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CATECISMO BATISTA

Elaborado por

C. H. Spurgeon

Charles Haddon Spurgeon


*19 de junho de 1834,Kelvedon, Reino Unido + 31 de janeiro de 1892, Menton, França

Chamado

O Príncipe dos Pregadores


“Mesmo estando morto, ainda fala”
Catecismo de Spurgeon
ESTUDOS – COMENTÁRIOS COMPILADOS
SOBRE O CATECISMO DE C. H. SPURGEON
Compilado por Calvin Gene Gardner
Pergunta 1 – O Objetivo Principal do Homem
Pergunta 2 – A Bíblia – Única Regra de Fé e Ordem
Pergunta 3 – A Bíblia – O Que Ela Ensina Principalmente
Pergunta 4 – Quem é Deus?
Pergunta 5 – Há mais do que um Deus?
Pergunta 6 – Quantas pessoas há na Trindade?
Pergunta 7 – Quais são os decretos de Deus?
Pergunta 8 – Como Deus executa Seus decretos?
Pergunta 9 – O que são as obras da criação?
Pergunta 10 – Como Deus criou o homem?
Pergunta 11 – Quais são as obras da providência de Deus?
Pergunta 12 – Que ato especial da providência Deus exerceu sobre o homem no estado em que foi criado?
Pergunta 13 – Nossos primeiros pais continuaram no estado em que foram criados?
Pergunta 14 – O que é pecado?
Pergunta 15 – Toda a raça humana caiu na primeira transgressão de Adão?
Pergunta 16 – A queda levou a raça humana a que estado?
Pergunta 17 – Em que consiste a pecaminosidade do estado em que o homem caiu?
Pergunta 18 – Qual é a miséria desse estado em que o homem caiu?
Pergunta 19 – Deus deixou a raça humana perecer no estado de pecado e miséria?
Pergunta 20 – Quem é o Redentor dos eleitos de Deus?
Pergunta 21 – Como Cristo, sendo o Filho de Deus, se tornou homem?
Pergunta 22 – Que ofícios Cristo executa como nosso Redentor?
Pergunta 23 – Como Cristo executa o ofício de profeta?
Pergunta 24 – Como Cristo executa o ofício de sacerdote?
Pergunta 25 – Como Cristo executa o ofício de rei?
Pergunta 26 – Em que consiste a humilhação de Cristo?
Pergunta 27 – Em que consiste a exaltação de Cristo? (incompleto)
Pergunta 28 – Como somos feitos participantes da redenção comprada por Cristo?
Pergunta 29 – Como o Espírito Santo aplica a redenção comprada por Cristo a nós?
Pergunta 30 – O que é a chamada eficaz?
Pergunta 31 – Que benefícios tem nesta vida aqueles que são chamados eficazmente?
Pergunta 32 – O que é justificação?
Pergunta 33 – O que é adoção?
Pergunta 34 – O que é santificação?
Pergunta 35 – Quais são os benefícios que acompanham ou fluem da justificação, adoção e santificação nesta vida?
Pergunta 36 – Que benefícios os crentes recebem de Cristo quando morrem?
Pergunta 37 – Que benefícios os crentes recebem de Cristo na ressurreição?
Pergunta 38 – O que acontecerá ao ímpio em sua morte?
Pergunta 39 – O que acontecerá ao ímpio no dia do juízo?
Pergunta 40 – O que Deus revelou ao homem como regra de obediência?
Pergunta 41 – Em que se resumem os dez mandamentos?
Pergunta 42 – Qual é o primeiro mandamento?
Pergunta 43 – O que se exige no primeiro mandamento?
Pergunta 44 – Qual é o segundo mandamento?
Pergunta 45 – O que se exige no segundo mandamento?
Pergunta 46 – O que é proibido no segundo mandamento?
Pergunta 47 – Qual é o terceiro mandamento?
Pergunta 48 – O que se exige no terceiro mandamento?
Pergunta 49 – Qual é o quarto mandamento?
Pergunta 50 – O que se exige no quarto mandamento?
Pergunta 51 – Como se deve santificar o sábado?
Pergunta 52 – Qual é o quinto mandamento?
Pergunta 53 – O que se exige no quinto mandamento?
Pergunta 54 – Que razão vem anexada ao quinto mandamento? (incompleto)
Pergunta 55 – Qual é o sexto mandamento?
Pergunta 56 – O que o sexto mandamento proíbe?
Pergunta 57 – Qual é o sétimo mandamento?
Pergunta 58 – O que o sétimo mandamento proíbe?
Pergunta 59 – Qual é o oitavo mandamento?
Pergunta 60 – O que o oitavo mandamento proíbe?
Pergunta 61 – Qual é o nono mandamento?
Pergunta 62 – O que o nono mandamento exige?
Pergunta 63 – Qual é o décimo mandamento?
Pergunta 64 – O que o décimo mandamento proíbe?
Pergunta 65 – Existe alguém capaz de cumprir perfeitamente os mandamentos de Deus?
Pergunta 66 – Todas as transgressões da lei são igualmente odiosas?
Pergunta 67 – O que cada pecado merece?
Pergunta 68 – Como podemos escapar da ira e maldição de Deus, merecidas por nós, por causa dos nossos
pecados?
Pergunta 69 – O que é fé em Jesus Cristo?
Pergunta 70 – O que é arrependimento para a vida?
Pergunta 71 – Quais são os meios exteriores pelos quais o Espírito Santo nos comunica os benefícios da redenção?
Pergunta 72 – Como a Palavra se torna eficaz para a salvação?
Pergunta 73 – Como a Palavra deve ser lida e ouvida para que se torne eficaz para a salvação?
Pergunta 74 – Como o Batismo e a Ceia do Senhor se tornam úteis espiritualmente?
Pergunta 75 – O que é o Batismo?
Pergunta 76 – Quem pode ser batizado?
Pergunta 77 – Os filhinhos dos que se professam crentes devam ser batizados, ou seja, devem ser batizados
automaticamente?
Pergunta 78 – Como é o Batismo administrado de modo correto?
Pergunta 79 – Quem tem autoridade para batizar?
Pergunta 80 – Qual é a obrigação daqueles que são corretamente batizados?
Pergunta 81 – O que é a Ceia do Senhor?
Pergunta 82 – Todos os crentes devem tomar parte da Ceia do Senhor?
Pergunta 83 – Quem deve participar da Ceia do Senhor?
Pergunta 84 – A Ceia do Senhor é aberta, restrita ou ultra-restrita?
Pergunta 85 – O que se requer para se receber dignamente a Ceia do Senhor?
Pergunta 86 – O que significam as palavras: “Até que venha”, usadas pelo apóstolo Paulo em referência à Ceia do
Senhor?

Pergunta 1 – O objetivo principal do homem


1. Pergunta. Qual é o objetivo principal do homem?
Resposta. O objetivo principal do homem é glorificar a Deus (1), e ter comunhão com Ele para sempre (2).
Versículo para Memorizar: Romanos 11.36 diz “Por que dEle e por Ele, e para Ele são todas as coisas”.
1.1. O objetivo principal do homem é glorificar a Deus (1), e ter comunhão com Ele para sempre (2).
I Coríntios 10.31, “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de
Deus.”
Deus tem direito de receber toda a glória por ser o nosso Criador. A Bíblia enfatiza esta verdade muitas vezes e
é um argumento forte para nos mostrar a nossa posição diante de Deus.
O Apóstolo Paulo pela inspiração aos Romanos (Rm 11.32-35) exalta as glórias infinitas da soberania de Deus,
concluindo que por isso Deus deve receber toda a glória de tudo que Ele faz: Rm 11.36 diz “Por que dEle e por
Ele, e para Ele são todas as coisas”.
Aos Atenienses ele ensina a mesma: Atos 17.24-27, “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo
Senhor do céu e da terra … para que buscassem ao Senhor”
Davi, pela inspiração consta o mesmo: Salmos 19.1-6 – “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento a
obra das suas mãos …”
Os remidos nos céus, com corações puros e inteligências não mais limitadas pelo pecado, exaltam Deus
repetindo esta mesma argumentação eterna: Apocalipse 4.11, “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e
poder; porque tu criaste todas as coisas”
Versículo para Memorizar: Romanos 11.36 diz “Por que dEle e por Ele, e para Ele são todas as coisas”.
Deus tem direito de receber toda a glória por ser o Único com atributos santos. Se Ele é o Único com tais
atributos, a Sua glória deve ser o objetivo do homem.
Observe o que profere Ana na sua oração: I Samuel 2.2, “Não há santo como o SENHOR”
Observe o ensino de Deus ao Seu povo através de Jeremias: Jeremias 9.23,24, “Mas o que se gloriar, glorie-se
nisto: em me entender e me conhecer, que Eu sou o SENHOR, que faço beneficência, juízo e justiça na terra;
porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.”
Observe a conclusão do Rei Nabucodonosor depois de Deus matricular ele no Seu seminário de Lições Básicas
de Todo Homem. Este seminário durou sete anos e a sua eficácia ficou conhecida pois, na formatura, este
aluno ilustre, com confiança anunciou como este Deus é soberano e que todo homem tem um único objetivo, ou
seja, a glorificar este Deus soberano: Daniel 4.34-37, “Agora … louvo, exalço e glorifico o Rei do céu; porque
todas as suas obras são verdade, e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba.”
Versículo para Memorizar: Romanos 11.36 diz “Por que dEle e por Ele, e para Ele são todas as coisas”.
1.2. O objetivo principal do homem é glorificar a Deus (1), e ter comunhão com Ele para sempre (2).
Salmo 73.25-26, “A quem tenho eu no céu senão a ti? e na terra não há quem eu deseje além de ti. A minha
carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre.”
Deus passeava no jardim de Éden na viração do dia, tendo assim comunhão com a coroa de toda da Sua
criação, o homem. Essa comunhão deleitava o homem também até que o pecado veio e separou o homem do
seu Deus (Gn 3.6-8, 22-24).
A libertação da condenação e da destruição do pecado é por Jesus Cristo somente (Atos 4.12; Rm 5.8; 6.23). A
comunhão restaurada é verdadeiramente pelo Salvador que é anunciado pelo Evangelho: I Jo 1.3-4, “O que
vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é
com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra.”
Versículo para Memorizar: Romanos 11.36 diz “Por que dEle e por Ele, e para Ele são todas as coisas”.
Conclusão: Deus fez o homem e o fez para Lhe glorificar. Só quando o homem está glorificando Deus, se pode
ser contente, satisfeito e sentir realizado. Jesus é o Salvador que Deus deu para salvar os Seus. O Evangelho é
a mensagem que Jesus é o Substituto idôneo para salvar todo pecador que se arrependa e creia nEle com fé (I
Co 15.1-5; At 16.31; 17.30). Arrependei-vos então dos seus pecados e crede no Filho de Deus para obter essa
salvação.
Pode procurar satisfação em outras coisas como os homens têm feito pelos séculos. Apenas sendo salvo por
Jesus Cristo e obedecendo a Sua palavra pode se achar paz interior que excede todo o entendimento. Caim
procurou religião para o satisfazer (Gn 4.3,5-7); Saul procurou riquezas (I Sm 15.9); Davi procurou sexo (II Sm
11.2-5); Pedro procurou aceitação pelos amigos (Jo 18.16-27) mas nada disso deu uma satisfação duradoura a
eles até que conheceram a Salvação em Jesus e viveram para dar a glória devida ao SENHOR.
Versículo para Memorizar: Romanos 11.36 diz “Por que dEle e por Ele, e para Ele são todas as coisas”.

Pergunta 2 – A Bíblia: única regra de fé e ordem


2. Pergunta. Que regra Deus nos deu para nos ensinar como podemos glorificá-lO?
Resposta. A Palavra de Deus, contida nas Escrituras do Velho e do Novo Testamentos (1), é a única regra que
nos ensina como glorificar a Deus e ter comunhão com Ele (2).
Versículo para memorizar: II Timóteo 3.16, “Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar,
para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça”.
2.1. A Palavra de Deus, contida nas Escrituras do Velho e do Novo Testamentos (1), é a única regra que nos
ensina como glorificar a Deus e ter comunhão com Ele (2).
Efésios 2.20, “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal
pedra da esquina”.
O Que Constitui a Bíblia?
Nomes da Bíblia referente o Velho Testamento:
As Palavras da Vida – Atos 7.38
As Palavras de Deus – Romanos 3.2; Hebreus 4.12
Palavra dos Profetas – II Pe 1.19
Escrituras – Mateus 22.29
Escrituras dos profetas – Mateus 26.56; Romanos 16.26
Santas Escrituras – Romanos 1.2; II Timóteo 3.15
Os Livros – II Timóteo 4.13; Daniel 9.2; Hebreus 10.7
A Lei de Moisés, Profetas e Salmos – Lucas 24.44
A Lei e os Profetas – Mateus 7.12; 22.40; Lucas 16.16; João 1.45; Atos 13.15; Romanos 3.21.
Nomes dos Livros Canônicos:.
Nomes dos trinta e nove livros do Velho Testamento (Lei: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio;
História: Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel. I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias, Ester; Poéticos: Jó,
Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares de Salomão; Profetas Maiores: Isaías, Jeremias, Lamentações,
Ezequiel, Daniel; Profetas Menores: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas Miquéias, Naum, Habacuque,
Sofanias, Ageu, Zacarias, Malaquias),
Nomes dos vinte e sete livros do Novo Testamento (Evangelhos: Mateus, Marcos. Lucas, João; História: Atos;
Epístolas Paulinas: Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses;
Epístolas Pastorais: I e II Timóteo, Tito; Filemon, Epístolas Gerais: Hebreus, Tiago, I e II Pedro, I, II, e III João,
Judas; Profético: Apocalipse). O Velho antecipa o Novo, e o Novo pressupõe o Velho, na medida em que
nenhum é completo sem o outro.
Os Apócrifos Nunca!
Cristo citou os trinta e nove livros do Velho Testamento (Lucas 24.27, “Moisés, todos os profetas”, v. 44, “na lei
de Moisés, e nas profetas e nos Salmos”). Cristo nunca referiu-se ou citou de qualquer um dos livros dos
apócrifos. Pela falta de Cristo não citar nenhum livro do apócrifo, Ele deixa claro que Ele não aceita-os como
canônicos. Pelas repetidas vezes que Cristo citou as Escrituras (VT): Mateus 23.35 – inclui os livros de Gênesis
(Abel) até II Crônicas (Zacarias, II Crônicas 24.20-22); Mateus 4.4 – Deuteronômio 8.3; Marcos 12.10 – Salmos
118.22,23; Marcos 15.28 – Isaías 53.12; João 2.22 – Salmos 16.10, Oséias 6.2; Mateus 11.10 – Malaquias 3.1;
Lucas 16.29, “Moisés e os profetas”). Cremos que tais livros são fiéis e não os outros chamados apócrifos.
Jesus disse: “a Escritura (VT) não pode ser anulada” (João 10.35).
Os apóstolos citaram os livros do Velho Testamento e não os apócrifos: Romanos 12.19 – Deuteronômio 32.35;
Atos 1.16 – Salmos 41.9; 69.25; 109.8; Atos 8.35 – Isaías 53.6; Romanos 4.3 – Gênesis 15.6; Atos 2.16-21 –
Joel 2.28-32; Romanos 9.17 – Êxodo 9.16. O apóstolo Timóteo nos resume bem o que os apóstolos pensaram
do Velho Testamento: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para
corrigir, para instruir em justiça” (II Timóteo 3.16).
Versículo para memorizar: II Timóteo 3.16, “Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar,
para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça”.
Somente a Bíblia é inspirada por Deus e válida para a direção dos homens em assuntos divinos.
A Bíblia Sagrada é inspirada por Deus. Nenhum homem foi particularmente inspirado, mas homens santos
falaram e escreveram as Palavras pela inspiração. As Escrituras são inspiradas – II Timóteo 3.16,17,
“Escritura”; II Pedro 1.21, “a profecia”. O “assim diz o SENHOR” somente se dá através da Palavra de Deus.
A Bíblia é a regra final para qualquer assunto – Isaías 8.20; João 5.39; Lucas 16.31; Gálatas 1.8; I João 1.1-3
Se seguirmos crenças formuladas por homens, rejeitamos a Cristo – Marcos 7.5-13; Mateus 12.30; aparência
de religião não satisfaz a Deus (Colossenses 2.20-23; I Samuel 15.22).
2.2. Resposta. A Palavra de Deus, contida nas Escrituras do Velho e do Novo Testamentos (1), é a única regra
que nos ensina como glorificar a Deus e ter comunhão com Ele (2).
A Única Regra:
Ap 22.18, 19, “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém
lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém
tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das
coisas que estão escritas neste livro”.
Ap 1.3, “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que
nela estão escritas; porque o tempo está próximo”.
Sentimentos pessoais, opiniões particulares e pressentimentos individuais não são superiores à Bíblia.
Exemplos: O Que disse Deus? Em meio a toda a emoção ao ver Moisés e Elias juntos, na comovente
transfiguração de Cristo, Deus, com Sua voz majestosa, disse: o que importa não é aquilo que se sente, mas o
que diz o Seu Filho, Jesus Cristo, Mateus 17.5; O que disse Paulo? Paulo foi um dos homens santos que Deus
usou e através dele transmitiu a Sua Palavra. Paulo tinha o direito de ter opiniões particulares, pois foi
requisitado para dar aconselhamentos a muitas Igrejas. Mas, em todas as ocasiões, ele ensinou aquilo que
disse o Senhor, sabendo que não é pela sabedoria humana que se chega a Deus, I Coríntios 1.20-25; sobre a
sua própria educação entre os melhores do país, diz: “o que era ganho para mim reputei-o perda por Cristo”
Filipenses 3.4-7.
Visões, sonhos, experiências sobrenaturais e revelações não são superiores à própria Bíblia
Exemplos: O que diz Pedro? Pedro assistiu a transfiguração majestosa de Cristo junto a Elias e Moisés. Ouviu
da magnífica glória, de onde lhe foi dirigida a voz de Deus. Tendo tal experiência, aprendeu a não testemunhar
a emoção dessa experiência. Assim, afirmou, depois, que a palavra dos profetas é mui firme, II Pedro 1.16-19;
O que diz Paulo? Gálatas 1.8, “ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do
que já vos tenho anunciado, seja anátema.”; O que diz Abraão? Abraão tem uma posição de honra, mas não
usou uma revelação ou experiência sobrenatural para conduzir alguns à fé verdadeira em Cristo, Lucas 16.31.
Conhecimento, tradições, capacidades intelectuais, filosofias e todo o mais não devem ser julgados superiores à
Bíblia.
Exemplos: O que diz Jesus? Jesus, podendo dar conselhos pessoais sem nenhuma divergência com a Palavra
de Deus, pois Ele é o Santo, só citava o que estava escrito reafirmando o que era verdadeiro, Mateus 4.1-11,
“porque está escrito” (não menos do que onze vezes Jesus usa a frase “está escrito” para dar autenticidade à
sua vida e as suas palavras); O que diz Paulo? Paulo, sendo educado nas tradições e na cultura de um povo
religioso (Atos 26.4,5; Filipenses 3.4-7), nunca julgou a sua cultura superior à Bíblia (I Coríntios 2.1-5). Em seus
escritos, não menos que 32 vezes ele cita os escritos do Velho Testamento. O que diz Pedro? Pedro,
experimentando o milagre de Pentecostes, baseou a sua experiência na Bíblia e não a Bíblia na sua
experiência, Atos 2.16, “mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel:”, I Pedro 1.16, “está escrito”.
Versículo para memorizar: II Timóteo 3.16, “Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar,
para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça”.

Pergunta 3 – A Bíblia: o que ela ensina principalmente


3. Pergunta. O que é que as Escrituras ensinam principalmente?
3.1. As Escrituras ensinam principalmente o que o homem deve crer em relação a Deus, e o que Deus requer
do homem (1).
Versículo para Memorizar: Eclesiastes 12:13, “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os
seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.”
II Timóteo 1:13, “Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em
Cristo Jesus.”
As Escrituras nos ensinam como glorificar a Deus e ter comunhão com Ele
I João 1.3. “O que vimos e ouvimos isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco, e a
nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.”
I Jo 1.5, “E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas
nenhumas”.
I Jo 1.7, “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de
Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”
I Co 15.1-6, “Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes,
e no qual também permaneceis. Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado;
se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por
nossos pecados, segundo as Escrituras, E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as
Escrituras. E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze. Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos
irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também”
Jo 17.3, “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem
enviaste”.
I Jo 5.11, “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho”.
A Mensagem da Palavra de Deus:
A Bíblia afirma que todo homem é pecador (Romanos 3.23). A Bíblia afirma que esse pecado separa o homem
da proximidade de Deus (Isaías 59.1-3). A Bíblia afirma que Cristo Jesus, o unigênito Filho de Deus, não tem
pecado, mas, ainda assim, foi feito pecado no lugar de todo aquele que se arrepende doa seus pecados e nEle
crê (Romanos 5.8; II Coríntios 5.21). A Bíblia anuncia que todo pecador deve se arrepender e crer em Cristo (At
17.30; 4.12). Deus nos julgará pela Verdade. Submeta-se a Ela já.

Pergunta 4 – Quem é Deus


4 Pergunta: Quem é Deus?
Resposta. Deus é Espírito (1), infinito (2), eterno (3), imutável (4) em seu ser (5), sabedoria, poder (6), santidade
(7), justiça, bondade e verdade (8).
4.1. Resposta. Deus é Espírito (1), infinito (2), eterno (3), imutável (4) em seu ser (5), sabedoria, poder (6),
santidade (7), justiça, bondade e verdade (8).
Jo 4.24, “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.
Deus não tem corpo (não deve fazer imagens de escultura) – Que a proibição de fazer imagens de Deus para O
adorar ou ajudar na adoração é para todos os povos e de todos os tempos é claro pois Ele julgará tanto o Seu
povo quanto os pagãos de fazer tal tolice (Isaías 40.18-26; Romanos 1.21-25). Tais pessoas que fazem as
imagens e desenhos, reais ou imaginativos, são tão estúpidas quanto as imagens (Salmos 115.4-8).
As representações de Deus como tendo partes do corpo aludem à Sua obra, e não à Sua natureza invisível. O
olho – Sua sabedoria; braço e mão – Sua eficiência. Nelas são manifestas as Suas perfeições ao homem: os
olhos e os ouvidos – onisciência; a face – Seu favor; a boca – revelação da Sua vontade; as narinas – aceitação
das nossas orações; as entranhas – Sua compaixão; o coração – a Sua sinceridade das afeições; a mão – a
força do Seu poder; os pés – a Sua presença. Também por elas Ele nos ensina e nos conforta: Seus olhos – a
Sua vigilância sobre nós; Seus ouvidos – a Sua prontidão a ouvir as súplicas dos oprimidos, Salmos 34.15; Seu
braço – Seu poder, para aliviar os Seus e para destruir os inimigos, Isaías 51.9 (Charnock, pg. 189).
Aplicação:
1. Por Deus ser Espírito, o homem só pode conversar com Ele pelo espírito vivificado por Cristo (I João 1.3). Ele
não é um corpo, portanto a beleza de templos, o valor ou o tamanho dos sacrifícios, o perfume doce da fumaça
de incenso ou o esforço de qualquer ação externa, não são aceitáveis a Ele. Deus olha no coração, aos
sacrifícios de um espírito quebrantado. Isto é o que é agradável a Ele. Isso Ele não desprezará (Salmos 34.18;
Salmos 51.16, 17). Para termos comunhão mantida com Ele devemos ter o espírito da nossa mente renovado
(João 3.5; Efésios 4.23). Nunca podemos ser unidos a Deus senão no espírito vivificado em Cristo. Não
podemos manter comunhão com Ele se não mantemo-nos limpos espirituais. Tanto mais espiritual, mais
comunhão temos com Ele.
Já foi vivificado no espírito?
4.2. Resposta. Deus é Espírito (1), infinito (2), eterno (3), imutável (4) em seu ser (5), sabedoria, poder (6),
santidade (7), justiça, bondade e verdade (8).
Jó 11.7. “Porventura alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-poderoso?”
O PAI. O FILHO e O ESPÍRITO SANTO – DEUS
Infinito: PAI – Is 40.28; Ro 11.33-36 FILHO – Jo 1.1-3; I Co 1.24,30 ESPÍRITO SANTO – Jo 4.24; 16.13; I Co
2.10
Onipotente: PAI – Dn 4.35; Rm 1.20; 9.20,28 FILHO – Mt 9.6; 28.18-20; Fp 2.6; Cl 1.16; Ap 1.8 ESPÍRITO
SANTO – Gn 1.2; Jó 33.4; Ez 37.9,10; Lc 1.35; At 10.38
A sabedoria perfeita estabelece tudo o que Ele faz
a) Nunca há um erro, nem deslize sequer, por menor que seja.
b) O poder divino nunca pode ser exercitado de um modo injusto. Is 40.28; Rm 11.33,34
Maravilhoso em poder: Jr 32.17; Mt 19.26. O poder soberano somente é temido quando ele não é controlado
pela sabedoria perfeita e pelo amor.
Surpreendente em amor: Jo 3.16; Rm 5.8 (Veja Is 53).
a) Um amor desmerecido: Sl 14.2,3; Rm 3.10-18
b) Um amor imerecido (sem capacidade de ser meritório): Rm 8.7; I Co 2.14.
c) Um amor repleto de graça: Rm. 5.8; Ef 2.8,9.
4.3. Deus é Espírito (1), infinito (2), eterno (3), imutável (4) em seu ser (5), sabedoria, poder (6), santidade (7),
justiça, bondade e verdade (8).
Salmo 90.2. “De eternidade a eternidade, tu és Deus.” I Timóteo 1.17. “Ora, ao Rei dos séculos, imortal,
invisível, ao único Deus sábio, seja honra e glória para todo o sempre. Amém.”
PAI FILHO ESPÍRITO SANTO
Eterno: O PAI – Êx. 3.14; II Co 11.31; I Tm 1.17; II Tm 6.16 O FILHO – Pv 8.22-35; Jo 8.68; Hb 13.8; Ap 1.17,18
ESPÍRITO SANTO – Hb 9.14; Presente de Gn 1.2 até Ap 22.17
4.4. Deus é Espírito (1), infinito (2), eterno (3), imutável (4) em seu ser (5), sabedoria, poder (6), santidade (7),
justiça, bondade e verdade (8).
Tiago 1.17. “O Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.”
Deus é imutável. É perpetuamente o mesmo
Pastor Gilberto Stefano
1. É imutável em sua essência: Ml 3.6. Não evolui, nem cresce, nem melhora; Não pode mudar para melhor,
pois já é perfeito; e sendo perfeito, não pode piorar; Só ele pode dizer: “Eu sou o que sou” Ex 3.14; Ele está livre
do curso do tempo, pois tudo que ele é hoje, sempre foi e sempre será;
2. É imutável em seus atributos; Seu amor é eterno; Jr 31.3; Sua verdade permanece no céu; Sl 119.89; Sua
misericórdia é eterna; Sl 100.5; Todos os demais atributos são igualmente eternos.
3. É imutável no seu propósito ou conselho; Sua vontade nunca muda; Surge a objeção de que Deus se
arrependeu.. Como? Deus nunca se arrepende; É apenas uma expressão que acomoda a sua linguagem às
nossas capacidades. Ex. Fala de si mesmo como tendo despertado, mas sabemos, ele não dorme nunca; (Sl
78.5); Quando Ele estabelece uma mudança em seu procedimento para com os homens, ele usa uma
linguagem em termos de arrepender-se; Deus não se arrepende do que faz; Nm 23.19; I Sm 15.29; Seus
conselhos são sem arrependimento; Rm 11.29; Sl 33.11 Hb 6.17;
A visão de nossa fragilidade em comparação a imutabilidade de Deus deve aumentar ainda mais nossa
confiança nEle, e deixarmos totalmente de confiar nas coisas ou pessoas; Sl 146.3
4.5. Deus é Espírito (1), infinito (2), eterno (3), imutável (4) em seu ser (5), sabedoria, poder (6), santidade (7),
justiça, bondade e verdade (8).
Êxodo 3.14. “E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU
SOU me enviou a vós.”
4.6. Deus é Espírito (1), infinito (2), eterno (3), imutável (4) em seu ser (5), sabedoria, poder (6), santidade (7),
justiça, bondade e verdade (8).
Salmo 147.5. “Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu entendimento é infinito.”
4.7. Deus é Espírito (1), infinito (2), eterno (3), imutável (4) em seu ser (5), sabedoria, poder (6), santidade (7),
justiça, bondade e verdade (8).
Apocalipse 4.8. “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso, que era, e que é, e que há de vir.”
Deus é santo: Gn 18.25; Js 24.19; I Sm 2.2; Sl 99.9; Is 6.1-3; Hc 1.13; Jo 17.11; I Pe 1.15,16; Ap 4.8.
Santidade é um atributo absoluto e o fundamento de todos os outros atributos morais de Deus. A Santidade é
tipificado pelas vestes imaculadas do Sumo Sacerdote quando ele entrou no lugar santíssimo do tabernáculo.
4.8. Deus é Espírito (1), infinito (2), eterno (3), imutável (4) em seu ser (5), sabedoria, poder (6), santidade (7),
justiça, bondade e verdade (8).
Êxodo 34.6-7. “Jeová, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e
verdade; que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniqüidade, e a transgressão, e o pecado; que
ao culpado não tem por inocente.”
Deus é justo: Gn 18.25; Dt 32.4; Sl 7.9-12; 18.24; 19.9; 31.1; Rm 2.6; 3.26; 5.8
Qualquer coisa contrária a Sua justiça é pecado: Rm 3.20; Tg 2.9-11; I Jo 3.4 (Veja Gn 2.17; 3.4)
Deus é verdadeiro: Rm 3.4; II Co 1.20; II Tm 2.13; Tt 1.2; Hb 6.18
Deus é verdadeiro, fiel no Seu cuidado com todas as suas criaturas em geral e, em particular, com Seu povo
redimido: Jo 9.33; Ro 1.25; I Co 1.9; Hb 6.18; I Pe 4.19.
Por Deus ser santo, justo e verdadeiro Ele é digno de toda confiança e amor: I Tm 1.17; Jd 24, 25
Deus é possuidor de muitos méritos, de toda confiança e amor, e não O adorar como Deus é pecado: Dt 6.5; Ec
12.13; Mt 22.37; Rm 4.15; I Jo 3.4; 5.17.
A falha de honrar a Deus com toda a confiança e o amor tem a conseqüência única, o inferno: I Sm 15.23; Ap
21.8

Pergunta 5 – Há mais do que um Deus?


5. Pergunta. Há mais do que um Deus?
Resposta. Há um só Deus (1) vivo e verdadeiro (2)
Versículo para Memorizar: Deuteronômio 6.4, “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.”
5.1. Resposta. Há um só Deus (1) vivo e verdadeiro (2)
Deuteronômio 6.4, “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.”
“Deus é um” (Gálatas 3.20; Deuteronômio 6.4; Marcos 12.29). Se Deus não fosse Espírito puro, não poderia ser
Um. Se Deus tivesse um corpo, contendo membros distintos como o nosso, Ele seria capaz de divisão, e,
portanto, não completamente um. Se fosse feito de membros, cada parte precisaria ser ou partes finitas ou
infinitas: se finitas, não poderiam ser parte de Deus, pois, ser Deus e finito seria uma contradição; se infinitas,
então cada parte seria distintamente infinita, e portanto cada parte seria uma Divindade em si. Suponha que
este corpo tivesse todas as partes da mesma natureza, como o ar e a água tem. A menor partícula de ar é
completamente ar como qualquer parte maior dele, e a menor partícula de água é tão completamente água
quanto a maior quantia dela. Imagine se um pedacinho de Deus poderia ser tão Deus como a soma dEle; ou
seja, se pudesse ter muitas partículas divinas para compor um Deus, como átomos pequenos compõem um
corpo. O que poderia ser mais absurdo? Se Deus tivesse um corpo como um corpo humano, e foi feito de corpo
e alma, e de substância e qualidade, Ele não poderia ser a mais perfeita unidade; Ele seria feito de partes
distintas, e estas partes individuais seriam de uma natureza distinta, como os membros do corpo humano são.
Mas, como é dito como axioma: Onde tiver a maior união, deve ter também a menor complexidade; assim Deus
é um. Tão livre de mudança, Ele é isento de complexidade e profusão de partes. “Ouve, Israel, o SENHOR
nosso Deus é o único SENHOR”, Deuteronômio 6.4 (Charnock, V. I, pg. 184).
Provas das Escrituras confirmam claramente que Deus é Um.
• As passagens que declaram explicitamente que Deus é um: Deuteronômio 6.4; Malaquias 2.10; Marcos
12.29,30; I Timóteo 2.5; Efésios 4.5,6; Tiago 2.19.
• As afirmações que não há nenhum outro ou não há outro a não ser Ele: Deuteronômio 4.35,39; I Samuel 2.2; II
Samuel 7.22; I Reis 8.60; Isaías 44.6,8; 45.5, 6,21,22; 46.9; Joel 2.27.
• Passagens que ensinam que não há igual a Deus ou que ninguém pode ser comparado a Ele: Êxodo
8.10;9.14; 15.11 II Samuel 7.22; I Reis 8.23; II Crônicas 6.14; Isaías 40.25; 46.5; Jeremias 10.6.
• As declarações que Ele somente é Deus: II Samuel 22.32; Neemias 9.6; Salmos 18.31; 86.10; Isaías 37.16;
43.10,12; 46.9; João 17.3; I Coríntios 8.4-6.
• Os ensinos que somente Ele deve ser adorado: Êxodo 20.5; 34.14; I Samuel 7.3; II Reis 17.36; Mateus 4.10;
Romanos 1.25; Apocalipse 19.10.
• As passagens que proíbem outros a serem aceitos como Deus: Êxodo 20.3; Deuteronômio 5.7; Isaías 42.8;
Oséias 13.4.
• As passagens que proclamam Ele supremo sobre todos os deuses: Deuteronômio 10.17; Josué 22.22; Salmos
96.4,5; Jeremias 14.22; I Coríntios 8.4-6.
• As passagens que declaram Deus a ser o Verdadeiro: Jeremias 10.10; I Tessalonicenses 1.9.
Prova da Criação confirma claramente que Deus é Um.
O argumento mais claro que Deus é um se tem na uniformidade de planejamento na criação. As mesmas leis
da natureza prevalecem por toda parte. A luz que emana das remotas estrelas possui as mesmas propriedades
e obedece às mesmas leis que o sol de nosso próprio sistema planetário (Dagg, pg. 40)
A Lógica dá Provas que Deus é Um:
Somente pode ser um Deus pois há somente uma Causa Primária. Como nos céus existe uma lei somente que
rege todas as órbitas de todos os corpos celestes, também há Um só que dá vida e sustento a tudo que existe
(Hebreus 1.3). (Watson, pg.73).
Somente pode existir um único ser Infinito, portanto há um só Deus. Não podem existir dois Infinitos. Deus diz
de Si mesmo: (Jeremias 23.24) “Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o
SENHOR. Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o SENHOR”. Se um Infinito enche tudo não resta
lugar para outro existir. (Watson, pg.73).
Somente pode existir um Poder Onipotente. Se tivessem dois, seriam em competição constante, um
estabelecendo, ou outro mudando ou destruindo as obras do outro. “Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, e seu
Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus ” (Isaías
44.6, comentário de Thomas Watson, pg.73).
Versículo para Memorizar: Deuteronômio 6.4, “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.”
5.2. Resposta. Há um só Deus (1) vivo e verdadeiro (2)
I Ts 1.9, “Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos
vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro,”
Dn 6.26, “Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e
temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre, e o seu reino não se
pode destruir, e o seu domínio durará até o fim”.
I Tm 4.10, “Porque para isto trabalhamos e lutamos, pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos
os homens, principalmente dos fiéis”.
Deus é vivo.
Por Deus ser um Deus imutável, este único Deus nunca muda. Ele não morre, vive sempiterno. Ele é o único
que dá vida eterna por Seu Filho Jesus Cristo. Quem está em Cristo, tem a vida. Quem não está em Cristo, não
verá a vida mas tem a ira de Deus permanecendo sobre ele (Jo 3.36).
Ele sendo vivo, e sendo a fonte de vida para todas as coisas, Ele pode dar vida eterna para todos que se
arrependem e crêem pela fé em Cristo. Jo 4.10-14, “10 Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom
de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. Disse-lhe a mulher:
Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? És tu maior do que o nosso
pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado? Jesus respondeu, e
disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der
nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna”.
Não esperamos por outro Salvador. Somente Jesus Cristo veio ser o Salvador dos pecadores que se
arrependem e crêem nEle. Arrependa-se já crendo nEste Único Salvador Vivo e Verdadeiro!
Deus é verdadeiro.
Jr 10.10, “Mas o SENHOR Deus é a verdade; ele mesmo é o Deus vivo e o Rei eterno; ao seu furor treme a
terra, e as nações não podem suportar a sua indignação”.
Portanto: Se tiver Um Deus, e Este é vivo e verdadeiro, qualquer outro é eliminado. Portanto: “Amarás, pois, ao
Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas
forças; este é o primeiro mandamento” (Marcos 12.30).
Portanto: Se tiver Um Deus, e Este é vivo e verdadeiro, existe somente Uma religião correta: Efésios 4.5, “Um
só Senhor, uma só fé, um só batismo”. Existem muitos caminhos para o inferno, mas um só para Deus, esse
por Jesus Cristo (João 14.6, “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai,
senão por mim.”). At 14.15, “E dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens
como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo,
que fez o céu, e a terra, o mar, e tudo quanto há neles”.
Portanto: Se tiver Um só Deus, e Este é vivo e verdadeiro, somente temos Um para agradar. Não podemos
servir dois mestres (Mateus 6:24, “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o
outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom”). Como num reino há
um só rei, também há um só Deus. Então, seja focalizado em buscar primeiro o reino dEste Único Deus!
Portanto: Desde que haja Um único Deus, e Este é vivo e verdadeiro, somos exortados a ter união na verdade
(João 17.11, “E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda
em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós”; 21, “Para que todos sejam um,
como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me
enviaste”. Desaprove tudo que quebra essa unidade do Filho para com o Pai, e aquela união do Cristão e seu
Salvador (Romanos 16.17; I Coríntios 1.10-13; Gálatas 1.8,9; Efésios 5.11; Filipenses 3.2, 17; II
Tessalonicenses 3.14; Colossenses 2.8; II João 1.8).

Pergunta 6 – Quantas pessoas há na Trindade?


6. Pergunta. Quantas pessoas há na Trindade?
Resposta. Há três pessoas: o Pai, o Filho, e o Espírito Santo. Os três são um Deus, iguais em essência, poder e
glória (1).
Versículo para memorizar: I João 5.7, “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito
Santo; estes três são um.”
6.1. I João 5.7, “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; estes três são
um.”; Mateus 28.19, “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do
Filho, e do Espírito Santo.”
O PAI. O FILHO e O ESPÍRITO SANTO – DEUS
Infinito: PAI – Is 40.28; Ro 11.33-36 FILHO – Jo 1.1-3; I Co 1.24,30 ESPÍRITO SANTO – Jo 4.24; 16.13; I Co
2.10
Onipotente: PAI – Dn 4.35; Rm 1.20; 9.20,28 FILHO – Mt 9.6; 28.18-20; Fp 2.6; Cl 1.16; Ap 1.8 ESPÍRITO
SANTO – Gn 1.2; Jó 33.4; Ez 37.9,10; Lc 1.35; At 10.38
Eterno: O PAI – Êx. 3.14; II Co 11.31; I Tm 1.17; II Tm 6.16 O FILHO – Pv 8.22-35; Jo 8.68; Hb 13.8; Ap 1.17,18
ESPÍRITO SANTO – Hb 9.14; Presente de Gn 1.2 até Ap 22.17
Versículo para memorizar: I João 5.7, “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito
Santo; estes três são um.”
1. A natureza da trindade não pode ser entendida pela mente finita humana.
2. Não há nada na terra que simbolize perfeitamente a trindade.
3. A aceitação da verdade da trindade, que a Bíblia mostra, necessita de fé (Rom. 1.17; Heb 11.6).
4. A falta da palavra “trindade” na Bíblia não é razão para não crer na verdade revelada. Esse termo não
acrescenta nem diminui a verdade que pertence a ele. O termo apenas serve de rótulo de sistematização.
AS TRÊS PESSOAS DA DIVINDADE SUBSISTEM EM MESMA NATUREZA, ESSÊNCIA E SER.
1. Deus é um em natureza, essência e ser, mas revelado multiplamente às pessoas.
a) Êx. 3.14 – Em relação a Deus, os verbos podem ser usados tanto no presente como no futuro:
Sou o que serei
Serei o que sou
Serei o que era
(Pastor Davis W. Huckabee, Studies in the Faith, p. 14).
b) Se pudéssemos entender como é Deus por completo, Ele não séria maior que nós.
O Filho não é O Pai
O Pai não é o Espírito Santo
O Espírito Santo não é O Filho
Mas
O Filho é Deus
O Pai é Deus
O Espírito Santo é Deus
Cada pessoa, na trindade, tem a Sua obra específica, sem entrar em choque com a vontade ou propósito da
outra.
Versículo para memorizar: I João 5.7, “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito
Santo; estes três são um.”
Ofícios distintos
a) A criação – Gên. 1.1-3, 26, 27; João 1.1-3
b) A salvação – Efés. 1.3-14; Tito 3.3-7; I Pedro 1.2
Conclusão:
Como pode ser achada eventualmente falha a nossa salvação em Deus, que é tão potente, perfeito, amoroso e
além da nossa compreensão e essência?
É importante lembrar que não é suficiente somente crer em Deus. Até os demônios o fazem (Tiago 2.15).
Devemos submeter-nos a Sua senhoria, confessando o pecado de não O adorar e obedecê-lO como Ele
merece. Devemos nos arrepender e confiar no Seu Filho para a salvação da nossa alma. De outra forma,
qualquer doutrina, crida ou estudada, ou qualquer outra ação religiosa é vã.
Versículo para memorizar: I João 5.7, “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito
Santo; estes três são um.”

Pergunta 7 – Quais são os decretos de Deus?


7. Pergunta. Quais são os decretos de Deus?
Resposta. Os decretos de Deus são Seu propósito eterno de acordo com o conselho de Sua própria vontade,
pelo que por Sua própria glória Ele predestinou tudo o que haveria de acontecer (1).
7.1. Efésios 1.11-12, “Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados,
conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; com o fim de
sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo.”
Versículo para memorizar: Ef 1.11, “Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido
predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade”
Os Decretos de Deus
C. D. Cole
Pelo termo “decreto de Deus” queremos significar o propósito ou determinação em relação a acontecimentos
futuros. Isto diz que coisas acontecem de acordo com o propósito divino e não pelas leis fixas da natureza ou
destino ou acaso. Negar os decretos ou a pré-ordenação de Deus é quase destroná-Lo. Tal ato O colocaria na
reserva como expectador interessado no que acontece, mas sem poder agir – C. D. Cole
“Um universo sem decretos seria tão irracional e espantoso quanto um trem na escuridão sem luz e sem
condutor, e sem certeza de que no momento seguinte ele não cairia no abismo.” A. J. Gordon.
Planos e propósitos nossos, tornar-se-ão somente ao fim predeterminado por Deus. Henry.
“Damos graças pelas bênçãos que vem a nós pelas livres ações dos outros, mas se Deus não houvesse
proposto estas bênçãos, então graças deveriam ser dadas a outros e não a Deus.” A. H. Strong.
As Escrituras mencionam os decretos de Deus em várias passagens, sob diversos termos. A palavra “decreto” é
encontrada no Salmo 2.7. Em Efésios 3. l1, lemos de Seu “eterno propósito”; Em Atos 2.23 de Seu
“determinado conselho e presciência”; Em Efésios 1.9 de “Sua vontade segundo o seu bom prazer
(beneplácito).” Os decretos de Deus são chamados Seu “conselho” para significar que são perfeitamente
prudentes. São chamados de Sua “vontade” para mostrar que Ele não estava sob o controle de outro, mas agiu
de acordo com Seu prazer. Quando a vontade de um homem é sua regra de conduta, sua conduta é geralmente
caprichosa e irracional; mas a sabedoria encontra-se sempre associada com a “vontade” nos procedimentos
divinos, e assim, os decretos de Deus são ditos para sempre serem o conselho de Sua própria vontade.” A. W.
Pink.
Victor Hugo, reconhecendo a governante mão divina, disse, “Waterloo foi Deus.” Deus no exercício de Sua
infinita sabedoria, dirige pessoalmente e controla as livres ações dos homens de maneira a determinar todas as
coisas de acordo com Seu eterno propósito. E. H. Bancroft.
Os Decretos de Deus São Eternos
C. D Cole
Se Deus tem qualquer propósito nos acontecimentos do universo, tal propósito teria por necessidade de ser
eterno. Negar este fato é supor que algum evento não previsto fizera com que Deus mudasse Seu propósito.
Todos os propósitos de Deus foram feitos em sabedoria, e sendo que Ele tem o poder necessário para executá-
los, não há motivos para mudanças. “… que faz todas estas coisas que são conhecidas desde a antiguidade;
que Eu sou Deus, e não há outro deus, não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio e
desde a antiguidade as coisas que ainda não aconteceram; que digo: o meu conselho será firme, e farei toda
minha vontade”, Isaías 46.9-10.
Versículo para memorizar: Ef 1.11, “Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido
predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade”
A Predestinação Absoluta
Alexandre Galante
O fundamento da doutrina da predestinação é uma doutrina bíblica de Deus. Ele é o Eterno, acima e além do
tempo e do espaço, porque nunca houve um tempo quando Ele não existia, de modo que Ele não está sujeito a
mudanças de tempo e de lugar (Ml 3.6; Rm 1.20-21; Dt 33.27; Is 57.15). Além disso, Deus é soberano sobre
todas as coisas como o Criador, o Sustentador e o Governante do universo. Ele é soberano sobre tudo (Dn
4.34-35; Is 45.1; Rm 9.17; Ef 1.11). Deus é também soberanamente justo, de modo que tudo quanto Ele faz
está de acordo com a perfeição da Sua natureza (Jr 23.6; 33.16; Rm 1.17; 10.3; 2 Pe 1.1). Na eternidade, Ele
estabeleceu Seu próprio plano e propósito soberano, e isso está totalmente acima de qualquer coisa que o
homem pode cogitar, imaginar ou compreender. O homem, portanto, pode conhecer o plano de Deus somente à
medida que Ele o revela (Jr 23.18; Dt 29.29; Sl 33.11; Is 46.10; 55.7; Hb 6.17).
A doutrina da predestinação refere-se primeiramente ao fato de que o Deus Trino e Uno preordena (ou
predestina) de modo soberano tudo o que virá a acontecer na história (Ef 1.11, 22; Sl 2).
O ensino da predestinação revelado nas Escrituras começa com o relato da Queda do homem no Éden, evento
que fazia parte do Seu plano eterno, pois Deus nunca é surpreendido por coisa alguma. Ao mesmo tempo,
conforme o apóstolo Paulo indica em Rm 1.18, a recusa do homem em reconhecer a Deus como soberano e
sua cegueira deliberada diante dos mandamentos de Deus, trouxeram sobre a humanidade a ira e a
condenação divinas. Todos os seres humanos estão tão corrompidos que se recusam a reconhecer que Deus é
Senhor e que eles mesmos são apenas criaturas.
Entretanto, pela Sua infinita graça, tão logo o homem pecou, Deus prometeu um Redentor que esmagaria o
tentador e traria restauração (Gn 3.15). Assim, o propósito da redenção foi entrelaçado na história humana
desde o princípio.
Os que crêem nas doutrinas da eleição e predestinação reconhecem que a sabedoria e a graça de Deus estão
além da compreensão humana e que devemos curvar-nos diante d’Ele em adoração e louvor, como Paulo fez
ao encerrar a exposição dessas verdades (Rm 11.33-36). Aqueles que assim fazem têm dentro de si um senso
de conforto e fortaleza que não vem deles mesmos, mas que é um dom de Deus para capacitá-los a enfrentar o
mundo com confiança e paz de Espírito – Alexandre Galante
Versículo para memorizar: Ef 1.11, “Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido
predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade”
Deus tem decretado que o fim do pecado é a morte para todo e qualquer pecador – Ez 18.20
Deus tem dado o Seu Filho, Jesus Cristo, sem pecado, para ser o único Salvador do pecador – Jo 14.6
Por Cristo Deus justifica todo e qualquer pecador que se arrependa dos seus pecados e crê nEle pela Fé – II Co
5.21
Deus tem decretado que os em Cristo tenham a vida e os que fora de Cristo não tenham a vida – Jo 3.36
Portanto, se arrependa e creia pela fé em Cristo já!

Pergunta 8 – Como Deus executa seus decretos?


8. Pergunta. Como Deus executa Seus decretos?
Resposta. Deus executa Seus decretos nas obras da criação (1) e providência (2).
O termo “decreto de Deus” aponta ao propósito ou determinação de Deus em relação aos acontecimentos
futuros. Isto diz que coisas acontecem de acordo com o propósito divino e não pelas leis fixas da natureza,
destino ou acaso. Negar os decretos ou a pré-ordenação de Deus é quase destroná-Lo. Tal negação colocaria
Deus como expectador interessado no que acontece, mas sem poder agir – C. D. Cole
Como Deus Executa Seus Decretos? Quer perguntar: Como Se Pode Saber Quais São os Decretos de Deus?
A resposta é: Podemos saber o que está nos decretos eternos de Deus pela observação das obras da criação e
das obras da providência. Nas obras da criação observamos os decretos de Deus pois tudo está como Deus
decretou. As leis da natureza seguem a ordem de Deus. Por isso, pelo desenrolar dessa ordem observamos o
Seu decreto.
Pela providência, o desenrolar dos acontecimentos no mundo de dia em dia, os decretos eternos de Deus são
conhecidos. Deus opera tudo para a Sua glória e para o bem daqueles que Lhe amam, ou seja, para aqueles
que são chamados segundo o Seu propósito. Quando o decreto de Deus é operado entre o homem em geral, e
especialmente entres estes que O amam, usamos o termo ‘providência’. Portanto, pelos acontecimentos se
conhece o que Deus programou nos Seus decretos antes da fundação do mundo.
Pelas obras da criação e da providencia a soberania de Deus é gloriosamente manifesta. A soberania de Deus
é a Sua qualidade de desejar, pensar e agir como quer sem ser neutralizado por terceiros (soberania: 3.
Autoridade moral, tida como suprema; poder supremo: 4. Propriedade que tem um Estado de ser uma ordem
suprema que não deve a sua validade a nenhuma outra ordem superior – Dicionário Aurélio Eletrônico – Século
XXI ver. 3.0, nov 1999).
A soberania de Deus é explícita pela Bíblia mesmo que possa ser difícil a entendê-la: Sl 115.3; 135.6; Is 46.10;
Dt 32.39-43, v. 39, “Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço
viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão”.
Versículo para Memorizar: Apocalipse 4.11, “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu
criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.”
8.1. Deus executa Seus decretos nas obras da criação (1) e providência (2).
Apocalipse 4.11, “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por
tua vontade são e foram criadas.”
Devemos conscientizar-nos do fato Bíblico da soberania de Deus. Tem este direito por ser O Criador.
A Bíblia é enfática em afirmar que por ser O Criador, é digno de louvor eterno: Ap 4.11, “Digno és, Senhor, de
receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas”; Rm
11.36, “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém”.
A Bíblia claramente expôs o direito de Deus fazer o que quer com o que é dEle: Rm 9.15-21, v. 21, “Ou não tem
o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?” (Jr 18.5,
6); Mt 20.1—16, v. 15, “Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou
bom?”.
Devemos conscientizar-nos da verdade que Deus é sobre tudo. Não vem de um sistema de pensamento
inventado pelo homem mas uma verdade Bíblica. Esse direito pode ser dEle pois Ele é Deus e portanto
supremamente sábio, justo, poderoso, amoroso e perfeito.
As qualidades superiores de Deus apontam ao direito dEle ter a Sua vontade feita em todas as situações: “Não
há santo como o SENHOR; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus”, (I Sm
2.2); Êx 15.11, “O SENHOR, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade,
admirável em louvores, realizando maravilhas?”; Dt 32.4, “Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os
seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é”. Se Deus é superior de
tudo, tem o direito de controlar tudo.
O bom senso afirma que deve ter um Deus Soberano sobre todo aspecto da criação. Se tivesse um corpo
celeste, um animal, sim, se tivesse uma célula ou até um átomo, ou um nêutron fora do controle absoluto de
Deus, aquela partícula causaria destruição e tudo seria sujeito a este fenômeno. Se o todo-poderoso Deus
controla todo aspecto da criação, então Ele é soberano.
Ele criou tudo “muito bom” (Gn 1.31) e “reto” porém o homem buscou muitas astúcias, (Ec 7.29). Mesmo sendo
Deus sobre tudo, fez o homem ser responsável pelas suas ações.
Mesmo Deus sendo Justo em tudo, em misericórdia deu Seu Filho Jesus Cristo para ser o Salvador de todo
homem pecador que se arrependa e crê nEste Filho Salvador.
Sujeita-se já à ordem de Deus e conhecerá a Salvação de tal soberano, justo e amoroso Deus.
Versículo para Memorizar: Apocalipse 4.11, “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu
criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.”
8.2. Deus executa Seus decretos nas obras da criação (1) e providência (2).
Daniel 4.35, “E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o
exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?”, Leia
o capitulo inteiro de Daniel 4.
Deus tem direito de Criador e Soberano de mover entre reis, reinados, poderes celestiais, e o coração do
homem. Is 40.15-23, v. 15, “Eis que as nações são consideradas por ele como a gota de um balde, e como o pó
miúdo das balanças; eis que ele levanta as ilhas como a uma coisa pequeníssima”; Pv 21.1, “Como ribeiros de
águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer”; Sl 76.10, “Certamente
a cólera do homem redundará em teu louvor; o restante da cólera tu o restringirás”.
Por Deus ser soberano, justo, poderoso, e por perfeitamente dirigir os eventos de cada vida devemos a Ele todo
louvor e glória: Dn 4.37, “Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalço e glorifico ao Rei do céu; porque todas
as suas obras são verdade, e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba”.
Deus tem dado meios ao homem que este deve usar para O agradar. Deus tem dado o Seu Filho para ser O
Salvador de todo e qualquer homem pecador que se arrependa e crê em Jesus Cristo de coração; Ele tem dado
a Sua Palavra que declara este Salvador. Ele tem levantado pregadores para anunciar este grande e gracioso
Evangelho, O Senhor Jesus Cristo. Ele claramente responsabiliza o homem pecador a crer de coração nEste
Salvador pelo Qual pode se aproximar de Deus. Portanto: Arrependa-se e creia no Senhor Jesus Cristo o Único
Salvador.
Pode ser além do nosso entendimento como Deus opera a Sua soberania na execução dos Seus decretos entre
a criação e a providência, mas essa grandeza não faz o homem menos responsável pelos seus pecados. O
pecador tem que se arrepender dos pecados e crer no Senhor Jesus Cristo.
Versículo para Memorizar: Apocalipse 4.11, “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu
criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.”

Pergunta 9 – O que são as obras da criação?


9. Pergunta. O que são as obras da criação?
Resposta. As obras da criação é Deus fazer tudo (1) do nada, pela palavra do Seu poder (2), e tudo muito bem
(3).
A criação possui tantas marcas da mão criativa de Deus que ela era uma testemunha fiel da Sua existência (Sl
19.1-3) e é este fato que faz de todos os homens inescusáveis diante dEle (Rm 1.18-20). A base da crença da
evolução é incredulidade. Pela fé entendemos a criação veio de Deus Hb 11.3.
Nos tempos recentes o homem se engrandeceu tanto que já não há mais espaço para ele e Deus no mesmo
globo terrestre. Tudo o que se origina de homem é contrário a Deus. Desacreditando do direito que o Criador
tem sobre a sua criação, o homem pode sentir-se livre e ensoberbecer sem medida, vivendo assim segunda as
suas concupiscências (Rm 1.21-25). A teoria da evolução apresentada por Charles Darwin foi conveniente para
o orgulho do homem indo de encontro com a sua procura natural de se desvincular das responsabilidades das
suas ações contra o que a lei de Deus em seus corações acusava (Rm 2.14,15).
Charles Darwin não foi o primeiro a desenvolver a teoria da evolução, pois filósofos Gregos antes de Cristo já
argumentavam acerca do assunto. Darwin apenas popularizou a teoria.
Mesmo que a evolução seja só uma teoria ela é dada como fato indisputável. As suas contradições, persuasões
e distorções fazem que um cientista honesto não aceite o que ela propõe.
Pelo fato da grande disseminação da teoria evolucionista os Cristãos precisam enfatizar o que eles crêem,
tendo como base o que diz a Bíblia sobre a criação do homem.
Versículo para Memorizar: Rm 11.36, “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele
eternamente. Amém”.
9.1. As obras da criação é Deus fazer tudo (1) do nada, pela palavra do Seu poder (2), e tudo muito bem (3).
Gênesis 1.1, “No princípio criou Deus os céus e a terra.”
A criação é um ato do Deus triuno: Gn 1.1, “No princípio criou Deus os céus e a terra.” (Pai); Jo 1.3, “Todas as
coisas foram feitas por Ele” (Filho); Gn 1.2, “e o Espírito de Deus se movia” (Espírito)
Ele criou todas as formas orgânicas, assim como criações específicas sujeitas às mudanças limitadas da
espécie; Ele ordenou especificamente a cada espécie reproduzir a sua espécie (Gn 1.21, 24-27). Há variações
entre as espécies, formas superiores e formas inferiores mas as variações são sempre entre as espécies. Os
animais e os vegetais não vieram de uma só semente, mas de um grupo (Bancroft)
A lei de Deus é “conforme a sua espécie” – Gn 1.21,25. As pesquisas do homem nunca conseguiram cruzar
artificialmente espécies diversas nem observar a matéria orgânica vinda naturalmente de matéria inorgânica.
Crer na criação de Deus é cientifico, pois é lógica e pode ser observada. A teoria do homem pede que creiamos
em algo que nunca foi observado e é ilógico porque aconteceu de fato casualmente milhares de vezes em
épocas passadas. A evolução pede uma fé maior no homem do que aquela que é necessário para crer em
Deus, pois, temos evidências abundantes que testemunham os fatos que Deus declara. A evolução nega a lei
da natureza que Deus estabeleceu, “conforme a sua espécie”. Em Deus está “o manancial da vida” (Sl 36.9). Há
uma unidade na raça humana (At 17.26; Hb 2.11).
Você é uma criação de Deus e importa a Ele que a sua vida seja usada para a glória dEle. Essa glória é dada a
Ele quando tememos Ele e obedecemos conforme a Sua vontade (Ec 12.13).
Versículo para Memorizar: Rm 11.36, “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele
eternamente. Amém”.
9.2. As obras da criação é Deus fazer tudo (1) do nada, pela palavra do Seu poder (2), e tudo muito bem (3).
Hebreus 11.3, “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo
que se vê não foi feito do que é aparente.”
Os modernistas ensinam que o relato da criação não deve ser visto literalmente. Dizem que a existência do
mundo e da vida foi um “conjunto fortuito de átomos” pois, a soberania de Deus não existe para o Modernista.
Todavia, a palavra Hebraica usada para “criou” (Gn 1.1) significa: “feito de nada, trazer à existência o que não
tinha nem existência nem forma” – Huckabee. Os que têm fé podem entender muito além que os modernistas
estudiosos podem entender.
Versículo para Memorizar: Rm 11.36, “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele
eternamente. Amém”.
9.3. As obras da criação é Deus fazer tudo (1) do nada, pela palavra do Seu poder (2), e tudo muito bem (3).
Gênesis 1.31, “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.”
Cl 1.16, 17, “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam
tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é
antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele”.
A criação de Deus foi “muito bom” pois nenhuma obra de Deus foi parcialmente realizada. A criação continua
sendo “muito bom” pois foi determinada por Deus para continuar conforme às suas leis originais. A criação não
tem o direito de ir além da vontade do Seu Criador e reproduzir além das Suas leis inatas. Deus espera que
façamos tudo decentemente e com ordem também (I Co 14.40).
Deus não precisa de tempo para agir. Os tempos mostram as Suas ações: “Haja … houve” Gn 1.3; Sl 33.6-11;
111.7,8. Cada ação criativa de Deus era completa e perfeita em si; e nenhuma das suas criações foram
acondicionadas às mudanças latentes naturalmente feitas em períodos de tempos intermináveis, mas tudo feito
para a Sua glória (Rm 11.36).
A criação nunca é interpretada como as profecias é outros símbolos. A primeira criação é tão real quanto a nova
criação espiritual (II Co 4.6). A obra da salvação é uma “boa obra” dEle também (Fl 1.6). Pode participar nela
pelo arrependimento e a Fé.
Versículo para Memorizar: Rm 11.36, “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele
eternamente. Amém”.

Pergunta 10 – Como Deus criou o homem?


10. Pergunta. Como Deus criou o homem?
Resposta. Deus criou o homem, macho e fêmea, à Sua própria imagem (1), em conhecimento, justiça, e
santidade (2), com domínio sobre as criaturas (3).
Versículo para Memorizar: Gênesis 1.27, “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou;
homem e mulher os criou.”
10.1. Deus criou o homem, macho e fêmea, à Sua própria imagem (1), em conhecimento, justiça, e santidade
(2), com domínio sobre as criaturas (3).
Gênesis 1.27, “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”
Deus formou por último o homem do pó da terra sem nenhum processo de evolução, numa ação singular e
instantânea. Deus soprou nos seus narizes o fôlego da vida e o homem imediatamente tornou alma vivente.
A mulher foi criada da costela do homem (Gn 2.18-23; I Co 11.8,9). Ela não foi criada da cabeça de Adão para
não competir com ele, nem do pé de Adão para ser pisada por ele, mas da costela para andar ao lado dele, ser
protegida por ele e para ser uma ajuda perfeita para ele (Gn 2.18, “ajudadora idônea para ele”).
O corpo do homem foi feito por Deus do pó da terra e o espírito do homem veio de Deus. A vida é sagrada (Gn
9.6). O homem é feito de parte material, de pó, o corpo e, imaterial , o espírito (El 12.7; I Co 2.11; Tg 2.26). O
homem tem personalidade: autoconsciência em relação ao mundo e a Deus e se julga moralmente (Bancroft).
O homem tendo espírito indica a sua existência eterna. “À nossa imagem, conforme a nossa semelhança” não
indica forma orgânica (Jo 4.24), mas moral (Ef 4.23,24; Cl 3.10).
Versículo para Memorizar: Gênesis 1.27, “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou;
homem e mulher os criou.”
10.2. Deus criou o homem, macho e fêmea, à Sua própria imagem (1), em conhecimento, justiça, e santidade
(2), com domínio sobre as criaturas (3).
Colossenses 3.10, “E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele
que o criou.”
Efésios 4.24, “E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade.”
A imagem de Deus no homem inclui, além de verdadeiro conhecimento, a verdadeira justiça e santidade, que
pode ser perdido por pecar, algo mais que não pode ser perdido pelo pecado, mesmo grandemente afetado por
ele. Esses elementos seriam os que fazem parte da constituição natural de todo homem e incluem o poder
intelectual, as afeições naturais e uma condição de percepção moral. Se o homem perdesse esses elementos,
cessaria de ser homem. Mesmo depois da queda do homem, a Bíblia consta que ele ainda é a “imagem de
Deus” – I Co 11.7; Tg 3.9. A enormidade do pecado de homicídio é pelo fato do homem ser, ainda depois o
pecado, feito na Sua imagem (Gn 9.6), e portanto o homicídio é um ataque na própria “imagem” de Deus. Isso
não poderia afirmar se o homem não era mais na “imagem de Deus” depois da queda – Bancroft, em inglês, pg.
204.
Versículo para Memorizar: Gênesis 1.27, “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou;
homem e mulher os criou.”
10.3. Deus criou o homem, macho e fêmea, à Sua própria imagem (1), em conhecimento, justiça, e santidade
(2), com domínio sobre as criaturas (3).
Gênesis 1.28, “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a;
e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.”
O homem foi criado por último para coroar os feitos Divinos. Tudo aquilo que foi anteriormente criado serviu
para sustentar aquilo que se seguia. O homem tem domínio sobre a criação (Sl 8.3-9).
Mesmo sendo pecador, o homem é superior aos animais e o seu relacionamento com o seu próximo exige
respeito (Sl 8.5; Tg 3.9).
Versículo para Memorizar: Gênesis 1.27, “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou;
homem e mulher os criou.”
Jesus tornou-se homem para substituir o homem pecador diante da ira de Deus para salvar todos que venham
pela fé a Ele (Fp 2.5-11; Is 53.4-11). Jesus Cristo, o Salvador, é Deus que veio nascer como homem, agradar
Deus com a Sua obediência perfeita e ser O Salvador daquele que se vê pecador e necessitado de um
Salvador todo-suficiente que agrada ao Deus Santo para toda eternidade.

Pergunta 11 – Quais são as obras da providência de Deus?


11. Pergunta. Quais são as obras da providência de Deus?
Resposta. As obras de providência de Deus são o modo santo (1), sábio (2) e poderoso (3) de preservar e
governar todas as Suas criaturas e Suas ações (4).
Deus não apenas criou o mundo de nada e “muito bom”. Ele sustenta-o com a palavra do Seu poder (Hb 1.3; Cl
1.16, 17). A maneira que ele sustenta tudo segue os Seus decretos eternos para que estes sejam cumpridos ao
ultimo detalhe. Aquele controle que Deus exercita sobre toda a Sua criação cumprindo toda a Sua santa
vontade chamamos: a providência de Deus. Para Deus não há chance nem sorte mas a certeza da Sua vontade
sendo feita pela providência dEle.
Alguns querem pensar de forma contraria às Escrituras raciocinando que o controle de Deus quer dizer que o
homem não tem escolha nem responsabilidade. Estas pessoas, por não entenderem como Deus pode governar
tudo sem tirar do homem a capacidade de fazer uma escolha, erram quando negam que Deus controla tudo (Sl
104), inclusive o homem e a sua vontade (Gn 50.20; Sl 76.10; Dn 5.21; At 4.26-28; 17.24-27). Se cremos
somente aquilo que podemos entender, fazemos do nosso entendimento um deus. Desde que as Escrituras
ensinam que o homem faz escolhas e é responsável por elas, e desde que as mesmas Escrituras declaram que
tudo é governado pela mão poderosa do justo e soberano Deus, tanto a responsabilidade do homem quanto o
absoluto controle de Deus são verdades eternas e merecem ser cridas, amadas e proclamadas (At 20.27).
Certos homens podem perguntar como a providência de Deus pode incluir as ações vis do homem sem destruir
a liberdade da vontade do homem fazer o certo ou errado. O fato do homem ser um agente livre não é negado
pela verdade da providência de Deus. Podemos afirmar que o sol exercita uma influência sobre toda criatura.
Todavia, se um cheiro mórbido sair de um corpo morto é a culpa da podridão do corpo e não a culpa do sol. O
calor do sol apenas manifesta o que é natural no corpo corrupto. Portanto, a ação de Deus sobre tudo está, mas
a busca de astúcias vis é do homem (Ec 7.29).
Versículo para Memorizar: Rm 11.36, “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele
eternamente. Amém.”
11.1. As obras de providência de Deus são o modo santo (1), sábio (2) e poderoso (3) de preservar e governar
todas as Suas criaturas e Suas ações (4).
Salmo 145.17, “Justo é o Senhor em todos os Seus caminhos, e santo em todas as suas obras.”
A santidade de Deus influencia tudo que Ele é, tudo que Ele decreta e tudo que Ele faz. Imagine por um instante
o que resultaria do exercício do Seu poder se pudesse ser usado sem importar pela justiça ou retidão. A Sua
santidade garante que o Seu ilimitado poder somente seja exercitado de maneira justa e reta. A mesma pode
ser aplicada ao exercício do Seu amor. A santidade faz parte da essência de Deus portanto influencia toda parte
das Suas obras, inclusive ao Seu governo das Suas criaturas, ou seja, a Sua providência.
Se a providência de Deus não fosse dirigida pela Sua santidade, não redundaria para a Sua glória.
Versículo para Memorizar: Rm 11.36, “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele
eternamente. Amém.”
11.2. As obras de providência de Deus são o modo santo (1), sábio (2) e poderoso (3) de preservar e governar
todas as Suas criaturas e Suas ações (4).
Isaías 28.29 “Até isto procede do SENHOR dos Exércitos; porque é maravilhoso em conselho e grande em
obra.”
Rm 11.33-35, “O profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis
são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou
quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?”
Para que todo o universo opere harmoniosamente, é necessário que tudo seja programado, criado, e
sustentado não somente por uma mão onipotente mas também uma mão sábia.
Pela sabedoria, Deus cuida do Seu universo como o cabeça de uma vasta família, dando o Seu cuidado e
beneficência a cada participante dela; ou como um grande monarca quem não tem somente o seu olhar
naqueles perto do seu trono mas estende os seus benefícios à parte mais longe do seu reino. Como não
podemos esperar que as partes mais nobres da Sua criação sejam esquecidas, sabemos que as partes menos
nobres não escapam do Seu cuidado, pois, nem um passarinho caia sem ser a vontade do Pai (Mt 10.29; Sl
136.25) e o número dos nossos cabelos é conhecido por Ele (Mt 10.30).
Versículo para Memorizar: Rm 11.36, “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele
eternamente. Amém.”
11.3. As obras de providência de Deus são o modo santo (1), sábio (2) e poderoso (3) de preservar e governar
todas as Suas criaturas e Suas ações (4).
Hebreus 1.3, “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando
todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados,
assentou-se à destra da majestade nas alturas.”
A providência sábia de Deus seria sem efeito se não tivesse o poder para efeituar a Sua vontade sobre tudo.
Mas, Ele pode fazer toda a Sua vontade.
Is 46.10, “Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que
digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade”.
Versículo para Memorizar: Rm 11.36, “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele
eternamente. Amém.”
11.4. As obras de providência de Deus são o modo santo (1), sábio (2) e poderoso (3) de preservar e governar
todas as Suas criaturas e Suas ações (4).
Salmo 103.19, “O SENHOR tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo.” Mateus
10.29, “Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso
Pai.”
A providência divina sustenta tudo (Hb 1.3), o animado (At 17.25; Sl 104.21; 136.25) e o inanimado (At 17.28).
Ele governa o universo todo (Sl 103.19) numa maneira geral (At 17.25) e particular (Mt 10.29; At 2.23; 4.27-28;
Ap 17.17). Nesse controle de tudo Ele pode usar os meios secundários (I Rs 13.24; 22.22), as leis fixas da
natureza (I Rs 17.4) ou a ação extraordinária da Sua mão (Sl 76.10; Dn 6.22; 3.27).
Mesmo que não possamos entender tudo sobre Deus e a Sua providência, a salvação por Jesus Cristo do
pecador arrependido não é um enigma. A salvação única para o homem pecador é por Jesus Cristo. Pelo amor
de Deus para com os pecadores, Ele deu o Seu unigênito. Este veio a ser o substituto do homem pecador. Seu
sacrifício no lugar do homem agrada Deus como nada mais pode. O pecador é mandado a se arrepender e crer
pela fé em Cristo Jesus, o único Salvador (At 17.30; At 4.12). Seja salvo já!
Versículo para Memorizar: Rm 11.36, “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele
eternamente. Amém.”

