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FACULDADE PIEMONTE - FAP

PEDAGOGIA

CLAUDIA JESUS DA SILVA

ELIANE DE JESUS BARBOSA

MARIA SONIA SONIA SILVA SANTOS

ZILDA SOUZA GAVIÃO

PROJETO DE LEITURA: BIBLIOTECA ATIVA

ITAGIBÁ
2016

CLAUDIA JESUS DA SILVA


ELIANE DE JESUS BARBOSA

MARIA SONIA SILVA SANTOS

ZILDA SOUZA GAVIÃO

PROJETO DE LEITURA: BIBLIOTECA ATIVA

Trabalho apresentado na disciplina de


Pesquisa e Prática Pedagógica VII, no
curso de Pedagogia, da Faculdade
Piemonte (FAP), como requisito parcial
para obtenção de nota, no VIII Semestre.
Orientado pelo professor especialista
Luís Mota.

ITAGIBÁ
2016
SUMÁRIO

1- INTRODUÇÃO ........................................................................................................4
2-JUSTIFICATIVA .......................................................................................................4
3- PROBLEMÁTICA ....................................................................................................5
4- OBJETIVOS ........................................................................................................... 5
4.1-Objetivo GeraL ................................................................................................ 5
4.2- Objetivo Específico ..........................................................................................5
5- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................. 5
6- METODOLOGIA.................................................................................................... 8
7- CRONOGRAMA ---------------------------------------------------------------------------------9
8- RECURSOS ............................................................................................................9
REFERÊNCIAS..........................................................................................................10
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INTRODUÇÃO

Diante a tantas possibilidades com relação ao mundo da leitura, é preciso despertar esse
interesse em nossos alunos, onde deveremos ler com eles e para eles aflorando e ampliando
suas mentes para o gosto pela leitura. Assim, faz-se necessário que o professor prepare o
ambiente para o aluno, conquistando esse processo aos poucos, e não só proporcionando
espaços de leitura na sala e na escola, mas também permitindo o contato direto com o “livro”
através da biblioteca. E, se o professor se dispuser a fazer seu papel de sedutor e preparar o
ambiente, então, teremos um ótimo trabalho de ensino aprendizagem, e um aluno apaixonado
pela leitura, crítico, imaginativo e consciente de seu papel de cidadão.
A biblioteca escolar é um dos instrumentos auxiliadores de grande importância para o
processo educacional de aprendizado. Através da educação formal ou educação escolar, a
população se torna apta para o exercício de seus direitos e deveres, e esta educação formal é
exercida no ambiente da escola.

 PUBLICO ALVO

Professores e alunos do 6ºANO ao 9ºANO dos turnos matutino e vespertino da escola


Municipal Antônio Imbassahy, localizada no distrito de Japumirim Itagibá Bahia.

1- JUSTIFICATIVA
Percebendo que a escola disponibiliza de uma biblioteca equipada e adequada para
atender a comunidade escolar e apesar disso estar sem função alguma tivemos a ideia de
montar um projeto com o objetivo de ativar a biblioteca de forma organizada, onde os alunos
da escola possam pegar emprestados os livros que lá estão.
Se a leitura é considerada a principal ferramenta para a formação dos alunos daí a
importância deste projeto voltado para a leitura na escola, uma vez que por meio dessa
estaremos despertando o interesse e o gosto por esta atividade, aproveitando melhor os
recursos da biblioteca para os nossos alunos adentrarem cada vez mais nesse universo e
garantir esse direito de aprender ler e escrever, tornando assim cidadãos ativos na sociedade.
Esse trabalho se justifica pela importância da presença da biblioteca na escola, biblioteca que seja
participante das atividades pedagógicas, com a finalidade de formar cidadãos que desenvolvam o
hábito e o prazer da leitura.
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2- PROBLEMATICA
A escola disponibiliza de uma biblioteca com varias coleções para pesquisas, livros
paradidáticos, dicionários, revistas e coleções de DVDs com documentários diversos. Conta
ainda com uma funcionaria que cumpre o horário de trabalho dentro da biblioteca e apesar
disso não funciona porque não existe uma organização. O material é retirado de lá sem um
controle adequado.

