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Manual de Auditoria Fiscal – ICMS © - 1

MANUAL DE AUDITORIA FISCAL – ICMS ©


Autor: Adir Fagundes Cardoso

Distribuição: Portal Tributário Editora e Maph Editora

Atenção: esta obra é atualizável. Recomendamos baixá-la periodicamente em seu computador,


utilizando a mesma senha, no endereço www.portaltributario.com.br/downloads

Sumário: (clique no título para acessar o tema desejado)

Introdução
Atribuições da Auditoria Fiscal
Período de Abrangência do Trabalho de Auditoria Fiscal
Documentação Necessária para elaboração da Auditoria Fiscal
Dados da empresa Auditada
Documentos de Cadastro da empresa auditada
Papéis de Trabalho
Relatório

1. AUDITORIA – NOTAS FISCAIS DE ENTRADA

Cadastro do Fornecedor
Créditos de ICMS efetuados
Créditos de IPI efetuados
Escrituração de Nota Fiscal de Entradas de fornecedores , no livro Registro de Entradas

2. AUDITORIA - NOTAS FISCAIS DE SAÍDAS

Verificação da tributação do ICMS em operações internas


Verificação da tributação do ICMS em operações interestaduais
Tributação do IPI
Preenchimento da Nota Fiscal de Saída
Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)

3. LIVROS FISCAIS

Registro de Entradas
Registro de Saídas
Registro de Inventário
Livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências
Escrituração Fiscal Digital - EFD

4. FECHAMENTO MENSAL – CONTA GRÁFICA

ICMS – Apuração dos créditos do imposto


ICMS - Apuração do débito do imposto
ICMS - Apuração do Saldo
IPI - Apuração do crédito do imposto
IPI - Apuração do débito do imposto
IPI - Apuração do Saldo
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5. AUDITORIA OPERAÇÕES ESPECIAIS

Vendas a Ordem
Remessa de mercadoria para industrialização
Venda para Entrega Futura
Zona Franca de Manaus
Amostra Grátis
Armazém Geral
Consignação
Construção Civil
Demonstração
Depósito Fechado
Devolução
Doação
Drawback
Comodato
Mútuo
Exportação
Exposição ou feiras
Importação
Locação
Mostruário
Sucatas, Aparas e Ferro Velho
Transferência de Mercadoria
Transferência de Bens Ativo Fixo e Material de Consumo
Vasilhames, Recipientes e Embalagens
Vendas de Bens do Ativo Fixo

6. RELATÓRIO DE AUDITORIA – EMPRESAS EM GERAL


Operações de Entradas
Créditos de ICMS não aproveitados
Aquisições de material intermediário
Aquisições de bens do ativo imobilizado
Aquisição de energia elétrica
Créditos de ICMS e IPI não aproveitados
Aquisições de material intermediário
Aquisições de Comercial Atacadista
Escrituração de documentos Fiscais no Livro Registro de Entradas
Notas Fiscais não escrituradas
Escrituração das faturas de energia elétrica
Operações com Nota Fiscal de Saída
Destaque a menor do valor do ICMS na Nota Fiscal
Vendas para não-contribuintes
Vendas para uso usuário final
Destaque a maior do valor do ICMS na Nota Fiscal
Venda para industrialização
Valores incorretos
Destaque a maior do valor do IPI na Nota Fiscal
Destaque a menor do valor do IPI na Nota Fiscal
Preenchimento da nota fiscal de saída

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Classificação Fiscal incorreta


Classificação Fiscal não preenchida
Código Fiscal incorreto
Canhoto de recebimento
Campos da Nota Fiscal
Cancelamento de Nota Fiscal
Livros Fiscais
Livro de Registro de Inventário
Livro de Registro de Entradas
Livro de Registro de Saídas
Livros de apuração do ICMS e IPI

7. RELATÓRIO DE AUDITORIA – EMPRESA DE TRANSPORTE

Crédito presumido do ICMS


Cálculo do crédito presumido do ICMS, efetuado em desconformidade
Operações com prestações de serviços
Recolhimento e destaque do ISS indevido
Operações com entradas
Notas fiscais não escrituradas
Notas fiscais endereçadas a outras filiais, escrituradas na matriz
Ausência da efetiva data de entrada da mercadoria, no documento fiscal que acoberta
a operação
Arquivo das notas fiscais de entrada
Operações com saídas
ICMS não destacado no conhecimento de transporte
ICMS destacado indevidamente, em prestações isentas
Destaque indevido do ICMS em operação de serviço de transporte iniciado em outra
federação
Obrigações acessórias
Cancelamento de conhecimento de transporte
Emissão de conhecimento de transporte, sem o destaque do ICMS, sem a menção do
dispositivo legal da dispensa do imposto
Livros fiscais
Livros fiscais não apresentados
Livro Registro de Inventário
Livro Registro de Entradas
Livro Apuração do ICMS
Livro registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências
Arquivos magnéticos
Sintegra
Sintegra apresentado incompleto
Armazenagem
Operações de armazenagem
Obrigações acessórias referente à operação de armazenagem

8. RELATÓRIO DE AUDITORIA - EMPRESA DE VENDA DE MÁQUINAS E


EQUIPAMENTOS

Operações de entradas
Aquisição de material de uso e consumo com ICMS diferido

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Aquisição de crédito de ICMS


Nota Fiscal de transferência
Obrigações acessórias
Notas Fiscais não escrituradas
Escrituração de notas fiscais de aquisição de mercadoria, indicando erroneamente, no
livro registro de entradas, o nome do fornecedor.
Notas Fiscais escrituradas no livro fiscal com códigos de natureza de operação errados
Cadastro de fornecedores incompleto ou desatualizado
Ausência da base legal, para acobertar as notas fiscais de sua emissão, em que o imposto
não é destacado.
Notas Fiscais de prestação de serviços lançadas no livro de registro de entradas
Ausência do carimbo acoberta a real entrada da mercadoria no estabelecimento
Lançamentos dos conhecimentos de transporte no registro de entrada com o código de
valores fiscais incorretos.
Operações de saídas
Destaque a maior do Imposto
Devolução de mercadorias
Valorização das transferências remetidas
Exclusão dos acréscimos financeiros da base de cálculo
Operações com brinde
Obrigações acessórias
Nota Fiscal emitida sem conter o preenchimento de todos os campos exigidos pela atual
legislação
Ausência do canhoto assinado no ato do recebimento da mercadoria pelo cliente
Nota Fiscal de saída emitida com o campo referente à “situação tributaria” em desacordo
com o atual regulamento
Dados do destinatário
Cancelamento de nota fiscal
Impressão das notas fiscais vem quebrando seqüência dos formulários
Cartas de correção
Operações de prestação de serviço
Emissão de Notas Fiscais de prestação de serviço
Notas Fiscais não escrituradas

9. RELATÓRIO DE AUDITORIA - EMPRESA DE ARMAZÉNS GERAIS

ISS – Operações com Prestações de Serviços


Redução da base de cálculo do ISS - Imposto Sobre Serviços
ISS Sobre Serviços inexistentes na lista de Serviços
Receita com Energia Elétrica
Cancelamento de Notas Fiscais de Prestação de Serviços
Valor do ISS retido, por ocasião da contratação da Prestação de Serviços
Nota Fiscal de entrada de fornecedores para armazenagem, com o ICMS destacado
Cadastro de fornecedores incompleto ou desatualizado
Lançamento no livro fiscal da série da Nota Fiscal em desacordo com a Nota Fiscal
Ausência da efetiva data de entrada da mercadoria, no Documento Fiscal que acoberta a
operação
Notas Fiscais não escrituradas
ICMS – Operações com Saídas
Recolhimento em Duplicidade
Emissão de Notas Fiscais – Preenchimento Incompleto

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Notas Fiscais emitidas com o campo referente à “Situação Tributária” em desacordo


Canhoto de recebimento
Livros Fiscais
Livro Registro de Inventário
Autenticação dos Livros Fiscais
Livros encadernados sem a listagem de Códigos de Emitente
“Layout” do Livro Registro dos Serviços Prestados
Preenchimento incompleto do Livro Termo de Ocorrência
Outras Obrigações
Controle dos Estoques
Arquivos Magnéticos – Apresentações

10. RELATÓRIO DE AUDITORIA - INDÚSTRIA METALÚRGICA

Relatório especial de auditoria


Obrigações principais e acessórias
Imposto sobre serviços de qualquer natureza – ISSQN
IPI E ICMS
Entradas
Crédito de ICMS não efetuados sobre aquisições de produtos tributados antecipadamente
por Substituição Tributária
Crédito de ICMS não efetuados sobre aquisição de produtos, utilizados na atividade
principal da empresa
Crédito do IPI, sobre aquisições de insumos de comerciantes atacadistas não
contribuintes do IPI e optantes pelo Simples Federal
Aquisição de material destinado ao uso e consumo, com parte do ICMS diferido
Data de escrituração de algumas Notas Fiscais, no livro registro de entradas, divergente
da data de entrada da mercadoria no estabelecimento
Cadastro de fornecedores incompletos ou desatualizados
Escrituração no livro Registro de Entradas, de forma errônea
Saídas
Cancelamento de Notas Fiscais
Nota Fiscal emitida sem conter o preenchimento de todos os campos exigidos pela atual
legislação
ICMS recolhido a menor
Notas Fiscais emitidas com o campo referente à “Situação Tributária” em desacordo
ICMS recolhido a maior
Base de Cálculo do ICMS
Venda para Entrega Futura
Preenchimento em desconformidade
Livros Fiscais
Livro de Registro de Entradas
Livro de Registro de Saídas
Livro de apuração do ICMS
Contribuições Previdenciárias
Possibilidade de ações Judiciais

11. RELATÓRIO DE AUDITORIA - EMPRESA COMÉRCIO INTERNACIONAL LTDA.

Operações de entradas
Créditos de ICMS não aproveitados.

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Crédito de ICMS sobre bem do ativo imobilizado não aproveitado.


Credito de ICMS não aproveitado na entrada em demonstração.
Créditos de ICMS aproveitados indevidamente.
Aquisição de serviço de transportes.
Apropriação indevida do crédito integral do ICMS na aquisição de ativo imobilizado.
Importações.
Base de cálculo do ICMS na importação.
Escrituração de documentos fiscais no livro registro de entradas.
Lançamentos com valores das notas fiscais, no registro de entrada, incorretos.
Notas fiscais não escrituradas.
Outras obrigações acessórias.
Ausência da efetiva data de entrada da mercadoria, no documento fiscal que acoberta a
operação.
Arquivo das notas fiscais de entrada.
Cadastro de fornecedores incompleto ou desatualizado.
Operações de saídas
Recolhimento do ICMS a menor.
Acréscimos financeiros.
Exclusão dos acréscimos financeiros da base de cálculo.
Preenchimento da nota fiscal de saída.
Classificação Fiscal incorreta.
Base legal para acobertar as notas fiscais de sua emissão.
Cancelamento de nota fiscal.
Nota fiscal emitida sem conter o preenchimento de todos os campos exigidos pela
legislação.
Dados do destinatário.
Apuração do IPI
Recolhimento do IPI.
Recolhimento em desconformidade com o valor do IPI.
Declarações
Sintegra
Diferenças entre o livro registro de entrada com o Sintegra.

INTRODUÇÃO

Nesta obra é apresentada a base prática de auditoria fiscal na área de ICMS, IPI e ISS,
incluindo exemplos de relatórios, de acordo com a legislação fiscal vigente.

As obrigações tributárias, sejam elas de natureza principal ou acessória, são singulares,


autônomas. Decorrem de fatos distintos, independentes. A obrigação principal, que tem como
objeto o pagamento de tributo, somente pode surgir com a ocorrência do fato gerador
minuciosamente descrito em hipótese de incidência prevista em lei. A acessória tem por objeto
prestações outras que não o recolhimento de tributo, e nasce da legislação tributária.

Em se tratando de obrigação principal, sabe-se que dentre os tributos brasileiros há aqueles


classificados como não-cumulativos. Nesses o contribuinte não precisa recolher na íntegra o
tributo devido em razão da operação por ele praticada, pois tem direito ao abatimento do
chamado “crédito fiscal”, que é a importância paga por ocasião das operações anteriores. É o
que dispõe a Constituição da República em seus artigos 153 §3º, II, e 155, §2º, I, que tratam
respectivamente do IPI e do ICMS.

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A auditoria fiscal na área fiscal (ICMS, IPI e ISS) é vital para a saúde financeira da empresa,
pois em virtude de inúmeras normas impostas pelo fisco (federal, estadual, municipal), o
contribuinte pode estar sendo onerado, em razão de procedimentos adotados pela pessoa
responsável pela elaboração de tais tarefas.

ATRIBUIÇÕES DA AUDITORIA FISCAL

A auditoria fiscal de ICMS, IPI e ISS têm por objetivo as seguintes atribuições:

- Evidenciar os procedimentos fiscais, adotados pela empresa industrial, comercial e


prestadores de serviço, com o intuído de avaliar se estão em conformidades com a legislação
fiscal em vigor.
- Verificar, as operações existentes nos estabelecimentos, se estão em conformidade com
as documentações pertinentes a cada caso, conforme determina a legislação fiscal, no que
concerne a obrigações acessórias.
- Verificar, se podem ser obtidas vantagens fiscais, referentes as ações ou omissões
praticadas pela empresa, nas suas operações cotidianas.

PERÍODO DE ABRANGÊNCIA DO TRABALHO DE AUDITORIA FISCAL

Para se ter uma boa amostragem nos trabalhos de auditoria fiscal de ICMS, IPI e ISS, devemos
primeiramente observar o ano base que devemos efetuar a verificação, depois então devemos
trabalhar com base nos últimos três meses de apuração fechado e, conforme a operação e/ou
prestação, retroage, aumentando o período auditado do caso concreto, com a finalidade de tornar
mais confiável a ocorrência evidenciada.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA PARA ELABORAÇÃO DA AUDITORIA FISCAL

Para efetuar o trabalho de elaboração da auditoria fiscal, obrigatoriamente faz-se necessário ter
em mãos documentos que dão suporte ao bom andamento do trabalho desenvolvido, antes de
iniciar a auditoria, devemos solicitar os seguintes documentos, conforme o caso:

1) Notas Fiscais de Entradas de Fornecedores

1.1) Aquisição de Insumos


1.2) Aquisição de Material Intermediário
1.3) Aquisição Material de Uso e Consumo
1.4) Aquisição de Bens do Ativo Imobilizado
1.5) Aquisição de Material para Revenda
1.6) Entradas em Devolução
1.7) Fatura de Energia Elétrica
1.8) Fatura de Telecomunicações
1.9) Conhecimentos de Transportes Rodoviários e Aéreos
1.10) Entradas para Conserto
1.11) Entradas em Demonstração
1.12) Entradas em Consignação
1.13) Entradas Amostra Grátis
1.14) Outras Entradas

2) Notas Fiscais de Entradas Emitidas pela empresa.

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3) Notas Fiscais de saídas

3.1) Notas Fiscais de Venda (produção, revenda)


3.2) Notas Fiscais de Venda Ambulante
3.3) Notas Fiscais de Transferência
3.4) Notas fiscais de venda de bens do Ativo Imobilizado
3.5) Notas Fiscais de Remessa para Conserto
3.6) Notas Fiscais de Remessa em Demonstração
3.7) Notas Fiscais de Remessa em Consignação
3.8) Notas Fiscais de Venda de Mercadoria para Exportação
3.9) Notas Fiscais de Devolução
3.10) Notas Fiscais de Outras Saídas
3.11) Notas Fiscais de Prestação de Serviços

4) Livros Fiscais

4.1) Livro Registro de Entradas


4.2) Livro Registro de Saídas
4.3) Livro Registro de Apuração do ICMS
4.4) Livro Registro de Apuração do IPI
4.5) Livro Registro de Inventário
4.6) Livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências.
4.7) Livro Registro Serviços Prestados

5) Guias de ICMS

5.1) Guia de Informação e Apuração do ICMS – GIA/ICMS


5.2) Guia de Informação das Operações e Prestações Interestaduais - GI
5.3) DFC – declaração Fisco-Contábil
5.4) GUIA Nacional de Informação e Apuração do ICMS substituição tributária - GIA-
ST
5.5) Guias de Recolhimento do ICMS – GR-PR.
5.6) Guias de Recolhimento do ISS

DADOS DA EMPRESA AUDITADA

Primeiramente, temos que coletar os dados inerentes à empresa que será auditada.

1) Qualificação societária e fiscal da empresa

1.1) Razão Social


1.2) Endereço
1.3) Atividade Principal
1.4) Inscrição Estadual
1.5) CNPJ

2) A empresa possui demais filiais, se afirmativa, mencionar os dados elencados acima das
referidas filiais.

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3) Qualificação fiscal dos estabelecimentos especificados, em fase do IPI, ICMS e ISS


(estabelecimento industrial, estabelecimento equiparado a industria, estabelecimento
comercial atacadista, estabelecimento comercial varejista, prestador de serviços).

DOCUMENTOS DE CADASTRO DA EMPRESA AUDITADA

Inicialmente, para efetuar o cadastro da empresa auditada, devemos ter em nossa pasta de
trabalho os seguintes documentos fiscais, que serão fornecidos pelo cliente objeto do trabalho.

1) Cartão CPJ
2) Cartão comprovante da Inscrição Estadual
3) Comprovante da Inscrição Municipal
4) Certidão Negativa Federal
5) Certidão Negativa Estadual
6) Certidão Negativa Municipal

PAPÉIS DE TRABALHO

O Auditor deverá deixar evidenciado em papéis de trabalho as análises efetuadas, observando o


seguinte:

 cada profissional tem uma forma diferente de demonstrar os testes efetuados;


 com relação a documentação, o auditor poderá somente anotar no papel de trabalho os
itens não observados pela empresa;
 tirar fotocópias de documentos que podem ser alterados ou preenchidos posteriormente;
 de preferência fotocopiar os documentos com incorreções;

Em geral, é importante que o Auditor faça fotocópia dos documentos que contêm incorreções
para constarem no seu arquivo e serem utilizadas como prova em contestações por parte do
cliente;

Separar a documentação por seções, conforme o assunto.

RELATÓRIO

O trabalho do Auditor se resume no relatório, portanto deve levantar com clareza todos os dados
que vão fazer parte do relatório de auditoria.

Antes do término dos trabalhos, o Auditor deverá apresentar e discutir os pontos levantados com
o responsável pelo Setor Fiscal, caso permaneça alguma dúvida pode-se retornar às análises.
Essa discussão evita muitas vezes de refazer o relatório ou chegar alguma informação incorreta
à Diretoria da empresa, um excelente relatório pode ser ofuscado por um ponto mal colocado ou
redigido.

Para o bom andamento do trabalho, o relatório pode ser iniciado e desenvolvido no cliente, e
concluído no escritório, para isso, os Modelos de Relatórios de Auditoria constantes desta obra
irão facilitar o desempenho do auditor.

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1. AUDITORIA – NOTAS FISCAIS DE ENTRADAS

1.1 CADASTRO DO FORNECEDOR

Selecionar algumas notas fiscais do fornecedor (empresas menos conhecidas que podem
levantar suspeitas) e, através do site www.sintegra.gov.br consultar, se a empresa esta cadastrada
normalmente do ICMS e, se todos os seus dados estão de acordo com o mencionado na nota
fiscal.

1.2 CRÉDITOS DE ICMS EFETUADOS

a) Está sendo aproveitado o crédito do ICMS destacado nas notas fiscais referente à compra
de matérias-primas destinadas para industrialização, em que as saídas sejam tributadas pelo
ICMS.

b1) Primeiramente deve ser verificado o cálculo do ICMS destacado nos documentos fiscais
de entrada, para certificar se está correto. Se o valor do ICMS destacado vier acima
do
permitido, o crédito deve ser efetuado pelo valor correto. Igualmente se o valor vier
a
menor, deve ser solicitada ao fornecedor uma nota fiscal complementar do ICMS.

b) Verificar se, nas operações internas, quando a mercadoria gerar direito ao crédito do
ICMS, se a mercadoria adquirida tem redução da base de cálculo e se o fornecedor reduziu a
base de cálculo.

A redução da base de cálculo nas aquisições dentro do Estado existe em quase todos os Estados,
com o objetivo de incentivar a aquisição de mercadorias da indústria do próprio Estado.

Mesmo que o fornecedor destaque a maior o valor do ICMS, será devido para crédito apenas o
valor do ICMS calculado na base reduzida. Recomendar carta de correção do fornecedor e o
estorno do respectivo crédito a maior.

Exemplo:

Compra de mercadoria no mesmo Estado (operação interna)

Valor da mercadoria 1.000,00


Redução da base de cálculo para 66,66% 666,66
Valor do ICMS – alíquota – 18% 120,00

Se constar na nota fiscal o crédito de R$ 180,00 (1.000,00 x 18%), a adquirente poderá se


creditar apenas de R$ 120,00 e proceder ao recomendado acima.

c) Verificar se, quando a mercadoria gerar direito ao crédito do ICMS, o valor do IPI, não
fez parte da base de cálculo do ICMS.

Caso o ICMS tenha sido calculado com a inclusão do IPI na base, o valor a ser creditado será
apenas o valor do ICMS calculado sobre a base da nota fiscal, menos o IPI.

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d) Verificar se, nas operações internas, quando a mercadoria destina-se a material de uso e
consumo, ou ativo imobilizado, se o fornecedor não reduziu a base de cálculo, para o
percentual, que resulte em uma carga tributária a alíquota de 12%, se o fornecedor efetuou,
instruir o setor comercial da empresa, para que no momento da confecção do pedido, seja,
informado a destinação correta que será dada ao produto (uso final) ao fornecedor, para que
este efetue a correta tributação do ICMS.

Quando a mercadoria for destinada a material de consumo e/ou ativo imobilizado, a tributação
é normal, não há redução.

e) Crédito de ICMS sobre Insumos

A empresa vem efetuando o crédito do ICMS pago e destacado nas notas fiscais de aquisição de
Insumos, utilizado na fabricação do produto final.

A nota fiscal vem sendo escriturada no Livro Registro de Entradas com CFOP correto – 1.101 –
Aquisição dentro do estado e 2.101 – Aquisição Fora do estado.

f) Crédito de ICMS sobre Material Intermediário

Pontos de Auditoria Relacionados 1.1.1, 1.2.1, 1.2.2 e 2.2.1

A empresa vem efetuando o crédito do ICMS pago e destacado nas notas fiscais de aquisição de
Produto Intermediário, ou seja, produto que mesmo não fazendo parte do produto final, se
desgasta, no processo produtivo, na fabricação do produto final.

A nota fiscal vem sendo escriturada no Livro Registro de Entradas com CFOP correto – 1.101 –
Aquisição dentro do estado e 2.101 – Aquisição Fora do estado.

g) Crédito de ICMS sobre Material de Embalagem

A empresa vem efetuando o crédito do ICMS pago e destacado nas notas fiscais de aquisição de
Embalagem, utilizado no produto final.

A nota fiscal vem sendo escriturada no Livro Registro de Entradas com CFOP correto –

1.101 – Aquisição dentro do estado e 2.101 – Aquisição Fora do estado.

h) Crédito de ICMS sobre Material para Revenda

A empresa vem efetuando o crédito do ICMS pago e destacado nas notas fiscais de aquisição de
produto para Revenda.

A nota fiscal vem sendo escriturada no Livro Registro de Entradas com CFOP correto – 1.102 –
Aquisição dentro do estado e 2.102 – Aquisição Fora do estado.

h) Crédito de ICMS sobre as faturas de Energia Elétrica

Pontos de Auditoria relacionados: G – 1.1.3, 1.3.2, T- 3.1; AG 1.3 e 2.5; CI 1.4.2

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1. Vem sendo efetuado, o valor do ICMS, pago e destacado nas faturas de energia elétrica,
efetivamente utilizado no processo produtivo, Pois o artigo 24, § 8.º, do RICMS/PR, prevê
somente da direito ao crédito do ICMS, a energia elétrica utilizada no processo de
industrialização, ou quando for seu consumo resultar em operações para o exterior.

2. Para comprovar o efetivo consumo, deve ser verificado se a empresa possui Laudo
Técnico, efetuado por profissional qualificado, para comprovar o efetivo consumo na
industrialização.

3. A Fatura vem sendo escriturada no Livro Registro de Entradas com CFOP correto –
1.252 – Aquisição dentro do estado por Estabelecimento Industrial - 1. 253 – Aquisição
dentro do estado por estabelecimento Comercial e 2.252 – Aquisição dentro do estado por
Estabelecimento Industrial - 2. 253 – Aquisição fora do estado por estabelecimento
Comercial

j) Telecomunicações

Pontos de Auditoria relacionados: G 1.31 AG 2.5; CI 1.4.2

1. Vem sendo efetuado, o valor do ICMS, pago e destacado nas faturas de


Telecomunicações, efetivamente utilizado nos produtos exportados, Pois o artigo 24, §
9.º, do RICMS/PR, prevê somente da direito ao crédito do ICMS, a telecomunicação,
resultar em operações para o exterior.

