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21/07/2015

Importância e Parâmetros
Importância e Parâmetros

Importância e Parâmetros

Importância e Parâmetros
Sorologia  Diagnóstico de certeza: demonstração do patógeno ou de seus produtos nos tecidos ou

Sorologia

Diagnóstico

de

certeza:

demonstração

do

patógeno

ou

de

seus

produtos nos tecidos ou fluidos biológicos.

Ausência do agente infeccioso

Falta de sensibilidade dos métodos

Falhas técnicas

Métodos imunológicos (anticorpos, antígenos e imunocomplexos):

Rapidez

Simplicidade de execução

Automação e baixo custo operacional

21/07/2015

Sorologia  IMPORTANTE  Conhecimento da aplicação dos testes sorológicos  Interpretação correta dos

Sorologia

IMPORTANTE

Conhecimento da aplicação dos testes sorológicos

Interpretação correta dos resultados

Diagnóstico seguro

Testes sorológicos são utilizados em:

Diagnóstico individual

Inquéritos soroepidemiológicos

Sorologia  Pesquisa de anticorpos no diagnóstico individual  Elucidar processos patológicos com sinais clínicos

Sorologia

Pesquisa de anticorpos no diagnóstico individual

Elucidar processos patológicos com sinais clínicos confundíveis

Diferenciar a fase da doença

Diagnosticar doença congênita

Selecionar doadores de sangue

Selecionar doadores e receptores de transplantes

Avaliar o prognóstico da doença

Avaliar a eficácia e suspensão a terapêutica

Avaliar a imunidade específica adquirida natural ou artificialmente

Verificar o agravamento da doença

21/07/2015

Sorologia  Elucidar processos patológicos com sinais clínicos confundíveis  Pesquisa de Ac específicos. 

Sorologia

Elucidar processos patológicos com sinais clínicos confundíveis

Pesquisa de Ac específicos.

Ex: Hepatite B e Hepatite C; Toxoplasmose e Mononucleose infecciosa; Sífilis secundária e Dermatoviroses ou Processos alérgicos.

Sífilis secundária e Dermatoviroses ou Processos alérgicos. http://falandosobredst.blogspot.com.br/2011/10/sifilis.html
Sífilis secundária e Dermatoviroses ou Processos alérgicos. http://falandosobredst.blogspot.com.br/2011/10/sifilis.html
Sífilis secundária e Dermatoviroses ou Processos alérgicos. http://falandosobredst.blogspot.com.br/2011/10/sifilis.html

http://falandosobredst.blogspot.com.br/2011/10/sifilis.html

Sorologia  Diferenciar a fase da doença  Detecção de diferentes classes de imunoglobulinas específicas.

Sorologia

Diferenciar a fase da doença

Detecção de diferentes classes de imunoglobulinas específicas.

IgM: fase aguda

IgG: permanece durante longos períodos (teste de avidez)

IgE e IgA: em alguns casos aparecem antes da IgM

aguda  IgG: permanece durante longos períodos (teste de avidez)  IgE e IgA: em alguns

21/07/2015

TESTE DE AVIDEZ  Objetivo: diferenciar infecção recente de infecção passada.  Casos onde pode

TESTE DE AVIDEZ

Objetivo: diferenciar infecção recente de infecção passada.

Casos onde pode haver presença de IgM residual (18 a 24 meses após a infecção), casos de reifecção ou reicidivas.

IgG de baixa avidez = sugere infecção recente a menos de 4 meses

IgG de moderada avidez = não é possível detectar o tempo de infecção

IgG de elevada avidez = infecções adquiridas a mais de 4 meses

Muito utilizado em gestantes que possam transmitir infecções para o feto.

Sorologia  Diagnosticar doença congênita  IgM no sangue de cordão umbilical: doença congênita 

Sorologia

Diagnosticar doença congênita

IgM no sangue de cordão umbilical: doença congênita

IgG no recém-nascido:

doença congênita?

transmissão materno-fetal?

 doença congênita?  transmissão materno-fetal?
 doença congênita?  transmissão materno-fetal?

http://imunologiablog.blogspot.com.br/2011/04/imunoglobulina.html

21/07/2015

Sorologia  Selecionar doadores de sangue  Ministério da Saúde:  Triagem clínica e epidemiológica

Sorologia

Selecionar doadores de sangue

Ministério da Saúde:

Triagem clínica e epidemiológica

Triagem sorológica

Prevenção de doenças transfusionais:

sorológica  Prevenção de doenças transfusionais:  Doença de Chagas, Sífilis, Hepatites B e C, HIV,

Doença de Chagas, Sífilis, Hepatites B e C, HIV, HTLV I e II

Testes de alta sensibilidade

Associação de dois ou mais testes

Testes de biologia molecular

http://globoesporte.globo.com

Sorologia  Selecionar doadores e receptores de transplantes  HLA - complexo principal de histocompatibilidade.

