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AS BÊNÇÃOS DE SE

ESTAR EM CRISTO
David Wilkerson
August 23, 2004
Paulo diz, "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual
nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em
Cristo" (Efésios 1:3). Paulo está nos dizendo, em essência, "Todos os que
seguem a Jesus são bem–aventurados, com bênçãos nos lugares celestiais,
onde Cristo está". Que promessa incrível para o povo de Deus.

Entretanto, esta promessa torna–se meras palavras se não soubermos o que


são estas bênçãos espirituais. Como podemos gozar destas bênçãos que
Deus nos promete se não as compreendermos.

Paulo escreveu esta epístola para os "fiéis em Cristo Jesus" (1:1). Estes eram
crentes que tinham certeza de sua salvação. Os efésios tinham sido bem
ensinados no evangelho de Jesus Cristo e na esperança da vida eterna. Eles
sabiam quem eram em Cristo, e estavam seguros de sua posição celestial
nEle. De fato, eles estavam bem arraigados na verdade de que tinham sido
feitos para se "assentar nas regiões celestes em Cristo Jesus" (2:6).

Estes "fiéis" entendiam plenamente Deus "ressuscitando–o (a Cristo) dentre


os mortos e fazendo–o sentar–se à sua direita nos céus" (1:20). Eles sabiam
que tinham sido escolhidos por Deus "desde antes da fundação do mundo", e
que também "nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos
santos e irrepreensíveis diante dele em amor" (1:4). Eles compreendiam que
tinham sido adotados "por Jesus Cristo, para si mesmo" (1:5). Deus tinha–os
trazido para Sua família, pois quando ouviram a palavra da verdade, eles
confiaram e creram nela.

Os crentes efésios eram verdadeiramente um povo abençoado. Eles


regozijavam–se em sua redenção através do sangue de Cristo, conhecendo
as grandes bênçãos espirituais de serem perdoados de seus pecados. De fato,
eles estavam tão conscientes a respeito das riquezas da graça de Deus, que
muitos eram capazes de ensinar aos demais. Se encontrassem pessoas
famintas por Deus, eles podiam mostrar–lhes a glória da cruz. Eles podiam
ensinar da misericórdia e do amor de Deus, de Sua santidade, de como
caminhar irrepreensíveis diante dEle. Eles podiam falar da ressurreição, da
bondade de Deus, do céu e inferno, das conseqüências de se viver em
pecado.

Confio que a maioria dos que estão lendo esta mensagem são como aqueles
efésios: fiéis, crentes bem instruídos. Você conhece o poder redentor do
evangelho de Cristo. Você conhece a doutrina do novo nascimento. Você é
bem doutrinado no conhecimento da graça, aceitando a vitória que vem
somente pela fé, e não por obras.

Se isto descreve você, tenho algo mais a dizer. Ou seja, muitos cristãos
jamais entraram no gozo que Deus lhes prometeu. Deixe–me explicar.

Creio que a maioria dos cristãos, incluindo ministros, nunca chegou além do perdão dos
pecados e da esperança de um futuro glorioso no céu
Muitas pessoas perdoadas, purificadas, remidas, vivem infelizes. Elas nunca
têm o sentido de estarem plenas em Cristo. Ao invés disso, elas continuam
indo de altas montanhas a vales, de grandes altitudes espirituais, a pontos de
depressão. Elas estão sempre importunadas por uma sensação de que "Está
faltando alguma coisa. Simplesmente não consigo saber o que é".
Conforme olho para trás em minha vida, fico impressionado com todos os
cristãos consagrados que conheci, e que nunca tiveram segurança de sua
salvação. Isto era real especialmente para muitos pentecostais, homens e
mulheres piedosos que serviram ao Senhor por mais de cinqüenta anos. Eles
conheciam todas as doutrinas, verdades e ensinamentos da fé, e
ministravam–nos fielmente. Mas nunca entraram na alegria sobrenatural que
estava disponível para eles, em Cristo.

A verdade é que é possível saber de todas estas coisas — osacrifício de


Jesus por nós, o poder purificador de Seu sangue, a justificação pela fé — e,
no entanto, nunca entrar na plenitude das bênçãos de Deus. Como pode
acontecer isso, você pergunta? É porque muitos cristãos nunca passam do
Salvador crucificado para o Senhor ressurreto que vive em glória.

Em João 14, Jesus nos fala que está na hora de conhecermos nossa posição
celestial nEle. Ele explica aos discípulos, "Porque eu vivo, vós também
vivereis. Naquele dia, vós conhecereis que eu estou em meu Pai, e vós, em
mim, e eu, em vós" (João 14:19–20). Nós estamos vivendo agora "naquele
dia" do qual Jesus falou. Em suma, devemos compreender nossa posição
celestial em Cristo.

Claro, a maioria de nós realmente sabe sua posição em Cristo — que


estamos assentados com Ele nos lugares celestiais — mas apenas como um
fato teológico. Não conhecemos como uma experiência. O que quero dizer
com esta expressão, "nossa posição em Cristo"? Simplesmente, posição é
"onde alguém se encontra, onde alguém está". Deus nos colocou onde
estamos, que é em Cristo.

Em contrapartida, Cristo está no Pai, assentado à Sua destra. Portanto, se


estamos em Cristo, então na verdade estamos assentados com Jesus na sala
do trono, onde Ele está. Isto significa que estamos sentados na presença do
Todo–Poderoso. É a isto que Paulo se refere quando diz que somos feitos
para nos "sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus" (Efésios 2:6).

Você pode dizer, "Mas eu nunca me senti como se estivesse em um lugar


celestial. Sempre sinto que estou em um deserto, sofrendo aflições e
tormentos. Se isto é estar em um lugar celestial em Cristo, então
simplesmente não estou entendendo". Asseguro–lhe, seus períodos de lutas
são comuns a todos os crentes. Não, a frase "em Cristo, em lugares
celestiais" (1:3) não é algo que se pode alcançar. É o que Deus diz a seu
respeito. Se você está em Cristo, então, aos olhos do Pai, você está sentado
próximo a Ele, à Sua destra.

