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UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA LUCAS SILVEIRA PERUCH CONSTRUÇÃO DE UM PAVILHÃO PRÉ-MOLDADO: COMPARATIVO

UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA LUCAS SILVEIRA PERUCH

CONSTRUÇÃO DE UM PAVILHÃO PRÉ-MOLDADO: COMPARATIVO ENTRE OS MÉTODOS DE FECHAMENTO COM BLOCO CERÂMICO OU COM PLACAS PRÉ-MOLDADAS

Tubarão

2017

LUCAS SILVEIRA PERUCH

CONSTRUÇÃO DE UM PAVILHÃO PRÉ-MOLDADO: COMPARATIVO ENTRE

OS MÉTODOS DE FECHAMENTO COM BLOCO CERÂMICO OU COM PLACAS

PRÉ-MOLDADAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Engenharia Civil da Universidade do Sul de Santa Catarina como requisito parcial à obtenção do título de Engenheiro Civil.

Orientador: Prof. Esp. Rangel Pereira Dos Santos.

Tubarão

2017

AGRADECIMENTOS

Primeiramente, gostaria de agradecer a toda equipe de professores da UNISUL pela oportunidade e por me ofertar todo o conhecimento necessário para me tornar um grande pro- fissional.

Ao meu orientador, Rangel Pereira Dos Santos, pelo suporte necessário, pelas cor- reções e pela direção a ser tomada para a execução da presente monografia. Agradecer a meus pais, a minha família e colegas por ter me dado todo o incentivo e apoio necessário.

Qualquer pessoa pode começar, mas apenas os ousados terminarão(NAPOLEON HILL, 1883-1970).

RESUMO

Na cidade de Criciúma, a construção civil engloba grande parcela da economia. Por ser uma região conservadora, a maioria dos pavilhões industriais locais são formados por estrutura pré- moldada com fechamento em bloco cerâmico devido à alta disponibilidade de insumos na re- gião. Em virtude da falta de profissionais suficientes no mercado para suprir as necessidades do setor e, também, pela falta de mão de obra qualificada, a pedido de uma construtora, que necessita buscar uma maior agilidade na execução e com um menor custo, em virtude da pe- quena queda de mercado, não menosprezando a qualidade padrão da empresa, o presente estudo tem como objetivo detalhar, por meio de pesquisa bibliográfica, dois sistemas construtivos que são utilizados como elementos de fechamento de vedação em um pavilhão pré-moldado. O primeiro é em alvenaria convencional tradicional e o outro com placas de concreto pré-molda- das com função não estrutural. Assim, apresenta-se como resultado principal um comparativo de custos e ganho de agilidade na execução, mostrando, desta forma, qual forma construtiva é mais viável. A pesquisa é de caráter exploratório, de natureza qualitativa, foi feita com base em questionamentos às empresas envolvidas com estes sistemas construtivos, a fim de obter todos os dados e resultados necessários para a elaboração da mesma. O objeto de estudo será realizado com base em um pavilhão pré-moldado industrial já construído e pronto no sistema tradicional, na mesma cidade, cuja área total é de 281.00 m², possuindo, também, um mezanino como es- critório com uma área total de 39.00 m². Os resultados obtidos indicaram que o sistema de placas representou ser um método limpo e eficiente, contribuiu com os problemas de geração excessiva de resíduos e escassez de mão de obra e, ainda, reduziu drasticamente o prazo de entrega total de uma construção de um pavilhão industrial, porém apresentou ter um custo acima da média, valor este que é amortizado pelas qualidades acima apresentadas.

Palavras-chave: Pavilhão pré-moldado. Bloco cerâmico. Placas pré-moldadas.

ABSTRACT

In the city of Criciúma, civil construction encompasses a large part of the economy. As a con- servative region, most of the local industrials pavilions are formed by pre-cast structure with their closure made by ceramic block due to the high availability of inputs in the region. Due to the lack of sufficient professionals in the market to meet the sector needs, as well as the lack of skilled labor, by the request of a construction company, who needs to seek greater agility in the executions at a lower cost due to the small market fall, the present study has the objective of detailing through bibliographical research, two constructive systems that are used as sealing elements in a precast pavilion; the first being an conventional masonry, and the other build with precast concrete slabs with non-structural function, wich presents as a result, a comparison be- tween costs and agility in its execution, showing which constructive way is more feasible. The research has an exploratory character of qualitative nature, it was made based on inquiries with the companies involved in these kind of constructive systems in order to obtain all the data and results necessary for its elaboration. The object of study its being based on a prefabricated in- dustrial pavilion already built and ready made in the traditional system, in the same city, whose total area is 281.00 m², also having a mezzanine as an office with a total area of 39.00 m². The results indicate that the plate system represented to be a clean and efficient method and contrib- uted with problems like the excessive generation of waste and labor shortages, and also reduced drastically the delivery time of an industrial pavilion construction, but presented an higher cost, which is amortized due to the qualities mentioned above.

Keywords: Pre-moldedpavilion. Ceramicblock. Pre-moldedplates.

LISTA DE SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR Norma Brasileira ABDI Agência Brasileira de Desenvolvimento

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 - Estrutura de um “galpão” pré-moldado

20

Figura

2

-

Cálice concretado

21

Figura 3 - Ligação do cálice ao pilar

21

Figura 4 - Pilar concretado em seu bloco de estaca juntamente com o console usado para suporte

à viga baldrame

Figura 5 - Console servindo de apoio para as outras peças Figura 6 - Viga de suporte para laje do mezanino

Figura 7 - Viga “L” usada de suporte para laje do mezanino Figura 8 - Esquema de ligação entre viga calha, viga de cobertura e pilar Figura 9 - Viga usada de apoio para a cobertura Figura 10 - Tipos de blocos Figura 11 - Canteiro de obras Figura 12 - Chapisco aplicado na alvenaria Figura 13 - Assentamento do bloco cerâmico Figura 14 - Emboço sendo aplicado -

Figura 16 - Cinta de amarração (ferro-cabelo)

Figura 15

28

28

27

25

25

24

24

23

22

29

30

31

31

Caixaria da verga

Figura 17 - Placa pré-moldada Figura 18 - Fissura em uma placa pré-moldada Figura 19 - Deformações Figura 20 - Quebras Figura 21 - Guindaste tradicional usado na montagem

Figura 22 - Telha metálica termoacústica

- Figura 24 - Etapa de concretagem do piso de alta resistência Figura 25 - Modelo arquitetônico da planta térrea Figura 26 - Quadro de áreas pavimento térreo Figura 27 - Modelo arquitetônico do mezanino Figura 28 - Quadro de áreas pavimento superior Figura 29 - Execução dos muros Figura 30 - Execução das paredes Figura 31 - Paredes finalizadas

Figura 23

Estrutura metálica galvanizada

33

34

34

35

36

37

37

38

42

43

43

44

44

45

45

- Figura 33 - Paredes de placas pré-moldadas

Figura

32

Obra concluída

46

47

Figura 34 - Escoramento da laje

49

Figura 35 - Distribuição do peso dos materiais

49

Figura 36 - Execução da forma para a escadaria, colocação das barras de aço e das formas para

os degraus

50

Figura 37 - Laje com fechamento em tavelas cerâmicas

51

Figura 38 - Etapa final de concretagem

51

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Distribuição dos valores método de fechamento em alvenaria convencional

52

Gráfico 2 - Distribuição dos valores método de fechamento em placas pré-moldadas

53

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO

13

1.1

OBJETIVOS

13

1.1.1

Objetivo geral

 

13

1.1.2

Objetivos específicos

14

1.1

JUSTIFICATIVA DO ESTUDO

14

1.2

ESTRUTURA DA PESQUISA

14

2

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

16

2.1

HISTÓRICO DO PRÉ-MOLDADO

16

2.2

INDUSTRIALIZAÇÃO DA CONSTRUÇÃO CIVIL BRASILEIRA

17

2.3

PRÉ-MOLDADO

17

2.4

PAVILHÃO

INDUSTRIAL

19

2.4.1

Elementos

estruturais

20

2.4.1.1

Fundação

20

2.4.1.2

Pilar

21

2.4.1.3

Console

22

2.4.1.4

Vigas

23

2.4.1.4.1

Viga

baldrame

23

2.4.1.4.2

Viga de apoio para laje

23

2.4.1.4.3

Viga calha

24

2.4.1.4.4

Viga de cobertura e travamento

25

2.4.1.5

Fechamentos

26

2.4.1.5.1

Fechamento em alvenaria

26

2.4.1.5.2

Fechamento em placa pré-moldada

32

2.4.1.6

Montagem e armazenamento

35

2.4.1.7

Acabamento

 

36

2.4.1.8

Estrutura da cobertura

36

2.4.1.9

Piso de alta resistência

38

3

METODOLOGIA

39

3.1

METODOLOGIA DA PESQUISA

39

3.2

PROCEDIMENTO DE COLETA DE DADOS

40

4

ESTUDO/ANÁLISE DOS SISTEMAS CONSTRUTIVOS

41

4.2

ELABORAÇÃO DO PROJETO

41

4.3

FECHAMENTOS

44

4.3.1

Método convencional

44

4.3.1.1

Vantagens e desvantagens

46

4.3.2

Placas pré-moldadas

46

4.3.2.1

Vantagens e desvantagens

48

4.4

EXECUÇÃO DA LAJE PARA O MEZANINO

48

4.4.1

Escoramento

48

4.4.2

Escadaria, degrau e laje

50

4.5

COMPARATIVO ECONÔMICO

52

4.5.1

Método convencional

52

4.5.2

Sistema de placas pré-moldadas

52

4.5.3

Análise de valores

53

4.6

TEMPO DE EXECUÇÃO E MÃO DE OBRA

53

5 CONCLUSÃO

55

REFERÊNCIAS

57

ANEXOS

60

ANEXO A ORÇAMENTO DE CONSTRUÇÃO MÉTODO DE FECHAMENTO TRADICIONAL

61

ANEXO B ORÇAMENTO PAVILHÃO PRÉ-MOLDADO

66

ANEXO C ORÇAMENTO DE CONSTRUÇÃO MÉTODO DE FECHAMENTO COM PLACAS

69

ANEXO D ORÇAMENTO PAVILHÃO PRÉ-MOLDADO COM PLACAS

74

13

1

INTRODUÇÃO

Segundo Vasconcelos (2002), não se pode prever exatamente a data que se iniciou o uso de elementos pré-moldados. O nascimento do concreto armado ocorreu com a pré-mol- dagem de elementos fora do seu local de uso, sendo assim, pode-se afirmar que a pré-moldagem teve início com a invenção do concreto armado. Ainda, segundo ele, a primeira obra que se utilizou elementos pré-fabricados no Brasil foi na grande construção do hipódromo da Gávea na cidade do Rio de Janeiro. A cons- trutora dinamarquesa Christiani-Nielsen, com uma filial na cidade, executou a construção com- pleta do hipódromo, com algumas aplicações de elementos pré-moldados, dentre eles as estacas nas fundações e as cercas na área reservada do hipódromo.

A partir do início da década de 60, aumentou a preocupação em racionalizar e in-

dustrializar este sistema construtivo, devido a um mercado em plena expansão nesta época, Conforme Associação Brasileira De Construção Industrializada ABCI (1980), foram criadas de forma não sistemáticas algumas experiências com componentes pré-fabricados leves, po- dendo ser citado painéis artesanais de concreto de Carlos Milan, painéis estes de fibrocimento com aglomerados de raspas de madeira para início de estudo.

