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FACULDADE DE DIREITO DE VITÓRIA

CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO

EDUARDO SILVA DE PAULA

PRODUÇÃO DE TEXTO CIENTÍFICO: PAPER


RESOLUÇÃO ADEQUADA DE CONFLITOS FAMILIARES
DECORRENTES DA PRÁTICA DE ABANDONO AFETIVO

VITÓRIA
2017
EDUARDO SILVA DE PAULA

PRODUÇÃO DE TEXTO CIENTÍFICO: PAPER


RESOLUÇÃO ADEQUADA DE CONFLITOS FAMILIARES
DECORRENTES DA PRÁTICA DE ABANDONO AFETIVO

Trabalho científico apresentado ao curso de


Direito da Faculdade de Direito de Vitória, como
requisito parcial para aprovação na disciplina de
Conflitos e suas soluções, ministrada pelo
professor Doutor Ricardo Goretti dos Santos

VITÓRIA
2017
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INTRODUÇÃO

Este trabalho visa realizar um estudo sobre a judicialização do abandono afetivo,


fato esse que se torna cada dia mais frequente, visto que, a cada dia o número de
processos judiciais tratando do tema aumentam, mesmo não sabendo se essa via
de resoluções de conflitos é a mais indicada. Deste modo, é necessário estudar os
casos que já se encontram em andamento, além de identificar as principais posições
e interesses por trás destes casos.

Assim, além de analisar a situação atual, é necessário tomar conhecimento do leque


de métodos de resolução de conflitos, de modo a correlacionar as características
predominantes nos casos concretos de abandono afetivo com as características
ideais do conflito que cada método se dispõe a resolver. Realizando todas estas
etapas, será assim possível definir uma resposta ao questionamento quanto ao
processo ser considerado o método mais adequado para a resolução destes casos,
pergunta essa que move o presente trabalho, e que trará benefícios quanto ao
tempo, custo e qualidade na resolução dos conflitos de abandono afetivo, quando
respondida.

1 A JUDICIALIZAÇÃO DO ABANDONO AFETIVO

Nos tempos atuais, o mundo vem passando por uma série de transformações, até
mesmo a família, com relação a seus elos, mudou. Como leciona Pereira e Silva
(2006, p. 667), o elo biológico ou genético não é mais o bastante para manter a
relação familiar como ocorria antigamente, hoje é necessário mais do que isso.
Neste sentido Oliveira (2002, p. 233 apud PEREIRA; SILVA, 2006, p. 667) assegura
que “O afeto, o respeito, a vontade de seguir juntos e o tratamento igualitário vem se
tornando o elo”.

Com a alteração dos elos familiares e a consequente necessidade de se prover mais


do que apenas bens materiais, casos de abandono afetivo vêm surgindo nos
tribunais brasileiros, de modo que, até o momento foram geradas três ações pedindo
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indenização por abandono afetivo, uma no Rio Grande do Sul, uma em São Paulo, e
outra em Minas Gerais (TJMG, RE nº 757.411, 2005, p. 6). Todas as três ações
foram geradas por meio de processos judiciais e todas elas pediam a indenização
financeira do filho frente ao pai, de modo a gerar uma compensação por danos
decorrentes do abandono, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (2005, RE
nº 757.411, p. 6).

Pereira e Silva (2006, p. 668) acreditam que não cabe aos pais fornecer apenas o
sustento a seus filhos, porém, a de se refletir se é pela utilização das vias do
processo judicial que o já prejudicado filho, será capaz de reaver o afeto de seu
genitor. Essa reflexão é valida visto que, como expõe Santos (2017, p. 146), às
vezes o filho busca o processo judicial para se reaproximar com o genitor que não
proporcionou afeto a ele e não a indenização pedida, por isso, é necessário observar
os interesses em jogo, fato esse que será explicado mais a frente.

