trabalhista em que
é ré, apresentou na audiência em sua defesa uma exceção. Em relação às
exceções no processo do trabalho é correto afirmar:
a) Apresentada exceção de incompetência, abrir-se-á vista dos autos ao
exceto, por 48 (quarenta e oito) horas, que poderão ser prorrogadas por
igual prazo pelo Juiz, em caso de complexidade da matéria, devendo a
decisão ser proferida na primeira audiência ou sessão que se seguir.
b) Apresentada exceção de suspeição, o juiz designará audiência dentro
de 05 (cinco) dias para instrução e julgamento da exceção.
c) Se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido
na pessoa do juiz, não poderá alegar exceção de suspeição, salvo
sobrevindo novo motivo.
d) O juiz é obrigado a dar-se por suspeito, e pode ser recusado, por
parentesco por consanguinidade ou afinidade até o quarto grau civil.
e) A exceção de suspeição será admitida ainda que o recusante procurou
de propósito o motivo de que ela se originou.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. A afirmação contida em “C” está
absolutamente idêntica ao § único do art. 801 da CLT, assim redigido:

“Se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja


consentido na pessoa do juiz, não mais poderá alegar exceção de
suspeição, salvo sobrevindo novo motivo. A suspeição não será
também admitida, se do processo constar que o recusante deixou

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de alegá-la anteriormente, quando já a conhecia, ou que, depois
de conhecida, aceitou o juiz recusado ou, finalmente, se procurou
de propósito o motivo de que ela se originou”.

Trata-se da idéia de quem gerou a hipótese de suspeição ou com ela


anuiu, não poderá alegar o vício posteriormente. Vejamos as demais
alternativas:
Letra “A”: errado, pois o art. 800 da CLT traz outro procedimento, com
notificação da parte contrária para manifestação em 24 horas
improrrogáveis.
Letra “B”: errado, pois o art. 802 da CLT traz o prazo de 48 horas.
Letra “D”: errado, pois o art. 801 da CLT fala em parentesco até o 3º
grau civil.
Letra “E”: errado, pois o art. 801, § único da CLT impede tal situação.

19 - Q111820 ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista


Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /
Resposta do Reclamado; )
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, apresentada a
exceção de incompetência
a) abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 24 horas prorrogáveis por
igual período.
b) abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 24 horas improrrogáveis.
c) abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 48 horas improrrogáveis.
d) abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 48 horas prorrogáveis por
igual período.
e) o juiz decidirá de plano, sem a manifestação da parte contrária que
será intimada da decisão.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Trata-se de questão simples,
mas muito cobrada nos concursos da FCC. O art. 800 da CLT traz o
procedimento a ser seguido, com a intimação da parte contrária para

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apresentação da manifestação à exceção de incompetência, nos seguintes
termos:

“Apresentada a exceção de incompetência, abrir-se-á vista dos


autos ao exceto, por 24 (vinte e quatro) horas improrrogáveis,
devendo a decisão ser proferida na primeira audiência ou sessão
que se seguir”.

Duas são as informação indispensáveis, que respondem ao


questionamento de forma simples, fazendo com que as demais
alternativas sejam logo descartadas:
a. Prazo de 24h;
b. Prazo improrrogável.

As demais alternativas não precisam ser analisdas pois tratam do


mesmo assunto.

20 – Q82555 ( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho /
Audiências; Resposta do Reclamado; )
Sobre a revelia, considere:
I. A ausência do reclamado em audiência, apesar de regularmente
intimado, configura revelia.
II. A revelia importa na confissão do reclamado quanto à matéria de fato.
III. Havendo revelia, mas ocorrendo, entretanto, motivo relevante,
poderá o juiz suspender o julgamento, designando nova audiência.
IV. A revelia pode ser aplicada tanto ao reclamante quanto ao reclamado.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I e IV.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e III.

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e) I, III e IV.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. Estão corretas apenas as
assertivas I, II e III, conforme análise abaixo:

I. Correta, pois em conformidade com o art. 844 da CLT, que diz


que a ausência do reclamado à audiência, para a qual foi
regularmente notificado, importa em revelia. Vejamos:

“O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o


arquivamento da reclamação, e o não-comparecimento do
reclamado importa revelia, além de confissão quanto à matéria
de fato”.

II. Correta, conforme art. 844 da CLT, acima transcrito, diz que
haverá confissão quanto à matéria de fato, presumindo-se
verdadeiros aqueles. Claro que se trata de presunção relativa de
veracidade.

III. Correta, pois essa é a informação que consta no § único do art.


844 da CLT. Vejamos:

“Ocorrendo, entretanto, motivo relevante, poderá o presidente


suspender o julgamento, designando nova audiência”.

IV. Errada, pois a revelia é uma conseqüência aplicada apenas ao


reclamado, já que o art. 844 da CLT diz que a conseqüência para
a ausência do reclamante é o arquivamento do processo, ou
seja, a extinção do mesmo sem resolução do mérito.

21 - Q82552 ( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Técnico

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Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Atos,
Termos e Prazos; Dissídios Individuais; Resposta do Reclamado; )
A respeito do prazo para contestação no Processo do Trabalho, é correto
afirmar que:
a) Inexiste prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista, devendo ser a ação contestada na audiência
inicial ou UNA.
b) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista é de dez dias a contar da citação do reclamado.
c) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista é de vinte dias a contar da citação do reclamado
quando este se tratar de órgão da Administração Pública.
d) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista é de dez dias a contar da audiência inicial ou
UNA.
e) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista é de vinte dias a contar da audiência inicial ou
UNA, quando se tratar o reclamado de órgão da Administração Pública.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A defesa no processo do
trabalho não é protocolada, como ocorre no processo civil, e sim,
apresentada em audiência, conforme art. 847 da CLT, oralmente no prazo
de 20 minutos. Além disso, frisa-se que a audiência no processo do
trabalho é una, nos moldes do art. 849 da CLT. Vejamos:

“A audiência de julgamento será contínua; mas, se não for


possível, por motivo de força maior, concluí-la no mesmo dia, o
juiz ou presidente marcará a sua continuação para a primeira
desimpedida, independentemente de nova notificação”.

Vejamos as demais alternativas:

Letra “B”: errado, pois é na audiência, conforme já dito (art. 847 da CLT).

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Teoria e questões de Processo do Trabalho para ANALISTA
JUDICIÁRIO – ÁREA JUD E OF DE JUST DO TRT/MG - FCC
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Letra “C”: errado, pois também os órgãos públicos apresentarão a
contestação em audiência, havendo apenas um prazo maior (em
quádruplo) entre o recebimento da notificação e a realização da audiência
(20 dias).
Letra “D”: errado, pois como já dito é na própria audiência.
Letra “E”: errado, pois como já dito segue a mesma regra dos entes
privados.

