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CLEdFANO

Professor CatedráticQ,

Normal

do

Ins#tuto

de

I:OPES

DE

OLIVEIRA

aposentado,

Educação

de

Literatura

de

Didática

de

.do

São

Caetano

Campos,

CuM<>

Paulo;

·ex-professor càtedrá

tico

de

Português

e

Literatura

do

mesmo

Curso;

ex-professor de

Francês

de

Curso· Ginasial.

dO

mesmo

est~bele.citnen-

1,.;

ex-professor de

Português.

e

Lapm

do

11ntigo Liceu,

Franco-llra-

sileirO

São.

Paulo, ·'hoje

Li,teu

P:asteur,

é do

Liceu

R~o

Branço;

ex-profes~r

de' Frai;icês do

Colégio Oswaldo

Cruz, de

Sãoc.Paulo;

ex-professor

.~tedrático

do

InstitutO

de

Educação

Peix-eto

Gomide,

de

Itapetininga;

membro .·honorário

da

Congregação

do

lnstitutó.

de

Eduçacffio

Caetano

de

Campos,

·

FLOR

i ·····

LA CIO

{PORTUGUt.~)

:,"",·

.,

:

1Ít

.

.

EXPLicAÇio

na·rEXto$,

·.~

•.·

.

E'·'·

.

···~

.

,

.'~~' GB!A)~~FOMPOS,I~Ãq.Lil"'EMRIA

PÀRA

uso

D.~

fJURSOS

NÓRMAL

E ';:SEéUNDÃRIO

f

>

,.

CURTAS

TIVAS'

-

ANALISES LITERARIAif

CARTAS

E

~

DESCRIÇõES

E

NA~RA~

CONVERSAÇf.O

-

DISSJ;;RTAÇôES

-

TEMAS'

Ft,BULAS

DE

E

DIS'*tTRSOS

-

COMPOS1ÇÃO

U.íPRESSôES

·PE'SSOAIS

-

LITERÁRIA

CONTOS

-

E

R.úJ;)IMENTOS

NOVELAS

.

<DE

ARTE

LITERARIA

-

,

.

 

*

~9.ª

edição

{<

revista "pelo

autoi:

,

Edição

.

,

sã1'

'Saraiv~

,aulo

.

1967

À

memória, sempre,

querida,

de minha

mãe

 

e

a

seu

luminoso

Espírito,

que

vive iunlo

de

Deus.

LINGUÂ

PORTUGUBSA

última flor

do

Lácio,

inculta

És,

a um

tempo,

esplendor

e

e

bela,

sepultura:

Ouro

nativo,

A

bruta mina

que

na

ganga

impura

entre

os

cascalhos vela .••

Amo-te

assim,

desconhecida

e

obscura,

Tuba

Que

de

tens

alto

clangor,

lira

o

trom

e

o silvo

singela,

da

procela,

E

o arrôlo

da .saudade

e

da

ternura/

<

Amo o

teu

De

virgens

Amo-te,

ó

viço

agreste

selvas

e

de

,e

o

teu

oceano

aroma

largo!

rude

e

doloroso

idioma,

Em

E

que

em

que

da

voz

materna

chorou,

ouvi:

no

Camões

"meu

exílio

O

gênio

sem

ventura

e

o

amor

sem

filho!",

amargo,

brilho/

ÜLAVO

BILAC.

/

PREFACIO

ll.ste

livro

tem

dois

objetivos:

dante

1 )

Procura

ensinar

a

ler

possa

apreciar,

em

tôda a

inteligentemente,

plenitude,

a

de

modo

q.ue

o

num

beleza encerrada

e

a forma

literária

por

que foi

expressa;

estu-

texto

à

2)

procura

estruturação

de

ensinar

a colhêr,

uma

composição

nessa

leitura,

[iteraria.

os

elementos

necessários

 

-

Considerando-se a

amplitude

dêste

programa,

é bastante

singelo,

em

sua,~linhas gerais, o plano didático:

 
 

1.

º)

Estuda-se a

descrição, em

seus

variados aspectos, desde

a for-

ma

mais

simples

até

a

mais

complexa,

primeiramente

em

teoria,

e,

logo

depois,

em

pequenos grupos

Je

exc~rtos

escolhid-os

e seriados

racionalmen-

te,

grupos

que

estão

indicados

no

capítulo

seguinte.,

Dêsses

excertos,

os

primeiros,

de

cada

grupo,

são

apresentados

com

uma

explicação,

que

abrange

as

expressões,

o

plano

de

composição

e

o estudo

das

idéias,

im-

pressões

e

sentimentos;

e

os

outrós,

com

um

questionário, que

se

refere

a

êstes

mesmos

assuntos.

2.

0

)

Estuda-se,

de

idêntico

modo,

a

narrativa,

em

tôdas

as

suas

modalidades, entendendo-se que,

por

narrativa, designa, o autor,

por

neces-

sidade

didática,

uma

narração

curta,

número,

os fatos

ê

as

peripécias.

,

, cada

3.

