Você está na página 1de 7

TEXTO 1

Qual é a receita de férias perfeitas? Ótima praia, paisagens fantásticas, excelentes hotéis, serviço
impecável, gente amável e acolhedora. Se possível, bons preços. Se essa for a fórmula, o México tem
todos os ingredientes. Um país que se define mestiço, ele tem muito a oferecer, das ruínas às cidades
coloniais construídas pelos espanhóis, das praias caribenhas aos paradisíacos resorts do Pacífico.

TEXTO 2
Ela não sabia ao certo onde estava. Talvez em alguma rua do México; talvez em alguma ruína próxima
ao hotel. Mas em seu rosto não havia preocupação: apenas o desejo ardente do encontro com Henrique,
dentro de algumas horas, no famoso Café Caribe. Caminhou devagar, tentando, em sua mente, imaginar
como seria aquele reencontro, depois de 10 anos de distância e silêncio. Nada chamava a sua atenção,
naquela cidade cheia de tantos mistérios. Ela já carregava na alma e na pele tantos deles...

TEXTO 3
Não seria estranho afirmar que a América Latina tem o seu Egito: o México. Suas ruínas, monumentos,
ruas e prédios centenários chamam a atenção de historiadores e arqueólogos, que acreditam que parte
da cultura daquele povo ainda esconde segredos que podem elucidar dúvidas a respeito do povoamento
daquela região. Dentre tantos atrativos, a ruína que circunda a capital é o ponto de partida para este
trabalho científico, pois foi naquele local que se descobriu, há 10 anos, o fóssil que data de 1.200 anos.

TEXTO 4
Querido Henrique,
Eu soube que você está passando uns dias por aqui. Gostaria muito de revê-lo, pois há muito tempo
que não nos encontramos. Como você sabe, eu estou trabalhando há algum tempo aqui, e já conheço
bem a cidade. Ligue pra mim, para marcarmos um encontro neste final de semana, quando poderemos
matar a saudade e visitar locais turísticos maravilhosos. Aguardo seu retorno, Cristiane.

TEXTO 5
Srs. visitantes estrangeiros,
Estamos felizes em recebê-los na nossa capital mexicana, e faremos o possível para tornar a estadia
inesquecível. Para tanto, recomendamos que sejam adotadas algumas medidas de segurança, pois,
infelizmente, não podemos garantir total segurança nos locais turísticos: não levem os passaportes,
nem deixem à mostra equipamentos fotográficos e nunca se afastem dos grupos. Obrigada pela
compreensão.
Classifique os textos em (1) descritivo, (2) narrativo ou (3) dissertativo. Justifique a sua
resposta, apontando os seus respectivos elementos constitutivos.

TEXTO I
( ) Ele tinha o olhar fixo no anúncio luminoso, suspenso no fundo negro de um céu sem estrelas. Já
fazia uma hora que tinha o olhar fixo no anúncio onde um cisne branco aparecia fosforescente em
primeiro plano no espaço tumultuado de nuvens. Logo em seguida, com ondulações de pétalas
mansas, abria-se em torno do cisne um pequeno lago que chegava até quase a meia-lua branca da
qual saía o letreiro. Cortado pelo perfil de um edifício. Só as cinco letras do anúncio eram visíveis, as
outras desapareciam detrás do cimento armado (Lygia Fagundes Telles)

TEXTO II

( ) Enfim, chegou a hora da recomendação e da partida. Sancha quis despedir-se do marido, e o


desespero daquele lance consternou a todos. Muitos homens choravam também, as mulheres todas. Só
Capitu, amparando a viúva, parecia vencer-se a si mesma. Consolava a outra, queria arrancá-la dali. A
confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver, tão fixa, tão
apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas. As minhas
cessaram logo. Fiquei a ver as dela. Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto para a gente que
estava na sala. Redobrou de carícias para a amiga e quis levá-la; mas o cadáver parece que a retinha
também. Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto
nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora, como se quisesse tragar também
o nadador da manhã. (Machado de Assis)

