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Os primórdios do Rito Francês ou Moderno no Brasil.

Liberdade - Igualdade – Fraternidade

Entre os anos de 1780 e 1840, em busca de seus ideais, maçons brasileiros e


portugueses objetivavam uma melhor condição social ao povo baseada na trilogia:
Liberdade, Igualdade e Fraternidade, haja vista serem condizentes com a linha de
conduta dos maçons ligados à Maçonaria Francesa.

Para uma melhor compreensão sobre os primórdios da Maçonaria Brasileira é de suma


importância se falar da Maçonaria em Portugal.

Conforme Clavel, em sua obra de 1843, remonta até cerca de 1730 a fundação, em
Portugal, das primeiras Lojas sob a influência da França e Inglaterra. Ao redor de 1793,
elas existiam em Coimbra e em Porto e delas fizeram parte vários estudantes das
províncias ultramarinas, inclusive do Brasil, como nos relata Lívio e Ferreira, em 1968.

Apontamos que o escritor Borges Grainha faz referência a uma reunião em 1797 a
bordo da fragata Fênix reunindo maçons ingleses, franceses e portugueses, que levaria à
constituição da loja Regeneração, de que foram Veneráveis Mestres o literato francês
Pope, o major André Inácio Reixa da Costa e José Maria d’Aguilar Córdova. Desta loja
adviriam mais tarde cinco lojas, entre as quais a Fortaleza, a que pertenceria José
Liberato Freire de Carvalho, o que indica que muitas reuniões havidas em Portugal e
quiçá no Brasil, devam ter ocorrido a bordo de alguma embarcação, longe de olhares
profanos.

Fazendo um comparativo com a situação maçônica no Brasil neste período,


principalmente pela ideia de que a primeira Loja foi a Cavaleiros da Luz, na Bahia, no
ano de 1797, na Revista “RELATES DE MASONERIA” nº 4 de 15 de dezembro de
2011, na página 9 vemos o seguinte comentário:

...“Durante esta época surgiram vários personagens que com suas ideias influenciaram
de grande maneira as ideias libertárias. Podemos citar o Almirante Aristides Aubert
Dupetit Thouahrs que chega no Brasil em 1791 e funda o Grupo “Cavaleiros da Luz”.
Quando Dupetit regressa à França, continua o seu trabalho, Larcher. Estamos no ano
de 1796 e se diz que este homem fundou uma Loja Maçônica com o nome de Cavaleiros
da Luz e que é considerada por muitos como a primeira Loja Maçônica no Brasil”...

Com o mesmo contexto, na Encyclopedia de La Masoneria, encontramos:

...“ Ostensibly to undertake some scientific research, Dupetit-Thouars came to Brazil in


1791. In Bahia he founded a secret order called 'Knights of Light' and taught the basic
theory of French Enlightenment: - a lifelong battle against intolerance, injustice, and
obscurantism. He was indeed both a French revolutionary, and a Freemason. He soon
had to return to France, and his work was continued by Larcher, who arrived in 1797
and directly influenced the 1798 conspiracy against the Portuguese crown. It was due

Pesquisa feita por Cleber Tomás Vianna, MI, 9º Rito Moderno, 33º REAA e Adonhiramita (ECMA),
Grande Benemérito do GOB e do GOEB – membro da Loja Verdade Libertária, 3497 – Rito Moderno, SSA/BA.
to the influence of this order that the majority of the conspirators escaped from being
prosecuted by the Portuguese authorities in Brazil”…

…“ Ostensivamente para empreender alguma pesquisa científica, Dupetit-Thouars


chegou ao Brasil em 1791. Na Bahia ele fundou uma ordem secreta chamada
"Cavaleiros da Luz" e ensinou a teoria básica do Iluminismo Francês: - uma batalha
vitalícia contra a intolerância, a injustiça e o obscurantismo. Ele era de fato tanto um
revolucionário francês quanto um maçom. Ele logo teve que voltar para a França, e
seu trabalho foi continuado por Larcher, que chegou em 1797 e influenciou diretamente
a conspiração de 1798 contra a coroa portuguesa. Foi devido à influência desta ordem
que a maioria dos conspiradores escapou de ser processada pelas autoridades
portuguesas no Brasil”....(http://freimaurerwiki.de/index.php/En:Brazilian_Freemasonry).

No site da Multi Rio, em Crise do Sistema Colonial, lemos que em 1796, a estadia do
francês Larcher na Bahia contribuiu para a difusão das ideias revolucionárias.
Encarregado de vigiá-lo, o tenente Hermógenes de Aguilar Pantoja, além de aderir a
seus ideais, apresentou-o a baianos ilustres e, o ano seguinte, em julho, na mesma casa
em que ocorreram as reuniões com Larcher, foi fundada a Loja Maçônica Cavaleiros da
Luz, onde eram lidos os livros de Rousseau e outras obras de iluministas franceses.

Há uma concordância entre estas três matérias (Revista “Relates de Masoneria”,


Encyclopedia de La Masoneria e Crise do Sistema Colonial), corroboradas por István
Jancsó e Marco Morel no trabalho acadêmico “Novas perspectivas sobre a presença
francesa na Bahia em torno de 1798”, quando reportam que o capitão e Chefe de
Divisão das Armadas Navais Francesas, Antoine-René Larcher, em dezembro de 1795
chefiou o bem-sucedido ataque ao navio luso-brasileiro Santo Antônio de Polifemo,
comandado por Manoel do Nascimento da Costa, que fazia o comércio com a Índia.

