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2017

Estágio Supervisionado em Clínicas Odontológicas II

Helinaldo Corrêa
Universidade do Estado do Amazonas
30/04/2017
APOSTILA ELABORADA PELOS ALUNOS ABAIXOS:

JEAN BRUNO DA SILVA GONCALVES

PRISCILA OLIVEIRA MARQUES DOS SANTOS

RHAYSA ANJOS DA SILVA

JESSIKA BRITO DA COSTA

MAYARA COSTA SOUSA

RAYAN FERNANDES DE SOUZA ARAUJO

Acadêmicos de odontologia da Universidade do Estado do Amazonas-


UEA

ESTE MATERIAL TEM COMO OBJETIVO AJUDAR NO ENTENDIMENTO DA


MATÉRIA DE ESTÁGIO II.
Editor
Helinaldo Correa nasceu em Manicoré Amazonas em 19-11-1985

Cursou até o 3 º período de Matemática na UFAM Campos Humaitá – Am

Foi monitor de Prótese Parcial Removível entre Agosto a Dezembro de 2014

Atualmente cursa Odontologia na UEA Campos Manaus – Am.

Curriculum Lattes:
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“... não temas, porque eu sou


contigo; não te assombres, porque
eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e
te ajudo, e te sustento com a minha
destra fiel.” (Isaías 41:10)
SUMÁRIO

1-URGÊNCIAS EM PERIODONTIA

1.1 TRATAMENTOS DE URGÊNCIA EM ENDODONTIA

1.2 URGÊNCIAS EM EXODONTIAS

1.3 INFECÇÕES ODONTOGÊNICAS

1.4 TRAUMATISMOS DENTOALVEOLAR NA DENTADURA DECÍDUA

1.5 PLANEJAMENTO PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL (PPR)

2-Tratamento Inicial de urgências em cirurgias

3-Prótese Planejamento

4-Abordagem das infecções odontogênicas

Prova

5-Prótese Moldagem

6- Gengivectomia e Gengivoplastia

7-Dentistica: Clorexidina e sua ação na preservação da camada hibrida

8-Retratamento Endodôntico

9-Restaurações em Dentes Posteriores com resinas Bulk-Fill

10- Cirurgia Parendodônticas

11-Lesão endo-perio

12-Urgência em Odontopediatria

-Biossegurança

-Cirurgia de acesso endodôntico

-Aula de abertura coronária (laboratório)

-Urgências em Endodontia

-Urgências em Pediatria
1-URGÊNCIAS EM PERIODONTIA

Professora: Ana Lúcia Diefenbach

Urgência em periodontia
Atendimento no SPA

Quais as enfermidades mais comuns?

As algias dentárias decorrem sempre envolvimento inflamatório agudo.

Questões objetivas.

Intensidade da dor

A duração

O local

A pessoa toma medicação e se a dor para quando ela toma a medicação.

Tecidos conjuntivos possuem inervação.

Análise do fenômeno álgico presente.

No SPA tratar o paciente naquilo que há mais dor (incômodo).

Ex: Doença periodontal e pulpite (Tratar pulpite)

Avaliação

Anamnese

Exame clínico (Teste de vitalidade, de percussão, palpação)

Suposição Diagnóstica

Tratamento

Biofilme Dental

 Fumo
 Puberdade e Gravidez
 Stress
 Medicamento, Bruxismo e Apertamento.
 Diabetes
 Doenças Sistêmicas (Hepatite, HIV, AVC)

Ajuste Oclusal no SPA


 Moldar
 Montar em Articulador
 Boa profilaxia
 Adesivo

Recessão Escovação Traumática

Retração

Abfração = Oclusão

Úlcera Aftosa Recorrente

 Lábio inferior
 Debaixo da Língua

Qual a doença relacionada a afta em crianças que devemos prestar atenção?

 Gengivoestomatite Herpética
 Aftas causadas por frutas ácidas.

Fatores Predisponentes

 Ansiedade
 Trauma
 Transtornos endócrinos, alimentares.
 Deficiência de Vitaminas do complexo B12, ferro e Ácido Fólico.

Olho

Anemia

Língua mais lisa

Tratamento

Omcilom – A em Orabase (a base dele é corticóide) – tubos de 10 mg; Aplicar 3 vezes


ao dia após as refeições e sempre ao deitar. Não usar gingilone porque tem anestésico.

Cândida

Infecção Oportunista

 O paciente sente ardência na boca


 Cândida é um fungo – Se a pessoa está com um nível elevado de fungo na boca,
devemos suspeitar de problemas sistêmicos, deficiente imune.

Local: Mucosa jugal, Palato, Orofaringe e as partes Laterais do dano da língua.

Tratamento
 Nistatina (suspensão) – Frasco de 50 ml – 100.000 UI e voltar 1 (uma) Semana
depois.
Como Usar:
 Bochecho de 5-10 ml (4 vezes) ao dia de 7-14 dias, e para pessoas mais idosas
mandar contar até 30 ou 60 durante o bochecho.
 Micozanol-Gel Oral 2%. (aplicação local na área afetada 3x ao dia por 7-14
dias)

Quem tem cândida geralmente possui cândida na boca.

Aplicação Local na área.

Abscesso Periodontal

Exacerbação aguda usualmente causado: irritativo local

1. Cálculos dentários
2. Corpos dentários
3. Restos alimentares (ossos, espinha de peixe etc)

A única intercorrência que pode ser considerada uma emergência é:

 Abscesso Periodontal Múltiplo: Exemplo: gengival ``casaca de pipoca``


localmente e propriamente dito doença periodontal instalada.

Espelho, percussão, endo-ice: o local de um abscesso periodontal é mais cervical,


profundidade de sondagem acima de 6 mm.

Antibiótico somente em pacientes que:

Teve febre Amoxilina + Metronidazol.

Não pôde comer nas refeições.

Profilaxia

Bochecho de clorexidina 0,12% (Não sistêmico)

Raspagem

Anestesia Local

Raspagem e/ou drenagem para remoção da causa.

Medicação pós-operatória (Avaliar a gravidade do caso)

Dipirona Sódica 500 mg

Amoxilina 500 mg 8/8 horas por 3 dias.

Azitromicina 500 mg 12/12 horas por 3 dias


Se necessário associar com metronidazol 250 mg 8/8 horas por 3 dias.

Alergia=Clindamicina.

O abscesso gengival manifesta-se em sítios, normalmente sadios e sua causa mais


provável pode ser a impactação de corpos estranhos (fatores mecânicos), portanto o
tratamento se dá pela remoção do fator causal. Ocorre uma tumefação da margem
gengival, desenvolvendo-se rapidamente com presença de dor e sangramento, sem perda
de inserção clínica. Já o Abscesso periodontal está associado a bolsas periodontais
sinuosas que dificultam o trajeto de escoamento da secreção. Para haver o
desenvolvimento do abscesso periodontal o paciente já possui doença periodontal, com
isso irá ocorrer a diminuição da capacidade de resistência do hospedeiro ocasionando o
aumento das bactérias (Lindhe, 2010).

Segundo Carranza et al (2012) estão associados a inúmeros sintomas, entre eles, o que
se destaca e diferencia a doença é a inflamação purulenta denominada supuração
localizada no tecido periodontal, levando a dor e tumefação. É preciso fazer a drenagem
via bolsa periodontal, aplicação de antibioticoterapia, analgésicos, avaliar em torno de 7
dias.

Abscesso Periodontal Sem Acometimento Sistêmico

Profilaxia

Bochecho com clorexidina

Curetas

Bochecho com Clorexidina + 7dias de bochecho.

Abscesso Periodontal com Acometimento Sistêmico

Amoxilina + metronidazol

Raspagem (cuidado)

Uma doença que causa abscesso Periodontal Múltiplos é a diabetes.

Cuidado!!!

Glicemia muito alta tem que ir ao pronto socorro para o controle da Glicemia. Ex: 600
de Glicemia. Pois Glicemia de 150 está razoável.

Quem tem alergia:


 Clindamicina
 Azitromicina

PERICORONARITE

Dor irradiada – ouvido, garganta.

Trismo

Edema

Exudato

Febre, mal estar

Tratamento Local-Pterigomandibular.

Fazer a Limpeza com seringa + Clorexidina+Curetas.

Tratamento de 1 a 2 dias.

AVALIAÇÃO DA GRAVIDADE DO CASO

 Medicação pré-Operatória se necessário.


 Bochecho com Clorexidina 0,12%
 Anestesia Local
 Remoção de Biofilme e dentritos
 Irrigação da área com Clorexidina 0,12%.

TRATAMENTOS DE URGÊNCIA EM ENDODONTIA

PROF.CHIESA

De acordo com o parecer do Conselho Federal de Medicina (resolução de 95), define-se


por:

Urgência: ocorrência imprevista de agravo a saúde com ou sem risco em potencial a


vida, cujo portador necessita de assistência medica ou odontológica imediata.

Emergência: é a constatação medica de condições de agravo a saúde que implicam em


risco eminente de vida ou sofrimento intenso exigido, portanto tratamento medico
imediato.

Segundo alguns livros de endo:


Flare up (agudização)- intercorrência grave na endodontia que você tem que atender
entre consultas ou pós-obturação. Ex: paciente não sentia nada, você obturou o canal e
o paciente começa a apresentar um quadro dolorido.

Emergência verdadeira é a condição que requer uma consulta não agendada para o
diagnostico e tratamento, a consulta não pode ser remarcada devido a gravidade do
problema.

Situações clinicas da dor

Doença da polpa, inflamação dos tecidos periapicais durante o tratamento endodôntico


ou depois (fla up).

Código internacional de doença

K04.0-pulpites

Anamnese na consulta de urgência

Todo paciente precisa chegar com a ficha preenchida e a pressão arterial aferida,
perguntar se esta gestante se tem diabetes, hipertensão.

Caracterizando a urgência verdadeira:

 Perfil dos pacientes

Paciente colaborador (equilibrado), refratário (piti), paciente itinerante /doido(paciente


que sempre está no SPA),paciente simulador(simula a dor que não existe ou oculta a
doença, em busca de atestado).

Três perguntas importantes pra saber se a urgência é verdadeira:

 seu problema esta interferindo em seu sono, alimentação, trabalho, concentração


ou em outras atividades essenciais? (há uma ruptura no equilíbrio do
individuo o impedindo de realizar atividades rotineiras)
 há quanto tempo esse problema aflige? (raramente dura mais que dois a três
dias)
 você precisou tomar algum medicamento para aliviar a dor? Ele foi eficaz?

Primeira pergunta que você vai fazer: Estou diante de um quadro de polpa viva nessa
urgência ou diante de um quadro de necrose pulpar? Isso muda todo nosso
raciocínio, primeiro de tudo, para que possamos saber se está com polpa viva ou necrose
pulpar não podemos sair anestesiando, isso é o grande erro que muitos clínicos
cometem, primeiro deve-se diagnosticar a doença, precisamos realizar os testes.

Nos dentes posteriores multiradiculares são um pouco prejudicados no teste com gás
refrigerante, primeiro porque a polpa esta mais distante da câmera externa, segundo por
esse ser multirradiculado você pode perfeitamente ter um canal palatino vivo e os dois
vestibulares necrosados.
Infecções endodônticas são predominantemente anaeróbios estritos, por mais de 95%
dos casos, o restante anaeróbios facultativos gram + e gram -, só que a vários trabalhos
demonstrando que o predomínio de gram – esta associado fortemente aos sinais
sintomas clínicos. Paciente que tem dor ( tem gram - em quantidade e diversidade)
paciente que apresenta lesão (tem muito gram – por causa das endotoxinas
bacterianas),não deixando de ter gram + também.

Se for uma urgência causada em polpa viva vem na cabeça INFLAMAÇÃO, temos que
tratar desinflamando, com analgésicos e antiinflamatórios e ser bem conservador e
geralmente é uma urgência muito tranquila de resolver. Quando se tem necrose pulpar e,
no entanto esta causando urgência endodôntica (periodontite apical
aguda/pericementite) esta polpa esta necrosada, no entanto esses microrganismos estão
ali colonizando o canal no terço apical e biofilme chegando à região periapical causando
periodontite apical aguda ou uma explosão de bactérias na região apical (abscesso apical
agudo),é um quadro muito mais difícil de se tirar da urgência, vai precisar drenar,
medicação intracanal, prescrever antibiótico. Quando se pensa em necrose pulpar temos
que pensar em INFECÇÃO.

Planejamento radiográfico

Radiografia inicial com a técnica do paralelismo e bom enquadramento.

Testes

Teste com Gás refrigerante, teste de anestesia seletiva, teste de cavidade (passar a
sonda, jogar água ou removendo carie antes de anestesiar).

Teste de identificação de fraturas

Pede-se para o paciente morder sugador, palito de churrasco para fins de observar
trincas (mudando a posição).

Transluminação-trincas de fratura, cáries interproximais.

Próxima pergunta: Estou diante de um processo reversível ou irreversível?

Se for reversível mantenho a polpa, se for irreversível removemos, se houver duvidas no


primeiro momento opta-se por manter a polpa.

Na pulpite reversível-tratamento conservador: CAPEAMENTO PULPAR

Medicação de oxido de zinco e eugenol

CONTINUAÇÃO TRANSCRIÇÃO EM URGÊNCIA EM ENDODONTIA

Cotosol: material intermediário ruim. Não escolher. Escolher óxido de zinco e eugenol

Fase de transição: não é prevista. Não é uma entidade patológica (não tem como saber
clinicamente, gera duvida).
Na duvida: Tratamento expectante – hidróxido de cálcio PA na parte mais profunda
seguido de cimento de hidróxido de cálcio...

PULPITE IRREVERSIVEL: Tratamento radical – pulpectomia (tratamento


endodôntico completo).

NO SPA (urgência) – faremos PULPOTMIA (remoção da polpa coronária +


medicação)

PULPITE REVERSIVEL: dor sempre provocada (não interessa se é calor, frio).


Independente do estimulo, a polpa ainda está viva, por tanto o tratamento será o mesmo.
Dor não espontânea, paciente classicamente atendido na dentística, teste de percussão
negativo, dor cessa com a retirada do estímulo.

Tratamento: bochecho CLX, anestesia, isolamento, remoção da cárie, capeamento


indireto (forramento) e restauração definitiva.

*HIPEREMIA PULPAR: não é diagnostico clínico, é quadro histológico.

FASE DE TRANSIÇÃO: bochecho CLX, anestesia, isolamento, remoção da cárie,


forramento com hidróxido de cálcio PA + hidróxido de cálcio cimento + restauração
definitiva. Esperar 60 dias para a mineralização da dentina afetada.

CAPEAMENTO DIRETO (exposição acidental da polpa)

Na exposição: hidróxido de cálcio PA + cimento de hidróxido de cálcio + ionômero de


vidro + restauração.

PULPOTOMIA ALTA/CURETAGEM PULPAR (exposição do corno pulpar)

Exposição acidental da polpa. Remanescente pulpar tem que estar vivo.

(hemostasia) Lavagem com soro fisiológico + secagem com bolinha de algodão estéril +
Otosporin por 10 minutos (corticoide – baixa pressão pulpar) + hidróxido de cálcio PA
+ cimento de hidróxido de cálcio + ionômero + ataque acido + resina

PULPITE IRREVERSIVEL SINTOMATICA

Dor espontânea, exacerbada com estimulo frio ou quente, declínio demorada da dor
durante o teste de vitalidade, pode ser paroxística (dor determina a doença), polpa pode
estar tão inflamada que já há dor à percussão vertical, pode haver espessamento do
ligamento.

Polpa viva = quadro inflamatório

Remoção da polpa coronária e pelo menos pulpectomia do canal de maior volume (no
caso se for molar)
Medicação: só bolinha de algodão, Otosporin, hidróxido de cálcio, água Dycal.

No SPA: pulpotomia + lavagem com água Dycal + hidróxido de cálcio PA

PÓLIPO PULPAR (PULPITE CRÔNICA HIPERPLÁSICA)

Comum em crianças e dentes jovens

Tratamento: pulpotomia

(IV) Injeção venosa de dipirona e/ou IM Diclofenaco sódico

Analgésicos

Dipirona sódica injetável – 1m/2ml – depende do porte fisico do paciente – EV

Antiinflamatório

Diclofenaco sódico 75mg/3m – IM (intramuscular)

Tenoxican (TILATIL) – endovenosa

Antiinflamatório não-seletivos (cox-1 e cox-2) – ataca a mucosa gástrica (fura bucho)

Nimesulida 75mg-100mg – 12/12 horas ou 24/24 horas

Meloxican

Eteroxib

inibidor seletivo cox-2: celebra ou arcocix (só no receituário específico; antibiotico


também)

Anestésico: lidocaína e mepivacaína com vaso e sem vaso

Articaína: parestesia do NAI

PULPITE IRREVERSIVEL

Anestesia, isolamento (relativo-absoluto), cirurgia de acesso (retirar todo o tecido


cariado), pulpotomia/pulpectomia.

Extirpa-nervo – não usamos. Melhor usar lima Hedström (em caso de pulpectomia)

NECROSE PULPAR

Quadro de urgência: periodontite apical aguda ou abscesso

Cirurgia de acesso, irrigar bastante, inundar a cavidade de CLX, passar a região apical
com a lima para drenar via-canal – MI com Tricresolformalina
Caso a drenagem não pare – deixar dente como dentro. Orientar o paciente durante a
alimentação para colocar um algodão no dente, fazer bochecho e prescrição antibiótica e
procurar fechar o canal.

Casos com ponto de flutuação – drenagem cirurgia; 30-45 minutos de cobertura


antibiótica. 1g de amoxicilina + dreno (ponta de luva, lençol de borracha)

*mesmo que seja trauma a MI é Tricresolformalina.

URGÊNCIA EM EXODONTIA
Aula prof Valber

Tem a urgência clássica que é a pulpite, e o paciente tem, basicamente, duas opções
para aliviar a dor: 1* Acesso (curativo/medicação), mas, às vezes, não há remanescente
coronário/dentário para fazer esse tipo de intervenção e nos resta a extração dentária
(que é a 2* opção do tratamento).

Possíveis complicações e intercorrências e como resolver. Tem que resolver para não
gerar sequelas.

Série de complicações que podem desencadear problemas para o nosso paciente e para a
nossa vida profissional. Uns com maior gravidade e outros com menor. Em tese, de
menor gravidade:

-Um exemplo bem clássico,

FRATURA DO DENTE: Essa demanda acontece com frequência, ficam fragmentos


radiculares. E, dependendo do paciente, pode ser uma complicação simples, que o
paciente se recupera bem, não sente dor, mas, às vezes, o pós-operatório pode ser
complicadíssimo, pois o paciente pode sentir dor, pode infeccionar e desencadear uma
série de complicações. NÃO SUBESTIMAR RESTO RADICULAR. A literatura diz
que se tiver um fragmento medindo no máximo 3/4 mm e não tiver radiolucidez
associada, tem que colocar na balança: se tiver perto do canal mandibular, pra que vai
mexer? Pode provocar uma parestesia no paciente. Se tiver muito próximo do seio
maxilar, pra quê tirar um fragmento de 3 ou 4 mm, já que não tem radiolucidez
associada. Tudo tem que ponderar. O acompanhamento radiográfico do paciente é
importante, para ver se está tudo bem. O importante é que seja um fragmento pequeno
e que tenha recobrimento ósseo, ou seja, esteja sepultado.

CAUSAS:

 Força excessiva
 Fórceps inadequado
 Raízes frágeis (principalmente 1* pré-molar superior)
A conduta é explicar ao paciente a possibilidade de não remoção do fragmento. Podem
permanecer no alvéolo, desde que não tenha lesões associadas. Tem que mensurar
terminações nervosas e a proximidade do seio maxilar. E, acima de tudo, permanecer o
bom senso.

Como seria a remoção de um fragmento no terço apical? Com broca cirúrgica, pela
vestibular, fazendo desgaste. Desgasta exatamente na região apical, pra preservar a
altura óssea alveolar. Quando for um fragmento um pouco grande, da pra desgastar um
pouco da crista óssea, com moderação, pra não prejudicar uma futura reabilitação. Ou
seja, pode fazer a osteotomia do rebordo alveolar ou a outra técnica, VIA NÃO
ALVEOLAR, onde faz o desgaste, coloca o elevador e empurra. No aspecto vestibular
da maxila pode fazer a vontade, descolar bastante e preserva muito osso.
IMPORTANTE LUXAR BASTANTE, AO REMOVER QUALQUER DENTE. Caso
frature, a remoção do fragmento é bem melhor. Há também a técnica alternativa, com
uma lima Hedström, onde coloca ela no canal radicular e traciona o fragmento.

HEMORRAGIA: Se for sangramento arterial, é pulsátil. Se for venoso/capilar, o


sangramento é mais lento e o prognóstico é melhor.

Tratamento: Compressão interrupta, de, no mínimo, 5 minutos. Há casos que tem que
fazer o pinçamento da artéria (cerca de 10 min), devido a compressão pode demorar
muito.

Hemorragia secundária pode haver. Paciente vai pra casa e pode ter uma discrasia
sanguínea, algum tipo de conduta inapropriada e volta com um coagulo. O que fazer?
Anestesia novamente e faz compressão até conseguir hemostasia. A anamnese ajuda
muito a prevenir essas coisas. Sangramento nas próximas 24h após tratamento é
esperado/natural. Tem que ponderar.

LESÕES DE TECIDOS MOLES: Dilaceração de tecidos.

Causas:

Retalhos inadequados

Afastador mal posicionados.

PS: O paciente pode reclamar de abrasão. Tem que ter cuidado com a caneta de alta
rotação e, principalmente, com o dente vizinho.

Tratamento:

Reposicionamento do tecido, proteção com pomada.

LUXAÇÃO DE DENTE VIZINHO: fazer contenção semi rígida por 7 dias, com fio
ortodôntico, náilon, fio de pescaria. Não pode ser rígida.