Sorologia

Selecionar doadores e receptores de transplantes

HLA - complexo principal de histocompatibilidade.

Reação entre os Ag presentes nos linfócitos e os soros contendo Ac específicos anti-HLA permite saber quais são os antígenos HLA expressos por diferentes indivíduos.

soros contendo Ac específicos anti-HLA permite saber quais são os antígenos HLA expressos por diferentes indivíduos.

21/07/2015

Sorologia  Avaliar o prognóstico da doença  Anticorpos contra determinados componentes antigênicos podem ser

Sorologia

Avaliar o prognóstico da doença

Anticorpos contra determinados componentes antigênicos podem ser utilizados como marcadores de prognóstico de uma doença.

Exemplos:

Hepatite B - não soroconversão de HBsAg e HBeAg indica um mau prognóstico e provável cronificação da doença.

Sorologia  Avaliar a eficácia e suspensão da terapêutica  Queda gradual de anticorpos na

Sorologia

Avaliar a eficácia e suspensão da terapêutica

Queda gradual de anticorpos na circulação dos pacientes pode indicar sucesso da terapêutica.

Exemplo:

Sífilis - anticorpos anti-cardiolipina (VDRL)

21/07/2015

Sorologia  Avaliar a imunidade específica adquirida natural ou artificialmente  Presença de IgG em

Sorologia

Avaliar a imunidade específica adquirida natural ou artificialmente

Presença de IgG em títulos significativos podem indicar imunidade específica.

Ex: Rubéola (IgG) em automação UI/mL:

< 20 UI/mL = ausências de anticorpos

Entre 20 a 30 UI/mL = anticorpos presentes, porém não-protetores

> 30 UI/mL = anticorpos presentes e protetores - IMUNIDADE

Sorologia  Verificar o agravamento da doença  Presença de autoanticorpos durante a evolução do

Sorologia

Verificar o agravamento da doença

Presença de autoanticorpos durante a evolução do processo patológico.

Presença de imunocomplexos depositados nos glomérulos renais.

Exemplos:

Esquistossomose, Hepatite B e Malária.

renais.  Exemplos:  Esquistossomose, Hepatite B e Malária. http://labceap.blogspot.com.br/2011_07_01_archive.html

http://labceap.blogspot.com.br/2011_07_01_archive.html

21/07/2015

Sorologia  Pesquisa de anticorpos em inquéritos soroepidemiológicos  Estabelecer a prevalência da doença:

Sorologia

Pesquisa de anticorpos em inquéritos soroepidemiológicos

Estabelecer a prevalência da doença: pesquisa de IgG em amostra de sangue. Ex. Prevalência da Doença de Chagas no país.

Verificar a erradicação da doença: ausência de Ac contra o patógeno em crianças nascidas no local expostas às condições ambientais é forte indício de erradicação da doença.

Verificar a reintrodução de novos casos em áreas consolidadas: presença de IgM ou o aumento do título de IgG contra determinado patógeno é indício de reintrodução da doença em área já erradicada.

Importância dos testes sorológicos na pesquisa de antígenos  Como critério de cura: ausência do

Importância dos testes sorológicos na pesquisa de antígenos

Como critério de cura: ausência do patógeno ou de seus produtos após um

processo infeccioso.

Definição da etiologia da doença: encontro do patógeno define o processo

infeccioso. PCR e métodos imunológicos muito sensíveis CUIDADO!

Reações positivas sem implicação com a doença do hospedeiro.

Seleção de doadores de sangue: pesquisa do antígeno na fase pré-

sorológica. Ex. Pesquisa do HBsAg.

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Importância dos testes sorológicos na pesquisa de antígenos  Em inquéritos epidemiológicos: pesquisa de

Importância dos testes sorológicos na pesquisa de antígenos

Em inquéritos epidemiológicos: pesquisa de esporozoítas em mosquitos usando Ac anti-esporozoítas de P. falciparum, P. vivax e P. malariae para

obter o mapeamento de regiões.

em mosquitos usando Ac anti-esporozoítas de P. falciparum, P. vivax e P. malariae para obter o
em mosquitos usando Ac anti-esporozoítas de P. falciparum, P. vivax e P. malariae para obter o
Sorologia  Os testes sorológicos desempenham um papel fundamental no diagnóstico de doenças.  Deve-se

Sorologia

Os testes sorológicos desempenham um papel fundamental no diagnóstico de doenças.