22 - Q249306 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Juiz do


Trabalho - Tipo 5 / Direito Processual do Trabalho / Atos, Termos e
Prazos; Dissídios Individuais; )
Quanto à forma de reclamação e a notificação no dissídio individual
trabalhista pelo rito ordinário, conforme previsões contidas na CLT e em
súmulas da jurisprudência uniformizada do TST é correto afirmar:
a) Recebida e protocolada a reclamação, dentro de 5 dias será notificado o
reclamado para comparecer em audiência que será a primeira
desimpedida, depois de 48 horas.
b) Não é possível a acumulação num só processo de várias reclamações,
ainda que se trate de empregados da mesma empresa, sem a participação
da entidade sindical.
c) Diante da complexidade das matérias que podem ser discutidas no
processo trabalhista, com o advento das novas competências, como por
exemplo, as indenizações por danos morais e por acidente do trabalho e as
responsabilidades relativas à
terceirização de mão de obra, não mais se admite a reclamação trabalhista
verbal.
d) Ao receber a petição inicial, a Secretaria da Vara, conforme expressa
previsão legal, deve enviar os autos imediatamente ao juiz para realização
do juízo de admissibilidade.
e) Presume-se recebida a notificação 48 horas depois de sua postagem; o
seu não recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui
ônus de prova do destinatário.

COMENTÁRIOS:

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A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. A resposta da questão encontra-
se em consonância com a Súmula nº 16 do TST, que alude ao prazo de
recebimento da notificação postal, que é de 48h a contar de sua
postagem. Trata-se de uma presunção relativa, que pode ser
desconstituída pelo destinatário, sendo seu o ônus da provar o não
recebimento ou o recebimento posterior às 48h, que pode acarretar a
ausência do prazo mínimo de 5 dias a que alude o art. 841 da CLT.
Lembre-se que entre o recebimento da notificação e a realização da
audiência, deve ser respeitado o prazo mínimo de 5 dias, para que o
reclamado tenha tempo hábil de preparar a defesa. Transcreve-se a
Súmula nº 16 do TST para conhecimento:

“Presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito)


horas depois de sua postagem. O seu não-recebimento ou
a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de
prova do destinatário”.

Vejamos as demais alternativas:


Letra “A”: errada, pois os prazos foram invertidos. Conforme art. 840 da
CLT, a notificação será remetido em 48h, para audiência que será a
primeira desimpedida depois de 5 dias.
Letra “B”: errada, pois o art. 842 da CLT autoriza a acumulação, sem a
necessidade de participação do Sindicato.
Letra “C”: errada, pois a reclamação trabalhista verbal continua sendo
possível, nos moldes do art. 840 da CLT, mesmo com as novas
competências estabelecidas pela EC nº 45/04.
Letra “D”: errada, pois os autos são remetidos à Secretaria para
realização da notificação, independentemente de prévio juízo de
admissibilidade pelo Magistrado.

23 - Q202046 ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Dissídios

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Individuais; )
Carol ajuizou no início do ano de 2011 reclamação trabalhista em face de
sua ex-empregadora a empresa EFGH. A presente reclamação possui o
valor da causa de R$ 19.739,00. Tendo em vista que a audiência UNA foi
marcada para o dia 10 de Agosto de 2011, Carol enviou telegrama com
aviso de recebimento para suas três testemunhas convidando-as para
depor no dia e hora em que a audiência foi designada porém, nenhuma das
três testemunhas compareceu. Neste caso, de acordo com a Consolidação
das Leis do Trabalho, o M.M. juiz deverá
a) suspender o processo por vinte dias e marcar nova audiência para no
máximo 90 dias, porém Carol deverá levar as testemunhas nesta nova
audiência independentemente de intimação.
b) suspender o processo por quinze dias e marcar nova audiência para no
máximo 60 dias, porém Carol deverá levar as testemunhas nesta nova
audiência independentemente de intimação.
c) marcar nova data para a realização da audiência e deferir a intimação
das três testemunhas.
d) marcar nova data para a realização da audiência e deferir a intimação
de duas das três testemunhas, devendo Carol desistir do depoimento de
uma delas.
e) proferir sentença na mesma audiência uma vez que Carol possuía a
obrigação de levar as testemunhas independentemente de intimação.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. Em 2011 o salário mínimo era
de R$545,00. As ações até R$21.800,00 eram, naquela época, ajuizadas
perante o rito sumaríssimo, nos termos do art. 852-A da CLT. No rito
sumaríssimo, dispõe o art. 862-H §§2º e 3º da CLT, que cada parte
poderá ouvir até 2 testemunhas, sendo que a intimação delas somente
será deferido pelo Magistrado se houver prova do convite formulado às
mesmas. Perceba que a situação posta pela FCC é de que houve o convite
formulado a 3 testemunhas, em ação do rito sumaríssimo (valor inferior a
R$21.800,00 na época) e que as mesmas não compareceram ao ato
judicial. Nessa situação, o Juiz deve intimar duas testemunhas para nova

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audiência, ou seja, nos termos da letra “D”, deve o Magistrado marcar
nova audiência, intimando duas testemunhas, isto é, o reclamante terá
que desistir da oitiva de uma delas, já que convidou 3, número
excedente. Todas as demais assertivas estão erradas, pois falam em
proferir sentença, suspender o processo ou intimar as 3 testemunhas.
Transcrevem-se os §§2º e 3º do art. 852-H da CLT:

§ 2º As testemunhas, até o máximo de duas para cada


parte, comparecerão à audiência de instrução e
julgamento independentemente de intimação. (Incluído
pela Lei nº 9.957, de 12.1.2000)

§ 3º Só será deferida intimação de testemunha que,


comprovadamente convidada, deixar de comparecer. Não
comparecendo a testemunha intimada, o juiz poderá
determinar sua imediata condução coercitiva.

As demais assertivas não precisam ser analisadas, pois já foram


descartadas com a análise da letra “D”.

24 - Q82552 ( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Atos,
Termos e Prazos; Dissídios Individuais; Resposta do Reclamado; )
A respeito do prazo para contestação no Processo do Trabalho, é correto
afirmar que:
a) Inexiste prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista, devendo ser a ação contestada na audiência inicial
ou UNA.
b) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista é de dez dias a contar da citação do reclamado.
c) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista é de vinte dias a contar da citação do reclamado
quando este se tratar de órgão da Administração Pública.

