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ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO

Dados Estatísticos e Econômicos de 2012

Brasília-DF, 18 de outubro de 2013


2
DIRETORIA
Diretor-Presidente
Marcelo Pacheco dos Guaranys

Diretor de Operações de Aeronaves Diretor de Regulação Econômica


Carlos Eduardo Pellegrino Ricardo Sérgio Maia Bezerra

Diretor de Aeronavegabilidade Diretor de Infraestrutura Aeroportuária


Claudio Passos Simão Rubens Carlos Vieira

EQUIPE TÉCNICA RESPONSÁVEL

Superintendente de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado – SRE


Danielle Pinho Soares Alcântara Crema

Gerente de Análise Estatística e Acompanhamento de Mercado – GEAC


Cristian Vieira dos Reis

Servidores Secretária
Carlos César Gadelha Dantas Waleska dos Santos Cabral
Cleujanio Silva Cruz
Elenjuce Ferreira Dias Valentin Estagiários
Felipe Soares Luduvice Carla Lanay Ferreira Fernandes
Danniel Ferreira Leite
Felemon Gomes Boaventura
Jaqueline Lopes Gonçalves
Frederico Alves Silva Ribeiro Juliana Marques Oliveira
Flávia Macedo Rocha Laís Lira Kanashiro Duarte
Guilherme Gontijo Adame Lorrene Gomes da Silva
Jonas Ernandes Salvador Maysa Silva Cordeiro
Jose Humberto Borges Junior Michelle da Silva Pereira
Raíra Veloso de Souza
Laís Macedo Facó Alencar
Thalita Gonçalves Ferreira
Marcos Rogério dos Santos
Murilo Sakai
Apoio
Rafael Oliveira de Castro Alves Assessoria de Comunicação Social – ASCOM
Thiago Juntolli Vilhena Superintendência de Tecnologia da Informação – STI
Vitor Caixeta Santos
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO
Dados Estatísticos e Econômicos de 2012

ENDEREÇO
Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC
Superintendência de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado – SRE
Gerência de Análise Estatística e Acompanhamento de Mercado – GEAC
Setor Comercial Sul, Quadra 9, Lote C
Edifício Parque da Cidade Corporate, Torre A, 5º andar
CEP 70308-200, Brasília/DF, Brasil
Contatos: www.anac.gov.br/faleanac, 0800 725 4445

É permitida a reprodução do conteúdo deste Anuário, desde que mencionada a fonte:


Anuário do Transporte Aéreo 2012, volume único, 1ª edição, Agência Nacional de
Aviação Civil.

Todas as informações monetárias estão expressas em reais, salvo indicação em


contrário.

Não são citadas as fontes das figuras, dos quadros e das tabelas de autoria da Agência
Nacional de Aviação Civil.

As informações divulgadas estão sujeitas a alterações.

Brasília-DF, 18 de outubro de 2013.


APRESENTAÇÃO
O setor da aviação civil destaca-se mundialmente por sua tradição nos processos de
coleta, processamento e divulgação de dados e informações. Diversas instituições
públicas e privadas ao redor do mundo coletam e divulgam dados sobre o setor aéreo
desde o início do século XX, mantendo séries temporais com razoáveis níveis de
consistência e buscando padronizar conceitos e metodologias de apuração, com vistas a
permitir a comparação entre os dados coletados em países diversos.

Nesse sentido, a Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) – da qual o Brasil


é um dos 191 países-membros – mantém, desde 1947, um programa para a coleta, o
processamento, a análise e a disseminação de dados estatísticos da aviação civil.

A OACI é uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), criada
em 1944, durante a Conferência de Aviação Civil Internacional ocorrida na cidade de
Chicago, Estados Unidos, em que 52 países assinaram uma Convenção de Aviação
Civil Internacional, conhecida como Convenção de Chicago. Desde então, a
Organização tem sido responsável por estabelecer padrões, normas e procedimentos
internacionais para a aviação civil, nos campos de segurança operacional, segurança
contra atos de interferência ilícita, eficiência, regularidade e proteção ambiental.

Logo, as informações coletadas do transporte aéreo revelam-se de extrema importância


para o bom desempenho das atividades de análise, planejamento e desenvolvimento de
estudos, que têm contribuído substancialmente para a evolução e modernização do
setor. Tradicionalmente, os dados são utilizados para subsidiar o processo legislativo, a
elaboração de políticas públicas e o processo regulatório que abrange o setor, assim
como para o planejamento de investimentos e a tomada de diversas decisões estratégicas
no campo mercadológico, como a prospecção de mercado, as ações concorrenciais e o
planejamento de frota e de infraestrutura aeroportuária e de navegação aérea.

O Anuário do Transporte Aéreo foi publicado pela primeira vez no Brasil em 1972, pelo
então Departamento de Aviação Civil (DAC) do Comando da Aeronáutica, órgão
responsável, à época, pela regulação do setor aéreo. No entanto, anteriormente ao
Anuário, diversos relatórios que apresentavam informações e séries temporais com os
dados estatísticos e econômicos do setor já eram publicados.

Com o advento da Lei n° 11.182/2005, o Anuário do Transporte Aéreo constitui uma


publicação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), entidade da Administração
5
Pública Federal Indireta submetida ao regime autárquico especial, caracterizado por
independência administrativa, autonomia financeira, ausência de subordinação
hierárquica e mandato fixo de seus dirigentes, que atuam em regime de colegiado.

A Agência atua como autoridade de aviação civil vinculada à Secretaria de Aviação


Civil da Presidência da República e tem as atribuições de regular e fiscalizar as
atividades de aviação civil e de infraestrutura aeroportuária, nos termos das políticas
estabelecidas pelos Poderes Executivo e Legislativo. Para tal, deve adotar as medidas
necessárias ao atendimento do interesse público e ao desenvolvimento da aviação civil.

A elaboração e a divulgação de estudos sobre as condições de mercado inserem-se entre


as competências legais desta instituição e foram regimentalmente conferidas à
Superintendência de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado (SRE),
conforme a Resolução ANAC n° 110/2009 e suas alterações.

O Anuário do Transporte Aéreo de 2012 apresenta dados provenientes das operações


domésticas e internacionais das empresas aéreas brasileiras e estrangeiras que prestam
serviços no Brasil, tais como: passageiros e cargas transportados; oferta e demanda;
aproveitamento das aeronaves; participação de mercado; atrasos e cancelamentos; frota
de aeronaves; pessoal por categoria; aeroportos utilizados; receitas, custos e despesas;
resultado líquido do exercício; indicadores de liquidez, rentabilidade, endividamento e
situação líquida patrimonial; tarifas aéreas domésticas comercializadas; entre outros.

As informações apresentadas são apuradas com base em dados periodicamente


registrados pelas empresas aéreas na ANAC, nos termos da regulamentação vigente. Os
dados são submetidos a críticas, validações e procedimentos de auditoria pela Agência,
no intuito de alcançar o maior nível de consistência possível. Assim, os dados estão
sujeitos a revisões, correções e alterações e podem apresentar diferenças em relação
àqueles divulgados em versões anteriores do Anuário.

Assim, o documento é constituído de um sumário executivo e de oito capítulos: 1.


Cenário Macroeconômico; 2. Estrutura das Empresas Aéreas; 3. Oferta de Transporte
Aéreo; 4. Demanda por Transporte Aéreo; 5. Aproveitamento das Aeronaves; 6.
Percentuais de Atrasos e Cancelamentos; 7. Tarifas Aéreas Domésticas; e 8. Aspectos
Econômico-Financeiros.

6
Espera-se que as informações apresentadas no Anuário do Transporte Aéreo ampliem o
conhecimento da sociedade brasileira e subsidiem a realização de pesquisas, estudos e
análises mais abrangentes sobre o setor.

Os dados do transporte aéreo também estão disponíveis na seção “Dados e Estatísticas”


no site da ANAC na internet: www.anac.gov.br.

Reclamações, denúncias, sugestões, críticas e elogios relacionados ao Anuário do


Transporte Aéreo podem ser registrados no sistema Fale com a ANAC, acessível por
meio da página da Agência na internet ou do telefone 0800 725 4445.

Boa leitura!

Superintendência de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado

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SUMÁRIO EXECUTIVO

A evolução do transporte aéreo no Brasil nos últimos dez anos

A demanda doméstica do transporte aéreo de passageiros foi recorde em 2012 e mais do


que triplicou nos últimos dez anos, em termos de passageiros-quilômetros pagos
transportados (RPK), com alta de 234% entre os anos de 2003 e 2012 e com
crescimento médio de 14,35% ao ano no período. A demanda no mercado internacional
para voos com origem ou destino no Brasil, por sua vez, mais do que dobrou no mesmo
período, com alta de 128% e crescimento médio de 9,59% ao ano. No mesmo período, o
crescimento médio da economia brasileira foi de 3,85% ao ano e o da população foi de
1% ao ano. Em outras palavras, o crescimento médio anual do transporte aéreo
doméstico representou mais de 3,5 vezes o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiro e mais de 14 vezes o crescimento da população.

A quantidade de carga paga transportada no mercado doméstico, em toneladas, registrou


crescimento médio de 4,6% ao ano nos últimos dez anos, com incremento de 50% desde
2003. No mercado internacional, o crescimento médio foi de 6,5% ao ano nos últimos
dez anos, com 76% de aumento na quantidade de carga paga transportada.

A oferta de transporte aéreo de passageiros no país também foi recorde em 2012, em


termos de assentos-quilômetros ofertados (ASK), considerando o somatório de ambos
os mercados doméstico e internacional, e a quantidade de voos foi superior a 1 milhão
(1,126 milhões de voos realizados), a exemplo do que ocorreu em 2011 quando este
expressivo número foi alcançado pela primeira vez (com 1,091 milhões de voos).

A quantidade de passageiros pagos transportados – que foi de 37,2 milhões em 2003 –


superou a importante marca de 100 milhões em 2012, tendo sido 88,7 milhões de
passageiros pagos transportados em voos domésticos e 18,5 milhões em voos
internacionais com origem ou destino no Brasil. O número alcançado em 2012
representou uma proporção de 55 passageiros transportados no modal aéreo para cada
100 habitantes no Brasil, enquanto que em 2003 essa mesma proporção foi de 21 para
100.

O aproveitamento médio das aeronaves em voos domésticos alcançou o seu maior nível
em dez anos, em termos de RPK/ASK, com taxa de 72,9% em 2012, o que representou
melhora de 21,5% em relação a 2003, que registrou taxa de 60%. No mercado
internacional, a taxa foi de 79,6% em 2012 e de 75,6% em 2003, com melhora de
5,31%.

O percentual de atrasos superiores a 60 minutos e o percentual de cancelamentos de


voos atingiram o seu menor nível desde 2003, tendo sido de 3,68% do total de etapas de
voos realizadas e de 7,49% do total de etapas de voos previstas em 2012,
respectivamente. Isto representou redução de expressivos 30,8% para o percentual de
atrasos e de 68% para o percentual de cancelamentos. Ou seja, os cancelamentos de

8
voos reduziram a menos de um terço nos últimos dez anos. Por sua vez, o percentual de
atrasos superiores a 30 minutos foi de 11% em 2012 e também em 2003.

A Tarifa Aérea Média Doméstica registrou redução de 42,77% desde 2002, que foi o
ano subsequente ao início do regime de liberdade tarifária no mercado doméstico, tendo
passado de R$ 515,17 em 2002 para R$ 294,83 em 2012, em valores reais deflacionados
até dezembro de 2012. O Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico – que correspondente ao
valor médio pago pelo passageiro por quilômetro voado em razão dos serviços de
transporte aéreo público regular – caiu a mais da metade no mesmo período, com
redução superior a 56,38%. Em 2012, a maioria dos assentos das aeronaves (65,3%)
foram comercializados com tarifas inferiores a R$ 300,00 e 13,16% daqueles com
tarifas inferiores a R$ 100,00. Em 2002, esses percentuais foram de apenas 22,86% e de
0,05%, respectivamente, ou seja, a maioria dos assentos das aeronaves (77,14%) foram
comercializados com tarifas superiores a R$ 300,00. Tarifas superiores a R$ 1.500,00
foram responsáveis por 0,38% do total de assentos comercializados em 2012, enquanto
que em 2002 esse percentual foi praticamente 4 vezes maior, de 1,50%.

Pode-se destacar entre os principais fatores contribuintes para o crescimento do


transporte aéreo nos últimos dez anos: o crescimento da economia brasileira; a
distribuição de renda no país; e a concorrência no setor.

A concorrência tem como principais pilares a liberdade tarifária – vigente desde 2001
no mercado doméstico e ratificada pela Lei nº 11.182/2005 – e a liberdade de oferta,
que foi instituída em 2005 por essa mesma lei.

Hoje, qualquer linha aérea pode ser operada por qualquer empresa concessionária
interessada – desde que observada a capacidade de infraestrutura aeroportuária e a
prestação de serviço adequado – e as tarifas aéreas oscilam de acordo com as condições
de mercado (oferta, demanda, custos e concorrência, entre outros fatores).

A evolução do setor nos últimos dez anos evidencia que o ambiente de livre
concorrência no setor tende a estimular a inovação, a otimização de custos, a melhoria
da eficiência, a modicidade tarifária e a manutenção da oferta em níveis compatíveis
com o crescimento da demanda.

9
A evolução do transporte aéreo no Brasil em 2012

O transporte aéreo desenvolveu-se em um cenário de desaceleração da economia


brasileira em 2012, cujo PIB registrou crescimento de 0,90%, que foi inferior ao
crescimento de 2,70% verificado no ano imediatamente anterior e de 7,50% em 2010.

O preço médio do barril de petróleo no mercado internacional – que afeta diretamente o


custo com combustível de aviação, cuja representatividade foi de quase 40% do total de
custos e despesas de voo em 2012 – vem mantendo a sua valorização histórica, tendo
passado de US$ 29.95 em dezembro de 2003, para US$ 74.88 em dezembro de 2009 e
para US$ 101.17 em dezembro de 2012 (ou seja, mais do que triplicou no período, com
alta de 237%), tendo se mantido acima dos US$ 100.00 na maior parte dos meses do
último ano e atingido pico de US$ 117.79 no mês de março. Tal comportamento foi
similar ao ocorrido em 2011.1

A taxa de câmbio do Real em relação ao Dólar – que afeta diretamente mais da metade
total de custos e despesas de voo, especialmente o combustível, o arrendamento, a
manutenção e o seguro de aeronaves – registrou tendência de queda no período de
janeiro de 2003 (R$ 3,5258) até julho de 2011 (quando atingiu o seu menor patamar, de
R$ 1,5563). No entanto, a tendência se inverteu desde então, tendo a taxa atingido R$
1,8758 em dezembro de 2011 e alcançado R$ 2,0435 em dezembro de 2012, após ter
registrado pico de R$ 2,1074 no mês de novembro (alta de 8,94% entre dezembro de
2011 e dezembro de 2012).2

A elevação dos custos do setor pressionou o valor das tarifas aéreas, tendo sido
registrada alta de 0,84% na Tarifa Aérea Média Doméstica de 2012 em relação a 2011 e
de 0,35% no Yield Tarifa Aéreo Médio Doméstico.

Assim, a desaceleração da economia e a elevação dos custos do setor, diante da alta do


preço do barril do petróleo e do Dólar, podem ter sido os principais fatores que
ocasionaram a desaceleração da demanda doméstica do transporte aéreo de passageiros
em 2012, que registrou crescimento de 6,8%, após ter registrado 15,9% em 2011 e
23,82% em 2010. A demanda internacional registrou crescimento de 4,44% em 2012,
após ter registrado 10,13% em 2011 e 34,28% em 2010. Apesar da desaceleração, a
demanda do transporte aéreo de passageiros atingiu o seu maior nível nos últimos dez
anos em ambos os mercados doméstico e internacional.

A quantidade de carga paga transportada em 2012 foi de 376,8 mil toneladas no


mercado doméstico, tendo registrado variação negativa de 8,6% em relação ao ano
anterior. No mercado internacional, a quantidade de carga paga transportada alcançou o

1
Preço médio do barril de petróleo, considerando Brent, WTI e Dubai, obtida da série POILAPSP, que é
mantida pelo Fundo Monetário Internacional.
2
Dados da taxa de câmbio tiveram como fonte a série “3696 - Taxa de câmbio - Livre - Dólar americano
(venda) - Fim de período – mensal”, que é mantida pelo Banco Central do Brasil.

10
seu maior nível desde 2003, com 718,7 toneladas em 2012, o que representou alta de
1,13% em relação a 2011.

A oferta de transporte aéreo de passageiros, por sua vez, apesar de recorde, acompanhou
a desaceleração da demanda, tendo registrado 2,7% de crescimento em 2012 no
mercado doméstico, após 13% em 2011 e 19,3% em 2010. No mercado internacional, a
oferta registrou crescimento de 5,13% em 2012, após ter registrado 9,72% em 2011 e
25,52% em 2010.

A taxa de aproveitamento das aeronaves em voos domésticos (RPK/ASK) foi o melhor


em dez anos, tendo alcançado 72,9% em 2012, o que representou melhora de 3,8% em
relação à registrada em 2011. No mercado internacional, o aproveitamento das
aeronaves passou de 80,1% em 2011 para 79,6% em 2012, redução de 0,62%. As
empresas que mais se destacaram em aproveitamento das aeronaves em voos
domésticos em 2012 foram a Avianca (79,4%) e a Azul (79,2%). No mercado
internacional, o Grupo Tam registrou aproveitamento de 81,3% e a Gol registrou
64,2%.

A liderança no mercado doméstico em termos de demanda (RPK) manteve-se com o


Grupo Tam, com 40,3% de participação em 2012, seguido pela Gol, com 33,9% e pela
Azul com 10%. A Gol teve reduzida em 9,36% a sua participação no mercado
doméstico em relação ao ano de 2011, enquanto que o Grupo Tam manteve-se
praticamente estável e a Azul registrou crescimento de 16,27% em sua fatia de mercado.

As empresas que mais se destacaram em crescimento da demanda doméstica de


passageiros em 2012 foram a Avianca, com 82,26%, e a Trip, com 47,15%. A Webjet
teve a suas operações encerradas em 23 de novembro, em continuidade à sua
incorporação pela Gol, e a Trip teve a comercialização de bilhetes de passagem para os
seus voos assumida pela Azul em dezembro.

No mercado internacional, o Grupo Tam e a Gol representaram praticamente a


totalidade das operações entre as empresas aéreas concessionárias brasileiras, com
participação de 89,44% e de 10,32%, respectivamente.

Os percentuais de atrasos superiores a 30 minutos, de atrasos superiores a 60 minutos e


de cancelamentos foram de 11%, 3,7% e 7,5% em 2012, respectivamente, o que
representou redução de 20%, 24% e 6% em relação àqueles mesmos percentuais
registrados em 2011.

O faturamento em receitas de voo do setor em 2012 foi da ordem de 27,8 bilhões de


reais, o que representou crescimento de 11,6% em relação a 2011. O principal item das
receitas de voo foi a receita de passagens, com participação de 86,35%, seguido das
receitas de cargas, que representaram 6,70%.

11
O total de custos e despesas de voo cresceu 20% em 2012 quando comparado a 2011,
tendo alcançado a cifra de 31,3 bilhões de reais. O combustível de aeronaves manteve-
se como principal item de custos e despesas de voo em 2012, com participação de
38,49%, tendo registrado crescimento de 6,5% em relação à sua participação em 2011.
A representatividade deste item teve alta de 29% em relação àquela verificada em 2009,
que foi de 29,84%. O segundo item mais representativo em 2012 foram os custos com
arrendamento, seguro e manutenção de aeronaves (14,05%) e custos com tripulação
(11,46%).

O resultado financeiro do setor, que é composto, principalmente, por ganhos e perdas


decorrentes de variação cambial, juros de empréstimos/financiamentos e por ganhos e
perdas com instrumentos financeiros, foi negativo em 1,685 bilhões de reais em 2012, o
que representou uma melhora de 8,5% em relação àquele registrado em 2011, que foi
negativo em 1,841 bilhões de reais.

Assim, o setor encerrou o exercício social de 2012 com um prejuízo líquido da ordem
de 3,464 bilhões de reais (o que considera, ainda, as receitas, custos e despesas das
demais atividades operacionais da empresa, além dos serviços aéreos), correspondente a
uma margem líquida negativa de 0,12. Em 2011, o setor já havia registrado um prejuízo
de 1,593 bilhões de reais. O prejuízo líquido de 2012 foi composto, ainda, por um EBIT
negativo de 2,395 bilhões de reais, com margem EBIT negativa de 8,4%. Em 2011, o
EBIT foi negativo da ordem de 0,075 bilhões de reais, correspondente a uma margem
EBIT negativa de 0,3%.

O prejuízo nos últimos dois exercícios sociais encerrados, impactou a situação líquida
patrimonial da indústria, que ainda assim manteve-se positiva em 65 milhões de reais
em 2012. Este indicador foi de 3,335 bilhões de reais em 2011. O índice de liquidez
corrente das empresas do setor apresentou deterioração em 2012 (0,52) quando
comparado com 2011 (0,83). O índice de liquidez geral teve o mesmo comportamento,
com 0,36 em 2012 e 0,46 em 2011.

Diante do cenário adverso em que se desenvolveu o transporte aéreo em 2012,


caracterizado pela desaceleração da economia e da demanda por transporte aéreo e pela
elevação do custo dos seus insumos essenciais, verificou-se que a indústria adotou
diversas medidas justificadas pela necessidade de recuperação da rentabilidade do
negócio e de assegurar a continuidade e a expansão dos serviços. Entre elas, destacam-
se a reestruturação da oferta, a melhoria do aproveitamento das aeronaves (RPK/ASK),
a otimização de custos e despesas operacionais e a adequação do nível tarifário nos
meses de alta temporada, já que nos períodos de baixa temporada constatou-se redução
de tarifas em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esta última medida é aquela mais
sensível e cujo resultado é limitado pela elasticidade-preço da demanda do transporte
aéreo.

