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Roteiro de Projeto de Instalação Elétrica Residencial

1) Desenhar uma Planta Baixa que represente as características físicas do imóvel.


2) Quantização / Distribuição dos elementos elétricos, conforme a NBR 5410 e NBR 5444.
3) Divisão de circuitos.
4) Desenhar a representar Unificar dos circuitos.
5) Previsão de carga, planificação das informações de potências instaladas.

OBS.: Com a potência instalada, entramos na tabela da concessionária e definimos o padrão de entrada.

6) Cálculos: Condutor, eletroduto e proteções.


7) Levantar um alista de materiais

1. PROCEDIMENTOS DE CÁLCULO DA SEÇÃO DO CONDUTOR:


1.1. Método da Capacidade de Condução
a) Calcular corrente do circuito ( Ic):
𝑺 𝑷
 (𝑺𝒊𝒔𝒕𝒆𝒎𝒂 𝑴𝒐𝒏𝒐𝒇á𝒔𝒊𝒄𝒐 𝟏𝑭 + 𝟏𝑵) 𝑰𝑪 = ; 𝑰𝑪 =
𝒗× 𝒗×𝐜𝐨𝐬 𝛗×
𝑺 𝑷
 (𝑺𝒊𝒔𝒕𝒆𝒎𝒂 𝑩𝒊𝒇á𝒔𝒊𝒄𝒐 𝟐𝑭 + 𝟏𝑵) 𝑰𝑪 = ; 𝑰𝑪 =
𝑽× 𝑽×𝐜𝐨𝐬 𝛗×
𝑺 𝑷
 (𝑺𝒊𝒔𝒕𝒆𝒎𝒂 𝑻𝒓𝒊𝒇á𝒔𝒊𝒇𝒐 𝟑𝑭 + 𝟏𝑵) 𝑰𝑪 = ; 𝑰𝑪 =
𝟑×𝒗× 𝟑×𝒗×𝐜𝐨𝐬 𝛗×
𝑺 𝑷
 (𝑺𝒊𝒔𝒕𝒆𝒎𝒂 𝑻𝒓𝒊𝒇á𝒔𝒊𝒄𝒐 𝟑𝑭) 𝑰𝑪 = ; 𝑰𝑪 =
√𝟑×𝑽× √𝟑×𝑽×𝐜𝐨𝐬 𝛗×

Onde:
I C = Corrente de Circuito ou Projeto (A)
S = Potência Aparente (VA)
v = Tensão de Fase da Rede Elétrica (V)
V = Tensão de Fase a Fase (V)
 = Eficiência
Cos = Fator de Potência
P =Potência Ativa (W)

OBS: Adota-se o Fator de Potência para Equipamentos = 0,80 caso não identificado.

b) Calcular a corrente do projeto (I B ):


 Aplica-se os fatores de correções FCA (Fator de Correção por Agrupamento)
para eletrodutos com mais de um circuito e FCT (Fator de Correção por
Temperatura) para ambintes com temperatura diferente de 30 o C
𝐼𝑐
𝑰𝑩 =
𝐹𝐶𝐴 × 𝐹𝐶𝑇

IB = Corrente de Circuito ou Projeto (A)


IBC = Corrente de Circuito ou Projeto Corrigido (A)
FCA = Fator de Correção de Agrupamento – mais de 1 circuito no mesmo eletroduto
FCT = Fator de Correção por Temperatura – diferente de 30 oC

c) Definir quantidade de condutores carregadas:


 Considera-se as quantidades de condutores fase e neutro no circuito,
 2 para Monofásico e,
 3 para Trifásico.

d) Na Tabela 36 (NBR 5410/04):


 Entrar com a corrente I B na coluna B1 e encontrar a seção do condutor na
coluna 1 na linha correspondente.

OBS.: As correntes na tabela são chamadas de ICC (Corrente Máximo do Condutor) e ICC >= IB.