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d) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista é de dez dias a contar da audiência inicial ou UNA.
e) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista é de vinte dias a contar da audiência inicial ou
UNA, quando se tratar o reclamado de órgão da Administração Pública.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A informação acerca da
inexistência de prazo para apresentação da defesa em cartório, no
processo do trabalho, está de acordo com o art. 847 da CLT, que diz que
a defesa será apresentada em audiência, no prazo máximo de 20
minutos, sendo o reclamado pessoa jurídica de direito privado ou público,
havendo ou não litisconsórcio. Não existe previsão de defesa escrita no
processo do trabalho, mesmo que na prática isso seja normal. Na seara
trabalhista, para fins de prova de concurso, somente é possível a defesa
oral, em 20 minutos, na audiência, após a primeira tentativa de
conciliação. Transcreve-se o art. 847 da CLT para ciência:

“Não havendo acordo, o reclamado terá vinte minutos para


aduzir sua defesa, após a leitura da reclamação, quando
esta não for dispensada por ambas as partes”.

Todas as demais assertivas tratam de prazo inexistente no processo do


trabalho, estando automaticamente descartadas pela análise realizada
acima.

25 - Q4538 ( Prova: FCC - 2006 - TRT-4R - Técnico Judiciário - Área


Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Atos, Termos e Prazos;
Dissídios Individuais; )
A citação do reclamado para comparecer à audiência e apresentar
contestação é feita
a) pelo Correio, com pelo menos 48 horas de antecedência.
b) pelo Correio, com pelo menos 5 dias de antecedência.

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c) pelo Correio, com pelo menos 15 dias de antecedência.
d) pelo Diário Oficial ou jornal local de grande circulação.
e) exclusivamente por Oficial de Justiça.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Em primeiro lugar, transcreve-
se o art. 841 da CLT, que trata da forma e prazo da notificação no
processo do trabalho:

“Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão ou


secretário, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, remeterá
a segunda via da petição, ou do termo, ao reclamado,
notificando-o ao mesmo tempo, para comparecer à
audiência do julgamento, que será a primeira
desimpedida, depois de 5 (cinco) dias. § 1º - A notificação
será feita em registro postal com franquia. Se o reclamado
criar embaraços ao seu recebimento ou não for
encontrado, far-se-á a notificação por edital, inserto no
jornal oficial ou no que publicar o expediente forense, ou,
na falta, afixado na sede da Junta ou Juízo. § 2º - O
reclamante será notificado no ato da apresentação da
reclamação ou na forma do parágrafo anterior”.

Como pode ser verificado, a notificação no processo do trabalho é


realizada por via postal, ou seja, pelos correios, no prazo de 48h, que
será recebida pelo destinatário no prazo de 48h (Súmula nº 16 do TST),
para a audiência que será a primeira depois de 5 dias do recebimento da
notificação. O destinatário, portanto, não pode receber a notificação hoje
para uma audiência amanhã ou depois de amanhã, já que entre o
recebimento daquela e a audiência há necessidade de, pelo menos, 5
dias, tempo hábil para a preparação da audiência.

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Tudo isso que foi dito está em conformidade com a letra “B”, que afirma
que a notificação será “pelo Correio, com pelo menos 5 dias de
antecedência”.

As demais assertivas ficam excluídas automaticamente.

26 - Q1114 ( Prova: FCC - 2006 - TRT-24R - Analista Judiciário - Área


Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Dissídios Individuais; )
Nos dissídios individuais,
a) após a apresentação das razões finais, é defeso ao juiz renovar a
proposta de conciliação, em razão do término da instrução.
b) não havendo acordo, o reclamado terá trinta minutos para aduzir sua
defesa, após a leitura da reclamação, não podendo esta leitura ser
dispensada pelas partes.
c) terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo
não-excedente de dez minutos para cada uma.
d) o não-comparecimento do reclamante à audiência importa em confissão
quanto à matéria de fato.
e) é facultado ao empregador fazer-se substituir por preposto que tenha
conhecimento do fato, porém as declarações deste não obrigarão o
proponente.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. A questão menciona um dos
importantes atos praticados pelas partes em audiência: a apresentação de
razões finais orais, no prazo de até 10 minutos, nos termos do art. 850 da
CLT, conforme transcrição a seguir:

“Terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões


finais, em prazo não excedente de 10 (dez) minutos para
cada uma. Em seguida, o juiz ou presidente renovará a
proposta de conciliação, e não se realizando esta, será
proferida a decisão”.

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Sabe-se que a audiência trabalhista é una, o que significa dizer que ele
começará com o pregão das partes e terminará com a sentença. Nesse meio
termo, temos as tentativas de conciliação, a apresentação de defesa, a instrução
(produção das provas) e as razões finais, oportunidade em que as partes,
oralmente, demonstram ao Juiz do Trabalho que a sua pretensão deve ser
aceita, ou seja, que o seu direito está provado. No processo do trabalho esse ato
é oral, seguindo-se, portanto, o princípio da oralidade.
Vejamos as demais assertivas, que estão erradas:

Letra “A”: errada, pois o art. 850 da CLT diz que o Juiz renovará a proposta de
conciliação, isto é, realizará a segunda tentativa obrigatória de conciliação.
Letra “B”: errada, pois o art. 847 da CLT diz que a leitura da petição inicial pode
ser dispensada e que o prazo de defesa é de até 20 minutos.
Letra “D”: errada, pois o art. 844 da CLT afirma que não comparecimento do
reclamante importa em arquivamento do processo. O não comparecimento do
reclamado é que gera revelia e confissão quanto à matéria de fato.
Letra “E”: errada, pois o art. 843, §1º da CLT diz que as declarações do preposto
vinculam o proponente.

27 - Q1075 ( Prova: FCC - 2006 - TRT-24R - Analista Judiciário - Área


Judiciária - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Atos,
Termos e Prazos; Dissídios Individuais; Reclamação Trabalhista; )
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, considere as seguintes
assertivas a respeito da forma de reclamação e de notificação nos dissídios
individuais:
I. Recebida e protocolada a reclamação, em regra, o escrivão ou secretário,
dentro de 15 dias, remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao
reclamado, que será notificado posteriormente, para comparecer à
audiência do julgamento.
II. A notificação será feita em registro postal com franquia. Se o reclamado
criar embaraços ao seu recebimento ou não for encontrado, far-se-á a
notificação por edital.
III. Sendo várias as reclamações e havendo identidade de matéria, poderão
ser acumuladas num só processo, se se tratar de empregados da mesma

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empresa ou estabelecimento.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Estão corretas as assertivas II e
III, conforme análise a seguir realizada:

I. Errada, pois o art. 841 da CLT diz que o escrivão ou secretário,


dentro de 48 horas, remeterá a notificação para o reclamado.
II. Correta, pois o §1º do art. 841 da CLT afirma que a notificação
será postal, mas que será realizada por edital caso o reclamado
crie embaraços ao seu recebimento ou não seja encontrado. Não
há, nessa hipótese, notificação por Oficial de Justiça, pois esse
realiza atos no processo de execução.
III. Correta, pois essa é a redação do art. 842 da CLT, abaixo
transcrito:

“Sendo várias as reclamações e havendo identidade de matéria,


poderão ser acumuladas num só processo, se se tratar de
empregados da mesma empresa ou estabelecimento”.

