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Corrente Elétrica

o Que é ?
é o fluxo ordenado de partículas portadoras de carga elétrica. Sabe-se que, microscopi
camente, as cargas livres estão em movimento aleatório devido à agitação térmica. Apesar de
se movimento desordenado, ao estabelecermos um campo elétrico na região das cargas,
verifica-se um movimento ordenado que se apresenta superposto ao primeiro. Esse
movimento recebe o nome de movimento de deriva das cargas livres.
Raios são exemplos de corrente elétrica, bem como o vento solar, porém a mais conhecid
a, provavelmente, é a do fluxo de electrões através de um condutor elétrico, geralmente
metálico.
A intensidade I da corrente elétrica é definida como a razão entre o o módulo da quantid
ade de carga ?Q que atravessa certa secção transversal (corte feito ao longo da meno
r dimensão de um corpo) do condutor em um intervalo de tempo ?t.

A unidade padrão no SI para medida de intensidade de corrente é o ampère (A). A corren


te elétrica é também chamada informalmente de amperagem. Embora seja um termo válido na
linguagem coloquial, a maioria dos engenheiros eletricistas repudiam o seu uso p
or confundir a grandeza física (corrente eléctrica) com a unidade que a medirá (ampère).
Efeitos:
A passagem da corrente elétrica por um condutor pode provocar diferentes efeitos q
ue variam de acordo com a natureza do condutor e a intensidade da corrente elétric
a que percorre o condutor. Os principais efeitos são: efeito térmico, efeito químico,
efeito magnético e efeito joule.
Efeito quimico:
O efeito químico ocorre em determinadas reações químicas quando elas são percorridas por u
ma corrente elétrica. Esse efeito é muito utilizado no recobrimento de metais, por e
xemplo.
Efeito térmico:
O efeito térmico, também chamado de efeito joule, surge dos inúmeros choques dos elétron
s de um condutor quando esse é percorrido por uma corrente elétrica. Quando os átomos
recebem energia eles passam a vibrar com mais intensidade e quanto maior a vibração
maior é a temperatura do condutor, e esse aumento de temperatura é observado com o a
quecimento do condutor. Esse efeito é aplicado nos aquecedores em geral como, por
exemplo, os chuveiros elétricos. O efeito magnético se manifesta quando há o aparecime
nto de um campo magnético na região próxima de onde se aplica a corrente elétrica.
Efeito fisiólogico:
O efeito fisiológico acontece quando acontece a passagem de corrente elétrica pelo o
rganismo dos seres vivos. Essa atua no sistema nervoso fazendo com que o corpo t
enha contrações musculares, dessa forma dizemos que aconteceu um choque elétrico. A co
ndição básica para que aconteça um choque elétrico é provocar uma diferença de potencial.
O Que é resistência elétrica:
Resistência elétrica é a capacidade de um corpo qualquer se opor à passagem de corrente
elétrica pelo mesmo, quando existe uma diferença de potencial aplicada. Seu cálculo é da
do pela Lei de Ohm, e, segundo o Sistema Internacional de Unidades (SI), é medida
em ohms.
Quando uma corrente elétrica é estabelecida em um condutor metálico, um número muito ele
vado de elétrons livres passa a se deslocar nesse condutor. Nesse movimento, os elét
rons colidem entre si e também contra os átomos que constituem o metal. Portanto, os
elétrons encontram uma certa dificuldade para se deslocar, isto é, existe uma resis
tência à passagem da corrente no condutor. Para medir essa resistência, os cientistas
definiram uma grandeza que denominaram resistividade elétrica.
Resistor:
Um resistor é um dispositivo elétrico muito utilizado em eletrônica, ora com a finalid
ade de transformar energia elétrica em energia térmica (efeito joule),ora com a fina
lidade de limitar a quantidade de corrente elétrica em um circuito, a partir do ma
terial empregado, que pode ser por exemplo carbono ou silício.
Resistores são componentes que têm por finalidade oferecer uma oposição à passagem de corr
ente elétrica, através de seu material. A essa oposição damos o nome de resistência elétric
, que possui como unidade ohm. Causam uma queda de tensão em alguma parte de um ci
rcuito elétrico, porém jamais causam quedas de corrente elétrica. Isso significa que a
corrente elétrica que entra em um terminal do resistor será exatamente a mesma que
sai pelo outro terminal, porém há uma queda de tensão. Utilizando-se disso, é possível usa