COMUNIÇÃO BUCOSINUSAL: (isso aqui já é urgência/emergência) acontece


devido a proximidade dos molares sup.

Causas:
Excessos de bolsas apicais. (Fazer manobra de valsava).

Comunicação é quando acontece/comunica na hora. A fístula é quando forma epitélio,


depois de ter causado a comunicação. É só diferença do momento que acontece

Tratamento:

 Fechamento com uso de retalho cirúrgico


 Até 6 mm sutura em X (leve curetada e tem que ter o coagulo)
 Mais de 7 retalhos
 Esponja de fibrina
A fístula se trata com retalho cirúrgico.

Tem que saber o momento certo de fechar. É bom encaminhar para o buco, porque o
paciente pode ter uma sinusite crônica e tem que tratar com antibiótico e, no momento
certo, fechar com o retalho. Faz uma incisão circundando a fístula, que é o caminho
epitelial que tem bactéria. Remove-se 1* a fistula e depois faz o retalho. Tem o
RETALHO VESTIBULAR, o mais comum, que tem vantagens e desvantagens.
Vantagem: qualquer um consegue. BASE LARGA, duas relaxante e sutura.
Desvantagem: perde altura de vestíbulo. Tem o RETALHO PALATINO: é mais
espesso. A BASE É MAIS ESTREITA, porque tem uma artéria muito calibrosa que não
vai deixar necrosar o retalho. Tem que ter cuidado na incisão por causa da artéria. 3
semanas para cicatrizar. O corpo adiposo da bochecha pode fechar também.

RAIZ OU DENTE NO SEIO MAXILAR: Se acontecer na emergência, a conduta é


suturar, prescrever antibiótico e encaminhar pro buco e fazer acompanhamento do
paciente.

LUXAÇÃO DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR/MANDIBULA:


Fazer estabilidade mandibular: Pra BAIXO, pra TRAZ. O paciente tem que está
apoiado. Fazer bandagem, medicação.

FRATURA DE MANDÍBULA: Encaminhar pro buco e da assistência para o paciente.


Medicação, antibiótico

FRATURA DE TUBEROSIDADE: Acontece por excesso de força e método fechado.


Quando tiver uma resistência muito grande do fórceps, não insistir, faz logo um retalho.
Faz uma contenção

EXPOSIÇÃO DO CORPO ADIPOSO DA BOCHECHA: Depois da cirurgia é só


suturar.

INFECÇÕES ODONTOGÊNICAS

Prof. Gustavo Albuquerque


Eu quero que vocês saiam preparados daqui de como tratar uma infecção, aptos a tratar
uma infecção e também em enfrentarem uma drenagem de abcesso, pois tem muito
aluno que tem receio de drenar e é muito mais simples do que vocês imaginam e é uma
manobra que você pode tá realizando salvando a vida de um paciente.

Dentro da cirurgia bucomaxilofacial as infecções odontogênicas, as infecções de face,


são consideradas urgências dentro da cirurgia, então é uma situação que pode levar a
óbito rapidamente do paciente, então em 72 h se essa infecção evolui e tomar espaços
faciais que são importantes. Por exemplo, quando a gente tem a ocupação dos espaços
submandibulares, e essa infecção toma uma via descendente através do pescoço, ela
desce para o mediastino, tórax, pericárdio. Essa infecção no mediastino pode levar a
uma septicemia total que leva o paciente a óbito em decorrência de um processo
infeccioso odontogênico.

Então o que peço para vocês quando estiverem atuando em posto de saúde, consultório,
que vocês não bobeiem uma infecção odontogênica, a regra que vocês conhecem é
remover a causa e drenar o paciente é importante que vocês façam de forma
adequada. Obviamente que dependendo da progressão da infecção vocês vão
encaminhar esse paciente para um pronto atendimento, para um hospital, para uma
internação, mas a maioria das infecções odontogênicas se é realizado o diagnóstico de
forma correta se consegue tratar de forma laboratorial.

A regra é tratar a causa e eliminar a coleção purulenta, por isso não deve haver
medo de drenar.

Todo mundo sabe que há várias bactérias na boca em uma pessoa saudável, por isso
realizamos antes de qualquer procedimento e/ou fazemos o uso de técnicas assépticas,
se não haver essas técnicas, por exemplo, antes de uma cirurgia, onde você vai mexer
com osso, você pode induzir uma doença infecciosa, por isso as técnicas assépticas são
importantes.

Mas na maioria das vezes das infecções odontogênicas ocorrem através da via dentárias,
então, inicia-se de uma cárie, vai ter o comprometimento pulpar e assim o
comprometimento do osso periapical, então nós temos uma microbiota múltipla no
dentro da cavidade bucal, especificamente de bactérias aeróbias e bactérias anaeróbicas,
onde há o predomínio dessas bactérias na cavidade bucal e essas bactérias uma vez
dentro do tecido elas podem se potencializar e iniciar uma doença infecciosa. Porém se
vocês têm bactérias dentro do seio maxilar, dentro do osso próximo ao canal alveolar,
isso pode sobrecarregar, elas podem multiplicar sobrecarregar o hospedeiro e iniciar
uma doença infecciosa.

Então existe todo um equilíbrio em relação a isso. Então se você tem alterações
sistêmicas com comprometimento sistêmico desse paciente, ou seja, seu sistema
imunológico está diminuído, você tem uma abertura para uma bactéria oportunista no
momento que você abriu uma porta de entrada em uma cirurgia simples até mesmo de
exodontia onde irá haver exposição de osso, você tem um ambiente propício para a
bactéria se multiplicar e iniciar doença.

Etiologias das doenças odontogênicas:

Em relação às etiologias, nos temos a que é a mais comum que é através da cárie, então
inicia-se o processo carioso e a partir do momento que ocorre uma necrose pulpar essas
bactérias vão se propagar para dentro do osso, uma situação bem como as que vemos na
clinica que são lesões periapicais, com essas osteítes, que são lesões restritas ao osso,
mas essas lesões podem facilmente evoluir para um processo de celulite ou abscesso se
não for tratado através das exodontias desses elementos, então isso é uma porta de
entrada para você ter doenças infecciosas.

Outra etiologia é através do periodonto, através de doenças periodontais (bolsas


periodontais), através de inflamação gengival, na região retromandibular onde irrompe
o dente 3° molar é muito comum no momento que esses dentes estão tentando se
irromper e no momento que ele penetra o tecido gengival contamina e a bactéria inicia
um processo infecioso chamado de pericoronarite. Para uma pericoronarite se tornar
um abcesso é algo muito rápido porque a bactéria penetra e vai paro o osso e segue sua
evolução e etc.

Vias de propagação:

 Continuação (propagação)

O mais importante e perigoso dessas infecções é que elas têm o poder de propagação
então nem sempre o sistema imunológico do paciente por si só consegue conter essa
infecção dentro do osso, então dependendo da virulência da bactéria ou então da
condição do hospedeiro essa infecção ela vai se propagar e aí é que mora o perigo então
as infecções se propagam para os espaços faciais então é aquela sequência até atingir os
espaços faciais, que nada mais é do que espaços divididos por músculos e fáscias
musculares.

*Cárie – polpa – periápice – espaços faciais

 Sanguínea

E a propagação sanguínea, que vocês sabem que dependendo da infecção


odontogênica pode levar, dependendo da via sanguínea que essa bactéria alcançou, pode
levar a bacteremia, septicemia, uma endocardite bacteriana, se pegar uma via arterial;

 Arterial – bacteremia – endocardite


 Venosa – trombose do seio cavernoso

Ou então se ela pegar uma via venosa geralmente as veias ela não tem válvula de
obstrução bacteriana, principalmente nessas regiões angular, nessa região da lateral do
nariz que vai pra região do seio cavernoso.
Não sei se vocês já ouviram uma história de uma espinha que foram tentar espremer
nessa região gerou o óbito do paciente, essa historia é verdade. Então dependendo da
bactéria se ela tomar essa via venosa ascendente pra região do cérebro, do crânio. Como
não tem válvula para parar essa bactéria, ela pode contaminar o seio cavernoso e levar a
óbito do paciente.

Fatores determinantes de progressão:

 Espessura da cortical
o Vestibular
o Lingual
o Apical
 Alturas das inserções musculares
o Vestíbulo bucal
o Espaços faciais

Umas das coisas importantes são em relação a essas vias de propagação, então isso
depende obviamente da inclinação do ápice dentário, podendo ser um ápice mais
inclinado para a vestibular você vai ter uma cortical óssea mais fina nessa região, então
o pus a bactéria ela vai sempre tomar o caminho mais fácil. Então isso está relacionado
com a espessura da cortical, no caso é relacionado com a inclinação do ápice e
também a altura das inserções musculares.

Agora eu vou mostrar para vocês que dependendo de como tá a inserção, essa
coleção purulenta pode tomar um caminho favorável, que é uma drenagem dentro da
boca. Mas também pode tomar um caminho desfavorável que é uma drenagem
submandibular ou propagação dessa coleção por submandibular.

(Fragiskos, 2007)

Em relação a altura das inserções musculares fotos mostram a inserção do bucinador


está abaixo da inserção do ápice e acima do ápice.
(Fragiskos, 2007)

Também o músculo milohióideo é importante para dizer para que lugar o abscesso irá
drenar.

(Fragiskos, 2007)

Etiopatologia da infecção odontogênica:

Então a partir do momento que você tem uma cárie, uma infecção da polpa do dente,
você vai ter uma inoculação bacteriana. Então a bactéria vai começar a resistir a esse
combate imunológico, vai começar a proliferar e vai iniciar o processo infeccioso, essa
infecção pode ficar restrita ao osso, periápice, ou o sistema imunológico do paciente
pode combater essa bactéria ou então pode ocorrer à propagação dessa infecção, e pode
dar inicio a uma celulite que é devidamente predominante por células aeróbias
inicialmente infecções de estreptococos aeróbios e a partir do momento que essa
infecção vai tomando tecidos mais internos, ela vai se postergando e vai ocorrendo a
diminuição do potencial de oxido-redução e vai aumentando o número de bactérias
anaeróbicas que são as mais encontradas nessa patologia de abcesso.
A celulite é mais perigosa do que a expansão de um abcesso porque na celulite nós
estamos no estágio inicial de infecção e ela não é limitada, ela difunde no tecido e você
não tem ponto de flutuação e ela é firme, enrijecida, você não consegue drenar ela.

Na situação de abcesso em que a bactéria começa a não precisar mais do oxigênio


para sobreviver, então você tem uma situação de esqueleto bacteriano e necrose tecidual
o corpo começa a localizar todo esse produto bacteriano que são células mortas,
exoesqueleto, tecido necrótico que é o pus e o corpo começa a debilitar e tenta
exteriorizar esse pus para a região interna ou externa da cavidade bucal.

Diferenças entre Celulite e Abscesso

Característica Celulite Abscesso

Duração Aguda Crônica

Dor Intensa e Localizada


Generalizada
Tamanho Grande Pequeno
Localização Limites difusos Bem definida
Palapação Pastosa a endurecida Flutuante
Presença de pus Não Sim
Grau de Gravidade Maior Menor
Bactérias Aeróbicas Anaeróbicas
(Peterson, 2005)

Questão prova estágio 2 abscesso e Celulite. 2017.1

Então é importante você saber fazer esse diagnóstico: quando a infecção está
dentro do osso, ou seja, uma osteíte, quando ela é uma celulite, como você vai
proceder. E quando você tem um ponto de flutuação que é o abcesso pronto para você
drenar e é ai que você vai entrar com a técnica cirúrgica para você fazer a drenagem,
antes de estourar na pele do paciente. Porque a cicatriz é a consequência que o paciente
vai ter com o abcesso estourando no rosto, e é muito pior do que fazer uma drenagem
cirúrgica.

Diagnósticos iniciais

Osteíte periapical

 Infecção restrita ao osso alveolar – observa-se na radiografia periapical,


para observar a área radiolúcida no ápice, relativamente difusa.
 Dor intensa
 Sensação de dente crescido
 Dependendo da condição anatômica ou coronária ou estrutural desse
dente, você faz uma cirurgia de acesso para aliviar esse processo ou
então você tem que fazer a exodontia dependendo de como está à
estrutura desse dente.

Celulite

 Inflamação intensa e difusa dos espaços dos tecidos moles;


 Evolução rápida
 Não tem delimitação
 Apresenta sinais cardiais da inflamação: calor, rubor, perda de função,
dor intensa, edema.
 É consistente, firme a palpação.
 E o predomínio de bactérias aeróbias

Numa situação como essa de celulite como você tem que proceder? Você tem que
remover a causa, o dente contaminado e realiza antibioticoterapia porque você não vai
conseguir drenar.

Abcesso

 Infecção localizada – então o organismo por si só conseguiu localizar


e/ou circundar essa infecção.
 Diminuição da sensibilidade dolorosa, porque a infecção já atravessou o
periósteo.
 Raramente você consegue vê-lo numa tomografia ou periapical, então o
diagnostico é clínico mesmo.
 Aumento de volume circunscrito, ou seja, limitado.
 Possui ponto de flutuação – na palpação você sente.
 Predomínio de bactérias anaeróbias.
 Percussão do abscesso quanto toma alguma via para drenar intra ou extra
oral apresenta uma fistula que é a cronificação do abscesso, então você
vai ter a formação de uma passagem ou fistula na pele ou mucosa da
cavidade oral.
 Processo infeccioso vai haver tecido necrótico residual.

Edema, Celulite e Abscesso


(Peterson, 2009)

Características dos espaços faciais:

São áreas bem delimitadas por planos e fáscias musculares, são áreas com
potencial de disseminação, então nem sempre se essa secreção purulenta ficar retida no
espaço facial sem drenar, ela vai se manter neste local, e ela pode ir tomando outros
espaços faciais aí pode comprometer a saúde do paciente.

Existem os espaços faciais primários que estão mais próximos da região dentaria e a
partir do momento que eu coloco uma proteção dessa secreção purulenta ela vai
tomando os espaços faciais secundários é claro que isso já nos dar um alerta máximo
que esse paciente está a um nível hospitalar.

Dentre os espaços faciais primários:

Espaços faciais advindo da maxila: canino, bucal e Infratemporal.

Espaços faciais advindo da Mandíbula: bucal, Submentoniano, sublingual,


submandibular.

Lembrando que um espaço se comunica com o outro na região mandibular.

Em relação aos espaços secundários, que é a progressão desses espaços primários que
a infecção vai evoluindo para os espaços: Massetérico, pterigomandibular, temporal
superficial e profundo, faríngeo lateral, retrofaríngeo ou pré-vertebral e isso é a via
descendente de progressão de um processo Infeccioso.

Eu vou passar umas informações dobre sinais e sintomas de alterações de espaços


primários:

Espaço Infratemporal:

 Sinais clínicos: trismo muscular, aumento volumétrico na região de arco


zigomático.
 Causa: infecção do terceiro molar
 Então nos temos no caso Infratemporal, ou seja, nessa região superior ao
pterigoideo lateral.

Espaço bucal

 Pode ser maxilar ou mandibular


 Sinais clínicos: inchaço abaixo do zigomático ou na borda inferior da mandíbula
 Causa: infecção dos molares superiores e dos inferiores.
 Então esse trajeto acima do músculo bucinador na parte superior ou abaixo do
músculo bucinador na parte inferior por vestibular vai dar reflexo ou
acometimento do espaço bucal.
 Na maioria das vezes o resultado para evitar a progressão desse caso é a
drenagem da face desse paciente. Então é menos mal para o paciente tomar essa
via de progressão para o espaço bucal.

Ocorrendo muitas vezes hemorragia para essa região lingual abaixo do musculo
milohióideo ou acima também pode haver acúmulo de pus nessa região sublingual e
jogar a língua do paciente para região posterior e pode ocorrer uma obstrução através
do posicionamento posterior da língua.

Espaço Submentoniano

 Inchaço da pele
 Acúmulo de secreção purulenta
 Geralmente infecção de incisivos e canino superior.

Espaço sublingual

 Inervação do assoalho da boca, da língua, isso pode gerar uma dificuldade de


deglutição, uma dificuldade respiratório devido o posicionamento da
musculatura lingual. Caso o paciente mencione essas características o ideal é
encaminhar o paciente o mais rápido possível para o pronto atendimento, pois
evolui rapidamente.

Espaço submandibular

 Você tem um inchaço Extrabucal.


 E é um espaço que também pode produzir uma via descendente
 Causa: infecção de molares inferiores

A partir do momento que não há drenagem e há o comprometimento dos espaços


primário, ocorre a progressão e essa progressão pode haver o comprometimento dos
espaços secundários, com esse comprometimento a infecção torna-se mais perigosa,
severa, geralmente a musculatura está relacionada com a definição, delimitação, desses
espaços secundários e com essas infecções vocês já ouviram falar na Angina de
Ludwig, Fasceite Necrosante, Trombose do Seio Cavernoso e a Osteomielite

ANGINA DE LUDWIG

O tratamento da angina de Ludwig é baseado em quatro medidas:

1. Manutenção das vias aéreas


2. Incisão e drenagem
3. Antibioticoterapia
4. Eliminação do foco infeccioso original

 É grave
 Não é incomum
 Tem que saber fazer o diagnostico, pois isso lhe permite salvar o paciente.
 Da angina para ocorrer à obstrução orofaringe e a infecção tomar uma via
descendente é muito rápido.
 Tem por inicio um comportamento de celulite, por isso é difícil reverter o
quadro de uma Angina de Ludwig, porque está numa situação inicial de
infecção e ela é difusa. Então você tem um processo infeccioso, difuso no
tecido tomando os seis espaços: dois submandibulares, dois linguais, dois
submentonianos.
 Toda a região vai ter um edema firme à palpação, geralmente a drenagem não
resolve apesar de realizar, mas não irá haver saída de secreção purulenta
apenas secreção de sangue e isso torna a situação grave, pois não consegue
reverter o quadro do paciente de forma rápida, porque você está numa situação
de celulite, que é uma infecção anaeróbia difusa no tecido, esse é um processo
inflamatório polimicrobiano, onde há progressão bilateral desses espaços.
 Causa de origem odontogênica, pode ser periapical ou periodontal
normalmente em molares superiores.

Características clínicas: trismo, retroposicionamento da língua, obstrução da região


de orofaringe posterior, edema exacerbado na região submandibular, dificuldade de
respiração e deglutição, tumefação, firme a palpação, difuso, bilateral, febre alta,
desenvolvimento rápido, alteração na fala, respiração acelerada e alta. No caminho
posterior a inervação da língua e obstrução das vias aéreas posteriores.

Tratamento: apesar de não haver pus, devem-se fazer vários pontos de drenagem,
envolvendo os espaços: submandibulares, sublinguais e submentonianos. E entra a
terapia endovenosa fazendo uma associação de penicilinas que é um antibiótico que atua
especificamente em anaeróbios associado ao metronidazol que tem um espectro
exclusivamente de anaeróbios e a Clindamicina também que tem uma atuação mista
com a vantagem de ter uma difusão no tecido mole muito boa, tanto em tecido duro
quanto em tecido mole então a Clindamicina é um antibiótico usado com frequência
associando com a amoxicilina para tratar infecção de face e na maioria das vezes
quando um paciente já chega com dificuldades respiratórias à traqueostomia por
motivos de emergência ela é realizada.

(Peterson, 2009)

INFECÇÃO DO MEDIASTINO (MEDIASTENITE DESCENDENTE


NECROSANTE)

FASCEITE NECROSANTE:

É um caso em que a fistula progride ou então o abcesso explode e ele necrosa


uma quantidade de pele maior desse paciente, por isso que é importante você saber
dessa inflamação para você saber o ponto correto para você fazer a drenagem. No
abcesso flutuante a pele está mais fina, se você incisa essa pele fina vai formar uma
osteíte necrosante então o ponto de incisão desse abscesso é um pouquinho mais
abaixo dessa pele fina muitas vezes a gente vai até na pele saudável e aí você vai
divulsionando com a tesoura até a região de pus, para evitar a Fasceite Necrosante.

Então vocês precisam ter o discernimento quando o tratamento pode ser a nível
ambulatorial e hospitalar.

E os motivos que levam a nível hospitalar é o paciente encontrar-se temperatura maior


de 38°C, com dificuldades de deglutição, dificuldades respiratórias, ou seja, a
frequência respiratória que devia está em 18, 24, está em 30. Ou seja, está aumentando a
frequência respiratória, sugere uma obstrução de vias áreas posterior, então o paciente
está tentando captar mais o ar.

Então com esses sinais e sintomas, você começa a pensar em uma infecção mais
avançada, deve-se encaminhar para o PRONTO SOCORRO. Então quando você tem
infecção dos espaços profundos do pescoço com edema na região do espaço
submandibular, porém será necessária anestesia geral e uma abordagem mais rápida
através da via endovenosa, e também antibiótico terapia nesse paciente.

Agora se esse paciente tiver um abscesso, edema, ou seja, o paciente não está com
dificuldade respiratória, e nem dificuldade de deglutição, você deve tratar a nível
ambulatorial (consultório). Drenar o abscesso e sempre fazendo a cobertura antibiótica,
e mais, a literatura manda fazermos uma dose de ataque, ou seja, dobramos a posologia
da medicação. Exemplo, Amoxilina de 500mg. Para fazermos a drenagem de um
abscesso devemos dar para o paciente 1(um) grama, então, são dois comprimidos de
500mg. Aguardar 20 minutos, em seguida, fazer a drenagem do abscesso, remoção da
causa e obviamente vai prescrever o antibiótico no pós-operatório. E a conduta de
prescrição no pós-operatório são 7 dias, e dependendo do caso até 14 dias, já cirurgias
eletivas são 3 dias, pois não há infecção.