István e Morel informam no trabalho citado, que a viagem do capitão Larcher durou
quase dois anos desde sua partida da França em setembro de 1795 ao retorno em junho
ou julho de 1797 e, que foi então, durante estada de cerca de um mês em Salvador, que
ocorreram os contatos do capitão Larcher com as mais altas autoridades, como o próprio
capitão general D. Fernando José de Portugal, e também com os conspiradores locais,
até retornar no navio português Bom Jesus à Europa em janeiro de 1797, ficando retido,
a contragosto, na capital portuguesa, sem recursos para retornar a seu país natal.

Dado a estas novas informações, cremos, sem possibilidade de prova cabal, que a Loja
“Cavaleiros, ou Cavalheiros da Luz” pode ter sido sim, a primeira Loja Maçônica do
Brasil, porém, não dentro da Fragata Preneuse e menos ainda, em julho de 1797,
conforme inúmeros autores afirmam em suas obras.

Pesquisa feita por Cleber Tomás Vianna, MI, 9º Rito Moderno, 33º REAA e Adonhiramita (ECMA),
Grande Benemérito do GOB e do GOEB – membro da Loja Verdade Libertária, 3497 – Rito Moderno, SSA/BA.
Voltando a Portugal, sabemos que o Grande Oriente Lusitano teve as suas bases
instituídas por volta de 1800, tendo como 1º Grão-Mestre em 1803, o desembargador
Sebastião de São Paio, nome simbólico Epicteto, mudado depois para Egas Moniz (o
nome simbólico era largamente usado para ocultar os maçons das perseguições dos
Inquisidores e Detratores da Ordem Maçônica).

O Rito Oficial do G∴O∴L∴ adotado em seu início é o Rito Francês ou Moderno, logo
codificado através da Constituição de 1806, a qual incluía toda a organização do Rito no
seio do G∴O∴L∴, seguindo o formato francês.

Conforme os mais eruditos historiadores maçônicos, em 1802, o irmão Hipólito José da


Costa Pereira Furtado de Mendonça foi enviado à Londres e França, no intuito de obter
regularização através de Tratados e Cartas Patentes com as potências regulares desses
países, fato confirmado nas referências feitas na respeitabilíssima obra “Acta
Latomorum” de Claude Antoine Thory, edição de 1815, página 211, Tomo Premier e na
Obra de William Preston, Illustration of Masonry de 1804, na página 371.

Logrado êxito, Hipólito, de retorno a Portugal, foi preso pelas forças da Inquisição,
tendo toda a sua documentação apreendida, sendo possível, hoje, se encontrar tradução
do Acordo feito com a Primeira Grande Loja da Inglaterra (Modernos) nos processos da
Inquisição em Portugal.

O Tratado com o Grande Oriente de França foi ratificado em 1804 e é assinado, por
parte do Grande Oriente Lusitano, pelo irmão Egas Moniz, Cavaleiro Rosa-Cruz, o que
denota que as Ordens de Sabedoria do Rito Francês já existiam anteriormente em
Portugal, conforme vemos na Constituição do Grande Oriente Lusitano de 1806, onde
se refere às diferentes Ordens e Capítulos do Rito Francês, nos seus Capítulos IIIº e
XIIIº.

Da Carta Patente emitida pelo Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa-


Cruz/Grande Capítulo Geral do Rito Francês de Portugal, no 8º dia do 3º mês de 6010
para Gran Capítulo de Caballeros Rosacruzes de Rito Francês para España,
evidenciamos os dois primeiros tópicos:

1) O Grande Capítulo Geral do Grande Oriente de França entrega Carta Patente ao


irmão Hypólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça em 1802;

2) O Tratado de Amizade entre o G∴O∴d∴F∴ e o G∴O∴L∴ do 25º dia do 2º mês


de 5804 confirma a existência das Ordens de Sabedoria do Rito Francês ou
Moderno em Portugal.

Voltando ao Brasil, conforme relatado pelo irmão José Bonifácio em seu famoso
Manifesto de 1832, em 1800 funcionava uma Loja por nome de “União”, sendo
substituída por outra com o nome de Reunião em 1801, filiada à I’sle de France ou Ilhas
Maurice.

Pesquisa feita por Cleber Tomás Vianna, MI, 9º Rito Moderno, 33º REAA e Adonhiramita (ECMA),
Grande Benemérito do GOB e do GOEB – membro da Loja Verdade Libertária, 3497 – Rito Moderno, SSA/BA.
Segundo o mesmo manifesto, o Grande Oriente Lusitano desejando propagar no Brasil a
verdadeira doutrina maçônica, nomeou para esse fim três delegados com plenos poderes
para criar loja regulares no Rio de Janeiro, filiadas aquele Grande Oriente.

No Almanak Maçônico de 1847, impresso pela Typografia Universal de Laemmert,


encontramos uma preciosa informação que nos parece ser plausível, dado às
circunstâncias da época, como vemos a seguir nas páginas 74 e 75 que transcrevo na
mesma grafia da época:

“...” Posto que no principio d’este século já se tinhão juntado no Rio de Janeiro alguns
Mac. em huma Loja, a que derão o titulo de Reunião, todavia, como não trabalharão
regularmente, não poderemos datar o estabelecimento da Maçonaria senão do anno de
1803, quando o Gr. Or. Lusitano, querendo propagar as verdadeiras doutrinas
maçônicas no Brasil, nomeou para esse fim três Delegados com plenos poderes de
crear Lojas regulares no Rio de Janeiro, filiadas ao Gr. Or. Lusitano.