Pergunta 12 – Que ato especial da providência Deus exerceu sobre o homem no estado em que foi
criado?
12. Pergunta. Que ato especial da providência Deus exerceu sobre o homem no estado em que foi criado?
Resposta. Quando Deus criou o homem, fez um pacto de vida com ele, tendo como condição uma obediência
perfeita (1); proibindo-o de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, sob a pena de morte (2).
O Que É um Pacto ou Aliança? Na forma mais simples uma aliança ou pacto, é um contrato entre dois ou mais
grupos pelo qual algo deve ser feito recebendo por isso, galardões e penalidades.
Podem ter mudanças nas exigências e consequências e ainda ser uma aliança. Podem ter galardões e
nenhuma penalidade, ou vice-versa. Também, em vez de uma consulta mútua, o contrato pode ser firmado
através de mandamento dado e aceito. A lei existente entre um governo e seus cidadãos é uma aliança. A
existência de uma Lei dada por Deus como O Legislador superior é admitida junto com as suas sanções e
penalidades, e, como nas leis humanas, há obrigação natural de obedecer mesmo sem uma concordância
formal entre as partes. Essas qualidades aplicam mais à aliança das obras dada a toda a humanidade como
uma lei geral para obter e manter a vida espiritual do que à aliança entre Deus e os Seus eleitos.
As “duas alianças” (Gn 4.22-31) consistem da graça e das obras. A da graça é a aliança da redenção feita por
Deus com Seus eleitos, ou melhor, com Cristo, o Segundo Adão, como representante destes. A das obras é a
aliança da Lei entre Deus e toda a humanidade pelo primeiro Adão, seu representante federal – Boyce, pgs
234-235.
Versículo para memorizar: Gênesis 2.17, “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás;
porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”
12.1. Quando Deus criou o homem, fez um pacto de vida com ele, tendo como condição uma obediência
perfeita (1); proibindo-o de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, sob a pena de morte (2).
Gálatas 3.12, “Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá.”
A plena paz com Deus manifesta na doce comunhão e alegria de comunicar com a Voz de Deus na viração de
cada dia e a justiça que tinha Adão e Eva, nossos primeiros pais, foi possível somente dentro das condições do
pacto de vida. Esse pacto durava tanto quanto a condição de perfeita obediência foi obedecida.
As árvores no meio do jardim trazem ensinamentos importantes. A da vida era o símbolo do favor divino; a do
conhecimento do bem e do mal simbolizava a prerrogativa de Deus, ou seja, a Sua soberana vontade. Tendo as
duas proximidade de uma a outra relembrava permanentemente ao Adão e a Eva que o favor de Deus podia ser
desfrutado somente enquanto respeitava a prerrogativa de Deus – Dagg, pg. 122.
Versículo para memorizar: Gênesis 2.17, “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás;
porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”
12.2. Quando Deus criou o homem, fez um pacto de vida com ele, tendo como condição uma obediência
perfeita (1); proibindo-o de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, sob a pena de morte (2).
Gênesis 2.17, “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela
comeres, certamente morrerás.”
O pacto de vida ditava que a morte viria no dia que comesse da árvore “do conhecimento do bem e do mal” (Gn
2.17). Quem podia pensar que a satisfação de ter paz com O Criador cada momento da sua existência para
todo o sempre dependia na obediência de um mandamento tão fácil de observar? Mas assim foi esse pacto que
Deus manteve com o homem que Ele criou na Sua imagem conforme a Sua semelhança (Gn 1.26).
Todavia, Deus fez Adão ser homem e não Deus. As perfeições que Adão gozava não eram partes da essência
de homem mas dadas por Deus a ele. Deus é imutável, mas, Adão era mutável. Adão podia perder a sua
santidade e justiça. E essa mudança aconteceria no dia que comesse daquela árvore.
Versículo para memorizar: Gênesis 2.17, “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás;
porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”

Pergunta 13 – Nossos primeiros pais continuaram no estado em que foram criados?


13. Pergunta. Nossos primeiros pais continuaram no estado em que foram criados?
Resposta. Nossos primeiros pais, recebendo a liberdade da própria vontade, caíram do estado em que foram
criados, ao pecarem contra Deus (1), comendo o fruto proibido (2).
Versículo para memorizar: Rm 3.23, “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”;
13.1. Nossos primeiros pais, recebendo a liberdade da própria vontade, caíram do estado em que foram
criados, ao pecarem contra Deus (1), comendo o fruto proibido (2).
Eclesiastes 7.29, “Eis aqui, o que tão-somente achei: que Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram
muitas astúcias.”
Sendo mutável, só podia permanecer firme no seu estado original pelo poder de Deus. Nada fica na sua própria
força inalterado exceto aquilo que é imutável. As perfeições do homem eram criadas e, portanto não eram
imutáveis. Se não forem preservadas pelo propósito e poder de Deus poderiam ser perdidas – Boyce, pg. 231.
Deus podia justa e santamente permitir a Adão cair se Lhe agradasse. Desde que Deus permitiu o pecado,
ninguém objeta à permissão da queda, salvo aqueles que queiram criticar Deus. Deus, tendo escolhido permitir
a queda, retirou de Adão o Seu poder sustentador e a natureza de Adão degenerou tanto como o universo
inteiro cairia aos pedaços se Deus retirasse o Seu poder sustentador e conservador por um só instante – T. P.
Simmons, pgs. 183-184.
Perdição é uma palavra forte. Mas a perdição entrou em Adão e em Eva no dia que comeram deste fruto
proibido. Perderam a paz e a alegria de comunicar com O Criador na viração do dia. Perderam a consolação de
uma consciência que não acusava nenhuma possibilidade de culpa, medo, tristeza ou dor. Agora com um único
pecado, a humanidade entrou na perdição.
A comunhão com Deus tornou-se medrosa (Gn 3.8-10); A amizade com Deus tornou-se inimizade (Rm 5.6-8); A
submissão gratificante a Deus tornou-se rebeldia contra a Sua glória e governo; A beleza da perfeição trocou-se
para corrupção, dissolução, enfermidade e tristeza. A presença graciosa trocou-se pela separação (Gn 3.22-24);
As perfeições tornaram-se vaidades e o homem ficou destituído da glória de Deus (Rm 3.23); a vida cedeu-se
para a morte (Ez 18.20; Rm 5.12).
Se não fosse pela misericórdia de Deus em fazer a salvação pelo Seu unigênito Filho Jesus Cristo como
substituto único o homem não teria nenhuma esperança de salvação. Essa esperança está em Cristo (Jo 3.16)
para todos os pecadores que se arrependem e crêem pela fé nEle.
Não há necessidade de continuar um rebelde, inimigo, separado e destituído da glória de Deus. Há salvação em
Cristo Jesus! Se estiver oprimido pelo seu pecado e cansado, Jesus diz “Vinde a Mim!” (Mt 11.28-30; Is 55.1-7).
Venha se arrependendo dos seus pecados e crendo pela fé em Cristo Jesus!
Versículo para memorizar: Rm 3.23, “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”;
13.2. Nossos primeiros pais, recebendo a liberdade da própria vontade, caíram do estado em que foram
criados, ao pecarem contra Deus (1), comendo o fruto proibido (2).
Gênesis 3.6-8, “E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore
desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com
ela. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e
fizeram para si aventais. E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e
esconderam-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim.”
A primeira transgressão entre os homens foi a rejeição da autoridade de Deus (“Vendo a mulher” – julgou por si
mesma o que era bom), usurpou a Sua prerrogativa (“agradável aos olhos” – a natureza do homem tornou a
regra de ação), e deixou as suas mentes ao domínio do desejo natural (“para dar entendimento” – ser
independente da sabedoria divina) – Dagg, pg. 122.
A narrativa do Gênesis não faz uma diferença vital entre Adão e Eva na queda, mas uma distinção está
claramente apresentada em 1 Timóteo 2.14. Diz que Eva foi enganada e Adão não. Isto quer dizer que Eva caiu
em transgressão porque ela foi levada a pensar que o aviso de Deus não era verdade e que ela não morreria
como uma penalidade por participar do fruto proibido. Com Adão foi diferente: ele não duvidou da Palavra de
Deus; ele pecou porque preferiu ser expulso do Éden com sua esposa antes que ficar no Éden sem sua esposa.
Muitas vezes se pensa que os fatos acima ligam maior culpa ao pecado da mulher do que ao pecado de Adão.
Mas o oposto é verdade. O homem pecou por meio da escolha voluntária e cônscia da amizade de sua esposa,
antes que a de Deus. Nada disto foi verdade do pecado de Eva. T. P. Simmons, pgs. 185.
O jardim de Éden não era mais o seu lar pois sacrificaram todas as suas deleites e perderam todos os seus
prazeres. Aprenderam pela experiência aguda e agonizante a lição que toda a sua posteridade está aprendendo
desde aquele dia até agora, ou seja, “que mal e quão amargo é deixares ao SENHOR teu Deus, e não teres em
ti o meu temor”, Jr 2.19 – Pendleton, pg. 167.
Versículo para memorizar: Rm 3.23, “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”;

Pergunta 14 – O que é pecado?


14. Pergunta. O que é pecado?
Resposta. Pecado é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus ou qualquer transgressão dessa lei (1).
Versículo para Memorizar: I João 3.4, “Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o
pecado é iniqüidade.”
14.1. I João 3.4, “Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o pecado é iniqüidade.”
O que é pecado e o que é que causou um preço inestimável a ser pago por ele é entendido pelas descrições
claras do pecado que a Bíblia fornece. Na Bíblia o pecado é descrito como sendo nenhuma justiça ou bem
(Salmos 14.1-3; 59.1-8; Romanos 3.10-18); toda a imundícia e superfluidade de malícia (Tiago 1.21). O pecado
é descrito como um recém nascido abandonado na sua imundícia (Ezequiel 16.4,6); um corpo morto (Romanos
7.24), um enfermo com doenças abertas e imundas (Isaías 1.5,6), a gangrena (II Timóteo 2.17) e um sepulcro
aberto (Romanos 3.13). O desprezo de Deus pelo pecado é compreendido em que a Bíblia descreve-o como
tendo nenhuma verdade nele (João 8.44), sendo comparado ao vomito de cães e à lama dos porcos (II Pedro
2.22) e até ao trapo de imundícia (Isaías 30.22; 64.6; Lamentações 1.17).
A Bíblia abertamente diz que apenas o pensamento do tolo é pecado (Provérbios 24.9) nos dando o entender
que o pecado é tolice.
A Bíblia revela que qualquer coisa sem a fé é pecado (Romanos 14.23) nos ensinando que o pecado é o oposto
da fé.
A Bíblia ensina que a falta de fazer o bem que se sabe e deve fazer é pecado (Tiago 4.17) nos ensinando que a
maldade do pecado é desobediência.
Somos instruídos pela Palavra de Deus que o pecado é claramente descrito como sendo “iniquidade” (I João
3.4; 5.17) nos ensinado que o pecado é contra a lei de Deus.
Para ninguém ter uma dúvida sobre este assunto, o Apóstolo João diz, pela inspiração do Espírito Santo, que
quem peca “é do diabo” (I João 3.8) nos claramente convencendo que o pecado, em todas as suas
considerações, é terrível, abominável, diabólico e não de Deus.
Pelas descrições claras e marcantes da Palavra de Deus, entendemos bem o que causou um preço divino e
eterno a ser pago para que a salvação fosse uma realidade.
O pecado não merece tolerância, mas horror!
Se não conhecer o Salvador, saiba que a salvação do pecado não é através das obras do próprio pecador ou
de outro pecador. A salvação do pecado é restritamente por Aquele que Deus em amor deu, ou seja, o Seu
Unigênito Filho, Jesus Cristo. Se estiver oprimido pelo seu pecado, a mensagem da Bíblia é Vinde a Jesus (Jo
3.16; Mt 11.28-30; Ap 22.17)!
Se já conhece o Salvador e a graça que superabundou por Jesus Cristo onde o seu pecado abundou, não é
dúvida que se deseja ser agradável ao Senhor. Seja santo como é Santo Aquele que te salvou. Quando pecar,
corra a Deus confessando os pecados, reivindicando o sangue de Cristo e procurando aquela graça para ser
feito ainda mais conforme a imagem de Cristo.
Versículo para Memorizar: I João 3.4, “Qualquer que comete pecado, também comete iniquidade; porque o
pecado é iniqüidade.”

Pergunta 15 – Toda a raça humana caiu na primeira transgressão de Adão?


15. Pergunta. Toda a raça humana caiu na primeira transgressão de Adão?
Resposta. O pacto foi feito com Adão, não só para si como para sua posteridade, e sendo que toda a
humanidade originou-se e descendeu dele, pecou e caiu com ele nesta primeira transgressão (1).
Versículo para Memorizar: Rm 5.12, “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado
a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”.
15.1. I Coríntios 15.22, “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em
Cristo.” Romanos 5.12, “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte,
assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.”
Quando Adão provou a corrupção de sua natureza, ele não ficou como simples indivíduo senão como o cabeça
natural da raça. O primado natural, ou seja, sua posição representativa da humanidade, está claramente
ensinado em Romanos, capitulo cinco. Adão não pecou meramente por nós, como se ele fosse o mero cabeça
federal da raça; nós pecamos nele (Romanos 5.12). T. P. Simmons, pg. 184.
Os efeitos do pecado de Adão não ficaram restritos a ele. Foram transmitidos à posteridade dele. Isto é um
axioma (axioma: proposição que se admite como verdadeira porque dela se podem deduzir as proposições de
uma teoria ou de um sistema lógico ou matemático – Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI ver. 3.0, nov
1999). At 17.26, “E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra,
determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação;”. A frase, “de um só sangue fez
toda a geração dos homens” é prova bíblica que todos os homens, em todas as nações, venham de uma única
fonte, um único “sangue”.
A importância da fonte comum de todos os homens “de um sangue” é reconhecida pela lógica escriturística que
liga a salvação à descendência comum de todo homem com Adão. Paulo ensina que como a ruína vem pelo
primeiro homem, “que é terreno”, a salvação vem pelo “último Adão”, o Senhor, que é do céu. I Co 15.45-49, v.
45, “Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito
vivificante”, v. 49, “E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do
celestial”. É importante entender essa ligação, pois, se não tiver uma linhagem com Adão nunca pode ter uma
linhagem espiritual a Cristo. Não pode ter ligação com Calvário se não tiver conexão com Éden (Pendleton, pg.
170).
O fato que Adão é o cabeça federal de todos os homens não deduz de uma afirmação clara de um versículo
bíblico, mas de uma conclusão escriturística em geral. Aquilo determinado resultante a Adão é verdadeiro para
todos, portanto a sua representação federal. O fato que todos comem do suor das suas faces; sofrem doenças
e tristezas; e voltem ao pó do que são feitos é suficiente deduzir que Adão é nosso cabeça federal (Gn 3.17-19;
Rm 5.12, 19). Todos foram incluídos na primeira condição de não comer o fruto como todos são participantes da
maldição que veio pelo Adão comê-lo. A humanidade era tão unida a Adão que todos ficaram santos enquanto
ele continuou assim e caíram nele quando ele caiu – Pendleton, pg.172-173.
Conhece este Último Adão? Arrependa-se e creia nEle já!
Versículo para Memorizar: Rm 5.12, “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado
a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”.

Pergunta 16 – A Queda levou a raça humana a que estado?


16. Pergunta. A queda levou a raça humana a que estado?
Resposta. A queda levou toda a raça humana a um estado de pecado e miséria (1).
Versículo para Memorizar: Rm 5.12, “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado
a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”.
16.1. Romanos 5.18, “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para
condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de
vida.”
Adão e Eva sofreram a corrupção de sua natureza, a qual lhes trouxe ao mesmo tempo morte natural, virtual,
espiritual e eterna.
A morte natural veio depois deste dia, mas tal morte era tão certa que Deus disse, “no dia que dela comeres,
certamente morrerá” (Gn 2.17b). Como resultado do pecado veio a morte natural sobre Adão (Gn 3.19; 5.5) e
sobre toda a sua posteridade (Rm 5.12-19; I Co 15.22; Jó 5.7). A Bíblia não conhece a morte a não ser onde o
pecado existe.
A morte virtual veio imediatamente no dia que comeram do fruto proibido. A lei de mortalidade veio sobre eles
no momento do pecar e as sementes da morte foram semeadas neles. Em conseqüência do pecado houve
sujeição à doença, enfermidade e dissolução.
A morte espiritual é pior do que a natural. A natural acontece quando o espírito sai do corpo, a espiritual quando
Deus sai do espírito. Na medida em que a alma vale mais do que o corpo, a morte espiritual é pior do que a
natural. A cessação de união, comunhão e confraternização com Deus é uma calamidade tão terrível que
‘morte’ é a descrição mais adequada. A vida da alma é a sua união com o bendito Deus; a morte da alma, não a
sua aniquilação, é a sua separação de Deus. A consumação da morte espiritual é morte eterna. (Pendleton, pg.
167).
A morte espiritual resultou numa natureza corrupta que espalhou-se universalmente a todos os homens (I Rs
8.46; Sl 14.1-3; Rm 3.10-18), e a todas as partes do homem, I Co 2.14; Tt 1.15; Gn 6.5; Ef 4.18; Rm 8.5-7 –
Boyce, pgs.242-245.
A morte eterna é afirmada pois a condenação não é removida sem prova de inocência, justificação jurídica, ou
perdão voluntário. A morte eterna é ainda afirmada pela corrupção ser removida exclusivamente por aquela
purificação que destrói a raiz do pecado e restaura a natureza santa que evidencia-se em disposição reta e
ações de obediência.
Versículo para Memorizar: Rm 5.12, “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado
a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”.
A morte eterna somente é eliminada por Cristo Jesus. A justificação declarada por Deus é possível unicamente
pela substituição de Jesus Cristo (II Co 5.7-17-21; Rm 3.21-26). A santificação completa da corrupção
pecaminosa no homem é restrita a lavagem do coração com o sangue de Jesus (II Ts 2.13,14; Tt 3.5-6; I Pe
1.18-23; Ap 1.5-6). Assim a vida eterna é outorgada ao pecador que se arrepende dos pecados e crê pela fé na
obra salvadora de Cristo – Boyce, pgs. 246-247.
Sem o perdão divino, no tempo apontado por Deus, os ímpios serão julgados e a sentença judicial anunciada.
Essa sentença de condenação é tão eterna quanto à bem-aventurança dos justificados por Cristo (Mt 25.46; ap
20.6, 11-15).
Versículo para Memorizar: Rm 5.12, “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado
a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”.

Pergunta 17 – Em que consiste a pecaminosidade do estado em que o homem caiu?


17. Pergunta. Em que consiste a pecaminosidade do estado em que o homem caiu?
Resposta. A pecaminosidade do estado em que o homem caiu consiste na culpa do primeiro pecado de Adão
(1), a falta de justiça-própria (2), e a corrupção da natureza toda, que é chamado comumente de pecado original
(3), juntamente com todas as transgressões que procedem dele (4).
Versículo para Memorizar: Mateus 15.19, “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes,
adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.”
Os Frutos do Pecado – O que é pecado e o que é que causou um preço a ser pago por ele pode ser melhor
entendido pela observação dos frutos podres dele. Jesus disse. pelos frutos conhecerá a árvore pois “não pode
a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons” (Mateus 7.16,18). Tiago pergunta. “Porventura
deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?” e também, “pode também a figueira
produzir azeitonas, ou a videira figos?” Na face da evidente clareza da lógica, Tiago resuma: “Assim tampouco
pode uma fonte dar água salgada e doce?”. (Tiago 3.11,12). Diante de tais verdades podemos examinar os
frutos podres e as obras vergonhosas do pecado e, com isso, entender melhor a sua natureza e o tipo de preço
que foi pago por ele. As obras do pecado estão listadas várias vezes pela Bíblia (Gálatas 5.19-21; Apocalipse
21.8, 27; 22.15) nos dando um entendimento da podridão do que é o pecado.
Aquele ser que foi feito pela própria mão de Deus na Sua própria imagem (Gênesis 1.27; 2.7), o superior de
tudo que achava na terra (Hebreus 2.7,8) é agora, pelo pecado, um adúltero e homicida (II Samuel 11.4,17;
12.4,7) e aquilo que acha uma alegria entregar o Filho Unigênito de Deus por dinheiro (Zacarias 11.12; Mateus
26.15). Foi o pecado que trouxe este ser glorioso a ser uma vergonha (Provérbios 14.34) e ter nenhum traço da
glória de Deus (Isaías 64.6; Romanos 3.23, “destituídos estão da glória de Deus”).
Aquele ser criado pela mão divina na imagem de Deus, que gozava da voz do SENHOR que passeava no
jardim pela viração do dia (Gênesis 3.8; Provérbios 8.31), por causa de um único pecado (Gênesis 3.6), tornou-
se um inimigo abominável contra Este mesmo benigno e poderoso Deus, chegando a negá-lO (Jó 21.14;
Salmos 10.4; 14.1; Provérbios 1.25; Romanos .21, 28) e se tornou impossibilitado em agradar Ele nem entender
a Sua palavra (Romanos 8.6-8; I Coríntios 2.14).
Aquela criação nobre em cujo coração foi escrita a lei de Deus (Romanos 2.14,15), agora, por causa do pecado,
vive diante de Deus sem lei (Oséias 8.12; Romanos 1.21, 28) fazendo somente o que se acha correto aos seus
próprios olhos (Deuteronômio 12.8; Juízes 17.6; Provérbios 21.2).
O homem que o digno Deus fez na Sua própria imagem (Gênesis 1.27) agora, pelo fruto podre do pecado,
resiste o Espírito Santo (Atos 7.51; Romanos 7.21-23; Gálatas 5.17), é contra a soberania de Deus (Romanos
9.18-20; Apocalipse 16.21) e resiste a mensagem de Cristo (Deuteronômio 32.15; Provérbios 1.25; Jeremias
32.33; Atos 7.54; 13.50) como resiste o próprio Cristo (Salmos 2.3; Mateus 27.20-26).
Versículo para Memorizar: Mateus 15.19, “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes,
adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.”
Foi por causa de pecado que o homem que Deus fez reto e bom se tornou a ser maldito e cheio de astúcias
(Gênesis 1.31; Eclesiastes 7.29). O homem, por ser criado por Deus, tem um dever de temer, honrar, obedecer
e dar glória a Deus (Eclesiastes 12.13; Apocalipse 4.11) mas, agora, por causa do pecado, é servo de Satanás
e da sua própria concupiscência (João 8.44; Romanos 6.16; II Timóteo 2.26).
Em vez de dar ao Criador toda a honra que lhe é devida, o homem pecador anda com atitude de auto-
suficiência (Gênesis 11.4; Daniel 4.30; I João 2.16, “soberba da vida”).
Uma conseqüência do pecado na criação de Deus feita para O dar glória é entendida pois agora essa criação
anda em completa estupidez, pois tal criação gloriosa de Deus ridiculariza a mensagem da salvação (I Coríntios
1.23) e de tudo o que é santo (I Pedro 4.4).
O efeito do pecado é visto em que aquilo que o Deus santo criou, mata os que eram santos (Atos 7.54; 9.1,2) e
menospreza as misericórdias e as benignidades divinas (Romanos 2.4).
O pecado trouxe o homem a desejar mais as trevas (João 3.19), a podridão e a imundícia (II Pedro 2.22, vômito
e espojadouro de lama) do que a gloriosa luz.
Foi o pecado que fez aquele que foi feito para gozar a presença de Deus com a vida eterna chegar a conhecer
a morte e a separação de Deus (Gênesis 2.17; 3.22,23; Romanos 6.23) e causou que este homem tornasse
uma afronta à santidade de Deus (Judas 14,15).
O significado do pecado é claramente entendido quando os efeitos do pecado são examinados. Estes efeitos
deploráveis do pecado não são reservados para alguns dos homens, mas são parte integralmente de todos os
homens no mundo todo (Romanos 3.23; 5.12). Se pelos frutos a árvore é conhecida, então pelas
conseqüências do pecado a sua natureza abominável é entendida.
Versículo para Memorizar: Mateus 15.19, “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes,
adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.”
17.1. A pecaminosidade do estado em que o homem caiu consiste na culpa do primeiro pecado de Adão (1), a
falta de justiça-própria (2), e a corrupção da natureza toda, que é chamado comumente de pecado original (3),
juntamente com todas as transgressões que procedem dele (4).
Romanos 5.19, “Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela
obediência de um muitos serão feitos justos.”
17.2. A pecaminosidade do estado em que o homem caiu consiste na culpa do primeiro pecado de Adão (1), a
falta de justiça-própria (2), e a corrupção da natureza toda, que é chamado comumente de pecado original (3),
juntamente com todas as transgressões que procedem dele (4).
Romanos 3.10, “Como está escrito: Não há um justo, nenhum sequer.”
17.3. A pecaminosidade do estado em que o homem caiu consiste na culpa do primeiro pecado de Adão (1), a
falta de justiça-própria (2), e a corrupção da natureza toda, que é chamado comumente de pecado original (3),
juntamente com todas as transgressões que procedem dele (4).
Efésios 2.1, “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados.”
17.4. A pecaminosidade do estado em que o homem caiu consiste na culpa do primeiro pecado de Adão (1), a
falta de justiça-própria (2), e a corrupção da natureza toda, que é chamado comumente de pecado original (3),
juntamente com todas as transgressões que procedem dele (4).
Mateus 15.19, “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos,
falsos testemunhos e blasfêmias.”
O pecado não merece tolerância, mas horror!
Se não conhecer o Salvador, saiba que a salvação do pecado não é através das obras do próprio pecador ou
de outro pecador. A salvação do pecado é restritamente por Aquele que Deus em amor deu, ou seja, o Seu
Unigênito Filho, Jesus Cristo. Se estiver oprimido pelo seu pecado, a mensagem da Bíblia é Vinde a Jesus (Jo
3.16; Mt 11.28-30; Ap 22.17)!
Se já conhece o Salvador e a graça que superabundou por Jesus Cristo onde o seu pecado abundou, não é
dúvida que se deseja ser agradável ao Senhor. Seja santo como é Santo aquele que te salvou. Quando pecar,
corra a Deus confessando os pecados, reivindicando o sangue de Cristo e procurando aquela graça para ser
feito ainda mais conforme a imagem de Cristo.

Pergunta 18 – Qual é a miséria desse estado em que o homem caiu?


18. Pergunta. Qual é a miséria desse estado em que o homem caiu?
Resposta. Toda a raça humana, pela queda, perdeu a comunhão com Deus (1), está sob Sua ira e maldição (2),
e assim sujeita a todas as misérias nesta vida, à própria morte e ao tormento do inferno para sempre (3).
Versículo para Memorizar. Jo 3.36, “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho
não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.
18.1. Toda a raça humana, pela queda, perdeu a comunhão com Deus (1), está sob Sua ira e maldição (2), e
assim sujeita a todas as misérias nesta vida, à própria morte e ao tormento do inferno para sempre (3).
Gênesis 3.8 e 24, “E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e
esconderam-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim. E havendo
lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao
redor, para guardar o caminho da árvore da vida.”
18.2. Toda a raça humana, pela queda, perdeu a comunhão com Deus (1), está sob Sua ira e maldição (2), e
assim sujeita a todas as misérias nesta vida, à própria morte e ao tormento do inferno para sempre (3).
Efésios 2.3, “Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a
vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.”
Gálatas 3.10, “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito.
Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.”
18.3. Toda a raça humana, pela queda, perdeu a comunhão com Deus (1), está sob Sua ira e maldição (2), e
assim sujeita a todas as misérias nesta vida, à própria morte e ao tormento do inferno para sempre (3).
Romanos 6.23, “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo
Jesus nosso Senhor.” Mateus 25.41, “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda. Apartai-vos de
mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.”
Versículo para Memorizar. Jo 3.36, “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho
não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.
O Fim do Pecado
O que é pecado e o que causou um preço a ser pago por ele pode ser entendido melhor pelo estudo do fim
terrível do pecado.
Aquilo que é contra a justiça e a santidade divina; aquilo que opera ativamente contra o onipotente Deus, pode
apenas provocar o antagonismo do justo e poderoso Deus (Ezequiel 18.24). É esse fim que o pecado gera. a ira
do eterno e santo Deus.
Aquele que é o amigo do mundo tornou-se automaticamente o inimigo de Deus (Tiago 4.4). É esse o fim do
pecado. a “inimizade contra Deus” (Romanos 8.6).
Aquele que resiste a justa autoridade de Deus será, sem misericórdia, reduzido a pó (Mateus 21.44; Lucas
20.18). Esse “pó” é nada mais do que uma afrontosa morte dos maus (Mateus 21.41).
Quando o pecado é consumado, a morte é gerada (Tiago 1.15). Não deve pegar ninguém de surpresa pois o
resultado, ou fim, do pecado é conhecido desde o começo (Gênesis 2.17, “no dia em que dela comeres,
certamente morrerás.”).
Depois disso, a lei avisou do perigo do pecado (Levítico 5.17, “E, se alguma pessoa pecar, e fizer, contra algum
dos mandamentos do SENHOR… será ela culpada, e levará a sua iniquidade;”; Tiago 2.10, “Porque qualquer
que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.”).
Os profetas repetiram o aviso (Isaías 3.10,11, “Ai do ímpio! Mal lhe irá; porque se lhe fará o que as suas mãos
fizeram.” ).
O Novo Testamento não deixou o povo menos avisado (Romanos 6.23, “Porque o salário do pecado é a morte”;
I Coríntios 15.56, “o aguilhão da morte é o pecado”).
Somente os que negam o que declara a Bíblia, a testemunha dada claramente pela natureza (Romanos
1.19,20) e da lei escrita no coração de todo homem (Romanos 2.14,15) estão em dúvida ainda hoje sobre o que
merece todo pecado.
“A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.20). O homem tem responsabilidade em agradar o seu criador, o
Supremo Deus, o infinito (Eclesiastes 12.13). O pecado é contra este Deus. Deus é o eterno e infinito ser
(Romanos 11.33-36).
Por ser contra tal Deus, a morte é mais do que uma cessação de existência. A morte, o fim do pecado, é uma
eterna e infinita separação de Deus. O primeiro pecado, praticado por Satanás, resultou em separação imediata
da benção de ser aceito na presença de Deus com alegria (Isaías 14.11-15; Ezequiel 28.17). Essa separação
continua até hoje e será para toda a eternidade. Quando o homem pecou pela primeira vez, ele foi lançado fora
do jardim onde gozava a presença contínua e abençoada de Deus (Gênesis 3.8, 23).
Versículo para Memorizar. Jo 3.36, “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho
não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.
A salvação pela substituição do culpado pelo inocente foi pregada quando Deus vestiu Adão e Eva com túnicas
de peles (Gn 3.21). Cristo é O Cordeiro de Deus, o Substituto inocente para os culpados (II Co 5.21; I Pe 3.18).
Deus manda que todo homem se arrependa e creia pela fé nEste Substituto, Jesus Cristo (At 17.30). “Porque
Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna”, Jo 3.16.
Quando a época da graça se finda, entendemos pelas Escrituras qual é o eterno fim do pecado. Para todo
pecador que não tem os pecados lavados pelo sangue de Cristo, o seu fim é. ser lançado fora da presença
misericordiosa de Deus no lago de fogo (Apocalipse 20.12-15). Estes nunca poderão entrar na cidade celestial
(Lucas 16.26; Apocalipse 21.27). Essa separação é uma separação da misericórdia e da benignidade de Deus,
que agora está no mundo (Romanos 2.4; Isaías 48.22, “Mas os ímpios não têm paz, diz o SENHOR.”).
Essa separação é de ter uma existência eterna conhecendo somente a ira eterna, a maldição e o juízo justo de
Deus. A eterna e infinita ira de Deus é “sobre toda a impiedade e injustiça dos homens (Romanos 1.18; Efésios
5.6). A eterna e infinita maldição de Deus é para “todo aquele que não permanecer em todas as coisas que
estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gálatas 3.10). O juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que
fazem a abominação do pecado (Romanos 2.1,2). Pelo fim terrível do pecado podemos entender o que é o
pecado e o que necessitou um preço a ser pago por ele.
Versículo para Memorizar. Jo 3.36, “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho
não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.
Pergunta 19 – Deus deixou a raça humana perecer no estado de pecado e miséria?
19. Pergunta. Deus deixou a raça humana perecer no estado de pecado e miséria?
Resposta. Deus tendo, de Seu prazer por toda a eternidade, eleito alguns para a vida eterna (1), fez um pacto
de graça, para livrá-los do estado de pecado e miséria e trazê-los ao estado da salvação através do Redentor
(2).
Versículo para Memorizar: II Tessalonicenses 2.13. “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos
amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para salvação, em santificação do Espírito, e fé
da verdade.”
A vontade soberana de Deus é revelada nas Escrituras Sagradas em certos termos. O termo que estipula a
ação da eterna vontade de Deus em determinar quem entre todos virão ser salvos é eleição. Como
entenderemos pelo estudo, a eleição de Deus é puramente uma terminologia bíblica sem ser uma invenção de
nenhum teólogo humano.
O Significado das Palavras Bíblicas. ‘eleito’ e ‘escolha’ – Convém um entendimento da terminologia que Deus
usa pela Bíblia no tratamento desta doutrina. Existe a palavra ‘eleito’ tanto no Velho Testamento (# 972, 4 vezes
somente: Isa 42.1; 45.4; 65.9,22) e no Novo Testamento (# 1588 com raiz em #1586, 27 vezes junto com as
suas variações: eleição, elegido). Não obstante onde a palavra ‘eleito’ é usada, tanto no Velho Testamento
quanto no Novo Testamento, a palavra ‘eleito’ significa a mesma coisa: escolhido, um preferido, elegido – por
Deus (Strong’s, Online Bible). As vezes, essa palavra hebraica traduzida na maioria dos casos por ‘eleito’ em
português é também traduzida, em português, umas quatro vezes, por ‘escolhido’ (I Crôn 16.13; Sal 89.3; 105.6;
106.23). A palavra em grego traduzida por ‘eleito’ no Novo Testamento (#1588, 27 vezes) é também traduzida
‘escolhido’, com a suas variações, não menos que trinta vezes (#1586, Mat. 20.16; Mar 13.20, “eleitos que
escolheu”; João 13.18; I Cor 1.27; Efés. 1.4, etc.). Somente por um olhar ao significado desta palavra ‘eleito’,
como ela é usada pelas Escrituras Sagradas, podemos entender que a eleição é uma escolha, uma escolha
feita por Deus. A palavra ‘eleito’ em português significa como adjetivo: 1. Escolhido, preferido. Como substantivo
significa: Indivíduo eleito (Dicionário Aurélio Eletrônico). A própria palavra ‘eleição’ significa em português: 1. Ato
de eleger; escolha, opção (Dicionário Aurélio Eletrônico). Como é claro pelo estudo das palavras usadas
biblicamente para explicar a determinação de Deus, tanto em Hebraica, em grego ou em português a palavra
‘eleito’ e ‘escolha’, junto com a suas variações, significam a mesma coisa, ou seja, uma escolha de preferência.
Versículo para Memorizar: II Tessalonicenses 2.13. “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos
amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para salvação, em santificação do Espírito, e fé
da verdade.”
19.1a. Deus tendo, de Seu prazer por toda a eternidade, eleito alguns para a vida eterna (1), fez um pacto de
graça, para livrá-los do estado de pecado e miséria e trazê-los ao estado da salvação através do Redentor (2).
Deuteronômio 7.7-9, “O SENHOR não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era
mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos; Mas, porque
o SENHOR vos amava, e para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão
forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito. Saberás, pois, que o SENHOR teu
Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e
guardam os seus mandamentos.”
Deuteronômio 10.15 Tão somente o SENHOR se agradou de teus pais para os amar; e a vós, descendência
deles, escolheu, depois deles, de todos os povos como neste dia se vê.
Efésios 1.4, 5, “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e
irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo,
segundo o beneplácito de sua vontade,”
II Timóteo 1.9, “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas
segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos;”
A eleição: Origina-se com Deus – É claramente estipulada biblicamente que a eleição origina-se com Deus. Os
que crêem em Cristo são feitos filhos de Deus e salvos mas não são feitos eleitos pela fé. Este nascimento não
é, como origem, do sangue ou da carne (do homem), mas de Deus (João 1.12,13; Rom. 9.16), quem é Espírito
(João 4.24). Estes que querem vir a Deus e crer em Cristo, vem à verdade e crêem por serem dados a Cristo
pelo Pai em primeira instância antes da existência do homem (João 6.37; Efés. 1.4). Pelo fato de serem dados a
Cristo pelo Pai temos uma prova clara que existia a determinação primeiramente e essa determinação de Deus
é a origem de qualquer ação positiva feita pelo homem para com Deus. Essa determinação não foi do homem
mas de Deus (João 6.37). Pela eleição ser motivada primeiramente por Deus, Cristo pôde declarar: Não me
escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós (João 15.16; I João 4.19). Realmente, se marcássemos
através da Bíblia cada um dos casos que Deus age soberanamente com o homem, cada uma das declarações
que determinam que a eleição e os seus frutos são de Deus e cada ilustração, parábola, etc. que mostra que a
eleição é a operação usual de Deus, entenderemos que quase todos os livros da Bíblia atestam que a eleição é
de Deus pela Sua graça.
Considerando os fatos já estudados, o homem não pôde ajudar a Deus nessa escolha pois, o homem, é
incapaz de fazer qualquer coisa boa e realmente apenas maquinava pensamentos maus continuamente (Gên.
6.5; Jer 17.9; 13.23; Rom. 3.23). Pela razão da eleição vir primeiramente de Deus, os cristãos têm forte razão
de adorar e louvar a Deus eternamente. É isto que o Apóstolo Paulo enfatiza na sua carta aos Efésios (Efés.
1.3, 4).
19.1b Deus tendo, de Seu prazer por toda a eternidade, eleito alguns para a vida eterna (1), fez um pacto de
graça, para livrá-los do estado de pecado e miséria e trazê-los ao estado da salvação através do Redentor (2).
Jeremias 31.33, “Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso
com benignidade te atraí”.
Salmos 103.17 “Mas a misericórdia do SENHOR é desde a eternidade e até a eternidade sobre aqueles que o
temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos;”
Efésios 1.4 Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e
irrepreensíveis diante dele em amor;
II Tessalonicenses 2.13 Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos
ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; 2.14 Para o
que pelo nosso evangelho vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
II Timóteo 1.9 Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo
o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos;
Versículo para Memorizar: II Tessalonicenses 2:13. “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos
amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para salvação, em santificação do Espírito, e fé
da verdade.”
19.1c Deus tendo, de Seu prazer por toda a eternidade, eleito alguns para a vida eterna (1), fez um pacto de
graça, para livrá-los do estado de pecado e miséria e trazê-los ao estado da salvação através do Redentor (2).
A eleição é: Pessoal e individual – A escolha de Deus também é descrita biblicamente como sendo pessoal e
individual (Rom. 9.15). Quando dizemos que a natureza da escolha de Deus é pessoal queremos dar a
entender que a eleição de Deus foi por pessoas individualmente conhecidas por Ele antes da fundação do
mundo (Efés. 1.4). A eleição para salvação é para indivíduos e não pelas ações destes indivíduos. Esse fato
podemos entender pelos próprios pronomes usados concernentes à eleição. Pela Bíblia encontramos pessoas
chamadas segundo o propósito de Deus (Rom. 8.28). Essas mesmas pessoas, e não as suas ações, são dadas
como sendo dantes conhecidas e predestinadas por Deus (Rom. 8.29). Em Romanos 9.10-16 temos até o nome
citado de um homem que Deus escolheu antes deste ter nascido ou de fazer bem ou mal, mas, “para que o
propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme”. Falando de Israel, como uma nação, Deus confortava o
Seu povo firmando que Ele amava eles com um amor eterno. Foi pelo amor eterno, e não por uma ação futura
deste povo, que motivou Ele “com benignidade” de os atrair (Jer 31.3). É pela ordenação de Deus que os salvos
chegam a crer (Atos 13.48) e não vice-versa, ou seja, não foram ordenados à salvação por terem crido. A
ordenação divina foi primeiro. A fé salvadora veio depois e por causa da ordenação. Por isso podemos enfatizar
que os salvos são pessoalmente e individualmente conhecidos por Deus, em uma maneira especial de todos
que foram criados por Ele, antes da fundação do mundo (Efés. 1.4; Tito 1.2). Paulo, em carta aos
Tessalonicenses, diz que a eleição pessoal e eterna é motivo dos salvos darem graças a Deus (II Tess 2.13,
“Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o
princípio para a salvação …”). Pela eleição pessoal e individual ser um motivo de gratidão por alguns podemos
entender que a eleição é pela graça, e, assim sendo, não é, de maneira nenhuma, um direito dos pecadores
nem uma obrigação na parte de Deus.
Mesmo que a eleição pessoal é estipulada pelas Escrituras Sagradas, ela pode parecer estranha a nossa
concepção das coisas pela nossa mente finita. Mesmo assim, devemos crer nessa doutrina da mesma forma
que Deus a explicou: “compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver
misericórdia” (Rom. 9.15). Se a aceitação dessa verdade necessita uma fé maior em Deus, nisso Deus é
agradado (Heb 11.6) e adorado como convém (João 4.23, 24).
A eleição é: Particular e preferencial – A escolha de Deus, por ser pessoal e individual, pode ser determinada
também como sendo particular e preferencial. Isso quer dizer que entre todos os condenados, Deus, em amor,
particularmente escolheu alguns para receber as bênçãos da salvação. Podemos entender essa particularidade
examinando alguns casos de escolha que Deus fez e quais são relatados pela Bíblia nos dando uma prova
divina e segura que a eleição particular e preferencial é bíblica:
Antes do dilúvio, a maldade multiplicara ao ponto que toda a imaginação dos pensamentos dos
homens era só má continuamente. Todavia, um destes homens achou graça nos olhos de Deus.
Lembramo-nos que este homem não merecia este favor de Deus, ou melhor, que ele era igual aos
homens corruptos. Se este agraciado merecia o favor que Deus mostrou, não séria mais graça da parte
de Deus e sim uma obrigação (Rom. 11.6). Mas, entre todos os corruptos, uma escolha diferenciada foi
feita para transformar este homem, Noé, e a sua família, em vasos de benção (Gên. 6.5-8).
Entre os três filhos de Noé, o Sem foi escolhido para ser na linhagem de Cristo (Gên. 9.26; Luc 3.36)
e não o filho Jafé que era o mais velho. Porque esta distinção foi feita?
Abraão foi escolhido em vez de Naor ou Harã para ser o pai das nações (Gên. 11.26-12.9). Será que
Abraão merecia essa preferência? Não, Abraão, junto com os da sua família, servia outros deuses
(Josué 24.2) fazendo ele tão abominável quanto os demais. Todavia, uma distinção foi feita e foi Deus
quem fez. Entre todos os povos, entre quais ninguém merecia tal atenção de Deus, um teve a
preferência de Deus (Deut. 7.6).
Jacó, o enganador, foi escolhido a conhecer o arrependimento em vez do seu irmão Esaú que não
era um enganador (Heb 12.16,17; Rom. 9.10-16). Se fosse nós escolhendo, e especialmente se
soubéssemos o futuro, não escolheríamos dar benção nenhuma a um homem enganador quanto Jacó.
Todavia, o Jacó foi escolhido pela eleição, antes mesmo de ter nascido e feito bem ou mal (Sal 135.4).
Efraim foi colocado adiante de Manassés mesmo que não tinha direito (Gên. 48.17-20). Porque essa
diferenciação foi feita?
José, o 11o filho, recebeu uma porção dupla na benção (Gên. 48.22). Porque não foi o filho mais
velho que recebera tal benção? Que foi uma preferência é claro.
O patriarca Moisés (Êx. 2.1-10), o salmista Davi (I Sam 16.6-12), o desobediente Jonas (Jonas 1.3)
e outros também podiam ser citados como os com qual Deus fez uma escolha particular e preferencial
entre outros de igual caráter e situação de vida.
A escolha preferencial poderia ser entendida até pela consideração dos que não foram escolhidas
desde a fundação do mundo “cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do
mundo” (Apoc 17.8).
Há uma razão, menos que a preferência ou discriminação de Deus, que causou o Evangelho de
Cristo de ir eventualmente para Europa em vez de ir para Ásia (Atos 16.6-10)? Porventura os de Europa
tinham naturalmente mais fé do que os da Ásia?
Alguns dos anjos, de todos os que foram criados, foram elegidos para não cair (I Tim 5.21; Judas 6).
Porque essa discriminação?
Existe salvação para o homem pecador mas não para os anjos que caíram. O homem é um ser
menor do que os anjos (Heb 2.6,7), e sendo assim, logicamente teria menos preferência. Mas, é
evidente que uma distinção foi feita soberanamente entre todos os seres criados que pecaram e ela foi
feita para o bem do homem.
Como temos examinados pelos casos citados, essa distinção é puramente pela determinação divina e não pelo
valor que qualquer um dos escolhidos tinham, ou teriam. Nenhum dos homens, naturalmente, tinha
entendimento ou buscaram a Deus primeiramente (Sal 14.2,3). A escolha particular de uns sobre outros, entre
os quais nenhum merecia uma discriminação favorável, revela que a eleição é particular, preferencial e
graciosa. Pode ser que seja difícil para a mente humana entender por completo esse fato, mas a dificuldade
para o homem o entender não determina que o fato seja menos um característico de Deus ou uma verdade
menos revelada pela Palavra de Deus. Não seriamos os primeiros que duvidaram da retidão dessa escolha de
Deus (I Sam 16.6,7). Somente devemos ter o cuidado de não julgar Deus de injustiça (Rom. 9.14). Finalmente,
é necessário que a lógica do homem submeta-se à soberania de Deus e deixa ele fazer o que Ele quer com o
que é dEle (Mat. 20.15, 16).
Versículo para Memorizar: II Tessalonicenses 2.13. “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos
amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para salvação, em santificação do Espírito, e fé
da verdade.”
19.2. Deus tendo, de Seu prazer por toda a eternidade, eleito alguns para a vida eterna (1), fez um pacto de
graça, para livrá-los do estado de pecado e miséria e trazê-los ao estado da salvação através do Redentor (2).
Romanos 5.21. “Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a
vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.”
A eleição é: Graciosa – A natureza da eleição que Deus faz é também descrita biblicamente como sendo
graciosa. A definição da palavra graça em português é: 1. Favor dispensado ou recebido; mercê, benefício,
dádiva. 2. Benevolência, estima, boa vontade (Dicionário Aurélio Eletrônico). Em grego, a palavra ‘graça’
significa: a influência divina no coração e a sua evidência na vida (#5485, Strongs). Não é novidade que os
‘evangélicos’ crêem que a salvação é pela graça. Muitas pessoas que freqüentam Igrejas ‘evangélicas’ podem
citar Efésios 2.8,9 que diz: “Porque pela graça sois salvos, por meio de fé, e isto não vem de vós, é dom de
Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Todavia, é novidade para muitos que a própria eleição
para a salvação, aquela ação de Deus que precede a própria escolha do homem no processo de salvação,
também é pela graça. Muitas pensam que Deus foi influenciado na sua escolha por algo que o homem fez, faz
ou faria. A verdade é que a eleição para a salvação não é baseada em nenhuma obra boa prevista do homem
(pois no homem não habita bem algum, Rom. 7.18; Sal 14.1,2; Rom 3.23). A escolha de Deus do pecador para
a salvação é somente pelo favor desmerecido e imerecido de Deus. Deus olhou pelos séculos sobre todos os
condenados, e, em amor e graça, entre todos que não procuravam Ele, colocou a sua influência divina em
alguns (João 15.16; I João 4.19, “Nós O amamos a Ele porque Ele nos amou primeiro.”) Deus não viu nada
naturalmente mais atrativo ou bom nos que Ele escolheu do que nos que Ele não escolheu. Verificando o
testemunho dos salvos pela Bíblia, ninguém louva a sua própria fé, sua decisão inicial para Cristo, sua oração
eficaz, sua intenção espiritual ou outra obra humana ou espiritual. O testemunho bíblico diz como Paulo, “Mas
pela graça sou o que sou” (I Cor 15.10). Se a eleição fosse baseada na mínima ação que o homem fez, faz ou
faria, a eleição não podia ser determinada uma “eleição da graça” (Rom. 11.5) mas uma eleição “segundo a
dívida” (Rom. 4.4).
A eleição é: Incondicional – A natureza dessa escolha é descrita pela Bíblia também como sendo incondicional.
Isso não quer dizer que a salvação não tem condições, pois as tem (e todas elas são preenchidas pelo sangue
de Cristo, Efés. 2.13; I Pedro 1.19,20), mas, não estamos tratando agora o preço pago na salvação, mas da
escolha que Deus fez para a salvação. Dizendo que a eleição é incondicional queremos dar a entender que
aquela escolha que Deus fez antes da fundação do mundo (Efés. 1.4), não foi baseada em algo que existia
anterior ou poderia existir posteriormente no homem. Isto é, não há nada que originou-se no homem que
poderia ser interpretada como sendo uma condição que induziu Deus primeiramente o preferir. A condição da
eleição não foi um conhecimento divino que o homem aceitaria a salvação se ela fosse apresentada a ele.
Lembramo-nos do nosso estudo anterior sobre a condição dos necessitados da salvação, que, no homem, não
existe nenhuma coisa boa (Rom. 7.18, “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem
algum”; Jer 7.19; 13.23), e, não habitando nada boa nele, há nada para atrair a atenção salvadora de Deus a
ele nem algo que dava-lhe uma predisposição a escolher o que era bom (Jer 13.23). A condição da escolha
primária não foi do homem, mas, Deus escolheu o homem “para a si mesmo, segundo o beneplácito de sua
vontade” (Efés. 1.5,9,11). A condição da determinação primária de Deus foi pelo querer de Deus e não por
nenhuma justiça real ou provável que o homem poderia ter, intentar ou desenvolver (Isa 64.6, são “todas as
nossas justiças como trapo da imundícia”). Se o homem tivesse qualquer condição favorável que o destacasse
diante do favor de Deus, aquela condição faria Deus a ser obrigado a conceder-lhe a salvação. Isso faria a
salvação a ser pelas obras ou pelas condições humanas e não segundo a graça; o beneplácito da vontade
divina. A eleição, tanto quanto a salvação, é puramente pela graça: um favor divino desmerecido e imerecido
pelo homem (Rom. 11.5,6; Efés. 2.8,9). Foi uma escolha puramente divina e graciosa em salvar um homem que
não tinha nenhuma condição boa para apresentar diante de Deus como um mínimo mérito qualquer. Deus
preferiu um pecador particular para receber a Sua graça somente porque quis (Rom. 9.15,16, “Compadecer-me-
ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia”). Somente entendendo tudo
sobre a vontade de Deus, algo que não podemos nunca atingir, entenderemos por completa por que Deus
escolheria um homem tão depravado que não possuía nenhuma capacidade, e, portanto, nenhuma condição,
para atrair-lhe a Deus. Mas, de fato, conforme a Bíblia, é isto que Deus fez. A escolha de Deus de Israel revela
essa atitude (Deut. 7.7) e a escolha de Deus para a salvação é da mesma natureza (João 1.12,13; Rom. 3.18-
23; 9.15,16). Devemos resumir esta parte da natureza de eleição como Jesus resumiu-a: Sim, ó Pai, porque
assim te aprouve (Mat. 11.26).
A eleição é: Justa – A natureza da eleição que Deus faz é descrita biblicamente como sendo justa. O apóstolo
Paulo declarou, pela inspiração divina, que a eleição não é injusta (Rom. 9.14). A eleição é entendida como
sendo justa em que Deus não deve nenhuma ação positiva ao homem nenhum. Uns querem dar o entender que
Deus, no mínimo, deve uma ‘chance’ para todos os homens. Todavia, quando considera a condição terrível do
homem pecador, uma ‘chance’ não é que o homem pecador precisa. Ele precisa uma ação positiva,
regeneradora e graciosa na parte de Deus para ser salvo. Uma ‘chance’, sem a plena capacidade em conjunto,
em nada ajudaria os que são mortos em pecados. É pela eleição, sem nenhuma obrigação pesando sobre Deus
para que Ele escolhesse quem Ele quer influenciar com a Sua operação regeneradora. Deus dá vida (não uma
‘chance’). A salvação vem pelos meios divinos para com estes que Ele escolheu para que tenham a salvação. E
quem está reclamando disso (Rom. 9.19)? Deve ser considerado também que Deus tem direito e não uma
obrigação para com os homens. Deus é o Criador, o homem é a criatura (Gên. 1.27; 2.7). Deus é tido como o
oleiro e o homem como o barro (Rom. 9.21-24). Se Deus usa o Seu direito de fazer o que Ele quer segundo o
beneplácito da sua boa vontade, e escolhe alguns para conhecer as riquezas da Sua gloria, entre todos que
somente mereciam a Sua ira, quem podia achar injustiça nisso?
O efeito do preço pago – II Co 5.21, “para que Nele fossemos feitos a justiça de Deus” – Os por quem Cristo
pagou o preço dos pecados são verdadeiramente feitos a “justiça de Deus” (II Cor. 5.21). Como Cristo foi feito
igual aos seus “irmãos” (Heb. 2.17) os “Seus” são feitos membros do “seu corpo, da Sua carne, e dos Seus
ossos” (Efés. 5.30). Deus é satisfeito pelo trabalho da alma de Cristo (Isaías 53.11). Sendo “por nós” quem
Cristo trabalhou e ainda intercede (Rom. 8.33,34), estes mesmos serão todos junto com Cristo à direita de
Deus. Não há nenhum elegido, por quem Cristo morreu, que não se apresentará justo diante de Deus um dia.
Os que são chamados (Rom. 8.28,29) são os mesmo que são perdoados (Sal 85.2-10; Isaías 1.18),
reconciliados (II Cor. 5.20), sarados (I Pedro 2.24; Isaías 53.4-7, 11), lavados (Apoc. 1.5; I Pedro 1.18,19) e
regenerados (Tito 3.5). Pelo poder de Deus estes são desejosos a virem a Cristo (Sal 110.3) e serão feitos vivos
(I João 5.12; Efés. 2.1; João 5.24) e justificados (Isaías 53.11; Rom. 3.24-26; 8.1; 10.4; Fil. 3.9) quando vem a
Cristo. Todo o que o Pai tem dado a Cristo, virá a Cristo eventualmente (João 6.3, 39, 45) e serão estabelecidos
(II Tim. 1.7), conservados (Judas 1, 24, 25; João 10.27,28), feitos aceitável a Deus (Efés. 1.6) protegidos (I João
2.1) e, sem a menor dúvida, glorificados (João 6.44; 17.2; Rom. 8.30). A certeza disso é tão firme quanto a
vontade de Deus (João 6.38; Sal 115.3; 135.6). Não há limitação nenhuma para a vontade de Deus (Daniel
4.35). Os que eram longe, estão agora perto (Efés. 2.13; Heb. 7.25); os que eram filhos da ira praticando todo e
qualquer pecado, são agora, em Cristo, feitos filhos de Deus (Efés. 2.2; I João 3.2; Rom. 8.14,15); os que eram
inimigos agora são embaixadores da verdade (Rom. 8.6-8; II Cor. 5.20) pela obra de Cristo. O que tem
acontecido no passado com os “em Cristo” continuará a acontecer para os “seus” que ainda não nasceram pois
“todo o que o Pai” tem dado a Cristo “virá a Mim” (João 6.37, 39; 17.2; Mat. 24.24).
Que Deus tenha misericórdia dos Seus em trazer todos os Seus elegidos à salvação por Cristo (II Tess. 2.13). É
o nosso desejo e oração que estes mesmos creiam e sejam trazidos a tais posições de benção espiritual em
lugares celestiais por Cristo. Também é o nosso desejo que todos estes salvos vivam em todo o santo trato e
piedade diante de um mundo em trevas por ter tal salvação (II Tim. 2.19).
Versículo para Memorizar: II Tessalonicenses 2:13. “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos
amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para salvação, em santificação do Espírito, e fé
da verdade.”

Pergunta 20 – Quem é o redentor dos eleitos de Deus?


20. Pergunta. Quem é o Redentor dos eleitos de Deus?
Resposta. O único Redentor dos eleitos de Deus é o Senhor Jesus Cristo (1), que sendo o Filho eterno de
Deus, se tornou homem (2), sendo e continuando a ser Deus e Homem, com duas naturezas distintas e uma
pessoa para sempre (3).
Versículo para Memorização: I Timóteo 2:5, “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os
homens, Jesus Cristo homem.”
20.1. O único Redentor dos eleitos de Deus é o Senhor Jesus Cristo (1), que sendo o Filho eterno de Deus, se
tornou homem (2), sendo e continuando a ser Deus e Homem, com duas naturezas distintas e uma pessoa para
sempre (3).
O propósito de Cristo nascer e viver no mundo era exatamente “remir os que estavam debaixo da lei, a fim de
recebermos a adoção de filhos” (Gl 4:4, 5).
O pecador que confia em Cristo tem esperança de nunca mais precisar temer ser julgado pelos seus pecados.
A promessa da Palavra de Deus é que “quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida
eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” (Jo 5.24). Deus Pai planejou essa
salvação (Ef 1.3-5), Deus Filho, Jesus Cristo, é o Salvador dos pecadores (Ef 1:6,7), e Deus Espírito Santo sela
os que crêem (Ef 1.13). O Espírito Santo é “o penhor da nossa herança” (Ef 1.14). Portanto toda a esperança
está no poder de Deus.
Mesmo que o crente tem problemas de pecado na carne (Rm 7.18) ele não precisa temer problemas pelo
julgamento destes pecados num futuro dia. Cristo já aniquilou o pecado pelo sacrifício de Si mesmo (Hb 9.26),
morrendo pelos pecados (Rm 5.6,8; 9.22) e Deus é completamente satisfeito com Este supremo sacrifício (Is
53.11).
A ida nossa para o céu é tão certa que Cristo nos prepara um lugar e está ainda preparando tal lugar. A beleza
dessa verdade é que um dia estaremos onde Ele está agora, pois Ele prometeu vir outra vez para nós estarmos
juntos com Ele (Jo 14.1-6; I Co 15.51-58) e “assim estaremos sempre com o Senhor” (I Ts 4.17).
Por causa do pecado do homem, ele é separado de Deus e precisa um Redentor.
O pacto da graça é o meio pelo qual essa separação é tirada
Esse pacto de graça inclui os eleitos (os que o Pai deu a Cristo, Jo 6.37, 39; 10.29; 17.12) sendo salvos por
Jesus Cristo.
A Palavra de Deus manifesta somente uma pessoa como Salvador: Jesus Cristo.
Somente Cristo tem as qualificações de ser o único Redentor – Jo 1.18; Hb 1.3-9; I Pe 1.19,20
A Obra de Jesus Cristo foi buscar e salvar o que havia perdido (Lc 19.10):
João 18.37, “Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso
nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a
minha voz”
Lucas 15.4-7, “Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as
noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la? E achando-a, a põe sobre os seus ombros,
gostoso; E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei
a minha ovelha perdida. Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do
que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.”
Mateus 1.21, “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus
pecados.”
Mateus 15.24, “E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.”
Romanos 5.6, “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.”
I Timóteo 1.13-16, “A mim, que dantes fui blasfemo, e perseguidor, e injurioso; mas alcancei misericórdia,
porque o fiz ignorantemente, na incredulidade. E a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e amor que
há em Jesus Cristo. Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para
salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. Mas por isso alcancei misericórdia, para que em mim, que
sou o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a sua longanimidade, para exemplo dos que haviam de crer nele
para a vida eterna.”
Hebreus 7.25, “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre
para interceder por eles”.
I João 4.9, “Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo,
para que por ele vivamos”.
Versículo para Memorização: I Timóteo 2:5, “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os
homens, Jesus Cristo homem.”
20.2. O único Redentor dos eleitos de Deus é o Senhor Jesus Cristo (1), que sendo o Filho eterno de Deus, se
tornou homem (2), sendo e continuando a ser Deus e Homem, com duas naturezas distintas e uma pessoa para
sempre (3).
João 1.14, “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai,
cheio de graça e de verdade.”
Gálatas 4.4, “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,”
Sendo feito homem equipou-o a fim de ser o Redentor para o homem pecador
Responderemos melhor na próxima lição deste catecismo, na pergunta 21.
Versículo para Memorização: I Timóteo 2:5, “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os
homens, Jesus Cristo homem.”
20.3. O único Redentor dos eleitos de Deus é o Senhor Jesus Cristo (1), que sendo o Filho eterno de Deus, se
tornou homem (2), sendo e continuando a ser Deus e Homem, com duas naturezas distintas e uma pessoa para
sempre (3).
Colossenses 2.9, “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.”
Jesus Cristo foi feito homem (Hb 2.16; Rm 5.19) para representar o homem (I Co 15.22, 45), sob a lei (Gl 4.4) e
para sofrer tudo que o homem sofreu mas sem pecado (Mt 8.17; Lc 22.28; Hb 2.17, 18; 4.15) e para morrer pelo
pecado, sendo assim a expiação cabal (I Pe 3.18; Hb 9.22) para o agrado perfeito do Santo Pai (Fp 2.8-11; Is
53.10,11).
Jesus Cristo, sendo Deus podia levar nossos pecados e enfermidades (Is 53.4), agüentar a espada divina
contra Ele (Zc 13.7), Si ressurgir dos mortos (Jo 13.18), para ser o Redentor de todos que confiam nEle e ainda
advogar por estes enquanto existem no mundo (I Jo 2.1; Rm 8.34).
Grandioso Salvador temos em Jesus Cristo!
Versículo para Memorização: I Timóteo 2:5, “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os
homens, Jesus Cristo homem.”

Pergunta 21 – Como Cristo, sendo o filho de Deus, se tornou homem?


21. Pergunta. Como Cristo, sendo o Filho de Deus, se tornou homem?
Resposta. Cristo, o Filho de Deus, se tornou homem ao receber um corpo real,
21.1. Hebreus 2:14. “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das
mesmas coisas.” – Isaías 9:6; Filipenses. 2:6-8; Colossenses 2:9; Hebreus 2:9;
Cristo se tornou homem sem qualquer mudança na Sua natureza divina. Ele tornou um corpo real não pela
cessação daquilo que Ele era antes, mas por tornar algo que Ele não era. Tomando um corpo real Cristo tomou
a nossa natureza como a Sua, e com esse corpo e com essa natureza humana “habitou entre nós” – John
Owen, Christology. João 1:14; I João 1:1-3.
Como Deus pode se habitar num corpo, e este corpo humano é um mistério grande – I Timóteo 3:16, “E, sem
dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne…”. Mas é uma realidade
testemunhada – João 1:14
Se Cristo tornou homem, é prova que Ele existiu antes da Sua encarnação – Gill
Antes que A PALAVRA tivesse encarnado e habitado entre nós como Jesus o homem, Ele era na forma de
Deus, estava com Deus, era igual a Deus, era Deus – Bob Allgood. Jo 1.1; I Jo. 1.2-3.
Ao receber um corpo real Cristo é igual aos filhos: na possessão de um verdadeiro corpo (Hebreus 10:5),
tocável (I João 1:1) e mutável (Lucas 2:40, 52) , sujeito à morte e à doença, com uma natureza humana que
podia ser tentada; não é igual aos filhos dele pois Cristo ficou sem pecado na tentação (Hebreus 4:15) e era
perfeitamente obediente em tudo que o Pai O Lhe deu a fazer (João 17:4) – Gill.
O Seu nome de NASCIMENTO, predeterminado por Deus Seu Pai e anunciado pelo anjo Gabriel, foi JESUS
(Jeová é o Salvador). “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos
seus pecados” (Mateus 1:21). Seu nome é Jesus, mas Seu título é CRISTO que significa O Ungido ou Messias
(João 1:41)– Bob Allgood.
Tomando um corpo real, Cristo manifestou atributos de um ser criado (crescimento corporal – Lucas 2:40, 52;
fome – Mateus 4:2; sede – João 4:7; 19:28; canseira – João 4:6; padecimento – I Pedro 2:28; morte – João
19:30). A humildade é um desses atributos pois a humildade não é atributo propriamente do Pai nem do Espírito
Santo pois é um atitude de pequenez comparável diante de Deus. Todavia, a humildade é um atributo do Filho
(Mateus 11:29; 12:20; João 13:4,5; Filipenses 2:7, 8). Meiguice é um outro característica de Jesus Cristo como
homem (Mateus 11:29; 21:4,5; Lucas 23:14; I Pedro 2:20-23). Reverência ao Deus Pai é atributo de Cristo como
homem (pôs-se de joelhos para orar ao Pai – Lucas 22:41; suplicou ao Pai com títulos de reverência – João
17:11). Jonathan Edwards, The Excellency of Christ.
Assumindo um corpo e natureza humana Cristo tomou as características humanas como dEle próprio. Foram
intimamente parte dEle, sustentados por Ele (“resgatou com Seu próprio sangue”, Atos 20:28). John Owen,
Christology. “a minha vida a dou”, João 10:17,18; “meu corpo”, Mateus 26:26; “meu sangue”, Mateus 26:28; “a
minha alma”, Mateus 26:38; “Seu corpo … Suas feridas”, I Pedro 2:24.
Tornando homem foi obra da trindade divina: O Pai – Romanos 8:3; Gálatas 4:4; Hebreus 10:5,6; O Espírito
Santo – Lucas 1:35; e O Filho – Hebreus 2:14, “Ele participou …”; Filipenses 2:7, “Mas esvaziou-se a Si mesmo,
tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;”
Portanto: II Coríntios 5:21, “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos
feitos justiça de Deus”.
21.2. e alma racional
Considerando que o Velho Testamento trata da alma como a parte imaterial, mas consciente, do homem
(Gênesis 35:18; I Reis 17:21,22) e considerando que o Novo Testamento trata da alma como sendo a parte
espiritual do homem (I Tessalonicenses 5:23; Ef. 2.1,2) – David Cloud – podemos apreciar a frase alma racional
como significando o centro das emoções e pensamentos de uma pessoa. Cristo sendo feito homem Ele também
tem emoções e racionalidade, uma alma racional, como nós. Hebreus 4:15, “Porque não temos um sumo
sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado,
mas sem pecado.”
Cristo tendo uma alma racional revela o quanto Cristo se tornou homem. Mateus 26:38, “Então lhes disse: A
minha alma está cheia de tristeza até à morte.” Essa mesma expressão é usada para descrever as emoções de
Sansão (Juízes 16:16, “E sucedeu que, importunando-o ela todos os dias com as suas palavras, e molestando-
o, a sua alma se angustiou até a morte.”)
Cristo tem uma alma racional evidentemente pois manifestou compaixão, alegria, angústia, amor na Sua pessoa
para com as outras.
Cristo tem uma alma racional no sentido que Ele tem pensamentos tanto quanto emoções. Hebreus 12:2,
“Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz,
desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus”.
Cristo não foi um ser somente emocional mas um ser racional com emoções. Quando a Sua alma angustiou-se
de tristeza até à morte, tal emoção forte foi em consequência de pensar em tudo que necessitava de passar
para ser O Salvador dos pecadores arrependidos e crentes nEle (Hb. 12.2).
21.3. sendo concebido pelo poder do Espírito Santo na virgem Maria, e nascendo dela
Profetizado:
Gênesis 3:15, “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a
cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”
Isaías 7:14, “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e
chamará o seu nome Emanuel.”
Isaías 9:6, “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se
chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”
Cumprimento da Profecia:
Lucas 1:31,35. “E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhes-ás o nome de Jesus.
Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.”
Mateus 1:18-25, v.18, “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com
José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.” V. 20, “E, projetando ele isto, eis que
em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua
mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;”
João 8:42, “Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim
de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.”
I Cor 15:47, “O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.”
Como Cristo não continuou um menino mas cresceu (Lucas 2:40, 52), Maria não ficou virgem depois do
nascimento glorioso de Jesus (Marcos 6:3) – Bob Allgood.
21.4. mas sem pecado
Hebreus 7:26. “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores,
e feito mais sublime do que os céus.”
As qualificações de Cristo para ser o sacrifício idôneo para todos os pecadores que se arrependam e creem
nEle de coração, foram completas em que Cristo não somente foi feito carne e tem uma alma racional, mas
também pelo fato de Ele ser inocente, justo, imaculado, incontaminado, sem pecado.
O Profeta Isaias – Isaías 53:9, “E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que
nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.”
João Batista – João 1.29, “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”
Judas Iscariotes – Mateus 27:4, “Dizendo: Pequei, traindo o sangue inocente. Eles, porém, disseram: Que nos
importa? Isso é contigo.”
Esposa de Pilatos – Mateus 27:19, “E, estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: Não
entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele.”
Pilatos – Mateus 27:24, “Então Pilátos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água,
lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso.”
Malfeitor na cruz – Lucas 23:41, “E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos
mereciam; mas este nenhum mal fez.”
Centurião – Lucas 23:47, “E o centurião, vendo o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Na verdade,
este homem era justo.”
Jesus aos Inimigos – João 8:46, “Quem dentre vós me convence de pecado? E se vos digo a verdade, por que
não credes?”
Paulo – II Coríntios 5:21, “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos
feitos justiça de Deus.”
Pedro – 1 Pedro 2:22, “O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.”
João – 1 João 3:5, “E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado.”
Hebreus 9:28, “Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá
segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” Está esperando em Cristo para a sua salvação?