12
ÍNDICE
SEÇÃO 1. CENÁRIO MACROECONÔMICO...................................................................... 27
Introdução.............................................................................................................28
Produto Interno Bruto e População ...................................................................29
Taxa de Câmbio ...................................................................................................30
Combustível ..........................................................................................................31
SEÇÃO 2. ESTRUTURA DAS EMPRESAS AÉREAS............................................................ 32
Introdução.............................................................................................................33
Pessoal ................................................................................................................... 35
Frota ...................................................................................................................... 37
SEÇÃO 3. OFERTA DE TRANSPORTE AÉREO .................................................................. 39
Indústria ................................................................................................................40
Voos Realizados ...................................................................................................................... 40
Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK) .................................................................................. 42

Mercado Doméstico .............................................................................................. 43


Voos Realizados ...................................................................................................................... 44
Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK) .................................................................................. 49
Aeroportos Utilizados ............................................................................................................. 53

Mercado Internacional ........................................................................................ 60


Voos Realizados ...................................................................................................................... 61
Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK) .................................................................................. 67

SEÇÃO 4. DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO ........................................................... 71


Indústria ................................................................................................................72
Passageiros Pagos Transportados ........................................................................................... 72
Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK) ............................................................ 73
Carga Paga Transportada ........................................................................................................ 74

Mercado Doméstico .............................................................................................. 75


Passageiros Pagos Transportados ........................................................................................... 76
Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK) ............................................................ 89
Carga Paga Transportada ........................................................................................................ 92

Mercado Internacional ........................................................................................ 96


Passageiros Pagos Transportados ........................................................................................... 97
Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK) .......................................................... 102
Carga Paga Transportada ...................................................................................................... 105

SEÇÃO 5. APROVEITAMENTO DAS AERONAVES .......................................................... 110


Indústria ..............................................................................................................111
RPK/ASK ................................................................................................................................ 111

13
Horas Voadas/Aeronave-Dia Disponível ............................................................................... 113

Mercado Doméstico ............................................................................................ 114


RPK/ASK ................................................................................................................................ 114

Mercado Internacional ...................................................................................... 116


RPK/ASK ................................................................................................................................ 116

SEÇÃO 6. PERCENTUAIS DE ATRASOS E CANCELAMENTOS ....................................... 118


Introdução...........................................................................................................119
Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos .................................120
Atrasos e Cancelamentos por Rota ...................................................................123
SEÇÃO 7. TARIFAS AÉREAS DOMÉSTICAS .................................................................. 128
Introdução...........................................................................................................129
Tarifa Aérea Doméstica Real ............................................................................130
Yield Tarifa Aérea Doméstico Real ..................................................................133
SEÇÃO 8. ASPECTOS ECONÔMICO-FINANCEIROS ...................................................... 136
Introdução...........................................................................................................137
Resultado Líquido .............................................................................................. 138
EBIT .................................................................................................................... 139
Indicadores de Rentabilidade............................................................................141
Margem Bruta ....................................................................................................................... 141
Margem Líquida .................................................................................................................... 143
Margem EBIT ........................................................................................................................ 145

Receitas de Voo ...................................................................................................147


Custos e Despesas de Voo .................................................................................. 150
Resultado Financeiro ......................................................................................... 153
Situação Patrimonial.......................................................................................... 154
Situação Líquida Patrimonial ................................................................................................ 154
Indicadores de Liquidez ........................................................................................................ 155
Indicadores de Alavancagem Financeira .............................................................................. 158
Grau de Endividamento ........................................................................................................ 161

Indicadores de Desempenho Específicos do Setor ..........................................164


RASK e CASK .......................................................................................................................... 164
RATK e CATK ......................................................................................................................... 168

ANEXO A. GLOSSÁRIO ................................................................................................. 171


ANEXO B. LISTA DE ABREVIATURAS ........................................................................... 175
ANEXO C. LISTA DE SIGLAS DE EMPRESAS AÉREAS REGULARES ............................. 177
ANEXO D. LISTA DE SIGLAS DE AERÓDROMOS BRASILEIROS.................................... 179

14
ANEXO E. LEGISLAÇÃO BÁSICA .................................................................................. 186

15
LISTA DE FIGURAS
Figura 1.1: Variação anual do PIB brasileiro (%), de 2003 a 2012 .............................. 29
Figura 1.2: Evolução da população brasileira, 2003 a 2012 ......................................... 29
Figura 1.3: Evolução da taxa de câmbio R$/US$, de 2003 a 2012 ............................... 30
Figura 1.4: Evolução do preço médio internacional do barril do petróleo (Brent, Dubai
e WTI), 2003 a 2012 ....................................................................................................... 31
Figura 2.1: Quantidade de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras,
2009 a 2012 .................................................................................................................... 35
Figura 2.2: Percentual de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras, 2012
........................................................................................................................................ 35
Figura 2.3: Percentual de pilotos e co-pilotos no total de empregados – empresas aéreas
brasileiras, 2011 e 2012 .................................................................................................. 36
Figura 2.4: Número de pilotos por mil decolagens – empresas aéreas brasileiras, 2011 e
2012 ................................................................................................................................ 36
Figura 2.5: Quantidade de aeronaves por fabricante – empresas aéreas brasileiras, 2009
a 2012 ............................................................................................................................. 37
Figura 2.6: Percentual de aeronaves por assentos de passageiro instalados – empresas
aéreas brasileiras, 2012 ................................................................................................... 38
Figura 3.1: Evolução da quantidade de voos – mercados doméstico e internacional,
2003-2012 ....................................................................................................................... 40
Figura 3.2: Variação da quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercados
doméstico e internacional, 2004-2012 ............................................................................ 41
Figura 3.3: Variação da quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior
– mercados doméstico e internacional, 2012 .................................................................. 41
Figura 3.4: Evolução do ASK – mercados doméstico e internacional, 2003-2012 ...... 42
Figura 3.5: Variação do ASK com relação ao ano anterior – mercados doméstico e
internacional, 2004-2012 ................................................................................................ 42
Figura 3.6: Evolução da quantidade de voos – mercado doméstico, 2003-2012 .......... 44
Figura 3.7: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercado
doméstico, 2004-2012 .................................................................................................... 44
Figura 3.8: Variação na quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior
– mercado doméstico, 2012 ............................................................................................ 45
Figura 3.9: Participação das sete maiores empresas no número de voos – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 45

16
Figura 3.10: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior – Por
empresa – mercado doméstico, 2012 .............................................................................. 46
Figura 3.11: Participação dos 20 principais aeroportos na quantidade de decolagens –
mercado doméstico, 2012 ............................................................................................... 46
Figura 3.12: Quantidade de decolagens por Região (milhares) – mercado doméstico,
2012 ................................................................................................................................ 47
Figura 3.13: Quantidade de decolagens por mil de habitantes, por Região – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 48
Figura 3.14: Quantidade de decolagens para cada mil R$ em PIB gerado, por Região –
mercado doméstico, 2010* ............................................................................................. 48
Figura 3.15: Percentual de decolagens por Região – mercado doméstico, 2011 e 2012
........................................................................................................................................ 49
Figura 3.16: Evolução do ASK – mercado doméstico, 2003 a 2012 ............................. 49
Figura 3.17: Variação do ASK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a
2012 ................................................................................................................................ 50
Figura 3.18: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 50
Figura 3.19: Participação das sete maiores empresas no ASK – mercado doméstico,
2012 ................................................................................................................................ 51
Figura 3.20: Variação do ASK com relação ao ano anterior – por empresa – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 51
Figura 3.21: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Gol e Tam
– mercado doméstico, 2012 ............................................................................................ 52
Figura 3.22: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Trip, Azul
e Avianca – mercado doméstico, 2012 ........................................................................... 52
Figura 3.23: Quantidade de aeroportos utilizados por voos domésticos regulares e não
regulares – por Unidade da Federação, 2012 ................................................................. 53
Figura 3.24: Decolagens por estado e aeroporto – Região Sudeste, 2012 .................... 54
Figura 3.25: Decolagens por estado e aeroporto – Região Nordeste, 2012 .................. 55
Figura 3.26: Decolagens por estado e aeroporto – Região Sul, 2012 ........................... 56
Figura 3.27: Decolagens por estado e aeroporto – Região Centro-Oeste, 2012 ........... 57
Figura 3.28: Decolagens por estado e aeroporto – Região Norte, 2012........................ 58
Figura 3.29: Aeroportos utilizados por empresa – mercado doméstico, 2011 e 2012 .. 59
Figura 3.30: Evolução do número de voos realizados – mercado internacional, 2003 a
2012 ................................................................................................................................ 61

17
Figura 3.31: Variação no número de voos realizados em relação ao ano anterior –
mercado internacional, 2004 a 2012 ............................................................................... 61
Figura 3.32: Variação no número de voos realizados em relação ao mesmo mês do ano
anterior – mercado internacional, 2004 a 2012 .............................................................. 62
Figura 3.33: Evolução do número de voos realizados – mercado internacional – por
nacionalidade da empresa, 2003 a 2012 ......................................................................... 62
Figura 3.34: Percentual de voos realizados por nacionalidade da empresa – mercado
internacional, 2003 a 2012.............................................................................................. 62
Figura 3.35: Variação do número de voos realizados em 2012 com relação a 2003 –
mercado internacional – por nacionalidade da empresa ................................................. 63
Figura 3.36: Variação do número de voos realizados em 2012 com relação a 2011 –
mercado internacional – por nacionalidade da empresa ................................................. 63
Figura 3.37: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de voos
realizados – mercado internacional, 2012 ...................................................................... 64
Figura 3.38: Variação na quantidade de voos realizados em 2012 pelas quatro maiores
empresas com relação a 2011– mercado internacional .................................................. 64
Figura 3.39: Quantidade de voos realizados entre o Brasil e outros países, por
continente, 2011 e 2012 .................................................................................................. 65
Figura 3.40: Quantidade de voos realizados entre o Brasil e os 20 principais destinos
internacionais, 2011 e 2012 ............................................................................................ 66
Figura 3.41: Evolução do ASK – mercado internacional, 2003 a 2012 ........................ 67
Figura 3.42: Variação no ASK em relação ao ano anterior – mercado internacional,
2004 a 2012 .................................................................................................................... 67
Figura 3.43: Evolução do ASK – mercado internacional – por nacionalidade das
empresas, 2003 a 2012 ................................................................................................... 68
Figura 3.44: Variação do ASK em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional –
por nacionalidade da empresa......................................................................................... 68
Figura 3.45: Variação do ASK em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional –
por nacionalidade da empresa......................................................................................... 69
Figura 3.46: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de ASK
– mercado internacional, 2012........................................................................................ 69
Figura 3.47: Variação do ASK das quatro maiores empresas em 2012 com relação a
2011 – mercado internacional......................................................................................... 70
Figura 4.1: Evolução da quantidade de passageiros pagos transportados, 2003 a 2012 72

18
Figura 4.2: Variação anual da quantidade de passageiros pagos transportados,
doméstico e internacional, 2004 a 2012 ......................................................................... 72
Figura 4.3: Evolução da quantidade de passageiros-quilômetros pagos transportados –
mercados doméstico e internacional, 2003 a 2012 ......................................................... 73
Figura 4.4: Variação anual da quantidade de passageiros-quilômetros pagos
transportados – mercados doméstico e internacional, 2004 a 2012 ............................... 73
Figura 4.5: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercados doméstico e
internacional, 2003 a 2012.............................................................................................. 74
Figura 4.6: Variação anual da quantidade de carga paga transportada – mercados
doméstico e internacional, 2004 a 2012 ......................................................................... 74
Figura 4.7: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado
doméstico, 2003-2012 .................................................................................................... 76
Figura 4.8: Variação nos passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior –
mercado doméstico, 2004 a 2012 ................................................................................... 76
Figura 4.9: Variação nos passageiros pagos transportados com relação ao mesmo mês
do ano anterior – mercado doméstico, 2012 ................................................................... 77
Figura 4.10: Evolução da quantidade de passageiros pagos domésticos e da população
brasileira, 2003 a 2012.................................................................................................... 77
Figura 4.11: Participação das sete maiores empresas em passageiros pagos
transportados – mercado doméstico, 2012 ..................................................................... 78
Figura 4.12: Variação de passageiros pagos transportados com relação ao ano anterior
– por empresa – mercado doméstico, 2012 .................................................................... 78
Figura 4.13: Aumento no número de passageiros pagos transportados (milhões de
passageiros) – mercado doméstico, 2012 ....................................................................... 78
Figura 4.14: Passageiros pagos embarcados por Região brasileira – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 79
Figura 4.15: Quantidade de embarques por habitante, por Região – mercado doméstico,
2012 ................................................................................................................................ 79
Figura 4.16: Quantidade de embarques por milhar de reais em PIB gerado, por Região
– mercado doméstico, 2010* .......................................................................................... 80
Figura 4.17: Distribuição dos passageiros embarcados por Região – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 80
Figura 4.18: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região
Sudeste – mercado doméstico, 2012 .............................................................................. 81
Figura 4.19: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região
Nordeste – mercado doméstico, 2012............................................................................. 82

19
Figura 4.20: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região
Centro-Oeste – mercado doméstico, 2012 ...................................................................... 83
Figura 4.21: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região
Sul – mercado doméstico, 2012...................................................................................... 84
Figura 4.22: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região
Norte – mercado doméstico, 2012 .................................................................................. 85
Figura 4.23: Distribuição dos embarques nos 20 maiores aeroportos – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 86
Figura 4.24: Variação no número de embarques e desembarques em relação ao ano
anterior por aeroporto – mercado doméstico, 2012 ........................................................ 87
Figura 4.25: Passageiros pagos transportados nas 20 principais rotas – mercado
doméstico, 2011 e 2012 .................................................................................................. 88
Figura 4.26: Evolução do RPK – mercado doméstico, 2003 a 2012 ............................ 89
Figura 4.27: Variação do RPK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a
2012 ................................................................................................................................ 89
Figura 4.28: Variação do RPK em relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 90
Figura 4.29: Variação do RPK doméstico, PIB e população brasileira em relação ao
ano anterior, 2004 a 2012 ............................................................................................... 90
Figura 4.30: Participação das seis maiores empresas no RPK – mercado doméstico,
2011 e 2012 .................................................................................................................... 91
Figura 4.31: Variação no RPK com relação ao ano anterior – por empresa – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 91
Figura 4.32: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercado doméstico,
2003 a 2012 .................................................................................................................... 92
Figura 4.33: Variação anual da quantidade de carga paga transportada – mercado
doméstico, 2004 a 2012 .................................................................................................. 92
Figura 4.34: Participação das quatro principais empresas em termos de carga paga
transportada – mercado doméstico, 2012 ....................................................................... 93
Figura 4.35: Variação da carga paga transportada com relação ao ano anterior – por
empresa – mercado doméstico, 2012 .............................................................................. 93
Figura 4.36: Carga paga transportada nas 20 principais rotas – mercado doméstico,
2012 ................................................................................................................................ 94
Figura 4.37: Carga paga despachada por Unidade da Federação – mercado doméstico,
2012 ................................................................................................................................ 95

20
Figura 4.38: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado
internacional, 2003 a 2012.............................................................................................. 97
Figura 4.39: Variação no número de passageiros pagos transportados em relação ao ano
anterior – mercado internacional, 2004 a 2012 .............................................................. 97
Figura 4.40: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado
internacional – por nacionalidade da empresa, 2003 a 2012 .......................................... 98
Figura 4.41: Variação do número de passageiros pagos transportados em 2012 com
relação a 2003 – mercado internacional, por nacionalidade da empresa........................ 98
Figura 4.42: Variação do número de passageiros pagos transportados em 2012 com
relação a 2011 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa...................... 99
Figura 4.43: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de
passageiros pagos transportados – mercado internacional, 2012 ................................... 99
Figura 4.44: Variação na quantidade de passageiros pagos transportados em 2012 com
relação a 2011 pelas quatro maiores empresas – mercado internacional ..................... 100
Figura 4.45: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e outros países –
por continente, 2011 e 2012 ......................................................................................... 100
Figura 4.46: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e os 20 principais
destinos internacionais, 2011 e 2012 ............................................................................ 101
Figura 4.47: Evolução do RPK – mercado internacional, 2003 a 2012 ...................... 102
Figura 4.48: Variação no RPK em relação ao ano anterior – mercado internacional,
2004 a 2012 .................................................................................................................. 102
Figura 4.49: Evolução do RPK – mercado internacional – por nacionalidade das
empresas, 2003 a 2012 ................................................................................................. 103
Figura 4.50: Variação do RPK em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional –
por nacionalidade da empresa....................................................................................... 103
Figura 4.51: Variação do RPK em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional –
por nacionalidade da empresa....................................................................................... 103
Figura 4.52: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de RPK
– mercado internacional, 2012...................................................................................... 104
Figura 4.53: Variação do RPK das quatro maiores empresas em 2012 com relação a
2011 – mercado internacional....................................................................................... 104
Figura 4.54: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercado
internacional, 2003 a 2012............................................................................................ 105
Figura 4.55: Evolução da quantidade de carga paga transportada por nacionalidade das
empresas – mercado internacional, 2003 a 2012 .......................................................... 105

21
Figura 4.56: Variação na quantidade de carga paga transportada em 2012 com relação a
2003 – mercado internacional....................................................................................... 106
Figura 4.57: Variação na quantidade de carga paga transportada em 2012 com relação a
2011 – mercado internacional....................................................................................... 106
Figura 4.58: Participação das principais empresas na quantidade de carga paga
transportada – mercado internacional, 2012 ................................................................. 107
Figura 4.59: Variação da quantidade de carga paga trasportada pelas principais
empresas em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional................................. 107
Figura 4.60: Quantidade de carga paga transportada entre Brasil e demais países, por
continente – mercado internacional, 2012 .................................................................... 108
Figura 4.61: Quantidade de carga paga transportada entre Brasil e demais 20 principais
destinos internacionais – mercado internacional, 2012 ................................................ 109
Figura 5.1: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercados
doméstico e internacional, 2003 a 2012 ....................................................................... 111
Figura 5.2: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao ano anterior –
mercados doméstico e internacional, 2004 a 2012 ....................................................... 112
Figura 5.3: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior –
mercados doméstico e internacional, 2012 ................................................................... 112
Figura 5.4: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível,
por empresa – mercado doméstico, 2011 (esquerda) e 2012 (direita) .......................... 113
Figura 5.5: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível,
por configuração da aeronave – empresas brasileiras, 2011 e 2012 ............................ 113
Figura 5.6: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado
doméstico, 2003 a 2012 ................................................................................................ 114
Figura 5.7: Variação do aproveitamento com relação ao ano anterior – mercado
doméstico, 2004 a 2012 ................................................................................................ 114
Figura 5.8: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior –
mercado doméstico, 2012 ............................................................................................. 115
Figura 5.9: Aproveitamento em termos de RPK/ASK, por empresa – mercado
doméstico, 2011 (esquerda) e 2012 (direita) ................................................................ 115
Figura 5.10: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado
internacional, 2003 a 2012............................................................................................ 116
Figura 5.11: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior –
mercado internacional, 2012......................................................................................... 116
Figura 5.12: Aproveitamento em termos de RPK/ASK, por empresa – mercado
internacional, 2011 (esquerda) e 2012 (direita) ............................................................ 117

22
Figura 6.1: Evolução dos Percentuais de Atraso e Cancelamento – por ano, 2003 a
2012 .............................................................................................................................. 120
Figura 6.2: Variação dos Percentuais de Atraso e Cancelamento com relação ao ano
anterior, 2003 a 2012 .................................................................................................... 121
Figura 6.3: Evolução dos Percentuais de Atraso e Cancelamento – por mês, 2012 ... 121
Figura 6.4: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao
mesmo mês do ano anterior, 2012 ................................................................................ 122
Figura 6.5: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas domésticas, 2012 ............ 124
Figura 6.6: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas domésticas, 2012 125
Figura 6.7: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas internacionais, 2012........ 126
Figura 6.8: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas internacionais, 2012
...................................................................................................................................... 127
Figura 7.1: Evolução da tarifa aérea média doméstica real, 2002 a 2012 ................... 130
Figura 7.2: Variação da tarifa aérea média doméstica real com relação ao ano anterior,
2003 a 2012 .................................................................................................................. 131
Figura 7.3: Variação da tarifa aérea média doméstica real com relação ao mesmo mês
do ano anterior, 2010 a 2012 ........................................................................................ 131
Figura 7.4: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de tarifa
doméstica real ............................................................................................................... 132
Figura 7.5: Evolução do yield tarifa aérea médio doméstico real, 2002 a 2012 ......... 133
Figura 7.6: Variação do yield tarifa aérea médio doméstico real com relação ao ano
anterior, 2002 a 2012 .................................................................................................... 134
Figura 7.7: Variação do yield tarifa aérea médio doméstico real com relação ao mesmo
mês do ano anterior, 2010 a 2012 ................................................................................. 134
Figura 7.8: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de yield
tarifa doméstica real...................................................................................................... 135
Figura 8.1: Resultado Líquido, 2009 a 2012 ............................................................... 138
Figura 8.2: EBIT (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012......................................... 139
Figura 8.3: EBIT (R$ 1.000,00) por empresa, 2009 a 2012 ........................................ 140
Figura 8.4: Margem Bruta da indústria, 2009 a 2012 ................................................. 141
Figura 8.5: Margem Bruta por empresa, 2009 a 2012 ................................................ 142
Figura 8.6: Margem Líquida da indústria, 2009 a 2012 .............................................. 143
Figura 8.7: Margem Líquida por empresa, 2009 a 2012 ............................................. 144
Figura 8.8: Margem EBIT da indústria, 2009 a 2012 ................................................. 145
23
Figura 8.9: Margem EBIT por empresa, 2009 a 2012 ................................................ 146
Figura 8.10: Receita de Voo (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012 ....................... 147
Figura 8.11: Receita de Voo (R$ 1.000,00), 2009 a 2012........................................... 148
Figura 8.12: Composição das Receitas de Voo da indústria, 2012 ............................. 148
Figura 8.13: Evolução da receita de voo – por tipo de receita, 2009 a 2012 .............. 149
Figura 8.14: Variação da receita de voo com relação ao ano anterior, 2010 a 2012 .. 149
Figura 8.15: Evolução dos custos e despesas de voo da indústria, 2009 a 2012 ........ 150
Figura 8.16: Variação dos custos e despesas de voo da indústria com relação ao ano
anterior, 2010 a 2012 .................................................................................................... 150
Figura 8.17: Composição dos custos e das despesas de voo da indústria, 2012 ......... 151
Figura 8.18: Evolução das despesas e dos custos de voo da indústria – por tipo, 2009 a
2012 .............................................................................................................................. 151
Figura 8.19: Evolução da composição das despesas e dos custos de voo – por tipo,
2009 a 2012 .................................................................................................................. 152
Figura 8.20: Evolução dos custos e despesas de voo – por empresa, 2009 a 2012..... 152
Figura 8.21: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012 ............. 153
Figura 8.22: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) – por empresa, 2009 a 2012 ......... 153
Figura 8.23: Situação Líquida Patrimonial (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012. 154
Figura 8.24: Situação Líquida Patrimonial (R$ 1.000,00) – por empresa, 2009 a 2012
...................................................................................................................................... 155
Figura 8.25: Índice Liquidez Corrente da indústria, 2009 a 2012............................... 156
Figura 8.26: Índice Liquidez Corrente por empresa, 2009 a 2012 .............................. 156
Figura 8.27: Índice Liquidez Geral da indústria, 2009 a 2012 .................................... 157
Figura 8.28: Índice Liquidez Geral por empresa, 2009 a 2012 ................................... 158
Figura 8.29: Participação de Capitais de Terceiros sobre os Recursos Totais da
indústria, 2009 a 2012 .................................................................................................. 159
Figura 8.30: Participação de Capitais de Terceiros sobre os Recursos Totais por
empresa, 2009 a 2012 ................................................................................................... 159
Figura 8.31: Multiplicador de capital próprio da indústria, 2009 a 2012 ................... 160
Figura 8.32: Multiplicador de capital próprio por empresa, 2009 a 2012 ................... 160
Figura 8.33: Grau de endividamento da indústria, 2009 a 2012 ................................. 161
Figura 8.34: Grau de endividamento por empresa, 2009 a 2012 ................................ 162
Figura 8.35: Grau de endividamento ajustado da indústria, 2009 a 2012 ................... 162
24
Figura 8.36: Grau de endividamento ajustado – por empresa, 2009 a 2012 ............... 163
Figura 8.37: RASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012........................................... 165
Figura 8.38: RASK (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012 .......................................... 165
Figura 8.39: CASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012........................................... 166
Figura 8.40: CASK (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012 .......................................... 166
Figura 8.41: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012 ............... 167
Figura 8.42: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012 .............. 167
Figura 8.43: RATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2012 .......................................... 168
Figura 8.44: RATK (R$/ATK) por empresa, 2009 a 2012 ......................................... 169
Figura 8.45: CATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2012 .......................................... 169
Figura 8.46: CATK (R$/ATK) por empresa, 2009 a 2012 ......................................... 170

25
LISTA DE TABELAS
Tabela 2.1: Distribuição de aeronaves por operador e fabricante – empresas aéreas
brasileiras, 2012 .............................................................................................................. 38

26
Seção 1. CENÁRIO MACROECONÔMICO

Esta seção apresenta o comportamento,


nos últimos dez anos, das principais
variáveis macroeconômicas que afetam
diretamente o setor de transporte aéreo:
Produto Interno Bruto brasileiro; taxa de
câmbio; e preço do barril de petróleo.

27
Seção 1 – Cenário Macroeconômico

Introdução
Para uma melhor compreensão da situação operacional e financeira do transporte aéreo,
faz-se necessário apresentar o contexto em que está inserido. Para tanto, é evidenciado
nesta seção o comportamento nos últimos dez anos das principais variáveis
macroeconômicas que afetam diretamente o setor.
Os custos com combustível (que representaram aproximadamente 38% do total de
custos e despesas de voo das empresas aéreas em 2012) e com arrendamento,
manutenção e seguro de aeronaves (13,2%), por exemplo, são diretamente influenciados
pela variação do preço do barril de petróleo e pela flutuação da taxa de câmbio
(R$/US$).
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Produto Interno Bruto e População


O Produto Interno Bruto – PIB é uma das mais importantes variáveis para mensurar o
crescimento de uma economia. Nesse sentido, o efeito renda, associado ao preço dos
serviços, constitui um dos principais fatores que explicam o crescimento do transporte
aéreo. No ano de 2012, em comparação a 2011, o PIB brasileiro cresceu 0,87%, o que
representou uma desaceleração em relação ao crescimento dos dois anos anteriores e à
taxa média anual de crescimento de 3,85% verificada desde 2003. Já a população
brasileira cresceu a uma taxa média de 1,06% ao ano no mesmo período.

Figura 1.1: Variação anual do PIB brasileiro (%), de 2003 a 2012

8% 7,5%

7%
6,1%
6% 5,7%
Variação Percentual PIB (%)

5,2%
5%
4,0%
4%
3,2%
3% 2,7%

2%
1,1%
0,9%
1%

0%

-1% -0,3%

2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Figura 1.2: Evolução da população brasileira, 2003 a 2012

200
Milhões de habitantes

196,5
194,9
195 193,3
191,5
189,6
190 187,6
185,6
185 183,4
181,1
180 178,7

175

170

165
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

29
Seção 1 – Cenário Macroeconômico

Taxa de Câmbio
No período de 2003 a julho de 2011 verificou-se uma tendência de desvalorização da
moeda norte americana em relação ao Real, com alta em 2009. A partir de agosto de
2011, iniciou-se uma oscilação com tendência de valorização. Em 2012, o Dólar
registrou valorização de 8,94% frente ao Real, quando comparada a cotação de final de
período de dezembro em relação à do mesmo mês do ano anterior. A moeda americana
iniciou o ano de 2012 em forte queda, atingindo a cotação de 1,71 no fechamento do
mês de fevereiro. Seguiu-se, então, período de forte alta, tendo encerrado o ano em 2,04.

Figura 1.3: Evolução da taxa de câmbio R$/US$, de 2003 a 2012

3,5

3
Taxa de Câmbio R$/US$

2,5

1,5

0,5

0
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Fonte: Sistema de Informações do Banco Central do Brasil – Sisbacen (PTAX-800).


ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Combustível
O preço médio do barril do petróleo (que considera os tipos: Brent, Dubai e West Texas
Intermediate – WTI) manteve em 2012 o mesmo patamar alcançado em 2011, oscilando
em torno de US$ 100,00, acima do dobro do registrado em janeiro de 2009, quando era
de US$ 43.91. O pico, registrado em março de 2012, foi de US$ 117,79, tendo o barril
finalizado o ano a uma cotação de US$ 101,17. Nos últimos dez anos, verificou-se alta
de 237% em relação à cotação de dezembro de 2003, que foi de US$ 29.95.