A nomeação recahio nos três distinctos maçons, J. A. L – F. X de A. – F. A de M. P. –


todos residentes n’esta cidade. Estes três Delegados crearão as LL. Constancia –
Philantropia – e ajuntando a Loja Reunião (com excepção de poucos membros
dissidentes), chamarão a um centro commum todos os maçons, regulares e irregulares,
que então existião no Rio de Janeiro, e iniciarão outros até o Gráo de Mestre, únicos
que estávão autorisados a conferir. ”...

No mesmo almanaque, encontramos nas páginas 79 e 80:

...” consta por documentos authenticos, que no dia 5 de julho 1802, fora creada ao
Oriente da Bahia a L. Virtude e Rasão, do rito moderno, de cujo seio sahirão outras
officinas. Forão ellas a L. Virtude e Rasão Restaurada, installada com doze obreiros,
que da primeira passarão a funda-la em 30 de março de 1807, e que em 10 de agosto
de 1808 tomou o titulo de L. Humanidade, e a L. União, creada em 12 de setembro de
1813 por 18 Irs. da mesma L. mãe Virtude e Rasão.

Completo assim o numero de tres officinas, decidirão os Irs., que as compunhão, crear
alli, como com effeito crearão, um Gr. Or. Brasileiro, cujos trabalhos activos, bem
como os das LL., cessarão comtudo, em rasão das commoções políticas, e, com
especialidade, por causa da desastrosa revolução de Pernambuco, em 1817.” ...

Em 1807, Junot conquista Portugal obrigando a Corte portuguesa procurar abrigo no


Brasil. “Assim a Maçonaria do Brasil desde o século XVIII esteve ligada a Portugal”.

Enquanto a sede da Monarquia Portuguesa foi em Lisboa, a Maçonaria sentia ser mais
fácil os movimentos revolucionários no Brasil, daí as Inconfidências Mineira (1789) e
baiana (1799).

Pesquisa feita por Cleber Tomás Vianna, MI, 9º Rito Moderno, 33º REAA e Adonhiramita (ECMA),
Grande Benemérito do GOB e do GOEB – membro da Loja Verdade Libertária, 3497 – Rito Moderno, SSA/BA.
A partir de um Decreto criado em 1815 no Rio de Janeiro pelo regente Dom João VI, o
Brasil deixou de ser colônia para merecer a condição de igualdade com a antiga
Metrópole do Reino, quando passou a ser “Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves”.

Em novembro de 1815 é fundada a Loja Commércio e Artes no Rio de Janeiro. Por


questões políticas foi fechada e a sua documentação queimada

Com a transferência da sede da Monarquia Portuguesa para o Rio de Janeiro, já surgiu


em 1817 uma revolução simultaneamente no Brasil, em Pernambuco e, em Portugal
(chefiada por Gomes Freire de Andrade). (Lívio e Ferreira, 1968).

No Rio de Janeiro, por iniciativa do irmão capitão João Mendes Viana, a Commércio e
Artes foi reinstalada em 24 de junho de 1821, sob os Auspícios do Grande Oriente de
Portugal, Brasil e Algarves, quando aumentou o seu título para “Comércio e Artes na
Idade do Ouro”.

O Grande Oriente do Brasil foi fundado em 17 de junho de 1822 tendo como base a
Loja Commércio e Artes, que para atender as exigências formais, precisou ser
subdividida em mais duas lojas: “União e Tranquilidade” e “Esperança de Nictheroy”.
Seguindo os padrões da Loja Commércio e Artes na Idade do Ouro, que fora reinstalada
sob os Auspícios do Grande Oriente Lusitano, adotou o Rito Francês como o seu Rito
Oficial. O seu primeiro Grão-Mestre Geral foi José Bonifácio de Andrada e Silva e
Joaquim Gonçalves Ledo o seu Primeiro Grande Vigilante.

Em 02 de agosto de 1822 foi iniciado na Loja Commércio e Artes da Idade do Ouro, o


Príncipe Regente D. Pedro I, adotando o nome histórico de Guatimozin. Num breve
intervalo de tempo foi exaltado ao grau de mestre, elevado ao 7º e último grau (na
época) do Rito Moderno – Cavaleiro Rosa-Cruz e, eleito Grão-Mestre em 04 de
outubro, fechando-o, por motivo de intrigas entre os seus membros, em 21 de outubro
do mesmo ano.

O Grande Oriente só foi restaurado em 1832 por José Bonifácio de Andrada e Silva,
continuando os seus trabalhos no Rito Moderno, antecedido pelo Grande Oriente
Brazileiro, também conhecido por Grande Oriente do Passeio, que foi fundado em
Junho de 1831, também trabalhando no Rito Moderno.

Datam de 1833 os Rituais da Loja Commércio e Artes que traz grafado na abertura dos
trabalhos de aprendiz: “sob os Auspícios do Grande Oriente Brazileiro (Passeio)” e, em
1834 foram publicados pelo G∴O∴B∴, os Reguladores do Rito Francês ou Moderno.

A seguir, indicamos literaturas que confirmam a prática do Rito Francês ou Moderno


nos primórdios da maçonaria brasileira.