r os resistores para controlar a corrente elétrica sobre os componentes desejados.
Lei de Ohm:
A Lei de Ohm, assim designada em homenagem ao seu formulador Georg Simon Ohm, in
dica que a diferença de potencial (V) entre dois pontos de um condutor é proporciona
l à corrente elétrica (I).
Quando essa lei é verdadeira num determinado resistor,este denomina-se resistor ôhmi
co ou linear.A resistência de um dispositivo condutor é dada pela fómula
V é a diferença de potencial elétrico (ou tensão, ou ddp) medida em Volts
R é a resistência elétrica do circuito medida em Ohms
I é a intensidade da corrente elétrica medida em Ampères
e não depende da natureza de tal: ela é válida para todos os resistores.Entretanto,qua
ndo um dispositivo condutor obedece à Lei de Ohm,a diferença de potencial é proporcion
al à corrente elétrica aplicada,isto é,a resistência é independente da diferença de potenci
l ou da corrente selecionada.
Diz-se, em nível atômico, que um material (que constitui os dispositivos condutores)
obedece à Lei de Ohm quando sua resistividade é independente do campo elétrico aplica
do ou da densidade de corrente escolhida.
Um exemplo de componente eletrônico que não possui uma resistência linear é o diodo, que
portanto não obedece à Lei de Ohm.
Potência elétrica:
Em sistemas elétricos, a potência instantânea desenvolvida por um dispositivo de dois
terminais é o produto da diferença de potencial entre os terminais e a corrente que
passa através do dispositivo.
Isto é,onde I é o valor instantâneo da corrente e U é o valor instantâneo da tensão. Se I e
tá em ampères e U em volts, P estará em watts.
Potência elétrica pode ser definida também como o trabalho realizado pela corrente elétr
ica em um determinado intervalo de tempo.
Num sistema de corrente contínua em que I e U se mantenham invariantes durante um
dado período, a potência transmitida é também constante e igual ao produto I \cdot U.
Nos sistemas em que I ou U são variáveis temporais, é possível determinar a potência média
esenvolvida durante um intervalo de tempo a partir da integração temporal da potência
instantânea:
Associação de Resistores:
Em nosso dia-a-dia utilizamos vários aparelhos elétricos onde são empregados circuitos
com dois ou mais resistores. Em muitos destes circuitos, um único resistor deve s
er percorrido por uma corrente elétrica maior que a suportada, e nestes casos util
iza-se uma associação de resistores. Em outras aplicações vários resistores são ligados um
m seguida do outro para obter o circuito desejado, como é o caso das lâmpadas decora
tivas de natal.
Os resistores podem ser associados basicamente de três maneiras diferentes: Associ
ação em série, associação em paralelo e associação mista.
Para efeito de cálculos, em muitos casos será necessário descobrir como a série de resis
tores se comporta como um todo. Nestes casos utilizamos o conceito de resistor e
quivalente. Que é um resistor que tem as mesmas propriedades da associação, ou seja, u
ma resistência que seja a mesma do conjunto, esta resistência é chamada resistência equi
valente.
Associaçao em série:
Em uma associação em série de resistores, o resistor equivalente é igual à soma de todos o
s resistores que compôem a associação. A resistência equivalente de uma associação em série
mpre será maior que o resistor de maior resistência da associação.
Associaçao em paralelo:
É conhecido como um circuito paralelo um circuito composto exclusivamente por comp
onentes elétricos ou eletrônicos conectados em paralelo (de conexão em paralelo, que é o
mesmo que associação em paralelo ou ligação em paralelo). É uma das formas básicas de se c
nectar componentes eletrônicos. A nomeação descreve o método como os componentes são conec
tados.
Como demonstração, consideremos um circuito simples consistindo de duas lâmpadas e uma
bateria de 9 V. Na ligação paralela, os terminais positivos das lâmpadas são ligados ao
teminal positivo da bateria, e os terminais negativos das lâmpadas são ligados ao n
egativo da bateria, sendo esta ligação diferente da ligação série.
Associaçao mista:
É o tipo de associação que há a mistura de associação em série e em paralelo,Para descobrir
resistência equivalente desse tipo de associação deve-se considerar os tipos de associ
ação de forma separada, bem como suas características.