Deve-se lembrar que os resultados podem variar em função de vários fatores relacionados a resposta imune do hospedeiro e as variações antigênicas do patógeno.

Esses fatores podem levar a falsos resultados positivos (reações cruzadas) ou falsos resultados negativos (sensibilidade ou ausência de resposta imune).

21/07/2015

Gold Standard Test  Teste ou procedimento que é utilizado para definir o verdadeiro estado

Gold Standard Test

Teste ou procedimento que é utilizado para definir o verdadeiro estado do paciente.

da

evolução clínica da doença e dos efeitos patológicos provocados pelo patógeno.

Para

definição

do

teste

de

referência

é

preciso

o

conhecimento

e dos efeitos patológicos provocados pelo patógeno. Para definição do teste de referência é preciso o
provocados pelo patógeno. Para definição do teste de referência é preciso o conhecimento 10
provocados pelo patógeno. Para definição do teste de referência é preciso o conhecimento 10
provocados pelo patógeno. Para definição do teste de referência é preciso o conhecimento 10

21/07/2015

O resultado de um teste de laboratório  É paciente no momento da coleta da

O resultado de um teste de laboratório

É

paciente no momento da coleta da amostra.

o

resultado

da

probabilidade

que

reflete

a

situação

clínica

do

E se for bem avaliado representa importante ferramenta de auxílio para a decisão clínica.

a situação clínica do  E se for bem avaliado representa importante ferramenta de auxílio para
Por isso  O teste deve ser bem interpretado.  Deve estar de acordo com

Por isso

O teste deve ser bem interpretado.

Deve estar de acordo com os limites de utilização.

Para o clínico interessa saber:

Se o teste utilizado é positivo em indivíduos doentes, comparado com a frequência do teste negativo em indivíduos não-doentes.

é positivo em indivíduos doentes , comparado com a frequência do teste negativo em indivíduos não-doentes
é positivo em indivíduos doentes , comparado com a frequência do teste negativo em indivíduos não-doentes

21/07/2015

Quadro 1. Combinação binária entre os resultados prováveis obtidos em um determinado teste e o

Quadro 1. Combinação binária entre os resultados prováveis obtidos em um determinado teste e o diagnóstico verdadeiro da doença

TESTE

DOENÇA

DOENÇA

PRESENTE

AUSENTE

Positivo

Verdadeiro positivo

Falso positivo

(VP)

(FP)

Negativo

Falso negativo

Verdadeiro negativo

(FN)

(VN)

Total

VP + FN

FP + VN

Sorologia Validade intrínseca de um teste Sensibilidade Especificidade Eficiência Validade extrínseca de um teste

Sorologia

Validade intrínseca de um teste Sensibilidade Especificidade Eficiência
Validade intrínseca
de um teste
Sensibilidade
Especificidade
Eficiência
Validade extrínseca de um teste Precisão Acurácia ou Exatidão Reprodutibilidade
Validade extrínseca
de um teste
Precisão
Acurácia ou
Exatidão
Reprodutibilidade

21/07/2015

Sorologia  Validade intrínseca de um teste - desempenho do teste se comparado a um

Sorologia

Validade intrínseca de um teste - desempenho do teste se comparado a um teste de referência.

Parâmetros:

Sensibilidade (verdadeiros positivos)

Especificidade (verdadeiros negativos)

Eficiência (verdadeiros positivos e verdadeiros negativos)

Sorologia Sensibilidade: resultados verdadeiros positivos (VP) obtidos no estudo de uma população de portadores de

Sorologia

Sensibilidade: resultados verdadeiros positivos (VP) obtidos no estudo de uma população de portadores de uma determinada doença.

SENSIBILIDADE

=

VP ÷ (FN + VP)

Especificidade: resultados verdadeiramente negativos (VN) obtidos em

uma população de indivíduos não doentes.

ESPECIFICIDADE

=

VN ÷ (FP + VN)

21/07/2015

Sorologia Eficiência: relação entre o somatório dos verdadeiros resultados positivos (VP) e verdadeiros resultados

Sorologia

Eficiência: relação entre o somatório dos verdadeiros resultados positivos (VP) e verdadeiros resultados negativos (VN) com a população estudada.