Pesquisa feita por Cleber Tomás Vianna, MI, 9º Rito Moderno, 33º REAA e Adonhiramita (ECMA),
Grande Benemérito do GOB e do GOEB – membro da Loja Verdade Libertária, 3497 – Rito Moderno, SSA/BA.
a) Almanak Maçônico de 1847 (Typografia Universal de Laemmert), páginas 79:

b) ...“no dia 5 de Julho 1802, fora creada ao Oriente da Bahia a L. Virtude e


Rasão, do rito moderno”...

c) Revista Astréa Órgão Official do Supremo Conselho do Brasil, Anno II,


números 9 e 10, Setembro e Outubro de 1928, páginas 332 e 333:

... “O Gr∴ Or∴ do Brasil trabalhou sempre no Rit∴ Mod∴ e a prova disso está
em suas próprias actas em que há sempre referencias exclusivas aos gráos
desse Rito, jamais dos outros” ..., diz ainda:- Todas essas Lojas, porém,
trabalhavam no Rit∴ Moderno” ...

d) Boletim do GOB nº 6, de agosto de 1896 – (só mencionaremos as três primeiras


lojas sob a sua jurisdição seguindo a transcrição do mesmo):

Commércio e Artes, Rito Moderno, Poder Central, Novembro de 1815;União e


Tranquilidade, Rito Moderno, Poder Central, 21 de Janeiro de 1822;Esperança
de Nictheroy, Rito Moderno, Poder Central, 21 de Janeiro de 1822; (...).

e) Boletim do GOB de nºs 2 e 3, de agosto de 1896:

...“Com a existência das três Lojas (se referindo às Lojas Commércio e Artes,
União e Tranquilidade e Esperança de Nictheroy), todas do Rito Francez ou
Moderno, surgiu a necessidade da creação de um corpo superior autonomo e
independente sendo por isso installado o Grande Oriente do Brazil.”...

f) “Rituais Maçônicos Brasileiros” – Joaquim da Silva Pires, Edições A Trolha,


página 38:

...“o GOB foi fundado sob a égide do Rito Moderno.”...

g) Revista Astréa Órgão Official do Supremo Conselho do Brasil, anno 2, nº 4, de


1928, página 162:

...“O Grande Oriente Brasileiro era do Rito Moderno como o Grande Oriente do
Brasil”...

h) Revista Astréa, Órgão Official do Supremo Conselho do Brasil, anno 2, nº 4, –


1928 – Página 169:

...“Para se conseguir a maior perfeição e desarmar a intriga,... determinou com


prudência o Gr∴ Or∴ Braz∴ TRANSITAR do Rito Moderno ou Francês que
trabalhara até janeiro de 1833.”...

i) Revista Astréa, Órgão Official do Supremo Conselho do Brasil, anno 2, nº 4, –


1928 – Página 170:

Pesquisa feita por Cleber Tomás Vianna, MI, 9º Rito Moderno, 33º REAA e Adonhiramita (ECMA),
Grande Benemérito do GOB e do GOEB – membro da Loja Verdade Libertária, 3497 – Rito Moderno, SSA/BA.
...“Faltava, porém, reformar a Constituição do Povo Maçon brasileiro (foi,
então promulgada a Constituição de 1834 adotando o REAA), que não estava
em harmonia em muitos de seus artigos com o Rito que se abraçara.”... “(Rito
Moderno ou Francês à época).”...

j) Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832:

...“ (página 54) Em 15 de setembro de 1832, o irmão D. de Ponte Rivera,


Cavaleiro do Real Segredo (REAA), do Grande Oriente Peruano, visitando o
Grande Oriente Brasileiro, é recebido com as solenidades de praxe e em seu
discurso comenta, entre outras coisas, que:

...“(página 55) Elle vos participa igualmente que segue o Rito Escossez, e já
sabe que haveis adoptado o moderno Francês”...

k) Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832:

...“ (página 56) Responde ao irmão D. de Ponte Rivera, o irmão Kant (Cônego
Januário da Cunha Barbosa, Cavaleiro Rosa Cruz) então, Orador da Grande Loja
(Grande Oriente):

...” (página 58) que apezar de seguir o Rito Escosses, que não difere em
princípios do Rito Francês que temos adoptado”...

l) Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832:

...“ (página 64) Discurso proferido na Respeitável Loja Commércio e Artes ao


Oriente do Brasil pelo Cavaleiro Rosa Cruz, Januário da Cunha Barbosa, no acto
de tomar posse de Venerável em março de 1832:

...A Officina Commércio e Artes na Idade d’Ouro, à que hoje prezido por vossa
eleição, e que n’outros tempos tanto se distinguira pelo zelo dos seus obreiros,
renasce gloriosa como a Phenix dentre as cinzas, em que parecia have-la
sepultado huma indigna perfídia”...

m) Instrucções Maçônicas ou Cathecismo e Regulamento Geral do Grào de


Aprendiz - Loja Commércio e Artes – 1833:

...“(Capa) Segundo o Original Francez, a traducção e annotações de Hypolito


(Londres), adoptados aos trabalhos da Loja Brazileira Commércio e Artes, pelo
seu Venerável J. da C. B. - Cavaleiro Rosa Cruz - carimbado: Biblioteca
Maçônica Mesquita e Passeio, Livro 01.”...

...“(página 22) debaixo dos auspícios do Grande Oriente Brasileiro.”...