Figura 1.4: Evolução do preço médio internacional do barril do petróleo (Brent, Dubai e WTI), 2003 a 2012

140

120
Preço Médio do Barril de Petróleo (US$)

100

80

60

40

20

0
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Fonte: Fundo Monetário Internacional – FMI.

Além disso

31
Seção 2. ESTRUTURA DAS EMPRESAS
AÉREAS
A seção 2 apresenta um panorama sobre
as principais empresas brasileiras de
transporte aéreo, contemplando a
composição do seu quadro de pessoal e da
sua frota.
Seção 2 - Estrutura das Empresas Aéreas

Introdução
O mercado aéreo brasileiro encontra-se sob o regime de livre concorrência, havendo
liberdade para que as empresas entrem no mercado e ofertem serviços de transporte de
passageiros e carga em quaisquer linhas aéreas, observada exclusivamente a capacidade
operacional de cada aeroporto e as normas regulamentares de prestação de serviço
adequado expedidas pela ANAC, nos termos do art. 48 da Lei nº 11.182/2005.
Dezenove empresas brasileiras prestaram serviços de transporte aéreo no ano de 2012,
sendo que três realizaram exclusivamente operações de carga. Já as estrangeiras
somaram 75 empresas operando em 2012, com 29 atuando apenas no mercado de
transporte de carga.
Entre as empresas brasileiras, destacaram-se seis empresas que alcançaram,
individualmente, mais de 2% de participação no mercado doméstico (em termos de
RPK) e que juntas representaram 98% dos passageiros transportados neste segmento.
São elas: Gol, Tam, Azul, Trip, Avianca e Webjet. Já entre as exclusivamente
cargueiras, destacou-se a empresa Absa, que transportou 22,8% do total da carga paga
no mercado doméstico.
Segue abaixo uma breve descrição de cada uma dessas principais empresas aéreas
brasileiras:
Gol
A empresa iniciou suas operações no ano de 2001 e alcançou, ao final de 2012,
participação de 34% no mercado doméstico de passageiros e de 10% no mercado
internacional de passageiros entre as empresas brasileiras, em termos de RPK. A
empresa foi responsável, ainda, por 27% da carga paga doméstica transportada em
2012. Operou em 57 aeroportos em todos os estados brasileiros e em 21 aeroportos no
exterior, com uma frota de 126 aeronaves, com capacidade entre 141 e 185 passageiros.
Seu quadro de pessoal contou, no período, com mais de 16 mil funcionários, entre estes
aproximadamente 1.500 pilotos e co-pilotos e 3.200 comissários. Sua receita de voo foi
de 7,6 bilhões de reais em 2012.
Tam
Operando voos regulares desde a década de 70, a empresa manteve-se no ano de 2012
na posição de líder dos mercados doméstico e internacional de passageiros entre as
empresas aéreas brasileiras, com 40% e 89% do RPK, respectivamente. A empresa foi
responsável, ainda, por 42% da carga paga doméstica transportada em 2012. Realizou
operações em 46 aeroportos brasileiros em todos os estados e em 24 aeroportos em 14
outros países. A sua frota foi composta de 158 aeronaves, com capacidade entre 144 e
360 passageiros. Seu quadro de funcionários contou com mais de 29 mil funcionários,
entre estes aproximadamente 2.300 pilotos e co-pilotos e 5.900 comissários. Sua receita
de voo foi de 12,2 bilhões de reais.


A empresa Gol Linhas Aéreas está revisando as informações do Demonstrativo do Relatório Operacional
apresentadas à agência para adequar a classificação dos valores ao disposto na regulamentação vigente.

33
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO AÉREO - 2012

Azul
A Azul iniciou suas operações em dezembro de 2008 e foi responsável por 10% do RPK
doméstico em 2012, quando realizou operações em 61 aeroportos brasileiros em todos
os estados, com exceção de Roraima. A empresa foi responsável, ainda, por 1% da
carga paga doméstica transportada em 2012. Contou, em dezembro de 2012, com uma
frota de 61 aeronaves com capacidade entre 66 e 118 passageiros. Seu quadro de
pessoal contava com aproximadamente cinco mil funcionários, entre estes, 780 pilotos e
co-pilotos e 980 comissários. Sua receita de voo foi de 2,6 bilhões de reais.
Trip
A Trip Linhas Aéreas atua no mercado desde o ano de 1998, com foco na aviação
regional. Em 2012, a empresa registrou participação de 4,5% no mercado doméstico de
passageiros em termos de RPK e atuou em 105 aeroportos brasileiros em todos os
estados. A empresa foi responsável, ainda, por 1% da carga paga doméstica transportada
em 2012. Finalizou o ano com uma frota de 69 aeronaves, com configuração variando
entre 45 e 118 assentos de passageiros. Contou com aproximadamente 3.600
funcionários em 2012, dos quais, 661 pilotos e co-pilotos e 701 comissários. Sua receita
de voo foi de 1,6 bilhões de reais em 2012. Em continuidade ao plano de incorporação
da Trip pela Azul, em 1º de dezembro de 2012, as vendas de passagens para os seus
voos passaram a ser realizados por aquela.
Avianca
A Avianca está presente no mercado brasileiro desde 1998, quando ainda se chamava
Oceanair. Em 2012, a empresa alcançou participação de 5,4% no mercado doméstico de
passageiros em termos de RPK e atuou em 27 aeroportos brasileiros. A empresa foi
responsável, ainda, por 4% da carga paga doméstica transportada em 2012. Finalizou o
ano com uma frota de 32 aeronaves, com configuração variando entre 30 e 158 assentos
de passageiros. Contou com aproximadamente 3.200 funcionários, dos quais, 335 eram
pilotos e co-pilotos e 549 comissários. Sua receita de voo foi de 1,3 bilhões de reais.
Webjet
A Webjet iniciou suas operações em 2005 e foi responsável por 4,8% do RPK
doméstico em 2012. A empresa foi responsável, ainda, por 0,5% da carga paga
doméstica transportada em 2012. Realizou operações em 23 aeroportos brasileiros e
contou com uma frota de 31 aeronaves, com capacidade de 148 a 185 passageiros, ao
final de 2012. Seu quadro de pessoal contava com aproximadamente mil funcionários,
dentre estes 265 pilotos e co-pilotos e 439 comissários. Sua receita de voo foi de 933
milhões de reais em 2012. A empresa teve as suas operações incorporadas pela Gol em
23 de novembro de 2012.
Absa
A Absa é a maior empresa brasileira exclusivamente cargueira, atuando desde 1995 e
tendo sido responsável por 22,8% da carga paga transportada em 2012. Realizou
operações em 18 aeroportos brasileiros com uma frota de 5 aeronaves, cada uma com
capacidade para 52 toneladas de carga útil. Empregou 406 funcionários em 2012, sendo
75 pilotos. Sua receita de voo foi de 817 milhões de reais.

34
Seção 2 - Estrutura das Empresas Aéreas

Pessoal
Nota-se que houve pouca alteração no número e na composição do quadro de pessoal
das empresas aéreas brasileiras de 2012 em relação ao ano anterior, com pilotos e co-
pilotos representando aproximadamente 10% do total e comissários 19%.
Analisando-se o número de empregados por aeronave, tem-se um indicativo de
eficiência operacional das empresas do setor. Este valor depende também do tipo de
operação (passageiro, carga, regional, internacional etc.). Considerando as empresas
brasileiras, o setor teve uma pequena melhora nesse índice, passando de 126 em 2011
para 118. Abaixo, é apresentado o índice por empresa, além do índice de pilotos e co-
pilotos por mil decolagens e do percentual de pilotos em relação ao quadro total de
empregados das empresas.

Figura 2.1: Quantidade de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras, 2009 a 2012

100%
90%
14.987 17.392
80% 25.425 25.537
70% Outras
60% Pessoal de Tráfego e Vendas
13.256 13.676
50% 8.655 9.151 Pessoal de Manutenção e Revisão
40% 6.998 8.255 Auxiliares de Voo
7.074 8.023
30% Demais Tripulantes Técnicos
20% 9.157 11.856 12.366 11.996 Pilotos e Co-pilotos
10% 126 154 596 42
4.733 5.814 6.394 6.371
0%
2009 2010 2011 2012

Figura 2.2: Percentual de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras, 2012

0,1%
10,4%

Pilotos e Co-pilotos
41,8% 19,6%
Demais Tripulantes Técnicos
Auxiliares de Voo
Pessoal de Manutenção e Revisão
Pessoal de Tráfego e Vendas
13,1%
Outras

15,0%

35
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO AÉREO - 2012

Figura 2.3: Percentual de pilotos e co-pilotos no total de empregados – empresas aéreas brasileiras, 2011 e 2012

30,5% 30,4%
28,3% 27,8%
27,2%
24,8% 24,0%

17,7%
18,7% 18,3% 18,9%18,5%
18,2%
16,5% 16,5%
14,8% 15,0%
13,7%
11,0%
10,3% 10,4% 10,4%
10,0%
9,4% 8,0% 8,1%

Azul Gol NHT Avianca Passaredo Rio Sete Tam Trip Total Absa Webjet Indústria

2011 2012

Figura 2.4: Número de pilotos por mil decolagens – empresas aéreas brasileiras, 2011 e 2012

16,3
15,3 15,2

12,2

8,0
7,2 7,6 7,2 6,8
6,5 6,4 6,5 6,2
6,0 6,0 5,7 6,1
5,3 5,6
5,1 5,0 4,7 4,8
4,2
3,5 3,2

Azul Gol NHT Avianca Passaredo Rio Sete Tam Trip Total Absa Webjet Indústria

2011 2012

36
Seção 2 - Estrutura das Empresas Aéreas

Frota
Ao final de 2012, a frota das empresas brasileiras atingiu 518 aviões, um acréscimo de
2% em relação ao número apresentado em dezembro de 2011. Aeronaves com
capacidade entre 101 e 150 assentos de passageiros representaram 31,47%, enquanto
aquelas com capacidade de 151 a 200 assentos representaram 36,87%. A Boeing foi a
líder em quantidade de aeronaves operadas por empresas brasileiras no país em 2012,
com 36,10% do total, seguida da Airbus, com 31,85%. A Embraer foi a terceira
fabricante com mais aeronaves em operação no Brasil em 2012, com 14,48% de
participação.

Figura 2.5: Quantidade de aeronaves por fabricante – empresas aéreas brasileiras, 2009 a 2012

100% 4 3 2 5
7 7 6 5
10 12 11 14
14 14 14
90% 67
30 45 45

80%
49 56
67 75
70%
McD. Douglas
60% Cessna
125
166 LET
145 165
50% Fokker
ATR
40% Embraer
Airbus
30% Boeing

20% 177
176 180 187

10%

0%
2009 2010 2011 2012

37
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO AÉREO - 2012

Tabela 2.1: Distribuição de aeronaves por operador e fabricante – empresas aéreas brasileiras, 2012

Airbus Boeing Embraer ATR Fokker Cessna LET Total geral


Tam 147 11 0 0 0 0 0 158
Gol 0 126 0 0 0 0 0 126
Trip 0 0 25 44 0 0 0 69
Azul 0 0 46 15 0 0 0 61
Avianca 18 0 0 0 14 0 0 32
Webjet 0 31 0 0 0 0 0 31
Total 0 6 0 2 0 0 0 8
Rio 0 8 0 0 0 0 0 8
Sete 0 0 2 0 0 5 0 7
Passaredo 0 0 0 6 0 0 0 6
Absa 0 5 0 0 0 0 0 5
NHT 0 0 0 0 0 0 5 5
Abaeté 0 0 2 0 0 0 0 2
TOTAL 165 187 75 67 14 5 5 518

Figura 2.6: Percentual de aeronaves por assentos de passageiro instalados – empresas aéreas brasileiras, 2012

1,54% 3,67%
0,19%
6,18% 6,76%

0 (cargueiros)
13,32% Até 50
51 a 100
36,87% 101 - 150
151 - 200
201 - 250
31,47% 251 - 300
acima de 300

38
Seção 3. OFERTA DE TRANSPORTE AÉREO

A seção 3 ilustra os dados sobre a


evolução da oferta de serviços de
transporte aéreo pelas empresas
brasileiras e estrangeiras que operam no
Brasil, em termos de quantidade de voos
realizados, assentos-quilômetros
ofertados (ASK) e aeroportos utilizados.

39
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Indústria
A oferta de transporte aéreo manteve, em 2012, o comportamento de crescimento que
vem sendo observado desde 2005. Foram realizados 1,13 milhões de voos por empresas
brasileiras e estrangeiras, considerando operações domésticas e internacionais, o que
representou um aumento de 84,4% nos últimos 10 anos. Apesar de ter mantido a
tendência de crescimento, intensificou-se a desaceleração verificada em 2011, quando
foi registrado crescimento de 13,92%, após a alta de 15,91% em 2010. Em 2012, o
crescimento foi de 3,26%. O comportamento mês a mês mostra a diminuição
progressiva do crescimento, em relação ao mesmo mês do ano anterior, com aumento
acima de 11% em janeiro e fevereiro e uma redução de 7,13% nos voos realizados em
dezembro.
Do ponto de vista de assentos-quilômetros oferecidos (ASK), o comportamento é bem
semelhante, com um crescimento de 4,05% em 2012, após 11,19% em 2011 e 22,68%
em 2010.

Voos Realizados
Figura 3.1: Evolução da quantidade de voos – mercados doméstico e internacional, 2003-2012

1.200 1.126
Milhares de Voos

1.091

1.000 +84,4% 957

826
800 755
723
638 665
611 600
600

400

200

-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Doméstico Internacional

40
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo

Figura 3.2: Variação da quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2004-2012

18%
15,91%
16%
13,92%
14%
12%
10% 9,32%
8,64%
8%
6,24%
6% 4,54%
4,29%
4% 3,26%

2%
0%
-2%
-1,68%
-4%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 3.3: Variação da quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercados doméstico e internacional,
2012

15,00%

11,34% 11,62%

10,00% 8,30% 7,99%


6,38%
5,14%
5,00% 3,21%
2,07%

0,00%
-0,75%
-1,33%

-5,00%
-5,01%
-7,13%
-10,00%
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

41
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK)


Figura 3.4: Evolução do ASK – mercados doméstico e internacional, 2003-2012

300
266
256
250
230
+139%
Bilhões de ASK

200 188
176
156
150 136
133
111 118
100

50

-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Doméstico Internacional

Figura 3.5: Variação do ASK com relação ao ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2004-2012

25,00%
22,68%

20,00%

14,56%
15,00%
12,90% 12,80%
11,19%

10,00%
6,71%
5,84%
5,00% 4,05%
2,35%

0,00%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

42
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo

Mercado Doméstico
Em 2012, o mercado doméstico atingiu o maior nível de oferta dos últimos 10 anos,
atingindo a marca de 989 mil voos realizados. Entretanto, apresentou uma forte
desaceleração neste indicador. Após apresentar um crescimento de 13,8% no número de
voos em 2011, o aumento em 2012 foi de 3,4%. Na avaliação mês a mês, o ano de 2012
iniciou com um aumento de 12% em janeiro e fevereiro, em relação aos respectivos
meses de 2011, seguindo-se uma consistente desaceleração deste crescimento até
agosto. A partir de setembro, o mercado doméstico, como um todo, passou a apresentar
redução no número de decolagens, culminando com 7,55% menos voos em dezembro
de 2012 em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Analisando-se a oferta de assentos-quilômetros (ASK), observou-se um aumento de
2,75% em 2012, após um crescimento de 13,01% em 2011 e de 19,32% em 2010.
Tal desaceleração em 2012 foi resultado de uma redução na oferta por três das maiores
companhias brasileiras, Tam, Gol e Webjet, responsáveis por 62% dos voos domésticos
realizados, associada, por outro lado, a um aumento na quantidade de voos das empresas
Trip, Azul e Avianca, que somadas foram responsáveis por 32% das decolagens de
etapas domésticas. No acumulado do ano, Tam, Gol e Webjet combinadas realizaram
3,7% menos voos, enquanto Trip, Azul e Avianca somadas aumentaram seu número de
voos domésticos em 31,2%.
Tam e Gol foram responsáveis por 40% e 35% da oferta em ASK no ano de 2012,
respectivamente. A oferta da Tam manteve-se praticamente estável em relação a 2011,
apresentando um aumento de 0,8%, enquanto a Gol teve registrada uma redução de
5,31% neste indicador. Trip, Azul e Avianca somaram 19% da oferta de assentos-
quilômetros no ano, com todas as três apresentando aumento no volume de ASK. A
Avianca teve a maior variação, aumentando sua oferta em 82,26%, no comparativo com
2011. O crescimento somado das três foi de 42,3%.
Observando-se os dados mês a mês, nota-se uma redução em torno de 10% entre junho
e dezembro na oferta da Gol e, no caso da Tam, de 5% entre setembro e dezembro. Já
Trip, Azul e Avianca mantiveram crescimento em todos os meses do ano, comparando
ao mesmo mês do ano anterior, mas desacelerando ao longo do ano.
Com relação ao tráfego em aeroportos, os 20 maiores abrigaram 82,6% das decolagens
de voos domésticos. Destes, sete encontram-se na Região Sudeste, quatro na Região
Nordeste, quatro na Região Centro-Oeste, três na Região Sul e dois na Região Norte. Os
dois aeroportos com maior número de decolagens foram os de Guarulhos e Congonhas,
respectivamente, que juntos representaram 22,1% das decolagens em etapas domésticas
de voos.
Sob o aspecto geográfico, todas as regiões apresentaram um pequeno aumento no
número de decolagens domésticas, sendo que a Região Sudeste apresentou um
crescimento maior que as demais. Como conseqüência, a Região Sudeste foi a única que
apresentou aumento na sua participação no número de decolagens, saindo de 46,25%
em 2011 para 47,49% em 2012.
Um total de 142 aeroportos recebeu voos regulares e não-regulares em 2012. O estado
com o maior número de aeródromos utilizados foi o Amazonas, com 16, seguido por
Minas Gerais (15), São Paulo (14) e Pará (12).

43
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

A Trip foi a empresa com maior número de aeroportos utilizados em 2012, com 102. A
Azul foi a segunda, atendendo 61 localidades, e foi a que apresentou o maior
crescimento, tendo aumentado o número de aeroportos utilizados em 35,6%.

Voos Realizados
Figura 3.6: Evolução da quantidade de voos – mercado doméstico, 2003-2012

1.200
Milhares de Voos

989
1.000 956
841
+85%
800 723
620 647
549 575
600 535 517

400

200

-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 3.7: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004-2012

20%
16,27%

15% 13,76%
11,77%

10%
7,88%
6,25%
4,65% 4,34%
5% 3,44%

0%

-5% -3,34%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

44
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo

Figura 3.8: Variação na quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012

15%
12,08% 11,92%

10% 8,63% 8,73%


6,90%

4,45% 4,12%
5%
2,81%

0%

-1,08% -0,88%

-5%
-5,88%
-7,55%
-10%
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Figura 3.9: Participação das sete maiores empresas no número de voos – mercado doméstico, 2012

2%
4%
5%
5%
29%
Gol
TAM
13%
989.137 Trip
Azul
voos Avianca
Webjet
14% Passaredo
Outras
28%

45
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 3.10: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior – Por empresa – mercado doméstico, 2012

40,73%

33,24%

22,67%

-2,76% -2,68%

-14,83% -14,89%
-21,72%

Gol TAM Trip Azul Avianca Webjet Passaredo Outras

Figura 3.11: Participação dos 20 principais aeroportos na quantidade de decolagens – mercado doméstico, 2012

SBGR 11,8%

SBSP 10,3%

SBBR 9,9%

SBGL 7,7%

SBCF 7,2%

SBRJ 6,7%

SBKP 6,5%

SBSV 5,9%

SBCT 5,1%

SBPA 4,4%

SBRF 4,2%

SBFZ 3,3%

SBBE 2,6%

SBVT 2,5%

SBGO 2,3%

SBFL 2,3%

SBEG 2,3%

SBCY 2,2%

SBNT 1,4%

SBSL 1,2%

Outros 27,4%

0% 5% 10% 15% 20% 25% 30%

46
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo

Figura 3.12: Quantidade de decolagens por Região (milhares) – mercado doméstico, 2012

81,7
173,1

129,1

469,7
135,4

47
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 3.13: Quantidade de decolagens por mil de habitantes, por Região – mercado doméstico, 2012

10
8,95
9
Decolagens / Milhar de habitantes

5,54 5,76
6
4,88
5

4
3,12
3

0
CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL

Figura 3.14: Quantidade de decolagens para cada mil R$ em PIB gerado, por Região – mercado doméstico, 2010*

1,0
0,89
0,9
Decolagens / Milhar de R$ em PÌB

0,8 0,74
0,7
0,62
0,6

0,5
0,42 0,42
0,4

0,3

0,2

0,1

0,0
CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL

*Dados de PIB anual por estados após 2010 ainda não divulgados pelo IBGE

48
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo

Figura 3.15: Percentual de decolagens por Região – mercado doméstico, 2011 e 2012

13,69%
SUL 13,84%

SUDESTE 47,49%
46,25%

8,26%
2012
NORTE 8,46%
2011

17,50%
NORDESTE 17,94%

13,06%
CENTRO-OESTE 13,51%

Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK)


Figura 3.16: Evolução do ASK – mercado doméstico, 2003 a 2012

140

116 119
120
+175% 103
100
Bilhões de ASK

86
80 75
67
57
60 51
43 45
40

20

-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

49
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 3.17: Variação do ASK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012

25%

19,3%
20%
18,0%

14,6%
15% 13,2%
12,6% 13,0%
11,4%

10%

5% 3,5%
2,7%

0%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 3.18: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012

20%

15,1%
15%
12,3%

10%
7,0% 7,2%
5,0%
4,3%
5%
2,1%
0,6%
0%

-2,1% -2,1%
-5%
-5,7%
-7,4%
-10%
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

50
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo

Figura 3.19: Participação das sete maiores empresas no ASK – mercado doméstico, 2012

0% 1%

5%
5%
9% Gol
35%
TAM
5% Trip
Azul
Avianca
Webjet
Passaredo
40% Outras

Figura 3.20: Variação do ASK com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico, 2012

100%
82,3%
80%

60%
41,1%
40%
27,9%

20%
0,8%
0%
-5,3% -5,7%
-20%
-21,3%
-40%

-60% -52,8%
Gol TAM Trip Azul Avianca Webjet Passaredo Outras

51
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 3.21: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Gol e Tam – mercado doméstico,
2012

15%

10%

5%

0%
GOL
Tam
-5%

-10%

-15%

Figura 3.22: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Trip, Azul e Avianca – mercado doméstico,
2012

120%

100%

80%

60%

40%

20%

0%

Trip Azul Avianca

52
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo

Aeroportos Utilizados
Figura 3.23: Quantidade de aeroportos utilizados por voos domésticos regulares e não regulares – por Unidade da Federação,
2012

53
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 3.24: Decolagens por estado e aeroporto – Região Sudeste, 2012

TOTAL - SP 247.273
SBGR - SP 91.331
SBSP - SP 80.315
SBKP - SP 50.831
SBRP - SP 9.446
SBSR - SP 5.001
SBAE - SP 2.290
SBDN - SP 2.233
SBAU - SP 2.032
SBSJ - SP 1.797
SBML - SP 1.459
SJTC - SP 532
SDVG - SP 3
SDCO - SP 2
SBYS - SP 1 Região
TOTAL - RJ
SBGL - RJ 59.622
114.042
Sudeste
SBRJ - RJ
SBME - RJ 1.151
51.783
469.775
SBCP - RJ
SBCB - RJ
1.083
236
decolagens
SDRS - RJ 167
TOTAL - MG 88.865
SBCF - MG 56.126
SBBH - MG 8.232
SBUL - MG 7.669
SBIP - MG 3.987
SBMK - MG 3.467
SBUR - MG 2.288
SBGV - MG 1.966
SBJF - MG 1.925
SBAX - MG 1.315
SBVG - MG 815
SBZM - MG 641
SNPD - MG 219
SNJR - MG 160
SNDT - MG 54
SBPC - MG 1
TOTAL - ES 19.595
SBVT - ES 19.595

54
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo

Figura 3.25: Decolagens por estado e aeroporto – Região Nordeste, 2012

TOTAL - BA 59.130

SBSV - BA 45.986

SBPS - BA 5.460

SBIL - BA 4.087

SBQV - BA 2.544

SNBR - BA 828

SBLE - BA 106

SBTC - BA 100

SNGI - BA 19

TOTAL - PE 36.107

SBRF - PE 32.576

SBPL - PE 2.313

SBFN - PE 1.218

TOTAL - CE 28.770

SBFZ - CE 25.740

SBJU - CE 3.030
Região
TOTAL - MA 11.716 Nordeste
SBSL - MA

SBIZ - MA 2.164
9.552
173.139
TOTAL - RN 10.976 decolagens
SBNT - RN 10.976

TOTAL - SE 8.265

SBAR - SE 8.265

TOTAL - AL 7.257

SBMO - AL 7.257

TOTAL - PB 5.736

SBJP - PB 5.101

SBKG - PB 635

TOTAL - PI 5.182

SBTE - PI 5.182

55
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 3.26: Decolagens por estado e aeroporto – Região Sul, 2012