O fato é: no momento em que você coloca sua confiança em Jesus, você é


levado para Cristo pela fé. Deus reconhece você em Seu Filho, assentando–o
com Ele nos céus. Isto não é algo meramente teológico, mas uma verdade,
uma posição factual. Então, agora, ao render sua vontade a do Senhor, você
está capacitado para reivindicar todas as bênçãos espirituais que vêm com
sua posição.

Claro, estar "em Cristo" não quer dizer que você deixa a terra. Você não
pode manufaturar uma emoção ou sentimento que o leva para o céu,
literalmente. Não, o céu desceu até você. Cristo, o Filho e Deus, o Pai,
vieram ao seu coração e fizeram morada ali: "Se alguém me amar, guardará
a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele
morada" (João 14:23).

Sim, Jesus está no paraíso, o Homem na glória. E sim, Seu Espírito se move
por toda a terra. Mas, o Senhor também habita em você e em mim
especificamente. Ele nos tornou Seu templo nesta terra, Sua morada. Veja as
poderosas considerações de Jesus quanto a isto:

"E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me
manifestarei a ele" (14:21). "Para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai,
és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós…E eu lhes dei a
glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um; eu
neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade" (17:21–23,
itálicos meus).

Dê uma outra lida no verso em itálico. Jesus diz, em essência, "A glória que
Tu me deste, Pai, Eu dei a eles". Cristo está fazendo uma declaração incrível
aqui. Ele está dizendo que recebemos a mesma glória que o Pai deu a Ele.
Que pensamento maravilhoso. Contudo, o que é esta glória que foi dada a
Cristo, a qual Ele em contrapartida nos deu? E como nossas vidas revelam
esta glória?

A glória que nos foi dada é o acesso de porta aberta ao Pai


A glória que Deus nos deu não é uma aura ou emoção. Não, muito
simplesmente, a glória que recebemos é o acesso livre ao Pai celestial.

Jesus facilitou nosso acesso ao Pai, abrindo–nos a porta pela cruz: "Porque
por ele [Cristo] ambos [nós e os distantes] temos acesso ao Pai em um
mesmo Espírito" (Efésios 2:18). A palavra "acesso" significa o direito de
entrar. Significa passagem livre, bem como facilidade de abordagem: "No
qual temos ousadia e acesso em confiança, pela nossa fé nele" (3:12).

Você entende o que Paulo está dizendo aqui? Pela fé, viemos para um local
de livre acesso a Deus. Não somos como Ester no Velho Testamento. Ela
tinha de esperar, nervosa, por um sinal do rei antes de poder se aproximar do
trono. Somente depois de ele tocar o cetro, Ester estava autorizada a se
aproximar.

Ao contrário dela, você e eu já estamos na sala do trono. E temos o direito e


o privilégio de falar ao rei a qualquer hora. De fato, somos convidados a
fazer qualquer pedido a Ele: "Acheguemo–nos, portanto, confiadamente,
junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça
para socorro em ocasião oportuna" (Hebreus 4:16).

Quando Cristo ministrou na terra, Ele gozava de livro acesso ao Pai. Ele
disse: "Não posso fazer nada sozinho. Faço apenas o que o Pai me manda e
me mostra" (veja João 5:19, 30; 8:28).

Alem disso, Jesus não tinha de escapulir para orar e obter a mente do Pai.
Claro, Ele orava com freqüência e intensamente, mas isto se tratava do
relacionamento com o Pai; era um ponto diferente em Suas atividades
diárias, estivesse Ele ensinando, curando ou expulsando demônios. Jesus
sabia o tempo todo que Ele estava no Pai, e o Pai estava nEle. Ele não tinha
de "subir" ao Pai para saber o que fazer. O Pai já habitava nEle, fazendo–se
conhecer. E Jesus sempre ouvia uma voz atrás dEle, dizendo, "Este é o
caminho…eis o que fazer…".

Hoje, nos foi dado o mesmo grau de acesso ao Pai que Cristo teve. Você
pode estar pensando, "Espere um pouco, isto é sofisma. Eu tenho o mesmo
acesso ao Pai que Jesus, o Criador e Senhor do universo, teve?".

Não se engane: tal como Jesus, devemos orar com freqüência e fervor.
Devemos ser "buscadores" de Deus, esperando no Senhor. Mas, em nossa
caminhada diária — em nossas idas e vindas, em nossos relacionamentos,
em nossa vida familiar, nossos ministérios — não temos de escapulir para
rogar a Deus por uma palavra de força ou direção. Temos Seu próprio
Espírito vivendo em nós. E o Espírito Santo nos revela a mente e a vontade
do Pai. Sua voz está sempre atrás de nós, dizendo, "Este é o caminho, andai
nele".

A verdade sobre nossa união com Cristo era um mistério oculto na igreja até Paulo
entrar em cena
O Espírito Santo usou Paulo para desvendar este mistério, ou seja, "Cristo
em vós, a esperança da glória". Claro, a igreja tinha aprendido sobre a graça
salvadora. Sabiam que a salvação era pela fé, e não por obras. Afinal de
contas, eles vinham servindo a Jesus antes de Paulo chegar. Eles sabiam
sobre o arrependimento e tinham provado da misericórdia do Pai.

Mas então, Paulo apareceu, declarando, "Arrependimento e boas obras não


são o suficiente. Não basta que vocês tenham vindo a Cristo e crido, ou que
agora tenham grande conhecimento espiritual. Vocês precisam de algo mais
do que simplesmente crer em Cristo. Agora, vocês precisam andar nas
bênçãos e plenitude nEle". "Portanto, assim como recebestes a Cristo Jesus,
o Senhor, assim também nele andai" (Colossenses 2:6).

Do que Paulo estava falando? O que ele queria dizer com "andar em
Cristo"? Estes crentes não estavam fazendo isto há anos?