2. Verificar se tem controle comprovando tal crédito de ICMS.

3. A Fatura vem sendo escriturada no Livro Registro de Entradas com CFOP correto –
1.302 – Aquisição dentro do estado por Estabelecimento Industrial - 1.303 – Aquisição
dentro do estado por estabelecimento Comercial e 2.302 – Aquisição dentro do estado por
Estabelecimento Industrial - 2.303 – Aquisição fora do estado por estabelecimento
Comercial

k) Serviço de transporte

Pontos de Auditoria relacionados: empresa de transporte

1. Verificar se vem sendo creditado o valor do ICMS pago e destacado nos conhecimentos
de transporte rodoviário de transporte, quando, sobre a mercadoria transportada gerar crédito
do ICMS.

2. Obs. Para se ter o direito ao crédito do ICMS sobre o transporte, basicamente devemos
atentar para dois itens, que cumulativamente devem ser atendidos:

a) A empresa ser a tomadora do serviço, ou seja, contratar e pagar o serviço de


transporte.
b) Se o serviço de transporte acobertar uma entrada, se a mercadoria gerou direito ao
crédito do ICMS, o transporte também, ou seja, segue o mesmo tratamento.
Se o serviço de transporte acobertou uma saída, se a mercadoria for tributada, o
ICMS sobre o serviço de transporte, gera crédito para o contribuinte.

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3. O conhecimento de Transporte vem sendo escriturada no Livro Registro de Entradas com


CFOP correto 1.352 – Aquisição dentro do estado por Estabelecimento Industrial - 1.353 –
Aquisição dentro do estado por estabelecimento Comercial e 2.352 – Aquisição dentro do
estado por Estabelecimento Industrial - 2.353 – Aquisição fora do estado por
estabelecimento Comercial.

l) Bens do ativo Imobilizado

Pontos de Auditoria relacionados 1.1.8 , 1.1.1 e 1.2.2

 A empresa vem efetuando o crédito do ICMS pago e destacado nas notas fiscais de
aquisição de bens do ativo imobilizado, utilizado na atividade afim da empresa.

 Verificar se a empresa esta efetuando o crédito do ICMS em 48 vezes, conforme


determina o artigo 24, § 4.º, inciso “a”, do RICMS/PR, devendo a primeira parcela ser
apropriada no mês em que ocorrer a entrada no estabelecimento.

Exemplificamos:

Valor da Nota fiscal - 10.000,00


Valor do ICMS destacado – 1.800,00
Valor do Crédito a ser efetuado por Mês – 37,50

 Verificar se a empresa vem efetuando o lançamento das notas fiscais de aquisição do


Imobilizado no formulário denominado CIAP – Controle de Crédito de ICMS do Ativo
Permanente.
 A nota fiscal vem sendo escriturada no Livro Registro de Entradas com CFOP correto –
1.551 – Aquisição dentro do estado e 2.551 – Aquisição Fora do estado.
 Proibição do aproveitamento de crédito do ICMS destacado na nota fiscal de entrada,
referente à aquisição de bens do Ativo Imobilizado, utilizadas na produção de mercadorias
saídas com isenção, não-incidência, diferimento ou suspensão do ICMS, fato esse já sabido
na ocasião do registro no Livro de Entrada de Mercadorias/Produtos.

m) Atentar para o detalhe, de que não gera direito ao crédito do ICMS, as entradas do
ativo imobilizado, sejam utilizadas na produção de mercadorias saídas com isenção ou não-
incidência.
 Anulação, mediante estorno na escrita fiscal, do ICMS referente aos créditos de bens do
Ativo Imobilizado, proporcional ao faturamento das mercadorias ou produtos saídos com
isenção, não-incidência, diferimento ou suspensão do ICMS. Sendo que era imprevisível
essa circunstância na data da entrada dos bens.
 Está sendo lançado o ICMS correspondente à diferença entre a alíquota interna e a
interestadual, na entrada de bem do Ativo Imobilizado proveniente de outro Estado? Nota:
no Paraná NÃO existe a obrigatoriedade do recolhimento do diferencial de alíquota.

Pontos de Auditoria relacionados: IM 4.1 e 4.7

n) Verificar se vem creditado o valor do ICMS sobre produtos utilizados no processo


produtivo, e que foram recolhidos antecipadamente por substituição tributária, verificar se o
valor creditado é o valor informado no corpo da nota fiscal e, se não estiver esse valor
informado, observar, se vem sendo utilizado o valor resultante da aplicação da alíquota
interna sobre o total da nota fiscal.

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Pontos de Auditoria relacionados: IM 4.1 e 4.7

A nota fiscal vem sendo escriturada no Livro Registro de Entradas com CFOP correto – 1.401 –
Aquisição dentro do estado e 2.401 – Aquisição Fora do estado.

o) Crédito Presumido sobre chapas de aço

Verificar se vem sendo efetuado o crédito presumido do ICMS, sobre as aquisições de chapa de
aço, conforme prevê o Regulamento do ICMS em vigor.

p) Crédito do ICMS relativos a isenção, não incidência, diferimento, suspensão

Está sendo aproveitado o crédito do ICMS destacado na nota fiscal referente à compra de
matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem empregados na
industrialização de mercadorias cujas saídas:

- sejam isentas do ICMS, mas a lei outorgou a manutenção do crédito;


- não tenham incidência do ICMS, mas a lei autorizou o crédito;

r) Documentos hábeis

Verificar se o crédito do ICMS está sendo efetuado, mediante documento fiscal legítimo.

- É proibido o aproveitamento do crédito do ICMS, destacado na nota fiscal de entrada, de


matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem aplicados na fabricação
de produtos saídos com isenção do ICMS.

- É anulado, mediante estorno na escrita fiscal, o crédito do ICMS inerentes às


mercadorias e produtos adquiridos e que posteriormente sairão com isenção ou não-
incidência do ICMS.

- É observada a proibição legal, para o aproveitamento do crédito do ICMS, destacados


nas notas fiscais referentes às aquisições de material de uso ou consumo próprio? ( Existe
norma na empresa determinando quais são os materiais de uso ou consumo próprio – que
não dão direito ao crédito do ICMS, e os insumos que dão direito ao crédito do ICMS).

1.3 CRÉDITOS DE IPI EFETUADOS

Pontos de Auditoria Relacionados: G – 2.3 e 2.4

1.3.1 Credito de ICMS sobre Insumos

A empresa vem efetuando o crédito do IPI pago e destacado nas notas fiscais de aquisição de
Insumos, utilizado na fabricação do produto final.

A nota fiscal vem sendo escriturada no Livro Registro de Entradas com CFOP correto – 1.101 –
Aquisição dentro do estado e 2.101 – Aquisição Fora do estado.

1.3.2 Crédito de IPI sobre Material Intermediário

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Pontos de Auditoria Relacionados: G 1.2.1 e 1.2.2

A empresa vem efetuando o crédito do ICMS pago e destacado nas notas fiscais de aquisição de
Produto Intermediário, ou seja, produto que mesmo não fazendo parte do produto final, se
desgasta, no processo produtivo, na fabricação do produto final.

A nota fiscal vem sendo escriturada no Livro Registro de Entradas com CFOP correto – 1.101 –
Aquisição dentro do estado e 2.101 – Aquisição Fora do estado.

1.3.3 Credito de IPI sobre Material de Embalagem

A empresa vem efetuando o crédito do ICMS pago e destacado nas notas fiscais de aquisição de
Embalagem, utilizado no produto final.

A nota fiscal vem sendo escriturada no Livro Registro de Entradas com CFOP correto – 1.101 –
Aquisição dentro do estado e 2.101 – Aquisição Fora do estado.

1.3.4 Crédito do IPI sobre aquisição de MP, MI, ME, adquiridos de Comercial Atacadista.

Verificar se vem sendo aproveitado o crédito do IPI, sobre 50% do valor do documento fiscal,
nas aquisições de insumos utilizados no processo produtivo, adquiridos de empresa comercial
atacadista não contribuinte do IPI.

Pontos de Auditoria Relacionados: G 1.2.2 e IM 4.3.

Observar o produto, e encontrar na TIPI a classificação fiscal NCM/SH - se esta correta, bem
como a alíquota do IPI, se foi utilizada correta.

1.4 ESCRITURAÇÃO DA NOTA FISCAL NO LIVRO REGISTRO DE ENTRADAS


Pontos de Auditoria relacionados G - 1.3.1, 1.3.2 ; T – 3.1; 3.3 e 3.4; ME 1 , 1.4.2, IM 4.5 e 4.7;
CI 1.4.1, 1.4.2, 1.5.1, 1.5.2

1.4.1 Escrituração de Nota Fiscal de Entradas de fornecedores, no livro Registro de Entradas.

1.4.2 O nome da empresa vem sendo mencionado correto na nota fiscal do fornecedor?

1.4.3 O endereço da empresa (rua, av., número, cidade, estado) vem sendo mencionado correto
na nota fiscal do fornecedor?

1.4.4 O número do CNPJ vem sendo mencionado correto na nota fiscal do fornecedor?

1.4.5 O número da Inscrição Estadual vem sendo mencionado correto na nota fiscal do
fornecedor?

1.4.6 Verificar se todas as notas fiscais estão sendo escrituradas no Livro Registro de Entradas
(material de Uso e Consumo, Energia Elétrica, Telecomunicações, etc.). Pois todos os
documentos de competência do fisco Estadual (ICMS), devem obrigatoriamente ser escrituradas
no Livro Registro de Entradas.

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1.4.7 Verificar se as notas fiscais de Prestação de serviço estão sendo escrituradas no Livro
registro de Entradas, pois, não devem ser escrituradas, pois são documentos de competência
do fisco municipal, portanto, estranhos à legislação estadual.

1.4.8 Os valores constantes nas notas fiscais, quando alterados para maior, vêm sendo emitidos
nota fiscal complementar.

1.4.9 Os valores constantes nas notas fiscais, quando alterados para menor, vem sendo emitido
carta de correção para alterá-lo.

1.4.10 Os dados formais (como por exemplo, unidade de medida, telefone, etc.) constantes na
nota fiscal do fornecedor, quando estão incorretos, vem sendo emitida carta de correção para
corrigi-la.

1.4.11 Verificar se todas as notas de entrada de mercadoria do fornecedor contêm carimbo, ou


outro meio, que evidencia a data efetiva da entrada da mercadoria no estabelecimento, para
efeito de escrituração no livro registro de Entradas.

1.4.12 Observar se a data de entrada constante na nota fiscal de entrada do fornecedor, é a


mesma data de escrituração no livro Registro de Entradas.

1.4.13 Material de uso e consumo - vem sendo escriturado com código fiscal 1.556, nas
aquisições de dentro do estado e 2.556 nas aquisições de fora do estado?

1.4.14 Retorno de mercadoria enviada para conserto - vem sendo escriturada com o código
fiscal 1.916 dentro do estado e 2.916 fora do estado?

1.4.15 Entradas de mercadoria recebidas para conserto - vem sendo escriturada com o código
fiscal 1.915 dentro do estado e 2.915 fora do estado?

1.4.16 Aquisições de serviço de transporte rodoviário (frete), os Conhecimentos de Transporte


Rodoviário de Cargas - vem sendo escriturado com o código 1.352 e 2.352, dentro e fora do
estado, respectivamente, quando o tomador do serviço for estabelecimento industrial e, 1.351 e
2.351, dentro e fora do estado respectivamente, quando o tomador do serviço for
estabelecimento comercial.

1.4.17 As aquisições de serviço de transporte rodoviário (frete), os conhecimentos de


Transporte Rodoviário de Cargas, que tenham sido iniciados em unidade da Federação diversa
daquela onde o prestador está inscrito como contribuinte, vem sendo escriturado com o código
fiscal 1.932 e 2.932, dentro e fora do estado, respectivamente.

Obs. Quando o serviço de transporte for efetuado por transportadora não inscrita no Estado de
origem do frete, obrigatoriamente será necessário o recolhimento do ICMS antecipado, para o
estado onde iniciou o serviço, através de GNRE.

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2. AUDITORIA – NOTAS FISCAIS DE SAÍDAS

2.1 VERIFICAÇÃO DA TRIBUTAÇÃO DO ICMS EM OPERAÇÕES INTERNAS


G 2.1.1, 2.1.2, 2.21. 2.4; T 4.1, 4.2; AG 3.1; CI 2.1.1. e 2.2.1

2.1.1 Nas vendas para não-contribuintes do ICMS, vem sendo incluída o valor do IPI, na base de
cálculo do ICMS e, vem sendo emitida com o correto CFOP, ou seja, 6.107.

2.1.2 Vem sendo utilizada a alíquota correta do ICMS, conforme o produto comercializado, com
base no artigo 15, do RICMS/PR.

2.1.3 Venda para contribuintes do ICMS, quando a operação destina-se a consumo final, vem
sendo embutido o valor do IPI, na base de cálculo do ICMS e, vem sendo emitida com o correto
CFOP.

2.1.4 Vem sendo utilizada a redução da base de cálculo do ICMS, conforme o artigo 87-A, do
RICMS/PR, em um percentual, que resulte uma tributação final a alíquota de 12%, nos casos de
venda para comercialização e/ou industrialização.

2.1.5 Vem sendo utilizada a alíquota interna do produto, quando o fornecedor utilizará o produto
como material de uso e consumo.

2.1.6 O valor do FRETE, quando cobrado na nota fiscal vem sendo incluído na base de cálculo
do ICMS.

2.1.7 O valor do SEGURO, quando cobrado na nota fiscal vem sendo incluído na base de
cálculo do ICMS.

2.1.8 O valor das DESPESAS ACESSÓRIAS, quando cobrado na nota fiscal vem sendo
incluído na base de cálculo do ICMS.

2.2 VERIFICAÇÃO DA TRIBUTAÇÃO DO ICMS EM OPERAÇÕES INTERESTADUAIS


G 2.1.2, 2.5.3; T 4.3; ME 2.1; CI 2.1.1 e 2.1.2

2.2.1 Venda para não contribuinte do ICMS, vem sendo utilizada à alíquota correta (interna) e,
vem sendo emitida com o correto CFOP.

2.2.2 Venda para os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro,
Minas Gerais, para contribuintes do ICMS, vem sendo emitida com alíquota de 12%.

2.2.3 Venda para os demais estados, para contribuintes do ICMS, vem sendo emitida com
alíquota de 7%.

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2.2.4 Venda para não contribuinte do ICMS, vem sendo incluída o valor do IPI, na base de
cálculo do ICMS e, vem sendo emitida com o correto CFOP, ou seja, 6.107.

2.2.5 Venda para contribuintes do ICMS, quando a operação destina-se a industrialização e/ou
comercialização, não vem sendo embutido o valor do IPI, na base de cálculo do ICMS.

2.2.6 O valor do FRETE, quando cobrado na nota fiscal vem sendo incluído na base de cálculo
do ICMS.

2.2.7 O valor do SEGURO, quando cobrado na nota fiscal vem sendo incluído na base de
cálculo do ICMS.

2.2.8 O valor das DESPESAS ACESSÓRIAS, quando cobrado na nota fiscal vem sendo incluído
na base de cálculo do ICMS.

2.3 TRIBUTAÇÃO DO IPI

2.3.1 Verificação da Classificação Fiscal – NCM/SH:

a) Se está correto a descrição da mercadoria com a NCM/SH, constante na TIPI.


b) Se está correto a tributação (alíquota) do IPI, conforme a TIPI.

2.3.2 O valor do FRETE, quando cobrado na nota fiscal vem sendo incluído na base de cálculo
do IPI.

2.3.3 O valor do FRETE, quando o transporte for realizado ou cobrado por firma coligada,
controlada ou controladora vem sendo incluído na base de cálculo do IPI.

2.3.4 O valor do SEGURO, quando cobrado na nota fiscal vem sendo incluído na base de
cálculo do IPI.

2.3.5 O valor das DESPESAS ACESSÓRIAS, quando cobrado na nota fiscal vem sendo
incluído na base de cálculo do IPI.

2.4 PREENCHIMENTO DA NOTA FISCAL DE SAÍDA

Pontos de Auditoria relacionados: G- 2.2.1, 2.22, 2.3, 2.4, 2.5; T – 4.1.1, 4.2, 4.3, ME 2.3, 2.4,
2.5, 2.6; AG – 3.2, 3.3, 3.4. IM – 4.8; 4.9, 4.11, 4.15; CI – 2.3.1, 2.3.2, 2.3.3, 2.3.4, 2.35

2.4.1 O auditor deverá selecionar algumas notas fiscais de Saída e, através do site
www.sintegra.gov.br consultar, se o destinatário das mercadorias esta cadastrado normalmente
do ICMS e, se todos os seus dados estão de acordo com o mencionado na nota fiscal.

2.4.2 Vem sendo arquivado o canhoto de recebimento da nota fiscal de saída, devidamente
datado e assinado pelo cliente.

Obs. Esse item, além de ser uma obrigação acessória prevista do Regulamento do ICMS, alerte-
se para o fato de servir, também, para que em uma eventual demanda judicial, a empresa
comprove que efetivamente entregou a mercadoria ao cliente.

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2.4.3 Vem sendo preenchido o campo referente a “Data da saída” e “Hora da saída”, constante
na nota fiscal de saída.

2.4.3 Vêm sendo preenchidos todos os dados do destinatário, na nota fiscal de saída:

a) Razão Social
b) Endereço
c) CNPJ
d) Inscrição Estadual

2.4.4 Vem sendo preenchida a descrição do produto, constante na nota fiscal de saída.

2.4.5 Vem sendo preenchido a NCM/SH, constante na nota fiscal de saída.

2.4.6 Vem sendo preenchido o campo referente ao código da situação tributária, constante na
nota fiscal de saída.

2.4.7 Vêm sendo preenchidos os seguintes campos da nota fiscal de saída:

- Unidade
- Quantidade
- Valor Unitário
- Valor Total
- Alíquota do ICMS
- Alíquota do IPI
- Valor do IPI

2.4.8 Quando na nota fiscal de saída não houver o destaque do valor do ICMS, vem sendo
mencionado a justificativa legal, da dispensa do pagamento do ICMS, previsto no Regulamento.

2.4.9 Quando a nota fiscal é cancelada, vêm sendo arquivadas todas as vias, bem como vem
sendo mencionado o motivo do cancelamento e, o número do novo documento fiscal emitido.

2.5 NOTA FISCAL ELETRÔNICA (NF-e)

Verificar a obrigatoriedade de emissão da NF-e, conforme Protocolo ICMS 24/2008.

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3. LIVROS FISCAIS
3.1 REGISTRO DE ENTRADAS
Pontos de Auditoria relacionados: G - 3.2; T – 5.1.2; AG - 4.2, 4.3; CI - 4.1.1
3.1.1 O Livro Registro de Entradas, consta o Código do Fornecedor, devidamente atualizado.
3.1.2 Consta Termo de Abertura e encerramento
3.1.3 O livro Registro de Entradas foi assinado pelo contador e, pelo Representante legal da
empresa.
3.1.4 Vem sendo encadernado no prazo certo o Livro registro de Entradas
3.1.5 Vem sendo autenticado na junta comercial o Livro Registro de Entradas

3.2 REGISTRO DE SAÍDAS


Pontos de Auditoria relacionados: G- 3.3; AG 4.4
3.2.1 O Livro Registro de Saídas, consta o código do emitente, devidamente atualizado.
3.2.2 Vem sendo encadernado no prazo certo o Livro Registro de Saídas
3.2.3 O Livro Registro de Saídas foi assinado pelo contador e, pelo Representante legal da
empresa.
3.2.4 Consta Termo de Abertura e Encerramento.

3.3 REGISTRO DE INVENTÁRIO


Pontos de Auditoria relacionados: G – 3.1, T- 5.1.1 e AG 4.1
3.3.1Consta Termo de Abertura e encerramento
3.3.2 O livro Registro de Entradas foi assinado pelo contador e, pelo Representante legal da
empresa.
3.3.3 Vem sendo encadernado no prazo certo o Livro registro de Entradas
3.3.4 Vem sendo autenticado na junta comercial o Livro Registro de Entradas

3.4 LIVRO REGISTRO DE UTILIZAÇÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS E TERMOS DE


OCORRÊNCIAS.

Pontos de Auditoria relacionados: T – 5.1.4 e AG – 4.5

3.4.1 Consta a escrituração das AIDF – Autorização de Impressão de Documentos Fiscais no


Livro.

ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL - EFD

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O Convênio ICMS 143/2006 instituiu a Escrituração Fiscal Digital – EFD, de uso obrigatório
para os contribuintes do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e
sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação -
ICMS ou do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI.

O contribuinte deverá manter o arquivo digital da EFD, bem como os documentos fiscais que
deram origem à escrituração, na forma e prazos estabelecidos para a guarda de documentos
fiscais na legislação tributária, observados os requisitos de autenticidade e segurança nela
previstos.

A escrituração prevista na forma deste convênio substitui a escrituração e impressão dos


seguintes livros:

I - Registro de Entradas;

II - Registro de Saídas;

III - Registro de Inventário;

IV - Registro de Apuração do IPI;

V - Registro de Apuração do ICMS.

MANUAL DE ORIENTAÇÃO E LEIAUTE

O Ato Cotepe 9/2008 institui o Manual de Orientação do Leiaute da Escrituração Fiscal


Digital – EFD.

O manual visa a orientar a geração em arquivo digital dos dados concernentes à Escrituração
Fiscal Digital e outras informações fiscais pelo contribuinte pessoa física ou jurídica inscrito
no cadastro de contribuintes do respectivo órgão fiscal.

VALIDAÇÃO

A EFD somente terá validade para efeitos fiscais após a confirmação de recebimento do
arquivo que a contenha.

Desta forma, não basta a escrituração, é necessário o envio e a confirmação do seu


recebimento para que a EFD se torne válida.

Para tais fins, será disponibilizado pelos fiscos das unidades federadas e fisco federal
programa para validação do conteúdo, assinatura digital e transmissão do arquivo. Antes de
ser recebido, o arquivo digital passará, portanto, por validações que analisarão o conteúdo dos
registros.

A recepção e validação dos dados relativos à EFD serão realizadas no ambiente nacional do
Sistema Público de Escrituração Digital - SPED, instituído pelo Decreto 6.022/2007, e
administrado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, com imediata retransmissão à
respectiva unidade federada.

CERTIFICAÇÃO DIGITAL
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O arquivo que contenha a EFD deverá ser assinado digitalmente de acordo com as Normas da
Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil pelo contribuinte, por seu
representante legal ou por quem a legislação indicar.

OBRIGATORIEDADE

A EFD é de uso obrigatório para todos os contribuintes do ICMS ou do IPI, podendo os


mesmos serem dispensados dessa obrigação, desde que a dispensa seja autorizada pelo fisco da
unidade federada do contribuinte e pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.

A nova modalidade de escrituração fiscal será exigida a partir de 01.06.2008, conforme prevê o
Ato Cotepe 9/2008, art.3º.

O Protocolo ICMS 77/2008 - Dispõe sobre a obrigatoriedade da Escrituração Fiscal Digital -


EFD, nos termos das cláusulas terceira e oitava-A do Convênio ICMS 143/06, que institui a
Escrituração Fiscal Digital - EFD.

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4. FECHAMENTO MENSAL – CONTA GRÁFICA

Pontos de Auditoria relacionados: G – 3.4, 5.1.3 e CI 3.1.1

4.1 ICMS - APURAÇÃO DOS CRÉDITOS DO IMPOSTO


4.1.1 Referente aos 03 meses verificados, o auditor deverá efetuar o fechamento mensal da
conta gráfica, ou seja, verificar todos os lançamentos finais, da apuração mensal, para
confrontar o valor apurado.
4.1.2 Verificar se o valor do ICMS creditado, é o mesmo valor que está escriturado no final do
Livro registro de Entradas.
4.1.3 Verificar se há lançamentos escriturados em “OUTROS CRÉDITOS”, se tiver, verificar a
origem dos valores, se estão em conformidade com o atual Regulamento do ICMS.
4.1.4 Verificar se há lançamentos escriturados em “ESTORNO DE DÉBITOS”, se tiver,
verificar a origem dos valores, se estão em conformidade com o atual Regulamento do ICMS.
4.1.5 Verificar se tem “SALDO CREDOR DO PERÍODO ANTERIOR”, e, se foi escriturado no
mês de apuração atual.

4.2 ICMS - APURAÇÃO DO DÉBITO DO IMPOSTO


4.2.1 Verificar se o valor do ICMS debitado, é o mesmo valor que está escriturado no final do
Livro Registro de Saídas.
4.2.2.Verificar se há lançamentos escriturados em “OUTROS DÉBITOS”, se tiver, verificar a
origem dos valores, se estão em conformidade com o atual Regulamento do ICMS.
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4.2.3 Verificar se há lançamentos escriturados em “ESTORNO DE CRÉDITOS”, se tiver,


verificar a origem dos valores, se estão em conformidade com o atual Regulamento do ICMS.