TEXTO III
( ) A agressão ao meio que ameaça, hoje, todo o equilíbrio climático e a própria existência da vida no
planeta é uma consequência dos modos de produção capitalista. As evidências dessa constatação saltam
aos olhos quando se analisam os elementos que mais contribuem para a destruição do meio ambiente.
Veja-se, primeiramente, a questão central da poluição do ar e das águas. O modelo industrial,
implementado pelo capitalismo, continua a jogar gases tóxicos no ar e seus rejeitos nos rios e mares.
Além disso, é importante frisar um fato específico, ligado à realidade brasileira: a gravíssima e insana
devastação das nossas florestas. As indústrias da madeira e de mineração, aliadas à brutalidade de
fazendeiros, vêm provocando um verdadeiro desastre ambiental sem chances de reversão. Mais uma
vez a noção de lucro supera a preocupação com o meio e o pior é que, neste caso, a intervenção das
autoridades responsáveis continua a ser tímida [...]

O Cortiço ( Aluísio de Azevedo)

Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas
e janelas alinhadas. Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo.
Como que se sentiam ainda na indolência de neblina as derradeiras notas da última guitarra da noite
antecedente, dissolvendo-se à luz loura e tenra da aurora, que nem um suspiro de saudade perdido em
terra alheia.
A roupa lavada, que ficara de véspera nos coradouros, umedecia o ar e punha-lhe um farto acre de
sabão ordinário. As pedras do chão, esbranquiçadas no lugar da lavagem e em alguns pontos azuladas
pelo anil, mostravam uma palidez grisalha e triste, feita de acumulações de espumas secas. Entretanto,
das portas surgiam cabeças congestionadas de sono; ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar
das ondas; pigarreava-se grosso por toda a parte; começavam as xícaras a tilintar; o cheiro quente do
café aquecia, suplantando todos os outros; trocavam-se de janela para janela as primeiras palavras, os
bons-dias; reatavam-se conversas interrompidas à noite; a pequenada cá fora
traquinava já, e lá dentro das casas vinham choros abafados de crianças que ainda não andam.
No confuso rumor que se formava, destacavam-se risos, sons de vozes que altercavam, sem se saber
onde, grasnar de marrecos, cantar de galos, cacarejar de galinhas. De alguns quartos saíam mulheres
que vinham pendurar cá fora, na parede, a gaiola do papagaio, e os louros, à semelhança dos donos,
cumprimentavam-se ruidosamente, espanejando-se à luz nova do dia.
Da porta da venda que dava para o cortiço iam e vinham como formigas, fazendo compras. Duas janelas
do Miranda abriram-se. Apareceu numa a Isaura, que se dispunha a começar a limpeza da casa.
- Nhá Dunga! gritou ela para baixo, a sacudir um pano de mesa; se você tem cuscuz de milho hoje,
bata na porta, ouviu?
A Leonor surgiu logo também, enfiando curiosa a carapinha por entre o pescoço e o ombro da mulata.
O padeiro entrou na estalagem, com a sua grande cesta à cabeça e o seu banco de pau fechado debaixo
do braço, e foi estacionar em meio do pátio, à espera dos fregueses, pousando a canastra sobre o
cavalete que ele armou prontamente. Em breve estava cercado por uma nuvem de gente. As crianças
adulavam-no, e, à proporção que cada mulher ou cada homem recebia o pão, disparava para casa com
este abraçado contra o peito. Uma vaca, seguida por um bezerro amordaçado, ia, tilintando tristemente
o seu chocalho, de porta em porta, guiada por um homem carregado de vasilhame de folha.

Foco do narrador -
Posição do narrador –
Elementos descritivos –
Trechos narrativos –
Pertinência da descrição na narração -

O LOBO E A CABRA
Um lobo viu uma cabra pastando em cima de um rochedo escarpado e, como não de subir até
lá, resolveu convencer a cabra a vir mais para baixo.
Minha senhora, que perigo! – disse ele numa voz amistosa. – Não seja imprudente, desça daí!
Aqui embaixo está cheio de comida, uma comida muito mais gostosa.
Mas a cabra conhecia os truques do esperto lobo.
– Para o senhor, tanto faz se a relva que eu como é boa ou ruim! O que o senhor quer é me comer!
Moral: Cuidado quando um inimigo dá um conselho amigo.

E foi um homem da casa de Levi e casou com uma filha de Levi.