A questão do abandono afetivo é uma questão delicada e polêmica, pois trata da


relação familiar, que, como mostra Pereira e Silva (2006, p. 672), vai muito além de
um processo judicial, visto que, segundo os autores:

É na família que, no curso de sua vida, o indivíduo encontra conforto,


amparo e refúgio para sua sobrevivência, formação e estruturação psíquica.
A criança mantém uma relação direta de dependência com aquele que,
tendo concebido-a, ou não, acolheram-na, se tornaram responsáveis pela
continuação de sua existência e formação.

Por esses motivos, é necessário fazer uma análise mais aprofundada, que vai além
do que é dito no processo, explorando o caso a fundo para se chegar a uma solução
que realmente resolva o conflito e que não apenas forneça compensações materiais.

2 ABANDONO AFETIVO

Para realizar a análise das características comuns aos casos de abandono afetivo,
primeiramente é necessário entender o que é o abandono afetivo.
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Para realizar tal ação, inicialmente é necessário entender quais são as obrigações
da família para com as crianças, sendo estas expostas no artigo 227 da Constituição
Federal transcrito abaixo:

Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança,


ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à
saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura,
à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária,
além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade e opressão.

Assim, como é possível observar, o dever familiar vai muito além de apenas prover
os bens materiais para a criança, cabendo também o fornecimento de apoio
sentimental, de forma que, ela possa vir a ter um desenvolvimento saudável, como
menciona Viegas e Poli (2013, p. 2). Mais especificamente, a constituição trata do
dever específico dos pais para com a criança, sendo previsto no artigo 229 que “Os
pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores [...]“, sendo estes
deveres transcendentes ao fornecimento de bens materiais, como é exposto por
Dias (2007, apud ALVES, 2013, p. 2-3).

Assim, os casos de abandono afetivo parental se caracterizam, como exposto por


Alves (2013, p.3), “pela indiferença, negligência, omissão ou ausência de assistência
afetiva e amorosa durante o desenvolvimento da criança”, acreditando no poder
compensatório dos bens materiais. Almeida e Rodrigues Júnior (2010, p. 564, apud
VIEGAS; POLI, 2013, p. 3) afirmam ainda que, o afeto deve ser fornecido para a
criança de forma espontânea, de modo que este contará com suas qualidades
naturais, com isso, a aplicação de uma sentença obrigando um dos genitores a dar
afeto possivelmente não produziria os efeitos desejados.

3 AS CARACTERÍSTICAS COMUNS AOS CASOS DE ABANDONO


AFETIVO

Como exposto anteriormente pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (2005, RE nº


757.411, p. 6), todas as ações de indenização por abandono afetivo tinham como
objetivo a obtenção de uma quantia em dinheiro para reparar os danos causados
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pelo abandono. Apesar de os pedidos das ações contarem sempre com o


requerimento de uma indenização material, cabe realizar a reflexão se era realmente
essa a intenção da ação, sendo necessário para isso realizar uma distinção inicial
entre posições e interesses.

Para Santos (2017, p. 147-149), os interesses são tudo aquilo que o individuo
pretende alcançar gerando sua real satisfação, podendo eles estarem de acordo
com as posições (revelados) ou não apresentarem uma conexão simples entre o
que se diz necessitar e o que se realmente necessita (velados), sendo que esses
interesses são usados para sustentar as posições, podendo, consequentemente,
uma posição estar ligada a mais de um interesse. Já a posição, para este mesmo
autor, é aquilo que o indivíduo deixa expresso, aquilo que ele mostra ou acredita
necessitar para se satisfazer, sendo que essas posições podem ou não estar em
acordo com os interesses em jogo.

Assim, nem sempre que o filho pede uma indenização material pelo abandono
afetivo realizado por um dos pais ele realmente pretende obter esses recursos,
como expressa Santos (2017, p. 149), a utilização de todo o processo judicial é uma
“[...] via ou tentativa última de reaproximação com alguém que não lhe provê uma
convivência familiar baseada no afeto [...]”, sendo a indenização, como dito por
Santos (2005, apud TJMG, RE nº 757.411, 2005, p. 7), um meio de punir e dissuadir
o que abandonou, além de compensar o abandonado.