4.3 ICMS - APURAÇÃO DO SALDO DO IMPOSTO


Pontos de Auditoria relacionados: G – 3.4, T -5.1.3 e CI 3.1.1
4.3.1 Verificar o saldo apurado:
a) Se for débito, confrontar com a GR-PR paga.
b) Se for crédito, verificar se foi transferido para o período seguinte.

4.4 IPI - APURAÇÃO DO CRÉDITO DO IMPOSTO


4.4.1 Referente aos 03 meses verificados, o auditor deverá efetuar o fechamento mensal da
conta gráfica, ou seja, verificar todos os lançamentos finais, da apuração mensal, para
confrontar o valor apurado.
4.4.2 Verificar se o valor do IPI creditado, é o mesmo valor que esta escriturado no final do
Livro registro de Entradas.
4.4.3 Verificar se há lançamentos escriturados em “OUTROS CRÉDITOS”, se tiver, verificar a
origem dos valores, se estão em conformidade com o atual Regulamento do IPI.
4.4.4 Verificar se há lançamentos escriturados em “ESTORNO DE DÉBITOS”, se tiver,
verificar a origem dos valores, se estão em conformidade com o atual Regulamento do IPI.
4.4.5 Verificar se tem “SALDO CREDOR DO PERÍODO ANTERIOR”, e, se foi escriturado no
mês de apuração atual.

4.5 IPI - APURAÇÃO DO DÉBITO DO IMPOSTO


4.5.1 Verificar se o valor do IPI debitado é o mesmo valor que está escriturado no final do
Livro registro de Saídas.
4.5.2 Verificar se há lançamentos escriturados em “OUTROS DÉBITOS”, se tiver, verificar a
origem dos valores, se estão em conformidade com o atual Regulamento do IPI.
4.5.3 Verificar se há lançamentos escriturados em “ESTORNO DE CRÉDITOS”, se tiver,
verificar a origem dos valores, se estão em conformidade com o atual Regulamento do IPI.

4.6 IPI - APURAÇÃO DO SALDO DO IMPOSTO


4.6.1 Verificar o saldo apurado:
c) Se for débito, confrontar com o DARF pago.
d) Se for crédito, verificar se foi transferido para o período seguinte.

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5. AUDITORIA OPERAÇÕES ESPECIAIS

5.1 VENDAS A ORDEM

Figuram nesta operação três empresas:

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1. Fornecedor - (A): que deverá ser contribuinte do ICMS para que a operação seja realizada.
2. Adquirente - (B): que deverá ser contribuinte do ICMS para que a operação possa ser
realizada.
3. Destinatário - (C): qualquer pessoa física ou jurídica contribuinte ou não do ICMS.

 Empresa A faz venda simbólica para empresa B.


 Nota Fiscal simbólica da empresa B para a empresa C.
 No entanto é a empresa A que remete (entrega) a mercadoria para a empresa C,
por conta e ordem da empresa B.

Emissão da Nota Fiscal: a legislação faculta ao contribuinte a emissão de Nota Fiscal. Modelo
1 ou 1-A, para simples faturamento, com lançamento do IPI, sendo vedado, nesta situação, o
destaque do ICMS.

Entrega da Mercadoria:
No caso de venda à ordem, por ocasião da entrega global ou parcial das mercadorias a terceiros,
o vendedor deverá emitir duas Notas Fiscais, modelo 1 ou 1-A:

a) A primeira Nota Fiscal em nome do destinatário, para acompanhar o transporte das


mercadorias, sem destaque do ICMS, na qual, além dos demais requisitos exigidos,
constarão o número, a serie e a data da Nota Fiscal emitida pelo adquirente originário, o
nome, o endereço e os números de inscrição no CNPJ do seu emitente.
b) A segunda, em nome do adquirente originário, com destaque do ICMS, quando devido,
na qual, além dos demais requisitos exigidos, constarão o número e a série da Nota Fiscal
prevista anteriormente.
c) O adquirente originário deverá emitir Nota Fiscal, com destaque do ICMS, quando
devido, em nome do destinatário das mercadorias, consignando-se, além dos demais
requisitos exigidos, o nome, endereço e números de inscrição no CNPJ do estabelecimento
que irá promover a remessa das mercadorias.

Dados para emissão da nota fiscal


Simples Faturamento (do fornecedor (A) para o adquirente originário (B))
Natureza da operação: Venda à ordem
Código fiscal:
CFOP - 5.118, 5.119 – Operações no Estado
CFOP - 6.118, 6.119 – Operações em outros Estados
Dados Adicionais
Informar os dados da Nota Fiscal de remessa por conta e ordem do adquirente originário:
“Produto faturado com a NF nº........ de .../.../... .”
Observação: nesta nota fiscal haverá o destaque do ICMS.

Entrega de mercadoria (do fornecedor (A) para o destinatário(C)):


Natureza da operação: Remessa por conta e ordem de terceiros
Código fiscal:
CFOP - 5.923 – Operações no Estado
CFOP -6.923 – Operações em outros Estados

Dados Adicionais da nota fiscal: informar o numero, a série e a data da Nota Fiscal de venda
do adquirente para o segundo adquirente, assim como, o endereço e os números de inscrição

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estadual e o CNPJ do seu emitente: “Mercadoria a ser entregue à Rua.........., empresa.................,


com CNPJ nº................ e IE nº..................”
Observação: nesta nota fiscal não haverá o destaque do ICMS.

Venda do adquirente originário(B) para o segundo adquirente ou Destinatário (C):


Natureza da operação: Venda
Código fiscal:
CFOP - 5.116 e 5.117
CFOP - 6.116 e 6.117
Dados Adicionais da nota fiscal: indicar o nome do titular, o endereço e os números de
inscrição estadual e no CNPJ do estabelecimento (fornecedor) que irá promover a entrega da
mercadoria: “A mercadoria será entregue pela empresa ................., localizada à Rua...................,
inscrita no CNPJ nº.............. e IE" nº........................
Observação: nesta nota fiscal haverá o destaque do ICMS.

Base legal: art. 40 e §§ 1º, 3º, 4º e 5º do Convênio SEM NÚMERO - DE 15 DE DEZEMBRO


DE 1970 – DOU 18/02/71.

Considerações

a) Nota fiscal do adquirente originário


O adquirente original, deverá emitir nota fiscal com destaque do ICMS, quando devido, em
nome do destinatário, consignando-se, além dos requisitos exigidos, o nome, o endereço e os
números de inscrição, estadual e no CNPJ, do estabelecimento que irá promover a remessa da
mercadoria.

b) Nota fiscal vendedor remetente


O vendedor remetente deverá emitir duas notas fiscais, conforme segue: O primeiro documento
fiscal será emitido em nome do destinatário, para acompanhar o transporte da mercadoria, sem
destaque do imposto, na qual, além dos requisitos exigidos, constarão, como natureza da
operação, CFOP 5.923/6.923 "Remessa por conta e ordem de terceiros", mencionando nas
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES o número, a série, sendo o caso, e a data da emissão
da nota fiscal pelo adquirente originário, bem como o nome, o endereço e os números de
inscrição, estadual e no CNPJ, do seu emitente.

O segundo documento fiscal será emitido em nome do adquirente original, com destaque do
valor do imposto, quando devido, na qual, além dos requisitos exigidos, constarão, como
natureza da operação, CFOP 5.118/5.119/6.118/6.119 "Remessa simbólica - Venda à ordem",
mencionando nas INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES o número, a série, sendo o caso, e a
data da emissão da nota fiscal prevista no parágrafo anterior.

5.1.1 Não há impedimento na legislação tributária, para que um estabelecimento venda uma
mercadoria e a entregue em outro local por conta e ordem do adquirente. Para esta operação
deverá ser observado o seguinte tratamento. (art. 293, § 4º, Decreto nº 1.980/07-RICMS/PR)

5.1.2 O auditor deve verificar se está sendo observado as disposições inerentes a operação,
quanto a:

1) A nota fiscal de entrega da mercadoria vem sendo emitida antes da nota fiscal de
faturamento.
2) O ICMS vem sendo emitido na nota fiscal de faturamento.

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3) Na nota fiscal de Remessa da Mercadoria vem sendo mencionado o número na nota


fiscal, emitida pelo adquirente originário.
4) Na nota fiscal de Remessa vem sendo mencionado o dispositivo legal, que acoberta a
operação de venda a ordem.
5) Na nota fiscal de faturamento vem sendo mencionado o número da nota fiscal da entrega
efetiva da mercadoria.

5.2 REMESSA DE MERCADORIA PARA INDUSTRIALIZAÇÃO

Remessa:

a) Interna

Operação em que determinado estabelecimento remete (autor da encomenda ou encomendante)


matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem para outro estabelecimento
(filial, autônomo ou de terceiros) para que este execute operação de industrialização.

As remessas de insumos destinados à industrialização serão efetuadas com a suspensão do


imposto, desde que os produtos industrializados retornem ao estabelecimento autor da
encomenda, dentro do prazo de 180 dias, sendo admitida prorrogação, desde que solicitada a
Secretaria de Fazenda do Estado.

b) interestadual

Mesmo nas operações interestaduais haverá a suspensão do ICMS.

Retorno:

a) operações internas

Aplica-se, também, a suspensão do ICMS, desde que os mesmos se destinem a posterior


comercialização, ou a emprego em nova industrialização ou no acondicionamento de produtos
tributados, e o executor da encomenda não tenha utilizado, na respectiva operação, produtos
tributados de sua industrialização ou importação.

O regulamento do ICMS determina prazo de 180 dias para que os produtos retornem ao
estabelecimento autor da encomenda.

b) operações interestaduais

Nas operações interestaduais deverá ser destacado o ICMS sobre o valor da mão-de-obra
aplicada na industrialização.

Dados para emissão da nota fiscal

1. Autor da encomenda
Remessa:
Natureza da operação: Remessa para industrialização
CFOP - 5.901 – Operação no Estado

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CFOP - 6.901 – Operação em outros Estados


Dados adicionais da nota fiscal: “ICMS suspenso, conforme art. ....., inciso ...., do RICMS,
Decreto nº.........”

CFOP - 1.902 – Operação interna


CFOP - 2.902 – Operação interestadual
Correspondem ao retorno simbólico dos insumos utilizados na industrialização por
encomenda.
CFOP - 1.903 – Operação interna
CFOP - 2.903 – Operação interestadual

Correspondem ao retorno dos insumos remetidos para industrialização e que não participaram
do processo, ou seja, não foram objetos de industrialização e por isso retornaram ao autor da
encomenda da mesma forma e que foram em que foram remetidos.

2. Executor da encomenda

Retorno:

a) Nota Fiscal correspondente ao retorno simbólico dos insumos do encomendante


utilizados na industrialização.

Natureza da operação: Retorno industrialização por encomenda

CFOP - 5.902 – Operação no Estado


Dados adicionais da nota fiscal: ““ICMS suspenso, conforme art. ....., inciso ...., do RICMS,
Decreto nº.........” e “Retorno total/parcial da NF nº......, de .../.../..., no valor de R$...........”

CFOP - 6.902 – Operação em outros Estados


Dados adicionais da nota fiscal: “ICMS suspenso, conforme art. ....., inciso ...., do RICMS,
Decreto nº.........” e “Retorno total/parcial da NF nº......, de .../.../..., no valor de R$...........”

b) Nota Fiscal correspondente a mão-de-obra aplicada na industrialização

Natureza da operação: Retorno industrialização por encomenda

CFOP - 5.124 – Operação no Estado

Correspondem ao valor cobrado pela industrialização, compreendendo as mercadorias


empregadas e o valor da mão-de-obra.

Dados adicionais da nota fiscal: “ICMS suspenso, conforme art. ....., inciso ...., do RICMS,
Decreto nº.........” e “Valor de R$ ......, referente a mão-de-obra, não sendo aplicado material”

Operações internas não há o destaque do ICMS

CFOP - 6.124 – Operação em outros Estados

Correspondem ao valor cobrado pela industrialização, compreendendo as mercadorias


empregadas e o valor da mão-de-obra.

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Operações interestaduais - haverá o destaque do ICMS sobre a mão-de-obra aplicada na


industrialização

Observação: Neste CFOP, devem constar também os materiais de propriedade da empresa que
industrializou o produto, se houverem.

c) Nota Fiscal correspondente aos insumos recebidos para industrialização e não aplicados
no referido processo

Natureza da operação: Retorno industrialização por encomenda

CFOP - 5.903 – Operação no Estado

CFOP - 6.903 – Operação em outros Estados

Dados adicionais da nota fiscal: ICMS suspenso, conforme art. ....., inciso ...., do RICMS,
Decreto nº.........” e “Retorno total/parcial da NF nº......, de .../.../..., no valor de R$...........,
material não aplicado na industrialização”.

5.2.1 As operações internas e interestadual de remessas, vêm sendo emitidas notas fiscais com a
suspensão do ICMS e do IPI.

5.2.2 Vem sendo emitida com o CFOP correto.

5.2.3 Vem sendo emitidas com o dispositivo legal da suspensão do ICMS e do IPI.

5.2.4 Vem sendo observado o prazo de 180 dias para o retorno

5.2.5 Referente à Industrialização efetuada, o auditor, deverá observar os seguinte:

a) Se a mercadoria industrializada destinar-se a comercialização e/ou industrialização do


encomendante:

1) Vem sendo emitida nota fiscal de competência do ICMS para a operação.


2) Nas operações internas a nota fiscal de industrialização vem sendo emitida sem o
destaque do valor do ICMS.
3) Nas operações interestaduais, vem sendo emitida nota fiscal de industrialização com
destaque do valor do ICMS.

c) Se a mercadoria industrializada destinar-se a uso e consumo do encomendante

1) Vem sendo emitida nota fiscal de prestação de serviço.


2) Vem sendo recolhido o valor do ISS sobre tais serviços.

5.3 VENDA PARA ENTREGA FUTURA

Relacionamos abaixo o procedimento previsto no RICMS/PR, referente para entrega futura:

a) Nota fiscal de faturamento

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Na operação de venda para entrega futura é facultada a emissão da Nota Fiscal de faturamento
antecipado, ou seja, tendo em vista que não há uma efetiva saída de mercadorias nesse
momento, não há a obrigatoriedade da emissão da Nota Fiscal.
A venda poderá ser realizada mediante a elaboração de um contrato de compra e venda, com
cláusula de entrega futura da mercadoria, sem a emissão de Nota Fiscal.
Na hipótese de emissão da Nota Fiscal de venda para entrega futura, esta deverá ser preenchida
com todos os requisitos exigidos, porém, sem o destaque do imposto no CFOP 5.922/6.922. A 1ª
e a 3ª via desta NF deverão ser remetidas ao adquirente.

b) Incidência do imposto
Caso o contribuinte opte pela emissão da Nota Fiscal de faturamento, será vedado o destaque do
ICMS, o que somente poderá ocorrer no momento da efetiva saída da mercadoria.

c) Cálculo do imposto
Nesta operação, o ICMS, quando devido, deverá ser calculado sobre a base de cálculo
atualizada, e será debitado, pelo vendedor, por ocasião da efetiva saída total ou parcial da
mercadoria.
Para fins de atualização da base de cálculo do ICMS nesta Nota Fiscal, deverá constar como
valor da mercadoria o vigente na data da sua efetiva saída do estabelecimento.

d) Nota fiscal de entrega da mercadoria faturada


No momento da efetiva saída global ou parcial da mercadoria, o vendedor deverá emitir Nota
Fiscal em nome do adquirente, com destaque do imposto, quando devido, calculado conforme
item anterior.
Nessa Nota Fiscal, além dos demais requisitos exigidos, deverá ser indicado, como natureza da
operação: "Remessa - Entrega Futura", CFOP 5.116/5.117 OU 6.116/6.117, e no quadro
"DADOS ADICIONAIS", campo "INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES", se tiver sido
emitida a Nota Fiscal relativa ao simples faturamento, a seguinte expressão: "Remessa referente
à venda para entrega futura conforme nossa NF nº ...../..../...., no valor de
R$ ...............................".

e) Variação da alíquota (art. 144 da Lei nº 5.172/66 - CTN; e art. 5º, I do RICMS)
Ocorrendo variação de alíquota entre a data da emissão da Nota Fiscal de simples faturamento e
a data da efetiva saída das mercadorias, prevalecerá a alíquota vigente na data da saída, tendo
em vista que o fato gerador do ICMS ocorre com a saída física dos produtos do estabelecimento.

5.3.1 A venda para entrega futura ocorre quando a mercadoria objeto da comercialização não é
entregue no momento da venda (faturamento).

5.3.2 O auditor deve verificar se é observado as disposições inerentes a operação, quanto a:

1) Vem sendo emitida nota fiscal de venda para entrega futura, se afirmativo o valor do
ICMS, não vem sendo destacado na referida nota fiscal.
2) Na nota fiscal de entrega da mercadoria, vem sendo destacado o valor do ICMS, com a
alíquota correta.
3) Na nota fiscal de venda, bem como na nota fiscal de remessa, vem sendo utilizado o
C.F.O.P, correto para a operação.

5.4 ZONA FRANCA DE MANAUS

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Elencamos abaixo o procedimento previsto no RICMS/PR, referente a Vendas para ZONA


FRANCA DE MANAUS.

a) Isenção
As saídas de produtos industrializados de origem nacional, para comercialização ou
industrialização na Zona Franca de Manaus, são isentas do ICMS. Esta isenção somente se
aplica se o destinatário estiver domicílio no Município de Manaus. (art. 4º, Parágrafo Único,
Anexo I, Item 144 do Decreto nº 1.980/07 - RICMS/PR)

b) Produtos Excluídos
Exclui-se desta isenção as saídas de açúcar de cana, armas e munições, automóveis de
passageiros, bebidas alcoólicas, fumo, perfumes, ou de produtos arrolados na Tabela II do
Anexo II do Regulamento.

c) Base de cálculo reduzida


Os produtos semi-elaborados, relacionados no Tabela II do Anexo II do RICMS, possuem base
de cálculo reduzida nas saídas para comercialização ou industrialização na Zona Franca de
Manaus. Os percentuais de tributação correspondentes são os constantes na coluna própria da
referida tabela, aplicados sobre o valor das saídas.

A base de cálculo reduzida somente se aplica se o estabelecimento destinatário tiver domicílio


no Município de Manaus. (art. 14, Anexo II, Item 21 do RICMS)

d) Condições para aplicação da isenção - observações na nota fiscal


Para efeito de fruição da isenção do ICMS, o estabelecimento remetente deverá abater do preço
da mercadoria, o valor equivalente ao imposto que seria devido se não houvesse a isenção. Esse
abatimento deverá ser indicado expressamente na Nota Fiscal.

O contribuinte remetente mencionará também, na Nota Fiscal, no campo "INFORMAÇÕES


COMPLEMENTARES", além das indicações exigidas pela legislação, o número de inscrição do
estabelecimento destinatário na SUFRAMA e o código de identificação da repartição fiscal que
jurisdiciona o seu estabelecimento. (art. 119, § 2º do RICMS).

e) Vias da nota fiscal


A Nota Fiscal utilizada para acobertar a operação com a isenção referida, deverá ser emitida, no
mínimo, em 5 (cinco) vias, com a seguinte destinação (art. 119 do RICMS):

a) a 1ª via, previamente visada pela repartição fiscal a que estiver subordinado o


contribuinte remetente, no campo "RESERVADO AO FISCO" do quadro "DADOS
ADICIONAIS", acompanhará a mercadoria e será entregue ao destinatário;
b) a 2ª via ficará em poder do emitente, para exibição ao fisco;
c) a 3ª via, devidamente visada, acompanhará as mercadorias e destinar-se-á a fins de
controle da Secretaria da Fazenda do Estado do Amazonas;
d) a 4ª via será retida pela repartição do fisco estadual no momento do "Visto" a que se
refere a letra "a";
e) a 5ª via, devidamente visada, acompanhará a mercadoria até o local de destino, devendo
ser entregue, com uma via do conhecimento de transporte, à unidade da Superintendência da
Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.

f) Internamento das mercadorias

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A SUFRAMA e a SEFAZ/AM poderão formalizar, a qualquer tempo, o internamento de


mercadoria não vistoriada à época de seu ingresso nas áreas incentivadas, desde que o
destinatário não esteja em situação irregular, para fins de fruição dos incentivos fiscais, no
momento do ingresso da mercadoria ou da formalização do seu internamento, procedimento que
será denominado "Vistoria Técnica". (art. 119, § 13 do RICMS)

g) Vistoria técnica
Como ato preparatório à formalização do internamento, deverá ser realizada vistoria, que poderá
ser tanto física como técnica. A vistoria técnica poderá ser solicitada, a qualquer tempo, tanto
pelo remetente quanto pelo destinatário.
h) procedimento fiscal
Decorridos no mínimo 180 (cento e oitenta dias) da remessa da mercadoria, sem que tenha sido
recebida pelo fisco paranaense informação quanto ao ingresso daquela nas áreas incentivadas,
será iniciado procedimento fiscal contra o remetente mediante notificação exigindo,
alternativamente, no prazo de sessenta dias, a apresentação: (art. 119, § 20 do RICMS):

a) da Certidão de Internamento;
b) da comprovação do recolhimento do imposto e, se for o caso, dos acréscimos legais;
c) do de parecer exarado pela SUFRAMA e SEFAZ/AM em Pedido de Vistoria Técnica.

i) Desinternamento
Na hipótese de a mercadoria vir a ser introduzida no mercado interno antes de decorrido o prazo
de 5 anos de sua remessa, o estabelecimento que tiver dado causa ao desinternamento deverá
recolher o ICMS, com atualização monetária, em favor do Estado do Paraná. (art. 119, § 25 do
RICMS) Será tida, também, como desinternada, a mercadoria que, remetida para fins de
comercialização ou industrialização, houver sido incorporada ao ativo fixo do estabelecimento
destinatário ou utilizada para uso ou consumo deste, bem como a que tiver saído das áreas
incentivadas para fins de empréstimo ou locação.

Não configura hipótese de desinternamento a saída da mercadoria para fins de conserto,


restauração, revisão, limpeza ou recondicionamento, desde que o retorno ocorra em prazo não
superior a 180 (cento e oitenta) dias, contado da data da emissão da Nota Fiscal.

5.4.1 PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA – ZONA FRANA DE MANAUS

O auditor deve verificar se é observado as disposições inerentes a operação, quanto de produto


nacional, para ser comercializado e industrializado na Zona Franca de Manaus:

1) Vem sendo emitida nota fiscal de venda, com isenção do ICMS.


2) O Produto vendido, é de origem nacional.
3) Verificar se o produto vendi for saídas de açúcar de cana, armas e munições, automóveis
de passageiros, bebidas alcoólicas, fumo, perfumes, ou de produtos arrolados na Tabela II do
Anexo II do Regulamento, não poderá utilizar a isenção do ICMS, será tributado
normalmente
4) Vem sendo abatido do preço da mercadoria, o valor equivalente ao imposto que seria
devido se não houvesse a isenção. Esse abatimento deverá ser indicado expressamente na
Nota Fiscal.
5) Vem sendo confirmado o internamento da mercadoria, para usufruir do benefício da
isenção
6) Na nota fiscal de venda, bem como na nota fiscal de remessa, vem sendo utilizado o
C.F.O.P, correto para a operação.

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5.5 AMOSTRA GRÁTIS

Fica isenta do ICMS a saída, a título de distribuição gratuita, de amostra de produto de diminuto
ou nenhum valor comercial, desde que em quantidade estritamente necessária para dar a
conhecer a sua natureza, espécie e qualidade, atendidos os requisitos estabelecidos pelo Estado e
pelo Distrito Federal.(Convênio ICMS 29/90)

Natureza da operação: Amostra Grátis


CFOP : 5.911 (Operações Internas)
CFOP : 6.911 (Operações Interestaduais).
Constar na nota fiscal os seguintes dados adicionais, conforme o Regulamento do ICMS de cada
Estado:
“Isento do ICMS, conforme art....., inc...., do Regulamento do ICMS, Decreto nº .....”

Base: Convênio ICMS 29/90.

5.6 ARMAZÉM GERAL

Operações internas:

Remessa: as saídas de produtos para depósito em armazém geral localizado no mesmo Estado
do remetente, estão amparadas pela da suspensão do ICMS.
Retorno: o retorno ao estabelecimento depositante também se aplica suspensão do ICMS.

Operações interestaduais:

Remessa: Quanto a suspensão ou não do ICMS, deve ser verificado em cada Estado.

Retorno: o Quanto a suspensão ou não do ICMS, deve ser verificado em cada Estado.