Pergunta 22 – Que ofícios Cristo executa como nosso redentor?


Pergunta 22: Que ofícios Cristo executa como nosso Redentor?
Resposta: Cristo, como nosso Redentor, executa os ofícios de profeta (1), sacerdote (2) e rei (3); tanto em Seu
estado de humilhação, como de exaltação.
1. Atos 3:22. “Porque Moisés disse: O Senhor vosso Deus levantará dentre vossos irmãos um profeta
semelhante a mim: a ele ouvireis em tudo quanto vos disser.”
2. Hebreus 5:6. “Tu és Sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.”
3. Salmo 2:6. “Eu porém ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.”

Pergunta 23 – Como Cristo executa o ofício de profeta?


23. Pergunta. Como Cristo executa o ofício de profeta?
Resposta. Cristo executa o ofício de profeta, revelando em nós (1), através de Sua Palavra (2) e Espírito (3), a
vontade de Deus para nossa salvação.
1. João 1:18. “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer.”
2. João 20:31. “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que
tenhais vida em seu nome.”
3. João 14:26. “Mas aquele consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará
todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” Isaías 30:21, “E os teus ouvidos ouvirão a
palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a
direita nem para a esquerda.”
O Messias, como profeta, foi esperado pelos judeus (João 6:14). Como profeta, Ele lhes falou não somente da
destruição do templo, as calamidades que virão sobre eles, o fim do mundo, mas Ele lhes e nos ensina, como
nenhum homem nos ensina:
23.1. O conhecimento de Si mesmo, o único Mediador (I Tim 2:5,6), o Redentor e Salvador de pecadores
arrependidos (Mateus 11:28; Isaías 59:20, “virá um Redentor a Sião e aos que em Jacó se converterem da
transgressão, diz o SENHOR.”)
23.2,3. O conhecimento do homem. Ele ensina ao homem que é impossível a se salvar (Mateus 19:26, “Jesus,
olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível.”). Jesus, como
profeta, ensina ao homem, que é necessário uma justiça perfeita (Filipenses 3:8,9, “E, na verdade, tenho
também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual
sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, E seja
achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que
vem de Deus pela fé;”)
23,3. O conhecimento de Deus, o conhecimento salvador do Altíssimo, como o Deus de graça e misericórdia,
que é pacificado para com os pecadores, apesar de tudo que fizeram contra Ele (João 1:18, “Deus nunca foi
visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou”; 17:3, “E a vida eterna é esta: que
te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”; Ezequiel 16:63).
Tem aprendido de Cristo (João 6:45)? Está sendo orientado pelo seu próprio coração ou conhece a submissão
aos ensinamentos de Cristo?

Pergunta 24 – Como Cristo executa o ofício de sacerdote?


24. Pergunta. Como Cristo executa o ofício de sacerdote?
Resposta. Cristo executa o ofício de sacerdote ao Se oferecer uma vez como sacrifício, a fim de satisfazer a
justiça divina (1), e nos reconciliar com Deus (2), e ao fazer intercessão contínua por nós (3).
1. Hebreus 9:28.”Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos.”
2. Hebreus 2:17. “Pelo qual convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel
sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.”
3. Hebreus 7:25. “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo
sempre para interceder por eles.”
24.1 A obra do sacerdote foi ministrar no santuário e oferecer ofertas e sacrifícios para os pecados do povo de
Deus (Hebreus 8:3), e para esta obra Cristo tomou carne para satisfazer a justiça divina para o Seu povo. Jesus
Cristo foi um sacrifício que fez uma expiação propícia para o pecado, satisfez a justiça divina, apagou a ira
divina e abriu completamente o caminho para Deus como Pai e Amigo (Efésios 2:11-18).
24.2 Cristo é um sacerdote eterno (Salmos 110:4); “fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus” (Hebreus 2:17);
um “grande sacerdote sobre a casa de Deus” (Hebreus 10:21); “um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de
Deus” (Hebreus 4:14; I Pe. 3.18).
24.3 A obra do sacerdote também era intercessão. Cristo vive agora para sempre ser este Intercessor (Hebreus
7:25). Ele ora por Seus para que sejam perdoados (João 17:9, 20), justificados, santificados e salvos (João
17:24).

Pergunta 25 – Como Cristo executa o ofício de rei?


25. Pergunta. Como Cristo executa o ofício de rei?
Resposta. Cristo executa o ofício de rei ao nos sujeitar para Si (1), ao reinar e nos defender (2) e ao reter e
vencer todos os Seus e nossos inimigos (3).
1. Salmo 110:3. “O teu povo se apresentará voluntariamente no dia do teu poder.”
2. Mateus 2:6. “Porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel.” I Coríntios 15:25. “Porque
convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés.”
3. Ap. 22.1-5
25.1 O reino espiritual de Cristo já é uma realidade (Jo 18.36). Veio com Ele mesmo (Mateus 3:2, “E dizendo:
Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.”; 4:17). Os Cristãos são os cidadãos deste reino e se
manifestam cidadãos verdadeiros pela submissão às justas leis de Cristo.
Submissão é uma marca distinta do cidadão neste reino (Mateus 21:44). Os inimigos de Cristo não querem que
Ele reine sobre eles (Ez. 18.12-19; Lucas 19:12-27). Qual é a sua atitude sobre submeter-se a tudo que Ele diz?
A sua resposta está no grau da sua obediência à Palavra dEle (Lc. 7.8,9).
Nota a atitude dos que recém-entraram neste reino:
Isaías 6.8, “Eis me aqui, envia-me a mim”
Atos 9.6, “Senhor, que queres que eu faça?”
Mt. 4.20-22, “Deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no”.
Nota a atitude dos que são bem-aventurados de Mateus 5:2, “pobres de coração”; 4, “os que choram”; 5, “os
mansos”; 6, “os misericordiosos”. São abençoados por fazem parte do Reino de Deus (I Jo. 5.1-4).
Os cidadãos estão como o Rei: Romanos 8.29; I Pedro 2.21-25.
25.2 Ao reinar: Lc. 1.32,33 Aí daquele que mexe com os de Cristo para os maltratar (Zacarias 2.8; Mateus 18.6;
Lucas 17:1, “E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem
vierem!”)
Cristo governa o Seu reino pelas leis mais as saudáveis quais exaltam a graça divina (Ef. 1.6,12,14; 2.7). O
reinado de Cristo é um reino vitorioso espiritualmente (João 16:33; I João 4:4; Apocalipse 2:16) e literalmente
(Colossenses 2.14,15; Efésios 4.8; Gênesis 3.15; Apocalipse 19.21;22.1-5).
25.3 O reino literal de Cristo começará no milênio e durará literalmente na nova terra para todo o sempre
(Apocalipse 20.1-6; 21.3-8; 22.3-5).

Pergunta 26 - Em que consiste a humilhação de Cristo?


26. Pergunta. Em que consiste a humilhação de Cristo?
Resposta. A humilhação de Cristo consiste em ter nascido, em humilde condição (1), sob a lei (2), sofrendo as
misérias desta vida (3), a ira de Deus (4), a maldição da morte na cruz (5), ao ser sepultado, e por um tempo
continuar sob o poder da morte (6).
Filipenses 2.6,7, “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a
si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;”
Como Adão pecou e caiu por deixar de ser aquele servo devido ao seu Deus, uma atitude propícia à sua
natureza para tentar a ser algo oposto à sua primeira condição, algo não consistente com a sua natureza
original; assim o Filho de Deus, o segundo Adão, nos resgatou por descer de um estado de domínio completo,
que era propício ao Ele devido à Sua natureza, para tomar a forma de servo, que não era a Sua posição
original, nem algo que Ele merecia.
Sendo que este estado de servo era inconsistente com a Sua própria natureza, Ele esvaziou-se a Si mesmo,
fazendo a natureza de homem a ser Sua.
Nessa humilhação auto imposta, Cristo se abaixou tanto quanto Adão quis se erguer no seu orgulho e auto-
exaltação. Essa auto-humilhação de Cristo em ser igual ao um servo e na forma de homem, não pertenceu a
Cristo como, na mesma medida, na auto-exaltação de Adão, não pertenceu a Adão a ser como Deus ou igual a
Deus. (John Owen, Cristologia, pg.157-160)
Hebreus 2.17, “Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel
sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.”
26.1. A humilhação de Cristo consiste em ter nascido, em humilde condição...
Lucas 2:7. "E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-se numa manjedoura, porque
não havia lugar para eles na estalagem."
Filipenses 2:7,8 “um servo …” Deus, para reprovar o plano de Satanás e a sua tentação ao homem, elevou e
glorificou a posição de obediência, de um servo, por trazer o Seu eterno Unigênito Filho de Deus a submeter-se
à tal posição. Quando Cristo esvaziou-se e tomou a forma de servo, Ele fez a posição de servo a ser mais
gloriosa e excelente que jamais poderia ser. Isso Ele fez para nos resgatar (John Owen, Cristologia, pg. 163).
26.2. sob a lei
Gálatas 4:4. "Deus enviou seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei."
O pecado do homem pode ser resumido pela palavra desobediência. Foi uma desobediência daquele que era
responsável, em todas as maneiras e em tudo, à obediência perfeita. O homem, em tudo que era, com tudo que
recebeu de Deus, pelo seu relacionamento com O Criador, era obrigado à obediência completa. Seu pecado
então foi grossa desobediência que feriu o seu ser e o seu relacionamento para com Deus. A sua salvação
dessa desobediência somente pode ser pela obediência. Se não tiver uma obediência completa e perfeita à lei
de Deus, na natureza que pecou, não haverá salvação diante do Deus ofendido pela desobediência. Essa
obediência salvadora somente poderia ser consumada por Aquele que não foi obrigado à obediência Este seria
por Aquele quem é Deus, e somente poderia ser consumada por Aquele que era homem. Portanto, para haver
perfeita obediência, Aquele que, como Deus, era superior à lei e também, como homem, sob a lei, Cristo se
humilhou.
Se não fosse sob a lei, a Sua obra na cruz não seria vista por Deus como obediência. E se Cristo não fosse
superior à lei, a Sua obra na cruz não teria efeito ao pecador.
O pecado de Adão, como todo e qualquer pecado, foi a falta de conformidade, ou submissão, à lei de Deus em
conjunto ao propósito de ser acima da lei ao ponto de desejar de não precisar submeter-se a nada.
Esse pecado foi eliminado pela obediência de Cristo, Quem era superior à lei, e não responsável à obediência
dela, quando se submeteu, se humilhou, a ser nascido sob a lei (Gálatas 4.4). Foi em toda parte dela, ser
obediente até à morte, e morte de cruz (Gálatas 3.13). Tudo isso é tratado por Paulo em Romanos 5.12-21.
26.3. sofrendo as misérias desta vida
Isaías 53:3. "Era desprezado, e o mais indigno entre os homens, homem de dores, e experimentado nos
trabalhos."
Jesus Cristo, que foi o deleite de Seu Pai pela eternidade passada; sendo o objetivo do amor do Pai
constantemente (Provérbios 8.30, “Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias,
alegrando-me perante ele em todo o tempo;”) se humilhou para ser desamparado pelo Pai para a salvação dos
que o Pai deu a Ele (João 17.6,12; 18.9). Ele veio de um ambiente onde tudo operava segundo a santa vontade
de Seu Pai, para vir ao mundo amaldiçoado, visitando o homem pecador, incrédulo e ingrato, sendo mal
entendido, rejeitado pelo que era Seu (João 1. 11, “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.”). Na
sua humilhação o Filho de Deus sofreu fome, sede, canseira, e por última, a vergonha de um processo injusto
que levou Ele a sofrer a condenação e cruel morte de um pecador maldito, entregue a isso por um dos Seus.
Para a glória de Deus, a pessoa de Cristo, na sabedoria infinita, pela Sua humilhação era capaz de ser um
Mediador e Salvador para com Deus no lugar do homem. Isto foi possível pela Sua filiação a Deus e pela sua
irmandade com o homem (Hebreus 2.14). Pela dignidade da Sua pessoa, pelos sofrimentos temporários
dAquele que é infinito e eterno, Cristo compensou por completo todos os sofrimentos eternos do homem quem
era finito (John Owen, pg. 162)
26.4. a ira de Deus
Mateus 27:46. "E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Deus meu, Deus meu, por que me
desamparaste?"
26.5. a maldição da morte na cruz
Filipenses 2:8. "E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte
de cruz."
26.6. ao ser sepultado, e por um tempo continuar sob o poder da morte
Mateus 12:40. "Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre na baleia, assim estará o Filho do
homem três dias e três noites no seio da terra." Uma prova da Sua humanidade e da Sua humilhação foi a Sua
submissão à morte e ao túmulo.
Como Cristo não tinha um lugar para descansar a Sua cabeça, uma prova da Sua humilhação, Ele também não
tinha um lugar para ser sepultado a não ser num tumulo emprestado.
Conclusão: Deus, contra Quem pecamos, tem se abaixado em tratar conosco, fazendo a salvação através Seu
Filho precioso, para todos aqueles que se arrependem e crêem no Seu Filho. Se Cristo for rejeitado, não há
outra maneira para o pecador ser salvo. Se Ele for rejeitado, a condenação será do pior tipo, Hebreus 12.25, 29
(John Owen, pg. 162)
27. Pergunta. Em que consiste a exaltação de Cristo?
Resposta. A exaltação de Cristo consiste em Sua ressurreição dos mortos ao terceiro dia (1), em Sua ascensão
ao céu e no fato de estar sentado à destra de Deus Pai (2), e em Sua vinda para julgar o mundo no último dia
(3).
1. I Coríntios 15:4. "E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras."
2. Marcos 16:19. "Ora o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus."
3. Atos 17:31. "Portanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão
que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos."

Pergunta 28 – Como somos feitos participantes da redenção comprada por Cristo?


28. Pergunta. Como somos feitos participantes da redenção comprada por Cristo?
Resposta. Somos feitos participantes da redenção comprada por Cristo, através da aplicação eficaz disto a nós
(1) pelo Espírito Santo (2).
28.1 através da aplicação eficaz disto a nós
João 1:12. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem
no seu nome.”
A eleição não é salvação, mas, para a salvação (II Tessalonicenses 2.13 “Mas devemos sempre dar graças a
Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em
santificação do Espírito, e fé da verdade;”).
A redenção comprada por Cristo tem que ser aplicado aos que são feitos participantes dela. Essa aplicação não
é feita por nascer num lar cristão, ser batizado com água ou “no Espírito”, por fazer uma boa caridade, etc.
“Mas, a todos quantos o receberam,”
O verbo ‘receber’ é um verbo passivo enquanto o verbo ‘aceitar’ é ativo. A aplicação da redenção comprada por
Cristo vem aos que serão feitos participantes dela sem os esforços dos mesmos.
Este recebimento é, em outro lugar, chamado por outro nome tal como ‘nascer de novo’ (João 3.3,5,7). Como
num nascimento normal a criança recebe os esforços do outro para poder nascer, os participantes da redenção
comprada por Cristo são feitos participantes pela obra de Outro. São dados o poder “de serem feitos filhos de
Deus”. Os que recebem a redenção comprada por Cristo, ou seja os “que crêem no seu nome”, são os que
foram dados “o poder de serem feitos filhos de Deus”.
O Pai os predestinou e essa predestinação assegura para estes as bênçãos da salvação (Romanos 8.29,30).
O Espírito Santo opera em nos descobrir, pela iluminação da Palavra de Deus, o grande mistério da piedade, o
Jesus Cristo, e depois testifica com o nosso espírito que somos Filhos de Deus (Romanos 8.14-16)
Cristo, a Palavra, veio assumir carne para ser tudo que os eleitos necessitam para serem feitos Filhos de Deus
(II Coríntios 5.17-21).
28.2. pelo Espírito Santo
Tito 3:5-6. “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela
lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente Ele derramou sobre nós por
Jesus Cristo nosso Salvador.”
II Tessalonicenses 2.13, 14 “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por
vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; Para o que
pelo nosso evangelho vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.”
Tito 3.5-7, “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela
lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, Que abundantemente ele derramou sobre nós por
Jesus Cristo nosso Salvador; Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a
esperança da vida eterna.”
I Coríntios 2.1-4, “E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com
sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este
crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha palavra, e a minha
pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e
de poder;”
Parábola do Semeador: Mateus 13:23, “Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a
palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta”.
Nas anotações do Pastor Ron Crisp do seu livro Um Esboço do Estudo da Pessoa e a Obra do Espírito Santo,
páginas 55-57, achamos o seguinte:
O AGENTE NA REGENERAÇÃO
A regeneração não é produzida pelo batismo, pela vontade humana (João 1:13), ou qualquer outra obra, mas é
uma obra especifica de Deus na alma. Como o vento (poderoso, fora do controle do homem e invisível) esta
obra não é produzida, controlada ou entendida pelo homem (João 3:8). Esta obra freqüentemente atribuída ao
Espírito Santo é uma ação instantânea e completa de Deus sobre a alma. Mesmo que Deus venha a usar meios
para salvar os eleitos, deve ser entendido que a própria regeneração não é um esforço conjunto (Divino +
humano). A Bíblia apresenta o novo nascimento como uma necessidade absoluta e não como mandamento a
ser obedecido pelo homem (João 3:3).
Agora estamos diante de uma importante pergunta sobre o lugar do evangelho na regeneração. A Palavra de
Deus é freqüentemente mencionada em conexão com o novo nascimento (I Coríntios 4:15; Tiago 1:18; I Pedro
1:23; Salmos 119:93). Qual é a parte exata que o evangelho, escrito ou pregado, tem nessa obra? Alguns
exageram ao ensinar que muitos são regenerados sendo que nunca ouviram o evangelho. Vamos considerar
este assunto.
Devemos entender primeiramente que mesmo a regeneração sendo uma obra direta de Deus sobre a alma do
homem, pela sua natureza ela é feita em conjunto com o evangelho (Divino + Divino). A regeneração produz fé,
e a fé torna-se impossível sem o evangelho (Romanos 10:17). Como pode alguém crer num Salvador do qual
nunca ouviu falar (Romanos 10:14)? A regeneração nos dá um coração de conhecimento e amor a Deus
(Jeremias 24:7). Isso também envolve o conhecimento das Escrituras, de quem é Deus. Se a regeneração não
acontece em conjunto com a Palavra de Deus não há fé, amor, santidade, e nem o conhecimento espiritual
pode ser produzido por ela.
Em I Tessalonicenses 1:4-5, encontramos Paulo dizendo aos crentes de Tessalônica que ele sabe da sua
eleição pelo fato de o evangelho vir a ele em poder. Por meio da regeneração Deus dá força ao evangelho
abrindo os corações para recebê-lo (Atos 16:14). Muitos daqueles que gastaram as suas vidas na Igreja têm
testemunhado que quando Deus os salvou eles se sentiram como se estivessem ouvindo o evangelho pela
primeira vez.
Aqueles que ensinam que a regeneração pode acontecer aparte do evangelho parecem temer os que não
concordam com eles pois repartem o crédito da obra de Deus com o pregador. Eles falam do nosso ponto de
vista como “regeneração evangélica” e crêem que temos abaixado a regeneração a uma mera obra de
persuasão moral. Estes temores, portanto, não têm apoio nenhum. Vejamos a regeneração como uma obra
soberana e direta de Deus sobre a alma, mas não distorçamos as Escrituras com o ensinamento que as
pessoas podem experimentá-la fora do evangelho. Isso seria o mesmo que Deus dar ao homem o poder de
visão mesmo falhando na criação a luz com a qual o próprio homem deve ter para ver. Isto é um insulto à
sabedoria de Deus. (Crisp, pg. 55-57).

Pergunta 29 – Como o Espírito Santo aplica a redenção comprada por Cristo a nós?
29. Pergunta. Como o Espírito Santo aplica a redenção comprada por Cristo a nós?
Resposta. O Espírito Santo aplica a redenção comprada por Cristo a nós, por operar fé em nós (1) e unindo-nos
assim a Cristo em sua chamada eficaz (2).
29.1. O Espírito Santo aplica a redenção comprada por Cristo a nós, por operar fé em nós
Efésios 2:8. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.”; Jo 1.12.
O FRUTO DA REGENERAÇÃO
Devido a regeneração ser conhecida apenas pelos seus frutos, vale a pena saber os efeitos que a regeneração
produzirá no homem. Como podemos saber se somos nascidos de novo ou meramente enganados? Vamos
listar algumas das virtudes que a regeneração produz na alma.
A. Fé – I João 5:4,5; Hebreus 12:2; I Pedro 1:3; Atos 18:27; Tg. 1.17. (O leitor não deve entender que estamos
dizendo que a regeneração vem antes da fé cronologicamente. A regeneração precede a fé somente como sua
causa. A fé é produzida instantaneamente pelo poder regenerador de Deus e assim simultânea à regeneração
cronologicamente. Isto pode ser exemplificado da seguinte maneira: Uma bala atirada numa parede
instantaneamente produz um buraco. Em relação ao tempo, a ação da bala atingir a parede não pode ser
separada do efeito produzido, mas a bala é a causa do buraco. A graça regeneradora produz instantaneamente
a fé, mas a precede como causa) – Ron Crisp.
B. Arrependimento – II Timóteo 2:25.
C. Amor a Deus – I João 4:19
D. Amor aos outros crentes – I João 4:7; 3:14.
E. Perseverança – Filipenses 1:6; I João 5:4,5.
29.2. e unindo-nos assim a Cristo em sua chamada eficaz
Efésios 3:17. “Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações.”; At. 2.38-39
A Chamada Interna e Eficaz
Os meios internos são aqueles meios invisíveis empregados por Deus no interior do homem antes mesmo que
o homem perceba qualquer ação nele em prol da sua salvação.
A Graça de Deus – II Timóteo 1:9, “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas
obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos
séculos”
Por necessidade é importante listar a graça em primeiro lugar destes meios que Deus usa na chamada da
salvação pois a graça é de Deus como a primeira causa de qualquer obra boa (Tiago 1:17, “Toda a boa dádiva
e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de
variação”).
A graça é aquele maravilhoso atributo de Deus que é manifesto quando Deus derrama bênçãos em quem não
as merece. Pela Palavra de Deus, pode ser observado que existem dois tipos de graça: a comum que é dada a
todos os homens mas não salva ninguém e a especial que opera eficazmente nos eleitos trazendo-os
seguramente à salvação por Jesus Cristo.
A Graça Comum ou Geral
A graça comum é manifesta ao homem em geral (Salmos 136:25; 145:9; Atos 17:24-26) incluindo as bênçãos
de Deus ao estrangeiro, dando-lhes pão e vestimenta (Deuteronômio 10:17-19), aos animais e as plantas são
objetos desta graça comum pois Ele supre todas as suas necessidades (Salmos 104:11-22; Lucas 12:6; Mateus
6:28-30). A graça comum estende tanto aos justos e injustos como aos bons e maus juntamente dando-lhes sol,
chuva e tudo para viver bem (Deuteronômio 29:5; Mateus 5:43-45; Lucas 6:35; 16:25). Essa graça comum,
Deus derramando bênçãos em quem não as merece, é dada aos homens em geral dando-lhes um governo civil
que é um instrumento de Deus (Romanos 13:3,4; I Pedro 2:14). A graça comum faz parte das coisas
minuciosas (“até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados”, Lucas 12:7) até as coisas impossíveis de
medir tais como a preservação do mundo e tudo que nele há (Neemias 9:6; Colossenses 1:16,17).
Conjuntamente com estas bênçãos Deus também dá a mensagem de salvação a muitos, e aos muitos Ele
proclama Cristo repetidamente, que nunca serão salvos (Mateus 13:19-22; Atos 14:15-17; Romanos 2:4; I
Timóteo 4:10). Essa graça comum pode ser resistida (Mateus 23:37) e é resistida por todos que vão ao inferno.
Que essa graça geral não é salvadora é entendida pela observação que os maus continuam mal depois da
manifestação de tal graça mesmo que tal graça e as bênçãos que ela traz sejam maravilhosas (Romanos 2:4).
A Graça Especial ou Particular
A graça especial de Deus é exercitada para com aqueles que Deus ama particularmente (Deuteronômio 7:7,8;
9:6; Jeremias 31:3; Efésios 1:5; 2:4, “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com
que nos amou,”). A graça especial de Deus age em casos além da salvação também. Essa graça particular é
revelada em vários casos pela Palavra de Deus. Não existe outra explicação, a não ser a graça especial, que
enviou Elias à viúva de Sarepta de Sidom e Eliseu ao leproso Naamã o siro (Lucas 4:25-27; I Reis 17:8-13; II
Reis 5:1-17). Mas, essa graça especial é melhor e mais gloriosamente notada nos que Ele chama
particularmente à salvação (Salmos 65:4; Romanos 8:28,29; I Coríntios 1:24; Gálatas 1:15,16). Pela graça
particular Deus escolheu salvar os homens e não os anjos (II Pedro 2:4); a abençoar Israel em ser o Seu povo e
não qualquer outra nação existente naquela época (Gênesis 12:1-3); a levar o evangelho a Macedônia e não a
Ásia (Atos 16:6-10); aos pobres e não aos ricos (Tiago 2:5); aos simples e não aos cultos (Mateus 11:25,26) e
aos demasiadamente ímpios e não aos justos (Mateus 21:32). A graça especial de Deus não pode ser resistida
efetivamente pois é sempre eficaz em trazer todos os Seus à salvação plena (João 6:44, “… e eu o ressuscitarei
no último dia”; 10:27, “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e Eu conheço-as e elas me seguem;”; I João
4:19; Atos 13:48, “E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos
quantos estavam ordenados para a vida eterna”; Efésios 2:4-5, 8-9; II Tessalonicenses 2:13). Por Deus pensar
de maneira favorável para com os Seus antes de operar qualquer outra obra dEle, listamos a Sua graça
primeiro entre as obras internas de Deus para trazer os Seus a Si mesmo. Entendemos que somente os “Seus”
podem vir a Cristo (João 1:12,13; 6:44, “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer”; 6:65,
“…ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido.”) e certamente Estes vem por serem
capacitados pela Sua graça especial, e, por isso, essa chamada é eficaz (II Coríntios 3:5, “a nossa capacidade
vem de Deus”; Gálatas 1:15; Efésios. 2:8,9). “O teu povo será mui voluntário no dia do teu poder;” (Salmos
110:3)
A Graça Preveniente e a Providência
I Coríntios 4:7, “Porque, quem te faz diferente?”
Gálatas 1:15, 16, “desde o ventre de minha mãe me separou”
A graça de Deus, além de ser categorizada em comum ou especial, pode também ser listada como preveniente
ou a graça da providência. A graça especial é pela qual Deus escolhe os Seus. A graça preveniente e a própria
providência, em respeito ao assunto da salvação, são aspectos da graça especial e particular pelas quais Deus
traz eficazmente os Seus a Ele.
A graça preveniente é aquela graça “que nos induz à prática do bem (falando-se da graça divina) ou aquela que
chega antes” (Dicionário Eletrônico Aurélio). A graça preveniente é aquela forma da graça de Deus que é
exercitada para com os eleitos, indo antes deles, guardando-os de certos males e pecados tanto antes como
também depois que são salvos.
A providência é “A suprema sabedoria com que Deus conduz todas as coisas” (Dicionário Eletrônico Aurélio).
No assunto particular da salvação, a providência é o exercício da graça soberana que tem o aspecto específico
de operar em particular com tudo ao redor dos eleitos. Ela controla cada um dos aspectos das suas vidas antes
e depois da sua salvação, para que tudo opere segundo o eterno propósito de Deus (Ef. 1.10). Ela influencia-os
ao ponto que seja feito tudo o que é necessário para que estes atendam voluntariamente à chamada de Deus
com fé em Cristo e que sejam obedientes à vontade de Deus continuamente até o último dia (Efésios 1:11,
“Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito
dAquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da Sua vontade”; Filipenses 1:6, “Tendo por certo isto
mesmo, que Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo”; 2:13, “Porque
Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade”).
Pela graça da providência, Abraão e Sara foram levados ao Egito, mas, pela graça preveniente as suas ações
foram guardadas para que as suas vidas não fossem destruídas (Gênesis 20:4-6). José foi levado à casa de
Faraó pela graça da providência usando a falta de entendimento dos pais dos seus sonhos (Gênesis 37:10), o
inveja e a ira dos seus irmãos (Gênesis 37:11, 18-25), a mentira da mulher de Potifar (Gênesis 39:13-20), o
favor diante dos olhos do carcereiro-mor (Gênesis 39:21) e o esquecimento do copeiro-mor do rei (Gênesis
40:21-23). Todavia, foi a graça preveniente que guardou José de pecado com a mulher de Potifar (Gênesis
39:2-12), do desespero nos longos anos na prisão (Gênesis 39:23) e é o que levou José a conhecer o
significado dos sonhos do rei (Gênesis 41:16). Posteriormente, José deu testemunho que isso tudo foi
orquestrado pela mão de Deus, ou seja, a Sua providência (Gênesis 45:5). A operação de Deus pela
providência, para os que tem olhos para enxergar espiritualmente, é muito maior que qualquer milagre, pois ela
opera nos milhões de acontecimentos diários para trazer a Sua vontade eterna ser feita com exatidão.
Podemos perceber a mão de Deus trazendo os Seus à salvação pela graça da providência nos casos do
eunuco em Gaza (Atos 8:25-40), da Lídia (Atos 16:13-15) e do próprio Apóstolo Paulo (Gálatas 1:15,16; Atos
9:1-19). Foi a graça preveniente que fez o eunuco desejar a ir a Jerusalém para a adoração, a Lídia querer estar
onde a oração costumava ser feita e fez Paulo considerar a pregação de Estêvão. A ação de Deus que opera
na vida de todos ao redor dos eleitos é chamada por alguns a ‘providência’ (Salm os 136:5-12). A ação de Deus
que restringe as ações do próprio homem escolhido é chamada por alguns a ‘graça preveniente’ (Salmos
76:10).
Que a graça da providência opera na salvação é entendida por Paulo declarar que desde o ventre da sua mãe
ele foi separado e chamado pela graça (Gálatas 1:15,16). Essa separação foi segundo o propósito eterno de
Deus mas, em tempo, feita pela providência. A revelação do Filho de Deus ao Paulo aconteceu em tempo (Atos
9:1-6) assim como aconteceu a sua chamada pública ao apostolado (Atos 13:1-3). Depois de muitas
experiências Paulo testemunha dizendo que tudo isso foi a graça que operou nele (I Coríntios 15:10).
Observação
A providência não opera em oposição à liberdade inata do homem em fazer uma escolha qualquer nem cancela
a sua responsabilidade pessoal quando é exercitada a sua vontade (Gênesis 2:17; Ezequiel 18:20, “a alma que
pecar, essa morrerá”; Gálatas 6:7,8). O simples fato que Deus julga o homem pelas suas ações prova que o
homem é responsável por elas. “A providência é entendida na sua operação quando são induzidas ações
especificas ou o homem é colocado em situações que influenciam ou controlam-no nas suas ações” (Boyce, p.
224). Exemplos disso são: o uso de vespões – Êxodo 23:28; de profetas mentirosos – I Reis 22:20-22; a cólera
do homem – Salmos 76:10; as mãos de injustos – Atos 2:23; os reis da terra – 4:27,28; Efésios 1:11, “opera
todas as coisas segunda a Sua vontade”; Filipenses 2:13.
Se você estiver sem Cristo e deseja mesmo ser salvo Nele, peça que Deus te salve pela Sua mão poderosa
tendo misericórdia de sua alma, levando-te a crer em Cristo Jesus, o único Salvador revelado pelas Escrituras.
Verá que tal ação é a sua responsabilidade. Verá também que a salvação é pela Sua graça. Venha já e prove a
grandiosa graça de Deus (Isaías 55:6-7)!
Se você já conhece pessoalmente a graça particular que lhe chamou irresistivelmente, saiba que tem toda
razão de se entregar como sacrifício vivo a tudo que Deus desejar e lhe manifesta pela Palavra de Deus
(Romanos 12:1,2). Sirva-O com tudo que Ele tem lhe dado! Pode ser que o amado filho de Deus esteja
passando por profundas dificuldades e numerosas tentações. Que esteja confortado pelo fato que Aquele que
não poupou Seu Unigênito Filho por todos nós, como não dará também com Ele todas as coisas? (Romanos
8:31-39). Ore e espere no Senhor que te ama com um amor eterno (Jeremias 31:3).

Pergunta 30 – O que é a chamada eficaz?


30. Pergunta. O que é a chamada eficaz?
Resposta. A chamada eficaz é a obra do Espírito de Deus (1), pela qual, Ele nos convence de nosso pecado e
miséria (2), ilumina nossa mente no conhecimento de Cristo (3), renova nossa vontade (4), nos persuade e
capacita a abraçar Jesus Cristo oferecido gratuitamente a nós no Evangelho (5).
30.1. A chamada eficaz é a obra do Espírito de Deus
II Timóteo 1:9. “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação.”; II Tessalonicenses 2.13; Atos 2.38,39
A Vida Espiritual Tem Que Vir de Deus
Os eleitos são como todos os outros também (Efés. 2:1-3). Portanto os eleitos, como qualquer incrédulo, são
cegos no entendimento (I Cor. 1:18; 2:14; II Cor. 4:4 Efés. 4:18) não podendo ver o reino de Deus (João 3:3);
surdos de coração, não podendo ouvir a Palavra de Deus (João 8:43,47); adormecidos no conhecimento (Efés.
5:14), não podendo ser atenciosos a vinda de Cristo (Mat. 25:2,3; Isaías 56:8-12). Portanto os eleitos, antes de
serem salvos, são espiritualmente mortos (Efés. 2:1,5; Col. 2:13; Apoc 3:1) não podendo reagir pelas suas
próprias forças à mensagem da vida. Se qualquer homem pecador chegará à fé verdadeira, este precisará de
uma obra de Deus na sua vida. Essa obra divina é feita pela graça de Deus através de uma operação do
Espírito Santo.
O Espírito Santo claramente opera nos corações dos homens mesmo que essas obras não sejam sempre
nitidamente observadas por todos os homens. Essas obras do Espírito Santo são o despertar, iluminação, a
convicção e a regeneração.
30.2 A chamada eficaz é a obra do Espírito de Deus, pela qual, Ele nos convence de nosso pecado e miséria
Atos 2:37. “E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais
apóstolos: Que faremos, varões e irmãos?”
O Convencimento do Pecador É Pela Obra do Espírito Santo em Despertar o Pecador
“No despertar do pecador, o Espírito de Deus impressiona a mente sobre a realidade da eternidade e do juízo.
O pecador torna-se consciente de que está perigosamente sob a ira de Deus. Os assuntos espirituais tornam-se
importantes” (Crisp, p. 45).
Por causa da obra do Espírito Santo em despertar não ser sinônimo da regeneração o despertar nem sempre
resulta na salvação da alma. A impressão na mente do pecador que ele está sob a ira de Deus pode ser
somente momentânea como nos exemplos do jovem rico (Mar 10:17-22) e do poderoso Félix (Atos 24:25-26) e
simbolizada na ocasião da sementeira sobre pedregais e entre espinhos na parábola do semeador (Mar 4:16-
19).
O despertar do Espírito Santo pode trazer à salvação quando outras obras de Deus estão presentes. Pelo filho
pródigo tornar a si e entender a sua situação, entendemos a presença da obra eficaz do despertar do Espírito
Santo (Luc. 15:17-24). Uns exemplos que ensinam que o despertar pode trazer à salvação são: os gentios em
Antioquia da Písidia (Atos 13:42-48) e os verdadeiros salvos (Efés. 2:5). Por Abraão praticar a adoração dos
Deuses falsos e depois veio a seguir o verdadeiro Deus entendemos que ele foi despertado da sua condição
velha (Gên. 12:1-3; Josué 24:15; Isaías 51:1,2). O despertar do Espírito Santo é claramente entendido pela
visão de Ezequiel do vale dos ossos secos (Ezequiel 37:5-10).
Em todos estes casos citados, se foi uma obra eficaz ou não, os pecadores foram levados a serem conscientes
da realidade terrível de uma eternidade sem Cristo. O ensinar de Cristo ao coração é obra do Espírito Santo
(João 14:26;15:26). Chamamos essa consciência de uma realidade de juízo, a obra do despertamento.
Se você conhece essa obra de despertar no seu coração, peça que Deus seja misericordioso em trazer você a
confiar em Cristo e que te salve por Seu poder.
Se você já foi salvo, lembrai-te da misericórdia de Deus em vivificar-te pela Sua graça. Louvai-O com uma vida
santa de obediência da Palavra de Deus em amor pela salvação. Seja uma testemunha limpa aos outros que
ainda estão dormindo (Efés. 5:14).
30.3 A chamada eficaz é a obra do Espírito de Deus (1), pela qual, Ele nos convence de nosso pecado e
miséria (2), Ele ilumina nossa mente no conhecimento de Cristo.
Atos 26:18. “Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus.”
A Iluminação
O pecado prende nos laços do diabo (II Tim 2:26; Heb 3:13) e o coração do homem é depravado (Jer. 17:9;
Prov. 28:26). Por essas razões o pecador precisa de ser iluminado ao perigo do pecado e da gravidade de uma
eternidade sem a salvação. É somente o Espírito Santo que provoca essa iluminação e nunca é produzido pelos
homens por mais sinceros ou bem intencionados que sejam. Os homens não elegidos em geral podem receber
um grau de iluminação ao ponto de serem movidos a temer as conseqüências eternas do pecado (Atos 26:28;
Heb 6:4-6; 10:20, 32, 33). Todavia são somente os elegidos que são “renovados para o conhecimento” (Col.
3:10; Hebreus 10:38,39) ao ponto de serem capacitados a crerem no Evangelho (João 10:27; Atos 2:42, “de
bom grado receberam a palavra”; 13:48).
A Convicção
O despertar e a iluminação revelam a realidade e o perigo do pecado, mas a convicção aponta a causa do
perigo. Quando assim o Espírito Santo opera nos Seus, o homem é convencido do seu pecado, a justiça de
Deus e o juízo de Deus sobre toda a impiedade (João 16:8-11).
Pela obra eficaz e completa do Espírito Santo na convicção, os por ela atingidos, reconhecem as suas culpas
(Sal. 51:4; Luc. 15:18; 18:9-14; Atos 2:37, “compungiram-se em seus corações” no grego #2660 furar
completamente; agitar violentamente, Strong’s; Atos 16:29); deixam o seu egoísmo (Isaías 64:6; Luc. 18:9-14) e
podem ser guiados a crerem em Cristo somente (II Cor. 7:10; Mar 9:24). Pode ser que os atingidos pela
convicção não venham à salvação (Atos 26:28; Mat. 19:21,22). Pode ser que essa obra da convicção não seja
agradável (Romanos 8:15), mas é necessária (Mat. 5:3-6).
30.4 A chamada eficaz é a obra do Espírito de Deus (1), pela qual, Ele nos convence de nosso pecado e
miséria (2), ilumina nossa mente no conhecimento de Cristo (3), renova nossa vontade (4)
Ezequiel 36:26. “E vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de
pedra da vossa carne, e vos darei um coração de carne.”
A Regeneração
A regeneração é absolutamente necessária para a salvação (João 3:3,5). A mudança radical na alma do
homem que capacita ele a entrar no reino de Deus é o que chamamos a regeneração.
A Origem da Regeneração
A regeneração não é da vontade humana (João 1:12,13; Romanos 9:16). É verdade que o homem, pela força
de sua vontade, pode se reformar, mascarando assim as evidências da sua natureza pecaminosa. Pode ser
também que o homem reprima as manifestações visíveis do seu coração ímpio. Todavia o homem não tem
capacidade de dar início à uma natureza radicalmente diferente daquela que lhe é própria (Romanos 8:6-8). Se
não tiver uma renovação da própria natureza, da qual é fonte de todas as ações morais (Prov. 4:23), o homem,
mesmo se fazendo ‘bom’ diante de si e diante dos homens, não pode escolher santidade nem desejar a
salvação verdadeira (Jer. 13:23, “pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então
podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.”; João 5:40, “não quereis vir a mim para terdes vida”;
I Cor. 2:14, “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus … não pode entendê-las porque
elas se discernem espiritualmente”; João 6:63, “a carne para nada aproveita”). Tal escolha seria contra a sua
própria natureza pecaminosa. A regeneração é pela vontade de Deus, não do homem (Fil. 2:13).
Devemos enfatizar que o homem, no estado natural, nem pode cooperar positivamente com qualquer influência
divina que possa ser aplicada por meio da verdade antes que a nova natureza seja nascida de Deus. O homem
natural, que sempre procura benefícios próprios pela religião, verdadeiramente não vê em Deus, ou na genuína
santidade, nada desejável. Mesmo que um homem religioso buscasse a santidade e a verdade divina, tal busca
não viria de um desejo sincero para glorificar somente a Deus (Romanos 1:18, “detêm a verdade em injustiça”;
1:25, “honraram e serviram mais a criatura do que o Criador”; 3:18, “Não há temor de Deus diante de seus
olhos.”) Qualquer busca de aparência de santidade seria para agradar-se a si mesmo em uma maneira ou outra
(I João 2:16, “tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, … dos olhos e a soberba da vida, não é do
Pai, mas do mundo.”; João 3:19, “os homens amaram mais as trevas do que a luz”; Mat. 23:37, “quantas vezes
que eu ajuntar os teus filhos … e tu não quiseste!”). Por causa da impiedade da natureza dele, não pode ser
esperado que o homem cooperasse para dar início à santidade verdadeira no seu coração.
30.5. A chamada eficaz é a obra do Espírito de Deus (1), pela qual, Ele nos convence de nosso pecado e
miséria (2), ilumina nossa mente no conhecimento de Cristo (3), renova nossa vontade (4), Ele nos persuade e
capacita a abraçar Jesus Cristo oferecido gratuitamente a nós no Evangelho.
João 6:44-45. “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não trouxer … Todo aquele que do Pai ouviu e
aprendeu vem a mim.”
Há os que dizem que uma apresentação favorável de várias verdades pode causar a nova natureza no homem.
Pensam alguns que os fatos importantes da Bíblia podem ser mecanicamente impressionados na mente do
homem ao ponto de comovê-lo que o seu coração seja feito novo. Todavia, a vontade do homem, expressada
pelas decisões da mente, não é independente do seu próprio coração. Do coração vem as ações e não são as
ações que modificam o coração (Mat. 15:19; Mar 7:21-23; Gên. 6:5; Prov. 4:23; Romanos 3:10-18; Gal. 5:19-
21). Não mudamos o coração pela mente mas mudamos a mente por termos um coração novo. Mudando a
natureza do homem é o único meio para o homem ter uma disposição nova para amar a verdade (Ezequiel
36:26; João 3:3, “aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.”)
Quando existe a obra do Espírito Santo da regeneração, existe uma nova natureza que tanto deseja quanto
pode ser santa e obediente a Deus por Jesus Cristo (Tito 3:5-7; Fil. 4:13; João 3:3-5) – Bancroft, p. 227. Essa
mudança radical na alma do homem que capacita ele a entrar no reino de Deus é o que chamamos a
regeneração e ela é do Espírito Santo somente. Você a tem?
O Fruto da Regeneração
O Espírito Santo faz uma nova disposição no coração do homem. Até este momento, o homem é passivo.
Com a nova disposição no coração o homem novo torna a ser ativo. A nova natureza nascida pela obra do
Espírito Santo evidencia-se. Chamamos as evidências dessa natureza o “fruto” da regeneração. O fruto da
regeneração é fé (I João 5:4,5; Heb 12:2; I Pedro 1:3), arrependimento (II Tim 2:25), amor a Deus (I João 4:19),
amor aos outros (I João 4:7; 3:14) e a perseverança (Fil. 1:6; I João 5:4,5).
Observação
Nem todos os que são despertados, iluminados ou trazidos à convicção vêm eficazmente a Cristo (Mat. 20:16,
“muitos são chamados, mas poucos escolhidos”; Atos 7:51, “vós sempre resistis ao Espírito Santo”; João 10:26,
“Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas”). Todavia, todos os que são regenerados vêm
eficazmente a Cristo para todo o sempre (João 10:27-29, “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu
conheço-as, e elas me seguem”; Fil. 1:6, “aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de
Jesus Cristo”; I Tess 5:24, “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará”). Os eleitos passam pelas outras
obras de despertar, a iluminação e a convicção e além da regeneração.
Pensando nessas verdades, ninguém deve estar satisfeito que está convicto da sua condição pecaminosas ou
que está despertado ao ponto de considerar o juízo eterno. Tudo isso não é salvação, mesmo que possa estar
envolvido no processo de salvação de todos os salvos. O que é necessário para a salvação é a regeneração.
Portanto, se precisar uma nova natureza que deseja e é capacitada a servir o Senhor, clame a Deus que Ele
tenha misericórdia das suas almas e que as modifiquem ao ponto que manifestam o arrependimento dos
pecados e a fé em Cristo!

Pergunta 31 – Que benefícios tem nesta vida aqueles que são chamados eficazmente?
31. Pergunta. Que benefícios tem nesta vida aqueles que são chamados eficazmente?
Resposta. Os que são chamados eficazmente têm nesta vida a justificação (1), adoção (2), santificação, e os
vários outros benefícios, que ou os acompanham ou fluem delas (3).
1. Romanos 8.30. “E aos que predestinou a estes também chamou: e aos que chamou a estes também
justificou: e aos que justificou a estes também glorificou.”
2. Efésios 1.5. “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo.”
3. I Coríntios 1.30. “Mas vós sois dEle, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e
santificação, e redenção.”
Os termos bíblicos que descrevem a realização desse acontecimento são várias. Os termos vários descrevem
em detalhes maiores como a aquisição da salvação na alma do pecador é realizada. Os termos são: a
regeneração, a conversão que inclui o arrependimento e a fé, a justificação, a adoção, a santificação e a
glorificação.

Pergunta 32 – O que é justificação?


32. Pergunta. O que é justificação?
Resposta. A justificação é o ato da livre graça de Deus, em que Ele perdoa todos os nossos pecados (1), e nos
aceita como justos em sua vista (2), só pela justiça de Cristo imputada a nós (3), que é recebido unicamente
pela fé (4).
1. Romanos 3.24. “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”.
2. II Coríntios 5.21. “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos
justiça de Deus”.
3. Romanos 5.19. “Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim
pela obediência de um muitos serão feitos justos”.
4. Gálatas 2.16. “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo,
temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo”. Filipenses 3.9. “E seja achado
nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus
pela fé”.
A natureza dessa justificação é maravilhosa. A justificação do pecador diante do tribunal de Deus não é um
processo, como é a chamada para a salvação ou a santificação do cristão diante dos homens. É um ato
instantâneo e quando ocorre, está completo. “Não admite graus ou fases” (T. P. Simmons, p. 353). Quando o
publicano foi convertido ele desceu para sua casa já justificado (Lucas. 18.14). A justificação é eterna. A firmeza
da verdade da eternidade da justificação é entendida pela pergunta de Deus, “Quem intentará acusação contra
os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.” (Romanos 8.33). Pelo preço da justificação ser paga
inteiramente por Cristo “uma vez” (Hebreus 10.10) o cristão resgatado por Cristo “tem a vida eterna, e não
entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5.24). Pela base da condenação do pecador,
o pecado, ser eliminada por Cristo, a justificação diante de Deus por Cristo é tida como eterna.
32.1 A justificação é o ato da livre graça de Deus, em que Ele perdoa todos os nossos pecados (1),
O autor dessa justificação é Deus (Romanos 8.33, “… É Deus quem os justifica.”; 3.24-26, “Sua justiça … para
que Ele seja justo e justificador …”; 1.17; Tiago 1.17, “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto,
descendo do Pai das luzes …”). A obra da justificação é uma obra da trindade. O Pai decretou o meio e o
método (Romanos 3.22, “a justiça de Deus”; II Coríntios 5.19, “… Deus estava em Cristo reconciliando consigo
o mundo, não lhes imputando os seus pecados; …”). O Filho é o mediador da justificação (I Coríntios 6.11, “…
Mas haveis sido justificados em nome do senhor Jesus …”Filipenses. 3.9, “não tendo a minha justiça que vem
da lei, mas a que vem pela fé em Cristo …”). O Espírito Santo é quem faz a obra de convencer da justiça e de
revelar Cristo. Ele traz a fé pela qual o cristão é justificado (I Coríntios 6.11, “… Mas haveis sido justificados …
pelo Espírito do nosso Deus”; João 16.8, “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do
juízo.”). Observando biblicamente quem é o autor da justificação podemos entender claramente que a
justificação não vem de homem algum, nem da obra de qualquer homem.
A justificação é graciosa. Mesmo que a justificação seja revelada exteriormente aos outros mediante as obras
(Tiago 2.20-26) a obtenção da justificação diante de Deus nunca é pelas obras de homem algum (Romanos
3.20; 4.2-8; Tito 3.4,5). Então, se não é pelas obras, é pela graça (Romanos 11.6). Deus não deve a salvação
ao inimigo dele mas, sim, o juízo. Se Deus quer justificar alguém na base da obra meritória de Cristo isso é um
desejo e um ato plenamente movido pela Sua graça.
Devida o pecador escolhido por Deus ser regenerado, a qual manifestou-se na sua conversão, não existe nada
neste pecador que impede que ele seja declarado judicialmente justo diante de Deus. Quando tratamos da
salvação e falamos da parte dela chamada justificação tratamos dessa posição judicial do pecador convertido
diante do tribunal divino (Atos 13.38, 39).
Os alvos da justificação são os pecadores. São os condenados que precisam ser declarados justos diante de
Deus (Mateus. 9.12, 13, “… Não necessitem de médico os sãos, mas, sim, os doentes … Eu não vim a chamar
os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.”). O juízo veio sobre todos os homens para a condenação,
assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homem para a justificação de vida
(Romanos 5.18). Os que confiam em si mesmos, crendo que são justos pela suas obras de justiça não são os
que são verdadeiramente justificados, porém, os que se reconhecem o principal dos pecadores (Lucas 18.9-14.
“Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! … Este desceu justificado para sua casa …”; I Timóteo 1.15,
“Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”) estes sim serão salvos
(Mateus 54). Os alvos da justificação são os pecadores que são predestinados e chamados por Deus (Romanos
8.30). Se queremos ser justificados diante de Deus entendemos que não é necessário apresentá-lO a nossa
própria justiça, mas, como pecadores buscar Sua justificação.
32.2 A justificação é o ato da livre graça de Deus, em que Ele perdoa todos os nossos pecados (1), e nos aceita
como justos em sua vista (2),
O significado da justificação é a absolvição de culpa do pecador regenerado e convertido. É a libertação do
poder do pecado e da sua condenação pela graça e da vontade de Deus por Cristo (William Rogers). É “o meio
pelo qual o pecador é aceito por Deus” (Abraham Booth, Reign of Grace, citado por A. W. Pink).
32.3 A justificação é o ato da livre graça de Deus, em que Ele perdoa todos os nossos pecados (1), e nos aceita
como justos em sua vista (2), só pela justiça de Cristo imputada a nós (3), que é recebido unicamente pela fé
(4).
A justificação é pela imputação (Romanos 4.6). A justificação é dada a nós pela obra de um outro ao ponto que
nós somos livres de qualquer dívida (Romanos 5.18,19; Filipenses 3.8,9; II Coríntios 5.21).
Pelo preço da justificação ser pago inteiramente por Cristo “uma vez” (Hebreus 10.10) o cristão resgatado por
Cristo “tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5.24). Pela
base da condenação do pecador, o pecado, ser eliminada por Cristo, a justificação diante de Deus por Cristo é
tida como eterna.
32.4 A justificação é o ato da livre graça de Deus, em que Ele perdoa todos os nossos pecados (1), e nos aceita
como justos em sua vista (2), só pela justiça de Cristo imputada a nós (3), que é recebido unicamente pela fé
(4).
A justificação é dada mediante da fé. A fé é um efeito da justificação e não uma causa. Por sermos
regenerados, temos o dom do Espírito Santo que é a fé (Gálatas 5.22). Por isso confiamos em Cristo como
nosso Salvador. A graça vem primeira e causa a fé a operar em nós para nossa justificação (Efésios 2.8).
Vendendo então a natureza gloriosa dessa justificação somos incentivados a louvar Deus por uma “tão grande
salvação” (Hebreus 2.3). E sendo justificados por uma justificação tão maravilhosa somos incentivados a
procurar aplicar-nos “às boas obras” (Tito 3.7,8) para a glória de Deus pelo Salvador.
As bênçãos da justificação são múltiplas. Temos a emancipação da culpa e do poder do pecado (I João 1.7;
Hebreus 10.12-14; Romanos 8.1; Gálatas 3.13). Pela justificação temos a bênção de ter paz com Deus (Isaías
53.5; Romanos 8.1). Por não termos mais a culpa do pecado não é impedido mais a nosso comunhão com
Deus e temos plena aceitação da nossa pessoa com Deus e a possibilidade de uma adoração verdadeira
(Efésios 1.6; Hebreus 10.19-22; João 4.24). Por sermos absolvidos de culpa somos abençoados na terra e pela
eternidade (Romanos 8.28; I Coríntios 2.9; Apocalipse 1.5,6) pois a justificação e a glorificação andam juntos
(Romanos 5.8, 10; 8.30).
Um resumo (BANCROFT, Elemental Theology, p. 206):
1. Somos justificados judicialmente por Deus, Romanos 8.33.
2. A causa da nossa justificação é a graça, Romanos 3.24.
3. Somos justificados meritória e manifestamente por Cristo (meritoriamente pela sua morte, Romanos 5.10
manifestamente pela sua ressurreição Romanos 4.25).
4. Somos justificados instrumentalmente pela fé, Romanos 5.1.
5. Somos justificados evidentemente aos outros pelas obras, Tiago 2.14-24.

Pergunta 33 – O que é adoção?


33. Pergunta. O que é adoção?
Resposta. A adoção é o ato da livre graça de Deus (1), pela qual somos recebidos no número dos salvos, e
temos o direito a todos os privilégios dos filhos de Deus (2).
1. I João 3:1. “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus”.
2. João 1:12. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que
crêem no seu nome”. Romanos 8:17. “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus
e co-herdeiros de Cristo”.
Introdução:
“Esta benção da graça é ainda mais grandiosa do que a justificação. Embora um juiz possa absolver totalmente
alguém que esteja sendo acusado de crime, não pode, contudo, conferir ao que foi absolvido nenhum dos
privilégios que o filho tem. Mas o crente em Jesus Cristo tem o privilégio de poder considerar Deus não apenas
como um juiz e justificador, mas um Pai amoroso. O problema de como colocar o pecador justificado na família
de Deus foi resolvido (Jer. 3:19). Uma vez distante, ele agora é trazido para perto de Deus mediante o sangue
de Cristo, e feito membro da família de Deus (Efésios 2:13, 19)” – Dagg, p. 220.
O significado da adoção. Existem duas maneiras de entender a palavra “adoção”. Uma é do ponto de vista do
mundo natural, ou seja, alguém de uma família é desejado e colocado legalmente numa outra. Uma outra é pelo
ponto de vista da lei Romana.
Um exemplo da primeira maneira é Moisés quando a filha de Faraó o adotou (Êx. 2:10; Hebreus 11:24). Pela
ação de Faraó, Moisés, alguém de uma família, é desejado, pela filha de Faraó, e colocado legalmente numa
outra, a de Faraó. Por nós sermos uma vez nos laços do diabo (II Tim 2:26) e por natureza filhos da ira (Efés.
2:3) situação na qual éramos estrangeiros e sem Deus do mundo (Efés. 2:12), pode ser dito que somos, pela
obra de Cristo na cruz, e a operação do Espírito Santo em nossos corações com o fruto da fé, tirados de uma
família, a das trevas e da ira, desejados, pela graça de Deus, e feitos filhos de Deus legalmente com todas as
bênçãos de Cristo, na família da Luz e do amor (Romanos 8:16,17).
Uma outra maneira de entender a adoção é pelo ponto de vista da lei Romana, ou seja, o filho da família
Romana séria, numa certa idade, legal e formalmente adotado. Essa cerimônia faz que o filho seja colocado na
posição de um filho legítimo e, assim, dado todos os privilégios de um filho. A participação do filho não trouxe
ele na família (pois ele já estava na família), mas reconheceu ele como filho diante da lei Romana. Um exemplo
disso entendemos pelo escrito de Paulo em Gálatas 4:1-7. Por nós sermos tornados pela regeneração “filhos de
Deus” agora, pela adoção, tornarmos legal e formalmente um filho com todas as bênçãos do Pai (Bancroft, p.
240).
A adoção é diferente do que a justificação. Muitos acham que a adoção é a mesma coisa da justificação.
Existem várias razões que enfatizamos que a adoção é distinta da justificação mesmo que sejam inter-
relacionados.
Existem duas palavras distintas na Palavra de Deus: justificação e a adoção. Se essas duas
palavras fossem iguais no significado seriam conhecidas pela mesma palavra.
As duas doutrinas, justificação e adoção, falam de mudança de relacionamentos com Deus mas, os
relacionamentos não são iguais. Na justificação, Deus, como rei e juiz, torna de olhar ao pecador como
um cidadão e de um justo. É um relacionamento legal baseada na justiça de Cristo. Na adoção, Deus,
como pai, torna de olhar ao salvo como filho. É um relacionamento familiar baseada no amor (I João
3:1).
A justificação é do Pai somente na qualidade de rei e juiz. A adoção é tanto do Pai quanto do Filho
(João 1:12).
Pela justificação tornamos de ter paz com Deus (Romanos 5:1; 8:1,2). Pela adoção tornarmos a ter
um relacionamento de amor com Deus (Romanos 8:15).
Pela justificação a pena e o poder do pecado são eliminados. Pela adoção a presença do pecado na
vida do cristão é tratada com a correção paternal (Hebreus 12:5-11).
33.1 A adoção é o ato da livre graça de Deus (1), pela qual somos recebidos no número dos salvos, e temos o
direito a todos os privilégios dos filhos de Deus (2).
1. I João 3:1. “Vede quão grande amor nos tem concebido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus”.
A origem da adoção não vem do homem mas de Deus. O homem não convertido e não justificado não tem
direito diante de Deus para ser adotado. O homem natural não pode pensar que ele tem um direito natural
diante de Deus por ser uma criação superior de toda a criação natural. Se o homem tivesse qualquer direito
para mandar em Deus por ser originalmente criado na imagem de Deus, todo e qualquer homem teria direito à
adoção.
O homem regenerado e feito vivo espiritualmente também não tem direito diante de Deus de ser adotado. O
homem regenerado e convertido não é mais condenado, mas, mesmo assim, não tem direito ao amor de Deus.
O amor de Deus pelo cristão não é por merecimento nenhum. Por isso a adoção não é um direito do homem
espiritual.
A origem da adoção é um dom de amor de Deus aqueles que têm união com Cristo, o Unigênito filho. A verdade
é que a adoção vem, não de qualquer direito de homem algum, mas pelo “beneplácito de Sua vontade”, a
vontade de Deus (Efésios 1:5). A adoção é dada somente pela obra de Cristo e dada em amor a todos que vem
a Cristo pela fé (João 1:12). A adoção é herdada no começo da carreira cristã quando ainda não há mérito
nenhum pelas obras da obediência do cristão (I Coríntios 1:26-29).
A natureza da adoção é revelada em que ela é resultada de uma escolha de Deus a aceitar na Sua família os
que eram estrangeiros e peregrinos “como concidadãos dos santos, e da família de Deus” (Efésios 2:19). A
adoção enfatiza o fato que o cristão participa da natureza santa de Cristo, pela união com Seu Próprio Filho
(João 17:21-23; II Pedro 1:4, “participantes da natureza divina”).
Seria bom diferenciar a adoção dos homens e a adoção de Deus. O homem escolhe um filho de uma outra
família e pensa das qualidades reais ou supostas que este filho tem que podem ser agradáveis e meritórias,
porém Deus, na adoção do Seu povo, produz as qualidades por Si mesmo naqueles que Ele escolhe. O homem
pode dar bens e o seu próprio nome a quem adota, mas não pode mudar a descendência de quem ele adota,
nem transformá-lo na sua própria imagem; porém Deus, faz que os que Ele adota não só participem do Seu
nome e das Suas bênçãos celestiais, mas também da Sua própria natureza, mudando e transformando-os na
Sua própria imagem (Haldane, p. 357; II Pe. 1.4).
O tempo da adoção é de eternidade a eternidade: A adoção é eterna na sua concepção (Efésios 1: 4,5, “antes
da fundação do mundo … E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo”). A adoção começa
literalmente no ato da salvação (João 1:12; Gálatas 3:26, “todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus”). A
adoção é futuramente eterna pois ela passará pela morte a transformação do corpo (Romanos 8:23, “e
esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”; II Coríntios 5:10; I João 3:1-3, “agora somos filhos
de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser”). É também entendida que a adoção é eterna por
ela não depender na obra de nenhuma criatura mas completamente na obra santa do Criador (I Coríntios 1:30;
Romanos 9:11; 11:5,6).
33.2 A adoção é o ato da livre graça de Deus (1), pela qual somos recebidos no número dos salvos, e temos o
direito a todos os privilégios dos filhos de Deus (2).
2. João 1:12. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que
crêem no seu nome”. Romanos 8:17. “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus
e co-herdeiros de Cristo”.
As bênçãos de adoção são inúmeras e gloriosas. Por sermos adotados na família de Deus temos: o nome da
família (I João 3:1, “chamados filhos de Deus”; Efésios 3:14,15); a identidade da família (Romanos 8:29, “a
imagem de seu Filho”); o amor da família (João 13:35, “nisto todos conheceram que sois meus discípulos, se
amardes uns aos outros”; I João 3:14); o espírito da família (Romanos 8:15, “recebestes o Espírito de adoção de
filhos”; Gálatas 4:6), e, a responsabilidade da família (João 14:23, 24, “Se alguém Me ama, guardará a Minha
palavra”; João 15:8). Outras bênçãos ainda poderiam ser listadas, quais são:
1. A confraternidade íntima com Cristo e Deus (Gálatas 4:7, “já não és mais servo, mas filho”; João 15:15). Essa
relação íntima é percebida pelos termos com qual o filho adotivo chama Deus de Pai: “Aba Pai”. Cristo chamou
Seu Pai pelo mesmo título (Marcos 14:36) e o filho adotivo situa-se na mesma posição do Unigênito Filho de
Deus para com o Pai, e assim também O chama pelo mesmo título amoroso (Romanos 8:15; Gálatas 4:6).
2. A presença verdadeira e segura do Espírito Santo – Romanos 8:16. Romanos 8:15 não quer dizer que
somente recebemos uma adoção espiritual mas ensina que recebemos o próprio “Espírito de adoção” que
indica uma nova natureza espiritual e possessão do próprio Espírito Santo (Matthew Henry, V. III, p. 963.)
3. A orientação do Espírito Santo (Romanos 8:4, 14; Gálatas 5:16). O mesmo Espírito que nos convenceu do
pecado, e da justiça e do juízo (João 16:8) é o mesmo que continua conosco assegurando-nos na fé, nos dando
o Seu fruto, nos levando a apreciar a Palavra de Deus que Ele inspirou, pois temos muita oposição interna e
externa dessa confiança de sermos filhos de Deus.
4. Uma consciência real da posição nossa com Deus (Romanos 8:15, “Aba Pai”; Gálatas 4:6). A expressão,
“Aba Pai”, é uma expressão reservada, entre os judeus, para ser usada somente por pessoas livres. Nenhum
escravo poderia chamar o seu senhor, “Aba”, ou a sua senhora, “Imma”. O uso dessa expressão por Paulo
relata o privilégio livre e familiar que temos para com Deus pela adoção (Haldane, p. 358). A consciência dessa
posição real desfruta um acesso aberto para com o Pai (Efésios 3:12, “temos ousadia e acesso com confiança”;
Hebreus 10:19-23).
5. Somos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo (Romanos 8:17; I Pedro 1:3-5, “herança incorruptível,
incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós”; Apocalipse 21:7, “herdará todas as
coisas”; I Coríntios 3:21-23, “tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo de Deus”).
6. As bênçãos indizíveis da glória futura (I João 3:2, “ainda não é manifestado o que vemos de ser … Seremos
semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”).
7. A correção paternal (Hebreus 12:5-11) e cuidado constante e amoroso (Mateus 6:32, “vosso Pai celestial bem
sabe que necessitais todas estas coisas”; Lucas 12:27-33; João 17:22,23, “E Eu dei-lhes a glória que a Mim Me
deste, para que seja um, como Nós somos um … E que os tens amado a eles como Me tens amado a Mim”;
16:27).
Concluindo o estudo entendemos como a adoção é graciosa e gloriosa. Tanto mais que estudamos o assunto
da salvação percebemos melhor do grande amor que tem nos concedido o Pai que fôssemos chamados filhos
de Deus (I João 3:1). Os que têm tais bênçãos, tanto pelo conhecimento delas quanto pela operação da nova
natureza, serão incentivados a serem puros como Aquele que os chamou a tais bênçãos é puro (I João 3:3,
qualquer e que nele têm nesta esperança purifica si a si mesmo, como também ele é puro”). As bênçãos dadas
pela adoção são muito além de um dever seco de uma religião com cerimônias, tradições, filosofias ou emoções
forçadas. Essas qualidades não têm nenhuma posição abençoada para com Deus pois dependem das ações e
intenções do homem e nem um pouco na obra graciosa de Cristo. Se você se descobre somente religioso o
aviso é: deixe as suas obras de justiça que procuram ganhar a graça e a misericórdia de Deus. Lance-se aos
pés de Deus clamando pela salvação dEle que vem somente por Cristo em amor, e confiar naquela salvação
que é completa nEle.

Pergunta 34 – O que é santificação?