Pesquisa feita por Cleber Tomás Vianna, MI, 9º Rito Moderno, 33º REAA e Adonhiramita (ECMA),
Grande Benemérito do GOB e do GOEB – membro da Loja Verdade Libertária, 3497 – Rito Moderno, SSA/BA.
n) Jornal do Gr∴ Or∴ Brazileiro – nº 2 – novembro de 1870:

...“(página 22) Estes dous corpos maçon∴ fizerão parte do Or∴ Brasileiro,
quando este deixando o Rit∴ Franc∴ que seguia”...

...“ ...Não podia o grupo do Lavradio formar um Or∴ do Rit∴ Franc∴ porque
este já existia no Gr∴ Or∴ Brasileiro, que funccionava neste Rit∴, e que não
estava adorm∴.... <<>>...Não podia o grupo do Lavradio, crear um Or∴ do Rit∴
Esc∴, não só porque a máxima parte de seus membros pertencia ao Rit∴
Franc∴ e não tinha poderes para funcionar no Rit∴ Esc∴ como porque existia
um Gr∴ O∴ do Rit∴ Esc∴ (o de Montezuma.)”...

o) Jornal do Gr∴ Or∴ Brazileiro – nº 3 – dezembro de 1870:

...“Depois que em junho de 1831, em fuzão geral dos operários dos três
mencionados quadros (Vigilância da Pátria, União e Sete de Abril), em que
também se admittira o representante da Resp∴ Loj∴ Razão ao Or∴ de Cuiabá,
se formou o Gr∴ Or∴ Braz∴ adoptando-se para seu governo, a Constit∴ Maç∴
portuguesa provisoriamente”...(O Grande Oriente Lusitano praticava nesta
época o Rito Francês ou Moderno).

p) Constituição do Gr∴ Or∴ Brazileiro – 1834:

..."que o Subl∴ Gr∴ Or∴ Braz∴ competentemente authorizado pelo Artigo 74,
Capítulo Único, Título 5º da Const para fazer as alterações indispensáveis à
mudança de Rito, Decretou em Sess∴ Magna de 24 do 6º mez do corrente anno
da V∴ L∴ 5834 (13 de septembro de 1834) era vulgar, as reformas adaptadas ao
Rito Esc Ant e Acc, hoje adoptado pelo Gr Or Braz.”... aos (ilegível) do 7º mez
do an∴ da V∴ L∴ 5834...

q) A Maçonaria na Independência do Brasil (1812 -1823), Teixeira Pinto:

... "(Página 38) Há ainda neste trecho da ata (se referindo à ata de nº 10 do
GOB, realizada aos 16 dias do 5º mês do ano da Verd∴ L∴ 5822) um detalhe a
considerar. O “Grande Oriente Brazilico”, apezar de ter adotado o Rito
Moderno ou Francês, estava empenhadíssimo em conseguir o
reconhecimento do “Grande Oriente Britânico”....

... "(Página 59) mandando recommendar a Gr∴ Loj∴ a estes IIr∴, que se
lembrem de que, adoptada a Maçonaria dos sete, o Gr∴ de Mestr∴ torna-se
um gr∴ muito respeitável e ponderoso”...

Pesquisa feita por Cleber Tomás Vianna, MI, 9º Rito Moderno, 33º REAA e Adonhiramita (ECMA),
Grande Benemérito do GOB e do GOEB – membro da Loja Verdade Libertária, 3497 – Rito Moderno, SSA/BA.
r) A Bigorna – nº 69 – fevereiro de 1983 – Kurt Prober:

O GOB NASCEU NO RITO MODERNO?


Todos nós costumamos aceitar como “favas contadas” que o Grande Oriente do
Brasil teria sido FUNDADO no RITO ADONHIRAMITA, em 17.6.1822. Mas de
onde o sabemos? …

Por mais que se procure, aqui e acolá, de positivo nada se encontra, pois
“documentos da época” não existem, e as tradições… em que os escritores do
passado se louvam, não são confiáveis. Além disso, as “histórias” por eles
produzidas, como p.e. (por exemplo) a do Ir.·. PENN (Manoel Joaquim de
Menezes) – “Exposição Histórica da Maçonaria no Brasil” – 1857 (nota 1), a
do Ir.·. Alexandre José de Mello Moraes – “História do Brasil-Reino e Brasil-
Império” – 1871, as “Efemérides” do Barão do Rio Branco, e ainda as
publicações de “Varnhagen”, “Pereira da Silva”, “Tobias Monteiro” e outros,
são todas elas memórias, entretanto, incorretas em muitas datas e
redundâncias, de modo que não podem servir de “pedra de toque”. Via de regra
todos estes historiadores “contam um conto” e, para fazer os “acertos”… no
tempo e no espaço, “aumentam um ponto”.

Vejamos: - Mello Morais no Tomo I, pag. 16, nos conta a origem da Loja
“DISTINCTIVA”, em S. DOMINGOS da Praia Grande (na Freguezia de São
Gonçalo) – (nota 2), NÃO FALANDO EM RITO, mas já o Ir.·. PENN é sumário
quando diz, à pag. 5: “… que TÔDAS AS LOJAS MAÇÔNICAS DO RIO,
BAHIA E PERNAMBUCO, umas instaladas sob os auspícios do Gr.·. Or.·.
Luzitano, outras do Gr.·. Or.·. de França, e algumas independentes, ERAM DO
RITO ADONHIRAMITA…”… Onde teria bebido sua sapiência?…

E quando João Luiz Teixeira Pinto em 1961 edita o seu magnífico livro “A
Maçonaria na Independência do Brasil”, ele simplesmente copia Mello Morais
na parte da Loja “Distinctiva”, e segue dizendo (pag. 14) que: “…
FUNDARAM EM 15.11.1815 na casa do Dr. João José Vahia, à rua da
Pedreira da Glória (hoje rua Pedro Américo) uma Loja com o título distintivo
de “COMÉRCIO E ARTES”, ADOTANDO O RITO ADONHIRAMITA e
funcionando sob os auspícios do Gr.·. Or.·. Luzitano etc…”.