Dados para emissão da nota fiscal

Natureza da operação:
“Outras saídas – Remessa para Armazém-geral”
“Outras saídas – Remessa para Armazém-geral em outro Estado”
“Outras saídas – Retorno de Mercadorias Armazenadas”
“Outras saídas – Retorno de Mercadorias Armazenadas em outro Estado”

CFOP – Código Fiscal:


Remessa:
CFOP - 5.905 - “Outras saídas – Remessa para Armazém-geral”
CFOP - 6.905 -“Outras saídas – Remessa para Armazém-geral em outro Estado”
Retorno:
CFOP - 5.906 - “Outras saídas – Retorno de Mercadorias Armazenadas”
CFOP - 6.906 - “Outras saídas – Retorno de Mercadorias Armazenadas em outro Estado”

Constar na nota fiscal os seguintes dados adicionais:

No mesmo Estado:

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Remessa: “Suspenso do ICMS, conforme art..., inc.... do Regulamento do ICMS – Decreto


nº......”;
Retorno: Suspenso do ICMS, conforme art..., inc.... do Regulamento do ICMS – Decreto
nº......”;

Em outro Estado:
Remessa: Quanto a suspensão ou não do ICMS, deve ser verificado em cada Estado.
Retorno: Quanto a suspensão ou não do ICMS, deve ser verificado em cada Estado.
Observação: As notas fiscais que acompanharem os produtos serão emitidas pelo depositante,
na remessa, e pelo armazém-geral, no retorno.

Base: artigos 26 a 39 do Convênio CONFAZ de 15.12.1970 - SINIEF


5.7 BRINDES 1*

a) Crédito:

A aquisição de brindes não gera direito ao crédito do ICMS destacado na nota fiscal do
fornecedor, que deverá ser escriturado no livro de Registro de Entradas na coluna ICMS –
“valores fiscais – operação sem crédito do imposto” – CFOP – 1.949.

b) Débito:

- Reiteradamente o Estado do Paraná vem destacando, através do Setor Consultivo da Secretaria


da Fazenda, que as operações com brindes estão abrangidas pela não-incidência do imposto
(consultas nºs. 65/87, 184/97 e 194/97. Conseqüentemente, na distribuição de brindes, não
haverá direito ao crédito do ICMS pelas entradas.

A distribuição de brindes deverá ser efetuada, mediante a emissão de nota fiscal com valor
comercial, mencionado-se como dispositivo legal que a operação está beneficiada pela não
incidência, conforme a Consulta nº 184/97.

c) Dados para emissão da nota fiscal

Natureza da operação:

Distribuição no próprio estabelecimento: Distribuição de Brindes


Distribuição fora do estabelecimento: Remessa para distribuição de brindes.

CFOP - 5.910 – operações internas


CFOP - 6.910 – operações interestaduais.

5.8 CONSIGNAÇÃO

A consignação mercantil ocorre quando é feita uma remessa de mercadoria com a finalidade de
comercialização por parte da empresa destinatária (consignatária) e o faturamento realiza-se por
ocasião da venda dessa mercadoria.

1 * Considera-se brinde a mercadoria, que não constituindo objeto normal da atividade do contribuinte, tiver sido
adquirida para distribuição gratuita a consumidor ou usuário final.

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Remessa:

Se o produto tiver a incidência do ICMS, a emissão da nota fiscal de remessa conterá o


destaque do ICMS.

CFOP – 5.917 – operações dentro do Estado


CFOP – 6.917 – operações em outros Estados
Natureza da operação: “Remessa em consignação”

Retorno:

Na ocasião do retorno das mercadorias não vendidas pelo consignatário, compete ao mesmo
emitir a Nota Fiscal correspondente com a indicação do valor do ICMS, para efeito de crédito
pelo consignante.

CFOP – 5.918 – operações dentro do Estado


CFOP – 6.918 – operações em outros Estados
Natureza da Operação: Devolução de Produto Recebido em Consignação
Dados Adicionais na nota fiscal: Devolução total (ou parcial) de produto recebido em
consignação, ref. NF nº...., de.../..../...

Reajuste de preço:

Havendo reajuste de preço, deve ser emitida Nota Fiscal complementar com destaque do
ICMS, calculados sobre o valor correspondente ao reajuste.

CFOP - 5.917 – operações dentro do Estado


CFOP - 6.917 – operações em outros Estados
Natureza da Operação: Reajuste de Preço
Dados adicionais na nota fiscal: Reajuste de Preço do produto em consignação constante na NF
nº..., de 01/06/2006.

Faturamento - Nota Fiscal de Venda do produto anteriormente enviada por consignação

Emitir Nota Fiscal de faturamento, sem destaque do ICMS, pois o valor do imposto já foi
destacado na nota fiscal de remessa em consignação.

O valor da operação corresponderá ao preço do produto efetivamente vendido, neste incluído, se


for o caso, o valor correspondente ao reajuste de preço.

CFOP – 5.111, 5.112, 5.113, 5.114 – operações dentro do Estado


CFOP – 6.111, 6.112, 6.113, 6.114 – operações em outros Estados
Natureza da operação: Venda
Dados adicionais na nota fiscal: Simples Faturamento de Mercadoria em Consignação, ref. NF
nº...., de 01/06/2006 e da NF nº...., de ... – reajuste de preço

Base legal: Ajuste SINIEF 02/93 – DOU 17/12/93.

5.9 CONSTRUÇÃO CIVIL

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A atividade de construção civil não traz qualquer tipo de implicação na legislação desse
imposto, exceto quando a empresa fornecer produtos de sua própria produção, caso em que se
implicará a sua incidência.

Dados para emissão da nota fiscal


Remessa:
Natureza da operação: Remessa para canteiros de obras
CFOP – 5.949 – operações no Estado
CFOP – 6.949 – operações em outros Estados
Retorno:
Natureza da operação: Retorno de canteiros de obras
CFOP – 1.949 – operações no Estado
CFOP – 2.949 – operações em outros Estados

Base legal: “Emitida nos termos do disposto na Lei Complementar 116, de 31/07/03 – Lista de
Serviços, item 7.02, 7.04 e 7.05 (conforme o caso)”.

5.10 DEMONSTRAÇÃO

Via de regra os produtos destinados à demonstração são tributados pelo ICMS na efetiva saída
do produto. Deve-se notar, que se o produto saiu com débito do ICMS, por ocasião do retorno,
se não efetivado o negócio, haverá o respectivo crédito.

Porém, alguns Estados, apenas nas operações internas, suspendem a incidência do ICMS,
devendo ser efetivada a tributação no momento em que ocorrer a transmissão de sua
propriedade. Limitando a condição da suspensão ao retorno da mercadoria ao estabelecimento
de origem, dentro de 30 (trinta) ou 60 (sessenta) dias, conforme a Regulamento específico de
cada Estado, contados da data da saída, se nesse prazo não for realizada a transmissão de sua
propriedade.

Informações para emissão da nota fiscal


Natureza da operação: Demonstração ou Retorno de demonstração.
Código Fiscal:
Remessa:
CFOP - 5.912 – Operações no Estado
CFOP - 6.912 – Operações em outros Estados
Retorno:
CFOP - 5.913 – Operações no Estado
CFOP - 6.913 – Operações em outros Estados
Dados adicionais na nota fiscal de retorno: Retorno total de produto enviado para
Demonstração, conforme NF nº....., de .../.../...

5.11 DEPÓSITO FECHADO

Operações no Estado:

Remessa: a saída de mercadoria para depósito fechado localizado na mesmo Unidade da


Federação do remetente, ampara-se pela suspensão do ICMS.

Retorno: da mesma forma, o retorno também esta amparado pela suspensão do ICMS

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Operações em outros Estados:

Remessa: As saídas de mercadorias destinadas a depósito fechado localizado em outra Unidade


da Federação, devem ser normalmente tributadas, por falta de previsão legal que lhe conceda o
benefício.

Retorno: o procedimento é o mesmo da remessa, ou seja, com o destaque do ICMS.

Informações para emissão da nota fiscal


Natureza da operação: remessa para deposito fechado ou retorno de deposito fechado.
Remessa:
CFOP - 5.905 – operações no Estado
CFOP - 6.905 – operações em outros Estados
Retorno:
CFOP - 5.906 – operações no Estado
CFOP - 6.906 – operações em outros Estados

Constar na nota fiscal os seguintes dados adicionais:


No mesmo Estado:
Remessa: “Suspenso de ICMS, conforme art....., inc.....do Regulamento do ICMS, Decreto
nº..........
Retorno: “Suspenso de ICMS, conforme art....., inc.....do Regulamento do ICMS, Decreto
nº..........

Em outro Estado:
Remessa/Retorno: Haverá dados adicionais se houver previsão para suspensão do ICMS,
previsto no Regulamento de cada Estado, nas operações interestaduais.

Observação: As notas fiscais que acompanharem os produtos serão emitidas pelo depositante,
na remessa, e pelo Depósito Fechado, no retorno.

5.12 DEVOLUÇÃO

A operação de devolução, de conformidade com a legislação, objetiva anular os efeitos da


operação de compra. Desse modo, deve-se proceder observando o mesmo tratamento tributário
vigente à época da saída da mercadoria do estabelecimento fornecedor, ou seja, a Nota Fiscal de
devolução sempre deve se emitida da mesma forma com que foi a Nota Fiscal de origem.

A devolução pode proceder de duas maneiras, ou seja:

a) Devolução com nota fiscal emitida pelo destinatário:

Após o recebimento das mercadorias pelo destinatário, compete ao mesmo a emissão de Nota
Fiscal de devolução que servirá para acompanhar as mercadorias.

b) Devolução com a mesma Nota Fiscal:

Nos casos em que a mercadoria seja devolvida com a mesma Nota Fiscal, o destinatário das
mercadorias deverá informar no verso os motivos que levaram à recusa, datar e assinar.

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Dessa maneira o trânsito das mercadorias poderá ser feito através da mesma Nota Fiscal de
entrada por ocasião de recebimento da devolução, que servirá para escrituração e crédito no
livro Registro de Entradas, mantendo-as em arquivo apartado dos demais documentos fiscais.

Informações para emissão da nota fiscal


Natureza da operação: devolução
Código Fiscal:
Quando for mercadoria adquirida para industrialização:
CFOP – 5.201 – Operações no Estado
CFOP - 6.201 – Operações em outros Estados
Quando for mercadoria adquirida para comercialização:
CFOP - 5.202 – Operações no Estado
CFOP - 6.202 – Operações em outros Estados
Quando for mercadoria adquirida para ativo fixo ou consumo próprio:
CFOP - 5.553 e 5.556 – Operações no Estado
CFOP - 6.553 e 6.556 – Operações em outros Estados

Se a mercadoria tenha saído do estabelecimento do fornecedor com algum beneficio fiscal,


mencionar, ainda, o dispositivo legal constante da Nota Fiscal de compra, mencionando-se o
dispositivo de acordo com a legislação do Estado onde a nota fiscal de devolução estiver sendo
emitida, se for o caso.

Caso contrário, complementar informando que a operação foi realizada de conformidade com a
Nota Fiscal de origem.

5.12.1 Estabelecimento que fizer a devolução, deverá observar o seguinte:

a) É emitida nota fiscal para acompanhar o produto devolvido, na qual conste o número, a
data da emissão e o valor da operação da nota fiscal originária.
b) Na nota fiscal de devolução, é destacado o IPI relativo às quantidades devolvidas.
c) Na nota fiscal de devolução, é destacado o ICMS relativo às quantidades devolvidas.
d) Na nota fiscal de devolução, é citada o motivo da devolução.
e) É arquivada uma via da nota de devolução.
f) O crédito referente à devolução é lançando

5.12.2 Estabelecimento que recebe o produto devolvido:

a) As notas fiscais, relativas às mercadorias e produtos recebidos em devolução, estão


sendo lançadas nos livros de Registro de Entradas e Registro de Controle e do Estoque.
b) Os valores relativos às notas fiscais de devolução, vêm sendo creditados nas contas
contábeis dos respectivos clientes.
c) É aproveitado o crédito do IPI e do ICMS destacado na nota fiscal de devolução do
produto/mercadoria que foi objeto de incidência desse impostos, por ocasião da saída.

5.13 DOAÇÃO

Normalmente, não há previsão para benefícios, isto significa que todas as saídas são
normalmente tributadas pelo ICMS.

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São isentas as mercadorias doadas a entidade governamental ou entidades de assistências


reconhecidas de utilidade pública e que atendam aos requisitos do art. 14 do Código Tributário
Nacional.

Dados para emissão da nota fiscal


Natureza da operação: Remessa em Doação
CFOP - 5.910 – Operações no Estado
CFOP - 6.910 – Operações em outros Estados

DRAWBACK

Drawback é um incentivo fiscal dado a uma mercadoria importada, que será utilizada na
industrialização de produto exportado ou a exportar. Ele é concedido sob três formas: pela
suspensão, pela isenção e pela restituição.

Isenção: aplica-se a isenção do ICMS, com a suspensão dos impostos na importação de


mercadoria em quantidade e qualidade equivalente a utilização no beneficiamento, fabricação,
complementação ou acondicionamento de produto exportado.

Dados para emissão da nota fiscal


Natureza da operação, conforme o caso:
Drawback
Remessa para industrialização
Retorno de industrialização
Código Fiscal:
Importação: CFOP - 3.127
Remessa para industrialização: CFOP - 5.901
Retorno de industrialização: CFOP - 5.124, 5.902 e 5.903, conforme o caso.
Dados adicionais na nota fiscal:
“Isenção ou suspensão (conforme o caso), nos termos do (mencionar o número do ato
concessório do regime) e da Lei 8.402/92”.

5.14 EMPRÉSTIMO – COMODATO

É a cessão gratuita de uma coisa para seu uso e com estipulação de que será devolvida em sua
individualidade, após um determinado período de tempo. Para que exista o comodato, o bem
emprestado deve ser devolvido, não pode ser substituído por outro da mesma espécie, qualidade
e quantidade.

Tem a incidência do imposto apenas os bens de fabricação própria ou importados diretamente


pelo contribuinte, quando destinados ao empréstimo por comodato.

Remessa:

Na primeira saída a título de empréstimo de um bem incorporado ao ativo, de importação ou


fabricação da própria empresa, ocorrerá o fato gerador do IPI (art.37, II, “a” do RIPI/2002).

A incidência do IPI fica limitada somente à primeira saída, assim, as demais saídas não se
sujeitam ao lançamento do tributo, exceto, em situação em que o bem for submetido a nova
industrialização.

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Na primeira saída, a nota fiscal deverá ser emitida com o destaque do IPI. Na segunda saída do
mesmo bem não haverá o destaque o IPI.

CFOP – 5.908 – Remessa de bem por conta de contrato de comodato

Retorno:

No retorno do bem cedido por comodato não haverá o destaque do IPI.

CFOP – 5.909 – Retorno de bem recebido por conta de contrato de comodato

5.15 EMPRÉSTIMO – MÚTUO

Contrato em que uma das partes empresta a outra coisa fungível (bem móvel que pode ser
substituído por outro), tendo a outra parte, a obrigação de restituir igual quantidade de bens do
mesmo gênero e qualidade.

Tem a incidência do imposto apenas os bens de fabricação própria ou importados diretamente


pelo contribuinte, quando destinados ao empréstimo por mútuo.

Remessa:

Na primeira saída a título de empréstimo de um bem incorporado ao ativo, de importação ou


fabricação da própria empresa, ocorrerá o fato gerador do IPI (art.37, II, “a” do RIPI/2002).

A incidência do IPI fica limitada somente à primeira saída, assim, as demais saídas não se
sujeitam ao lançamento do tributo, exceto, em situação em que o bem for submetido a nova
industrialização.

Na primeira saída, a nota fiscal deverá ser emitida com o destaque do IPI. Na segunda saída do
mesmo bem não haverá o destaque o IPI.

CFOP - 5.949 - Outra saída de mercadoria ou prestação de serviço não especificado

Retorno:

No retorno do bem cedido por mútuo não haverá o destaque do IPI.

CFOP - 5.949 - Outra saída de mercadoria ou prestação de serviço não especificado

5.16 EXPORTAÇÃO

Imunidade: as exportações de produtos industrializados efetuadas diretamente pelo


estabelecimento industrial, são imunes do ICMS.
Isenção: a venda de produtos para Trading Companies com fim de exportação, também se
beneficia com a isenção do ICMS.

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Suspensão: a exportação realizada por intermédio de empresas exportadoras, entrepostos


aduaneiros, outro estabelecimentos da mesma empresa, também poderá ser efetuada mediante a
suspensão do ICMS.
Manutenção dos créditos: mantêm-se os créditos do ICMS concernentes aos insumos
utilizados na respectiva industrialização dos produtos objetos da exportação.

Dados para emissão da nota fiscal


Natureza da operação: Exportação Direta ou Indireta, conforme o caso.
Código Fiscal:
Exportação direta:
CFOP - 7.101 – Venda de produção própria, ou
CFOP - 7.102 – Venda de mercadoria adquirida de terceiros.
Exportação indireta:
CFOP - 5.501/6.501 – Venda de produção própria, ou
CFOP - 5.502/6.502 – Venda de mercadoria adquirida de terceiros.
Dados adicionais na nota fiscal:
Exportação Direta: “ICMS imune, nos termos do art...., inc....., do RICMS, Decreto nº.....”.
Venda às comerciais exportadoras, Trading Companies e saída para entrepostos
aduaneiros: “Suspenso do ICMS nos termos do art...., inc....., do RICMS, Decreto nº.....” Bem
como os dados da destinação da mercadoria: “Mercadoria será enviada diretamente ao local de
embarque (Porto de Itajaí-SC) por sua conta e ordem”.

5.17 EXPOSIÇÃO OU FEIRAS

Remessa: O ICMS está suspenso tanto nas remessas internas, quanto nas interestaduais, nas
saídas destinadas a feiras, amostras e promoções semelhantes, desde que a mercadoria retorne ao
estabelecimento de origem no prazo de 60 dias, contados da data da saída. Portanto, não há o
destaque do imposto.

Retorno: a sistemática é semelhante à remessa, beneficiando-se pela suspensão do imposto.

Não ocorrendo o retorno da mercadoria no prazo determinado pela legislação, o imposto será
devido automaticamente, com base na data da saída da mercadoria, aplicando multa e juros.

Dados para emissão da nota fiscal


Natureza da operação: remessa para exposição, ou feira, conforme o caso.
Retorno de exposição, ou feira, conforme o caso.
Código Fiscal:
Remessa:
CFOP - 5.914 – operações no Estado
CFOP - 6.914 – operações em outros Estados
Retorno:
CFOP - 1.914 – operações no Estado
CFOP - 2.914 – Operações em outros Estados
Dados adicionais na nota fiscal:
“ICMS suspenso, conforme art. ...., inc....., do RICMS, Decreto nº.....

Base: Convênio ICMS 30/90 e 151/94

5.18 IMPORTAÇÃO

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Fato gerador: ocorre no ato do desembaraço aduaneiro do produto.


Base de cálculo: a base de cálculo ou o valor tributável dos produtos de procedência estrangeira
é o valor que servir ou que serviria de base de cálculos dos tributos aduaneiros, por ocasião do
despacho de importação, acrescido do montante desses tributos e dos encargos cambiais
efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis.
Contribuinte: o importador em relação ao fato gerador decorrente do desembaraço aduaneiro
do produto de procedência estrangeira e, sendo assim, qualquer pessoa, física ou jurídica que
promover a importação.
Momento do recolhimento: o ICMS deve ser pago antes do procedimento de saída do produto
da repartição que processar o respectivo despacho aduaneiro. Em alguns Estados, o ICMS
poderá ser recolhido através da conta gráfica.

Dados para emissão da nota fiscal


Natureza da operação: Importação.
CFOP - 3.101 – Compra para industrialização;
CFOP - 3.102 – Compra para comercialização;
CFOP - 3.126 – Compra para utilização na prestação de serviço;
CFOP - 3.551 – Compra para ativo fixo;
CFOP - 3.556 – Compra para uso e consumo próprio;
CFOP - 3.949 – Outras entradas.
Dados adicionais da nota fiscal: Informar o nº da DI – Declaração de importação.

5.19 LOCAÇÃO

É o contrato no qual uma das partes se obriga, mediante contraprestação em dinheiro, a conceder
à outra, temporariamente, o uso e gozo de cosia não fungível (bem que não pode ser
substituído). Dessa, forma o bem locado deve ser de propriedade da empresa que efetua a
locação.

A locação de bens usados não tem incidência do ICMS.

Dados para emissão da nota fiscal


Natureza da operação: Locação
Código fiscal:
CFOP - 5.949 – Operações no Estado
CFOP - 6.949 – Operações em outros Estados
Dados adicionais da nota fiscal: “Não-incidência do ICMS, conforme do art...., inc....., “a” do
RICMS – Decreto nº.....

5.20 MOSTRUÁRIO

Definição:
Mostruário representa a amostra com valor comercial, entregue ou remetida a um representante
ou vendedor, não para seu uso ou revenda, mas para servir amostra para a venda de outras
mercadorias da mesma espécie.

Tributação:
As saídas a título de mostruário com destino a representantes, vendedores etc., são normalmente
tributadas pelo ICMS.

Crédito dos Impostos no retorno:

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Poderão ser aproveitados como crédito, por ocasião do retorno, os valores do IPI que hajam
incidido por ocasião da remessa, salvo se a mercadoria não for objeto de nova saída tributada,
hipótese em que estes deverão ser estornados.

Dados para emissão da nota fiscal


Natureza da operação: Remessa ou retorno de mostruário
Código fiscal:
Remessa:
CFOP - 5.949 – Operações no Estado
CFOP - 6.949 – Operações em outros Estados

5.21 SUCATAS, FERRO VELHO, APARAS E RESÍDUOS

As aparas, desperdícios, sucatas etc., resultantes do processo industrial integram a TIPI – Tabela
de Incidência do IPI, como não tributados, beneficiados com alíquota zero e, em algumas
situações, como tributados, como no caso de plásticos e suas obras e resíduos e aparas de
peleteria.

Dessa forma, o contribuinte deve verificar de acordo com a espécie do resíduo o seu
enquadramento na TIPI, a fim de poder corretamente classificá-lo para efeito de tributação,
conforme mencionado anteriormente.

Conforme artigo 194 do RIPI/2002, é assegurado o direito à manutenção do crédito do imposto


em virtude da saída de sucata, aparas, resíduos, fragmentos e semelhantes, que resultem do
emprego de MP, PI e ME , bem assim na ocorrência de quebras admitidas no Regulamento.

Dados para emissão da nota fiscal


Operações internas:
Natureza da operação:
Outras saídas – Sucatas
Outras saídas – Aparas
Outras saídas – resíduos
Código fiscal:
CFOP - 5.101/5.102 – Operações no Estado
CFOP – 6.101/ 6 102 – Operações em Outros Estados

5.22 TRANSFERÊNCIAS DE MERCADORIAS

Operações internas:
As saídas no mesmo Estado são amparadas pelo diferimento do ICMS, o qual será exigido na
etapa seguinte, por ocasião da circulação das mercadorias para estabelecimentos de terceiros.

Operações interestaduais:
São normalmente tributadas pelo ICMS

Dados para emissão da nota fiscal


Natureza da operação: Transferência de mercadorias
Código fiscal:
Produção Própria:
CFOP - 5.151 – Operações Estaduais
CFOP - 6.151 – Operações em outros Estados

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Mercadoria adquirida de terceiros:


CFOP - 5.152 – Operações no Estado
CFOP - 6.152 – Operações em outros Estados

Dados Adicionais na nota fiscal – transferências no mesmo


Estado : “ICMS diferido, conforme art....., inc. ...., Decreto nº .........– RICMS”.

5.22.1 Transf.estaduais – Como base de cálculo do ICMS, está sendo utilizado o valor
equivalente ao custo das mercadorias.

5.22.2 Transferências interestaduais:


a) A base de cálculo do ICMS , na transferência de mercadorias adquiridas de terceiros, é o valor
correspondente à entrada mais recente.
b) A base de cálculo do ICMS, na transferência de produtos de industrialização própria, é o valor
do custo da mercadoria produzida (custo de matéria-prima, mão-de-obra e gastos gerais de
fabricação).

5.22.3 Mediante o Regulamento do ICMS, consultar se há alguma peculiaridade com relação ao


assunto abordado e se as normas vêm sendo observadas.

5.23 TRANSFERÊNCIAS DE BENS DO ATIVO FIXO E MATERIAIS DE USO E


CONSUMO PRÓPRIO

Bens integrados ao ativo permanente:

Poderão sair com suspensão do imposto, os bens do ativo permanente (máquinas e


equipamentos, aparelhos, instrumentos, utensílios, ferramentas, gabaritos, moldes, matrizes e
semelhantes), remetidos pelo estabelecimento industrial a outro estabelecimento da mesma
firma, para serem utilizados no processo industrial do recebedor.

Material de uso e de consumo próprio: são normalmente tributados, sendo a base de cálculo do
imposto, o valor de aquisição da entrada mais recente.

Dados para emissão da nota fiscal


Natureza da operação: Transferência de ativo fixo ou Transferência de material de uso e
consumo.
Código fiscal:
CFOP - 5.552 – Operações no Estado
CFOP - 6.552 – Operações em outros Estados
Dados adicionais na nota fiscal:

Transferência de Bens integrados ao Ativo Permanente “IPI isento, conforme o art. ..., inc. ....,
do Decreto ........ – RICMS”.

