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ESTUDO DIRIGIDO

FREUD, S. Edição Standard Brasileira das Obras Completas. Vol. 22. RJ: Imago,
1980.
NOVAS CONFERÊNCIAS INTRODUTÓRIAS (1933): XXXI – A DISSECAÇÃO
DA PERSONALIDADE PSÍQUICA
NOME: GUILHERME PACELLI FIUZA SILVA

1) Explicar a expressão de Freud “território estrangeiro interno” e associá-la


à ideia do “outro que me habita”.

Ao postular a ideia de “território estrangeiro interno”, Freud se referia ao desconhecido


que está presente internamente no aparelho mental de cada um. Se o ego é o “eu”, este
outro, o inconsciente, seria “o outro que me habita” internamente, mas que é
desconhecido. Do mesmo, a realidade é como um território desconhecido para o “ego”,
só que externo.

2) Por que o sujeito para Freud é um “Ego/Eu dividido”?

Freud explica que o ego, mesmo sendo “sujeito”, pode ser transformado também em
“objeto”. Segundo ele, o ego pode tratar a si próprio como trata outros objetos,
autocriticar-se e fazer outras coisas consigo mesmo. Desse modo, ao agir assim, uma
parte dele se coloca opostamente a outra parte. Então, é possível que o ego se divida
durante numerosas funções e depois suas partes podem juntar-se de novo.

3) Explicar o processo de identificação associado à formação do superego.

Na infância, segundo Freud, o papel de instância coercitiva, ou seja, a função de


superego, é assumida pela instância parental do indivíduo, que “dirige e ameaça o ego”,
com sua função “proibidora e punitiva”. Posteriormente, com a formação do superego
próprio, esse se torna o herdeiro da função exercida antes pela instância parental. O
processo de identificação é primordial nesse sentido, já que envolve a ação de
assemelhar um ego a outro, um eu a outro eu. Desse modo, um ego, no processo de
identificação, se comporta como o outro ego em determinados aspectos e até assimila-o.
Como o superego é herdado da instância parental e apresenta características dela, tal
fenômeno mostra a importância do processo de identificação, na medida em que vincula
características de uma pessoa para outra. Nesse sentido, o superego, que assemelha-se à
função exercida por nossos pais na infância, é alvo do processo de identificação.

4) Descrever a 1ª tópica: Consciente, Pré-consciente e Inconsciente.

Consciente:
Pré-consciente: trata-se do inconsciente que está apenas latente, e portanto facilmente se
torna consciente.
Inconsciente: um processo psíquico cuja existência somos obrigados a supor — devido
a algum motivo tal que o inferimos a partir de seus efeitos —, mas do qual nada
sabemos. Nesse caso, temos para tal processo a mesma relação que temos com um
processo psíquico de uma outra pessoa, exceto que, de fato, se trata de um processo
nosso, mesmo.

5) Descrever a 2ª tópica: Isso (id), Eu (Ego) e Supereu (Superego).

Isso (id): é a região da mente alheia ao ego. Para Freud, é a parte obscura, a parte
inacessível de nossa personalidade.
Eu (Ego): o ego significa razão e bom senso. É aquela parte do id que se modificou pela
proximidade e influência do mundo externo, que está adaptada para a recepção de
estímulos.
Supereu (Superego): é o inconsciente coercitivo.

6) O que quer dizer a frase “Onde id estava, deve ego estar”? E por que
isso é uma “obra da cultura”?

A frase “Onde Id estava deve ego estar” remete à ideia de que o ego deve cada vez mais
assenhorar-se do id, do desconhecido, do espaço alheio a ele. Deve conhecer cada vez
mais essa parte inacessível da personalidade. Parte, essa, que até o momento é uma obra
da cultura, já que na realidade ainda não foi totalmente desvendada.

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