Os elementos pré-moldados podem oferecer uma significativa velocidade de exe- cução da obra, com menor retrabalho e eliminando imprevistos. Atualmente, uma estrutura de concreto pré-moldado tem inúmeras qualidades. Segundo seus utilizadores, ela é confortável, segura, durável, acessível e sustentável pela sua baixa geração de resíduos.

A escolha do tema apresentado nesta monografia iniciou-se diante do conhecimento

adquirido durante o estágio do autor em obras que utilizavam elementos pré-moldados.

1.1

OBJETIVOS

1.1.1

Objetivo geral

A presente monografia teve como objetivo geral apresentar dois sistemas constru-

tivos que são utilizados como elementos de fechamento nas paredes de um pavilhão com estru- tura pré-moldada, sendo o primeiro o sistema convencional, com o uso de bloco cerâmico e emboço como acabamento e, de outro, um sistema pouco utilizado na região, que são o uso de painéis de fechamento pré-moldados com função não estrutural.

14

1.1.2

Objetivos específicos

Estudar as etapas de construção de um pavilhão pré-moldado;

Analisar o sistema construtivo utilizando alvenaria tradicional;

Analisar o sistema construtivo utilizando placas pré-moldadas;

Demostrar as patologias mais frequentes;

Apresentar qual método tem menor custo e menor prazo para a conclusão.

1.1

JUSTIFICATIVA DO ESTUDO

No decorrer dos últimos anos, a procura por mão de obra qualificada está se tor- nando um desafio ainda maior no setor da construção civil. Com a falta de mão de obra para suprir a demanda no mercado e o alto valor pago pela matéria prima, juntamente com os altos impostos pagos pelo empregador, as empresas construtoras, em geral, estão buscando novos métodos para suprir este problema, já que não querem repassar esses aumentos aos clientes. Desta forma, veem no uso do pré-moldado uma das principais alternativas. Para obter uma redução maior de custos e agilidade na execução, a construtora da obra em estudo, que sempre optou pelo sistema construtivo de fechamento tradicional, teve a ideia de adotar um método nunca utilizado pela mesma, que é o sistema de fechamento lateral usando painéis em concreto pré-moldado. Diante do exposto, os objetivos deste estudo são de mostrar como ocorre as princi- pais etapas dos dois processos de execução, analisar o processo juntamente com a mão de obra, detalhar os materiais utilizados, bem como seus acabamentos e detalhes construtivos e, por fim, apresentar, através de resultados da referida pesquisa, se a nova ideia proposta é realmente vi- ável nos termos acima citados.

1.2 ESTRUTURA DA PESQUISA

A

presente pesquisa é composta por quatro capítulos.

O

primeiro capítulo apresenta a importância do tema, objetivo geral e objetivos es-

pecíficos, justificativa ao tema, metodologia de pesquisa e a estrutura da pesquisa.

O segundo capítulo traz uma revisão bibliográfica breve sobre pavilhões pré-mol-

dados, como sua história, modelos utilizados, etapas de montagem, seu sistema construtivo e acabamentos.

15

O terceiro capítulo evidencia o estudo de caso, detalhando e comparando duas ca-

racterísticas de fechamento e acabamento, bem como os materiais utilizados e seus custos.

O quarto capítulo tece-se a conclusão do estudo realizado.

Na parte final desta monografia, constam as referências.

16

2

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1

HISTÓRICO DO PRÉ-MOLDADO

Segundo Vasconcelos (2002), não se tem como prever exatamente a data que se começou o uso de elementos pré-moldados. A existência do concreto armado iniciou-se com a pré-moldagem de elementos, sendo assim, pode-se concluir que a pré-moldagem teve início com a invenção do concreto armado. Debs (2000) afirma que as primeiras peças de concreto armado foram usadas entre os anos de 1848 e 1849, originando, assim, elementos pré-moldado. Afirma, também, que seu desenvolvimento é relacionado no quarto de século que se seguiu a segunda guerra mundial. Conforme Salas (1988), foi após a Segunda Guerra Mundial, na Europa, onde se

deu início a utilização de elementos pré-fabricados, pois devido a devastação da guerra, foi necessária a construção em grande escada. Considera, também, que a utilização dos pré-fabri- cados de concreto foi dividida em três etapas:

Entre 1950 a 1970: foi necessário a reconstrução da Europa devido à guerra e, conse- quentemente, sua devastação. Com isto foi adotado o uso da tecnologia de pré-fabrica- dos, em virtude da rapidez e por serem fornecidos por um só fornecedor.

Entre 1970 a 1980: ocorreram algumas ocorrências em edifícios construídos com pai- néis pré-fabricados. Este acidente provocou uma rejeição da população, o que necessi- tou de uma profunda revisão no conceito deste. Nesta época, teve início o declínio deste sistema construtivo.

A partir do ano de 1980: iniciou-se grandes demolições de conjuntos habitacionais, es-

pecialmente pela deterioração de suas estruturas, assim, houve total abertura às estrutu- ras pré-fabricadas para a base de diversos tipos de construções, gerando, também, opor- tunidades para outros fornecedores. Vasconcelos (2002) afirma que como a segunda guerra não atingiu o Brasil, a pri- meira obra que se utilizou de elementos pré-fabricados no Brasil foi na construção do hipó- dromo da Gávea na cidade do Rio de Janeiro, executadas por uma construtora dinamarquesa, a qual foi citada na introdução desta pesquisa. Muitos anos depois, uma construtora especializada em edificações industriais localizada em São Paulo foi pioneira e executou a construção de pavilhões pré-moldados em seu canteiro de obras, utilizando um processo de execução de peças deitadas uma sobre as outras verticais, separadas por papel parafinado.

17

2.2 INDUSTRIALIZAÇÃO DA CONSTRUÇÃO CIVIL BRASILEIRA

Abdi (2015) cita que o sistema construtivo brasileiro, quando comparado com os países EUA e Europa, apresenta grande necessidade de aprimoramento na produtividade e no desenvolvimento de novas tecnologias. Menciona, também, que o sistema convencional tradi- cional ainda é utilizado em grande escala no país e, com isso, é preciso fortalecer o uso de novos sistemas construtivos, além de melhores condições de trabalho e gerenciamento ambiental. Ibracon (2013) afirma que, no atual cenário brasileiro, a industrialização da cons- trução civil faz-se necessária, pois ao mesmo tempo que surge escassez de mão de obra, há indícios de crescimento. A pré-fabricação é a forma de industrializar as estruturas para que as mudanças necessárias sejam compreendidas e aplicadas. Para Debs (2000), o ramo da construção civil está atrasado em comparação a outros ramos industriais. Uma das principais razões é a baixa produtividade no canteiro de obras, os grandes desperdícios de insumos, lentidão no processo de execução e o péssimo controle de qualidade.

2.3 PRÉ-MOLDADO

Debs (2000) diz que apesar do avanço na tecnologia da construção civil, o concreto pré-moldado no Brasil ainda é pouco explorado. Entre os principais motivos estão o sistema tributário no país, que dificulta a fabricação do pré-moldado nas fábricas, a instabilidade eco- nômica que se encontra no Brasil, dificultando os investimentos a longo prazo e o conservado- rismo na construção civil, e, também, a falta de conhecimento e alternativas para o uso do con- creto pré-moldado. Uma das formas de reduzir estes aspectos é buscar novas técnicas, associadas a novos sistemas construtivos, então, o emprego do uso concreto pré-moldado é uma possibili- dade. Com o emprego desta técnica na construção civil, pode-se reduzir o custo da estrutura empregada em um projeto, pois basicamente concreto pré-moldado é o uso de concreto associ- ada à armadura. O uso de elementos pré-moldados aumenta o desenvolvimento de um país, pois melhora e valoriza a mão de obra e se têm exigências mais rigorosas em se tratando da qualidade dos produtos. O uso de pré-moldagem melhora, igualmente, as condições de trabalho na cons- trução civil. A industrialização da construção se estende em todos os aspectos e partes, já a pré- fabricação corresponde a estruturas, fechamentos e acessórios em concreto.

18

A denominação de concreto pré-moldado corresponde à utilização de elementos de

concreto na construção civil fora do seu local de fabricação. O concreto pré-moldado apresenta

dois fatores: a industrialização da construção e a racionalização do uso de estruturas de concreto na execução.

O uso do pré-moldado é bastante amplo, abrange desde edificações simples até a

utilização de infraestrutura urbana. Pode ser usada, também, em fechamentos. Para Abdi (2015), a principal função de um sistema industrializado é reduzir ao máximo os serviços executados no canteiro de obra. Cita que uma das principais vantagens do sistema industrializado é a redução no tempo de execução, pois as peças das estruturas são produzidas fora do canteiro de obras, abrindo, assim, frentes para novos trabalhos no canteiro. Menciona que mesmo que a diminuição de execução de uma obra seja pequena, os custos fixos são reduzidos. Debs (2000) diz que a ABNT, por meio da NBR-9062/85 Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado, diferencia elementos pré-moldados e pré-fabricados como:

executado industrialmente, mesmo em insta-

lações temporárias em canteiro de obra, sob condições rigorosas de controle de qua-

lidade”, já o elemento pré-moldado, segundo a mesma é aquele “

do local de utilização definitiva na estrutura”, com controle menos rigoroso que o do elemento pré-fabricado. (DEBS, 2000, p.11).

O elemento pré-fabricado é aquele “

executado fora

A ABNT, por meio da norma 9062/2001, regulamenta e cita critérios sob as condi-

ções mínimas exigíveis no projeto, na execução e no controle de qualidade das estruturas de concreto pré-moldadas. Segundo G1 (2016), por ser um sistema construtivo rápido e de poucos desperdí- cios, o sistema construtivo com o uso de elementos pré-moldados vem ganhando cada vez mais espaço na construção civil, pois em construções tradicionais a demanda por mão de obra é grande, enquanto no pré-moldado os elementos chegam prontos e são montados com o auxílio de máquinas, eliminando grande parte da mão de obra e diminuindo a geração de entulho, pro- porcionando, então, agilidade na construção. Van Acker (2002) acredita que o uso pré-moldado na construção civil está relacio- nado a uma forma de construir economicamente, é durável, seguro e com grande versatilidade arquitetônica. Fala que esta forma construtiva está atendendo às demandas da sociedade em relação a custo, prazo e segurança.

19

Conforme DEBS (2000), as técnicas de pré-moldagem estão diretamente ligadas ao emprego do concreto armado e apresenta qualidades desejáveis para o projeto que, se combi-

nado com o custo, torna-se favorável para a industrialização. Dentre algumas qualidades, cita:

alta durabilidade;

manutenção pouco excessiva;

facilidade na elaboração de projeto;

alta resistência mecânica;

pode desempenhar função estrutural e de fechamento simultaneamente;

produz economia, reduzindo consideravelmente os custos;

execução mais rápida que a de estruturas “in loco”.