5.23.1 Verificar se as transferências do Ativo Fixo vêm sendo efetuadas com a isenção do ICMS.

5.23.2 Constatar se as transferências de material de uso e de consumo próprio vêm sendo


tributadas pelo ICMS. Verificar, ainda, se a transferência de material de uso e de consumo
próprio foi efetuada com incidência do ICMS, se foi aproveitado o respectivo crédito na entrada.

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5.23.3 Mediante o Regulamento do ICMS, consultar se há alguma peculiaridade com relação ao


assunto abordado e se as normas vêm sendo observadas.

5.24 VASILHAMES, RECIPIENTES E A EMBALAGENS

Remessa e retorno: aplica-se a isenção do ICMS nas saídas de vasilhames, recipientes e


embalagens, inclusive sacaria, desde que não sejam cobrados dos destinatários, não computados
no valor da mercadoria e que retorne ao estabelecimento remetente ou a outro do mesmo titular
ou depósito em seu nome.

Dados para emissão da nota fiscal


Código fiscal:
Remessa:
Natureza da operação: Outras saídas – Remessa de vasilhames, recipientes, embalagens ou
sacarias.
CFOP - 5.920 – Operações no Estado
CFOP - 6.920 – Operações em outros Estados

Retorno:
Natureza da operação: Outras saídas –Retorno de vasilhames, recipientes, embalagens ou
sacarias.
CFOP -5.921 –Operações no Estado
CFOP - 6.921 – Operações em outros Estados
Dados Adicionais na nota fiscal:
“Isento do ICMS, conforme art. ...., inc........, do Decreto .............. – RICMS”.

5.25 VENDA DE BENS PERTENCENTES AO ATIVO FIXO DA EMPRESA

Saídas internas e interestaduais: Ampara-se pela não-incidência do ICMS

Dados para emissão da nota fiscal


Natureza da operação: Venda de bem do ativo permanente.
Código Fiscal:
CFOP - 5.551 – Operações no Estado
CFOP - 6.551 – Operações em outros Estados

Dados adicionais na nota fiscal: “não incidência do ICMS, conforme do art 3.º, inciso XIII, do
Decreto 1.980/07– RICMS/PR.

5.26 DAS OPERAÇÕES REALIZADAS FORA DO ESTABELECIMENTO

Saída:
Na saída de produtos para efetuar vendas fora do estabelecimento, até mesmo por meio de
veículos, o contribuinte deverá emitir Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, relativa à totalidade dos
produtos transportados. O ICMS deverá ser destacado na nota fiscal.

Venda:
Por ocasião da venda do produto, deverá ser emitida Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, sem o
destaque do ICMS, que, além dos demais requisitos exigidos, conterá o número, a série e a data
da emissão da Nota Fiscal emitida por ocasião da saída do estabelecimento.

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Retorno:
No retorno dos produtos não vendidos, o contribuinte emitirá Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A,
para fins de entrada, para se creditar do imposto relativo às mercadorias retornadas mediante
lançamento desse documento no livro de Registro de Entradas.
O contribuinte arquivará a primeira via da Nota Fiscal correspondente à saída.

Crédito:
O crédito deverá ser lançado no mês em que retornar o veículo com os produtos, mediante a
emissão de Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, que, além das indicações a seguir mencionadas,
consignará a demonstração da apuração do valor do imposto a ser apropriado.

No retorno, a 1ª via da Nota Fiscal que foi utilizada na ocasião da remessa, conterá, em seu
verso, um resumo do imposto nela lançado com o devido nas vendas fora do estabelecimento
(ICMS lançado na Nota Fiscal de remessa – ICMS devido sobre as vendas realizadas).

Se desta apuração resultar saldo devedor, o estabelecimento emitirá Nota Fiscal com destaque de
imposto e a declaração “Nota emitida exclusivamente para Uso Interno”, para escrituração no
livro de Registro de Saídas; se resultar saldo credor, será emitida Nota Fiscal para escrituração
no livro de Registro de Entradas.

Dados para emissão da nota fiscal


Remessa:
Natureza da operação: Outras saídas – Remessa para venda fora do estabelecimento.
Código Fiscal:
CFOP - 5.904 – Operações no Estado
CFOP - 6.904 – Operações em outros Estados
Caso a saída para venda fora do estabelecimento corresponda a combustíveis e lubrificantes, o
CFOP a ser utilizado será 5.657.
Observação: na remessa do produto haverá o destaque do ICMS

Venda:
Natureza da Operação: Venda efetuada fora do estabelecimento
Código Fiscal
Quando consignar venda fora do estabelecimento de mercadorias de sua própria fabricação:
CFOP - 5.103- Operações no Estado
CFOP -6.103- Operações em outros Estados
Quando consignar venda fora do estabelecimento de mercadorias adquiridas de terceiros:
CFOP - 5.104- Operações no Estado
CFOP - 6.104 – Operações em Outros Estados
Quando consignar venda fora do estabelecimento de mercadorias adquiridas de terceiros.
Dados adicionais na nota fiscal: informar que o valor o ICMS acha-se incluso no valor do
produto e indicar o número e data da Nota Fiscal de remessa respectiva.
Observação: não haverá o destaque no ICMS na Nota Fiscal, porém o valor do ICMS
deverá ser informado nos dados adicionais da nota fiscal.

Retorno:
Nota Fiscal de Entrada das mercadorias não vendidas
Natureza da Operação: Retorno de mercadorias não vendidas fora do estabelecimento.
Código Fiscal:
CFOP - 1.904 – Operações no Estado

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CFOP - 2.904 – Operações em outros Estados


Dados Adicionais na nota fiscal: informar os dados das notas fiscais de remessa, relativamente
às mercadorias que ao foram vendidas.
Observação: como na nota fiscal de remessa foi destacado o ICMS sobre a totalidade dos
produtos saídos, na nota fiscal de entrada referente o retorno dos produtos não vendidos será
destacado o ICMS, para o efetivo crédito.

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6. RELATÓRIOS DE AUDITORIA EMPRESAS EM GERAL

RELATÓRIO DE AUDITORIA

NOME CLIENTE

RELATÓRIO DE AUDITORIA N.º ..../.....


(Revisão Fiscal)

Em atendimento ao nosso contrato de auditoria independente e dando prosseguimento aos


trabalhos relativos ao exercício social de 2...., visitamos a sede da empresa no mês de........ , para
verificação da área fiscal –ICMS, IPI E ISS.

Nossos trabalhos foram desenvolvidos em conformidade com os padrões usuais de auditoria,


incluindo, sempre que necessárias, aplicações de testes e exames sobre operações, livros,
registros, documentos, posições contábeis e controles subsidiários, na extensão e profundidade
julgadas necessárias.

Nossos exames foram conduzidos por critérios de amostragem, destarte não é nossa pretensão
apontar todas as ocorrências de um evento similar, nossas considerações estendem-se aos
demais casos semelhantes, não contemplados neste relatório.

Em decorrência do trabalho efetuado citamos, nas páginas seguintes, alguns aspectos que, em
nosso entendimento, podem ser aperfeiçoados de forma a consolidar os controles e
procedimentos internos da empresa.

As recomendações e sugestões propostas neste relatório são de caráter orientativo, em


conformidade com a legislação fiscal em vigor, devendo ser submetidas à apreciação da
diretoria, a qual, em última instância, tomará as providências que julgar oportuna.

Relacionamos, a seguir, os pontos que julgamos conveniente destacar.

1. OPERAÇÕES DE ENTRADAS

1.1 CRÉDITOS DE ICMS NÃO APROVEITADOS

1.1.1 Aquisições de material intermediário

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Ocorrem casos em que, a empresa não vem se creditando do valor do ICMS pago e
destacado nas aquisições de produtos que, embora não façam parte do produto final, se
desgastam nas etapas do processo produtivo.

Exemplificamos:
.....................
O artigo 24, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de 21/Dez./07, e
respostas do Setor Consultivo do Estado do Paraná, prevêem o direito ao crédito do
ICMS, nas aquisições de produtos intermediários, utilizados no processo de
industrialização.

1.1.2 Aquisições de bens do ativo imobilizado

A empresa não vem se aproveitando do ICMS pago e destacado nas notas fiscais de
aquisições de bens do ativo imobilizado.

Salientamos que o artigo 24, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de


21/Dez./07, prevê o direito ao crédito do ICMS nas aquisições de bens destinados ao
ativo imobilizado.

1.1.3 Aquisição de energia elétrica

A empresa não vem se creditando do valor do ICMS, pago e destacado nas faturas de
energia elétrica, utilizado no processo produtivo da empresa.

Salientamos que o RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de 21/dez./07, no


artigo 24, parágrafo 8.º, inciso “b”, prevê que a aquisição de energia elétrica gera
direito ao crédito de ICMS quando for consumida no processo de industrialização;

1.2 CRÉDITOS DE ICMS E IPI NÃO APROVEITADOS

1.2.1 Aquisições de material intermediário

Ocorrem casos em que, a empresa não vem se creditando do valor do IPI pago e
destacado nas aquisições de produtos que, embora não façam parte do produto final, se
desgastam nas etapas do processo produtivo.

Exemplificamos:

O artigo 164, do RIPI, aprovado pelo Decreto n.º 4.544, de 26/Dez./02, prevê o direito
ao crédito do IPI, nas aquisições de produtos intermediários, utilizados no processo de
industrialização.

1.2.2 Aquisições de Comercial Atacadista

Ocorrem casos em que a empresa não vem creditando o valor do IPI, nas aquisições de
insumos, adquiridos de comercial atacadista, não contribuintes do IPI, a razão de 50%,
sobre o total da nota fiscal.

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Exemplificamos:

O regulamento do IPI aprovado pelo Decreto n.º4.544, de 26/Dez./02, possibilita aos


estabelecimentos industriais, e os que lhes são equiparados, a possibilidade, ainda, de
creditar-se do imposto relativo a matéria prima, produto intermediário e material de
embalagem, adquiridos de comerciante atacadista não-contribuinte (e portanto não
equiparados a industrial por opção). (art. 165 do RIPI)

O valor do crédito do IPI será calculado pelo próprio adquirente, mediante aplicação da
alíquota a que estiver sujeito o produto, sobre 50% (cinqüenta por cento) do seu valor,
constante da respectiva nota fiscal. (art. 165 do RIPI)

1.3 ESCRITURAÇÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS NO LIVRO REGISTRO DE


ENTRADAS

1.3.1 Notas fiscais não escrituradas

Alguns documentos fiscais não vêm sendo escriturados no livro Registro de Entradas,
tais como:

a) Nota fiscal/fatura de telecomunicações;


b) Notas fiscais constantes no “movimento de caixa”, que se referem a aquisições de
pequeno valor, que são pagas diretamente pelo caixa.

De acordo com a legislação estadual (art. 224, do RICMS/PR), devem ser escrituradas
no livro Registro de Entradas, em ordem cronológica das efetivas entradas no
estabelecimento, as mercadorias ou serviços abrangidos pelo ICMS, como é o caso dos
documentos fiscais citados.

1.3.2 Escrituração das faturas de energia elétrica

A empresa vem escriturando as faturas de energia elétrica, no livro Registro de


Entradas, com o código fiscal 1.556.

Salientamos que, o RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de 21/Dez./07, prevê
que correto lançamento das faturas de energia elétrica no livro Registro de Entradas
dar-se-á no código fiscal 1.252.

2- OPERAÇÕES COM NOTA FISCAL DE SAÍDA

2.1 DESTAQUE A MENOR DO VALOR DO ICMS NA NOTA FISCAL

2.1.1 Vendas para não-contribuintes

A empresa efetua venda de mercadoria de sua produção, em operações internas e


interestaduais, para não contribuintes do ICMS, não incluindo o valor do IPI na base de
cálculo do ICMS.

Exemplificamos:

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O artigo 6.º, § 2.º, alínea “a”, do RICMS/PR, aprovado pelo n.º 1.980, de 21/dez./07,
prevê:

§ 2º Não integra a base de cálculo do imposto o montante:

a) do imposto sobre produtos industrializados, quando a operação, realizada entre


contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização,
configurar fato gerador de ambos os impostos.

2.1.2 Vendas para uso usuário final

A empresa efetua venda de mercadoria de sua produção, em operações internas e


interestaduais, para contribuintes do ICMS, cuja destinação será uso final, não
incluindo o valor do IPI na base de cálculo do ICMS.

Exemplificamos:

O artigo 6.º, § 2.º, alínea “a”, do RICMS/PR, aprovado pelo n.º 1.980, de 21/dez./07,
prevê:

§ 2º Não integra a base de cálculo do imposto o montante:

a)do imposto sobre produtos industrializados, quando a operação, realizada entre


contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização,
configurar fato gerador de ambos os impostos.

2.2 DESTAQUE A MAIOR DO VALOR DO ICMS NA NOTA FISCAL

2.2.1 Venda para industrialização

Na nota fiscal de saída n.º ......, de .../....../...., no valor de R$ ...., e na nota fiscal
n.º ......., de ../..../..., no valor de ........, emitidas para ..............., venda do
produto ................., foi incluído o valor do IPI, na base de cálculo do ICMS,
considerando que a mercadoria para o cliente é uso e consumo.

Salientamos que, conforme conversa preliminarmente efetuada com a pessoa


responsável, o referido produto destina-se ao processo produtivo do adquirente, sendo
considerado como material intermediário.

Recomendamos à empresa, por ocasião da confecção do pedido, que solicite do cliente


informações do uso do produto, para que se possa identificar a utilidade do produto,
pois conforme determina o RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de
21/Dez./07, se a mercadoria destinar-se a industrialização e/ou comercialização o IPI
não faz parte da base de cálculo do ICMS e também fica diferido o ICMS, na proporção
de 33,33%, ocasionando uma tributação à alíquota de 12%.

2.2.2 Valores incorretos

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A empresa emite nota fiscal de venda, depois de emitida e entregue ao cliente verifica-
se que o valor do ICMS foi destacado a maior, emitindo carta de correção, acertando tal
ocorrência.

Exemplificamos:

Porém, na escrituração no livro Registro de Entradas a nota fiscal é escriturada com


os valores originais, ou seja, os valores errados.

Recomendamos que, nos casos em que é emitida a carta de correção, alterando o valor
do ICMS para menor, por ocasião do lançamento no livro Registro de Saídas, seja
escriturado o valor alterado, ou seja, o valor correto.

2.3 DESTAQUE A MAIOR DO VALOR DO IPI NA NOTA FISCAL

Ocorrem casos em que, a nota fiscal é emitida com a alíquota da classificação fiscal do
produto maior do que a prevista na TIPI – Tabela do IPI.

Exemplificamos:

Salientamos que a TIPI - Tabela do IPI, aprovada pelo Decreto nº 4.542/02, prevê a
alíquota de ... para a classificação fiscal .............

Recomendamos revisar todos os produtos, para verificar se estão de acordo as


descrições das mercadorias, e as alíquotas são as mesmas previstas na Tabela do IPI.

2.4 DESTAQUE A MENOR DO VALOR DO IPI NA NOTA FISCAL

A empresa vem cobrando e destacando no campo próprio da nota fiscal o valor do frete,
porém, tal valor não vem sendo incluso na base de cálculo do IPI.

Exemplificando:

NF nº ...... data ...... valor R$.....

Salientamos que o Regulamento do IPI - Decreto nº 4.544/02 prevê:

Art. 131 - Salvo disposição em contrário deste Regulamento, constitui valor tributável:

II - dos produtos nacionais, o valor total da operação de que decorrer a saída do


estabelecimento industrial ou equiparado a industrial (Lei nº 4.502, de 1964, art. 14,
inciso II, e Lei nº 7.798, de 1989, art. 15).

§ 1º. O valor da operação referido nos incisos I, alínea b, e II, compreende o preço do
produto, acrescido do valor do frete e das demais despesas acessórias, cobradas ou
debitadas pelo contribuinte ao comprador ou destinatário (Lei nº 4.502, de 1964, art.
14, § 1º, Decreto-lei nº 1.593, de 1977, art. 27, e Lei nº 7.798, de 1989, art. 15).

2.5 PREENCHIMENTO DA NOTA FISCAL DE SAÍDA

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2.5.1 Classificação Fiscal incorreta

A empresa revende o produto ................., informando na nota fiscal a


classificação ..................

Salientamos que, conforme a TIPI, Tabela do IPI aprovada pelo Decreto nº 4.542/02, a
descrição da classificação fiscal ................... é ....................”.

Recomendamos revisar as classificações fiscais das mercadorias, para que seja


mencionada na nota fiscal a classificação correta, evitando possíveis problemas fiscais.

2.5.2 Classificação Fiscal não preenchida

Ocorrem casos em que não vem sendo preenchido o campo referente à classificação
fiscal do produto, constante na nota fiscal de saída.

Exemplificamos:

Salientamos que o artigo 138, inciso IV, alínea “c”, do RICMS/PR, aprovado pelo
Decreto n.º 1.980, de 21/Dez./07, prevê a obrigatoriedade do preenchimento da
classificação fiscal, quando da emissão da nota fiscal de saída, quando o estabelecimento
é contribuinte do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados.

2.5.3 Código Fiscal incorreto

Ocorrem casos em que, a nota fiscal de venda é emitida para não contribuintes do
ICMS, localizados em outra unidade da federação, com o Código Fiscal 6.101.

Exemplificamos:

Salientamos que o Anexo IV, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de


21/Dez./07, prevê que as vendas de produção do estabelecimento, destinadas a não-
contribuintes, dar-se-á no Código Fiscal 6.107.

2.5.4 Canhoto de recebimento

Ocorrem casos em que, as notas fiscais de saídas emitidas não possuem o canhoto de
recebimento devidamente identificado e assinado, no ato do recebimento, pelo
destinatário.

Exemplificamos:

Salientamos que o artigo 138, inciso IX, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º
1.980, de 21/Dez./2007, prevê que o canhoto de recebimento esteja devidamente
assinado e anexado nas notas fiscais de saídas.

2.5.5 Campos da nota fiscal

Na emissão de suas notas fiscais de saída é procedimento comum o não preenchimento


de todos os campos obrigatórios, tais como: Fone/Fax; Bairro/Distrito e todos os
campos referentes a transportador / volumes transportador.

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NOTA FISCAL
Número Emissão Valor Campos Não Preenchidos
Fone/fax
Bairro/Distrito
Bairro/Distrito
Bairro/Distrito
Bairro/Distrito
Transportadora
Transportadora
Transportadora
Transportadora
Transportadora
Transportadora
Transportadora

O Artigo 138, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de 21/dez./2007, dentre


outros, prevê a obrigatoriedade do preenchimento, em quadros e campos próprios, dos
fatos citados acima, quando da emissão de notas fiscais de saídas.

2.5.6 Cancelamento de nota fiscal

Nas notas fiscais canceladas, não vem sendo aposto o motivo do cancelamento.

O RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de 21/dez./2007, prevê:

Art. 216 - Quando o documento fiscal for cancelado, conservar-se-ão no talonário


ou formulário contínuo todas as suas vias, com declaração dos motivos que
determinaram o cancelamento e referência, se for o caso, ao número e data do novo
documento emitido (Convênio SINIEF, de 15.12.70, art. 12).

Parágrafo único - No caso de documento copiado far-se-á os assentamentos no livro


copiador, arquivando-se todas as vias do documento cancelado.

Outrossim, objetivando o aprimoramento dos controles internos, bem como evitar


possíveis contratempos de ordem fiscal, sugerimos a adoção de carimbo específico, o
qual obedecerá ao seguinte modelo, que atende à legislação fiscal vigente:

CANCELADA

MOTIVOS

( ) Erro nos dados do cliente.


( ) Erro na discriminação dos produtos.
( ) Erro nos cálculos.
( ) Outros................................................

Nota fiscal emitida em substituição nº.............de........./........../............

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2. LIVROS FISCAIS

3.1 Livro de Registro de Inventário

Os livros Registros de Inventário, referente aos anos de 2.001 a 2.003, até a nossa
visita, não haviam sido preenchidos.

Salientamos que o artigo 252, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de


21/Dez./07, prevê a obrigatoriedade do contribuinte preencher o referido livro.

3.2 Livro de Registro de Entradas

Os Livros de Registro de Entradas referente ao ano de 2003, até a nossa visita, não
haviam sido autenticados no órgão competente.

O RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de 21/Dez./07, através do artigo 426, §


5º, prevê que “Os livros fiscais escriturados por sistema eletrônico de processamento de
dados serão encadernados em até 120 dias, contados da data do último lançamento”.

3.3 Livro de Registro de saídas

Os Livros de Registro de Saídas referente ao ano de 2003, até a nossa visita, não
haviam sido autenticados no órgão competente.

O RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de 21/Dez./07, através do artigo 426, §
5º, prevê que “Os livros fiscais escriturados por sistema eletrônico de processamento de
dados serão encadernados em até 120 dias, contados da data do último lançamento”.

3.4 Livros de apuração do ICMS e IPI

Os Livros de Registro de Saídas referente ao ano de 2003, até a nossa visita, não
haviam sido autenticados no órgão competente.

O RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de 21/Dez./07, através do artigo 426, §


5º, prevê que “Os livros fiscais escriturados por sistema eletrônico de processamento de
dados serão encadernados em até 120 dias, contados da data do último lançamento”.

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7 - RELATÓRIO DE AUDITORIA - EMPRESA DE TRANSPORTE

1 - CRÉDITO PRESUMIDO DO ICMS

1.1 Cálculo do crédito presumido do ICMS, efetuado em desconformidade

A filial estabelecida no estado de São Paulo optou pelo crédito presumido de 20% do ICMS
devido, em substituição ao crédito normal das entradas, porém, ao efetuar o cálculo é aplicado o
percentual de 20% sobre o valor total do ICMS devido na saída; não foi considerado o valor do
ICMS sobre substituição tributária.
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Salientamos que segundo decisão normativa 006 de 26.12.2000 (CAT), abaixo transcrita, poderá
ser incluído no cálculo do referido percentual o valor do ICMS da substituição tributária devido
pelo tomador do serviço.

DECISÃO NORMATIVA CAT N.º 06, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2000 (DOE DE 28.12.2000)

ICMS - Dispõe sobre o direito ao Crédito Outorgado previsto no Item 4 da Tabela I do Anexo III
do RICMS, mesmo quando a empresa de serviço de transporte realizar prestações sujeitas à
substituição tributária de que trata o artigo 285-A do RICMS.

O Coordenador da Administração Tributária, tendo em vista o disposto no art. 587 do


Regulamento do ICMS, aprovado pelo Decreto n.º 33118, de 14.03.91, decide:

1 - Fica aprovada a resposta dada pela Consultoria Tributária, em 20.11.2000, à Consulta n.º
959/2000, cujo texto é reproduzido em anexo a esta decisão

2 - Conseqüentemente, com fundamento no inciso II do artigo 586 do Regulamento do ICMS,


ficam reformadas todas as demais respostas dadas pela Consultoria Tributária e que, versando
sobre a mesma matéria, concluíram de modo diverso.

3 - Esta decisão produzirá efeitos a partir da sua publicação.

"Consulta n.º 959/2000

"1 - A Consulente pergunta, em síntese, se tem direito ao crédito outorgado indicado no Anexo
III, item 4, do RICMS, mesmo nos casos em que o tomador do serviço for responsável pelo
pagamento do ICMS.

2 - Pergunta, também, o modo de cálculo e escrituração desse direito, assim como se pode
efetuar os respectivos lançamentos escriturais no item outros créditos da GIA.

3 - Sobre o tema abordado na presente consulta, este órgão consultivo vem se manifestando
no sentido positivo, ou seja, uma vez que o imposto devido sobre as prestações alcançadas pela
substituição tributária de que trata o art. 285-A do RICMS/91, embora de responsabilidade do
tomador do serviço inscrito neste Estado, deve também compor a base de cálculo do crédito
outorgado, haja vista que o legislador, ao elaborar o item 4 da Tabela I do Anexo III do
RICMS/91, não fez qualquer restrição nesse sentido. O importante é que, para fins de cálculo do
crédito outorgado a que tem direito, este cálculo seja feito em relação ao valor do imposto
devido sobre a prestação realizada, independentemente a quem a lei atribuiu a responsabilidade
para o seu pagamento.

4 - O valor do crédito outorgado, nos termos da norma em evidência, pode ser lançado a
partir do primeiro dia do mês subseqüente ao da lavratura do termo de opção no livro Registro
de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências (Nota 2 do item 4), o qual deve
ser escriturado no item outros créditos do livro Registro de Apuração do ICMS e da GIA.

5 - Ressalve-se, contudo, que adotando a Consulente o benefício previsto no supracitado item


4 da Tabela I do Anexo III não poderá utilizar quaisquer outros créditos, conforme a Nota 1
desse item 4.

6 - Por derradeiro, vale ressaltar que, embora não deva ser destacado no CTRC, o valor do
imposto integra a sua própria base de cálculo (art. 51 do RICMS).