0

)

para

Tránsfere-se

a

composição

mecanismo

o

que

se

vai

em

que

são

reduzidos,

quanto

ao

da

descrição

ou

da

narrativa

expli-

desenvolver,

após

prepará-la

por

meio

de

exercícios adequados.

'

.

t

'

Com

êste

fim:

"

tica,

a)

cada,

e

elocuçã,o

texto

é acqmpanhado

redação

imitativa;

de

exercícios

de

vocabulário,

gramá-

 

b}

cada

grupo

de

textos

termina

por

uma

série

de

temas,

e

esquemas

de

composição, organizados para

desenvolver no

aluno

da

observação

e

a

disciplina intelectual.

Esta

parte

poderá

ser

sumanos

o sentido

completada

com trabalhos

baseados

em

gravuras, estampas

ou

quapros.

 
 

- Mas

as

descrições e

as

narrativas

nada mais

são, neste

livro,

do

que

composições fragmeniárias,

de

que

se

compõe a

narração

propriamente

dita.

Assim,

pois,

o último estudo

dêste volume

é

o

da

narração,

em

prosa

e

verso,

seguida

da

ligeira

análise dum

texto

 

e

de

sumários

esque-

matizados,

como,

também,

de

temas

livres,

para

os

trabalhos

escritos

dêste

gênero

literário.

 

Destarte,

o aluno é guiado e amparado na leitura crítica,

lhe violente a personalidade; 2. 0 ) por meio de variada ginástica, grava no espírito o que aprendeu; 3. 0 ) imita os escritores, apreende~do-lhes o segrêdo da arte de es- crever, não havendo perigo nesta imitação, pois constitui, apenas, um passo no aprendizado, de que logo se liberta, conforme se pode verificar nas escolas européias, ~nde tem sido praticada muitos anos;

. 4. 0 ) aprende a observar, a julgar e a exprimir-se por si, tornando- -se, pouco a pouco, independente em sua sensibilidade estética e em sua expressão artística, à medida que se vai assenhorando dos recursos estilís- ticos e das formas de composição, o que lhe exige, sem dúvida, salutar e benéfico esfôrço criador. - No capítulo das "DISSERTAÇÕES", foi incluída, como ·exercícios espe- ciais, uma série de 40 temas, que abrangem determinados aspectos da Lite-

cujo· desenvolvimento requer, naturalmente, prévia expli-

cação do professor e acuradas leituras por parte dos alunos. Estas disser-

tações servem, apenas, para completar o estudo que se faz neste ~a~ual. Este livro, fruto de muitos anos de magistério, é regularmente volu- moso, pois contém, além dos Rudimentos de Arte Literária e de explicações ·dos gêneros e. subgêneros literários estudados, 44 textos já explicados, para orientação dos estudantes, e cêrca de 780 temas de composição. Note-se, porém, que a parte destinada à explicação em aula consta, tão-somente, de 80 textos, dos quais nem todos preçÍsam ser e$iudados, visto como são, por vêze~, numerosos os que pertencem ao mesmo grupo.

Este livro foi elaborado especialmente para os alunos das Escolas Normais e Institutos de Educação do país; temos, todavia, a impressão e'a esperança de que talvez possa prestar algum serviço às classes adiantadas dos ginásios, colégios, escolas e cursos profissionais ou de Comercio, colégios militares, etc., assim como a professôres primários, que desejem ter à mão, para consultas, sugestões e adaptações,_ um compêndio de COMPOSIÇÃO.

de

indicadas

1. 0 )

sem

que

se

ratura Brasileira e

- Para melhor aproveitamento obedecer rigorosamente à ordem

dos

alunos,

deve

das

a explicação

lições

textos

de sucessão

na página seguinte.

-o--

- GRUPOS DE TEXTOS

Os textos, neste livro, --estão agrupados da seguinte forma:

1.

2o

Descrição de cousas sem movimentó.

movimento.

13.

Cartas.

Descrição· de quadros de coQjunto sem

14.

Narrativas simples.

·

15.

Narrativas descritivas.

3.

Descrição mesclada de impressões

16.

Narrativas d~monstrativaí.

pessoais.

17.

Narrativas dramáticas.

4.

Descrição de vistas ou de quadros.

18.

Narrativas humorbticas.

animados.

19.

Narrativas com reflexões. -

5.

Retratos

descritivos.

20. Narrativ~ com conversação.

6. Descrição de animàis.

7. Descrição de pessoas em ação.

8. Descrição de animais em ação.

9;

Descrição de grupos de sêres em

ação.

10. Descrição de ações num quadro.

11. Descrição de sucessão de fatos ou de

quadros.

12. Conversação.

21. Narrativas com retratos.

22. Narrativas exóticas.

23.

Narrativas antigas.

 

24.

Fábulas.

25.

Anedotas.

26.

Impressões pessoais.

27.

Discursos.

28.

Idéias morais

e

Dissertaç&s.

29.

NARRAÇÕES.

