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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL

CÂMPUS DE CASSILÂNDIA

JORGE AUGUSTO LEITE

FICHAMENTO

CASSILÂNDIA /MS
MARÇO - 2016
JORGE AUGUSTO LEITE

FICHAMENTO

Trabalho apresentado a disciplina Literatura


Portuguesa, ministrado pela professora Msc:
Édila de C. S. Santana, como requisito parcial
de avaliação.

CASSILÂNDIA/MS
MARÇO – 2016
ANALOGIA E IRONIA – CAPÍTULO IV

O romantismo, um movimento literário que abrange vários campos, como o moralismo, a


política, a filosofia e o erotismo, mostrou que para vivenciar intesamente esse estilo, era
preciso sentir e pensar para então desenvolver o próprio senso crítico. Para tanto, ocorreram
outras influências para o homem, sendo elas: a poesia, a linguagem, a ironia e a analogia. A
primeira passou-se por várias transformações até chegar aos dias de hoje, desde a Idade
Média, na qual a finalidade era encantar os ouvintes em forma de música, objetiva e direta, a
poesia lírica tinha como os principais temas, o amor e o satirismo. Pouco tempo depois, o
homem, ao passar por um processo de transição, mudou sua forma de pensar, antes era o
teocentrismo – Deus como o centro do universo- passou para o antropocentrismo – o homem
como o centro de tudo- com isso, do sentimento que ele tinha, ou seja, a emoção, mudou para
a razão, agora a poesia não falará mais do amor, mas sim de outras coisas. Mas, não parou por
aí, com novas ideologias e acontecimentos o homem começou a desenvolver mais ética, e
uma doutrina muito famosa no Romantismo, “a arte pela arte”, que prolonga esse
pensamento. E, com a criação poética, a reflexão sobre a poesia começa a ficar mais intensa,
dialogando então entre a teoria e a prática, e a prosa e poesia. Estas, é constante ver no
romantimo a união, pois enquanto uma tem uma linguagem comum e imersa, a outra dissolve
a lógica do discurso na lógica da imagem, ou seja, o poeta ao conseguir projetar o que ele
quer, ao mesmo tempo ele consegue provar transformando. Mesmo com a mudança de
linguagens e de crenças, devido aos acontecimentos do período, como a protestantismo, a
poesia romântica não deixou seu valor estético para baixo, tanto a analogia como a ironia,
tornou o romantismo mais subjetivo. Aquela começa junto com o ritmo, pois tudo é ritmado,
e poesia sem ritmo, não é poesia. Até a prosa tem uma visão analógica, pelo menos na prosa
francesa. Outro campo que contribuiu para poesia, foi o erotismo, de raízes ocultistas, Charles
Fourier foi uma figura muito importante ao tratar-se deste campo, a união das pessoas ao
serem atraídas umas pelas outras, a paixão. Com isso, a analogia começa a encaixar-se não só
sobre o ritmo, mas nas diferenças, na pluralidade, na originalidade . Enquanto a analogia
converte a ironia numa variação de leque, a ironia rasga o leque, a ironia é a ferida pela qual
sangra a analogia, em outras palavras pode-se dizer, que a ironia tende a ser obscura, como a
morte. E, as duas juntas formam uma poesia quase perfeita, ao mesmo tempo em que fala de
coisas lindas, há por trás, as metáforas que quebram aquele sentido bonito, e só analisando
profundamente que conseguimos a resposta certa.

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