34. Pergunta. O que é santificação?
Resposta. A santificação é a obra do Espírito de Deus (1), pela qual somos renovados no homem novo feito à
imagem de Deus (2), e somos mais e mais capacitados a morrer para o pecado, e a viver para a justiça (3).
1. II Tessalonicenses 2.13. “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por
vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade”.
2. Efésios 4.24. “E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e
santidade”.
3. Romanos 6.10. “Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado, mas, quanto a viver, vive para
Deus”.
Introdução
Hebreus 12.14
O que significa
A palavra “santificar”, como usada na Bíblia, significa principalmente de separar algo para um uso especial. Um
exemplo disso é a santificação do sábado, uma separação do sétimo dia dos demais dias da semana para um
propósito especial (Êx. 20.8-11; Deut 5.12-15).
Mas a santificação não é apenas uma separação. Significa também uma separação para a santidade (Núm. 6.5-
8; Hebreus 7.26; II Tim 2.19-21). A palavra “santificação” também tem a idéia de purificação ou de uma lavagem
(Hebreus 9.13-14; Efés. 5.26).
O léxico de Thayer’s consta o significado da palavra “santificar”: dar ou reconhecer por venerável, honrar,
separar de coisas profanas e dedicar-se a Deus; consagrar; purificar (Simmons, p. 361).
Como o pecado nos culpou e nos sujou na nossa natureza, Deus, por Cristo, na salvação nos justifica, tirando a
culpa; nos adota, oficializando nossa posição de filho; e nos santifica, nos dando uma natureza santa (Romanos
5.17; 6.19). A justificação tira a nossa culpa legal diante de Deus. A adoção nos dá uma relação familiar. A
santificação nos faz andar moralmente limpos diante de Deus e dos homens. Na justificação recebemos o título
da inocência. Na adoção é dado o título da nossa herança. Na santificação somos feitos capazes de desfrutar e
usufruir daquela herança (Fil. 4.13; I Cor. 1.30; 6.11; I João 1.9).
Definindo melhor, a santificação é aquela operação que muda o nosso caráter e a nossa conduta. Ela opera em
nós uma capacidade para adorar a Deus corretamente e nos qualifica para gozar o céu. A santificação faz que
sejamos feitos, tanto na natureza quanto na prática, segundo a imagem de Cristo (Romanos 8.29).
O tempo da santificação
A santificação é tanto imediata quanto um processo. A santificação é imediata quando focalizamos na posição
do cristão, pela salvação, diante de Deus (santificação posicional). A santificação é um processo quando
consideramos a posição do cristão, pela salvação, diante dos homens (santificação experimental). E tem ainda
a santificação completa e perfeita gozada no céu (santificação futura). Queremos tratar do tempo da
santificação primeiramente diante de Deus.
Diante de Deus
Na hora da salvação, o regenerado, que mostra a sua nova vida pela conversão, é justificado diante do juiz e
adotado na família de Deus. Imediatamente e eternamente é lavado de todo seu pecado. Essa santificação e
imediata é entendida em duas maneiras.
Primeiramente o cristão, pela santificação, é legalmente puro. Cristo é a nossa santificação legal (I Cor. 1.30,
“Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e
redenção:”). Cristo se entregou a si mesmo para purificar os seus (Efés. 5.25,26, “… Cristo amou a Igreja, e a si
mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,”). Por causa
de Cristo entregar o seu próprio corpo para os pecadores arrependidos, esses são santificados eternamente
diante de Deus (Hebreus 10.10, “na qual vontade temos sido santificados pelo oblação do corpo de Jesus
Cristo, feita uma vez.”; 13.12, “E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue,
padeceu fora da porta.”). O cristão, pela morte de Cristo, não tem mais nenhum pecado entre ele e Deus. Nos
crentes lavados pelo sangue de Cristo, Deus não enxerga mais condenação (Jer. 31.34, “e nunca mais me
lembrarei dos seus pecados”; Romanos 5.1, “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por
nosso senhor Jesus Cristo;”). Nos crentes lavados pelo sangue de Cristo, não há mais sujeira (I Cor. 6.11, “E é
o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em
nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.”; Apoc 1.5; 7.14). Os que são salvos por Cristo não têm
mais maldição (Gal. 3.13, “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo se maldição por nós; porque está
escrito: maldito todo aquele que foi pendurado no madeiro;”). Não existindo mais condenação, sujeira ou
maldição no salvo para com Deus, entendemos que o cristão é legalmente puro. Pela santificação legal somos
postos numa posição santa diante de Deus.
Em segundo lugar o cristão, pela santificação, é moralmente puro. Pela regeneração, o espírito do homem foi
feito vivo para com Deus. Este espírito novo no homem é a nova natureza criada nele pelo Espírito Santo
quando o arrependido foi trazido a ser “em Cristo” (II Cor. 5.17, “nova criatura é”). Essa nova natureza não pode
pecar (I João 5.18). Essa nova natureza tem prazer na lei de Deus, a declaração moral de Deus (Sal. 1.2; 40.8;
119.72; Romanos 7.22). Tendo essa nova natureza o santificado é feito como Cristo (João 4.34, “Jesus disse-
lhes: a minha comida e é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar sua obra”), e, por Cristo, estes
cumprem toda a lei moralmente (Romanos 2.29). Essa nova natureza é alimentada pela Palavra de Deus (I
Pedro 2.2), pelo Espírito (Efés. 3.16), pela qual o santificado “vê” Deus (Mat. 5.8). Pela santificação o Cristão é
feito santo imediatamente, em sua natureza, diante de Deus.
Diante dos Homens
Diante de Deus, o salvo não têm mais maldição, porém, diante dos homens, o cristão cresce na santificação
(Prov. 4.18, “mas a vereda do justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”).
Para entender melhor a santificação diante dos homens convém entender o que ela não é em comparação ao
que é.
A Santificação não é:
Devemos entender que esta santificação diante dos homens, não é o melhoramento da carne. Mesmo que haja
no processo da santificação diante dos homens uma manifestação cada vez menor da carne, a própria carne
não melhora. A carne sempre tem o pecado habitando nela (Romanos 7.14-24). A carne sempre cobiça contra o
Espírito (Gal. 5.17). O pecado da carne manifesta-se, mas, pela santificação, aprendemos a morrer à carne,
porém a carne nunca fica livre do pecado. “A impiedade essencial da carne é sempre latente” (Simmons, p.
365).
A santificação diante dos homens também não é uma eliminação gradual do pecado na alma. Moralmente, o
cristão já é puro diante de Deus alegrando-se, pelo homem interior, na lei de Deus (Romanos 7.22). A alma não
tem mais pecado pois ela foi salva pelo sacrifício suficiente de Cristo (I Jo. 3.9). É a carne que continua com o
pecado.
O processo da santificação diante dos homens também não é a interrupção total dos ataques de Satanás.
Enquanto Satanás viver, ele lutará contra tudo o que está em prol da glória de Deus. Temos que ainda lutar
“contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes
espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efés. 6.12; I Pedro 5.8, “o diabo, vosso adversário, anda em
derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;”).
Pela santificação não tornamos um alvo menos importante ao Satanás. Pode ser que o contrário seja
verdadeiro.
A Santificação é:
O processo da santificação diante dos homens é a alma do cristão fortalecendo-se mais na santidade (Hb.
10.14), “pelo conhecimento renova… segunda a imagem daquele que a criou” (Col. 3.10). A alma fortalecendo-
se mais e mais na santificação, o propósito da salvação de conformar-nos a imagem de Cristo (Romanos 8.29),
é atingido. Pela santificação somos mais e mais vistos como “irmãos” de Cristo (Hebreus 2.11).
Santificação diante dos homens é prática. O processo da santificação acontece no interior do cristão pelo
Espírito Santo mas se revela externamente diante do mundo pela vida cristã do cristão. A santificação
exterioriza-se na pregação de Cristo pelo viver da vida cristã publicamente (Hebreus 12.14, “Segui a paz com
todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o senhor;”; Mat. 5.14-16, “Vós sois o sal da terra; … Vós sois a
luz do mundo; … Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e
glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus”). A santificação diante dos homens não é uma opção mas uma
conseqüência normal daquela nova natureza nascida no cristão.
A santificação diante dos homem é experimental. O próprio cristão reconhece a obra da santificação na sua
vida. O próprio cristão nota as mudanças nos seus desejos para com Deus, à Palavra de Deus, à oração, à
santidade e à obediência (II Cor. 3.18, “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a
glória de Deus, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor”;
Romanos 1.17, “porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: o justo ou viverá da
fé”). O Cristão não pensa que já alcançou toda a perfeição mas reconhece que felizmente não é o que era e
ainda deseja mudar mais (Fil. 3.12-14).
A santificação diante dos homens é incompleta. O cristão sempre crescerá até o dia perfeito quando não existirá
mais pecado presente, ou seja, no céu (Provérbios 4.18; Filipenses 3.12). Nesta vida terrestre, com o pecado na
carne e mesmo com uma crescente manifestação na vida da nova natureza com as suas vitórias sobre a carne,
nunca chegaremos à perfeição completa. Essa perfeição completa-se somente na glorificação.
34.1. A santificação é a obra do Espírito de Deus (1), pela qual somos renovados no homem novo feito à
imagem de Deus (2), e somos mais e mais capacitados a morrer para o pecado, e a viver para a justiça (3).
1. II Tessalonicenses 2.13, “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por
vos ter elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade”.
Os Meios da Santificação Posicional e Experimental
Diante de Deus – Posicional
A santificação diante de Deus vem de Deus mesmo. “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto,
descendo do Pai das luzes” (Tiago 1.17). Foi Deus que começou a boa obra em nós (Fil. 1.6; Efés. 1.3).
A santificação diante de Deus vem pela obra do Espírito Santo (I Cor. 6.11; II Tess 2.13; I Pedro 1.2).
A santificação diante de Deus tem a morte de Cristo como base pela qual o Espírito Santo opera (I Cor. 6.11;
Gal. 3.13; Apoc 1.5; 7.14).
A santificação diante de Deus tem a fé como o meio pelo qual a alma se purifica (Atos 15.9; 26.18; I Pedro 1.22;
II Ts. 2.13).
A santificação diante de Deus tem na Palavra de Deus um meio pelo qual a fé opera (Romanos 10.17) II Ts.
2.13,14, “fé da verdade …. pelo nosso Evangelho vos chama …” Por isso: Ide! Pregai! Ore!
Diante dos Homens – Experimental
A santificação do cristão diante dos homens vem de Deus (João 17.17; I Tess 5.23).
A santificação diante dos homens vem pela obra do Espírito Santo (Romanos 15.16). Ele nos guia (Romanos
8.14), nos transforma (Romanos 12.2; II Cor. 3.18), nos fortifica (Efés. 3.16), e, produz em nós o único fruto que
agrada Deus (Gal. 5.22).
A santificação diante dos homens tem a vitória de Cristo sobre o pecado, a morte e sobre Satanás como a base
pela qual o Espírito Santo opera (I Cor. 6.11; 15.55-57; Gal. 3.13; Apoc 1.5; 7.14).
A santificação diante dos homens tem a Palavra de Deus como instrumento que Espírito Santo usa (João
17.17). A Palavra de Deus promove a obediência, previne e purifica-nos do pecado, nos reprova do pecado (II
Tm. 3.16) e causa-nos a crescer na graça (I Tim 3.16,17; Sal. 119.9, 11, 34, 43, 44, 50, 93, 104; Hebreus 5.12-
14; I Pedro 2.2).
A santificação diante dos homem tem a fé como meio pelo qual a palavra de Deus é eficiente ou melhor,
exercitada (Gal. 5.22; Romanos 10.17).
A santificação diante dos homem tem a nossa própria obediência como meio para nos santificar (Romanos
6.19). Como o exercício físico desenvolve o apetite para o alimento, pelo qual recebemos os elementos para
produzir crescimento, assim o exercício espiritual desenvolve apetite para a Palavra de Deus, pela qual
recebemos os elementos para o crescimento na graça (Sal. 1.2,3). A nossa obediência deve envolver a oração
(I Pe. 4.14), a freqüência à Igreja onde Deus opera o Seu ministério pelo Seus ministrantes (Efés. 4.11,12), a
observação das ordenanças do batismo e da ceia, o castigo e também as providências de Deus (a tribulação, a
nossa personalidade, os nossos relacionamentos, as circunstâncias da vida, etc. Rm. 8.28). Essas coisas
promovem a nossa santificação diante dos homens, não porque eles em si têm uma virtude, mas, como os
outros meios, são usados pelo Espírito Santo. Pelos meios somos levados a crescer no temor de Deus e assim
somos fortalecidos a termos uma obediência mais completa diante dos homens. Essas atividades mostram as
glórias de Deus em Cristo pela vida. Deve ser lembrado: Os atos da obediência não têm graça neles
separadamente, mas são meios pelos quais conhecemos Deus melhor, e somos santificados diante dos
homens.
34.2 e 34.3 A santificação é a obra do Espírito de Deus (1), pela qual somos renovados no homem novo feito à
imagem de Deus (2), e somos mais e mais capacitados a morrer para o pecado, e a viver para a justiça (3).
2. Efésios 4.24. “E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e
santidade”.
3. Romanos 6.10. “Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado (A nossa posição), mas,
quanto a viver, vive para Deus (A nossa prática)”.
Os Frutos da Santificação
A santificação do cristão não é algo estático ou neutro. A santificação produz evidências no interior do próprio
cristão e também exteriormente diante o mundo.
A santificação na vida do cristão produz interiormente uma consciência real da impureza latente na carne.
Muitos são os santos na Bíblia que lamentaram a sua impiedade mostrando-nos a realidade: quanto mais santo
somos mais impuros nos sentimos (Jó 38.1,2; 40.3,4; 42.5,6; Isaías 6.3-5; Efés. 3.8; Fil. 3.12-15).
A santificação na vida do cristão produz interiormente um desgosto crescente ao pecado. Com o processo da
santificação, o cristão torna-se mais e mais como Cristo. Aquilo que o Senhor odeia, o cristão santificado
também odeia. Por isso o cristão odeia olhos altivos, a língua mentirosa, as mãos que derramam sangue
inocente, o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a
testemunha falsa que profere mentiras, e aquele que semeia contendas entre irmãos (Prov. 6.16-19; Zac 8.17).
Pelo processo da santificação o cristão cresce mais no temor de Deus. O temor de Deus odeia o mal, a soberba
e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa (Prov. 8.13). Tanto mais que somos como Cristo mais
odiemos o mal (Sal. 97.10). O crescimento no entendimento dos mandamentos do Senhor Deus faz que o
cristão desgoste qualquer evidência de falso caminho (Sal. 119.104). Com a santificação, o cristão vê o pecado
verdadeiramente pelo que é: inimizade contra Deus (Romanos 8.6; I João 3.4).
A santificação na vida do cristão produz interiormente um crescimento na graça e um apreço maior das coisas
celestiais (Prov. 4.18; Sal. 119.101-113). Aquilo que Deus ama, o cristão santificado ama também. Por isso ele
imerge-se mais e mais na oração, na Palavra de Deus, nos cultos públicos de adoração, na conformidade a
Cristo no lar, nos pensamentos, nos estudos, no emprego, e na vida particular. Verdadeiramente o padrão moral
de Deus é o que o cristão santificado ama mais continuamente (Sal. 119.113, “amo a tua lei”).
A santificação na vida do cristão produz boas obras exteriormente diante do mundo (Efés. 2.10). Com uma nova
natureza, o cristão torna-se o sal da terra e a luz do mundo pelas suas boas obras (Mat. 5.13-16). Essas obras
são boas, não por causa da sinceridade do cristão mas porque elas vem de um coração regenerado (Mat.
12.33; 7.17,18; João 15.5); do amor para realizar a vontade de Deus (Deut 6.2; I Sam 15.22; João 14.15; I João
5.3); do desejo de glorificar somente a Deus (João 15.8; Romanos 12.1; I Cor. 10.31; Col. 3.17,23); do um
coração cheio de gratidão (I Cor. 6.20; Hebreus 13.15) e, da fé verdadeira (Tiago 2.14,17,20-22). Como o
cristão, quando ainda estava na carne, usou os seus membros para toda a imundícia, agora, com a nova
natureza, usa os seus membros para servir à justiça para santificação (Romanos 6.19; 12.1,2).
Reconhecendo que os frutos da santificação são muito além do que o homem pode produzir pelos esforços da
carne, convém que a nossa espiritualidade seja examinada e provada pelo Senhor (Sal. 26.2; 139.23,24; II Cor.
13.5). Ai de nós se somos satisfeitos com a santificação que só agrada a religiosidade dos homens.

Pergunta 35 – Quais são os benefícios que acompanham ou fluem da justificação, adoção e santificação
nesta vida?
35. Pergunta. Quais são os benefícios que acompanham ou fluem da justificação, adoção e santificação nesta
vida?
Resposta. Os benefícios que acompanham ou fluem da justificação nesta vida (1), são a certeza do amor de
Deus, paz de consciência, gozo no Espírito Santo (2), crescimento na graça de Deus, e perseverança até o fim
(3).
Romanos 14:17. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito
Santo.”
35.1 Os benefícios que acompanham ou fluem da justificação nesta vida (1), são a certeza do amor de Deus,
paz de consciência, gozo no Espírito Santo (2), crescimento na graça de Deus, e perseverança até o fim (3).
1. Romanos 5:1-5. “1 ¶ Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus
Cristo;2 Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na
esperança da glória de Deus.3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a
tribulação produz a paciência,4 E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.5 E a esperança não
traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi
dado”.
1 Jo 3.2, “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas
sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”.
1 Jo 4:4, “Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está
no mundo.”
Romanos 8:17 ¶ E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de
Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.
Mt 5.13-16, “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta
senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma
cidade edificada sobre um monte; 15 Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no
velador, e dá luz a todos que estão na casa. 16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que
vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”
I Co 2.10-16, “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as
profundezas de Deus. 11 Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que
nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. 12 Mas nós não
recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que
nos é dado gratuitamente por Deus. 13 As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana,
mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. 14 Ora, o homem
natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las,
porque elas se discernem espiritualmente. 15 Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é
discernido. 16 Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente
de Cristo.”
Efésios 5.8, “Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz”
Bênçãos existem quando praticadas as responsabilidades na obra de Deus: Oração, contribuição,
evangelização, pregação
Tg 5:16, “Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita
por um justo pode muito em seus efeitos”
I Co 16.1-2, “Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às Igrejas
da Galácia.2 No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua
prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar.”
II Co 9.7, “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque
Deus ama ao que dá com alegria”.
Mt 23:23, “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e
desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não
omitir aquelas”.
Mt 28.19, “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do
Espírito Santo;”
Bênçãos de responsabilidades na família: criar os filhos na doutrina, aprender amar como Deus ama a sua
Igreja.
Ef 6.4, “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.”
Ef 5.22, “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; 23 Porque o marido é a cabeça da
mulher, como também Cristo é a cabeça da Igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. 24 De sorte que,
assim como a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.
25 Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja, e a si mesmo se entregou por ela,
26 Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, 27 Para a apresentar a si mesmo
Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. 28 Assim devem os
maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si
mesmo.”
Bênçãos das responsabilidades pessoais: crescer na imagem de Cristo; etc.
Rm 8.29, “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu
Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”
II Pe 3.18, “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a
glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém”.
35.2 Os benefícios que acompanham ou fluem da justificação nesta vida (1), são a certeza do amor de Deus,
paz de consciência, gozo no Espírito Santo (2), crescimento na graça de Deus, e perseverança até o fim (3).
Romanos 14:17. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito
Santo.”
Algumas das bênçãos espirituais são:
Romanos 5:1-2, 5. “Sendo justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual
também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de
Deus ……E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações
pelo Espírito Santo que nos foi dado”.
Gálatas 5.22, “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão,
temperança. 23 Contra estas coisas não há lei.”
Gálatas 4:6, “E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba,
Pai.”
Certeza do amor de Deus: Rm. 8.14-17; Gl. 4.4-7; Is. 30.21; II Co. 1.22
35.3 Os benefícios que acompanham ou fluem da justificação nesta vida (1), são a certeza do amor de Deus,
paz de consciência, gozo no Espírito Santo (2), crescimento na graça de Deus, e perseverança até o fim (3).
Provérbios 4:18.”Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia
perfeito.” I João 5:13. “Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que
saibais que tendes a vida eterna.” I Pedro 1:5. “Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a
salvação.”
As bênçãos do crescimento de fé em fé, descobrindo a gloriosa graça da justiça de Deus:
Romanos 1:17, “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá
da fé.”
I Co 3.18, “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos
transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”
Efésios 3.17-19, “Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados
em amor, 18 Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento,
e a altura, e a profundidade, 19 E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais
cheios de toda a plenitude de Deus.”
Perseverança até o fim:
Jd 1.21, 24, “Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus
Cristo para a vida eterna. 24 Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos
irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória”
Mt 24.42-47, “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.43 Mas considerai isto: se o
pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa.44
Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.45
Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu
tempo?46 Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim.47 Em verdade
vos digo que o porá sobre todos os seus bens”.
At 11.23, “O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem
no Senhor, com propósito de coração;”.
Pv 28.18, “O que anda sinceramente salvar-se-á, mas o perverso em seus caminhos cairá logo”.
Mt 10.22, “E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim será
salvo”. Perseverar apesar de desprezo, o custo da cruz diante o lar, a escola, o emprego, ao mundo em geral. A
perseverança está auxiliada através de oração pessoal, leitura Bíblica particular, adoração publica e pela
evangelização.
Preservação de Deus dos Seus:
I Ts 5.24, “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará”. (II Tm 2.13).
Fp 1.6, “Tendo por certo isto mesmo, que Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de
Jesus Cristo”.
II Co 1.20, “Porque todas quantas promessas há de Deus, são nEle sim, e por Ele o Amém, para glória de Deus
por nós”.
I Pe 5.10, “E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes
padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá”.
Is 9.7, “Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o
firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará
isto”.
Is 14.24, “O SENHOR dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se
efetuará”.
I Co 3.15, “Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.
Essas bênçãos são para todos que abominaram seus pecados, crendo pela fé em Jesus Cristo que morreu no
seu lugar. Já está em Cristo? Então, tem todas as bênçãos que Deus prometeu para os que estão nEle.

Pergunta 36 – Que benefícios os crentes recebem de Cristo quando morrem?


36. Pergunta. Que benefícios os crentes recebem de Cristo quando morrem?
Resposta. O espírito dos crentes na morte se torna perfeito em santidade (1), e passa imediatamente para a
glória (2), e seu corpo, sendo ainda unido a Cristo (3), descansa no túmulo (4) até a ressurreição (5).
Para Memorizar:
Lu 23.43, “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”.
36.1 Resposta. O espírito dos crentes na morte se torna perfeito em santidade (1), e passa imediatamente para
a glória (2), e seu corpo, sendo ainda unido a Cristo (3), descansa no túmulo (4) até a ressurreição (5).
Hebreus 12:23. “Aos espíritos dos justos aperfeiçoados”.
O autor do livro de Hebreus anima os hebreus à perseverança, não por causa da Lei de Moisés mas, ainda
melhor, por causa das bênçãos que esperam os fiéis na fé. Tais bênçãos como o céu, a nova cidade de
Jerusalém, a presença dos anjos, a presença dos patriarcas e profetas e os que sofreram martírio. Esses justos
são os que testemunharam como piedosos. Terão as bênçãos da presença de Cristo e os espíritos dos justos
aperfeiçoados, ou seja, os que morreram em Cristo desde o tempo de Cristo nos dão ânimo para perseverar.
Estes justos, dos quais nós podemos ter conhecido pessoalmente, são, como os outros, aperfeiçoados
completamente. A benção de ver de novo estes amados lá é um fator de nos animar a perseverar aqui.
Mas em todo caso, os espíritos dos que são aperfeiçoados na justiça de Deus, estão já no monte Sião, um
símbolo do lugar do trono de Deus. ‘Seja fiel e você, ao deixar esse corpo, chegará ai também com os outros
justos, pois, em Cristo, tem este direito’ é o animo que os hebreus crentes foram dados nessa passagem. É
assim o autor de Hebreus instruiu antes: Hb 6.12, “Para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores
dos que pela fé e paciência herdam as promessas” (Fl 3.12-21). Sabendo das bênçãos que nos esperam,
somos também animados a perseverarmos até o fim glorioso.
Ec 12.7, “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu”. E, estando no céu, a perfeição é
completa. Não há mais a barreira do pecado em nós, nem há o pecado ao nosso redor e nunca haverá mais tal
barreira! No céu “as primeiras coisas são passadas” (Ap 21.4). Na cidade celestial “não entrará … coisa alguma
que contamine, e cometa abominação e mentira …” (Ap 21.27). Lá não haverá “mais maldição contra alguém”
(Ap 22.3). Não tendo nenhum tipo de pecado no céu aponta à verdade que lá somos aperfeiçoados em
santidade completa.
Desde que a ‘glória de Deus’ é a Sua santidade, da qual, antes da regeneração, éramos destituídas (Rm 3.23),
assim, na morte, os cristãos tornam a ser como Cristo (I Jo 3.1-3), ou seja, sem pecado, o seu gozo é completo
(Jo 15.11). Ser completamente santo é entrar “no gozo do teu senhor” (Mt 25.21).
Para Memorizar:
Lu 23.43, “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”.
36.2 Resposta. O espírito dos crentes na morte se torna perfeito em santidade (1), e passa imediatamente para
a glória (2), e seu corpo, sendo ainda unido a Cristo (3), descansa no túmulo (4) até a ressurreição (5).
Fp 1.23, “Tendo desejo de partir, e estar com Cristo”. Assim que parti, assim está com Cristo.
II Co 5.8, “Mas temos a confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor”. Assim que
deixar o corpo, assim habita “com o Senhor”. O Cristão, depois de ser fiel, na morte, “entra no gozo do teu
senhor” (Mt 25.21).
Lc 23.43, “Hoje estarás comigo no Paraíso”. Quando o corpo fica, a alma , o nosso ser, princípio de vida, está
no Paraíso.
Ec 12.7, “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu”. Assim que o corpo é cometido à
terra, o espírito voa ao Deus que o deu.
O espírito do homem foi dado por Deus no dia da sua criação: Gn 2.7, “… e soprou em suas narinas o fôlego da
vida; e o homem foi feito alma vivente”; Zc 12.1, “Peso da palavra do SENHOR sobre Israel: Fala o SENHOR, o
que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele”.
O espírito sobrevive ao corpo assim manifestando a sua imortalidade (Comentário de Jamieson, Fausset,
Brown, Ec 12.7).
Ec 12.7 prova que a alma é imortal, e não morre junto ao corpo, nem dorme na cova com o corpo, mas é
imediatamente com Deus (J. Gill, Bible Expositor).
Para Memorizar:
Lu 23.43, “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”.
36.3 Resposta. O espírito dos crentes na morte se torna perfeito em santidade (1), e passa imediatamente para
a glória (2), e seu corpo, sendo ainda unido a Cristo (3), descansa no túmulo (4) até a ressurreição (5).
O corpo unido a Cristo significa que o corpo não é esquecido por Deus. Deus tem planos para o corpo do
Cristão. Ele vai transformá-lo num corpo incorruptível e imortal. Todos os planos de Deus para “tragar a morte
na vitória” não serão completos sem transformar o corpo do Cristão morto (I Co 15.50-53). É nesse sentido que
o corpo do Cristão morto é unido a Cristo.
Teremos no céu um “corpo espiritual”, I Co 15.44. Isso quer dizer que haveremos de ter um corpo verdadeiro
com forma, como temos hoje, só que será espiritual também. Um corpo espiritual que não precisará nutrição
alimentar para subsistir, não será sujeito às leis ou limitações da ordem física anterior e não terá nenhuma
corrupção.
I Ts 4.14, “Assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele”.
Para Memorizar:
Lu 23.43, “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”.
36.4 Resposta. O espírito dos crentes na morte se torna perfeito em santidade (1), e passa imediatamente para
a glória (2), e seu corpo, sendo ainda unido a Cristo (3), descansa no túmulo (4) até a ressurreição (5).
Is 57.2, “Entrará em paz: descansarão nas suas camas os que houverem andando na sua retidão”.
Dt 31.16, “…E disse o SENHOR a Moisés: Eis que dormirás com teus pais …”.
II Sm 7.12, “Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti
um dentre a tua descendência, o qual sairá das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino.”
Não consta a expressão “dormir da alma” ou seu equivalente na Palavra de Deus. O que dorme é o corpo.
Para Memorizar:
Lu 23.43, “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”.
36.5 Resposta. O espírito dos crentes na morte se torna perfeito em santidade (1), e passa imediatamente para
a glória (2), e seu corpo, sendo ainda unido a Cristo (3), descansa no túmulo (4) até a ressurreição (5).
Jó 19.26, “E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus”. Haverá uma ressurreição
do nosso corpo! I Ts. 4.16-18.
Rm 8.23, “E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós
mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”.
II Co 5.2, 4, “E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu;” 4:
“Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados; não porque queremos ser
despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida”.
Fp 3.21, “Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu
eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas”. O corpo é abatido, mas será feito glorioso quando voltar
Aquele que sujeitará tudo a Si, ou seja, na volta de Cristo nas nuvens.
Haverá uma ressurreição dos justos e uma dos ímpios, Ap 20.4-6, 12-15; I Co 15.20-23, 51-53.
Se você morresse hoje, saberia onde passará a sua alma? Pela experiência lamentável aqui na terra já
sabemos para onde vai o corpo na morte. Mas, qual será o destino da sua alma? Somente a alma escondida
em Cristo pelo arrependimento e fé verá a vida, pois Cristo é a vida, e nos dá a vida eterna.
Se morresse hoje, Jesus diria a você o mesmo que Ele falou ao malfeitor na cruz que arrependeu-se dos seus
pecados e creu em Cristo? “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”, Lu
23.43.
Amados irmãos em Cristo, até aquele dia de deixar o corpo no túmulo, ou até o dia que Cristo voltar, vamos nos
ocupar naquilo que Deus nos comissionou a fazer (Lu 19.13; Mt 28.18-20). É dia ainda, vamos trabalhar
enquanto é dia (Jo 9.4)!
Cl 3.1-4, “Portanto, se já ressuscitastes pela fé com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está
assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais
mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar,
então também vós vos manifestareis com Ele em glória”. Tem tal esperança?

Pergunta 37 – Que benefícios os crentes recebem de Cristo na ressurreição?


37 Pergunta. Que benefícios os crentes recebem de Cristo na ressurreição?
Resposta. Na ressurreição, os crentes sendo ressuscitados em glória (1), serão reconhecidos e declarados
justificados no dia do juízo (2), e feitos perfeitamente abençoados tanto no espírito quanto no corpo desfrutando
completamente a comunhão com Deus (3) por toda a eternidade (4).
Para Memorizar:
I Jo 3.2, “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas
sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”.
37.1 Resposta. Na ressurreição, os crentes sendo ressuscitados em glória (1), serão reconhecidos e declarados
justificados no dia do juízo (2), e feitos perfeitamente abençoados tanto no espírito quanto no corpo desfrutando
completamente a comunhão com Deus (3) por toda a eternidade (4).
I Coríntios 15: 43. “Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória”. Leia também: I Co. 15.12-22, 35-49, 53-
54.
Seremos ressurretos com um “corpo espiritual”, I Co 15.44. Isso quer dizer que teremos um corpo verdadeiro
com forma, como temos hoje, só que será espiritual também. Um “corpo espiritual” que não precisará nutrição
alimentar para subsistir, não será sujeito às leis ou limitações da ordem física anterior e não terá nenhuma
corrupção.
Para Memorizar:
I Jo 3.2, “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas
sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”.
37.2 Resposta. Na ressurreição, os crentes sendo ressuscitados em glória (1), serão reconhecidos e declarados
justificados no dia do juízo (2), e feitos perfeitamente abençoados tanto no espírito quanto no corpo desfrutando
completamente a comunhão com Deus (3) por toda a eternidade (4).
Mateus 10:32. “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai,
que está nos céus”.
Antes da ressurreição dos nossos corpos, a nossa posição diante de Deus, por estarmos em Cristo, já é uma
posição de pessoas justificadas. Considerem estes versículos: Rm 8.1, “Portanto, agora nenhuma condenação
há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. Rm 5.1,
“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”. Fp 3.9, “E seja
achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que
vem de Deus pela fé”.
Porém, na ressurreição, Cristo declarará diante de Deus, dos anjos santos e de todos os presentes naquela
ressurreição, que esses fieis a Ele foram justificados por Ele (Ap 3.5). Apesar da verdade que somos guardados
de tropeçar e apresentados irrepreensíveis diante de Deus (Judas 24), é verdade também que “Como tratamos
Cristo nessa vida determinará como Ele nos tratará na eternidade”, (Family New Testament Notes). Ser
envergonhados de Cristo é negá-Lo. Uma vida que persiste de negar Cristo na terra é uma vida negada por
Cristo na ressurreição. A confissão agradável a Deus é uma que origina do coração (Rm 10.10), e,
verdadeiramente espalha a todas as áreas da nossa vida (social, religiosa, empregatícia, recreativa e
doméstica; a fala, a dieta, o vestir, o folgar, etc.). Tal confissão é possível pela amável graça de Deus com o
qual, morrendo a nós mesmos, vivemos Cristo diante do mundo. Tal confissão será recíproca por Cristo diante
do Seu Pai.
Como vai a sua vida diária com Cristo? A sua maneira de viver confessa Cristo? Se for fiel, e se perseverar
obedecendo a Palavra de Deus até o fim, Cristo, no Seu trono, promete confessar que cada um dos fieis é Seu
irmão.
Se porém a sua vida é uma dominada pelo pecado (Pr 24.16), experimentada somente com a tristeza segundo
o mundo (II Co 7.10), a sua necessidade é um coração novo que confesse o pecado, odeia o pecado, e clama
pela misericórdia de Deus enquanto confia no sacrifício de Cristo (At 17.30, 31).
Há um dia de juízo para o Cristão quando serão julgadas as suas obras de obediência à Palavra de Deus (Rm
14.12, “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus”; II Co 5.10, “Porque todos devemos
comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou
bem, ou mal”; Ec 12.14).
Para Memorizar:
I Jo 3.2, “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas
sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”.
37.3 Resposta. Na ressurreição, os crentes sendo ressuscitados em glória (1), serão reconhecidos e declarados
justificados no dia do juízo (2), e feitos perfeitamente abençoados tanto no espírito quanto no corpo desfrutando
completamente a comunhão com Deus (3) por toda a eternidade (4).
I João 3:2. “Quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele: porque assim como é o veremos”.
Não é explicado na Bíblia até que aspecto seremos semelhantes a Cristo, que é o alvo de todo Cristão
verdadeiro. Todavia é suficiente saber que não teremos mais as limitações de um corpo completamente
terrestre (“corpo espiritual”, I Co 15.42-44), nem cobiçará contra nosso espírito a carne (Gl 5.17). Não terá nada
que impeça a comunhão nossa com Deus (Ap 22.1-5).
Para Memorizar:
I Jo 3.2, “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas
sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”.
37.4 Resposta. Na ressurreição, os crentes sendo ressuscitados em glória (1), serão reconhecidos e declarados
justificados no dia do juízo (2), e feitos perfeitamente abençoados tanto no espírito quanto no corpo desfrutando
completamente a comunhão com Deus (3) por toda a eternidade (4).
I Tessalonicenses 4.17. “E assim estaremos sempre com o Senhor”.
Mt 25.21, “E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te
colocarei; entra no gozo do teu senhor”.
A conclusão da aliança da graça, da expiação de Cristo pelos Seus, da Sua ressurreição e ascensão ao Pai é
isso: os que o Pai deu a Cristo sejam imputados com a Sua justiça e ressurretos no último dia para estarem
aonde que Jesus estiver (Jo 6.37-40; 12.26; 14.3; 17.24).
Você tem tal esperança gloriosa de estar com Cristo pela eternidade?
Para Memorizar:
I Jo 3.2, “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas
sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”.

Pergunta 38 – O que acontecerá ao ímpio em sua morte?


38. Pergunta. O que acontecerá ao ímpio em sua morte?
Resposta. O espírito do ímpio será lançado nos tormentos do inferno na morte (1), e o corpo ficará no túmulo
até a ressurreição e julgamento do grande dia (2).
Para Memorizar: Jo 3.36, “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá
a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.
38.1. Resposta: O espírito do ímpio será lançado nos tormentos do inferno na morte (1), e o corpo ficará no
túmulo até a ressurreição e julgamento do grande dia (2).
Sl 9.17, “Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus”.
Judas 1.7, “Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à
fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno”.
“sofrendo a pena”, o uso deste conjunto de palavras gregas, expressa a idéia de castigo contínuo (Léxico de
Robertson). As cidades estão mencionadas, mas a pena de fogo eterno é para os habitantes destas cidades,
pois são eles que “havendo-se entregue à fornicação” e não as cidades. A frase, “fogo eterno”, é uma que é
usada para apontar um castigo futuro e expressa a severidade e intensidade do sofrimento (Barnes, comentário
sobre Judas 1.7).
Lucas 16.22-24. “E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu
também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e
Lázaro no seu seio. E, clamando, disse. Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na
água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.”
A palavra “inferno’ (# 86, Strong’s, hades) é associada ao Orcus, o deus da região infernal, um lugar escuro e
desconfortável (Jó 10.21, 22) nas profundezas da terra; o lugar comum de receber os espíritos dos ímpios. No
uso comum desta palavra da era que foi escrita a Bíblia, “hades” era a habitação dos ímpios.
Podemos observar disso de Lc 16.22-26.
1. O inferno é longe daquele destino dos justos, “viu ao longe Abraão”. Mt 13.49, 50.
2. O inferno é lugar de tormento, “estando em tormentos”, “estou atormentado nesta chama”. Ap 14.10-11.
3. Há grande abismo posto entre este lugar e o céu, v. 26.
4. O sofrimento no inferno é representado pela “chama”. Mt 18.8, “fogo eterno”; Mc 9.48, “Onde o seu bicho não
morre, e o fogo nunca se apaga”.
5. Não há escape deste lugar, Lu 16.26, “nem tampouco os de lá passar para cá”. A palavra grega para ‘eterno’
é aionios. Significa “sem começo” e “sem fim”, eterno. É usada em Romanos 16.26 referindo-se a Deus, “do
Deus eterno” (aionios). Este uso da palavra devia nos mostrar claramente o significado de “eterno”. A. T.
Robertson diz sobre esta palavra. “É a idéia de eterno mais exata que o grego pode colocar numa palavra. É
uma idéia difícil de traduzir”. A mesma palavra (aionios) é usada para descrever a vida futura dos justos e o
castigo futuro dos maus em Mateus 25.46. “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida
eterna”. Se o castigo dos maus for limitado, podemos também limitar a vida dos justos! Mas isto não pode ser
feito.
Jó 10.21, 22, “Antes que eu vá para o lugar de que não voltarei, à terra da escuridão e da sombra da morte; 22,
Terra escuríssima, como a própria escuridão, terra da sombra da morte e sem ordem alguma, e onde a luz é
como a escuridão”.
A morte nunca significa a aniquilação na Bíblia. É sempre uma separação. A morte de Adão foi uma separação
de Deus, Gênesis 2.17, 3.23-24. A morte de Cristo foi Sua separação de Deus, Mateus 27.46. A morte física é a
separação da alma do corpo, Lucas 16.22-23. A segunda morte é a separação final da presença da graça e
misericórdia de Deus e a eterna existência das pessoas não salvas no “lago de fogo”, Apocalipse 20.11-15.
Para ter a certeza de que a segunda morte não é uma aniquilação leia Apocalipse 20.10.
Se você não é convertido, na sua morte, há um só destino. A ira de Deus permanecerá sobre você e você será
lançado, corpo e alma, no inferno eterno, Mt 10.28; 23.33; Lu 12.5.
Cristo é o Salvador do pecador, sendo feito pecado no lugar do arrependido que crê nEle pela fé (II Co 5.21).
Arrependa-se e creia em Cristo!
Para Memorizar: Jo 3.36, “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá
a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.
38.2. Resposta: O espírito do ímpio será lançado nos tormentos do inferno na morte (1), e o corpo ficará no
túmulo até a ressurreição e julgamento do grande dia (2).
Salmo 49.14. “Como ovelhas são postos na sepultura; a morte se alimentará deles.”
Não é mencionado um lugar como purgatório na Bíblia. O corpo fica no tumulo até ser pó, Ec 3.20, “Todos vão
para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó”.
Os corpos dos ímpios serão ressurretos, junto com as suas almas, para serem julgadas as obras feitas na carne
no juízo final. Não é encontrada na Bíblia qualquer outra ressurreição ou tipo de ressurreição para os ímpios a
não ser esta para o juízo final, Ap 20.11-15.
Cristo foi separado de Deus pelo pecador arrependido. Deus se satisfez com a morte de Cristo, Seu Filho, no
lugar do pecador arrependido. Ele se satisfaz ainda por aquele pecador que confia de coração no seu Filho e
imputa as justiças de Cristo em Quem crê em Cristo, I Pd 3.18, “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos
pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo
Espírito;”.
Os que são salvos por Cristo podem perceber quão grande é a sua salvação em Cristo. Devem ser incentivados
a mostrarem a sua gratidão através de vidas mortificadas aquilo que trouxe Cristo a sofrer tal morte em nosso
lugar. Seria muito se dermos o que é finito para Aquele que nos dá bênçãos e privilégios infinitos? Se
confiamos-nos à Tua mão a eternidade, é muito entregar a Ele o que é finito? Falo do nosso dinheiro, alvos da
vida escolástica ou profissional, amizades, relacionamentos, etc.
Para Memorizar: Jo 3.36, “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá
a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.

Pergunta 39 – O que acontecerá ao ímpio no dia do juízo?


39. Pergunta. O que acontecerá ao ímpio no dia do juízo?
39.1 Resposta. No dia do juízo o corpo do ímpio será ressuscitado do túmulo e sentenciado, juntamente com o
espírito, aos tormentos inexprimíveis com o diabo e seus anjos para sempre (1).
Para Memorizar: Jo 3.36, “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá
a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.
1.a No dia do juízo o corpo do ímpio será ressuscitado do túmulo e sentenciado, juntamente com o espírito.
Essa será a ‘segunda ressurreição’ pois vem depois da “primeira ressurreição” – Ap 20.4-6.
A ‘segunda ressurreição’, na profecia, é mencionada como um evento que segue imediatamente da “primeira
ressurreição” como em:
Daniel 12.2. “E muitos do que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para
vergonha e desprezo eterno”.
É comum que profecias mencionem vários eventos como imediatamente seguindo uma da outra. Porém pode
haver muito tempo, até séculos, entre uma e outra. Por exemplo:
Gn 3.15, “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça,
e tu lhe ferireis o calcanhar”.
Is 9.6, 7, “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se
chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. 7 Do aumento
deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com
juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto”. Há um tempo
longo entre o nascimento de Cristo e o tempo que o reino de Cristo será sobre o trono de Davi (Lu 1.32, “o
Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu Pai”; Ep 2.9, 10 – algo que ainda não aconteceu).
Quando parece que Daniel fala de uma ressurreição geral, ele está referindo-se a duas ressurreições separadas
uma da outra por um tempo. Uma será para a vida eterna (a “primeira ressurreição”; Ap 20.5; I Ts 4.13-18) e a
outra para “vergonha e desprezo eterno”, Dn 12.2 (Ap 20.11-15).
Jesus fala dessas duas ressurreições como uma seqüência, uma parte seguindo imediatamente da outra parte:
João 5:28-29. “Todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a
ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação”.
Para Memorizar: Jo 3.36, “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá
a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.
Essa segunda ressurreição será dos ímpios e serão julgados “pelas coisas que estavam escritas nos livros,
segundo as suas obras” (Ap 20.12).
1.b Nesse dia os julgados serão lançados “no lago de fogo” (Ap 20.14, 15) para os tormentos inexprimíveis com
o diabo e seus anjos para sempre.
É lugar de tormentos inexprimíveis: Mt 25.41. Este versículo não é para enfatizar quem vai lá, mas como serão
terríveis os tormentos lá (Pink). Imagine os tormentos que farão os homens buscar a morte (Ap 9.6). Se este
lugar é preparado para o diabo e seus anjos, pode saber que não há lugar com mais tormento do que esse.
Este tormento será tanto interno quanto externo, físico quanto mental (Lu 16.23-26).
Não devemos duvidar que esse estado final dos ímpios será eterno. A Bíblia é clara neste ponto:
Dn 12.2, “outros para vergonha e desprezo eterno”.
II Ts 1.9. “Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição”.
Mt 25.41. “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”.
Mc 3.29 “réu do eterno juízo”; Hb 6.2.
Mc 9.49 “salgado com fogo” Sal preserva e conserva. Entenda que o fogo é preservado (Pink).
Jd 1.7, “a pena do fogo eterno”; Mt 18.8; 25.41, “fogo eterno”
Mt 25.46, “tormento eterno”.
O estado dos ímpios é tão eterno quanta é a vida eterna dada por Cristo aos justos.
Dn 12.2, “vida eterna” (Mt 25.46; Jo 3.16).
Ap 22.5 “reinarão para todo o sempre”
As palavras “eterno” e “eternidade” são as mesmas palavras usadas para revelar a verdade da eternidade de
Deus Pai e do Filho (Gn 21.33; Dt 32.39, 40; Sl 90.2; Lm 5.19; Dn 7.27). Podemos afirma firmemente que
“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus
sobre ele permanece”. Se o ímpio morrer nesse estado de incredulidade, ficará com o castigo divino sendo
separado da misericordiosa e graciosa presença de Deus para todo o sempre enquanto sofre desprezo e
tormento do fogo eterno.
O lago de fogo é o lugar de permanência dos ímpios que morrem nos seus pecados. Estes ficarão junto do
diabo e de seus anjos para todo o sempre (Mt 25.41; Ap 20.10, 14, 15). Portanto, este lugar tem a presença de
tudo que é vil – Ap 21.8; Mt 25.41 e neste lugar não terá qualquer consolo: Lu 16.24-26. A presença graciosa de
Deus não estará lá – “Apartai-vos de Mim”, Mt 7.23.
Se tiver um pecador não arrependido aqui, as boas novas para você, enquanto está vivo, se encontram em
Jesus. Ele substituiu na cruz a condenação de todos os pecados daquele que é arrependido dos seus pecados.
Ele está pronto a perdoar e dar a vida eterna a todos que venham a se arrepender e crer de coração nEle (Mt
11.28-30).
Os salvos, podem regozijar da “tão grande salvação” que têm em Cristo. E, falando da eterna salvação que os
salvos têm em Jesus Cristo, será que ela deve os incentivar a glorificar Deus pelo repúdio de qualquer traço nas
suas vidas daquilo que moveu a mão de castigo do Pai sobre Seu Filho Jesus? Aí daquele que é remido pelo
sangue de Cristo se ele brinca com aquilo que trouxe o Filho Unigênito a sofrer a maldição e agonia da morte de
cruz! O remido é incentivado em muito a implorar e louvar a Deus pela Sua conformidade à imagem de Cristo
cada dia mais.
Para Memorizar: Jo 3.36, “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá
a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.

Pergunta 40 – O que Deus revelou ao homem como regra de obediência?


40. Pergunta. O que Deus revelou ao homem como regra de obediência?
Resposta. A primeira regra que Deus revelou ao homem foi a lei moral (1), que deve ser obedecida e que está
resumidamente compreendida nos dez mandamentos (2).
40.1. Resposta. A primeira regra que Deus revelou ao homem foi a lei moral (1), que deve ser obedecida e que
está resumidamente compreendida nos dez mandamentos (2).
Dt 10.4, “Então escreveu nas tábuas, conforme à primeira escritura, os dez mandamentos, que o SENHOR vos
falara no dia da assembléia, no monte, do meio do fogo; e o SENHOR mas deu a mim”.
Versículo para memorizar: Ec 12.13, “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus
mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem”.
A Palavra “Lei” e os Seus Múltiplos Significados – Ron Crisp
A palavra “lei”, com freqüência é usada para descrever as diferentes partes da revelação de Deus a respeito de
si mesmo. Quando encontrarmos esta palavra, é necessário discernirmos seu sentido específico e o contexto
no qual ela está sendo usada.
A palavra “lei” é muitas vezes utilizada para se referir ao Pentateuco ou os primeiros cinco livros de Moisés
(Lucas 24.27). Moisés numa maneira única e singular recebeu e relatou a lei de Deus (João 1.17).
A “lei” às vezes parece ser uma referência a Bíblia toda (Salmo 1.1-2; Salmo 19.7-10).
A palavra “lei” é muitas vezes utilizada para designar todo o sistema cerimonial de adoração entregue à Israel.
Isto incluiria o tabernáculo, sacerdócio, ofertas, dias santos e as leis de dieta alimentar do Velho Testamento
(Hebreus 10.1; Hebreus 9.22). O sistema cerimonial aponta a Jesus Cristo sempre.
As leis civis que Israel deveria obedecer são chamadas de “lei”. Êxodo 22-24 nos dão um exemplo desta parte
da lei.
A frase “lei moral” é muito usada para se referir aos padrões básicos de certo e errado que permanecem até
hoje. A lei cerimonial poderia ser aniquilada (Hb. 10.9), mas o dever de amar a Deus permanece sempre. Os
Dez Mandamentos são freqüentemente citados como sendo a lei moral (“a lei espiritual”, Rm. 7.14), embora
alguns estudantes da Bíblia discordem que o sábado esteja incluído nesta classificação.
Um certo grau de conhecimento do certo e do errado foi implantado por Deus na consciência humana
(Romanos 2.14-15). Num sentido mais profundo, a lei é escrita no coração daqueles que nascem de novo
(Hebreus 8.10; Romanos 7.22). Eles não somente tem um maior entendimento das exigências da lei como
também amam e desejam obedecer seus preceitos.
As Implicações da Lei
A própria existência da lei abrange muito. Os homens raramente consideram o quanto é comprovado
justamente pela crença do certo e errado.
A crença na lei requer a crença em um legislador. Para ser consistente o ateísta deveria privar-se de qualquer
conceito de moral absoluta. Se não há Deus não há nada de certo ou errado. Assassinato e caridade são meras
atividades diferentes.
As leis morais das Escrituras revelam o caráter santo de Deus. A lei sempre reflete a natureza do legislador.
Note a impureza das leis feitas por homens ímpios ou atribuídas a falsos deuses.
As leis encontradas na Palavra de Deus são perfeitamente santas. O fato do amor cumprir a lei revela a
perfeição da natureza de Deus (Romanos 13.8; I João 4.8). Considere que a Regra de Ouro é simplesmente
uma declaração condensada do nosso dever para com o próximo. Poderíamos conceber que nosso Senhor
permitiria o aborto, as jogatinas ou a impureza sexual como o fazem os nossos modernos legisladores?
Se a lei de Deus é reconhecida, então Ele deve ser visto como nosso soberano Criador. Quem, exceto o Todo-
Poderoso, poderia ter autoridade para declarar o que é certo ou errado? Os governos humanos somente têm
autoridade outorgada por Deus (Romanos 13.1). O governo Civil não tem autoridade para ordenar a
desobediência à Deus (Atos 5.29).
Uma vez admitida a existência do certo e errado a certeza do julgamento fica estabelecida. As leis não são
meras sugestões. Toda lei carrega consigo a ameaça da penalidade para aqueles que a violam. O pecado é a
transgressão da lei de Deus (I João 3.4) e traz consigo uma horrenda condenação (Romanos 6.23).
A existência da lei de Deus prova a Sua natureza infinita. A lei de Deus revelada nas Escrituras e em nossas
próprias consciências revela as más ações, palavras e pensamentos. Somente um Deus Onisciente poderia
fazer leis que responsabilizam as palavras e segredos de pensamento dos homens e dos anjos. Somente um
Deus Todo-Poderoso poderia trazer cada ofensor à julgamento. Pelo fato dEle ser Onipresente ninguém pode
escapar do Seu julgamento (Salmo 139; Atos 17.31).
Os Atributos da Lei de Deus
Muitos códigos de lei têm sido promulgados pelo homem para governar a sociedade. Entretanto, há coisas que
podem ser ditas a respeito da lei de Deus que não podem ser ditas a respeito das leis dos homens.
Pureza Perfeita – As imperfeições e limitações dos homens são refletidas nas suas próprias leis. O único
sistema de leis perfeitamente santo é o de Deus (Salmo 19.8).
Espiritual – As leis dos homens controlam a conduta e, de uma forma, as palavras da sociedade. Só a lei de
Deus é que julga o coração. Que governo humano poderia fazer do Sermão do Monte parte do seu sistema
legal (Note Mateus 5.28; 43-44)? Entretanto, este sermão expõe a verdadeira espiritualidade da lei de Deus.
Abrangência – Os governos humanos estão sempre fazendo novas leis para cobrir situações não previstas. A
lei de Deus não precisa de adendos. Ela cobre cada dever do homem em seus princípios e preceitos (Salmo
119.96).
Unidade – Alguém pode quebrar a lei dos homens e ainda ser obediente em outras áreas. Este não é o caso da
lei de Deus (Tiago 2.10). Isto ocorre porque o amor é o fundamento de tudo (Romanos 13.8-10). Pecar em
qualquer área é falhar em amar, que é o fundamento da lei de Deus como um todo.
Por qual razão deve o Cristão ter medo da Lei de Deus? Por qual razão não abraçamos a Lei de Deus com zelo
maior? Como você se enquadra na Lei de Deus? Se ela lhe condena, olhe pela fé ao Filho de Deus, Jesus
Cristo, que cumpriu toda a Lei de Deus para com os que se arrependam e confiam nEle de todo o coração. Se
já foi regenerado, lembre-se de seguir a espiritualidade da lei.
40.2 A primeira regra que Deus revelou ao homem foi a lei moral (1), que deve ser obedecida e que está
resumidamente compreendida nos dez mandamentos (2).
Versículo para memorizar: Ec 12.13, “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus
mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem”.
As leis absolutas de Deus precisam ser obedecidas por todos, especialmente pelos que têm um coração novo.
Elas devem ser ensinadas aos nossos filhos (Dt 6.4-9; Ef 6.1-4) e observadas nos cultos onde adoração
verdadeira é desejada (Jo 4.24).

Pergunta 41 – Em que se resumem os Dez Mandamentos?


41. Pergunta. Em que se resumem os dez mandamentos?
Resposta. Os dez mandamentos se resumem em amar ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a
tua alma, de todo o teu pensamento; e o teu próximo como a ti mesmo (1).
41.1 Mt 22.37-40. “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e
de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é:
Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”.
A lei de Deus refere ao homem completo. “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua
alma, e de todo o teu pensamento”. O coração é solicitado, por razões obvias; religião se pratica com a atitude,
e um homem pode fazer obras toda a vida, se não forem do coração, o proveito é nada. “E ainda que
distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser
queimado, e não tivesse amor,” amor verdadeiro a Deus e ao homem, “nada disso me aproveitaria” (I Co 13.3).
A Lei do homem visa as ações. A Lei de Deus visa o coração. A Lei de Deus proíbe a ação (adultério, roubo) e
o desejo (desejo de outro, cobiça)
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo”
Esta ordem do nosso Redentor divino é de influência vasta e somatória, incluindo todas as posições e
condições de homem, e qualquer ação e inter-relacionamento entre eles, atingindo tantas as em caridade
quanta as de justiça, os deveres negativos e os positivos, tanto coletivamente e quanto pessoalmente.
O que ama o seu próximo como a si mesmo descobrirá uma alegria por promover o bem do seu próximo, em
tudo, tanto corpo, mente, fortuna quanto reputação. Nosso amor pelo próximo é vista que não fazemos nenhum
mal e impedimos os outros de feri-lo. Esse amor é manifesto supremamente quando preocupamos pela sua
condição eterna com Deus (Smalley)
A Lei de Moisés está em pé hoje contra todos que a desobedecem. Ela condena aquele que não cumprir tudo
nela (Tg 2.10, “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de
todos”). Por isso Deus trouxe Jesus Cristo, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de
recebermos a adoção de filhos (Gl 4.4,5). A lei moral continua. Para o cristão não há maldição na lei, mas há
preceitos.
A Lei contém sinédoques – mais na intenção do que é mencionado: 1. Dado o mandamento, o contrário é
proibido: “guardar o sábado”, quebrá-lo é proibido. 2. Dada a proibição, o contrário é mandado: Não tomar o
nome de Deus em vão; logo devemos reverenciá-lo. 3. Quando maiores pecados são proibidos, os menores são
também: Idolatria é proibida? Também é a adoração inapropriada. 4. Contra nós fazer? Também é proibido que
ajudemos um outro a fazer (I Sm. 3.13,14; At. 8.1)
Notai essas diferenças da Lei de Moisés e do Evangelho:
A Lei traz a ira, o Evangelho declara a paz; a Lei convence de culpa, o Evangelho nos absolve dela; a Lei
pronuncia uma sentença, o Evangelho oferece perdão; a Lei pede o pagamento ao derradeiro ceitil, o
Evangelho descobre que tudo tem sido pago; a Lei não sabe nada de misericórdia, o Evangelho é somente
misericórdia. Pela Lei a justiça e a verdade se destacam, no Evangelho destaque ainda mais o amor, a graça, a
misericórdia, um grandioso perdão, a humildade e excelente compaixão. Mandamentos, proibições, condições,
ameaças e penalidades se encontram na Lei, mas, no Evangelho não se encontra nenhum destes. No
Evangelho descobrimos a graça, a misericórdia e perdão abundantes; a fé e o arrependimento são
copiosamente dados, e junto com estes vem um coração novo, nova natureza, nova vida; tudo é novo, tudo
gratuitamente. O Evangelho é boas novas! (Samuel Jones, 1795). Ex 20.1 Escutai a Lei Moral! Deus a deu!
Reverencie a Lei Moral! Vem do céu! Lembrai dela! São Palavras de Deus! Creia na Lei Moral! Deus falou por
essa Palavra! Amai a lei moral! Assim viverá a vontade de Deus. Ensinai a Lei Moral! É saudável e aponta a
Cristo. Obedeça a Lei Moral! Não há algo mais valioso do que a Palavra de Deus.
Você já conhece essa paz com Deus que é somente pelo Evangelho, ou seja, Jesus Cristo? Se arrependa já e
creia no Senhor Jesus Cristo e serás salvo já.
Você já conhece essa paz com Deus que vem pela fé em Cristo? Então Ame a Deus e o seu próximo! Ame a
Deus de coração, um amor que deleita-se em obedecer a Deus em tudo. Pregue a Sua salvação a sua família,
aos seus vizinhos e colegas de trabalho ou escola.
Versículo para memorizar: Ec 12.13, “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus
mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem”.

Pergunta 42 – Qual é o primeiro mandamento?


Perguntas 42, 43
O Primeiro Mandamento
Introdução:
Lembre-se de que o Decálogo está dividido em duas partes. Os quatro primeiros mandamentos tratam dos
deveres para com Deus e os seis restantes tratam dos deveres entre os homens. Estas leis são introduzidas
mediante a lembrança das bênçãos da redenção divina sobre a nação (Êxodo 20.1-2). Isto era para lembrá-los
da dívida que tinham com Deus e do Seu amor para com eles. Os homens facilmente se esquecem que a lei de
Deus não é o fruto de um ato egoísta de um tirano, mas são os preceitos de Alguém que tem em mente o nosso
melhor interesse. Veja como isto é enfatizado em Deuteronômio 6.3-15.
Embora nós, sendo cristãos, não estejamos debaixo da Velha Aliança, devemos nos lembrar, que como povo
da Nova Aliança, temos a lei inscrita em nossos corações (Hebreus 10.16). Ao ler o Novo Testamento, qualquer
pessoa pode notar quantas vezes a lei moral de Deus é mencionada. Estas leis não foram dadas como um meio
de salvação, mas como um padrão de conduta e demonstram a natureza justa do caráter de Deus (Efésios
4.28; 6:1-3; I João 5.21).
42. Pergunta. Qual é o primeiro mandamento?
Resposta. O primeiro mandamento é. Êxodo 20.3. “Não terás outros deuses diante de mim”.
Versículo para memorizar: Êxodo 20.3. “Não terás outros deuses diante de mim”.

Pergunta 43 – O que se exige no primeiro mandamento?


O Primeiro Mandamento
43. Pergunta. O que se exige no primeiro mandamento?
Resposta. O primeiro mandamento exige que conheçamos (1) e reconheçamos Deus como nosso único Deus
verdadeiro (2) e adorar e glorificá-lO assim (3).
43.1. O primeiro mandamento exige que conheçamos (1) e reconheçamos Deus como nosso único Deus
verdadeiro (2) e adorar e glorificá-lO assim (3).
I Crônicas 28.9, “E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai”.
Deus deseja ser conhecido por Seu povo: Ml 1.6, “O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se Eu sou pai,
onde está a Minha honra? E, se Eu sou senhor, onde está o Meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó
sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?”
A aliança da graça, feita logo após a queda do homem (Gn 3.15), relembrada depois do dilúvio (Gn 9.6) em
Abraão (Gn 12.1-3), nos Salmos (Sl 105.4-11) e pelos profetas (Jr 31.33; 32.40; Ez 16.60) findará com o povo
de Deus O conhecendo como seu Deus e eles sendo conhecido por Seu povo por Ele (Ap 21.3, “E ouvi uma
grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles
serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus”.)
Você é participante nessa graça? Is 55.6, “Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto
está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao
SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar”.
Para conhecer Deus é necessário estar em Cristo – Jo 3.36; 14.6. Qualquer um pode entrar em Cristo pelo
arrependimento dos seus pecados e pela fé posta em Jesus – Rm 10.8-13; II Co 5.21.
Se já é salvo, conheça o Seu Deus! O povo que conhece o Seu Deus fará proezas (Dn 11.32). Portanto:
Estude a Sua palavra – I Pe 2.2; II Tm 2.15; 3.16, 17.
Aplique a Sua palavra à sua vida assim conformando-se a imagem do Seu Filho – Rm 8.29; Cl 3.10.
Pregue Cristo a todo mundo para que os outros possam O conhecer – Rm 10.14, 15.
Versículo para memorizar: Êxodo 20.3. “Não terás outros deuses diante de mim”.
43.2. O primeiro mandamento exige que conheçamos (1) e reconheçamos Deus como nosso único Deus
verdadeiro (2) e adorar e glorificá-lO assim (3).
Deuteronômio 26.17. “Hoje declaraste ao Senhor que ele te será por Deus, e que andarás nos seus caminhos, e
guardarás os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e darás ouvidos à sua voz”.
Êxodo 20.3. “Não terás outros deuses diante de mim”.
Alguém disse que “Deus criou o homem a sua imagem e o homem retribuiu o favor”. Esta declaração, ainda que
irreverente, indica uma grande verdade. Os homens estão sempre ocupados na criação de novos deuses. Na
maioria das vezes isso envolve a reformulação de seus conceitos a respeito do verdadeiro Deus. Isto é causado
pela inimizade natural do homem contra Deus (Romanos 1:23). Até mesmo o povo de Deus é alertado contra
este perigo (Deuteronômio 6:14-15).
Quando Deus diz “Não terás outros deuses” Ele proíbe a adoração a um deus falso em vez do verdadeiro (Jr
2.27) e proíbe a adoração dEle junto um falso deus como em II Rs 17.33, “Assim temiam ao SENHOR, mas
também serviam a seus deuses”. O servir a um outro deus é tido por Deus de ser deixado, abandonado ou
negligenciado. Isso Ele não suporta (Jz 2.11-15). É melhor que reconheçamos Deus como nosso único Deus
verdadeiro.
Sete vezes a Bíblia denota a verdade que Deus é um Deus zeloso (Ex 20.5; 34.14; Dt 4.24; 5.9; 6.15; Js 24.19;
Na 1.2). Dizer que Deus é zeloso significa que Ele tem desvelo ardente para a Sua glória. É o Deus Todo-
Poderoso que estamos provocando quando temos outros deuses. Mas, nós dizemos: Somente adoramos o
único Deus. Apesar de não termos deus de fundição nas nossas casas, será que não temos um outro deus que
velamos mais que Ele?
Confiar em outro qualquer coisa mais que Deus, torna aquilo em um deus. Aquilo que tem a maior parte do
nosso coração é um deus a nós. Por exemplo:
Riquezas – Nas riquezas podemos achar conforto, mas nelas não devemos confiar. Elas seduzem (Mt 13.22).
Não são o que prometem pois prometem satisfazerem os nossos desejos, mas os aumentam. Prometem ficar
conosco, mas criam asas e voam (Pv 23.5). Sedutoras são as riquezas. Elas parecem inócuas, mas por elas o
coração se eleva (Ez 28.5) e o amor delas traz dores (I Tm 6.10). Se fazemos do dinheiro nossa esperança
negamos a Deus (Jó 31.24-28). Se são as riquezas que nos alegram quando tristes, ou nos conforta nos
perigos, elas tornaram ser um deus a nós. Um avarento é um idólatra pois faz um deus das riquezas, dele ou as
de outro. É bem melhor que reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro e não nossas posses.
O braço de carne – Jeremias 17.5 nos diz, “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e
faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR”. O confiar nas capacidades próprias ou nas de
outros é de apartar o nosso coração do SENHOR. Quando os sírios enchiam a terra acreditaram que
esmagariam os israelitas que eram como dois pequenos rebanhos de cabras por eles mesmos serem tão
numerosos. Todavia naquilo que o homem confiava, o braço de carne, Deus causou ser a sua vergonha (I Rs
20.26-30). É melhor que reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro em vez de qualquer braço de
carne.
A sabedoria nossa – Jr 9.23 nos avisa, “Não se glorie o sábio na sua sabedoria”. A sabedoria pode nos
desamparar. Aitofel aconselhava Absalão, como se fosse consultada a Palavra de Deus, mas, em tempo, seu
conselho foi o que o envergonhou, e no fim, ele se destruiu (II Sm 16.23; 17.14,23). Se se gloria na sua
sabedoria, endeusa-a. É melhor que reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro e não gabar da
nossa inteligência.
As boas maneiras – Podemos ser fartos de formalidades e ainda não sermos transformados (Lc 18.11-14). Se
confiarmos nas nossas maneiras polidas, tecemos uma teia de arranha. Melhor que Deus cresça pelos nossos
inter-relacionamentos na sociedade e que nós diminuamos (Jo 3.30, 31). É melhor que reconheçamos Deus
como nosso único Deus verdadeiro do que nossa polidez.
Nossas obediências – Se confiamos nas nossas obediências para nos salvar, fazemos delas um deus. Não
devemos negligenciar nem idolatrar nossas obediências. Nossas justiças são trapos de imundícia a Deus (Is
64.6). As nossas orações e atenção à Palavra de Deus trazem nos crescimento na graça de Deus mas, em si
mesmos, não salvam. São boas essas obediências, mas são fracos salvadores. É melhor que reconheçamos
Deus como nosso único Deus verdadeiro e não os nossos esforços.
Os prazeres – Nos últimos tempos terão os que são “mais amigos dos deleites do que amigos de Deus” (II Tm
3.1-5). Jó disse que os ímpios “Levantam a voz, ao som do tamboril e da harpa, e alegram-se ao som do órgão”
(Jó 21.12), mas será que não existem estes entre os cristãos? Por uma hora a mais de sono a adoração pública
de Deus é deixada; por mais conforto no lar o dízimo é retido, sem saber que o coração dos tolos está na casa
de alegria (Ec 7.4) e que os que são inimigos da justiça fazem do seu ventre um Deus (Fp 3.19). Não devemos
viver para prazeres, mas nossos prazeres devem vir por agradar a Deus (Pv 10.22; Sl 1.2-6). Assim
reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro.
Nossos filhos – Criar os filhos toma tempo e preocupação e por eles devemos nos esforçar a criá-los bem.
Todavia a educação que damos a eles deve ser na doutrina e admoestação do Senhor (Ef 6.4). Status, bens,
escolaridade, ou amizades que tornam a ter mais atenção e dedicação faz que os filhos ocupem o lugar de
Deus em nossos corações. Criando nossos filhos na Palavra de Deus estamos ensinando-os que é certo que
reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro.
Versículo para memorizar: Êxodo 20.3. “Não terás outros deuses diante de mim”.
43.3. O primeiro mandamento exige que conheçamos (1) e reconheçamos Deus como nosso único Deus
verdadeiro (2) e adorar e glorificá-lO assim (3).
Mateus 4.10. “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”.
A adoração que Ele pede é “em espírito e em verdade” (Jo 4.24). Sendo regenerado o Cristão tem um homem
novo, um homem interior que os que não são salvos não têm. O Cristão é vivificado no espírito e por este
espírito ele adora a Deus (Jo 3.5-8; Ef 2.1; I Co 6.20).
Adoramos a Deus em espírito quando temos cuidado naquilo em que mais somos na Sua imagem. O espírito é
mais nobre que o corpo, portanto devemos pôr valor em nosso espírito mais no que no corpo. A nossa alma,
através do espírito tem mais comunhão com a natureza divina e, portanto, merece o nosso maior cuidado.
Aquilo que tem a imagem do Espírito em nós deve ser valioso. Davi, entendendo esse valor, chama a sua alma
a sua predileta (Salmos 35.17). Manifestamos pouca reverência para Deus Espírito quando não cuidamos do
nosso espírito.
Adoramos a Deus em espírito quando desviamos daqueles pecados que são espirituais. O Apóstolo Paulo fez
diferença entre a imundícia da carne e a do espírito. Devemos nos purificar de todo pecado, tanto da carne
quanto do espírito para sermos aperfeiçoados em santificação (II Coríntios 7.1). Pela imundícia da carne
corrompemos o corpo, aquilo que o homem vê e usa para servir Deus diante do homem. Pela imundícia do
espírito corrompemos aquilo que, na sua natureza, tem parentesco ao Criador, e é pelo qual intimamente
servimos a Deus e o qual Ele vê particularmente. Quando fazemos o nosso espírito o anfitrião de imaginações
vãs, desejos imundos, e afeições torpes, pecamos contra a excelência de Deus em nós; contaminamo-nos
naquilo pelo qual temos comunicação e vida com Ele, o nosso espírito. Pecados espirituais são os piores
pecados, pois como a graça em nossos espíritos nos conforma ao fruto do Espírito Santo, assim os pecados
espirituais nos contaminam com semelhanças ao espírito depravado, o dos anjos caídos (Efésios 2.2,3).
Pecado na carne transforma homens em brutos; pecados espirituais conformam-nos à imagem de Satanás. De
maneira nenhuma devemos fazer dos nossos espíritos um monturo, mas, pela renovação dos entendimentos,
por pensar no que é puro, justo e divino, seremos transformados para saber e realizar qual é a perfeita vontade
de Deus (Filipenses 4.8,9; Romanos 12.1,2).
Essa transformação é espiritual (João 3.3, 5-8). É por Cristo (Efésios 1.3, 7, 13; 2.13-18). Já se arrependeu dos
pecados e creu pela fé em Cristo Jesus? Já está à hora!
É honrável servir a Deus mais de ter reis nos servindo: Sl 84.10, “Porque vale mais um dia nos teus átrios do
que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios”.)
É fonte de alegria servir o Único Deus Vivo e Verdadeiro: Pv 3.13-18, “Bem-aventurado o homem que acha
sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; Porque é melhor a sua mercadoria do que artigos de prata, e
maior o seu lucro que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que os rubis, e tudo o que mais possas desejar não
se pode comparar a ela. Vida longa de dias está na sua mão direita; e na esquerda, riquezas e honra. Os seus
caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas de paz. É árvore de vida para os que dela tomam,
e são bem-aventurados todos os que a retêm”.
É um dever cumprir nossos votos a Deus. Pelo batismo temos registrados publicamente nossa aliança com
Deus e o Seu tipo de Igreja. Cumprindo nossos votos a Ele negamos adoração a qualquer outro. Mt 12.30,
“Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”.
Êxodo 20.3. “Não terás outros deuses diante de mim”.
Lembre-se que quando a lei de Deus é dada de forma negativa, as coisas positivas estão implícitas. Se nada
deve ser colocado à frente de Deus, então Deus é que deve receber adoração e honra (R. Crisp).
Quando Deus nos manda não ter outro Deus “diante de mim” Ele quer dizer “na Sua vista”. Por Ele ser
onipresente (Sl 139.17-13), não há lugar que é lícito ter um outro deus além dEle. No coração (Ez 14.4), no
pensamento ou no desejo (Mt 5.28), atrás as portas fechadas e pintados nas paredes (Ez 8.7-11), ou seja, em
qualquer lugar no escondido é proibido erguer um deus além dEle (Dt 27.15; Jr 23.23, 24). Até se na nossa
memória nos esquecemos de Deus, Ele está ciente – Sl 44.20, 21, “Se nós esquecemos o nome do nosso
Deus, e estendemos as nossas mãos para um deus estranho, Porventura não esquadrinhará Deus isso? Pois
ele sabe os segredos do coração”.
Deus deve ser adorado. Este dever envolve:
1. Amar a Deus – Mateus 22.37-38
2. Lembrar-se de Deus – Malaquias 3.16, Salmo 63.6
3. Recordar-se de Deus – Eclesiastes 12.1
4. Estimar ou Apreciar a Deus – Salmo 71.19
5. Deleitar-se em Deus – Salmo 37.4
Somente Deus deve ser objeto de nossa confiança – Jeremias 17.5-8
Somente para Deus nossas orações devem ser dirigidas – Mateus 6.9
Deus deve ser louvado – Salmo 100
Deus deve ser alvo de nossa gratidão – Tiago 1.17; Sl. 136
Versículo para memorizar: Êxodo 20.3. “Não terás outros deuses diante de mim”.