O tratamento em si da drenagem:

1. Usar uma lâmina de bisturi

2. Incisão (5 a 8 mm) abaixo do ponto de flutuação de preferência em tecido saudável, e


também abaixo por causa da gravidade que facilitará o escoamento do pus.

3. Entrar com a pinça methesebauer??????

3. Colocar o dreno, pois é fundamental para drenar a coleção purulenta remanescente,


tem função de corpo estranho, deixar a ferida aberta por mais tempo. Pode ser dreno
específico ou um dedo de luva estéril (cortar um dedo da luva, e também cortar a ponta
desse dedo, em seguida, lavar a esse dedo no soro fisiológico, assim sendo, você usará
esse dedo de luva como dreno).

4. Suturar o dreno na borda da ferida. Observar durante 3 dias se tem pus ou não.
Geralmente o dreno fica 72 horas na loja óssea do paciente.

5. Tem que remover o dente ou fazer acesso endodôntico, caso possível.

Antibiótico de escolha Amoxilina, se você estiver diante de uma infecção mais


superficial. Exemplo, uma pericoronarite em que há uma quantidade maior de
anaeróbios, podemos lançar mão de metronidazol, pois é uma medicação que atua em
anaeróbios. Se você está diante de um abscesso ou uma celulite é melhor associar
Amoxilina 500 mg por 7 dias 8 em 8 horas e Clindamicina 300 mg por 7 dias 8 em
8 horas.

Metronidazol é conhecido como plagio é muito utilizado em pericoronarite 400 mg de


6 a 8 horas utilizar por 5 dias.

TROMBOSE DO SEIO CAVERNOSO


É uma ocorrência incomum que, raramente, é o resultado de uma infecção
dentária. Como a celulite orbitária, a trombose do seio cavernoso é uma infecção séria,
com risco de morte, que requer cuidados cirúrgicos e médicos agressivos. A trombose
do seio cavernoso possui uma alta taxa de mortalidade, mesmo nos dias atuais
(Peterson, 2009).

(Peterson, 2009).

OSTEOMIELITE:

O termo osteomielite literalmente significa inflamação do osso medular. Sob o aspecto


clínico, osteomielite implica infecção do osso. Em geral, o processo inicia-se na
cavidade medular, envolvendo o osso esponjoso, estendendo-se e disseminando-se para
a cortical óssea e, eventualmente, ao periósteo. A invasão bacteriana no osso esponjoso
causa inflamação do tecido mole e edema nos espaços medulares. Como na polpa
dentária, o edema de tecido mole que está encapsulado pelo tecido calcificado compacto
resulta no aumento da pressão hidrostática, que eleva a pressão sanguínea dos vasos
arteriais nutrientes. O resultado do comprometimento severo do suprimento sanguíneo
causa, então, a necrose do tecido mole. A falência da microcirculação do osso esponjoso
é um fator crítico no estabelecimento da osteomielite, pois a área envolvida torna-se
isquêmica e o componente celular do osso sofre necrose. Dessa forma, as bactérias
podem proliferar, pois as defesas provenientes do sangue não conseguem chegar ao
tecido, e a osteomielite se dissemina até que seja tratada por terapia médica ou cirúrgica.

Embora a maxila também possa ser envolvida pela osteomielite, raramente tal fato
ocorre, em comparação com a mandíbula. A razão primária para isso é o suprimento
sanguíneo da maxila ser muito mais rico e se derivar de diversas artérias, as quais
formam complexa rede de vasos de suprimento. Como a mandíbula tende a receber seu
suprimento sanguíneo primário pela artéria alveolar inferior, e devido à densa lâmina
cortical que recobre a mandíbula, impedindo a penetração dos vasos sanguíneos
periosteais, o osso esponjoso da mandíbula é mais propenso a se tornar isquêmico e,
portanto, infectado. Considerando as oportunidades que as bactérias têm de entrar no
osso esponjoso via infecções dentárias, a osteomielite da mandíbula, raramente, ocorre
se as defesas do hospedeiro estiverem de certa forma intacta. Os principais fatores
predisponentes para a osteomielite dos maxilares são as infecções odontogênicas
e as fraturas de mandíbula precedente.

Então são infecções mais severas que exigem tratamento a nível hospitalar.

A nível laboratorial o tratamento é drenar o abscesso, sempre fazer a cobertura com


antibiótico, ou seja, sempre antes de drenar fazer uma dose de ataque dobrando a
posologia da medicação, por exemplo a amoxicilina é 500mg para a dose de ataque será
1g, ou seja dois comprimidos de 500 mg depois aguarda o período de 15 minutos e ai se
faz a drenagem do abscesso, a remoção da causa e obviamente prescrever para esse
paciente tomar o antibiótico no pós-operatório e a conduta de prescrição do pós-
operatório são 7 dias de uso de antibiótico.

Então em cirurgias seletivas 3 dias, em caso de infecção são 7 dias e há dependendo do


caso até 14 dias.

Incisão abaixo do ponto de flutuação, em preferível em tecido mais saudável, e também


abaixo por causa da gravidade porque isso vai facilitar no escoamento do pus, sempre é
importante a colocação do dreno, o dreno tem a função de drenar a secreção purulenta
remanescente porque às vezes você não consegue ordenhar todo o pus que está ali no
tecido paciente, serve também como corpo estranho isso estimula células de defesa a
estarem imigrando para aquela região que vai deixar a ferida aberta para continuar a
drenagem desse paciente.
Dentro do ambiente hospitalar há um dreno chamado penrose específico, mas no dia-
dia usamos um dedo de luva pega uma luva estéril corta, coloca dentro da cavidade,
sutura a borda da seringa, seja na pele ou na região intraoral. Observa-se que antes de
ordenhar após a perfuração, incisão pequena de cerca de 5 mm não mais do que isso até
8 mm, você fara a divulsão com material rombo que liberara essa secreção purulenta,
ordenha, corta o dedo de luva, lava e coloca dentro do abscesso fura a borda e deixa lá
dentro e sutura a borda. Você remove o dreno após aproximadamente 72h, mas no áudio
ele diz que o paciente deve retornar 3 dias seguidos apos colocar o dreno se após o os
três dias estiver sequinho retira.

Nem sempre é necessário fazer essa drenagem cirúrgica, você pode ter uma abertura
coronária como via de canal já é suficiente ou até mesmo no caso de abscesso
periodontal onde você faz o escoamento pelo sulco gengival no dente que já tem
estabilidade espontânea. No caso de via alveolar se a secreção purulenta é localizada
bem no ápice dentário sentindo dor ainda, só o fato de você remover o dente você já vai
ter drenagem de secreção purulenta por via alveolar.

A trombose em que você vai ter progressão periosteal e folicular e geralmente você
tem que fazer o tratamento cirúrgico.

 A remoção da causa removendo o dente ou então abri e tratar de forma


endodôntica, além de drenar o abscesso.
 Na maioria das vezes tem que utilizar o uso de antibiótico sempre se lembrar da
dose de ataque e a posologia pós-operatória durante 7 dias. O medicamento de
sugestão é amoxicilina.

Se você tem uma infecção mais superficial, por exemplo, uma pericoronarite que tem
uma quantidade maior de anaeróbios pode lançar mão do metronidazol que é uma
medicação que atua em anaeróbios.

E se você tem uma infecção, o abscesso ou uma celulite você pode fazer uma associação
da amoxicilina com a Clindamicina, como o abscesso.

Como o abscesso você removendo o pus e a causa dele e faz o uso de uma
Amoxilina em caso de persistência pode fazer:
 Amoxilina 500 mg de 8/8hrs por 7 dias associado a Clindamicina 300 mg de
8/8 horas por 7 dias.
 O metronidazol é vendido na forma de flagio usamos muito na pericoronarite
400 mg de 6 a 8 horas por dia durante 5 dias.

Numa situação de celulite

 Quando a edema firma palpação:


o Remove a causa, dente.
o Antibioticoterapia: associação da amoxicilina com a Clindamicina;

Em situações onde há ponto de flutuação: dose de ataque antibiótica, anestesia local,


incisão com lamina 15, divulsão pinça hemostática, ordenhar, colocação do dreno com
dedo de uma luva estéril passar antibiótico por até 3 dias (72 horas) de
acompanhamento se estiver seco remover o dreno.

Não se esqueça de anestesia bem o local da incisão que será a única coisa que vai
doer.

INFECÇÕES ODONTOGÊNICAS

Professor: Gustavo

Microbiota das infecções odontogênicas.

As bactérias que causam as infecções odontogênicas são bactérias comuns da flora


bucal normal que através de uma polpa necrótica ou de uma bolsa periodontal profunda
adentram tecidos profundos causando infecções.

As infecções odontogênicas são de natureza polimicrobiana em número e espécies.


Essas bactérias geralmente são causadoras de doenças comuns como cárie, gengivite e
periodontite elas são encontradas nas superfícies das mucosas, na placa bacteriana ou
nos sulcos gengivais.

A maioria das infecções odontogênicas é causada por bactérias aeróbias e


anaeróbias. Os organismos aeróbios são facultativos, ou seja, crescem na presença ou
ausência de oxigênio e geralmente iniciam o processo de invasão dos tecidos profundos.
Após a inoculação inicial por grupos aeróbios, os produtos metabólicos oriundos dessas
bactérias aeróbicas criam um ambiente propicio para o crescimento de organismos
anaeróbios (diminuição do PH e o consumo de oxigênio).

Clinicamente essa transição de flora infecciosa pode ser correlacionada ao tipo de


tumefação presente.

As infecções odontogênicas possuem 4 estágios: inoculação, celulite, abscesso e


resolução.

Inoculação: compreende os primeiros 3 dias da infecção. Há a presença de uma


tumefação branda, levemente endurecida. Compreende a invasão dos tecidos pelos
estreptococos.

Celulite: 3 a 5 dias. A tumefação mostra-se mais endurecida, avermelhada e


agudamente dolorosa. Flora de infecção mista.

Abscesso: 5 a 7 dias. Microrganismos anaeróbios começam a predominar. Liquefação


dos tecidos e formação de microabscessos que podem se fundir num abscesso
clinicamente reconhecível.

Resolução: drenagem do abscesso espontaneamente por pele ou mucosa. Resposta do


sistema imune que leva a cura e reparo.

História da progressão das infecções odontogênicas

As infecções odontogênicas têm duas origens principais: periapical e periodontal. A


infecção sempre se estabelece ao longo das linhas de menor resistência. A infecção se
dissemina através do osso esponjoso até encontrar a lâmina cortical. O seu trajeto,
então, depende de 3 fatores:

1. Localização do ápice da raiz


2. Localização da cortical óssea (onde tiver menos osso a ser percorrido)
3. Localização da perfuração em relação à Inserção muscular

A localização da infecção em tecidos moles depende da posição da perfuração em


relação às inserções musculares.
(Fragiskos, 2007)

*relação entre o ponto de perfuração óssea e a inserção muscular que determinará o


espaço facial envolvido. A) quando o ápice do dente estiver acima da inserção
muscular, o espaço facial adjacente será envolvido (drenagem extra-bucal). B) quando o
ápice radicular estiver abaixo da inserção muscular, resultará em abscesso vestibular
(drenagem-intrabucal).

MAXILA

Dentes anteriores: a infecção tende a se direcionar para a lâmina cortical vestibular.


Pode também ocorrer uma perfuração abaixo da inserção muscular, o que significa que
a maioria dos abscessos dentários na maxila são inicialmente abscessos vestibulares.

Um abscesso palatino pode surgir devido a um lateral muito inclinado ou da raiz


palatina do primeiro molar ou pré-molar superior.

Molares: mais comumente apresenta infecções com perfurações acima da inserção


muscular, resultando em infecção do espaço bucal, da mesma forma que um canino com
raiz longa pode apresentar perfuração acima da inserção muscular do m. elevador do
ângulo da boca, causando infecção do espaço infraorbitário.

MANDÍBULA

Incisivos, caninos e pré-molares: apresentam infecções perfurando a lamina cortical


facial superior à inserção dos músculos dos lábios inferiores, resultando em abscesso
vestibular.
Molares: perfuram com mais frequência a cortical óssea lingual. 1 molar: vestibular ou
lingual.

2 molar: lingual. 3 molar: cortical lingual.

(Fragiskos, 2007)

O m. milohioideo determina se a infecção que drena pelo lado lingual se dirigirá


superiormente a ele para dentro do espaço sublingual ou inferiormente a ele se dirigindo
para dentro do espaço submandibular.

INFECÇÕES ODONTOGÊNICAS COMPLEXAS

Existem 2 tipos de espaços fasciais: os primários e os secundários.

Os espaços primários compreendem, na maxila, o espaço canino, bucal e infratemporal.


Na mandíbula os espaços bucal, submentoniano, sublingual e submandibular. Esses
espaços são invadidos diretamente.

Secundários: masseterico, pterigomandibular, temporal superficial e profundo, lateral da


farínge, retro-faríngeo e pré-vertebral. Esses espaços são envolvidos secundariamente.

Espaços fasciais primários da maxila

1. Espaço canino: acometimento por infecções nos elementos 13 e/ou 23.

Está localizado em um espaço localizado entre os m. Elevador do ângulo da boca e m.


elevador do lábio superior.

Sinal clínico: com a infecção nesse espaço, ocorre um esmaecimento do sulco


nasolabial.

2. Espaço Infratemporal: acometimento por infecções nos elementos 18 e/ou 28.

Situa-se posterior à maxila. É limitado medialmente pelo osso esfenoide e


superiormente pela base do crânio.

Características clínica: trismo.

O espaço Infratemporal é rota para infecções que podem disseminar-se para o seio
cavernoso, além de poderem acometer o seio maxilar (dentes superiores posteriores em
geral).
3. Espaço bucal: é acometido tanto por dentes superiores quanto por inferiores. Mais
comumente os molares.

Está localizado num espaço entre a face(pele) e o músculo bucinador.

Características clínicas: edema abaixo do arco zigomático e acima do bordo inferior da


mandíbula.

Espaços fasciais primários mandíbula

1. Espaço submentoniano: causado por infecções nos dentes 32,31,41 e/ou 42.

Este espaço está localizado entre o ventre anterior do m. digástrico (direito e esquerdo),
m. milohióideo e pele.

Característica clínica: tumefação abaixo do mento.

2. Espaço sublingual: atingido por infecções oriundas dos dentes 44-45 e/ou 34-35.

Este espaço situa-se entre a mucosa do assoalho bucal e m. milohioideo. Este espaço
possui comunicação continua com o espaço submandibular.

Característica clínica: extraoralmente há pouco ou nenhum aumento de volume porém,


este grande volume intraoralmente localizado no assoalho da boca.

3. Espaço submandibular: atingido por infecções oriundas dos dentes 46-47 e/ou 36-
37

Este espaço está localizado entre o m. milohioideo e a camada superficial suprajacente


da fáscia cervical profunda.

Quando os espaços perimandibulares (submandibular, sublingual e submentoniano)


são bilateralmente envolvidos em uma infecção, esta é conhecida como angina de
Ludwig.

4. Canino inferior: pode acometer espaços submentoniano e submandibular.

TRATAMENTO *(retirado do livro terapia medicamentosa em Odontologia – Eduardo


de Andrade)

ANTIBIOTICOTERAPIA
Penicilina Clindamicina Metronidazol
Amoxicilina Azitromicina Moxifloxacina

É uma conduta terapêutica usar empiricamente um desses medicamentos em infecções


odontogênicas. A droga escolhida, em geral, é a penicilina.

Os fármacos alternativos para pacientes alérgicos à penicilina são a Clindamicina e


Azitromicina.

O metronidazol é útil somente contra bactérias anaeróbias, porém, em combinação com


antibióticos com atividade contra bactérias aeróbias (penicilina).

Amoxicilina ainda é bastante eficaz contra os cocos aeróbios gram-positivos e bacilos


anaeróbios gram-negativos encontrados principalmente em infecções de origem
endodôntica e periodontal. Apresenta uma maior e mais rápida absorção e mantem
níveis sanguíneos mais prolongados (o que permite um intervalo maior entre as doses –
8-12 horas). É bastante utilizada em associação com o metronidazol.

Amoxicilina 500 mg 8/8 horas por 15 dias


Metronidazol 400 mg 12/12 horas horas por 15 dias.
Azitromicina 500 mg 24/24 horas
Clindamicina 300 mg 8/8 horas
Associação: Amoxilina 500 mg + metronidazol 400 mg

No mínimo por 15 dias, até regredir o sinal clínico da infecção.

Caso haja desconforto estomacal, prescrever alguma medicação para proteção gástrica
(ranitidina, omemprazol).

Após o fim da secreção purulenta, continuar com antibióticos por mais 3 dias.

TRAUMATISMO DENTOALVEOLAR NA DENTADURA DECÍDUA

Professora: Naelka para SPA.

Trauma dentário é típico em determinada faixa etária como idade escolar e pré-
escolar. Infelizmente o trauma causa um fator tanto físico, estético e psicológico na
criança e nos pais. Porque os pais tem um sentimento de culpa, então imagina atender
uma criança que está com dente “quebrado’’, boca dilacerada, mais a mãe agitando sua
cabeça”. Então, de vez em quando tu tens que “dá um chega pra lá’’ naquela mãe
desesperada”.

Trauma é uma urgência. De acordo com o trauma e o atendimento, isso irá


definir o prognóstico, entre os fatores da etiologia está à prática de esportes,
espancamento dos pais, anatomia, intubação, deficiência mental. Paciente que é
deficiente de repente pode sofrer uma lesão, um trauma dentro de casa, e mesmo
quedas, exposição, acidente de transito.

Prática de esportes: seria ideal que durante a prática de esportes, a criança


fizesse uso de protetores bucais.

Intubação: por incrível que pareça, tem muitas crianças que sofrem trauma
durante a intubação. Entram em uma situação de emergência no hospital, precisam ser
intubados para respirar e o médico no ato de introduzir a cânula acaba lesionando o
dente. Além de lesionar, quanto é só fratura ‘’tudo bem’’, tem uma criança lá no ICAM
que avulsionou os dois incisivos permanentes. Não vamos entrar nesse mérito se está
certo ou errado! O que é preferível, a criança respirar e viver ou fraturar o incisivo e ser
reconstruído?

As concussões e anatomia: as crianças muito pequenas tem uma


desproporção entre o tamanho da cabeça e o corpo. Por isso que elas caem com
muita frequência, quedas da própria altura. Isso propicia as quedas, é muito comum ver
crianças de baixa idade com trauma. Porque tem essa desproporção entre a cabeça e o
corpo.

1° pergunta: Quando foi o trauma? Preciso saber o tempo que o pai teve a
iniciativa de levar a criança com trauma ao atendimento.

2° pergunta: Onde aconteceu o trauma? Foi na escola? Foi na creche?


Parquinho? Preciso saber onde foi e também como foi.

3° pergunta: a criança bateu a cabeça? Sentiu sono? Teve vomito? Teve


alguma manifestação.
Tudo isso precisamos ter de informação. O prognóstico depende de como e
onde ocorreu. Foi no parquinho? Tinha areia? Tem cachorro que anda perto? Preciso
saber de tudo isso pra prescrever antibiótico e/ou vacina antitetânica e cobertura
vacinal. Preciso saber se a criança bateu com a cabeça, vomitou, ficou sonolenta. Por
que eu preciso saber isso? Por causa de possíveis danos neurológicos, se a criança
bateu a cabeça não pode deixar dormir. Sonolência e vomito, eu preciso
encaminhar para o médico (Neurologista).

Cobertura vacinal: quais as vacinas verificarei no cartão?

Tríplice viral (Difteria, Tétano e Coqueluche) (DTP) 2 meses, 4 meses e 6


meses e reforço com 4 anos de idade. (Questão de prova estágio II. 2017.1)

Doenças bacterianas contagiosas da infância

Difteria Corynebacterium diphtheriae

Coqueluche Bordetella pertussis

Tétano Clostridium tetani


Observação: Criança abaixo de 10 anos não toma a antitetânica.

Sempre que o paciente chegar ao SPA tem que solicitar o cartão de vacina.

Exame radiográfico: ele só auxilia no diagnóstico, eu pego uma criança que


sofreu um trauma e preciso radiografar o elemento que sofreu o trauma? Eu tenho que
ter muito mais do que isso envolvido, vou ter que fazer a radiografia dos dentes
envolvidos, radiografia dos dentes adjacentes e radiografia dos dentes antagonistas. De
repente o paciente caiu de boca, de queixo e boca fechada ele pode ter fraturado os
incisivos, a incisal dos incisivos superior e ter uma fratura radicular dos incisivos
inferiores. Por isso que abrange muito mais que somente os dentes envolvidos. Porque
depende de onde foi a força e pra onde ela se dissipou.

Traumas:

Trincas de esmalte: elas acontecem muito, dependendo da intensidade do


trauma.

Achados clínicos: linhas que seguem a orientação os prismas de esmalte. Não


vai ter perda de estrutura de esmalte, não vai ter perda de estrutura do dente.

Terapêutica: Proservação, controle clínico e radiográfico por pelo menos 6


meses. E aconselhar para não abrir lata com o dente e etc... Porque o dente já está frágil.

Fratura de esmalte: já vai ter perda da estrutura de esmalte, atingindo somente


esmalte.

Terapêutica: reconstrução do fragmento em resina. Só que no SPA vocês não


terão resina pra restaurar, vocês vão pegar o disco de lixa e arredondar as bordas
cortantes e encaminhar para que o paciente receba realmente um tratamento restaurador
estético satisfatório.

Fratura de esmalte e dentina com exposição pulpar

Tratamento imediato: (24 horas): Curetagem do tecido pulpar exposto, irrigar


com soro fisiológico, colocar pasta de hidróxido de cálcio PA + soro fisiológico sobre a
polpa, cimento de hidróxido de cálcio (Dycal), ionômero, aviso e acompanhamento e
acompanhamento periódico de 2 em 2 meses.
Tratamento tardio: (após 24 horas): Acesso pulpar, extirpar a polpa, otosporim,
selamento provisório (ionômero) e encaminhar pra fazer a exodontia.