O fato de os interesses não estarem aparentes ao juiz que julga o processo judicial
acaba por se tornar um problema maior devido às restrições deste método de
resolução de conflitos, o que poderá ser observado a seguir, dando uma prévia
indicação da necessidade de utilização de método que se encaixe melhor ao caso
do abandono afetivo.
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4 O PROCESO JUDICIAL

O processo judicial figura na via heterocompositiva, em que o poder de dar uma


solução para o conflito é dado a um terceiro imparcial, esse método é mais indicado
para conflitos onde não existe a possibilidade de diálogo direto entre as partes, ou
não se possa levar o conflito para a via autocompositiva (SANTOS, 2017, p. 118).
Levando em consideração as condições do conflito a qual o processo judicial melhor
se encaixa, sua utilização fora destas condições pode não gerar os melhores
resultados, de forma menos dispendiosa, para isso é necessário utilizar uma
metodologia racional de escolha do método de resolução de conflitos, como leciona
Santos (2017, p. 113).

Segundo Almeida, Pelajo e Jonathan (2016, p. 56-57), as principais características


do processo judicial são a: i) Formalidade, que garante um procedimento rígido dos
atos processuais, assim como garante segurança jurídica; ii) Publicidade, evitando a
parcialidade e garantindo a fiscalização; iii) Baseados predominantemente na lei,
evitando soluções “inovadoras”; iv) Formam jurisprudência; v) São revestidos de
imutabilidade, o que é objeto de analise sempre é a coisa julgada, não se adicionam
novos assuntos.

Vale ressaltar que apesar de se dizer imparcial, o processo judicial por meio do juiz,
carrega com si um certo grau de subjetividade, visto que como expõe Andrade
(2014, p. 139), uma pessoa ao se expressar sempre está acompanhada de certo
grau de subjetividade, sendo que, nas próprias decisões do magistrado existe
influência das situações pelas quais esse passou durante sua vida.

Assim, são essas características que trazem benefícios e malefícios para o uso do
processo, sendo baseado nelas que se deve decidir se o uso do processo em um
caso como o de abandono afetivo é válido, a fim de produzir a melhor solução e a
menos onerosa, sendo que essa análise será realizada em um capítulo posterior,
visando chegar à resposta do problema que move este trabalho.
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5 A MEDIAÇÃO COMO REPRESENTANTE DAS VIAS


AUTOCOMPOSITIVAS

Após realizar uma pré-seleção entre os métodos das vias autocompositivas de


resolução de conflitos, quais seja, negociação direta e assistida, conciliação e
mediação, chegou-se à ideia de que a mediação seria o método que melhor se
encaixa dentre esses no caso de abandono afetivo, visto que, assim como expõe
Santos (2017, p. 120) e Almeida, Pelajo e Jonathan (2016, p. 61), a mediação é
indicada para casos de relação continuada, dentre os quais o abandono afetivo se
encontra por tratar de uma relação entre pais e filhos.

Tendo em vista a pré-seleção já realizada, cabe agora explorar a aplicabilidade da


mediação na resolução de conflitos. Como dito anteriormente, a mediação figura
entre as vias autocompositivas de resolução de conflito, ou seja, vias pelas quais as
partes constroem uma solução para o conflito, neste método é necessário
inicialmente a possibilidade de diálogo entre as partes, além da presença de um
terceiro imparcial, que, nesse caso, será chamado de mediador, este atuará de
modo a facilitar o diálogo entre as partes, visto que o fluxo comunicacional estará
fragilizado (SANTOS, 2017, p. 120).

Apesar de todas as características acima, o que torna a mediação um método


diferencial na resolução de conflitos é a sua capacidade ímpar de lidar com relações
contínuas (SANTOS, 2017, p.120; ALMEIDA; PELAJO; JONATHAN, 2016, p.61),
sendo necessário definir o que se entende como uma relação continuada.