Simplificando, Paulo estava falando das bênçãos de se estar em Cristo. E ele


estava dizendo à igreja, de modo claro, que eles não conheciam a revelação
plena destas bênçãos. Ele descreve uma atitude diferente, que diz:

"Não quero um mero conhecimento intelectual da minha salvação. Quero


experimentá–la. Quero saber o que significa andar na plenitude da salvação
de Cristo. Não quero apenas saber a respeito do céu. Quero cada benção
celestial que Deus tornou disponível para mim hoje. Ele prometeu 'toda
sorte de bênção espiritual' e morreu para trazer–me junto a Ele, onde posso
desfrutar destas bênçãos. Quero que minha vida reflita isto. Quero que toda
verdade espiritual do céu seja parte de meu caminhar diário agora. Estas
bênçãos não podem mais ser apenas conceitos teológicos. Elas precisam se
tornar realidade".

Amado, este não é um assunto complicado. Simplesmente pergunte a si


mesmo: você recebeu Jesus não apenas como seu Salvador, mas como
Senhor entronizado nos céus? E você aceitou que o Senhor entronizado viva
em você? Caso afirmativo, que efeitos você vê em sua vida? Qual tem sido o
efeito de acordar cada manhã sabendo que Cristo não apenas o salvou do
pecado, mas que vive em você? Qual é o efeito de saber que Ele deu Sua
vida para derrubar a parede da separação — para que pudesse estar perto
para lhe amar, e ter comunhão com você?

Foi nos dado o céu aqui em nossas almas. Sim, este gostinho do céu tem o
intuito de ser uma antecipação da glória que nos aguarda. Mas nos é dado
também como uma porção de nossa herança para usarmos agora mesmo.
Nosso Salvador Jesus Cristo veio para nos dar muito mais do que a
redenção. Ele veio para que pudéssemos ter plenitude de vida a cada dia.

Isto não quer dizer que deixamos de experimentar dor ou lamentos. Todo
cristão continuará a enfrentar tentações e provações. Mas, em meio à nossas
lutas, somos capazes de ter abundância de ações de graças, devido à Sua
eterna bondade para conosco. Paulo diz que este é exatamente o motivo que
Deus nos faz sentar juntamente com Cristo: "Para mostrar…a suprema
riqueza da sua graça, pela sua bondade para conosco em Cristo Jesus"
(Efésios 2:7).
Eis aqui o efeito que devemos ver em nossa vida diária: Deus nos mostrou
Sua amorosa e calorosa bondade. Portanto, podemos acordar gritando,
"Aleluia! Deus, Cristo, e o Espírito Santo querem estar junto a mim".

Outra benção torna–se nossa quando somos feitos para nos assentarmos nos lugares
celestiais
Que benção é esta? É o privilégio de agradar: "Nos fez agradáveis a si no
Amado [Cristo]" (Efésios 1:6). A palavra em grego para "agradáveis" aqui
significa altamente favorecidos. É diferente do uso em nossa língua
significando "recebidos como adequados". Isto significa algo que pode ser
suportado, sugerindo uma atitude de "Posso viver com isto". Não é o caso
com o uso em grego de Paulo. Seu uso de "agradáveis" é traduzido como,
"Deus nos favoreceu grandiosamente. Somos muitos especiais para Ele,
porque estamos no nosso lugar em Cristo".

Veja, devido ao fato de Deus ter aceitado o sacrifício de Cristo, agora Ele vê
apenas um homem, corporativamente: Cristo, e os que estão ligados a Ele
pela fé. Em suma, nossa carne morreu aos olhos de Deus. Como? Jesus
removeu a nossa velha natureza na cruz. Portanto agora, quando Deus olha
para nós, Ele vê somente a Cristo. Em troca, precisamos aprender a nos
vermos como Deus nos vê. Isto significa não se concentrar somente em
nossos pecados e fraquezas, mas na vitória que Cristo conquistou para nós
na cruz.

A parábola do filho pródigo contém uma ilustração poderosa da aceitação


que vem quando nos é dada uma posição celestial em Cristo. Você conhece
a história: um jovem tomou sua herança do pai e a desperdiçou em uma vida
pecaminosa. Então, quando o filho ficou totalmente quebrado — moral,
emocional e fisicamente — ele pensou em seu pai. Ele estava convencido de
que tinha perdido todo o favorecimento por parte dele. E temeu que o pai
estivesse cheio de ódio e ira para com ele.
No passado este jovem fora um membro honrado da família. Ele provara das
bênçãos, da ordem e dos favores do lar, era um com seu pai. De fato, o filho
pródigo representa os desviados, aqueles que falharam miseravelmente com
Deus.

O filho pródigo quase morreu de fome antes de pensar em voltar para casa.
Contudo, finalmente, quando se cansou da vida pecaminosa, decidiu voltar
para o pai. Isto representa a estrada do arrependimento.

Quando ele saiu de casa, o pai provavelmente lhe assegurou acesso para
retornar. Qualquer pai amoroso o teria feito: "Minha porta está sempre
aberta para você. E quero que você se lembre disso ao partir. Saiba que meu
coração vai contigo. Quando chegar ao fim de si mesmo, por favor, volte.
Você será sempre bem–vindo". Ali estava o livre acesso, um pai que estaria
sempre disponível. Então, o filho pródigo disse a si mesmo, "Levantar–me–
ei e irei ter com meu pai" (Lucas 15:18). Ele estava exercendo sua benção
de acesso.

Agora este jovem arruinado estava cheio de pesar por seu pecado. As
escrituras dizem que ele clamou, "Já não sou digno, pequei contra o céu".
Isto representa os que vão ao arrependimento em meio a pesar piedoso.

Você está vendo o quadro? O filho pródigo dera as costas ao seu pecado,
deixara o mundo para trás e acessara a porta aberta que seu pai prometera.
Ele estava andando em arrependimento e se apropriando do acesso. Mas, ele
ainda não estava em aceitação.