TOTAL - PR 62.633

SBCT - PR 39.487

SBLO - PR 7.582

SBFI - PR 7.550

SBMG - PR 5.632

SBCA - PR 2.174

SSFB - PR 208

TOTAL - RS 40.458

SBPA - RS 34.434

SBCX - RS 1.426

SJRG - RS 1.015

SBSM - RS 946
Região Sul
SBPK - RS 880

SBPF - RS 776
135.370
SSER - RS 386 decolagens
SBNM - RS 327

SBUG - RS 224

SSZR - RS 44

TOTAL - SC 32.279

SBFL - SC 18.141

SBNF - SC 7.389

SBJV - SC 3.473

SBCH - SC 1.928

SBCM - SC 677

SSJA - SC 392

SBCD - SC 229

SSCK - SC 50

56
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo

Figura 3.27: Decolagens por estado e aeroporto – Região Centro-Oeste, 2012

TOTAL - DF 76.755

SBBR - DF 76.755

TOTAL - MT 21.438

SBCY - MT 17.197

SWRD - MT 1.486

SWSI - MT 1.430

SBAT - MT 867

SWFX - MT 309 Região


SJHG - MT 146 Centro-Oeste
SWHP - MT 1 129.151
SNXL - MT 1
decolagens
SBBW - MT 1

TOTAL - GO 19.466

SBGO - GO 18.202

SBCN - GO 514

SWLC - GO 500

SWIQ - GO 250

TOTAL - MS 11.492

SBCG - MS 10.343

SBDO - MS 392

SBCR - MS 357

SSDO - MS 249

SBDB - MS 151

57
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 3.28: Decolagens por estado e aeroporto – Região Norte, 2012

TOTAL - PA 37.679
SBBE - PA 19.944
SBMA - PA 5.091
SBSN - PA 4.135
SBHT - PA 2.630
SBCJ - PA 2.147
SBIH - PA 832
SDOW - PA 797
SBTB - PA 611
SBTU - PA 505
SNDC - PA 492
SBMD - PA 285
SBAA - PA 210
TOTAL - AM 23.050
SBEG - AM 17.581
SBUY - AM 1.397
SBTF - AM 1.105
SBTT - AM 597
SWPI - AM 473
SWKO - AM 453
SBUA - AM 218
SWBC - AM 215 Região Norte
SWEI - AM 209
SWLB - AM
SWHT - AM
203
203
81.702
SWTP - AM
SWOB - AM
107
104
decolagens
SDCG - AM 104
SWCA - AM 74
SBMY - AM 7
TOTAL - RO 10.111
SBPV - RO 7.194
SBJI - RO 1.307
SBVH - RO 836
SSKW - RO 774
TOTAL - TO 4.736
SBPJ - TO 3.878
SWGN - TO 509
SWGI - TO 349
TOTAL - AC 2.794
SBRB - AC 2.401
SBCZ - AC 391
SDSC - AC 2
TOTAL - AP 2.185
SBMQ - AP 2.179
SBOI - AP 5
SNBA - AP 1
TOTAL - RR 1.147
SBBV - RR 1.147

58
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo

Figura 3.29: Aeroportos utilizados por empresa – mercado doméstico, 2011 e 2012

102
Trip 96

61
Azul 45

57
Gol 57

51
Passaredo 70

46
Tam 48

26
Avianca 26

23
Wejet 22

23 2012
Total 19 2011

22
Sete 20

16
NHT 19

16
Absa 17

15
Rio 16

15
Pantanal 31

3
Team 8

2
Abaeté 3

59
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Mercado Internacional
Em 2012, o mercado internacional atingiu o maior nível de oferta dos últimos 10 anos,
ultrapassando os 137 mil voos realizados. Entretanto, o crescimento do número de voos
em 2012, de 2%, foi significativamente menor do que aquele registrado nos últimos dois
anos, de 13,45% em 2010 e de 15,08% em 2011. Na avaliação mês a mês, nota-se que
durante o primeiro semestre houve crescimento em todos os meses no número de voos
internacionais em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já a partir de julho, observa-se
que a oferta decresceu em torno de 3% a 4% na maioria dos meses, com pequeno
crescimento apenas em outubro e novembro.
Analisando-se a oferta de assentos-quilômetros (ASK), observou-se um aumento de
5,13% em 2012, após um crescimento de 9,72% em 2011 e de 25,52% em 2010.
As empresas brasileiras foram responsáveis por 29,7% dos voos internacionais, após
uma participação de 30,9% em 2011. Isto se deve a uma redução de 2,0% na quantidade
de voos ofertados pelas nacionais e um aumento de 3,8% nos voos operados pelas
estrangeiras.
Tam e Gol somadas foram responsáveis por 95% dos voos internacionais operados por
empresas brasileiras. Considerando todas as empresas brasileiras e estrangeiras, as duas
maiores brasileiras tiveram 17,6% e 10,7% de participação na oferta de voos em 2012,
respectivamente. Em seguida, aparecem as empresas estrangeiras American Airlines
(6,2% dos voos) e Tap Portugal (5,2%). As quatro tiveram aumento no número de voos
internacionais em 2012, sendo o maior crescimento da American Airlines (13,8%) e o
menor da Gol (0,5%).
Ao se avaliar o ASK, a participação da Tam sobe para 19,7%, enquanto a da Gol recua
para 2,9%.
O continente com o maior número de voos com origem ou destino no Brasil foi a
America do Sul, seguido de America do Norte e Europa. Entretanto, a América do Sul
foi o único continente que apresentou redução neste indicador. Considerando os países
individualmente, o maior volume de voos se concentrou entre Brasil e Estados Unidos,
sendo a Argentina o segundo destino com mais voos.

60
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo

Voos Realizados
Figura 3.30: Evolução do número de voos realizados – mercado internacional, 2003 a 2012

160
Milhares de Voos

135,1 137,8
140
+80,0%
117,4
120 109,1
103,3 103,5
100 89,2 91,0
84,0
76,4
80

60

40

20

-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 3.31: Variação no número de voos realizados em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012

20%

15,1%
15% 13,5% 13,4%

9,9%
10%
6,2% 5,7%
5%
2,1% 2,0%

0%

-5%
-5,2%

-10%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

61
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 3.32: Variação no número de voos realizados em relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado internacional, 2004
a 2012

12%
10,2%
9,6%
10%

8%
6,3% 6,1%
6%

4% 2,9% 2,7%
2% 1,5%
0,2%
0%

-2%

-4% -3,2% -3,2% -3,1%


-4,1%
-6%
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Figura 3.33: Evolução do número de voos realizados – mercado internacional – por nacionalidade da empresa, 2003 a 2012

120
Milhares de Voos

96,8
100 93,3

78,0
80
64,3 65,1 63,2
57,5
60 53,6
49,7
44,7 44,1 41,8
39,0 40,2 39,3 40,9
40 34,3 35,6 33,5
31,7

20

-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Figura 3.34: Percentual de voos realizados por nacionalidade da empresa – mercado internacional, 2003 a 2012

58,5% 59,2% 60,1% 63,2% 62,3% 59,6% 61,1% 66,5% 69,1% 70,3%

41,5% 40,8% 39,9% 36,8% 37,7% 40,4% 38,9% 33,5% 30,9% 29,7%

2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

62
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo

Figura 3.35: Variação do número de voos realizados em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional – por
nacionalidade da empresa

140%

116,7%
120%

100%

80%

60%

40%
29,1%

20%

0%
Brasileiras Estrangeiras

Figura 3.36: Variação do número de voos realizados em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional – por
nacionalidade da empresa

5%

4% 3,8%

3%

2%

1%

0%

-1%

-2%
-2,0%
-3%
Brasileiras Estrangeiras

63
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 3.37: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de voos realizados – mercado internacional,
2012

17,6%

Tam
10,7% Gol
Demais Brasileiras
58,9% 1,5% Tap Portugal
5,2%
American Airlines
6,2% Demais Estrangeiras

Figura 3.38: Variação na quantidade de voos realizados em 2012 pelas quatro maiores empresas com relação a 2011– mercado
internacional

16%
13,8%
14%

12%

10%

8%

6%

4% 3,1% 3,0%
1,9%
2%
0,5%
0%
Tam Gol Tap Portugal American Airlines Demais Estrangeiras

64
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo

Figura 3.39: Quantidade de voos realizados entre o Brasil e outros países, por continente, 2011 e 2012

54,84
América do Sul
58,40

27,50
América do Norte
24,85

26,02
Europa
25,56

8,53 2012
América Central
6,56 2011

2,20
Ásia
1,72

2,90
Áfria
2,48

0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0

Milhares de Voos

65
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 3.40: Quantidade de voos realizados entre o Brasil e os 20 principais destinos internacionais, 2011 e 2012

26,78
ESTADOS UNIDOS
24,13

25,78
ARGENTINA
25,55

8,58
URUGUAI
10,96

7,11
PORTUGAL
6,96

6,55
PANAMÁ
4,67

6,52
BRASIL
6,59

5,83
CHILE
5,75

4,10
FRANÇA
4,65

3,82
ESPANHA
4,15

3,65
ALEMANHA
3,21

3,37 2012
PERU
5,05
2011
3,00
PARAGUAI
2,99

3,39
COLÔMBIA
3,35

2,39
REINO UNIDO
2,21

2,37
ITÁLIA
2,04

1,64
MÉXICO
1,45

1,60
BOLÍVIA
1,69

1,80
VENEZUELA
1,72

1,47
EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
0,73

1,21
HOLANDA
0,84

- 5 10 15 20 25 30

Milhares de Voos

66
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo

Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK)


Figura 3.41: Evolução do ASK – mercado internacional, 2003 a 2012

160 147,7
Bilhões de ASK

140,4
140
+116,6% 128,0

120
101,1 102,0
100 88,8
82,7 79,2
80 73,2
68,2

60

40

20

-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 3.42: Variação no ASK em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012

30%
25,52%
25%

20%

15% 13,09% 13,88%


12,08%
9,72%
10% 7,33%
5,13%
5%
0,87%
0%

-5%
-4,27%
-10%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

67
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 3.43: Evolução do ASK – mercado internacional – por nacionalidade das empresas, 2003 a 2012

120 114,2
Bilhões de ASK

107,0
97,0
100

80 73,3 73,6
65,5
57,0
60 52,3
44,5
40,8
40 30,4 31,0 33,4 33,4
27,4 28,7 27,8 28,4
22,3 23,3
20

-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Figura 3.44: Variação do ASK em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa

200%
179,8%
180%

160%

140%

120%

100%

80%

60%

40%
22,2%
20%

0%
Brasileiras Estrangeiras

68
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo

Figura 3.45: Variação do ASK em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa

8%

7% 6,7%

6%

5%

4%

3%

2%

1%

0%
0,0%
-1%
Brasileiras Estrangeiras

Figura 3.46: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de ASK – mercado internacional, 2012

19,7%

2,9%
Tam
0,1%
Gol
9,0% Demais Brasileiras
59,8% Tap Portugal
American Airlines
8,6%
Demais Estrangeiras

69
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 3.47: Variação do ASK das quatro maiores empresas em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional

14% 12,7%
12%

10%

8%
6,5%
6%

4% 3,2%
2,2%
2%

0%

-2%

-4%

-6% -4,9%
Tam Gol Tap Portugal American Airlines Demais Estrangeiras

70
Seção 4. DEMANDA POR
TRANSPORTE AÉREO
A seção 4 apresenta os dados referentes à
demanda por transporte aéreo, em termos
de passageiros pagos transportados,
passageiros-quilômetros pagos
transportados (RPK) e carga paga
transportada.
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Indústria
O mercado de transporte aéreo atingiu um marco histórico: rompeu a barreira dos 100
milhões de passageiros pagos transportados. Em 2012, contabilizando-se os voos
domésticos e internacionais, foram transportados 107,2 milhões de passageiros pagos,
por empresas brasileiras e estrangeiras. Este número representou um aumento de 188%
nos últimos 10 anos. Apesar de ter mantido a tendência de crescimento, o mercado vem
desacelerando desde 2010, quando atingiu o pico de 22,65% de crescimento no número
de passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior, tendo registrado alta de
16,86% em 2011 e de 7,24% em 2012.
Do ponto de vista de passageiros-quilômetros pagos transportados (RPK), o
comportamento foi bem semelhante, com um crescimento em 2012 de 5,43%. O
crescimento em 2011 foi de 12,49% e o de 2010 foi de 29,82%.
A quantidade de carga paga transportada cresceu 65,96% nos últimos dez anos, com
retração de 2,44% em 2012, após crescimento de 12,67% em 2011 e de 38,78% em
2010.

Passageiros Pagos Transportados


Figura 4.1: Evolução da quantidade de passageiros pagos transportados, 2003 a 2012

120
Milhões de Passageiros Pagos

107,2
99,9
100
85,5
80 +188%
69,7
63,5
60 59,7
54,0
49,1
41,2
40 37,2

20

-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Doméstico Internacional
Figura 4.2: Variação anual da quantidade de passageiros pagos transportados, doméstico e internacional, 2004 a 2012

25%
22,65%

19,20%
20%
16,86%

15%
10,77% 10,49%
9,95% 9,76%
10%
7,24%
6,45%

5%

0%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

72
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK)


Figura 4.3: Evolução da quantidade de passageiros-quilômetros pagos transportados – mercados doméstico e internacional,
2003 a 2012

250

200

+163%
Bilhões de RPK

150 118
113
102
100 76
79
71
66 65
52 57
50
81 87
70
46 50 57
29 35 41
26
-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Doméstico Internacional

Figura 4.4: Variação anual da quantidade de passageiros-quilômetros pagos transportados – mercados doméstico e
internacional, 2004 a 2012

35%

29,82%
30%

25%

20%
16,37%
15% 12,49%
11,47%
10,27% 10,41%
10%

4,81% 5,43%
5% 3,49%

0%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

73
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Carga Paga Transportada


Figura 4.5: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercados doméstico e internacional, 2003 a 2012

1.200
1.122 1.095
+65,96% 996
1.000
Milhares de Toneladas

819 830
755 787
800 733 718
660
600

400

200

-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Doméstico Internacional

Figura 4.6: Variação anual da quantidade de carga paga transportada – mercados doméstico e internacional, 2004 a 2012

50%

38,78%
40%

30%

20%
11,12% 12,67%
10%
2,98% 4,20% 4,12%
1,33%
0%
-2,44%
-10%

-13,52%
-20%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

74
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Mercado Doméstico
Após 10 anos consecutivos de crescimento, o número de passageiros pagos
transportados no mercado doméstico em 2012 foi de 88,7 milhões, maior valor desde o
início da série histórica. Tendo atingido a maior taxa de crescimento em 2010 (23,10%).
A partir de então, o ritmo de crescimento desacelerou, mas ainda apresentou alta de
17,11% em 2011 e 8,03% em 2012, mesmo ante à redução na oferta de voos neste
último ano. Na avaliação mês a mês, observa-se crescimento em todos os meses, em
relação aos respectivos meses de 2011, tendo sido superior a 10% em janeiro, fevereiro
e junho, e inferior a 5% apenas em março e dezembro. Fevereiro foi o mês que
apresentou a maior taxa de crescimento (13,79%) e dezembro a menor (2,88%), em
termos de passageiros pagos transportados.
A empresa que mais transportou passageiros pagos domésticos em 2012 foi a Tam
(35,2% do total), seguida muito de perto pela Gol (34,6% do total). Entretanto, a Gol
apresentou um número de passageiros pagos transportados estável em relação a 2011,
com redução de 0,22%, enquanto a Tam obteve um aumento de 6,31% neste indicador.
Azul, Trip, Avianca e Webjet somaram 28,4% dos passageiros domésticos
transportados, destas apenas a Webjet apresentou redução na comparação com o ano
anterior. O maior crescimento percentual foi da Avianca, com um incremento de
52,78%. Já em números absolutos, o maior aumento foi da Azul, que transportou 2,60
milhões de passageiros a mais, seguida pela Tam, com 1,85 milhões de passageiros a
mais.
O crescimento do mercado doméstico em 2012 foi de 6,8% em termos de passageiros-
quilômetros pagos transportados (RPK). O indicador registrou alta de 15,9% em 2011 e
de 23,8% em 2010.
Quanto à participação de mercado das empresas, em termos de RPK, a Gol apresentou
uma redução de 37,4% em 2011 para 33,9% em 2012, enquanto a parcela da Tam
permaneceu praticamente estável (40,0% em 2011 e 40,3% em 2012). As demais
companhias, combinadas, passaram de 22,6% do RPK em 2011 para 25,8% em 2012,
crescimento de 14,2% na participação.
A Região brasileira que concentrou a maior parte dos embarques de passageiros pagos
foi o Sudeste, com 43,1 milhões de passageiros (48,7%). Em seguida vieram as regiões
Nordeste com 16,8 milhões (19,0%), Centro-Oeste com 11,9 milhões (13,4%) e Sul
com 11,4 milhões (12,9%). A Região com o menor número de passageiros pagos
embarcados em 2012 no mercado doméstico foi a Norte, com 5,4 milhões (6,06%).
Quando considerada a quantidade de embarques em relação à população de cada
Região, Centro-Oeste destacou-se com 83 embarques para cada 100 habitantes em
2012, seguida pela Sudeste (53/100), Sul (41/100), Norte (36/100) e Nordeste (30/100).
Ao confrontar a quantidade de passageiros pagos embarcados nas aeronaves com o PIB
de cada Região, tem-se que a Centro-Oeste figurou com a maior proporção em 2012,
com 64 embarques para cada R$ 1.000,00 de PIB gerado, seguida da Nordeste (com 59
embarques), Norte (com 55 embarques), Sudeste (com 35 embarques) e Sul (com 32
embarques).
Os 20 maiores aeroportos em quantidade de passageiros pagos abrigaram 85% dos
embarques e desembarques em voos domésticos. Todos registraram crescimento na
movimentação de passageiros em 2012, com destaque para Viracopos-SP (18%).

75
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

O mercado doméstico de carga paga transportada registrou retração de 8,6% em 2012,


após haver crescido 14,5% em 2011 e 42,55% em 2010. Tam alcançou participação de
41,7% em 2012 neste mercado, seguida da Gol com 27,4% e Absa com 22,8%. No
entanto, a Avianca destacou-se com crescimento de 26,7% na quantidade de carga paga
transportada em 2012. Todas as 10 principais rotas da carga em 2012 envolveram o
aeroporto de Guarulhos em São Paulo, sendo que a principal rota foi Manaus/São
Paulo-Guarulhos/Manaus (com mais de 74 mil toneladas).

Passageiros Pagos Transportados


Figura 4.7: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado doméstico, 2003-2012

100
Milhões de Passageiros

88,7
90
82,1
80
+205% 70,1
70

60 56,9
49,9
50 47,4
43,2
38,7
40
32,1
29,1
30

20

10

-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 4.8: Variação nos passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012

25%
23,10%

20,69%
20%

17,11%

15% 14,04%

11,51%
10,17% 9,72%
10%
8,03%

5,42%
5%

0%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

76
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.9: Variação nos passageiros pagos transportados com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico,
2012

16%

13,79%
14%

12% 11,23%
10,58%

10% 9,26%
8,53%
8,14% 8,07%
8% 7,09% 7,19%
6,86%

6%

3,99%
4%
2,88%

2%

0%
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Figura 4.10: Evolução da quantidade de passageiros pagos domésticos e da população brasileira, 2003 a 2012

250
Milhões

193,3 194,9 196,5


200 187,6 189,6 191,5
181,1 183,4 185,6
178,7

150

100 88,7
82,1
70,1
56,9
47,4 49,9
50 38,7 43,2
29,1 32,1

0
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Passageiros Domésticos Pagos População

77
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 4.11: Participação das sete maiores empresas em passageiros pagos transportados – mercado doméstico,
2012

0,8% 1,0%

5,3%
5,3% Tam
6,4% Gol
35,2%
Azul
11,4% 88.665.102 Trip
passageiros Avianca
Webjet
Passaredo
Outras
34,6%

Figura 4.12: Variação de passageiros pagos transportados com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico,
2012

60% 52,78%
50% 45,31%

40% 34,53%

30%

20%

10% 6,31%

0%
-0,22%
-10%

-20% -11,92% -14,37%

-30%

-40% -32,66%
Gol Tam Azul Trip Avianca Webjet Passaredo Outras

Figura 4.13: Aumento no número de passageiros pagos transportados (milhões de passageiros) – mercado doméstico, 2012

Azul 2,60

Tam 1,85

Trip 1,77

Avianca 1,62

78
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.14: Passageiros pagos embarcados por Região brasileira – mercado doméstico, 2012

5,4

16,8

11,9

43,1
11,4

Figura 4.15: Quantidade de embarques por habitante, por Região – mercado doméstico, 2012

0,90
0,83
0,80

0,70
Embarques/Habitantes

0,60
0,53
0,50
0,41
0,40 0,36
0,30
0,30

0,20

0,10

0,00
CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL

79
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 4.16: Quantidade de embarques por milhar de reais em PIB gerado, por Região – mercado doméstico, 2010*

70,0
63,81
58,97
60,0 54,90
Embarques / Milhar de R$ em PÌB

50,0

40,0 35,20
32,32
30,0

20,0

10,0

0,0
CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL

*Dados de PIB anual por estados após 2010 ainda não divulgados pelo IBGE

Figura 4.17: Distribuição dos passageiros embarcados por Região – mercado doméstico, 2012

12,91% 13,43%

18,95% CENTRO-OESTE
88.665.102 NORDESTE
passageiros NORTE
SUDESTE
6,06% SUL
48,65%

80
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.18: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Sudeste – mercado doméstico, 2012

TOTAL-SP 24.229.584

SBGR-SP 10.204.265

SBSP-SP 8.443.606

SBKP-SP 4.236.456

SBRP-SP 552.118

SBSR-SP 362.810

SBDN-SP 139.725

SBSJ-SP 85.372

SBAU-SP 75.134

SBAE-SP 44.676

SBML-SP 43.580

SJTC-SP 41.842

TOTAL-RJ 10.963.025

SBGL-RJ 6.433.156

SBRJ-RJ 4.487.991

SBCP-RJ 18.086

SBME-RJ 16.467

SBCB-RJ 6.556

SDRS-RJ 769

TOTAL-MG 6.230.758

SBCF-MG 4.968.271

SBUL-MG 482.277

SBBH-MG 263.978

SBMK-MG 155.916

SBIP-MG 109.438 Região Sudeste


SBUR-MG

SBJF-MG
80.331

52.975
43.139.043
SBGV-MG 45.810 passageiros pagos
SBZM-MG 32.131

SBAX-MG 19.919
embarcados
SBVG-MG 15.436

SNPD-MG 2.505

SNJR-MG 1.467

SNDT-MG 261

SBPC-MG 43

TOTAL-ES 1.715.676

SBVT-ES 1.715.676

81
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 4.19: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Nordeste – mercado doméstico, 2012

TOTAL-BA 5.415.327

SBSV-BA 4.424.450

SBPS-BA 596.096

SBIL-BA 254.761

SBQV-BA 101.775

SNBR-BA 25.319

SBTC-BA 8.996

SBLE-BA 3.843

SNGI-BA 87

TOTAL-PE 3.433.205

SBRF-PE 3.125.679

SBPL-PE 228.195

SBFN-PE 79.331

TOTAL-CE 2.996.386

SBFZ-CE 2.778.890

SBJU-CE 217.496

TOTAL-RN 1.226.674

SBNT-RN 1.226.674

TOTAL-MA 1.101.441
Região Nordeste
SBSL-MA

SBIZ-MA 146.188
955.253
16.802.642
TOTAL-AL 829.290 passageiros pagos
SBMO-AL 829.290 embarcados
TOTAL-PB 668.608

SBJP-PB 607.618

SBKG-PB 60.990

TOTAL-SE 642.171

SBAR-SE 642.171

TOTAL-PI 489.540

SBTE-PI 489.540

82
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.20: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Centro-Oeste – mercado doméstico,
2012

TOTAL-DF 8.106.711

SBBR-DF 8.106.711

TOTAL-GO 1.479.384

SBGO-GO 1.414.474

SBCN-GO 55.387

SWLC-GO 9.188

SWIQ-GO 335

TOTAL-MT 1.458.914

SBCY-MT 1.329.791

SWSI-MT 54.675

SWRD-MT 36.765

SBAT-MT 36.691
Região Centro-Oeste
SWFX-MT 570
11.904.681
passageiros pagos
SJHG-MT 395
embarcados
SBBW-MT 27

TOTAL-MS 859.672

SBCG-MS 825.940

SBCR-MS 14.966

SBDO-MS 9.244

SBDB-MS 4.974

SSDO-MS 4.548

83
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 4.21: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Sul – mercado doméstico, 2012

TOTAL-PR 5.173.036

SBCT-PR 3.378.943

SBFI-PR 801.727

SBLO-PR 532.182

SBMG-PR 374.068

SBCA-PR 85.319

SSFB-PR 797

TOTAL-RS 3.839.751

SBPA-RS 3.669.715

SBCX-RS 127.943

SBPF-RS 25.208

SJRG-RS 7.299
Região Sul
SBSM-RS 3.015
11.448.849
SBPK-RS 2.441 passageiros pagos
SBNM-RS 1.615 embarcados
SBUG-RS 1.290

SSER-RS 1.010

SSZR-RS 215

TOTAL-SC 2.436.062

SBFL-SC 1.514.484

SBNF-SC 591.019

SBJV-SC 206.875

SBCH-SC 105.391

SBCM-SC 16.697

SSJA-SC 1.056

SSCK-SC 293

SBCD-SC 247

84
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.22: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Norte – mercado doméstico, 2012

TOTAL-PA 2.201.034
SBBE-PA 1.599.450
SBSN-PA 233.561
SBMA-PA 182.996
SBHT-PA 73.393
SBCJ-PA 60.582
SBIH-PA 18.684
SBTB-PA 11.516
SBTU-PA 9.404
SDOW-PA 4.476
SBMD-PA 4.434
SNDC-PA 2.274
SBAA-PA 264
TOTAL-AM 1.655.559
SBEG-AM 1.481.311
SBUY-AM 57.907
SBTF-AM 30.898
SWPI-AM 23.333
SBTT-AM 20.925
SWKO-AM 14.213 Região Norte
SBUA-AM 6.136
SWEI-AM 5.786 5.369.887
SWLB-AM 5.151
SWCA-AM 2.709 passageiros pagos
SWBC-AM 1.830
SDCG-AM 1.803
SWHT-AM 1.454
SWTP-AM 1.154
SWOB-AM 949
TOTAL-RO 604.868
SBPV-RO 516.319
SBJI-RO 58.891
SSKW-RO 14.841
SBVH-RO 14.817
TOTAL-TO 284.001
SBPJ-TO 276.602
SWGN-TO 7.031
SWGI-TO 368
TOTAL-AP 271.687
SBMQ-AP 271.656
SNBA-AP 31
TOTAL-AC 202.160
SBRB-AC 175.968
SBCZ-AC 26.192
TOTAL-RR 150.578
SBBV-RR 150.578

85
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 4.23: Distribuição dos embarques nos 20 maiores aeroportos – mercado doméstico, 2012

SBGR 13,52%

SBSP 11,18%

SBBR 10,74%

SBGL 8,52%

SBCF 6,58%

SBRJ 5,94%

SBSV 5,86%

SBKP 5,61%

SBPA 4,86%

SBCT 4,48%

SBRF 4,14%

SBFZ 3,68%

SBVT 2,27%

SBBE 2,12%

SBFL 2,01%

SBEG 1,96%

SBGO 1,87%

SBCY 1,76%

SBNT 1,62%

SBSL 1,27%

Outros 17,44%

0% 2% 4% 6% 8% 10% 12% 14% 16% 18% 20%

86
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.24: Variação no número de embarques e desembarques em relação ao ano anterior por aeroporto – mercado
doméstico, 2012

20%
18%
16%
14%
12%
10%
8%
6%
4%
2%
0%

87
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 4.25: Passageiros pagos transportados nas 20 principais rotas – mercado doméstico, 2011 e 2012

São Paulo (Congonhas) - Rio de Janeiro (Santos Dumont)

São Paulo (Guarulhos) - Salvador

Brasília - São Paulo (Congonhas)

Recife - São Paulo (Guarulhos)

São Paulo (Guarulhos) - Porto Alegre

Belo Horizonte (Confins) - São Paulo (Congonhas)

Porto Alegre - São Paulo (Congonhas)

Fortaleza - São Paulo (Guarulhos)

Salvador - Rio de Janeiro (Galeão)

Curitiba - São Paulo (Congonhas)

Porto Alegre - Rio de Janeiro (Galeão)

Rio de Janeiro (Galeão) - São Paulo (Guarulhos)

São Paulo (Guarulhos) - Brasília

Brasília - Belo Horizonte (Confins)

Rio de Janeiro (Santos Dumont) - Brasília

São Paulo (Guarulhos) - Curitiba

Campinas - Rio de Janeiro (Galeão)

Belo Horizonte (Confins) - São Paulo (Guarulhos)

Rio de Janeiro (Galeão) - Recife

Belo Horizonte (Confins) - Rio de Janeiro (Santos Dumont)

0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5

Milhões de passageiros pagos

2012 2011

Considerando passageiros viajando em ambos os sentidos.

