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Introdução

A poluição atmosférica no ambiente urbanoindustrial


é um problema existente nos últimos séculos
sendo ocasionado, principalmente, pela queima
de combustíveis fósseis e descargas industriais. O
acréscimo de veículos automotores e de indústrias
aumentou significativamente a concentração de
poluentes nestas áreas. Destaca-se o dióxido de
enxofre (SO2), monóxido de carbono (CO), óxidos de
nitrogênio (NOx), material particulado, hidrocarbonetos
policíclicos aromáticos (HPAs), metais pesados,
oxidantes fotoquímicos como o ozônio (O3) e o nitrato
de peroxiacetila (PAN). Devido ao incremento desses
poluentes no ar, se faz necessário cada vez mais
implementar medidas de controle, principalmente nos
grandes centros urbano-industriais. Neste sentido, nos
últimos anos, o emprego de métodos físicos, químicos
e biológicos para monitorar a qualidade do ar tem se
intensificado.
Dentre os organismos biológicos, os liquens
mostram alta sensibilidade a poluentes, não
somente pela diminuição da sua vitalidade, como
por sintomas externos característicos. A grande
sensibilidade está estreitamente relacionada com sua
biologia. A alteração do balanço simbiótico entre
o fotobionte e o micobionte pode ser evidenciada
com rapidez através da ruptura desta associação.
Anatomicamente, os liquens não possuem estomas
nem cutícula, o que significa que os gases e aerossóis
podem ser absorvidos pelo talo e difundir-se
rapidamente pelo tecido onde está o fotobionte.
A ausência destas estruturas tampouco permite
excretar as substâncias tóxicas, ou a seleção destas
que são absorvidas (Martins-Mazzitelli et al. 2006,
Valencia & Ceballos 2002).
Liquens como bioindicadores da qualidade do ar
numa área de
termoelétrica, Rio Grande do Sul, Brasil
RESUMO - (Liquens como bioindicadores da qualidade do ar numa área de
termoelétrica, Rio Grande do Sul, Brasil). Os
liquens são reconhecidos por serem muito sensíveis à poluição atmosférica, sendo
assim sua utilização como indicadores
biológicos da qualidade ambiental, tem sido um procedimento cada vez mais amplo.
Este trabalho apresenta os resultados do
monitoramento passivo realizado na área de abrangência de uma usina termoelétrica,
na região sul do Brasil. Os liquens foram
avaliados em cinco pontos da usina onde foi amostrado um total de 50 forófitos. Foram
registrados 45 táxons, cinco destes
são citados na literatura como bioindicadores da qualidade do ar. As áreas amostradas
não apresentam condições adequadas
para o estabelecimento e desenvolvimento da micota liquenizada, pois sofrem
influência antrópica direta. A ocorrência de
espécies tolerantes à poluição pode ser explicada pelo desaparecimento das espécies
mais sensíveis, proporcionando mais
espaço para o seu desenvolvimento.

Os liquens são reconhecidos por serem muito


sensíveis à poluição atmosférica e, desde o século 19,
são utilizados como bioindicadores, sendo objeto de
vários trabalhos que visam o controle das alterações
atmosféricas em vários locais. Muitas espécies são
sensíveis aos dióxidos de nitrogênio e enxofre, assim
como a metais pesados, compostos que podem estar
presentes em maior ou menor grau na atmosfera de
áreas industriais.
Alterações na estrutura da comunidade liquênica
como freqüência, cobertura, diversidade e vitalidade
das espécies estão relacionadas com a concentração
de poluentes na atmosfera
Dentre os efeitos que os poluentes podem
ocasionar na comunidade liquênica estão à inibição
do crescimento e desenvolvimento do talo, alterações
nos processos metabólicos e mudanças anatômicas
e morfofisiológicas (Barkman 1958, Baddeley et
al. 1973, Coppins 1973, Gries 1996, Schlensog &
Schroeter 2001). O componente algáceo (fotobionte)
do líquen é o primeiro a ser afetado ocorrendo o
desenvolvimento das anormalidades no talo, como o
branqueamento da clorofila e o desenvolvimento de
áreas pardas nos cloroplastos. A clorofila se degrada
em feofitina pela ação de soluções de dióxido de
enxofre ainda que em baixas concentrações (Barkman
1958, Bargagli & Mikhailova 2002).
Dos diferentes métodos empregados para
monitorar a qualidade do ar, o monitoramento passivo
consiste na análise das espécies vegetais existentes no
local onde se quer avaliar as condições atmosféricas, no
caso específico o estudo fitossociológico da micoflora
liquenizada local. Para tanto se faz necessário levantar
dados quanto à abundância, cobertura e freqüência
de cada espécie liquênica. Este método proposto por
Le Blanc & De Sloover (1970) tem sido amplamente
utilizado para avaliar a micota liquenizada em
ambientes urbano e/ou industrial (Hawksworth et al.