EFICIÊNCIA = (VP + VN) ÷ n

n = número total de pacientes estudados.

Obs.: Quanto mais próximo de 1 melhor será o teste.

VALORES PREDITIVOS  É a precisão de um teste que prevê uma condição médica. 

VALORES PREDITIVOS

É a precisão de um teste que prevê uma condição médica.

Se for positivo: qual a probabilidade deste indivíduo estar realmente

doente?

Se

realmente a doença?

for

negativo:

qual

a

probabilidade

deste

indivíduo

não

ter

estar realmente  doente? Se realmente a doença? for negativo : qual a probabilidade deste indivíduo

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VALORES PREDITIVOS  Valor Preditivo Positivo (VPP)  Probabilidade de doença quando o resultado do

VALORES PREDITIVOS

Valor Preditivo Positivo (VPP)

Probabilidade de doença quando o resultado do teste é positivo.

Frequência de pacientes doentes em todos os pacientes com resultados positivos.

VPP

=

VP ÷ (VP + FP)

VALORES PREDITIVOS  Valor Preditivo Negativo (VPN)  Probabilidade de não-doença quando o resultado do

VALORES PREDITIVOS

Valor Preditivo Negativo (VPN)

Probabilidade de não-doença quando o resultado do teste é negativo.

Frequência de pacientes não doentes em todos os pacientes com resultados negativos.

VPN =

VN ÷ (FN + VN)

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Sorologia  PREVALÊNCIA  Número de casos de uma doença numa determinada localidade em tempo

Sorologia

PREVALÊNCIA

Número de casos de uma doença numa determinada localidade em tempo determinado.

Prevalência sorológica: número de amostras reagentes para IgG para uma doença numa determinada localidade em tempo determinado.

Prevalência sorológica

=

(VP + FP) ÷ N

N = determinada localidade em tempo determinado.

Sorologia  Validade extrínseca de um teste - detecta a real situação da do teste

Sorologia

Validade extrínseca de um teste - detecta a real situação da

do teste

população em relação

utilizado.

a doença e o desempenho

Parâmetros:

Precisão

Exatidão ou Acurácia

Reprodutibilidade

21/07/2015

Sorologia • PRECISÃO: determina existir concordância dos resultados obtidos quando um mesmo teste é feito

Sorologia

PRECISÃO: determina existir concordância dos resultados obtidos quando

um mesmo teste é feito várias vezes. Mede o erro acidental do teste.

EXATIDÃO OU ACURÁCIA: capacidade do teste em fornecer resultados

muito próximos ao verdadeiro valor do que se está medindo. Detecta erro

sistemático.

Sorologia  REPRODUTIBILIDADE: obtenção de resultados iguais em testes realizados com a mesma amostra biológica

Sorologia

REPRODUTIBILIDADE: obtenção de resultados iguais em testes realizados com a mesma amostra biológica por diferentes técnicos em diferentes locais.

Reprodutibilidade intrateste: obtenção do mesmo resultado por ensaios realizados, ao mesmo tempo, em replicata do mesmo material.

Reprodutibilidade interteste: repetição de resultados da mesma amostra processada em dias diferentes pelo mesmo teste.

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Sorologia  Aplicações de testes diagnósticos  Escolha de um limiar de reatividade ou cut

Sorologia

Aplicações de testes diagnósticos

Escolha de um limiar de reatividade ou cut off - C.O. (região de corte do teste sorológico):

Valor acima do cut off são considerados positivos = indicam os doentes.

Valor abaixo do cut off são considerados negativos = indicam os não doentes.

Sorologia α – máxima sensibilidade β – máxima sensibilidade e especificidade γ – máxima especificidade

Sorologia

Sorologia α – máxima sensibilidade β – máxima sensibilidade e especificidade γ – máxima especificidade
α – máxima sensibilidade β – máxima sensibilidade e especificidade γ – máxima especificidade
α – máxima sensibilidade
β – máxima sensibilidade e
especificidade
γ – máxima especificidade

21/07/2015

Bibliografia  MORAES, SL & FERREIRA, AW. Diagnóstico laboratorial das principais doenças infecciosas e

Bibliografia

MORAES, SL & FERREIRA, AW. Diagnóstico laboratorial das principais doenças infecciosas e autoimunes. 3.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

VAZ,

AJ;

TAKEI,

K;

BUENO,

EC.

Imunoensaios.

Fundamentos

e

Aplicações. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.