88
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK)


Figura 4.26: Evolução do RPK – mercado doméstico, 2003 a 2012

100
Bilhões de RPK

90

80
+234%
70

60

50

40

30

20

10

-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 4.27: Variação do RPK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012

30%

25% 23,8%

20,5%
20%

15,4% 15,9%
14,4%
15% 12,9%
11,9%

10% 8,4%
6,8%

5%

0%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

89
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 4.28: Variação do RPK em relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012

14% 13,33%

12% 11,27%

10%

7,87% 7,88% 7,65%


8% 7,22%
6,76% 6,71%
5,68%
6% 5,02%

4%
2,36%
2% 1,27%

0%
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Figura 4.29: Variação do RPK doméstico, PIB e população brasileira em relação ao ano anterior, 2004 a 2012

30%

25% 23,8%

20,5%
20%
15,4% 15,9%
14,4%
15% 12,9%
11,9%

10% 8,4%
7,5% 6,8%
5,7% 6,1%
5,2%
5% 4,0%
3,2% 2,7%
1,3% 1,3% 1,2% 1,1% 1,1% 1,0% 0,9% 0,9% 0,8%
0,9%
0%
-0,3%
-5%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

RPK Doméstico PIB População

90
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.30: Participação das seis maiores empresas no RPK – mercado doméstico, 2011 e 2012

1,9% 1,2% 2,1% 1,1%


4,4% 5,9% 5,5% 4,8%
2,5% 2,6% 5,4%
3,7% 3,1%
1,5% 6,0%
8,6% 10,0%
2,1%
3,2%
4,5%

40,4%
39,7% Outras
37,4% 33,9% Webjet
Avianca
Azul
Trip
Gol
TAM

45,5% 42,5% 40,0% 40,3%

2009 2010 2011 2012

Figura 4.31: Variação no RPK com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico, 2012

82,26%

47,15%

25,00%

7,66%

-3,21%
-7,64%
-20,15%

-50,57%
Gol TAM Trip Azul Avianca Webjet Passaredo Outras

91
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Carga Paga Transportada


Figura 4.32: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercado doméstico, 2003 a 2012

450
412,2
400 376,8
360,0
+49,76%
350
Milhares de Toneladas

300 273,2 278,4 279,8 275,6 281,1


251,6 252,5
250

200

150

100

50

0
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 4.33: Variação anual da quantidade de carga paga transportada – mercado doméstico, 2004 a 2012

50%
42,55%
40%

30%

20%
14,51%
8,62%
10%
1,90% 0,49% 1,99%
0%
-1,48%
-10%
-10,17% -8,60%

-20%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

92
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.34: Participação das quatro principais empresas em termos de carga paga transportada – mercado doméstico, 2012

3,9%
4,1%

22,8% 41,7% Tam


Gol
Absa
Avianca
Demais Empresas

27,4%

Figura 4.35: Variação da carga paga transportada com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico, 2012

40%
30% 26,7%

20%
10% 3,1% 1,0%
0%
-10%
-10,3%
-20%
-30%
-40%
-50%
-60%
-61,6%
-70%
Tam Gol Absa Avianca Demais Empresas

93
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 4.36: Carga paga transportada nas 20 principais rotas – mercado doméstico, 2012

Manaus - São Paulo (Guarulhos) 38,28

São Paulo (Guarulhos) - Manaus 35,77

São Paulo (Guarulhos) - Recife 13,55

Fortaleza - São Paulo (Guarulhos) 10,29

São Paulo (Congonhas) - Brasília 8,48

São Paulo (Guarulhos) - Salvador 8,14

São Paulo (Guarulhos) - Fortaleza 7,42

Porto Alegre - São Paulo (Guarulhos) 5,03

São Paulo (Guarulhos) - Brasília 4,35

Recife - São Paulo (Guarulhos) 4,28

Recife - Fortaleza 4,19

Manaus - Brasília 4,01

Belém - Manaus 3,90

São Paulo (Guarulhos) - Porto Alegra 3,74

São Paulo (Guarulhos) - Rio de Janeiro (Galeão) 3,62

Brasília - São Paulo (Congonhas) 3,52

São Paulo (Congonhas) - Belo Horizonte (Confins) 3,38

Belém - Macapá 3,28

Brasília - Manaus 3,25

Brasília - Belém 3,03

- 5 10 15 20 25 30 35 40 45

Milhares de Toneladas

94
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.37: Carga paga despachada por Unidade da Federação – mercado doméstico, 2012

São Paulo 130,7

Amazonas 50,9

Distrito Federal 37,2

Ceará 26,7

Rio de Janeiro 25,2

Pará 18,9

Pernambuco 16,1

Rio Grande do Sul 11,0

Bahia 10,9

Paraná 8,9

Minas Gerais 6,9

Espírito Santo 5,9

Santa Catarina 4,7

Goiás 4,6

Rio Grande do Norte 3,9

Maranhão 3,9

Mato Grosso 2,3

Mato Grosso do Sul 1,5

Rondônia 1,3

Tocantins 1,2

Piauí 1,0

Paraíba 1,0

Alagoas 0,9

Sergipe 0,5

Amapá 0,4

Acre 0,3

Roraima 0,2

- 20 40 60 80 100 120 140 160

Milhares de Toneladas

95
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Mercado Internacional
O ano de 2012 também registrou o maior número de passageiros pagos transportados
em voos internacionais com origem ou destino no Brasil dos últimos dez anos: 18,5
milhões. De modo semelhante ao mercado doméstico, apesar de crescente, a demanda
vem desacelerando desde 2011, tendo crescido 3,59% em 2012, após crescimento de
15,77% em 2011 e 20,67% em 2010.
Comparando-se o desempenho das empresas brasileiras e estrangeiras, temos que as
estrangeiras tiveram um crescimento mais expressivo na última década, transportando
174,6% mais passageiros pagos em 2012 com relação a 2003, frente a um crescimento
de 67,1% das brasileiras. Comparando-se com o desempenho em 2011, o aumento foi
de 5,2% em passageiros pagos transportados por empresas estrangeiras e de 0,3% no
caso das brasileiras.
As quatro principais empresas atuantes neste mercado foram Tam, Gol, Tap e American
Airlines, responsáveis por 47,4% dos passageiros pagos transportados. As demais
empresas estrangeiras responderam por 52,4% e as demais brasileiras por 0,2%. Entre
as quatro maiores, a Tam se destacou com 22,7% dos passageiros pagos transportados,
seguida pela Tap, com 8,5%. Já na variação em relação a 2011, o maior crescimento foi
da American Airlines, que transportou 9,5% mais passageiros pagos.
Europa, América do Sul e América do Norte foram os continentes que registraram a
maior quantidade de passageiros pagos transportados em voos internacionais com
origem ou destino no Brasil em 2012, com 5,81 milhões, 5,76 milhões e 4,45 milhões,
respectivamente. Estados Unidos (4,3 milhões), Argentina (2,81 milhões) e Portugal
(1,57 milhões) foram os países com a maior movimentação de passageiros com o Brasil
em 2012.
Em termos de RPK, mercado internacional de voos com origem ou destino no Brasil
cresceu 4,44% em 2012, 10,13% em 2011 e 34,28% em 2010. Em 2012, a demanda
internacional em RPK alcançou o maior nível dos últimos dez anos. A Tam registrou
20,1% de participação nesse mercado, frente a 9,5% da Tap, 8,7% da American Airlines
e 2,3% da Gol. As demais empresas estrangeiras somadas registram 59% de
participação em 2012. Enquanto Gol teve reduzida em 2,5% a sua demanda em RPK no
mercado internacional, Tam registrou alta de 1,9% e a American Airlines destacou-se
com crescimento de 7,9%.
A quantidade de carga paga transportada em 2012 no transporte aéreo internacional com
origem ou destino no Brasil foi recorde em relação aos últimos dez anos, com 718,7 mil
toneladas e crescimento de 76% em relação a 2003. O crescimento em relação a 2011
foi de 1,13%. A Tam foi a empresa com maior participação nesse mercado, com 12,3%,
seguida da Absa, (7,5%), e da Atlas (7,1%). América do Norte, Europa e América do
Sul foram os continentes com maior movimentação de carga paga com o Brasil em
2012, com 267 mil, 247 mil e 95 mil toneladas transportadas, respectivamente. Estados
Unidos, Alemanha e Holanda foram os principais países de destino, com 262 mil, 68
mil e 35 mil toneladas de carga paga transportada.

96
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Passageiros Pagos Transportados


Figura 4.38: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado internacional, 2003 a 2012

20 18,5
Milhões de Passageiros Pagos

17,9
18
15,4
16
+129%
13,6
14 12,8
12,3
12 10,8
10,4
10 9,1
8,1
8

-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 4.39: Variação no número de passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior – mercado internacional,
2004 a 2012

25%

20,7%
20%
15,8%
15% 13,9% 13,5%
12,9%
10,4%
10%

4,2% 3,6%
5%

0%

-5%
-5,9%
-10%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

97
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 4.40: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado internacional – por nacionalidade da
empresa, 2003 a 2012

14
12,7
Milhões de Passageiros Pagos

12,1
12
10,1
10
8,6 8,8
8,3
8 7,3
6,1 5,8 5,8
6 5,3 5,3
4,6 4,8 4,4
4,3
3,5 3,8 3,6 3,8
4

-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Figura 4.41: Variação do número de passageiros pagos transportados em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional,
por nacionalidade da empresa

200%
174,6%
180%
160%
140%
120%
100%
80% 67,1%
60%
40%
20%
0%
Brasileiras Estrangeiras

98
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.42: Variação do número de passageiros pagos transportados em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional –
por nacionalidade da empresa

6%
5,2%
5%

4%

3%

2%

1%
0,3%
0%
Brasileiras Estrangeiras

Figura 4.43: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de passageiros pagos transportados – mercado
internacional, 2012

23%

Tam
Gol

8% Demais Brasileiras
52%
Tap Portugal
American Airlines
9%
0% Demais Estrangeiras

8%

99
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 4.44: Variação na quantidade de passageiros pagos transportados em 2012 com relação a 2011 pelas quatro maiores
empresas – mercado internacional

10% 9,5%

9%

8%

7%

6%
5,0%
5%

4%

3% 2,5% 2,6%

2%
1,2%
1%

0%
Tam Gol Tap Portugal American Airlines Demais Estrangeiras

Figura 4.45: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e outros países – por continente, 2011 e 2012

5,81
Europa
5,56

5,76
América do Sul
6,06

4,45
América do Norte
4,03

1,09
América Central
0,82

0,47
Ásia
0,42

0,31
Áfria
0,30

0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0

Milhões de Passageiros

2012 2011

*Foram considerados passageiros transportados nos dois sentidos.

100
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.46: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e os 20 principais destinos internacionais, 2011 e 2012

ESTADOS UNIDOS 4,30


3,88

ARGENTINA 2,81
2,84

PORTUGAL 1,57
1,53

FRANÇA 0,96
1,01

CHILE 0,89
0,85

ESPANHA 0,79
0,85

ALEMANHA 0,83
0,75

URUGUAI 0,71
0,82

PANAMÁ 0,72
0,53

REINO UNIDO 0,59


0,51

PERU 0,36 2012


0,54
2011

ITÁLIA 0,48
0,44

COLÔMBIA 0,32
0,32

PARAGUAI 0,31
0,32

HOLANDA 0,34
0,24

MÉXICO 0,28
0,23

EMIRADOS ÁRABES UNIDOS 0,29


0,18

ÁFRICA DO SUL 0,19


0,19

BOLÍVIA 0,19
0,19

CANADÁ 0,16
0,15

0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0

Milhões de Passageiros

*Foram considerados passageiros transportados nos dois sentidos.

101
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK)


Figura 4.47: Evolução do RPK – mercado internacional, 2003 a 2012

140
Bilhões de RPK

117,5
120 112,6
102,2
+128,1%
100

78,8 76,1
80 70,5
65,5 64,9
57,3
60 51,5

40

20

-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 4.48: Variação no RPK em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012

40%
34,28%
35%

30%

25%

20%
14,28%
15% 11,68%
11,23% 10,13%
8,63%
10%
4,44%
5%

0%
-0,88%
-5% -3,39%
-10%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

102
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.49: Evolução do RPK – mercado internacional – por nacionalidade das empresas, 2003 a 2012

100 91,1
Bilhões de RPK

90 86,2
78,5
80
70
59,3 56,5
60 55,7
48,7
50 42,1
40 35,5
30,9
30 23,7 26,4 26,4
20,7 21,9 23,4
19,5 19,6
20 16,3 14,8
10
-
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Figura 4.50: Variação do RPK em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa

250%

195,3%
200%

150%

100%

50% 27,8%

0%
Brasileiras Estrangeiras

Figura 4.51: Variação do RPK em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa

6% 5,7%

5%

4%

3%

2%

1%
0,3%
0%
Brasileiras Estrangeiras

103
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 4.52: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de RPK – mercado internacional, 2012

20%

2%
Tam
0%
Gol

10% Demais Brasileiras

59% Tap Portugal


American Airlines
9% Demais Estrangeiras

Figura 4.53: Variação do RPK das quatro maiores empresas em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional

10%

7,9%
8%

5,7%
6%

3,7%
4%

1,9%
2%

0%

-2%
-2,5%
-4%
Tam Gol Tap Portugal American Airlines Demais Estrangeiras

104
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Carga Paga Transportada


Figura 4.54: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercado internacional, 2003 a 2012

800
710,7 718,7
700
636,6
600
Milhares de Toneladas

543,8 549,2
476,9 507,3
500 460,2 465,6
408,5
400

300

200

100

0
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Figura 4.55: Evolução da quantidade de carga paga transportada por nacionalidade das empresas – mercado internacional,
2003 a 2012

700

600 572
548 550
Milhares de Toneladas

500
416
382 366
400
318
282 296
300 257

178 181 189


200 151 162 160 147
133
99 88
100

0
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

105
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 4.56: Variação na quantidade de carga paga transportada em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional

140%
122,4%
120%

100%

80%

60%

40%

20%

0%
-3,0%
-20%
Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Figura 4.57: Variação na quantidade de carga paga transportada em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional

6%
3,9%
4%

2%

0%

-2%

-4%

-6%

-8%
-8,5%
-10%
Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

106
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.58: Participação das principais empresas na quantidade de carga paga transportada – mercado internacional, 2012

12,3%
Tam
Absa
7,7%
Atlas
41,1%
German Cargo
7,1%
Fedex
American Airlines
5,4%
Centurion
5,2% Ups
Tap
5,1%
3,7% Emirates
3,9% 4,5%
4,1%
Demais Empresas

Figura 4.59: Variação da quantidade de carga paga trasportada pelas principais empresas em 2012 com relação a 2011 –
mercado internacional

660%
573,1%
560%

460%

360%

260%

160%

60% 10,7% 4,4%

-40% -2,1% -12,6% -8,2% -3,2% -7,3%


-20,4% -15,5%
Tam Absa Atlas German Fedex American Ups Tap Emirates Demais
Cargo Airlines Empresas

107
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 4.60: Quantidade de carga paga transportada entre Brasil e demais países, por continente – mercado internacional,
2012

267
AMÉRICA DO NORTE
248

247
EUROPA
265

95
AMÉRICA DO SUL
99
2012
22
ÁSIA 2011
14

22
AMÉRICA CENTRAL
31

7
ÁFRICA
7

- 50 100 150 200 250 300


Milhares de Toneladas
Milhares
*Considerando-se voos nos dois sentidos

108
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.61: Quantidade de carga paga transportada entre Brasil e demais 20 principais destinos internacionais – mercado
internacional, 2012

262
ESTADOS UNIDOS
243

68
ALEMANHA
65

35
HOLANDA
30

31
ARGENTINA
35

31
FRANÇA
41

28
PORTUGAL
33

22
COLÔMBIA
22

20
ESPANHA
26

20
MÉXICO
26

19
CHILE
17

19
LUXEMBURGO
30 2012

17 2011
REINO UNIDO
14

16
ITÁLIA
14

11
EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
4

8
SUÍÇA
7

5
CANADÁ
5

5
PERU
7

5
TURQUIA
4

4
QUATAR
5

4
ÁFRICA DO SUL
5

- 50 100 150 200 250 300

Milhares de Toneladas

*Considerando-se voos nos dois sentidos

109
Seção 5. APROVEITAMENTO DAS
AERONAVES

Nesta seção são apresentados os dados


referentes ao aproveitamento das
aeronaves pelas empresas brasileiras, por
meio de dois indicadores: RPK sobre ASK
e Horas Voadas por Dia Disponível.

110
Seção 5 – Aproveitamento das Aeronaves

Indústria
Considerando-se os mercados doméstico e internacional de passageiros, o
aproveitamento das aeronaves em termos de RPK/ASK apresentou melhora de 1,3% em
2012 com relação a 2011, alcançando o segundo maior nível já registrado nos últimos
dez anos. O aproveitamento RPK/ASK das aeronaves melhorou 10% desde 2003.
Em termos de horas voadas por dia disponível das aeronaves, a média das empresas
brasileiras foi de 10 horas em 2012. As duas maiores companhias, Tam e Gol,
apresentaram o melhor aproveitamento neste quesito, com 11,5 e 11,4 horas voadas por
aeronave-dia disponível, em média.
Analisando-se por capacidade das aeronaves, observa-se que, em média, as aeronaves
maiores apresentam-se com uma utilização maior.

RPK/ASK
Figura 5.1: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercados doméstico e internacional, 2003 a 2012

100%

90%

75,5% 77,3% 75,6% 76,6%


80% 73,3% 74,4% 72,8% 74,8%
69,6% 70,6%
70%

60%

50%

40%

30%

20%

10%

0%
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

111
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 5.2: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2004 a
2012

8%

5,82%
6% 5,32%

4% 3,07%
2,40%
2% 1,17% 1,33%

0%

-2%
-2,12%
-4% -3,02%
-3,75%

-6%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 5.3: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercados doméstico e internacional,
2012

8%
5,94%
6%

3,75% 3,62%
4% 3,22%
2,33%
1,89%
2% 1,28% 1,08%

0%
-0,11%
-2% -0,92%
-1,52%

-4% -3,33%
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

112
Seção 5 – Aproveitamento das Aeronaves

Horas Voadas/Aeronave-Dia Disponível


Figura 5.4: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível, por empresa – mercado
doméstico, 2011 (esquerda) e 2012 (direita)

18
16 15,3

14 13,3
11,8 11,5 12,1
11,4
12 10,6 10,9
10,2 10,0
10 9,2 9,4
8,6 8,4 8,2 7,7 7,3
8 6,7
6

2
0
Tam Gol Azul Absa Avianca Passaredo Trip Webjet Indústria

Figura 5.5: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível, por configuração da aeronave –
empresas brasileiras, 2011 e 2012

16
14,2
14 13,5
13,1
12,5 12,4
12 11,2 11,2
10,6
10
8,4
7,8
8
6,1
5,7 5,4
6
4,7

0
0 (cargueiros) Até 50 51 a 100 101 - 150 151 - 200 201 - 250 acima de 300
2011 2012 Assentos de Passageiros Instalados

113
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Mercado Doméstico
No mercado doméstico, o aproveitamento das aeronaves em voos domésticos em termos
de RPK/ASK alcançou em 2012 o seu maior valor em dez anos, com uma taxa de
72,9%. Essa taxa representou melhora de 21,5% com relação a 2003 e de 3,96%
comparando com 2011. Os primeiros quatro meses do ano apresentaram redução no
aproveitamento doméstico. A partir de maio, observa-se um aumento que se intensifica.
Entre as principais empresas brasileiras, Avianca e Azul registraram as maiores taxas de
aproveitamento em voos domésticos (79,4% e 79,2%, respectivamente).

RPK/ASK
Figura 5.6: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado doméstico, 2003 a 2012

100%
90%
80% 72,9%
69,5% 70,9% 68,4% 70,2%
67,8% 66,0% 65,9%
70% 64,9%
60,0%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 5.7: Variação do aproveitamento com relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012

10%
8,15%
8% 7,00%

6%
3,79% 3,96%
4%
2,57%
1,98%
2%

0%
-0,14%
-2%

-4% -2,64%
-4,32%
-6%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

114
Seção 5 – Aproveitamento das Aeronaves

Figura 5.8: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012

15,0% 13,7%

12,5%
10,5%
10,0%
10,0% 9,0%

7,5% 6,7%
5,6% 6,1%

5,0%

2,5%
0,7%
0,0%

-2,5% -1,5%
-2,0%

-5,0% -3,9%
-5,3%
-7,5%
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Figura 5.9: Aproveitamento em termos de RPK/ASK, por empresa – mercado doméstico, 2011 (esquerda) e 2012
(direita)

90%
79,4% 79,4% 81,1% 79,2%
80% 73,7% 74,8% 73,2%
69,0% 68,9% 70,4% 68,0% 67,0% 68,0%
70% 65,2% 64,4%
61,5%
60%

50%

40%

30%

20%

10%

0%
Avianca Azul Tam Webjet Gol Trip Passaredo Outras

115
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Mercado Internacional
Diferentemente do que ocorreu no mercado doméstico, a taxa de aproveitamento das
aeronaves no mercado internacional em 2012 (79,6%) registrou queda de 0,62% com
relação ao ano anterior. Ainda assim, a taxa representou melhora de 5,29% em relação a
2003.
Entre as quatro maiores empresas do segmento, a portuguesa Tap e a brasileira Tam
apresentaram as maiores taxa de aproveitamento em voos internacionais com origem ou
destino no Brasil, com taxas de 83,4% e 81,3%, respectivamente.