28 - Q289153 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do


Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; Resposta do Reclamado; )
De acordo com a CLT, nas causas de jurisdição da Justiça do Trabalho
somente podem ser opostas,
a) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
b) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de

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incompetência.
c) sem suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
d) sem suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de suspeição.
e) com suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de suspeição.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. A afirmativa trazida pela banca
examinadora desconsiderou o entendimento doutrinário acerca do
cabimento da exceção de suspeição no processo do trabalho, levando em
consideração tão somente o que dispõe o art. 799 da CLT, abaixo
transcrito:

“Nas causas da jurisdição da Justiça do Trabalho, somente podem


ser opostas, com suspensão do feito, as exceções de suspeição
ou incompetência”.

O dispositivo em questão foi extraído do CPC/39, que não mencionava a


exceção de suspeição. Com o advento do CPC/73, esse passou a
possibilitar a apresentação de três espécies de exceções: suspeição,
impedimento e incompetência. Como a FCC traz muitas questões “copia e
cola”, mencionaram apenas impedimento e incompetência, conforme
dispositivo acima mencionado e transcrito.

29 - Q289161 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do


Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores;
Audiências; Procedimento ordinário e sumaríssimo; )
De acordo com o entendimento pacífico da jurisprudência do TST,
a) inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento
da parte à audiência.
b) pessoa jurídica de direito público não sujeita-se à revelia.
c) a reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é
revel, salvo se presente seu advogado munido de procuração específica.
d) diante da gravidade do ato, a revelia da reclamada não pode ser ilidida.

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e) a revelia produz confissão na ação rescisória.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A ausência das partes em
audiência gera importantes conseqüências conforme art. 844 da CLT. Se o
reclamante está ausente, o feito será arquivado. Se o reclamado é que
está ausente, será aplicada a revelia. E se a parte estiver atrasada? As
penalidades serão aplicadas igualmente, pois não é previsão de tolerância
para atraso das partes, conforme OJ nº 245 da SDI-1 do TST, abaixo
transcrita:

“Inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de


comparecimento da parte na audiência”.

As demais assertivas estão incorretas, conforme anotações a seguir:

Letra “B”: errado, pois viola o entendimento da OJ nº 152 da SDI-1 do


TST.
Letra “C”: errado, pois a Súmula nº 122 do TST diz que, mesmo que
presente o Advogado, será revel a empresa na hipótese mencionada.
Letra “D”: errado, pois a Súmula nº 122 do TST diz que a revelia pode ser
ilidida por meio de atestado médico que demonstre a impossibilidade de
locomoção.
Letra “E”: errado, pois a Súmula nº 398 do TST diz que não há confissão
na ação rescisória, mesmo que revel o réu.

30 – Q213044 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Analista


Judiciário - Área Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Procedimento
ordinário e sumaríssimo; )
João moveu reclamação trabalhista em face da empresa Omega Industrial,
tendo atribuído à causa o valor total das verbas pleiteadas no importe de
R$ 3.000,00. Na audiência UNA designada a empresa reclamada não
compareceu, e o juiz verificou que a citação não fora realizada porque o

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reclamante havia fornecido o endereço incorreto da reclamada,
absolutamente diverso daquele anotado em sua Carteira Profissional. De
acordo com a CLT, o juiz deve
a) aplicar a penalidade da revelia e confissão da reclamada.
b) abrir prazo para que o reclamante informe o endereço correto da
reclamada, determinando a designação de nova audiência.
c) determinar o retorno do processo à secretaria da vara para tentativa de
localização da reclamada.
d) determinar a citação da reclamada por edital.
e) determinar o arquivamento da reclamação trabalhista e condenação do
reclamante ao pagamento de custas sobre o valor da causa.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Percebam que não houve a
correta indicação do endereço do reclamado, obrigação do reclamante
conforme art. 852-B, II da CLT. Ao não cumprir com uma de suas
obrigações, dispõe o §1º do mesmo artigo que a reclamação trabalhista
será arquivada (extinta sem resolução do mérito), com a condenação do
autor ao pagamento das custas processuais. Essas informações constam
no dispositivo abaixo transcrito, que foi mencionado acima (§1º do art.
852-B da CLT):

“Art. 852-B. Nas reclamações enquadradas no procedimento


sumaríssimo: (Incluído pela Lei nº 9.957, de 12.1.2000)
I - o pedido deverá ser certo ou determinado e indicará o valor
correspondente; (Incluído pela Lei nº 9.957, de 12.1.2000)
II - não se fará citação por edital, incumbindo ao autor a
correta indicação do nome e endereço do reclamado;
(Incluído pela Lei nº 9.957, de 12.1.2000)
III - a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo
de quinze dias do seu ajuizamento, podendo constar de pauta
especial, se necessário, de acordo com o movimento judiciário da
Junta de Conciliação e Julgamento. (Incluído pela Lei nº 9.957,
de 12.1.2000)

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§ 1º O não atendimento, pelo reclamante, do disposto nos
incisos I e II deste artigo importará no arquivamento da
reclamação e condenação ao pagamento de custas sobre o
valor da causa”.

Pelo dispositivo legal, não há possibilidade de determinação de emenda


da petição inicial (art. 284 do CPC), tampouco de citação por edital, pois
excluído pelo próprio art. 852-B, II da CLT. Assim, estão excluídas as
demais alternativas, pois trazem uma dessas situações, que não
podem ocorrer, já que a única correta deve indicar sempre o
arquivamento do feito.

31 - Q302231 ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista


Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /
Reclamação Trabalhista; ) A legislação processual do trabalho regulamenta
o trâmite de dissídios individuais, criando regras sobre a forma de
reclamação e a notificação do reclamado. Segundo tais normas, a
reclamação
a) recebida e protocolada será remetida a segunda via da petição ao
reclamado, notificando-o ao mesmo tempo, para comparecer à audiência
de julgamento, que será a primeira desimpedida, depois de 48 horas.
b) será, preliminarmente, sujeita a distribuição nas localidades em que
houver apenas uma Vara do Trabalho.
c) poderá ser apresentada pelos empregados e empregadores,
pessoalmente, ou por seus representantes e pelos sindicatos de classe.
d) será feita por notificação via oficial de justiça, não sendo admitida a
notificação por edital nos processos que tramitam pelo rito ordinário.
e) poderá ser acumulada num só processo com outros, quando houver
identidade de matéria, desde que sejam empregados da mesma profissão e
região metropolitana.

COMENTÁRIOS:

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A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. A afirmação contida na letra “C”,
acerca do ajuizamento de reclamação trabalhista, está em conformidade
com o art. 839 da CLT, assim redigido:

“Art. 839 - A reclamação poderá ser apresentada: a) pelos


empregados e empregadores, pessoalmente, ou por seus
representantes, e pelos sindicatos de classe; b) por intermédio
das Procuradorias Regionais da Justiça do Trabalho”.