-

Cada

um

dêstes

posições literárias.

grupos

compreende

estudos

de

textos

e

com-

edições anteriores,

uns poucos exerc1c1os de "Composição rápida", para uso em classe, assim

como três resumos, incompletos, de "Contos e Novelas", que devem ser desenvolvidos e completados.

- Nesta obra também se encontram,· como nas

 

Na

arte

como

na

c1encia,

no

fazer

como

no

agir,

tudo

está

em

apanhar claramente

um

assunto

e

tratá-lo

de

conformidade

com

sua

natureza."

GOETHE.

PARTE

I

EXPLICAÇÃO

DE

TEXTOS

E

COMPOSIÇÃO

LITERÁRIA

DESCRIÇÕES

-

CONVERSAÇÃO

-

CARTAS

A

DESCRIÇÃO

A descrição é uma sequencia de anális~ de linhas, formas, aspectos, côr ou

relêv:o, reproduzindo artisticamente a natureza exterior, de modo· que possa ser visua- lizada, compreendida e apreciada pelo leitor. Pode ainda traçar. um caráter e, mesmo, traduzir às sensações experimentadas pelo escritor, quando observa os objetos, os fatos

e os fenômenos do mundo físico ou moral que êle descreve.

Sua fina!idade precípua, contudo, é fazer ver e sentir, o que exige de quem escreve as mesmas quàlidades indispensáveis· à arte da pintura: desenho, relêvo, côr, perspectiva, além de um temperamento plástico que tenda sempre a satisfazer os sentidos pela representação, tão exata quanto possível, das formas, das atitudes e dos cenários, através de meios de expressão precisos e vigorosos.

desinteressantes, nem aban-

donar dados essenciais, que se devem procurai' _pela observação ou pela imaginação.

A descrição não se pode deter em ·minúcias inúteis ou

e um gênero que tem cabimento em todos os demais gêneros literários, nêles apare- cendo sob diferentes formas: energia, pintura viva e· rápida duma situação; retraio físico ou moral, reprodução das feições ou do caráter duma pessoa, ou dum animal; cro110- frafia, descrição das circunstâncias do tempo em que sucedeu um fato; topografia, indi- cação das particularidades de um lugar.

em

ordem

ao

mais complexo, obedecendo, portanto, às leis que disciplinam o fenômeno do conheci- mento e que são fundamentais em literatura didática. r.sses grupos estão discriminados,

logo no conÍêço dêste volume, na página 11 .

Estude o aluno, não só nos textos já explicados, que servem de modêlo, como nos textos por explicar, que se apresentam acompanhados de questionários, os processos descritivos dos escritores, e, depois, aplique-os aos lemas de composição literária, imi- tativa ou de observação, escolhendo ou formando, com vagar e cuidado, expressões que traduzani, tão exatamente quanto possível, as formas, as côres, as luzes, ás som- bras, ele., e procurando despertar-nos o espírito para a fruição integral do que há de belo ou grandioso na natureza.

que vai, em gradação crescente,

onze grupos,

Como

exercício

clássico, ,apresentamos,

de acôrdo

do

com suas

mais. fácil

neste

livro,

a

descrição

desenvolvida

numa

simples

distribuídos,

diferentes

ao

mais

particularidades,

difícil,

do

mais

--~

TEXTOS

EXPLICADOS

1.°

1.

Cousas sem mwimento.

_: A CELA DO RELIGIOSO

\

A porta abriu-se sem ruído. e.Ie entrou, e a porta fechou-se de novó_, silenciosamente. O lugar, em que o venerando religioso acabava de penetrar, era uma triste cela, sombria e espaçosa, com uma janela gradeada e fechada, e apenas frouxamentt esclarecida por .uma clarabóia do teto. As paredes, nuas de alto e baixo, tinham uma côr sinistra de osso velho. Em uma delas havia um grande nicho com a imagem da Virgem da Conceição, quase de tamanho natural; a um dos cantos, uma negra estante, tôscamente feita, pejada de grossos alfarrábios amarelecidos pelo tempo; no centro, uma mesa de madeira escura com um breviário em cima, ao lado de uma candeia de azeite, um· pedaço de pão duro, e um cilício de couro; junto à mesa, um banco de pau.

-

ALUÍSIO DE AZEVEDO.

ESTUDO DO PLANO DE COMPOSIÇÃO -

1

-

Qne nos descreve o autor nesta pigina1

 

-

DC$Creve-noa

a

eombria

e

espaçosà

cela,

pobremente

mobilada,

de

um

vene-

rando religio~o.

2

-

Dh·ida esta desmçláo em três partes, de ac&rdo com o aerainte plano:

 
 

a}

a triste cela;

 

b)

u paredci a cela :

c}

o mobiliário da cela.

-

A- I.ª parte começa em a porta abriu-se e termina em clarabóia do teto:

-

A

2.ª inicia-se em m parede~ e vai até tamanho natúral;

 

-

A

3.ª é o resto do trecho.

 

3

-

Mostre o que se em cada parte.