Pergunta 44 – Qual é o segundo mandamento?


O Segundo Mandamento
É proveitoso estudar essas leis do decálogo pois Rm 15.4 nos ensina: “Porque tudo o que dantes foi escrito,
para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança”.
44. Pergunta. Qual é o segundo mandamento?
Resposta. O segundo mandamento é: Êxodo 20:4-6. “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma
semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 Não te
encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade
dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. 6 E faço misericórdia a milhares
dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos”.
Versículo para memorizar: Ex 20.4, “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há
em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”.
O primeiro mandamento nos ensina a Quem devemos adorar, o segundo (Êxodo 20.4-6) nos ensina como Ele
deve ser adorado. Isto proíbe qualquer adição ou invenção por parte do homem na adoração ao Deus
verdadeiro. Para esquivar-se deste mandamento, devido aos ídolos que sustenta, a Igreja Católica Romana
finge que este mandamento é parte do primeiro. Eles também dividem o décimo mandamento em dois. Desta
maneira eles tentam fazer transparecer que o segundo mandamento trata apenas da adoração de falsos
deuses, ao invés da falsa adoração do Deus verdadeiro (R. Crisp).
A idolatria surgiu da inimizade natural do homem contra Deus (Rm 1.21-23). Os homens por natureza desejam
remover Deus o mais longe possível de suas vidas. Eles preferem rezar ou adorar alguma coisa que represente
Deus do que tratar pessoalmente com um Deus Santo. Paulo ensina que ao fazer assim, o homem está
realmente adorando um demônio (I Co 10.20). Deus pode somente ser adorado em verdade (Jo 4.24. R Crisp).
Versículo para memorizar: Ex 20.4, “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há
em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”.

Pergunta 45 – O que se exige no segundo mandamento?


45. Pergunta. O que se exige no segundo mandamento?
Resposta. O segundo mandamento exige receber, observar (1) e manter puros e completos toda a adoração
religiosa e ordenanças como Deus mostrou em sua Palavra (2).
45.1 O segundo mandamento exige receber, observar (1) e manter puros e completos toda a adoração religiosa
e ordenanças como Deus mostrou em sua Palavra (2).
Agradar a Deus e adora-Lo corretamente não acontece por acaso. O homem Cristão está numa luta interna
constantemente (Rm 7.14-23; Gl 5.17). Portanto, ele tem que tomar atitudes práticas que findam na obediência
da vontade de Deus revelada nas Escrituras. Essas atitudes práticas estão embutidas nas palavras: receber,
observar. Notai as palavras de ordem, ativas destes versículos:
Dt 32.46. “Aplicai o vosso coração a todas as palavras que hoje testifico entre vós, para que as recomendeis
(#6680 – dar ordens; incumbir com responsabilidade, encarregar, Strong’s) a vossos filhos, para que tenham
cuidado de cumprir todas as palavras desta lei”.
Mt 28.20. “Ensinando-os a guardar (#5083 – observar, cuidar, Strong’s) todas as coisas que eu vos tenho
mandado”.
Deus exige algo positivo nesse mandamento. O que Ele ordena é uma exigência para cada um de nós ter o
temor dEle que se traduz em cuidadosa obediência pessoal e também Ele requer obediência nos cujo
comportamento somos responsáveis.
Versículo para memorizar: Ex 20.4, “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há
em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”.
45.2. O segundo mandamento exige receber, observar (1) e manter puros e completos toda a adoração
religiosa e ordenanças como Deus mostrou em sua Palavra (2).
Deus nos responsabiliza a manterem puros e completos a coleção de ensinos verdadeiros – a fé que foi dada
uma vez aos santos (Judas 1.3; Gl 1.6-10). A Bíblia contém tudo que Deus julgou propício para Si revelar por
Jesus Cristo, avisar os pecadores da sua responsabilidade, e instruir os salvos para a sua perfeição em
obediência. Portanto devemos limitá-nos aos ensinos registrados na Palavra de Deus e devemos tratá-los com
reverência.
Dt 12.32. “Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás”.
Ap 22.18, 19, “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém
lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém
tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das
coisas que estão escritas neste livro”.
Versículo para memorizar: Ex 20.4, “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há
em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”

Pergunta 46 – O que é proibido no segundo mandamento?


46. Pergunta. O que é proibido no segundo mandamento?
Resposta. O segundo mandamento proíbe a adoração a Deus através de imagens (1) ou qualquer outro modo
que não está mostrado na Sua Palavra (2).
46.1 O segundo mandamento proíbe a adoração a Deus através de imagens (1) ou qualquer outro modo que
não está mostrado na Sua Palavra (2).
Dt 4.15-16. “Guardai, pois, com diligência as vossas almas, pois nenhuma figura vistes no dia em que o Senhor,
em Horebe, falou convosco do meio do fogo; para que não vos corrompais, e vos façais alguma im agem
esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher”.
Observações de Pastor Ron Crisp:
Deus não está proibindo o desenvolvimento da arte ou arquitetura, mas sim as criações humanas não
autorizadas na adoração. Deus deve ser adorado de acordo com as Escrituras (Mt 15.3). A morte de Cristo, por
exemplo, se faz conhecida através da pregação do evangelho (I Co 15.3-4) e é representada na Ceia do Senhor
(I Co 11.26). O uso do crucifixo é totalmente proibido. Deus não deve ser retratado ou representado através de
escultura ou mesmo pelas coisas presentes na natureza (Êx 20.4-6; Rm 1.23)
Como sempre, aqueles que nisto desobedecem a Deus tentam defender sua conduta. Note algumas maneiras
como isto tem sido feito:
A. O antigo escritor Católico Gregório escreveu: “As imagens são os livros dos iletrados”. Ele achava que as
pessoas de mente simples eram ajudadas através das imagens visíveis. Se ele tivesse estudado a Bíblia
saberia que os ídolos são professores pobres (Jr 10.8; Hc 2.18).
B. Os homens têm argumentado de que Deus usou de símbolos na manifestação da Sua presença. Isto erra o
ponto. O que Deus autoriza é legítimo, mas a criação dos homens é proibida. Em que lugar das Escrituras
encontramos os santos utilizando estátuas de Cristo ou imagens de Deus?
Aqueles que fazem uso deste argumento se esquecem da diferença entre um tipo ou símbolo e uma imagem. A
arca de Noé era um tipo e não uma imagem do Salvador. O Tabernáculo continha muitos “tipos” de Cristo, mas
não havia imagem de Deus naquele lugar. Isto é especialmente importante quando nos lembramos que havia
imagens de querubins no Santo dos Santos, mas nenhuma imagem do Deus invisível.
Para prevenir o uso não autorizado da arte na adoração, Deus relembra Israel que quando Ele desceu no Monte
Sinai eles não viram nenhuma figura (Dt 4.15-16). Considere também que mesmo quando Deus os mandou
criar algo como a serpente de bronze, Ele não queria que isto se tornasse objeto de adoração (II Rs 18.4).
C. A defesa comum dos idolatras é “nós adoramos a Deus não a imagem”. Eles não somente erram no ponto
em que Deus deve ser adorado segundo as Escrituras em espírito como também se esquecem que os
adoradores pagãos usam o mesmo argumento. Os Judeus que adoraram o bezerro de Arão diziam que era
apenas um símbolo de Jeová (Êx 32.1-5). Isto foi agradável a Deus?
Deus deve ser adorado no coração, não pintado ao olho – T. Watson.
O Perigo da Idolatria – Êxodo 20:5 – Ron Crisp
A. Deus é zeloso – Nós O provocamos a ira quando damos ao outro ou à alguma coisa a glória devida a Ele (Is
48.11; Rm 1.23).
B. Deus julga este pecado. É triste vermos que mesmo as crianças dos idólatras podem ser infectadas e
prejudicadas por isso (Êx 20.4-6). Perceba a miséria dos países idólatras.
A frase “visito a iniqüidade dos pais nos filhos” comunica-nos que Deus punirá essa iniqüidade de idolatria ou
adoração errada até nos filhos. Não diz que a alma dos filhos é condenada ao inferno pelo pecado dos pais mas
diz os filhos receberão punição nesta vida pelo pecado dos pais. Isto Ele fez repetidamente (I Rs 14.10; II Rs
5.27; 10.7; Is 14.21). Portanto os pais devem ouvir bem a instrução desse mandamento pois Deus odeia as
imagens e qualquer falsa adoração tanto que Ele visita “a iniqüidade dos pais nos filhos”.
C. Os ídolos são “professores da mentira”. Aqueles que dizem ensinar o evangelho através das imagens nunca
pregam a verdade do evangelho (I Co 1.21). Os homens são salvos ao ouvir o evangelho e não ao contemplar a
arte (Rm 1.16, 17).
Os que usam imagens na adoração odeiam Deus, “daqueles que Me odeiam”. Pode ser que pelas imagens
exista um amor pretendido, mas, a Deus, é uma ação de ódio contra Ele. É ódio pois tal tipo de adoração
proibida é contra a Sua vontade revelada. Os que pretendem amor a Deus pelas imagens geralmente odeiam a
Sua imagem nas vidas dos Seus filhos verdadeiros e os perseguem (T. Watson).
Um argumento para afastar-nos de adoração incorreta é a misericórdia de Deus (v. 6). As bênçãos da Sua
misericórdia livre, espontânea, poderosa, superabundante “aos milhares” que o adoram é uma poderosa razão
a sermos prudentes na adoração a Deus. Pode ser que Ele visite a iniquidade até a quarta geração, mas as
Suas misericórdias são feitas “a milhares” (T. Watson).
Versículo para memorizar: Ex 20.4, “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há
em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”.
46.2 O segundo mandamento proíbe a adoração a Deus através de imagens (1) ou qualquer outro modo que
não está mostrado na Sua Palavra (2).
Aqui, uma sinédoque está utilizada. A proibição está declarada “não farás para ti imagens” e, junto com a clara
proibição, tudo que pode ser adoração falsa é incluído. A sinédoque fala d e uma parte para incluir o todo. Além
da proibição de adorar a Deus através de imagens, é implícito nesse segundo mandamento que qualquer
maneira errada de adorar a Deus é proibida também.
Somos ensinados: Tenha cuidado e afasta-se de toda superstição. Superstição (At. 17.16-22) é trazer qualquer
cerimônia, invenção ou inovação que Ele nunca mandou para ser usada na adoração de Deus. A superstição é
uma afronta à honra de Deus, pois sugere que Ele não é sábio suficientemente em ordenar a maneira da Sua
própria adoração. Aquilo não mandado por Deus na adoração é tido como “fogo estranho” a Deus e certamente
será julgado (T. Watson).
“O justo viverá da fé” (Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38). A Palavra de Deus é que nutre a sua alma (Cl 3.10).
Devemos adorar a Deus espiritualmente, nos Seus atributos e em Cristo “O qual é imagem do Deus invisível, o
primogênito de toda a criação;” (Cl 1.15 – T. Watson)
Como a adoração errada é tida por Deus como se Ele fosse odiado, a adoração correta é tida por Deus como
estamos O amando (v. 6). Se desejares mostrar o seu amor a Deus, se limite àquela adoração “em espírito e
em verdade” que Ele deseja (Jo 4.24). Tanto mais adoração no temor a Deus, mais amor a Ele expressamos (T.
Watson).
Cl 2.18. “Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em
coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão”.
Advertência: As Igrejas Batistas precisam tomar cuidado na representação da divindade de Deus através de
figuras, peças teatrais e filmes. O que os profetas e apóstolos pensariam a respeito das Igrejas Batistas que tem
atores representando a Cristo em filmes e peças teatrais. Cristo é revelado no evangelho. Ele é visto e recebido
pela fé (R Crisp).
Quando diz no versículo 6 “aos que guardem os meus mandamentos” convém observar que “guardar a lei” é
diferente de “cumprir a lei”. Cristo cumpriu a lei para a nossa justiça. Nós guardamos (# 8104 – observar,
preservar, ser encarregado, Strong’s), a lei para ter a conduta que Lhe agrada.
Ore a Deus que Ele guarde a sua alma de adorar Deus erradamente. Aquele que vigia e ora não cairá nessa
abominação de adoração errada. Sl 119.117, “Sustenta-me, e serei salvo, e de contínuo terei respeito aos teus
estatutos”.
Louvai a Deus pela revelação da Sua Pessoa na face de Jesus Cristo pelas Escrituras. Agradece a Deus pelo
modelo da adoração correta que tem nos dado e nos mostrou pela Igreja primitiva.
Pregue todo o conselho de Deus! Onde a pregação faltou, a idolatria apareceu. Onde abunda a pregação das
Escrituras, o aperfeiçoamento do Cristão será evidente (II Tm 3.16, 17).
Cristo é o real Substituto para os pecadores que se arrependem e crêem nEle pela fé. Esses têm a vida eterna
(Jo 3.16, 36), uma nova natureza que deleita-se na lei de Deus (Rm 7.22) a qual capacita a adorar como Deus
deseja, ou seja, em espírito e em verdade (Jo 4.24). Essa nova natureza é nutrida pela Palavra de Deus (I Pe
2.2; Cl 3.10). Não há lugar para imagens da divindade na vida daquele justo que vive da fé. Não há lugar para a
natureza pecaminosa na adoração que Deus deseja.
Versículo para memorizar: Ex 20.4, “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há
em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”.

Pergunta 47 – Qual é o terceiro mandamento?


O Terceiro Mandamento
47.Pergunta. Qual é o terceiro mandamento?
Resposta. O terceiro mandamento é; Êxodo 20:7. “Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque
o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.”.
Aqui temos um negativo afirmado e uma afirmação sugerida. O negativo afirmado é “Não tomarás o nome do
SENHOR teu Deus em vão”. A afirmação sugerida é que devemos ter reverência e honrar quando tratamos o
Seu nome (T. Watson, pg. 84).
Versículo para memorizar: Ex 20.7, “Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR
não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”

Pergunta 48 – O que se exige no terceiro mandamento?


48. Pergunta. O que se exige no terceiro mandamento?
48.1 Resposta. O terceiro mandamento exige o uso santo e reverente dos nomes (1), títulos e atributos (2),
ordenanças (3), palavra (4) e obras (5) de Deus.
Como vimos anteriormente, os quatro primeiros mandamentos tratam dos deveres do homem para com Deus.
O primeiro nos ensina a quem devemos adorar, enquanto o segundo, a maneira como devemos adorar. Este
terceiro mandamento nos informa a respeito da exigência de Deus quanto a forma reverente ou o correto
espírito de adoração – R. Crisp.
Salmo 29:2. “Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome”.
Os nomes na língua hebraica têm sempre um significado. O nome de Deus representa tudo o que Ele tem
revelado a Seu respeito. Isto inclui Seus nomes, títulos, atributos, autoridade, palavra e adoração. Confiar no
nome de Deus é confiar em Seu poder, amor e sabedoria (Provérbios 18:10; Salmo 20:1). Conhecer o nome de
Deus é conhecer a respeito dEle (João 17:6). Pregar o nome de Deus é fazê-Lo conhecido (Atos 9:15). Agir no
nome de Deus é agir sob Sua autoridade (Mateus 28:19; II Tessalonicenses 3:6). O lugar que Deus tem
colocado Seu nome é a instituição onde reside a autoridade para trabalhar (Mateus 18:20; I Reis 8:29) – R
Crisp.
Quando é que tomamos o nome do SENHOR em vão?
1. Quando oramos a Ele sem fé. O que não é de fé, é pecado, Rm 14.23, “Mas aquele que tem dúvidas, se
come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado” Aquele que não tem fé
quando ora faz Deus mentiroso (I Jo 5.10) pois Deus promete um ouvido aberto para aquele que O busca de
todo coração- Hb 11:6, “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima
de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”. Portanto, ore segundo a vontade dEle
com fé para não tomar o Seu nome em vão.
2. Quando juramos em Seu nome comumente ou superficialmente. Há juramento lícito – Dt 6.13, “O SENHOR
teu Deus temerás e a ele servirás, e pelo Seu nome jurarás” (Hb 7.16) como aquele diante de um ofício da lei.
Jurar inadequadamente será usar o nome de Deus por coisas mundanas como em manifestações de ira.
Desses juramentos Cristo proíbe – Mt 5.34-37, “Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo
céu, porque é o trono de Deus; 35 Nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém,
porque é a cidade do grande Rei; 36 Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco
ou preto. 37 Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência
maligna”. Estes que tomam o nome de Deus banalmente são iguais àqueles tolos que juraram a fazer algo
contra a vontade de Deus (At 23.12). Desculpar um hábito ruim por ser um hábito ou costume é de agravar a
ofensa pois peca quando toma o nome de Deus em vão e depois defende o pecado por dizer que aquilo que é
abominação a Deus é coisa de nada. “Quem blasfema Cristo hoje enquanto Ele está no céu fazem o mesmo
daqueles que crucificaram Ele quando Ele estava na terra” (Agostinho).
3. Quando mencionamos o SENHOR em relação a uma ação pecaminosa. Temos o exemplo de Absalão (II Sm
15.7-10). Quando batizamos qualquer ação pecaminosa com o nome da Divindade é tomar o nome de Deus em
vão. Note a blasfêmia do Papa quando procura estabelecer uma tradição ou proclamar uma crença herética e
diz: Em nome de Deus (in nomine Dei).
4. Quando juramos em nome de Deus a fazer algo e depois não o cumprimos. É um voto bom quando se
cumpre o que vota a fazer, mas “Melhor é que não votes do que votares e não cumprires” Ec 5.5; Sl 66.13,14,
“Entrarei em tua casa com holocaustos; pagar-te-ei os meus votos, 14 Os quais pronunciaram os meus lábios, e
falou a minha boca, quando estava na angústia”. O juramento bobo não deve ser feito nem cumprido – Jz 11.31.
5. Quando falamos mal de Deus murmurando contra as Suas providências. Julgamos Deus injusto quando
reclamamos das Suas obras (Nm 14.27). Portanto, faça tudo sem murmurações (Fp 2.14) T. Watson, pgs. 84-
92. “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos”, Fp 4.4
Se Deus não julga os que tomam o Seu nome em vão nessa vida (Lv 24.23), certamente fará no julgamento
final (Mt 12.36, “Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia
do juízo”).
Versículo para memorizar: Ex 20.7, “Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR
não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.
48.2 Resposta. O terceiro mandamento exige o uso santo e reverente dos nomes (1), títulos e atributos (2),
ordenanças (3), palavra (4) e obras (5) de Deus.
Apocalipse 15:3-4. “Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso! Justos e
verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos. Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o teu
nome?”
A Penalidade – Êxodo 20:7
Toda lei carrega uma penalidade para aquele que a desobedece. Este mandamento traz consigo um aviso
específico. Sem dúvida isto é mencionado devido a tendência insolente do homem pensar a respeito deste
pecado. A maioria nem sequer reconhece este pecado. Eles pensam que a adoração falsa ou formal é boa.
Mesmo aqueles que xingam e praguejam, defendem esta prática como sendo “somente palavras” (Mateus
12:36-37).
Lembre-se que mesmo na sociedade o homem pode ser processado por calúnia ou por infringir direitos
autorais. Muitos vão à justiça por algo dito a respeito deles ou da sua família. Os juízes penalizam aqueles que
faltam com o devido respeito ao tribunal. Quanto mais culpados serão os homens por abusar ou fazer mau uso
do nome de Deus ou faltar com a devida reverência para com Sua Palavra ou pessoa!
Versículo para memorizar: Ex 20.7, “Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR
não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.
48.3 Resposta. O terceiro mandamento exige o uso santo e reverente dos nomes (1), títulos e atributos (2),
ordenanças (3), palavra (4) e obras (5) de Deus.
Eclesiastes 5:1. “Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do
que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal”.
Ele não somente demanda reverência e o devido respeito aos nomes e títulos de Deus, mas também a tudo o
que diz respeito a Ele e a Sua Igreja. Nós somos proibidos de adorá-Lo de maneira errada ou negligente (Salmo
111:9). Seu nome deve ser “santificado” ou separado (Mateus 6:9). As coisas consagradas e associadas a
Deus, como por exemplo a Igreja e as ordenanças da Igreja, devem ser devidamente respeitadas. Os deveres
para com o nome de Deus implícitos aqui são os seguintes:
A. Amor – Amor cumpre esta lei e também todas as outras (Romanos 13:10). Somente aqueles que
verdadeiramente amam a Deus é que guardam este mandamento (Salmo 5:11; Isaías 26:8). Mateus 6:9 nos
ensina que o foco apropriado da oração vem somente daqueles que amam o nome de Deus e desejam vê-Lo
glorificado.
B. Temor – Uma devida reverência a Deus é exigida (Deuteronômio 28:58).
C. Confiança – Nada honra mais a Deus do que a nossa alegre confiança nEle (Salmo 33:18-21).
D. Glória – Nós deveríamos pensar, falar e agir para a glória de Deus (Isaías 25:1; Salmo 113:1).
O devido respeito para os cultos da Igreja convém ser mencionado aqui. Respeitar os cultos com a sua
presença é boa, mas a sua presença preparada é melhor. A preparação individual e familiar convém. Uma boa
noite de descanso antes de vir ao culto dominical matinal é melhor do que múltiplos métodos de psicologia na
tentativa de controlar filhos cansados e mal-humorados. Oração e leitura bíblica doméstica vão longe na
preparação para ter o proveito máximo dos cultos. Uma lembrança aos filhos pequenos que a hora de ir ao
banheiro é antes ou depois dos cultos treina-os que os cultos merecem respeito. A mesma pode ser dito aos
adultos sobre a prática de silenciar os celulares antes da abertura do culto.
Se a preparação para ir ao culto pede cuidado também o próprio culto pede respeito. O barulho excessivo feito
por virar as folhas de livros, o deixar de cair canetas, lápis, marcadores, brinquedos, etc., deve ser repreendido
na hora para que a devida atenção respeitosa ao culto prestada pelos outros não seja prejudicada. Tudo que
pode ajudar um ambiente respeitoso na Igreja é recebido a Deus como louvor (Hc 2.20, “Mas o SENHOR está
no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra”).
Os elementos que sobram da ceia não têm valor espiritual, mas nem por isso devem ser comidos no meio de
piadas na frente da Igreja logo depois do culto. Podemos lembrar que Jesus, depois a ceia cantou um hino e
saiu (Mt 26.30; Mc 14.26). Sem dúvida Ele levou consigo o espírito do culto reverente por um tempo a mais
depois do culto sombrio. Se vai comer ou beber o que sobra, faça-o em casa, bem depois do culto dado em
memória da morte de Jesus.
Ec 5.1, 2, “Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do que
oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.2 Não te precipites com a tua boca, nem o teu
coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a
terra; assim sejam poucas as tuas palavras”.
Versículo para memorizar: Ex 20.7, “Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR
não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.
48.4 Resposta. O terceiro mandamento exige o uso santo e reverente dos nomes (1), títulos e atributos (2),
ordenanças (3), palavra (4) e obras (5) de Deus.
Salmo 138:2. “Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua
verdade; pois engrandece a tua palavra acima de todo o seu nome”.
Versículo para memorizar: Ex 20.7, “Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR
não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.
48.5 Resposta. O terceiro mandamento exige o uso santo e reverente dos nomes (1), títulos e atributos (2),
ordenanças (3), palavra (4) e obras (5) de Deus.
Jó 36:24. “Lembra-te de engrandecer a sua obra, que os homens contemplam”.
Deuteronômio 28:58-59. “Se não tiveres cuidado de guardar todas as palavras desta lei, que estão escritas
neste livro, para temeres este nome glorioso e temível, o Senhor teu Deus, então o Senhor fará espantosas as
tuas pragas”.
O homem quebra esta lei quando utiliza os nomes, títulos, atributos, Palavra de Deus ou as obras de Deus por
qualquer outra razão que não seja o desejo de honrá-Lo. Isto pode ser feito da seguinte maneira:
1. Não se deve falar das coisas divinas em vão ou sem propósito, muito menos ainda em piadas ou
brincadeiras.
2. Não devemos falar, adorar, ou invocar o Senhor sem a devida reverência. A majestade é um atributo de
Deus. A irreverência tem sido uma característica da adoração pagã e moderna (I Rs. 18.26-29; Ex 32.5,6).
3. O nome de Deus nunca deve ser utilizado de forma vã ou para amaldiçoar alguém (Jeremias 23:10; 23.16-
17). Há, no entanto, colocações corretas e justas (Gálatas 1:8; I Coríntios 16:22).
4. O nome de Deus não deve ser usado em juramentos desnecessários, quando um simples “sim” ou “não” é
suficiente (Tiago 5:12; Jd. 1.9).
5. Como é assustador pensarmos que alguém pode ir tão longe a ponto de blasfemar ou insultar Deus. Há um
tipo de blasfêmia que é imperdoável (Mateus 12:31-32).
6. Eufemismos devem ser evitados. Eufemismo é a forma branda de dizer certas coisas, ou suavizar as
palavras. Tome cuidado com o uso de expressões que imitam o som similar aos dos nomes ou dos títulos de
Deus. É comum vermos pessoas dizendo: Ai meu Deus, meu Jesus, meu Jesus Cristinho, ó Deus no céu,
vixe!,etc.
7. Os homens tomam o nome de Deus em vão quando tentam justificar suas maldades. Isto inclui toda falsa
adoração ou falsa doutrina ensinada como a verdade de Deus. Os homens que pregam o falso evangelho estão
tomando o nome de Deus em vão. Ex: I Co. 11.17-22, cear de forma errada..
8. O nome de Deus é usado de maneira vã quando utilizado para lucro próprio. Isto condena aqueles que
entram no ministério ou mesmo gravam musicas Cristãs por mero interesse material. Pense naqueles que se
unem a uma Igreja apenas visando negócios ou por motivos políticos – At. 8.18-19; Jd. 1.11-19.
9. Toda a adoração fria ou formal é uma transgressão ao terceiro mandamento. Esta lei é quebrada com maior
freqüência na Igreja do que em lugares mundanos. Vamos nos lembrar de termos os nossos corações
sintonizados antes de virmos adorar ao Senhor (Mateus 15:8; Jo 4.24).
10. As pessoas que falsamente confessam ser filhos de Deus estão tomando o nome de Deus em vão.
Professar Cristo como Salvador é tomar o Seu nome (Atos 11:26). Estejamos realmente certos de que Ele é
realmente o nosso Deus (Deuteronômio 28:58-60).
11.Quando nós professamos a Cristo como Salvador e O desonramos com as nossas vidas estamos tomando o
Seu nome em vão (Romanos 2:17-24).
O Uso desta Lei
A lei de Deus conduz o homem a convicção do pecado (Romanos 3:19-20). Este terceiro mandamento tem
freqüentemente conduzido o homem a enxergar a sua culpa diante de Deus e a necessidade de um Salvador.
Sem o novo nascimento o homem nunca irá reverenciar a Deus.
Este mandamento nos ensina, como cristãos, o dever de manter nossos corações sintonizados para a adoração
e o serviço de Deus (Provérbios 4:23). A glória de Deus deve ser o nosso primeiro objetivo (Mateus 6:9).
Que nós possamos, como Igreja, aprender bem a nossa responsabilidade de louvar e honrar a Deus na
adoração pública (Salmo 89:7) – R. Crisp

Pergunta 49 – Qual é o quarto mandamento?


O Quarto Mandamento
49. Pergunta. Qual é o quarto mandamento?
Resposta. O quarto mandamento é: Êxodo 20.8-11. “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. 9 Seis dias
trabalharás, e farás toda a tua obra. 10 Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma
obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu
estrangeiro, que está dentro das tuas portas. 11 Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e
tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou”.
Versículo para memorizar:
Ex 20.8, “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.”
Queremos lembrar-nos que a palavra “santificar”, como usada na Bíblia, significa principalmente de separar algo
para um uso especial. (T. P. Simmons, pg. 360). nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu
animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. 11 Porque em seis dias fez o SENHOR os céus
e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do
sábado, e o santificou”.

Pergunta 50 – O que se exige no quarto mandamento?


50. Pergunta. O que se exige no quarto mandamento?
Resposta. O quarto mandamento exige que sejam reservados santos a Deus os tempos que Ele determinou em
Sua Palavra, especialmente um dia completo dos sete, que deve ser um sábado santo a Ele (1).
Versículos para memorizar:
Ex 20.8, 9, “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. 9 Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.”
50.1. Levítico 19.30.”Guardareis os meus sábados, e o meu santuário. Eu sou o Senhor”. Deuteronômio 5.12.
“Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor teu Deus”.
A santificação não é apenas uma separação. Significa também uma separação para a santidade (Nm 6.5-8; Hb
7.26; II Tm 2.19-21). A palavra “santificação” também tem a idéia de purificação ou de uma lavagem (Hb 9.13-
14; Ef 5.26).
O léxico de Thayer’s consta o significado da palavra “santificar (hagiazo)”: dar ou reconhecer por venerável,
honrar, separar de coisas profanas e dedicar-se a Deus; consagrar; purificar (Simmons, p. 361).
Enquanto olharemos ao quarto mandamento e o que ele exige segundo o descanso, não podemos ignorar o
que este mandamento exige em relação do trabalho. Existe o dever do homem em trabalhar os seis dias da
semana reservado para o homem. Esta regra, de trabalhar antes de descansar, é repetida no Novo Testamento
(Pink, pg. 162):
I Ts 4.11, 12, “E procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias
mãos, como já vo-lo temos mandado; Para que andeis honestamente para com os que estão de fora, e não
necessiteis de coisa alguma”.
II Ts 3.10-14, “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser
trabalhar, não coma também. 11 Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não
trabalhando, antes fazendo coisas vãs. 12 A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor
Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão. 13 E vós, irmãos, não vos canseis de
fazer o bem. 14 Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis
com ele, para que se envergonhe”.
Desejar descansar sem o devido trabalho é tolice. Ec 10:16, 17, “Ai de ti, ó terra, quando seu rei é uma criança,
e cujos príncipes comem de manhã. 17 Bem-aventurada tu, ó terra, quando seu rei é filho dos nobres, e seus
príncipes comem a tempo, para se fortalecerem, e não para bebedice”.
O Sábado Judaico
O Sábado era um sinal da aliança entre Deus e Israel (Êxodo 31.12-16). No sétimo dia Israel devia se abster do
trabalho ordinário, carregar qualquer coisa, viagens longas, acender fogo, juntar lenha ou maná e negociar
(Êxodo 35.3, 16.22-26, Neemias 13.15-22). Somente casos que envolvessem exigência, misericórdia, ou
piedade eram permitidos (Mateus 12.1-13, Números 28.9-10, Levítico 24.5-8). Israel devia se regozijar neste dia
(Isaías 58.13-14), mas haveria julgamento se o Sábado fosse quebrado (Êxodo 31.14, Números 15.32-36). O
abuso do Sábado por parte de Israel era um tema comum dos profetas. (R. Crisp, Os Dez Mandamentos, pg.21-
22)
Versículos para memorizar:
Ex 20.8, 9, “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. 9 Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.”

Pergunta 51 – Como se deve santificar o sábado?


51. Pergunta. Como se deve santificar o sábado?
Resposta. O dia do Senhor deve ser santificado através de um descanso santo do dia inteiro, até mesmo de
trabalhos e divertimentos usuais que são certos nos outros dias (1)
51.1. Levítico 23.3. “Seis dias trabalho se fará, mas o sétimo dia será o sábado do descanso, santa convocação;
nenhum trabalho fareis; sábado do Senhor é em todas as vossas habitações”.
Convocação Santa: At. 15.21 convocação significa: Ajuntar com leitura (#4740). Portanto, deixar a leitura normal
para fazer leitura Bíblica. Deixar conversa normal para fazer conversar para edificação. Deixar o trabalho normal
para fazer a obra do Senhor. Deixar a canseira normal para achar o descanso espiritual na Congregação dos
santos, Sl. 92.
Is 58.13, 14, “Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao
sábado deleitoso, e o santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos,
nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras, 14 Então te deleitarás no
SENHOR, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a
boca do SENHOR o disse”.
A Palavra Sábado
A palavra “sábado” significa “descanso” ou “cessação”. Note como este mandamento se encaixa na primeira
parte da lei:
Primeiro Mandamento – Quem adoramos
Segundo Mandamento – Como adoramos
Terceiro Mandamento – Reverência e realidade na adoração
Quarto Mandamento – Dia de adoração. O quarto mandamento é o único que os evangélicos largamente
diferem na sua interpretação. (R Crisp, Os Dez Mandamentos)
O sábado não era o sétimo dia da semana, mas o sétimo dia depois de seis dias trabalhados. Não é correto
afirmar que o ‘sábado’ era para ser observado obrigatoriamente no último dia da semana (Pink, pg. 162).
Versículos para memorizar:
Ex 20.10-11, “10 Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu
filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro
das tuas portas. 11 Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao
sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou”.
51.2 Resposta. O dia do Senhor deve ser santificado através de um descanso santo do dia inteiro, até mesmo
de trabalhos e divertimentos usuais que são certos nos outros dias (1), e passar o tempo inteiro em adoração
pública ou particular a Deus (2),
Salmo 92.1-2. Um Hino ou Cântico para o sábado.. “Bom é louvar ao Senhor e cantar louvores ao teu nome, ó
Altíssimo; para de manhã anunciar a tua benignidade, e todas as noites a tua fidelidade”.
O Dia do Senhor
Os primeiros santos começaram a dedicar o primeiro dia da semana para adoração após a ressurreição de
Cristo. Isto foi, é claro, uma alteração definitiva da prática da Velha Aliança. Isto ficou evidenciado da seguinte
maneira:
A. O Exemplo Apostólico
O Novo Testamento ensina tanto pelo preceito, aquilo ensinado, quanto pelo exemplo, a interpretação daquilo
ensinado. Jesus Cristo e Seus apóstolos abriram um precedente claro quanto a observância do primeiro dia da
semana. Veja os seguintes versículos:
Mateus 28.1
João 20.19 e 26
Atos 20.6-7
I Coríntios 16.1-2
Atos 2.1-47 (O dia de Pentecostes ocorreu no domingo)
B. Testemunho Histórico
Philip Schaff, na sua famosa obra sobre A História da Igreja (volume 2, página 201), escreve:
A celebração do dia do Senhor em memória da ressurreição de Cristo data, sem dúvida, da era apostólica. Não
há nada fora do precedente apostólico que aponte para a observância universal nas Igrejas do segundo século.
Não há nenhuma voz contrária a isto.
C. O “Dia do Senhor”
Historicamente falando, houve um grande consenso em interpretar Apocalipse 1.10 como uma referência ao
primeiro dia da semana. (R. Crisp, Os Dez Mandamentos, pg.21-22).
Versículos para memorizar:
Ex 20.9-11, “Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. 10 Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu
Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o
teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. 11 Porque em seis dias fez o SENHOR os
céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do
sábado, e o santificou”.
50.3 Resposta. O dia do Senhor deve ser santificado através de um descanso santo do dia inteiro, exceto nas
obras necessárias de caridade (3).
Mateus 12.11-12. “Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova,
não lançará mão dela, e a levantará? Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por
conseqüência, lícito fazer bem nos sábados”.
Uma Questão Difícil
Qual a relação existente entre o Sábado e o Dia do Senhor? Alguns acreditam que o Sábado passou a ser o
primeiro dia da semana, sendo assim o domingo agora é o “Sábado Cristão”. Outros crêem que o Sábado foi
abolido no Calvário e que o Dia do Senhor não tem nenhuma relação com o mesmo.
Esta questão realmente envolve a natureza do Quarto Mandamento. Ele fazia parte da imutável lei moral ou era
apenas de natureza cerimonial e positiva? A lei moral são mandamentos que refletem a natureza de Deus e a
imutável distinção entre o certo e o errado (compare Êxodo 20.16 com Tito 1.2). A lei positiva, por outro lado,
são mandamentos de Deus que podem ser ab-rogados por Deus quando Seus propósitos são cumpridos. Os
sacrifícios levíticos ou o batismo e a Ceia do Senhor são exemplos da lei positiva. Vamos ver agora os dois
lados deste debate sobre o Sábado.
Contrastes da Lei Moral e Lei Positiva
W. M Nevins
Dever moral baseado nas leis ou princípios divinos e as ordenanças baseadas nos desejos (Leis positivas) não
significam a mesma coisa.
¦ Natureza; O dever moral é mandado por ser correto (Exemplo: Lei de Deus), a ordenança é correta por ser
mandada. (Exemplo: Ordenança da Igreja, Lei de Trânsito).
¦ Existência; O dever moral parte de princípios (algo inquestionavelmente correto), a ordenança parte de ordens
(regra ou norma).
¦ Limites; O dever moral é válido para todo mundo (Exemplo: a lei de Moisés), a ordenança é válida somente
para as pessoas qualificadas (Exemplo: lei de trânsito somente para as motoristas).
¦ Duração; O dever moral é uma obrigação eterna (nunca será correto matar alguém). Ordenança é temporária
(Mt 28:20, enquanto houver Igreja).
A. Argumentos usados para provar que o Sábado era somente de Natureza Positiva
1. Dizem que o Sábado é um sinal da aliança com Israel, portanto é estritamente de natureza da Velha Aliança.
2. O Quarto Mandamento é o único que não foi reafirmado após o Calvário e faz parte da Lei cerimonial.
Nenhum cristão do Novo Testamento foi repreendido por quebrar o Sábado. O domingo nunca foi chamado de o
Sábado.
3. Nenhum Cristão deve ser julgado pela observância do Sábado (Romanos 14.5-8). Neste mesmo tópico,
Colossenses 2.16-17 cobre todo sistema da Velha Aliança quanto aos Sábados e os dias santos.
4. Se o Sábado tivesse sido mudado, o livro de Atos e as epístolas relatariam a discussão a respeito disso.
Certamente os Judeus convertidos teriam debatido a esse respeito. Não há nenhum relato a este respeito.
5. As Igrejas apostólicas se baseavam na ressurreição de Cristo para a observância do domingo. Eles nunca
ligaram ou se referiram a este dia como sendo o Sábado.
B. Argumentos usados para afirmar que o Quarto Mandamento era parte da Lei Moral
Antes de prosseguirmos, devemos entender que mesmo aqueles que interpretam o domingo como sendo o
“Sábado Cristão” reconhecem que o Quarto Mandamento contém algo de natureza positiva, de outro modo, não
teria sido mudado de forma alguma. Eles entendem que aquilo que envolve o sétimo dia ou as leis referentes a
nação de Israel eram de natureza temporária. Tendo dito isto, prossigamos com as provas apresentadas para
provar a natureza moral do Quarto Mandamento.
1. A instituição do Sábado remonta à época da criação. O princípio moral foi incorporado à Velha Aliança, mas
não teve o seu início ali (Gênesis 2.1-3, Êxodo 20.11). Isto fica mais evidenciado pelo fato do homem sempre
contar o tempo usando a semana de sete dias. Diferente do dia de vinte e quatro horas, baseado na rotação da
terra, a semana de sete dias não tem base na natureza. O Sábado é uma ordenança da Criação e reflete a
vontade de Deus para que o homem separe um dia, em sete, para descanso, reflexão e adoração.
2. Todos os dez Mandamentos foram escritos em pedra e refletem o caráter da natureza santa de Deus e Sua
vontade para o homem. Por que uma lei de natureza meramente positiva seria colocada entre eles?
3. Cristo deixou claro que o Sábado foi introduzido para o benefício do homem (Marcos 2.27, Êxodo 20.8-11).
Desde que o homem tem esta necessidade, certamente a lei deve permanecer a fim de supri-la.
4. Sob o regime da Nova Aliança, os cristãos separaram um dia entre os sete para adoração de Deus. Isto não
revela a base do princípio do Sábado?
5. Deus não revelou muitas vezes Sua vontade pelo exemplo apostólico? Isto não se aplicaria também a
mudança do Sábado?
Conclusão
Notamos as provas aparentemente contrárias usadas neste debate. Infelizmente, nem sempre é fácil conciliar
completamente as várias nuances da verdade revelada nas Escrituras. Vamos encerrar com algumas
observações que podem ser úteis.
A. O Quarto Mandamento é claramente único no sentido de possuir, no mínimo, elementos da lei positiva. É daí
que surgem as dificuldades dos homens interpretá-lo.
B. Vamos exercitar o amor com aqueles que divergem de nós nas questões difíceis.
C. Devemos tomar cuidado em evitar posições extremas que não estão baseadas no conhecimento completo
das Escrituras sobre o mesmo. Por exemplo: Por haver fortes evidências dos elementos da natureza da lei
moral do Quarto Mandamento, seria fácil cairmos no legalismo não compatível com o relato do Novo
Testamento.
D. Mesmo que o debate sobre terminologia não tenha um final em nossa época, não é claro o nosso dever? O
domingo é o Dia do Senhor e deve ser observado em conformidade com o exemplo apostólico. (R. Crisp, Os
Dez Mandamentos, pg.22-25).
Versículos para memorizar:
Ex 20.9-11, “Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. 10 Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu
Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o
teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. 11 Porque em seis dias fez o SENHOR os
céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do
sábado, e o santificou”.

Pergunta 52 – Qual é o quinto mandamento?


52. Pergunta. Qual é o quinto mandamento?
Resposta. O quinto mandamento é: Êxodo 20.12. “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus
dias na terra que o Senhor teu Deus te dá”.
Versículo para memorizar: Êxodo 20.12. “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na
terra que o Senhor teu Deus te dá”.
A Posição Única do Quinto Mandamento no Decálogo – Ron Crisp
Nós notamos, por várias vezes, que os Dez Mandamentos estão divididos em duas partes. A primeira trata do
nosso dever para com Deus, e a segunda, trata do nosso dever para com o homem (Marcos 12.28-31). A
primeira olhada no quinto mandamento parece meramente indicar que esta é a primeira lei tratando da nossa
responsabilidade com o homem. Entretanto, um pouco mais de reflexão revelará que o quinto mandamento é
único, pois está em uma posição de transição entre as duas partes.
Ao honrarmos os nossos pais estamos honrando a autoridade do Deus Todo-Poderoso, na medida que esta é
delegada ao homem. O quinto mandamento realmente trata da atitude do homem para com a autoridade
outorgada por Deus. A mais antiga e básica forma desta autoridade é aquela manifestada através da
paternidade. Ao honrarmos os nossos pais nós estamos nos submetendo ao Senhor que instituiu e autorizou a
família. Considere o fato de que Deus mesmo se revela como o nosso “Pai” (Mateus 6.9).
Convém lembrar que não somente as crianças são admoestadas nesse quinto mandamento, mas os pais
também. Os pais devem ensinar respeito, esperar o respeito e valer o respeito dos seus filhos. Entendemos que
o lar é o alicerce da sociedade e nesse mandamento percebemos que Deus deu o que foi necessário para a
sociedade sobreviver. A submissão dos filhos em amor e honra aos pais é uma benção aos próprios filhos pois
essa atitude faz que eles tenham uma sociedade estruturada para cuidar dos seus filhos – João Calvino.
Versículo para memorizar: Êxodo 20.12. “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na
terra que o Senhor teu Deus te dá”.

Pergunta 53 - O que se exige no quinto mandamento?


53. Pergunta. O que se exige no quinto mandamento?
Resposta. O quinto mandamento exige preservar a honra e realizar as obrigações devidas aos pais e a cada um
em vários lugares e relacionamentos a superiores (1), inferiores (2) ou iguais (3).
Mesmo que o pai seja mencionado primeiro, a mãe é mencionada e deve ter a devida honra e respeito. Note
que em Lv 19.3 a mãe é primeira na lista. Talvez isso por ter igualdade com o pai com merecedora de respeito –
Hertz, 299.
Considere também que a sinédoque foi utilizado para escrever os Dez Mandamentos. Isto é um artifício literário
em que uma parte representa o todo. Ao entendermos isto nós aprendemos que o quinto mandamento cobre o
nosso dever de honrarmos toda a autoridade legitimamente constituída. Outras formas da autoridade
divinamente outorgadas são:
1. Os filhos devem honrar os seus superiores:
Posições no lar - Ef 5.22. “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor”; I Co 11.1-3; Pv
24.21. Se as autoridades no lar merecem respeito tanto mais o Pai merece nossa submissão! Hb 12.9; Ml 1.6.
O Governo Civil - Romanos 13.1-3. Nós falamos a respeito de nossos líderes como Pais da cidade, estado e
país. O desrespeito à autoridade é uma marca da perversidade (II Pedro 2.10-11).
Patrões – Tito 2.9-10; I Pe 2.14,18; Ef 6.5;
Pastores Consagrados – Hebreus 13.7, 17
Os idosos devem ser tratados com o devido respeito (Levítico 19.32).
Cl 3.20, “Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor”.
Deus tem estabelecido os pais como uma das Suas autoridades controladoras na terra. Aos pais Deus delegou
tanto o direito a controlar os filhos, como também ser a autoridade necessária para que os pais e os filhos
tenham as bênçãos de Deus. Tudo isso se os pais treinarem os filhos a serem controlados pelos pais.
Aqueles a quem Deus coloca na posição de ser os pais, respondem diretamente a Deus. Os pais, ou os
responsáveis pelos filhos, respondam a Deus se controlaram ou não os filhos.
A autoridade que Deus dá aos pais é o tipo que faz que eles tenham o direito a colocarem as suas vontades
sobre a vontade de seus filhos e mandá-los a seguirem a sua liderança. Os pais também têm o direito de Deus
de administrar justiça tanto para punir a desobediência quanto abençoar o comportamento correto.
Os filhos devem obedecer tanto pai quanto mãe. A palavra obedecer, como usada em Cl. 3.20, é um
mandamento e significa “ouvir e obedecer, conformar-se à autoridade.” (#5219, Strong’s). Em outras palavras,
essa passagem instrui que os filhos devem fazer o que os pais os dizem. Isso significa que a palavra dos pais é
lei. Quando o filho é desobediente à palavra dos pais, ele quebra tanto a lei de Deus quanto a lei dos pais. Esse
mandamento não é complexo. Dita que os filhos devem fazer o que os pais instruem.
Mesmo que este mandamento é endereçado aos filhos, os pais, por ter a autoridade, respondem a Deus pelo
seu cumprimento pelos filhos enquanto os filhos estejam na sua responsabilidade (I Sm 3.11-14). Deus sempre
responsabiliza aqueles em autoridade pelas ações daqueles que estão sob a sua autoridade. Os pais são
responsáveis a Deus pela a obediência dos seus filhos. Um paralelo a este princípio é que Deus manda o
homem não matar, mas Ele tem dado ao governo a responsabilidade e autoridade a administrar a pena da
morte. O governo é responsável pelos seus cidadãos nesse caso. Na mesma maneira, Deus tem dado aos pais
o poder de forçar a obediência dos filhos em tudo – vestimenta, alimentação, escolaridade, amizades, uso do
tempo, adoração, comportamento, etc.
A autoridade dos pais abrange muito mais do que qualquer outra instituição que Deus tem estabelecido. Os pais
têm o direito de forçar obediência dos seus filhos em tudo. Os sujeitos de outras instituições devem submeter as
suas autoridades. Mas o filho é mandado a obedecer a seus pais. A diferença entre submeter e obedecer é que
a submissão envolve a atitude de aceitação voluntária de autoridade, mas a obediência é para ser exercitada
para com a autoridade se querendo ou não.
São os pais que têm o direito de controlar seus filhos. Nenhuma outra instituição ou pessoa tem tantos direitos
sobre os filhos quanto têm os pais. A sociedade, a escola, os vizinhos, ou qualquer outra instituição não têm
tanta autoridade sobre os filhos quanto têm os pais. A autoridade que os pais têm sobre os seus filhos é
responsável ao governo só nos casos de incesto, mal-trato, e homicídio. Os pais são responsáveis diretamente
a Deus se não cumprem a responsabilidade das suas autoridades constituída por Deus. A Palavra de Deus não
sanciona “direitos para as crianças”. Os filhos têm somente o direito de Deus a serem criados pelos seus pais
sem a intervenção de qualquer outra instituição.
Deus honra o valor de autoridade dos pais tanto que na Lei de Moisés Ele instituiu Seus princípios nas leis para
o governo proteger a autoridade dos pais para com os seus filhos. Em vez do governo se intrometer e substituir
a responsabilidade dos pais pelos filhos, biblicamente o governo deve sustentar a posição dos pais. Os filhos
não devem ser permitidos a rebelar contra os pais – Mt. 15.4; Ex. 21.15, 17; Dt. 27.16; Pv. 30.17. Três princípios
são revelados nesses versículos:
1. Tanto o pai quanto a mãe são considerados iguais como pais.
2. Deus não tolerará o desrespeito aberto dos filhos para com a sua responsabilidade para com os pais. A pena
da morte devia ser administrada a qualquer que tem o hábito de desrespeitar, bater ou amaldiçoar seus pais. É
claro que os pais não têm o direito de aplicar a pena da morte, pois a instituição do governo tem esta autoridade
somente. Porém os pais pela Lei foram obrigados a testificar publicamente contra tal filho – Dt. 21.18-21. Como
se pode ver, Deus é serio quando manda que os filhos devam ser obedientes aos pais. Estes versículos foram
dados a Israel como nação, mas o princípio, ensinado às Igrejas no Novo Testamento, é para nós hoje. Deus
não tolera filhos desrespeitosos ou desobedientes.
3. Se um filho desobediente escapa da pena da morte pela falha dos pais ou do governo, Deus julgará tanto o
filho quanto o pai e a nação por tal desobediência – I Sm. 3.13; 4.10-18; Pv. 30.11-17.
A promessa de benção para os filhos – Ef. 6.2,3; Ex. 20.12. A promessa de longa vida significava muitas
bênçãos naqueles dias que Deus deu estas palavras ao homem. “Dias prolongados” significava nenhuma morte
pela guerra, doença, fome, ou por animal selvagem. Dias prolongados era uma promessa de uma morte natural.
Também foi uma promessa de prosperidade física, pois longos dias dariam mais tempo para acumular riquezas
em gado, terra, e filhos. O filho que honra o seu pai e a sua mãe seria protegido na sua vida adulta pela
promessa de Deus. Podemos entender que os pais que amarem seus filhos verdadeiramente desejarão o
melhor para eles e exigirão obediência dos filhos. Estes pais farão tudo para que os seus filhos lhes honrem,
para que tenham as bênçãos prometidas por Deus.
Deus julgará cada filho numa maneira que é consistente com Seu caráter. É verdade que existem indivíduos
maus que acabam sendo pais com autoridade sobre os seus filhos na mesma medida que existem lideres maus
no governo. Tais pais que usam mal a sua autoridade responderão ao julgamento direto de Deus. Quando
observamos um filho receber mau tratos dos seus pais, devemos lembrar que Deus ainda está em controle e foi
Ele que colocou tal filho em tal lar para Seus próprios desígnios.
Deus controla cada vida e o Seu plano eterno inclui a falta de justiça neste mundo. Pode ser que o filho que é
maltratado pelos seus pais necessitem tais pressões para aprender a submeter a sua vontade a Deus. Talvez
Deus esteja preparando tal filho para O glorificar melhor pelo sofrimento como Ele fez no caso de Jó. Nós
vemos um filho inocente enquanto Deus vê uma alma pelo qual Ele interessa. Deus não erra, portanto devemos
deixar Ele a cuidar dos pais rebeldes.
Como uma autoridade humana, você, como pai e como mãe vão errar mesmo que deseje fazer tudo correto.
Uma autoridade não tem que ser perfeita para poder exercer a sua posição. Obediência e respeito pela
autoridade podem ser aprendidos daquilo que aparenta ser injusto ou incompetente. Pais, vocês são a
autoridade maior sobre seus filhos. Não permitam a sua fraqueza como homem impedir-lhes de cumprir as suas
responsabilidades. Deus sabia que vocês eram imperfeitos quando Ele lhes deu o filho.
Os filhos precisam o exemplo de autoridade sobre eles. Se os pais não dão à liderança necessária, os filhos a
acharão em outro lugar ou em outra pessoa. Os filhos precisam desesperadamente um líder a qual possam
seguir e a quem possam dar sua admiração. Deus criou os filhos na maneira que eles necessitam e respondam
à autoridade dos pais. Portanto acharão um substituto se os pais não preenchem a sua posição (astros do
esporte, estrelas do cinema, líder de um clube, etc.).
Contrário ao ensino da psicologia, seu filho necessita um pai que é líder não um colega. Os pais têm o lugar de
autoridade e, portanto não podem ser o amigão, mas o líder a qual o filho deve respeitar e ser obediente. Se os
pais mostram bem a sua autoridade enquanto o filho está em fase de desenvolvimento (faixa etária de 0-13
anos de idade), depois terá uma vida de amizade entre eles e o filho adulto.
Os pais são os símbolos representativos da autoridade de Deus. A maneira que os pais exercitam sua
autoridade determina em muito a maneira que os filhos pensam sobre Deus. Como pai você tem a oportunidade
de moldar as opiniões dos filhos sobre Deus, o governo, e até como comportar-se quando casado. O filho que é
exigido a obedecer a seus pais respeitará a sua autoridade e serão preparados a submeterem-se às outras
autoridades que existem, incluindo a própria Palavra de Deus – Pv 23.13, 14. (Fugate, pgs. 29-43).
Como Os Pais Devem Agir para Serem Honrados
Thomas Watson
Se for correto para os filhos honrarem os pais é lógico que os pais podem contribuir para que tal honra seja
merecida. A honra será um fruto bom onde o esforço material e espiritual é semeado. Essas maneiras podem
os pais agirem para assegurar um ambiente propício para a honra crescer.
Cuidadosamente Criar os Filhos no Temor e Admoestação do Senhor – Ef 6.4. Como a mãe de Timóteo, não
somente forneceu o leite materno, mas também o leite racional (II Tm 3.15). Princípios morais e eternos devem
ser inculcados nos filhos com consistência e perseverança para que, como Obadias, ‘temem ao Senhor desde a
sua mocidade’ (I Rs 18.12). Não é suficiente dedicarem os filhos ao Senhor num culto especial quando
nascidos. Devem ser educados cuidadosamente o caminho em que devem andar se há esperança que não
desviem dele (Pv 22.6). Crianças não instruídas dificilmente serão bênçãos aos pais. A semente de displicência
semeada na falta de educar os filhos geralmente produz infidelidade de honra na parte dos filhos para com os
pais. Tanto mais os filhos temem ao Senhor, mais honrarem os pais.
Mantenha autoridade parental: seja bondoso mas não ao custo de autoridade. A falta de contrariar os filhos
quando pequenos cria filhos ambiciosos na juventude como Adonias, filho de Davi (I Rs 1.5-6). Por falta de ser
responsabilizado pelas ações quando no lar, Adonias não mostrou a devida honra à coroa do pai quando
necessitava. Se deseja livrar seu filho de atitudes perniciosas para contigo quando ele for adulto, não retende a
disciplina quando é criança (Pv 19.18; 23.13-14). Mantenha-se a autoridade no lar e manterá a honra reverente
dos filhos (Hb 12.9).
Proveja aquilo que é honesto quando o filho é menor e quando é maior. É Bíblico os pais entesourem para os
filhos (II Co 12.14).Quando houver pais com necessidade, é digno que os filhos cuidem deles (I Tm 5.8), mas, o
normal é que os pais cuidem dos filhos (Pv 19.14). Para nos orientar nesse princípio temos o exemplo do nosso
Pai celestial cuidando daquilo que os Seus filhos necessitam (Mt 7.9-11; Rm 8.31-32). Os filhos que foram
criados no temor do Senhor e que são participantes dos bens dos pais, se mostrarão honrosos para com os
pais quando tiverem oportunidade.
Ore pelos filhos. Não entesoures somente o que é material, mas ajuntais tesouros no céu para com os filhos
orando muito por eles (Ap 8.4; Sl 56.8). Peça em oração que os filhos sejam preservados e que não caiam no
engano da corrupção do mundo; que como eles têm a imagem dos pais no exterior que tenham a imagem do
Salvador no seu interior; que sejam instrumentos naquilo que opere para a glória de Deus. Os filhos que são o
alvo de muitas orações honrarão os pais que oraram muito.
Encoraje os filhos a trabalhar no que é honroso. Dizem: a mente ociosa é a oficina do Diabo (Pv 24.30-34). A
ocupação das mãos quando no lar e o estímulo de trabalhar quando fora do lar fará que a fome seja ausente
dos filhos (Pv 19.15) e a honra aos pais seja presente. Quando o filho é ensinado a ser responsável na
ocupação das suas mãos, sabedoria será o seu ganho e honra será no seu caminho (Pv 3.13-16). A formiga é
nosso exemplo nisso – Pv 6.6-11. Treinar os filhos a trabalharem honestamente quando pequenos criará filhos
que desejam recompensar aos pais a honra por os terem ensinado o bem – Pv 22.6.
Louve o que é bom nos filhos. Os pais, como os magistrados que são ordenados por Deus, devem somente ser
terrores para as obras más – Rm 13.1-4. O vingador do mal pode tanto castigar o que faz o mal quanto louvar o
que faz o bem (v. 3). O filho criado com justiça saberá honrar a quem deve (v. 7).
Seja prudente para com os filhos e não provocai-os à ira. O amor que saboreia as ações dos pais para com os
filhos, animará os filhos a honrarem os pais – Ef 6.4; Cl 3.21. O amor verdadeiro pede prudência, e da
prudência fruirá honra – I Co 13.4-7. Talvez se pergunte: O que provoca os filhos à ira? O que desanimam eles?
A resposta é:
1. Insultos, opróbrio e comunicação afrontosa. 1Co 15.33, “Não vos enganeis: as más conversações corrompem
os bons costumes”, e os costumes corrompidos naqueles que devem ser respeitados desanimam os filhos.
Como pode um pai desejar as bênçãos de Deus nos seus filhos quando ele próprio os maldiz? A sabedoria
pede que o bem educado não se associe com o iracundo – Pv 22.24. Devem ser os próprios pais os maus
companheiros que o filho prudente deve evitar? Contrariamente, devem ser os pais que protejam os filhos de
maus companheiros e os dêem bons exemplos. Cristo nos deu um bom exemplo e semelhantemente deve os
em autoridade ser para os outros – I Pd 2.21-24. Se “Um pouco de fermento leveda toda a massa” (Gl 5.9), um
pouco de opróbrio gera frustração nos ânimos dos filhos e espalha desrespeito entre todos no lar. Portanto,
refreia seus ânimos para que os ânimos dos filhos não sejam confusos.
2. Correção excedente ou injusta. Quando o Rei Saul agiu como um tirano, seu filho Jônatas ficou encolerizado
– I Sm 20.33-34. A injustiça excedente dos egípcios para com os Israelitas fez aumentar o clamor dos Israelitas.
Assim a correção injusta faz os filhos serem frustrados e podem chegar a pedirem de Deus o livramento dos
pais em vez de procurar a serem uma benção aos pais.
3. Parcialidade ou partidarismo entre os filhos. Por Jacó mostrar amor mais ardente para José, os seus irmãos
foram provocados a ódio contra José – Gn 37.3-4. O filho que é amado mais dos outros não tem culpa no
partidarismo dos pais, mas, ele sofre as conseqüências. Se quiser paz entre os filhos, seja igual o seu amor
para cada filho – Watson, Thomas, Body of Divinity, pgs. 319-322.
2. Os filhos devem honrar os Inferiores:
Efésios 6.1, 5. “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Vós, servos, obedecei
a vossos senhores segundo a carne”.
3. Os filhos devem honrar os Iguais:
Ef 5.21, “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus”.
Gl 6.2-3, “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo. Porque, se alguém cuida ser
alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo”.
Os Deveres Implícitos no Quinto Mandamento – Ron Crisp
A. Respeito – A falha em honrarmos os nossos pais é uma afronta à honra de Deus. Quando os pais em uma
sociedade param de exigir e receber respeito, da mesma forma os professores, a polícia e outras autoridades
também não serão respeitadas. A destruição da família leva a um caos na sociedade. Infelizmente, às vezes o
governo tenta enfraquecer a família. Eles não percebem que isto causa o enfraquecimento de toda autoridade
constituída.
B. Obediência – (Efésios 6.1-4, Jeremias 35.18-19, Lucas 2.51). Obediência aos pais é a forma mais básica do
governo humano. Obediência aos pais também ensina a criança como se deve submeter a Deus. A primeira
impressão de Deus deve vir da firmeza em amor que a criança recebe de seu pai humano. A criança que não é
ensinada a obedecer aos seus pais terá dificuldades para se submeter a Deus (Pv 23.13-14, “Não retires a
disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara, e
livrarás a sua alma do inferno”.
Que isto seja uma admoestação aos pais. O respeito básico a Deus começa com o respeito aos pais.
(Em virtude da autoridade dos pais, governo, pastor etc. vir de Deus, isto não pode ser contrário a Sua Palavra.
Ninguém tem o direito de impor a desobediência a Deus. Há uma cadeia de comando e Deus é supremo em
cada elo – Atos 5.29, Mateus 10.37). Mesmo que não devamemos obedecer instruções contra a Palavra de
Deus que um pai ímpio pode pedir, o devido respeito mesmo assim deve ser dado continuamente.
C. Atenção as Instruções (Provérbios 1.8)
Os bons pais não somente têm mais experiência do que seus filhos, como também têm o seu bem melhor em
seus corações. As crianças honram aos seus pais quando prestam atenção as suas instruções. Que nós
possamos como pais levar a sério o nosso dever de cuidadosamente ensinar os nossos filhos (Deuteronômio
6.5-9).
Quando não existir o ensino, a obediência não pode ser esperada – J. Gill
D. O cuidado para com os pais doentes, idosos e necessitados – I Tm 5.4; Lv 19.32
E. Gratidão – Provérbios 31.28
F. Cuidado para não Ferir os Pais – O abuso aos pais é um ultraje (insulto, afronto, calúnia). Note em Êxodo
21.15 e 17 o que Deus pensa a respeito disto. Lembremo-nos de que um filho tolo freqüentemente fere o
coração dos seus pais. Isto é a ocupação de tolos (Provérbios 10.1 e 30.17).
Será que os filhos que têm pais pagãos, que não fazem o que merecem respeito, têm uma permissão para não
cumprir esse mandamento? Essa pergunta realmente indaga: Pode o pecado de meu pai permitir-me a
desobedecer a esse mandamento de Deus? É tolice esperar que o pecado de um sancione o direito do outro a
pecar. As leis morais são eternas e o dever de obedecê-las não depende nas ações de homem algum. O seu
pai pode ser ímpio, mas ele ainda é seu pai com direito ao respeito e à honra dos filhos. O filho piedoso, apesar
da impiedade dos pais, honrará seu pai e a sua mãe pois reconhecerá que estes foram dados a ele por Deus
para a Sua glória – J. Calvin.
Versículo para memorizar: Êxodo 20.12. “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na
terra que o Senhor teu Deus te dá”.
54. Pergunta. Que razão vem anexada ao quinto mandamento?
Resposta. A razão anexada ao quinto mandamento é uma promessa de longa vida e prosperidade aqueles que
guardam este mandamento de Deus e O servem para Sua glória e seu próprio bem (1).
1. Efésios 6:2-3. "Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; para que te vá
bem, e vivas muito tempo sobre a terra".

Pergunta 55 – Qual é o sexto mandamento?


O Sexto Mandamento
Leitura: Rm. 13.8-10
55. Pergunta. Qual é o sexto mandamento?
Resposta. O sexto mandamento é: Êxodo 20.13. “Não matarás”.
A segunda parte da lei é resumida pelo nosso Senhor como “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus
22.39). Esta verdade pode ser facilmente vista ao darmos uma visão geral nestas ordens.
1. A sexta ordem protege a vida do nosso próximo (Êxodo 20.13).
2. A sétima ordem protege a família do nosso próximo (Êxodo 20.14).
3. A oitava ordem protege os bens de nosso próximo (Êxodo 20.15).
4. A nona ordem protege a reputação do nosso próximo (Êxodo 20.16).
5. A décima ordem proíbe aquela atitude proveniente do coração e que é a raiz da crueldade dos homens
(Êxodo 20.17). – R Crisp, Os Dez Mandamentos.
A História do Assassinato
O pecado é de natureza tão maligna que leva os homens infectados por ele a ferir aos outros. Tão logo Satanás
se tornou um pecador ele transformou-se também em um assassino (João 8.44, Barnes: Ele enganou o primeiro
casal e isso provocou a sua morte.. Ele é tido como a causa dela. Portanto ele é homicida desde o princípio).
Esta mesma atitude se tornou comum ao homem desde sua queda. O primeiro homem nascido neste mundo
assassinou seu irmão (Gênesis 4.8). Logo os homens começaram a se orgulhar da violência (Gênesis 4.23-24)
até que a terra ficou cheia do sangue derramado (Gênesis 6.11-13). A história da humanidade é a história da
guerra. – R Crisp, Os Dez Mandamentos.
Versículo para memorizar: Êxodo 20.13. “Não matarás”.

Pergunta 56 – O que o sexto mandamento proíbe?


56. Pergunta. O que o sexto mandamento proíbe?
Resposta. O sexto mandamento proíbe tirar a própria vida (1), ou a do próximo sem razão (2), ou tudo o que
inclina-se a isso (3).
Versículo para memorizar: Êxodo 20.13. “Não matarás”.
56.1 Resposta. O sexto mandamento proíbe tirar a própria vida (1), ou a do próximo sem razão (2), ou tudo o
que inclina-se a isso (3).
Atos 16.28. “Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos”.
Versículo para memorizar: Êxodo 20.13. “Não matarás”.
56.2 Resposta. O sexto mandamento proíbe tirar a própria vida (1), ou a do próximo sem razão (2), ou tudo o
que inclina-se a isso (3).
Gênesis 9.6. “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado”.
Lembre-se que cada mandamento menciona somente o pior exemplo numa particular categoria de pecado. Nós
devemos entender que toda forma de pecado é proibida. O sexto mandamento nos proíbe de prejudicarmos ao
nosso próximo de qualquer maneira. O assassinato é o pior dos casos. Devido ao “amor cumprir a lei” nós
entendemos que mesmo o positivo dever de proteger o nosso próximo está implícito nisto. As coisas proibidas
nesta lei incluem:
A. Ódio – O assassinato começa no coração. Cristo não adicionou a lei no Sermão do Monte, mas o explanou
(Mateus 5.21-22; I Jo. 3.15). Nós devemos evitar a amargura, a vingança, a inveja, ou o ciúme para com os
outros. Até mesmo a companhia dos homens violentos deve ser evitada (Provérbios 22.24).
B. Assassinato – Números 35.16-21
C. Negligência Criminal – Êxodo 21.28-29, Deuteronômio 22.8
D. Atividade Perigosa ou Descuidada – Uma pessoa que dirija embriagada é culpada de pôr em risco a vida de
outras pessoas.
E. Torpe Ganância – Nós nunca deveríamos nos permitir obter vantagens enquanto outros sofrem prejuízo. O
traficante de drogas e os donos de bares são culpados de prejudicarem a vida de muitas pessoas.
F. Nós nunca deveríamos ser culpados pela falta de interesse, negligência ou silêncio ao vermos um inocente
sofrer (Provérbios 31.8-9).
G. Suicídio –Isto é assassinato de si mesmo. Nossas vidas não são nossas propriedades que podemos dispor
da maneira que bem entendemos. – R Crisp, Os Dez Mandamentos. Pode ser considerado suicídio qualquer
ação que tira a sua própria vida, mesmo de pouco em pouco, como glutonaria (comendo muito com avidez),
anorexia (redução exagerada de apetite), bulimia (distúrbio mental que causa a ingestão de grande quantidade
de alimentos seguido de dor e/ou vômito) ou hiperorexia (aumento exagerado de apetite), vícios de bebida,
fumo, dependência química, o trabalho excessivo, etc.
Quando Matar não é um Assassinato
A. Pena de Morte – Deus tem dado ao governo o direito e o dever de punir os que violam a lei (Romanos 13.3-
4). Aqueles que utilizam o sexto mandamento para proibir a pena capital estão usando as escrituras de maneira
irresponsável. Há uma ordem para a pena de morte (Êxodo 21.12).
O sexto mandamento é uma lei. As leis sempre carregam uma penalidade para os transgressores. A penalidade
para o assassinato é a morte (Gênesis 9.6). Note nas seguintes passagens das escrituras como Deus
responsabilizam o governo civil de vingar o sangue inocente (Números 35.31, Deuteronômio 19.11-13,
Deuteronômio 21.1-9).
B. Guerras Justificadas – O Governo Civil tem o direito de patrocinar a guerra por motivos justos (João 18.36,
Guerras de Israel). Não é necessário mencionarmos que a guerra muitas vezes começa por motivo do pecado
(Tiago 4.1-2).
C. Homicídio Casual – Deuteronômio 19.5 – Morte acidental não é assassinato.
D. Auto defesa – Êxodo 22.1-4 – R Crisp, Os Dez Mandamentos.
Versículo para memorizar: Êxodo 20.13. “Não matarás”.
56.3 Resposta. O sexto mandamento proíbe tirar a própria vida (1), ou a do próximo sem razão (2), ou tudo o
que inclina-se a isso (3).
Provérbios 24.11-12. “Se tu deixares de livrar os que estão sendo levados para a morte, e aos que estão sendo
levados para a matança; se disseres. porventura não o considerará aquele que pondera os corações”.
O Valor do Sexto Mandamento
A. Esta lei tanto como as outras nos revela a nossa necessidade de um Salvador. Quem ousa dizer que nunca
sentiu o desejo de prejudicar alguém (Mateus 6.21-22)?
B. Esta lei serve para diferenciar o crente verdadeiro do falso (I João 3.14-15).
C. Como cristãos a lei nos faz lembrar dos nossos deveres. Nós devemos amar e buscar o bem estar dos
nossos companheiros. Se erramos quando negligenciamos a integridade física do próximo, então devemos
mais ainda vigiar pelas suas almas.
D. Como cidadãos aprendemos a importância das leis justas. O aborto e a violência desencadeada na nossa
sociedade devem ser combatidos. – R Crisp, Os Dez Mandamentos.