Vejamos as demais assertivas, todas erradas, e suas justificativas:

Letra “A”: errada, pois contraria o art. 841 da CLT, que diz que a
audiência será a primeira desimpedida depois de 5 dias, ou seja, entre o
recebimento da notificação e a realização do ato deverá haver prazo
mínimo de 5 dias.
Letra “B”: errada, pois se houver apenas uma Vara do Trabalho, não
haverá distribuição, conforme art. 837 da CLT.
Letra “D”: errada, pois o art. 841 da CLT afirma que a notificação será
postal, sendo feita por edital se não for possível por correios.
Letra “E”: errada, pois contraria o entendimento do art. 842 da CLT.

4. LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS:

1 - Q302232 ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista


Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /
Audiências; )
Em se tratando de dissídio individual, a norma processual trabalhista
prevê, como regra, a realização de audiência UNA, ou seja, em um
determinado ato processual será realizada a tentativa de conciliação, a
instrução processual e o julgamento. Nesse sentido,
a) terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo, sendo
ouvidas as testemunhas, os peritos e os técnicos, se houver, e após será

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Teoria e questões de Processo do Trabalho para ANALISTA
JUDICIÁRIO – ÁREA JUD E OF DE JUST DO TRT/MG - FCC
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efetuado o interrogatório dos litigantes.
b) caso o reclamante não compareça na audiência inaugural, mesmo
presente seu advogado, deverá necessariamente ser adiada a sessão.
c) é facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou
qualquer outro preposto que tenha conhecimento do fato, mas cujas
declarações não obrigarão o proponente.
d) aberta a audiência, o Juiz proporá a conciliação, sendo que se não
houver acordo, o reclamado poderá apresentar defesa oral no tempo
máximo de 10 (dez) minutos.
e) deverão estar presentes o reclamante e o reclamado na audiência de
julgamento, independentemente do comparecimento de seus
representantes.

2 - Q299670 ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho /
Audiências; )
Sobre as audiências trabalhistas, com base nas normas aplicáveis, é
correto afirmar:
a) A ausência injustificada do reclamante ou de seu advogado à audiência
importa em revelia, além de confissão quanto à matéria de fato.
b) O reclamante e o reclamado, deverão estar presentes pessoalmente,
independentemente do comparecimento de seus advogados, não podendo
ser substituídos ou representados neste ato processual.
c) As partes e testemunhas serão inquiridas pelo juiz, não podendo ser
reinquiridas a requerimento das partes ou advogados.
d) O juiz, à hora marcada, declarará aberta a audiência, sendo feita pelo
chefe de secretaria ou escrivão a chamada das partes, havendo uma
tolerância de até 15 minutos após a hora marcada.
e) Estas serão públicas e realizar-se-ão em dias úteis, entre 8 e 18 horas,
não podendo ultrapassar 5 horas seguidas, salvo quando houver matéria
urgente.

3 - Q208227 ( Prova: FCC - 2005 - OAB-SP - Exame de Ordem - 2 -


Primeira Fase / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )

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Na reclamação ajuizada pelo trabalhador, para a cobrança de direito
irrenunciável, correspondente a salário mínimo não pago, ausentes ambas
as partes à única audiência designada,
a) deve designar-se nova audiência, com condução coercitiva das partes.
b) o reclamado é considerado revel.
c) o processo é arquivado.
d) encerra-se a instrução, julgando o feito no estado em que se encontra.

4 – Q292822 ( Prova: FCC – 2013 – TRT – 1ª REGIÃO (RJ) – Analista


Judiciário – Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /
Audiências; ) Hércules após quatro anos de contrato de trabalho com a
empresa Alfa Beta Engenharia foi dispensado sem receber saldo salarial e
verbas da rescisão. Ajuizou reclamação trabalhista, sendo designada
audiência UNA (conciliação, instrução e julgamento) após dois meses da
distribuição da ação. Ocorre que Hércules sofreu acidente na véspera da
audiência, ficando hospitalizado e, portanto, impossibilitado de se
locomover até a Vara do Trabalho. Com base nas normas previstas em lei
trabalhista, nessa situação,
a) o advogado de Hércules fará toda a sua assistência em audiência,
inclusive com poderes para depor pelo reclamante e realizar demais atos
processuais.
b) o reclamante Hércules poderá fazer-se representar na audiência por
outro empregado que pertença a mesma profissão ou pelo Sindicato
Profissional.
c) o processo será arquivado ante a ausência do reclamante, que poderá
ajuizar novamente a demanda quando estiver em condições plenas de
saúde.
d) a lei processual trabalhista não prevê a hipótese de substituição de
empregado reclamante ausente, razão pela qual fica a critério do Juiz
adiar a audiência ou arquivar o processo.
e) a esposa, companheira ou algum parente até o terceiro grau poderão
representar o trabalhador ausente com amplos poderes para inclusive
prestar depoimento pelo reclamante.

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5 - Q292823 ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista
Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /
Audiências; )
A empresa Deuses do Olimpo Produções S/A foi citada para responder
reclamatória trabalhista que tramita pelo procedimento ordinário e
comparecer à audiência UNA (conciliação, instrução e julgamento),
designada trinta dias após a sua notificação. Entretanto, o representante
legal da empresa reclamada, por mero esquecimento, não compareceu à
audiência designada. O reclamante compareceu à audiência sem a
presença de seu advogado. O advogado da reclamada, presente em
audiência, pretendeu apresentar defesa oral. Nessa situação, com
fundamento na lei e em jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do
Trabalho – TST, o Juiz deverá
a) arquivar a reclamatória diante da ausência de uma das partes e do
advogado do reclamante, tendo em vista que este não pode atuar
pessoalmente na Justiça do Trabalho.
b) adiar a audiência para outra data possibilitando o comparecimento do
advogado do reclamante e do representante legal da reclamada.
c) permitir ao patrono da empresa a apresentação de defesa oral e adiar
a audiência para que o advogado do reclamante tome ciência da defesa e
apresente réplica nos autos.
d) aplicar a revelia e consequente confissão quanto à matéria de fato à
reclamada ausente não permitindo que seu advogado apresente defesa
oral diante do motivo da ausência não ser relevante e prosseguir com o
processo sem adiar a audiência.
e) autorizar que o patrono da reclamada apresente defesa por escrito em
15 dias diretamente no protocolo da Secretaria da Vara e adiar a
audiência para nova data.