2.4 PAVILHÃO INDUSTRIAL

Segundo Van Acker (2002), as construções industriais, normalmente, precisam de vãos maiores por necessidade de espaço e são projetados com sistema de pórticos planos, onde a estabilidade do projeto é obtida através do engastamento dos pilares nas fundações, e suas coberturas e fechamentos são executados com soluções construtivas simples. A escolha do tipo de cobertura e do tipo de fechamento depende, necessariamente, da característica do projeto e das condições climáticas. Debs (2000) diz que este tipo de construção é denominado de “galpão” e é utilizado para fins mais industriais do que comerciais. Seu sistema estrutural consiste em pilares engas- tados nas fundações e suas vigas são apoiadas nos pilares. Com o emprego ou não de consolos, sua cobertura pode ser metálica ou até mesmo pré-moldada e seu fechamento pode ser também com o uso de painéis pré-moldados.

20

Figura 1 - Estrutura de um “galpão” pré-moldado

20 Figura 1 - Estrutura de um “galpão” pré -moldado Fonte: Acervo do autor (2017). 2.4.1

Fonte: Acervo do autor (2017).

2.4.1 Elementos estruturais

A padronização dos elementos estruturais é altamente difundida na pré-fabricação.

Os fabricantes têm padronizado seus componentes, limitando as dimensões e a geometria das seções transversais, exceto no comprimento das unidades. Os produtos são produzidos em for- mas, onde o projetista pode selecionar seus parâmetros, como comprimento, dimensões e capa- cidade de carga dentro de seus limites. Os produtos típicos padronizados são pilares e vigas. O painel pré-moldado usado para fechamento tem espessura padronizada, mas a altura e a largura são de livre escolha. Se sua fabricação for através de pistas extrusoras ou moldadas para ele- mentos alveolares, sua altura é fixa. Deve-se obedecer, também, a limites e critérios estabele- cidos no projeto (VAN ACKER, 2002).

2.4.1.1

Fundação

De acordo com a necessidade do projeto, são fabricados “in loco” os blocos de fundação de concreto, onde são responsáveis por transferir as cargas provenientes dos pilares e das vigas baldrames para as fundações profundas, ou seja, as estacas. Em um “sistema esque- leto”, o mais utilizado é o bloco de fundação, por meio de cálice (figura 2).

A união entre o pilar e a fundação (figura 3), é obtida por meio de encaixe e preen-

chimento com graute ou concreto nos vazios entre o pilar e as paredes internas do cálice, (VAN

ACKER, 2002).

21

Figura 2 - Cálice concretado

21 Figura 2 - Cálice concretado Fonte: Disponível em:

Fonte: Disponível em: <http://centralpm.com.br/wp-content/uploads/2013/11/ARNALDO-BIGOLIN-3.jpg>. Acesso em: 10 abri. 2017.

Figura 3 - Ligação do cálice ao pilar

em: 10 abri. 2017. Figura 3 - Ligação do cálice ao pilar Fonte: Van Acker (2002,

Fonte: Van Acker (2002, p.37).

2.4.1.2

Pilar

Fabricado em concreto armado (figura 4), suas formas mais comuns utilizadas são retangulares, sua superfície é lisa e seus cantos são chanfrados, podendo ser completamente maciços ou vazados. Podem possuir tubos acoplados de esgoto para escoamento da água pluvial oriundos da cobertura. Sua dimensão mínima é de 40 cm e o seu comprimento máximo pode chegar a 30 metros, mas não aconselhável por questões logísticas. Pode possuir em sua estrutura

22

o console e formatos trapezoidais ou retangulares e são usados para fazer ligação a viga (VAN

ACKER, 2002).

Figura 4 - Pilar concretado em seu bloco de estaca juntamente com o console usado para su- porte à viga baldrame

com o console usado para su- porte à viga baldrame Fonte: Acervo do autor (2017). 2.4.1.3

Fonte: Acervo do autor (2017).

2.4.1.3

Console

Os consoles são, geralmente, empregados nas estruturas pré-moldadas, pois servem

de apoio para as ligações viga-pilar e ligações viga-viga, mas também são usados para ligações

laje-parede. As peças, em sua maioria, são vinculadas por tirantes ou parafusadas e dentro delas

são colocadas almofadas, que é neoprene sobre o apoio, normalmente, empregado para com-

pensar as irregularidades e distribuir melhor as tensões sobre a área de contato, conforme figura

5 (VAN ACKER, 2002).

23

Figura 5 - Console servindo de apoio para as outras peças

23 Figura 5 - Console servindo de apoio para as outras peças Fonte: Acervo do autor

Fonte: Acervo do autor (2017).

2.4.1.4

Vigas

A principal função estrutural da viga é dar suporte à laje de piso, escadaria, elemen-

tos de cobertura, painéis de fechamento ou apoio para as paredes de alvenaria. As vigas trans- ferem esforços verticais recebidos para os pilares (SENDEN, 2015). Em um pavilhão pré-moldado são utilizadas vigas pré-moldadas retangulares em formato “I”, pois possibilitam grandes vãos, podendo ser viga baldrame, viga calha, de cober- tura ou viga para apoio da laje (CASSOL, 200-).

2.4.1.4.1 Viga baldrame

A viga baldrame serve de apoio e de estrutura para o sistema de fechamento, sendo

paredes de alvenaria ou painéis pré-moldados. As vigas-baldrame podem ser moldadas “in loco” ou pré-moldadas. A vinculação com a fundação é feita através de barra de aço (CASSOL,

200-).

2.4.1.4.2

Viga de apoio para laje

A viga de apoio para laje possui em toda a sua extensão parte superior armada com

estribos para acomodação e amarração das vigotas ou armadura para reforço para consolidação

da viga com o pilar (SENDEN, 2015).

24

Figura 6 - Viga de suporte para laje do mezanino

24 Figura 6 - Viga de suporte para laje do mezanino Fonte: Acervo do autor (2017).

Fonte: Acervo do autor (2017).

Já no uso de sistema de fechamento com placas pré-moldadas, o sistema de viga para apoio para laje é a viga com formato em “L” (VAN ACKER, 2002).

Figura 7 - Viga “L” usada de suporte para laje do mezanino

7 - Viga “L” usada de suporte para laje do mezanino Fonte: Acervo do autor (2017).

Fonte: Acervo do autor (2017).

2.4.1.4.3 Viga calha

A viga calha, além de função estrutural e de dar apoio a estrutura de cobertura, faz a parte do sistema de coleta proveniente das águas das chuvas, direcionando o fluxo para os pilares. Normalmente tem formato em “U”, são pré-moldadas e possuem pequenos caimentos

25

para drenagem da água. Recebem, também um tratamento de impermeabilização antes da mon- tagem, evitando possíveis problemas com infiltrações (SENDEN, 2015).

Figura 8 - Esquema de ligação entre viga calha, viga de cobertura e pilar

de ligação entre viga calha, viga de cobertura e pilar Fonte: Disponível em:

Fonte: Disponível em: <http://www.galleon.com.br/produtos/>. Acesso em: 10 abri. 2017.

2.4.1.4.4 Viga de cobertura e travamento

As vigas de cobertura e travamento, normalmente, são utilizadas em obras industri- ais, pois possuem vãos maiores. Tem função estrutural e serve para travar os pilares e dar esta- bilidade ao restante da estrutura e, também, servir de apoio para a estrutura metálica da cober- tura, conforme figura 9 (PREMONTA, 2014).

Figura 9 - Viga usada de apoio para a cobertura

tura, conforme figura 9 (PREMONTA, 2014). Figura 9 - Viga usada de apoio para a cobertura

Fonte: Acervo do autor (2016).

26

2.4.1.5

Fechamentos

2.4.1.5.1

Fechamento em alvenaria

Para Nascimento (2004), são chamadas de alvenaria de vedação a construção de elementos com função de dividir ambientes e são consideradas apenas de vedação aquelas que atuam na função de fechamento de áreas externas apoiadas sob a estrutura. Júnior (2004) afirma que a alvenaria é a união de tijolos ou blocos cerâmicos com argamassa, formando um elemento coeso. Sua forma construtiva é tradicionalista e muito utili- zada nas paredes para fechamento. Para ele, sua forma construtiva é muito caracterizada por desperdícios, por falta de novos métodos construtivos, deficiência no planejamento e falta de fiscalização dos serviços realizados. As paredes de alvenaria de vedação são elementos bastante empregados na construção civil e seu custo representa 6% do custo total da obra. São respon- sáveis pelo bem-estar social da edificação e muito suscetíveis às patologias. Segundo Patton (1978), os blocos cerâmicos são peças maciças usadas na consti- tuição de uma alvenaria e seu nascimento se dá por uma reação química provocada pela queima de argila em fornos industriais. As argilas são extraídas, secadas e pulverizadas. Sua mistura é feita basicamente com água em um misturador próprio. O tijolo se dá pela moldagem da argila em formas. A argamassa é uma mistura feita com aglomerantes que tem como função fazer a ligação de blocos cerâmicos, pedras ou outras peças que compõem a constituição de uma alve- naria.

Nascimento (2004) diz que a principal função de uma parede de alvenaria interna é fazer a divisão de ambientes em um determinado projeto e, se usada como externa, tem função de separar o ambiente interno do externo, porém deve apresentar sua principal função, que é atuar como barreira a uma série de ações. Segundo a Téchne (2006), a alvenaria, quando usada para vedação, pode ser defi- nida como não dimensionada para resistir a ações além do seu próprio peso. Seu objetivo prin- cipal é proteger a edificação das intempéries oferecidas pelo clima. Para a NBR 15575 (ABNT, 2013), normativa responsável pela qualidade de desem- penho dos sistemas de fechamento, as vedações interna ou externa limitam seus ambientes, e as fachadas ou divisórias são usadas para divisão interna.

27

2.4.1.5.1.1 Bloco cerâmico

Conforme a Téchne (2006), grande parte das construções realizadas pelo Brasil, executadas pelo sistema construtivo convencional, utilizam bloco cerâmico para fechamento interno e externo. De acordo com Thomaz (2009), os blocos cerâmicos devem atender à norma NBR 15270-1, que define os termos, medidas dimensionais, além dos requisitos mínimos exigíveis de produção, que são suas caraterísticas físicas e mecânicas. Carvalho (2015) diz que as faces dos blocos cerâmicos passam por um processo de vitificação para que o mesmo disponibilize uma boa base de aderência aos insumos que são usados no acabamento da suposta parede de alvenaria. Menciona, também, que devido ao seu material de fabricação, absorvem e repelem água facilmente. São de fácil manuseio no canteiro por ter uma baixa densidade e causam muito desperdício por causa da necessidade de quebra frequente do material durante a execução. Existem dois tipos de blocos quanto a direção dos seus furos, conforme figura 10.

Figura 10 - Tipos de blocos

seus furos, conforme figura 10. Figura 10 - Tipos de blocos Fonte: Código de práticas nº

Fonte: Código de práticas nº 01 (2009, p. 9).

Os blocos cerâmicos devem ser armazenados em pilhas apoiadas sobre superfícies planas, livres da umidade ou de materiais que possam interferir na sua superfície. Quando sus- cetíveis a ações do tempo, devem ser protegidos por uma cobertura impermeável e resistente, evitando, assim, que os blocos sejam assentados com umidade excessiva e dificultando o tra- balho no canteiro de obras. Os blocos cerâmicos, normalmente, são entregues sob pallets, des- viando-se, deste modo, do contato direto com o solo, conforme figura 11 (THOMAZ, 2009).

28

Figura 11 - Canteiro de obras

28 Figura 11 - Canteiro de obras Fonte: Acervo do autor (2016). 2.4.1.5.1.2 Chapisco, argamassa de

Fonte: Acervo do autor (2016).