Que situação trágica de se viver. Ali estava um crente que estava andando
retamente, genuinamente pesaroso pelos pecados passados. Ele estava
cansado de carregar toda aquela culpa, vergonha e condenação. No entanto,
ele não sabia se seria aceito pelo pai. Ele pensava, "Meu pai deve estar
zangado. Ele provavelmente me odeia por desperdiçar tudo o que me deu.
Ele vai estar cheio de ira e condenação quando eu o encarar".

O filho pródigo deve ter se enfadado pensando em todas as formas pelas


quais tinha tentado mudar por si mesmo. Ele estava cansado de pensar sobre
como melhorar, como não cair. Ele já tinha feito uma longa lista de
promessas vazias a si mesmo, apenas para cair de novo e de novo.

Infelizmente, creio que este é o estado de multidões de crentes hoje. Na


verdade, Jesus nos deu esta parábola em parte para abrir os nossos olhos
para a nossa posição nEle. E Ele enfatiza, "Quem vê a mim, vê ao Pai. Eu e
o Pai somos um".

Quando o filho pródigo se aproximava de casa, tenho certeza que encontrou


mensageiros que lhe disseram, "Teu pai sofre por sua causa. Ele o chama de
'ovelha perdida'. Ele saiu diversas vezes para lhe procurar". Mas o jovem
provavelmente respondeu, "Sei que meu pai é um homem amoroso. Porém,
pequei terrivelmente. Se ao menos vocês soubessem o que fiz".

Ele não tinha paz, porque não conhecia sua posição. Quão triste é a ausência
de gozo celestial, da paz que excede a todo entendimento, porque você não
sabe se é aceito. Tal como o filho pródigo, multidões de crentes que caíram
estão convencidas de que, "Não sou digno. Deus não pode me aceitar".

Então, o que aconteceu ao filho pródigo? "Estando ele ainda longe, seu pai o
viu, encheu–se de compaixão e, correndo, lançou–se–lhe ao pescoço e o
beijou" (Lucas 15:20). Que cena linda. O filho pecador foi perdoado,
abraçado e amado por seu pai — sem ódio ou condenação, nada. Ao receber
o beijo do pai, ele sabia que estava aceito.
É aqui que muitos cristãos pensam que a história acaba: "O filho pródigo foi
aceito por seu pai mais uma vez. Não é isto o que mais importa?".
Visualizamos nosso próprio relacionamento com o Pai da mesma forma.
Conhecemos Seu beijo amoroso, Sua misericórdia e perdão. Mas é só até aí
que levamos o relacionamento. Paramos em nosso conhecimento do amor
de Deus por nós.

O fato permanece: ainda não estamos de volta dentro da casa de nosso Pai.
Não tomamos nosso assento em Seu banquete. Segundo a parábola de Jesus,
há mais, muito mais. Nosso Pai nunca estará satisfeito até que desfrutemos
de todas as bênçãos que vêm junto com a aceitação que Ele faz de nós. Ele
nos quer assentados em Sua casa, juntos dEle o tempo todo, gozando das
festividades e alegrias de Sua família.

De fato, é o Pai quem diz, "comamos e regozijemo–nos" (15:23). A palavra


em grego para "regozijemo–nos" aqui significa, "introduzir um estado de
espírito de alegria e gozo". Veja a cena alegre que tem lugar: "O pai disse
aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti–lha, e ponde–lhe
um anel no dedo e alparcas nos pés; trazei também o bezerro, cevado e
matai–o…E começaram a regozijar–se…[com] música e danças" (15:22–
25).

Note o que acabou de acontecer nessa cena. Não foi pedido ao filho pródigo
que ele tirasse o seu pó, e se limpasse antes de ir ao banquete. Não, foi o seu
pai que o preparou para entrar. E ele não apenas limpou suas vestes velhas.
Ele lhe deu todo um jogo novo de roupas, significando uma nova vida. O
filho poderia ter se oposto dizendo, "Mas pai, não sou digno". Contudo
aquele pai teria replicado, "Não estou olhando para o teu passado. Estou me
alegrando por você estar aceitando o meu amor. Estamos reconciliados, e
somos um. Esta é a minha alegria".
Você sustenta estar aceito em Cristo? Talvez você tenha experimentado o
mesmo que o filho pródigo: ser beijado pelo Pai, abraçado por Seu amor,
aceito em Sua casa. Caso afirmativo, você provavelmente acredita que,
"estou assentado com Cristo nos lugares celestiais". Se é assim, então onde
está a sua alegria? Onde você vê a festa do Pai em sua vida, a cantoria, as
danças, o regozijar do coração?

Talvez a cena mais reveladora nesta parábola seja a final, quando o filho
mais velho volta para casa do trabalho. Conforme a festa está acontecendo
dentro da casa, ele fica do lado de fora, olhando pela janela. Para sua
surpresa, ele vê o pai dançando e se deleitando por seu irmão pródigo.

Tenha em mente, este irmão mais velho também está aceito. Mas a parábola
deixa claro que ele está triste e infeliz. Por quê? Em todos os seus anos com
o pai, ele nunca entrou no gozo da casa de seu pai. Ele nunca desfrutou das
bênçãos que o pai tornou disponível a ele. Na verdade, no fim, o pai lhe
lembra das bênçãos que foram suas o tempo todo: "Filho, tu sempre estás
comigo, e tudo o que é meu é teu" (Lucas 15:31).

Pergunto: você experimentou todas as bênçãos de sua aceitação? Jesus deixa


claro como cristal que somos a alegria e o deleite de nosso Pai celestial. Ele
se regozija em nós. Mas se nunca entrarmos em Sua casa e descansarmos
em nossa aceitação, nós furtamos este gozo dEle.

