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METODOLOGIA DE IMPLANTAÇÃO E ANALISE DO CANTEIRO DE

OBRAS

Daiane Boscardin
(daiane_capingui@hotmail.com)

Fabiana lanfredi
(fabi_lanfredi@hotmail.com)

Mirela Mello
(mirela.smello98@gmail.com)

SEGURANÇA NO TRABALHO EM UM CANTEIRO DE OBRAS

Resumo
Este trabalho tem como objetivo avaliar como a segurança no trabalho está sendo
praticada em um canteiro de obra. Através do análise de artigos e relatórios presenciados e foi
caracterizada a percepção de que segurança em um canteiro de obra ainda deve passar por
muitas melhorias para baixar os índices de acidentes ele relaciona as causas de acidentes,
sugestões para melhorar a segurança, os principais riscos, carga de trabalho, frequência de
ocorrência de acidentes leves e quase-acidentes e nível de conscientização quanto à
segurança. As percepções indicaram diversas necessidades de melhoria gerencial, as quais
influenciam de modo direto ou indireto a segurança no trabalho.
Palavras-chave: segurança no trabalho, acidentes, canteiro de obra

INTRODUÇÃO
Segurança do Trabalho na Construção Civil é uma das maiores preocupações de todos
aqueles que trabalham diariamente em canteiros de obra. De acordo com a última atualização
do Anuário Estatístico da Previdência Social, entre 2007 e 2013 foram registrados cinco
milhões de acidentes de trabalho no Brasil. Os dados também mostraram que a construção
civil é o quinto setor econômico com o maior número de acidentes e o segundo mais letal aos
trabalhadores.
Para se ter uma ideia, a participação da construção no total de acidentes de trabalho
fatais no país passou de 10% em 2007 para 16% em 2013, respondendo por uma média de
450 portes por ano – ou seja, cerca de uma por dia.

A atualidade da segurança num canteiro de obras


Atualmente no brasil e em outros países desenvolvidos, a construção civil é destaque
em um dos setores onde mais ocorre acidentes de trabalho tanto pelo uso inadequado dos
equipamentos individuais ou pela empresa não obedecer e não exigir dos seus funcionários os
requisitos mínimos para uma boa segurança e desempenho em sua obra muitas vezes
ocasionados por não ser contratado pessoas qualificadas pelo trabalho.

Figura 1 porcentagem de acidentes no canteiro de obras

No brasil o setor é o quarto maior gerador de acidentes fatais em termos de frequência


e o segundo em termos de coeficiente por cem mil trabalhadores. De acordo com estimativas
da oit (2003) dos 355.000 acidentes de trabalho fatais que acontecem em cada ano no mundo,
aproximadamente 60.000 (17%) ocorrem em obras de construção, 94% das empresas no
Brasil são micro e pequenas, que empregam até 29 trabalhadores. Como não a uma
fiscalização seguida nessas empresas o pessoal acaba deixando a desejar em conceito
segurança, não usa os equipamentos, a brincadeira e até pessoas fumando ao mesmo tempo do
trabalho como vimos em algumas obras sendo visitadas. O peão por muitas vezes acaba se
sobre saindo e passando da linha de vida sem o sinto, muitos com uma bagagem de
experiência enormes porem não usam os equipamentos pois dizem que sabem o que estão
fazendo.
Existe um conjunto de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de
trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho
do trabalhador, é a base para a produtividade e qualidade da obra, a NR 18 é lei, e suas
determinações devem ser seguidas, tendo como medida de segurança ações e equipamentos de
proteção coletiva (EPC) que servem de barreia entre o perigo e os operários, composto pelo
conjunto de equipamentos de projeção individual.

Figura 2 equipamentos de proteção individual fonte:google imagens

Riscos de acidentes que estão sujeitos a acontecer, a queda em altura é um dos que
mais causa óbito, locais fechados por médios ou longos períodos, mas precisam ser acessados
em determinado momento por profissionais encarregados de realizar um trabalho específico
internamente como manutenção, inspeção, limpeza ou resgate (NR 33- em vigor desde 28 de
dezembro de 2006), riscos de asfixia, explosão, intoxicação e doenças do trabalho, doenças
respiratórias, doenças de peles caudas muitas vezes pelo cimento, perda auditiva devido a
ruídos (maquinas pesadas), serras circulares, vibradores de concreto, betoneiras, marteletes,
etc.
Figura 3 mal uso dos equipamentos

Figura 4 Operários posicionados acima de 2,00m de altura, sem uso de cinto de sinto de
segurança
Figura 5 Condições inadequadas para circulação dos funcionários na cobertura.

Figura 6 Canteiro de obra com presença de entulho, o que prejudica a circulação dos
operários.