RPK/ASK
Figura 5.10: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado internacional, 2003 a 2012

100%

90%
82,0% 79,8% 80,1%
78,4% 79,2% 79,5% 77,9% 79,6%
80% 75,6% 74,6%

70%

60%

50%

40%

30%

20%

10%

0%
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 5.11: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado internacional, 2012

6%
4,74%
5%

4%

3%

2% 1,38%
1% 0,29%
0,08% 0,20%
0%

-1% -0,51%

-2% -1,31%
-1,56%
-2,13% -2,00%
-3% -2,43%
-3,13%
-4%
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

116
Seção 5 – Aproveitamento das Aeronaves

Figura 5.12: Aproveitamento em termos de RPK/ASK, por empresa – mercado internacional, 2011 (esquerda) e 2012 (direita)

100%

90% 83,0% 83,4% 84,3%


81,5% 81,3% 80,7% 79,6% 79,1%
80%

70% 64,2%
62,6%
60%

50%

40%

30%

20%

10%

0%
Tap Tam American Airlines Gol Demais Empresas

117
Seção 6. PERCENTUAIS DE ATRASOS
E CANCELAMENTOS

Nesta seção apresentam-se os percentuais


de atrasos e de cancelamentos dos voos
regulares, tanto em etapas domésticas
quanto internacionais.

118
Seção 6 – Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Introdução
A metodologia adotada para a apuração e a divulgação dos percentuais de atrasos e
cancelamentos de voos está estabelecida na Resolução ANAC nº 218, de 28 de fevereiro
de 2012, e pela Portaria ANAC nº 1.096/SRE, de 1º de junho de 2012.
As informações de atrasos e cancelamentos de voos são apuradas com base nos dados
dos voos autorizados pela ANAC e registrados em Horário de Transporte – HOTRAN,
regulamentado pela Instrução de Aviação Civil – IAC 1223, e dos Boletins de Alteração
de Voos – BAV que são registrados na ANAC pelas empresas aéreas em periodicidade
aproximadamente semanal, em cumprimento à IAC 1504.
Assim, o percentual de cancelamentos é apurado com base na quantidade de etapas de
voo canceladas sobre o total de etapas de voo previstas. Já o percentual de atrasos é
apurado com base na quantidade de etapas de voo atrasadas sobre o total de etapas de
voo realizadas (que são as previstas menos as canceladas).
Ressalta-se que os atrasos e cancelamentos de voos podem ser ocasionados por motivos
diversos que afetam os serviços aéreos, entre eles as condições meteorológicas, de
segurança operacional, de tráfego aéreo, aeroportuárias, operacionais das empresas
aéreas e outros.
De modo a dispor de uma visão mais ampla do comportamento dos voos, serão
computadas, no presente capítulo, as etapas de todas as naturezas.
Faz-se oportuno mencionar que, de acordo com a Resolução ANAC nº 218/2012, desde
junho de 2012, as empresas aéreas brasileiras e estrangeiras que exploram os serviços de
transporte aéreo regular de passageiros no Brasil, doméstico e internacional, estão
obrigadas a disponibilizar ao adquirente do bilhete de passagem, na fase inicial do
processo de comercialização e em todos os canais de vendas, as informações sobre os
percentuais históricos de atrasos e de cancelamentos de cada etapa dos voos ofertados.
Os dados devem corresponder àqueles mensalmente apurados e divulgados na página da
ANAC na internet (http://www2.anac.gov.br/percentuaisdeatraso).
Em linhas gerais, os percentuais de atrasos e cancelamentos representam o
comportamento histórico dos voos, independentemente dos motivos que os
ocasionaram, e visam:
I - a divulgação das características dos serviços ofertados; e
II - a transparência nas relações de consumo.

119
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos


No ano de 2012, houve uma diminuição mais acentuada nos percentuais de atrasos e
cancelamentos de voos do que a observada em 2011. O índice de cancelamentos foi de
7,5% dos voos programados (6% menor que no ano anterior), o de atrasos superiores a
30 minutos foi de 11,0% (20% menor) e o de atrasos superiores a 60 minutos foi de
3,7% (redução de 24%).
Na análise mensal, o mês de junho de 2012 apresentou os maiores percentuais (9,9% de
cancelamentos, 14,9% de atrasos superiores a 30 minutos e 5,4% de atrasos superiores a
60 minutos), enquanto o mês de agosto apresentou o menores percentuais (4,9% de
cancelamentos, 6,7% de atrasos superiores a 30 minutos e 2,0% de atrasos superiores a
60 minutos). Todos os meses registraram redução nos percentuais de atrasos em relação
ao mesmo mês do ano anterior. Já para os percentuais de cancelamentos, os meses de
setembro, outubro, novembro e dezembro apresentaram aumento, e todos os outros
meses registraram redução.

Figura 6.1: Evolução dos Percentuais de Atraso e Cancelamento – por ano, 2003 a 2012

35%
30,0%
30%

25% 23,4%
19,6% 20,3%
20% 17,1%
15,9% 16,2%
14,1% 14,0% 13,9% 13,7%
15% 13,0%
11,0% 11,1% 10,8% 11,0%
9,4% 9,7% 9,0%
10% 8,4% 8,0% 7,5%
6,7%
5,3% 4,8% 5,4% 5,2% 4,8%
4,2% 3,7%
5%

0%
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

120
Seção 6 – Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Figura 6.2: Variação dos Percentuais de Atraso e Cancelamento com relação ao ano anterior, 2003 a 2012

100%
80% 75% 72%

60% 53%
40%
40% 26% 27% 29%
25%
23%
20% 12%
1%
0%
-8% -7% -4%-1%-7% -6%
-20% -10% -8%
-20%
-24%
-40%
-40% -37%
-43% -38%
-60% -52%
-58%
-80%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

Figura 6.3: Evolução dos Percentuais de Atraso e Cancelamento – por mês, 2012

16% 14,9%
13,8% 13,5%
14%
11,8%
11,1% 11,2%
12%
10,3% 10,0% 9,9% 9,5%
10% 8,7%
9,9% 9,8%
8% 8,7% 6,7%
8,1% 7,8% 7,7%
6% 7,4% 7,3%
6,2% 5,9% 6,1%
4% 5,4%
5,0% 4,9%
4,5%
4,1% 3,7%
2% 3,5% 3,3% 3,2% 3,4% 3,2%
2,9%
2,0%
0%
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

121
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 6.4: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao mesmo mês do ano anterior, 2012

50%
38%
40%
30%
20%
7% 6% 8%
10%
0%
-10% -2% -5% -4% -3% -4%
-13% -8% -9%
-8% -7%
-20% -13% -12% -15% -13% -10%
-19% -14% -16% -13% -16%
-30% -18% -22%
-27% -28%
-40% -31% -29% -33%
-50% -41%-39% -46%
-46% -44%
-60%
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

122
Seção 6 – Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Atrasos e Cancelamentos por Rota


Analisando-se as 20 principais rotas domésticas em 2012 (considerando-se o número de
passageiros transportados), os percentuais de atrasos superiores a 30 minutos ficaram
entre 7,1% (Congonhas/Santos Dumont) e 15,0% (Galeão/Salvador). Os atrasos
superiores a 60 minutos, por sua vez, variaram entre 2,0% (Fortaleza/Guarulhos) e 4,1%
(Galeão/Salvador). A rota Santos Dumont/Congonhas registrou o maior percentual de
cancelamentos em linhas domésticas, 12,5%, enquanto a rota Guarulhos/Recife teve o
menor índice, com 4,0% dos voos cancelados.
Nos voos internacionais com origem ou destino no Brasil, também considerando as 20
maiores rotas em número de passageiros transportados, a maior proporção de atrasos
superiores a 30 minutos ocorreu na rota Galeão/Paris (23,9%). Quando analisado o
percentual de atrasos superiores a 60 minutos, o maior valor foi registrado na
Miami/Guarulhos, com 11,2%. O menor valor para ambos os indicadores foi registrado
na rota Frankfurt/Guarulhos (com 7% e 1,8%, respectivamente).
O maior percentual de cancelamentos em voos internacionais foi registrado na rota
Guarulhos/Santiago (12,8%), enquanto Guarulhos/Frankfurt foi novamente a mais
regular, com apenas 1% de voos cancelados.

123
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 6.5: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas domésticas, 2012

Rio de Janeiro (Galeão) - Salvador 15,0%


4,1%

Brasília - São Paulo (Congonhas) 14,6%


4,0%

Salvador - Rio de Janeiro (Galeão) 13,0%


3,6%

Belo Horizonte (Confins) - São Paulo (Congonhas) 12,3%


2,7%

Porto Alegre - São Paulo (Congonhas) 12,2%


3,3%

São Paulo (Guarulhos) - Porto Alegre 12,1%


3,7%

Curitiba - São Paulo (Congonhas) 12,0%


3,6%

São Paulo (Congonhas) - Porto Alegre 11,5%


3,0%

São Paulo (Congonhas) - Brasília 11,3%


2,5%

Rio de Janeiro (Santos Dumont) - São Paulo (Congonhas) 11,0%


3,2%

São Paulo (Guarulhos) - Recife 10,7%


2,7%

São Paulo (Guarulhos) - Salvador 10,7%


3,0%

Salvador - São Paulo (Guarulhos) 9,5%


2,5%

Porto Alegre - São Paulo (Guarulhos) 9,4%


3,1%

São Paulo (Congonhas) - Belo Horizonte (Confins) 9,1%


2,1%

São Paulo (Guarulhos) - Fortaleza 9,1%


3,8%

São Paulo (Congonhas) - Curitiba 8,7%


2,6%

Fortaleza - São Paulo (Guarulhos) 7,8%


2,0%

Recife - São Paulo (Guarulhos) 7,4%


2,0%

São Paulo (Congonhas) - Rio de Janeiro (Santos Dumont) 7,1%


2,3%

0% 2% 4% 6% 8% 10% 12% 14% 16%

Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

124
Seção 6 – Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Figura 6.6: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas domésticas, 2012

Rio de Janeiro (Santos Dumont) - São Paulo (Congonhas) 12,5%

São Paulo (Congonhas) - Rio de Janeiro (Santos Dumont) 12,4%

Curitiba - São Paulo (Congonhas) 9,3%

São Paulo (Congonhas) - Curitiba 8,6%

Salvador - Rio de Janeiro (Galeão) 8,1%

Rio de Janeiro (Galeão) - Salvador 7,4%

Salvador - São Paulo (Guarulhos) 6,9%

Fortaleza - São Paulo (Guarulhos) 6,8%

São Paulo (Guarulhos) - Salvador 6,5%

Brasília - São Paulo (Congonhas) 6,5%

Belo Horizonte (Confins) - São Paulo (Congonhas) 6,2%

São Paulo (Congonhas) - Belo Horizonte (Confins) 5,9%

Porto Alegre - São Paulo (Congonhas) 5,3%

São Paulo (Congonhas) - Brasília 5,3%

São Paulo (Guarulhos) - Fortaleza 5,2%

São Paulo (Guarulhos) - Porto Alegre 5,0%

Porto Alegre - São Paulo (Guarulhos) 4,8%

São Paulo (Congonhas) - Porto Alegre 4,3%

Recife - São Paulo (Guarulhos) 4,1%

São Paulo (Guarulhos) - Recife 4,0%

0% 2% 4% 6% 8% 10% 12% 14%

Cancelamentos

125
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Figura 6.7: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas internacionais, 2012

Rio de Janeiro (Galeão) - Paris (Charles De Gaulle) 23,9%


9,0%

Paris (Charles De Gaulle) - Rio de Janeiro (Galeão) 21,8%


7,5%

Miami - São Paulo (Guarulhos) 21,8%


11,2%

Paris (Charles De Gaulle) - São Paulo (Guarulhos) 20,9%


6,2%

São Paulo (Guarulhos) - Buenos Aires (Aeroparque) 16,7%


8,8%

Nova York - São Paulo (Guarulhos) 16,7%


8,2%

São Paulo (Guarulhos) - Paris (Charles De Gaulle) 15,7%


5,9%

São Paulo (Guarulhos) - Madri (Bajaras) 14,5%


5,8%

Buenos Aires (Aeroparque) - São Paulo (Guarulhos) 14,0%


7,1%

São Paulo (Guarulhos) - Frankfurt 13,5%


4,4%

São Paulo (Guarulhos) - Buenos Aires (Ezeiza) 13,4%


5,0%

São Paulo (Guarulhos) - Santiago 12,4%


6,9%

Rio de Janeiro (Galeão) - Buenos Aires (Ezeiza) 12,2%


3,3%

Buenos Aires (Ezeiza) - Rio de Janeiro (Galeão) 11,6%


3,8%

Buenos Aires (Ezeiza) - São Paulo (Guarulhos) 10,8%


4,7%

São Paulo (Guarulhos) - Nova York 10,6%


4,5%

Santiago - São Paulo (Guarulhos) 10,0%


3,3%

Madri (Bajaras) - São Paulo (Guarulhos) 9,6%


3,8%

São Paulo (Guarulhos) - Miami 8,6%


3,4%

Frankfurt - São Paulo (Guarulhos) 7,0%


1,8%

0% 5% 10% 15% 20% 25% 30%

Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

126
Seção 6 – Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Figura 6.8: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas internacionais, 2012

São Paulo (Guarulhos) - Santiago 12,8%

Buenos Aires (Aeroparque) - São Paulo (Guarulhos) 11,9%

São Paulo (Guarulhos) - Buenos Aires (Aeroparque) 11,8%

Santiago - São Paulo (Guarulhos) 11,3%

Paris (Charles De Gaulle) - Rio de Janeiro (Galeão) 7,5%

Rio de Janeiro (Galeão) - Paris (Charles De Gaulle) 7,1%

Madri (Bajaras) - São Paulo (Guarulhos) 5,2%

São Paulo (Guarulhos) - Madri (Bajaras) 4,5%

Buenos Aires (Ezeiza) - Rio de Janeiro (Galeão) 4,3%

Buenos Aires (Ezeiza) - São Paulo (Guarulhos) 4,3%

São Paulo (Guarulhos) - Buenos Aires (Ezeiza) 3,9%

Rio de Janeiro (Galeão) - Buenos Aires (Ezeiza) 2,5%

Paris (Charles De Gaulle) - São Paulo (Guarulhos) 2,5%

São Paulo (Guarulhos) - Nova York 2,1%

São Paulo (Guarulhos) - Paris (Charles De Gaulle) 2,0%

Nova York - São Paulo (Guarulhos) 1,9%

Miami - São Paulo (Guarulhos) 1,6%

São Paulo (Guarulhos) - Miami 1,4%

Frankfurt - São Paulo (Guarulhos) 1,1%

São Paulo (Guarulhos) - Frankfurt 1,0%

0% 2% 4% 6% 8% 10% 12% 14%

Cancelamentos

127
Seção 7. TARIFAS AÉREAS
DOMÉSTICAS

Esta seção apresenta dados referentes à


evolução do Yield Tarifa Aérea Médio e
da Tarifa Aérea Média do transporte
aéreo doméstico regular de passageiros,
assim como da distribuição dos assentos
comercializados conforme os intervalos
de tarifas.

128
Seção 7 – Tarifas Aéreas Domésticas

Introdução
O registro, a fiscalização e a publicidade das tarifas aéreas domésticas no Brasil se
encontram regulamentados pela Resolução nº 140/2010 e pela Portaria ANAC nº
804/SRE/2010, que substituíram a Portaria DAC nº 447/DGAC, de 13/5/2004, e a
Portaria DAC nº 1.282/DGAC, de 21/12/2004 (vigentes até 30/6/2010). Conforme a
regulamentação em vigor, os dados são mensalmente registrados na Agência pelas
empresas brasileiras regulares de transporte de passageiros.

Após um período de 10 anos de forte redução das tarifas aéreas domésticas, crescimento
da oferta, da demanda e do aproveitamento das aeronaves, o setor vem passando por
ajustes na estrutura de oferta e de tarifas desde o segundo semestre de 2011.

Tais ajustes têm sido ocasionados por um conjunto de fatores – em especial, a


desaceleração econômica, a alta do preço do barril de petróleo e a valorização do Dólar
em relação ao Real – que impactam diretamente nos custos de combustível,
arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves. Tais custos representaram mais da
metade dos custos e despesas totais de voo da indústria em 2012.
O preço médio do barril de petróleo, que tem registrado crescimento histórico, com
oscilações, alcançou US$ 101,17 em dezembro de 2012, o que representou alta de 35%
em relação a dezembro de 2009 e de 262,75% em relação a dezembro de 2002.
A taxa de câmbio (Real/Dólar) vem registrando desvalorização da moeda nacional
desde julho de 2011, quando a cotação foi de 1,56, tendo alcançado 2,04 em
dezembro/2012.
A oscilação da taxa de câmbio e do preço do barril de petróleo gera incerteza,
desfavorece o planejamento do setor e ocasiona custos adicionais com instrumentos
financeiros de proteção adotados pelas empresas para mitigar os correspondentes riscos
e perdas.
O setor vem registrando prejuízos bilionários desde 2011 e os ajustes de oferta e de
tarifas que têm sido realizados pela própria indústria representam uma adequação ao
novo cenário, com vistas a recuperar a rentabilidade e assegurar a continuidade e a
segurança dos serviços.
Informações mais detalhadas sobre as tarifas aéreas podem ser encontradas no Relatório
de Tarifas Aéreas Domésticas, disponível na seção Dados e Estatísticas do site da
ANAC na internet.

129
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Tarifa Aérea Doméstica Real


A Tarifa Aérea Média Doméstica comercializada em 2012 no transporte regular de
passageiros foi apurada no valor de R$_294,83, expresso em termos reais, com
atualização pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até dezembro/2012.
Esse valor representou alta de 0,84% em relação a 2011 e foi 42,77% inferior em
relação ao apurado para o ano de 2002. A maioria dos assentos comercializados em
2012 (65,27%) correspondeu a tarifas aéreas domésticas inferiores a R$ 300,00. Em
2002, o percentual de tarifas comercializadas abaixo desse valor foi de apenas 22,86%.
Verifica-se, ainda, que assentos comercializados com tarifas inferiores a R$ 100,00
representaram 13,16% do total em 2012, enquanto que em 2002 era praticamente nula a
comercialização de assentos abaixo desse valor. Tarifas superiores a R$ 1.500,00
representaram 0,38% do total em 2012, contra 1,5% em 2002. O comportamento das
tarifas aéreas verificado em 2012 foi foi muito similar ao de 2011.
Em 2012, os meses de janeiro, fevereiro, março, julho, novembro e dezembro
registraram alta de tarifas em relação aos respectivos meses de 2011, enquanto que os
demais meses, notadamente de baixa temporada, registraram redução. A maior alta de
tarifas foi registrada no mês de dezembro (15,2%), enquanto o mês de setembro
registrou a maior redução (8,9%).

Figura 7.1: Evolução da tarifa aérea média doméstica real, 2002 a 2012

700,00

600,00

500,00 515,17

400,00
R$

294,83
300,00
292,38
200,00

100,00

0,00
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

130
Seção 7 – Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.2: Variação da tarifa aérea média doméstica real com relação ao ano anterior, 2003 a 2012

50%
37,8%
40%
30%
20%
10,6%
10% 5,0%
0,8%
0%
-10% -3,8%
-8,5% -6,8%
-20%
-18,2%
-30% -26,8% -27,8%
-40%
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 7.3: Variação da tarifa aérea média doméstica real com relação ao mesmo mês do ano anterior, 2010 a 2012

20%
15,2%
13,9%
15%
10% 8,0% 7,8%
4,5% 4,4%
3,1% 2,8%
5% 2,0% 2,4%

0%
-1,0% -0,2% -0,5%
-5% -1,4%
-3,7% -2,9%

-10% -6,6%
-8,4%-8,4% -7,7% -8,7%-7,7% -8,9%
-10,3%
-15% -12,6% -12,6%

-20% -17,6%
-18,8% -19,0% -19,0%
-20,5%
-25% -22,4%
-23,9% -24,8%
-30% -27,8%
-28,4%
-35%
Mai

Mai

Mai
Mar

Jul

Mar

Jul

Mar

Jul
Abr

Out

Abr

Out

Abr

Out
Ago

Dez

Set

Dez
Jun

Set

Nov

Jun

Ago

Nov
Dez

Jun

Ago
Set

Nov
Jan

Jan

Jan
Fev

Fev

Fev

2010 2011 2012

131
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 7.4: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de tarifa doméstica real

35% 30,84%
30%
25% 21,27%
19,04%17,84%
20%
13,78%
15% 17,56%
10% 13,16% 7,36%
5,30% 12,52% 5,59%
7,59% 3,17% 2,81% 1,97%
5% 1,64% 1,50%
0,05% 4,89% 1,01% 0,94% 0,40%
3,15% 2,09%
0%
1,47% 1,02% 0,62% 0,40% 0,29% 0,19% 0,13%0,38%

2012 2011 2002

132
Seção 7 – Tarifas Aéreas Domésticas

Yield Tarifa Aérea Doméstico Real


Em 2012, o Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real comercializado foi apurado no
valor de R$ 0,37107. O valor representou alta de 0,35% em relação a 2011 e menos da
metade do valor apurado para o ano de 2002. A maioria dos assentos comercializados
em 2012 (57,85%) correspondeu a valores de Yield Tarifa Aérea Doméstico inferiores a
R$ 0,30 por quilômetro voado em 2012. Em 2002, apenas 3,45% dos assentos foram
comercializados com yield abaixo desse valor. Assentos comercializados com yields
inferiores a R$ 0,10 por quilômetro voado representaram 7,74% do total em 2012,
enquanto que em 2002 era praticamente nula a quantidade de assentos comercializados
com yield abaixo de R$ 0,20/km. Yields superiores a R$ 1,50/km representaram 2,19%
do total de assentos comercializados em 2012, ao passo que em 2002 essa proporção era
de 7,52%. O comportamento do valor do quilômetro voado em 2012 foi muito similar
ao de 2011.
A oscilação do Yield Tarifa Aérea Médio do transporte regular de passageiros nos
meses de 2012 foi semelhante à que ocorreu com a Tarifa Aérea Média.

Figura 7.5: Evolução do yield tarifa aérea médio doméstico real, 2002 a 2012

1,00
0,90
0,80 0,85070
0,70
0,60
R$

0,50
0,37107
0,40
0,30 0,36977
0,20
0,10
0,00
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

133
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 7.6: Variação do yield tarifa aérea médio doméstico real com relação ao ano anterior, 2002 a 2012

40% 36,4%

30%

20%
9,9%
10%
0,4%
0%
-1,1%
-10% -5,8%
-8,7% -10,3%
-20%

-30%
-27,7% -27,6% -27,5%
-40%
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Figura 7.7: Variação do yield tarifa aérea médio doméstico real com relação ao mesmo mês do ano anterior, 2010 a 2012

20% 15,7%
14,1%
9,8%
10% 5,6%4,3% 6,4%
3,2%4,1%
0,5%
0%
-0,3% -1,0%
-3,5% -2,6%
-10% -7,9% -8,4% -8,5%
-10,3%
-10,9%
-12,7%
-15,3% -14,6%
-20% -18,2%
-21,2% -22,4% -22,0%
-22,4%
-23,3% -24,6% -23,6%
-30% -26,6% -27,7%
-29,5%
-30,6%
-32,7% -32,0%
-35,1%
-40%
Mai

Mai

Mai
Jul

Out

Jul
Mar

Mar

Out

Mar

Jul

Out
Abr

Abr

Abr
Jun

Jun

Jun
Ago

Nov
Dez

Ago

Nov
Dez

Ago

Nov
Dez
Jan

Set

Jan

Set

Jan

Set
Fev

Fev

Fev

2010 2011 2012

134
Seção 7 – Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.8: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de yield tarifa doméstica real

30% 28,17%

25% 21,94%

20%

15%
11,85%
11,13%
10,24% 10,01%
13,36% 8,54%
10% 8,24% 7,54%
6,36% 5,81%
7,74% 8,40% 4,37% 5,46%
4,73%
5% 5,69%
2,27%
3,68%
0,00% 0,16% 2,46%
3,29%
0%
1,85% 1,22% 0,97% 0,78% 0,60% 0,52% 0,43% 2,19%

2012 2011 2002

135
Seção 8. ASPECTOS ECONÔMICO-
FINANCEIROS

Nesta seção, serão apresentados dados


das demonstrações contábeis e dos
relatórios econômico-financeiros das
principais empresas brasileiras
concessionárias dos serviços de
transporte aéreo público, a fim de
propiciar ao leitor uma breve visão da
evolução dos seus principais aspectos
econômico-financeiros.

136
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

Introdução
As demonstrações contábeis e os relatórios econômico-financeiros são amplamente
utilizados para o acompanhamento do desempenho das empresas, especialmente sob os
aspectos de rentabilidade, eficiência operacional, liquidez, alavancagem, geração de
caixa, situação líquida patrimonial, entre outros.
As informações apresentadas foram apuradas com base nos dados periodicamente
registrados na ANAC pelas empresas aéreas brasileiras, nos termos da Portaria nº
1.334/SSA, de 30 de dezembro de 2004.
Nesta seção, daremos destaque aos dados das sete maiores empresas brasileiras de
transporte aéreo de passageiros e das três maiores empresas aéreas brasileiras
exclusivamente cargueiras.
Os dados da indústria compreendem todas as empresas brasileiras de transporte aéreo e
consideram tanto a operação doméstica quanto internacional.
Destaca-se que as demonstrações contábeis apresentadas pelas empresas aéreas foram
ajustadas e padronizadas para possibilitar a comparabilidade.