2.4.1.5.1.2 Chapisco, argamassa de assentamento e revestimento

Toda a parede de alvenaria deve receber uma camada de chapisco antes da aplicação da argamassa final. É um material bastante fluido em um traço de 1:3 (cimento: areia grossa). Tem como principal função deixar a superfície da alvenaria altamente rugosa, garantindo uma melhor aderência entre o revestimento e a base e aumentando, então, a resistência do revesti- mento final. Produz, também, uma barreira impermeabilizante que auxilia na proteção contra a umidade (NASCIMENTO, 2004).

Figura 12 - Chapisco aplicado na alvenaria

proteção contra a umidade (NASCIMENTO, 2004). Figura 12 - Chapisco aplicado na alvenaria Fonte: Acervo do

Fonte: Acervo do autor (2016).

29

A argamassa de assentamento tem como principal característica solidarizar as uni- dades do bloco cerâmico uma a uma, a fim de uniformizar as tensões. A ABNT (2001), de acordo com a norma 13281/2001, cita que a argamassa de assentamento é classificada como um material que se dá pela mistura homogênea com outros insumos (cimento, cal área e água) e pode conter ou não aditivos para melhorar sua trabalhabilidade ou suas características mecâ- nicas. Podem ser industrializadas ou pré-prontas para o consumo, ou feitas em obra. Para sua mistura, deve ser considerado o tipo de argamassa que será usada e a função estrutural da parede de alvenaria.

Figura 13 - Assentamento do bloco cerâmico

de alvenaria. Figura 13 - Assentamento do bloco cerâmico Fonte: Acervo do autor (2016). A argamassa

Fonte: Acervo do autor (2016).

A argamassa de revestimento, popularmente conhecida como “emboço”, é uma ca- mada de argamassa que é aplicada especificamente para regularização da alvenaria, deixando a superfície extremamente lisa e plana. Com a aplicação desta, a alvenaria fica pronta para a aplicação do acabamento final. Podem ser feitas no pátio de obras com a mistura de aglome- rantes (cimento, cal ou areia) ou industrializadas (NASCIMENTO, 2004). Ripper (1995) diz que a eficiência de uma argamassa depende exclusivamente da qualidade dos materiais aglomerantes que a compõe, bem como sua forma de aplicação.

30

Figura 14 - Emboço sendo aplicado

30 Figura 14 - Emboço sendo aplicado Fonte: Acervo do autor (2016). 2.4.1.5.1.3 Verga, contraverga e

Fonte: Acervo do autor (2016).

2.4.1.5.1.3 Verga, contraverga e cinta de amarração

Para Ripper (1995), as partes da alvenaria que recebem portas e janelas são áreas de concentração de tensões. Para evitar trincas nos cantos inferiores do vão devido aos pequenos esforços, recomenda-se o uso de vergas (superior) e contra vergas (inferior), com uma pequena armadura pré-dimensionada, moldada em concreto. Abbate (2003) recomenda que para evitar ou reduzir a intensidade de trincas, o tra- vamento da alvenaria na estrutura pode ser melhorado com a adição de ferro de espera, popu- larmente conhecido como ferro-cabelo ou telas metálicas. Podem ser deixados como espera durante a fabricação do próprio pilar ou colocados e colados com resina em furos feitos com broca nos pilares, conforme figura 16.

31

Figura 15 - Caixaria da verga

31 Figura 15 - Caixaria da verga Fonte: Acervo do autor (2016). Figura 16 - Cinta

Fonte: Acervo do autor (2016).

Figura 16 - Cinta de amarração (ferro-cabelo)

(2016). Figura 16 - Cinta de amarração (ferro-cabelo) Fonte: Acervo do autor (2016). 2.4.1.5.1.4 Patologias

Fonte: Acervo do autor (2016).

2.4.1.5.1.4 Patologias

Nascimento (2004) diz que as patologias mais frequentes são as fissuras e provocam

perda de estanqueidade no decorrer dos anos, além da degradação da estrutura. Demonstram aos usuários receios quanto a estabilidade da devida edificação. As fissuras podem ser classifi- cadas em duas categorias:

Internas: são decorrentes da retração da argamassa do bloco cerâmico ou as retrações devido às intemperes do ambiente;

32

Externas: ocorre exclusivamente devido a transferência de cargas causadas pelas estruturas.

2.4.1.5.2 Fechamento em placa pré-moldada

Debs (2000) fala que como em um pavilhão pré-moldado seu sistema estrutural é chamado de esqueleto, é comum o emprego de placas pré-moldadas para fechamento externo, além de servir de apoio para a estrutura de cobertura. Existem diversos tipos de painéis, porém os mais utilizados são denominados de painéis pré-moldados. Essas placas, geralmente, são usadas para compor o fechamento em fachadas externas, porém podem ser usadas na parte in- terna em outro tipo de edificação. Os painéis podem ser posicionados na direção vertical ou horizontal e, se necessário, devido às ações climáticas, devem receber cuidados especiais, como proteção contra umidade e isolantes contra ações térmicas e acústicas. Por causa de seu grande peso, os painéis de fechamento são projetos para transferir suas ações recebidas para a estrutura principal. Debs (2000) diz que a utilização de fechamento externo e/ou interno em placas de concreto pré-moldado tem como resultado um aproveitamento melhor de materiais e mão de obra, podendo ser mais econômico. Para Abdi (2015), neste sistema a estrutura é formada por painéis verticais pré- moldados localizados nas fachadas externas, permitindo que a estrutura tenha grandes vãos li- vres e possam ser utilizadas em qualquer tipo de construção. Os painéis não estruturais, nor- malmente, são associados com pavilhões pré-moldados e possuem como principal função a vedação de fechamento e acabamento e são fixados nas peças que compõem a estrutura do pré- moldado.

2.4.1.5.2.1 Placa pré-moldada

Segundo Van Acker (2002), as placas pré-moldadas podem desempenhar função dupla: estrutural ou apenas de fechamento. Elas apresentam acabamento liso e são entregues prontas para receberem o acabamento final de pintura. Se maciças, possuem uma boa caracte- rística de desempenho termo e acústico e de resistência contra o fogo, além de oferecer rapidez na construção como vantagem principal.

33

Figura 17 - Placa pré-moldada

33 Figura 17 - Placa pré-moldada Fonte: Acervo do autor (2017). 2.4.1.5.2.2 Patologias Durante a produção

Fonte: Acervo do autor (2017).

2.4.1.5.2.2 Patologias

Durante a produção das peças pré-moldadas é fundamental que haja controle de qualidade rigoroso antes da liberação da mesma. As patologias mais frequentes são as fissuras (figura 18) e deformações (figura 19), mas também podem ser de ordem estética, como manchas ou porosidade, devido à má aplicação do concreto na hora da fabricação. Há, ainda, patologias decorrentes da má estocagem, empilhamento máximo, ocasi- onadas por causa dos sistemas de içamento na execução da montagem ou decorrentes de trans- porte rodoviário, podendo ocasionar, além de fissuras, quebra das peças, conforme ilustra a figura 20 (DONIAK, 201-).

34

Figura 18 - Fissura em uma placa pré-moldada

34 Figura 18 - Fissura em uma placa pré-moldada Fonte: Acervo do autor (2017). Figura 19

Fonte: Acervo do autor (2017).

Figura 19 - Deformações

Fissura em uma placa pré-moldada Fonte: Acervo do autor (2017). Figura 19 - Deformações Fonte: Acervo

Fonte: Acervo do autor (2017).

35

Figura 20 - Quebras

35 Figura 20 - Quebras Fonte: Acervo do autor (2017). 2.4.1.6 Montagem e armazenamento Antes de

Fonte: Acervo do autor (2017).

2.4.1.6 Montagem e armazenamento

Antes de iniciar a montagem, deve-se fazer um estudo preliminar para definir a sequência dos elementos, evitando, assim, que as peças fiquem armazenadas no canteiro de obras e fazendo com que as peças das estruturas sejam montadas na sequência, em sua posição definitiva, com exceção dos painéis pré-moldados, pois devido ao seu peso e tamanho recebem uma atenção especial no momento da montagem. O transporte é rodoviário, feito por caminhões e, em casos mais extremos, por car- retas especiais, devido à dimensão das peças, com um comprimento de até 40 m. Para o manu- seio das peças dos elementos pré-moldados, são necessários guindastes, porque são versáteis para movimentar as peças no canteiro de obras. Deve-se, antes de qualquer escolha, analisar o nível de projeto e levar em conside- ração algumas características importantes, como: pesos, dimensões, raio de levantamento, mo- bilidade em relação às condições de campo, disponibilidade de equipamento, além de seu custo (DEBS, 2000).

36

Figura 21 - Guindaste tradicional usado na montagem

36 Figura 21 - Guindaste tradicional usado na montagem Fonte: Acervo do autor (2017). 2.4.1.7 Acabamento

Fonte: Acervo do autor (2017).

2.4.1.7 Acabamento

De acordo com Nascimento (2004), o comércio da construção civil oferece diversos tipos de materiais para o acabamento final de uma edificação, contudo o mais utilizado para ambientes é o acabamento com pintura a base de água ou solventes. Deve-se levar em conside- ração as condições climáticas oferecidas para a escolha do tipo de pintura a ser utilizada na edificação.

2.4.1.8 Estrutura da cobertura

A telha de aço está sendo cada vez mais utilizada em fechamentos e coberturas de obras industriais, em especial as trapezoidais e as onduladas. Dentre os motivos, destacam-se o desempenho, durabilidade, leveza e, como principal, capazes de cobrir grandes vãos com eco- nomia. Podem ser produzidas em diferentes comprimentos, sem a necessidade de emendas ou de sobreposição de peças. Proporciona, também, diferentes aspectos de geometria e espessura (ABDI, 2015). Pode-se utilizar, ainda, as chamadas telhas “sanduíches”, que é a telha com isola- mento termo acústico, normalmente, indicada para quem procura ambientes com conforto tér- mico e/ou acústico. Sua fabricação consiste em duas telhas metálicas, separadas por uma ca- mada de poliestireno expandido (isopor), conforme mostra a figura 22 (JÚNIOR, 2015).

37

A estrutura da cobertura, normalmente, tem fabricação metálica por ser leve e eco- nômica, são galvanizadas a fogo, a fim de se evitar a corrosão (CASSOL, 201-). Para projetos com grandes vãos, o mais recomendado é o uso de traves aporticadas, fabricadas em concreto pré-moldado, visto que são mais resistentes às sobrecargas (VAN AC- KER, 2002).

Figura 22 - Telha metálica termoacústica

AC- KER, 2002). Figura 22 - Telha metálica termoacústica Fonte: Disponível em:

Fonte: Disponível em: <https://brastelha.ind.br/telhas-trapezoidais/>. Acesso em: 2 mai. 2017.

Figura 23 - Estrutura metálica galvanizada

Acesso em: 2 mai. 2017. Figura 23 - Estrutura metálica galvanizada Fonte: Acervo do autor (2016).

Fonte: Acervo do autor (2016).

38

2.4.1.9 Piso de alta resistência

Por ser uma obra de caráter industrial e ter uma grande demanda de excesso de peso e trânsito de máquinas e/ou caminhões, normalmente, o projeto do piso deve ser executado com uma alta resistência, com qualidade e planicidade. Deve ser em concreto armado e polido, com suas devidas ferragens para distribuição dos esforços. Na parte inicial da execução, os preparos iniciais do solo devem ser respeitados e bem executados para que não existam patologias futuras (FINITI, 201-).