Insisto com você: deixe seus pecados e buscas mundanas para trás. Deixe de
lado todo peso carnal que tão facilmente o assedia. E entre e tome sua
posição em Cristo. Ele o chamou para entrar na alegria de ser aceito. Então,
quando você acordar amanhã, você se verá gritando, "Aleluia, sou aceito por
Deus. Meu coração se enche de ações de graças e alegria".
Abrigo, refúgio e segurança só o Senhor
nos dá
" Como é precioso o teu amor! Na sombra das tuas asas encontramos
proteção"
(Salmos 36:7)

Esse versiculo nos apresenta algumas realidades. O Senhor Jesus, por causa do
seu amor por nós, ele está disposto a nos proteger e nos ajudar. Apenas o Senhor é
plenamente confiável! Exemplo dessa personalidade de Jesus, é a história do povo
de Israel. Grande foi o cuidado do Senhor para com este povo. Deus os libertou da
escravidão do Egito. Este feito seria algo impossivel se partisse do homem. Mas
Deus opera dentro das impossibilidades, porque o possivel o Senhor deixa para nós.
Em Exodo 19:4 o Senhor disse ao povo: "Vós tendes visto o que fiz aos egípcios,
como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim". O Senhor trouxe a
memória do povo o seu grande feito, mostrando ao povo que o seu cuidado foi algo
sobrenatural.
No livro de Salmos, encontramos ainda mais alguns versiculos que nos mostram
o cuidado do Senhor para com os seus:

"Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da s

A Provisão de Deus em Quatro Situações


Mt 6.9-13
• Na oração modelo Jesus deixou claro que devemos nos dirigir a Deus a fim de termos
nossas necessidades satisfeitas. Ela é uma oração singela e ao mesmo tempo complexa
calma e incendiária, inofensiva e desafiadora.

• Na oração deixada de modelo, conhecida como “Pai Nosso”, fica claro que tudo vem de
Deus e em Deus encontramos tudo.

• Na oração que Jesus ensinou Seus discípulos, inclusive a nós, encontramos lições
preciosíssima sobre como podemos ser plenamente satisfeito aqui na terra aguardando o
lar celestial.

A. Nossa necessidade espiritual na oração de Jesus (Mt 6.9-10):


Todos os seres humanos têm, consciente ou inconscientemente, a necessidade de buscar
um Ser transcendente, somente a intimidade com Deus supre essa necessidade.

• A palavra “Pai” indica, em primeiro lugar na oração que Deus deseja o primeiro lugar
em nossa vida. Nossa alma encontrará a verdadeira paz e o verdadeiro prazer fazendo a
vontade de Deus como uma criança se submete a seu pai.

• A palavra “Pai” indica a existência de um relacionamento íntimo entre o Criador e


criatura. Deus está no Céu e nós aqui na terra. Deus é eterno e nós limitados ao tempo.
Deus é santo e nós pecadores, devemos reconhecer isso – “Santificado seja Teu nome”.

• A palavra “Pai” também implica que devemos ir a Deus como um filho se dirige ao pai
terrestre, com humildade e desejo de encontrar tranqüilidade. A oração é o meio de
dirigirmos ao santo Deus todo poderoso como nosso Pai.

B. Nossa necessidade social na oração modelo (Mt 6:9, 12-13):


Todos os seres humanos têm, consciente ou inconscientemente, a necessidade de
relacionamento interpessoal, somente Deus pode resolver as diferenças e nos unir em paz
uns com outros.

• Jesus nos ensina a igualdade entre nós humanos quando incluiu o pronome “nosso”
quando nos ensinou a orar: “Pai nosso”. Ninguém é melhor do que ninguém entre os
humanos, todos necessitam de Deus da mesma maneira.

• Jesus nos ensina que a condição para oferecer o Seu perdão é que devemos oferecer
primeiramente ao nosso próximo o perdão, se o ofendemos ou mesmo se fomos
ofendidos. Jesus nos ensina a lembrar dos outros quando suplicamos a Ele pelo pão de
cada dia.

• Jesus nos ensina que devemos orar uns pelos outros para que Deus nos livre das
tentações e do mal. Devemos fortalecer uns aos outros com oração e ação. Isso supre
nossas necessidades de relacionamento.

C. Nossa necessidade física na oração modelo (Mt 6.11):


Todas as pessoas têm necessidades não só espiritual ou relacional, mas também de coisas
materiais. Ao Jesus ensinar sobre nossas necessidades físicas não é errado clamar por
elas.

- “O pão nosso” reflete nossa necessidade de nutrientes, alimentos; e, Deus sabe como
suprir essa necessidade, devemos recorrer a Ele diariamente.

- “O pão nosso de cada dia nos dá hoje” reflete o desejo diário que temos de alimentos e o
desejo diário de Deus em suprir essa necessidade.

- “O pão nosso de cada dia nos dá hoje” implica que cada dia Deus nos alimenta através
de várias formas, do trabalho, da plantação, da colheita e da ajuda mútua de todos os
seres humanos.

I. Na hora do pecado (Rm 6.23).


A doutrina bíblica da salvação é o assunto principal das Sagradas Escrituras. Toda a
história bíblica gira em torno daquilo que o Senhor realizou para prover a salvação para o
homem.

Esta dádiva espiritual está disponível a todos aqueles que depositam sua fé pessoal no
Filho de Deus, Jesus Cristo, que morreu na cruz do Calvário para redimir toda a
humanidade.
A. Todos pecaram, e destituídos estão da glória de Deus ( Rm 3.23).
A Bíblia Sagrada afirma claramente que a situação da humanidade, espiritualmente
falando, não é favorável.

Todo ser humano é inclinado ao mal, por natureza, e isso revela que o pecado está
operante dentro de nós, nos afastando constantemente do querer de Deus.

E, ninguém foi poupado deste mal. A Bíblia deixa transparente que “todos pecaram”. É
óbvio que o poder do pecado é mais destrutivo e atuante em algumas pessoas, mas,
independente do quanto uma pessoa é pecadora, ela carece da misericórdia de Deus para
alcançar o perdão e a salvação.

B. Replicou-lhes Jesus: em verdade, em verdade vos digo: todo


aquele que peca, é escravo do pecado ( Jo 8.34).
O pecado escraviza e engana. Ser humano nenhum possui poder pessoal diante dele. Sua
ação destrutiva nos cega o entendimento e o desejo pelas coisas espirituais, forçando-nos
a satisfazer somente nossas paixões carnais e egoístas, alimentando nosso orgulho
pessoal.