Fratura coronária – radicular de dentes decíduos (SPA): Criança de 2 anos


caiu da rede teve uma fratura coronária - radicular. Infelizmente o tratamento em dentes
decíduos é indicado a exodontia. Fratura coronária - radicular em dente permanente é
outra conduta.

Fratura de raiz em dentes decíduos: Dependendo da localização é adotado


uma conduta.

Fratura de 1/3 apical sem deslocamento: não precisa fazer nada.

Fratura de 1/3 médio com deslocamento: Fazer contenção semi - rígida ou não
fazer nenhum tratamento, somente acompanhar.

Fratura do 1/3 cervical e fratura longitudinal oblíqua: Exodontia, não há o que


fazer. Não como tracionar. Porque há uma contaminação via sulco e não tem como
tratar.

Concussão: Trauma de pequena intensidade que afeta apenas os tecidos de


sustentação. Sem perda e sem ruptura do ligamento periodontal. Não há mobilidade,
sangramento, nem deslocamento. O máximo que pode ocorrer é só uma mudança de
coloração por extravasamento de algumas células sanguíneas dos túbulos dentinários,
mas os macrófagos vão fagocitar, e essa coloração volta ao normal.

Tratamento: no máximo alívio oclusal se estiver em contato prematuro.


Desaparece até uma semana.

Subluxação: Traumatismo de intensidade baixa a moderada nos tecidos de


sustentação com ruptura do ligamento periodontal que determina mobilidade bem leve e
sangramento via sulco.

Remover hábitos como: chupar chupeta, chupar dedo, chupar peito e mamar na
mamadeira. Para as fibras do ligamento periodontal se regenerar. Alimentação fria e
pastosa.
Tratamento: Contenção flexível com fio de nylon (linha de pesca) de 7 a 14
dias. Pode não fazer a contenção, mas ela é indicada para maior comodidade do
paciente. Limpeza com escova macia e bochecho com clorexidina.

Luxação lateral: Ocorre deslocamento excêntrico do elemento dentário


geralmente para palatino ou lingual. Observa-se sangramento sulcular,
comprometimento de fibras e deslocamento.

Tratamento: Reposição + contenção semi rígida de 7 a 14 dias

Associada a fratura óssea: Contenção de 2 a 3 meses, na possibilidade da lesão


permanecer, exodontia.

Luxação extrusiva: Há deslocamento coronário do elemento dentário,


mobilidade, sangramento (abundante) e aumento no espaço do ligamento periodontal.
Existem diferenças nas alturas dos elementos dentários. Pois até 2 mm não precisamos
reposicionar. Acima disso, devemos reposicionar fazendo uma pressão digital. Depois
de 4 horas se o dente teve um deslocamento acima de 4 mm, talvez exige um tratamento
cirúrgico para reposicionar esse dente.

Tratamento: Anestesia tópica→ anestesia infiltrativa→ reposicionar o dente


com gaze→ Contenção: dente envolvido + 2 dentes para cada lado→ condicionamento
ácido→ adesivo→ fio de ortodontia → resina composta.

Observe: O último que põe resina é o dente acometido

Características da contenção:

1- Facilidade de fabricação na cavidade bucal sem trauma adicional


2- Passividade, a menos que forças ortodônticas sejam desejadas
3- Permita a mobilidade fisiológica (exceto para fraturas radiculares)
4- Não cause irritação aos tecidos moles
5- Não interfira com a oclusão
6- Permita acesso ortodôntico
7- Facilidade

Instruções ao paciente:

1- Evitar mordida sobre o dente imobilizado


2- Manter uma higiene bucal meticulosa
3- Avisar imediatamente

Lembrete: Fios para levar para o SPA: (twiste flex ou fio 0,5), 0,7 ou 0,8 e fio de
nylon.

Luxação Intrusiva: Deslocamento dentário no sentido apical, ou seja, em direção ao


alvéolo. É a que provoca maior dano, principalmente, quando ela vai de encontro ao
germe dental. Ela provoca: anquilose, calcificação, necrose e reabsorção inflamatória e
substitutiva.

Intrusão severa com rompimento da tábua óssea

Tratamento: Exodontia imediata do dente decíduo intruído.

Observe: Se não houver lesão da tábua óssea, manter até no máximo 6 meses, se
não extruir.

Avulsão: O dente “sumiu”. Avaliar o grau de envolvimento radicular e o meio


de transporte.

Tratamento: Limpar com soro fisiológico (debridamento), remover o coágulo,


dente muito sujo deixar banhado no cloreto de sódio por minutos e reimplantar. Tirar o
dente de oclusão.

Medicação: anti-inflamatório, antibiótico, vacina antitetânica.

Medicamento Posologia Intervalo de


Administração
Dipirona gotas 5 a 8 kg/ 3 a 6 gotas/dose A cada 6 horas
(500mg/ml) 9 a 15 kg/ 7 a 12 gotas/dose *Cálculo simplificado
*Contraindicado na 16 a 23 kg/ 13 a 16 gotas/dose de 1 gota/kg
gravidez e lactação 24 a 30 kg/ 18 a 21 gotas/dose corresponde a 25
31 a 45 kg/ 22 a 30 gotas/dose mg/kg/dose o que é a
46 a 53 kg/ 30 a 37 gotas/dose dose máxima prevista:
muito alta para crianças
pequenas
Paracetamol gotas 1 gota/kg de peso (máximo de A cada 6 horas
(200mg/ml) 35 gotas)
Betametasona gotas (0,5 0,5 a 6 mg/dia Dose única pré-
mg/1ml ou 20 gotas) 1 a 2 gotas / 1 kg peso operatória 30 min antes
do procedimento
Ibuprofeno gotas 1 gota/kg de peso (máx de 40 A cada 6 horas (de 3 a 5
(50mg/ml) gotas por dose) dias)

PLANEJAMENTO PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL (PPR)

Professor: Jonas

Válidos em planejamento

- modelo, -radiografias, -sequencias de todos os procedimentos.

Todo dente pilar tem que ser radiografado, observar o tipo de rebordo, a prótese antiga,
higienização ou baixa imunidade.

Observe: Se o paciente não higieniza, possui baixa imunidade, não conseguiu


higienizar é muito provável de ele adquirir candidíase, o que pode acontecer também
com próteses mal adaptadas.

-Oclusão: isso é muito perigoso, será que o paciente tem extrusão ou intrusão? Em casos
de molar que estão tocando no rebordo o dente é indicado para exodontia.

Quando acontece a intrusão, o paciente não vai ter tempo e disposição, e se for fazer
desgastes, analisar qual o tipo de desgaste e observar se vai fazer endo ou não, pino ou
coroa ou não.

Quando se define o que vai fazer, passamos para a moldagem de estudo. Observar a
manipulação do alginato.

O que se deve avaliar no molde? Características adequadas como bolhas, higienização


do mesmo. É importante também observar a proporção correta do gesso.

No DELINEAMENTO ele não serve como planejamento, ele apenas confirma ou


altera o planejamento que já foi feito. As calibrações observam-se o formato de cada
dente e prepara-lo para criar ou eliminar retenções, depois das correções prepara-se as
coroas guias. Observar para que elas não criem retenções para não ficarem presas no
modelo.

NINCHOS: Com broca # 1014 e # 3216, com a esférica se faz a profundidade e a forma
depois com a # 3216 remove-se as áreas retentivas, realizar acréscimos de bossas ou
cíngulos sempre em resina composta com isolamento absoluto.

Após o preparo de boca 2 o próximo passo é a moldagem de trabalho pela técnica de


dupla moldagem ou reembasamento, e de novo a analise do mole e modelo, seguido de
processo de lavagem do molde e desinfecção, modelo adequado com gesso tipo IV, e
depois disso passamos para a armação com o técnico para poder confeccionar.

Aos ajustes: a primeira coisa a se fazer é a desinfecção com clorexidina e observar se a


peça esta boa e bem plida, ou seja, se ele não seguiu seu planejamento, observar no
paciente se a armação teve assentamento correto ou não, analisar com a pasta Lisanda e
onde estiver tendo contato fazer as marcações e desgastar, esse desgaste deve ser feito
com o especímetro, pois a peça não pode ter menos que 1mm, quando ela chega a 1mm
não se desgasta mais porque ela enfraquece e pode quebrar, esse ajuste é feito com
brocas diamantadas ou disco de oxidato de alumínio (eu não sei mesmo se é isso, foi o
que ouvi)

RELAÇÃO INTERMAXILAR: quais as duas posições horizontais que eu posso


montar o caso do paciente? RC ou MIH tomara Deus que seja em MIH por que se eu
tenho eu tenho um fluxo significa que eu tenho dentes posteriores o suficiente para
determinar a MIH e também na mesial. Caso não tenha dente o suficiente na posterior
ou se é instável ou não tenho referência dentária então é aí que eu tenho que montar em
RC e então eu tenho que combinar a RC com a DVO (essa combinação é um pouco
mais trabalhosa, só se usa RC em caso de paciente com prótese total). Quando o
paciente já tem PT, a PT já foi montada em Oclusão de Relação Cêntrica (ORC) então
só vai seguir a ORC, ou seja, a MIH está presente porque a ORC é a combinação de
MIH e RC.

Paciente que já tem PT a gente deve moldar a prótese na moldeira com a borda
formando uma caixa para o extravasamento de material, para assim montar no
articulador.
Paciente tem uma PT superior ai é preciso montar em RC? Depende, não precisa montar
em RC ele tem dentes posteriores por inferior, porque no inferior eu preciso de pelo
menos quatro pré-molares para nós termos estabilidade oclusal, ou seja, eu preciso de
duas unidades oclusais posteriores de um lado e duas de outro e elas tem que ser
estáveis então tem que ser no mínimo dois de um lado e dois de outro, pois em uma
situação como essa o paciente não vai fazer a PPR inferior.

Depois disso, monta-se em articulador, para fazer essa montagem com período de uma
semana ou uma semana e meia, na montagem do articulador sempre observar a distancia
intercondilar correta, observar se o côndilo está tocando na eminencia articular ver se
não está fora da posição e pedir a montagem.

Peça pronta dentes montados e tudo Okay, e para quem foi premiado com extremidade
livre esse é o momento da moldagem funcional (moldagem de boca fechada), em
virtude de dentomucosossuportado, qualquer material elastomérico, material periférico
com godiva para compensar a resiliência da mucosa com ligamento periodontal e leva-
se em posição e o paciente manter a boca fechada fazendo os movimentos funcionais da
boca. E então a peça vai vir pronta, aí a diferença da resiliência de uma área para outra,
observar a necessidade de reajuste, fazer as marcas com a pasta branca Lisandra e
identificar onde irá ser desgastado com Maxcute ou Minicute, geralmente só se faz o
desgaste para tirar o excesso de resina acrílica do metal, se o metal vier com falha a
peça não está encaixando, provavelmente a peça distorceu correndo o risco de perder a
peça.

INSTALAÇÃO COMECA A PROSERVAÇÃO: orientações por escrito para o


paciente, acompanhar o paciente pelo menos duas vezes.

PPR PROVISORIA:

Existem dois tipos de sepultamento

- raiz ao nível da gengiva (raiz deve estar a 1 mm acima da gengiva, pois


preserva mais osso e possibilita o paciente colocar um implante imediato no futuro)

- raiz ao nível do osso (não se usa por ser um procedimento cirúrgico)

Obs: fazer laminado em paciente com bruxismo é um grande risco, o que se faz hoje é
cerâmica ou zircônia por causada sua resistência que é muito boa.
PROTESE FIXA: técnica da silhueta, primeira coisa a se fazer é o colar cervical broca
3216 paralelo à primeira inclinação 2ª inclinação. Borda incisal metade da broca
desgaste e quebra da crista marginal, observar a espessura uniforme e trabalhar no
provisório pela técnica da matriz com silicone quando a anatomia é boa ou quando é
muito simples trabalha-se com facetas.

Doença Periodontal (SPA)


Análise do fenômeno álgido presente
 As algias dentárias decorrem, sempre, de envolvimento inflamatório agudo = tecido
conjuntivo que compõe o órgão dentário;
 Subjetividade dos informes álgicos = análise objetiva (escala de 0 a 10 - quanto
tempo, intensidade, duração, se tem frequencidade, localização)
*É muito mais fácil ter dor advinda da polpa do que do periodonto
*O que define é o quanto o tecido está inflamado
*Função da urgência: tirar a dor do que está doendo.
Avaliação
1. Anamnese
2. Exame Clínico
3. Suposição Diagnóstica
4. Tratamento
Fatores que influenciam a Doença Periodontal (além do BIOFILME, que é a causa
primária)
 Fumo
 Puberdade e Gravidez
 Stress
 Medicamentos, Bruxismo e Apertamento
 Diabetes (sede em excesso, hálito cetônico, muito apetite mas está emagrecendo,
olhar para as mãos/unhas/dedos dos pés etc)
 Doenças Sistêmicas (hipertensão, uso de antidepressivos)
*Anemia - característica na língua (?)
*Nome da doença que causa afta generalizada (criança) (?)
Recessão, Retração e Abfração
 Escovação Traumática = Recessão / Retração
 Oclusão = Abfração.

*Sensibilidade - como tratar uma sensibilidade dentária no SPA? (não tem


fotopolimerizador, não tem CIV, etc) Flúor, ensinar a escovar, aplicar verniz (sela os
túbulos, mas o ideal é aplicar várias vezes)
Úlcera Aftosa Recorrente
- Lesões ulcerativas Vesiculares
Fatores predisponentes
Ansiedade, traumatismo, transtornos endócrinos, alimentares, deficiência de vitaminas
do complexo B/ferro/ácido fólico, alimentação.
Tratamento
-Omcilon-A em Orabase (a base dele é corticoide) - tubos de 10 mg: Aplicar sobre a
lesão ao deitar, em casos mais graves até 3x ao dia após as refeições.
Candidoses
 Infecção Oportunista (fungo oportunista)
 Local: mucosa jugal, palato, orofaringe e partes laterais do dorso da língua.
 Tratamento: Nistatina (suspensão) - frasco 50 ml - 100.000 UI (bochecho de 5-10
ml, 4x ao dia por 7-14 dias) OU Micozanol - gel oral 2% (aplicação local na área
afetada 3x ao dia por 7-14 dias)

Abscesso Periodontal (não é muito comum!)


 Exacerbação aguda usualmente causado por fator irritadiço local.
 Como forma a bolsa de pus do abscesso? Tem muito cálculo, oblitera a saída do
sulco crevicular, começa a inchar (bactérias ficam crescendo ali dentro) = abscesso
 Cálculos dentários
 Corpos estranhos (palito de dente)
 Restos alimentares (casquinhas de pipoca, fragmentos de ossos ou espinhas de peixe)

Observe!! Antibiótico somente em pacientes que tiveram:


-febre
-Não podem comer

Amoxilina + Metronidazol
 Tratamento:
 Remover a causa
 Bocheco com clorexidina 0,12% não sistêmico
 Anestesia Local
 Raspagem e/ou drenagem para remoção da causa

Medicação pós-operatória (avaliar a gravidade do caso):


*Dipirona sódica 500 mg
*Amoxicilina 500 mg 8/8h por 3 dias ou
*Azitromicina 500 mg 12/12h por 3 dias
*Se necessário associação com metronidazol 250 mg 8/8h por 3 dias.
*Passar antibiótico se necessário

Observação: Alergia a penicilina passar Clindamicina.

Abscessos múltiplos - qual é a doença? Diabetes!! Ninguém que tem a imunidade boa
tem secreção na gengiva inteira, isso não é normal. O normal é doença periodontal
crônica, e não aguda.

Pericoronarite

 Infecção dos tecidos moles que rodeiam a coroa de um dente parcialmente


erupcionado
 Dor irradiada (ouvido, garganta), trismo, edema/exudato, febre, mal-estar
 Pode levar a uma infecção disseminada generalizada (= falência múltipla dos órgãos
e possível óbito!); septicemia.
 Bactéria periodontal gram-negativa agressiva.
 Remoção do capuz - apenas se a pessoa estiver saudável!; Não se mete o bisturi em
uma área infectada.

Tratamento local

 Anestesia Pterigomandibular + Fazer limpeza com seringa + Clorexidina + raspada


com curetas de Gracey.
Tratamento de 1 a 2 dias
Cobertura antibiótica
Avaliação da Gravidade do caso
Medicação pré-operatória se necessário
 Bochecho com Clorexidina 0,12%
 Anestesia local
 Remoção de biofilme e dentritos
 Irrigação da área com Clorexidina 0,12%

Cuidados pós-operatórios (Reavaliação em 24h)


Medicação pós-operatória
1. Dipirona 500 mg
2. Amoxicilina 500 mg
3. Metronidazol 250 mg
Antibioticoterapia: apenas se estiver pontos de infecção e a pessoa estiver com febre,
trismo, etc.