OBJETIVOS:

4.1- Objetivo geral


Na certeza de que a leitura abre espaço para novos caminhos do saber e da
aprendizagem, este projeto tem como objetivo principal ativar as bibliotecas escolares e
formar alunos e professores pesquisadores, estimulando assim os estudantes a frequentarem a
biblioteca escolar, buscando o entretenimento, informação e a construção do conhecimento
bem como estimulando o estudo e o hábito de ler por prazer.
4.2- Objetivos específicos
 Possibilitar ao aluno o acesso aos livros para que possa manuseá-los e escolher o que
quer ler.
 Adquirir habilidades de responsabilidade em pegar emprestados livros do acervo da
biblioteca escolar, levar para casa para ler e devolver trocando por outro.
 Visitar e tornar a biblioteca da escola um local de produção de leitura e escrita e
usufruir do acervo que dispõe.

5- FUNDAMENTAÇAO TEORICA
A biblioteca escolar é um instrumento fundamental de apoio às atividades
pedagógicas. Através da leitura, os indivíduos são capazes de desenvolver sua criatividade,
imaginação e também seu senso crítico, características fundamentais para o convívio em
sociedade. Pensamos que o ideal para o bom desempenho do processo de educação seria que
cada escola possuísse uma biblioteca que estivesse participando ativamente das atividades da
instituição de ensino.
No Brasil, de acordo com o senso 2009 do INEP – Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, existem 197.468 unidades de ensino, mas 133.321
dessas unidades ainda não possuem biblioteca escolar. Sabemos que o governo brasileiro tem
desenvolvido projetos de incentivo à implantação de biblioteca dentro das escolas. Um desses
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projetos é o PNBE – Programa Nacional Biblioteca da Escola, de 1997, que apoia a criação
das bibliotecas escolares.
O sucesso de uma biblioteca escolar não está somente na implantação da mesma, mas
sim em um conjunto que é formado por um acervo composto de itens de relevância para seus
usuários potenciais, pelos profissionais bibliotecários capacitados e especializados, além da
construção de um ambiente atrativo e funcional, e através da integração entre os educadores e
os bibliotecários para o bom aproveitamento da biblioteca pelos alunos. Desenvolver
bibliotecas que atendam aos critérios citados anteriormente é um desafio para as escolas, e é
esse processo que apresentamos nesse trabalho.
No contexto do projeto de ensino-aprendizagem, a biblioteca escolar se apresenta como um
centro de aprendizagem que, conforme definição da Organização dos Estados Americanos (OEA), se
configura através da:

[...] participação direta em todos os aspectos do programa de educação [...] onde os


educadores, estudantes e usuários em geral podem redescobrir e ampliar seus
conhecimentos, desenvolver pesquisas, desenvolver aptidões para leitura, para
opinar, para avaliar, assim como desenvolver meios de comunicação [...] com o
objetivo de assegurar uma aprendizagem total. A biblioteca escolar é um
instrumento de desenvolvimento do currículo e permite o fomento da leitura e da
formação de uma atitude científica; constitui um elemento que forma o indivíduo
para aprendizagem permanente; estimula a criatividade, a comunicação, facilita a
recreação, apoia os docentes em sua capacitação e lhes oferece informação
necessária para tomada de decisão na aula.

Nesta perspectiva, exposta pelo organismo internacional, a biblioteca escolar possui


uma função pedagógica relacionada à: a) uma ação em prol da leitura, do incentivo à criação
do gosto e hábito de ler; b) pesquisa escolar e ao trabalho intelectual que proporcionarão ao
educando meios para melhor desempenhar seus papéis sociais; e c) ação cultural com vistas a
favorecer o entendimento da identidade do cidadão no espaço onde vive. Ademais, a OEA
destaca que compete a biblioteca escolar não somente lidar com as demandas do aluno, mas,
sobretudo, atuar no contexto do projeto político-pedagógico da escola através do trabalho
conjunto com o professor e a gestão escolar.
Neste sentido, em âmbito nacional, tal concepção está inserida nas Diretrizes
Curriculares Nacionais para Educação Básica (Resolução CNE/CEB n°2, de 7 de abril de
1998), ao expor que:
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As escolas deverão reconhecer que as aprendizagens são constituídas pelas