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7 - Isso equivale dizer que o valor do ICMS devido na prestação de serviço de transporte, a
ser retido pelo tomador na forma do art. 285-A do RICMS, há de estar incluso no valor do frete
a ser consignado no CTRC emitido pela empresa de transporte (Consulente)".

ANEXO III

CRÉDITOS OUTORGADOS
(Relação a que se refere o artigo 59 deste Regulamento)

TABELA I
Créditos Outorgados - Concessões por Tempo Indeterminado
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Discriminação
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

"4 O estabelecimento prestador de serviço de transporte, exceto o aéreo, poderá creditar-se da


importância correspondente a 20% (vinte por cento) do valor do imposto devido na prestação
(Convênio ICMS 106/96).

"NOTA 1 - O benefício previsto neste item 4 é opcional, devendo alcançar todos os


estabelecimentos do contribuinte localizados no território nacional e sua adoção implicará
vedação ao aproveitamento de quaisquer outros créditos (Convênio ICMS n.º 106/96, cláusula
primeira, Parágrafo 2º, na redação do Convênio ICMS n.º 95/99)";

Nota 2 - O contribuinte declarará a opção em termo lavrado no livro Registro de Utilização de


Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, devendo a renúncia a ela ser objeto de novo
termo, termos esses que produzirão efeitos a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao da
sua lavratura”.

2 OPERAÇÕES COM PRESTACÕES DE SERVIÇOS

2.1 Recolhimento e destaque do ISS indevido

A empresa emite conhecimentos de serviço de transportes, para acobertar prestação de serviço,


de competência municipal, e recolhe o valor do ISS - Imposto sobre Serviços para o município
diverso daquele onde foi prestado o serviço.

Exemplificamos:

CONHECIMENTO TRAJETO IMPOSTO


Número Emissão Valor Início Término (ISS)
Pitanga - PR Pitanga - PR
Pitanga - PR Pitanga - PR
Pitanga - PR Pitanga - PR
Pitanga - PR Pitanga - PR
Pitanga - PR Pitanga - PR
Pitanga - PR Pitanga - PR

Salientamos que a empresa deve emitir nota fiscal de prestação de serviço, que é o documento
hábil para tal prestação, e recolher o valor do ISS no município onde foi efetivamente prestado o
serviço.

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3 OPERAÇÕES COM ENTRADAS

3.1 Notas fiscais não escrituradas

Evidenciamos que nos meses de Julho e agosto alguns documentos fiscais não foram
escriturados no livro Registro de Entradas, tais como:

a) Nota fiscal/fatura de telecomunicações;


b) Notas fiscais de compra de Energia Elétrica.
c) Evidenciamos várias notas fiscais no mês 07/2005 que não foram lançadas no livro
Registro de Entradas.

De acordo com a legislação estadual (art. 244, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980,
de 21/dez./07), devem ser escrituradas no livro Registro de Entradas, em ordem cronológica das
efetivas entradas no estabelecimento, as mercadorias ou serviços abrangidos pelo ICMS, como
é o caso dos documentos fiscais citados.

3.2 Notas fiscais endereçadas a outras filiais, escrituradas na matriz

Ocorrem casos em que notas fiscais com endereço e demais dados das filiais vêm sendo
escrituradas no livro Registro de Entradas da matriz.

NOTA FISCAL
Número Data Cliente Valor ICMS CNPJ

Salientamos que tal procedimento está em desconformidade com a atual legislação, pois o artigo
60, inciso VI, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de 21/Dez./07, prevê que é
vedado o crédito do ICMS na hipótese de o documento fiscal correspondente indicar
estabelecimento destinatário diverso do recebedor da mercadoria ou usuário do serviço.

3.3 Ausência da efetiva data de entrada da mercadoria, no documento fiscal que


acoberta a operação

É procedimento comum da empresa não escriturar a data efetiva de entrada da mercadoria,


impedindo a observação que traz o art. 240 (que regulamenta o prazo de escrituração de no
máximo 5 dias após a efetiva entrada da mercadoria no estabelecimento) do atual regulamento,
sendo assim, sugerimos a implantação de um carimbo datador.

3.4 Arquivo das notas fiscais de entrada

As notas fiscais de entradas de mercadorias estão sendo arquivadas sem obedecer qualquer
ordem.

Recomendamos que a empresa passe a arquivar suas notas fiscais de entrada conforme ordem de
lançamento no Livro de Registro de Entradas, citada no Art. 244, parágrafo 2º e 3º, aprovado
pelo Decreto nº 1.980 de 21/dez./2007.

4 OPERAÇÕES COM SAÍDAS


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4.1 ICMS NÃO DESTACADO NO CONHECIMENTO DE TRANSPORTE

A empresa vem emitindo conhecimento de transporte, em operações que inicia e termina no


estado do Paraná, sem o destaque do valor do ICMS, utilizando o benefício da isenção do ICMS
previsto no item 102, do Anexo I, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de
21/Dez./07, porém, ocorrem casos em que os clientes tomadores dos serviços não são
contribuintes do ICMS no estado do Paraná.

Para uma melhor visualização, exemplificamos os clientes que não são contribuintes do ICMS:

REF. Contratante CNPJ I.E.


Isento
Isento

CONHECIMENTO DE TRANSPORTE
REF. Número Data Valor total Vlr ICMS não destacado

O RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de 21/Dez./07, no Anexo I, item 102, prevê que
é isenta do ICMS PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE INTERMUNICIPAL DE
CARGAS, que tenha início e término no território paranaense e cujo tomador do serviço seja
contribuinte do imposto inscrito no CAD/ICMS deste Estado.

4.2 ICMS DESTACADO INDEVIDAMENTE, EM PRESTAÇÕES ISENTAS

Em alguns conhecimentos de transportes, a empresa não vem utilizando a isenção do ICMS,


prevista no Regulamento do ICMS, para operações internas efetuadas para contribuintes.

Conforme exemplos a seguir relacionados:

CONHECIMENTO ICMS
Número Emissão Valor Destacado

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O RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de 21/Dez./07, no Anexo I, item 102, prevê que
é isenta do ICMS a prestação de serviço de transporte intermunicipal de cargas, destinada a
contribuinte do imposto que tenha início e término no território paranaense. (grifo nosso).

4.3 DESTAQUE INDEVIDO DO ICMS EM OPERAÇÃO DE SERVIÇO DE


TRANSPORTE INICIADO EM OUTRA FEDERAÇÃO

Ocorrem casos em que o serviço é iniciado em outra unidade da federação, porém, o ICMS vem
sendo recolhido indevidamente para o estado do Paraná.

Para uma melhor visualização, exemplificamos:

CONHECIMENTO TRAJETO ICMS


Número Emissão Valor Início Término Destacado
Rio Negro - SC Passos – MG
Rio Negro - SC Passos – MG
Caçador - SC Pinhais - PR
Barracão– RS Pinhais - PR
Ijuí – RS Pinhais - PR
Lages – SC Pinhais - PR

Salientamos que o fato gerador do ICMS é o início da prestação de serviços de transporte


interestadual e intermunicipal, de qualquer natureza, portando, o ICMS deve ser recolhido para
o estado onde iniciou o serviço de transporte.

4.4 OBRIGAGÕES ACESSÓRIAS

4.4.1 Cancelamento de conhecimento de transporte

Referente a cancelamento dos conhecimentos de transportes, temos o que segue:

a) Nos conhecimentos de transportes cancelados, não vem sendo aposto o motivo do


cancelamento.

b) Verificamos também que, muitos conhecimentos de transportes cancelados não possuem


todas as vias.

O RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de 21/dez./2007, prevê:

Art. 216 - Quando o documento fiscal for cancelado, conservar-se-ão no talonário ou formulário
contínuo todas as suas vias, com declaração dos motivos que determinaram o cancelamento e
referência, se for o caso, ao número e data do novo documento emitido (Convênio SINIEF, de
15.12.70, art. 12).
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Parágrafo único - No caso de documento copiado far-se-á os assentamentos no livro copiador,


arquivando-se todas as vias do documento cancelado.

Outrossim, objetivando o aprimoramento dos controles internos, bem como evitar possíveis
contratempos de ordem fiscal, sugerimos a adoção de carimbo específico, o qual obedecerá ao
seguinte modelo, que atende à legislação fiscal vigente:

CANCELADA

MOTIVOS

( ) Erro nos dados do cliente.


( ) Erro na discriminação dos produtos.
( ) Erro nos cálculos.
( ) Outros................................................

Conhecimento emitido em substituição nº.............de........./........../............

4.4.2 EMISSÃO DE CONHECIMENTO DE TRANSPORTE, SEM O DESTAQUE DO


ICMS, SEM A MENÇÃO DO DISPOSITIVO LEGAL DA DISPENSA DO IMPOSTO

Nos conhecimentos de transporte de saídas, cujo ICMS na operação não há o destaque, não vem
sendo mencionado o dispositivo legal da dispensa do imposto, no corpo do documento fiscal.

O RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1980, de 21/dez./07, prevê:

Art. 209 - Quando a operação ou a prestação estiver beneficiada por isenção ou amparada por
imunidade, não-incidência, diferimento ou suspensão do recolhimento do imposto, essa
circunstância será mencionada no documento fiscal, indicando-se o respectivo dispositivo legal
(Convênio SINIEF, de 15.12.70, art. 9º e Convênio SINIEF 06/89, art. 89).

5 LIVROS FISCAIS

5.1 LIVROS FISCAIS NÃO APRESENTADOS

5.1.1 Livro Registro de Inventário

Foi solicitado o livro de Registro de Inventário referente aos últimos cinco anos, de todas as
unidades da empresa, ou seja, da matriz e das filiais, porém, não nos foi apresentado até o fim de
nossa visita à sede da empresa.

Recomendamos à empresa providenciar a confecção de tal livro, pois, em uma eventual


fiscalização, será obrigatoriamente exigido.

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5.1.2 Livro Registro de Entradas

Foi solicitado o livro de Registro de Entradas referente ao de 2004, de todas as unidades da


empresa, ou seja, da matriz e das filiais, porém, não nos foi apresentado até o fim de nossa visita
à sede da empresa.

Recomendamos à empresa providenciar a confecção de tal livro, pois, em uma eventual


fiscalização, será obrigatoriamente exigido.

5.1.3 Livro Apuração do ICMS

A empresa não possui o livro de Apuração de ICMS, referente aos meses de Julho, Agosto e
Setembro de 2005.

Recomendamos à empresa providenciar a confecção de tal livro, pois, em uma eventual


fiscalização, será obrigatoriamente exigido.

5.1.4 Livro registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências

Não vêm sendo escrituradas as autorizações para Impressão de Documentos Fiscais (AIDF),
no Livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências.

Também não foi escriturada a opção pelo crédito presumido do ICMS, no livro Registro de
Utilização de Documentos Fiscais e Termo de Ocorrências.

6 ARQUIVOS MAGNÉTICOS

6.1 SINTEGRA

6.1.1 SINTEGRA Apresentado Incompleto

A empresa vem apresentando o arquivo do SINTEGRA somente com os valores das operações e
prestações das entradas.

Salientamos que a atual legislação fiscal em vigor prevê que, o contribuinte do ICMS estará
obrigado a manter as informações atinentes ao registro fiscal dos documentos recebidos ou
emitidos por qualquer meio, referente à totalidade das operações de entradas e de saídas e das
aquisições e prestações realizadas no exercício de apuração.

7 ARMAZENAGEM

7.1 OPERAÇÕES DE ARMAZENAGEM

7.1.1 Obrigações acessórias referente à operação de armazenagem

A empresa não vem escriturando as notas fiscais de entradas de armazenagem no livro Registro
de Entradas, bem como, igualmente, não vem escriturando as notas fiscais de saídas no Livro
Registro de Saídas.

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Evidenciamos também que, a empresa não possui controle efetivo de estoque, referente às
mercadorias de terceiros recebidas com a finalidade de armazenagem, em suas dependências.

Recomendamos avaliar o atual procedimento, pois, em uma eventual fiscalização, fatalmente


será questionada, razão pela qual, sugerimos que a empresa cumpra com todas as obrigações
acessórias inerentes à operação de armazenagem.

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8 - RELATÓRIO DE AUIDITORIA - EMPRESA DE VENDA DE MÁQUINAS E
EQUIPAMENTOS

1 Operações de entradas

1.1 Aquisição de material de uso e consumo com ICMS diferido

Ocorrem casos em que a empresa adquire produto para uso e consumo, porém, o fornecedor
vem emitindo a nota fiscal com o diferimento parcial do ICMS.

Salientamos que o artigo 96, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de 21/Dez./07,
preve o diferimento parcial somente nos produtos destinados à revenda ou industrialização, ou
seja, quando é destinada a uso e consumo a tributação é integral, não se aplicando o diferimento
de 18% para 12% do valor do ICMS.

Citamos como exemplo:

NOTA EMISSÃO VALOR FORNECEDOR


FISCAL

Recomendamos que o setor de compra, por ocasião do pedido, informe ao fornecedor a


destinação do produto, para aplicação da correta tributação do ICMS.

1.2 AQUISIÇÃO DE CRÉDITO DE ICMS

A empresa vem comprando ICMS de clientes, para quitação de fatura referente a vendas de
produtos efetuados, porém, em virtude desse procedimento, o ICMS mensalmente apurado vem
ocasionando um saldo credor.

Exemplificamos:

Mês Valor Valor Valor Valor


de ICMS ICMS ICMS Saldo
Apuração Crédito Débito Adquirido Apurado

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Conforme o exemplo mencionado acima, nos meses de março a agosto de 2.005 não haveria
necessidade de adquirir crédito, pois no confronte de débitos e créditos, o ICMS apurado, sem
aquisição, finaliza em credor.

Recomendamos avaliar o atual procedimento, pois, como ficou evidenciado, a empresa adquiriu
crédito de ICMS e ficou com o saldo acumulado em conta gráfica sem o real aproveitamento.
1.3 NOTA FISCAL DE TRANSFERÊNCIA

Existem casos em que a nota fiscal de transferência de mercadoria do estabelecimento remetente


ocorre nos últimos dias do mês e sua entrada no estabelecimento destinatário vem acontecendo
com significativo atraso, conforme exemplo abaixo.

Data
N. F. Fornecedor
Emissão Entrada

Recomendamos à empresa avaliar os controles internos, bem como o fluxo de documentos, pois,
como ficou evidenciado, no atual procedimento ocorre antecipação do pagamento do valor do
ICMS, pois o valor do imposto foi creditado na loja destinatária no mês seguinte do pagamento
da loja emitente.

1.4 OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS

1.4.1 Notas Fiscais não escrituradas

Alguns documentos fiscais não vêm sendo escriturados no livro Registro de Entradas, tais como:

a) Notas fiscais/faturas de telecomunicações.


b) Notas fiscais de aquisições de combustíveis que são pagas pelo departamento
financeiro.

De acordo com a legislação estadual (art. 244, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980,
de 21/dez/07), devem ser escrituradas no livro Registro de Entradas, em ordem cronológica das
efetivas entradas no estabelecimento, as mercadorias ou serviços abrangidos pelo ICMS, como é
o caso dos documentos fiscais citados.

1.4.2 Escrituração de notas fiscais de aquisição de mercadoria, indicando erroneamente,


no livro registro de entradas, o nome do fornecedor.

A empresa possui um Fundo Fixo de Caixa, onde as notas fiscais que são pagas por esse fundo
fixo são escrituradas no livro Registro de Entradas, mencionando o nome da responsável pelo
caixa como sendo o fornecedor.

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Sugerimos que a empresa escriture as referidas notas fiscais no Livro Registro de Entradas, com
os dados corretos do fornecedor mencionado no documento fiscal que acoberta a operação, pois,
em uma eventual fiscalização, o atual procedimento poderá ser questionado.

1.4.3 Notas Fiscais escrituradas no livro fiscal com códigos de natureza de operação
errados

Foram escrituradas, no livro Registro de Entradas, notas fiscais de transferência com o código
fiscal 2.102 – Compras para Comercialização.

Exemplificamos:

Número da Data de Valor da


Nota Fiscal Emissão Nota Fiscal

Salientamos que o Anexo IV, RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de 21/dez./07, prevê
que o CFOP deva ser escriturado nos seguintes códigos:

2.152 – Transferência para comercialização

Na filial de Porto Alegre, ocorrem casos em que a nota fiscal de fornecedor é escriturada, no
livro registro de entradas, com código da natureza de operação 1.102 para aquisição de pneus,
cujo ICMS foi recolhido antecipadamente por substituição tributária.

Salientamos que o Apêndice VI – Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP), do


RICMS/RS, aprovado pelo Decreto nº 37.699/97, prevê um Código Fiscal específico para a
escrituração dos documentos fiscais da operação referida, o qual transcrevemos abaixo:

“1.403 Compra para comercialização em operação com mercadoria sujeita ao regime de


substituição tributária.”

1.4.6 Notas Fiscais de prestação de serviços lançadas no livro de registro de entradas

Vêm sendo escrituradas no livro Registro de Entradas notas fiscais de prestação de serviço com
o código de material de uso e consumo, conforme exemplificamos abaixo:

Vlr da NF
Emissão Valor Fornecedor

Salientamos que tais documentos não devem ser escriturados no livro Registro de Entradas, por
serem de competência municipal, portanto, estranhos à legislação estadual.

1.4.7 Ausência do carimbo acoberta a real entrada da mercadoria no estabelecimento

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Em algumas notas fiscais, evidenciamos a ausência do carimbo identificador da entrada da


mercadoria. Tal carimbo faz parte do procedimento interno da empresa, com a ausência dele não
podemos identificar a real data da entrada da mercadoria no estabelecimento, para efeito de
escrituração das notas fiscais de entradas de fornecedores, no livro Registro de Entradas.

Recomendamos que seja revisto o atual procedimento, visando que todas as notas fiscais
recepcionadas pela empresa contenham o carimbo datador aposto em seu corpo.

2 OPERAÇÕES DE SAÍDAS

2.1 Devolução de mercadorias

Ocorrem casos em que, a nota fiscal de devolução de mercadoria adquirida para comercialização
vem sendo emitida com o débito do valor do IPI.

Exemplificamos:

NOTA FISCAL
Número Emissão Valor Fornecedor Valor do IPI

Salientamos que o inciso XIV, do artigo 342, O RIPI, aprovado pelo Decreto nº 4.522/02, prevê
que, quando a nota fiscal for emitida relativamente à saída de produtos em devolução, o número,
a data da emissão e o valor da operação e do imposto da Nota original deverão ser indicados no
campo "Informações Complementares".

2.3 VALORIZAÇÃO DAS TRANSFERÊNCIAS REMETIDAS

Os valores considerados como preço das mercadorias transferidas para as filiais, têm sido os
custos médios de aquisição, porém, na saída de mercadoria para estabelecimento localizado em
outra unidade federada, pertencente ao mesmo titular, a base de cálculo do imposto é o valor
correspondente à entrada mais recente da mercadoria, conforme dispõe o item “a”, § 4 º, artigo 6
º do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de 21/dez./07.

Em face do exposto, recomendamos adequar o sistema de emissão de notas fiscais para que seja
utilizado o valor exigido pelo fisco.

2.4 Exclusão dos acréscimos financeiros da base de cálculo

Ocorrem operações de vendas a prazo para pessoas físicas não contribuintes do imposto, cujo
valor dos acréscimos financeiros encontram-se embutidos no valor das mercadorias vendidas,
sendo integrado no valor da base de cálculo do ICMS.

Salientamos que o artigo 6.º, parágrafo 2.º , alínea “c”, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto
n.º 1.980, de 21/Dez./07, prevê que as operações relacionadas acima podem sofrer redução na
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base de cálculo, pois o valor referente aos acréscimos financeiros não integram a base de cálculo
do imposto, desde que observados os seguintes procedimentos:

1. haja a indicação no documento fiscal relativo à operação, dentre outros elementos, do preço à
vista da mercadoria, do valor total da operação, do valor da entrada, se for o caso, do valor dos
acréscimos financeiros excluídos da tributação e do valor e da data do vencimento de cada
prestação;

2. o valor excluído não exceda o resultado da aplicação de taxa - que represente as praticadas
pelo mercado financeiro - fixada mensalmente pela Secretaria de Estado da Fazenda, sobre o
valor do preço à vista.
2.5 Operações com brinde

A empresa adquire mercadorias com finalidade especifica para distribuição a seus clientes como
brinde, e vem creditando o valor do ICMS pago e destacado na nota fiscal de entrada e
debitando o ICMS por ocasião da saída, bem como vem registrando no controle de estoques a
mercadoria como sendo para revenda.

Salientamos que, reiteradamente o Estado do Paraná vem destacando, através do Setor


Consultivo da Secretaria da Fazenda, que as operações com brindes estão abrangidas pela não-
incidência do imposto (consultas nºs. 65/87, 184/97 e 194/97). Conseqüentemente, na
distribuição de brinde não haverá direito ao crédito do ICMS pelas entradas.

A distribuição de brindes deverá ser efetuada mediante a emissão de nota fiscal com valor
comercial, mencionado-se como dispositivo legal que a operação está beneficiada pela não
incidência, conforme a Consulta nº 184/97.

Sugerimos que, por ocasião da entrada da mercadoria, esta seja registrada no controle de
estoques como mercadoria destinada a brinde.

2.6 Obrigações acessórias


2.6.1 Nota Fiscal emitida sem conter o preenchimento de todos os campos exigidos pela
atual legislação

Ocorrem casos em que não vêm sendo preenchidos todos os campos obrigatórios, por ocasião da
emissão de sua nota fiscal, conforme evidenciamos abaixo:

Número Data
da de Campo ausente de preenchimento
Nota Fiscal Emissão

O Artigo 138, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de 21/dez/2007, dentre outros,
prevê a obrigatoriedade do preenchimento, em quadros e campos próprios, do fato citado acima,
quando da emissão de notas fiscais de saídas.

2.6.2 Ausência do canhoto assinado no ato do recebimento da mercadoria pelo cliente

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Ocorrem casos em que não vem sendo anexado o canhoto de recebimento devidamente
identificado e assinado, no ato do recebimento, pelo destinatário, conforme evidenciamos
abaixo:

Número Data Valor


da de da
Nota Fiscal Emissão Nota Fiscal

Salientamos que os casos expostos ferem o Artigo 138, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto
nº 1.980, de 21/dez./2007, que, dentre outros, prevê a obrigatoriedade do canhoto estar
devidamente assinado e anexado nas notas fiscais de saídas.

2.6.3 Nota Fiscal de saída emitida com o campo referente à “situação tributaria” em
desacordo com o atual regulamento

Ocorrem casos em que, em algumas notas fiscais de saída, o campo referente à “situação
tributária” vem sendo preenchido em desacordo com as exigências do RICMS/PR, conforme
exemplificamos abaixo:

Número Emissão Código


da da Produto Código Adotado Correto
Nota Fiscal Nota Fiscal

O artigo 254, e anexo IV – tabela II, letras “a” e “b”, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº
1.980, de 21/Dez./07, prevê o preenchimento correto do campo do Código de Situação
Tributária.

Art. 254 - As operações ou prestações realizadas pelo contribuinte serão codificadas,


mediante utilização do Código Fiscal de Operações e Prestações - CFOP e o Código de
Situação Tributária - CST, constantes nas Tabelas I e II do Anexo IV, respectivamente,
deste Regulamento (Convênio SINIEF, de 15.12.70, art. 5º; Ajustes SINIEF 11/89, 03/94
e 02/95).

TABELA II – anexo lV, CÓDIGO DA SITUAÇÃO TRIBUTÁRIA - CST.

Salientamos que, conforme o Anexo IV, Tabela II, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº
1.980, de 21/Dez./07, o Código de Situação Tributária será composto de três dígitos na forma
ABB, onde o primeiro dígito indicará a origem da mercadoria, com base na Tabela II, A, e os
segundo e terceiro dígitos a tributação pelo ICMS, com base na Tabela II, B.

- ORIGEM DA MERCADORIA: CÓDIGO ORIGEM

0 Nacional
1 Estrangeira - Importação direta
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2 Estrangeira - Adquirida no mercado interno

TRIBUTAÇÃO PELO ICMS CÓDIGO TRATAMENTO TRIBUTÁRIO

00 Tributada integralmente
10 Tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária
20 Com redução de base de cálculo
30 Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária
40 Isenta
41 Não Tributada
50 Suspensão
51 Deferimento
60 ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária
70 Com redução de base de cálculo e cobrança do ICMS por substituição tributária
90 Outras

2.6.4 Dados do destinatário

Consultamos destinatários da empresa, no cadastro da Receita Federal e no SINTEGRA via


Internet, e encontramos alguns em desconformidade com o mencionado na nota fiscal de saída.

Curitiba
NOTA FISCAL DADOS DO DESTINATÁRIO
NÚMERO EMISSÃO NOTA FISCAL RECEITA FEDERAL/SINTEGRA

Recomendamos à empresa, por ocasião do cadastro dos destinatários, efetuar consulta via
internet no SITE da Receita Federal e do SINTEGRA, para confirmar os dados cadastrais, para
que a nota fiscal de saída apresente os dados corretos, evitando, assim, possíveis
questionamentos por parte do fisco em uma eventual fiscalização.