Segundo Santos (2017, p. 120), para ser considerada uma relação contínua, a
mesma deve possuir um “histórico de vinculação pretérita entre as partes, anterior à
manifestação do conflito e a perspectiva de manutenção do vínculo pró-futuro, após
a superação da controvérsia”.

Para ser capaz de lidar com relações continuadas, a mediação no papel do


mediador deve ser capaz, em primeiro lugar, de explorar os interesses em jogo, de
modo a verificar se é possível dar continuidade à relação; em segundo lugar,
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fortalecer o diálogo para que essas possam utilizar este para solucionar o conflito;
em terceiro lugar reestabelecer e fortalecer o relacionamento das partes e finalmente
em quarto lugar empoderar as partes, de modo que essas consigam manter a
convivência no futuro, através da autonomia, independência e responsabilidade pela
outra parte (SANTOS, 2017, p. 43)

Tendo em vista as características do conflito em que melhor se encaixa o uso da


mediação, além dos objetivos almejados com o seu uso, se faz possível a realização
de uma análise para verificar se a utilização da mediação resultaria na melhor
solução de maneira menos onerosa.

6 O PROCESSO DE SELEÇÃO DO MÉTODO DE RESOLUÇÃO DE


CONFLITOS

Seguindo os preceitos de Santos (2017, p. 114), para se realizar a gestão de


conflitos de maneira adequada, deve-se seguir três etapas, quais sejam, o
diagnóstico do conflito, seguido do teste de falseamento das alternativas de
encaminhamentos e, por fim, a execução do método considerado para o conflito.

Na situação apresentada, não se possui um caso concreto em si para que seja


realizado um diagnóstico sobre este, porém, como visto anteriormente, existem
interesses e posições que se repetem na maioria dos casos de conflito familiares
devido à prática de abandono afetivo, quais sejam, os interesses de tentar se
reaproximar, dissuadir e/ou punir o que abandonou e a posição de obter uma
compensação material pelo abandono, que às vezes é tida também como interesse.

Para cumprir a segunda etapa do processo de seleção do método de resolução de


conflitos, é necessário fazer uso de um critério objetivo que exclua os métodos de
resolução de conflitos que não se encaixam no caso diagnosticado. Assim, como
exposto pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (2005, RE nº 757.411, p. 6-9), foge
do razoável que um filho entre com um processo judicial contra seu pai, por não ter
recebido afeto, visto que com a aplicação de uma indenização ao pai, o filho que
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buscava uma compensação por ter sido abandonado afetivamente acabará com a
possibilidade de cultivar uma relação com o pai, não recuperando a relação
continuada que já foi comprometida nos casos de abandono afetivo.

Essa posição também é defendida por Santos (2017, p. 149), quando o autor afirma
que uma indenização afastaria mais ainda a possibilidade de se ter uma relação
contínua. Com isso, é possível observar que a utilização do processo judicial tende a
não preservar a relação continuada, muito pelo contrário, como visto anteriormente,
o processo judicial pode tornar a situação mais complicada do que era
anteriormente.

Assim, se for do interesse do filho retomar e fortalecer a relação fragilizada com o


genitor, o processo judicial aparenta não ser o método de resolução de conflitos para
o caso, sendo a mediação o método mais indicado, visto que está possui como
principal objetivo manter e reforçar as relações continuadas, como já foi mencionado
anteriormente em Santos (2017, p. 120) e Almeida, Pelajo e Jonathan (2016, p. 61).

Ressalta-se que, se for do interesse do filho obter uma indenização de modo a punir
o genitor que o abandonou, é possível que ele faça uso do processo judicial, visto
que os casos registrados no Brasil, que optaram pela via do processo judicial
conseguiram receber indenizações, como observado pelo Tribunal de Justiça de
Minas Gerais (2005, RE nº 757.411, p. 6-8), porém, também seria possível a
utilização da mediação para este fim, uma vez que Santos (2017, p. 120) expõe que
a mediação é uma via que as partes utilizam para chegar, conjuntamente, à solução
do conflito, inclusive nos casos em que as partes concluam pela necessidade do
pagamento de uma indenização.