2-TRATAMENTO INICIAL DE URGÊNCIAS EM CIRURGIAS

2-BIOSSEGURANÇA

3-CIRURGIA DE ACESSO ENDODÔNTICO

Cirurgia de acesso: o primeiro passo para o sucesso


*Emergência endodôntica o dentista TEM que intervir!
Definição
- É a fase operatória do tratamento endodôntico.
 Permite acesso ao interior da cavidade pulpar através da remoção do teto da câmara
pulpar e
realização de desgastes compensatórios que permitem um acesso direto, amplo e sem
obstáculos
ao forame apical.
 Na urgência não precisa fazer isolamento! / Faz-se irrigação com clorexidina
Fatores que influenciam
 Anatomia interna e externa
 Número e posição das raízes
 Posições dos dentes no arco
*Há muitas variações anatômicas
Objetivos
 Acesso mais direto à câmara pulpar
 Remoção completa do teto
 Respeito ao assoalho
*MTA: cimento para reparo de perfuração, tampão de forame apical, etc. Se ocorrer
perfuração, o
ideal é que coloque o cimento no mesmo dia! (pois minimiza a contaminação daquele
dente)
*Biocimento: material novo, melhor que MTA; não tem no mercado brasileiro.
Etapas da cirurgia de acesso
1. Profilaxia oral: bochechos com digluconato de clorexidina a 0,12% (o ideal é fazer
uma
profilaxia pelo menos no dente que vai ser tratado)
2. Radiografia: fundamental e imprescindível!
 anatomia da câmara pulpar
 anatomia radicular
 situação dos canais
 posição do dente na arcada
 relação teto/assoalho
 presença de calcificações
*Na dúvida, utilizar o método de Clark (dissociação das raízes), principalmente nos
casos de pré-
molares!
*Não abrir o dente antes de radiografar!! (ter sempre radiografia inicial)
*O hipoclorito e a clorexidina não pode ser misturado. Usa um ou outro!
*Nem todo dente tem que ser acessado, principalmente pacientes jovens (opção:
tratamento
conservador) - cárie extensa mas não relata dor espontânea, pelo teste de vitalidade o
dente dói
mas regride. Tratamento expectante com ionômero AUTO sempre! (não pode colocar
ionômero
FOTO, pois ele é modificado por resina; além da contração, tem todos os elementos da
resina que
são irritantes à polpa). Pode colocar hidróxido de Ca? Pode! O MTA também substitui
o hidróxido de
Ca em capeamento direto e indireto (constrói pontes de dentina mais fácil, mais forte,
resistente)
3. Seleção do Instrumental
 instrumental de exame clínico: sonda exploradora n. 05, sonda endodôntica, cureta
de haste
longa.
 Brocas p/ alta rotação: esféricas haste longa (1011, 1012, 1014, 1016), broca Endo Z,
broca
diamantada tronco-cônica s/ corte na extremidade (2082, 3089) - brocas de segurança
(preparo da
entrada do canal)
*Não confundir Endo Z x Zecrya
*Antes da cirurgia de acesso, verificar a presença de cáries, restaurações, tecido
gengival, aparelho
ortodôntico, trabalhos protéticos.
*Como realizar o acesso nesses casos (amálgama)? Faz o acesso normal, não é preciso
remover
todo o amálgama. E se o paciente tiver uma RMF? Faz o acesso através dela (só
dificulta na
radiografia); é preciso de brocas transmetal (utilizadas para cortar trabalhos
proféticos metálicos).
4. Remoção de tecido cariado, esmalte sem suporte ou restaurações defeituosas.
Etapas Operatórias
1. Esboço da cavidade: Reproduz em tamanho menor o formato da câmara pulpar;
2. Ponto de Eleição: Local para início do desgaste (face lingual - dentes anteriores /
oclusal -
dentes posteriores) - REGRA GERAL. Exceções: dentes com abrasão excessiva,
giroversão,
desgaste abundante
3. Direção de trepanação: Fase que permite atingir o interior da câmara pulpar (dente
unirradicular - direção do longo eixo do dente / dentes multirradiculares - direção do
canal de
maior volume); Brocas inclinadas, aproximadamente 45 graus (quando sentir diferente,
mudar e ir pra posição contrária)
Incisivos - face palatina/lingual e no centro (triangular; base voltada p/ incisal)
Caninos - forma oval
Pré-molares - centro da face oclusal (circular)
Molar superior - mais ou menos no centro, mais para a medial (preservar ponte de
esmalte)
(trapezoidal)
Molar superior - centro da face oclusal
4. Forma de Contorno: Remoção completa do teto (puxando de dentro pra fora);
projeta a anatomia
externa do dente.
Variações do Molar Inferior
 Canais distais separados
 Apenas 1 canal distal
 2 mesiais e 2 distais
 CAVO (canal entre as raízes
 Canal em C (é uma fita, como se fosse a união de dois canais)
5. Forma de Conveniência: Visa remover projeções de dentina com segurança (dentes
anteriores - ombro palatino / dentes posteriores - desgaste da parede mesial) - usa-se as
brocas 2082, 3089 ou
Endo Z - elas também regularizam as paredes, removendo as ranhuras, diminui locais de
retenção de materiais, minimiza a chance daquele dente vir a escurecer no futuro, etc.
*Rostrum Canalice - assoalho guia a gente.
 Ao final, deverá oferecer acesso direto ao canal radicular
 O limite deverá incluir: cornos pulpares, saliências e retenções
 O assoalho da câmara não deverá ser tocado
 Limpeza e antissepsia da cavidade
Pó de hidróxido de Ca + água = dical (ajuda a parar sangramento)
Abertura Coronária
- Incisivos/Caninos
Ponto de eleição: face lingual ou palatina
Direção de trepanação: perpendicular ao longo eixo do dente até atingir a câmara
pulpar.
 entrar depois com as brocas de segurança para remover o ombro palatino.
Forma de contorno: triangular e/ou losangular/ovóide (varia de acordo com o formato
da coroa, vértice voltado p/ cervical)
(www.endoatlas.com.br)
Forma de conveniência: paredes expulsivas, associada ao desgaste compensatório.
*Erros comuns: desgaste excessivo do elemento em lateralidade, diminuindo a
resistência dentária;
forma de contorno irregular; às vezes não tem “vazio" (perfurações), direção de
trepanação incorreta, não remoção total do teto (se deixar corno pulpar, vai escurecer!),
ponto de eleição incorreto, abertura insuficiente, formação de degrau.
- Pré-molares superiores
Ponto de eleição: centro da face oclusal
Direção de trepanação: perpendicular à face oclusal, seguindo o trajeto do eixo do dente
Forma de contorno: ovalar com maior extensão vestíbulo-lingual
Forma de conveniência: paredes expulsivas, associada ao desgaste compensatório.
 Canais vestibulares e palatinos OU canal único centralizado
 Como diferenciar? Quando tem dois canais, esticar um pouco o preparo; às vezes o
canal é mais oval, então você faz um preparo mais conservador.
*Quando tem destruição coronária? Remover tecido cariado; pode fazer uma
restauração provisória para facilitar o trabalho.
- Pré-molares inferiores
Ponto de eleição: centro da face oclusal (para facilitar: olha a fossa central e vai bem no
centro dela).
Direção de trepanação: perpendicular à face oclusal, seguindo o trajeto do eixo do dente
Forma de contorno: ovalar com maior extensão vestíbulo-lingual
Forma de conveniência: paredes expulsivas, associada ao desgaste compensatório
- Molares superiores
Ponto de eleição: centro da face oclusal (mais pra mesial)
Direção de trepanação: perpendicular à face oclusal, seguindo o trajeto do eixo do dente
Forma de contorno: triangular ou trapezoidal (dependendo da anatomia do elemento)
Forma de conveniência: paredes expulsivas, associada ao desgaste compensatório
- Molares inferiores
Ponto de eleição: centro da face oclusal (mais pra mesial) - mais comum 1 canal distal,
1 mésiovestibular e 1 mésio-lingual.
Direção de trepanação: perpendicular à face oclusal, seguindo o trajeto do eixo do dente
Forma de contorno: triangular ou trapezoidal (4 canais)
Forma de conveniência: paredes expulsivas, associada ao desgaste compensatório
Diferenças entre acessos (molares sup e inf)
*Direção da base
 molares sup: base fica para a vestibular (canal mésio-vestibular e disto vestibular)
 molares inf: base fica para a mesial
*Pode acontecer: molar superior com dois condutos!! (loteria)
Erros mais frequentes nos dentes posteriores: preparos muito extensos, ponto de eleição
correto, não remoção total do teto, abertura insuficiente, formação de degrau (a broca
não deve tocar no assoalho!!!), perfuração do assoalho.
(AULA EXTRA)
SISTEMA PROTAPER UNIVERSAL
Sistema ProTaper
 Ela é diferente da lima normal porque a conicidade dela é progressiva (0,02 a cada
mm na lima convencional; na protaper é totalmente variável e o fabricante não fala
exatamente quanto que aumenta a cada mm) - isso é para manter o formato cônico do
canal!
 Modelagem (3 instrumentos Shaping) - S1, S2 e SX
SX (laranja: é mais curta; trabalha só no terço cervical e um pouco do médio; tem a
conicidade maior;
trabalha girando, não é 1/4 de volta; pode substituir a Gattes)
S1 (roxo; análogo à nossa lima 10)
S2 (branco)
 Modelagem (parte 2, instrumentos de acabamento F - Finishing): quem trabalha aqui
é a ponta, não é mais o terço cervical – F1, F2 e F3
F1(amarela, lima 20)
F2 (vermelho, lima 25)
F3 (azul, lima 30)
*Geralmente a ponta dele sai suja de dentina.
*Quando necessário, há instrumentos adicionais (canal amplo demais): F4 e F5
Sequência Operatória
1. Conhecer o canal com a lima tradicional 10 ou 15 até CTP
2. Irriga/Aspira
3. S1 até CTP
4. SX
5. Faz odontometria normal e a partir disso todas as outras limas vão até o CTP
(movimento de
giro)
6. S1, S2, F1, F2, F3 (F4 e F5 - opcional)
7. (Faz a radiografia inicial e depois para confirmar o CTP)

4-AULA DE ABERTURA CORONÁRIA (LABORATÓRIO)

5-URGÊNCIAS EM ENDODONTIA

Tratamento das Urgências na Endodontia

URGÊNCIA X EMERGÊNCIA

 Urgência: algo imprevisto, mas não há um risco eminente de vida ao paciente;


ocorrência. Imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida, cujo
portador necessita de assistência médica imediata.
 Emergência: há risco eminente de vida.

“Na grande maioria dos casos não existe risco de óbito, daí o uso do termo emergência
ser prescrito”
“Enquanto a urgência não representa uma condição séria que necessite de intervenção
imediata, a emergência exige tratamento imediato para o restabelecimento do conforto
do paciente” (LOPES)
Dor
 Associada ao dente ou aos tecidos periapicais
Situações Clínicas
 Doença da polpa (tranquilo para resolver)
 Enfermidades periapicais (periodontite apical aguda ou pericementite - é chatinho
de resolver; tem uma inflamação já no osso)
 Durante tratamento endodôntico (flair up; mulher é mais susceptível, acima de 40
anos. Dentes superiores; é um caso que o paciente nem sabia que o dente está
necrosado; tem uma lesão periapical) - dizer que o flair up é uma culpa do dentista não é
verdade, tem as predisposições. Técnica coroa-ápice: para descontaminar até o CTP
primeiro; evita levar microorganismos pro ápice e desencadear um flair up)
*antibióticos e alguns antiinflamatórios - precisam de segunda via na prescrição
Doenças da polpa
k04 - doenças da polpa e dos tecidos periapicais
k04.0 pulpite
k04.1 necrose da polpa
k04.2 degeneração da polpa
k04.3 formação anormal dos tecidos duros da polpa
Diagnóstico AAE
Polpa anormal - K02
Pulpite reversível - K04.0
Pulpite irreversivel sintomática
Pulpite irreversível assintomática
Necrose Pulpar
Previamente tratado
Terapia previamente
A Anamnese e a Consulta de Urgência - É preciso fazer a anamnese, mas de forma
mais direta!
Caracterizando a urgência verdadeira (3 perguntas importantes)
1. Seu problema está interferindo no seu sono, trabalho, concentração em outras
atividades essenciais, alimentação? - Ruptura do equilíbrio, - Impede de executar
atividades rotineiras
2. Há quanto tempo esse problema o aflige? (uma urgência verdadeira não dura muitos
dias; o cara não aguenta) - raramente dura mais que 2 ou 3 dias.
3. Você precisou tomar algum medicamento para aliviar a dor? Ele foi eficaz? –
Dificilmente alivia a dor.
Humanização do Atendimento
Classificação quanto ao paciente
 paciente colaborador
 paciente refratário (tem medo de qualquer coisa, problemas de ordem mental)
 paciente simulador (cara finge que está com dor porque quer atestado ou o cara está
morrendo de dor e finge que não está)
Colaborador
 mantém atitude positiva
 receptivo
 psicologicamente equilibrado
 segue à risca às prescrições
Refratário
 física e psiquicamente abalado
 desconforto pode ter diminuído seu limiar à dor
 respostas alteradas aos testes e manobras
 requerem cuidados especiais
 está inseguro/pessimista
 receptividade não é boa
 dificuldade em aceitar o tratamento
*Existe um CID para esses pacientes!
Simulador
 simula uma doença que não existe
 oculta a doença
 portadores de doenças infecto-contagiosas
 paciente interessado em um laudo de sanidade bucal
 interessado em dispensa do trabalho
*Síndrome de Munchhausen - indivíduo provoca a própria doença
POLPA VIVA OU NECROSE PULPAR?
 a causa de uma necrose pode ter sido um trauma; porém, se está necrosado tem
bactéria lá dentro.
 necrose pulpar = microorganismos / polpa viva = inflamação, dor, analgésico,
antiinflamatório.
 testes: jatinhos de ar / gás refrigerante (frio)
Polpa Viva
Processo Reversível ou Irreversível? Mantenho a polpa em casos de hipersensibilidade
dentinária, quando o processo é reversível.
Polpa vida - opções nas urgências
 pulpite reversivel: tratamento conservador (capeamento)
 fase de transição: tratamento expectante (curativo de demora); aquele momento que
você tem dúvida se abre o dente ou não; hidróxido de Ca com soro (forra o assoalho da
cavidade)
 pulpite irreversível: tratamento endodôntico radical (EM PROVAS DE CONCURSO
- anestesia, cirurgia de acesso, remoção da polpa coronária, pulpectomia pelo menos no
canal de maior volume); na nossa vivência fazemos nos SPAs mais pulpotomia, forrar
com hidróxido de Ca OU uma gotinha de otosporin; curativo com óxido de zinco e
eugenol quando não temos tempo; quando tem tempo, usa CIV)
Processo Reversível
 dor provocada: frio, calor
 palpação/percussão: negativo
 cessa com a remoção do estímulo
 radiografia: normal
 parece que tá pulsando dentro do dente
 tratamento conservador: forrar hidróxido de cálcio embaixo + ionômero de vidro +
restauração definitiva (capeamento indireto)
hidróxido de Ca PA + cimento de hidróxido de Ca + ionômero de vidro + restauração
definitiva (tratamento expectante)
Exposições acidentais da Polpa (capeamento direto)
 hidróxido de cálcio PA + cimento de hidróxido de Ca + ionômero de vidro +
restauração definitiva
Curetagem Pulpar (pulpotomia alta)
 aplicação de otosporin por 10 min, tira, seca, hidróxido de Ca PA + cimento de
hidróxido de Ca
+ ionômero de vidro + restauração definitiva.
Pulpite Irreversível Sintomática
 dor espontânea
 exacerbada com frio e quente, declínio lento com sua remoção
 pode ser paroxística (“dor fdm”)
 palpação percussão: - ou +
 pode aparecer na radiografia
 quando abre o dente, a polpa pode estar consistente ainda ou não
 Faz pulpotomia (remove a polpa coronária)
Pulpite Crônica Hiperplásica (pólipo pulpar)
 é um quadro crônico, só dói ao toque
 tratamento endodôntico (não perde o dente)
Alívio da dor
- além do procedimento de pulpectomia/pulpotomia, prescreve-se analgésico e
antiinflamatório (dipirona 500 a 800 mg de 4/4h IV + diclofenaco IM)
- paracetamol 750mg de 6/6h
Analgésicos
DIPIRONA SÓDICA - 1 a 2 ml (uma ampola tem 2ml)
 aplicar IV lentamente
 1 ml a cada minuto
 pode ser aplicado IM também (nádegas)
Anti-inflamatórios não-esteróides
Diclofenaco Sódico - comprimido 50 mg / 3 ml (adultos e adolescentes acima de 14
anos).
Diclofenaco Potássico - comprimido
Via oral - 1 comprimido de 8 em 8h
Gotas: 0,5 a 2 mg/kg dividida em 3 doses
Injetável - Diclofenaco Sódico 75 mg / 3 ml (voltaren)
Diclofenaco potássico 75 mg / 3 ml (cataflan) (os dois são intramuscular)
Tenoxicam (injetável 20 mg e 40 mg - Tilatil); intramuscular e intravenosa lentamente;
durante 1 ou 2 dias.
Inibidores seletivos COX-2: Nimesulida, Meloxicam (12 em 12h)
Inibidores específicos (exclusivamente COX-2): Celecoxib, Etoricoxib
Inibidores não-seletivos: Aspirina, Indometacina, Ibuprofeno
Diclofenaco 50 mg - 8h
Ibuprofeno 400 mg - 12h
Nimesulida 100 mg - 12h
Meloxicam 15 mg - 24h
Pulpite Irreversível
 Lidocaína a 2% (anestésico de escolha)
 Seguidos de mepivacaína, articaína a 4%, prilocaína a 3%.
Cuidado com:
*Acesso insuficiente
*Perfurações dentais
EXTIRPA-NERVOS ou EXTIRPA-POLPA
 instrumento correto para fazer pulpectomia
 pode também usar limas tipo K ou uma lima hedstrong frouxa
Pulpotomia em urgências
 hidróxido de Ca + glicerina (pasta HPG)
 hidróxido de Ca funciona como uma barreira mecânica; além de ter uma propriedade
terapêutica boa, tem uma mecânica de selamento.
 broca 1014 ou 1016 HL; broca 3082 (não tem ponta ativa)
 para a pulpotomia funcionar e deixar sem dor, tem que fazer uma cirurgia de acesso
boa e remover todo o tecido cariado; boa irrigação/aspiração (tem que ser solução
aquosa de canais radiculares) - hipoclorito de sódio de 2 a 2,5%; em SPA - solução
aquosa de clorexidina a 2%.
Curativo de demora - hidróxido de calcio + veículo (glicerina) + algodão estéril +
IRM/CIV
Anestesia Intra-pulpar - dobrar sempre a agulha! - é sempre uma anestesia
complementar à outra.
Necrose Asséptica
Infecção - produtos tóxicos - polpa
 dentro do canal geralmente tem biofilme; do lado de fora raramente.
 biofilme na região periapical do lado de fora e independente do canal é muito raro!
Mas na região periapical dentro do canal é a forma mais comum.
Periodontite apical aguda / Pericementite
 cara tá com dente necrosado e muita dor
 você desconfia que tem abscesso, mas verifica que não tem drenagem nenhuma
 famosa sensação de dente crescido (um dos sintomas) - incha o ligamento
periodontal
 uma das causas: restaurações altas (pode fazer um alívio de oclusão), tratamento
ortodôntico
(faz uma medicação e pede pra entrar em contato com o ortodontista), tratamento
endodôntico (sobreinstrumentação), medicação intracanal (tricresol formalina, PMCC) -
o paramono não se usa com bolinha de algodão!!! Ele não tem valor como medicação
dessa forma;
 paciente já está com dor no osso
 se você desconfia de origem traumática (físico ou químico): lava bastante (irrigação
abundante NaOCL), secagem com cones de papel, curativo corticóide (pode gotejar
otosporin), alívio da oclusão.
 Medicação sistêmica: analgésico + antiinflamatório (ou corticites em dose única)
 4 mg betametasona (oral, IM ou IV)
 Celestone 2 mg - 2 comprimidos)
OU
- 4 mg dexametasona (oral - iM ou IV)
- Decadron 4 mg - 1 comprimido
Origem infecciosa
Antissepsia do campo + cirurgia de acesso + isolamento absoluto + NaOCL a 2,5% +
secagem cones de papel + tricresol formalina (bolinha de algodão)

6-Urgências em Pediatria

Traumatismo dento-alveolar (dentatura decídua) - Abordagem para SPA


Prevalência de trauma dentário
Crianças em idades escolar e pré-escolar
Impacto físico, estético e psicológico
Trauma = Urgência x Prognóstico
Etiologia:
Maloclusões
Quedas
Colisões
Acidentes de trânsito
Espancamento
Prática de esportes
Intubação
Anatomia
Convulsões
Deficiência Mental
A anamnese deve conter 3 perguntas básicas fundamentais para a conclusão do
diagnóstico e para a conduta terapêutica (Andreassen, 1991)
QUANDO?
ONDE?
COMO?**
**Importância - para saber se é preciso fazer antibioticoterapia ou cobertura
antitetânica;
Obs: Se a criança ficou sonolenta/vomitou - provavelmente bateu a cabeça; não é pra
deixar dormir; tem um comprometimento neurológico!
Carteira de Vacinação - observar se estão com os devidos carimbos
Vacina DTP - aos 2 meses, 4 meses, 6 meses, 15 meses + um reforço aos 4 anos de
idade (essa
vacina é uma cobertura da antitetânica para bebês)
Depois dos 10 anos de idade, a criança toma a antitetânica mesmo.
Exame Radiográfico
 Não radiografamos apenas os dentes envolvidos;
 Radiografamos também os dentes adjacentes e dentes antagonistas! (o trauma pode ter
afetado/fraturado outros dentes)
Trinca de Esmalte
 Achados clínicos: linhas que seguem a orientação de esmalte dentário (não tem perda
de estrutura, o dente só fica fragilizado) - apenas proserva para ver se tem alguma
alteração.
 Terapêutica: proservação, controle clínico e radiográfico
 Fratura de Esmalte
 Nos SPAs não tem resina para fazer um procedimento estético e reconstruir;
 Conseguimos no máximo fazer um arredondamento dos bordos para não cortar o
paciente, e depois encaminhá-lo para outro local.
Fratura de Esmalte e dentina com exposição pulpar
 Tratamento Imediato é até 24 horas após o trauma - curetagem superficial da polpa,
lavar com soro fisiológico (remover sujeira), cureta, irriga, espera fazer hemostasia, e
cobre com cimento de hidróxido de Ca PA + ionômero de vidro.
 Tratamento Tardio (depois de 24h) - existe uma contaminação maior desse tecido
pulpar; a chance desse tecido não reagir com a deposição de uma dentina reacional é
maior = tratamento endodôntico! Acesso pulpar + extirpar o nervo + otosporin +
selamento provisório.
Fratura Coronário-Radicular
 Tratamento indicado - exodontia (principalmente fraturas longitudinais)
 Há uma contaminação via sulco-gengival.
O tratamento das fraturas radiculares depende da localização e classificação:
 fratura do 1/3 apical sem deslocamento (= PROSERVA)
 fratura do 1/3 médio com deslocamento (= PROSERVA)
 fratura do 1/3 cervical (= EXODONTIA)
 fraturas longitudinais e oblíquas (= EXODONTIA)
Concussão
 Trauma de pequena intensidade que pode causar hemorragia/edema na região do
ligamento
periodontal (espessamento do mesmo);
 Não tem ruptura das fibras do ligamento.. Mas por que tem alteração de cor? Pode ter
um extravasamento do sangue para os túbulos dentários e há uma hemorragia interna
 Pode ter alteração de cor, mas não tem mobilidade/deslocamento nem sangramento;
 Sofreu apenas um baque; há uma regressão com o tempo da alteração da cor, sem
causar danos ao paciente;
 Acompanhamento Radiográfico: 1 semana, 15 dias, 30 dias, 2 meses, 6 meses e 1 ano
mínimo de controle.
Subluxação
 Traumatismo de intensidade baixa à moderada nos tecidos de sustentação que
determina mobilidade
 Tem uma certa mobilidade (faz movimento vestíbulo-lingual)
 Há um rompimento dessas fibras e observa-se um sangramento intrasulcular
 Contenção flexível (nylon) = 7 a 14 dias (tempo suficiente para recuperar as fibras do
ligamento periodontal)
Recomendações
Tem que tirar chupeta, mamadeira, chupar dedo, mamar no peito = para que as fibras do
ligamento periodontal se recuperem! (se for subluxação, deixar de 7 a 10 dias)
Recomenda-se papinhas, copos com bico de transferência, continuar higiene bucal
direitinho, fazer uso de periogard (clorexidina).
Luxação Lateral
 Ruptura das fibras do ligamento periodontal e deslocamento do dente (seja por mesial,
distal, vestibular ou palatina - dente muda de posição original)
 ex: grande mobilidade, 7 anos, paciente já tinha sofrido 4 traumas no mesmo dente =
EXODONTIA
 Tratamento (3 opções): Reposição + contenção flexível (7 a 14 dias), Associada à
fratura
óssea = contenção rígida de 2 a 3 meses (fio de orto 0,6 ou 0,7), Na possibilidade de
causar lesão no permanente se reposicionar o dente = EXODONTIA.
Intrusão Severa com Rompimento de Tábua Óssea
 Pode fazer a extração imediata do dente decíduo intruído
Luxação Extrusiva
 Dente sofre um deslocamento para fora do alvéolo
 Ele está fora de posição, nós radiografamos = espessamento do ligamento periodontal
e vê um espaço (NÃO CONFUNDIR COM UMA LESÃO PERIAPICAL!) - na
verdade era o espaço antes ocupado pelo dente.
 Tratamento: Anestésico tópico, anestesia infiltrativa + reposicionamento do elemento
dentário (como foram 3 hrs de espera da paciente X, houve formação de coágulo, então
o reposicionamento não foi 100%) + condicionamento ácido + contenção (mede o
tamanho do fio - fazer o dente envolvido e pelo menos dois dentes de cada lado; começa
a ser feita pelas extremidades; o último dente a prender com a resina é o dente
envolvido)
Características da contenção ideal
 Facilidade de fabricação na cavidade bucal sem causar trauma adicional
 Passividade, a menos que forças ortodônticas sejam desejadas
 Permita mobilidade fisiológica (exceto para fraturas radiculares)
 Não cause irritação aos tecidos moles
 Não interfira com a oclusão
 Permita acesso endodôntico
 Facilidade de higienização
 Facilidade de remoção
*Fio Twist-Flex: é um fio de ortodontia trançado, não tão rígido
Instruções ao Paciente
 Evitar mordida sobre o dente imobilizado
 Manter uma higiene bucal meticulosa
 Avisar imediatamente o CD se houver quebra ou perda da contenção
 Utilizar clorexidina conforme prescrito
Exarticulação ou Avulsão
 Rompimento total das fibras do ligamento periodontal e o dente sai completamente do
alvéolo; no ato de tentar reposicionar o dente pode danificar o germe do dente
permanente!
 Se ocorrer perda de espaço, fazer um mantenedor de espaço (4 anos pra cima)

Exames complementares
Medicação utilizada na Urgência do SPA

Professor: Chiesa

Adrenalina: 1mg/ml

Metronidazol: Solução injetável 5 mg/ml 1 Frasco / 1 Ampola–100 ml

Via: Endovenosa (EV), Aplicar Lentamente.