2.6.5 CANCELAMENTO DE NOTA FISCAL

Ocorrem casos em que, quando a nota fiscal é cancelada, não há menção no corpo do
documento fiscal o motivo do cancelamento.

O RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de 21/dez./07, prevê:

Art. 216 - Quando o documento fiscal for cancelado, conservar-se-ão no talonário ou


formulário contínuo todas as suas vias, com declaração dos motivos que determinaram
o cancelamento e referência, se for o caso, ao número e data do novo documento
emitido (Convênio SINIEF, de 15.12.70, art. 12).

Outrossim, objetivando o aprimoramento dos controles internos, bem como evitar possíveis
contratempos de ordem fiscal, sugerimos a adoção de carimbo específico, o qual obedecerá ao
seguinte modelo, que atende à legislação fiscal vigente:

CANCELADA

MOTIVOS
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( ) Erro nos dados do cliente.


( ) Erro na discriminação dos produtos.
( ) Erro nos cálculos.
( ) Outros................................................

Nota fiscal emitida em substituição nº.............de........./........../............

Na filial de Caxias do Sul - RS, ocorrem casos em que a nota fiscal está cancelada no livro
fiscal, porém, não possui todas as vias para o cancelamento do documento fiscal, como
exemplo citamos a nota fiscal n.º ..........., de -----/-----/-------

O art. 20, Livro II, do RICMS/RS, aprovado pelo Decreto 37.699 de 01/Set./97, o qual
transcrevemos abaixo, prevê:

Art. 20 - Quando o documento fiscal for cancelado, conservar-se-ão no talonário, jogo


solto ou formulário contínuo todas as suas vias, com declaração do motivo que
determinou o cancelamento e a referência, se for o caso, ao documento emitido em
substituição.

3 OPERAÇÕES DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO

3.1 Emissão de Notas Fiscais de prestação de serviço

A empresa possui uma filial aberta na cidade de Antonina, cuja função é meramente de
faturamento das comissões e serviços prestados pela sociedade, tendo em vista a incidência
menor do ISS – Imposto sobre Serviços naquele município.

Atualmente, a fiscalização do município de Curitiba vem procedendo a fiscalização “in locco”


para confirmar o funcionamento das filiais, estabelecidas em municípios tidos como “Paraísos
Fiscais”, na procura de situações que caracterizem evasão fiscal, aplicando as penalidades legais
cabíveis.

O Conselho de Contribuintes do município de Curitiba, já manifestou-se a respeito:

“ISS ESTABELECIMENTO DE FILIAL SEM ESTRUTURA FUNCIONAL PRÓPRIA


Provado que a filial situada em outro município não possui estrutura funcional própria, tributa-
se o ISS na matriz”. (processo n.º 101.095/91; Recorrente: Martins – Representação de Auto
Peças Ltda.; Recorrido: Secretaria Municipal de Finanças).

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9- RELATÓRIO DE AUDITORIA - EMPRESA DE ARMAZÉNS GERAIS

1 ISS – OPERAÇÕES COM PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS

1.1.1 Redução da base de cálculo do ISS - Imposto Sobre Serviços – Paranaguá – PR.

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Em obediência à disposição contida na legislação municipal de Paranaguá – Pr., conforme


disciplina o artigo 2.º da Lei n.º 2.150, de 02 de junho de 2000, vêm sendo recolhido aos cofres
municipais o ISS – Imposto Sobre Serviços, com a redução da base de cálculo em 40%
(quarenta por cento).

No entanto, não vem sendo mencionada tal ocorrência em seus documentos – notas fiscais e
livro de prestação de serviços – sendo aposto o destaque do ISS à alíquota de 5% (cinco por
cento) sobre o valor integral do documento fiscal.

Como forma de aprimorar os controles internos, sugerimos que no momento da emissão das
notas fiscais seja mencionado o dispositivo municipal que autoriza a reduzir a base de cálculo,
destacando o ISS sobre a base de cálculo reduzida.

1.2 ISS sobre serviços inexistentes na lista de serviços

A empresa emite notas fiscais de prestação de serviços, recolhendo o ISS – Imposto sobre
serviços que não encontram descrição na lista de serviços, como exemplo citamos a prestação de
serviço de ............................

O fato gerador do ISS é a prestação, por empresa ou profissional autônomo, com ou sem
estabelecimento fixo, de serviços constantes da Lista anexa à Lei Complementar n.º 116/03.

Salientamos que a prestação de serviço citada não se encontra elencada na Lista de Serviço
de incidência do ISS, mencionada acima, razão pela qual, pode ser questionada a
incidência do Imposto Municipal sobre o referido serviço.

Esse entendimento diverge entre estudiosos do ISS e o fisco municipal, razão pela qual
recomendamos à empresa efetuar uma consulta, por escrito, ao fisco e, após sua apreciação, no
caso de resposta negativa, analisar as alegações e, se for o caso, questionar judicialmente tais
procedimentos.

1.3 Receita com energia elétrica

A empresa tem como a prestação de serviço a cobrança da energia elétrica utilizada pelos
caminhões frigorificados, com a finalidade de manter a carga resfriada/congelada, e é emitida
nota fiscal de prestação de serviços com a descrição “ENERGIA EXPORTAÇÃO e ENERGIA
IMPORTAÇÃO”.
Tal serviço vem sendo tributado pelo ISS, no entanto, ele não se encontra descrito na Lista de
Serviços anexa à Lei Complementar nº 116, pois a energia elétrica sofre a incidência do ICMS,
que é um imposto estadual.

A empresa ................... não tem autorização para revender energia elétrica, com isso, sugerimos
a substituição da atual nomenclatura e/ou o seu rateio com os outros serviços, evitando, assim,
possíveis questionamentos em eventual fiscalização.

1.4 Cancelamento de Notas Fiscais de prestação de serviços

Nas notas fiscais canceladas, não vem sendo aposto o motivo do cancelamento.

Salientamos que o Regulamento do ISS –Imposto sobre Serviços, do Município de Paranaguá,


prevê que, quando o documento fiscal for cancelado, obrigatoriamente, deverá constar o motivo.
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Objetivando o aprimoramento dos controles internos, bem como evitar possíveis contratempos
de ordem fiscal, sugerimos a adoção de carimbo específico, o qual obedecerá ao seguinte
modelo, que atende à legislação fiscal vigente:

CANCELADA
MOTIVOS

( ) Erro nos dados do cliente.


( ) Erro na discriminação dos produtos.
( ) Erro nos cálculos.
( ) Outros.

Nota fiscal emitida em substituição nº............., de .../........./................

1.5 Valor do ISS retido, por ocasião da contratação da prestação de serviços

a) Foi contratada a empresa ................. para a execução de serviços de construção civil, porém,
por ocasião do pagamento ao referido prestador, não foi efetuada a retenção, e recolhimento do
ISS – Imposto sobre Serviços, dos serviços referente a terraplanagens.

Exemplificamos:

Número Data Valor dos Serviços


da de de
Nota Fiscal Emissão Terraplanagem

Salientamos que a Lei Complementar nº 19, de 15 de Dezembro de 2.003 prevê que, fica
responsável pela retenção e recolhimento do ISS o tomador do serviço por ocasião do
pagamento dos serviços prestados, dentre outros, o de terraplanagem.

b) Igualmente, em alguns casos de contratação de prestação de serviços, não vem sendo retido e
recolhido ao fisco municipal o valor do ISS por ocasião do pagamento de alguns serviços,
conforme exemplificamos abaixo:

NOTA FISCAL
Número Emissão Valor Fornecedor Serviço

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Salientamos que a Lei Complementar nº 19, de 15 de Dezembro de 2.003 prevê que, fica
responsável pela retenção e recolhimento do ISS o tomador do serviço por ocasião do
pagamento dos serviços prestados, acima mencionados.

2 ICMS – OPERAÇÕES COM ENTRADAS

2.1 Nota Fiscal de entrada de fornecedores para armazenagem, com o ICMS destacado

A empresa recebe mercadorias para armazenagem de clientes estabelecidos em outros estados da


federação que, posteriormente, serão exportadas para o exterior, porém, o remetente das
mercadorias emite nota fiscal com o destaque do valor do ICMS, citamos como exemplo:

NOTA FISCAL
Número Emissão Valor Fornecedor ICMS

Recomendamos à empresa solicitar ao remetente das mercadorias que não efetue o destaque do
valor do ICMS na operação, pois, conforme o artigo 3.º, inciso II, da Lei complementar n.º 87,
de 13/set./96, o ICMS não incide sobre operações e prestações que destinem ao exterior
mercadorias, inclusive produtos primários e produtos industrializados semi-elaborados, ou
serviços.

2.2 Cadastro de fornecedores incompleto ou desatualizado

Em algumas notas fiscais de entrada, o cadastro da empresa vem sendo preenchido


incorretamente ou até mesmo com preenchimento incompleto, conforme citamos os exemplos
abaixo:

NOTA FISCAL
Nº Emissão Fornecedor Valor Dados incompletos ou
desatualizados

Sugerimos que a empresa envie comunicado, para seus fornecedores, transmitindo-lhes seus
dados cadastrais atualizados, solicitamos que os atualize, e para aquelas empresas que
persistirem na emissão de notas fiscais com dados incorretos seja solicitado carta de correção,
prevista no art. 205 do atual RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de 21/Dez./07.

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2.3 Lançamento no livro fiscal da série da Nota Fiscal em desacordo com a


Nota Fiscal

Nos lançamentos das notas fiscais no livro fiscal de entrada é comum a nota fiscal ser
escriturada sem o número de “Série/Subsérie” especificada na nota fiscal de entrada de
mercadorias.

Recomendamos à empresa observar o artigo 244, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº


1.980, de 21/dez./07, que prevê o correto lançamento da nota fiscal no livro Registro de
Entradas.

2.4 Ausência da efetiva data de entrada da mercadoria, no documento fiscal que


acoberta a operação

Em algumas Notas Fiscais, a empresa não menciona a data efetiva de entrada da mercadoria,
impedindo a observação que traz o Art. 240 (que regulamenta o prazo de escrituração de no
máximo 5 dias após a efetiva entrada da mercadoria no estabelecimento) do atual regulamento.
Conforme exemplificamos:

NOTA FISCAL
Número Emissão Valor Fornecedor

2.5 Notas Fiscais não escrituradas

Alguns documentos fiscais não vêm sendo escriturados no livro Registro de Entradas, tais
como:

a) Nota fiscal/fatura de energia elétrica;


a) Nota fiscal/fatura de telecomunicações.

De acordo com a legislação estadual (art. 244, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980,
de 21/Dez./07), devem ser escrituradas no livro Registro de Entradas, em ordem cronológica das
efetivas entradas no estabelecimento, as mercadorias ou serviços abrangidos pelo ICMS, como é
o caso dos documentos fiscais citados.

3 ICMS – OPERAÇÕES COM SAÍDAS

3.1 Recolhimento em duplicidade

A empresa vende sucata para fora do Estado do Paraná e vem recolhendo o ICMS
antecipadamente, conforme determina o Regulamento do ICMS do estado do Paraná, porém,
vem recolhendo novamente em conta gráfica, no momento da escrituração da nota fiscal de
saída no livro Registro de Saídas, conforme exemplificamos:

Número Emissão Cliente UF Valor ICMS

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Recomendamos que, por ocasião da escrituração da nota fiscal no livro Registro de Saídas não
seja debitado o valor do ICMS, pois com esse procedimento vem sendo recolhido em
duplicidade o valor do imposto.

3.2 Emissão de Notas Fiscais – Preenchimento Incompleto

Ocorrem casos em que, nas notas fiscais de saídas não vem sendo preenchido o campo
“BAIRRO/DISTRITO” por ocasião de sua emissão, conforme exemplificamos abaixo:

NOTA FISCAL
Número Emissão Valor Destinatário

O artigo 138, em seus incisos I, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de 21/Dez./07,
prevê que as notas fiscais serão emitidas contendo em quadros e campos próprios, dentre outras,
as ocorrências descritas acima.

3.3 Notas Fiscais emitidas com o campo referente à “Situação Tributária” em desacordo

Na emissão de nota fiscal, modelo - 1, o campo “situação tributária” vem sendo preenchido com
o código de situação em desconformidade com o atual regulamento do ICMS.

Exemplificamos:

NOTA FISCAL COD. SIT. TRIBUTÁRIA DESTINATÁRIO


Número Emissão Valor Utilizado Correto

Transcrevemos abaixo o Art. 254, e anexo lV – tabela ll, letras “a” e “b”, do RICMS/PR,
aprovado pelo Decreto nº 1.980, de 21/Dez./07, que prevê o preenchimento correto do campo do
Código de Situação Tributária.

Art. 254 - As operações ou prestações realizadas pelo contribuinte serão codificadas,


mediante utilização do Código Fiscal de Operações e Prestações - CFOP e o Código de
Situação Tributária - CST, constantes nas Tabelas I e II do Anexo IV, respectivamente,
deste Regulamento (Convênio SINIEF, de 15.12.70, art. 5º; Ajustes SINIEF 11/89, 03/94
e 02/95).

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TABELA II – anexo lV, CÓDIGO DA SITUAÇÃO TRIBUTÁRIA - CST

O Código de Situação Tributária será composto de três dígitos na forma ABB, onde o primeiro
dígito indicará a origem da mercadoria, com base na Tabela II, A, e os segundo e terceiro dígitos
a tributação pelo ICMS, com base na Tabela II, B.

Origem da Mercadoria: Código Origem

0- Nacional
1- Estrangeira - Importação direta
2- Estrangeira - Adquirida no mercado interno

Tributação pelo ICMS Código Tratamento Tributário

00- Tributada integralmente


10- Tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária
20- Com redução de base de cálculo
30- Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária
40- Isenta
41- Não Tributada
50- Suspensão
51- Deferimento
60- ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária
70- Com redução de base de cálculo e cobrança do ICMS por substituição tributária
90- Outras Nota Explicativa

3.4 Canhoto de recebimento

Ocorrem casos em que, as notas fiscais de saídas emitidas não possuem o canhoto de
recebimento devidamente identificado e assinado, no ato do recebimento, pelo destinatário.

NÚMERO DATA VALOR


DA DE CLIENTE DA
NOTA FISCAL EMISSÃO NOTA FISCAL

Salientamos que o artigo 138, inciso IX, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de
21/Dez./2007, prevê que o canhoto de recebimento esteja devidamente assinado e anexado nas
notas fiscais de saídas.

4 LIVROS FISCAIS

4.1 Livro Registro de Inventário

O livro Registro de Inventário é uma exigência estabelecida na legislação estadual (ICMS), bem
como na legislação federal (Imposto de Renda), no entanto, até o término dos nossos trabalhos
não nos foi apresentado o livro Registro de Inventário.

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Salientamos que a empresa deve regularizar tal situação, confeccionando o livro ao final do
exercício social, de forma a atender à legislação vigente.

4.2 Autenticação dos Livros Fiscais

Os livros Registro de Entradas utilizados pela empresa, até o momento, não foram autenticados
em nenhum órgão responsável.

Segundo o art. 260, do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n.º
3.000, os livros Registro de Entradas devem ser registrados e autenticados pelo
Departamento Nacional de Registro do Comércio ou pelas Juntas Comerciais ou
repartições encarregadas do registro de comércio e, quando se tratar de sociedade civil,
pelo Registro Civil de Pessoas Jurídicas ou pelo Cartório de Registro de Títulos e
Documentos.

4.3 Livros encadernados sem a listagem de Códigos de Emitente

Não vem sendo encadernada junto com os Livros Registro de Entradas a listagem de Códigos de
Emitente.

Salientamos que Art. 429, do RICMSR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de 21/Dez./07, prevê
a obrigatoriedade do encadernamento do código de emitente, por ocasião da impressão do livro
Registro de Entradas

4.4 “Layout” do Livro Registro dos Serviços Prestados

De acordo com o artigo 28, § 2.º, do Decreto n.º 1.395, que regulamenta as disposições
aplicáveis ao Imposto sobre Serviços, de que trata a Lei Complementar n.º 6, de 21 de
dezembro de 2000, o livro Registro de Serviços Prestados deve conter as seguintes
colunas:

a) os totais diários dos preços dos serviços prestados, tributáveis ou não, com os
números das respectivas notas fiscais emitidas;
b) o total das deduções permitidas pela legislação pertinente;
c) a base de cálculo mensal dos serviços tributáveis;
d) as alíquotas referentes às respectivas bases de cálculo;
e) a escrituração de todas as operações referentes à atividade de fornecimento de
serviços; e
f) outras indicações, desde que não prejudiquem a clareza do modelo.

O modelo de livro de Registro de Serviços Prestados, adotado pela empresa, não obedece o texto
legal citado, pois não contempla as disposições das alíneas “b” e “c”, da legislação municipal.

A inadequação do livro fiscal com o disposto na legislação sujeita a empresa à multa de 100%
(cem por cento) do valor do imposto, e nunca inferior a cinqüenta Unidades Fiscais do
Município – UFMs por infração.

4.5......................................................Preenchimento incompleto do livro termo de ocorrência

A empresa não vem escriturando no livro de Registro de Utilização de Documentos Fiscais e


Termo de Ocorrência a confecção das AID´FS.

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Recomendamos observar o artigo 251, do RICMS - PR, aprovado pelo Decreto 1.980, de
12/Dez./07, que prevê o correto lançamento das autorizações fiscais no livro acima mencionado.

5 OUTRAS OBRIGAÇÕES

5.1 Controle dos estoques

O atual estágio do sistema de processamento de dados não dispõe de fichas individualizadas, por
cliente (ficha de estoque), para o acompanhamento das entradas e saídas de mercadorias.

Apesar do sistema oferecer o saldo existente, por cliente, sugerimos a adoção de fichas de
estoques, como forma de controle e confiabilidade das informações.

A ficha de estoques deve conter os dados da nota fiscal de entradas, bem como os dados das
notas fiscais de saídas.

5.2 Arquivos magnéticos – apresentações

Evidenciamos que a apresentação de arquivos magnéticos, referentes ao mês de Janeiro a Junho


de 2006, encontra-se de forma incorreta.

LIVRO FISCAL INFORMADO DIFERENÇA


SINTEGRA
MÊS Entrada Saída Entrada Saída Entrada Saída

Os procedimentos de geração dos arquivos magnéticos já foram efetuados, porém, não foram
providenciados os ajustes das incorreções detectadas nestes, salientamos que os arquivos devem
ser revistos imediatamente, pois conforme constatação muitas das irregularidades apresentadas
são de fácil regularização.

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10 - RELATÓRIO DE AUDITORIA - INDÚSTRIA METALÚRGICA .

RELATÓRIO ESPECIAL DE AUDITORIA

Este relatório abrange a revisão tributária da .......... Ltda., em cumprimento ao contrato de


auditoria, compreendendo as obrigações acessórias e principais em relação aos seguintes
impostos e contribuições:

a) Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN;


b) Imposto sobre Produtos Industrializados e;

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c) Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS.

O trabalho foi realizado segundo padrões usuais de auditoria, incluindo aplicação de testes e
exames sobre operações, livros, registros, documentos, posições contábeis e controles
subsidiários, na extensão e profundidade julgadas necessárias.

Nossos exames foram conduzidos por critérios de amostragem, destarte não é nossa pretensão
apontar todas as ocorrências de um evento similar, nossas considerações estendem-se aos
demais casos semelhantes, não contemplados neste relatório.

Em decorrência do trabalho efetuado citamos, nas páginas seguintes, alguns aspectos que, em
nosso entendimento, podem ser aperfeiçoados de forma a consolidar os controles e
procedimentos internos da empresa.

As recomendações e sugestões, propostas neste relatório, são de caráter orientativo em


conformidade com a legislação fiscal em vigor, devendo ser submetidas à apreciação da
diretoria, a qual, em última instância, tomará as providências que julgar oportuna.

Com vistas a obter maiores informações a respeito das operações da empresa, procedemos a
uma visita “in-locco”, mantendo reuniões com os colaboradores locais, bem como procedendo
ao exame de registros e posições subsidiárias.

Como resultado de nossa visita, destacamos, nos itens subseqüentes, informações que julgamos
relevantes para a apreciação de V.Sas., de forma a demonstrar os trabalhos efetuados e destacar
os pontos passíveis de aperfeiçoamento.

1. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN

Procedemos a revisão do imposto em questão, relativo aos períodos de 2001, 2002, 2003 e
2004, atentando para os seguintes aspectos:

a) aderência dos cálculos aos preceitos da legislação vigente à época;


b) exatidão dos cálculos efetuados e;
c) recolhimento efetivo das importâncias devidas.

Em resultado ao exame temos as seguintes considerações:

1) Os cálculos e os recolhimentos efetuados nos anos em referência estão


adequados à legislação vigente.

Cabe-nos salientar, entretanto, que a partir de 2002 deu-se início a faturamentos de


serviços a título de locação de equipamentos, valores estes oferecidos à tributação do
ISS pela alíquota de 3%.

A tributação da receita de aluguel, no âmbito do ISS, foi julgada inconstitucional,


conforme decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, inconstitucionalidade
esta acolhida na Lei Complementar 116/2002.

Isto posto, observamos recolhimentos possíveis de recuperação na esfera


administrativa, dada a inconstitucionalidade na exigência do imposto em questão. A
seguir demonstramos os casos identificados no período:

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Número Data de Valor dos ISS


da N.F Emissão Cliente Serviços Pago

2. IPI E ICMS

ENTRADAS

2.1 Crédito de ICMS não efetuados sobre aquisições de produtos tributados


antecipadamente por Substituição Tributária

a) Não vem sendo creditado o valor do ICMS nas aquisições de produtos utilizados
como insumos na produção, imposto esse recolhido antecipadamente por substituição
tributária, adquiridos de empresas optantes pelo regime simplificado do ICMS.

Exemplificamos:

Nº da NF Emissão Vlr da ICMS não


NF Fornecedor Creditado

Salientamos que o RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n. 1.980, de 21/Dez./07, prevê,


no artigo 22, § 11, que o estabelecimento que adquirir mercadoria objeto de
substituição tributária e a acondicionar em embalagem para revenda, ou a utilizar no
processo industrial, poderá recuperar o crédito pela entrada, inclusive da parcela do
imposto retido, e, não sendo conhecido o valor do imposto, este poderá ser calculado
mediante a aplicação da alíquota vigente para as operações internas sobre o valor de
aquisição da mercadoria.

O fato das aquisições serem de empresas tributadas pelo regime simplificado do


ICMS, não veda o direito ao crédito do imposto pelo adquirente, pois tais produtos já
foram recolhidos antecipadamente, por substituição tributária.

b) Igualmente, evidenciamos que não foi creditado o valor do ICMS na aquisição


do produto “fluído para corte”, utilizado como matéria-prima na industrialização,
cujo ICMS na operação foi recolhido antecipadamente por substituição tributária,
adquirido da empresa .....................................

Exemplificamos:

Nº da NF Emissão Vlr da ICMS não


NF Creditado

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Salientamos que o RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n. 1.980, de 12/Dez./07, prevê,


no artigo 22, § 11, que o estabelecimento que adquirir mercadoria objeto de
substituição tributária e a acondicionar em embalagem para revenda, ou a utilizar no
processo industrial, poderá recuperar o crédito pela entrada, inclusive da parcela do
imposto retido e, não sendo conhecido o valor do imposto, este poderá ser calculado
mediante a aplicação da alíquota vigente para as operações internas sobre o valor de
aquisição da mercadoria.

c) Não foi creditado o valor de ICMS sobre as notas fiscais de aquisições de “Gás
GLP”, utilizado como combustível nas empilhadeiras e guindastes da empresa, para
movimentação de insumos e produto acabado.

Exemplificamos:

Nº da NF Emissão Vlr da Fornecedor ICMS não


NF Creditado

Salientamos que o Setor Consultivo do Estado do Paraná, através de resposta a


consultas formuladas por contribuintes, já manifestou entendimento de que tais
produtos geram créditos de ICMS, por ocasião de sua aquisição.

2.2 Crédito de ICMS não efetuados sobre aquisição de produtos, utilizados na atividade
principal da empresa.

Ocorrem casos em que, a empresa não vem se creditando do valor do ICMS, pago e
destacado na aquisição de produtos que, embora não fazendo parte do produto final,
se desgastam nas várias fases do processo industrial.

Nº da NF Emissão Vlr da Fornecedor Produto Ref.


NF
1
2
3
4

1 – Utilizado para limpar as peças, aplicadas no processo industrial.


2 – Utilizado em contato direto com o produto final.
3 – Bico do maçarico, utilizado em contato direto com o produto.
4 – Pneu de veículo, utilizado na atividade da empresa.

O Fisco Estadual através de respostas do Setor Consultivo vem se manifestando a


favor do crédito do valor do ICMS, pago e destacado nas aquisições dos produtos
descritos acima.