1973, Nimis et al. 1989, Wetmore 1989, Loppi 1996,
Estrabou 1998, Marcelli 1998, Geebelen & Hoffmann
2001, Scutari & Theinhardt 2001, Kricke & Loppi
2002, Saiki et al. 2003, Calvelo & Liberatore 2004).
Deste modo este estudo teve por objetivo apresentar
os resultados do monitoramento passivo realizado
numa área urbano-industrial, na região metropolitana,
no sul do Brasil.
Material e métodos
O trabalho foi realizado durante o ano de 2003,
na área de abrangência de uma usina termoelétrica
localizada no município de Canoas, entre as
coordenadas 42°80’S e 66º54’W, a oeste da BR 116,
ao sul da BR 386 e distante aproximadamente 20 km
da região metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande
do Sul, Brasil.
A região metropolitana de Porto Alegre
compreende em torno de 23 municípios, é caracterizada
por uma área urbano-industrial densamente povoada e
constituída por estreita ligação funcional e por fluxos de
deslocamento de pessoas entre seus municípios (EIA/
RIMA 2000). A região de abrangência caracteriza-se
por apresentar áreas alteradas desde a década de 40,
onde as matas ciliares e áreas úmidas (regionalmente
chamadas de banhados) deram lugar às culturas de
arroz e milho (Rambo 1956). Atualmente, restam
somente fragmentos da mata original, onde a
vegetação nativa encontra-se num estágio secundário
de regeneração e presença de plantações de Eucalyptus
sp. (EIA/RIMA 2000).
O local avaliado foi dividido em quatro áreas de
influência direta da usina: Horto florestal de eucaliptos
(A1), Mata ripária do arroio Guajuviras (A2), Mata
do açude (A3) e Mata do apiário (A4); e uma de
influência indireta, Parque de Exposições Assis Brasil
(A5). Estas foram delimitadas no trabalho de EIA/
RIMA (2000) utilizando-se fotografias aéreas com
escala 1:40.000 e identificando-se zonas de interesse
botânico (figura 1).
Para mapeamento da micota liquenizada, em cada
área foram amostrados de seis a 10 forófitos, onde os
liquens foram analisados ao longo do tronco, entre
100 e 120 cm de altura acima do solo e, na face em
que se apresentavam mais abundantes. O mapeamento
das espécies foi realizado em folhas de acetato fixadas
nos troncos, onde se delineava o contorno do talo
das amostras para análise posterior (Le Blanc & De
Sloover 1970).
As espécies não passíveis de identificação no
local foram coletadas e identificadas em laboratório.
A identificação dos táxons realizou-se com auxílio
de microscópio esteroscópico e óptico, fazendo-se
secções do talo e frutificações, assim como testes de
coloração histo-químicos comumente empregados
em taxonomia de liquens. Para tal, as principais
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S.M.A. Martins et al.: Liquens como indicadores ambientais
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bibliografias utilizadas foram: Aptroot (1987),
Arvidsson (1983), Awasthi (1988), Brodo (1972),
Eliasaro & Adler (2000), Elix (1994), Elix & Galloway
(1984), Fleig (1985, 1988, 1990), Fleig & Grüninger
(2000a, b), Fleig & Medeiros (1990), Galloway
(1985), Hayward (1977), Jørgensen & James (1983),
Krog (1982), Moberg (1989), Scutari (1992, 1995a,
b), Sérusiaux (1983), Sierk (1964), Swinscow & Krog
(1988), Verdon et al. (1992), Marcelli et al. (1998).
A estimativa de freqüência das espécies liquênicas
baseou-se na presença/ausência dos táxons nas áreas
amostradas, enquanto que para a cobertura foi utilizada
a escala de Daubenmire (1968). A riqueza das espécies
foi considerada como o número total de espécies de
liquens ocorrentes nos 10 forófitos analisados, em
cada área. A diversidade 〈 de Shannon-Wiener (Krebs
1999) foi calculada levando-se em conta a presença
das espécies nos forófitos analisados em cada área.
Aspectos como a vitalidade e danos aparentes foram
considerados.
Resultados e Discussão
Foram identificados 45 táxons liquênicos
distribuídos em 23 gêneros e 10 famílias, sendo 71,1%
representados pelos liquens foliosos, incluindo os
gelatinosos, 22,2% ao grupo dos crostosos e 6,7% aos
liquens fruticosos. Dos táxons identificados, cinco são
citados como bioindicadores da qualidade do ar, ou
seja, mostram sintomas e efeitos indicando a presença
dos poluentes, sendo eles: Heterodermia obscurata,
Parmotrema tinctorum, Physcia aipolia, Teloschistes
exilis e Usnea sp. (tabela 1).