Metronidazol-Comprimidos 250 mg 1 Comprimido-3 vezes ao dia durante 5 dias

Antibióticos-Penicilinas:

1. Ampicilina-Pó para solução injetável 500 mg e 1 g-Frasco/ Ampola.

Via: Endovenosa (EV), Aplicar lentamente.

2. Benzilpenicilina G Potássica-Pó para solução injetável 5000.000UI-Frasco/Ampola


e 1000.000UI (Cristalina)-Pode causar reação Alérgica, Apresenta meia vida curta.

PROTOCOLOS FARMACOLÓGICOS

Como prescreveremos no SPA:


No SPA prescreveremos da seguinte maneira:

 benzil-penicilina procaína – 300.000 UI, e potássica - 100.000 UI, Via IM.


 Dexametasona, 4 mg/mL, 1 mL, via IV. (Decadron)
 Dipirona sódica, 500mg/mL, 1 mL, via IV.
 Diclofenaco, 25 mg/mL, 3 mL ou (75 mg), via IV. (Voltaren)

Obs:

 Penicilina cristalina existe na forma sódica e potássica.


 Benzil-penicilina é o mesmo que penicilina G.

ALVEOLITE E PERICORONARITE

Dipirona sódica, comprimidos 500 mg 4/4h, por 24h.

Paracetamol, comprimidos 500 ou 750 mg, 6/6h, por 24h.

Dexametasona, comprimidos, 2 ou 4 mg, em dose única. (pericoronarite).

Crianças:

Paracetamol gotas, 1gota/kg de peso corporal, a cada 6 a 8h.

*não exceder o máximo de 40 gotas por doses, ou mais que 4 doses ao dia.

 Alérgicos aos analgésicos:

Adultos:

Ibuprofeno, comprimidos de 200 mg, 6/6h, por 24h.

Crianças:

Solução gotas 50mg/mL (alivium ou genérico), 1 ou 2 gotas por kg de peso corporal-


dose, a cada 6 ou 8 horas.

*não exceder o máximo de 40 gotas por doses, ou mais que 4 doses ao dia.

 Na presença de sinais e sintomas de disseminação local ou manifestação


sistêmica do processo infeccioso como dificuldade de abertura bucal, lifadenite e
febre fazer antibioticoterapia:

Adultos:

Comprimidos ou cápsulas de amoxicilina, 500 mg, 8/8h durante 3 a 5 dias.


Pode-se associar com metronidazol, comprimidos de 250mg a 400mg, 8/8h.

Crianças:

(25mg/kg/dia) - pó para suspenção oral:


− até 3 anos: 125 mg/5 mL tomar 5 mL, 8/8h, por 3 dias.
− 3 a 12 anos: 250 mg/5 mL tomar 5 mL, 8/8h, por 3 dias.

 Alérgicos às penicilinas:

Clindamicina, comprimidos 300 mg, 8/8h, por 3 dias.

Eritromicina, comprimidos 500 mg, 6/6h, por 3 dias.

Azitromicina, comprimidos 500 mg, uma vez ao dia, por 3 dias.

EXODONTIAS E DRENAGENS DE ABCESSOS

Medicação pré-operatória:

Midazolam, comprimidos de 7.5 mg a 15 mg, 30 a 45 minutos antes do procedimento.

Dexametasona, comprimido de 4 mg, 1 hora antes do procedimento.

Profilaxia antibiótica com dose de ataque, (1 grama de amoxicilina), 2 horas antes do


procedimento, apenas para pacientes com riscos sistêmicos.

Medicação pós-operatória:

Cirurgias complicadas (osteotomia, alveoloplastia e odontossecção)

Prescrever antibiótico por 3 dias (risco sistêmico),

Naproxeno, comprimidos 250mg, 12/12h, por 2 dias.

Nimesulida, comprimidos 100 mg, 12/12h, por 2 dias.

PULPITES IRREVERSÍVEIS E NECROSES PULPARES SEM


ENVOLVIMENTO PERIAPICAL.

Dipirona sódica, comprimidos 500 mg a 800 mg, 4/4h, por 24h.

Paracetamol, comprimidos 750 mg, 6/6h, por 24h.

Crianças:

Paracetamol gotas, 1gota/kg de peso corporal, a cada 6 a 8 horas.

*não exceder o máximo de 40 gotas por doses, ou mais que 4 doses ao dia.

 Alérgicos aos analgésicos:


Adultos: Ibuprofeno, comprimidos de 200 mg, 6/6h, por 24h.

Crianças: Solução gotas 50mg/mL (alivium ou genérico), 1 ou 2 gotas por kg de peso


corporal-dose, a cada 6 ou 8 horas.

*não exceder o máximo de 40 gotas por doses, ou mais que 4 doses ao dia.

NECROSES PULPARES COM ENVOLVIMENTO PERIAPICAL

Medicação pré-operatória:

Administrar dexametasona ou betametasona, comprimido 4 mg, antes do procedimento.

Anestésico de escolha: articaína 4%, ou em bloqueios mandibulares: bupivacaína 05%.

Medicação pós-operatória: a mesma para pulpite irreversível.

*Nas pericementites de origem traumática, prescrever somente analgésicos.

 O uso de antibiótico é recomendado nos casos dos abcessos apicais agudos


acompanhados da presença de sinais e sintomas de disseminação local ou
manifestação sistêmica do processo infeccioso como dor severa e celulite, febre,
trismo, linfadenite, falta de apetite e mal estar.

Obs. Iniciar com dose de ataque, o dobro da dose de manutenção aqui descrita.

Adultos:

Comprimidos ou cápsulas de amoxicilina, 500 mg, 8/8h durante 3 a 5 dias.

Pode-se associar com metronidazol, comprimidos de 250mg a 400mg, 8/8h.

Crianças:

pó para suspenção oral:


− até 3 anos: 125 mg/5 mL tomar 5 mL, 8/8h por 3 dias.
− 3 a 12 anos: 250 mg/5 mL tomar 5 mL, 8/8h por 3 dias.

 Alérgicos às penicilinas:

Clindamicina, comprimidos 300 mg, 8/8h, por 3 dias.

Eritromicina, comprimidos 500 mg, 6/6h, por 3 dias.

Azitromicina, comprimidos 500 mg, uma vez ao dia, por 3 dias.

GUN E PUN

Metronidazol, comprimidos 250 mg ou 400 mg, a cada 8 ou 12 horas, por 3 a 5 dias.

MIOSITES E DTM
Via intramuscular (injetável): Diprospan, 5 mg de Betametasona, dose única e

Via oral: Nimesulida, 100 mg, 12/12h, por 3 a 5 dias.

ÚLCERA AFTOSA RECORRENTE

Suplemento de vitaminas do complexo B, ferro e ácido fólico.

Omcilon-A em Orobase – tubos 10 g, aplicar 2 ou 3 vezes ao dia.

Albocrsil, solução cm 12 mL, aplicar com auxílio de um contonete, 2 vezes ao dia, por
1 minuto.

Hexomedine, solução, fazer bochechos com 15 mL, 3 vezes ao dia.

ESTOMATITE HERPÉTICA PRIMÁRIA

Solução gotas 50mg/mL (alivium ou genérico), 1 ou 2 gotas por kg de peso corporal-


dose, a cada 6 ou 8 horas.

*não exceder o máximo de 40 gotas por doses, ou mais que 4 doses ao dia.

Pode-se prescrever Omcilon-A em Orobase

*Os antimicrobianos só devem ser prescrito em casos de infecções bacterianas


secundárias, até a remissão dos sintomas.

Em lesões extensas, que atingem geralmente em pacientes imunossuprimidos,


prescrever:

Aciclovir, comprimidos 200 mg ou 400 mg.

CANDIDOSES

Nistatina (Micostatin) – frasco com 50 mL de suspensão – 100.000UI/mL.

Bochechar 5 a 10 mL durante 1 a 2 minutos, 4 vezes ao dia, por 7 a 14 dias.

Miconazol (Daktarin Gel 2%), aplicação com gaze na área afetada, 3 vezes ao dia, por 7
a 14 dias.

Infecções fúngicas mais graves (medicações sistêmicas):

Cetoconazol, comprimidos 200 mg, 1 vez ao dia, por até 4 semanas. Crianças com
menos de 30 kg, administrar metade do comprimido (100 mg)

Fluconazol, cápsulas de 150 mg, dose única semanal, por até 4 semanas.

Tabela pediátrica

Obs. Doses de ataque deverão ser o dobro da dose de manutenção.


PINOS INTRARRADICULAR

Focar nestas 4 perguntas:

1º Quais são os tipos de pinos intrarradiculares?

2º Quais são seus critérios para seu emprego? O emprego de pinos intrarradiculares não
reforça o remanescente dentário, em algumas condições especiais e com técnicas especificas,
pinos de fibras de vidro conseguem fazer isso de certa forma (raiz mais resistente à fratura).

3º O que se deve observar antes de indicar o pino?

4º Qual a finalidade de usar pinos fixados dentro do canal radicular?

FUNÇÃO DOS PINOS: seguimento de reconstrução ou restauração inserido dentro do conduto


para reter ou estabilizar o componente coronário-função de ANCORAGEM!!!
O pino tem 2 funções:

1º dar retenção para o dente, colocar sobre o remanescente dentário;

2º ancoragem, para restauração não cair.

Em 1997 a função era: é mais de retenção, todavia o seu uso após a terapia endodôntica
previne a fratura do dente, pois dá apoio e resistência interna.

Convencionou-se chamar que o pino também reforçava o remanescente dentário toda vez que
colocasse o pino metálico fundido no conduto ficaria mais resistente

A ideia é: imagina um taco de beisebol no começo quando iam jogar e dava tacadas fortes o
taco quebrava então o fabricante colocou um núcleo metálico dentro do taco para ficar mais
resistente. O núcleo metálico seria o pino, essa biomecânica não funciona. Sempre que
colocar o pino vai melhorar a resistência do remanescente dentário? A resposta é não! O
pino metálico fundido não melhora, em algumas condições especiais e com técnicas
especificas pinos de fibras de vidro conseguem fazer isso de certa forma. Mas se perguntarem
a resposta é não!

O que se vê hoje é que os pinos metálicos não reforçam a raiz, os metálicos especificamente.

Há relatos que dizem que o pino de vidro é mais resistente à fratura sob algumas situações
especificas.

Classificação dos pinos:

1) Pinos pré-fabricados metálicos fundidos-pouco usado hoje em dia;


2) Pino pré-fabricado com reforço de fibras: de vidro, de carbono e fibras de
porcelana;
3) Pino pré-fabricado de cerâmica;
4) Pino pré-fabricado de plástico: são os pinos metálicos fundidos.

Só vou optar por pino metálico fundido se eu tiver menos de 1/3 de remanescente dentário da
coroa

Se for maior que 1/3 de remanescente dentário da coroa utilizam-se pinos pré-fabricados

Pinos pré-fabricados: se comportam melhor tratando-se de reabsorção de força, decompõe


melhor as forças e forçam menos a raiz do dente.

O que devo observar no dente para colocar o pino?

Devo observar princípios mecânicos - a condição do elemento:

1) Remanescente coronário (> 1/3 – pré-fabricado; < 1/3 metálico fundido)


2) Comprimento da raiz: Raiz muito curta - conduto curto, então não dá pra
colocar o pino: contraindicação.
3) Número de canais envolvidos: Um molar tem pelo menos três canais. O canal
palatino é o mais reto e mais amplo, deve-se optar por um canal. É melhor ter um pino
bem feito do que três pinos mal feitos.
4) Altura da crista óssea: não invadir o espaço biológico.

Além dos princípios mecânicos- condição do pino:


5) Diâmetro do pino: deve ser o menor possível para prevenir a fratura vertical da
raiz;

O desgaste máximo não deve exceder1/3 da espessura da raiz

6) Forma do pino: deve-se apresentar em harmonia com anatomia radicular, a


porção apical deve ser fina, porção cervical larga.

7) Comprimento do pino maior que a altura da coroa (por questão de retenção)


ou 2/3 do remanescente da coroa ou mesmo metade da inserção óssea (o pino não
deve ocupar menos que metade da inserção óssea). O comprimento do pino tem que
ser pelo menos abaixo da metade da inserção óssea.

OBS: Crista óssea: o pino está com 2/3 do comprimento da raiz. A raiz está sem sustentação
óssea porque o paciente está com perda periodontal. A crista que devia estar numa posição
não está, está mais baixa. Então o pino está ocupando 2/3 da distância. Só que a crista está
embaixo da altura do pino, a inserção da raiz é menor que o comprimento do pino. Esse dente
por mais que queira devolver a anatomia não vai ter sustentação óssea.

Dente com menos de 2/3 de remanescente ósseo está condenado periodontalmente, esquece
colocar pino.

 Pino inadequado: quando o comprimento do pino é menor causa fratura da


tábua óssea, aparecendo uma fístula pela vestibular.

Características ideais do preparo do conduto: IMPORTANTE


1) Selamento apical: de 3 a 5 mm. Observar o remanescente do trata,emtp
Endodôntico. Desobturação pra pino – deixar de 3 a 5 mm de guta percha no ápice.
2) Espessura dentinária: 1,5mm;
3) Largura do pino: 1,2mm (não pode ser menor?)

Técnica de confecção do pino fundido: Moldagem direta - Faz o molde do conduto e do pino,
manda p protético e o protético manda o pino fundido terminado. Outra técnica: molda à boca
do paciente cm material pesado, o protético molda em gesso e manda o núcleo metálico
fundido e coloca o pino no conduto so p ter resistência cm material leve. Em ambas as técnicas
o que chega p gente é o núcleo metálico fundido.

Pinos intra canais pré-fabricados:

Metálicos-cerâmica e metal: eram usados em restaurações em amalgama. Na cabeça do


pino tem uma cruz para dá torque- tipo parafuso.

NÃO METALICOS: cerâmica, fibra de carbono (é escuro e aparece na coroa), fibra de vidro e
fibra de porcelana (propagam muita força e acabam fraturando. Usa ácido fluorídrico para
fazer o condicionamento).

O pino tem q ficar justo no conduto e na altura correta. Pra cada pino tem q ter uma seqüência
de brocas.

Antigamente usava-se
1 - broca: pra desobturar;

2 - broca: conicidade do pino. Limpava e usava sistema de cimentação.

O primeiro Pino metálico fundido serve pra quando não tem 1/3 do remanescente dentário e é
necessário fazer coroa total

O segundo pino metálico fundido tende a tencionar demais a raiz e não tinha adesão nenhuma
com o cimento.

OBS: Condicionamento da porcelana usa-se ác. Fluorídrico. Para

ionômero usa-se o poliacrílico e para condicionar a dentina usa-se o ac. Fosfórico.

Composição dos pinos de fibra: vidro, polietileno, carbono, quartzo+

Matriz resinosa: resina epóxica e bis-gma.

Vantagens dos pinos de fibra: Resistência à corrosão, resistência a fadiga (1440 mpa),
módulo de elasticidade próximo da dentina (esmalte 50, fibra de vidro 40, dentina 15), baixa
concentração de estresse, facilidade de remoção e preservação da estrutura dentinária.

Biomecânica: refere-se à fratura, absorção de impacto. É mais favorável a fratura mais perto
da cervical e mais longe da apical.

Sequência de cimentação:

1) Desobturar o conduto (3-5 mm) com Gates;


2) Lavar e secar com cone de papel até o cone sair seco
3) Testa o pino e faz raio-x após a adaptação do pino
4) Cortar o pino (2 mm da distância incisal) antes ou depois da cimentação
5) Ataque ácido-lava-seca
6) Adesivo autopolimerizável, depois sinalizar o pino segundo o fabricante, se
usar o silano, aguardar de 1 a 2 minutos. Passa o adesivo no conduto, de preferência
com uma lentulho ou injetar com a centrix. Depois passa cimento no pino, coloca o
pino no conduto, fotopolimeriza.
7) Reconstrói a parte coronária.

Utilização de Pinos Pré-Fabricados na restauração de dentes tratados


endodonticamente
DENTÍSTICA III – Prof. Fábio 22/11/2010

Lembrem-se de quando eu dei pra vocês a aula de pinos pré-fabricados, o que


eu apresentei pra vocês naquele dia? Eu apresentei pra vocês o primeiro tipo de
retentor intra-radicular. Qual o intuito? Solucionar os casos de ausência de coroa, onde
você precisa de alguma retenção adicional pra conseguir instalar uma coroa protética.
Então nós vimos como se preparava, quais eram os fatores de retenção, o que era um
núcleo fundido. Aquela pecinha que vocês fazem é então enviada ao protético pra ele
fazer a fundição daquilo, transformar aquilo em metal.
No meio disso nós aprendemos a fazer coroa provisória pra deixar o paciente
provisoriamente reabilitado.
Hoje eu trago pra vocês o segundo tipo de retentor intra-radicular que nós
temos, o segundo tipo de retenção. Lembra que eu falei pra vocês? Hoje a gente vai
aprender um método personalizado. Existem alguns pinos que vocês compram
diretamente na dental, é isso que a gente vai ver hoje. São chamados pinos pré-
fabricados, ou seja, eles já estão prontos. Você vai escolher o modelo de acordo com o
seu caso clínico, de acordo com o seu paciente, pra poder cimentar direto na boca do
paciente. Essa é então a principal diferença do negócio. O assunto é uma continuação
daquela primeira aula.

 INDICAÇÕES – PINOS:

 Promover retenção ao material restaurador


 Reforçar a porção coronária de dentes com grande destruição –
Distribuição de tensões

Então a indicação desses pinos continua sendo a mesma: promover retenção


para o material restaurador. Porque você coloca o pino com esse intuito. Quando
você olha pro dente, a destruição coronária está muito grande, muito extensa, e você
se faz aquela pergunta: “isso aqui que sobrou é suficiente pra reter a restauração?”. Se
a resposta for negativa, é porque você precisa colocar um pino lá dentro.

Nós temos uma indicação secundária que vem junto com essa. Você
conseqüentemente recorta a porção coronária do dente com grande destruição, você
melhora a distribuição das tensões quando você coloca um pino dentro do canal.
Então isso é importante que entre na cabeça de vocês. A primeira função é promover
retenção ao material restaurador, seja qual for o material. Eu posso colocar um pino e
fazer uma restauração direta depois? Posso, se a restauração não for muito grande, se
a perda coronária não for muito extensa, eu posso colocar o pino que vai ajudar na
retenção da RC. Ou ainda, eu vou colocar um pino pra servir como retenção pra coroa
total.

A gente vai ver diversos pinos no mercado, nós vamos apresentar aqui alguns
tipos. Então a gente tem que criar um critério pra escolher. Quais são esses critérios?
São esses 4 aqui que a gente vai ver agora um por um.

 CRITÉRIOS PARA SELEÇÃO DE UM PINO:

1. Posição do dente na arcada


2. Estrutura remanescente
3. Estética
4. Oclusão
1. Posição do dente na arcada

 Dentes posteriores:

- Forças verticais
- Casos de grande destruição coronária
- Pré-molares superiores

 Dentes anteriores:

- Forças oblíquas / horizontais


- Disposição de tensões ao longo da porção coronária e raiz

Que dente é esse que precisa de um pino? É um dente anterior? É um dente


posterior?

Então vamos começar com os dentes posteriores. Esses dentes posteriores


recebem que tipo de força mastigatória? Qual a direção das forças mastigatórias
nesses dentes? São forças verticais, movimento de abre e fecha. Por incrível que
pareça, por mais forte que seja esse movimento, esse é o tipo de força mastigatória
MENOS danosa à estrutura dental. Vocês sabiam disso? Ela é muito mais favorável do
que uma força lateral, do que uma força oblíqua. Por que? Porque quando a força
vem, ela incide paralelo ao longo eixo do dente. Então você tem todo o dente pra
dissipar suas forças mastigatórias. É por isso que dentes posteriores, a indicação dos
pinos está realmente precisa naqueles casos de grande destruição coronária. Quando
você não tem realmente mais o que fazer, quando não tem mais estrutura sadia pra
suportar uma restauração sozinha, você lança mão do pino pré-fabricado.

Aqui a gente tem em verde bem destacado, pré-molares superiores. O que


acontece com PM superiores? Eles são dentes posteriores? São. Só que eles estão
numa posição na arcada e eles possuem uma anatomia característica, uma coroa
clínica longa, uma distância cérvico-oclusal grande. Isso faz com que esses dentes
recebam além das forças verticais, forças laterais. Vocês mesmos podem fazer isso.
Façam movimentos de lateralidade...às vezes pega no PM. Então o que acontece? Esse
tipo de dente é muito propício a fraturas coronárias. Quem já pegou algum paciente
na Dentística II que tinha uma restauração MOD que fraturou? Isso é muito comum.
Então esse tipo de dente foge um pouquinho dessa regra anterior. Um caso específico
vai ser necessário a utilização de pino pré-fabricado.