Figura 24 - Etapa de concretagem do piso de alta resistência

futuras (FINITI, 201-). Figura 24 - Etapa de concretagem do piso de alta resistência Fonte: Acervo

Fonte: Acervo do autor (2017).

39

3

METODOLOGIA

3.1

METODOLOGIA DA PESQUISA

A pesquisa exploratória tem como objetivo principal apresentar uma maior famili-

aridade com o objeto de estudo, pois, muitas vezes, o pesquisador não possui conhecimento

suficiente para formular adequadamente um problema ou elaborar um resultado de forma mais precisa. Caracteriza-se por tornar necessário seu esclarecimento e delimitação, o que exige re- visão na literatura, discussão com especialistas e outros procedimentos, especialmente quando

o estudo escolhido é pouco explorado e difícil de se formular hipóteses, constituem, também, uma etapa de investigação mais ampla do tema (GIL, 2008). Os dados da pesquisa foram extraídos com base no acompanhamento total da obra

descrita. Buscou-se, também, informações em livros, materiais de construção, normas e empre- sas especializadas em estruturas pré-moldadas.

A pesquisa qualitativa é de caráter exploratório, portanto não tem função só de obter

números como resultados, mas sim na elaboração e levantamento de dados de um grupo, em compreender, analisar suas semelhanças e interpretar determinados comportamentos. A apre- sentação dos resultados, normalmente, é constituída através de textos, diagramas e matrizes que

permitam uma nova maneira de organizar e analisar as informações obtidas (GIL, 2008).

A pesquisa foi feita com base em questionamentos em empresas envolvidas com o

sistema construtivo estrutural de pré-moldados e, ainda, na empresa referência desta pesquisa

que atua na execução completa de construção de um pavilhão, a fim de sanar todas as dúvidas

e obter todos os dados e resultados necessários para a elaboração desta. Para atingir todos os objetivos propostos, as atividades foram desenvolvidas nas seguintes etapas:

Revisão bibliográfica: os textos foram extraídos de diversas fontes e anali- sados criteriosamente, a fim de se obter um melhor envolvimento teórico sobre o assunto pesquisado;

Estudo teórico: análise das características dos dois sistemas construtivos, bem como sua compatibilidade com a aplicação em questão, de acordo, tam- bém, com os objetivos específicos descritos na pesquisa;

Análise dos resultados: o embasamento teórico obtido foi necessário para a verificação do potencial do novo sistema construtivo comparado, levando

40

em consideração o cenário atual da construção civil. Com os resultados ob- tidos através da pesquisa, foram cruzadas informações para possíveis con- clusões.

3.2 PROCEDIMENTO DE COLETA DE DADOS

Para a elaboração desta monografia foram realizadas pesquisas em livros, manuais técnicos, sites de internet de fornecedores, em normas, apostilas e empresas que atuam na cons- trução e execução de pavilhões pré-moldados. O estudo de caso foi elaborado a partir de dados colhidos em construtoras e empre- sas especializadas em peças estruturais pré-moldadas na região de Criciúma desde o ano de 2016, além do conhecimento adquirido durante o estágio do autor em obra que utilizava ele- mentos pré-moldados.

41

4 ESTUDO/ANÁLISE DOS SISTEMAS CONSTRUTIVOS

Através do acompanhamento do autor na obra objeto do estudo, neste capítulo, são apresentadas, de forma detalhada, como ocorre os dois processos construtivos. Com a fina- lidade de organizar melhor a pesquisa, os resultados obtidos serão apresentados através de grá- ficos e os detalhamentos dos sistemas construtivos serão mostrados, também, através de ima- gens, com o objetivo de melhorar a compreensão do leitor.

4.1 A EMPRESA

A empresa Construtora Peruch LTDA, situada na cidade de Criciúma, foi fundada

no ano de 1991 e é uma empresa tradicional da família, que atua hoje na execução da construção de pavilhões pré-moldados para locação, sendo de pequeno ou grande porte, projetados sob medida, de acordo com a necessidade do cliente e para os seus mais diversos tipos de uso. A empresa presta todos os tipos de serviços, que vão desde a compra do terreno, até a conclusão final da obra.

A empresa conta com todos os equipamentos necessários para a realização dos ser-

viços, disponibiliza um total de 4 funcionários, entre serventes, carpinteiros, pedreiros.

4.2 ELABORAÇÃO DO PROJETO

Para a composição deste estudo, foram feitos acompanhamentos desde a montagem inicial até a conclusão final da obra. A obra foi construída na cidade de Criciúma e trata-se de um pavilhão industrial com aproximadamente 281,00 m² com estrutura pré-moldada de con- creto e fechamento em alvenaria, possuindo, também, um mezanino com uma área de aproxi- madamente 39,00 m², com uma altura total aproximada de 6,00 metros. Os elementos pré-mol- dados foram fabricados e montados pela empresa Premen Pré-moldados, localizada na cidade de Criciúma/SC.

A empresa trabalha com um modelo de projeto arquitetônico parcialmente padrão

de pavilhões, conforme figura 25 e 26. Quando se tem possibilidade de um novo projeto, a empresa de pré-moldados é contratada para analisar e criar o projeto estrutural da suposta nova edificação, definindo o dimensionamento das peças pré-moldadas, os carregamentos atuantes, entre outros esforços que atuam na estrutura.

42

Figura 25 - Modelo arquitetônico da planta térrea

42 Figura 25 - Modelo arquitetônico da planta térrea Fonte: Acervo do autor (2017).

Fonte: Acervo do autor (2017).

43

Figura 26 - Quadro de áreas pavimento térreo

Quadro de áreas (m²)

Recepção

22,15

Banheiro masculino

2,88

Banheiro deficiente

3,60

Pavilhão

238,77

ÁREA TOTAL PAVTO. TÉRREO

280,35

Fonte: Elaboração do autor (2017).

Figura 27 - Modelo arquitetônico do mezanino

280,35 Fonte: Elaboração do autor (2017). Figura 27 - Modelo arquitetônico do mezanino Fonte: Acervo do

Fonte: Acervo do autor (2017).

44

Figura 28 - Quadro de áreas pavimento superior

Quadro de áreas (m²)

Recepção

22,15

Banheiro feminino

3,60

ÁREA TOTAL PAVTO. SUPERIOR

38,79

Fonte: Elaboração do autor (2017).

4.3

FECHAMENTOS

4.3.1

Método convencional

Dentre algumas opções de métodos construtivos utilizados na execução do fecha- mento, no pavilhão pré-moldado, o sistema de fechamento mais utilizado na região é o uso da alvenaria de bloco cerâmico, pois engloba grande parte da economia da região, tendo assim bom preço, por ser um mercado amplo. A empresa sempre inicia o levantamento nos muros, cercando totalmente o terreno.

Figura 29 - Execução dos muros

totalmente o terreno. Figura 29 - Execução dos muros Fonte: Acervo do autor (2016). Após os

Fonte: Acervo do autor (2016).

Após os muros, a empresa começa as paredes, que serão executadas em alvenaria de bloco cerâmico. Cada vão receberá uma abertura, consequentemente, possuirá vergas e con- travergas. As paredes de alvenaria serão chapiscadas e finalizadas com emboço, usado como

45

vedação, deixando-a livre para receber o acabamento final de pintura, conforme ilustram as figuras a seguir.

Figura 30 - Execução das paredes

as figuras a seguir. Figura 30 - Execução das paredes Fonte: Acervo do autor (2016). Figura

Fonte: Acervo do autor (2016).

Figura 31 - Paredes finalizadas

- Execução das paredes Fonte: Acervo do autor (2016). Figura 31 - Paredes finalizadas Fonte: Acervo

Fonte: Acervo do autor (2016).

s

46

Figura 32 - Obra concluída

46 Figura 32 - Obra concluída Fonte: Acervo do autor (2017). 4.3.1.1 Vantagens e desvantagens Por

Fonte: Acervo do autor (2017).

4.3.1.1 Vantagens e desvantagens

Por ser um sistema construtivo tradicional altamente empregado na região, seu

custo é baixo e são fáceis de encontrar, deste modo, apresentam algumas vantagens:

a) Os blocos cerâmicos são mais leves e facilitam o transporte dentro do can- teiro de obras;

b) Apresenta densidade baixa, consequentemente sua trabalhabilidade é me- nor, se movimentando menos, evitando as trincas e as fissuras;

c) São mais compatíveis com dimensões e formas, melhorando a arquitetura do projeto.

Por outro lado, apresentam como desvantagens:

a) O índice de desperdício de insumos é alto, deixando um canteiro de obras com alto volume de sujeira;

b) Velocidade de execução mais lenta, quando comparada com outros métodos construtivos;

c) Altos encargos e impostos praticados pelo governo em cima do custo da mão de obra; dentre outras.

4.3.2 Placas pré-moldadas

As placas pré-moldadas substituem a execução dos fechamentos de uma só vez, como as etapas convencionais de levantamento e revestimento de um vão em alvenaria, sendo nos muros e nos fechamentos laterais. É necessário fazer apenas o tratamento das juntas de

47

dilatação das peças para ajudar nos efeitos de vibração e movimento da estrutura. As peças pré- fabricadas são fornecidas prontas para receber o acabamento final, normalmente o uso de pin- tura convencional. Os vãos que recebem as janelas possuem esperas já moldadas nas placas com a dimensão padrão da abertura desejada, eliminando, assim, o uso de vergas e contravergas.

Figura 33 - Paredes de placas pré-moldadas

e contravergas. Figura 33 - Paredes de placas pré-moldadas Fonte: Acervo do autor (2017). Figura 32:

Fonte: Acervo do autor (2017).

Figura 32: Projeção da obra concluída

pré-moldadas Fonte: Acervo do autor (2017). Figura 32: Projeção da obra concluída Fonte: Acervo do autor

Fonte: Acervo do autor (2017).

48

4.3.2.1 Vantagens e desvantagens

Por serem um sistema construtivo que já são fornecidos pré-prontos, são grandes

aliados na redução do prazo de execução e de custo de mão de obra. As placas pré-moldadas apresentam algumas qualidades como:

a) Reduzem drasticamente o quadro de trabalhadores no canteiro de obras;

b) Diminuem os desperdícios dos insumos, tornando-se uma obra limpa;

c) Seu processo de montagem é simples e eficaz;

d) São mais resistentes as patologias e tem uma maior resistência ao fogo;

e) Possuem um melhor conforto térmico e acústico.

Por outro lado, apresentam como desvantagens:

a) Por terem grandes dimensões e peso, necessitam de espaço e dispositivos auxiliares para manuseio das peças;

b) Por serem pré-moldadas, não possibilitam demolições e novos dimensiona- mentos de áreas em caso de uma futura reforma;

c) Não contribuem com o índice de empregabilidade do país, pois reduzem a abertura de novos postos de trabalhos;

d) Por serem peças de uma só dimensão e forma, limitam a criação do projeto arquitetônico, dentre outras.

4.4 EXECUÇÃO DA LAJE PARA O MEZANINO

O mezanino é muito utilizado em pavilhões, pois são ideais para separar ativida- des, além de proporcionarem um segundo cômodo que, normalmente, são utilizados como es- critórios. Independe do método de fechamento utilizado, o mezanino compõe a construção do estudo de caso, e é de extrema importância que também seja mostrada de forma detalha como ocorre seu processo construtivo.