E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses.
Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume;
e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio.
E sua irmã postou-se de longe, para saber o que lhe havia de acontecer.
E a filha de Faraó desceu a lavar-se no rio, e as suas donzelas passeavam, pela margem do rio; e ela
viu a arca no meio dos juncos, e enviou a sua criada, que a tomou.
E abrindo-a, viu ao menino e eis que o menino chorava; e moveu-se de compaixão dele, e disse: Dos
meninos dos hebreus é este.
Então disse sua irmã à filha de Faraó: Irei chamar uma ama das hebréias, que crie este menino para
ti?
E a filha de Faraó disse-lhe: Vai. Foi, pois, a moça, e chamou a mãe do menino.
Então lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino, e cria-mo; eu te darei teu salário. E a mulher
tomou o menino, e criou-o.
E, quando o menino já era grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou; e chamou-lhe
Moisés, e disse: Porque das águas o tenho tirado.
Êxodo 2:1-10

VITÓRIA- RÉGIA - Naiá, uma índia, se apaixonou pela Lua. Ela tentava de todas as formas alcança-
la, mas não conseguia. Em uma noite, a índia viu, nas águas límpidas de um lago, a figura da lua
refletida. A pobre moça, imaginando que a lua havia chegado para buscá-la, se atirou nas águas
profundas do lago e nunca mais foi vista.
A lua, quis recompensar o sacrifício da bela jovem, e resolveu transformá-la em uma Vitória Régia.
Assim, nasceu uma planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol
ficam rosadas.

TRECHO EXTRAÍDO DE VIDAS SECAS


"Fabiano ouviu os sonhos da mulher, deslumbrado, relaxou os músculos, e o saco da comida
escorregou-lhe no ombro. Aprumou-se, deu um puxão à carga. A conversa de Sinhá Vitória servira
muito: haviam caminhado léguas quase sem sentir. De repente veio a fraqueza. Devia ser fome. Fabiano
ergueu a cabeça, piscou os olhos por baixo da aba negra e queimada do chapéu de couro. Meio dia,
pouco mais ou menos. Baixou os olhos encandeados, procurou descobrir na planície uma sombra ou
sinal de água. Estava realmente com um buraco no estômago. Endireitou o saco de novo e, para
conservá-lo em equilíbrio, andou pendido, um ombro alto, outro baixo. O otimismo de Sinhá Vitória
já não lhe fazia mossa. Ela ainda se agarrava a fantasias. Coitada. Armar semelhantes planos, assim
bamba, o peso do baú e da cabeça enterrando-lhe o pescoço no corpo.
Foram descansar sob os garranchos de uma quixabeira, mastigaram punhados de farinha e pedaços de
carne, beberam na cuia uns goles de água. Na testa de Fabiano o suor secava, misturando-se à poeira
que enchia as rugas fundas, embebendo-se na correia do chapéu. A tontura desaparecera, o estômago
sossegara. Quando partissem, a cabaça não envergaria o espinhaço de Sinhá Vitória. Instintivamente
procurou no descampado indício de fonte. Um friozinho agudo arrepiou-o. Mostrou os dentes sujos
num riso infantil. Como podia ter frio com semelhante calor? Ficou um instante assim besta, olhando
os filhos, olhando os filhos, a mulher e a bagagem pesada. O menino mais velho esbrugava um osso
com apetite. Fabiano lembrou-se da cachorra Baleia, outro arrepio correu-lhe a espinha, o riso besta
esmoreceu.
Se achassem água ali por perto, beberiam muito, sairiam cheios, arrastando os pés. Fabiano comunicou
isto a Sinhá Vitória e indicou uma depressão do terreno. Era um bebedouro, não era? Sinhá Vitória
estirou o beiço, indecisa, e Fabiano afirmou o que havia perguntado. Então ele não conhecia aquelas
paragens? Estava a falar variedades? Se a mulher tivesse concordado, Fabiano arrefeceria, pois lhe
faltava convicção; como Sinhá Vitória tinha dúvidas, Fabiano exaltava-se, procurava incutir-lhe
coragem. Inventava o bebedouro, descrevia-o, mentia sem saber que estava mentindo. E Sinhá Vitória
excitava-se, transmitia-lhe esperanças. Andavam por lugares conhecidos. Qual era o emprego de
Fabiano? Tratar de bichos, explorar os arredores, no lombo de um cavalo. E ele explorava tudo. Para
lá dos montes afastados havia outro mundo, um mundo temeroso; mas para cá, na planície, tinha de
cor plantas e animais, buracos e pedras.E andavam para o Sul, metidos naquele sonho. Uma cidade
grande, cheia de pessoas fortes Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Eles
dois velhinhos, acabando-se como uns cachorros, inúteis, acabando-se como Baleia. Que iriam fazer?
Retardaram-se temerosos. Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o
sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como
Fabiano, Sinhá Vitória e os dois meninos."
(Graciliano Ramos - Vidas secas, pág. 130, 131,134)