6 - Q280535 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do


Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )
Em relação à audiência, considere:

I. Aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação.

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II. A audiência de julgamento será contínua, devendo ser concluída no
mesmo dia.
III. A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada
a ação em audiência, não importa arquivamento do processo.
IV. Pessoa jurídica de direito público não se sujeita à revelia.
V. A reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é
revel, ainda que presente seu advogado munido de procuração, podendo
ser ilidida a revelia mediante a apresentação de atestado médico, que
deverá declarar, expressamente, a impossibilidade de locomoção do
empregador ou do seu preposto no dia da audiência.
É entendimento pacificado pelo TST, o que se afirma APENAS em
a) III e IV.
b) II, IV e V.
c) I.
d) II e III.
e) I, III e V.

7 - Q289161 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do


Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores;
Audiências; Procedimento ordinário e sumaríssimo; )
De acordo com o entendimento pacífico da jurisprudência do TST,
a) inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento
da parte à audiência.
b) pessoa jurídica de direito público não sujeita-se à revelia.
c) a reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é
revel, salvo se presente seu advogado munido de procuração específica.
d) diante da gravidade do ato, a revelia da reclamada não pode ser
ilidida.
e) a revelia produz confissão na ação rescisória.

8 - Q263459 ( Prova: FCC - 2012 - TST - Analista Judiciário - Área


Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )
Conforme previsão legal e jurisprudência sumulada do TST, em relação às
audiências trabalhistas é correto afirmar:

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a) A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada
a ação em audiência, importa arquivamento do processo.
b) E ceto quanto à reclamação de empregado doméstico, ou contra micro
ou pequeno empresário, o preposto em audiência deve ser
necessariamente empregado do reclamado.
c) Não se aplica a confissão à parte que, expressamente intimada com
aquela cominação, não comparecer à audiência em prosseguimento, na
qual deveria depor desde que esteja presente o seu advogado.
d) Aberta a audiência, o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua
defesa oral ou apresentá-la por escrito e, em seguida, o juiz proporá a
conciliação.
e) Terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo, devendo o
juiz, exofficio, interrogar os litigantes, sob pena de nulidade, sendo que
findo o interrogatório não poderão os litigantes retirar-se, até o término
da instrução com a oitiva de testemunhas.

9 - Q262175 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Juiz do


Trabalho - Tipo 1 / Direito Processual do Trabalho / Partes e
Procuradores; Audiências; )
É INCORRETO afirmar que
a) o preposto deve ser necessariamente empregado.
b) nas ações plúrimas, os empregados poderão fazer- se representar pelo
sindicato da categoria profissional correspondente.
c) o não comparecimento do reclamante à audiência importa o
arquivamento da reclamação.
d) aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação.
e) a vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente
a ela se aplica, não afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever
de conduzir o processo.

10 - Q249307 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Juiz do


Trabalho - Tipo 5 / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )
O Processo do Trabalho apresenta como traços identificadores a
oralidade, a concentração dos atos processuais e o aspecto conciliatório.

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Em relação às propostas de conciliação no Processo do Trabalho, é correto
afirmar que
a) devem ser realizadas em dois momentos: após a abertura da
audiência, mas antes da apresentação da defesa; terminada a instrução
processual, após as razões finais, caso as partes queiram aduzi-las.
b) somente podem ser realizadas após a oitiva das partes e quando do
encerramento da instrução processual, antes das razões finais.
c) estão vinculadas ao valor atribuído à causa, sendo portanto
obrigatórias apenas nas ações de alçada e de rito sumaríssimo.
d) devem ser realizadas após a apresentação da defesa e renovadas após
as razões finais, caso as partes queiram aduzi-las.
e) não há obrigatoriedade na sua realização, constituindo-se assim em
faculdade do Juiz na direção do processo.

11 - Q113389 ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho /
Audiências; )
A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após
contestada a ação em audiência,
a) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante
poderá ajuizar nova ação postulando verbas que não foram anteriormente
postuladas.
b) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante
poderá ajuizar nova ação postulando as mesmas verbas anteriormente
postuladas.
c) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante
poderá pedir o desarquivamento do processo e continuar com a
reclamação.
d) não importa no arquivamento do processo tendo em vista que a ação
já tinha sido contestada.
e) importará no reconhecimento da revelia, além de confissão quanto à
matéria de fato.

12 - Q113390 ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico

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Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho /
Audiências; )
Maria ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa DEDE. João,
proprietário da empresa, cientificado da respectiva reclamação, contratou
advogado na véspera da data designada para a realização da audiência,
em que será obedecido o procedimento ordinário. O advogado advertiu
João de que teria que apresentar defesa oral em razão da proximidade da
contratação. Neste caso, de acordo com a CLT, o advogado
a) não poderá apresentar defesa oral em razão do procedimento ordinário
da respectiva reclamação trabalhista.
b) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 20 minutos para
aduzir sua defesa.
c) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 10 minutos para
aduzir sua defesa.
d) não poderá apresentar defesa oral por expressa disposição legal,
independentemente do procedimento adotado pela ação reclamatória.
e) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 30 minutos para
aduzir sua defesa.

13 - Q280536 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do


Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Resposta do Reclamado; )
Na esfera da Justiça do Trabalho, é correto afirmar:
a) Nas causas de jurisdição da Justiça do Trabalho somente pode ser
oposta, com suspensão do feito, exceção de incompetência.
b) Das decisões sobre exceções de suspeição e incompetência, salvo,
quanto a estas, se terminativas do feito, não caberá recurso, podendo, no
entanto, as partes alegá-las novamente no recurso que couber da decisão
final.
c) Apresentada a exceção de incompetência, abrir-se-á vista dos autos ao
exceto, por 48 (quarenta e oito) horas improrrogáveis, devendo a decisão
ser proferida na primeira audiência ou sessão que se seguir.
d) São motivos de suspeição do juiz: inimizade pessoal, amizade íntima,
parentesco por consanguinidade ou afinidade até o segundo grau civil.
e) Apresentada a exceção de suspeição, o juiz ou Tribunal designará

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audiência dentro de 24 (vinte e quatro) horas, para instrução e
julgamento da exceção.

14 - Q289153 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do


Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; Resposta do Reclamado; )
De acordo com a CLT, nas causas de jurisdição da Justiça do Trabalho
somente podem ser opostas,
a) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
b) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de
incompetência.
c) sem suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
d) sem suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de
suspeição.
e) com suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de
suspeição.

15 - Q113383 ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho /
Resposta do Reclamado; )
Considere:
I. Litispendência.
II. Conexão.
III. Exceção de incompetência relativa do juízo.
IV. Carência de Ação.
V. Exceção de suspeição.
NÃO deverão ser argüidas em contestação a objeções
indicadas APENAS em
a) III e V.
b) I, II e III.
c) II e III.
d) I, II e V.
e) IV e V.

