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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS


DEPARTAMENTO DE DIREITO
DIREITO
DIR5106-01005

Nicolle Naira Sueiro


Nicolle.sueiro@gmail.com

Fichamento do livro Teoria das Formas de Governo

Florianópolis
19 de março de 2018
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UMA DISCUSSÃO CÉLEBRE

Nesse capitulo o autor utiliza como referencia a discussão referida por


Heródoto para exemplificar as três formas de governos existentes: monarquia
(governo de um), aristocracia (governo de poucos) e democracia (governo de poucos).
Os personagens Otanes (democrata), Megabises (aristocrata) e Dario (monarca)
defendem, cada um, seu ponto de vista baseado nos defeitos das outras duas formas
de governo. Em síntese, o autor usa o argumento de Aristóteles a respeito dessas
opiniões:

Monarquia +-

Aristocracia +-

Democracia +-

Fonte: BOBBIO, 1995

Com isso, percebe-se que todas as formas de governo podem ser a


melhor quando imaginadas utopicamente ou a pior quando corrompida. Por
exemplo: a democracia, para Otanes, deve ser imposta, já que a monarquia é uma
forma muito penosa e injusta, visto que o monarca pode fazer o que quiser sem
dever explicações a nenhuma instância. Portanto deve-se impor o “governo do povo”
o qual distribui cargos e funções através de sorteios. “Proponho, portanto,
rejeitarmos a monarquia elevando o povo ao poder: o grande número faz com que
tudo seja possível” (BOBBIO, 1995). Para Megabises, a massa inepta é obtusa,
prepotente e não tem sequer a possibilidade de saber o que faz. A aristocracia,
dessa forma, deveria ser imposta garantindo que o poder ficasse na mão daqueles
que podem tomar as melhores decisões. Já para Dario, da aristocracia surgem
facções e delitos fazendo com que a síntese seja a monarquia. Esse governo de
apenas um seria o melhor, pois o monarca governaria de modo irrepreensível.

O autor define os aspectos positivos e negativos desta forma:

Monarquia – bem Tirania – mal

Aristocracia – bem Oligarquia – mal

Democracia – bem Oclocracia – mal


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Conclui-se, portanto, que os governos debatidos nesse capitulo podem


ser analisados de forma positiva quando pensados de forma utópica, ou seja,
considerando que os homens no poder não se corromperão. Mas também podem
ser analisados de forma negativa considerando que os homens são ou ignorantes ou
maus por natureza. Contudo a melhor forma de governo é a monarquia sendo a
única forma capaz de assegurar a “estabilidade” do poder.
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REFERÊNCIAS

BOBBIO, Norberto. A teoria das formas de governo. UnB, Brasília, 1995, p.39-43.