4.4.1

Escoramento

Uma das etapas mais importantes, antes de começar a montar a laje e a escada para concretagem, são os escoramentos. Existem dois tipos de escoras que são utilizadas na constru- ção civil: escoras de material metálico ou madeira. Nesta obra foram utilizadas escoras em ma- deira em ótimas condições. O solo foi devidamente nivelado para receber as escoras e, de

49

acordo com a metragem da laje, foram distribuídas uma ao lado da outra, de maneira que divi- dissem melhor o peso total das treliças, tavelas e do concreto no momento da concretagem da laje, conforme figuras 34 e 35.

Figura 34 - Escoramento da laje

conforme figuras 34 e 35. Figura 34 - Escoramento da laje Fonte: Acervo do autor (2016).

Fonte: Acervo do autor (2016).

Figura 35 - Distribuição do peso dos materiais

da laje Fonte: Acervo do autor (2016). Figura 35 - Distribuição do peso dos materiais Fonte:

Fonte: Acervo do autor (2016).

50

4.4.2 Escadaria, degrau e laje

É indispensável a execução de uma escadaria em pavilhões que contém mezanino

como escritório. Em se tratando da referida obra, o modelo de escadaria utilizado foi a escada

reta de um lance, que é o modelo mais tradicional e simples de executar. Esse tipo é planejado

em uma linha reta e não possui curvas, nem viradas. É indicado, também, para ambientes pe-

quenos retangulares, já que apesar de ser pouco volumosa, é bastante comprida.

O cálculo de conforto dos degraus, normalmente, é feito por uma lei, conhecida

como “Lei de Blondell” que estabelece uma relação entre espelho e piso. Esta lei define a equa-

ção correta para que seja criada com dimensões ideais e possam ser utilizados no projeto.

Figura 36 - Execução da forma para a escadaria, colocação das barras de aço e das formas para os degraus

colocação das barras de aço e das formas para os degraus Fonte: Acervo do autor (2016).

Fonte: Acervo do autor (2016).

e das formas para os degraus Fonte: Acervo do autor (2016). A laje do mezanino é
e das formas para os degraus Fonte: Acervo do autor (2016). A laje do mezanino é

A laje do mezanino é do tipo pré-moldada, com treliças reforçadas. Para o enchi-

mento da mesma, foram utilizadas tavelas cerâmicas, conforme figura 37.

51

Figura 37 - Laje com fechamento em tavelas cerâmicas

51 Figura 37 - Laje com fechamento em tavelas cerâmicas Fonte: Acervo do autor (2016). As

Fonte: Acervo do autor (2016).

As lajes são classificadas como elementos planos bidimensionais e se destinam a receber a maior parte das ações aplicadas numa construção, normalmente de pessoas, móveis, pisos, paredes, e os mais variados tipos de carga que podem existir em função da finalidade do espaço que a laje faz parte. Embora também possam ocorrer ações externas, essas são, normal- mente, transmitidas para as vigas de apoio nas bordas da laje, no entanto, eventualmente, podem ser transmitidas diretamente nos pilares. O processo de concretagem se deu por contratação de uma empresa especializada, na qual é concretado toda a parte de elementos estruturais, bem como a laje e escadaria em um único momento.

Figura 38 - Etapa final de concretagem

bem como a laje e escadaria em um único momento. Figura 38 - Etapa final de

Fonte: Acervo do autor (2016).

52

Após a execução completa da concretagem e da cura dos elementos estruturais do mezanino, inicia-se seu fechamento e as divisões necessárias em alvenaria convencional.

4.5

COMPARATIVO ECONÔMICO

4.5.1

Método convencional

Os valores representados no gráfico abaixo foram obtidos de acordo com um orça- mento padrão de construção exposto no anexo A, onde foram destacados três tópicos constru- tivos que representaram maior variação. No orçamento de construção do pavilhão pré-moldado usando o método convencional de fechamento e execução dos muros, obtive-se um valor total de R$ 290.036,74, com um valor de R$ 908,81 por metro quadrado.

Gráfico 1 - Distribuição dos valores método de fechamento em alvenaria convencional

25%

20%

15%

10%

5%

0%

21,6%

19,3%

16,1% 7,7% 5,9% 4,4% 2,9% 1,4% 6,2% 1,7% 3,7% 2,7% 0,6% 0,7% 2,5% 0,7% 1,9%
16,1%
7,7%
5,9%
4,4%
2,9% 1,4%
6,2% 1,7% 3,7%
2,7% 0,6%
0,7%
2,5% 0,7% 1,9%
25% 20% 15% 10% 5% 0% 21,6% 19,3% 16,1% 7,7% 5,9% 4,4% 2,9% 1,4% 6,2% 1,7%
25% 20% 15% 10% 5% 0% 21,6% 19,3% 16,1% 7,7% 5,9% 4,4% 2,9% 1,4% 6,2% 1,7%

Fonte: Elaboração do autor (2017).

4.5.2 Sistema de placas pré-moldadas

Os valores representados no gráfico abaixo foram obtidos de acordo com um orça- mento padrão de construção exposto no anexo C, onde foram destacados três tópicos constru- tivos que representaram maior variação. No orçamento de construção do pavilhão pré-moldado usando o método de fechamento com placas pré-moldadas e, também, a aplicação de placas nos muros, obtive-se um valor total de R$ 322.145,54, com um valor de R$ 1.009,41 por metro quadrado.

53

Gráfico 2 - Distribuição dos valores método de fechamento em placas pré-moldadas 25% 19,5% 20%
Gráfico 2 - Distribuição dos valores método de fechamento em placas pré-moldadas
25%
19,5%
20%
17,6%
14,2%
13,1%
15%
10%
6,4%
6,9%
5,4%
4,0%
5%
2,6% 1,2%
1,5% 3,1%
0,6%
0,6%
1,2% 0,4% 1,7%
0%
5% 2,6% 1,2% 1,5% 3,1% 0,6% 0,6% 1,2% 0,4% 1,7% 0% Fonte: Elaboração do autor (2017).
5% 2,6% 1,2% 1,5% 3,1% 0,6% 0,6% 1,2% 0,4% 1,7% 0% Fonte: Elaboração do autor (2017).

Fonte: Elaboração do autor (2017).

4.5.3 Análise de valores

De acordo com o gráfico de valores dos serviços executados na construção com- pleta de um pavilhão pré-moldado, observa-se que os serviços de fechamento do pavilhão, a execução dos muros e o sistema de mão de obra utilizados em ambos variam significativamente, conforme o sistema de construção adotado. A diferença de valores entre o sistema construtivo de alvenaria e do uso de placas pré-moldadas foi de R$ 32.108,80, tornado o custo por metro quadrado do sistema de fechamento com placas acima do esperado. Pode-se citar, ainda, que o presente estudo foi feito com base no tempo de execução, no índice de desperdício de insumos, na destinação final dos resíduos sólidos e na limpeza final da obra que, apesar de o método construtivo de uso de placas ser um pouco mais caro, tornando um custo de R$ 100,60 a mais por metro quadrado, ele pode finalizar a construção em um prazo de 45 dias úteis, refletindo na liquidez total do empreendimento e no retorno mais rápido do custo total investido.

4.6 TEMPO DE EXECUÇÃO E MÃO DE OBRA

Segundo o acompanhamento total do autor durante a execução na obra objeto de estudo, foram analisados dados referente ao tempo de execução e mão de obra utilizada. De acordo com os dados, a redução do prazo total de entrega do estudo foi de 45 dias úteis, prazo este levando em consideração condições climáticas favoráveis e o custo de mão de obra redu- zido para R$ 20.621,54 se comparado ao método de fechamento tradicional, tornando o método de fechamento de placas favorável se a opção do contratante for uma execução rápida e limpa

54

e um menor envolvimento com contratação de mão de obra. Em contrapartida, o método de sistema tradicional leva um tempo de execução total de 100 dias úteis e um custo total de mão de obra no valor de RS 56.032,00, porém, se levada em consideração as exigências do contra- tante, este método torna-se inviável.

55

5

CONCLUSÃO

O trabalho apresentado abordou o uso de peças pré-moldadas em construções in-

dustriais e comerciais para locação e evidenciou e comparou duas técnicas de fechamento ex- terno. O embasamento teórico possibilitou a compreensão de todas as etapas deste método cons- trutivo, bem como seus componentes e suas particularidades.

O sistema de placas pré-moldadas tem como diferencial oferecer construções de

qualidade igual ou superior ao método de fechamento tradicional, em um intervalo menor de tempo e com uma redução drástica na contratação de mão de obra, comparada à execução das

etapas vinculadas ao sistema de fechamento tradicional dentro do canteiro de obras.

A fabricação das placas fora do canteiro de obras é promissor, já que este sistema

ajuda a industrializar este ramo, tendo como benefício a alta produtividade, a redução de des- perdícios dos insumos e possibilitando, também, um maior e rigoroso controle de qualidade, além da redução no prazo de liquidez total do empreendimento, fazendo com que o contratante tenha um rápido retorno do capital investido na construção.

O tempo de redução na entrega do empreendimento é decorrente de uma série de

fatores, visto que as peças chegam prontas no canteiro e brevemente são colocadas em suas posições definitivas, simplificando e reduzindo a mão de obra drasticamente, pois grande parte das etapas, se comparadas ao sistema tradicional de fechamento, são extintas, contabilizando um ganho de tempo favorável. Outro fator que contribui é a organização do canteiro de obras, já que este sistema construtivo tem como característica a redução na invasão de espaço do can- teiro, possibilitando uma melhor organização de materiais e limpeza. Assim sendo, obtém-se uma melhor segurança e produtividade, porque abre “frentes” para novos serviços. Outra vantagem está diretamente ligada à mão de obra, pois, como descrito anteri- ormente, diminui drasticamente o quadro de funcionários, reduzindo, assim, o vínculo e quais- quer responsabilidades sob o contratante. Pode-se citar, por exemplo, os altos encargos traba-

lhistas exigidos pelo governo, tornando o valor da mão de obra extremamente caro. Do contrá- rio, a responsabilidade passa a ser da empresa contratada, que produz o pré-moldado, entrega o projeto totalmente montado, disponibiliza a mão de obra e os equipamentos usados na monta- gem.

O sistema de placas apresentou ser um método bastante competitivo financeira-

mente, comparado com a alvenaria de blocos cerâmicos. Mesmo tendo um custo de aproxima- damente 11% a mais por metro quadrado e possuindo uma redução de 55% no prazo de liquidez total do empreendimento, esta diferença de preço acaba sendo abatida, já que o contratante tem

56

um rápido retorno do capital, principalmente se este sistema construtivo for executado em grande escala. Quando colocados todos os fatores positivos relacionado a este método, a viabili- dade do empreendimento é muito superior e o sistema se torna interessante tanto para investi- dores quanto para futuros usuários. Com este trabalho, concluiu-se que as placas pré-moldadas apresentaram um de- sempenho positivo e um futuro promissor, pois simplificam o sistema de construção. É, tam- bém, de extrema importância a contratação de profissionais e empresas especializadas e expe- rientes para o sucesso de uma boa execução, porque todas as etapas devem ser avaliadas rigo- rosamente para que não haja falhas, atingindo um projeto economicamente viável e de quali- dade.