Os táxons que apresentaram maior freqüência nas
áreas analisadas foram Graphis sp. 1, ocorrente em
todas as áreas, Canoparmelia texana, Dirinaria picta,
Lecanora pallida, Parmotrema tinctorum e Punctelia
graminicola, com registro em 80% das áreas, seguidas
por Parmotrema praesorediosum e Physcia aipolia,
presentes em 60% das áreas avaliadas.
Para áreas urbanas ainda são poucos os trabalhos
relacionados com ecologia de liquens, sendo que a
maioria se refere à listagem de espécies. Os primeiros
trabalhos para o Estado datam do século 19 por Malme
(1902, 1925, 1926, 1928, 1934) e Redinger (1934,
1935) que incluíram coletas de liquens em áreas de
Porto Alegre. Para a região metropolitana de Porto
Alegre temos a contribuição dos trabalhos realizados
por Fleig (1985), Osorio & Fleig (1988) e de Osorio
et al. (1997), além do trabalho de Martins-Mazzitelli
et al. (1999) com o registro de 72 táxons para a cidade
de Porto Alegre.
Em Martins-Mazzitelli et al. (1999) as espécies
Lecanora pallida e Physcia aipolia foram as mais
Figura 1. Áreas amostradas sob influência direta e indireta da usina termoelétrica, no Rio Grande
do Sul, Brasil. A1 = Horto florestal de eucaliptos;
A2 = Mata ripária do arroio Guajuviras; A3 = Mata do açude; A4 = Mata do apiário; A5 = Parque
de Exposições Assis Brasil.
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Tabela 1. Táxons ocorrentes nas áreas de influência da Usina Termoelétrica de Canoas, Rio
Grande do Sul, Brasil. A1 = Horto florestal
de eucaliptos; A2 = Mata ripária do arroio Guajuviras; A3 = Mata do açude; A4 = Mata do
apiário; A5 = Parque de Exposições Assis
Brasil.
Táxons Áreas Hábito
: Liquens como indicadores ambientais
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freqüentes na região urbana de Porto Alegre, corroborando
com os dados apresentados neste trabalho.
Saipunkaew et al. (2005) relata a baixa diversidade
de espécies em ambientes urbano-industriais e cita
Dirinaria picta como tolerante em regiões urbanas
poluídas.
Canoparmelia texana, Dirinaria picta e Punctelia
graminicola apresentaram os maiores índices de
cobertura registrada em praticamente todas as áreas,
com exceção da A1-Horto florestal de eucaliptos.
Estas espécies pertencem ao grupo dos liquens
foliosos que são medianamente tolerantes à poluição,
e se enquadraram na categoria seis da escala de
cobertura, ou seja, apresentaram cobertura acima
de 100% no conjunto de forófitos analisados. São
espécies consideradas fracas na competição, isto
é, em ambiente natural perdem na competição por
espaço para as foliosas de talo grande, as quais são
competidoras mais agressivas; com o desaparecimento
destas, ocupam o seu espaço com o aumento de seu
talo e, conseqüentemente, com maior cobertura.
Coccaro et al. (2000) e Saiki et al. (2003)
utilizaram Canoparmelia texana para analisar a
presença de elementos-traço e metais pesado numa
região de São Paulo, SP. Ambos citam esta espécie
como tolerante à poluição atmosférica. O primeiro
autor ainda comenta que a taxa de crescimento de
Canoparmelia texana nos troncos depende diretamente
das condições ambientais.
Os valores mais elevados de riqueza (26) e
diversidade (1,3) foram registrados na área A4 - Mata
do apiário (figura 2). A área A1 - Horto florestal de
eucaliptos apresentou o maior percentual de espécies
crostosas (88,9%) e ausência de espécies fruticosas.
Este fato possivelmente esteja relacionado com a
baixa disponibilidade de forófitos adequados para
o desenvolvimento da micota liquenizada, pois se
trata de uma área predominantemente formada por
eucaliptos. Os maiores percentuais de espécies foliosas
foram registrados nas áreas A5 - Parque de Exposição
Assis Brasil (77,3%) e A3 - Mata do açude (75%)
(tabela 2).
Táxons Áreas Hábito
A1 A 2 A 3 A 4 A 5
Physcia aipolia (Humb.) Fürnr. x folioso
Physcia sp. 1 x x x folioso
Physcia sp. 2 x folioso
Physcia sp. 3 x folioso
Pyxine subcinerea Stirt. x folioso
RAMALINACEAE
Ramalina peruviana Ach. x folioso
TELOSCHISTACEAE
Teloschistes exilis (Michx.) Vain. x fruticoso
Tabela 2. Valores de cobertura, riqueza de espécies e percentuais dos hábitos da comunidade
liquênica ocorrente nas áreas de influência
da Usina Termoelétrica de Canoas, Rio Grande do Sul, Brasil. A1 = Horto florestal de eucaliptos;
A2 = Mata ripária do arroio Guajuviras;
A3 = Mata do açude; A4 = Mata do apiário; A5 = Parque de Exposições Assis Brasil.