É por esta razão que o homem pecador não é capaz de entender que está distante de Deus
e que dEle precisa em sua vida. Por mais forte que o homem pense ser sem a graça do
Senhor, mais escravizado se encontra. E, dominada pela amarra do pecado, a
humanidade não é capaz de reverter, com as próprias forças, seu quadro negativo perante
o Santo Deus Criador.

C. o salário do pecado é a morte ( Rm 6.23).


O pecado conseguiu afetar o homem de tal forma que, por causa de sua ação, a vida
espiritual de cada ser humano foi destruída. A ação do pecado interrompeu nossa
comunhão com o Criador, privando-nos de vida espiritual.

Morto em delitos e pecados, o homem carecia de amparo para poder desfrutar


novamente da presença de Deus em sua vida. Sozinha, a humanidade procura agradar ao
Seu Criador nas mais diversas formas, porém, quanto mais recorre aos meios naturais,
mais se afasta do Senhor.

Era necessário que o Pai Celestial, em sua misericórdia, oferecesse uma forma pela qual
pudéssemos ser perdoados e restaurados espiritualmente.

D. mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus ( Rm


6.23b)
Jesus Cristo desceu do céu, sendo Deus, fez-se humano, para poder sofrer na cruz do
Calvário a penalidade dos pecados de cada ser humano. Ele, que viveu sem pecado algum,
ofereceu-se como um sacrifício perfeito em substituição pelos pecados da humanidade.
Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades.

O pecado não poderia passar despercebido aos olhos de um Deus Santo, assim Jesus, o
Seu Filho, decidiu receber a pena que seria nossa, pagando totalmente nossa dívida com
Deus, pelos pecados antes praticados e também por cada falta que ainda viremos a
praticar. Sua obra na cruz do Calvário foi completa.
E. Sendo, pois justificados pela fé, temos paz com Deus, pelo nosso
Senhor Jesus Cristo, Rm 5.1
A pergunta mais crucial da história é: “como pode o homem pecador ser achado justo aos
olhos de um Deus tão santo?”. Jesus morreu na cruz do Calvário há cerca de dois mil
anos. Ali, ele não somente morreu para nos perdoar, mas, principalmente, para que a
nossa dívida com o Senhor fosse paga. E como podemos tomar possa desta graça?
Crendo! A parte mais difícil foi realizada pelo Nosso Senhor Jesus.

Nosso papel é, arrependidos de nossos pecados, crermos que, naquela cruz, Ele pagou a
nossa dívida, e pela mesma fé, nos apossarmos da promessa divina que diz pela fé somos
declarados sem culpa (justificados). Não possuindo a culpa pelo pecado, podemos ter paz
novamente com o nosso Pai Celestial.

F. Aquele que está em Cristo é nova criatura, as coisas velhas já


passaram, eis que tudo se fez novo ( 2 Co 5.17).
Uma vez que você encontrou em Cristo a salvação, não precisa mais ficar se culpando
pelos erros do passado e muito menos viver uma vida cheia de culpas.

Nisto é glorificado o nome do Senhor e também de Jesus, Seu Filho: que nós, os que
cremos na promessa de salvação, possamos viver sem as marcas de culpa dos pecados
anteriormente cometidos, pois eles foram cravados na cruz e Deus não nos cobrará por
eles.

Agora que você é salvo, o Espírito Santo de Deus irá te conduzir, dia após dia, a uma
transformação completa de vida, ao abandono das práticas que desagradam ao Senhor e
ao desejo de conviver com outras pessoas que, como você, tiveram um encontro com
Jesus, sendo por Ele perdoados. Por isso, tudo se fez e se fará novo na sua vida, pois
aqueles que foram encontrados pelo Bendito Filho de Deus jamais serão os mesmos.

II. Na hora da tentação ( I Co 10.13).


A. Por que o ser humano é tentado
Em nossa jornada espiritual, vemo-nos constrangidos a inquirir de nós mesmos: "Se eu
aceitei a Cristo, como o meu Salvador, por que sou, ainda, tentado?" Martinho Lutero
parece ter encontrado a resposta: "Minhas tentações têm sido minhas mestras de
teologia".

Não vêm elas, porém, atrapalhar-me nas disciplinas espirituais? Sem as tentações,
convenhamos, não existiriam as disciplinas. Por isso, esforça-se o adversário, a fim de
nos desviar delas; somente assim, haverá de seduzir-nos com as suas tentações.

1. O ser humano é tentado por causa da transgressão de nossos primeiros pais. Se você
ler reflexivamente o capítulo três de Gênesis, entenderá a teologia do pecado original. À
semelhança de Adão, todos pecamos (Sl 51.5); veio, entretanto, o Senhor Jesus, como o
segundo Adão, redimir-nos da morte espiritual, proporcionando-nos um novo
nascimento (Jo 3.8).

Estando nós, agora, em Cristo, tudo se nos fez novo (2 Co 5.17). Apesar das tentações, o
Espírito fortalece-nos para que sigamos, rigorosamente, as disciplinas de uma autêntica
vida cristã.
2. O ser humano é tentado por suas próprias concupiscências. Leia Tiago 1.14. Eis porque
devemos vencer cada uma de nossas concupiscências; estas não provêm do Pai; do
mundo procedem e para o mundo convergem, causando a destruição dos filhos de Deus
(1 Jo 2.16). O consolo é que podemos vencer cada uma de nossas concupiscências (Gl
5.16).

3. “Positivamente considerada, a tentação pode (e deve) impulsionar o santo a ser ainda


mais santo”“. ‘Tentação não é pecado; é o chamado para a batalha”. O Senhor Jesus,
embora Deus, foi tentado, como homem, dando-nos um exemplo de que é possível vencer
a tentação (Mt 4.1; Hb 2.18). Por conseguinte, não deve a tentação ser considerada pelo
crente, como se fora uma oportunidade para pecar; é uma oportunidade para que nos
tornemos ainda mais santos (Ap 22.11).