Logo a seguir, na pag. 16, ele transcreve um documento publicado no Boletim


do GOB de 1896, pag. 37/39, que é a ATA DE INSTALAÇÃO DA LOJA
“COMMERCIO E ARTES”, de 24.6.1821, ATA ESTA QUE NÃO FALA EM
RITO e deixou bem claro, que a Loja REINSTALADA NÃO MAIS QUIZ
“declarar-se sob a jurisdição do Gr.·. Or.·. Luzitano”.

Pesquisa feita por Cleber Tomás Vianna, MI, 9º Rito Moderno, 33º REAA e Adonhiramita (ECMA),
Grande Benemérito do GOB e do GOEB – membro da Loja Verdade Libertária, 3497 – Rito Moderno, SSA/BA.
Acontece que Teixeira Pinto nesta transcrição, POR INICIATIVA PRÓPRIA,
resolveu completar a “… DATA da instalação primitiva, citada no documento,
como – DE NOVEMBRO DE 1815 – para (segunda-feira) 15 de novembro de
1822. Onde teria encontrado o dia “15”, mesmo porque este dia não era uma
segunda-feira, e sim uma quarta-feira”?

Na realidade, a fundação da Loja “Commércio e Artes” (a primeira das cinco


que já existiram – veja coletânea A Bigorna – 1984, pags. 116/117) tinha
“acontecido” em 24.6.1815, resultando da fusão das Lojas “CONSTÂNCIA” e
“PHILANTROPIA”, conforme notas encontradas pelo Ir.·. Ariovaldo Vulcano.

Fundou-se o Gr.·. Or.·. BRASÍLICO em 17.6.1822, e relendo-se cuidadosamente


as Atas das SSess.·. 1 até 4, não se encontra uma palavra sobre RITO. Só em
12.7.1822 (5ª Sess.·.) surge uma proposta de elevação de 6 IIr.·. ao Gr.·. de
ELEITO SECRETO – que é o Gr.·. 4 do RITO MODERNO – e mais adiante se
diz, falando de elevações de outros IIr.·. merecedores: “…mandando
recommendar a Gr.·. Loj.·. a este IIr.·. que se lembrem de que, ADOPTADA A
MAÇONARIA DOS SETE, o Gr.·. de Mestre torna-se um Gr.·. muito respeitável
e poderoso, e que, se elles têm verdadeiro amor pela nossa Ord.·. devem querer
que vá mais lenta esta concessão de Ggr.·. para se tornarem não só mais
appetecíveis, como mais valiosos, para retribuírem o zelo e as virtudes
maçônicas daquelles IIr.·. que mais se distinguirem…”

E mais adiante: “… Que os OOper.·. das 3 LLoj.·. Metropolitanas que têm o


Gr.·. de Mestre Perf.·. e 1º Eleitos (eram os Ggr.·. 4 e 5 do Rito Adonhiramita)
QUE FICARAM ABOLIDOS PELA NOVA ADOPÇÃO, devem dirigir-se à
commissão que brevemente nomeará a Gr.·. Loj.·. e fará saber para a concessão
de Ggr.·. a fim de receberem o de ELEITOS SSECRET.·.”.

Vejamos bem. Falando a ata de “ADOPTADA A MAÇONARIA DOS SETE”,


como “águas passadas”, e nunca se tendo antes falado em RITO, e não
constando das atas nenhuma “NOVA ADOPÇÃO” específica, é mais do que
lógico que o RITO MODERNO TENHA SIDO ADOTADO NA FUNDAÇÃO DO
GR.·. OR.·. BRASÍLICO.

Na 7ª Sess.·., de 23.7.1822, aparecem outras propostas para elevação de IIr.·.


ao Gr.·. 4 do Rito Moderno, e nesta mesma reunião, que por sinal era a
SEGUNDA em que José Bonifácio se dignava aparecer, se resolveu
“…unanimemente dar o Gr.·. de ROSA CRUZ (7º do Rito Moderno) ao Gr.·.
Mest.·. José Bonifácio…”.

Na Sess.·. seguinte, Extraordinária de 2.8.1822, aparecia José Bonif ácio pela


terceira vez no GOB, para iniciar o Príncipe Regente D. PEDRO, com o nome
heroico de GUATIMOSIM.

Pesquisa feita por Cleber Tomás Vianna, MI, 9º Rito Moderno, 33º REAA e Adonhiramita (ECMA),
Grande Benemérito do GOB e do GOEB – membro da Loja Verdade Libertária, 3497 – Rito Moderno, SSA/BA.
Devo esclarecer aqui que o USO DE “NOMES HERÓICOS” NÃO ERA
PRIVATIVO DO RITO ADONHIRAMITA, como querem fazer crer os
“propagandistas hoje do rito”. Era um hábito adotado para os maçons se
livrarem das perseguições da inquisição e outras, e de passagem posso provar
que até hoje este uso está arraigado até no Supremo Conselho do REAA de
Portugal.

