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A.L.1.

3 EFEITOS DA TEMPERATURA E
DA CONCENTRAÇÃO NA PROGRESSÃO
GLOBAL DE UMA REACÇÃO

QUÍMICA 11.ºANO

QUESTÃO-PROBLEMA

Como pode evoluir um sistema em equilíbrio quando se faz variar a temperatura ou a


concentração?

PREPARAÇÃO PRÉVIA

Os alunos devem rever os conceitos de equilíbrio químico e Lei e Le Chatelier.

TRABALHO LABORATORIAL

MATERIAL (POR GRUPO)

Material Quantidades
Balança 1
Copo de 250 mL 2
Copo de 150 mL 2
Placa de aquecimento 1
Esguicho 2
Espátulas 3
Balão Volumétrico 2
Pompete 1
Pipeta 2
Tubo de ensaio 3
Suporte de tubos de ensaio 1
Vareta de vidro 2
Conta gotas 2
Funil 1
Pinça de madeira 1

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REAGENTES

Reagente Frases R Frases S


Cloreto de cobalto II S2, S22, S53, S45, S60,
R49, R22, R42/43, R35
hexa-hidratado S61
Gelo
R45, R46, R60, R61, R8,
Dicromato de potássio R21, R25, R26, R34, S53, S45, S60, S61
R42/43, R48/23, R35
R36, R37, R38, R43, R46,
Cromato de potássio S45, S53, S60, S61
R49, R50, R53
Ácido sulfúrico diluído
R35 S1/2, S26, S30, S45
(p.e 1:10)
Hidróxido de sódio S1/2, S26, S36/37/39,
R35, R36/38
(p.e 40g/L) S45

PROCEDIMENTO 1

A - EFEITO DA VARIAÇÃO DA TEMPERATURA

1. Preparar 10 cm3 de uma solução aquosa saturada de cloreto de cobalto


(II) hidratado, num copo, à temperatura ambiente.

1 Adaptado de Dantas, M. d., & Ramalho, M. D. (2009). Caderno de actividades laboratoriais, Jogo de
Partículas - Física e Química A - Química - Bloco 2 - 11.º/12.º ano. Lisboa: Texto Editores, Lda. e Martins, I. P.,
& al., e. (2003). Programa de Física e Química A, 11.º ou 12.º ano. Mistério da Educação

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2. Transferir um pouco da solução para um tubo de ensaio muito pequeno

3. Colocar o tubo de ensaio, alternadamente, em banho de água a ferver e


num banho de gelo

4. Apreciar a alteração na coloração do conteúdo do tubo de ensaio após a


variação de temperatura provocada.

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B – EFEITO DA VARIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO

1. Preparar 100 mL de uma solução de cromato de potássio pesando 0,78 g


da substância e adicionando água desionizada até perfazer o volume.
2. Preparar 100 mL de uma solução de dicromato de potássio pesando
1,47 g da substância e adicionando água desionizada até perfazer o
volume.

3. Deitar num tubo de ensaio (tubo 1) cerca de 5 mL de solução aquosa de


cromato de potássio e noutro tubo de ensaio (tubo 2) cerca de 5 mL de
dicromato de potássio.

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4. Adicionar à solução 1, gota a gota, ácido sulfúrico, até se verificar
mudança de cor da solução.
5. Ao novo sistema em equilíbrio, adicionar, gota a gota, solução de
hidróxido de sódio, até nova mudança de cor.
6. De novo, adicionar ácido sulfúrico ao sistema reaccional, gota a gota, até
nova mudança de cor.

NOTA: As soluções de cromato e dicromato devem ser preparadas por um grupo


e usadas por todos.

As soluções de ácido sulfúrico e hidróxido de sódio foram preparadas pela


professora, dados os riscos inerentes aso seu manuseamento.

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REGISTO E TRATAMENTO DE DADOS

A - EFEITO DA VARIAÇÃO DA TEMPERATURA

A solução apresenta uma cor rosa avermelhado quando é colocada no banho de


gelo, e uma coloração mais arroxeada quando é aquecida.

B – EFEITO DA VARIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO

A adição de ácido sulfúrico à solução amarela de cromato de potássio, fez com


que a solução ficasse laranja.

A adição de hidróxido de sódio a essa solução, fez com que ela retomasse a sua
cor amarela.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Para compreender os resultados é importante compreender também as


reacções com que estamos a trabalhar.

EFEITO DA VARIAÇÃO DA TEMPERATURA:

Para o estudo do efeito da variação da temperatura, usou-se o cobalto de


cobre II hexa-hidratado. Esta é uma reacção endotérmica, que se pode
representar pela seguinte equação:

CoCl2. x  H2O  (aq) ⇋ CoCl2. (x   −  y)H2O  (aq)   +  y  H2O  (l)  ;    (∆H   >  0)  

A forma mais hidratada do cloreto de cobalto tem cor rosa-avermelhada e a


forma menos hidratada tem cor azul.

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De acordo com o Princípio de Le Chatelier, sendo esta reacção endotérmica no
sentido directo, é favorecida pelo aumento da temperatura, ou seja, vai
intensificar-se a cor azul. Por diminuição da temperatura intensificar-se a cor
rosa.

EFEITO DA VARIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO

Para estudar o efeito da variação da concentração no equilíbrio, utilizaram-se


soluções de cromato e dicromato de potássio, que estabelecem a seguinte
reacção de equilíbrio:

CrO4 2-­‐  (aq)  +  2H +  (aq)⇋  Cr2 O7 2-­‐  (aq)  +  H2  O(l)  

Quando o cromato de potássio (K2CrO4), se dissolve em água, obtêm-se uma


solução de cor amarela. Quando se dissolve dicromato de potássio de potássio
(K2Cr2O7), obtêm-se uma solução de cor laranja.

Adicionando ácido (ácido sulfúrico, H2SO4) à solução de CrO42- (solução


amarela), o sistema vai evoluir no sentido directo intensificando a cor laranja.
Se, pelo contrário adicionamos uma base (solução aquosa de hidróxido de sódio,
NaOH), este reage com H+, diminuindo a concentração deste e o sistema vai
evoluir no sentido inverso, intensificando a cor amarela.

Os resultados obtidos experimentalmente são consistentes com os esperados


teoricamente. Salientasse apenas que a cor azul da forma menos hidratada de
cobalto de cobre não foi observada, provavelmente por a solução não estar
saturada. Verificou-se, no entanto, uma variação na cor para arroxeado.

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CONSIDERAÇÕES

1. A solução de cloreto de cobalto pode ser reutilizada por outros alunos,


evitando-se desperdícios desnecessários e minimizando problemas
ambientais resultantes da sua eliminação. No final das actividades, o
cloreto de cobalto (II) deve ser recuperado por cristalização.
2. A solução de dicromato de potássio serve apenas para controlo de cor
pelo que pode preparar-se uma quantidade menor.
3. Se apenas existir cromato ou dicromato de potássio, a experiência pode
realizar-se na mesma, não havendo apenas o controlo de cor.

BIBLIOGRAFIA

Dantas, M. d., & Ramalho, M. D. (2009). Caderno de actividades laboratoriais, Jogo


de Partículas - Física e Química A - Química - Bloco 2 - 11.º/12.º ano. Lisboa: Texto
Editores, Lda.

Dantas, M. d., & Ramalho, M. D. (2009). Jogo de Partículas - Física e Química A -


Química - Bloco 2 - 11.º/12.º ano. Lisboa: Texto Editores, Lda.

Martins, I. P., & al., e. (2003). Programa de Física e Química A, 11º ou 12º anos.
Ministério da Educação.