_

 

-

Eia OI elementos descritivos de cada parte:

 

a}

porta -

religioso -

cela -

janela fechada -

clarab6ia;

l>)

a côr daa paredes -

o

nicho -

a imagem;

c}

a

estante -

os alfarrábios -

a

mesa -

o breviário -

a

candeia

 

-

o pedaço de

pão duro -

o

cilício -

o banco de pau.

 

4

-

Como ae fu a transição entre cada ama dessas partes e a seguinte?_

 

-"' Faz-se

suavemente,

por

meio

de

estreita

sucessão

de

pormenores

descritivos,

como que' acompcmhan.:lo o olhar do observador.

ESTUOO DAS IDtIAS

1 -

Em qae colisi.ste o interêsse desta descrição?

-- .O interêsse desta descrição está na seqüência dos pormen.ores descritivos. por- ~de nos revelam o interior duma cela de convento, deixando-nos entrever aspectos da VJ a inonacal.

18

2

-

pobreza?

Por

que

nos

CLEÓFANO

produz

esta

- A impressão de

simplicidade .,.- é-nos dada pelo

liário e dos utensílios;

LOPES

DE

OLIVKI&A

cela

impressões

de

simplicidade, ·de

ordem

e

dei

aspecto geral

da cela e pela singeleza do mobi-

ordem -

é-nos causada pela disposição dos móveis e, objetos;

 

pobreza -

é-nos produzida pelo

estado

de

conservação

das

paredes,

assim

como

pela escassez e rusticidade dos móveis.

 

·

3 -

Por que. nos produz o religioso nma impressão de fé, de sobriedade, de amor

ao estudo, de .expiação voluntária e de renúncia às cousas do mundo 1

-

Porque ·certas

minúcias

da

descriçã~, se

não

tôdas,

estão

em

íntima

conexão

com a personalidade do .monge, adquirind? determinado sentido por seu uso,.

Assim:

- O bre1>iário e a imagem da Virgem assinalam-nos .a fé do monge;

- o cilício, co~ que voluntàriamente se "mortifica, serve para robustecer-lhe mais ·êsse sentimento, na luta do espírito contra as tentações do mal;

- o resto de pão fala-nos de sua sobriedade;

- os alfarrábios, de seu amor ao estudo.

ainda

Nada mais, além ·das preces e de um incessante esfôrço para a perfeição cristã, enche a vida do ·religioso, que, conseqüentemente, ·renuncia, por um voto sagrado, às cousas do mundo.

4

-

Com

que · recursos

literários

exprime

Aluísio

de

Azevedo

salta

impressÍíes

pessoais? Analise-os.

 

-

O

autor

deu

forma

a

duas

impressões

pessoais,

apenas:

uína

impressão

de

melancolia e uma impressão de côr, mesclada a um sentimento fúnebre, adequado,

aliás, ao ambiente.

- Traduziu a primeira com um adjetivo empregado· em sentido figurado, triste,

para exprimir o sentimento que o aspecto da. cela desguarnecida e .sombria .lhe des-

perta

na

alma:

.e

.a

segundá,

 

com

uma

imagem

evocativa

da

morte

(tinham

a

côr

•inistra do o.i.io 1>elho).

 

.

.

.

O estilo.

-

O

estilo

é

vigoroso, .simples

e

harmonioso.

 

O

autor

descreve

com

tanta clareza, que nos dá a· impressão visual da cela.

 

·

ESQUEMA DO PLANO DE COMPOSIÇÃO

 
 

Partes

 

Pormenores

 

A CELA

DO

RELIGIOSO

T)

a

triate

cela

porta

-

religioso

-

cela

janela

 

fechada -

clarabóia;

 

2)

 

as paredes da cela

a côr das par~des -

imagem_;

o

nicho

-

a

3)

o

mobiliário

a estante negra -

os alfarrábios ama·

relecidos - a mesa escura - o

breviário -

a candeia -

o pedaço

de

pão

duro -

o

cilício ºde' couro

cru :--

o

banco

de

pau.

--o--

·~-

/

/

.P

II.

FLOR

DO

LÁCIO

Cousas

sem

movimento.

-

CHAFARIZ SECULAR

19

No estilo arquitetônico obsoleto , Das construções serenas do passado, Existe um chafariz abandonado Na vetusta cidade de Ouro Prêto.

- Flor da umidade, cresce-lhe um bolêto Em éada canto e o musgo em cada lado. Mas vem-lhe do conspecto deformado

A

fúnebre tristeza do esqueleto.

Exaustos de verter-lhe a cristalina Linfa, três leões, ao sono da ruína, Bocejam para o tempô - o seu algoz.

j

Pendura.:se-lhe do · alto um velho

Onde quem passa lê, pasmado e mudo:

:

escudo,

,

Mil setecentos

e cinqüenta e dous !

Luís CARLOS <*>.

ESTUDO DA~ PALAVRAS E EXP,RESSõES

Secular - que tem um ou mais aéculos. Obsoleto - que eslá fora da moda;· antigo. Bolêto - cogumelo.