Pergunta 57 – Qual é o sétimo mandamento?


O Sétimo Mandamento
57. Pergunta. Qual é o sétimo mandamento?
Resposta. O sétimo mandamento é: Êxodo 20.14. “Não adulterarás”.
A Bíblia manifesta o adultério como “uma infâmia”, Jó 31.1-11; “loucura”, Jr 29.23; a prostituta como “cova
profunda”, Pv 23.27; o ato como desnecessário, I Co 7.2; animal e bruto, Jr 5.8 e condenado, I Co 6.9.
Nós temos freqüentemente notado que os Dez Mandamentos foram escritos utilizando-se o artifício literário
conhecido como “Sinédoque”. Ao entendermos isto percebemos que o sétimo mandamento cobre todas as
formas de impureza sexual. Isto inclui:
A. Fornicação – Isto se refere a qualquer forma de relação sexual ilícita, e pode incluir o adultério também.
Termo geral.
B. Adultério – É a infidelidade sexual cometida contra o cônjuge. Termo específico.
C. Divórcio e novo casamento (Mateus 19.4-12). “A infidelidade pode causar uma separação mas não é
permitido o divórcio, I Co 7.11” – T. Watson.
D. Perversão Sexual (Levítico 18.22-25, Romanos 1.24-28, I Coríntios 6.9).
E. Incesto (Levítico 18.1-19, I Coríntios 5.1, Marcos 6.18).
F. Pensamentos impuros (Mateus 5.27-28) – R. Crisp
G. Qualquer coisa que encoraje ou leve a impureza: revistas, Internet, TV, conversas, amizades, vestimenta
sensual.
“A concupiscência faz uma bela entrada mas na saída deixa miséria” – T. Watson comentando sobre Pv 7.26.
Nós já observamos que cada mandamento trata com uma classe particular de pecado. Com freqüência a forma
mais séria do pecado é mencionada em cada categoria. Em isto sendo assim, alguém poderia imaginar porque
o sétimo mandamento menciona o adultério ao invés de outras formas mais chocantes de perversão – R. Crisp.
Isto fica entendido quando nos lembramos que o propósito do sétimo mandamento é proteger a família e a
instituição do casamento. Deus mesmo criou e autorizou o casamento para o bem estar da humanidade
(Gênesis 2.21-25). Não é a AIDS, mas sim a destruição da família que é o efeito mais nocivo da imoralidade –
Ron Crisp.
O adultério é contra a Trindade. Contra o Pai pois Ele tem nos dado vida, saúde, bens. Por que gastar em
dissoluções (I Co 10.31)? Contra o Filho pois Ele nos comprou com Seu sangue (I Co 6.15 ,20). Contra o
Espírito Santo pois nosso corpo é Seu templo (I Co 6.19) – T. Watson..
O adultério é mencionado como o pior de pecados sexuais pois este atenta contra o lar, aquela primeira
instituição criada por Deus (Gn 2.18-25), uma instituição freqüentemente comparada à aliança preciosa (Is 54.5;
Ef 5.22, 23; I Co 11.2) – B. H. Carroll.
Versículo para memorizar: Êxodo 20.14. “Não adulterarás”.

Pergunta 58 – O que o sétimo mandamento proíbe?


58. Pergunta. O que o sétimo mandamento proíbe?
O sétimo mandamento proíbe todos os pensamentos (1), palavras (2), e ações (3) que são impuros.
Referências: Mateus 5.28, “Qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu
adultério com ela”; Colossenses 4.6, “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que
saibais como vos convém responder a cada um”; Fl 4.8, 9 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro,
tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se
há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e
vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco”.
Mt 5.28 enfatiza que não somente o ato é proibido mas também as paixões do coração.
As Perdas Causadas pela Impureza Sexual
A. Casamentos – O adultério e outras formas de impureza são atentados cometidos contra os lares. Note como
o divórcio, coabitações ilícitas e agora o “casamento” entre pessoas do “mesmo sexo” têm entrada na
sociedade. Lares fortes agora são uma exceção, desde que a assim chamada “revolução sexual” começou (a
década de 1960).
B. Crianças – Como Deus poderia assegurar que cada criança fosse bem-vinda a este mundo e provida de um
ambiente amoroso e seguro? Instituindo o casamento e legalizando a união sexual somente entre marido e
mulher. Desta maneira as crianças teriam um lar saudável onde os pais participam da sua criação. Para ver as
seqüelas causadas pela promiscuidade sexual é só olharmos ao nosso redor. Divórcio, ilegitimidade, lares com
pais solteiros, abuso e aborto são os muitos efeitos de nosso estilo de vida permissivo. É triste ver as
miseráveis conseqüências que a luxúria tem trazido às crianças.
C. Amor Romântico – A promiscuidade não é um aliado, mas um inimigo do verdadeiro amor. Um compromisso
permanente se torna cada vez mais raro na medida em que a sociedade se torna leviana. Estudos têm
mostrado que os casais que coabitam antes do casamento têm uma média baixa de sucesso mesmo quando
chegam a se casar.
D. Saúde Física – Em todas as épocas a doença tem sido uma praga nas sociedades onde as leis de Deus
sobre o casamento são desobedecidas (Provérbios 5.3-12).
E. A Honra de Deus – Imoralidade gera desobediência e desonra a Deus.
1. É uma rebelião contra Deus Pai que deu a lei.
2. É um mau uso do corpo, que no caso dos cristãos, pertence a Cristo (I Coríntios 6.15-18).
3. É um ato com o qual o povo cristão contamina o Templo de Deus (I Coríntios 6.19-20).
F. Nossas Almas – Todo pecado, senão coberto pela redenção através de Cristo, leva a condenação. Todos
cujas vidas são caracterizadas pela impureza irrestrita, dão a evidência de que não tiveram um novo
nascimento (Hebreus 13.4, Provérbios 6.32, I Coríntios 6.9-10). Cristãos verdadeiros podem cair neste pecado
sexual, mas aqueles verdadeiramente convertidos virão a se arrepender. O Salmo de Davi de arrependimento
após o seu pecado com Batseba é um exemplo disso (Salmo 51) – Ron Crisp
Versículo para memorizar: Êxodo 20.14. “Não adulterarás”.
O sétimo mandamento proíbe todos os pensamentos (1), palavras (2), e ações (3) que são impuros.
58.2. Efésios 5.4. “Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convém; mas antes, ações de
graças”. II Timóteo 2.22. “Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com
os que, com um coração puro, invocam o Senhor”.
Os Caminhos da Impureza Sexual – II Timóteo 2.22, Romanos 13.14
Os Dez Mandamentos não somente proíbe o pecado, mas aquilo que conduz para isso. Aqueles que desejam
evitar a imoralidade devem evitar os caminhos que conduzem a ela.
A. Pensamentos Maus – Mateus 5.28
B. Olhar Impuro – Mateus 5.28
C. Falha em evitar situações onde a tentação ou o perigo de transigência está presente. Não devemos brincar
com as tentações. José nos deu um maravilhoso exemplo de como fugir das tentações (Gênesis 39.7-12).
D. Flertes – Muitos dos adultérios ocorrem quando um homem e uma mulher permitem que o flerte se
desenvolva em paixão. Em nossos dias, onde ambos os sexos estão presentes no local de trabalho, isto é um
problema real. Nossos corações devem ser guardados (Provérbios 4.23) e nossas mentes fixas em nosso
cônjuge (Provérbios 5.18).
E. Literatura e Entretenimento Imoral (Filipenses 4.8).
F. Vestimenta Escandalosa (I Timóteo 2.8-10, Provérbios 7.10) – Não há desculpas para a vestimenta
sexualmente atrativa. A mulher é responsável pela influência que exerce. Nós todos somos “guardadores de
nosso irmão”.
G. Casamentos Fracos – O objetivo do casamento é o relacionamento mutuamente amoroso e gratificante (I
Coríntios 7.1-3, Provérbios 5.15 e 18).
H. Más Companhias – II Samuel 13.1-15
I. Embriaguez – Provérbios 23.29-33, Habacuque 2.15 – Ron Crisp
J. Gesticulações e hábitos imorais.
Versículo para memorizar: Êxodo 20.14. “Não adulterarás”.
O sétimo mandamento proíbe todos os pensamentos (1), palavras (2), e ações (3) que são impuros.
58.3. Efésios 5.3. “Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como
convém a santos”.
O Valor da Lei
A. Ao contrário do ponto de vista dos tolos, esta lei é um grande protetor da família e da felicidade humana.
B. Esta lei como as outras revelam a nossa necessidade de Cristo. Quem pode alegar inocência à vista de Deus
(Romanos 3.20)? A penalidade é o inferno, mas os que crêem encontram o perdão através de Jesus Cristo
(João 8.1-11) – Ron Crisp.
C. Ensina-nos:
1. a santidade de Deus pois Ele vê pecado onde o homem não o vê.
2. a ignorância do homem. Deus interessa-se no interior do homem como as ações.
3. a necessidade do sangue de Cristo para salvar-nos.
4. a importância de afastar-nos de todo pecado, toda hora – J. C. Ryle.
Deseja a ser protegido desse mal (I Co 9.27)?
1. Fique longe dele – Pv 5.8
2. Cuide do seu olho – Jó 31.1
3. Cuide da sua boca – I Co 15.33
4. Cuide do seu coração – Pv 4.23
5. Cuide da sua vestimenta – Pv 7.10
6. Guarda-te de amizades suspeitosas – Pv 13.20
7. Guarda-te de entretenimento duvidoso – I Co 10.31
8. Guarda-te de tempo ocioso – Ez 16.49
9. Tenha satisfação com o seu cônjuge – Pv 5.15-18
10. Tenha satisfação no temor do Senhor – Pv 16.6
11. Tenha satisfação com a Palavra de Deus – Sl 119.11, 103
12. Ore – Mt 26.41
13. Seja santo – Ef 4.24; I Jo 2.6
14. Seja salvo – T. Watson.

Pergunta 59 – Qual é o oitavo mandamento?


59. Pergunta. Qual é o oitavo mandamento?
Resposta. O oitavo mandamento é: Êxodo 20.15, “Não furtarás”.
O oitavo mandamento foi dado com a finalidade de proteger a propriedade do próximo (Êxodo 20.15).
Lembrando sempre que a lei se cumpre no amor, nós sabemos que este mandamento é abrangente o suficiente
para envolver as ações do coração assim como as ações feitas pelas mãos. O amor nos leva não somente a
não roubar, mas também a proteger e respeitar a propriedade alheia (Êxodo 23.4) – Ron Crisp
O Mal do Roubo – Ron Crisp
A. O roubo é oposto ao amor. Ele é o pior egoísmo (eu melhor que ti; minha sobre tua) e presunção (eu preciso
disso mais do que ele, eu mereço isso mais do que ele).
B. O roubo é desnecessário – Mateus 6.33
C. O roubo caminha de mãos dadas com outros pecados (cobiça, assassinato e perjúrio ou mentira).
Tipos de Roubo – Ron Crisp
Quem poderia listar todas as maneiras pelas quais o oitavo mandamento é quebrado? Pense no vasto número
de palavras na nossa língua que descreve as várias formas da prática do roubo. A esperteza do homem neste
assunto é espantosa.
A. Roubo
B. Pesos e medidas falsos – Pv 20.10, 23; Am 8.5
C. Propaganda Enganosa – Lv 19.13; 25.14; Pv 20.14
D. Retenção de Salários – Tg 5.4
E. Preguiça no Trabalho – Ez 34.-8; Lc 3.14
F. Falsificar a Declaração de Renda – Pv 20.14
G. Roubar a Deus – dinheiro (Ml 3.8-10; Pv 20.25); Seu dia (Ex 20.8-11); Sua honra (Ex 20.7; Ap 4.11). – R.
Crisp
H. Homens – Ex 21.16; Dt 24.7
I. Almas dos homens – Mt 26.15; Ap 18.13
J. Usura, Agiotagem – Dt 23.19, 20; Pv 28.8; Lc 19.8
K. Falhar de pagar débitos – Sl 37.21; Rm 1.31
L. Receber bens roubados – Pv 29.24
Versículo para memorizar: Êxodo 20.15, “Não furtarás”.

Pergunta 60 – O que o oitavo mandamento proíbe?


60. Pergunta. O que o oitavo mandamento proíbe?
Resposta. O oitavo mandamento proíbe tudo que prejudica a riqueza, prosperidade ou bem-estar de nós
mesmos (1) ou dos outros (2) injustamente.
Vivendo Honestamente – Ron Crisp
Como cristãos nós devemos ser estritamente honesto em todos os nossos negócios (I Tessalonicenses 4.6).
Nosso coração deve ser guardado da cobiça (Provérbios 4.23) e qualquer coisa desonesta deve ser evitada.
Também devemos agir de maneira a não dar lugar ou levantar suspeita a nosso respeito (Romanos 12.17-21).
Versículo para memorizar: Êxodo 20.15, “Não furtarás”.
60.1. Resposta. O oitavo mandamento proíbe tudo que prejudica a riqueza, prosperidade ou bem-estar de nós
mesmos (1) ou dos outros (2) injustamente.
I Timóteo 5.8. “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é
pior do que o infiel”.
Provérbios 28.19. “O que lavrar a sua terra virá a fartar-se de pão, mas o que segue a ociosos se fartará de
pobreza”.
Provérbios 21.6. “Trabalhar com língua falsa para ajuntar tesouros é vaidade que conduz aqueles que buscam a
morte”.
Prejudicando a Nós Mesmos
Pode ser considerado como roubo o homem que é avarento. Ele não cuida das suas necessidades e assim
rouba de si mesmo a saúde, conhecimento, e tudo o mais que Deus o permite ter.
Pode ser considerado como roubo o homem que é ocioso e preguiçoso. Por não remir o tempo ele rouba de si
mesmo aquilo que necessita mais tarde (Pv 10.5). Tempo é um tesouro de Deus aos homens. Aquele que o
desperdiça, rouba a si mesmo e os outros da sua família que por direito poderiam beneficiar pelo seu emprego
sábio do tempo (Pv 6.6-11).
O Direito da Propriedade Privada – Êxodo 20.15
O século vinte passará para a história como um século de muitas barbáries e derramamento de sangue. A
causa principal tem sido a doutrina de comunismo político, a qual nega os direitos da propriedade privada e
justifica o seu confisco. A crueldade dos ricos, e a ambição e inveja por parte dos pobres tem ajudado a
propagar este vil sistema.
Embora o comunismo seja uma contradição ao oitavo mandamento, o relato de outras formas de governos está
longe ser puro. A maioria das guerras é causada pelo desejo de possuir aquilo que pertence aos outros (Tiago
4.1-2).
Ao passo que nossos comentários a respeito dos governos possa parecer estar fora do propósito, devemos
lembrar que as ações das nações são o resultado do caráter dos homens. A mesma ambição que destrói
milhões também está por detrás de cada ato de desonestidade. Como este mundo seria diferente se os homens
fossem honestos! Nós não podemos controlar as massas, mas o evangelho pode fazer a diferença em uma
pessoa por vez. Como o sal, o salvo é a influência preservadora deste mundo (Mateus 5.13) – Ron Crisp
Considera Dt 23.25 na questão de direito de propriedade privada. A propriedade do seu próximo deve ser
respeitada. Se tudo é ‘comum’ entre todos, não poderia existir roubo. Portanto, a existência de uma lei contra
roubo, a verdade é estabelecida que existe a propriedade que é exclusiva de um outro – T. Watson.
Versículo para memorizar: Êxodo 20.15, “Não furtarás”.
60.2. Resposta. O oitavo mandamento proíbe tudo que prejudica a riqueza, prosperidade ou bem-estar de nós
mesmos (1) ou dos outros (2) injustamente.
Efésios 4.28. “Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que
tenha o que repartir com o que tiver necessidade”.
As Causas do Roubo – Ron Crisp
A. Ausência de Amor – Romanos 13.8-10. Como em todo pecado, assim também o roubo é uma horrenda falta
de amor para com o próximo.
B. Descontentamento – I Timóteo 6.6-8. Ao invés de cultivar um espírito de gratidão muitos sentem que são
trapaceados na vida. Eles sentem inveja dos outros e assim justificam suas desonestas aquisições.
C. Falta de Fé – Mateus 6.33. O roubo é totalmente contrário com a fé em Deus. Por que alguém que acredita
que Deus irá suprir todas as suas necessidades, de acordo com o Seu infinito sabedoria, iria sentir o desejo de
roubar?
D. Preguiça – Efésios 4.28
E. Orgulho – Muitos ladrões se sentem superiores as suas vítimas e sentem que podem enganar o seu próximo.
F. Pobreza – Provérbios 30.8-9. Os governos que permitem que as massas sejam oprimidas e injustamente
subjugadas estão cultivando o comunismo e outras formas de roubo.
Para evitar a ser Ladrão – Pv 30.7-9
Tenha uma ocupação honrosa – Ef 4.28
Seja contente com que tem – Hb 13.5
A Lei de Deus e o Perdido – Ron Crisp
Todo pecado por natureza conduz à perdição (I Coríntios 6.10). Esta lei tanto quanto as outras revelam ao
homem a necessidade de um Salvador. Cristo Jesus pode tanto perdoar quanto livrar o homem do poder do
pecado (I Coríntios 6.10-11. Compare Mateus 27.38 com Lucas 23.43).
Versículo para memorizar: Êxodo 20.15, “Não furtarás”.

Pergunta 61 – Qual é o nono mandamento


61. Pergunta. Qual é o nono mandamento?
Resposta. O nono mandamento é: Êxodo 20.16. “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”.
A língua tem tão grande poder e capacidade de maldade (Tg 3.6-8) que dois mandamentos são necessários
para tratar disso. Um protege o nome de Deus (Êx 20.7) e o outro o nome do próximo (Êx 20.16) – Ron Crisp.
Sl 15.1, 3, “SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? 3 Aquele que não
difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo”.
O Pai da Mentira – Ron Crisp
Os mentirosos seguem o exemplo de Satanás. Ele foi o primeiro mentiroso (João 8.44, Gênesis 3.1-5), e a
inspiração por detrás de muitas subseqüentes mentiras (Atos 5.3). Ele também é um semeador de contendas e
um acusador (Jó 1.9-12, Apocalipse 12.9-10). Não há em seu coração um átomo de amor por alguém. O reino
dele está todo baseado no engano e na fraude (Mateus 24.24, II Tessalonicenses 2.8-10). Que Deus nos dê
graça para sermos iguais a Cristo, a “testemunha verdadeira” (Apocalipse 3.14).
Existe o pecado de dizer falso testemunho contra o próximo, e existe o pecado de dizer falso testemunho em
prol do próximo. Inocentar o culpado é dizer falso testemunho em prol do próximo. Quem justifica o ímpio
também é ímpio (Is 5.23, Ai para os que “justificam ao ímpio por suborno”) – T. Watson.
Versículo para memorizar: Êxodo 20.16. “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”.

Pergunta 62 – O que o nono mandamento exige?


62. Pergunta. O que o nono mandamento exige?
62.1 Resposta. O nono mandamento exige manter a verdade entre homem e homem (1), e manter limpo nosso
nome (2) e o do próximo (3), especialmente perante um tribunal (4).
Zacarias 8.16, “Falai a verdade cada um com o seu próximo”.
Pv 12.22, “Os lábios mentirosos são abomináveis ao SENHOR, mas os que agem fielmente são o seu deleite”.
Pv 25.18, “Martelo, espada e flecha aguda é o homem que profere falso testemunho contra o seu próximo’”.
“Quem tem mentira na sua língua tem Satanás no seu coração” – T. Watson.
O Escopo do Nono Mandamento
A Sinédoque sendo usada na elaboração da lei nos ajuda a entender que este mandamento proíbe toda forma
de falsidade. A calúnia é simplesmente a pior forma deste pecado (Deuteronômio 19.16-20). O nono
mandamento realmente proíbe toda a forma de mentira, fraude, falso testemunho, engano, desculpas,
hipocrisia, lisonja, falsas promessas, duplicidade… etc. O amor verdadeiro nos leva a sermos fiéis em nossas
palavras e negócios – Ron Crisp.
O Nono Mandamento, v. 16. Este mandamento é para guardar puro o nosso nome e o nome dos outros. Como
é que podemos fazer? Sempre dizendo testemunho verdadeiro dos outros. É uma proibição contra mentir de
toda maneira. Isto inclui: mentir, maldizer, difamar, mexericar, fofocar, dar impressão falsa, escutar fofoca sem
dizer nada, e ficar calado deixando alguém ser enganado quando sabe melhor. Mt. 19.18, Rm. 13.9, Ef. 4.25,
29-32, I Tim. 5.13, Tiago 3 – D Zuhars.
O Nono Mandamento: “Não dirás falso testemunho contra seu próximo” Êx 20.16.
Este mandamento preocupa-se com o bom nome. O nosso e o do próximo;
Proíbe-se falar falsamente sobre qualquer assunto, mentir, planejar ou pretender enganar de qualquer forma
nosso semelhante;
Falar injustamente ou danificar a reputação alheia;
Dar falso testemunho contra ele, ainda que seja na conversa cotidiana, caluniar, murmurar e andar com intrigas
– Gilberto Stefano
Ajuda para a Honestidade – Ron Crisp
A. Vamos incentivar as nossas crianças a terem um rígido respeito pela verdade. Nosso exemplo pessoal é
necessário para que nossas instruções tenham sucesso.
B. Vamos nos lembrar da onisciência de Deus. Ninguém pode enganá-Lo e nenhuma mentira é oculta a Ele.
C. Nós devemos sempre ser bem escrupulosos com nossas palavras e promessas. Vamos considerar
cuidadosamente as promessas e compromissos antes de assumi-los. Uma vez que a promessa foi feita, vamos
mantê-la a todo custo. Vivemos em uma época em que a palavra do homem não significa nada.
D. Vamos ter todo cuidado quando falamos de outros. Somente aquilo que é absolutamente verdadeiro é que
deve ser dito. O que for, além disso, devemos aplicar aquela regra de ouro, ou seja, o conceito moral que nos
ensina a tratar os outros como queremos ser tratados (Novo Michaelis Dicionário Ilustrado Volume 1, Edições
Melhoramentos, São Paulo, 1978). As coisas negativas a respeito do nosso próximo só devem ser repetidas se
houver uma razão justa (I Pedro 4.8). Efésios 4.15 é um resumo do nosso dever a este respeito.
E. Os cristãos deveriam se recusar a ouvir fofocas e a exposição desnecessária das falhas de outras pessoas.
Se for errado fazer fofoca, também o é encorajá-la ao ouvir. Tais tagarelas devem ser repreendidos (Provérbios
25.23).
Cresça em amor e a calúnia será banida pois o amor “Não se porta com indecência, não busca os seus
interesses, não se irrita, não suspeita mal”, I Co 13.5.
Versículos para memorizar: Êxodo 20.16. “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”, e Pv 13.3, “O que
guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que abre muito os seus lábios se destrói”.
62.2. Resposta. O nono mandamento exige manter a verdade entre homem e homem (1), e manter limpo nosso
nome (2) e o do próximo (3), especialmente perante um tribunal (4).
I Pedro 3.16. “Tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como malfeitores,
fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo”. Atos 25.10. “Mas Paulo disse: Estou
perante o tribunal de César, onde convém que seja julgado; não fiz agravo algum aos judeus”.
A Seriedade do Nosso Discurso – Ron Crisp
A. Nossas palavras podem prejudicar outras pessoas. O homem que diz “são só palavras” é um tolo. Palavras
têm ferido as pessoas mais do que “pedras e paus” (Provérbios 18.21, 10.11, 26.18-19). Mais perigoso ainda é
o homem que mente em nome de Deus utilizando-se de Sua Palavra (Mt 4.6).
B. Deus odeia a mentira (Provérbios 12.22). “Odeia” – algo aborrecível, execrável; detestar; moralmente
abominável (#8441, Strong’s).
C. Deus julgará toda palavra dita pelo homem (Mateus 12.36-37).
D. A mentira conduz a outros pecados. Uma mentira exige outra. A mentira também é o artifício que o homem
confia para se proteger da penalidade de outros pecados. Qual é o homem que trapaçaria, roubaria, cometeria
adultério ou assassinato sem que pensasse que ao ser questionado poderia encontrar abrigo na mentira? O
homem que sempre é fiel está livre de uma imensidão de pecados (Sl 1.1).
E. A perda da credibilidade é o resultado inevitável daquele que mente. Nenhum mentiroso é bem sucedido em
suas tentativas de engano. O mentiroso perde o direito de ter credibilidade e mais cedo ou mais tarde os
homens suspeitarão de cada palavra dele.
F. Perda da Paz – O pecado destrói a nossa paz interior e nossa boa consciência. O mentiroso logo se esquece
para quem ele falou o que e tem medo de ser descoberto.
G. O inferno é o destino de todos os mentirosos que não foram lavados e transformados pelo Senhor Jesus
Cristo (Apocalipse 21.8, Salmo 15.1-3).
Versículos para memorizar: Êxodo 20.16. “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”, e Pv 13.3, “O que
guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que abre muito os seus lábios se destrói”.
62.3. Resposta. O nono mandamento exige manter a verdade entre homem e homem (1), e manter limpo nosso
nome (2) e o do próximo (3), especialmente perante um tribunal (4).
III João 12. “Todos dão testemunho de Demétrio, até a mesma verdade; e também nós testemunhamos; e vós
bem sabeis que o nosso testemunho é verdadeiro”.
Este versículo quer dizer: Todos, em geral, e nós em particular, sim, até a própria verdade dão testemunha em
conjunto da fidelidade de Demétrio. Que bom testemunho!
Falar o que é desonesto contra o próximo é acoitá-lo com a língua (Jó 5.21)
Poucas formas de pecado são mais abomináveis do que o de caluniar. Caluniar é inventar uma mentira contra
nosso próximo e circulá-la com intenção maliciosa. O maldizente que espalha o que não se confirmou com uma
investigação cuidadosa é tão repreensível quanto a calúnia. ‘Menos dito, menos para consertar’. Também é
danoso o silencio (Pv 3.27, “Não deixes de fazer bem a quem o merece, estando em tuas mãos a capacidade
de fazê-lo”). Se tiver oportunidade de calar o maldizente com fatos verídicos mas não apresenta-os, faz mal e
quebra esse nono mandamento. Lisonja, ou seja, elogio exagerada, é falso testemunho também. Pode ser que
não há mandamento menos guardado do que este. Devemos orar continuamente: “Põe, ó SENHOR, uma
guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios”, Sl 141.3 – A. W. Pink.
“O escorpião tem o seu veneno na sua cauda, o maldizente tem o seu veneno na sua língua” “Quem levanta
calúnia contra o seu próximo, leva Satanás na sua boca. Quem escuta a calúnia, leva Satanás no ouvido” – T.
Watson.
O caluniador fere três pessoas: aquele que é caluniado, aquele que escuta a calúnia, e o próprio caluniador.
Aquele que recebe calunia contra o próximo é ferido pois ele começa a ter sentimentos de repúdio contra o
caluniado. O próprio caluniador fere a sua própria alma, pois faz pecado – T. Watson.
I Tm 3.11, “Da mesma sorte as esposas sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo”. A palavra
“maldizentes”, no grego é ‘diabolos’ (# 1228, Strong’s). Essa palavra grega é usada trinta e sete vezes no Novo
Testamento. Dessas trinta e sete vezes, trinta e duas vezes são traduzidas “diabo” e três vezes como
‘maldizente’ (I Tm 3.11), e duas vezes como ‘caluniadoras’ (Tt 2.3) ou ‘caluniadores’ (II Tm 3.3 – Concordância
FIEL). Praticar calúnia não nos coloca com bom companheiro.
Se você foi atingido pela língua do outro, descanse no fato que Deus é o Vingador. Também, aproveite da
situação para crescer na santificação. Observe a atitude de Davi diante a calunia por Simei (II Sm 16.5-11).
Quando é caluniado, verifique se é falso. Verifique se tem andado no temor do Senhor. Se tiver pecado,
confesse-o. Se a calúnia é falsa, dê graças a Deus por ser impedido pela graça de Deus de fazer tal pecado
caluniado. Saiba que o Justo Juiz fará “sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia”, Sl
37.5,6.
Versículos para memorizar: Êxodo 20.16. “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”, e Pv 13.3, “O que
guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que abre muito os seus lábios se destrói”.
62.4. Resposta. O nono mandamento exige manter a verdade entre homem e homem (1), e manter limpo nosso
nome (2) e o do próximo (3), especialmente perante um tribunal (4).
Provérbios 14.5, 25, “A verdadeira testemunha não mentirá, mas a testemunha falsa se desboca em mentiras;
25 A testemunha verdadeira livra as almas, mas o que se desboca em mentiras é enganador.”.
Vindicar o justo caluniado é nobre e necessário como Pedro vindicou os seus colegas no dia de Pentecostes (At
2.5), e, como Jônatas vindicou Davi, o seu amigo, diante o Rei, o seu próprio pai (I Sm 19.4-5).
A lei de Deus sempre revela Seu santo padrão como também a condição do homem perdido. Deus poderia
facilmente nos condenar pelo que falamos. A convicção disto mostra aos homens a necessidade de Cristo
(Mateus 12.34-37). Da mesma forma nós que já somos salvos usamos da lei como o nosso guia. Nós devemos
ser cuidadosos no uso da nossa língua (Salmo 19.14) – Ron Crisp.
Versículos para memorizar: Êxodo 20.16. “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”, e Pv 13.3, “O que
guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que abre muito os seus lábios se destrói”.

Pergunta 63 – Qual é o décimo mandamento?


63. Pergunta. Qual é o décimo mandamento?
Resposta. O décimo mandamento é: Êx 20.17, “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher
do teu próximo, nem o seu servo, nem a tua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu
próximo”.
Só Deus pode fazer leis que comprometem o coração humano, pois somente Ele conhece e pode julgar o
coração (II Cr 6.30; Jr 17.10; Jo 2.25).
Cobiçar: uma raiz principal; se deleitar (#2530, Strong’s, Online Bible, Ver. 2.00.02, jan 2006).
Cobiçar: V. t. d. 1. Ter cobiça de; desejar, apetecer ardentemente: 2. Ter ambição de, ambicionar (honras ou
riquezas) (Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI ver. 3.0, nov 1999).
Cobiça: 1. Desejo sôfrego, veemente, de possuir bens materiais; avidez, cupidez. 2. Ambição desmedida de
riquezas (Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI ver. 3.0, nov 1999).
Este mandamento não nos proíbe ter possessões deste mundo com quais podemos honramos o Senhor (Pv
3.9, “Honra ao SENHOR com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos”). O problema é
quando o mundo entra no coração. Como dizem: Água é útil para navegar o navio: o perigo todo é quando a
água entra no navio. É ser como a sanguessuga que somente pede: Dá! Dá! (Pv 30.15). Nada nunca basta.
Este mandamento não nos proíbe ter possessões iguais ao próximo, mas o problema é de desejar aquilo que o
próximo tem “nem coisa alguma do teu próximo”.
Lembrem-se, o convertido responderá no tribunal de Cristo (Rm 14.10; II Co 5.10) e o não convertido
responderá diante o grande trono branco (Ap 20.11-15) por tudo que pensa, intenta e faz. Convém que o
Senhor ponha uma guarda á nossa mente como o Salmista pediu um guarda à sua boca e orou “Não inclines o
meu coração a coisas más, a praticar obras más, com aqueles que praticam a iniqüidade; e não coma das suas
delícias”, Sl 141.2-5.
Versículo para memorizar: Êx 20.17, “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu
próximo, nem o seu servo, nem a tua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu
próximo”.

Pergunta 64 – O que o décimo mandamento proíbe?


64. Pergunta. O que o décimo mandamento proíbe?
Resposta. O décimo mandamento proíbe o descontentamento com o que temos (1), inveja ou cobiça com o que
é do próximo (2), e todas as emoções e afeições desordenadas em relação a qualquer coisa que pertença a ele
(3).
64.1. O décimo mandamento proíbe o descontentamento com o que temos (1), inveja ou cobiça com o que é do
próximo (2), e todas as emoções e afeições desordenadas em relação a qualquer coisa que pertença a ele (3).
I Co 10.10. “E não murmureis, como alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor”.
Hb 13.5, “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te
deixarei, nem te desampararei”.
A Seriedade da Cobiça
Os homens normalmente vêem o pecado da cobiça como sendo de menor importância. O Criador, entretanto,
sabe quão perniciosa é a corrupção do pecado. Considere o perigo e o mal deste pecado:
A cobiça no coração humano é uma fonte de pecado. A cobiça levou Eva a pecar no Éden (Gn 3.6, “E viu a
mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar
entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela”; I Jo 2.16,
“Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida,
não é do Pai, mas do mundo”.), Judas a trair a Cristo (Mt 26.15), Davi em cair no pecado de adultério e
assassinato (II Sm 11.2) e o mancebo rico a rejeitar Cristo (Mt 19.21-24). O décimo mandamento é realmente
um escudo para os outros mandamentos, pois a cobiça fará com que o homem quebre todos eles. Pv 1.19,
“São assim as veredas de todo aquele que usa de cobiça: ela põe a perder a alma dos que a possuem”.
1. A cobiça nos leva a colocarmos outras coisas no lugar de Deus. (Êx 20.3. Jó 31.24-28). Se tiver tempo para
trabalhar em muitas coisas mas não acha tempo para Deus pode ser que a cobiça tem se levado a ter um outro
deus além do Verdadeiro. Nessa maneira peca contra o primeiro mandamento.
2. A cobiça faz da riqueza o nosso ídolo (Êx 20.4, Ef 5.5, “Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou
impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus”; I Tm 6.10, “Porque o amor ao
dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si
mesmos com muitas dores”). Se a sua fala é mais sobre coisas, ganhos, e até frugalidade é evidente a cobiça
vive no seu coração. Nessa maneira peca contra o segundo mandamento.
3. A cobiça faz o homem jurar falsamente e usar o nome de Deus por mero lucro (Êx 20.7). Há casos de usar o
que é sagrado para satisfazer a concupiscência (Pv 7.14, “Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os
meus voto”). Nessa maneira peca contra o terceiro mandamento.
4. A cobiça levou o homem a quebrar o sábado (Êx 20.8). Hoje o homem trabalha no dia do Senhor visando o
lucro financeiro. Nessa maneira peca contra o quarto mandamento.
5. A cobiça causa a negligência aos pais (Êx 20.12). Como o filho pródigo, há os que desrespeitam os pais se
houver proveito pessoal, Mt 15.3-6. Nessa maneira peca contra o quinto mandamento.
6. A cobiça é responsável pelas guerras e assassinatos (Êx 20.13). Como Acabe matou Nabote para satisfazer-
se com o que era de outro, assim a cobiça leva-nos a odiarmos outros por não termos o que tem. Nessa
maneira peca contra o sexto mandamento.
7. O adultério começa quando o homem cobiça o que não lhe pertence (Êx 20.14; II Sm 11.2). Veja como a
indústria do entretenimento explora o sexo por dinheiro. Nessa maneira peca contra o sétimo mandamento.
8. A cobiça é a mãe do roubo (Êx 20.15). Acã roubou por cobiçar primeiro (Js 7.21). Ladrões e cobiça andam
juntos. Nessa maneira peca contra o oitavo mandamento.
9. A calúnia e o engano podem ser traçados como freqüentemente tendo seu início na cobiça (Êx 20.16; Pv
1.19, “São assim as veredas de todo aquele que usa de cobiça: ela põe a perder a alma dos que a possuem”).
Exemplo é Acabe contra Nabote – Falsos testemunhos, I Rs. 21.10. Nessa maneira peca contra o nono
mandamento.
Que oramos assim: “Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: Afasta de mim a vaidade e a
palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de
costume; Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR? ou que,
empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão”, Pv 30.7-9.
Versículo para memorizar: Êx 20.17, “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu
próximo, nem o seu servo, nem a tua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu
próximo”.
Grande aliado temos no contentamento! Contente-se com Deus: Sua sabedoria, providência, o Seu Ser, a Sua
salvação, promessas, o Seu Espírito Santo e a Sua Palavra.
64.2. O décimo mandamento proíbe o descontentamento com o que temos (1), inveja ou cobiça com o que é do
próximo (2), e todas as emoções e afeições desordenadas em relação a qualquer coisa que pertença a ele (3).
Versículo para Memorizar: Colossenses 3.5. “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a
prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria”.
Gálatas 5.26 “Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos aos outros, invejando-nos ums aos outros”.
A cobiça revela um coração que não ama ao seu próximo. O amor verdadeiramente aperfeiçoado se regozija
quando outros são abençoados (II Jo 4). A cobiça é a essência do egoísmo e do amor próprio.
A cobiça, como outros pecados, conduz a perdição (I Co 6.10).
A cobiça é detestável na vida de cristãos professos (I Co 5.11).
A cobiça é o que faz com que o dinheiro seja injustamente amado (I Tm 6.9-10).
A cobiça é um pecado tolo que causa cegueira na mente dos homens (Lc 12.15-21).
Versículo para Memorizar: Colossenses 3.5. “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a
prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria”.
Emprego, status, capacidade social, emocional, mental e até espiritual. Oportunidades, etc. Pode listar algumas
outras também? __________, ___________, __________, _____________, ____________.
64.3. O décimo mandamento proíbe o descontentamento com o que temos (1), inveja ou cobiça com o que é do
próximo (2), e todas as emoções e afeições desordenadas em relação a qualquer coisa que pertença a ele (3).
Colossenses 3.5. “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o
apetite desordenado, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria”.
Evitando a Cobiça
Que venhamos aprender a estarmos contentes com aquilo que Deus nos dá (Filipenses 4.11, I Tm 6.6-9).
Cobiçamos por aquilo que não pode nos satisfazer. Fomos criados para satisfazer-nos no Senhor e apenas isso
nos satisfaz (Ec 5.10; 2.11; 12.13). Deus nos teria nos dado almas eternas apenas para gozar o que é finito?
Confiemos em Deus (Hebreus 13.5). Ele suprirá nossas necessidades (Mt 6.24-33) e de uma maneira que
sempre é o melhor para nós. I Jo 5.4, “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória
que vence o mundo, a nossa fé”. Tendo fé no Senhor e dependendo nEle vencemos tanto o medo do mundo
quanto o amor mundano.
Nós precisamos cultivar um espírito altruísta (At 20.32-35). A benção de darmos o dízimo é que isso nos ajuda a
ficamos livres da cobiça.
Versículo para Memorizar: Colossenses 3.5. “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a
prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria”.

Pergunta 65 – Existe alguém capaz de cumprir perfeitamente os mandamentos de Deus?


65. Pergunta. Existe alguém capaz de cumprir perfeitamente os mandamentos de Deus?
Resposta. Nenhum mero homem, desde a queda, pode guardar perfeitamente os mandamentos de Deus nesta
vida (1), mas diariamente os quebram em pensamentos (2), palavras (3) e ações (4).
65.1 Resposta. Nenhum mero homem, desde a queda, pode guardar perfeitamente os mandamentos de Deus
nesta vida (1), mas diariamente os quebram em pensamentos (2), palavras (3) e ações (4).
Eclesiastes 7.20. “Na verdade que não há homem sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque”.
A Bíblia evidencia a dimensão do pecado no homem claramente (Ez 16.4,5; Is 1.6; Rm 3.10-18). Essa condição
detestável e pecaminosa não é adquirida pelo ambiente ou causada pela falta de oportunidade social ou
educacional, mas contrariamente, todo homem é pecador desde o ventre (Gn 8.21, “a imaginação do coração
do homem é má desde a sua meninice” Sl 51.5, “em iniqüidade fui formado, e em pecado concebeu minha
mãe.”; 58.3, “Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, falando mentiras; Is
48.8, “chamado transgressor desde o ventre.”). OBS.: Não é o ato de procriação que causa o pecado, nem é a
relação conjugal, dentro dos seus limites bíblicos, pecaminosa, mas pela a procriação ser feita entre pecadores,
o homem pecador é gerado (Rm 5.12).
A capacidade original de o homem agradar Deus pelo pecado foi destruída (Rm 8.8; Jr 13.23). A condição do
homem pecador é tão deplorável que ele não pode vir, pelas suas próprias forças, a Cristo (Jo 6.44,45) e
jamais, na carne, pode agradar a Deus (Rm 8.6-8).
O coração do homem, a fonte da vida (Pv 4.23), é tão enganoso que é impossível que nem o homem conheça a
sua própria perversidade (Jr 17.9). Por isso o homem é completamente “reprovado para toda a boa obra” (Tt
1.16) fazendo que o homem tenha inimizade contra o próprio Deus, o seu Criador (Rm 8.7). O pecado reina em
todos os membros (físicos, mentais, emocionais, espirituais) do homem (Rm 7.23).
A condição deplorável do pecador não quer dizer que ele não tem uma consciência, nem da possibilidade de
exercitar a sua mente e a sua vontade ou determinar ações pelo seu raciocínio. Assim que o pecado apareceu
no mundo, a consciência do homem foi ofendida (“conheceram que estavam nus”) e, sendo assim, operou
segundo a sua própria deplorável determinação e lógica pecaminosa, e, em prova disso, escondeu-se de Deus.
Apesar da presença do pecado e toda a sua natureza de destruição no homem, “os olhos” que enxergam a
condição da alma (a consciência), não somente existiram, mas eram ativos (Gn. 3.7,8). O Apóstolo Paulo, pela
inspiração do Espírito Santo, ensina que os pagãos têm uma consciência ativa e por ela acusa suas ações ou
defende-os (Rm 2.14,15). Veja também João 8.9 para um exemplo que o homem pecador tem uma consciência
e é capaz de agir conforme o seu raciocínio. Mesmo que existem tais qualidades (uma consciência viva), a
condição deplorável do pecador influi a operação da sua consciência, da sua lógica e da sua vontade ao ponto
de não buscar a Deus (Rm 3.11), não amar a luz (Jo 3.19) e não compreender as coisas do Espírito de Deus (I
Co 2.14). A consciência existe mas ela é influenciada pelo que o que o homem é, um pecador.
A condição abominável do pecador não quer ensinar que o homem não pode fazer uma escolha livre. O homem
pecador pode determinar o que ele quer escolher. Somente pelo fato do homem uniformemente preferir a
iniqüidade em vez do bem não quer ausentar o fato que ele tem uma escolha. O homem tem uma escolha sim e
ele faz a sua escolha continuamente. Mas devemos frisar que a mera possibilidade de fazer uma escolha não
automaticamente ensina que o homem tem capacidade de fazer a escolha santa ou aquilo que agrada a Deus.
Todos nós temos a livre escolha de trabalhar e ser milionários, mas essa liberdade não nos faz capazes.
Mesmo possuindo a qualidade da livre escolha, o homem pecador é incapaz de escolher o bem para agradar a
Deus pois a inclinação da sua carne é morte (Rm 8.6-8). O arbítrio do homem, contudo, não é livre. Mesmo que
a capacidade do homem escolher é livre, contudo, o seu arbítrio (arbítrio: Resolução que depende só da
vontade, Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI ver. 3.0, nov 1999) é servo da sua vontade, e, portanto, não
é livre. O arbítrio do homem faz o que a sua vontade dita. Mas, falando da sua escolha, essa é livre. O homem
indo a uma sorveteria tem livre escolha entre os sabores. Essa situação mostra que ele tem livre escolha.
Todavia, o homem somente pede o sabor predileto pois o seu desejo, a sua vontade, pessoal leva ele assim a
escolher e o seu arbítrio, que é servo da sua vontade, pede aquele sabor. Nisso entendemos que a escolha é
livre mas não o arbítrio.
Versículo para memorizar: Is 64.6, “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como
trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos
arrebatam”.
65.2 Resposta. Nenhum mero homem, desde a queda, pode guardar perfeitamente os mandamentos de Deus
nesta vida (1), mas diariamente os quebram em pensamentos (2), palavras (3) e ações (4).
Gênesis 8.21. “A imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice”.
O pecado destruiu totalmente a imagem de Deus no homem que existiu por criação especial, ao ponto do
homem, universalmente (Rm 3.23; 5.12), não querer ter nenhum conhecimento de Deus (Jo 5.40; Rm 1.28;
3.11,18). Por isso o homem pecador é “voluntariamente” ignorante da verdade (II Pe 3.5). Essa condição do
homem faz que não possa guardar os mandamentos por rejeitar a conhecer o Verdadeiro Deus e os Seus
mandamentos.
O entendimento do homem foi deturpado ao ponto de ser descrito como “entenebrecido” no entendimento (Ef
4.18; Rm 1.21). Por isso as verdades santas e boas de Deus não são compreendidas ao homem natural e são,
para ele, escandalosas e loucuras (I Co 1.23; 2.14). A responsabilidade da condição pecaminosa do homem é
do próprio homem. Ele mesmo busca muitas “astúcias” (Ec. 7.29). Que os homens não são capacitados com
desejo nem com poder para o bem em nenhuma maneira é entendido pela denominação “mortos em ofensas e
pecados” (Ef. 2.1). Por isso “nenhum homem, pela sua natureza, crê que necessita Cristo. Ele está cegado pela
sua moral, suas intenções, sua sinceridade, sua bondade. Ele não vê a impiedade do seu pecado nem que o
seu caso é sem esperança” (Don Chandler, citado em Leaves, Worms …, p. 129).
Versículo para memorizar: Is 64.6, “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como
trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos
arrebatam”.
65.3 Resposta. Nenhum mero homem, desde a queda, pode guardar perfeitamente os mandamentos de Deus
nesta vida (1), mas diariamente os quebram em pensamentos (2), palavras (3) e ações (4).
Tiago 3.8. “Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de
peçonha mortal”.
Versículo para memorizar: Is 64.6, “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como
trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos
arrebatam”.
65.4 Resposta. Nenhum mero homem, desde a queda, pode guardar perfeitamente os mandamentos de Deus
nesta vida (1), mas diariamente os quebram em pensamentos (2), palavras (3) e ações (4).
Tiago 3.2. “Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e
poderoso para também refrear todo o corpo.”.
A condição depravada do pecador não quer significar que homem nenhum pratica boas obras. Os homens não
regenerados são verdadeiramente capazes de fazer tanta religião quanto os fariseus que dizimaram até as
mínimas coisas para Deus (Mt 23.23; Lc 11.42). Todavia, todas as boas obras que o pecador faz são somente
para dar “fruto para si mesmo” (Os 10.1) e não para a glória de Deus. O homem pode se ocupar
esforçadamente no guardar dos mandamentos, ser sincero para com tudo que é religioso e ser generoso nas
obras da caridade (Mc 10.17-20, “tudo isso guardei desde a minha mocidade”). Todavia, a sua condição
depravada faz que nada disso se torne a ser agradável a Deus (Is 64.6; Rm 8.7,8).
A condição detestável e completa do homem pecador também não minimiza a responsabilidade do pecador
para com Deus. Todo homem é responsável para com Deus porque a sua incapacidade não veio por uma
imposição ou causa divina mas porquê ele mesmo voluntariamente pecou e trouxe sobre si a condenação
divina (Gn 2.17; 3.6,17). Todo o homem deve ocupar-se em não pecar e deve preocupar-se em agradar o seu
Criador e juiz. Essas ocupações são exigidas por sua condição de ser a criatura e por Deus ser o Criador (Ec
12.13). Alguns podem duvidar se somos responsáveis pessoalmente por termos uma natureza pecaminosa
vindo de Adão (Rm 5.12), mas, de fato, somos responsáveis pela expressão dela (Ez 18.20; I Jo 2.16; 3.4). A
responsabilidade para com Deus é entendida em que não somos forçados a pecar mas pecamos pela ação da
nossa própria vontade (Gn 3.6,17; Jo 5.40). Não é a incapacidade de obedecer tudo que nos separa de Deus
mas os próprios pecados do homem que fazem a separação dele de Deus (Is 59.1-3; Ef. 1.18). A incapacidade
natural (Rm 3.23) e moral (Tt 1.15) nunca descartam a responsabilidade particular de todo homem não pecar.
Qual cidadão racional escusa o homicídio culposo pela razão de ser praticado quando bêbedo; ou desculpa um
crime por ser praticado por um desequilibrado pela raiva; ou justifica os crimes por serem simplesmente pela
paixão, etc.? A bebida, a ira e a paixão podem levar o homem a agir irracionalmente, mas é ele que bebe
descontrolado, se ira e deixa-se a ser levado pela paixão. Por isso o homem é responsável pelas suas ações
quando nestas condições se encontra. O fato que o homem deve se arrepender (Mt 3.2; At 17.30) revela que
Deus sabe que o homem é responsável a responder positivamente a Ele. O primeiro homicídio foi castigado (Gn
4.11) como todos os pecados serão (Ap 20.11-15), convencendo todos, com isso, que a expressão do pecado é
da responsabilidade daquele que comete tal ação (Ez 18.20; Rm 3.23; 5.12). Não obstante a sua
responsabilidade de amar a Deus de todo o coração e de se arrepender pelo pecado cometido, o homem
natural, o primeiro Adão, é tão desfeito pelo pecado que não pode fazer, com seu próprio poder, o que ele sabe
que deve fazer para agradar a Deus (Rm 8.7; II Co 2.14). Mas, mesmo sendo incapaz, ele é, completa e
universalmente responsável pela obediência da Palavra de Deus em tudo (Ec 12.13, “o dever de todo o
homem”).
A incapacidade do pecador não desqualifica os meios que devem ser empregados tanto pelo pecador para sua
salvação quanto pelo salvo em pregar aos perdidos. Tanto o pecador quanto o salvo devem ocuparem-se de
usar todos os recursos que biblicamente têm à mão. A impossibilidade de produzir um efeito não é razão
suficiente para ser irresponsável no dever. O fazendeiro jamais pode produzir uma safra qualquer nem efetuar a
chuva cair na terra ou fazer o sol brilhar. Essa incapacidade não desqualifica-o de semear e regar a semente. O
mandamento de Deus é que o pecador deve se arrepender e crer (At 17.30). O mandamento de Deus é que o
crente ore e pregue (Sl 126.6; Mt 28.18-20). Por serem mandados, os mandamentos devem ser obedecidos não
obstante a condição natural do homem. Os meios têm um fim. Para ceifar é necessário primeiramente semear
(Gl 6.7-10). É verdade que Deus dá o crescimento, mas é somente depois de semear e de regar (I Co 3.6). O
receber depende do pedir; o encontrar depende do buscar; o abrir vem somente depois de bater (Mt 7.7).
Portanto, os meios devem ser empregados apesar da incapacidade total do pecador ou das fraquezas dos
salvos. Os meios são a única maneira ao fim esperado. Apenas existe o receber enquanto haja o pedir (Mt 7.7).
Paulo pergunta: “como crerão naquele de quem não ouviram?” (Rm 10.13-15). Por ter fruto somente depois de
semear; por ter a salvação somente depois de crer, os meios bíblicos devem ser empregados. Também
devemos usar os meios disponíveis por ter a promessa de Deus. Deus promete fruto se a semente for
semeada. A promessa de Deus anima o semeador de ter longa paciência na sua esperança de uma safra
eventual (Tg 5.7). A promessa diz que eventualmente haverá uma safra (Sl 126.5,6) e um aumento (Ef 4.11-16).
Apesar da incapacidade do homem pecador em crer e da impossibilidade do pregador convencer qualquer dos
seus pecados existe a necessidade de empregar zelosamente todos os meios que Deus designou nas
Escrituras Sagradas.
A incapacidade do homem pecador não deve incentivar a sua demora em vir a Cristo ou deve desculpar a sua
desobediência aos mandamentos de Deus. Quanto incapaz o homem em crer mais ele deve procurar a graça
de Deus em misericórdia para crer (Mc 9.24). O doente precisa do médico é fato. Quanto mais severa a doença
mais urgente o socorro. Se o pecador entende sua situação deplorável, pode se prostrar diante de Deus
clamando pela sua ajuda (Mc 9.4) pedindo de Deus: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lc 18.13;
11.13). O mandamento não é de esperar por uma sensação, visão ou qualquer outro sinal. Cristo já foi dado e
declarado (I Co 3.11). O mandamento de Deus é: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos
corações” (Hb 3.13,15). Se o salvo entende a sua responsabilidade, o mandamento de Deus é: “Ide por todo o
mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16;15), ame a Deus de todo o coração (Mc 12.30) e “crescei na
graça e no conhecimento de Cristo” (II Pe 3.18). Quanto mais nos sentirmos fracos em obedecer, mais
esforçadamente devemos procurar a Sua graça. É Deus que opera em nós tanto o querer como o efetuar
segundo sua vontade (Fp 2.13). Isto deve encaminhar-nos a Ele a buscar a Sua graça para obedecermos o Seu
mandar.
Somente a salvação pela graça capacitará o pecador a entrar no reino de Deus (Jo 3.3,5; II Co 3.5). A própria
condição deplorável do homem mostra a sua necessidade da salvação. O homem é sem a justiça necessária
(Rm 3.10), sem Cristo, separado de Deus, sem nenhuma esperança (Ef 2.12) e sem esforço (Rm 5.6; 7.18). Ele
está com a maldição da lei (Gl 3.10) e sobre ele permanece a ira de Deus (Rm 3.36). A condição abominável do
homem assegura que ele necessita de salvação, aquela que vem exclusiva e completamente de Deus. Por isso
pregamos a salvação somente pela graça. Se o homem tivesse uma mínima condição para ajudar-se, a sua
salvação não seria totalmente de graça. A depravação da sua condição totalmente e universalmente
pecaminosa, estabelece o fato que a salvação eterna é, em todas as suas partes, divina e inteiramente graciosa
(Ef 2.8,9). Assim Cristo ensinou quando comparou a relação que existe entre Ele e o Seu povo usando a videira
e as varas. E ele disse: “sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15.4,5). Que Deus abençoe os salvos a pregar tal
graça e os pecadores a buscá-la antes que seja tarde demais.
Que a mensagem clara da condição abominável do pecador, da realidade da sua incapacidade de fazer o bem
e a verdade que todos são responsáveis diante de Deus incentive todos os pecadores a clamarem pela
misericórdia de Deus para o perdão dos seus pecados e pela fé necessária para crerem em Cristo Jesus para a
salvação! E, que clamem até conhecerem Cristo pessoalmente. Tal salvação é a sua responsabilidade e
necessidade e o encontro de tal salvação é o nosso desejo para você.
Versículo para memorizar: Is 64.6, “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como
trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos
arrebatam”.

Pergunta 66 – Todas as transgressões da Lei são igualmente odiosas?


66. Pergunta. Todas as transgressões da lei são igualmente odiosas?
Resposta. Alguns pecados em si, e através de vários agravantes, são mais odiosos à vista de Deus do que
outros (1).
Versículo para memorizar: I Jo 3.4, “Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o
pecado é iniqüidade”.
João 19.11, “Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele
que me entregou a ti maior pecado tem.”.
A passagem de João 19.11 relata um agravante maior no pecado dos Judeus, e mais particularmente Caífas, o
líder do sinédrio (Jo 11.49-51). Os Judeus entregaram Jesus ao julgamento do governo civil, um pecado mais
abominável do que o grave pecado de Pilatos quando entregou Jesus à morte pois não conhecia as profecias
nem a Pessoa de Cristo. Foi maior o pecado dos judeus pois voluntariamente se cegaram quanto às verdades
da divindade de Cristo manifesta na Sua Pessoa e nas Suas muitas obras operadas entre eles por uns três
anos. Maior agravante ainda do que o dos judeus em entregar Jesus ao governo romano foi a entrega de Jesus
ao sinédrio pelo discípulo/apostolo Judas. Judas, que andava e testemunhava todos os ensinos e obras de
Cristo, não tendo dúvida acerca de quem era Jesus O Messias, mas, mesmo assim, O entregou à coorte e aos
oficiais dos principais sacerdotes e fariseus (Jo 18.3). No seu ato não houve ignorância nenhuma da Pessoa e
obra de Cristo como Pilatos tinha. Portanto Judas teve maior pecado do que os oficiais dos judeus que, por sua
vez, tinham maior pecado do que o de Pilatos (comentários de Gill, Clarke, Calvin e outros; Online Bible).
Podemos entender através deste que há graus de abominação de pecado.
Versículo para memorizar: I Jo 3.4, “Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o
pecado é iniqüidade”.
I João 5.16, “Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles
que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore”.
Há pecado que não é para morte e também há pecado para morte que mostram diferenças de punição.
Diferenças de punição logicamente apontam ao grau diferente de abominação entre eles. Quando um Cristão
insiste no seu pecado depois de ser castigado e avisado repetidas vezes, este pode esperar uma mão mais
pesada na correção. Tal correção pode ser até a morte (Hb 12.5-8; I Co 5.1-5). Também podemos falar de uma
outra referência que afirma há pecado que não tem perdão (Mt 12.31, “Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e
blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens”). Se
existir pecado perdoável e pecado imperdoável, parece existir grau de abominação de pecado.
Nessa lição não está sendo discutida a diferença entre pecados veniais (não vistos publicamente ou aqueles
que o homem julga leves e não destroem a graça) e pecados mortais (vistos publicamente ou aqueles que o
homem julga graves e podem levar à danação da alma). Essas colocações são invenções de catolicismo e não
são idéias oriundas da Bíblia. A verdade divina sobre esse assunto e afirmada pelo apostolo João no próximo
versículo é que “Toda a iniqüidade é pecado” (1 Jo 5.17; 2.16; Ez 18.20). Se algo pode ser determinado uma
transgressão da lei de Deus, é pecado seja público ou não – definições do pecado mortal ou venial do
Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI ver. 3.0, nov 1999.
Versículo para memorizar: I Jo 3.4, “Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o
pecado é iniqüidade”.
A Lei de Moisés teve instrumentos legais para a punição de pecado em geral e para a punição diferenciada de
pecados em particular. Houve diferença para o pecado voluntário – aquilo cometido com conhecimento que está
pecando (Nm 15.30, 31; Hb 10.26), e aquele pecado em ignorância, ou seja, feito sem saber que estava
cometendo-o (Lv 4.2; 5.15-17). Isso mostra que há graduações de abominação de pecado.
Versículo para memorizar: I Jo 3.4, “Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o
pecado é iniqüidade”.
Como há diferenças de graus de abominação de pecado, existem graus de punição também.
Mt 11.21-24, “Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que
em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá
menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus,
serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram,
teria ela permanecido até hoje. Eu vos digo, porém, que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do
juízo, do que para ti”.
Versículo para memorizar: I Jo 3.4, “Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o
pecado é iniqüidade”.
Podem alguns pensar que a ignorância do pecado estabelece inocência. Duas passagens que parecem pregar
essa idéia é Jo 15.22-24, “Se eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado, mas agora não têm
desculpa do seu pecado. Aquele que me odeia, odeia também a meu Pai. Se eu entre eles não fizesse tais
obras, quais nenhum outro tem feito, não teriam pecado; mas agora, viram-nas e me odiaram a mim e a meu
Pai”. Também Jo 9.39-41, “E disse-lhe Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem
vejam, e os que vêem sejam cegos. E aqueles dos fariseus, que estavam com ele, ouvindo isto, disseram-lhe:
Também nós somos cegos? Disse-lhes Jesus: Se fósseis cegos, não teríeis pecado; mas como agora dizeis:
Vemos; por isso o vosso pecado permanece”.
Todavia, apesar das aparências, essas passagens ensinam que aquela pessoa que reconhece a sua ‘cegueira’,
ou aquela pessoa que reconhece o seu estado pecaminoso, essa mesma é quem procura o alívio, ou seja, a
salvação pelos pecados manifestos pela observação das obras de Cristo. Tendo a salvação, não tem mais
pecado diante de Deus por ser lavado pelo sangue de Cristo. Mas aquelas que são auto-suficientes, aqueles
que dizem “vemos”, não reconhecem que tem pecado, ou seja, rejeitam a verdade manifesta pelas obras de
Cristo. Estes recusam a reconhecerem a pecaminosidade e culpabilidade dos seus pecados, e, rejeitando a
‘cura’, ou seja, por não se humilharem ao arrependimento para ter a salvação por Cristo, estes, diante de Deus,
continuam tendo pecado. A ‘cegueira’ do pecado é facilmente ‘curada’ quando ela é reconhecida. Você
reconhece o seu pecado? Se arrependa e creia em Cristo pela fé já!
Ninguém deve ser aliviado por ter somente pecados menos graves, pois como mencionamos, toda a iniqüidade
é pecado e podemos frisar ainda que o salário do pecado em geral é a morte (Rm 6.23).
Para entender a atitude de Deus sobre o pecado em geral, medite no que Seu próprio Filho passou pelos
pecadores que se arrependem e crêem nEle (Is 53.3-9; Jo 19.17-30).
Versículo para memorizar: I Jo 3.4, “Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o
pecado é iniqüidade”.

Pergunta 67 – O que cada pecado merece?


67. Pergunta. O que cada pecado merece?
Resposta. Cada pecado merece a ira e maldição de Deus, tanto nesta quanto na vida porvir (1).
Versículo para Memorizar: Rm 6.23, “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a
vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”.
67.1. Resposta. Cada pecado merece a ira e maldição de Deus, tanto nesta quanto na vida porvir (1).
Efésios 5.6. “Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos
da desobediência”. Ez. 18.18-32
Salmo 11.6. “Sobre os ímpios fará chover laços, fogo, enxofre, e vento tempestuoso; isto será a porção do seu
copo”.
Jo 3.36, “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira
de Deus sobre ele permanece”.
Versículo para Memorizar: Rm 6.23, “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a
vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”.
Aquilo que é contra a justiça e a santidade divina; aquilo que opera ativamente contra o onipotente Deus, pode
apenas provocar o antagonismo do justo e poderoso Deus (Ezequiel 18.24). É esse fim que o pecado gera: a ira
do eterno e santo Deus.
Aquele que é o amigo do mundo tornou-se automaticamente o inimigo de Deus (Tiago 4.4). É esse o fim do
pecado: a “inimizade contra Deus” (Romanos 8.6).
Aquele que resiste a justa autoridade de Deus será, sem misericórdia, reduzido a pó (Mateus 21.44; Lucas
20.18). Esse “pó” é nada mais do que uma afrontosa morte dos maus (Mateus 21.41).
Quando o pecado é consumado, a morte é gerada (Tiago 1.15). Não deve pegar ninguém de surpresa pois o
resultado, ou fim, do pecado é conhecido desde o começo (Gênesis 2.17, “no dia em que dela comeres,
certamente morrerás.”).
Depois disso, a lei avisou do perigo do pecado (Levítico 5.17, “E, se alguma pessoa pecar, e fizer, contra algum
dos mandamentos do SENHOR … será ela culpada, e levará a sua iniqüidade;”; Tiago 2.10, “Porque qualquer
que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.”).
Os profetas repetiram o aviso (Isaías 3.10,11, “Ai do ímpio! Mal lhe irá; porque se lhe fará o que as suas mãos
fizeram.”).
O Novo Testamento não deixou o povo menos avisado (Romanos 6.23, “Porque o salário do pecado é a morte”;
I Coríntios 15.56, “o aguilhão da morte é o pecado”).
Somente os que negam o que declara a Bíblia, a testemunha dada claramente pela natureza (Romanos
1.19,20) e da lei escrita no coração de todo homem (Romanos 2.14,15) estão em dúvida ainda hoje sobre o que
merece todo pecado.
A verdade resumida é: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.20). O homem tem responsabilidade em
agradar o seu criador, o Supremo Deus, o infinito (Eclesiastes 12.13). O pecado é contra este Deus. Deus é o
eterno e infinito ser (Romanos 11.33-36).
Por ser contra tal Deus, a morte é mais do que uma cessação de existência. A morte, o fim do pecado, é uma
eterna e infinita separação de Deus. O primeiro pecado, praticado por Satanás, resultou em separação imediata
da benção de estar aceita na presença de Deus com alegria (Isaías 14.11-15; Ezequiel 28.17). Essa separação
continua até hoje e será para toda a eternidade. Quando o homem pecou pela primeira vez ele foi lançado fora
do jardim onde ele gozava a presença contínua e abençoada de Deus (Gênesis 3.8, 23). Quando a época da
graça se finda, entendemos pelas Escrituras qual é o eterno fim do pecado. Para todo pecador que não tem os
pecados lavados pelo sangue de Cristo, o seu fim é: ser lançado fora da presença misericordiosa de Deus no
lago de fogo (Apocalipse 20.12-15). Estes nunca poderão entrar na cidade celestial (Lucas 16.26; Apocalipse
21.27). Essa separação é uma separação da misericórdia e da benignidade de Deus, que agora está no mundo
(Romanos 2.4; Isaías 48.22, “Mas os ímpios não têm paz, diz o SENHOR.”).
Essa separação é ter uma existência eterna conhecendo somente a ira eterna, a maldição e o juízo justo de
Deus. A eterna e infinita ira de Deus é “sobre toda a impiedade e injustiça dos homens (Romanos 1.18; Efésios
5.6). A eterna e infinita maldição de Deus é para “todo aquele que não permanecer em todas as coisas que
estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gálatas 3.10). O juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que
fazem a abominação do pecado (Romanos 2.1,2). Pelo fim terrível do pecado podemos entender o que é o
pecado e o que necessitou um preço a ser pago por ele.
Cristo pagou o preço para todos que se arrependem dos seus pecados e nEle crêem pela fé.. O pecado merece
a ira eterna! O Pecado merece a maldição eterna! Portanto procure a misericórdia de Deus manifestada em
Cristo Jesus! “Convertei-vos e vivei”, Ez. 18.32.
Versículo para Memorizar: Rm 6.23, “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a
vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”.