interações dos processos de conhecimento com os de linguagem e os afetivos, em
consequência das relações entre as distintas identidades dos vários participantes do
contexto escolarizado: as diversas experiências de vida de alunos, professores e
demais participantes do ambiente escolar, expressa por meio de múltiplas formas de
diálogo, deverá contribuir para a constituição de identidades afirmativas,
persistentes e capazes de protagonizar ações autônomas e solidárias em relação a
conhecimentos e valores indispensáveis à vida cidadã.

Cotejando o exposto anteriormente quanto à perspectiva de trabalho exigida para a


execução de um efetivo projeto de ensino aprendizagem com o papel da biblioteca na escola
bem como o fazer desta escola descrito na concepção de suas diretrizes, é fato que a natureza
da função da biblioteca escolar é ser um espaço constituído para, uma vez assimilado pelo
aluno, professor e demais entes que constituem os atores do ambiente escolar, possibilitar a
interação com os processos de conhecimento de modo a contribuir para uma formação
satisfatória do indivíduo, favorecendo o aprender a aprender, ou seja, colaborando para
aquisição da habilidade de aprender, saber obter, utilizar e gerar novas informações.

6- METODOLOGIA

Reunião com a direção e coordenação da escola para planejar, discutir e decidir como
acontecerá o projeto.
Cadastrar todos os livros da biblioteca (registrar nome da obra, o nome do autor, o nome
da editora e a quantidade de exemplares da mesma obra) para facilitar o empréstimo.
Orienta a funcionaria responsável pela biblioteca sobre a organização dos livros e a
dinâmica de empréstimo.
Criar uma ficha de cadastro para cada aluno contendo alguns termos de responsabilidade.
Destacando a responsabilidade do aluno ao levar o livro.
Reunir os professores para uma deixa- los cientes do projeto de abertura da biblioteca e
sugerir que a partir daquele momento eles possam estar inserindo o acervo da biblioteca em suas
praticas diárias.
Receber os alunos na biblioteca por turma para uma roda de conversa, apresentar a
biblioteca explicando a importância da mesma e informa –los que a partir de agora poderão se
dirigir ate lá e escolher o livro que quiser ler com o auxilio da funcionária.
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7- CRONOGRAMA
DATA ATIVIDADE DESENVOLVIDA
08 / 09 / 2016 Observação da rotina da escola
09/ 09 / 2016 Observação da rotina da escola
12/ 09 / 2016 Cadastrar todos os livros da biblioteca
13/ 09 / 2016 Cadastrar todos os livros da biblioteca
14/ 09 / 2016 Cadastrar todos os livros da biblioteca
15/ 09 / 2016 Criar uma ficha de cadastro dos alunos
16/ 09 / 2016 Criar uma ficha de cadastro dos alunos
19/ 09 / 2016 Explicar o projeto para os professores
20/ 09 / 2016 Explicar o projeto para os alunos
21/ 09 / 2016 Explicar o projeto para os alunos
23/ 09 / 2016 Supervisionar o primeiro dia de funcionamento da biblioteca

8- RECURSOS
Papel oficio
Caneta
Impressora
Fita adesiva
Tesoura
Livro de ata
Classificador
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REFERÊNCIAS

BRASIL. MINISTÉRIO DE EDUCAÇÃO. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO.


Resolução CNE/CEB n°2, de 7 de abril de 1998 que institui Diretrizes Nacionais para a
Educação Especial na Educação Básica. Disponível em: Acesso em: 27. Set. 2016.

ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS. Modelo flexível para um modelo


nacional de bibliotecas escolares. Brasília: Comissão Brasileira de Bibliotecas
Escolares/FEBAB, 1985.

SILVA, Mônica do Amparo. Biblioteca escolar e professor: duas faces da mesma moeda?
2001. 149f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Escola de Ciência da
Informação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2001.