Musgo - l>egelação criptogâmica, cujo coniunto apresenta o aspecto dum al>el~dado liipêle verde. Conspecto - aparência, aspecto. Verter - derramar, manar, correr. Algoz - carrasco, l>erdugo; executor de. penas corporais; desliuidor. Pasmado - com surprêsa Ião· intensa, que transparece na expressão fisionômica. Escudo - brasão de armas da cidade de Ouro Estilo .arquitetônico - caracteres artísticos referento. à arquitetura. Construções serenas do passado - construções antigas que, graças à simetria harmoniosa das linhas e à 'beleza de seus ornados. infundem em quem as observa .uma impressão de serenidade. Chafariz abandonado --- que não tem mais serventia e só é conservado por constituir uma relíquia artística. Flor da umidade - esta expressão designa aqui o cogumelo, - que nasce em lugares úmidos.

A fúnebre tristeza do esqueleto - com .esta expressão, exprime o autor a melancolia que o empolga, l>endo desaparecer a parte bela do· chafariz, a qual se desfaz com .o tempo, deixando entrever sua estrutura bruta, da mesma forma que num cadáiier se corrompem a.5 carnes, aparecendo o esqueleto.

Cristalina linfa .:-:- esta expressão mostra-nos a cousa e o aapecto da cousa: líqüido que tem a transpqrência e a limpidez do cristal.

O sono

Bocejam par!l o

da

ruína -

a imobilidade das cousas que se desfazem em ruínas.

esta

expressã~ designa a abertura

da

tempo -

bôca dos leões,

parecem estar tomados de tédio.

que

( 4 }

Lüfll Cai-Ias da

FonJeca

Mbnreiro

de Barros

(da

Academia

Br-uileil'a cle.·:LetriOJ.

20

CLEÓF ANO

LOPES

DE OLIVEIRA

ESTUDO DA COMPOSIÇÃO

1 -

Que nos descreve Luís Carlos neste sonêto?

-

O

autor

descreve-nos u1n chafariz- artístico,

está1 situado

na

velha

cidade

de Ouro

Prêto,

Estado

de

Minas

Gerais,

e que,

que com · o

tempo,

fie-ou

em

ruínas,

por

ter sido abandonado.

·

2

-

Que ordem seguiu êle em sua descrição?

 

-

O autor partiu do geral, que êle ·descreveu em rápidos traços (estilo arquite-

tônico

obsoleto,

chafariz

abandonado),

para

o

pàrticular,

constituído pelas minúcias

descritivas

(musgo, bolêlo, leões, ele.).

·

3

-

Quais são ·as principais -partes dêste sonê!o 7

 

-

São iis oieguintes:

 
 

a)

o

chafariz abandonado:

o

1. 0

quarteto;

 

b)

a vegetação da umidac;le:

os

2

primeiros

versos do 2. 0

quart.,!o:

e)

o triste aspecto do chafariz: os 2 últimos versos do 2. 0 querkh;

d)

os leões:

o

1. 0

tercêlo;

e)

o escudo: o 2. 0 iercêto.

 

4

.;;

Que pormenores

descritivos

contém

cada

uma

destas

partes 7

-

Encontram-se

nestas

parles

elementos

objetivos

e

elementos

subjetivos:

os pri-

meiros representam as cousas do chafariz, e, os segundos, impressões do poeta. Assim, vemos nas partes componentes da descrição, indicadas por letras:

a)

elementos objetivos -

chi.Cariz

abandonado

-

a· cidade de

Ouro

Prêto;

b)

elementos objeti'l>os -

bolêto -

musgo;

elemento subjetivo -

uma comparaçãÕ (flor. da umidade);

 

e)

elemento objetivo -

conspecto deformado;

 

elemento wbjeli'l>o -

tristeza;

d) elemento objetil>o presente -

leões;

elemento objetilio passado - cristalina linfa; elemento subjetivo - uma interpretação do poeta: exausto;

e) elemento objetivo - velho escudo; elemento· subjetivo - uma hipótese (quem passa).

S -

Estude em poucas palavras a metrifica~ão dêste songto.

·- ~ um sonêlo composto de versos decassílabos, acentuados nas 6.ª e 10.ª sílabas,

têm rima aguda somente os últimos ·versos de cada tcrcêto.

de rimas quase tôdas graves;

ESTUDO DAS IDtIAS

1

-

Em qne

consiste o interêsse desta descrição 1

 

-

O

interêsse

está no assunto,

que nos

apresenta um monumento

art:stico.

 

2

-

Consegue o autor dar-nos 1111!ª idéia precisa dêsse chafariz abandonado?

-

Sim,

pela

sábia

escolha

dos

pormenores

descritivos

e

das

expressões

com

que

os traduziu, consegue o autor transmitir-nos uma imagem, se não precisa, pelo menos

bastante sugestiva, dêsse chafariz.

Que impressões produz êue chafariz ao espírito do autor? essas impressões?