Por esses motivos entres outros que existe norma regulamentadora, NR-4 serviços
especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho; NR-15 atividade e
operações insalubres; NR-18 condições e meio ambiente de trabalho na indústria da
construção; NR-33 norma regulamentadora de segurança e saúde nos trabalhos em espaços
confinados.
Mesmo os custos econômicos e sociais dos acidentes de trabalho serem bem altos,
geralmente as empresas não procuram evitá-los, limitando assim o uso do cumprimento das
normas de segurança. As empresas apenas obrigam seus funcionários a usar seus EPIs
obrigatoriamente em visitas técnicas do fiscal, em dias quaisquer, poucos usam. Ou as vezes
cobram demais dos seus funcionários pelo prazo de entrega esquecendo do cansaço físico e
mental estando mais vulneráveis a acidentes.
Algumas das melhorias que podem ser adotadas seria a distribuição de vale-transporte,
onde este benefícios contribui para melhor a produtividade e a redução de acidentes, visto que
os funcionários chegam menos cansados ao canteiro de obras, poupados de longos trechos de
caminhadas. Juntamente com melhorias relacionadas as decisões do projeto, a conversa com
os funcionários e até a exigência maior do superiores pelo uso adequado dos EPIs e melhores
equipamentos ou adaptações em tecnologias construtivas.
Equipamentos necessário para a proteção (EPI), os epis devem ser fornecidos de forma
gratuita para os empregados sempre que as medidas de proteção coletiva não forem viáveis do
ponto de vista técnico ou não oferecerem completa proteção aos operários, os epis que são
necessários se dividem em quatro grupos, proteção para cabeça, proteção para o tronco,
proteção para braços e mãos, proteção para pernas e pés ( além do cinto de segurança).
Podemos concluir que é de obrigatoriedade da construtora que todos os funcionários recebam
e estavam usando os epis corretamente.
Existe um seguro contra acidentes que é muito utilizado nos Estados Unidos e
Inglaterra, mas no brasil esse seguro ainda não atua da melhor forma desejada, uma vez que o
mesmo contém uma taxa, que é igual para todas as empresas.
Mesmo os custos econômicos e sociais dos acidentes de trabalho serem bem altos, geralmente
as empresas não procuram evitá-los, limitando assim o uso do cumprimento das normas de
segurança.
Atualmente a principal norma internacional relacionado a segurança no trabalho é a
OSHA 18001 – Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho.
Mesmo que as empresas ganhem certificados por atender os requisitos exigidos pela norma,
assim mesmo o número de acidentes não diminui. Isto acorre pelo fato de que não há uma
especificamente de padrões mínimos de desempenho, apenas o estabelecimentos de certos
procedimentos que a empresa deve adotar.
Estudos destacam a importância da existência de programas de segurança específicos
para cada obra. Nesse programas devem conter procedimentos como a implantação de metas
relativas ao desempenho em segurança de casa obra, incentivo aos operários para reduzir
acidentes, elaboração de orçamentos relacionados a segurança, programas de combate ao
alcoolismo, treinamento da mão-de-obra.
Relativamente a principal causa de acidentes a vítima acaba sendo a principal
responsável pelo acidente, baseando-se que ela assumiu o risco praticando uma ação insegura.
É evidente que alguns dos acidentes são decorrentes da falta de treinamento ou por não
cumprir com a norma NR-18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da
Construção.
A falta de relatos de variados tipos de acidentes na maioria das vezes pelo fato da
empresa não querer se comprometer com custos excessivos, prejudica muito em relação ao
conhecimento dos operários, uma vez que deixados a mostra relatos de acidentes na
construção civil pode conscientizar os operários a terem um cuidado redobrado e não
acabarem sofrendo o mesmo.
Algumas das melhorias que podem ser adotadas seria a distribuição de vale-transporte,
onde este benefícios contribui para melhor a produtividade e a redução de acidentes, visto que
os funcionários chegam menos cansados ao canteiro de obras, poupados de longos trechos de
caminhadas. Juntamente com melhorias relacionadas as decisões do projeto, melhores
equipamentos ou adaptações em tecnologias construtivas.
Uma das formas simples de se evitar, não completamente, mas em uma grande escala
os acidentes ocorrido na construção civil é simplesmente os operários estarem dispostos a
adquirir um maior conhecimento das forma de se evitar acidentes fatais ou não fatais, e
estarem de acordo a usar os equipamentos exigidos pelas normas para a segurança dos
mesmos.
Uma vez que as estratégias para cumprir as metas de prazo e custo das obras seriam mais
eficientes e realistas se for reconhecido que os cuidados com a segurança podem ser decisivos
para o sucesso nestas áreas de construção civil.

Conclusão
Através do que estudamos e vivenciamos em obras pode-se verificar que a não utilização
dos EPI’s não é de exclusiva culpa dos operários, pois, as empresas, que tem a
responsabilidade e obrigatoriedade de fornecê - los e exigi-los, não fornecem grande parte dos
mesmos. Os únicos EPI’s que são fornecidos pelas empresas são: capacete, calçado fechado e
cinto de segurança. Cabe destacar que os EPI’s que apresentam fornecimento mais precário
são os de proteção para o tronco. Um dado extremamente importante e preocupante é o de que
muitas empresa não sabem quais são os EPI’s necessários para a construção civil e, algumas
desconhecem que os mesmos são obrigatórios. Para concluir o simples fornecimento de EPI’s
e exigência de seu uso não podem evitar acidentes se utilizados isoladamente, pois, um eficaz
sistema de segurança é caracterizado não apenas pelo simples cumprimento de exigências
legais, mas, principalmente, pela preocupação em fornecer aos empregados um ambiente
seguro, os mais adequados equipamentos de proteção individual e um eficiente treinamento
do mesmo, sem levar em conta apenas a minimização dos custos.

REFERÊNCIAS

http://www.acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/34382/BOZZA,%20ANDRE
%20FRANCISCO.pdf?sequence=1
http://googleacademico.com.br
http://blogdaengenharia.com/a-construcao-civil-no-brasil/