“Quem um dia irá dizer que existe razão


Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade
Como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse
- Tem uma festa legal e a gente quer se divertir (...)”.

(Eduardo e Mônica. RUSSO, Renato. In: Legião Urbana – Dois. EMI, 1986.)

Sobre o tipo de narrador presente na música Eduardo e Mônica, é correto afirmar que se trata de um:

a) Narrador personagem, pois, além de narrar os fatos, verídicos ou não, faz parte da história contada,
sendo assim, personagem dela. Esse tipo de personagem apresenta uma visão limitada dos fatos, já que
a narrativa é conduzida sob seu ponto de vista.

b) Narrador testemunha, pois é uma das personagens que vivem a história contada, mas não é uma
personagem principal.

c) Narrador onisciente, pois sabe de tudo o que acontece na narrativa, seus aspectos e o comportamento
das personagens, podendo, inclusive, descrever situações simultâneas, embora essas ocorram em
lugares diferentes.

d) Narrador observador, pois presencia a história, mas diferentemente do que acontece com o narrador
onisciente, não tem controle e visão sobre todas as ações e personagens, confere os fatos, mas apenas
de um ângulo.

e) Narrador onisciente neutro, pois relata os fatos e descreve as personagens, no entanto, não tenta
influenciar o leitor com opiniões a respeito das personagens, falando apenas sobre os fatos
indispensáveis para a compreensão da leitura.

Para responder sobre os tipos de narradores, leia os fragmentos abaixo:

I. “Morreu meu pai, sentimos muito, etc. Quando chegamos nas proximidades do Natal, eu já estava
que não podia mais pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia ter sistematizado
pra sempre a obrigação de uma lembrança dolorosa em cada almoço, em cada gesto mínimo da
família. Uma vez que eu sugerira à mamãe a ideia dela ir ver uma fita no cinema, o que resultou
foram lágrimas. Onde se viu ir ao cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas
aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por instinto de filho que
por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto”. (Fragmento do conto O
peru de natal, de Mário de Andrade).

II. “Ali pelas onze horas da manhã o velho Joaquim Prestes chegou no pesqueiro. Embora fizesse
força em se mostrar amável por causa da visita convidada para a pescaria, vinha mal-humorado
daquelas cinco léguas cabritando na estrada péssima. Aliás o fazendeiro era de pouco riso mesmo,
já endurecido pelos setenta e cinco anos que o mumificavam naquele esqueleto agudo e
taciturno”. (Fragmento do conto O poço, de Mário de Andrade).

III. “Nesse momento, a viúva descruzava as mãos, e fazia gesto de ir embora. Primeiramente
espraiou os olhos, como a ver se estava só. Talvez quisesse beijar a sepultura, o próprio nome do
marido, mas havia gente perto, sem contar dois coveiros que levavam um regador e uma enxada, e
iam falando de um enterro daquela manhã. Falavam alto, e um escarnecia do outro, em voz grossa:
"Eras capaz de levar um daqueles ao morro? Só se fossem quatro como tu". Tratavam de caixão
pesado, naturalmente, mas eu voltei depressa a atenção para a viúva, que se afastava e caminhava
lentamente, sem mais olhar para trás. Encoberto por um mausoléu, não a pude ver mais nem melhor
que a princípio. Ela foi descendo até o portão, onde passava um bonde em que entrou e partiu. Nós
descemos depois e viemos no outro”. (Fragmento do livro Memorial de Aires, de Machado de Assis).