Como se explicam

3

-

- Essas impressões são:

de .s.erertidade, expressa pelo adjetivo serena e causada, como vimos no estudo das

expressõe., pela simetria harmoniosa das

linhas dos ornatos

arquitetônicos; _

de beleza plástica, produzida pel~ cogumelo e pelo musgo, e traduzida por uma

comparação: flor da umidade;

de tristeza,

causada pelo desaparecimento gradual

frl>Se de sentidb. figurado, que evoca a idéia de morte:

do chafariz e expressa por uma

a fúnebre

tristeza do esqueleto;

FLOB

DO

LÁOIO

-

carada dos

e, .enfim,

a

última

leões, acrescentando-lhe

das impressões vigorosas do

uma idéia de

tédio:

21

poela moslra-nos a

bôça escan-

bocejam para

o tempo.

4

-

Com

que recursos

nos transmite

Luí.s

Cario•

suas impressões?

 

-

Com

adjelivos, comparações, palavras e

frases. de

senlido

figurado.

Dêsses

re•

cursos,

mais fracos são

os

adjelivos,

por

lerem

um

Íenlido geral

ou indelerminado.

ESQUEMA

DO

PLANO

DE

COMPOSIÇÃO

 

CHAFARIZ

SECULAR

Partes

1)

O

chafariz

tecular

 

2)

A

vegeta~ão

da

umidade

3)

O

triste

aspecto

do

chafariz

4)

Os

leões

5)

O

escudo

 

Pormenores

elementos

{

donado

cidade

elementos

{ go.

elemento

elemento

{ mado.

elemento

objeli'l>os:

e

de

seu

chafariz

-

a

aban-

velha

mus-

estilo

Ouro

Prêto.

bolêlo -

flor

conspecto

da

tristeza.

objeti'l>os:

subjeli'l>o:

objeti1>0:

subjeti'l>o:

umidade.

defor-

j

elemento

objeti1>0

presente:

leões.

elemento

ob.jeti1>0

passado :

a água.

elemento

buído

.elemento

{ elemento

subjeti1>0:

o

cansaço

alri-

aos leões.

objeti1>0:

velho

escu.do.

subjeti1>0:

uma

hipólese (o

provável

passante).

-o--

TEXTOS

I.°

1. -

EXPLICAÇÃO

PAR~

Cousas sem movimento.

A CASA DA FAZENDA

Era o casarão clássico das antigas fazendas negreiras. Assobradado, erguia-se em · alicerces o muramento, de pedra até meia altura e, dali em diante, de pau-a-pique. Esteios de cabriúva entremostravam-se, picados a enxó, nos trechos donde se esboroara o rebôco. Janelas e portas em arco, de bandeiras em pandarecos. Pelos interstícios da pedra. amoita- vam-se samambaias e, nas faces de noruega, (*) avenquinhas raquíticas. Num cunhal, crescia anosa figueira, enlaçando as pedras na terrível cor- doalha tentacular. À porta da entrada ia ter uma escadaria dupla, com alpendre em cima e parapeito esborcinado.

MONTEIRO

QUESTIONÁRIO

ESTUDO DAS PALAVRAS E E1PRESSõES

LOBATO.

1

-

Explique

o

sentido

das

seguintes

palavras:· clássico

-

muramento

-

ca-

briút>a -

enlremostrar -

esboroar -

pandarecos -

amoitar -

cunhai -

.alpendre

-

pau-a-pique

parapeito -

2 -

esborcinado.

Que se deve entender por:

-

~m

arco

-

anosa

fazendas negreira~ -

figueira

-

enlaçando

- escadaria dup/a;i

ESTUDO DO PLANO DE COMPOSIÇÃO

erguia-se

em aiicerces

=-

cordoalha

tentacular

1 - Que nos descreve Monteiro Lobato neste trecho?

2 - Mostre que o autor, nesta descrição, partiu do geral, que êle apenas enunciou, •

3 -

Divida o texto em três partes, de acôrdo com o seguinte plano de coD1posição:

para o particular, que desenvolveu minuciosamente.

.

a}

a~ paredes do

casarão;

.,

b)

a 1'egelação;

c)

a escadaria.

<f -

Diga o que se vê em cada uma dessas partes.

5

-

Localize

êste

trecho

no

conto:

"Os

NEcRos"

("Obras

Completas'', de

M.

Lobato).

 

'>.

ESTUDO DAS ID2IAS

 

1

-

Mostre que o interêsse desta descrição está nos pormenores descritivos.

 

- .spectos destã casa de

2

Qual foi

a

particularidade

fazenda

antiga?

que

ferju

a

atenção

do

autor

em

cada

um

dos

3

-

Quais são

as

impressões

pessoais

do

autor?

Com

que

expressões

as

tra-

duzm êle?

 

4 -

Diga, em poucas palavras,

o que

pensa

do estilo de

Monteiro

Loba!o.

 

Em nova.s edjções: /ac1s de s~m&r

(*~

 

J'LOB

DO

LÁCIO

 

23

EXERCÍCIOS

 

VOCABULÁRIO·

 
 

.

1

-.