Pergunta 68 – Como podemos escapar da ira e maldição de Deus, merecidas por nós, por causa dos
nossos pecados?
68. Pergunta. Como podemos escapar da ira e maldição de Deus, merecidas por nós, por causa dos nossos
pecados?
Resposta. Para escaparmos da ira e maldição de Deus, merecidas por nós, por causa do pecado, temos que
crer no Senhor Jesus Cristo (1), confiando só em Seu sangue e justiça. Esta fé é acompanhada pelo
arrependimento da vida passada pecaminosa (2) e leva à santidade na vida cristã futura (3).
Versículo para Memorizar: João 3.16. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho
unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna”.
68.1. Resposta. Para escaparmos da ira e maldição de Deus, merecidas por nós, por causa do pecado, temos
que crer no Senhor Jesus Cristo (1), confiando só em Seu sangue e justiça. Esta fé é acompanhada pelo
arrependimento da vida passada pecaminosa (2) e leva à santidade na vida cristã futura.(3)
João 3.16. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele
que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna”.
A obra de Cristo pelos Seus é uma obra federal ou representante. Como na aliança do Velho Testamento era
englobado o povo de Deus pelas promessas, os eleitos são representados por Cristo na Sua obra de salvação
(Gl 2.20, “Já estou crucificado com Cristo”). Como o primeiro Adão representava todo homem na humanidade
(Rm 5.12; I Co 15.47), assim o Segundo Adão representa todos os salvos (I Co 15.22,23, “os que são de
Cristo”). Por Cristo ser feito “semelhante aos irmãos” (Hb 2.17) “contado com os transgressores” (Is 53.12) e
uma “alma vivente” (I Co 15.45), Ele, junto com Seu povo, identificou-se uma única unidade diante da ira de
Deus. Por Cristo representar todos os Seus é dito que os Seus são “crucificados com Cristo” (Gl 2.20), mortos
com Ele (Rm 6.8), sepultados com Ele (Rm 6.4), vivificados com Ele (Cl 2.13), ressuscitados juntamente com
Ele (Ef 2.6) e os fez assentar nos lugares celestiais Nele (Ef 2.6). A obra que Cristo fez, verdadeiramente
representa “nós” (II Co 5.21).
A obra de Cristo “por nós” também foi vicária ou, em substituição (I Pe 3.18, “o justo pelos injustos”). Cristo não
fez algo simplesmente bom para o beneficio de um outro, mas Ele tornou a ser, no próprio lugar, exatamente o
que o outro era (Gl 4.4; Fl 2.7). Cristo, sendo feito como nós diante da lei (Gl 4.4) ficou sujeito à pena da justiça
de Deus. Cristo, sendo feito “pecado por nós” (II Co 5.21) foi sujeito à morte. Sendo feito “semelhante aos
irmãos” (Hb 2.17) a Sua obra absolveu “nós” da lei do pecado e da morte (Rm 8.3,4). Deus moeu Cristo pois Ele
era “o castigo que nos traz a paz” (Is 53.4-6). Portanto, não há mais nenhuma condenação para os em Cristo
(Rm 8.1).
A obra de Cristo “por nós” foi penal. Cristo, como representante de “nós” e sendo “feito pecado por nós” tem que
sofrer as conseqüências do Seu povo (Is 53.4-8, “pela transgressão do meu povo ele foi atingido”; Mt 1.21, “Ele
salvará o seu povo dos seus pecados”; Jo 17.9, Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que
me deste, porque são teus.”). Entendemos isso pela Sua morte. Cristo foi obediente em tudo (Fl 2.7), e,
portanto, não deve ser castigado. Cristo foi sem pecado (II Co 5.21), e, portanto, não deve morrer. Cristo é justo
(I Pe 3.18), e, portanto, não deve ser desamparado pelo Pai. Todavia, Cristo foi castigado, morto e
desamparado por Ele ser “feito pecado” pelos Seus (Lv 16.21; Is 53.6,12; Hb 9.28). Pela vitória de Cristo sobre
o pecado e a morte, os Nele são feitos justos diante de Deus (Rm 8.1,2).
A obra de Cristo “por nós” foi sacrificial (I Co 5.7, “…Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”). Cristo foi a
expiação do próprio pecado (Is 53.10) e, isso, voluntariamente (Jo 10.18; Hb 7.27). Cristo fez essa obra
sacrificial como o Pai propôs (Rm 3.25) pela obra do Espírito Santo (Hb 9.14; Is 61.1). Essa obra sacrificial de
Cristo foi uma obra redentora, uma compra de um rebanho em particular com Seu próprio sangue (At 20.28; I
Co 6.19,20). Também foi uma obra sacrificial como sacerdotal. Como os sacerdotes no Velho Testamento
ministravam diante de Deus para homens em particular, Cristo ministrou diante de Deus para todo os Seus (Hb
9.11-15, 25-28; 10.12-18). Não há dúvida nenhuma que a obra de Cristo como salvador “por nós” foi sacrificial.
Portanto, todos em Cristo são feitos justos diante de Deus. A todos os homens (sem a exceção de nenhum)
deve ser declarado publicamente e zelosamente a mensagem do Evangelho que Cristo é o Salvador de todos
os pecadores arrependidos e crentes Nele (Jo 3.16). Portanto, se você é convencido dos seus pecados e
entende que merece a ira e o julgamento de Deus, a mensagem é: Venha a Deus pela fé na obra completa de
Cristo. Por Cristo, Deus é grande em perdoar (Is 55.7). Venham, tomem de graça da água da vida, todos que
querem (Ap 22.18), todos que tenham sede (Is 55.1-3), e, todos que sejam oprimidos e cansados dos seus
pecados (Mt 11.28-30).
Versículo para Memorizar: João 3.16. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho
unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna”.
68.2. Resposta. Para escaparmos da ira e maldição de Deus, merecidas por nós, por causa do pecado, temos
que crer no Senhor Jesus Cristo (1), confiando só em Seu sangue e justiça. Esta fé é acompanhada pelo
arrependimento da vida passada pecaminosa (2) e leva à santidade na vida cristã futura (3).
Atos 20.21. “Testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor
Jesus Cristo”.
A fé verdadeira é dom de Deus (Ef 2.8,9), pelo Espírito Santo (Gl 5.22) e é única (Ef 4.5). A fé verdadeira olha a
Cristo (Isaías 45.22; João 3.14,15), vai a Cristo (Is 55.1; Mt 11. 28; Jo 6.37, 44, 45, 65), põe o seu refúgio nEle
(Hb 6.18), come e bebe dEle (Jo 6.51-58) e recebe Ele (Cl 2.6). A sua fé é ativa somente para com Cristo como
tudo que basta para a salvação?
Mais sobre esse assunto na próxima pergunta 69.
Arrependimento
O arrependimento é primeiramente necessário para aqueles que ainda não têm fé. Isso é evidente, pois Jesus
não veio para “chamar os justos, mas sim, os pecadores, ao arrependimento.” (Lucas 5:32). O arrependimento
se dá “para a vida” (Atos 11:18), “para a salvação” (II Coríntios 7:10), e “para conhecerem a verdade” (II
Timóteo 2:25), “de obras mortas” (Hebreus 6:1). Para as pessoas que têm fé em Cristo, não lhes falta a vida.
Essas não estão presas às obras mortas e não lhes falta o conhecimento da verdade. Portanto, o
arrependimento é necessariamente anterior à fé e, sem o arrependimento, é impossível obter a salvação (Lucas
13:1-5).
Mais sobre esse assunto na pergunta 70.
Versículo para Memorizar: João 3.16. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho
unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna”.
68.3 Resposta. Para escaparmos da ira e maldição de Deus, merecidas por nós, por causa do pecado, temos
que crer no Senhor Jesus Cristo (1), confiando só em Seu sangue e justiça. Esta fé é acompanhada pelo
arrependimento da vida passada pecaminosa (2) e leva à santidade na vida cristã futura (3).
SANTIFICAÇÃO DE ACORDO COM A BÍBLIA David W. Cloud
O presente estudo é um artigo da Way of Life Encyclopedia of the Bible & Christianity, copyright 1994.
SANTIFICAÇÃO. As palavras “santificar”, “sagrado” e “santo” são traduções da mesma palavra grega. Elas
significam estar separado para um serviço especial. Na Bíblia muitas coisas além de pessoas são apresentadas
como santificadas –- os móveis do Tabernáculo (Ex 40.10, 11,13); uma montanha (Ex 19.23); comida (I Ti. 4.5).
Torna-se até possível para um crente santificar a Deus no seu coração (1 Pe 3.15). Portanto, santificar, ou
tornar sagrado, não significa purificar ou tornar sem pecado, mas separar alguma coisa para Deus e o serviço a
Deus.
Em relação ao Cristão, santificação ou santidade significa estar separado para Deus do pecado. Existem três
aspectos distintamente diferentes desta santificação: passado, presente e futuro. Todo Cristão está autorizado a
falar, “fui santificado; estou sendo santificado; ainda serei santificado.”
SANTIFICAÇÃO PASSADA significa que o crente já foi posicionalmente separado em Cristo (At 20.32; 1 Co
1.2; 1.30; 6.9-11; Hb 10.10, 14). No novo nascimento, cada crente tem sido eternamente santificado em Cristo,
levado do poder do diabo para dentro da família de Deus (Jo 1.12; Gl 4.4-6), do reino do diabo para dentro do
reino de Cristo (Cl 1.12, 13); da velha criação para a nova criação (II Co 5.17). Esta santificação é uma
realidade eterna e está baseada numa nova posição spiritual que o Cristão tem em Jesus Cristo. Os crentes de
Corinto não estavam sem pecado, e apesar disso foram chamados de santos e fala-se que foram santificados (I
Co 1.2, 30). Neste sentido, o Cristão pode dizer, “ESTOU santificado em Cristo.”
SANTIFICAÇÃO PRESENTE (ATUAL) indica o processo pelo qual o Espírito Santo gradualmente muda a vida
do crente para dar vitória sobre o pecado. Esta é a santificação prática. Trata-se do crescimento cristão,
deixando o pecado do lado e vestindo religiosidade (Ro 6.19, 22; 1 Ts 4.3, 4; 1 Pe 1.14-16). [Nota do tradutor: A
palavra inglesa “godliness” aparentemente não tem tradução própria em português. Ela significa algo parecido
como “deusidade”. O dicionário somente indica “religiosidade”. Nota do Pastor Calvin: a palavra melhor seria
“piedade”] Este processo atual de santificação nunca acaba nesta vida (1 Jo 1.8-10). O Cristão precisa resistir
ao pecado até ser levado deste mundo na morte ou na volta de Cristo. Neste sentido, o Cristão pode dizer,
“ESTOU SENDO santificado pelo poder de Deus.”
SANTIFICAÇÃO FUTURA é a perfeição que o crente vai desfrutar na ressurreição (1 Ts 5.23). Na vinda de
Cristo, cada crente receberá um corpo novo que estará sem pecado. O Cristão não terá mais de resistir ao
pecado ou de crescer para a perfeição. Sua santificação estará completa. Ele estará inteira e eternamente
separado para Deus do pecado. Neste sentido, o Cristão ESTARÁ santificado na volta de Cristo.
Precisamos tomar cuidado para não confundir estes aspectos diferentes da santificação ou santidade.
Fundamental Baptist Information Service, P.O. Box 610368, Port Huron, MI 48061, 866-295-4143,
fbns@wayoflife.org Visite o site Way of Life Literature http://www.wayoflife.org Copiado de
http://www.wayoflife.org/fbns/sanctification.htm [Traduzido por Philippe van Mechelen – março 2007]
Versículo para Memorizar: João 3.16. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o
seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna”.

Pergunta 69 – O que é fé em Jesus Cristo?


69. Pergunta. O que é fé em Jesus Cristo?
Resposta. Fé em Jesus Cristo é a graça de Deus (1), pela qual recebemos (2) e descansamos só nEle para a
salvação (3), como Ele anunciou no Evangelho (4).
Versículo para Memorizar: Ef 2.8, 9, “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é
dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”
69.1. Fé em Jesus Cristo é a graça de Deus (1), pela qual recebemos (2) e descansamos só nEle para a
salvação (3), como Ele anunciou no Evangelho (4).
Hebreus 10.39, “Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem
para conservação da alma”.
Romanos 3.24-26, “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela sua redenção que há em Jesus
Cristo. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela
remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste
tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.”
A GRAÇA DE DEUS GERA VIDA
Quando o homem pecou, morreu espiritualmente. “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo,
e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”.
Romanos 5.12. Um morto espiritual jamais poderia e nem poderá buscar ou sentir vida eterna (espiritual) se
Deus o Pai pela Sua graça não a der. É Ele quem dá a vida, é Ele quem chama, é Ele quem escolhe. O papel
do batista é só pregar o Evangelho a toda criatura, ensinar e doutrinar. Cristo, o autor da vida (Jo 10.10, 28), é
quem gera a vida, quem proporciona vida pela Sua maravilhosa graça. “Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei
de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do
que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece”. Romanos 9.15-16 – João Batista da Rocha
Pereira, Fortaleza, Ceará.
PELA GRAÇA DE DEUS SURGE A FÉ E A CONFISSÃO
É óbvio que o chamado, que o escolhido, crerá em Cristo como seu Salvador e confessará Jesus perante os
homens, a Bíblia diz: “A fé vem pelo ouvir”, e concordamos plenamente com isso. Contudo, o morto só terá a
vida se o Pai conceder (Jo 6.29, 37, 44). É por isso que o eleito crê em Cristo e confessa perante os homens. “A
saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos
mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a tua boca se faz confissão para a
salvação”. Romanos 10.9-10. “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a
sua boa vontade”. Filipenses 2.13 – João Batista da Rocha Pereira, Fortaleza, Ceará.
Versículo para Memorizar: Ef 2.8, 9, “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é
dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”
69.2. Fé em Jesus Cristo é a graça de Deus (1), pela qual recebemos (2) e descansamos só nEle para a
salvação (3), como Ele anunciou no Evangelho (4).
João 1.12, “Mas, a todos quantos receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem
no seu nome”
Antes de receber, ou exercitar a fé que Deus dá pela graça, existe a chamada pela Palavra de Deus (Rm
10.17). Quando a Palavra de Deus é apresentada através de um folheto, livro, testemunho falado, ou leitura da
própria Bíblia, uma chamada à obediência desta Palavra é dada. Essa chamada pode ser entendida de duas
maneiras. Essas duas maneiras serão mencionadas agora pois por uma delas a fé em Jesus Cristo é recebida.
A Graça na Chamada Para a Salvação
A graça é aquele maravilhoso atributo de Deus que é manifestado quando Deus derrama bênçãos em quem
não as merece. Pela Palavra de Deus, pode ser observado que existem dois tipos de graça: a comum que é
dada a todos os homens mas não salva ninguém, e, a especial que opera eficazmente nos eleitos trazendo-os
seguramente à salvação por Jesus Cristo.
A Graça Comum ou Geral
A graça comum é manifesta ao homem em geral (Salmos 136.25; 145.9; Atos 17.24-26) incluindo as bênçãos
de Deus ao estrangeiro, dando-lhes pão e vestimenta (Deuteronômio 10.17-19). Os animais e as plantas são
objetos desta graça comum pois Ele supre todas as suas necessidades (Salmos 104.11-22; Lucas 12.6; Mateus
6.28-30). A graça comum estende tanto aos justos e injustos como aos bons e maus juntamente dando-lhes sol,
chuva e tudo para viver bem (Deuteronômio 29.5; Mateus 5.43-45; Lucas 6.35; 16.25). Essa graça comum,
Deus derramando bênçãos em quem não as merece, é dada aos homens em geral dando-lhes um governo civil
que é um instrumento de Deus (Romanos 13.3,4; I Pedro 2.14). A graça comum faz parte das coisas
minuciosas (“até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados”, Lucas 12.7) até as coisas impossíveis de
medir tais como a preservação do mundo e tudo que nele há (Neemias 9.6; Colossenses 1.16,17).
Conjuntamente com estas bênçãos Deus também dá a mensagem de salvação a muitos, e Ele proclama Cristo
repetidamente aos muitos que nunca serão salvos (Mateus 13.19-22; Atos 14.15-17; Romanos 2.4; I Timóteo
4.10). Essa graça comum pode ser resistida (Mateus 23.37) e é resistida por todos que vão ao inferno. Que
essa graça geral não é salvadora é entendida pela observação que os maus continuam mal depois da
manifestação de tal graça mesmo que tal graça e as bênçãos que ela traz sejam maravilhosas (Romanos 2.4).
A Graça Especial ou Particular
A graça especial de Deus é exercitada somente para com aqueles que Deus ama particularmente
(Deuteronômio 7.7,8; 9.6; Jeremias 31.3, “Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com
amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí”; Efésios 1.5; 2.4, “Mas Deus, que é riquíssimo em
misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,”). A graça especial de Deus age em casos além da
salvação também. Essa graça particular é revelada em vários casos pela Palavra de Deus. Não existe outra
explicação, a não ser a graça especial, que enviou Elias à viúva de Sarepta de Sidom e Eliseu à lepra Naamã o
siro (Lucas 4.25-27; I Reis 17.8-13; II Reis 5.1-17). Mas, essa graça especial é melhor e mais gloriosamente
notada nos que Ele chama particularmente à salvação (Salmos 65.4; Romanos 8.28,29; I Coríntios 1.24;
Gálatas 1.15,16). Pela graça particular Deus escolheu a salvar os homens e não os anjos (II Pedro 2.4); a
abençoar Israel em ser o Seu povo e não qualquer outra nação existente naquela época (Gênesis 12.1-3); a
levar o evangelho a Macedônia e não a Ásia (Atos 16.6-10); aos pobres e não aos ricos (Tiago 2.5); aos simples
e não aos cultos (Mateus 11.25,26) e aos demasiadamente ímpios e não aos justos (Mateus 21.32). A graça
especial de Deus pode ser resistida mas não eficazmente pois é sempre eficaz em trazer todos os Seus à
salvação plena (João 6.44, “… e eu o ressuscitarei no último dia”; 10.27, “As minhas ovelhas ouvem a minha
voz, e elas me seguem;”; I João 4.19; Atos 13.48, “E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a
palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna”; Efésios 2.4-5, 8-9; II
Tessalonicenses 2.13). Nisso entendemos que a fé é pela graça, a graça especial, pela qual recebemos a
verdade do Evangelho.
Versículo para Memorizar: Ef 2.8, 9, “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é
dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”
69.3. Fé em Jesus Cristo é a graça de Deus (1), pela qual recebemos (2) e descansamos só nEle para a
salvação (3), como Ele anunciou no Evangelho (4).
Filipenses 3.9, “E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo,
a saber, a justiça que vem de Deus pela fé”.
A Fé
Quando o pecador é contristado pelo pecado a ponto de abandoná-lo, há somente um lugar para qual este deve
olhar a fim de ser salvo: à misericórdia de Deus manifesta grandiosamente por Jesus Cristo (Efésios 2.4-10).
Cristo é O Justo que se deu pelos injustos para levar-nos a Deus (I Pedro 3.18).
O verdadeiro arrependimento que vem de Deus sempre traz a fé salvadora, em Cristo. Entre essas duas
graças, o arrependimento dá-se primeiramente, mas não isoladamente; sempre vem seguido pela fé. Veja
novamente os usos do conceito ou da palavra ‘arrependimento’ e os usos do conceito ou da palavra “fé”. O
conceito do arrependimento vem listado primeiramente e a ‘fé’ o segue, pois essas duas graças são
inseparáveis (Mateus 3.2; Marcos 1.15; Lucas 24.47; Atos 5.31; 20.21; 26.20; Hebreus 6.1).
A fé salvadora supera uma crença histórica em um mero acontecimento passado ou uma concordância mental
de certos fatos sobre o pecado e sobre Cristo. Segundo a Bíblia, há pessoas que crêem somente de ‘cabeça’,
mas não são salvas de coração, exemplos dos quais são os religiosos mencionados em Mateus 7.21-23, e os
demônios mencionados em Tiago 2.19.
A fé que salva vem de Deus, é uma dádiva divina (João 6.37, 65; Gálatas 5.22; Efésios 1.19,20; Filipenses 2.13)
e pode ser procurada pelo pecador arrependido (Marcos 9.24). A fé é a mão que o pecador arrependido
estende para tomar para si a misericórdia de Deus em Jesus Cristo.
Já se arrependeu? Creia pela fé em Cristo O Salvador!
Versículo para Memorizar: Ef 2.8, 9, “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é
dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”
69.4. Fé em Jesus Cristo é a graça de Deus (1), pela qual recebemos (2) e descansamos só nEle para a
salvação (3), como Ele anunciou no Evangelho (4).
Isaías 33.22, “Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso legislador; o Senhor é o nosso rei, ele nos
salvará”.
Jesus Cristo é O Único caminho (Jo 14.6), a Única mensagem da Igreja comissionada por Deus (Lc 24.46, 47),
sendo Ele o próprio Evangelho (I Co 15.1-5). Note nas passagens seguintes como Jesus Cristo foi destacado no
Novo Testamento como a principal messagem:
Primeira mensagem de João o Batizador: Mt 3.2; “E dizendo: Arrependei-vos, porque é “chegado o reino dos
céus.”
Primeira mensagem de Cristo: Mt 4.17, “desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: “Arrependei-vos
porque é Chegado o reino dos céus”.
O fiel pregador não tem outra coisa de pregar! Mc 16.15, “… pregai o evangelho…”; I Co 15.1-18, (v.1) “o
evangelho …”; (v. 3). “… que Cristo…”; I Co 2.2, “… só Cristo é Este crucificado …”
Ai do tal que mistura essa mensagem com coisas de homem ou anjo! Gl 1.6-9, I Co 16.22; Ap 2.4.
Observe como o Evangelho é destacado da Lei de Moisés:
A lei revela a pecaminosidade do homem e aponta ao único salvador dado por Deus, o Jesus Cristo (Rm 10.4; I
Tm 1.5). O Evangelho é boas novas para aquele que conhece a condenação que a lei manifesta. O Evangelho
declara que há reconciliação com o Santo Deus (II Co 5.21), a dívida está paga, a justiça possível para o
pecador arrependido. O Evangelho declara, para o pecador arrependido, que há regeneração, uma morada no
céu, a esperança, a fé e toda e qualquer outra graça necessária para viver vitoriosamente agora na nossa
passagem pela terra, e depois, todo o cuidado para levar o remido por Cristo para conhecer todas as maravilhas
da vida celestial no eterno porvir.
Versículo para Memorizar: Ef 2.8, 9, “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é
dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”

Pergunta 70 – O que é arrependimento para a vida?


70. Pergunta. O que é arrependimento para a vida?
Resposta. Arrependimento para a vida é a graça de Deus (1), por meio da qual um pecador, sentindo os
próprios pecados (2) e entendendo e recebendo a misericórdia de Deus em Cristo (3), com tristeza e ódio deixa
os seus pecados e volta-se para Deus (4), com o firme propósito de se esforçar para obedecer o seu Senhor
(5).
Versículo para Memorizar: Atos 11.18, “Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida”.
70.1. Arrependimento para a vida é a graça de Deus (1), por meio da qual um pecador, sentindo os próprios
pecados (2) e entendendo e recebendo a misericórdia de Deus em Cristo (3), com tristeza e ódio deixa os seus
pecados e volta-se para Deus (4), com o firme propósito de se esforçar para obedecer o seu Senhor (5).
O arrependimento e a fé são graças inseparáveis. Onde uma é mencionada a outra é compreendida. “Quando
um homem é vivificado para a vida, não pode haver um lapso de tempo depois dele arrepender-se, nem pode
haver qualquer antes que ele creia. De outra maneira teríamos a nova natureza em rebelião contra Deus e em
incredulidade. Assim não pode haver ordem cronológica concernente o arrependimentoée a fé.” (T. P.
Simmons, p. 351). Pode haver ordem lógica porém, ou seja, causa antes de efeito.
O arrependimento evangélico é um dom de Deus (Atos 5:31, “Deus … para dar a Israel o arrependimento e a
remissão dos pecados”; 11:18, “Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida”; Rom 2:4,
“a benignidade de Deus te leva ao arrependimento”; II Tim 2:24,25)
A fé verdadeira é dom de Deus (Efés. 2:8,9), pelo Espírito Santo (Gal. 5:22) e é única (Efés. 4:5). A fé
verdadeira olha a Cristo (Isaías 45:22; João 3:14,15), vem a Cristo (Isaías 55:1; Mat. 11: 28; João 6:37, 44, 45,
65), põe o seu refúgio nEle (Hebreus 6:18), come e bebe dEle (João 6:51-58) e recebe Ele (Col. 2:6).
Observação: Também convém notar que o fruto do arrependimento não é o próprio arrependimento! O fruto do
arrependimento verdadeiro é fé na obra suficiente de Cristo no lugar do pecador (Atos 5:31, “o arrependim ento
e a remissão dos pecados”; 20:21, “a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo”; Heb 6:1, fazem
parte dos rudimentos da doutrina o arrependimento e a fé em Deus; II Tim 2:25). O sacrifício de Cristo basta
para salvar o pecador (Romanos 4:7,8; 10:4, “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.”;
Heb 10:14, “com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados.”; I João 1:7, “o sangue de
Jesus Cristo, seu Filho, nos e purifica de todo o pecado.”). Atos temporais do homem nunca podem expiar
nenhum pecado (Jó 14:4; Isa. 40:6; 64:6). A Bíblia é silenciosa sobre o homem expiando o seu próprio pecado
mas abundante em exemplos de Cristo ser o substituto suficiente pelos pecados (Isaías 53:10,11; II Cor. 5:21).
Versículo para Memorizar: Atos 11.18, “Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida”.
70.2. Arrependimento para a vida é a graça de Deus (1), por meio da qual um pecador, sentindo os próprios
pecados (2) e entendendo e recebendo a misericórdia de Deus em Cristo (3), com tristeza e ódio deixa os seus
pecados e volta-se para Deus (4), com o firme propósito de se esforçar para obedecer o seu Senhor (5).
Atos 2.37, “E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais
apóstolos: Que faremos, homens irmãos”?
A manifestação da conversão é pelo arrependimento e a fé. O arrependimento é uma manifestação da
conversão. Porém nem todo o arrependimento é evangélico. Pelo Novo Testamento existem três palavras
gregas diferentes traduzidas “arrependimento” em português. Duas dessas palavras não são envolvidas na
doutrina da salvação. Somente uma dessas palavras é o arrependimento associado com a salvação.
O Arrependimento
O Novo Testamento usa três palavras diferentes no grego quais são em português traduzidas com a mesma
palavra, o arrependimento.
O primeiro desses usos da palavra “arrependimento” é usado no Novo testamento para mostrar imutabilidade
(#278, Strong’s). Somente duas referências no Novo Testamento usam a palavra arrependimento para significar
imutabilidade. Estas referências são II Cor 7:10, “da qual ninguém se arrepende” e Rom 11:29, “os dons e a
vocação de Deus são sem arrependimento”.
O segundo uso da palavra “arrependimento” é usado no Novo Testamento para mostrar remorso pelas
conseqüências do pecado (#3338, Strong’s). Existem cinco referências bíblicas do Novo Testamento que usa
essa palavra grega traduzida arrependimento. Essas referências são: Mat. 21:29, “Mas depois, arrependendo-
se, foi”; Mat. 21:32, “nem depois vos arrependestes para o crer.”; Mat. 27:3, “arrependido”; II Cor 7:8, “não me
arrependo” , “já me tivesse arrependido”; Heb 7:21,“Jurou o Senhor, e não se arrependerá”.
Nenhum destes dois usos são classificados como aquele arrependimento para a vida que é operado por Deus
pela Sua graça. Porém, esse último uso pode ser a única experiência que muitos podem reconhecer. Deve ser
enfatizado que remorso do pecado, mesmo que seja um passo no caminho de ‘sentir os pecados’ não é a
mesma coisa de odiar e deixar os pecados.
Judas Iscariotes sentiu remorso (Mt 27.3), mas este arrependimento não foi acompanhado com a fé, mas de
suicídio. Por não ser acompanhado com a fé podemos confirmar que o seu arrependimento não era ‘evangélico’
e Judas não foi salvo. Lembre-se que o arrependimento e a fé são graças inseparáveis. O seu arrependimento
é além de mero remorso das conseqüências dos seus pecados?
Versículo para Memorizar: Atos 11.18, “Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida”.
70.3. Arrependimento para a vida é a graça de Deus (1), por meio da qual um pecador, sentindo os próprios
pecados (2) e entendendo e recebendo a misericórdia de Deus em Cristo (3), com tristeza e ódio deixa os seus
pecados e volta-se para Deus (4), com o firme propósito de se esforçar para obedecer o seu Senhor (5).
Joel 2.13, “E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque
ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal”.
Quando a mente entenebrecida do pecador é iluminada por Deus pelo Espírito Santo aplicando a Palavra de
Deus, ele sente profundamente os seus pecados e a culpa e a condenação deles. A misericórdia de Deus,
neste ponto, revela o Salvador dos pecadores que se arrependimento e crêem nEle pela fé. Esta misericórdia
leva o pecador a se arrepender e crer em Jesus Cristo (Rm 2.4, “Ou desprezas tu as riquezas da sua
benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?”).
Mais adiante nessa lição, no terceiro uso da palavra arrependimento, veremos essa referência citada como
sendo o arrependimento evangélico, ou envolvido na salvação.
A misericórdia de Deus já te levou ao arrependimento e a fé em Cristo?
Versículo para Memorizar: Atos 11.18, “Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida”.
70.4. Arrependimento para a vida é a graça de Deus (1), por meio da qual um pecador, sentindo os próprios
pecados (2) e entendendo e recebendo a misericórdia de Deus em Cristo (3), com tristeza e ódio deixa os seus
pecados e volta-se para Deus (4), com o firme propósito de se esforçar para obedecer o seu Senhor (5).
Jeremias 31.18-19, “Converte-me, e converter-me-ei, porque és o Senhor meu Deus. Na verdade que, depois
que me converti, tive arrependimento; e depois que fui instruído, bati na minha coxa; fiquei confuso, e também
me envergonhei; porque suportei o opróbrio da minha mocidade”.
O terceiro uso da palavra “arrependimento” é aquele usado no Novo Testamento para mostrar horror pelo
pecado, que vem de duas palavras gregas (#3340 e #3341, Strong’s). A maioria das referências bíblicas no
Novo Testamento (58 vezes) que tem a palavra “arrependimento” é de uma dessas duas palavras gregas. O
significado desse uso evangélico da palavra arrependimento é compunção, um reverso de decisão, e de pensar
diferentemente ou reconsiderar. As referências bíblicas são: (#3340) Mat. 3:2; 4:17; 11:20,21; 12:41; Mar 1:15;
6:12; Luc 13:3,5; 15:7,10: 16:30; 17:3,4, 7, 10; 10:13; 11:32; Atos 2:38; 3:19; 8:22; 17:30; 26:20; II Cor 12:21;
Apoc 2:5, 16,21,22; 3:3, 19; 9:20,21; 16:9,11 e (#3341) Mat. 3:8, 11; 9:13; Mar 1:4; 2:17; Luc 3:3,8; 5:32; 15:7;
24:47; Atos 5:31; 11:18; 13:24; 19:4; 20:21; 26:20; Rom 2:4; II Cor 7:9, “contristados para o arrependimento”;
7:10, “a tristeza segundo Deus opera o arrependimento para a salvação”; II Tim 2:25; Heb 6:1,6; 12:17; II Pedro
3:9. Este terceiro uso da palavra “arrependimento” é o uso evangélico, ou, o arrependimento envolvido na
salvação.
O arrependimento evangélico é diferenciado dos primeiros dois usos da palavra em três maneiras: o pecado é
reconhecido; o pecado é lamentado e aborrecido; e o pecado é abandonado. Esses três elementos se
observam na salvação de Zaqueu (Lucas 19:1-10). Pela pregação da Palavra de Deus o Espírito Santo
convence da natureza do pecado, da sua culpa e da sua condenação. Êxodo Lc 15.18-21. Estas três evidências
são observadas na sua salvação?
Versículo para Memorizar: Atos 11.18, “Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida”.
70.5. Arrependimento para a vida é a graça de Deus (1), por meio da qual um pecador, sentindo os próprios
pecados (2) e entendendo e recebendo a misericórdia de Deus em Cristo (3), com tristeza e ódio deixa os seus
pecados e volta-se para Deus (4), com o firme propósito de se esforçar para obedecer o seu Senhor (5).
Salmo 119.59, “Considerei os meus caminhos, e voltei os meus pés para os teus testemunhos”.
Em II Coríntios 7:8-10, podemos notar que existe uma tristeza segundo Deus que é “para a salvação”
(arrependimento evangélico), e existe uma “tristeza do mundo” que opera a morte (arrependimento judicial). O
arrependimento judicial é o remorso provocado pelo entendimento das conseqüências do pecado. Exemplos:
Simão o mágico (Atos 8:22-24) e Judas Iscariotes (Mateus 27:3). Esse arrependimento judicial também é
chamado a tristeza segundo o mundo (II Coríntios 7:8,10), por não ter a participação de nosso Senhor.
O arrependimento, “segundo Deus”, vem de Deus (Atos 5:31; 11:18; II Timóteo 2:24,25), e é como Deus
(Hebreus 7:21; Romanos 11:29). Esse arrependimento evangélico vê-se pela convicção do pecador (parte
intelectual), a contrição do pecador (parte emocional), e a conversão do pecador (a volição ou vontade do
homem). Quando o arrependimento evangélico (“segundo Deus”) acontece no coração do homem, é sempre
visível na vida daquele que se arrepende (Mateus 3:8; Atos 26:20; I Tessalonicenses 1:9). A conversão do
pecado é para com Deus, para amá-lO em obediência e viver se conformando mais e mais à imagem do seu
Salvador (I Jo 3.1-4)
Já se arrependeu dos seus pecados? Manifeste-o com obediência à Sua Palavra, começando com o batismo
neotestamentário.
Resumindo:
O senso evangélico do arrependimento é entendido quando o pecado é reconhecido. Quando o pecado é visto
como rebelião contra Deus, contra a Sua santidade, e como uma ofensa a Deus, o senso evangélico do
arrependimento é manifesto. Quando o pecado é reconhecido o elemento intelectual do arrependimento está
em ação (Rom 2:4). A pregação da Palavra de Deus e o ministério do Espírito Santo convencem o pecador do
fim do seu pecado e o impressiona que tal pecado é contra Deus.
O senso evangélico do arrependimento é entendido quando o pecado é lamentado e aborrecido. Quando a
tristeza divina do pecado é presente e é lamentada a sua situação de estar fora de Deus o senso evangélico do
arrependimento é entendido. Quando o pecado é lamentado e aborrecido o elemento emocional do
arrependimento está na ação. A nossa pregação deve incluir uma chamada à tristeza pela culpa de ter pecado
e por não ter abandonado-o (Luc 24:47).
O senso evangélico do arrependimento é entendido quando o pecado é abandonado. Nessa fase do
arrependimento evangélico a conduta do pecador arrependido muda (Mat. 3:8; Luc 3:8, “obras dignas de
arrependimento”; II Cor 7:11). Quando o pecado é abandonado o lado volitivo ou voluntário do arrependimento
está em ação. A chamada do evangelho é para uma ação, “arrependei-vos e crede no Evangelho”, Marcos 1.15,
e não particularmente para uma decisão intelectual. Essa ação de abandonar o pecado é baseada na convicção
do Espírito Santo e na obra prévia de Deus no coração do homem pela Palavra de Deus.
O seu arrependimento é da Bíblia?
Versículo para Memorizar: Atos 11.18, “Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida”.

Pergunta 71 – Quais são os meios exteriores pelos quais o Espírito Santo nos comunica os benefícios
da redenção?
71. Pergunta. Quais são os meios exteriores pelos quais o Espírito Santo nos comunica os benefícios da
redenção?
Resposta. Os meios exteriores e comuns pelos quais o Espírito Santo nos comunica os benefícios da redenção
de Cristo são a Palavra, através da qual as almas são geradas (regeneradas) para uma vida espiritual; o
Batismo, a Ceia do Senhor, a Oração e a Meditação, pelos quais todos os crentes são posteriormente
edificados na mais santa fé (1).
1. At 2.41-42, “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia
agregaram-se quase três mil almas, e perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do
pão, e nas orações.” Tg 1.18, “Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que
fôssemos como primícias das suas criaturas.”
Versículo para Memorizar: Salmos 19.7, “A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do
SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices”.
Deus Usa Meios para Cumprir a Sua Vontade
Deus usa meios para completar em tempo real o que Ele determinou na eternidade passada. Um exemplo dos
meios sendo usados para fazer a Sua vontade é a própria morte de Cristo. É dito que Cristo “foi morto desde a
fundação do mundo” (Ap 13.8). Esta ação foi completa na eternidade passada já na mente de Deus. Mas, em
tempo propício, no mundo, diante dos homens, Cristo foi preso, crucificado e morto pelas mãos de injustos (At
2.23; 4.27,28). Também, a obra de eleição foi feita na eternidade, mas o seu efeito, a própria salvação, somente
é visto em tempo por conseqüência da operação e a cooperação dos meios divinamente programados (I Pe
1.20,21). Mesmo que as Suas obras da eleição foram acabadas “desde a fundação do mundo” (Hb. 4.3), elas
vem a ser realizadas entre os homens em tempo por meios (Rm. 10.13-15).
Os Meios Externos
Todos os meios que levam para a salvação, sejam internos ou externos, são controlados por Deus Quem é
sobre tudo (Is 45.7). Não minimizando o poder de Deus nem da Sua soberania, os meios externos são da
responsabilidade do homem. Os meios externos, da responsabilidade do homem, devem ser empregados com
todo o esforço biblicamente legitimo implorando Deus a usar Seus meios internos, que são da Sua
responsabilidade, nos corações de todos daqueles a quem é pregado a Verdade (Ez 37.1-10).
Deve ser enfatizado que Deus não é limitado em nada (Dn 4.35, “não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe
diga: Que fazes?”). Se de pedras Deus quiseste suscitar filhos a Abraão, Ele poderia (Mt 3.9; Lc. 3.8) pois nada
há que a Deus seja demasiado difícil (Jr 32.17). Porém, aquilo que Deus manda ao Cristão fazer, ele é
responsável a fazer. O Cristão é mandado a pregar a Verdade, orar que Deus abençoe a Sua Palavra e viver
uma vida exemplar diante todos. Se o Cristão não obedece o que é responsável em fazer, não verá as bênçãos
de Deus no seu ministério (Ez 33.6-8; II Co 4.3,4; At 20.26,27).
Versículo para Memorizar: Salmos 19.7, “A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do
SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices”.

Pergunta 72 – Como a Palavra se torna eficaz para a salvação?


72. Pergunta. Como a Palavra se torna eficaz para a salvação?
Resposta. O Espírito de Deus faz a leitura, mas especialmente a pregação da Palavra, meios eficazes de
convencer e converter os pecadores (1), e de edificá-los em santidade (2), pela fé para a salvação (3).
1. Salmos 19.7, “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria
aos símplices.”
2. I Tessalonicenses 1.6, “E vós fostes feitos nossos imitadores, e do Senhor, recebendo a palavra em muita
tribulação, com gozo do Espírito Santo.”
3. Romanos 1.16, “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação
de todo aquele que nele crê; primeiro do judeu, e também ao grego.”
A Pregação da Palavra de Deus
Deus quer usar a pregação da Palavra de Deus na chamada dos seus eleitos à salvação. Dessa vontade somos
confiantes pelo exemplo de Cristo e dos Seus discípulos, pelo Seu mandamento aos discípulos e pelo raciocínio
inspirado na Bíblia (II Ts 2.13, 14).
Cristo é o próprio Verbo que Deus usa para chamar os Seus eleitos à salvação (Jo 1.1,14; II Co 4.6). Cristo
empregava a pregação de toda parte da Palavra de Deus no Seu ministério publico (Mc 2.2, “e anunciava-lhes a
palavra”; Lc. 5.1; 24.27, 44, “de mim estava escrita na Lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos”; Jo 12.48, “a
palavra que vos tenho pregado”; 14.24, “a palavra que ouviste não é minha, mas do Pai que me enviou.”; 15.3,
“Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.”). Como Cristo é feito “Espírito vivificante” (I Co 15.45)
Ele vivifica os Seus pela Palavra de Deus (I Pe 1.23-25; Tg 1.18). O exemplo do próprio Cristo em usar a
Palavra de Deus na sua evangelização é uma forte lição para nós.
Versículo para Memorizar: Salmos 19.7, “A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do
SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices”.
Os discípulos nos dão exemplo do uso da Palavra de Deus também. Os discípulos eram “ministros da Palavra”
(Lc. 1.2) anunciando “o evangelho de Deus” em todo lugar que foram (I Ts 2.2; At 8.4; 11.19, 20; 14.7; 20.27,
“todo o conselho de Deus”). Não foram “palavras persuasivas de sabedoria humana” que compunha o conteúdo
das pregações (I Co 2.4) mas a mensagem de Jesus Cristo “segundo as Escrituras” (I Co 2.1-5; 15.3-4). A
pregação da Palavra de Deus basta. Pela pregação da Palavra de Deus os discípulos alvoroçaram o mundo (At
17.6), testemunharam de Cristo (At 1.8) e pelo o Espírito Santo usando a Palavra pregada, todos quantos
estavam ordenados para a vida eterna creram (At 13.48). Se queremos ter o poder de Deus operando entre
nós, devemos restringir-nos ao uso exclusivo da Palavra de Deus. Ela é o poder de Deus para a salvação (Rm
1.16).
O mandamento de Cristo para que os seus preguem é prova que Deus quer usar a pregação da Palavra de
Deus na chamada dos seus eleitos à salvação ainda. Cristo mandou os seus a pregarem o evangelho a toda a
criatura (Mt 28.18-20, “vos tenho mandado” – Jo 14.26; 15.15; Mc 16.15; Lc. 24.47). Essa comissão aos que
formaram a Igreja primitiva é a comissão de todos os membros do mesmo tipo de Igreja, que querem ser
obedientes ainda hoje (Mt 28.20, “até a consumação dos séculos”; II Tim 2.2; 4.2-5). Devemos sempre nos
relembrar que Cristo é declarado pela pregação e é a pregação que Deus usa para salvar os Seus (I Co 1.21-
24; Tt 1.1-3). Não devemos pensar, nem um pouco, que são nossas invenções, idéias, promoções ou
aspirações que devemos aprimorar para a declaração da Palavra de Deus, mas, pelo contrario, é
exclusivamente a pregação da Palavra de Deus que somos mandados a pregar. Se quiser ver os ‘seus’ virem a
Cristo, pregue a Palavra.
O raciocínio inspirado da Bíblia prova que Deus quer usar a pregação da Palavra de Deus na chamada dos
seus eleitos à salvação. É a palavra que testifica de Cristo (Jo 5.39) e que leva a vida ao solo antes preparado
por Deus (Mt 13.23; I Co 3.6). Não há fé sem ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.13-14, 17; Ef. 1.13, “depois que
ouvistes a palavra da verdade”; Tg 1.18). Quando o rico se interessava que os seus cinco irmãos não viessem
ao inferno, a Palavra de Deus foi dada como suficiente para isso (Lc. 16.29). Ela é superior até de um
ressuscitado voltando ao mundo (Lc. 16.30,31). Há uma incumbência para pregarmos o evangelho, não
somente pelo mandamento de Cristo, mas pelo perigo pessoal e social da verdade ser encoberta se ela não for
pregada (I Co 9.16; II Co 4.3).
Os que querem usar a doutrina da eleição para não pregar aos que nunca ouviram não estão manejando bem a
palavra da verdade. A eleição não é salvação mas “para a salvação” e essa salvação é pela fé na verdade que
é apresentada pela Palavra de Deus (II Ts 2.13, 14, “para o que pelo nosso evangelho vos chamou”; Rm 10.13-
14, “como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?”). Não precisamos
entender como Deus usa a Sua Palavra para dar vida. Somente devemos entender a nossa responsabilidade
em pregá-la a toda a criatura e pedir que Deus nos dê o Seu crescimento por ela (I Co 3.6).
Versículo para Memorizar: Salmos 19.7, “A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do
SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices”.
É a Palavra de Deus que é descrita como comida e é comparada ao leite racional (I Pe 2.2), ao mel (Sl 19.10) e
ao mantimento sólido pelo qual os sentidos são exercitados (Hb 5.12-14; Jer 15.16). Não é qualquer livro que foi
dado pelo Espírito Santo, mas somente a Bíblia (II Pe 1.20,21). Sendo assim, ela é a lei do SENHOR que é
perfeita e, portanto, aquilo que refrigera a alma. É somente o testemunho do SENHOR que é fiel, e, portanto,
somente ela dá sabedoria aos símplices. São exclusivamente os preceitos do SENHOR que são retos, e sendo
assim, só eles alegram o coração. É o mandamento do SENHOR que é puro, e por isso, apenas ele ilumina os
olhos. É o temor do SENHOR que é limpo, e, por conseguinte, aquilo que permanece para sempre. São os
juízos do SENHOR que são verdadeiros, e, portanto, apenas estes são justos (Sl 19.7-9). Por essas razões as
Divinas Escrituras são comparadas e tidas por mais preciosas do que ouro fino (Sl 19.10). Se tiver necessidade
de luz para o caminho, olhe para os justos juízos de Deus (Sl 119.105). Se desejar quebrar os maus hábitos ou
relacionamentos, aplique o martelo das palavras divinas na situação (Jer 23.29). A água da Palavra de Deus
pode fazer muito em nos limpar (Sl 119.9; Ef 5.26). Devem ser aplicados o espelho e a espada da Palavra de
Deus que são vivos e eficazes se desejar o discernimento dos pensamentos e das intenções do coração (Tg
1.23; Hb 4.12). As sagradas Escrituras podem fazer o menino sábio para a salvação e fazer tudo para que ele
seja perfeitamente instruído para toda a boa obra (II Tim 3.15,16).
Versículo para Memorizar: Salmos 19.7, “A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do
SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices”.

Pergunta 73 – Como a Palavra deve ser lida e ouvida para que se torne eficaz para a salvação?
73. Pergunta. Como a Palavra deve ser lida e ouvida para que se torne eficaz para a salvação?
Resposta. Para que a Palavra se torne eficaz para a salvação, devemos ouvi-la com diligência (1), preparação
(2) e oração (3), recebendo-a com fé (4) e amor (5), gravando-a no coração (6), e praticando-a na vida (7).
1. Provérbios 8.34, “Bem-aventurado o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia,
esperando às ombreiras da minha entrada.”
2. I Pe 2.1-2, “Deixando, pois, toda a malícia, e todo o engano, e fingimentos, e invejas, e todas as
murmurações, desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para
que por ele vades crescendo.”
3. Salmos 119.18, “Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei.”
4. Hebreus 4.2, “Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da pregação
nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naquele que a ouviram.”
5. II Tessalonicenses 2.10, “E com todo o engano da injustiça para os que pereceram, porque não receberam o
amor da verdade para se salvarem.”
6. Salmos 119.11, “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.”
7. Tiago 1.25, “Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo
ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.”
A Palavra de Deus, para o melhor proveito, deve ser lida e ouvida particularmente da mesma maneira que
convém ter um estudo bíblico em nossos lares, e nos lares dos outros, ou na Igreja. Como podemos ter um
culto domestico regular, um culto nos lares de outros?
Qualquer boa prática precisa de um líder. É necessário que alguém se responsabilize em organizar o estudo.
Coisas boas não acontecem por acaso. Se pretendermos obter vitória nessa área, precisamos não somente de
um plano, mas de alguém que tome a iniciativa. Mesmo que a própria leitura, oração ou canção seja dirigida por
uma outra pessoa, a responsabilidade de organizar o tempo e reunir todos os membros da família para o estudo
bíblico deve ser de uma pessoa, “o líder”. É melhor ter um plano e falhar, do que falhar em não ter um plano. É
interessante notar que pouco daquilo que não é organizado chega a ser proveitoso. Então, para ter um proveito
do tempo do estudo bíblico, alguém deve assumir a posição de líder.
Uma vez que todos estão presentes é proveitoso que qualquer atividade não relacionada com o estudo bíblico
seja eliminada. Se for num lar, a TV e o radio devem ser desligados, o lazer de ler outros livros a na ser da
Bíblia precisa ser interrompido, e as conversas devem ser direcionadas para o assunto da hora, ou seja, o
estudo bíblico. Se for na Igreja, as crianças devem passar no banheiro antes do culto, e relembradas que é
tempo para ouvir a Palavra de Deus. Não é demais também pedir que uma postura de respeito à Palavra de
Deus seja feita com os nossos corpos durante este tempo especial. Este tempo num lar pode ser usado para
ensinar as crianças o comportamento adequado para com a Palavra de Deus. Se no lar respeito às Escrituras
Sagradas for uma prática constante, não será muita coisa levar tal comportamento à Igreja.
Versículo para Memorizar: Salmos 19.7, “A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do
SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices”.
Com o líder e os participantes em prontidão, nada melhor do que agora ter um plano. O estudo bíblico pode
começar com uma canção ou oração. Depois disso vem a leitura bíblica e o seu estudo. Por fim pode ter uma
outra canção e oração. Se for culto domestico, o tempo gasto não precisa ocupar uma grande parte do dia para
ter um efeito bom. Bastam apenas uns 10-15 minutos abençoados por Deus para que o estudo bíblico
doméstico seja uma bênção. Se for o estudo num lar de alguém outro, uns 30-40 minutos serão suficientes
normalmente. O que vale muito nos estudos domésticos não é volume, mas continuidade (Is 28.10,13).
“Mas faça-se tudo decentemente e com ordem”
I Coríntios 14.40
Versículo para Memorizar: Salmos 19.7, “A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do
SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices”.
Sugestões para Leitura Domestica da Bíblia
Leituras:
Livros da Bíblia pela ordem
Livros da Bíblia nos quais se tenha um interesse especial (história, profecia, doutrina, personagens)
Capítulos inteiros ou as divisões deles
Livro de Provérbios – um capítulo por dia. Este livro pode ser lido cada mês por ter 31 capítulos.
Participações:
O líder, ou alguém apontado por ele, pode fazer a leitura do dia
Faça um rodízio de leitura com todos os elementos do grupo participando
Cada membro da família tem um dia especial para preparar uma leitura predileta
O líder pode fazer perguntas ao grupo sobre o que foi lido.
Orações:
Pedidos oferecidos pela família
Lembrar dos pedidos da Igreja
Uma lista para usar de referência todos os dias. Marcar os que foram respondidos.
Cada pessoa pode participar nas orações ou somente o líder ou quem ele aponta.
O Horário:
Logo depois o café da manha
Logo depois do almoço ou do jantar
Logo antes de deitar ao anoitecer
Com Tempo Sobrando:
Cante mais hinos (invente alguns!)
Explore um assunto de interesse geral
Memorize um versículo chave da leitura
Estenda a leitura para mais capítulos
Leia partes de alguns livros que tenham comentários aprovados.
No caso de doença, viagem ou qualquer outro motivo que faça com que a rotina seja quebrada, não entre em
pânico. Se for necessário interromper o estudo bíblico doméstico, faça uma pausa. Mas, não desista do hábito
permanentemente só por ter de quebrar a rotina uma ou outra vez. Procure voltar a essa prática abençoada,
pedindo a Deus a graça para fazer o que Lhe agrada nesse respeito.

Pergunta 74 – Como o Batismo e a Ceia do Senhor se tornam úteis espiritualmente?


74. Pergunta. Como o Batismo e a Ceia do Senhor se tornam úteis espiritualmente?
Resposta. O Batismo e a Ceia do Senhor se tornam úteis espiritualmente, não por causa de nenhuma virtude
em si mesmos, nem em quem os administra (1), mas só pela bênção de Cristo (2) e obra do Espírito naqueles
que os recebem pela fé (3).
O Batismo é uma responsabilidade – As Conseqüências do Batismo
As Responsabilidades de membro
Atos 2.40-42, “perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”
EM CADA PRIVILÉGIO HÁ UMA RESPONSABILIDADE
Perseverar: ser diligente constantemente, ser zeloso (# 4342, Strong’s); conservar-se firme e constante, persistir
(Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI ver. 3.0, nov 1999)
A palavra grega (# 4342) que é traduzida “perseverar” em Atos 2.42 é usada em outras instâncias no Novo
Testamento e traduzida por outras palavras em português que expressam bem o significado original em grego:
Mc 3.9, “sempre pronto”; At 8.13, “ficou de contínuo”; At 10.7, “ao seu serviço”; Romanos 13.6, “atendendo
sempre”
1. Perseverar na doutrina (# 1322, instrução, ensinamento)
At 8.4, pregar a Palavra
Jo 15.2-8, dar fruto (obediência à Palavra)
Ef 5.8, andar na luz (testemunhar diante do mundo)
II Tm 2.1-15, conhecimento particular
Jd 3, “batalhar pela fé”
2. Perseverar na comunhão (#2842, Strong’s – cooperação, Fl 1.5; coleta, Rm. 15.26; “mútua cooperação” ou
“comunicação”, Hb. 13.16).
Hb 10.24,25, os cultos públicos
Jo 13.34,35, amar uns aos outros (é o ágape, amor: dar valor a quem não tem).
Ef 4.22-32, edificar os outros na fé (Rm 14.19; I Co 14.12)
II Co 9.5-9, use o que Deus te deu em toda a boa obra da Igreja (II Co. 8.12, “o que qualquer tem”)
3. Perseverar no partir do pão – “partir o pão” – #2800, #2806 – pode ser uma refeição (Mt 14.19;15.36; Mc
8.6,14; At 2.46; 27.35; 28.7,11?; Lucas 24.30) ou ceia do Senhor (Mt 26.26; Mc 14.22; At 2.42; I Co. 10.16;
11.24)
I Co 11.17-34 a ordenança da ceia
I Co 5.9-13 responsabilidade
A ceia foi instituída e observada no Novo Testamento somente com os membros (Mt 26.20-30; Mc 14.17-26;
Luc. 22.17-23; Jo 13.18-20) e apenas os membros em boa comunhão com a Igreja (Jo 13.30; I Co. 5.11-13). A
primeira páscoa (Êx. 12.1-28, só com os da família).
4. Perseverar nas orações (#4335, oração em adoração)
Mateus 26.41; I Tess 5.17 na vida particular
At 12.5; Tiago 5.13-15 com os irmãos da Igreja
Versículo para Memorizar: I Coríntios 3.7, “Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas
Deus, que dá o crescimento.”
74.1. O Batismo e a Ceia do Senhor se tornam úteis espiritualmente, não por causa de nenhuma virtude em si
mesmos, nem em quem os administra (1), mas só pela bênção de Cristo (2) e obra do Espírito naqueles que os
recebem pela fé (3).
Ordenança Não é Salvação
Hb 10.1-7, “Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos
mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam. 2
Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam
consciência de pecado. 3 Nesses sacrifícios, porém, cada ano se faz comemoração dos pecados, 4 Porque é
impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados. 5 Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício
e oferta não quiseste, Mas corpo me preparaste; 6 Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram. 7
Então disse: Eis aqui venho (No princípio do livro está escrito de mim), Para fazer, ó Deus, a tua vontade”. A
Ceia não é um sacrifício real (atual)
1. Transubstanciação é invenção romana
a) Transubstanciação “só foi feita uma doutrina firme para a Igreja Romana em 1215 d.C.” (Doutrina Católica na
Bíblia, p.31.)
b) “na missa, no momento em que o sacerdote pronuncia as palavras de consagração do pão e do vinho, estes
mudam no sagrado corpo e sangue de Cristo.” Vincent Hornyold (por T.P. SIMMONS, p.467,468)
2. Cristo fala palavras que “são espírito e vida.” Jo 6.63
Os Católicos levam isto literalmente. Mas é para ser entendido espiritualmente. (v. 63, “a carne para nada
aproveita;)
Se já tem Cristo como Salvador pessoal pela fé, já, espiritualmente, comeu da Sua carne, e bebeu do Seu
sangue.
Mt 26.28, “É Meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos
pecados.” Aqui, Cristo era presente literalmente quando falou estas palavras. Como então o pão pode ser ele?
Ou o suco Seu sangue?
Jo 6.47,53-58 Se ainda não entrou em Cristo pela fé, ainda está sem Cristo, sem vida eterna. Para ter vida
eterna é necessário crer em Cristo! Isto é comer da Sua carne e beber do Seu sangue. v. 63
I Coríntios 3.7, “Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.” I
Pedro 3.21, “Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da
imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus
Cristo.”
Não é uma repetição do sacrifício de Cristo.
Um sacerdote qualquer não pode repetir ou acrescentar a expiação feita já uma vez por Cristo.
Hb 9.28, “oferecendo-se uma vez”; 10.9-18, v. 10, “feita uma vez”; v. 12, “oferecido para sempre um único
sacrifício”; v. 14, “Uma só oblação”; v. 18, “Não há mais oblação pelo pecado.”; Ver também: Rm 6.9,10; Hb
7.27; I Pe 3.18
No Velho Testamento, os sacerdotes eram “de contínuo” “junto ao altar” é certo. Mas os sacerdotes do Novo
Testamento devem pregar o “Evangelho” I Co 9.13,14; Hb 10.9, “Tira o primeiro, para estabelecer o segundo.”
“O Justo viverá da fé” Hb 10.38 (Hb 11.6; Rm 5.1)
Cristo já se ofereceu fazendo salvação por muitos. Se não está nEle, não espera Ele vir e se oferecer uma outra
vez. A próxima vez que Ele vier, virá como juiz. A primeira vez, veio como Salvador. Crê já em Cristo! Entre já
nEle se arrependendo dos seus pecados.
Versículo para Memorizar: Jo 6.63, “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu
vos disse são espírito e vida”.
74.2. O Batismo e a Ceia do Senhor se tornam úteis espiritualmente, não por causa de nenhuma virtude em si
mesmos, nem em quem os administra (1), mas só pela bênção de Cristo (2) e obra do Espírito naqueles que os
recebem pela fé (3).
I Coríntios 3.6, “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.”
Não são sacramentos
“Um sacramento é um sinal visível ou ação instituída por Cristo para dar graça” Catecismo Católico
A Graça de Deus por Cristo é sem mérito algum (imerecida)
Rm 6.23, “o dom gratuito de Deus é…”; 3.24, “sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção
que há em Cristo Jesus.”; I Tm 1.15, “Cristo…veio ao mundo, para salvar os pecadores.”
A Graça de Deus por Cristo é sem obras – Rm 11.6. “Mas se é por graça, já não é pelas obras;…”; Ef 2.8,9; II
Tm 1.9; Tt 3.5,6
Versículo para Memorizar: I Coríntios 3.7, “Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas
Deus, que dá o crescimento.”
74.3. O Batismo e a Ceia do Senhor se tornam úteis espiritualmente, não por causa de nenhuma virtude em si
mesmos, nem em quem os administra (1), mas só pela bênção de Cristo (2) e obra do Espírito naqueles que os
recebem pela fé (3).
I Coríntios 12.13, “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer
gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebidos de um Espírito.”
Observando a Ceia e o Batismo lembramo-nos a morte de Cristo e a Sua ressurreição, obras de Jesus Cristo
pelo pecador, no seu lugar trazendo a salvação eterna para ele. Quando o pecador remido se lembra de Cristo
pelas ordenanças o Espírito Santo ministra as verdades que elas ensinam (Jo 16.13), confortando e exortando-
o à santidade (I Jo 3.1-3) e à obediência zelosa (I Co 11.25, 26).

Pergunta 75 – O que é o Batismo?


75. Pergunta. O que é o Batismo?
Resposta. O Batismo é uma ordenança do Novo Testamento, instituído por Jesus Cristo (1), para ser à pessoa
batizada o símbolo de sua comunhão com Ele em sua morte, sepultamento e ressurreição (2), de ser enxertado
nEle (3), da remissão dos pecados (4) e de sua entrega a Deus através de Jesus Cristo, para viver e andar em
novidade de vida (5).
Uma ordenança é: Regulamento, lei; decreto. – Aurélio (ordenação); cerimônia divina que simbolicamente
ensina uma verdade. (Huckabee, D.W.)
O que uma ordenança não é:
Fonte da graça. A graça é de Deus e é dada soberanamente para os que não têm méritos (Efésios 2:8,9). Uma
ordenança não é portanto um sacramento (algo feito para fornecer o poder de salvação).
Fonte de vida. Um memorial ou quaisquer obras humanas ou eclesiásticas não fornecem vida. A vida vem de
uma pessoa divina: Jesus Cristo (João 10:25-30;14:6); Primeiramente vem a salvação, e, depois, vem as
ordenanças (Mar 16:16; Atos 2:41; 8:36,37). Veja o ladrão na cruz: Luc 23:43, “…hoje estarás comigo…”
(mesmo sem batismo). Judas foi batizado, mas não foi salvo (Atos 1:25); também Simão, o mágico, (Atos 8:13,
21). O Sangue de Cristo tem que ser aplicado para haver a salvação (I Pedro 1:18,19).
Uma cerimônia religiosa para todas as pessoas cristãs em geral. Ela foi dada às suas Igrejas em particular (Mat.
28:18,19, “falou-lhes…”) e não ao mundo religioso em geral.
Uma opção pessoal. É uma ordem, um decreto ou lei (Mat. 28:18,19; Mar l6:15,16; Não deve ser deixado ao
lado: Heb 10:23-25). Como podemos ser indiferentes diante da ordem de Cristo?
Versículo para Memorizar: Romanos 6.4-5, “De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte;
para que, como foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade
de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na
da sua ressurreição.”
75.1. O Batismo é uma ordenança do Novo Testamento, instituído por Jesus Cristo (1), para ser à pessoa
batizada o símbolo de sua comunhão com Ele em sua morte, sepultamento e ressurreição (2), de ser enxertado
nEle (3), da remissão dos pecados (4) e de sua entrega a Deus através de Jesus Cristo, para viver e andar em
novidade de vida (5).
Mateus 28.19 “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do
Espírito Santo.”
As ordenanças não foram desenvolvidas com o passar dos anos, nem foram inventadas pelos apóstolos, mas
foram dadas pelo Fundador da Igreja, Jesus Cristo (Mat. 28:18; Lucas 22:19; I Cor. 11:24). Notai a observação
do Apóstolo Paulo: “Eu recebi do Senhor o que também vos ensinei …” Foi Jesus Quem exortou: Tomai, comei
… fazei isto em memória de Mim …até que Ele venha – I Co 11.23, 24.
Versículo para Memorizar: Romanos 6.4-5, “De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte;
para que, como foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade
de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na
da sua ressurreição.”
75.2. O Batismo é uma ordenança do Novo Testamento, instituído por Jesus Cristo (1), para ser à pessoa
batizada o símbolo de sua comunhão com Ele em sua morte, sepultamento e ressurreição (2), de ser enxertado
nEle (3), da remissão dos pecados (4) e de sua entrega a Deus através de Jesus Cristo, para viver e andar em
novidade de vida (5).
Romanos 6.3, “Ou não sabeis que todos quantos foram batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua
morte?” Colossenses 2.12, “Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de
Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.”
A Simbologia do Batismo – Rm 6.1-11; Cl 2.12; I Pd 3.18-22
Ensinar que o batismo é mais do que simbólico foi a primeira heresia sobre as ordenanças na história da Igreja.
Esse erro logo abriu caminho para maiores heresias que davam ao batismo atributos salvadores.
Quando o cristão é convertido, ele deseja que os outros saibam da conversão. O batismo é uma testemunha
forte da sua conversão e a primeira manifestação pública da submissão à vontade de Deus. A ceia do Senhor
testifica da sua contínua submissão e gratidão pela morte de Jesus Cristo O Salvador.
A natureza de um símbolo é somente representar o verdadeiro. Nunca pode a representação tornar-se o fato
real que ela simboliza. Trata-se apenas de uma representação. Quando um símbolo torna-se algo mais de uma
representação, deixa de ter o seu valor simbólico. Nesse caso, se o batismo é mais do que simbólico, então
deixa de ser um batismo neotestamentário. Para se compreender claramente que o batismo é apenas simbólico
basta olhar para as expressões “como … assim” (Rom 6:4), “semelhança” (Rom 6:5) e “figura” (I Ped 3:21).
Cristo é sempre o único Salvador e Ele nunca compartilha essa obra com outro: João 3:14-18; 4:14; 5:24; 6:40;
Atos 2:21; 10:43; 13:39; 15:9; 16:30,31.
A salvação é sempre pela graça – Rm 11.5, 6; Ef 2.8-10
O batismo simboliza o Salvador – Cristo (I Cor 15:3-6; II Cor 5:21)
A obediência de Cristo, Fl 2:8; A morte de Cristo pelos pecados, Rm 5.8; O sepultamento de Cristo, I Cor 15:3-
6; A ressurreição vitoriosa de Cristo, I Cor 15:20
O batismo simboliza o Candidato – O Cristão (Rom 6:1-11; Col 2:8-23)
A sua desobediência pecaminosa no mundo; a sua morte e sepultamento com Cristo pelos pecados; a sua
ressurreição espiritual agora, e na segunda vinda de Cristo e, pela graça de Deus, o seu andar obediente com
Cristo neste mundo.
Versículo para Memorizar: Romanos 6.4-5, “De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte;
para que, como foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade
de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na
da sua ressurreição.”
75.3. O Batismo é uma ordenança do Novo Testamento, instituído por Jesus Cristo (1), para ser à pessoa
batizada o símbolo de sua comunhão com Ele em sua morte, sepultamento e ressurreição (2), de ser enxertado
nEle (3), da remissão dos pecados (4) e de sua entrega a Deus através de Jesus Cristo, para viver e andar em
novidade de vida (5).
Gálatas 3.27, “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo.” Veja também Rm
11.11-24; Jo 15.1-9; 17.11, 17-24.
Versículo para Memorizar: Romanos 6.4-5, “De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte;
para que, como foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade
de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na
da sua ressurreição.”
75.4. O Batismo é uma ordenança do Novo Testamento, instituído por Jesus Cristo (1), para ser à pessoa
batizada o símbolo de sua comunhão com Ele em sua morte, sepultamento e ressurreição (2), de ser enxertado
nEle (3), da remissão dos pecados (4) e de sua entrega a Deus através de Jesus Cristo, para viver e andar em
novidade de vida (5).
Marcos 1.4, “Apareceu João batizando no deserto, e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos
pecados.” Atos 22.16, “E agora porque te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o
nome do Senhor.”
Rm 5.19-6.3, “Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela
obediência de um muitos serão feitos justos. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o
pecado abundou, superabundou a graça; Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça
reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. Que diremos pois? Permaneceremos
no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como
viveremos ainda nele? Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na
sua morte?”
Ao candidato do batismo, essa ordenança simboliza a sua morte com Cristo pelos pecados – Rm 6.4,
“sepultados com Ele pelo batismo na morte”; Rm 6.6, “foi com Ele crucificado”; Cl 3.3, “Porque já estais mortos”.
O Cristão mostra pelo batismo que ele, pela graça de Deus, é morto para o pecado no seu pensar, em seu
comportamento, no uso da sua língua, na sua vestimenta, e pela sua submissão completa à Palavra de Deus na
aula, no emprego, na rua, no lar e na Igreja.
Se você já é batizado, a sua vida está continuamente mostrando o louvor a Deus pela obra de Cristo em remir-
te do pecado e da sua condenação? A sua vida esta testificando desta morte ao pecado? Você pode se
identificar com: Rm 6.14-23?
Versículo para Memorizar: Romanos 6.4-5, “De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte;
para que, como foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade
de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na
da sua ressurreição.”
75.5. O Batismo é uma ordenança do Novo Testamento, instituído por Jesus Cristo (1), para ser à pessoa
batizada o símbolo de sua comunhão com Ele em sua morte, sepultamento e ressurreição (2), de ser enxertado
nEle (3), da remissão dos pecados (4) e de sua entrega a Deus através de Jesus Cristo, para viver e andar em
novidade de vida (5).
Romanos 6.4-5, “De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como foi
ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se
fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição.”
A Simbologia do Batismo: Depois da morte com Cristo para o pecado pela fé, depois de ser sepultado com
Cristo pela fé e de ser ressurreto com Cristo pela fé, o batismo simboliza a vida nova do cristão que deseja ser
obediente na terra a tudo que Cristo ensinou. Agora o testemunho do Cristão é de viver para Deus (Rm 6.10,
“quanto a viver, vive para Deus.”; 6.11, “vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.”; Gál 2:20, “vivo-a na
fé”; Gál 5:24,25, “crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências … andemos também em
Espírito”; Col 3:1, “buscai as coisas que são de cima”. O desejo é ter a imagem de Cristo na vida.
O seu andar hoje revela uma natureza bem diferente daquela que andava anteriormente no pecado?
Versículo para Memorizar: Romanos 6.4-5, “De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte;
para que, como foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade
de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na
da sua ressurreição.”

Pergunta 76 – Quem pode ser batizado?


76. Pergunta. Quem pode ser batizado?
Resposta. Todos aqueles que realmente professam arrependimento para com Deus e fé em nosso Senhor
Jesus Cristo e nenhum outro (1).
Versículo para Memorizar: Atos 8.37, “E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele,
disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”.
76.1. Todos aqueles que realmente professam arrependimento (1) para com Deus e fé em nosso Senhor Jesus
Cristo e nenhum outro (2).
Atos 2.38, “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para
perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.”
Mateus 3.6, “E eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.”
Marcos 16.16, “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”
Atos 8.12,36-37, “Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de
Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres. E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma
água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: È lícito, se crês de
todo o coração. E respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.”
Atos 10.47-48, “Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam
batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo? E mandou que fossem batizados em
nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.”
O batismo bíblico requer o candidato qualificado. O sangue antecede a água. A salvação se dá primeiramente.
“Não ensinamos que o batismo é essencial para a salvação, pelo contrário, que a salvação é essencial ao
batismo” J. R. Graves, O BATISMO ESTRANHO E OS BATISTAS, citado por W. M. Nevins.
João pediu uma qualificação dos que ele batizou: Mt 3.8, “Produzi pois frutos dignos de arrependimento.” Não
frutos dignos de emoção, inteligência ou filosofia, mas de arrependimento. Uma mudança radical de mente e
atitude, de coração ao respeito do pecado e de Deus é necessária.
Jesus explicou que quem deve ser batizado são os crentes: Mc 16.16, “Quem crer e for batizado….mas quem
não crer”.
O exemplo bíblico dos que foram batizados no Novo Testamento foram os que primeiramente justificaram a
Deus: At 2.41, “…foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra;…”; Gl 3.27, “todos batizados
… já vos revestistes de Cristo.”; Eunuco (At 8.36-38); Coríntios (At 18.8); (Éfeso) At 19.1,5.
De Deus vem a verdade e a Vida pela Sua graça. Procure essa vida nova de Deus por intermédio de Cristo!
“Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram … Deus … não tendo sido batizados por ele.” (Lc 7.29,30).
Há os que se julgam e justificam a Deus (os santos); e há os que se justificam e julgam a Deus (os descrentes).
C. D. Cole
Versículo para Memorizar: Atos 8.37, “E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele,
disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”.
A entrada no reino de Deus é privilégio dos regenerados somente (Jo 3.1-5). “Frutos dignos de arrependimento”
são exclusivos dos salvos. Não podemos esperar que qualquer um persevere no que primeiramente não tem.
Todavia, o exemplo Bíblico é que os salvos batizados perseveram na fé Cristã – Atos 2.40-42, “perseveravam
na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”
Você foi batizado corretamente?
Você já conhece o arrependimento para com Deus e Fé em Cristo Jesus?
Está confiando somente em Cristo e em nenhum outro?
Versículo para Memorizar. Atos 8.37, “E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele,
disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”.
Qual a idade mínima para batizar os que crêem e manifestam frutos dignos de arrependimento?
Não há limitação bíblica para qualquer idade da pessoa que crê para ser qualificada para o batismo. A
qualificação para o candidato para o batismo, biblicamente, é fé verdadeira que é manifesta numa vida cristã.
Ninguém deve ser ingênuo ao fato que existem os que possuem uma fé falsa. Há os que fazem confissões
falsas de fé. Pode ser ou não ser proposital essa confissão falsa. Na Bíblia existem casos de confissões falsas
(Judas Iscariotes – Jo 6.70; Simão o mágico – At 8.9-21; Diótrefes – III Jo 9-11) e estes foram batizados e
faziam parte da Igreja.
É o ideal batizar ninguém que não seja convertido pois fere a representação do batismo, o ensino e o exemplo
bíblico. Talvez por isso o João Batista falou aos fariseus e aos saduceus: “Produzi, pois, frutos dignos de
arrependimento” (Mt 3.8). O servo fiel que é ministrante da Palavra de Deus diante da Igreja deve “batalhar pela
fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3). Essa responsabilidade séria inclui a administração das
ordenanças.
Muitas vezes a dúvida sobre batizar um pré-adolescente é por duvidar se realmente uma pessoa dessa idade é
uma convertida. Se uma pessoa, de qualquer idade, for convertida, e essa pessoa pedir batismo, biblicamente
não há razão de não batizá-la, se tiver fruto do arrependimento.
Pode ser que existe uma dúvida sobre a fé que um pré-adolescente pode ter. Que pessoas dessa idade possam
ser convertidas não deve ter dúvida alguma. Jesus mostrou a sua atitude para com as crianças quando disse:
“Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus.” (Mc 10.14). Qualquer
pessoa, que tem o espírito de uma criança em humildade e inocência para com Deus, não deve ser impedida na
sua obediência. Não há regulamento bíblico sobre uma idade mínima ou “idade da razão” que devemos
respeitar com a fé ou a obediência.
No mundo hoje há ministérios de Igrejas que pressionam os que frequentam os seus cultos a fazerem
manifestações públicas. Nas Igrejas de hoje há manipulações emocionais, pressões que partem das famílias,
dos amigos ou até dos pastores. É um fato revelador que as Igrejas que mais pressionam decisões publicas são
as que mais têm problemas das confissões falsas entre o seu rol de membros. As Igrejas que menos
pressionam as decisões públicas esperando que Deus, pelo Espírito Santo, convença os pecadores sobre
Jesus Cristo pela pregação da verdade, são as que menos têm problemas de confissões falsas entre os
membros. Mas mesmo que João Batista foi quem lhe batizou e Jesus Cristo quem seja o pastor da Igreja,
pessoas não convertidas entre os membros é uma possibilidade. Veja o caso de Judas Iscariotes sendo
membro da Igreja primitiva.
Resumindo: se não há qualquer qualificação bíblica sobre a idade mínima que alguém possa crer e, se é lícito
batizar os que creem e tem vida com frutos de arrependimento, a Igreja não tem direito impedir este que crê, e
que tenha fruto digno do arrependimento, não importando a sua idade, a ser batizado.
Versículo para Memorizar: Atos 8.37, “E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele,
disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”.