Almeja-se que o presente trabalho sirva de material base para outros estudos aca- dêmicos, fornecendo conceitos e exemplos e que desperte, outrossim, o interesse de construto- ras e profissionais do ramo no aprimoramento das técnicas construtivas apresentadas e no futuro o desenvolvimento de um manual técnico, contribuindo com o desenvolvimento do setor, em virtude dos benefícios citados.

57

REFERÊNCIAS

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58

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VASCONCELOS, Carlos Augusto de. O concreto no Brasil: Pré-fabricação, monumentos, fundações. 3. ed. São Paulo: Studio Nobel, 2002.

60

ANEXOS

61

ANEXO A Orçamento de construção método de fechamento tradicional

 

ORÇAMENTO DE CONSTRUÇÃO MÉTODO DE FECHAMENTO TRADICIONAL

 

Item

Discriminação dos serviços

 

Quantidade

Valor unitário

Peso

1

SERVIÇOS PRELIMINARES GERAIS ¹

   

1.1

Limpeza geral e terraplanagem do terreno

1 uni.

R$ 1.500,00

 

1.2

Instalação do abrigo padrão CASAN para abastecimento de água

 

1 uni.

R$ 240,00

1.3

Instalação do poste trifásico padrão CELESC para fornecimento de energia aérea

1 uni.

R$ 850,00

1.4

Locação e instalação do container para alojamento dos funcionários

 

1 uni.

R$ 2.160,00

1.5

Locação e marcação da obra

1 uni.

R$ 700,00

 

Valor total dos materiais com mão de obra:

R$ 5.450,00

1,9%

2

FUNDAÇÃO ¹

Peso

2.1

Sondagem a percussão (3 furos)

3

uni.

R$ 1.200,00

 

2.2

Estaqueamento tipo escavada com diâmetro de 300,00 mm

 

32

uni.

R$ 6.560,00

2.3

Concreto usinado FCK 25.00 Mpa

18,00 m³

R$ 4.500,00

2.4

16 barras de aço CA50 de diâmetro de 12,00 mm x 12,00 m

 

16

uni.

R$ 480,00

 

Valor total dos materiais com mão de obra:

R$ 12.740,00

4,4%

3

ESTRUTURA PRÉ-MOLDADA DO PAVILHÃO ¹

 

Peso

3.1

Descrição:

 
 

Engloba todos os componentes estruturais e materiais necessários para a montagem da estrutura do pavilhão, conforme tópico 1 no anexo B.

 

Valor total dos materiais com mão de obra:

R$ 46.600,00

16,1%

4

ESTRUTURA METÁLICA DE COBERTURA E COBERTURA ¹

 

Peso

4.1

Descrição:

 
 

Engloba todos os componentes estruturais e materiais necessários para a montagem da estrutura me- tálica de cobertura e para o cobrimento total do pavilhão pré-moldado, conforme tópico 2 no anexo

 

B.

 

Valor total dos materiais com mão de obra:

R$ 62.700,00

21,6%

5

FECHAMENTO EM ALVENARIA EXTERNO/INTERNO DO PAVILHÃO (372.00 m²)

Peso

5.1

Tijolo cerâmico 11,5 x 14,00 x 24,00 9 furos

8.600

uni.

R$ 4.300,00

 

5.2

Tijolo cerâmico 11,5 x 14,00 x 12,00 (meio tijolo)

900

uni.

R$ 450,00

5.3

Barras de aço CA50 6,30 mm x 12,00 m

20

uni.

R$ 320,00

5.4

Barras de aço CA60 4,20 mm x 12,00 m

13

uni.

R$ 78,00

5.5

Arame recozido liso BWG - 18

2,00 kg

R$ 12,00

5.6

Prego com cabeça 17 x 27

1,00 kg

R$ 7,00

5.7

Tábuas de material "Pinus" para caixaria (0,30 cm x 2,50 cm x 3,00 m)

 

4

uni.

R$ 44,00

5.8

Concreto usinado FCK 25.00 Mpa

1,80 m³

R$ 900,00

5.9

Argamassa grossa pré-pronta para assentamento

11,00 m³

R$ 770,00

5.10

Cimento Portland 50 kg CP ll

39 sacas

R$ 975,00

 

Valor total da mão de obra incluso encargos trabalhistas (62%):

R$ 8.138,00

 

Valor total dos materiais com mão de obra:

R$ 15.994,00

2,7%

6

FECHAMENTO EM ALVENARIA MEZANINO E BANHEIROS DO PAVILHÃO (84.00 m²)

Peso

6.1

Tijolo cerâmico 11,5 x 14,00 x 24,00 9 furos

2.000

uni.

R$ 1.000,00

 

6.2

Tijolo cerâmico 11,5 x 14,00 x 12,00 (meio tijolo)

200

uni.

R$ 100,00

62

6.3

Barras de aço CA50 6,30 mm x 12,00 m

5

uni.

R$ 43,55

 

6.4

Barras de aço CA60 4,20 mm x 12,00 m

4

uni.

R$ 24,00

6.5

Arame recozido liso BWG - 18

2,00 kg

R$ 12,00

6.6

Prego com cabeça 17 x 27

1,00 kg

R$ 7,00

6.7

Tábuas de material "Pinus" para caixaria (0,30 cm x 2,50 cm x 3,00 m)

 

4

uni.

R$ 44,00

6.8

Concreto usinado FCK 25.00 Mpa

0,45 m³

R$ 225,00

6.9

Argamassa grossa pré-pronta para assentamento

2,36 m³

R$ 165,20

6.10

Cimento Portland 50 kg CP ll

9 sacas

R$ 225,00

²

Valor total da mão de obra incluso encargos trabalhistas (62%):

R$ 2.000,00

 

Valor total dos materiais com mão de obra:

R$ 3.845,75

0,6%

7

LAJES DO MEZANINO, BANHEIROS, ESCADAS E PILARES

 

Peso

7.1

Laje pré-moldada treliçada c/ reforço de aço CA50 - 10,00 mm - tavelas 8,00 cm

40,00 m²

R$ 1.120,00

 

7.2

Tela painel 2,45 x 6,00 m (4,20 mm x 15,00 mm x 15,00 mm) Q92P

 

83

uni.

R$ 498,00

7.3

Tábuas de material "Pinus" para caixaria (0,30 cm x 2,50 cm x 3,00 m)

 

28

uni.

R$ 308,00

7.4

Tábuas de material "Pinus" para caixaria (0,07 cm x 2,50 cm x 3,00 m)

 

10

uni.

R$ 60,00

7.5

Barras de aço CA50 10,00 mm x 12,00 m

12

uni.

R$ 256,68

7.6

Barras de aço CA50 6,30 mm x 12,00 m

6

uni.

R$ 52,26

7.7

Escoras de madeira em eucalipto 3,00 m

35

uni.

R$ 165,00

7.8

Arame recozido liso BWG - 18

3,00 kg

R$ 18,00

7.9

Prego com cabeça 17 x 27

4

kg

R$ 28,00

7.10

Concreto usinado FCK 25.00 Mpa

6,00 m³

R$ 1.500,00

²

Valor total da mão de obra incluso encargos trabalhistas (62%):

R$ 9.884,00

 

Valor total dos materiais com mão de obra:

R$ 13.889,94

1,4%

8

HIDROSSANITÁRIO ³

 

Peso

8.1

Tubo PVC esgoto - 100 mm

18,00 m

R$ 121,50

 

8.2

Tubo PVC esgoto - 50 mm

12,00 m

R$ 57,00

8.3

Tubo PVC esgoto - 40 mm

12

uni.

R$ 42,00

8.4

Tubo PVC soldável - 25 mm

24,00 m

R$ 48,00

8.5

Tubo PVC soldável - 50 mm

12,00 m

R$ 78,00

8.6

Adesivo PVC - Rígido - 850 gramas

1

uni.

R$ 22,50

8.7

Registro de gaveta base - 3/4"

3

uni.

R$ 84,00

8.8

Registro de pressão base - 3/4"

1

uni.

R$ 28,00

8.9

Flange soldável - 25 mm x 3/4"

1

uni.

R$ 6,54

8.10

Flange soldável - 50 mm x 1.1/2"

1

uni.

R$ 12,50

8.11

Joelho 90º - soldável - 25 mm

14

uni.

R$ 4,90

8.12

Flange soldável - 25 mm x 3/4"

1

uni.

R$ 6,54

8.13

Flange soldável - 50 mm x 1.1/2"

1

uni.

R$ 12,50

8.14

Joelho 90º - soldável - 25 mm

14

uni.

R$ 4,90

8.15

Joelho 90º - soldável - 50 mm

2

uni.

R$ 6,00

8.16

Flange soldável - 50 mm x 1.1/2"

1

uni.

R$ 12,50

8.17

Joelho 90º com bucha de latão - 25 mm x 1/2"

8

uni.

R$ 20,00

8.18

Registro PVC - soldável - 50 mm

1

uni.

R$ 14,25

8.19

"Tê" soldável - 25 mm

6

uni.

R$ 3,00

8.20

Caixa sifonada - 150 x 150 x 50 mm

3

uni.

R$ 72,00

8.21

Conjuntos de vasos sanitários com caixa acoplada e lavatório - branco

 

3

uni.

R$ 960,00

63

8.22

Parafuso de latão para vaso sanitário

6

uni.

R$ 19,00

 

8.23

Anel de vedação para vaso sanitário

3

uni.

R$ 21,00

8.24

Engate flexível - 0.40 cm

6

uni.

R$ 24,00

8.25

Tubo extensível PVC

3

uni.

R$ 18,00

8.26

Torneira ABS branca de lavatório com bica móvel

 

3

uni.

R$ 75,00

8.27

Caixa da água de fibra retangular - 1000 L.

1

uni.

R$ 280,00

²

Valor total da mão de obra incluso encargos trabalhistas (62%):

R$ 1.068,00

 

Valor total dos materiais com mão de obra:

R$ 3.121,63

0,7%

9

 

REVESTIMENTOS

 

Peso

9.1

Chapisco (areia lavada grossa)

2,50 m³

R$ 127,50

 

9.2

Emboço Paulista - Argamassa fina pré-pronta para acabamento

 

18,00 m³

R$ 1.260,00

9.3

Cimento Portland 50 kg CP ll

110

sacas

R$ 2.750,00

9.4

Revestimento cerâmico branco (25x33)

70,00 m²

R$ 1.190,00

9.5

Piso cerâmico branco (45x45)

58,00 m²

R$ 1.218,00

9.6

Piso cerâmico antiderrapante (60x60)

14,00 m²

R$ 322,00

9.7

Argamassa colante para cerâmica AC-I

38 sacas

R$ 266,00

9.8

Rejunte flexível cinza platina

40,00 kg

R$ 100,00

²

Valor total da mão de obra incluso encargos trabalhistas (62%):

R$ 19.882,00

 

Valor total dos materiais com mão de obra:

R$ 27.115,50

2,5%

10

PISO DE ALTA RESISTÊNCIA (305.00 m²) ¹

 

Peso

10.1

Brita ferro nº 0 (base e regularização da superfície)

 

15,00 m³

R$ 825,00

 

10.2

Lona plástica preta

620,00 m²

R$ 650,00

10.3

Treliça metálica - TG 8L

280,00 m

R$ 635,52

10.4

Barras de transferência - 0,50 cm x 16,00 mm

230

uni.