Cite

sinônimos

de:

antigas

-

alicerce

-

picaJos

esboroar

 

-

amoitar

-

raquíticas -

enlaçar -

vetusto -

prístino -

atro

-

agro

-

feral

 

-

feraz -

prisco.

 

'"

'

·

 
 

2 Cite adjetivos que exprimam uma idéia:

-

a) .de ruína;

 

b)

de

abanJono.

3 Cite verbos que exprimam a idéia de cair e desmoronar.

-

 

4

-

Forme

comparações

em

que

entrem,

como

segundo

elemento,

 

as

palavras

carvão, morte e trevas.

 
 

5

-

Como se

denomina

a ·ação

de

matar:

um

rei

 

-

um

homem

-

o

pai _::

a

mãe -

uma criança -

o

filho

::_

a

espôsa -

o marido;i

 

1. 0

ELOCUÇÃO. -

Seguindo

2. 0

o de uma igreja antiga.

dois

inodêlo

dos

de um arranha-céu;

primeiroa

períodos

do

texto,

fale:

REDAÇÃO

IMITATIVA.

acompanhando-lhe

e

um incêndio.

de

perto . o

f

Descreva,

movimento

obedecendo

das

frases,

'ao

plano

uma

casa

--o--·

Cousas

sem

movimento.

do

texto

estudado

por

semidestruída

li.

-

O GABINETE DO MtDICO

O Dr. Elesbão recebeu-nos com um sorriso sereno, em sua fecunda biblioteca, de ·altas, solenes estantes de mogno. Era uma grande ·sala, branca, de espiritualizante claridade, com as janelas abertas para o nas- cente. Sôbre a larga mesa de estudos havia livros esparsos, papéis, vários 'objetos e um tinteiro de prata com uma águia de asas distendidas na ânsia · de um vôo fremente. Junto à mesa, num dunquerque de ébano,.:,.Pousava uma caveira sôbre um suwrte niquelado. Pelos cantos, colunas de már- more ostentavam estatuetas e jarrões, e atrás da cadeira do Mestre surgia o busto de· Hip6crates, saliente e austero com o de um deus pensativo. Entre duas estantes um pêndulo alto e negro marcava as horas, antece- dendo-as de um minuete do tempo do Rei-Sol. Nas p~redes dois qua-

uma cabeça de velha a sorrir com brandura e uma · Um sofá de molas envolvido em capa de linho branco

e algumas cadeiras de jacarandá com espaldares em alto-relêvo, comple- tavam o severo mobiliário.

dros a óleo: - álacre

AURÉLIO

PINHEIRO.

QUESTiONÁRIO

ESTUDO DAS PALAVRAS E EXPRESSÕES

1

- Explique as seguintes palavras: mogno - .dunquerque -

ê'&ano

-

suporte

- táliente -

pênJulo -'---- minuete -

branJura -

marinha.

 

2

-:- Explique u

seguintes expressões:

um sorriso sereno -

sua fecunJa

biblioteca

- solenes e.slante• -

como o de um Jeus pensalil>o -

Je espiritualizante claridaJe -

o sel>ero mobiliário.

3 -

Diga quem foi:

Hipócrate. -

o Rei-Sol.

na ânsia de um 1'ÔO fremente -

24

ESTUDO DO PLANO DE COMPOSl~ÃO

1

-

Que DOS descreTe Awélió Pinheiro nesta página)

2

-

Em que participa esta descrição da narração}

3 -

Que paasagem desta descrição se referem:

a)

Junquuqae; e às cadeira}

ESTUDO DAS ID~IAS

d)

-

obje~ Je

orle;

e)

ao

·

pênJülo;

à iala;

f)

aos

b)

à

quàdrOJ;

me.sa;

g)

c)

ao

ao

sofá

1 -

Prove como o interêsse desta descrição está nos ponner.ores descri!ivos.

2

- Mostre ~ as impressões pessoais do autor estão traduzidas principalmer1le por adjetivos e como êsle. não as exprimem senão de um modo geral

e indct~rm:!lado.

3

-

4 -

Diga que impressão lhe causa êsse gabinete de médico.

Localize êste trecho no

Justifique sua opinião

HuMBE.RTO

SARAIVA."

romance:

"O

DESTÊRRO

DE

EXERCÍCIOS

VOCABULÁRIO

 

1 -

Que significam as seguintes palavras: •ereno -

fecunda -

solena -

branca

-

nascente -

esparsos -

fremente

-

pematiY<>

-

anteceder -

brandura -

de•\>a-

necer -

delir -. pUTpúreo -

rub.ic:.mdo -

rúbido -

rútilo -

rube.scenlc -

rubifrcante

-

rubigino!O -

Úmeraldino -

glauco -

\>erdeal -

\>erdejante -

a::uliiloJ

2 -

Que verbos

-:--

sentenças.

fremi;nle

-

canto

.

correspondem

-

deus

-

a:

negro

•eteno

-

-

alio

quadro

·

-

3 -

Que

adjetivos

correspondem

a:

praia

-

ouro

-

•ol.ene -·

garôto;I

·

.

l

marfim

e.sparso

-

praia

Empregue-os

em

-

mármore

--

pedra -

madeira -

ferro ;i

Ci\e expressões que tra<luzam a forma e o as1,,cto dum salão, de acôrdo com o que desejaria que fõsae o de sua biblioteca partieular.