As razões pelas quais o cristão é tentado são: transgressão de Adão, concupiscências


pessoais, e impulsionar o crente a ser mais santo.

B. Como vencer a tentação


Ponderou alguém, certa feita: "São necessárias duas pessoas para fazer da tentação um
sucesso; você é uma delas". A outra, como todos o sabemos, é o adversário de nossas
almas. De nada adianta, porém, pôr-lhe a culpa por nossas transgressões; por estas,
apenas nós seremos responsabilizados (2 Co 5.10). Todavia, é possível vencer as
tentações; os exemplos bíblicos não são poucos.

1. Orando e vigiando. A advertência é do próprio Cristo: "Vigiai e orai, para que não
entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca" (Mt 26.41).:
"Cristo não irá guardar-nos se nos colocarmos descuidada e temerariamente no caminho
da tentação".

Tem você vigiado? Tem orado constantemente? Lembre-se: Não se pode brincar com o
pecado; ele não é um brinquedo: é uma serpente prestes a dar o bote contra os incautos
(Gn 4.1).

2. Não dando lugar ao Diabo. Em sua epístola aos efésios, admoesta o apóstolo: "Não
deis lugar ao diabo" (Ef 4.27). O que vem a significar esta admoestação? dar lugar ao
diabo é permitir que ele tenha liberdade para "semear atitudes erradas em nosso
espírito".

3. Andando em Espírito e não cumprindo as concupiscências da carne. Aos irmãos da


Galácia, escreveu Paulo: "Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a
concupiscência da carne" (Gl 5.16). Quem anda no Espírito Santo, não cumpre as
concupiscências da carne; e não as cumprindo, como haverá de ceder às tentações?

4. Guardando a Palavra de Deus no coração. O salmista, demonstrando quão temente era


ao Senhor, confessou-lho: "Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti"
(Sl 119.11 - ).

Em seu comentário do saltério hebraico, Charles Spurgeon assim interpreta este


versículo: "A Palavra de Deus deve ser compreendida e retida no coração; ela tem de
ocupar nossas afeições e entendimento. Nossa mente demanda ser impregnada pela
Palavra de Deus. Somente assim não haveremos de pecar contra Ele".
III. Na hora da enfermidade( Is 53.5).
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas
dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por
causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo
que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”( Is 53.4,5).

1. Uma doença incurável


. NESTE MUNDO TODOS OS HOMENS ESTÃO DOENTES (Is 1.5,6 – “Por que seríeis
ainda castigados, que persistis na rebeldia? Toda a cabeça está enferma e todo o coração
fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã; há só feridas, contusões e
chagas vivas; não foram espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo”.)

. A DOENÇA É HEREDITÁRIA (Sl 51.5 ) “Eis que eu nasci em iniqüidade, e em pecado


me concedeu minha mãe”.)

. NENHUM MÉDICO PODE AJUDAR (Jr 8.22; 46.11) “Porventura não há bálsamo em
Gileade? ou não se acha lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do meu
povo”?; “Sobe a Gileade, e toma bálsamo, ó virgem filha do Egito; debalde multiplicas
remédios; não há cura para ti”.)

. LEVA, COM CERTEZA, À MORTE ETERNA (Lv 26.38,39 ) “Assim perecereis entre as
nações, e a terra dos vossos inimigos vos devorará; e os que de vós ficarem definharão
pela sua iniqüidade nas terras dos vossos inimigos, como também pela iniqüidade de seus
pais”.)

2. Um médico que nunca falha


. Ele é onisciente e conhece qualque doença (Jo 11.4,11)
. É Ccompreensivo (Jo 9.1; Lc 22.50,51)
. Pode ser consultado a qualquer horário (Lc 18.15,16)

3. Seu método de cura


. Certamente tomou sobre si as nossas enfermidades (Is 53.4)
. O Senhor fez cair sobre si a iniquidade de todos nós (2 Co 5.21; Gl 3.13).
. Esse tratamento ajuda a todos, sem exceção (Jo 3.16)
. Através de suas pisaduras fomos sarados (Is 53.5; 1 Pe 2.24)

4. O que este médico exige dos doentes


. Fé (At 16.31)
. Reconhecimento dos pecados (Jr 3.13)
. Confissão dos pecados (1 Jo 1.9)

IV. Na hora da morte ( Jo 11.25).


A experiência da morte de Cristo deve nos encorajar e remover do coração qualquer medo
da morte.

A experiência da morte de Cristo revela que antes de qualquer coisa devemos ter...
1. Confiança no Pai
Jesus morreu confiante. Quais as fontes de confiança do Senhor ao morrer?

1) A presença do Pai. Jesus morreu confiante porque tinha a presença do Pai. Ele
disse: “Pai”, por estar em comunhão com o Pai. Quão maravilhoso é poder olhar para o
Pai quando vier a sua hora de deixar esta vida! Jesus dirigiu ao Pai na cruz: Pai, perdão
Lc 23.34; Deus meu Lc Mt 27.46; Pai nas... Lc 23.46. No início, no meio e no fim da sua
provação, o Senhor dirigiu-se ao Pai. Esta é uma razão pela qual morreu confiante: Ele
tinha a segurança da presença do Pai.

2) A promessa do Pai. Jesus morreu confiante por causa da promessa do Pai. Ele citou
o Salmo 31.5 “Nas tuas mãos entrego o meu espírito; resgata-me, SENHOR, Deus da
verdade”. Quando morreu Jesus clamou a promessa de Deus e se confiou ao Pai. Essa é a
única maneira segura de morrer. O Senhor Jesus vivia pela Palavra de Deus. Se você vive
pela Palavra de Deus, pode morrer pela Palavra de Deus.