1.2. Método da Mínima seção


A norma NBR 5410/04 define a seção mínima para os tipos de circuitos, vide tabela 1:

Tabela 1 – Seção mínima do condutor

2. CÁLCULO DA SEÇÃO DO ELETRODUTO


 Escolher pelo menos 3 trechos de eletroduto considerados mais críticos(carregados).
 Calcular a Seção Total dos Condutores (Scond) no eletroduto somando as áreas totais externas
de cada condutor utilizando a tabela 2A:

𝑺𝒄𝒐𝒏𝒅 = 𝑛 × 𝑆𝑐𝑜𝑛𝑑1 + 𝑛 × 𝑆𝑐𝑜𝑛𝑑1 + ⋯ + 𝑛 × 𝑆𝑐𝑜𝑛𝑑𝑚


Onde: (n) é o numero de cabos do circuito e (m) é o numero de circuito no eletroduto.
 Com o valor Scond calculado, entrar na tabela 2B (ocupação máxima sde 40 % da área) e na
mesma linha na coluna ao lado se encontra o diâmetro do eletroduto em mm que atenderá a
quantidade de cabos dos circuitos que compõem a seção do eletroduto em questão.

Tabela 2 – a) Seção nominal do condutor, b) Elletroduto de PVC e, c) Eletroduto galvanizado.

3. CÁLCULO DO DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO


3.1. Proteção dos Circuitos no Quadro de Distribuição
 Utilizar a inequação acima para verificação do valor da proteção: IB <= IN <= IZ
 IB = Corrente do Projeto
 IN = Corrente Nominal do Dispositivo de Proteção
 IZ = Capacidade de Condução de Corrente no Condutor: IZ = ICC*FCA*FCT, onde ICC é a
corrente máxima do condutor na tabela 36 da NBR5410/04 e ICC >= IB .
 IZ >= IN , caso contrário deve-se escolher a seção do condutor o próximo valor maior na
tabela 36.
 IN >= IBC , caso contrário o dispositivo vai desarmar em condições normais dentro do limite
esperado.

3.2. Proteção Geral do Quadro de Distribuição


 Cálculo do disjuntor principal do quadro de distribuição:
o Cálculo de Demanda:
 1) Somatória das Potências de Iluminação: PIlum= VA *1 (W).
 2) Somatória das Potências de TUGs: PTUGs=VA *0.80 (W).

OBS.: - Adota-se Fator de Potência: tomadas = 0,80, lâmpadas incandescentes =1 e fluorescente = 0,85.
- Potência de Demanda é o valor da Potência consumida durante um período, para isto aplicam-se
os fatores de demandas pré-estabelecidos pelas concessionárias, distribuição = 0,92 ou 0,95
 Somatória das Potências de Iluminação e TUGs em Watts, multiplica-se pela Fator de
Demanda da Tabela 2. PD(Ilum+TUG) = (Pilum(W) + PTUGs(W))* FD(Ilum + TUGs)
 Somatória das Potências de TUEs: já estão em Watts, multiplica-se pelo Fator de
Demanda na Tabela 3. PD(TUE) = PTUEs* FD(TUE)
 Somatória das Potências de Demandas anteriores: PD = PD(Ilum+TUGs) + PD(TUEs).
 ID (Corrente de Demanda) = (PD / 0,92) / (220V), esta é a corrente do disjuntor Principal do
Quadro de distribuição, onde IN >= ID.

OBS: - Adota-se das concessionárias de energia o Fator de Potência de Distribuição é 0,92;


- Para cálculo do condutor do circuito alimentador utiliza-se a potência de demanda que gera a corrente
ID para os dois métodos de cálculo com FCA=1 e FCT =1;
- ID é calculado conforme o tipo de fornecimento (Monofásico, Bifásico e Trifásico).

 Entrar com este valor na tabela 36, coluna D, 2cc ou 3cc, e definir o condutor na coluna 1.

4. CÁLCULO DO CONDUTOR E DO ELETRODUTO DO QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO ATÉ O


QUADRO DO MEDIDOR
 Com a potencia de demanda calculada no ítem anterior, utilizamos os procedimentos dos itens 1,
2 e 3 para cálcular o condutor, proteção e o eletroduto.

5. CÁLCULO DA PROTEÇÃO DE ENTRADA DA RESIDÊNCIA


 Com o valor da potência instalada entramos na tabela da concessionária e levantamos os
valores da proteção, condutor e eletroduto que serão instaladas no circuito de entrada pela
concessionária.

Tabela 36 – Seção de condutores.

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