Basta dizer que o meu Diploma de S.G.I.G. Gr. 33.·. HONORÁRIO do Supr.·.
Cons.·. de Portugal, de 7.12.1978 é assinado pelo S. Gr. Com. “GRACCHUS”
(Ir.·. Dr. Adelino da Palma Carlos), pelo Gr.·. Secret.·. “JOÃO DE
SANTARÉM” (Ir.·. Henrique Côrte Real) e pelo Min. de Estado “MESTRE DE
AVIS” (Ir.·. Armando Adão e Silva).

E creio poder terminar esta ESTÓRIA do Rito Adonhiramita transcrevendo um


trecho da ata da 10ª Sess.·. de 5.8.1822: “…ponderou o Ir.·. Presidente, por
parte da Commissão nomeada para conceder os altos Ggr.·., que havendo a
Gr.·. Loj.·. accordado dar o Gr.·. de ELEITO SECRETO aos IIr.·. filiados nos
nossos quadros, constituídos em em ggr.·. de MMestr.·. Perf.·. 1º 2º e 3º Eleitos
pela Maçonaria do 13 e também áquelles mmestr.·. que pelo seu zêlo e amor
pelo bem da Pátria e da nossa Subl.·. Ord.·. se tinham tornado dignos de ser
adiantados na Arte Real, era por ora impossível satisfazer a tão justas
resoluções, porque tendo a Maçonaria dos 7 reduzido os ggr.·. desde Mestr.·.
Perf.·. até Eleito dos 15 ao ELEITO SECRETO, não havia os necessários
reguladores para a Iniciação deste Gr.·. E a Gr.·. Loj.·. não podendo, de
maneira alguma, alterar quaisquer das fórmulas adoptadas, que formeam
essencialmente o systema dos 7 Gr.·., resolveu o seguinte: Que ficasse suspensa
a iniciação no gr.·. de Eleito Secret.·.; que na mesma ocasião em que o Gr.·.
Or.·. Brasílico se fizesse reconhecer do Gr.·. Or.·. Britannico, encarregasse ao
seu Deleg.·. naquele Or.·. da remessa de todas as instrucções e papeis
concernentes ao systema maçonico dos 7 Ggr.·., adoptado pelo Gr.·. Or.·.
Brasílico; que deste reconhecimento se tratasse com toda a brevidade; que se
mandasse Carta de Deleg.·. ao maçom HYPPOLITO.

Aliás, ainda nesta reunião “accordou a Gr.·. Loj.·. DAR O GR.·. DE MESTRE
AO IR.·. GUATIMOSIM e foi encarregado de l’ho conferir o Ven.·. da Loj.·.
Commercio e Artes a cujo Quadro pertence…”.

Vale a pena aqui acrescentar que o Ggr. ·. do Rito Adonhiramita Mestr.·. Perf.·.
– 4, 1º Eleito (dos 9) – 5, 2º Eleito (de Parpignan) – 6 e 3º Eleito (dos 15) – 7,
todos eles passariam a corresponder ao Gr.·. 4 do RITO MODERNO.

Trocando tudo isso em miúdos, chegamos à conclusão, e creio ter liquidado a


discussão de uma vez por todas, que: O GR.·. OR.·. DO BRASIL FOI, EM
17.6.1822, FUNDADO NO RITO MODERNO, e que tudo o mais é conversa
fiada.

Pesquisa feita por Cleber Tomás Vianna, MI, 9º Rito Moderno, 33º REAA e Adonhiramita (ECMA),
Grande Benemérito do GOB e do GOEB – membro da Loja Verdade Libertária, 3497 – Rito Moderno, SSA/BA.
s) A Bigorna – 1985 – nº 39 - Julho (25) – Kurt Prober:

...“Ainda no mesmo ano de 1833 a aludida firma SEIGNOT-PLANCHER


imprimiu para a Loja "COMMÉRCIO E ARTES", que a partir de 7.4.1833 já se
tinha filiada ao Grande Oriente Brasileiro, do Passeio, tendo o GOB fundado
uma Loja “papel-Carbono”...”, a obra seguinte:” INSTRUCÇÕES
MAÇÔNICAS (Cathecismos e Regulamento Geral)- Não especifica, mas é Rito
MODERNO - impressa em 3 livrinhos (Ref. :BR-1833,413A,B e C) - Aprendiz
com 72 pags., Companheiro com 31 pags. e Mestre com 39 pags., Elaborado
pelo Ven∴ Januário da Cunha Barbosa (segundo o Original francez) em
tradução e anotações de HYPÓLITO JOSE DA COSTA, de Londres."...

t) Revista Ciências e Maçonaria, edição de 10/07/2017.

Texto final sobre a análise dos seus objetos maçônicos de D. Pedro I


(Guatimozin):

..."Assim, devido a semelhança do avental descrito neste ritual de 1834


(Reguladores do Rito Francez – Gràos Symbólicos - Typ. Imp. e Const. de
Seignot-Plancher e Cª) e o pertencente a D. Pedro I, pode-se corroborar a
afirmativa de ser do Grau 7 do Rito Moderno bem como ser passível seu uso
pelo Imperador."...

Complementando o exposto acima, concluímos com o seguinte texto:

D. Pedro, temeroso em consequência de denúncias feitas a ele que elementos


do Grande Oriente, contando com o apoio de alguns oficiais de Tropa tentariam
depor os ministros, envia um bilhete a Ledo, pedindo que suspenda os
trabalhos maçônicos até segunda ordem, revogando tal ordem 04 dias depois.