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16 - Q113386 ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico
Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho /
Resposta do Reclamado; )
De acordo com a CLT e o entendimento Sumulado do TST, a
compensação
a) não poderá ser argüida, em nenhum momento, em reclamações
trabalhistas.
b) poderá ser argüida em qualquer fase processual, inclusive após o
trânsito em julgado de sentença.
c) deverá ser argüida através de exceção.
d) só poderá ser argüida como matéria de defesa na contestação.
e) poderá ser argüida em qualquer fase processual até o trânsito em
julgado de sentença.

17 - Q207448 ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho /
Resposta do Reclamado; )
Numa reclamação trabalhista, o crédito do reclamado é superior ao do
reclamante. Nesse caso,
a) o reclamado só poderá apresentar reconvenção se a diferença for
superior a um mês de salário do empregado e se tiver ocorrido rescisão
do contrato de trabalho.
b) o juiz pode determinar ao reclamante que devolva a diferença ao
reclamado, independentemente de reconvenção.
c) o reclamado só poderá pleitear seu crédito em ação própria, pois, no
processo trabalhista, não há reconvenção.
d) o reclamado pode apresentar reconvenção, se o crédito for oriundo da
relação de emprego e houver conexão.
e) o reclamado pode, em contestação, pedir a compensação dos créditos
e a devolução do que entende devido, sendo que o reclamante pode
apresentar reconvenção.

18 - Q241029 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista


Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /

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Teoria e questões de Processo do Trabalho para ANALISTA
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Resposta do Reclamado; )
A empresa Margarida Confeitaria Ltda., em reclamação trabalhista em que
é ré, apresentou na audiência em sua defesa uma e ceção. Em relação às
exceções no processo do trabalho é correto afirmar:
a) Apresentada exceção de incompetência, abrir-se-á vista dos autos ao
exceto, por 48 (quarenta e oito) horas, que poderão ser prorrogadas por
igual prazo pelo Juiz, em caso de complexidade da matéria, devendo a
decisão ser proferida na primeira audiência ou sessão que se seguir.
b) Apresentada exceção de suspeição, o juiz designará audiência dentro
de 05 (cinco) dias para instrução e julgamento da exceção.
c) Se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido
na pessoa do juiz, não poderá alegar exceção de suspeição, salvo
sobrevindo novo motivo.
d) O juiz é obrigado a dar-se por suspeito, e pode ser recusado, por
parentesco por consanguinidade ou afinidade até o quarto grau civil.
e) A exceção de suspeição será admitida ainda que o recusante procurou
de propósito o motivo de que ela se originou.

19 - Q111820 ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista


Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /
Resposta do Reclamado; )
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, apresentada a
exceção de incompetência
a) abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 24 horas prorrogáveis por
igual período.
b) abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 24 horas improrrogáveis.
c) abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 48 horas improrrogáveis.
d) abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 48 horas prorrogáveis por
igual período.
e) o juiz decidirá de plano, sem a manifestação da parte contrária que
será intimada da decisão.

20 – Q82555 ( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Técnico


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Audiências; Resposta do Reclamado; )
Sobre a revelia, considere:
I. A ausência do reclamado em audiência, apesar de regularmente
intimado, configura revelia.
II. A revelia importa na confissão do reclamado quanto à matéria de fato.
III. Havendo revelia, mas ocorrendo, entretanto, motivo relevante,
poderá o juiz suspender o julgamento, designando nova audiência.
IV. A revelia pode ser aplicada tanto ao reclamante quanto ao reclamado.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I e IV.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) I, III e IV.

21 - Q82552 ( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Atos,
Termos e Prazos; Dissídios Individuais; Resposta do Reclamado; )
A respeito do prazo para contestação no Processo do Trabalho, é correto
afirmar que:
a) Inexiste prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista, devendo ser a ação contestada na audiência
inicial ou UNA.
b) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista é de dez dias a contar da citação do reclamado.
c) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista é de vinte dias a contar da citação do reclamado
quando este se tratar de órgão da Administração Pública.
d) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista é de dez dias a contar da audiência inicial ou
UNA.
e) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista é de vinte dias a contar da audiência inicial ou

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UNA, quando se tratar o reclamado de órgão da Administração Pública.

22 - Q249306 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Juiz do


Trabalho - Tipo 5 / Direito Processual do Trabalho / Atos, Termos e
Prazos; Dissídios Individuais; )
Quanto à forma de reclamação e a notificação no dissídio individual
trabalhista pelo rito ordinário, conforme previsões contidas na CLT e em
súmulas da jurisprudência uniformizada do TST é correto afirmar:
a) Recebida e protocolada a reclamação, dentro de 5 dias será notificado o
reclamado para comparecer em audiência que será a primeira
desimpedida, depois de 48 horas.
b) Não é possível a acumulação num só processo de várias reclamações,
ainda que se trate de empregados da mesma empresa, sem a participação
da entidade sindical.
c) Diante da complexidade das matérias que podem ser discutidas no
processo trabalhista, com o advento das novas competências, como por
exemplo, as indenizações por danos morais e por acidente do trabalho e as
responsabilidades relativas à
terceirização de mão de obra, não mais se admite a reclamação trabalhista
verbal.
d) Ao receber a petição inicial, a Secretaria da Vara, conforme expressa
previsão legal, deve enviar os autos imediatamente ao juiz para realização
do juízo de admissibilidade.
e) Presume-se recebida a notificação 48 horas depois de sua postagem; o
seu não recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui
ônus de prova do destinatário.

23 - Q202046 ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Dissídios
Individuais; )
Carol ajuizou no início do ano de 2011 reclamação trabalhista em face de
sua ex-empregadora a empresa EFGH. A presente reclamação possui o
valor da causa de R$ 19.739,00. Tendo em vista que a audiência UNA foi
marcada para o dia 10 de Agosto de 2011, Carol enviou telegrama com

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aviso de recebimento para suas três testemunhas convidando-as para
depor no dia e hora em que a audiência foi designada porém, nenhuma das
três testemunhas compareceu. Neste caso, de acordo com a Consolidação
das Leis do Trabalho, o M.M. juiz deverá
a) suspender o processo por vinte dias e marcar nova audiência para no
máximo 90 dias, porém Carol deverá levar as testemunhas nesta nova
audiência independentemente de intimação.
b) suspender o processo por quinze dias e marcar nova audiência para no
máximo 60 dias, porém Carol deverá levar as testemunhas nesta nova
audiência independentemente de intimação.
c) marcar nova data para a realização da audiência e deferir a intimação
das três testemunhas.
d) marcar nova data para a realização da audiência e deferir a intimação
de duas das três testemunhas, devendo Carol desistir do depoimento de
uma delas.
e) proferir sentença na mesma audiência uma vez que Carol possuía a
obrigação de levar as testemunhas independentemente de intimação.