Claudinha pergunta: “professor, eu vou usar o pino pré-fabricado. Mas eu


poderia usar o outro pino, aquele...
Professor responde: “o núcleo fundido é um pino exclusivo pra coroa total em
cima daquilo que você preparou no laboratório não dá pra fazer uma restauração.
Você teria que reconstruir o dente inteiro e isso não se faz. Então o núcleo fundido é um
pino específico para restaurações protéticas, indiretas. Agora os pinos pré-fabricados
suportam restaurações diretas.

Então aquilo que eu estava falando. Em dentes anteriores, olha a força que eles
recebem. Uma força oblíqua, uma força horizontal de mastigação. Dente inferior, ele
entra aqui na cúspide, na porção lingual do dente e tende a abrir. Isso é extremamente
lesivo ao dente. Então por isso que a indicação desse pino vai ser mais bem avaliada,
principalmente contando pela maior dissipação de tensão ao longo da porção
coronária da raiz.
2. Estrutura remanescente

 AUSÊNCIA de duas ou mais paredes coronárias adjacentes


 Verificar QUALIDADE do tecido dental remanescente: cristas
marginais / teto da câmara pulpar

Não quero dizer com isso que qualquer restauração classe IV a gente vai
começar a colocar pino agora. Isso não mudou nada. Hoje vocês estão vivenciando na
Dentística II, vocês pegam restauração classe III ou classe IV e vocês nunca colocaram
pino. Não é verdade? O que a gente quer mostrar pra vocês é: quando essas lesões
classe III / classe IV encontram-se maiores, aí sim a gente vai ter que partir para uma
restauração com pinos. Então, avaliando a estrutura remanescente. Existe até uma
regrinha matemática: perdeu duas ou mais paredes, de acordo com alguns autores,
está indicado a utilização de pinos. A gente vai ter que avaliar não somente a
quantidade de dente que sobrou, o que a gente tem avaliar é a qualidade do que
sobrou. Quantas vezes a gente já não viu um dente que tem todas as paredes, só que
não tem dentina nenhuma por baixo do esmalte, só tá a casquinha do esmalte, não é
verdade? Será que isso serve pra alguma coisa? Esmalte sem suporte não serve pra
nada. Então a gente tem que avaliar a qualidade daquilo que sobrou. Será que esse
dente possui cristas marginais que são estruturas de reforço do dente? Será que esse
dente ainda possui o término da câmara pulpar íntegro? São todas as estruturas que
são o alicerce do dente. Quando você perde uma crista marginal, a resistência cai em
torno de 40%. Se a gente comparar uma MOD com uma oclusal, a resistência desse
dente tá lá embaixo. Não basta contar quantas paredes, uma, duas. Ah, perdeu mesial,
perdeu vestibular. Não! Tem que ver o que sobrou. Se o que sobrou ainda tem
estrutura pra receber a restauração.

Então olha aqui, o que a gente avalia nesse dente? A gente avalia uma classe IV
juntamente com um acesso endodôntico. Perdi duas paredes. Quando eu olho pra isso
aqui, eu preciso colocar pino? NÃO! Por que não? Porque eu avalio a qualidade, eu
consigo ver que esse dente ainda tem muita estrutura. Foi um acesso bem econômico,
uma fratura pequena...

Agora vendo esse aqui. Perdi duas paredes, perdi metade (de alguma coisa que
não entendi)...eu olho pra isso aqui precisa de pino? Dá pra fazer uma restauração em
resina em cima de um molar como esse? Não dá. Então você vê como é diferente o
enfoque que a gente tem que dar? Eu tenho que olhar para o que sobrou de dente, e
daí sim, diagnosticar. Bom, aqui é uma coroa total que eu tenho que fazer, então eu
posso usar um núcleo fundido ou eu ainda posso usar um pino pré-fabricado. Então
isso que a gente vai aprender a diferenciar daqui a pouco.

3. Estética

 Restaurações de dentes anteriores


 Transmissão de luz através do pino
O terceiro fator que a gente tem é o estético. A gente tem que pensar nisso?
Claro que tem. Tem que pensar principalmente nas restaurações de dentes anteriores.
Mas graças a Deus, com o desenvolvimento das porcelanas, a gente consegue hoje em
dia, quase não se preocupar com isso. Esses aqui, por exemplo, são os pinos de fibras
de vidro. São pinos relativamente novos. Todo dentista quer colocar pino de fibra
porque é branquinho. Pra dente anterior ele é bom. Teoricamente ele não atrapalha a
sua restauração final. Qual o problema do núcleo fundido que vcs estão fazendo
agora? Depois que ele vira metal ele fica cinza. Isso realmente é um problema. Então a
utilização de pinos branquinhos, transparentes, que transmitem a luz através desses
pinos, melhora a estética do caso. Só que a gente vai ver daqui a pouco que a
resistência desse pino não é suficiente pra todos os casos. Esse tipo de pino não pode
ser utilizado em todos os casos. A estética, é claro que é um fator que deve ser levado
em conta.

4. Oclusão

 Avaliação de movimentos extrusivos da mandíbula


 Overbite acentuado
 Hábitos parafuncionais

E por último a oclusão desse paciente. A gente sabe que tem que oclusões e
oclusões. Nós temos mordidas cruzadas, overjet, overbite. Nós temos que avaliar
movimentos extrusivos, lateralidade, protrusão. E verificar se a gente tem espaço pra
restaurar esse dente. E se o espaço é mínimo, qual vai ser a alternativa que eu vou
lançar? Será que num espaço como esse aqui, eu posso utilizar qualquer tipo de pino?
A gente viu lá atrás que o tipo de força mastigatória que o incisivo central recebe já é
por si só inadequada, é uma força oblíqua, imagine num caso como esse, uma mordida
profunda como essa....a força mastigatória vai ser muito maior.

Esse pino vai ficar dentro do canal. Então ele vai ter fatores que vão
influenciar na sua retenção. Quais eram os fatores que influenciavam na retenção do
núcleo? Qual era o preparo que eu tinha que fazer na minha raiz? O que eu tinha que
levar em conta? Comprimento do pino, quanto maior o comprimento, maior a
retenção. Conicidade, deixar o preparo mais ou menos expulsivo. Diâmetro.
Aqui nós continuamos tendo diâmetro continuamos tendo comprimento. Eu
vou entrar com dois novos aspectos: formato do pino e a superfície desse pino.

 RETENÇÃO DO PINO:

1. Diâmetro
2. Comprimento
3. Formato
4. Superfície

1. Diâmetro

 Conservação de estrutura dental


 Maior diâmetro possível
 1,5 mm de dentina lateralmente ao redor do pino

No diâmetro continua a mesma coisa. Eu tento conservar dente. Estrutura


dental ao redor desse dente. No mínimo 1,5 mm de dentina. Eu tenho que ter um colar
de dente ao redor desse pino. Isso não mudou e não vai mudar nunca. Qual é a
vantagem dos pinos pré-fabricados em relação aos núcleos? Vocês tiverem que fazer
um preparo intra-radicular nesse núcleo, nessa raiz? Vocês fizeram, não fizeram?
Vocês obturaram e ao mesmo tempo vocês alargaram o canal, porque o núcleo tem
que ter um diâmetro mínimo. Os pinos pré-fabricados a gente compra pronto, ou seja,
você vai adequar o pino que você vai comprar de acordo com o diâmetro do canal que
você tem. Então se o diâmetro é mais fino, eu vou comprar um pino com diâmetro
mais fino. Se eu tenho um canal mais largo, eu vou comprar um pino mais largo. Os
preparos intra-radiculares estão limitados à desobturação. Eu não vou ficar
aumentando muito o diâmetro desse pino. Por isso que não tenho aqui conicidade. A
conicidade é indicada pelo canal, a conicidade natural do meu dente. Eu vou utilizar o
próprio diâmetro que já existe.

2. Comprimento

 3 a 5 mm de material obturador
 2/3 de suporte ósseo
 Comprimento no mínimo igual à coroa clínica

O comprimento é a mesma regrinha. 3 a 5 mm de material obturador embaixo.


Qual a função? Selamento contra infiltrações via forame apical.
Então eu vou preparar 2/3 da raiz ou no mínimo, comprimento igual à coroa
clínica. Independente da regra que eu uso, eu tenho que ter osso ao redor do pino.
Isso é fundamental.
Olha aqui um núcleo muito curto. O que acontece? Fratura. Por quê? Como se
fosse uma alavanca. Então você fratura a porção coronária da raiz.

3. Formato

 Maior retenção
 Preparo MENOS conservador
 Raízes curtas

E a gente tem ver qual é o formato dessa raiz. Nós temos os pinos com
diferentes configurações. Sempre em qualquer pino pré-fabricado a gente vai ter uma
parte que vai entrar dentro do canal e uma parte que vai ficar pra fora do canal. Essa
parte que fica fora do canal é toda trabalhada justamente para aumentar a retenção.
Então quando a gente for falar de formato do pino, o que a gente vai dizer é em
relação ao formato da porção radicular.

 Pinos paralelos:
Então, o primeiro tipo de pino que a gente tem são os pinos paralelos ou
cilíndricos. As suas paredes são paralelas umas com as outras, como se fosse um
cilindro. Esse tipo de formato confere maior retenção pra esse pino dentro do canal.
Por quê? Qual é o formato de um canal? Cônico. Quando você coloca um pino com
parede paralela, o que vai acontecer? Ele vai travar aqui embaixo. Mas esse
travamento é obtido a custo de um preparo. Vocês concordam comigo que se o pino é
reto e o canal é cônico, o pino não entra se você não desgastar. Então você tem que
fazer um pequeno desgaste aqui. Por isso que ele diz aqui que os preparos são menos
conservadores.
Nós vamos indicar esse tipo de pino pra raízes curtas, onde nós temos que
conseguir o máximo de retenção, em um menor espaço possível. Já que são raízes
curtas, nós não temos muito comprimento.
 Pinos cônicos:

 MENOR retenção
 Preparo MAIS conservador
 Agentes de cimentação
 Efeito de cunha

Os pinos cônicos acompanham a anatomia do canal. Então com isso, o preparo


é mais conservador. Como é que ele vai ficar lá dentro? Ele vai depender totalmente
do cimento. É o cimento que vai segurar o pino lá dentro. No cilíndrico, você até tem
um travamento, você consegue parafusá-lo um pouco. Agora aqui é totalmente
dependente do cimento.
Cuidado que a gente tem que ter é com efeito de cunha. O que é? Quando você
tem uma área de superfície pequena, a força aqui é muito grande, podendo levar à
fratura de raiz.

 Pinos protéticos:

 Paralelo com extremidade cônica


 Retenção
 Adaptação à anatomia do canal

Terceiro tipo de formato que nós temos: pinos protéticos. Ele tem uma porção
paralela e uma porção cônica. Nós temos um combinado das duas. Qual é a vantagem
disso? Segundo os fabricantes, você ganha retenção nessa porção paralela e adaptação
à conicidade que acontece lá embaixo do canal. Então teoricamente, com esse tipo de
pino, você tem uma melhor justaposição, melhor preenchimento dentro do canal. É
lógico que ele não vai ser rosqueado lá dentro, ele continua dependendo do cimento
pra ficar lá dentro.

Pino de fibra RETENÇÃO


de carbono
Adaptação à anatomia do canal
 Pinos endodônticos:

 Dupla conicidade
 Melhor adaptação aos canais preparados pela endodontia

E o último tipo de pino que nós temos são os pinos endodônticos. São as
últimas novidades. Apresentam dupla conicidade. Uma primeira conicidade e a
segunda mais radiculada.
Também busca uma melhor adaptação aos canais preparados para endodontia.
Os materiais que a gente usou os tipos de limas trabalhadas, limas rotatórias a gente
consegue um maior preenchimento.

Vocês viram os pinos metálicos (cinzas), pinos de fibra de carbono e pinos de


fibras de vidro (quase transparente).

4. Superfície

 Pinos rosqueáveis (+ retentivos)


 Lisos ( - retentivos)
 Serrilhados

O último fator é a superfície desse pino. Então a gente viu até agora que nos
pinos metálicos tinham roscas, que eram realmente rosqueados dentro do canal. Em
contrapartida nós temos pinos que tem tipo serrilhas no seu corpo. Qual a função
dessa serrilha? Retenção pro cimento. Ele vai ter maior área de retenção pro cimento.
Nós temos pinos lisos. Então são 3 tipos de superfície que nós temos. Superfície
mais rosqueável, superfícies serrilhadas e superfícies lisas. Então eu pergunto pra
vocês, desses 3 qual é o mais retentivo dentro do canal? O rosqueável paralelo.

 PINOS PRÉ-FABRICADOS

 Facilidade de técnica
 Baixo custo
 Dispensa etapas laboratoriais
 Preparos mais conservadores
 Sistemas disponíveis em diferentes formatos, tamanho e material

Então o que a gente tem como característica geral desses pinos, antes de entrar
em cada um? Facilidade técnica, já que eu não vou ter todo esse trabalho que a gente
tá tendo no laboratório pra fazer o pino. Meu trabalho é somente pra indicar, saber
indicar o pino correto. Custo baixo, o custo do pino não é muito alto, ele custa
geralmente 20 – 30 reais estourando. Dispensa etapa laboratorial, isso ;e muito
importante, você ganha uma sessão. Quando você faz o núcleo, você tem que mandar
pro laboratório e quando volta é que você cimenta. Aqui não, já em uma sessão, se eu
tiver o pino lá, eu já cimento. É mais rápido. Preparos mais conservadores, eu já não
tenho aquele desgaste dentinário tão grande. E isso aqui é muito importante: a
disponibilidade em diferentes formatos, tamanho e material. Sempre que você tem
um leque de variedade maior, você consegue abraçar um maior número de casos
possíveis.

Então a gente vai ver agora um por um tipo de pino que a gente vai utilizar.
Vamos começar com os detalhes. Núcleo fundido é uma coisa e pino pré-fabricado
metálico é outra coisa.

1. PINOS METÁLICOS

 Aço inoxidável / titânio

INDICAÇÕES:
 Dentes com ausência total de remanescente coronário
 Dentes posteriores (molares)

DESVANTAGENS:
X Estética
X Corrosão / galvanismo
X MANCHAMENTO da região gengival

Os pinos metálicos são feitos em aço inoxidável ou em titânio. Qual a indicação


desse tipo de pino metálico? Dentes com ausência total de remanescente coronário.
Quando eu não tenho mais nada de dente. Então naquela situação em que eu só tenho
a minha raiz, o meu canalzinho, acabou, não tenho nada de coroa. Ou então eu tenho
aqui um dente posterior, e não tem nada de coroa. Essa é a indicação dos pinos
metálicos, quando você não tem nada. É a mesma indicação de quem? Dos núcleos.
Pino pré-fabricado aceita tanto restauração indireta, quanto restauração direta. Mas
não é pra forçar a barra e colocar restauração direta em tudo não!!!
A outra indicação é pra dentes posteriores, principalmente molar.
Desvantagens: estética, pequeno percentual de corrosão e manchamento da
gengiva. Isso acontece menos com pinos pré-fabricados metálicos do que com núcleos
fundidos. Os núcleos tendem a corroer muito mais.
Pinos metálicos servem pra tudo. Tanto pra casos de destruição menor quanto
de destruição grande. Ele abraça todo mundo. Tanto é que há 15 anos só tinha pino
metálico, então ele servia pra todos os casos. Hoje que a gente tem pino de fibra.

1.1 Pinos metálicos – ativos

 Rosqueados / travados
 MAIOR retenção
 TENSÕES no interior do canal

O primeiro tipo de pino metálico que a gente vai ver são os pinos ativos. Eles
são rosqueados ou travados dentro do canal. Eles conferem maior retenção, porém
maior número de tensões. Se é um pino rosqueado você tem que fazer a força dentro
do canal também. Você usa a broca cirúrgica pra isso. Vamos ver um caso aqui. Nós
temos aqui uma coroa Pivot...foi feito um retratamento do canal...
Então gente, o pino tem um comprimento fixo, você pode escolher o número 1,
2 ou 3. O que vai mudar? Muda o comprimento da porção radicular. Olha o tamanho
do pino como muda. Você tem que saber qual o comprimento do pino que você vai
utilizar. Pra isso a gente tem uma escala pra escolher o pino. A gente utiliza cimentos
resinosos para cimentação de pinos. Cimento resinoso nada mais é do que uma RC
mais fluida. Então parte em dente é a mesma coisa. O que você faz quando tá fazendo
uma restauração? Você n condiciona com ácido? Deixa a dentina úmida. A umidade a
gente deixa com cone de papel. Daí eu aplico o adesivo, aqui que tá o grande perigo.
Depois que eu aplico o adesivo, o que eu faço antes de fotopolimerizar? Um leve jato
de ar pra evaporar o excesso de solvente. Quando eu não jogo esse jato de ar, o que
acontece com o adesivo? O adesivo falha. Por gravidade ele tende a se acumular no
ápice. O que acontece se eu polimerizar esse excesso de adesivo? O pino não vai
entrar, pois o espaço que era pra ser do pino, o adesivo vai estar ocupando. Qual a
solução pra isso? Antes de polimerizar, põe no adesivo um cone de papel de novo, esse
papel vai sugar, absorver o excesso de adesivo que ficou lá embaixo, aí sim você
polimeriza. Espatula o cimento (2 pastas), mistura, leva no canal com o pino remove
todos os excessos antes de polimerizar e só aí você fotoativa. Se você não remover os
excessos, você vai ter que tirar depois com ponta diamantada, porque ele vira uma
resina, fica duro. Então remove todo excesso antes.
Então o que a gente faz agora ao redor dessa cabeça do pino? Como é que
chama essa etapa aqui, pra você gerar condições para fazer um preparo? Núcleo de
preenchimento. Você tá criando um núcleo de preenchimento com RC. E aí em cima
desse núcleo de preenchimento você faz o seu preparo de coroa total. Você tem que
acrescentar RC ao redor da porção coronária. O núcleo fundido é mais resistente que o
pino pré-fabricado.

1.2 Pinos metálicos – passivos

 MENOR retenção
 Superfície serrilhada
 Cônicos ou paralelos
 Retenção DEPENDENTE do agente de cimentação

Um outro tipo de pino metálico que não é mais ativo agora, ele é passivo. Aqui
é menor retenção, ele só vai ter serrilha, ele não tem força. Não é mais rosqueável, ele
é apenas serrilhado pra aumentar a retenção para o cimento. Pode ser cônico ou
paralelo. Toda a sua retenção depende do cimento.
Você seleciona por meio da radiografia qual pino você vai escolher.
Cimento só é usado dentro do canal, por fora é RC.

2. PINOS REFORÇADOS POR FIBRA

 Duret (1988) – França


 Complexo estrutural e mecanicamente homogêneo ( pino / cimento /
resina / dentina)
 Melhor distribuição das cargas funcionais, similar ao dente íntegro
 Dentes com REMANESCENTE CORONÁRIO 2,0mm (INDICAÇÃO)

X Dentes posteriores (contra-indicação)

Nós temos dois tipos de pinos de fibra: carbono e vidro. Qual é a vantagem do
pino de fibra? Todo pino de fibra é recoberto por resina. Vocês já viram aqueles cabos
de fibra ótica? Ele é cheio de fibras dentro, arranjadas longitudinalmente. Os pinos de
fibra são isso aqui. As fibras são interpostas dessa maneira e tudo isso aqui é recoberto
por resina. Então a vantagem dele está aqui. Quando você cimenta o pino você
consegue um complexo homogêneo. Porque você vai ter um pino que é feito de
resina, ao redor desse pino você vai ter cimento. Esse cimento não é resina? Ao redor
do cimento você vai ter a resina de preenchimento. E tudo isso junta em dente, gruda,
tem adesão ao dente. Quando você cimenta um pino de fibra lá dentro, você forma
um complexo único. A adesão é melhor. A gente sabe que pino metálico não tem
adesão do metal ao dente. Aqui a gente tem, com isso tem uma melhor distribuição
das forças de maneira similar ao dente íntegro.
Só que esse tipo de pino não tem muita resistência. Eles são indicados pra
dentes com remanescente coronário de 2 mm e não são indicados pra dentes
posteriores. Eu tenho que ter alguma coisa sobrando de dente. Pelo menos coroa pra
poder utilizar esse pino. Eu preciso de um suporte coronário de no mínimo 2 mm pra
poder suportar esse dente.

2.1 Pinos de fibra de vidro

 Fibras de vidro (42%) envoltas em uma matriz resinosa


 Paralelos ou “endodônticos” / PASSIVOS
 Lisos / serrilhados
 Transmissão da luz ATRAVÉS do pino – melhorar polimerização dos
adesivos e cimentos – FALSO
 ADESÃO química ao cimento resinoso – VERDADEIRO

Os pinos de fibra de vidro também são envoltas de matriz; formato paralelo ou


endodôntico, sempre PASSIVOS. Lisos ou serrilhados. Isso aqui é muito importante:
transmissão de luz através do pino. Teoricamente melhoraria a adesão do adesivo e do
cimento lá embaixo, MENTIRA!!! Isso não acontece, o pino não transmite luz. Isso é
propaganda. O que ele tem sim é adesão química ao cimento, já que ele é revestido
por resina. A maior vantagem do pino de fibra é justamente essa adesão.