..."Meu Ledo. Convido fazer certas averiguações tanto pública como


particulares na Maçonaria, mando primeiro como Imperador, segundo como
Grão-Mestre: que os trabalhos maçônicos se suspendam até segunda ordem
minha. É o que tenho a participar-vos; resta-me reiterar os meus protestos
como Irmão: I∴P∴M∴R∴+ (Irmão Pedro, Maçom Rosa-Cruz (conforme
Castellani – 2009, pg. 56), São Cristóvão, 21 de outubro, 1822."...

Fontes:

A Maçonaria na Independência do Brasil (1812-1823), João Luiz Teixeira Pinto; A


Bigorna, nº. 39 (1985), https://81nos.wordpress.com/2013/05/08/o-gob-nasceu-no-rito-
moderno/; A Bigorna nº. 69 (1983), Kurt Prober (acervo do QI Alexandre Magno
Camargo – Melkisedeck); Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832; Casa Comum
(Fundação Mário Soares); Walter Celso de Lima, JB_News-Informativo_nr_2245/224;
Blog (http://www.ritofrances.net/) do Q∴ ir∴ Victor Guerra Garcia, Presidente del
Circulo de Estudios de Rito Francés Roëttiers de Montaleau, Masonólogo, 5° Orden,
Grado 9, Gran Inspector General del RM, Valle de España;
Pesquisa feita por Cleber Tomás Vianna, MI, 9º Rito Moderno, 33º REAA e Adonhiramita (ECMA),
Grande Benemérito do GOB e do GOEB – membro da Loja Verdade Libertária, 3497 – Rito Moderno, SSA/BA.
Blog (https://racodelallum.blogspot.com.br/) do Q∴ ir∴ Joaquim Villalta,Vice
Presidente del Circulo de Estudios de Rito Francés Roëttiers de Montaleau ,
Masonólogo e Acadêmico, 5° Orden, Grado 9, Gran Inspector General del RM, Valle
de España; Acta Latomorum de Claude Antoine Thory; Illustration of Masonry de
William Preston e tratado Portugal e Grande Oriente da França (obras cedidas por
Joaquim Villalta); Boletins do GOB; SCRM; Ritual Aprendiz Rito Moderno/GOB-2009;
Museu Maçônico Paranaense; Paulo César Gaglianone; SCRM; Antônio Onias (In-
Memorian); Hélio P. Leite; Álvaro Palmeira; José Coelho da Silva; A Trolha; kennyo
Ismail; Loja Universitária Professor José de Souza Herdy; Pedra Oculta; Diego
Denardi; José Ronaldo Viega Alves; Constituição do Grande Oriente do Brasil, 1975.
Rio de Janeiro, 22-05-1975; Constituição do Grande Oriente do Brasil, 2001. Distrito
Federal, 30-11-1990; Constituição do Grande Oriente do Brasil, 2007 – última revisão
em 10-09-2012; PIRES, Joaquim da silva - O Roteiro da Iniciação de Acordo com o
Rito Escocês Antigo e Aceito, 1ª ed. Londrina: Ed. Maçônica “A Trolha”, 2011; ir.’.
Valney (RB); ANTUNES, Álcio de Alencar. O Rito Moderno no Contexto da Maçonaria
Universal. In: Supremo Conselho do Rito Moderno. O Rito Francês ou Moderno: A
Maçonaria do Terceiro Milênio. Londrina, PR, Ed. Maçônica A Trolha, 1994.
BAPTISTA, Antônio Samuel. Rito Moderno: Uma Interpretação. In: Supremo Conselho
do Rito Moderno; O Rito Francês ou Moderno: A Maçonaria do Terceiro Milênio.
Londrina, PR, Ed. Maçônica A Trolha, Castellani, José; Manual do Rito Moderno,
Editora A Gazeta Maçônica, 1991; Neto, Antônio Onias, O Rito Moderno ou Francês,
no site Mason Kit.Net (acesso em 26/02/2013); Wikipédia, Rito Moderno (acesso ao site
em 26/02/2012); Revista Astréa, Órgão Official do Supremo Conselho do Brasil, Anno
II, números 9 e 10, Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro de 1928; Cérberus
Magazine; Multi Rio (Crise do Sistema Colonial); Site:
masonic.com.br/avental/mod00.htm; Site: Triângulo Atelier; István Jancsó e Marcos
Morel, Novas perspectivas sobre a presença francesa na Bahia em torno de 1798;
Revista Retales de Masoneria, ano 1, nº 4; Primeiros Rituais Maçônicos Brasileiros,
Joaquim da Silva Pires; Site do SCRM e colaboração especial dos queridos irmãos
Lázaro Sadrack Meira Araújo, Cavaleiro Eleito Escocês, II Ordem, Grau 5 do Rito
Francês ou Moderno e José Maria Bonachi Batalla, SGIG de Honra do Supremo
Conselho do Rito Moderno. Fatos e nomes omissos? Favor contatar-nos para a devida
observação.

Pesquisa feita por Cleber Tomás Vianna, MI, 9º Rito Moderno, 33º REAA e Adonhiramita (ECMA),
Grande Benemérito do GOB e do GOEB – membro da Loja Verdade Libertária, 3497 – Rito Moderno, SSA/BA.