Outro benefício que a mediação traz, frente ao processo judicial, aos casos de
conflito por abandono afetivo é a possibilidade de aprofundamento dos interesses
em jogo, como expõe Santos (2017, p. 149). Deste modo, é possível que as partes
iniciem a mediação pensando em uma solução completamente diferente daquela
que realmente será alcançada ao final da mediação, fato esse que é quase
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impossível em um processo judicial, visto que “o juiz está adstrito à pretensão


deduzida em juízo” (SANTOS, 2017, p. 149).

Assim, foi possível observar que a utilização da mediação traz benefícios únicos
para a resolução de conflitos em que figura o abandono afetivo, devido
principalmente à sua natureza autocompositiva e seu objetivo de manter as relações
continuadas. Com isso, mesmo existindo a possibilidade da utilização do processo
judicial para se chegar à uma “solução” para este conflito, é a mediação que
aparenta ser o método que proporciona os resultados mais úteis, apresentando o
máximo de vantagens e o mínimo de inconvenientes (PERELMAN, 2005, p. 156
apud SANTOS, 2017, p. 113).

Cabe ressaltar que a terceira etapa de gestão de conflitos, qual seja, a execução do
método considerado para o conflito exposta por Santos (2017, p. 114), não é objeto
deste trabalho, apesar de ser uma das etapas essenciais para a gestão adequada.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante este trabalho foi possível perceber que os casos de abandono afetivo, que
vem aumentando no país, têm como intuito causar uma reaproximação, dissuadir ou
punir aquele que abandonou, de forma a tentar ganhar seu afeto novamente ou uma
indenização, porém, todos esses objetivos são buscados através do processo
judicial, o que não se mostrou adequado quando comparados os interesses do
abandonado com a solução que provem deste método de resolução de conflitos.

A utilização do processo judicial para se chegar à uma solução para os casos de


abandono afetivo, na maioria das vezes acabam por distanciar ainda mais a criança
do abandonador, visto que, a indenização pedida e que pode vir a ser proporcionada
pelo processo é vista como uma medida punitiva ao abandonador. Assim, a
possibilidade da utilização de métodos autocompositivos, como o mais ideal para o
caso, qual seja, a mediação, faz com que as partes, juntas, cheguem a uma solução
para o conflito, sendo este um fato alcançado de comum acordo.

Assim, por se tratar de um conflito em que existe uma relação continuada e que a
real resolução deste passa pelo aceitamento da solução por ambas as partes, foi
possível notar, que, ao aplicar as etapas de gestão de conflitos, a mediação
apresentou diversos benefícios frente ao processo judicial na resolução destes tipos
de conflitos, produzindo a real pacificação deste, visto que ambas as partes
participam da sua construção e têm sua relação reforçada ou às vezes até
reconstruída.
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REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Tania; PELAJO, Samantha; JONATHAN, Eva. Mediação de conflitos:


para iniciantes, praticantes e docentes, 2016. Disponível em:
<https://www.editorajuspodivm.com.br/cdn/arquivos/9de9ecc398efc20c24c40b1dba5
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parental. Direito & Dialogicidade, Crato, CE, v. 4, n. 1, p.1-9, jul. 2013. Disponível
em: <http://periodicos.urca.br/ojs/index.php/DirDialog/article/view/588>. Acesso em:
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PEREIRA, Rodrigo da Cunha; SILVA, Cláudia Maria. Nem só de pão vive o homem.
Revista Sociedade e Estado – Dossiê paternidade e cidadania, Brasília, n. 3, vol.
21, set.-dez. 2006. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/se/v21n3/a06v21n3.pdf>. Acesso em: 24 de outubro de
2017.

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abandono afetivo e a mediação como forma de solução de conflitos paterno-filiais.
In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, XVI, n. 110, mar 2013. Disponível em:
<http://www.ambito-
juridico.com.br/site/index.php?artigo_id=12913&n_link=revista_artigos_leitura>.
Acesso em nov 2017.