137
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Resultado Líquido
As empresas brasileiras concessionárias dos serviços de transporte aéreo encerraram o
exercício social de 2012 com um prejuízo de aproximadamente R$ 3,5 bilhões. No ano
anterior, 2011, o setor registrou um prejuízo superior a R$ 1,5 bilhões.
O principal item de receita de voo das empresas em 2012 foram as passagens, com
86,35%, enquanto que o principal item de custos e despesas foi o combustível de
aeronaves, com participação de 38,49%. A representatividade deste custo registrou alta
de 30% desde 2009, principalmente em razão da valorização do barril de petróleo. As
receitas de voo cresceram 11,58% em 2012, ao passo que as despesas e custos de voo
cresceram 20%.
O resultado financeiro negativo, da ordem de 1,685 bilhões de reais, também contribuiu
para o prejuízo do exercício em 2012.
Após dois anos consecutivos de prejuízo, a indústria encerrou o ano de 2012 com
situação patrimonial positiva de 65,1 milhões de reais, contra 3,3 bilhões de reais em
2011.

Figura 8.1: Resultado Líquido, 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

(1.500.000) (1.000.000) (500.000) - 500.000 1.000.000 1.500.000

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 (1.315.496) (1.333.033) (143.733) (101.991) (237.020) (10.652) (285.911) 635 (13.338) (4.546)
2011 (422.537) (518.274) (56.665) (88.757) (89.358) (47.560) (241.984) 2.092 (20.429) (4.635)
2010 590.001 292.463 (96.256) 15.117 19.948 (10.309) 7.988 1.896 5.587 1.286
2009 1.253.719 725.684 (149.815) (72.127) 28.447 1.666 (80.786) (2.058) (3.476) 2.238

138
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

EBIT
O Earnings Before Interest and Taxes – EBIT representa o lucro antes do resultado
financeiro e tributos (imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido).
O EBIT reflete o quanto uma empresa obteve de lucro se só fossem consideradas as
operações realizadas pelas atividades fim da empresa. É, portanto, a diferença entre as
receitas operacionais e os custos e as despesas operacionais, sem a inclusão de receitas
ou despesas financeiras, por exemplo.
Figura 8.2: EBIT (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012

(2.395.321)

(75.425)
Indústria
1.411.237

207.577

(3.000.000) (2.500.000) (2.000.000) (1.500.000) (1.000.000) (500.000) - 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000

Indústria
2012 (2.395.321)
2011 (75.425)
2010 1.411.237
2009 207.577

139
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 8.3: EBIT (R$ 1.000,00) por empresa, 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

(1.200.000)(1.000.000) (800.000) (600.000) (400.000) (200.000) - 200.000 400.000 600.000 800.000 1.000.000

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 (944.892) (971.543) (48.387) (50.554) (108.824) (35.417) (248.173) 3.855 (2.033) 5.737
2011 556.713 (246.647) 20.182 (40.432) (51.699) (46.720) (168.268) 1.448 (26.661) 6.490
2010 777.386 716.176 (51.888) (60.260) 61.690 (3.272) 33.011 (301) 4.750 2.112
2009 197.690 422.485 (138.231) (70.012) 14.780 3.288 (81.013) (10.745) (3.915) 3.737

140
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

Indicadores de Rentabilidade
Os indicadores de rentabilidade indicam quanto da Receita uma empresa conseguiu transformar
em lucro.

Margem Bruta
A Margem Bruta representa a proporção do resultado alcançado pela empresa em relação à sua
receita líquida, quando deduzidos os custos dos serviços prestados. Quanto mais alto este
indicador, mais favorável à empresa.
A Margem Bruta é calculada dividindo o Lucro Bruto (Receita Líquida menos o Custo dos
Serviços Prestados) pela Receita Líquida.

Figura 8.4: Margem Bruta da indústria, 2009 a 2012

Indústria

- 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25

Indústria
2012 0,01
2011 0,18
2010 0,23
2009 0,21

141
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 8.5: Margem Bruta por empresa, 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

(0,20) (0,15) (0,10) (0,05) - 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25 0,30 0,35

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 (0,06) 0,05 0,15 0,10 0,09 0,06 (0,13) 0,06 0,05 0,11
2011 0,27 0,12 0,16 0,10 0,04 (0,02) (0,08) 0,06 (0,06) 0,10
2010 0,28 0,22 0,13 0,12 0,15 0,16 0,16 0,07 0,23 0,15
2009 0,26 0,22 (0,06) 0,05 0,16 0,16 (0,01) 0,04 0,24 0,14

142
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

Margem Líquida
A Margem Líquida, por sua vez, indica a proporção do resultado líquido alcançado pela
empresa em relação à sua Receita Líquida, quando deduzidos todos os Custos,
Despesas, Resultado Financeiro, Impostos e Contribuições. É calculada por meio da
seguinte fórmula:

Margens líquidas negativas indicam que a empresa registrou prejuízo no período.

Figura 8.6: Margem Líquida da indústria, 2009 a 2012

Indústria

(0,15) (0,10) (0,05) - 0,05 0,10

Indústria
2012 (0,12)
2011 (0,06)
2010 0,03
2009 0,08

143
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 8.7: Margem Líquida por empresa, 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

(0,60) (0,50) (0,40) (0,30) (0,20) (0,10) - 0,10 0,20

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 (0,10) (0,19) (0,06) (0,08) (0,15) (0,05) (0,31) 0,00 (0,06) (0,03)
2011 (0,03) (0,07) (0,03) (0,11) (0,08) (0,20) (0,27) 0,00 (0,13) (0,03)
2010 0,05 0,04 (0,11) 0,03 0,03 (0,05) 0,01 0,00 0,06 0,01
2009 0,13 0,12 (0,40) (0,17) 0,07 0,02 (0,17) (0,01) (0,50) 0,02

144
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

Margem EBIT
A Margem EBIT (Earnings Before Interest and Taxes) representa a proporção do lucro
antes do resultado financeiro e tributos (imposto de renda e contribuição social sobre o
lucro líquido) em relação à receita líquida e é calculada pela seguinte fórmula:

Figura 8.8: Margem EBIT da indústria, 2009 a 2012

Indústria

-10,0% -8,0% -6,0% -4,0% -2,0% 0,0% 2,0% 4,0% 6,0% 8,0%

Indústria
2012 -8,4%
2011 -0,3%
2010 6,3%
2009 1,1%

145
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 8.9: Margem EBIT por empresa, 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

-60,0% -50,0% -40,0% -30,0% -20,0% -10,0% 0,0% 10,0% 20,0%

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 -7,2% -13,5% -1,9% -3,8% -6,9% -17,4% -26,7% 0,5% -1,0% 4,0%
2011 4,4% -3,4% 1,2% -4,9% -4,9% -19,3% -18,9% 0,2% -17,3% 4,6%
2010 6,9% 10,3% -6,0% -10,5% 8,6% -1,7% 4,3% -0,1% 5,3% 1,6%
2009 2,1% 7,0% -36,7% -17,0% 3,4% 3,2% -17,1% -2,8% -56,0% 3,1%

146
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

Receitas de Voo
A Receita de Voo, extraída do Demonstrativo do Relatório Operacional, compreende as
receitas obtidas pelas empresas diretamente com a prestação de serviços de transporte
aéreo, (venda de passagens, frete de voos não regulares, transporte de carga e malote
postal, etc.).

Figura 8.10: Receita de Voo (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012

Indústria

- 5.000.000 10.000.000 15.000.000 20.000.000 25.000.000 30.000.000

Indústria
2012 27.776.754
2011 24.894.716
2010 21.387.048
2009 16.964.763


A empresa Gol Linhas Aéreas está revisando as informações do Demonstrativo do Relatório Operacional
apresentadas à agência em razão da classificação dos dados definida na regulamentação vigente.

147
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 8.11: Receita de Voo (R$ 1.000,00), 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

- 2.000.000 4.000.000 6.000.000 8.000.000 10.000.000 12.000.000 14.000.000

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 12.174.518 7.624.695 2.550.175 1.319.911 1.572.181 203.941 933.499 817.345 231.052 144.817
2011 11.516.534 7.188.275 1.717.029 833.628 1.077.313 241.521 890.518 616.024 154.391 142.120
2010 10.288.872 6.915.530 868.998 576.442 722.359 195.600 763.537 519.364 60.971 132.215
2009 8.604.372 5.837.202 376.590 419.159 432.561 101.170 472.894 199.590 - 122.523

Figura 8.12: Composição das Receitas de Voo da indústria, 2012

1,17% 4,71%
1,07% 6,70%

Passagens
Fretamento
Mala Postal e Rede Postal Noturna
Carga
Outros
86,35%

148
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

Figura 8.13: Evolução da receita de voo – por tipo de receita, 2009 a 2012

30
Bilhões de R$

25

20

2009
15
2010
2011
10
2012

-
Passagens Fretamento Mala Postal e Rede Carga Outros
Postal Noturna

Figura 8.14: Variação da receita de voo com relação ao ano anterior, 2010 a 2012

30%
26,07%
25%

20%
16,40%

15%
11,58%

10%

5%

0%
2010 2011 2012

149
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Custos e Despesas de Voo


A Composição dos Custos e das Despesas de Voo também foi extraída do
Demonstrativo do Relatório Operacional. Ressalta-se a relevância dos custos com
combustível, arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves, que juntas
representaram, em 2011, aproximadamente 47% dos Custos e das Despesas de Voo das
empresas.

Figura 8.15: Evolução dos custos e despesas de voo da indústria, 2009 a 2012

35
Bilhões de R$

31,33
30
26,09
25
21,37
20 18,16 2009
2010
15 2011
2012
10

-
Indústria

Figura 8.16: Variação dos custos e despesas de voo da indústria com relação ao ano anterior, 2010 a 2012

25%
22%
20%
20%
18%

15%

10%

5%

0%
2010 2011 2012


A empresa Gol Linhas Aéreas está revisando as informações do Demonstrativo do Relatório Operacional
apresentadas à agência em razão da classificação dos dados definida na regulamentação vigente.

150
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

Figura 8.17: Composição dos custos e das despesas de voo da indústria, 2012

Custo com Tripulação


7,40% 11,46%
Custo com Combustíveis
10,25%

Custo com Depreciação de Equipamentos de


Voo
8,73%
Custo com Arrendamento, Manutenção e Seguro
das Aeronaves
3,42% Custo com Tarifas Aeroportuárias
38,49%
Custo com Tarifas de Navegação Aérea

2,35%
14,05% Custos Indiretos

3,85% Despesas Administrativas Gerais

Outras Despesas Operacionais

Figura 8.18: Evolução das despesas e dos custos de voo da indústria – por tipo, 2009 a 2012

14
Bilhões de R$

12

10

8
2009
6
2010
2011
4
2012

0
Custo com Custo com Custo com Custo com Custo com Custo com Custos Despesas Outras
Tripulação Combustíveis Depreciação de Arrendamento, Tarifas Tarifas de Indiretos Administrativas Despesas
Equipamentos Manutenção e Aeroportuárias Navegação Gerais Operacionais
de Voo Seguro das Aérea
Aeronaves

151
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 8.19: Evolução da composição das despesas e dos custos de voo – por tipo, 2009 a 2012

45%

40%

35%

30%

25%
2009
20%
2010
15%
2011
10% 2012

5%

0%
Custo com Custo com Custo com Custo com Custo com Custo com Custos Indiretos Despesas Outras
Tripulação Combustíveis Depreciação de Arrendamento, Tarifas Tarifas de Administrativas Despesas
Equipamentos Manutenção e Aeroportuárias Navegação Gerais Operacionais
de Voo Seguro das Aérea
Aeronaves

Figura 8.20: Evolução dos custos e despesas de voo – por empresa, 2009 a 2012

16
Bilhões de R$

14

12

10

8
2009
6 2010
2011
4
2012

-
Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2009 9.420.062 5.698.776 514.782.6 490.821.6 425.899.0 106.035.4 534.391.5 189.972.7 113.849.4
2010 10.758.78 6.317.748 920.859.8 636.703.0 681.218.8 200.183.9 705.742.8 538.095.1 52.770.47 122.473.6
2011 11.965.18 7.386.254 1.696.851 874.060.3 1.176.686 289.964.7 1.058.787 651.094.9 179.051.0 138.311.4
2012 14.004.75 8.776.655 2.598.562 1.370.465 1.681.004 261.633.0 1.178.399 852.501.2 260.255.1 139.076.1

152
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

Resultado Financeiro
O resultado financeiro compreende os ganhos e perdas com variação cambial e
instrumentos financeiros, juros de empréstimos e financiamentos entre outras operações.
Figura 8.21: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012

Indústria

(2.500.000) (2.000.000) (1.500.000) (1.000.000) (500.000) - 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000

Indústria
2012 (1.685.262,75)
2011 (1.840.844,67)
2010 (234.642,19)
2009 1.800.837,55

Figura 8.22: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) – por empresa, 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

(1.500.000) (1.000.000) (500.000) - 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 (867.550,0 (439.153,0 (95.346,00 (59.035,00 (128.196,0 (14.272,98 (37.738,00 (2.383,00) (11.274,00 (14.268,33
2011 (1.019.716 (499.940,0 (76.847,00 (48.325,00 (91.995,00 (18.569,00 (46.714,00 1.270,00 (5.232,00) (11.124,47
2010 207.626,00 (240.835,0 (44.368,00 (23.724,00 (48.800,00 (9.209,00) (35.119,00 3.425,00 (1.818,00) -
2009 1.693.582, 169.135,00 (11.584,00 (2.114,84) 17.772,00 (1.622,00) 227,00 8.687,00 439,00 181,15

153
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Situação Patrimonial
Situação Líquida Patrimonial
A Situação Líquida Patrimonial representa a diferença entre os ativos da empresa e as
suas dívidas. Em outras palavras, trata-se do resultado entre os bens + recebíveis e as
dívidas, de curto e longo prazo. Caso os ativos superem os passivos, a Situação Líquida
Patrimonial é positiva, do contrário, é negativa (também denominada de Passivo a
Descoberto).
Figura 8.23: Situação Líquida Patrimonial (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012

Indústria

- 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 2.500.000 3.000.000 3.500.000 4.000.000 4.500.000 5.000.000

Indústria
2012 65.091,33
2011 3.335.333,99
2010 4.706.439,56
2009 3.863.065,88

154
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

Figura 8.24: Situação Líquida Patrimonial (R$ 1.000,00) – por empresa, 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

(500.000) - 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 2.500.000 3.000.000

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 255.162,00 750.293,00 (226.426,0 14.444,00 (305.414,0 61.821,23 (335.494,0 6.917,00 9.346,44 10.124,69
2011 1.465.678, 2.072.640, (75.452,00 29.672,00 73.258,00 134.294,00 (197.983,0 6.214,00 16.488,00 16.499,51
2010 1.879.110, 2.718.229, (1.188,00) 94.066,00 149.870,00 11.339,00 (999,00) 4.036,00 13.752,00 23.863,21
2009 1.274.232, 2.417.133, 98.257,00 1.298,00 112.012,00 11.729,00 (13.487,00 2.171,00 4.730,00 26.206,33

Indicadores de Liquidez
As informações para o cálculo dos indicadores de liquidez foram apuradas com base nos dados do
Balanço Patrimonial anual, demonstração contábil que evidência a posição patrimonial da empresa
e que é apresentada à ANAC pelas empresas aéreas brasileiras.
Os indicadores de liquidez têm por finalidade medir os recursos disponíveis em relação às dívidas
no momento do encerramento das demonstrações contábeis.
O Índice de Liquidez Corrente – ILC refere-se à relação existente entre o Ativo Circulante e o
Passivo Circulante. Seu resultado representa quantos reais a empresa dispõe em recursos de curto
prazo para cada R$ 1,00 de dívida de curto prazo.
O ILC foi calculado dividindo o Ativo Circulante pelo Passivo Circulante.

155
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 8.25: Índice Liquidez Corrente da indústria, 2009 a 2012

Indústria

- 0,10 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60 0,70 0,80 0,90

Indústria
2012 0,52
2011 0,83
2010 0,79
2009 0,73

Figura 8.26: Índice Liquidez Corrente por empresa, 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

- 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 1,20 1,40 1,60

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 0,58 0,42 0,65 0,75 0,36 0,34 0,34 1,01 1,14 1,11
2011 0,84 0,84 0,89 0,73 0,89 0,55 0,83 1,02 0,61 1,04
2010 0,59 1,51 0,50 0,77 0,97 0,69 0,89 0,88 0,89 0,82
2009 0,60 1,06 1,00 0,65 0,74 0,58 0,58 0,94 0,63 0,73

156
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

O Índice de Liquidez Geral – ILG, por sua vez, indica a proporção entre as dívidas com
terceiros, de curto e de longo prazo, e os recursos e os créditos disponíveis ou
realizáveis no curto e no longo prazo.
Foi utilizada a seguinte fórmula para o cálculo do ILG:

Figura 8.27: Índice Liquidez Geral da indústria, 2009 a 2012

Indústria

- 0,10 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60

Indústria
2012 0,36
2011 0,46
2010 0,47
2009 0,48

157
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 8.28: Índice Liquidez Geral por empresa, 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

- 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 1,20

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 0,30 0,42 0,51 0,52 0,25 0,46 0,21 1,01 0,84 0,57
2011 0,34 0,66 0,41 0,78 0,41 0,65 0,55 1,01 0,90 0,56
2010 0,29 0,75 0,30 0,93 0,38 0,67 0,74 0,98 0,94 0,58
2009 0,32 0,74 0,56 0,63 0,27 0,67 0,63 0,95 0,80 0,55

Indicadores de Alavancagem Financeira


A alavancagem financeira está associada à intensidade com a qual a empresa utiliza
recursos de terceiros para financiar as suas operações ao invés de recursos dos sócios.
A seguinte fórmula foi utilizada para o cálculo da Participação de Capitais de Terceiros
sobre os Recursos Totais:

158
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

Figura 8.29: Participação de Capitais de Terceiros sobre os Recursos Totais da indústria, 2009 a 2012

Indústria

- 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 1,20

Indústria
2012 1,00
2011 0,88
2010 0,80
2009 0,82

Figura 8.30: Participação de Capitais de Terceiros sobre os Recursos Totais por empresa, 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

- 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00 4,50 5,00

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 0,98 0,90 1,12 0,98 1,27 0,80 4,29 0,95 0,91 0,93
2011 0,89 0,77 1,05 0,94 0,94 0,55 1,46 0,95 0,82 0,84
2010 0,85 0,67 1,00 0,71 0,83 0,89 1,00 0,95 0,74 0,79
2009 0,89 0,68 0,82 0,99 0,85 0,80 1,04 0,98 0,57 0,78

159
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

O Multiplicador de Capital Próprio sugere quanto uma empresa se alavancou em


determinado período, em outras palavras, significa a proporção existente entre os ativos
totais e o patrimônio próprio de determinada empresa.
A seguinte fórmula foi utilizada para o cálculo do Multiplicador de Capital Próprio:

Figura 8.31: Multiplicador de capital próprio da indústria, 2009 a 2012

Indústria

- 50,00 100,00 150,00 200,00 250,00 300,00 350,00 400,00 450,00

Indústria
2012 394,50
2011 8,18
2010 5,10
2009 5,63

Figura 8.32: Multiplicador de capital próprio por empresa, 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

(800) (700) (600) (500) (400) (300) (200) (100) - 100 200

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 52,71 10,31 (8,24) 44,05 (3,70) 5,09 (0,30) 19,50 11,03 13,35
2011 9,52 4,40 (18,37) 16,73 16,15 2,23 (2,17) 20,15 5,54 6,33
2010 6,57 3,02 (709,38) 3,51 5,73 9,36 (420,07) 21,17 3,86 4,72
2009 9,00 3,12 5,47 97,81 6,61 5,09 (23,46) 40,41 2,34 4,58

160
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

Grau de Endividamento
O Grau de Endividamento representa o quanto uma empresa utilizou de capital de
terceiros para cada real de capital próprio e demonstra a estrutura de capital de uma
empresa do ponto de vista do nível de endividamento.
A seguinte fórmula foi utilizada para o cálculo do Grau de Endividamento:

Figura 8.33: Grau de endividamento da indústria, 2009 a 2012

Indústria

- 50,00 100,00 150,00 200,00 250,00 300,00 350,00 400,00 450,00

Indústria
2012 393,50
2011 7,18
2010 4,10
2009 4,63

161
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 8.34: Grau de endividamento por empresa, 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

(800,00) (700,00) (600,00) (500,00) (400,00) (300,00) (200,00) (100,00) - 100,00 200,00

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 51,71 9,31 (9,24) 43,05 (4,70) 4,09 (1,30) 18,50 10,03 12,35
2011 8,52 3,40 (19,37) 15,73 15,15 1,23 (3,17) 19,15 4,54 5,33
2010 5,57 2,02 (710,38) 2,51 4,73 8,36 (421,07) 20,17 2,86 3,72
2009 8,00 2,12 4,47 96,81 5,61 4,09 (24,46) 39,41 1,34 3,58

Figura 8.35: Grau de endividamento ajustado da indústria, 2009 a 2012

Indústria

- 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00 4,50

Indústria
2012 3,94
2011 3,70
2010 2,54
2009 2,18

162
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

Figura 8.36: Grau de endividamento ajustado – por empresa, 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

- 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 35,00

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 11,26 2,09 8,61 0,73 8,54 1,27 1,19 18,50 1,79 6,48
2011 6,61 2,19 5,60 0,61 6,14 0,84 2,84 30,10 1,78 14,66
2010 4,24 1,53 3,24 0,31 - 3,17 2,29 21,05 3,94 14,78
2009 3,54 1,27 1,67 0,19 3,51 1,58 1,93 21,95 0,41 3,91

163
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Indicadores de Desempenho Específicos do Setor


Os indicadores Revenue per Available Seat Kilometer – RASK e Cost per Available
Seat Kilometer – CASK (Receita por Assento Quilômetro Ofertado e Custo por Assento
Quilômetro Ofertado, respectivamente) devem ser analisados em conjunto, pois
representam o resultado das operações por unidade de oferta de serviço de transporte
aéreo de passageiros (ASK). Abaixo também é apresentado o RASK Passagem Aérea,
no qual se consideram apenas as receitas obtidas com a venda de bilhetes aéreos.
Empresas que transportam exclusivamente carga, não apresentam estes indicadores.
Já os indicadores Revenue per Available Ton Kilometer – RATK e Cost per Available
Ton Kilometer – CATK (Receita por Tonelada Quilômetro Ofertada e Custo por
Tonelada Quilômetro Ofertada, respectivamente) consideram a oferta geral de serviços
(passageiros, carga, serviço postal, etc.).
Ressalta-se que os indicadores apresentados nesta seção não devem ser confundidos
com outros divulgados pelo mercado, em razão de possíveis diferenças na metodologia
de cálculo.

RASK e CASK
Para o cálculo do RASK, do CASK e do RASK Passagem Aérea, foram utilizadas as
seguintes fórmulas:


A empresa Gol Linhas Aéreas está revisando as informações do Demonstrativo do Relatório Operacional
apresentadas à agência em razão da classificação dos dados definida na regulamentação vigente.

164
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

Figura 8.37: RASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012

Indústria

0,000 0,020 0,040 0,060 0,080 0,100 0,120 0,140 0,160 0,180 0,200

Indústria
2012 0,182
2011 0,166
2010 0,160
2009 0,148

Figura 8.38: RASK (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

0,000 0,050 0,100 0,150 0,200 0,250 0,300 0,350

Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet


2012 0,256 0,182 0,232 0,225 0,275 0,296 0,164
2011 0,244 0,162 0,200 0,259 0,266 0,276 0,148
2010 0,233 0,166 0,171 0,237 0,291 0,303 0,139
2009 0,217 0,168 0,143 0,209 0,308 0,299 0,126

165
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 8.39: CASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012

Indústria

0,000 0,050 0,100 0,150 0,200 0,250

Indústria
2012 0,205
2011 0,175
2010 0,160
2009 0,159

Figura 8.40: CASK (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

0,000 0,050 0,100 0,150 0,200 0,250 0,300 0,350 0,400

Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet


2012 0,294 0,209 0,236 0,233 0,294 0,380 0,207
2011 0,253 0,167 0,197 0,271 0,290 0,332 0,176
2010 0,244 0,152 0,181 0,262 0,275 0,311 0,129
2009 0,238 0,164 0,196 0,244 0,303 0,313 0,143

166
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

Figura 8.41: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012

Indústria

0,000 0,020 0,040 0,060 0,080 0,100 0,120 0,140 0,160 0,180

Indústria
2012 0,154
2011 0,141
2010 0,136
2009 0,127

Figura 8.42: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

0,000 0,050 0,100 0,150 0,200 0,250 0,300 0,350

Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet


2012 0,236 0,158 0,209 0,210 0,172 0,287 0,144
2011 0,217 0,143 0,181 0,239 0,235 0,260 0,130
2010 0,205 0,146 0,155 0,211 0,267 0,294 0,126
2009 0,191 0,149 0,133 0,185 0,289 0,297 0,118

167
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

RATK e CATK
Para o cálculo do RATK e do CATK foram utilizadas as seguintes fórmulas:

Figura 8.43: RATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2012

Indústria

1,15 1,20 1,25 1,30 1,35 1,40 1,45 1,50

Indústria
2012 1,48
2011 1,38
2010 1,34
2009 1,28

168
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros

Figura 8.44: RATK (R$/ATK) por empresa, 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

- 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 1,21 1,76 1,81 1,95 2,51 2,79 1,57 1,15 1,26 2,35
2011 1,20 1,60 1,46 2,03 2,43 2,55 1,44 0,88 1,01 3,78
2010 1,17 1,60 1,31 2,19 2,26 2,57 1,29 0,99 0,91 10,56
2009 1,08 1,98 1,30 1,52 3,02 2,40 0,77 0,43 - 4,76

Figura 8.45: CATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2012

Indústria

- 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 1,20 1,40 1,60 1,80

Indústria
2012 1,67
2011 1,45
2010 1,34
2009 1,37

169
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012

Figura 8.46: CATK (R$/ATK) por empresa, 2009 a 2012

Total

Rio

Absa

Webjet

Passaredo

Trip

Avianca Brasil

Azul

Gol

Tam

- 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00

Avianca
Tam Gol Azul Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total
Brasil
2012 1,39 2,02 1,84 2,02 2,69 3,58 1,98 1,20 1,41 2,26
2011 1,25 1,64 1,44 2,13 2,65 3,06 1,71 0,93 1,17 3,68
2010 1,22 1,47 1,39 2,42 2,13 2,63 1,19 1,02 0,79 9,78
2009 1,18 1,93 1,78 1,79 2,98 2,51 0,87 0,41 - 4,43

170
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Anexo A. GLOSSÁRIO
As definições têm o objetivo exclusivo de contribuir para a compreensão geral
dos conceitos descritos neste Anuário.