24 - Q82552 ( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Atos,
Termos e Prazos; Dissídios Individuais; Resposta do Reclamado; )
A respeito do prazo para contestação no Processo do Trabalho, é correto
afirmar que:
a) Inexiste prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista, devendo ser a ação contestada na audiência inicial
ou UNA.
b) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista é de dez dias a contar da citação do reclamado.
c) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista é de vinte dias a contar da citação do reclamado
quando este se tratar de órgão da Administração Pública.
d) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na
Reclamação Trabalhista é de dez dias a contar da audiência inicial ou UNA.
e) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na

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Reclamação Trabalhista é de vinte dias a contar da audiência inicial ou
UNA, quando se tratar o reclamado de órgão da Administração Pública.

25 - Q4538 ( Prova: FCC - 2006 - TRT-4R - Técnico Judiciário - Área


Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Atos, Termos e Prazos;
Dissídios Individuais; )
A citação do reclamado para comparecer à audiência e apresentar
contestação é feita
a) pelo Correio, com pelo menos 48 horas de antecedência.
b) pelo Correio, com pelo menos 5 dias de antecedência.
c) pelo Correio, com pelo menos 15 dias de antecedência.
d) pelo Diário Oficial ou jornal local de grande circulação.
e) exclusivamente por Oficial de Justiça.

26 - Q1114 ( Prova: FCC - 2006 - TRT-24R - Analista Judiciário - Área


Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Dissídios Individuais; )
Nos dissídios individuais,
a) após a apresentação das razões finais, é defeso ao juiz renovar a
proposta de conciliação, em razão do término da instrução.
b) não havendo acordo, o reclamado terá trinta minutos para aduzir sua
defesa, após a leitura da reclamação, não podendo esta leitura ser
dispensada pelas partes.
c) terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo
não-excedente de dez minutos para cada uma.
d) o não-comparecimento do reclamante à audiência importa em confissão
quanto à matéria de fato.
e) é facultado ao empregador fazer-se substituir por preposto que tenha
conhecimento do fato, porém as declarações deste não obrigarão o
proponente.

27 - Q1075 ( Prova: FCC - 2006 - TRT-24R - Analista Judiciário - Área


Judiciária - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Atos,

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Teoria e questões de Processo do Trabalho para ANALISTA
JUDICIÁRIO – ÁREA JUD E OF DE JUST DO TRT/MG - FCC
Prof. Bruno Klippel – Aula 04
Termos e Prazos; Dissídios Individuais; Reclamação Trabalhista; )
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, considere as seguintes
assertivas a respeito da forma de reclamação e de notificação nos dissídios
individuais:
I. Recebida e protocolada a reclamação, em regra, o escrivão ou secretário,
dentro de 15 dias, remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao
reclamado, que será notificado posteriormente, para comparecer à
audiência do julgamento.
II. A notificação será feita em registro postal com franquia. Se o reclamado
criar embaraços ao seu recebimento ou não for encontrado, far-se-á a
notificação por edital.
III. Sendo várias as reclamações e havendo identidade de matéria, poderão
ser acumuladas num só processo, se se tratar de empregados da mesma
empresa ou estabelecimento.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.

28 - Q289153 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do


Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; Resposta do Reclamado; )
De acordo com a CLT, nas causas de jurisdição da Justiça do Trabalho
somente podem ser opostas,
a) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
b) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de
incompetência.
c) sem suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
d) sem suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de suspeição.
e) com suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de suspeição.

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Teoria e questões de Processo do Trabalho para ANALISTA
JUDICIÁRIO – ÁREA JUD E OF DE JUST DO TRT/MG - FCC
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29 - Q289161 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do
Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores;
Audiências; Procedimento ordinário e sumaríssimo; )
De acordo com o entendimento pacífico da jurisprudência do TST,
a) inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento
da parte à audiência.
b) pessoa jurídica de direito público não sujeita-se à revelia.
c) a reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é
revel, salvo se presente seu advogado munido de procuração específica.
d) diante da gravidade do ato, a revelia da reclamada não pode ser ilidida.
e) a revelia produz confissão na ação rescisória.

30 – Q213044 ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Analista


Judiciário - Área Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Procedimento
ordinário e sumaríssimo; )
João moveu reclamação trabalhista em face da empresa Omega Industrial,
tendo atribuído à causa o valor total das verbas pleiteadas no importe de
R$ 3.000,00. Na audiência UNA designada a empresa reclamada não
compareceu, e o juiz verificou que a citação não fora realizada porque o
reclamante havia fornecido o endereço incorreto da reclamada,
absolutamente diverso daquele anotado em sua Carteira Profissional. De
acordo com a CLT, o juiz deve
a) aplicar a penalidade da revelia e confissão da reclamada.
b) abrir prazo para que o reclamante informe o endereço correto da
reclamada, determinando a designação de nova audiência.
c) determinar o retorno do processo à secretaria da vara para tentativa de
localização da reclamada.
d) determinar a citação da reclamada por edital.
e) determinar o arquivamento da reclamação trabalhista e condenação do
reclamante ao pagamento de custas sobre o valor da causa.

31 - Q302231 ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista

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Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /
Reclamação Trabalhista; ) A legislação processual do trabalho regulamenta
o trâmite de dissídios individuais, criando regras sobre a forma de
reclamação e a notificação do reclamado. Segundo tais normas, a
reclamação
a) recebida e protocolada será remetida a segunda via da petição ao
reclamado, notificando-o ao mesmo tempo, para comparecer à audiência
de julgamento, que será a primeira desimpedida, depois de 48 horas.
b) será, preliminarmente, sujeita a distribuição nas localidades em que
houver apenas uma Vara do Trabalho.
c) poderá ser apresentada pelos empregados e empregadores,
pessoalmente, ou por seus representantes e pelos sindicatos de classe.
d) será feita por notificação via oficial de justiça, não sendo admitida a
notificação por edital nos processos que tramitam pelo rito ordinário.
e) poderá ser acumulada num só processo com outros, quando houver
identidade de matéria, desde que sejam empregados da mesma profissão e
região metropolitana.

5. GABARITOS:

1. E 2. E 3. C 4. B 5. D 6. E
7. A 8. B 9. A 10. A 11. D 12. B
13. B 14. E 15. A 16. D 17. D 18. C
19. B 20. D 21. A 22. E 23. D 24. A
25. B 26. C 27. E 28. E 29. A 30. E
31. C

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6. CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Meus prezados alunos, chegamos ao término de nossa aula 04, na qual


analisamos os temas NOTIFICAÇÃO DO RECLAMADO, DEFESA DO
RECLAMADO E REVELIA. Todas as dúvidas podem ser tiradas por meio
do fórum, bem como pelo meu e-mail do Estratégia Concursos, qual seja:
brunoklippel@estrategiaconcursos.com.br !

Até breve !
Forte abraço.

Tudo de bom. Sucesso!

BRUNO KLIPPEL
Vitória/ES

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