R$ 611,80

10.5

Tela painel - 2,45 x 6,00 m (4,20 x 15 x 15) - Q92P

 

28

uni.

R$ 2.324,00

10.6

Placas de borracha - 1,50 x 2,20 m - 10 mm

4

uni.

R$ 152,00

10.7

Arame recozido liso - DWG 18

2,00 kg

R$ 12,00

10.8

Graxa patente

1,00 kg

R$ 18,00

10.9

Concreto usinado FCK 30.00 Mpa + (Bombeamento)

 

36,60 m³

R$ 10.248,00

   

Valor total dos materiais com mão de obra:

R$ 22.186,32

7,7%

11

PINTURAS EXTERNA E INTERNA ¹

 

Peso

11.1

Lixa amarela - G80

28,00 m

R$ 84,00

 

11.2

Selador acrílico pigmentado - 18 L

12

bl.

R$ 624,00

11.3

Tinta acrílica fosca branca - 18 L

17 bl.

R$ 2.975,00

11.4

Tinta acrílica fosca cinza chumbo - 18 L

2 bl.

R$ 284,00

   

Valor total dos materiais com mão de obra:

R$ 10.667,00

3,7%

12

 

ABERTURAS ¹

 

Peso

12.1

Portão basculante revestido com chapa trapezoidal pré-pintada (5,20 x 4,60) m

23,92 m²

R$ 5.800,00

 

12.2

Janelas basculantes em alumínio - vidro incolor - (2,00 x 1,00) m

 

13

uni.

R$ 6.630,00

12.3

Janelas basculantes em alumínio - vidro incolor - (0,70 x 0,50) m

 

4

uni.

R$ 440,00

12.4

Janelas basculantes em alumínio- vidro incolor - (1,40 x 1,00) m

 

1

uni.

R$ 357,00

12.5

Portas em alumínio pré-pintada branca - c/ venezianas e vistas. (0,80 x 2,10) m

3

uni.

R$ 1.900,00

12.6

Portas em alumínio pré-pintada branca - c/ venezianas e vistas. (0,70 x 2,10) m

2

uni.

R$ 1.200,00

12.7

Corrimão em alumínio pré-pintado branco

14,00 m

R$ 900,00

 

Valor total dos materiais com mão de obra:

R$ 17.227,00

5,9%

64

13

 

INSTALAÇÃO ELÉTRICA ¹

 

Peso

13.1

Caixa telefone externa (0,20 x 0,20) cm

1 uni.

R$ 25,35

 

13.2

Caixa de disjuntores trifásica

1 uni.

R$ 134,36

13.3

Eletroduto corrugado 3/4"

150,00 m

R$ 127,50

13.4

Pvduto corrugado 2"

24,00 m

R$ 57,60

13.5

Cabo flex 1,50 mm (azul/branco/vermelho)

600,00 m

R$ 282,00

13.6

Cabo flex 2,50 mm (preto/azul/branco/vermelho)

 

600,00 m

R$ 426,00

13.7

Cabo flex 4,00 mm (preto/azul)

200,00 m

R$ 232,00

13.8

Cabo sint. 16,00 mm (preto)

15,00 m

R$ 76,00

13.9

Cabo sint. 16,00 mm (azul)

15,00 m

R$ 76,00

13.10

Cabo sint. 16,00 mm (vermelho)

15,00 m

R$ 76,00

13.11

Cabo sint. 16,00 mm (branco)

15,00 m

R$ 76,00

13.12

Mini disjuntor 10A

3

uni.

R$ 15,99

13.13

Mini disjuntor 16A

4

uni.

R$ 21,32

13.14

Mini disjuntor 20A

3

uni.

R$ 15,99

13.15

Disjuntor DR- 40A

1

uni.

R$ 98,00

13.16

Perfilado 38/38 x 6,00 m

12

uni.

R$ 376,44

13.17

Mão francesa simples - 150,00 mm

15

uni.

R$ 190,20

13.18

Parafuso lentilha 5/16 x 1/2"

80

uni.

R$ 21,60

13.19

Tubo eletroduto cinza 3/4"

12

uni.

R$ 108,60

13.20

Caixa poliwetzel 1/2"-3/4" cinza + Tampas + Tomadas 2P+T - 10ª

 

15

uni.

R$ 148,95

13.21

Calha fluorescente 1x110HO + Soquetes + Lâmpadas led tubular HO110

8

uni.

R$ 824,00

13.22

Tomada de embutir branca 10A

6

uni.

R$ 30,00

13.23

Interruptor de embutir branco 1TS

3

uni.

R$ 15,00

13.24

Tomada de embutir branca RJ11 (telefone)

4

uni.

R$ 28,00

13.25

Tomada de embutir branca RJ45 (rede)

4

uni.

R$ 60,00

13.26

Interruptor de embutir branco 2TP

2

uni.

R$ 10,00

13.27

Luminária de sobrepor 2x32W

4

uni.

R$ 280,00

13.28

Cabo de telefone

60,00 m

R$ 37,00

13.29

Iluminação de emergência 2 faróis

1

uni.

R$ 210,00

13.30

Iluminação de emergência 30 LEDS

4

uni.

R$ 70,00

13.31

Sinalização saída LED

3

uni.

R$ 104,70

13.32

Plafon de teto branco com lâmpada

3

uni.

R$ 33,00

13.33

Luminária de embutir 2x32w

3

uni.

R$ 225,00

 

Valor total dos materiais com mão de obra:

R$ 8.462,84

2,9%

14

MUROS EM ALVENARIA / GRADIL METÁLICO 4

 

Peso

14.1

Barras de aço CA60 4,20 mm x 12,00 m

63

uni.

R$ 378,00

 

14.2

Barras de aço CA50 6,30 mm x 12,00 m

28

uni.

R$ 243,88

14.3

Barras de aço CA50 8,00 mm x 12,00 m

16

uni.

R$ 208,00

14.4

Barras de aço CA50 10,00 mm x 12,00 m

25

uni.

R$ 600,00

14.5

Treliça metálica - TG 8L

72,00 m

R$ 158,88

14.6

Arame recozido liso - DWG 18

4,00 kg

R$ 24,00

14.7

Prego com cabeça 17 x 27

7,00 kg

R$ 42,00

14.8

Tábuas de material "Pinus" para caixaria (0,30 cm x 2,50 cm x 3,00 m)

 

60

uni.

R$ 660,00

14.9

Tábuas de material "Pinus" para caixaria (0,25 cm x 2,50 cm x 3,00 m)

 

17

uni.

R$ 170,00

65

14.10

Tábuas de material "Pinus" para caixaria (0,20 cm x 2,50 cm x 3,00 m)

22

uni.

R$ 198,00

 

14.11

Tábuas de material "Pinus" para caixaria (0,07 cm x 2,50 cm x 3,00 m)

30

uni.

R$ 180,00

14.12

Espaçador circular DR25 mm

300

uni.

R$ 30,00

14.13

Concreto usinado FCK 25.00 Mpa

7,50 m³

R$ 1.875,00

14.14

Tijolo cerâmico 11,5 x 14,00 x 24,00 9 furos

4.400 uni.

R$ 2.200,00

14.15

Tijolo cerâmico 11,5 x 14,00 x 12,00 (meio tijolo)

500

uni.

R$ 250,00

14.16

Argamassa grossa pré-pronta para assentamento

6,00 m³

R$ 420,00

14.17

Cimento Portland 50 kg CP ll

62 sacas

R$ 1.550,00

14.18

Emboço Paulista - argamassa fina pré-pronta para acabamento

8,00 m³

R$ 560,00

14.19

Chapisco (areia lavada grossa)

1,00 m³

R$ 55,00

14.20

Gradil metálico tela ÓTIS malha 5x10 fio 6,00 mm

170,00 m²

R$ 8.160,00

²

Valor total da mão de obra incluso encargos trabalhistas (62%):

R$ 13.860,00

 

Valor total dos materiais com mão de obra:

R$ 31.822,76

6,2%

15

SERVIÇOS COMPLEMENTARES

 

Peso

15.1

Destinação de resíduos sólidos (caçambas entulho)

2

uni.

R$ 1.200,00

 

15.2

Pedra brita rosada 3/4" para as áreas de infiltração

6,00 m³

R$ 480,00

15.3

Faxina geral

1

uni.

R$ 320,00

   

Valor total dos serviços:

R$ 2.000,00

0,7%

16

PAVIMENTAÇÃO PASSEIO

 

Peso

16.1

Meio fio arredondado

31

uni.

R$ 412,00

 

16.2

Paver (10,00 x 20,00 x 0,08) cm

100,00 m²

R$ 3.600,00

16.3

Paver direcional (40,00 x 40,00 x 0,08) cm

20,00 m¹

R$ 460,00

16.4

Paver guia alerta (40,00 x 40,00 x 0,08) cm

9,00 m¹

R$ 207,00

16.5

Brita ferro nº 0

4,00 m³

R$ 220,00

16.6

Areia lavada fina

0,50 m³

R$ 30,00

16.7

Cimento Portland 50 kg CP ll

1

saca

R$ 25,00

²

Valor total da mão de obra incluso encargos trabalhistas (62%):

R$ 1.200,00

 

Valor total dos materiais com mão de obra:

R$ 6.154,00

1,7 %

 

VALOR TOTAL GERAL:

R$ 290.036,74

100%

 

VALOR TOTAL MÃO DE OBRA (SERVIÇOS NÃO TERCEIRIZADOS):

R$ 56.032,00

19,3%

Observações:

¹ - Serviços terceirizados. ² - Média de impostos padrões somados à mão de obra. ³ - Esgoto particular ligado à rede de esgoto pública. 4 - O muro possui uma metragem total de 149,60 m².

66

ANEXO B Orçamento pavilhão pré-moldado

1.1

- Pilares:

 

Quant.

 

Tipo

larg.(m)

Altura

comp. (m)

   

(m)

 

8

Pilar lateral P1

0,20

0,40

6,75

3

Pilar oitão P2

0,20

0,40

6,75

4

Pilar mezanino P3

0,20

0,40

6,75

 

Preço:

R$ 15.950,00

 

1.2

- Calhas:

 

Quant.

 

Tipo

larg.

altura

comp. (m)

   

(m)

(m)

 

2

Calha-1

0,34

0,40

4,42

4

Calha-2

0,34

0,40

4,32

2

Calha-3

0,34

0,40

6,42

 

Preço:

R$ 4.350,00

 

1.3 - Vigas cobertura:

Quant.

 

Tipo

larg.

altura

comp. (m)

 

(m)

(m)

 

3

VR-1 Viga de Respaldo

 

0,12

0,40

5,26

1

VR-2 Viga de Respaldo

0,12

0,40

3,92

1

VR-3 Viga de Respaldo

0,12

0,40

4,12

4

VR-1 Viga de Respaldo

0,12

0,40

5,26

Preço:

R$ 3.800,00

   

1.4

- Vigas mezanino:

 

Quant.

 

Tipo

larg.

altura

comp. (m)

 

(m)

(m)

 

2

VM-1 Viga de mezanino

 

0,15

0,40+0,12

5,26

1

VM-2 Viga de mezanino

0,15

0,40+0,12

3,92

1

VM-3 Viga de mezanino

0,15

0,40+0,12

4,12

Preço:

R$ 2.550,00

   

1.5

- Vigas baldrame "in loco":

 

Quant.

 

Tipo