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2.3 Crédito do IPI, sobre aquisições de insumos de comerciantes atacadistas não


contribuintes do IPI e optantes pelo Simples Federal

O RIPI, aprovado pelo Decreto n. 4.544, de 26/Dez./02, prevê:

Art. 165 - Os estabelecimentos industriais, e os que lhes são equiparados, poderão,


ainda, creditar-se do imposto relativo a MP, PI e ME , adquiridos de comerciante
atacadista não contribuinte, calculado pelo adquirente, mediante aplicação da
alíquota a que estiver sujeito o produto, sobre cinqüenta por cento do seu valor,
constante da respectiva nota fiscal.

A empresa não vem efetuando tal crédito,em virtude das aquisições serem de empresa
comercial atacadista optante pelo SIMPLES, em relação aos tributos federais.

Exemplificamos:

Nº da NF Emissão Vl. da Fornecedor Produto NCM/SH Crédito do


NF Alíquota do IPI não
IPI Efetuado

Entendemos que, o estabelecimento industrial que adquirir insumos de comerciante


atacadista não contribuinte do IPI e optante pelo SIMPLES, em relação aos demais
tributos federais, fará jus ao crédito previsto no artigo 165, acima descrito.

Salientamos que tal entendimento poderá ser questionado pelo fisco federal, mas em
uma eventual autuação é perfeitamente defensável.

2.4 Aquisição de material destinado ao uso e consumo, com parte do ICMS diferido

A empresa adquiriu produto destinado ao uso e consumo, através da nota fiscal


n............. de ....../......./......., da .........................., porém, na operação o ICMS foi
diferido, reduzindo a base de cálculo do ICMS de 18% para 12%.

Salientamos que o artigo 96, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980,de
21/Dez./07 prevê o diferimento parcial somente nos produtos destinados à revenda ou
industrialização, ou seja, quando é destinado a uso e consumo a tributação é integral,
não se aplicando o diferimento de 18% para 12% do valor do ICMS.

2.5 Data de escrituração de algumas Notas Fiscais, no livro registro de entradas,


divergente da data de entrada da mercadoria no estabelecimento

Ocorrem casos em que, a nota fiscal de aquisição de produtos utilizados na empresa


vem sendo escriturada, no livro Registro de Entradas, com data diversa da data de
entrada da mercadoria no estabelecimento.

Exemplificamos:

Nº da NF Emissão Fornecedor Data


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Entrada Escrituração

O RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n. 1.980, de 21/Dez./07, prevê, no artigo 244, §


2º que os lançamentos, no livro Registro de Entradas, serão feitos, operação a
operação ou prestação a prestação, em ordem cronológica das entradas efetivas de
mercadorias no estabelecimento.

2.6 Cadastro de fornecedores incompletos ou desatualizados

Nas notas fiscais de aquisições de fornecedores, não vêm sendo mencionados todos os
dados corretos da empresa, constantes no documento fiscal, que acoberta a entrada
da mercadoria no estabelecimento.

Exemplificamos:

Nº da NF Emissão Fornecedor Vlr da NF Dados incorretos

Salientamos que o RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n. 1.980, de 21/Dez./07, prevê,


o correto preenchimento de todos os dados constantes na nota fiscal.

2.7 Escrituração no livro Registro de Entradas, de forma errônea

a) Ocorrem casos em que na nota fiscal de aquisição de produtos o ICMS na


operação é ISENTO, porém, vem sendo escriturado na coluna OUTRAS, do Livro
Registro de Entradas.

Exemplificamos:

Nº da NF Emissão Vlr da NF Fornecedor

Salientamos que o artigo 244, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n. 1.980, de


21/Dez./07, prevê que, quando a mercadoria for isenta do ICMS, obrigatoriamente,
a escrituração dar-se-á na coluna “ISENTA OU NÃO TRIBUTADA”, do livro
Registro de Entradas.

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b) As notas fiscais, destinadas ao uso e consumo da empresa, cujo ICMS foi


recolhido antecipadamente, por substituição tributária, vêm sendo escrituradas
com o CFOP 1.556, como exemplificamos abaixo:

Nº da NF Emissão Fornecedor Vlr da NF

Salientamos que, conforme o anexo IV, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.


1.980, de 21/Dez./07, para esse tipo de operação deverá ser utilizado o CFOP 1.407,
que traz a seguinte descrição:

“Compra de mercadoria para uso e consumo cuja mercadoria está sujeita ao regime de
substituição tributária”.

SAÍDAS

2.8 Cancelamento de Notas Fiscais

Ocorrem casos em que, nas notas fiscais canceladas, não vem sendo aposto o motivo
do cancelamento, tampouco o número do novo documento fiscal emitido,
obrigatoriedade prevista no artigo 216, do RICM/PR, aprovado pelo Decreto n. 1.980,
de 21/Dez./07.

Para não vir a afrontar a atual legislação, sugerimos a utilização de carimbo, conforme
modelo abaixo.

CANCELADA
MOTIVOS

( ) Erro nos dados do cliente.


( ) Erro na discriminação dos produtos.
( ) Erro nos cálculos.
( ) Outros................................................
Nota fiscal emitida em substituição nº.............de........./........../...........

Evidenciamos, também, que nos casos de cancelamentos de notas fiscais, estas vêm
sendo escrituradas no livro de Registro de Saídas com os respectivos valores, como se
não houvessem sido canceladas.

Sugerimos que a empresa verifique os lançamentos das notas fiscais canceladas, para
se certificar de que não façam parte da escrituração do livro de registro de saídas.

2.9 Nota Fiscal emitida sem conter o preenchimento de todos os campos exigidos pela
atual legislação

Ocorrem casos em que não vêm sendo preenchidos todos os campos da nota fiscal,
conforme exemplificamos abaixo:

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Nº da NF Emissão Vlr da NF Campo ausente de


preenchimento

Salientamos que o artigo 138, do RICM/PR, aprovado pelo decreto nº 1.980 de


21/Dez./07, prevê a obrigatoriedade do preenchimento completo de todos os dados
constantes na nota fiscal.

2.10 ICMS recolhido a menor

Na nota fiscal de saída nº ........., com data de emissão em .../.../......., no valor de


R$ ............ destinada à empresa......................., foi efetuada uma redução da base de
cálculo do ICMS de 33,33%, e o valor do IPI não foi incluso na base de cálculo do
ICMS.

Salientamos que, o RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n. 1.980 de 21/Dez/2007, em


seu artigo 96, prevê que a redução e a exclusão do IPI na base de cálculo só se aplicam
para os produtos destinados a industrialização e/ou comercialização.

Através de contato telefônico com o Sr..........., funcionário da ......................, fomos


informado de que essa mercadoria foi destinada ao Ativo Permanente da empresa.

Ou seja, foi destacado e pago um valor de ICMS de R$ .............sendo que o correto é


R$ ..........

Sugerimos que a empresa efetue o recolhimento da diferença recolhida a menor, que é


R$ ................... com os devidos acréscimos legais.

2.11 Notas Fiscais emitidas com o campo referente à “Situação Tributária” em


desacordo

Ocorrem casos em que na emissão de nota fiscal, modelo - 1, o campo “situação


tributária” vem sendo preenchido erroneamente, conforme exemplificamos com as
notas fiscais de nos .................................

Salientamos que o artigo 254, e anexo lV – tabela ll, do RICMS/PR, aprovado pelo
Decreto nº 1.980, de 21/Dez./07, prevê o correto preenchimento do campo referente à
“situação tributária”, por ocasião da emissão da nota fiscal de saída.

2.12 ICMS recolhido a maior

Foi emitida a nota fiscal de saída no.............de .........., no valor da base de cálculo de
R$ ................, destacando o valor do ICMS à alíquota de 12%, no valor de
R$ .................

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Não foi utilizada a redução da base de cálculo do ICMS, prevista no item 14, do
Anexo II, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto no. 1.980, de 12/Dez./07, que prevê a
redução da base de cálculo do ICMS para o percentual que resulte na carga tributária
equivalente a 8,80%.

Ou seja, o valor correto de ICMS é R$ ...................., sendo que, na operação foi


recolhido um valor de R$ .............. a maior que o devido.

2.13 Base de Cálculo do ICMS

A empresa vende mercadoria e efetua a mão-de-obra na montagem de tais


equipamentos e vem emitindo uma nota fiscal de prestação de serviço para cobrar tal
montagem, como exemplificamos a nota fiscal de prestação de serviço n........., de ,
emitida a favor de .....................

Salientamos que, o fisco estadual poderá pleitear o valor da prestação de serviço, na


base de cálculo do ICMS, pois a venda da mercadoria está relacionada diretamente
com a prestação de serviço, e o RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de 21
/Dez./07, prevê no artigo 6º, que integra a base de cálculo do ICMS dentre outros, as
demais importâncias pagas, recebidas ou debitadas.

2.14 Venda para Entrega Futura

A empresa vem embutindo no valor da nota fiscal, ou seja, cobrando do cliente, o


valor do IPI na nota fiscal de venda antecipada.

Porém, não vem destacando na nota fiscal, somente recolhendo, por ocasião da nota
fiscal de remessa das mercadorias.

O regulamento do IPI prevê a opção de destacar o valor do IPI na nota fiscal de


faturamento ou na de remessa das mercadorias, porém, se cobrar do cliente, na nota
fiscal de faturamento, obrigatoriamente, terá que repassar ao fisco federal.

Entendemos que o atual procedimento, em uma eventual fiscalização, poderá ser


questionado, pois a empresa cobrou o valor do IPI, e não repassou no mesmo
momento, podendo ser caracterizada como uma apropriação indébita.

2.15 Preenchimento em desconformidade

As DCTF’s do 1º, 2º, 3º e 4º trimestres de 2003 e 1º trimestre de 2004 foram


preenchidas sem alguns dados importantes, e outras sem mencionar valores de
DARF’S, conforme identificamos abaixo:

Período de Cód. da Data do Vlr do Valor da Valor do Vlr Ref


Apuração Receita Vencimento Principal Multa Juros Total

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1 – Valores de multas e juros não informados na DCTF


1 – Darf’s não informadas na DCTF.

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11- RELATÓRIO DE AUDITORIA - EMPRESA COMÉRCIO INTERNACIONAL

1 OPERAÇÕES DE ENTRADAS

1.1 Créditos de ICMS não aproveitados

1.1.1 Crédito de ICMS sobre bem do ativo imobilizado não aproveitado

A empresa adquiriu materiais para confecção de uma plataforma tipo elevador para o manuseio
dos PNEUS nas dependências da empresa, escriturou no livro Registro de Entradas tais notas
fiscais como ativo imobilizado, porém, não creditou o valor do ICMS, pago e destacado na nota
fiscal.

Exemplificamos:

NOTA FISCAL
NÚMERO EMISSÃO VALOR ICMS CLIENTE

Salientamos que o artigo 23, do RICMS-PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de 21/Dez./07,
prevê que o contribuinte poderá creditar-se do ICMS das entradas de bens destinados ao ativo
imobilizado da empresa.

1.1.2 Crédito de ICMS não aproveitado na entrada em demonstração

Referente a emissão da nota fiscal de entrada n.º........... de ........., no valor de R$ ..............,


retorno de mercadoria enviada em demonstração, temos a comentar o que segue:

a) Não foi creditado o valor do ICMS de R$ ......., destacado por ocasião da remessa em
demonstração acobertada pela nota fiscal de saída n.º.........de ............ no valor de..........

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b) Foi emitida nota fiscal de entrada para acobertar o retorno da demonstração, porém, o
destinatário é pessoa jurídica contribuinte do ICMS (.................) e, conforme o artigo 148,
do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de 21/Dez./07, é vedada a emissão de nota
fiscal de entrada, sendo o correto o destinatário emitir nota fiscal de saída para acobertar o
retorno de demonstração.

1.2 Créditos de ICMS aproveitados indevidamente

1.2.1 Aquisição de serviço de transportes

Em alguns conhecimentos de transportes, o fornecedor não vem utilizando a isenção do ICMS,


prevista no Regulamento do ICMS, e a empresa vem aproveitando o valor do ICMS destacado
indevidamente.

Conforme exemplos a seguir relacionados:

CONHECIMENTO TRAJETO TRANSPORTADORA


Número Emissão Valor Início Término

O RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de 21/Dez./07, no Anexo I, item 102, prevê que é
isenta do ICMS a prestação de serviço de transporte intermunicipal de cargas, destinada a
contribuinte do imposto que tenha início e término no território paranaense.

Salientamos que o dispositivo da isenção para a empresa transportadora não é opcional e sim
compulsório, portanto, não deveria ser destacado o ICMS no conhecimento de transporte.

A empresa não poderia efetuar o crédito destacado indevidamente nos conhecimentos


mencionados, pois o artigo 60, parágrafo 2.º, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº. 1.980,
de 21/Dez./07, prevê que: “Quando o ICMS destacado em documento fiscal for maior do que o
exigível na forma da lei, o aproveitamento como crédito terá por limite o valor correto”.

1.2.2 Apropriação indevida do crédito integral do ICMS na aquisição de ativo


imobilizado

A empresa adquiriu da ................... produto destinado ao ativo imobilizado, e efetuou o crédito


do ICMS integralmente, numa única vez.

Exemplificamos:

NOTA FISCAL
NÚMERO EMISSÃ VALOR ICMS PRODUTOS
O

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Salientamos que o artigo 23, § 3º, alínea “a”, do RICMS-PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de
21/Dez./07, prevê que o contribuinte poderá creditar-se do ICMS, das entradas de bens
destinados ao ativo imobilizado da empresa, e que a apropriação será feita à razão de um
quarenta e oito avos por mês, devendo a primeira fração ser apropriada no mês em que ocorrer a
entrada no estabelecimento.

1.3 IMPORTAÇÕES

1.3.1 Base de cálculo do ICMS na importação.

Não vem sendo incluso no valor da base de cálculo do ICMS, por ocasião da importação, outras
despesas aduaneiras inerentes à importação.

O artigo 6.º, inciso V, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de 21/Dez./07, prevê que
incide na base de cálculo do ICMS, nas importações, o valor da mercadoria ou bem constante
dos documentos de importação, imposto de importação, imposto sobre produtos
industrializados, imposto sobre operações de câmbio e quaisquer outros impostos, taxas,
contribuições e despesas aduaneiras.

A Decisão SEFA nº 20, de 14.12.94, conceitua as despesas aduaneiras, limitando os valores


inclusos àqueles pagos à Receita Federal no momento do desembaraço, onde não se inclui o
valor pago ao despachante e ao sindicato, mas incluindo-se as tarifas de armazenagem e
capatazia (despesas portuárias) que estão incluídas na estrutura alfandegária.

1.4 Escrituração de documentos fiscais no livro registro de entradas

1.4.1 Lançamentos com valores das notas fiscais, no registro de entrada, incorretos

Ocorrem casos em que as notas fiscais de entrada de importação vêm sendo escrituradas, no
livro Registro de Entradas, com valores totais diferentes do constante no documento fiscal.

Para um melhor entendimento, exemplificamos:

Nota Fiscal Vlr Lançado no Livro


Número Emissão Valor Reg. de Entradas

Salientamos que o artigo 244, § 3º, alínea “d”, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980,
de 21/Dez./07, prevê que o valor Contábil deve ser o valor total constante do documento fiscal.

1.4.2 Notas fiscais não escrituradas


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Alguns documentos fiscais não vêm sendo escriturados no livro Registro de Entradas, tais como:

a) Notas fiscais/faturas de energia elétrica;


b) Notas fiscais/faturas de telecomunicações.
c) Conhecimento de transporte conforme exemplificamos abaixo:

Conhecimento
Número Emissão Valor Transportadora

De acordo com a legislação estadual (art. 244, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980,
de 21/Dez./07), devem ser escrituradas no livro Registro de Entradas, em ordem cronológica das
efetivas entradas no estabelecimento, as mercadorias ou serviços abrangidos pelo ICMS, como é
o caso dos documentos fiscais citados.

1.5 Outras obrigações acessórias

1.5.1 Ausência da efetiva data de entrada da mercadoria, no documento fiscal que


acoberta a operação

Ocorrem casos em que não vem sendo aposto o carimbo com a data da efetiva entrada da
mercadoria no estabelecimento, conforme exemplificamos abaixo:

Nota Fiscal
Número Emissão Valor Fornecedor

Tal procedimento impede a observação que traz o Artigo 240 (que regulamenta o prazo de
escrituração de no máximo 05 dias após a efetiva entrada da mercadoria no estabelecimento) do
atual Regulamento do ICMS do Estado do Paraná, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de
21/Dez./07, sendo assim, sugerimos a implantação de um carimbo datador.

1.5.2 Arquivo das notas fiscais de entrada

As notas fiscais de entradas de mercadorias, escrituradas no livro Registro de Entradas, estão


sendo arquivadas em desconformidade com o previsto no artigo 379, do RIPI, aprovado pelo
Decreto n.º 4.544, de 26 de dezembro de 2.002, o qual traz a seguinte redação:

“Os contribuintes arquivarão as notas fiscais, segundo a ordem de escrituração”.

1.5.3 Cadastro de fornecedores incompleto ou desatualizado

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Nas notas fiscais de aquisições de fornecedores, não vêm sendo mencionados todos os dados
corretos da empresa, constantes no documento fiscal, que acoberta a entrada da mercadoria no
estabelecimento.

Para um melhor entendimento, exemplificamos:

Nota Fiscal
Número Emissão Fornecedor Valor Dados
Não Preenchidos

Salientamos que o RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de 21/Dez./07, prevê o correto
preenchimento de todos os dados constante na nota fiscal.

2 OPERAÇÕES DE SAÍDAS

2.1 Recolhimento do ICMS a menor

2.1.1 Nota fiscal emitida para pessoas físicas e jurídicas não contribuintes do ICMS, em
operação interestadual, tributada à alíquota de 12%.

Na nota fiscal n.º .........., de .............., cuja operação é remessa de bonificação, foi destacado o
ICMS à alíquota 12%, porém, o destinatário das mercadorias é uma pessoa jurídica não
contribuinte do ICMS.

Salientamos que o art. 14, § 1º, alínea “d”, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto nº 1.980, de
21/Dez./07, prevê, entre outras hipóteses, que as alíquotas internas são aplicadas quando o
destinatário da mercadoria ou do serviço for consumidor final localizado em outra unidade
federada, desde que não contribuinte do imposto.

Portanto, para a operação mencionada, a alíquota correta a ser aplicada é a interna, ou seja, 18%.

2.2 ACRÉSCIMOS FINANCEIROS

2.2.1 Exclusão dos acréscimos financeiros da base de cálculo

Ocorrem operações de vendas a prazo para pessoas físicas não contribuintes do imposto, cujo
valor dos acréscimos financeiros encontram-se embutidos no valor das mercadorias vendidas,
sendo integrado no valor da base de cálculo do ICMS.

Salientamos que o artigo 6.º, parágrafo 2.º , alínea “c”, do RICMS/PR, aprovado pelo Decreto
n.º 1.980, de 21/Dez./07, prevê que as operações relacionadas acima podem sofrer redução na
base de cálculo, pois o valor referente aos acréscimos financeiros não integram a base de cálculo
do imposto, desde que observados os seguinte procedimentos:

1. haja a indicação no documento fiscal relativo à operação, dentre outros elementos, do preço à
vista da mercadoria, do valor total da operação, do valor da entrada, se for o caso, do valor dos
acréscimos financeiros excluídos da tributação e do valor e da data do vencimento de cada
prestação;
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2. o valor excluído não exceda o resultado da aplicação de taxa - que represente as praticadas
pelo mercado financeiro - fixada mensalmente pela Secretaria de Estado da Fazenda, sobre o
valor do preço à vista.

2.3 PREENCHIMENTO DA NOTA FISCAL DE SAÍDA

2.3.1 Classificação Fiscal incorreta

A empresa revende o produto EXPOSITOR, informando na nota fiscal a classificação


fiscal ....................., conforme evidenciamos através do documento fiscal nº .............. de...........

Salientamos que, conforme a TIPI, Tabela do IPI, aprovada pelo Decreto nº 4.542/02, a
descrição da classificação fiscal ..................... é .........................

Recomendamos, revisar as classificações fiscais das mercadorias, para que seja mencionada na
nota fiscal a classificação correta, evitando possíveis problemas fiscais.

2.3.2 Base legal para acobertar as notas fiscais de sua emissão

Ocorrem casos em que, nas notas fiscais de saídas, emitidas como “devolução de mercadoria
recebida para análise técnica”, não vem sendo destacado o valor do ICMS na operação,
tampouco o dispositivo legal da dispensa do imposto.

Exemplificamos:

Nota Fiscal
Número Emissão Valor Cliente

O RICMS/PR, aprovado pelo Decreto n.º 1.980, de 21/Dez./07, prevê:

Art. 209 - Quando a operação ou a prestação estiver beneficiada por isenção ou


amparada por imunidade, não-incidência, diferimento ou suspensão do recolhimento do
imposto, essa circunstância será mencionada no documento fiscal, indicando-se o
respectivo dispositivo legal (Convênio SINIEF, de 15.12.70, art. 9º e Convênio SINIEF
06/89, art. 89).

2.3.3 Cancelamento de nota fiscal

Nas notas fiscais canceladas, não vem sendo aposto o motivo do cancelamento.

Outrossim, objetivando o aprimoramento dos controles internos, bem como evitar possíveis
contratempos de ordem fiscal, sugerimos a adoção de carimbo específico, o qual obedecerá ao
seguinte modelo, que atende à legislação fiscal vigente:

CANCELADA

MOTIVOS
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( ) Erro nos dados do cliente.


( ) Erro na discriminação dos produtos.
( ) Erro nos cálculos.
( ) Outros................................................

Nota fiscal emitida em substituição nº.............de........./........../............

A nota fiscal n.º ...........,de .........., no valor de R$ ...............foi cancelada ano livro Registro de
Saídas, porém, não possui todas as vias do documento para o cancelamento.

Art. 216 - Quando o documento fiscal for cancelado, conservar-se-ão no talonário ou


formulário contínuo todas as suas vias, com declaração dos motivos que determinaram
o cancelamento e referência, se for o caso, ao número e data do novo documento
emitido (Convênio SINIEF, de 15.12.70, art. 12).

2.3.4 Nota fiscal emitida sem conter o preenchimento de todos os campos exigidos pela
legislação

Em diversas notas fiscais de saídas não vêm sendo preenchidos os campos obrigatórios,
conforme exemplificamos abaixo:

Nota Fiscal
Número Emissão Valor Dados não Preenchidos

Os casos expostos ferem o disposto no artigo 138, inciso II, do RICMS/PR, aprovado pelo
Decreto nº 1.980, de 21/Dez./07, que, dentre outros, prevê a obrigatoriedade do preenchimento,
em quadros e campos próprios, do “BAIRRO/DISTRITO”, quando da emissão de notas fiscais
de saídas.

2.3.5 Dados do destinatário

Consultamos destinatários da empresa, no cadastro da Receita Federal e no SINTEGRA via


Internet, e encontramos alguns em desconformidade com o mencionado na nota fiscal de saída.

NOTA FISCAL ENDEREÇO E INSC. ESTADUAL DO DESTINATÁRIO


NÚMERO EMISSÃO NOTA FISCAL RECEITA FEDERAL/SINTEGRA

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Recomendamos à empresa, por ocasião do cadastro dos destinatários, efetuar consulta via
internet no SITE da Receita Federal e do SINTEGRA, para confirmar os dados cadastrais, para
que na nota fiscal de saída apresente os dados corretos, evitando, assim, possíveis
questionamentos por parte do fisco em uma eventual fiscalização.

3 APURAÇÃO DO IPI

3.1 Recolhimento do IPI

3.1.1 Recolhimento em desconformidade com o valor do IPI

Em diversos períodos houve o pagamento do IPI em desconformidade, conforme


exemplificamos:

Vlr no Registro de Vlr Pago DARF Diferença


Mês/Ano Período
Apuração do IPI Apurada

Segundo informações repassadas pelo Departamento Fiscal, os valores recolhidos, acima


mencionados, foram compensados.

4 DECLARACOES

4.1 Valores Errados

4.1.1 Diferenças entre o livro Registro de Entrada com o SINTEGRA

Os valores constantes no registro de entrada, confrontados com o SINTEGRA, apresentam


diferenças, quais sejam:

Valores MAIO/2006
Registro Entradas SINTEGRA Diferença
Contábil
Base de cálculo
ICMS

Valores JUNHO/2006
Registro Entradas SINTEGRA Diferença
Contábil
Base de cálculo
ICMS

Valores JULHO/2006
Registro Entradas SINTEGRA Diferença
Contábil
Base de cálculo
ICMS

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Diante do exposto, sugerimos que os valores sejam conciliados de forma a não apresentarem
distorções, pois, conforme se encontram, estão passíveis de questionamentos, em uma eventual
fiscalização.

Sugestões e apreciações: os leitores que desejarem remeter comentários sobre o conteúdo desta
obra poderão fazê-lo através do e-mail: paulo@portaltributario.com.br

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