Áreas Cobertura Riqueza
Hábito (%)
crostosos foliosos fruticosos
A1 36,1 9 88,9 11,1 zero
A2 177,4 15 26,7 73,3 zero
A3 156,2 12 25,0 75,0 zero
A4 152,8 25 24,0 68,0 8,0
A5 284,6 22 9,1 77,3 13,6
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A mata do apiário apresentou maior riqueza,
porém baixa cobertura, isto se deve a maior ocorrência
de espécies crostosas que, embora em grande número,
por natureza apresentam talos pequenos o que
contribui com a baixa cobertura. Espécies foliosas
de crescimento rápido são fortes na competição por
espaço o que conseqüentemente faz com que ocorra um
aumento na cobertura apesar de apresentarem menor
riqueza como no caso da A5 – Parque de Exposição
Assis Brasil (figura 2). Além disso, as espécies foliosas
são mais sensíveis às alterações ambientais que as
espécies crostosas, sendo assim o desaparecimento das
foliosas proporciona um aumento na ocorrência das
pequenas crostas o que ocorreu na mata do apiário a
qual se encontra mais alterada e com maior presença
de crostas tolerantes à poluição.
Fatores como a maior incidência solar e a
presença de indivíduos arbóreos adequados para o
estabelecimento dos liquens também contribuíram
para este resultado. Tanto a luminosidade como o
tipo de casca são alguns dos fatores limitantes para
a ocorrência de liquens (Brodo 1973, Marcelli 1996,
Hawksworth 1975).
Na avaliação da aparência externa dos liquens
ocorrentes nas áreas foram detectadas manchas
escuras no talo, especialmente nas espécies foliosas
e fruticosas. Supostamente, estes danos seriam
conseqüências da acumulação de poluentes nos
tecidos dos liquens, o que provoca a morte de células
e ocasiona a degradação da clorofila e a redução da
fotossíntese, surgindo manchas escuras a marrons nos
talos (Martins-Mazzitelli et al. 2006). Indivíduos de
hábito fruticoso, quando presentes, apresentavamse
pouco desenvolvidos, evidenciando indivíduos
jovens ou com dificuldades de crescimento. Diversos
trabalhos como Estrabou (1998), Kricke & Loppi
(2002), van Haluwyn & van Herk (2002), entre outros,
discorrem sobre os liquens como bioindicadores da
qualidade do ar e indicam que as espécies fruticosas
são as mais sensíveis à poluição urbana e industrial,
principalmente para compostos sulfurados.
As áreas amostradas caracterizam-se por
apresentarem influência antrópica direta não exibindo
condições adequadas para o estabelecimento e
desenvolvimento da micota liquenizada. Devido às
atividades desenvolvidas no contexto urbano-industrial
onde a área está inserida, constatou-se que vários fatores
estariam contribuindo para a poluição atmosférica do
local, tais como poluição veicular e outras possíveis
contaminações como SO2, provenientes de diversas
indústrias localizadas no seu entorno. Também se levou
em conta o fato da usina termoelétrica emitir para a
atmosfera principalmente compostos como NOx, CO
e CO2, mas não compostos sulfurados.
Figura 2. Índice de cobertura e riqueza de liquens nas áreas sob influência direta e indireta da
usina termoelétrica, no Rio Grande do
Sul, Brasil. A1 = Horto florestal de eucaliptos; A2 = Mata ripária do arroio Guajuviras; A3 = Mata
do açude; A4 = Mata do apiário; A5
= Parque de Exposições Assis Brasil.
Índice de cobertura
Valores de riqueza
Áreas amostradas
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S.M.A. Martins et al.: Liquens como indicadores ambientais
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Em todas as áreas foram observadas espécies
oportunistas, isto é, espécies que por natureza são
menos agressivas como competidoras aparecendo em
ambientes naturais com baixa freqüência e cobertura.
Em áreas alteradas, com o desaparecimento das
espécies mais sensíveis, as espécies oportunistas
encontram espaço para o seu desenvolvimento
devido a sua resistência e/ou tolerância aos efeitos
da poluição.
Dessa forma, são espécies características de
ambientes alterados: Canoparmelia texana, Dirinaria
picta e Punctelia graminicola, todas apresentando
altos índices de cobertura na área. A baixa ocorrência
de forófitos adequados para o estabelecimento de
micota liquenizada também foi um dos fatores que
contribuiu para a redução de espécies nas áreas
amostradas.