Assentos Ofertados – número de assentos disponíveis em cada etapa de voo, de acordo


com a configuração da aeronave na execução da etapa.

Assento Quilômetro Ofertado (ASK) – representa, em linhas gerais, a oferta de


transporte aéreo de passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se, em cada etapa
remunerada de voo, o número de assentos ofertados pela distância da etapa em
quilômetros.

Bagagem Livre (Franqueada) – total de bagagem transportada dentro dos limites


acordados entre a empresa aérea e o passageiro (franquia), expressa em quilogramas.

Carga Grátis – expressa em quilogramas, representa todos os bens que tenham sido
transportados na aeronave, exceto correio e bagagem, e que não tenham gerado receitas
diretas ou indiretas para a empresa aérea.

Carga Paga – expressa em quilogramas, representa todos os bens que tenham sido
transportados na aeronave, exceto correio e bagagem, e que tenham gerado receitas
diretas ou indiretas para a empresa aérea.

Correio (Mala Postal) – somatório de objetos transportados de rede postal em cada


trecho de voo realizado, expresso em quilogramas.

Distância da Etapa – distância, expressa em quilômetros, entre os aeródromos de


origem e destino da etapa, considerando a curvatura do planeta Terra.

Etapa Básica – etapa identificada pelo par de aeródromos de decolagem e de pouso


subsequente de um voo, independentemente de onde tenha sido realizado o embarque
ou o desembarque do objeto de transporte (pessoas ou cargas) desse voo. É a etapa de
voo com foco no movimento de passageiros e carga entre um pouso e uma decolagem.

Etapa Combinada – etapa identificada pelo par de aeródromos de origem e de destino


de um voo, independentemente da passagem desse voo por aeródromos intermediários.

171
Anexo A. Glossário

É a etapa de voo vista com foco no objeto de transporte embarcado no aeródromo de


origem e desembarcado no aeródromo destino.

Etapa Média de Voo – etapa calculada pela divisão da distância total percorrida,
expressa em quilômetros, pelo número de etapas básicas realizadas.

Etapa Não Regular – operação remunerada de natureza extraordinária, não regular, de


transporte de passageiros, carga, mala postal ou misto, entre duas ou mais localidades.
Exemplos: etapa extra, fretamento e charter.

Etapa Não Remunerada ou Improdutiva – operação não remunerada realizada pela


empresa aérea. Exemplos: voos de reposicionamento de aeronaves, traslados, instrução,
treinamento, experiência, teste e manutenção.

Etapa Regular – operação remunerada de transporte de passageiros, carga, mala postal


ou misto, entre duas ou mais localidades, caracterizadas por um número, por meio do
qual é executado serviço regular de transporte aéreo, de acordo com horário,
equipamento e frequência previstos em HOTRAN.

Excesso de Bagagem – total de bagagem que excede os limites acordados entre a


empresa aérea e o passageiro (franquia), expresso em quilogramas.

Horas Voadas – medida calculada pelo tempo de voo. O horário de partida e parada da
aeronave é apurado pelo critério do calço e descalço, conhecido internacionalmente pela
expressão block-to-block.

HOTRAN Eletrônico – sistema que armazena os dados dos voos regulares aprovados
pela ANAC.

Índice de Aproveitamento – também conhecido como “taxa de aproveitamento”, é a


razão entre a demanda e a oferta de transporte aéreo. É obtido pela divisão do
Passageiro Quilômetro Pago Transportado (ou Tonelada Quilômetro Utilizada Paga)
pelo Assento Quilômetro Ofertado (ou Tonelada Quilômetro Ofertada). Esse índice é
conhecido internacionalmente como Load Factor.

172
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Movimento de Aeronave – calculado pela quantidade de decolagens e aterrissagens de


uma aeronave em um aeroporto. Para efeito do tráfego de aeroportos, a chegada e a
saída de uma aeronave devem ser contadas como dois movimentos.

Participação de Mercado – representa o quanto uma empresa tem de participação em


um dado mercado. Também conhecido como market share ou fatia de mercado.

Passageiros Grátis – passageiros que ocupam assentos comercializados ao público,


mas que não geram receita, com a compra de assentos para a empresa de transporte
aéreo. Incluem-se nesta definição as pessoas que viajam gratuitamente, as que se valem
dos descontos de funcionários das empresas aéreas e seus agentes, os funcionários de
empresas aéreas que viajam a negócios pela própria empresa e os tripulantes ou quem
estiver ocupando assento destinado a estes.

Passageiros Pagos – passageiros que ocupam assentos comercializados ao público e


que geram receita com a compra de assentos para a empresa de transporte aéreo.
Incluem-se nesta definição as pessoas que viajam em virtude de ofertas promocionais,
as que se valem dos programas de fidelização de clientes e dos descontos concedidos
pelas empresas, as que viajam com tarifas preferenciais, as que compram passagem no
balcão ou por meio do site de empresa de transporte aéreo e as que compram passagem
em agências de viagem.

Passageiro Quilômetro Pago Transportado (RPK) – representa, em linhas gerais, a


demanda por transporte aéreo de passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se,
em cada etapa remunerada de voo, a quantidade de passageiros pagos transportados pela
quantidade de quilômetros voados (1 passageiro-quilômetro é o mesmo que 1
passageiro que voou 1 quilômetro).

Payload Capacity – capacidade total de peso na aeronave, expressa em quilogramas,


disponível para efetuar o transporte de passageiros, carga e correio.

Quilômetros Voados – distância percorrida pela aeronave durante o voo.

Tonelada Quilômetro Ofertada (ATK) – representa, em linhas gerais, a oferta de


transporte aéreo em termos de capacidade de toneladas, incluindo as toneladas para
passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se, em cada etapa remunerada de voo,
a capacidade total de peso na aeronave (Payload Capacity) pela distância da etapa. A

173
Anexo A. Glossário

unidade de medida é tonelada-quilômetro, que representa 1 tonelada transportada por 1


quilômetro.

Tonelada Quilômetro Utilizada Paga (RTK) – representa, em linhas gerais, a


demanda por transporte aéreo em termos de capacidade de toneladas, incluindo as
toneladas para passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se, em cada etapa
remunerada de voo, o peso pagante transportado pela distância da etapa. No Brasil
adota-se a média de 75 quilos para cada passageiro transportado, já incluída a bagagem
de mão. A unidade de medida é tonelada-quilômetro, que representa 1 tonelada
transportada por 1 quilômetro.

Onde:

Bagagem = Bagagem Livre + Excesso de Bagagem;

d = Distância da etapa em quilômetros.

Voo Charter – voo realizado para execução de um contrato de transporte aéreo,


celebrado com pessoa física ou jurídica no qual é permitida a tomada de passageiros ou
cargas estranhas ao afretador, mediante comercialização aberta ao público. É um serviço
de transporte aéreo não regular.

Voo Extra – voo realizado, eventualmente, para atender excessos esporádicos de


demanda em voo regular, ou então, para atender a uma demanda específica, envolvendo
a ligação de localidades não servidas por linha aérea regular. É um serviço de transporte
aéreo não regular.

Voo de Fretamento – voo realizado para execução de um contrato de transporte com


pessoa física ou jurídica, sem tomar passageiros ou carga estranhos ao afretador. É um
serviço de transporte aéreo não regular.

Voo Regular – voo entre duas ou mais localidades, caracterizadas por um número, pela
qual é executado serviço regular de transporte aéreo, de acordo com horário,
equipamento e frequência registrados em HOTRAN Eletrônico e aprovado pela ANAC.
Todas as outras situações são consideradas como voos não regulares.

174
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Anexo B. LISTA DE ABREVIATURAS


ANAC Agência Nacional de Aviação Civil

ANP Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis

ASK Available Seat Kilometer (Assento Quilômetro Ofertado)

ATK Available Ton Kilometer (Tonelada Quilômetro Ofertada)

CADE Conselho Administrativo de Defesa Econômica

CASK Cost per Available Seat Kilometer (Custo dos Serviços Prestados por
Assento Quilômetro Ofertado)

CATK Cost per Available Ton Kilometer (Custo por Tonelada Quilômetro
Ofertada)

BAV Boletim de Alteração de Voo

DAC Departamento de Aviação Civil

EBIT Earnings Before Interest and Taxes

FMI Fundo Monetário Internacional

HHI Índice Herfindahl-Hirschman

HOTRAN Horário de Transporte

IAC Instrução de Aviação Civil

IATA Associação Internacional de Transporte Aéreo

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

IEO Índice de Eficiência Operacional

ILC Índice de Liquidez Corrente

ILG Índice de Liquidez Geral

175
Anexo B – Lista de Abreviaturas

ILI Índice de Liquidez Imediata

IPCA Índice de Preços ao Consumidor Amplo

Ipea Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

OACI Organização da Aviação Civil Internacional

PIB Produto interno Bruto

NOSAI Norma de Serviço Aéreo Internacional

RASK Revenue per Available Seat Kilometer (Receita por Assento


Quilômetro Ofertado)

RATK Revenue per Available Ton Kilometer (Custo por Tonelada


Quilômetro Ofertada)

RPK Revenue Passenger Kilometer (Passageiro Quilômetro Pago


Transportado)

RTK Revenue Ton Kilometer (Tonelada Quilômetro Utilizada Paga)

SARIMA Seasonal Autoregressive Integrated Moving Average

Selic Sistema Especial de Liquidação e Custódia

SINTAC Sistema Integrado de Informações da Aviação Civil

Sisbacen Sistema de Informações do Banco Central do Brasil

VRA Voo Regular Ativo

WTI West Texas Intermediate

176
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Anexo C. LISTA DE SIGLAS DE EMPRESAS AÉREAS REGULARES


Designador OACI Nome da Empresa

AAL AMERICAN AIRLINES INC. (Estados Unidos)

ABJ ABAETÉ Linhas Aéreas S/A (Brasil)

AZU AZUL Linhas Aéreas Brasileiras S/A (Brasil)

GEC LUFTHANSA CARGO AG. (Alemanha)

GLO VRG Linhas Aéreas S/A (GOL) (Brasil)

GTI ATLAS AIR INC. (Estados Unidos)

MEL MEGA Linhas Aéreas Ltda. (Brasil)

MSQ META Mesquita Transportes Aéreos Ltda. (Brasil)

MST MASTER TOP Linhas Aéreas S/A (Brasil)

NHG NHT Linhas Aéreas Ltda. (Brasil)

NRA NOAR Linhas Aéreas S/A (Brasil)

ONE OCEANAIR Linhas Aéreas S/A (nome de fantasia:


AVIANCA) (Brasil)

PLY PUMA AIR Linhas Aéreas Ltda. (Brasil)

PTB PASSAREDO Transportes Aéreos Ltda. (Brasil)

PTN PANTANAL Linhas Aéreas S/A (Brasil)

RIO RIO Linhas Aéreas S/A (Brasil)

SBA SOL Linhas Aéreas Ltda. (Brasil)

SLX SETE Linhas Aéreas Ltda. (Brasil)

177
Anexo C – Lista de Siglas de Empresas Aéreas Regulares

Designador OACI Nome da Empresa

TAM TAM Linhas Aéreas S/A (Brasil)

TAP TRANSPORTES AEREOS PORTUGUESES AS. (nome de


fantasia: TAP AIR PORTUGAL) (Portugal)

TIB TRIP - Linhas Aéreas S/A (Brasil)

TIM Transportes Especiais Aéreos e Malotes Ltda. (nome de


fantasia: TEAM - Brasil) (Brasil)

TTL TOTAL Linhas Aéreas S/A (Brasil)

TUS ABSA Aerolinhas Brasileiras S/A (Brasil)

UPS UPS – UNITED PARCEL SERVICES CO. (Estados


Unidos)

VLO VARIG Logística S/A (nome de fantasia: VARIG LOG.)


(Brasil)

WEB WEBJET Linhas Aéreas S/A (Brasil)

178
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

Anexo D. LISTA DE SIGLAS DE AERÓDROMOS BRASILEIROS

Designador
Nome da Empresa Município
OACI

SBAA Conceição Do Araguaia Conceição Do Araguaia-PA

SBAE Bauru/Arealva Arealva-SP

SBAR Santa Maria Aracaju-SE

SBAT Deputado Benedito Santiago Alta Floresta-MT

SBAU Estadual Dario Guarita Araçatuba-SP

SBAX Romeu Zema Araxá-MG

SBBE Val De Cans Belém-PA

SBBH Pampulha - Carlos Drummond De Andrade Belo Horizonte-MG

SBBR Presidente Juscelino Kubitschek Brasília-DF

SBBV Atlas Brasil Cantanhede Boa Vista-RR

SBBW Barra Do Garças Barra Do Garças-MT

SBCA Adalberto Mendes Da Silva Cascavel-PR

SBCB Cabo Frio Cabo Frio-RJ

SBCD Carlos Alberto Da Costa Neves Caçador-SC

SBCF Tancredo Neves Confins-MG

SBCG Campo Grande Campo Grande-MS

SBCH Serafin Enoss Bertaso Chapecó-SC

SBCJ Carajás Parauapebas-PA

SBCM Diomício Freitas Forquilhinha-SC

SBCN Nelson Rodrigues Guimarães Caldas Novas-GO

SBCP Bartolomeu Lisandro Campos Dos Goytacazes-RJ

179
Anexo D - Lista de Siglas de Aeródromos Brasileiros

SBCR Corumbá Corumbá-MS

SBCT Afonso Pena São José Dos Pinhais-PR

SBCX Regional Hugo Cantergiani Caxias Do Sul-RS

SBCY Marechal Rondon Várzea Grande-MT

SBCZ Cruzeiro Do Sul Cruzeiro Do Sul-AC

SBDB Bonito Bonito-MS

SBDN Presidente Prudente Presidente Prudente-SP

SBDO Municipal Francisco De Matos Pereira Dourados-MS

SBEG Eduardo Gomes Manaus-AM

SBFI Cataratas Foz Do Iguaçu-PR

SBFL Hercílio Luz Florianópolis-SC

SBFN Fernando De Noronha Fernando De Noronha-PE

SBFZ Pinto Martins Fortaleza-CE


Aeroporto Internacional Do Rio De
SBGL Janeiro/Galeão – Antonio Carlos Jobim Rio De Janeiro-RJ

SBGO Santa Genoveva Goiânia-GO

SBGR Guarulhos - Governador André Franco Montoro Guarulhos-SP

SBGV Coronel Altino Machado Governador Valadares-MG

SBHT Altamira Altamira-PA

SBIH Itaituba Itaituba-PA

SBIL Bahia - Jorge Amado Ilhéus-BA

SBIP Usiminas Santana Do Paraíso-MG

SBIZ Prefeito Renato Moreira Imperatriz-MA

SBJF Francisco De Assis Juiz De Fora-MG

SBJI Ji-Paraná Ji-Paraná-RO

180
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

SBJP Presidente Castro Pinto Bayeux-PB

SBJR Jacarepaguá/Rj - Roberto Marinho Rio De Janeiro-RJ

SBJU Orlando Bezerra De Menezes Juazeiro Do Norte-CE

SBJV Lauro Carneiro De Loyola Joinville-SC

SBKG Presidente João Suassuna Campina Grande-PB

SBKP Viracopos Campinas-SP

SBLE Horácio De Mattos Lençóis-BA

SBLO Governador José Richa Londrina-PR

SBMA Marabá Marabá-PA

SBMD Monte Dourado Almeirim-PA

SBME Macaé Macaé-RJ

SBMG Regional De Maringá - Sílvio Name Júnior Maringá-PR

SBMK Mário Ribeiro Montes Claros-MG

SBML Frank Miloye Milenkovich Marília-SP

SBMO Zumbi Dos Palmares Rio Largo-AL

SBMQ Macapá Macapá-AP

SBMY Manicoré Manicoré-AM

SBNF Ministro Victor Konder Navegantes-SC

SBNM Santo Ângelo Santo Ângelo-RS

SBNT Augusto Severo Parnamirim-RN

SBOI Oiapoque Oiapoque-AP

SBPA Salgado Filho Porto Alegre-RS

SBPC Embaixador Walther Moreira Salles Poços De Caldas-MG

SBPF Lauro Kurtz Passo Fundo-RS

181
Anexo D - Lista de Siglas de Aeródromos Brasileiros

SBPJ Brigadeiro Lysias Rodrigues Palmas-TO

SBPK Pelotas Pelotas-RS

SBPL Senador Nilo Coelho Petrolina-PE

SBPS Porto Seguro Porto Seguro-BA

SBPV Governador Jorge Teixeira De Oliveira Porto Velho-RO

SBQV Vitória Da Conquista Vitória Da Conquista-BA

SBRB Plácido De Castro Sena Madureira-AC

SBRF Guararapes - Gilberto Freyre Recife-PE

SBRJ Santos Dumont Rio De Janeiro-RJ

SBRP Leite Lopes Ribeirão Preto-SP

SBSJ Professor Urbano Ernesto Stumpf São José Dos Campos-SP

SBSL Marechal Cunha Machado São Luís-MA

SBSM Santa Maria Santa Maria-RS

SBSN Maestro Wilson Fonseca Santarém-PA

SBSP Congonhas São Paulo-SP

SBSR Professor Eriberto Manoel Reino São José Do Rio Preto-SP

SBSV Deputado Luís Eduardo Magalhães Salvador-BA

SBTB Trombetas Oriximiná-PA

SBTC Hotel Transamérica Una-BA

SBTE Senador Petrônio Portella Teresina-PI

SBTF Tefé Tefé-AM

SBTR Torres Torres-RS

SBTT Tabatinga Tabatinga-AM

SBTU Tucuruí Tucuruí-PA

182
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

SBUA São Gabriel Da Cachoeira São Gabriel Da Cachoeira-AM

SBUG Rubem Berta Uruguaiana-RS

SBUL Tenente-Coronel Aviador César Bombonato Uberlândia-MG

SBUR Mário De Almeida Franco Uberaba-MG

SBUY Urucu Coari-AM

SBVG Major Brigadeiro Trompowsky Varginha-MG

SBVH Brigadeiro Camarão Vilhena-RO

SBVT Eurico De Aguiar Salles Vitória-ES

SBYS Campo Fontenelle/Academia Da Força Aérea Pirassununga-SP

SBZM Regional Da Zona Da Mata Goianá-MG

SDCG Senadora Eunice Michiles São Paulo De Olivença-AM

SDCO Sorocaba Sorocaba-SP

SDOW Ourilândia Do Norte Ourilândia Do Norte-PA

SDRS Resende Resende-RJ

SDSC Mário Pereira Lopes São Carlos-SP

SDTK Parati Parati-RJ

SDVG Domingos Pignatari Votuporanga-SP

SIMK Tenente Lund Presetto Franca-SP

SIXE Aeroclube De Eldorado Do Sul Eldorado Do Sul-RS

SJHG Confresa Confresa-MT

SJRG Rio Grande Rio Grande-RS

SJTC Moussa Nakhl Tobias Arealva-SP

SNBA Asa Branca Tartarugalzinho-AP

SNBR Barreiras Barreiras-BA

183
Anexo D - Lista de Siglas de Aeródromos Brasileiros

SNDC Redenção Redenção-PA

SNDT Diamantina Diamantina-MG

SNGI Guanambi Guanambi-BA

SNJR São João Del Rei São João Del Rei-MG

SNPD Patos De Minas Patos De Minas-MG

SNRU Oscar Laranjeiras Caruaru-PE

SNSW Soure Soure-PA

SNXL Primavera Querência-MT

SSCK Olavo Cecco Rigon Concórdia-SC

SSDO Municipal Francisco De Matos Pereira Dourados-MS

SSER Erechim Erechim-RS

SSFB Aeroporto Paulo Abdala Francisco Beltrão-PR

SSIJ Ijuí Ijuí-RS

SSJA Santa Terezinha Joaçaba-SC

SSKW Cacoal Cacoal-RO

SSZR Santa Rosa Santa Rosa-RS

SWBC Barcelos Barcelos-AM

SWCA Carauari Carauari-AM

SWEI Eirunepé Eirunepé-AM

SWFX São Félix Do Araguaia São Félix Do Araguaia-MT

SWGI Gurupi Gurupi-TO

SWGN Araguaína Araguaína-TO

SWGP Palmeiras De Goiás Palmeiras De Goiás-GO

SWHG Aeroporto De Santa Helena Do Goiás Santa Helena Do Goiás-GO

184
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012

SWHP Fazenda Olho Dagua Água Boa-MT

SWHT Francisco Correa Da Cruz Humaitá-AM

SWIQ Minaçu Minaçu-GO

SWKO Coari Coari-AM

SWLB Lábrea Lábrea-AM

SWLC General Leite De Castro Rio Verde-GO

SWOB Fonte Boa Fonte Boa-AM

SWPI Júlio Bélem Parintins-AM

SWRD Rondonópolis Rondonópolis-MT

SWSI Presidente João Batista Figueiredo Sinop-MT

SWTP Tapuruquara Santa Isabel Do Rio Negro-AM

185
Anexo E – Legislação Básica

Anexo E. LEGISLAÇÃO BÁSICA


Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986 – Código Brasileiro de Aeronáutica.

Lei nº 11.182, de 27 de setembro de 2005 – Cria a Agência Nacional de Aviação Civil


– ANAC, e dá outras providências

IAC 1223, de 30 de abril de 2000 – Confecção e aprovação de Horário de Transporte –


HOTRAN.

IAC 1224, de 30 de abril de 2000 – Alterações em voos regulares e realização de voos


não-regulares.

IAC 1502, de 30 de junho de 1999 – Cálculo dos índices de regularidade, de


pontualidade e de eficiência operacional.

IAC 1504, de 30 de abril de 2000 – Procedimentos para o registro de alterações em


voos de empresas de transporte aéreo regular.

Portaria nº 1.334/SSA, de 30 de dezembro de 2004 – Instruções relativas ao plano de


contas das empresas de transporte aéreo regular.

Resolução ANAC nº 16, 27 de fevereiro de 2008 – Altera os valores máximos de


desconto para as tarifas aéreas internacionais, com origem no Brasil e destino nos países
da América do Sul.

Resolução ANAC nº 83, 22 de abril de 2009 – Altera a política tarifária para voos
internacionais regulares com origem no Brasil.

Resolução ANAC nº 140, 9 de março de 2010 – Registro de tarifas referentes aos


serviços de transporte aéreo regular.

Portaria ANAC nº 804/SRE, de 21 de maio de 2010 – Procedimentos para o registro


das tarifas aéreas comercializadas correspondentes aos serviços de transporte aéreo
doméstico regular de passageiros.

Portaria ANAC nº 1.887/SRE, de 25 de outubro de 2010 – Procedimentos para o


registro das tarifas aéreas comercializadas correspondentes aos serviços de transporte
aéreo internacional regular de passageiros.

Portaria ANAC nº 274/SRE, de 14 de fevereiro de 2011 – Altera a Portaria nº


804/SRE, de 21 de maio de 2010.

186
RELATÓRIO ANUAL DE ACOMPANHAMENTO DO MERCADO AÉREO – 2012

Resolução ANAC nº 191, de 16 de junho de 2011 – Fornecimento de dados


estatísticos relativos aos serviços de transporte aéreo público.

Portaria ANAC nº 1.189/SRE, de 17 de junho de 2011 – Procedimentos para


fornecimento dos dados estatísticos das empresas brasileiras de transporte aéreo público
regular e não regular, exceto as de táxi-aéreo.

Portaria ANAC nº 1.190/SRE, de 17 de junho de 2011 – Procedimentos para


fornecimento dos dados estatísticos das empresas estrangeiras de transporte aéreo
público regular e não regular que operam no Brasil, exceto as de táxi-aéreo.

Resolução ANAC nº 218, de 28 de fevereiro de 2012 – Estabelece procedimentos para


divulgação de percentuais de atrasos e cancelamentos de voos do transporte aéreo
público regular de passageiros.

Lei nº 11.182, de 27 de setembro de 2005 – Cria a Agência Nacional de Aviação Civil


– ANAC, e dá outras providências

Todas disponíveis em: http://www2.anac.gov.br/biblioteca/biblioteca2.asp

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