CASO CLÍNICO:

Olha aqui o caso. Tem estrutura vestibular...você tem estrutura aqui, ou seja, tá
indicado. É dente anterior? É. Tem remanescente coronário? Tem. Então dá pra eu
usar um pino de fibra. Essa é a melhor indicação. Só que não tinha canal tratado.
Então, em primeiro lugar trata-se o canal. Canal tratado, seleciono o pino, uma broca
de Largo pra desobturar. Esse pino vem com uma broca específica, porque ele tem o
formato diferente. Menos que 2/3. O pino ficou grande, corta.
Cimentação do pino: agora eu preciso fazer um tratamento do pino mesmo. Eu
limpo com ácido fosfórico ou com álcool, usa silano que vai facilitar a penetração do
adesivo. O silano é volátil, ele evapora, não precisa jogar água. E depois o adesivo, uma
camadinha de adesivo e fotopolimeriza. Esse é o tratamento do pino. E no dente, o
que eu faço? É a mesma coisa.
No dente: ácido fosfórico, lava, cone de papel pra deixar úmida a dentina.
Adesivo, cone de papel de novo pra tirar o excesso de adesivo lá de baixo, fotoativa.
Manipula o cimento, leva com uma lentulo, tira os excessos e fotoativa. O pino já está
cimentado. E agora? Agora você faz um núcleo de preenchimento. Nesse caso foi feita
uma restauração direta.

Essa é a grande desvantagem do pino de fibra: RADIOLUCIDEZ. Se eu mostrasse


essa radiografia pra vocês numa aula qualquer, vocês falariam pra mim que tem um
pino lá dentro? Não. Esse é o grande problema, o pino de fibra ele não é muito
radiopaco. Ele tem uma radiolucidez muito semelhante ao cone de guta-percha.

O grande lance dessa aula é indicar. Fazer, qualquer macaquinho faz. Você tem
que saber indicar o tipo de pino pra poder ter o sucesso garantido. Canal com 3 raízes
coloca o pino sempre no canal principal.

Exercícios

1) (ENADE-2013) Um paciente de 53 anos de idade, do sexo masculino e usuário da


mesma prótese total superior há 13 anos procurou tratamento odontológico, com queixa
de sangramento gengival nos dentes inferiores e insatisfação com sua estética bucal. No
exame físico, observaram-se, além das ausências, restaurações inadequadas, devido à
pigmentação e a má-adaptação das margens dos dentes 32 (distal), 31 (distal),
41 (mesial e distal) e 42 (mesial).

Tendo como base o histórico do caso apresentado e o exame radiográfico


complementar, faça o que se pede nos itens a seguir.

a) Indique o diagnóstico sugerido da lesão na maxila apresentada na imagem do


paciente e descreva a conduta clínica de tratamento.
Diagnóstico: Candidíase

A conduta clínica consiste em:

1. Remoção do agente causador (limpeza diária ou remoção da peça protética).

2. Prescrição de antibiótico tópico.

b) Elabore o plano de tratamento na sequência correta.

 Adequação do meio

Tratamento da candidíase

Raspagem radicular

Profilaxia

Instrução de higiene oral

Aplicação tópica de flúor

 Exodontia dos terceiros molares superiores inclusos

Restauração em resina composta dos elementos 32 (distal); 31 (distal); 41 (mesial e


distal) e 42 (mesial).

 Confecção de Prótese Total Superior e Prótese Parcial Removível inferior

c) Classifique o arco inferior, segundo Kennedy.

Classe II modificação 1

2) (ENADE-2013) Questão prova estágio 2 Uma paciente com 47 anos de idade,


leucoderma, procurou atendimento odontológico para reposição dos dentes ausentes.
Segundo relato da paciente, a perda dos dentes deveu-se ao alto índice de cárie.
Apresentou como queixas principais a estética deficiente e a dificuldade de mastigação.
Observa-se ausência do 18, 17, 15-12, 22-24, 28, 35-38, 45, 46 e 48, destruição
coronária do 47 e presença de cárie no 16, 11, 25 e 43.
Na realização do tratamento protético, avaliando-se a imagem intraoral da paciente em
máxima intercuspidação habitual, os modelos devem ser montados em.

a) Articuladores não ajustáveis na posição de máxima intercuspidação habitual, visto


que essa posição determina o máximo de contato dentário, estabelecendo a eficiência
mastigatória da paciente.

b) Articuladores não ajustáveis na posição de relação cêntrica, a fim de ser alcançado o


máximo conforto articular e muscular da paciente.

c) Articuladores semiajustáveis na posição de máxima intercuspidação habitual, o que


permite a montagem dos dentes em uma posição a que a paciente está adaptada.

d) Articuladores semiajustáveis na posição de relação cêntrica, visto que a paciente


não apresenta unidades oclusais em máxima intercuspidação habitual.

e) Articuladores totalmente ajustáveis na posição de máxima intercuspidação habitual,


uma vez que eles possuem mecanismos condilares complexos, ajustáveis em três planos
e com a capacidade de desenvolver movimentos mandibulares com alto grau de
precisão.

3) (ENADE 2016) O laboratório de prótese pode atuar como vetor indireto da


disseminação de infecção cruzada entre diversos consultórios odontológicos e essa
infecção pode afetar o técnico, bem como o cirurgião-dentista, a equipe de saúde bucal e
os pacientes. É fundamental que o cirurgião-dentista conheça e adote práticas de
biossegurança. Para evitar que material contaminado seja enviado ao laboratório de
prótese, cuidados devem ser tomados com os moldes. Considerando os moldes de
alginato, o profissional deve:
a) lavar com hipoclorito de sódio 1% para remover saliva, sangue e/ou outros detritos e
vazar no gesso imediatamente, em virtude da sinérese relacionada ao alginato.

b) imergir por 30 minutos em glutaraldeído a 2% e lavar com água em seguida para


remover saliva, sangue e/ou outros detritos.

c) borrifar glutaraldeído a 2% por 3 vezes a cada 3 minutos e lavar com água em


seguida para remover saliva, sangue e/ou outros detritos.

d) lavar com água para remover saliva, sangue e/ ou outros detritos, imergir por no
mínimo 30 minutos em solução de hipoclorito de sódio a 1% e lavar com água.

e) lavar com água para remover saliva, sangue e/ou outros detritos, borrifar
hipoclorito de sódio 1%, aguardar 10 minutos em ambiente com 100% de
umidade relativa e lavar com água.

Questão prova estágio 2

4) (ENADE 2002) Criança do sexo masculino, 10 anos de idade, sofreu avulsão do


dente 11 durante uma queda. Imediatamente após o acidente, a mãe levou a criança ao
consultório odontológico, trazendo o dente conservado em recipiente com leite. No
exame clínico e radiográfico não foi constatada fratura da tábua óssea vestibular ou do
rebordo alveolar. O reimplante do dente deve ser realizado com contenção.

(A) rígida, por 90 a 120 dias.


(B) semirrígida, por 60 a 90 dias.
(C)) flexível, por 7 a 14 dias.
(D) rígida, por 10 a 14 dias.
(E) flexível, por 90 a 120 dias

5) (ENADE 1998) Paciente com 18 anos de idade se queixa de dor gengival, mau
hálito, gosto metálico e sangramento. Clinicamente observa-se necrose e ulceração
interproximal e pseudomembrana fibrinosa. O diagnóstico é:
(A) gengivite descamativa.
(B) gengivoestomatite herpética.
(C) periodontite juvenil localizada.
(D) estomatite aftosa recorrente.
(E) gengivite ulcerativa necrosante aguda.
6) (ENADE 1998) Criança com 9 anos de idade chega ao consultório com o dente 21
avulsionado devido a um traumatismo. O acidente ocorreu há 30 minutos e a mãe
manteve o dente no leite durante este período. O exame do paciente não demonstra
lesão na tábua óssea, nos tecidos moles e no elemento dental. A melhor conduta nesse
caso é:
(A) transfixação dental.
(B) transplante dentário.
(C) reimplante dentário.
(D) armazenamento do dente para posterior reimplante.
(E) armazenamento do dente para posterior transplante.

7) (ENADE 1998) Paciente do sexo masculino com 50 anos de idade, assintomático,


apresentando em exame radiográfico área radiolúcida unilocular, bem delimitada com
cerca de 0,8mm de diâmetro, localizada ao longo da superfície lateral das raízes dos
dentes 43 e 44. A lâmina dura destes dentes apresenta-se íntegra e os mesmos
respondem positivamente ao teste de vitalidade pulpar. São características clínicas e
radiográficas do cisto:

(A) gengival.
(B) inflamatório lateral.
(C) radicular lateral.
(D) paradental.
(E) periodontal lateral.

8) Nas relações intermaxilares, para o registro final em ASA da posição mandibular em


pacientes que não possuem os dentes posteriores em ambos os lados da arcada inferior e
não apresenta, perda de dimensão vertical, quais são respectivamente os conceitos para
o posicionamento vertical e anteroposteriores a serem determinados?

a) DVD e Blue –Ray

b) RC e MIH
c) DVO e RC
d) EFL e RC
e) DVR e RC
9) Nas relações intermaxilares, para o registro final da posição mandibular, quais são
respectivamente os conceitos para o posicionamento vertical e anteroposterior?

a) DVR; DVO
b) RC; MIH
c) EFL; ORC
d) DVR; RC

e) DVO; RC ou MIH
Professora: Lígia Vasconcelos

5-Prótese Moldagem

MODELO DE ESTUDO

 Classificar a prótese biomecanicamente


 Relacionar dentes e espaços protéticos
 Determinar a trajetória de inserção
 Relacionar planejamento inicial protético
 Executar o desenho da inserção da PPR

Observação:

O modelo de estudo deve estar muito bem copiado, recortado, esse modelo deve ser
levado ao delineador para o delineamento, desgaste de coroa guia, acréscimo em
resina principalmente em dentes anteriores e/ou posteriores aumentando a região
do cíngulo, e mais, esses acréscimos não podem ser feitos de qualquer jeito. Não
podem ter degrau e nem acúmulos positivos! Porque se tiver degrau irá acumular
biofilme, assim sendo, acréscimo em cíngulo nasce em zero e termina em zero,
polido, bonito!

Então, esse modelo também serve para fazermos os nichos oclusais e de cíngulos.
Deve-se usar brocas esféricas # 1012, #1014, #1016 e ademais, a profundidade do
nicho é de no máximo 1 mm. No especímetro se medirmos a broca #1012
comprovaremos que ela possui 1 mm de diâmetro, as demais brocas tem um pouco
mais.

O formato dos nichos oclusais triangular ou vértice arredondado e a base voltada


para a crista, e ele é expulsivo. Já o nicho de cíngulo é uma (uma boca triste ou
cabo de guarda chuva).

Figuras 1 Nicho Oclusal (Klieman, 1999) Figuras 2 Nicho Oclusal (Klieman, 1999)
Fazemos com uma grafite os quadrados na face oclusal dos molares para melhor
visualizar o quanto será desgastado com a broca #1014 ou #1012.

Nichos de Cíngulos

Figura 3 Figura 4

Figuras 3 e 4 (Todescan, 2009)

Para o polimento usamos as seguintes brocas:

Figura 4: Borrachas abrasivas (Mccracken, 2011)

Para o desgaste no dente com as coroas guias usamos as seguintes brocas:

#1032.

Depois de tudo isso, aplicamos flúor nos dentes. E em seguida, liberamos o


paciente.

MODELO DE TRABALHO

 Técnica do reembasamento
ou
 Técnica da dupla moldagem

Essa técnica consiste em moldar o com silicona pesado, porém não é necessário
individualizar a moldeira, pois o próprio silicona já nos dará uma referência na
moldeira, ou seja, isso representará a individualização da moldeira. Depois de
moldarmos com silicona pesado, iremos aliviar o molde com brocas maxcute, pois
temos que criar espaço para o material fluído. Seguindo a ordem do fabricante pasta e
catalisador, iremos manipular a silicona leve. Devemos preencher todo o molde e
levamos a boca do paciente.

Cuidado! Os dentes têm de estar secos, secamos com jato de ar e ainda levamos um
pouco de silicona leve aos dentes para garantir a fidelidade da moldagem, assim
sendo, evita e muito o aparecimento de bolhas no modelo. Devemos ter os detalhes
bem copiados para não termos problemas.

O tempo que devemos esperar para o material tomar presa na boca do paciente será de 3
a 4 minutos.

Atenção! Ergonomia!

Caso a silicona rasgar a melhor opção será moldar novamente é melhor do que perder
uma armação metálica. Então, na dúvida moldar novamente!

Quando obtivermos o modelo de trabalho.

O que devemos enviar ao laboratório?

 O modelo com todo o planejamento com desenho no modelo, pois muitas vezes
o técnico tem dúvidas, assim sendo, fica até melhor para o técnico visualizar a
placa proximal.
 A placa de transferência, pois no laboratório o técnico precisar reposicionar o
modelo para posicionar os componentes que irá encerar exatamente no ponto de
calibração. Se não ele vai colocar em qualquer lugar e se ele colocar em
qualquer lugar expulsivo, não há retenção. Se ele colocar em qualquer lugar
extremamente retentivo ou ficará muito retentivo ou às vezes nem assentará na
boca.
 Alguma anotação por escrito (detalhes)

Atenção! Quando iremos fazer a moldagem do pesado podemos usar uma moldeira
com a cera 07 no modelo de estudo, isso evitará que depois faremos desgaste com
maxcute na silicona pesada. Existem também algumas Siliconas quem vem com
plásticos espaçadores, pois colocamos o plástico sobre a silicona na moldeira.
Então, concluímos que após a moldagem com silicona pesado, deve-se criar um
espaço para a silicona leve.

O modelo vai para o laboratório e retorna com a armação metálica.

Qual é o tipo de prótese que precisará de uma nova moldagem?

Dentossuportada ou Dentomusosossuportada

Dentomucosossuportado
 Extremidade livre unilateral
 Extremidade livre bilateral
 Classe IV muito extensa

Devemos fazer a moldagem funcional e a técnica preconizada será a técnica de boca


fechada.

Existem três técnicas:

 Modelo dividido
 Boca fechada (Dentomucosossuportado)
 Moldeira individual (Foi trabalhado em Prótese Total)

Prótese Dentossuportada as classes III, classe IV pequena, não precisa passar por essa
etapa. (modelo de estudo=> moldagem de trabalho silicona pesada e leve=> modelo
mestre=> laboratório => armação metálica=> articulador => montar os dentes => prova
dos dentes => polimerização => instalação e Proservação da prótese.

O gesso utilizada para o modelo mestre é o gesso tipo IV, porém a base pode ser feito
com outro gesso. Exemplo gesso tipo III.

Figura: (Professora Lígia-UEA)

Porém quem estiver com classe I, classe II e classe IV extensa


(Dentomucosossuportado) terá que fazer a moldagem de boca fechada.
Figura: (Professora Lígia-UEA)

Principais diferenças

Figura: (Professora Lígia-UEA)

Quando mandamos o modelo para o laboratório devemos prestar atenção nas seguintes
situações:

 Recortado (superior e inferior)


 Formato preconizado em prótese parcial removível sem uso de zocalador.

Nunca devemos enviar para o técnico o modelo sem passar pelo recortador.

Figura: (Correa, 2017-UEA)

Atenção! O zocalador não é preconizado porque o gesso não pode cobrir


estruturas importantes, então, ele é muito bom para trabalharmos somente em
dentes. Exemplo: Ortodontia. Já em prótese trabalhamos com o rebordo integro.

Quando a armação chega do laboratório. O que devemos faze?

Devemos lavar bem com água e sabão e também a solução utilizada para a desinfecção
é a Clorexidina por 10 minutos e não hipoclorito porque o hipoclorito coroe o metal.
Ai sim, agora podemos fazer a prova no paciente.

O que pode acontecer durante a prova da estrutura metálica no paciente?

Armação
Pode não assentar a peça metálica.

Armação metálica no modelo Armação metálica

Se não houve problema na moldagem a questão é ajuste no metal. Como sabemos o


metal deve ser fundido, ou seja, deverá estar na forma liquida para ser injetado no
molde e poder originar a armação metálica. Um exemplo parecido é quando
trabalhamos com cera fundida, pois no lugar da cera o espaço antes ocupado por cera
será substituído por resina.

Então, o nosso modelo deverá ser muito bom porque o técnico irá copiar o modelo que
enviarmos ao laboratório, ou seja, ele copiará com um gesso que tolera altas
temperaturas gesso chamado de gesso de revestimento. Assim sendo, ele pegará esse
novo modelo e encera todas as estruturas, depois disso, injeta o metal liquido e originará
a estrutura metálica, por conseguinte, essa o metal quando resfria contrai, por isso, há
regiões que o metal ficará muito retentivo, o metal sai na forma grosseira, sem brilho.
Por esses motivos o técnico irá dar o acabamento e polimento ao metal.

Mesmo com todos esses procedimentos ainda iremos fazer o ajuste da armação metálica
na boca do paciente e devemos utilizar:

 Carbono líquido
 Corretivo de pincel a base de álcool
 Devemos secar muito bem a armação metálica e os dentes do paciente e em
seguida pintamos determinados componentes: conector menor, placa
interproximal, braços de reciprocidades e braços de retenção.
 Os demais componentes não são pintados porque não encostam em dentes:
conector maior e sela, pois eles estão relacionados com mucosa, e também
muitas das vezes eles estão aliviados da mucosa.
 Fazer a adaptação da armação metálica e verificar o local em que a tinta foi
removida, nestes casos, são pontos de interferência (usar brocas diamantadas
ou multilaminadas para fazer o desgaste). Devemos fazer isso até que as
estruturas fiquem assentadas. MUITO CUIDADO NESSA HORA!!!

Estando tudo okey, devemos tomar as medidas intermaxilares, montar o modelo


superior no arco facial, montar o modelo inferior.

Modelo inferior (montar em RC ou MIH)?


Depende da estabilidade oclusal, pelo menos dois contatos de um lado e dois contatos
do outro lado.

Se o paciente abre e fecha a boca sempre na mesma posição e está com a Dimensão
Vertical (DV) antiga, tem contatos posteriores pelo menos dois contatos de cada lado,
não precisamos tomar em relação cêntrica (RC). Faremos em Máxima Intercuspidação
Habitual (MIH), ou seja, o paciente irá morder na cera. Agora, não tem suporte
posteriores, não tem estabilidade oclusal, vamos ter que colocar os roletes de cera e
montar e tomar em Relação Cêntrica (RC), em seguida, montar tudo em articulador.

Terminada a armação metálica devemos checar a oclusão, pois a própria mordida do


paciente pode estar causando alguma interferência, e o paciente pode estar mordendo
sobre o metal. Por isso, fazemos o nicho para o metal não interferir na oclusão.

Então, quem for fazer prótese Dentomucosossuportado deve fazer a moldagem de


boca fechada.

Uma vez que a armação metálica esta tudo certa e ajustada às etapas são as seguintes:

 Fazer alívio com cera na região de mucosa, em toda a área chapeável, porque é
uma região de mucosa que vai entrar em contato íntimo com a prótese. E em
seguida, levar a armação de volta ao modelo, prestar atenção para não usar muita
cera, ou seja, não deve haver interferência no assentamento da armação metálica.
 Sobre a estrutura assentada colocamos Resina acrílica no rebordo (como em
prótese total base de prova), em seguida, construímos os roletes de cera ou
plano de orientação sobre a base de prova na região anterior ou posterior.

Assim, teremos:

 Armação metálica
 Base de prova
 Plano de orientação ou roletes de cera.

Para determinar a Dimensão Vertical com fidelidade, devemos utilizar os métodos:

 Willis
 Fisiológico
 Fonético (na hora de montar os dentes)
 Estético
Devemos ajustar os roletes da mesma forma que ajustamos em prótese total.

Uma vez estando tudo correto manipular o paciente para Relação Cêntrica (RC). Então,
o paciente irá ocluir e marcar a impressão dos dentes no rolete de cera. Se quisermos ter
uma maior fidelidade colocamos um pouco de pasta zinco-eugenólica para fazer com
quer esses dois planos se unam e tudo isso é removida da boca do paciente e levada ao
articulador para ser montado. Paciente ocluiu: checar a dimensão e a relação cêntrica,
então, é essa a relação que queremos. Quando mandar para o laboratório devemos
checar a cor dos dentes que iremos utilizar, geralmente utilizamos a referência dos
dentes que o paciente tem, também verificar a cor da gengiva.

Do laboratório veio os dentes montados

 Lavamos
 Desinfectar
 Provar

Figura: Dente

Agora chegou a hora de fazer a moldagem de boca fechada.


 Fazer a moldagem de bordo com godiva até onde minha base irá se estender, ou
seja, a godiva irá me dizer pela movimentação da musculatura até onde posso
estender a minha prótese.
 Remover a cera e deixar somente o acrílico
 Passar adesivo de silicona dentro da base de acrílico
 Manipular a silicona leve e levar a boca do paciente polimerizou remover da
boca do paciente. Se utilizarmos silicona de adição podemos mandar direto para
o técnico porque temos 7 dias para vazar o gesso, agora se utilizarmos qualquer
outro material silicona de condensação, Poliéter ou pasta zinco-eugenólica.
Temos que vazar o gesso tipo IV para obter os pequenos modelos e mandar para
o técnico põe na mufla e em seguida acrilizar.
 O técnico irá polimerizar a prótese e mandar novamente para instalarmos na
boca do paciente.

Observação:

 Nunca assentar a peça de uma vez na boca do paciente, pois pode ter áreas
retentivas e a resina pode machucar o paciente.
 Checar com pasta branca da Lisanda, pois excesso em área de mucosa é igual a
pontos dolorosos.
 Polimentos da peça
 Retorno do paciente 24 horas depois.

8-Retratamento Endodôntico

É muito importante o retratamento do canal

9-Restaurações em Dentes Posteriores com resinas Bulk-Fill


Questões de provas

1) A técnica utilizada para fazer o ajuste da armação metálica quando esta ainda
não assentou completamente nos dentes consiste em:

a) Desgaste seletivo em todos os componentes da prótese utilizando para isso carbono


liquido ou corretivo.

b) Ajuste com alicate de precisão diminuindo o contato entre os grampos e os dentes


pilares.

c) Desgaste nos nichos dos elementos pilares diretos.

d) Desgastes nas proximais dos dentes pilares vizinhos ao espaço protético.

e) Utilizar carbono líquido ou corretivo nos componentes para eleger as áreas que
sofrerão desgaste.

Gabarito

1) E

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