4

-

5

-

Que móveis deveriam guarnecê-lo e que objetos de arte ·deveriam orná-lo?

6

-

Que livros, ou que coleções de livros, figurariam em sua biblioteca} Como

·seriam suas encadernações}

ELOCUÇÃO. -

Sf!guindo

o

modêlo

da

I.ª oração,

~

fale:

1. 0

de

um

amigo,

o recebe

um dentista, que recebe o cliente em seu gabinete.

na sala

de

jantar:

2. 0

de um padre, que recebe alguém na sacristia;

3. 0

que

de.

REDAÇÃO

IMITATIVA.

biblioteca particular.

Descreva,

segundo

o

plano

do

texto

estudado,

uma

-·-o--

1.°

III.' -

Cousas

sem

molJÍmento.

UM QUARTO DE MõÇA

Com efeito, nada mais loução do que essa alcova em que os broca- téis de sêda se confundiam com as lindas penas de nossas aves, enlaçadas. em grinaldas e festões pela orla do teto e pela cúpula· do cortinado de um leito colocado sôbre um tapête de peles de animais selvagens. A um canto, pendia da parede um crucifixo em alabastro, aos pés do qual havia um escabêlo de madeira dourada. Pouco distante, sôbre uma cômoda, via-se uma dessas guitarras espanholas que os ciganos introduziram no Brasil quando expulsos de Portugal, e uma coleção de curios:dades mi~er<.>is de côres mimosas e formas esquisita~'. Junto à janela, havia· um tra5te

~-.'

FLOR

DO

LÁCIO

25

que à primeira vista não se podia definir: era uma espec1e de leito ou sofá de paltta matizada de vá~ias côres e entremeada de ··penas negras e escarlates. Uma garça real empalhada, prestes a desatar o vôo, segu- ·~ rava com o bico a cortina de tafetá azul. que ela àbria com a ponta de suas asas brancas e, caindo sôbre a porta, vendava êsse ninho de inocência aos olhos profanos.· Tudo isto respirava· um suave aroma de benjoiiv., que se tinha impregnado nos objetos como o seu perfume natural, ou como a atmosfera do paraíso que uma fada habitava.

Q U

E-S T

I O

ESTUDO DAS PALAVRAS E EXPRESSÕES

josÉ DE ALENCAR.

N Á R I O

 

1

-

Explique as palavras: loução -

alcova

-

~roca!éis -

festões

-

a

orla

do

teto -

alabastro -

Iraste -

entremeada -

vendar -

benjoim.

 

2 -

Qual é a significação de:. côres mimosas -

prestes a desatar

o vôo

-

êsse

ninho de inocência -

olhos prot,anos -

respirava um suave aroma~

 

3 -

Exp.lique as comparações existentes no texto.

ESTUDO DO PLANO. DE COMPOSIÇÃO

1 -

2 -

3 -

4 -

Que nos descreve José de Alencar neste trecho? Que ordem seguiu êle em sua descrição? Quais .são as passagens desta descrição que se referem:

a}

b)

c)

d)

e)

f)

. ao

quarto:

ao crucifixo; à cômoda; ao traste. indefinível:

à garça:

ao suave aroma~

Que elem~ntos descritivos. contém cada uma dessas passagens)

ESTUDO DAS IDÉIAS

.,

1 Que impressão nos causa ·o quarto descrito?

-

Por ql!ê?

 

2 Que é que mais nos despert<1- a atenção neste quarto?

-

3 Que representa para a dona do quarto:

-

 

.

, b) · a coleção de curiosidades minerais~

a)

a

guitarra;

 

4 Faz-nos

-

esta

descrição

ver

o

quarto

com

sua

mobília. e

seus

ornamentos?

Que se deduz daí em ·relação ao estilo do autor do trecho?

5

-

Localize

êste

trecho

.VOCABULÁRIO E GRAMÁTICA

no

romance:

"O

GUARANI."

EXERCÍCIOS

 

1 ~

Dê sinônimos a:

 

lapêle -

 

miJnosàs -

esquisitas -

segú-

rar --,.

brancas -

loução -. orla - -

suave

vendar -

aroma

-

garrido -

donaire.

·

-

onirismo

-

obstância

-

esfumar

 

· 2

-

Cite

palavras

da

mesma

família

que:

pena

-

ave

-

grinalda

-

tapêle

-

selvagem

-

dourada

-

côr

-

forma

-

vista

-

palha

-

11egra

-

bico

-

brancas,. -

ninho -

suave -

aroma -

perfume ~

natural.·

 

3

-

Dê exemplos

das

seguintes

formas

sentimentais

das

figuras

de

estilq:

popéia -

amplificação ~