Pergunta 77 – Os filhinhos dos que se professam crentes devam ser batizados, ou seja, devem ser
batizados automaticamente?
77. Pergunta. Os filhinhos dos que se professam crentes devam ser batizados, ou seja, devem ser batizados
automaticamente?
Resposta. Os filhinhos de tais crentes professos não devem ser batizados automaticamente porque não há
ordem nem exemplo nas Santas Escrituras para que sejam batizados (1).
O que os filhinhos dos crentes herdem dos seus pais é carne – “O que é nascido da carne é carne” Jo 3.6. O
espiritual exclusivamente vem de Deus, “o que é nascido do Espírito é espírito” Jo 3.6.
Versículo para Memorizar: Jo 3.6, “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”.
77.1. Os filhinhos de tais crentes professos não devem ser batizados porque não há ordem nem exemplo nas
Santas Escrituras para que sejam batizados (1).
Êxodo 23.13, “E em tudo o que vos tenho dito, guardai-vos; e do nome de outros deus nem vos lembreis, nem
se ouça da vossa boca.”
Provérbios 30.6, “Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso.”
A simbologia do batismo nega o direito de qualquer ser batizado a não serem os que podem identificar
literalmente com essa representação. O simbolismo do batismo nega que os filhos de crentes sejam
automaticamente batizados.
As responsabilidades de ser membro da Igreja – perseverança, testemunha – pedem capacidades mentais e
espirituais que apenas pessoas maduras podem exercer. As responsabilidades que acompanham os membros
negam que os filhos de crentes sejam automaticamente batizados.
Os direitos dos membros da Igreja – votação, participar da ceia do Senhor – são exclusivos para pessoas com
discernimento espiritual e de juízo experimental. Os direitos que os membros têm negam que os filhos de
crentes sejam automaticamente batizados.
A expressão, “e logo foi batizado, ele e todos os seus” (Atos 16:31,33) não significa que criancinhas das casas
foram batizadas junto com o “cabeça do lar”. Não há prova que existiram crianças nestes lares, e se existissem
crianças nos lares e fossem batizadas, mesmo que não creram, é entendido que os moços, moças, servos,
servas, adultos ou adultas quaisquer que fizeram parte do lar foram batizados mesmo que não foram
convertidos. O que é bom para as criancinhas que não creram é bom para os outros no lar que não creram
também. A verdade é que a casa “e todos os seus” foram batizados por que “todos os seus” foram convertidos.
Não há dúvida qualquer que os apóstolos entendiam e cumpriram o que Jesus mandava pela comissão e
batizaram só os que creram.
Versículo para Memorizar: Jo 3.6, “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”.
Quando tratamos do batismo de crianças geralmente o assunto da circuncisão surge e argumenta que a
circuncisão do Velho Testamento é substituída no Novo Testamento pelo batismo. É mesmo?
1. Há os que querem afirmar que a circuncisão no Velho Testamento tem o seu igual em batismo no Novo
Testamento. Usando Cl 2.11, 12 muitos querem afirmar essa doutrina. Mas a referência em Colossenses quer
apontar aquela obra feita por Cristo “não feita por mão”. Que isso não é batismo é claro pois batismo é feito
pelas mãos. O texto refere-se à obra maravilhosa de Deus na salvação.
2. Circuncisão é externa, um corte da parte da carne, batismo é para mostrar o que aconteceu internamente, a
remoção da pena do pecado da carne. Uma é da lei, de Moisés, a outra é da graça, de Cristo. O que a
circuncisão do Velho Testamento mostrou era a obediência do homem à lei e era uma marca na carne daquela
separação que Deus desejava todo o Teu povo ter. Este princípio de separação continua hoje entre o povo de
Deus, não em simbologia mas na realidade – II Co 5.17; Gl 5.17; I Pe 3.3-6.
3. Os símbolos e tipos do Velho Testamento têm seu cumprimento nas realidades no Novo Testamento em
Cristo, seu tipo de Igreja, a salvação a todo povo, etc. As ordenanças têm suas origens nas obras completas de
Cristo exclusivamente. As leis do Velho Testamento eram para a nação de Israel em geral, convertido ou não.
As ordenanças da Igreja são exclusivamente para pessoas salvas em Cristo que fazem parte da congregação
dos santos.
4. As Escrituras não ensinam que o batismo toma o lugar de circuncisão em nenhum lugar. Por falar de
símbolos, nunca um símbolo é substituído por outro símbolo na Bíblia, mas é sempre substituído pela coisa
exata que representava.

Pergunta 78 – Como é o Batismo administrado de modo correto?


78. Pergunta. Como é o batismo administrado de modo correto?
Resposta. O batismo administrado de modo correto é pela imersão, isto é: o mergulho de todo o corpo da
pessoa na água (1), em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, de acordo com a instituição de Cristo e a
prática dos apóstolos (2), e não pela aspersão ou derramamento de água, ou mergulho de uma parte do corpo,
segundo a tradição dos homens (3).
A ordenança do batismo, como a ordenança da Ceia do Senhor, é representativa. Aquele que voluntariamente
submete-se à ordenança do batismo está declarando algo publicamente. Entre outras verdades, o batizado
manifesta a todos que morreu com Cristo para os pecados e foi sepultado simbolicamente com Ele (Rm 6. 3-5,
“Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte
que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos,
pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente
com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição”).
Sendo uma morte e o conseqüente sepultamento simbolizados pelo batismo, é necessário que o símbolo
responda à altura daquilo que representa. A imersão nas águas é uma representação fidedigna.
Versículo para memorizar: Mateus 28.19, “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em
nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo
78.1. O batismo administrado de modo correto é pela imersão, isto é: o mergulho de todo o corpo da pessoa na
água (1), em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, de acordo com a instituição de Cristo e a prática dos
apóstolos (2), e não pela aspersão ou derramamento de água, ou mergulho de uma parte do corpo, segundo a
tradição dos homens (3).
Mateus 3.16, “E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de
Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.”
João 3.23, “Ora, João batizava também em Enom, junto a Salim, porque havia ali muitas águas; e vinham ali, e
eram batizados.”
Atos 8.36, 38-39, “E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água;
que impede que eu seja batizado? … E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o
eunuco, e o batizou. E, quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o
eunuco; e, jubiloso, continuou o seu caminho.”
A Definição da Palavra ‘Batismo”
A palavra batismo em português origina-se da palavra ‘baptizo’ que significa em grego: ser tomado por
completo; mergulhar, imergir, submergir, (Strongs, #907).
A palavra ‘baptizo’, por sua vez, origina-se da palavra grega ‘bapto’ que significa ser coberto por completo; de
mergulhar, imergir; por exemplo, tingir, (Strongs, #911)
Há outras palavras gregas que significam ‘lavar’, ‘aspergir’, ‘molhar’, ‘derramar’, e ‘purificar’, mas nunca foram
usadas, em nenhum caso, em relação ao modo de batizar no Novo Testamento.
Todos os batismos no Novo Testamento e relacionados pelos historiadores por vários séculos depois do
término da Bíblia mostram que a imersão do corpo inteiro era o que Cristo havia ensinado.
Os estudiosos não religiosos da língua grega sempre concordaram que Baptizo, em relação à ordenança,
significa imersão ou em uma maneira ou outra colocar dentro ou em baixo de água (W. A. Jarrell, D.D, Baptizo-
Dip-Only, p. 4).
Os estudiosos religiosos da língua grega dentro das Igrejas Presbiteriana, Anglicana, Congregacional, Metodista
e Católica Romana concordam que o significado principal da palavra Baptizo, em relação à ordenança, é imergir
ou em uma maneira colocar dentro ou embaixo de água (W. A. Jarrell, D.D, Baptizo-Dip-Only, p. 8,9).
Versículo para memorizar: Mateus 28.19, “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em
nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo
78.2. O batismo administrado de modo correto é pela imersão, isto é: o mergulho de todo o corpo da pessoa na
água (1), em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, de acordo com a instituição de Cristo e a prática dos
apóstolos (2), e não pela aspersão ou derramamento de água, ou mergulho de uma parte do corpo, segundo a
tradição dos homens (3).
Mateus 28.19-20, “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho,
e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou
convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”
Os batismos no Novo Testamento feitos no “nome de Jesus” (At 2.38; 8.16; 10.48; 19.5; 22.16), não foram
irregulares. Batizar em “nome de Jesus” significa ser conforme a Sua autoridade, de acordo do Seu ensino,
seguindo o Seu exemplo, ou seja, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Observe o cuidado de Paulo: I Co 1.13, “Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós
batizados em nome de Paulo?”; 1.15, “Para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome”. Ser
batizado em nome de Paulo seria atribuir a ele dignidade do Salvador pois o batismo no nome de alguém
comunica reverência e dá louvor àquela pessoa pela morte, o sepultamento e a ressurreição necessária para a
salvação.
Batismo “em nome de Jesus” louva devidamente a Trindade pois cada pessoa da Trindade cooperou na nossa
salvação (Ef 1.3-14; Tt 3.3-7; I Pe 1.2; I Jo 5.6-8).
Versículo para memorizar: Mateus 28.19, “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em
nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo
78.3. O batismo administrado de modo correto é pela imersão, isto é: o mergulho de todo o corpo da pessoa na
água (1), em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, de acordo com a instituição de Cristo e a prática dos
apóstolos (2), e não pela aspersão ou derramamento de água, ou mergulho de uma parte do corpo, segundo a
tradição dos homens (3).
João 4.1-2, “E quando o Senhor entendeu que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e batizava mais
discípulos do que João (ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos).”
Se Deus Estipulou Uma Forma, Qualquer Outra É Descartada
Somente a imersão total do batizado em água segue o ensino e o exemplo de Cristo, o exemplo e ensino dos
apóstolos, como também manifesta melhor a obra da salvação que essa ordenança representa, obedece
completamente o mandar de Cristo ao Seu tipo de Igreja, continua a prática da Igreja primitiva e preenche
perfeitamente os requisitos do significado da palavra ‘batismo’.
Versículo para memorizar: Mateus 28.19, “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em
nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo

Pergunta 79 – Quem tem autoridade para batizar?


79. Pergunta. Quem tem autoridade para batizar?
Resposta. Somente uma Igreja batista que ainda guarda as ordenanças da Igreja corretamente, e prega a
verdade da Palavra de Deus fielmente (1).
O primeiro batismo mencionado no Novo Testamento foi aquele autorizado por Deus (Jo 1.6, “Houve um
homem enviado de Deus, cujo nome era João..” Jo 1.33, “…o que me mandou a batizar…”; Mt 21.25, “era do
céu ou do homem?” Mc 11.30; Lc 20.4).
Deus autorizou João Batista batizar para ‘preparar o caminho do Senhor’: Is 40.3 “Voz do que clama no deserto:
Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus”; Jo 1.23, “Disse: Eu sou a voz do
que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías”.
Para preparar o caminho do Senhor, João pregou o evangelho de arrependimento e batizou os discípulos (At
1.22; 18.25). Para manifestar que João era de Deus e cumpriu as Escrituras como sendo o precursor de Cristo,
Cristo veio a João Batista para ser batizado por ele (Mt 3.13-17 para “…cumprir toda a justiça …”
A ordenança do batismo não foi desenvolvida pelo tempo para suprir uma necessidade existente na Igreja. A
ordenança do batismo foi estabelecida no começo da Igreja, para preparar os primeiros membros e para
destacar o Fundador e cabeça desta instituição. João Batista terminou a maior parte da sua comissão quando
batizou a Jesus e desde aquele tempo Jesus começou o Seu ministério público.
Após Cristo ter começado o seu ministério, os novos batismos referentes a João, feitos pelos discípulos
batizados por ele, posteriores ao começo do ministério de Cristo, deixaram de ter validade. Em Atos 19, muito
depois o começo do ministério de Jesus, alguém, provavelmente Apolo, pela ignorância deste fato, ou, por ser
distante dos acontecimentos, ainda batizava no batismo de João e não no de Cristo. Por isso, aqueles doze
homens foram batizados por Paulo corretamente mesmo havendo sido imergidos por Apolo; para que tivessem
o batismo verdadeiro, ou seja, referente a Jesus Cristo.
Versículo para memorizar: Mateus 28.18, 19, “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o
poder no céu e na terra. 19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e
do Filho, e do Espírito Santo;”
79.1. Somente uma Igreja batista que ainda guarda as ordenanças da Igreja corretamente, e prega a verdade
da Palavra de Deus fielmente
Mateus 28.19, “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e
do Espírito Santo.”
Efésios 3.21, “A esse glória na Igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém.”
Mateus 3.13, “Então veio Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele.”
Atos 1.22, “Começando com o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles
se faça conosco testemunha da sua ressurreição.”
Mateus 3.1, “E, naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia.”;
João 1.33, “E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que
vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo.”
Mateus 21.25, “O batismo de João, de onde era? Do céu, ou dos homens? E pensavam entre si, dizendo: Se
dissermos: Do céu, ele nos dirá: Então por que não o crestes?”
(Suplementado por David A. Zuhars, Jr.).
No começo do Seu ministério de Jesus autorizou os discípulos coletivamente a pregar e a batizar (Mc 3.13-19;
João 4.1,2, “…mas, os seus discípulos”).
No fim do ministério público de Jesus Cristo, depois da Sua ressurreição, mas antes da Sua ascensão, Ele
comissionou os discípulos, em caráter de Igreja (I Co 12.28; Ef 2.20), assim autorizando-os a batizar (Ef 4.11-
16). Observe o “lhes” na comissão (Mt 28.18; Mc 16.15; Lc 24.46; Jo 20.21; At 1.7). Ninguém, e nenhuma outra
instituição foi comissionada a batizar a não ser os apóstolos ou a Igreja que eles representavam. Quem age
contra eles, não age contra homens, mas age contra o Senhor (Atos 5.4).
A palavra ‘poder’ de Mt 28.18 no grego significa capacidade, superioridade, sinal de controle, ou influência
delegada (Strongs, #1849). Veja os outros versículos pelo Novo Testamento que têm a mesma palavra grega.
Ela é traduzida ‘poder’ em Mc 2.10; 3.15; 6.7; Atos 5.4; ‘direito’, em I Co 9.6 e Ap 22.14; ‘jurisdição’, em Lc 23.7;
e ‘autoridade’ em Mc 11.28-33.
Portanto, o direito da ordenança do batismo foi dado à Sua Igreja. Não é uma atividade cristã em geral, mas
eclesiástica (da Igreja). Somente a Igreja verdadeira tem a autorização de batizar, uma autoridade delegada por
Cristo. Por isso, no livro dos Atos dos Apóstolos, os discípulos novos eram batizados em nome de Jesus (At
8.16, “… eram batizados em nome do Senhor Jesus.”) Os novos convertidos na nova Igreja em Samaria, foram
“batizados em nome de Jesus Cristo”. Este frase significa ser batizado conforme ao exemplo e ensinamento de
Cristo e em sujeição à Sua posição e mandamento.
Como podemos conhecer uma Igreja verdadeira hoje?
A Igreja verdadeira pode ser conhecida pelas suas ações. A Igreja faz o que foi profetizada a fazer (Mt 11.1-6; Is
29.18; 35.4-6). Pelos frutos se conhece a árvore (Mt 7.14-20). Se uma Igreja está velando pela verdade da
Palavra de Deus em todas as suas partes, reconhecendo tal obediência especialmente pelas ordenanças, pode
ser determinada uma Igreja verdadeira (Jo 4.24, “em espírito e em verdade”).
A Igreja verdadeira pode ser conhecida pelo seu batismo. Em At 19.1-7, Paulo pesquisou sobre o ajuntamento
existente em Éfeso. Uma maneira eficaz, além da doutrina, que manifestou a sua autenticidade foi pela prática
da ordenança do batismo. Podemos fazer o mesmo hoje.
A Igreja verdadeira pode ser conhecida pelo seu fundador. Como já foi comentado, Cristo é o fundador e
cabeça da Sua Igreja. Não somente começou assim, mas hoje Cristo continua sendo o fundador e cabeça da
Sua Igreja. Cristo começou a Sua Igreja durante o Seu ministério publico (Mt 16.18, “…a minha Igreja.”). Todas
as outras Igrejas e crenças, filosofias, etc., têm um homem como seu fundador. Por exemplo:
Católica – o primeiro Papa, Bonifácio – Roma – no ano 606
Luterana – Martinho Lutero – Alemanha – 1520
Episcopal – Rei Henrique VIII – Inglaterra – 1534
Presbiteriana – nos princípios de João Calvino – Suíça -1536
Congregacional – Robert Browne – Inglaterra – 1580
Metodista – Jonh Wesley – Inglaterra – 1739
Igreja de Cristo – Alexander Campbell – EUA -1827
Mormon – Joseph Smith – EUA – 1830
Adventista – William Miller – EUA – 1843
Testemunhas de Jeová – Charles Taze Russell – EUA – 1884
Pentecostal – A. J. Tomlinson – EUA – 1903
Congregação Cristã no Brasil – Luigi Francescon – Brasil – 1909
Assembléia de Deus – Um grupo de pessoas pentecostais – EUA – 1914
Brasil para Cristo – Manuel de Melo – Brasil – 1950
Cruzada Nacional (Evang. Quadrangular) – Aimee Semple McPherson – EUA – 1918
Aquela Igreja fundada antes de Cristo é cedo demais.
Aquela Igreja fundada depois de Cristo é tarde demais.
A Igreja verdadeira pode ser conhecida pela autoridade. Começou a primeira Igreja com Cristo em Jerusalém
(Mt 16.18). Depois, as Igrejas verdadeiras se espalharam até outras localidades (At 8.1-25; 9.31; 11.19,20). As
novas Igrejas batizavam em nome de Jesus Cristo, ou seja, de acordo ao tudo que Ele ensinou (At 8.16; 10.37-
48). Das novas Igrejas foram enviados aqueles que Deus chamou. Estes partiram com autoridade para pregar e
administrar as ordenanças (At 8.1-4, 12; 11.19-26; 13.1-3). E nessa maneira foi passada de geração à geração
a pratica do batismo e as doutrinas verdadeiras.
Se for observada, hoje, uma Igreja expondo as ordenanças de uma maneira diferente daquela que Cristo
mandou, ou que os apóstolos praticaram em obediência a Cristo, ou tendo um homem como fundador, pode-se
colocar em grande dúvida se esta é uma Igreja verdadeira, e portanto, há dúvidas a respeito da autenticidade
do seu batismo.
Versículo para memorizar: Mateus 28.18, 19, “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o
poder no céu e na terra. 19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e
do Filho, e do Espírito Santo;”
Você tem direito de ser batizado? Já arrependeu-se dos seus pecados e crido pela fé em Cristo Jesus como
seu Salvador? Está produzindo frutos digno de arrependimento?
Você foi batizado por uma Igreja que observa as ordenanças biblicamente?

Pergunta 80 – Qual é a obrigação daqueles que são corretamente batizados?


80. Pergunta. Qual é a obrigação daqueles que são corretamente batizados?
Resposta. É obrigação daqueles corretamente batizados, o se darem a uma Igreja verdadeira de Jesus Cristo
em particular (1), para que possam andar irrepreensíveis em todos os mandamentos e ordenanças do Senhor
(2).
Versículo para memorizar: I Pedro 2.5, “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e
sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.”
O Privilégio de ser Membro da Igreja – A Possessão das Chaves
Mt 16.19, “E Eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo
o que desligares na terra será desligado nos céus.” Cristo deu ao Seu corpo deveres.
Mt 18.18, “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes
na terra será desligado no céu.”
I Co 14.40, “faça-se tudo decentemente e com ordem.”
“Chaves” indicam poder, autoridade e responsabilidade (Ap 1.8; 3.7). É a Igreja que tem as chaves, ou seja, a
autoridade (Mt 16.18,19). O pastor tem “o cuidado” da Igreja (I Pe 5.2) mas ele particularmente não tem as
chaves. Os diáconos têm um “importante negócio” para fazer na Igreja (At 6.3), mas o negócio não é de
manejar ou ter as chaves. As chaves, ou autoridade, pertence à Igreja (o ajuntamento).
Por ter a Igreja as chaves (Mt 16.18) ela tem o privilégio de fazer “todas as coisas que Eu [Cristo] vos [Igreja]
tenho mandado” (Mt 28.18-20). Os membros tem privilégios mas cada um não pode exercer as ordenanças
preferencialmente pois a autoridade está no ajuntamento e portanto tais privilégios são somente da Igreja.
Devemos ter cuidado de não usurpar a autoridade da Igreja.
Ter as chaves é um privilégio, mas também uma responsabilidade.
O uso das Chaves para ligar – Exercendo os privilégios
“e agregaram-se”- At 2.41. Através do batismo o candidato torna-se apto para dar-se à Igreja e portanto um
participante da Igreja com plena liberdade para exercer todos os seus privilégios. OBS: Os que “agregaram-se”
também “perseveravam” na Igreja.
As atividades da Igreja em reunião:
• cultos – Jo 20.19-23; At 1.4; 2.1;14.27; I Co 14.26-40
• consagração – At 1.26; 6.6; 13.1-4
• oração – At 1.24; 12.5, 12; 13.3; Tg 5.13
• votação – At 1.26; 15.22
• reunião de negócios – At 1.15-26 (a substituição de Judas); At 15, (o problema com os judeus e a Lei de
Moisés); I Co 16.3, (levar o dinheiro para Jerusalém); At 6.1-7, (escolha dos diáconos).
• pregação – At 2.14-36; 5.41, 42
• administração das ordenanças – Mt 28.19,20; I Co 11.17-34
• ofertas – At 4.34; 5.2; I Co 16.1,2
• canção – Mt 26.30; Ef 5.19; Cl 3.16; Hb 2.12; Tg 5.13
• promover evangelismo – At 13.3
• leitura da Palavra de Deus – Cl 4.16
• ensinamento – Mt 28.20; I Co 4.17; 14.3,5
O Que NÃO foi tratado ou não foiuma atividade da Igreja em reunião:
• Uma organização de associação de Igrejas
• Organização de Seminários
• Organizações de grupos de idades particulares na Igreja (das mulheres, dos jovens, das crianças, etc.)
• Organização de creches, orfanatos ou clínicas médicas
• Regras para mandar que as outras Igrejas seguirem.
• Shows ou Louvorzão
• Bazares ou qualquer comércio
Para fazer tudo decentemente, e, para manter em ordem o corpo como Cristo o estabeleceu convém que
somente os membros do ajuntamento local ou os membros que tenham provas que vêm de uma Igreja da
mesma fé e ordem exercitem o privilégio de tomar parte publica nos cultos.
Participar publicamente de um culto ou de uma obra da Igreja local é um privilégio para os membros daquela
Igreja local e não um direito para todos os cristãos em geral. É um direito para qualquer um assistir o culto; é um
privilégio para os membros participarem publicamente dos cultos da sua Igreja.
A Igreja pode exercitar a sua autoridade estendendo um convite para alguém de uma outra Igreja igual para
participar nos seus cultos ou em suas outras obras desde que o convidado esteja dentro do espírito do Novo
Testamento e dos exemplos que são dados pelos apóstolos.
Temos liberdade para fazer tudo o que a Bíblia nos manda e tudo o que ela nos dá como exemplo.
Fazer algo além disso, seria presumir da nossa liberdade.
EM CADA PRIVILÉGIO HÁ UMA RESPONSABILIDADE
O uso das Chaves para desligar – Disciplina na Igreja
“Quando o apóstolo recebe autoridade para ligar ou desligar algo, isso significa que ele pode executar a
disciplina da Igreja para com alguém, e assim o desligado retenha a sua culpa (João 20.23) … Essa autoridade
mantém a sua realidade na Igreja somente enquanto a função eclesiástica permanece no ensino apostólico; na
sua identidade com o Espírito de Cristo … Na atualidade é Cristo, pelo Seu Espírito, Quem recebe alguém na
comunhão verdadeira ou executa a disciplina real. Apoc 3.7” J. P. Lange, A Vida do Senhor Jesus Cristo (The
Life of the Lord Jesus Christ). Vol II, 314-315 citado por D.W. Huckabee (The Constitution of the Church, p. 112).
Hoje, depois que a Igreja tem sido guiada pelo Espírito Santo, o pastor da Igreja verdadeira, enquanto essa
anda no espírito de Cristo, transmite a vontade da Igreja à pessoa disciplinada. Um membro qualquer não
executa a sua própria vontade sobre um outro membro qualquer. Mas, tudo deve ser guiado pelo exemplo e
espírito da Bíblia, com a devida autoridade que Deus concedeu à Igreja.
Mateus 16.19, 18.18 revelam claramente que a Igreja é a instituição pela qual Deus opera no mundo hoje.
A disciplina da Igreja geralmente não é punitiva mas corretiva.
a. Ligando na terra
At 2.41 – Aceito como membro;
At 9.19 – Paulo, “com os discípulos” em Damasco;
At 9.27,28 – Paulo, “entrando e saindo” com os discípulos em Jerusalém;
At 10.47 – “pode alguém porventura recusar a água?”
b. Desligando na terra
Mt 18.15-20 – Disciplina na Igreja entre os membros
I Co 5.1-13, v. 2-5, “entristeçais por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação”, v. 11 “não vos
associeis”, v.12, “Não julgais vós os que estão dentro?”, v. 13, “Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo.”
I Co 11.31,32, “se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.”
O primeiro propósito de desligar alguém da comunhão para com a Igreja é para manter a pureza do
ajuntamento. Um outro propósito é para corrigir um irmão errante. Os batistas não são contra união, mas são
contra qualquer união que possa destruir a pureza do corpo pelo qual Cristo se entregou a si mesmo (Ef 5.25-
27).
Versículo para memorizar: I Pedro 2.5, “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e
sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.”
80.1. É obrigação daqueles corretamente batizados, o se darem a uma Igreja verdadeira de Jesus Cristo em
particular (1), para que possam andar irrepreensíveis em todos os mandamentos e ordenanças do Senhor (2).
Batizado? Dá-se a uma Igreja verdadeira de Jesus Cristo!
Quando salvo e batizado, mostrando a atitude de submissão, nada mais natural fazer parte de uma Igreja para
que ela ensina-lhe tudo o que Jesus Cristo tem ensinado. Observe os casos que seguem:
At 2.41, “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia
agregaram-se quase três mil almas”
At 2.47, “Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à Igreja
aqueles que se haviam de salvar.”
At 9.26, “E, quando Saulo chegou a Jerusalém, procurava ajuntar-se aos discípulos, mas todos os temiam, não
crendo que fosse discípulo.”
I Pe 2.5, “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer
sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.”
Você é um candidato qualificado para ser batizado? O símbolo da morte ao pecado é evidente na sua vida?
Você está andando em novidade de vida, ou seja, os frutos do arrependimento são manifestos na sua vida?
Tem a esperança de ressurgir dos mortos como Cristo ressurgiu? Então, olhe pela fé em Cristo!
Está pronto a perseverar nas responsabilidades da Igreja? Então seja batizado por uma Igreja verdadeira e
exercite a sua fé até Cristo voltar.
Está já batizado corretamente? Então faça parte como membro de uma Igreja neotestamentária!
Não busque uma instituição do Velho Testamento para ser membro dela. Essas instituições já serviram os seus
propósitos. A instituição chamada por Jesus “a minha Igreja” é uma instituição nova, do Novo Testamento. Não
é uma reforma do tabernáculo ou do templo. O tabernáculo apontava a Cristo e a Sua obra maravilhosa. A
Igreja do Senhor Jesus Cristo é o Seu corpo e para os em Cristo O servirem em espírito e em verdade. A única
semelhança das instituições do Velho Testamento para a Igreja no Novo Testamento é que foram estabelecidas
por Deus. Nenhum ritual, cerimônia, hierarquia, modelo de governo, etc. das instituições do Velho Testamento
são para a “minha Igreja” do Novo Testamento.
Versículo para memorizar: I Pedro 2.5, “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e
sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.”
80.2. É obrigação daqueles corretamente batizados, o se darem a uma Igreja verdadeira de Jesus Cristo em
particular (1), para que possam andar irrepreensíveis em todos os mandamentos e ordenanças do Senhor (2).
Lucas 1.6, “E eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão em todos os mandamentos e
preceitos do Senhor.” OBS: não faziam parte da Igreja mas manifestaram o testemunho correto.
Os que foram batizados foram os que produziram frutos dignos de arrependimento (Mt 3.6-8; At 8.37), ou seja,
de bom grado receberam a Palavra (At 2.37-41). Os batizados, sendo membros de uma Igreja verdadeira, têm
responsabilidades para com um e o outro e para com o mundo. Um estudo sobre a palavra ‘perseverar’ nos
ensina estas responsabilidades.
A palavra “perseverar” significa no grego: ser diligente constantemente, ser zeloso (# 4342, Strong’s); em
português essa palavra significa: conservar-se firme e constante, persistir (Dicionário Aurélio Eletrônico –
Século XXI ver. 3.0, nov 1999)
A palavra grega (# 4342) que é traduzida “perseverar” em At 2.42 é usada em outras instâncias no Novo
Testamento e traduzida por outras palavras em português que expressam bem o significado original em grego:
Mc 3.9, “sempre pronto”; At 8.13, “ficou de contínuo”; At 10.7, “ao seu serviço”; Rm 13.6, “atendendo sempre”.
No que se perseveraram?
5. Perseverar na doutrina (# 1322, instrução, ensinamento): At 8.4, pregar a Palavra; Jo 15.2-8, dar fruto
(obediência à Palavra); Ef 5.8, andar na luz (testemunhar diante do mundo); II Tm 2.1-15, conhecimento
particular; Jd 3, “batalhar pela fé”
6. Perseverar na comunhão (#2842, Strong’s – cooperação, Fl 1.5; coleta, Rm 15.26; “mútua cooperação” ou
“comunicação”, Hb 13.16). Hb 10.24,25, os cultos públicos; Jo 13.34,35, amar uns aos outros (é o ágape, amor:
dar valor a quem não tem); Ef 4.22-32, edificar os outros na fé (Rm 14.19; I Co 14.12); II Co 9.5-9, use o que
Deus te deu em toda a boa obra da Igreja (II Co 8.12, “o que qualquer tem”);
7. Perseverar no partir do pão – “partir o pão” – #2800, #2806 – pode ser uma refeição (Mt 14.19;15.36; Mc
8.6,14; At 2.46; 27.35; 28.7,11?; Lc 24.30) ou ceia do Senhor (Mt 26.26; Mc 14.22; At 2.42; I Co 10.16; 11.24): I
Co 11.17-34 a ordenança da ceia; I Co 5.9-13 responsabilidade; A ceia foi instituída e observada no Novo
Testamento somente com os membros (Mt 26.20-30; Mc 14.17-26; Lc 22.17-23; Jo 13.18-20) e apenas os
membros em boa comunhão com a Igreja (Jo 13.30; I Co 5.11-13). A primeira páscoa (Êx. 12.1-28, só com os
da família). A ceia é para lembrar juntos a morte de Cristo até que Venha.
8. Perseverar nas orações (#4335, oração em adoração): Mt 26.41; I Te 5.17 na vida particular; At 12.5; Tg
5.13-15 com os irmãos da Igreja.
Você tem direito de ser batizado? Já se arrependeu dos seus pecados e crido pela fé em Cristo Jesus como seu
Salvador? Está produzindo frutos digno de arrependimento?
Você foi batizado por uma Igreja que observa as ordenanças biblicamente?
Está conservando-se pela graça de Deus no amor de Deus e publicamente cumprindo as suas
responsabilidades na organização que Cristo instituiu para fazer a Sua obra no mundo até a Sua volta?

Pergunta 81 – O que é a Ceia do Senhor?


81. Pergunta. O que é a Ceia do Senhor?
Resposta. A Ceia do Senhor é uma ordenança do Novo Testamento, instituída por Jesus Cristo (1); pela qual
dando e recebendo pão e vinho, de acordo com a ordem do Senhor, Sua morte é mostrada e os recebedores
são, não de forma carnal nem corpórea, mas pela fé, feitos participantes de Seu corpo e sangue, com todos os
Seus benefícios, ao alimento espiritual e crescimento em graça (2).
Versículo para Memorizar: I Co 11.26, “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice
anunciais a morte do Senhor, até que venha”.
É notável a observação que não chamamos essa ordenança “A Santa Ceia”. Chamamos a “Ceia do Senhor” por
duas razões: 1). Essa ordenança é chamada simplesmente a “ceia” (Lc 22.20; Jo 13.4; 21.20) ou “ceia do
Senhor” (I Co 11.20); 2). Não cremos que essa ordenança, mesmo sendo uma ordenança solene e nutre a
nossa fé pela recordação do grande preço pago pela nossa salvação, não completa, não aumenta, não sela ou
de outra forma comunica graça salvadora aos comungantes.
Os que crêem que as ordenanças da Igreja comunicam a graça de uma forma ou de outra para melhorar,
aumentar, ou confirmar a salvação chamam-nas de sacramentos. Um sacramento é: um sinal visível ou ação
instituída por Cristo para dar graça. (Catecismo Católico); poderes que vem do Corpo de Cristo, qual é sempre
viva e vivificante (Catechism of the Catholic Church, Ratzinger, pg. 316). Ainda mais pelos sacramentos “O
próprio Cristo opera nelas para comunicar aquela graça que cada sacramenta significa … e são, necessárias
para salvação” (Ratzinger, pg. 319).
Cremos que a salvação passada, presente e futura é pela graça de Deus por Cristo, portanto, as ordenanças
não são fontes da graça e não fornecem mérito algum (imerecida). Rm 6.23, “o dom gratuito de Deus”; 3.24,
“sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.”; I Tim 1.15,
“Cristo…veio ao mundo, para salvar os pecadores.” A graça de Deus por Cristo é sem obras, Rm 11.5, 6. “Mas
se é por graça, já não é pelas obras”; Ef 2.8,9; II Tim 1:9; Tito 3.5,6.
Você está em Cristo Jesus pelo arrependimento dos pecados e pela fé? Já está batizado e membro de uma
Igreja neotestamentária?
Versículo para Memorizar: I Co 11.26, “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice
anunciais a morte do Senhor, até que venha”.
81.1. A Ceia do Senhor é uma ordenança do Novo Testamento, instituída por Jesus Cristo (1); pela qual dando
e recebendo pão e vinho, de acordo com a ordem do Senhor, Sua morte é mostrada e os recebedores são, não
de forma carnal nem corpórea, mas pela fé, feitos participantes de Seu corpo e sangue, com todos os Seus
benefícios, ao alimento espiritual e crescimento em graça (2).
I Coríntios 11.23-26, “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em
que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é
partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice,
dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória
de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor,
até que venha.”
A Ceia do Senhor é Uma Ordenança dada à Igreja Local. A Ceia foi uma ordem de Cristo à Igreja local para
observar até a Sua vinda, I Cor 11.26. É para ser celebrada só com os membros daquela Igreja que está
administrando a ceia. A ceia da Páscoa foi com os doze discípulos, Mt 26.17,20; Mc 14.12,17; Lc 22.11,14.
Todavia, depois de Judas sair (Jo 13.30), a Ceia do Senhor foi instituída.
Não busque uma instituição do Velho Testamento para ser membro dela. Essas instituições já serviram os seus
propósitos. A instituição chamada por Jesus “a minha Igreja” é uma instituição nova, do Novo Testamento. Não
é uma reforma do tabernáculo ou do templo. O tabernáculo apontava a Cristo e a Sua obra maravilhosa. A
Igreja do Senhor Jesus Cristo é o Seu corpo e para os em Cristo O servirem em espírito e em verdade. A única
semelhança das instituições do Velho Testamento para a Igreja no Novo Testamento é que foram estabelecidas
por Deus. Nenhum ritual, cerimônia, hierarquia, modelo de governo, etc. das instituições do Velho Testamento
são para a “minha Igreja” do Novo Testamento.
É fato que tinha outros crentes de Jesus na cidade, mas a ceia era só com os onze. Tinha em Jerusalém, por
exemplo, a mãe de Jesus, o dono do cenáculo, e outros seguidores de Jerusalém: Nicodemus, o cego curado
(João 9). Tinha naquela época de Páscoa, muitos judeus em Jerusalém para observar a páscoa.
É pratico que a Ceia do Senhor seja somente com os membros. Só temos confiança que estamos observando a
ceia como o Senhor a observou se estamos observando-a com os discípulos. Não podemos discernir sobre os
membros das outras Igrejas: I Co 11.31, “se nós nos julgássemos a nós mesmos”; 5.11, “com o tal nem ainda
comais”; 5.12, “Porque, que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão
dentro?”; Jo 13.30, Judas “saiu logo” e não participou do memorial da ceia que Cristo instituiu.
Se alguém não está ajustado para estar na Igreja, ajustado não está para participar da ceia do Senhor.
Versículo para Memorizar: I Co 11.26, “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice
anunciais a morte do Senhor, até que venha”.
81.2. A Ceia do Senhor é uma ordenança do Novo Testamento, instituída por Jesus Cristo (1); pela qual dando
e recebendo pão e vinho, de acordo com a ordem do Senhor, Sua morte é mostrada e os recebedores são, não
de forma carnal nem corpórea, mas pela fé, feitos participantes de Seu corpo e sangue, com todos os Seus
benefícios, ao alimento espiritual e crescimento em graça (2).
I Coríntios 11.26, “Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O
pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo”?
Nenhuma ordenança é um sacrifício de Cristo. Transubstanciação é invenção romana em 1215 d.C.” (Doutrina
Católica na Bíblia, p.31.). Pela invenção a ceia é a missa que ensina, “na missa, no momento em que o
sacerdote pronuncia as palavras de consagração do pão e do vinho, estes mudam no sagrado corpo e sangue
de Cristo”, Vincent Hornyold (por T.P. SIMMONS, p.467,468). Porém, Cristo fala palavras “são espírito e vida.”
João 6.63, Os Católicos levam isto literalmente, qual deve ser entendido espiritualmente. (v. 63, “O espírito é o
que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que Eu vos disse são espírito e vida”). “O Justo viverá da
fé”, Hb 10.38 (Hb 11.6; Rm 5.1).
A Ceia do Senhor também não é uma repetição do sacrifício de Cristo. Nenhum sacerdote pode repetir ou
acrescentar a expiação feita já uma vez por Cristo. Disso a Palavra de Deus é clara: Hb 9.28, “oferecendo-se
uma vez”; 10.9-18, v. 10, “feita uma vez”; v. 12, “oferecido para sempre um único sacrifício”; v. 14, “Uma só
oblação”; v. 18, “Não há mais oblação pelo pecado”; Ver também: Rm 6.9,10; Hb 7.27; I Pe 3.18.
No Velho Testamento, os sacerdotes eram “de contínuo”, “junto ao altar”. Todavia, os sacerdotes do Novo
Testamento, devem pregar o “Evangelho” I Co 9.13,14; Hb 10.9, “Tira o primeiro, para estabelecer o segundo.”
Cristo já se ofereceu fazendo salvação por muitos. Se não está nEle, não espera Ele vir e se oferecer uma outra
vez. A próxima vez que Ele vier, virá como juiz. Na ocasião da primeira vez Ele veio como Salvador. Entre já
nEle se arrependendo dos seus pecados e creia já em Cristo!
A Ceia do Senhor é um memorial simbólico. Um símbolo não tem poder de efetuar. Só serve para representar,
evocar ou designar uma realidade, “fazer isto em memória de Mim”, (Lc 22.19; I Co 11.24,25, “é meu corpo”, “é
meu sangue” Mt 26.26,28; Jo 6.63, “as palavras que Eu vos disse são espírito e vida”
A Ceia do Senhor é um de Cristo. Se é um memorial, logo Ele não está presente pois se faz memorial para os
que não são presentes (Dr. Aníbal Pereira dos Reis, “A Missa”). Lc 22.19, “fazei isto em memória de mim”; I Co
11.24, “fazei isto em memória de mim”; 25, “todas as vezes que beberdes, em memória de mim”; Mt 26.26, “é
meu corpo”; Mc 14.22; Lc 22.19; Mt 26.28, “é meu sangue”; Mc 14.22; Lc 22.20, “o novo testamento no meu
sangue”.
A observação da ordenança da Ceia do Senhor não é para entrar em Cristo mas para ser observado pelos que
já conhecem Cristo. Os discípulos já entraram em Cristo pela fé antes que observaram a primeira ceia.
Sendo que a ceia é um memorial – é simbólica.
Sendo que a ceia é um memorial de Cristo – é simbólica de Cristo.
“fazei isto em memória de Mim”
Versículo para Memorizar: I Co 11.26, “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice
anunciais a morte do Senhor, até que venha”.

Pergunta 82 – Todos os crentes devem tomar parte da Ceia do Senhor?


82. Pergunta. Todos os crentes devem tomar parte da Ceia do Senhor?
Resposta. Não. O crente comunga com Cristo. Não é uma ceia cristã geral que expressa comunhão em geral
(1), mas a Ceia do Senhor deve ser observada em memória dEle e para mostrar Sua morte até que venha (2).
(Suplementado por T. T. Eaton).
Leitura: Hb. 9.11-15;, 25-28
82.1. Não. O crente comunga com Cristo. Não é uma ceia cristã geral que expressa comunhão em geral (1),
mas a Ceia do Senhor deve ser observada em memória dEle e para mostrar Sua morte até que venha (2).
Lucas 22.19, “E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que
por vós é dado; fazei isto em memória de mim.”
82.2. Não. O crente comunga com Cristo. Não é uma ceia cristã geral que expressa comunhão em geral (1),
mas a Ceia do Senhor deve ser observada em memória dEle e para mostrar Sua morte até que venha (2).
I Coríntios 11.24-26, “E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por
vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este
cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.
Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morto do Senhor, ate que
venha.”
A Ceia do Senhor é Um Memorial de Cristo – Um memorial é simbólico. Um símbolo não tem poder de efetuar.
Só serve de representar, evocar ou designar uma realidade. “fazer isto em memória de Mim.” (Lc 22.19; I Co
11.24,25); I Co 11.24,25, “é meu corpo” “é meu sangue” (Mt 26.26,28); Jo 6.63, “…as palavras que Eu vos disse
são espírito e vida.” É memorial de Cristo – Lc 22.19, “fazei isto em memória de mim” ; I Co 11.24, “fazei isto em
memória de mim.” ; 25, “todas as vezes que beberdes, em memória de mim.” ; Mt 26.26, “é meu corpo” (Mc
14.22; Lc 22.19); 28, “é meu sangue” (Mc 14.22; Lc 22.20 “o novo testamento no meu sangue” ).
Não é para entrar em Cristo mas para ser observado pelos que já conhecem e obedecem a Cristo. Como os
discípulos já entraram em Cristo antes que observaram a primeira ceia. Sendo que a ceia é um memorial – é
simbólica. Sendo que a ceia é um memorial de Cristo – é simbólica de Cristo: “fazei isto em memória de Mim.”
A Obra Sacrificatória de Cristo na Cruz – Pastor Calvin Gardner – II Co 5.21, “Àquele que não conheceu
pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” .
A obra de Cristo “por nós” foi sacrificatória (“I Co 5.7,” “…Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”). Cristo
foi a expiação do próprio pecado (Is 53.10) e, isso, voluntariamente (Jo 10.18; Hb 7.27). Cristo fez essa obra
sacrificatória como o Pai propôs (Rm 3.25) pela obra do Espírito Santo (Hb 9.14; Is 61.1). Essa obra
sacrificatória de Cristo foi uma obra redentora, uma compra de um rebanho em particular com Seu próprio
sangue (At 20.28; I Co 6.19,20).
Também foi uma obra sacrificatória como sacerdotal. Como os sacerdotes no Velho Testamento ministravam
diante de Deus para homens em particular, Cristo ministrou diante de Deus para todo os Seus (Hb 9.11-15, 25-
28; 10.12-18). Não há dúvida nenhuma que a obra de Cristo como salvador “por nós” foi sacrificatória.
Na Ceia do Senhor não foi o corpo de Cristo que foi esmagado, moído, e queimado para fazer o pão, mas o
grão de trigo. Na Ceia do Senhor, o grão foi sacrificado no lugar do corpo real de Cristo. O grão sacrificou a sua
vida para ser feito em farinha da qual é feito esse pão. Não foram nossos corpos despidos, castigados,
julgados, crucificados, desamparados ou feitos maldição na cruz, mas, sacrificado em nosso lugar, foi sim o
corpo de Cristo. Para nossa salvação ser consumada, Cristo foi sacrificado por nós.
Não foi o sangue de Cristo do Seu coração quebrado derramando pelos feridas dos cravos em suas mãos, em
seus pés ou pela fenda no Seu lado que enche o cálice, mas o fruto da vide. Na Ceia do Senhor, o fruto da vide
foi sacrificado no lugar do sangue verdadeiro de Cristo. Não foi a vida da nossa carne derramada na cruz, mas,
em sacrifício, foi derramada a vida do sangue verdadeiro de Cristo. Para nossa salvação ser consumada, Cristo
foi sacrificado por nós.
Versículo para Memorizar: Is 53.5, “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa
das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”

Pergunta 83 – Quem deve participar da Ceia do Senhor?


83. Pergunta. Quem deve participar da Ceia do Senhor?
Resposta. Só os que creram em Jesus Cristo e foram batizados (1); que andam dignamente perante o Senhor
(2). Jesus foi batizado antes de participar da Ceia do Senhor e o batismo precedia sempre a participação na
mesma na época dos apóstolos. Os que andavam desordenadamente eram excluídos (disciplinados) (3).
83.1. Mateus 28.19-20, “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do
Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu
estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”
83.2. Atos 2.41-42, “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia
agregaram-se quase três mil almas, E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do
pão, e nas orações.”
83.3. I Coríntios 5.11, “Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for
devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.” I
Coríntios 11.29, “ Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não
discernindo o corpo do Senhor.” (Suplementado por T. T. Eaton).
Em Memória de Mim – “E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu
corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.” Lc 22.19
Há algo muito íntimo no pensar da Ceia como um memorial. Todos nós gostamos lembranças daqueles entes
queridos que já partiram ou que estão longe. Seja uma foto, uma carta, uma poesia, roupa ou qualquer coisa
que nos faz lembrar dos nossos amados, lembranças são preciosas. Assim é a Ceia do Senhor. Ela traz a
nossa memória as cenas bíblicas e os eventos da paixão do nosso Senhor quando Ele por amor Se deu a Si
mesmo por Seus, por nós.
Mas lembrar não é suficiente em si mesmo. O lembrar deve incentivar amor e fidelidade ao nosso Salvador. Se
lembrássemos o nosso Salvador em toda hora como nós lembramos Ele quando tomamos a Ceia, não iríamos
aos lugares inconvenientes e nem faríamos nada que não queríamos Jesus como testemunho. O memorial da
Ceia é uma maneira que Jesus faz que nós lembremos do Seu sacrifício pelo nosso pecado. Ele pede que nós
O lembremos e que este memorial nos constrange a sermos fieis. Lembrando de Jesus deve guardar-nos de
toda dúvida e todo pecado e deve nos inspirar a nobreza da vida cristã – J. R. Miller D. D.

Pergunta 84 – A Ceia do Senhor é aberta, restrita ou ultra-restrita?


84. Pergunta. A Ceia do Senhor é aberta, restrita ou ultra-restrita?
Resposta. Ultra-Restrita. A Ceia do Senhor é uma ordenança da Igreja local, e Jesus instituiu a primeira Ceia
ultra-restrita (1); restrita aos batizados corretamente (2); restrita à conformidade doutrinária (3); e, a disciplina da
Igreja exige a Ceia ultra-restrita (4); por isso deve ser observada somente pelos membros fiéis da Igreja batista
local e visível que está administrando-a.
84.1. Mateus 26.26-30, “E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos
discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo:
Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos para
remissão dos pecados. E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o
beba novo convosco no reino do meu Pai. E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras.” João
13.30, “ E, tendo Judas tomado o bocado, saiu logo. E era já noite.”
84.2. Atos 2.41-42, “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia
agregaram-se quase três mil almas, E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do
pão, e nas orações.”
84.3. Romanos 16.17, “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a
doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.”
84.4. I Coríntios 5.11-13, “Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for
devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.
Porque, que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus
julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo.” (Suplementado por David A. Zuhars, Jr.).
Ceia Ultra-Restrita? De uma carta recebida pelo e-mail lamentando a nossa posição de uma ceia ultra-restrita.
O Pastor Calvin responde:
Se entende que a Igreja é igual a família de Deus, terá dificuldade mesmo com os estudos que tratam este
assunto importante na Bíblia.
Se entende que a aceitação por Cristo na salvação é igual a ser parte de uma Igreja neotestamentária, terá
problemas sérios com o raciocínio da Bíblia neste assunto da Igreja.
Deve ser entendido do começo que a salvação e membro de uma Igreja verdadeira são posições distintas.
A salvação é para todos e quaisquer que venham a crer em Cristo sendo regenerados pelo Espírito Santo pela
Palavra de Deus. Porém, a qualidade de ser ajuntado a uma Igreja verdadeira é somente para aqueles que
foram batizados conforme o padrão neotestamentário.
Para entender essa diferença veja Atos 2.40-43. Quem foi “agregado” na Igreja? Não foram os que de bom
grado receberam a Palavra? Quando foram agregados? Não foi somente depois de serem batizados?
O ladrão na cruz foi salvo, mas não foi batizado e, portanto, não fez parte de nenhuma Igreja na terra. Uma
clara lição que a salvação e a qualidade de membro de uma Igreja verdadeira são posições distintas.
Os exemplos dos salvos do Velho Testamento poderiam ser examinados neste respeito também. Foram salvos
por Cristo, mas não faziam parte de nenhuma Igreja neotestamentária.
A ceia do Senhor é uma ordenança da Igreja local, não um direito de todos que pensam que são bons Cristãos
independentemente da Igreja.
As instruções sobre a ceia em I Co 11 são instruções aos membros da Igreja local em Corinto. Os membros de
uma Igreja verdadeira local têm direito a ceia que é administrada na sua Igreja. Voltando ao texto em Atos 2.40-
43 perguntamos: Quem participou no …. “partir do pão” ? Não foram somente os que foram salvos e batizados
naquele ajuntamento?
E por falar de limitar a ceia para alguns em particular, notamos o caso da instituição da ceia por Jesus Cristo e
as instruções nesse respeito em I Co 5.11-13.
No dia da instituição da ceia Cristo NÃO convidou todos os Cristãos presentes em Jerusalém. A sua mãe,
Nicodemos, Zaqueu, José de Arimatéia, e muitos outros NÃO foram convidados à primeira ceia mesmo que
eram convertidos. Cristo fez essa distinção.
A Igreja foi composta pelos apóstolos primeiramente (Ef. 4.11; I Co 12.28) e foram somente estes que
participaram daquela primeira ceia. Mas os que não foram convidados não foram considerados menos salvos
em nenhuma maneira.
Nos ensinos à Igreja local em Corinto (I Co 5.11-13) uma distinção é feita limitando com quem devemos comer.
Não devemos comer com aquele que, dizendo-se irmão, é um devasso, ou avarento, ou …. Sim, os da Igreja
devem julgar os que estão dentro.
Se o amado viesse a minha Igreja no dia da ceia o amado não poderia participar conosco não por nós
duvidarmos que você fosse um verdadeiro irmão, mas por nós não conhecermos o seu testemunho público.
Não julgamos os de fora pois Deus os julga, mas, os de dentro temos responsabilidade de julgar (I Co 5.12,13).
Isso não deve ser interpretado como partidarismo mas responsabilidade com as ordenanças que Deus deu às
Igrejas locais dEle.
A ceia não salva ninguém, mas é somente para aqueles com as suas vidas em ordem naquela Igreja
neotestamentária que está administrando ela. Há milhões de salvos na terra que não tomam a ceia numa Igreja
neotestamentária que vão comer a ceia no céu.
Não procuro interpretar a Bíblia particularmente pois eu creio que Ela se interpreta a si mesma. Somente falo e
defendo o que Ela diz em toda parte dela. Peço que o amado preste atenção às diferenças da natureza de uma
Igreja local e a salvação. A Bíblia mostra muitas diferenças.
Versículo para Memorizar: Is 53.5, “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa
das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”

Pergunta 85 – O que se requer para se receber dignamente a Ceia do Senhor?


85. Pergunta. O que se requer para se receber dignamente a Ceia do Senhor?
Resposta. Requer-se daqueles que desejam participar dignamente da Ceia do Senhor, que se examinem para
saber se discernirem o corpo do Senhor certamente (1), a sua fé (2), arrependimento (3), amor (4), obediência
(5), a fim de que participando indignamente comam e bebam condenação para si (6).
85.1. I Coríntios 11:28-29, “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste
cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o
corpo do Senhor.”
85.2. II Coríntios 13:5, “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não
sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que para já estais reprovados.”
85.3. I Coríntios 11:31, “Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados”
85.4. I Coríntios 11:18-20, “Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na Igreja, há entre vós
dissensões; e em parte o creio. E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se
manifestem entre vós. De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a ceia do Senhor.”
85.5. I Coríntios 5:8, “Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e
da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade.”
85.6. I Coríntios 11:27-29, “Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente,
será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste
pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação,
não discernindo o corpo do Senhor.”
Se Preparando para A Ceia do Senhor – “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e
beba deste cálice”, I Co 11.28
Para tomar a Ceia do Senhor dignamente convém se prepara antes. Como o pão e o fruto da vide foram
preparados antemão assim devemos preparar nossos corações para tomar a Ceia do Senhor .
Preparamos-nos para a Ceia do Senhor quando julgamos a nossa consciência diante de Deus. É uma
inquisição espiritual quando procuramos esquadrinhar o nosso coração junto a Palavra de Deus (Sl 77.6, “De
noite chamei à lembrança o meu cântico; meditei em meu coração, e o meu espírito esquadrinhou”).
É bom examinar-nos a nós mesmos com a Palavra de Deus pois é um dever imposto, “Examine-se, pois, o
homem a si mesmo”. Como a páscoa não era para ser comida crua (Ex 12.9) assim devemos chegar à Ceia do
Senhor com examinação preparatória dos nossos corações.
É bom examinar-nos a nós mesmos com a Palavra de Deus pois disso o homem velho detesta. O exame
particular com a Palavra de Deus é contrario aos desejos da carne. A auto-examinação mostra sujeira particular
e isso não desejamos admitir. É saudável opor à carne. Mortificação da carne facilita que andemos no Espírito
(Gl 5.16, “Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne”). Se subjugar a carne
enquanto se busca alimentar o espírito, a vida cristã torna mais íntima com o Salvador. Nisso entendemos que é
bom nos examinar a nós mesmos antes de tomar a Ceia do Senhor.
É bom se examinar antes de tomar a Ceia do Senhor pois auto-examinação é necessitada. Existem muitos
falsos professos no mundo cristão de hoje (“Muitos me dirão naquele dia …”, Mt 7 22). Sem uma auto-
examinação que faz-se réu descoberto diante de Deus para Ele escrutinar nossos interiores com a Palavra de
Deus podemos nos engana a nós mesmos naquilo que é mais severo: a eternidade sem a Sua graça ou
presença misericordiosa. Por isso é bom se examinar antes de tomar a Ceia do Senhor. De outra forma
comemos e bebemos indignamente e isso não é proveitoso (I Co 11.27-32).
É necessário nos prepararmos espiritualmente previamente pois pretendemos comer “deste pão”, que é
excelente. É o pão da Ceia do Senhor, portanto “deste pão” é “do Senhor”. “Deste cálice” é aquele cálice que é
perfumado com o amor sacrifical “do Senhor”. Antes de manejar aquilo que representa o Salvador imaculado e
Seu sangue precioso, convém verificar se comemos de mãos limpas e bebemos com vida santa.
É necessário pois Deus vai nos examinar. Foi uma pergunta triste quando Jesus indagou: “Amigo, como
entraste aqui, não tendo veste nupcial?” (Mt 22.12). É sábio nos indagar agora quando há tempo, aquilo que
Deus vai indagar no futuro quando não terá mais tempo para se preparar. Reconhecer e se arrepender dos
pecados ocultos é difícil, mas necessário. Com fogo o Cristão terá suas obras julgadas (I Co 3.11-15) mas a
alma lavada no sangue de Cristo será salva. Leve esse fogo de auto-examinação já ao seu seio! Tenha este
sangue cobrindo a nudez e vergonha dos seus pecados antes que seja descoberto diante de todos! Quando o
cristão é examinado a graça de Deus se manifesta melhor e conforta-o. Todavia, ai daquele que se examine e
não se acha a graça de Deus confortando-o! Portanto é bom nos examinar pois Deus vai examinar todos, e
também por causa do conforto que tal sondagem traz ao coração – Thomas Watson.
Versículo para Memorizar: Is 53.5, “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa
das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”

Pergunta 86 – O que significam as palavras: “até que venha”, usadas pelo apóstolo Paulo em referência
à Ceia do Senhor?
86. Pergunta. O que significam as palavras: “Até que venha”, usadas pelo apóstolo Paulo em referência à Ceia
do Senhor?
Resposta. Elas ensinam claramente que nosso Senhor Jesus Cristo virá outra vez; o que é a alegria e
esperança de todos os crentes (1).
As ordenanças são importantes à vida da Igreja neotestamentária. Elas pregam claramente e detalhadamente a
pessoa inocente, a obra salvadora e a nossa esperança em Jesus Cristo. Mesmo sendo responsabilidades
solenes elas não devem ser observadas às portas fechadas, mas abertas para que a todaosseja proclamado o
evangelho de Jesus Cristo.
Pelo fato de as ordenanças pregarem Cristo tão claramente é importante que elas sejam observadas à risca.
Não há margem de erro, pois qualquer erro refletiria na própria pessoa de Cristo, a sua obra e a nossa
esperança. Se trocássemos o modo de batismo por outro, ou se usássemos pão da padaria ou de fôrma, algo
levedado, uma mensagem comprometida estaria sendo proclamada. A verdade sempre perde numa troca.
As duas ordenanças mantêm pura a congregação dos santos. A primeira, o batismo, não permite que uma
pessoa não regenerada seja membro, e a segunda, a Ceia do Senhor, sempre traz ao exam e o andar dos que
fazem parte daquela Igreja que a administra.
A correta observação das duas ordenanças é importante para que uma Igreja neotestamentária, batalhe “pela fé
que uma vez foi dada aos santos”, Judas 1.3.
J. M. Carroll no seu reconhecido livro, O Rastro de Sangue, destaca a importância das ordenanças para traçar a
linhagem daquela Igreja que Cristo instituiu até os dias de hoje. Ele diz na página 16 do seu livro Rastro de
Sangue:
“Desejamos agora chamar sua atenção para alguns dos característicos ou sinais desta religião – a religião
cristã. O leitor e eu vamos traçar uma linha através destes 20 longos séculos, e com especialidade, através dos
1.200 anos de trevas da meia-noite, escurecidos pelos rios e mares do sangue mártir, razão porque
necessitamos compreender bem estes característicos. Eles serão muitas vezes terrivelmente desfigurados. Não
obstante haverá sempre algum característico indelével. Mas ainda nos deixarão de sobreaviso, cuidadosos e
suplicantes. Encontraremos muita hipocrisia como também muita farsa. É possível que até escolhidos sejam
enganados e traídos. Desejamos se for possível, traçar através da história verossímil, mas principalmente
através da história verdadeira e infalível, palavras e característicos da verdade divina.”
Depois dessa afirmação ele lista as características desta organização que tem como fundador, o próprio Jesus
Cristo. O quarto e o quinto destas características ele diz:
“4. À Igreja foram dadas duas ordenanças, e somente duas, o Batismo e a Ceia do Senhor. São memoriais e
perpétuas.”
5. “Somente os “Salvos” eram recebidos para membros das Igrejas. (At. 2.47). Eram salvos unicamente pela
graça, sem qualquer obra da lei (Ef 2.5, 8, 9). Os salvos e eles somente deviam ser imersos em nome do Pai e
do Filho e do Espírito Santo (Mt 28.19). E unicamente os que eram recebidos e batizados participavam da Ceia
do Senhor, sendo esta celebrada somente pela Igreja e na capacidade de Igreja.” (pg. 18, edição Letra Grande,
Imprensa Palavra Prudente).
Entre dez provas da linhagem de uma Igreja verdadeira, as duas ordenanças pesam forte nessa prova para
identificar-nos com as Igrejas neotestamentárias.
Pela falta de levar séria a ordenança da Ceia do Senhor, Deus tem afligido em alguns desobedientes com
enfermidades e, em alguns outros, a morte (I Co 11.27-30, “Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o
cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. 28 Examine-se, pois, o homem
a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. 29 Porque o que come e bebe indignamente, come e
bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. 30 Por causa disto há entre vós muitos
fracos e doentes, e muitos que dormem.”).
“As maiores catástrofes acontecem em conseqüência da desobediência aos mandamentos; as maiores bênçãos
vêm em conseqüência da obediência aos mandamentos.” – H.G. Weston.
Versículo para Memorizar: Atos 1.11, “Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o
céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.”
86.1. Elas ensinam claramente que nosso Senhor Jesus Cristo virá outra vez; o que é a alegria e esperança de
todos os crentes (1).
Atos 1.11, “Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que
dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.”
I Tessalonicenses 4.16, “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a
trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.”
No batismo quando lembramos a morte vicária de Cristo para os Seus, somos lembrados também da Sua
ressurreição, e, portanto, o fato que Ele vive hoje. Na Ceia do Senhor trazemos à memória a Sua morte vicária
e pelas palavras “até que venha”, a sua ressurreição também é lembrada. Todavia somos ensinados não
somente da Sua gloriosa vitória sobre a morte, Satanás e o pecado, mas que o Pai O aceitou de volta como o
Salvador dos pecadores.
Além dessa vitória e exaltação de Cristo pelo Pai, as palavras “até que venha” nos ensina que todas aquelas
promessas que Jesus falou sobre a Sua volta serão cumpridas com a mesma certeza e exatidão das profecias
pelos profetas da Sua primeira vinda e das Suas próprias promessas de ser vitorioso sobre a morte, o pecado, e
Satanás. Entre muitas outras passagens, destacamos a profecia de Cristo em João 14.1-3, “Não se turbe o
vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não
fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. 3 E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez,
e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”
Se Cristo não ressurgiu da morte, além de falsos profetas, somos, de todos os homens, o mais miseráveis. A
nossa fé é vã, a pregação nossa é vã, os que já morreram crendo na vitória de Cristo, são perdidos, e nós ainda
permanecemos nos nossos pecados. Mas de fato Cristo ressurgiu dos mortos (I Co 15.14-20).
Se Ele não fosse exaltado pelo Pai, teríamos em Jesus Cristo apenas um bom exemplo de um mártir. Mas
Cristo foi aceito de volta ao seio do Pai e exaltado acima de todo o nome (Fl 2.9-11). Prova disso é a descida do
Espírito Santo (Jo 14.16; 15.26; 16.13,14; At 2.33).
Se Cristo não vai voltar do céu e nos levar a Ele, temos somente uma esperança seca que não nos conforta nos
sofrimentos por Ele nesse mundo. Mas Ele é fiel e vai voltar como Ele foi, e cada vez que lembramos a Ceia do
Senhor renovamos alegremente essa esperança que nos incentiva a nos sacrificarmos a nós mesmos em face
das aflições e perseguições.
A frase, “até que venha”, prova que sempre terá na face da terra uma congregação neotestamentária e que
Deus por Cristo receberá adoração pura até o fim dos séculos, apesar da malícia de tiranos e hereges, pois a
Ceia do Senhor deve ser lembrada por um ajuntamento verdadeiro sem cessar, interruptível, até aquele dia que
Ele venha – John Trapp’s Commentary, Online Bible, Ver. 2.00.02, jan 2006.
Além de afirmar que haverá Igrejas para preservar essa ordenança, prova também que haverá ministros nessas
Igrejas preservadas para administrar a Ceia do Senhor (Gill).
A frase “até que venha” nos manifesta que a crença da volta de Cristo literalmente a terra era crida pela Igreja
primitiva e era necessário continuar até o dia quando não mais seria necessário ordenanças para nos relembrar
dele, ou seja, a volta dEle, pois, então, veremos Ele como Ele é (I Jo 3.2).
A frase “até que venha” pode ser um imperativo, ou mandamento de anunciar a Sua morte ate que venha, pois
pode ser que haja uns displicentes que não focalizam durante a Ceia do Senhor a Sua morte por eles – Gill’s
Expositor, Online Bible, Ver. 2.00.02, jan 2006.
A frase “até que venha” nos ensina que a Ceia do Senhor não somente trata do passado mas aponta ao futuro
também.
“Até que venha” lembra da prática da ordem no Velho Testamento, na noite da Páscoa, quando os pais
ensinaram os seus filhos o porquê da cerimônia. Aquela noite diferente das outras em que não permitia pão
levedado, comia somente as ervas amargas e a carne assada do cordeiro, ou do cabrito, se lavaram duas
vezes, comiam não sentadas mas vestidos e prontos para viajar, os pais deram instrução aos seus filhos (Ex
12.1-20, 26-27).
Assim a declaração do sacrifício de Cristo em simbologia na Ceia do Senhor foi posta em todas as Igrejas para
ser sempre lembrada até a Sua segunda vinda. O homem tem memória curta, contudo para a glória de Deus e
a alegria do Cristão, o preço da sua redenção e a esperança gloriosa deste Redentor voltar em vitória é
anunciado continuamente pela Ceia do Senhor.
Versículo para Memorizar: Atos 1.11, “Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o
céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.”
A Ceia do Senhor tem algo a ver com a sua fé?
A sua esperança é simbolizada nela?
Tem alegria nessa esperança da volta de Jesus?

Compilado pelo Pastor Calvin Gardner


Correção gramatical: Edson Elias Basílio, 04/2008 e
Robson Alves de Lima 11/2011
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

Pr. Missionário Calvin Gene Gardner?

CalALVIN GENE GARDNER (1953-2015)


O pastor e missionário americano Calvin Gene Gardner nasceu em 25 de
janeiro de 1953 em Irving, Texas, onde foi criado num lar cristão. Mesmo
assim vivia uma vida de hipocrisia, mentira e quase se entregou à uma vida
de perversão, regalada com engano. Devido a graça de Deus, Calvin foi
convertido ao Senhor Jesus Cristo em 1970. Depois de visitar por uns
meses a Região Norte do Brasil em 1971, voltou aos EUA. Formou-se no
Seminário Batista Bíblico de Arlington, Texas1 como Bacharel em Divindade
(1975).
Calvin Gardner foi consagrado e enviado ao Brasil como Missionário Batista
Fundamentalista Independente pelo Templo Batista de Wooster, Ohio, em
1982.
Embora suas atividades tenham sido focadas principalmente na
Implantação e Organização de igrejas Batistas Fiéis à Bíblia no Estado de
São Paulo, no começo do seu Ministério, Gardner também realizava o
Ministério das Escrituras entre os deficientes auditivos. O preparo de
Líderes nas igrejas por Correspondência através do Envio de Estudos
Bíblicos de Nível Teológico Superior (Seminário Palavra Prudente), sua
Página na Internet (www.palavraprudente.com.br), a tradução e publicação
de Livros, livretos e Estudos Bíblicos tanto de autoria própria, como de
outros autores fiéis à Bíblia, através da Editora Palavra Prudente, a fim de
que os crentes sejam “arraigados e sobreedificados” em Cristo
(Colossenses 2:7), “pela fé que uma vez foi entregue aos Santos.” (Judas:3), foram sua alegria constante e seu amor
por Deus e pelos Irmãos Brasileiros.
O Pastor Calvin Gardner plantou as seguintes igrejas Batistas Fiéis à Bíblia: Igreja Batista Bereana, em Presidente
Prudente, SP (2004); Igreja Batista Fundamentalista Bíblica, em Dracena, SP (2005); Igreja Batista Fiel, Bataguassu,
SP (2006); e a Igreja Batista Bíblica, em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, e continuava exercendo o Pastorado,
assistindo-as doutrinariamente, fazendo isso através de visitas mensais ou ministrando aulas teológicas ou estudando
os Artigos de Fé adotados pelas Igrejas.
Desde 2004, o Pr. Gardner residia em Presidente Prudente, SP, com sua esposa Peggy, com quem se casou em
1977, com quem teve cinco filhos: Benjamin Gardner (1980), Bacharel em Letras pela Universidade Park (2007) e
ordenado ao Ministério na Igreja Batista da Vitória (Laurence Anson Justice, Pastor), em Kansas City, Kansas, em
2011; Charity Darlene Gardner (1981); Joy Ellaina Gardner (1983), Daniel Aaron Gardner (1985), Ensinador Bíblico; e
David Creten Gardner (1987).
Calvin Gardner foi chamado à Presença de seu Salvador e Senhor no dia 24 de abril de 2015, vencendo com Cristo a
batalha contra o câncer.
“E ouvi uma Voz do Céu, que me dizia: ‘Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor.
Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus Trabalhos, e as suas Obras os seguem.’” (Apocalipse 14:13). -
Escrito por Josias Macedo Baraúna Jr.

Bibliografia
Livros consultados ou citados nos comentários sobre o Catecismo de Spurgeon com Provas
ALLGOOD, Bob, Essays About Jesus Christ, BTF Books,
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Este fora fundado em 1939 pelo Líder Batista Fundamentalista Bíblico Independente Rev. J. Frank Norris, D.D., (1877-1952); também
em 1939 o Rev. Norris fundou a Comunhão Batista Mundial que, em 1954, por ocasião do III Congresso Mundial do Concílio
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