3) A proteção do Pai. Jesus morreu confiante porque tinha a proteção do Pai. Ele
havia ficado muito tempo nas mãos dos pecadores, mas agora estava se entregando nas
mãos do Pai. O lugar mais seguro do mundo é nas mãos do Pai

A experiência da morte de Cristo além de revelar a importância da confiança, ela revela


que devemos entender...

2. O Plano Soberano de Deus Por isso Ele morreu voluntariamente.


Em certo sentido, o Senhor foi morto pelos executores romanos. Pedro disse: “Este
homem lhes foi entregue por propósito determinado e pré-conhecimento de Deus; e
vocês, com a ajuda de homens perversos, o mataram, pregando-o na cruz” (At 2.23).

Mas, em outro sentido, Ele não foi morto, pois entregou voluntariamente sua vida. “Por
isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira
de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e
para retomá-la.

Esta ordem recebi de meu Pai” (Jo 10.17-18). O Pastor entregando a vida pelas ovelhas.

Esse momento para Jesus significou a conclusão de uma missão. Antes da crucificação
Jesus falou que seria traído e entregue nas mãos de homens pecadores. “Reunindo-se eles
na Galiléia, Jesus lhes disse: “O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens””
(Mt 17.22).

“Ele não está aqui! Ressuscitou! Lembrem-se do que ele lhes disse, quando ainda estava
com vocês na Galiléia: 7 ‘É necessário que o Filho do homem seja entregue nas mãos de
homens pecadores, seja crucificado e ressuscite no terceiro dia’” (Lc 24.7).

A Cruz pode parecer como um ato de “injustiça”, mas para Cristo a cruz foi planejada com
um propósito. Jesus confiava absolutamente no Pai e, por isso, submete o controle de sua
vida nas mãos do Pai.

A experiência da morte de Cristo revela a confiança que devemos ter no Pai e no Seu
Plano. Por fim, revela a morte como uma...
3. Experiência de Vitória
O Senhor Jesus Cristo realizou a obra que Deus lhe deu para fazer, e quando rendeu ao
Espírito, vários milagres aconteceram. O véu do templo se rasgou de alto a baixo e Deus
abriu o caminho para o Santo dos Santos (Mt 27.51). Sepulturas foram abertas (Mt
27.52).

A terra tremeu (Mt 27.51). Tudo isso foi uma demonstração da sua morte vitoriosa. Na
cruz ele venceu o pecado e a morte.

“O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a Lei. Mas graças a Deus, que nos
dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15.56-57). Toda bênção
espiritual recebida vem mediante a obra redentora de Cristo na cruz.

Em Cristo você encontra vitória sobre a morte: “Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e
a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não
morrerá eternamente. Você crê nisso?””(Jo 11.25-26). Em Cristo agora podemos dizer:
“porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fp 1.21).

Conclusão
Somos todos passíveis de erros e enganos, sentimentos impuros, que afogamos com
facilidade no mar de lama, no gigantesco e fantasioso mar de ilusões.

E sempre, somos resgatados com a oportunidade de arrependimento. É a força


inquestionável do onipotente, a pureza do amor que rompe todas as barreiras, que supera
qualquer obstáculo, colocado pelo desconhecido em nossos caminhos.

Nega-se porque, se somente Ele é capaz de tranqüilizar todos os corações, de derramar


sobre ti a proteção e a benção de quem tudo pode e nada pede em troca.

Somente nosso amor Lhe basta, é o suficiente para que mantenha a claridade necessária a
nossa visão, evitando assim, que tropecemos.

Que Deus nos abençoe e nos guarde no seu grandioso amor, em nome de Jesus, amém!
ombra das tuas asas" (Sl 17.8);

"Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha


alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as
calamidades" (Sl 57.1);

"Porque tu tens sido o meu auxílio; então, à sombra das tuas asas me
regozijarei" (Sl. 63.7);

"Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua
verdade será o teu escudo e broquel. (Sl 91.4);

Lendo esses versiculos, seria muita incredulidade nossa, nao termos a convicção
da proteção que o Senhor nos proporciona. Talvez, alguém pode ate se perguntar:
"De que isso me ajuda?" Pense então por um momento: Um passáro só saberá se
consegue voar no momento em que começar a bater suas asas. Então, você só
saberá se realmente Deus pode lhe dar abrigo, refúgio , segurança e proteção se
voce experimentar estar na presença dEle, "Faça-se conforme a tua fé" (Mateus
9.29), essas palavras são do próprio Jesus, para que o homem não tenha a
pretenção de achar que pode fazer qualquer coisa por si próprio, pois, "a soberba
precede a ruína e a altivez de espirito, a queda"(Proverbios 16.8)
Infelizmente vemos muitas pessoas hoje fracas ou até mesmo caídas, porque um
dia tiveram a pretenção de achar que conseguiriam fazer algo sem a presença de
Deus em sua vida.
O Senhor quer que nós depositemos toda a nossa confiança apenas em seu
poder, para que nos momentos de dificuldade nós possamos experimentar o que o
povo de Israel experimentou que foi a maravilhosa ajuda e provisão do Senhor.
Talvez Deus não opere da forma que pensamos que ele vai operar, "Porque os
meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os
meus caminhos, diz o SENHOR" (Isaias 55.8).
Deus fará as coisas acontecerem de modo que irá operar de forma tão
maravilhosa e grandiosa, que nos fará apenas louvar o Seu nome. O mais
importante de tudo é que Jesus jamais nos decepciona!
"Porque tu me tens sido auxilio; a sombra das tuas asas eu canto
jubiloso" (Salmo 63.7)
O desejo do Senhor é nos ajuntar, nos proteger assim como a galinha faz com os
seus filhotes, debaixo das suas asas, mas infelizmente muitas pessoas rejeitam
essa proteção do Senhor. Leia Mateus 23.37.
Quando orar-mos devemos faze-lo de forma confiante, sabendo que o nosso
Deus jamais nos desampara. Que estejamos dispostos a aceitar o cuidado do
Senhor em nossas vidas.

Que esse versiculo sejam tuas palavras:


"Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós
faremos menção do nome do SENHOR nosso Deus". (Salmos
20.7)