IV. “Era sempre inútil ter sido feliz ou infeliz. E mesmo ter amado. Nenhuma felicidade ou
infelicidade tinha sido tão forte que tivesse transformado os elementos de sua matéria, dando-lhe um
caminho único, como deve ser o verdadeiro caminho. Continuo sempre me inaugurando, abrindo e
fechando círculos de vida, jogando-os de lado, murchos, cheios de passado. Por que tão indepen-
dentes, por que não se fundem num só bloco, servindo-me de lastro? É que são demasiado
integrais”. (Fragmento do livro Perto do coração selvagem, de Clarice Lispector).

Os narradores classificam-se, respectivamente, em:

a) narrador onisciente seletivo; narrador onisciente; narrador testemunha e narrador personagem.

b) narrador personagem; narrador testemunha, narrador onisciente e narrador onisciente seletivo.

c) narrador testemunha; narrador personagem; narrador onisciente e narrador onisciente seletivo.

d) narrador personagem; narrador onisciente, narrador onisciente seletivo e narrador testemunha.

e) narrador personagem; narrador onisciente, narrador testemunha e narrador onisciente seletivo.

Produção narrativa:

Leia os fragmentos a seguir:

 Desde menina foi acostumada a conseguir a felicidade através do consumo


 Aos 17 anos, não conseguia entender a vida de outra forma
 Foi morar num lugar muito diferente, sem lojas a sua frente. Apenas o mundo da universidade
estava presente no seu cotidiano. Não havia onde ir comprar nada, e isto a deixava muito
perdida, deprimida.
 Raquel era uma moça alta, magra, morena, com o cabelo sempre alisado com escovas,
piercing no umbigo, calças baixas, blusas coladas, barriga bem de fora, enfim, vivia na moda.
 Ela não conseguiu permanecer ali, sentia necessidade de voltar, de ficar perto do mundo
comercial. Não era a falta das coisas materiais o que a incomodava, era o fato de não ter onde
ir buscar umas coisinhas para ter à sua volta.
 Chegou a hora de resolver seu destino, decidindo o que e onde estudar
 Teve de repensar e recomeçar tudo de novo, com uma lojinha por perto, acreditava que tudo
ia acabar bem

Transforme os fragmentos num texto narrativo, da seguinte maneira:


 Crie para eles uma sequência narrativa que você julgue coerente
 Altere as partes repetitivas, quando houver a necessidade de melhorar a coesão do texto, por
meio de elementos de progressão temporal ( quando, um ano depois, a seguir, o tempo passou,
então....); conjunções ( e, mas, porém, pois...) e outros que julgar necessários.

ATIVIDADE 2

Leia o texto abaixo:

Uma lição de vida


Lembro-me de uma manhã em que descobri um casulo na casca de uma árvore, no momento em que
a borboleta rompia o invólucro e se preparava para sair. Esperei algum tempo, mas estava demorando
muito e eu tinha pressa.
Irritado e impaciente, curvei-me e comecei a esquentá-lo com o meu hálito. E o milagre começou a
acontecer diante de mim num ritmo mais rápido que o natural. O invólucro se abriu e a borboleta
saiu, arrastando-se. Nunca hei de esquecer o horror que senti: suas asas ainda não estavam abertas e
todo o seu corpinho tremia, no esforço para desdobrá-las.
Curvado por cima dela, eu a ajudava com o meu hálito. Em vão. Era necessária urna paciente
manutenção e o desenrolar das asas devia ser feito lentamente ao sol. Agora era tarde demais. Meu
sopro obrigava a borboleta a se mostrar, antes do tempo, toda amarrotada. Ela se agitou desesperada
e, alguns segundos depois, morreu na palma de minha mão.
Acho que aquele pequeno cadáver é o peso maior que tenho na consciência. Hoje, entendo bem isso:
é um pecado mortal forçar as grandes leis.
Nikos Kazantzakis

Provocado por este texto, produza um texto narrativo, tendo como tema principal o processo de
ajuda de amigos a uma pessoa em situação difícil, mas os resultados finais frustram as
expectativas. Inclua todos os elementos do texto narrativo: personagens, enredo, cenário,
progressão temporal, sequência narrativa, narrador e clímax.

 Crie para eles uma sequência narrativa que você julgue coerente
 Altere as partes repetitivas, quando houver a necessidade de melhorar a coesão do texto, por
meio de elementos de progressão temporal ( quando, um ano depois, a seguir, o tempo passou,
então....); conjunções ( e, mas, porém, pois...) e outros que julgar necessários.

Interesses relacionados