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INTRODUÇÃO

DA ORIGEM DO ESTADO
O ESTADO E SEU GOVERNO

Estado é uma sociedade, voltada para o bem de todos, é uma


sociedade política.
O poder do rei e de um magistrado da República se diferencia do poder
de um pai de família. A distinção seria que um rei governa sozinho
perpetuamente, enquanto que um magistrado de República comanda e
obedece alternadamente, em virtude da Constituição. Aristóteles diz que tudo
isso é errado dizer, e ele utilizará um método para examinar a questão. Então,
irá decompor os elementos do Estado, e examinar cada um deles para chegar
a conclusões. Temos o todo, temos que separar em partes, analisar todos os
casos e depois concluir e finalmente juntar o que foi dividido para melhorar a
compreensão.

A FORMAÇÃO DA CIDADE

Retoma a origem, reunindo as pessoas que não podem passar umas


sem as outras, como o macho e a fêmea para geração. Para manter a
conservação, a natureza deu a um o comando e impôs a submissão ao outro.
A natureza permite comandar quem pode, por sua inteligência, tudo
prover e, pelo contrário, que obedeça quem não pode contribuir para a
prosperidade comum a não ser pelo trabalho de seu corpo: SENHOR e
ESCRAVO.
A mulher é diferente do escravo. Para os bárbaros, a mulher e o
escravo estão no mesmo nível, esses povos não tem atributo de superioridade
e sua sociedade é composta de escravos dos dois sexos. Então o poeta diz
que: “ Os gregos tinham, de direito, poder sobre os bárbaros.
Como se, na natureza, bárbaros e escravos se confundissem.
A família é a principal sociedade natural, formada pela dupla reunião do
homem e da mulher, do senhor e do escravo.
O poeta Hesíodo tinha razão ao dizer que era preciso antes de tudo
“A casa, e depois a mulher e o boi lavrador.”
Aldeia é a sociedade que se formou da união de várias casas (de
família).
E se assemelha a família, com diferença de não ser de todos os
momentos, nem de uma frequentação tão contínua.
As cidades inicialmente foram, submetidas ao governo real, forma das
que eram de reuniões de pessoas que já viviam sob um monarca. Com efeito,
toda família, sendo governada pelo mais velho como que por um rei,
continuava a viver sob a mesma autoridade, por causa da consanguinidade.
Este é o pensamento de Homero, quando diz:
Cada um, senhor absoluto de seus filhos e de suas mulheres, distribui leis a
todos...
Cidade é a reunião das aldeias.

O HOMEM, “ANIMAL CÍVICO”

Cidade é uma sociedade que se formou da reunião de várias aldeias,


que tem a faculdade de se bastar a si mesma, sendo organizada não apenas
para conservar a existência, mas também para buscar o bem-estar.
O homem, o cavalo, a família perfeita, diz-se que está na natureza. A
cidade está na natureza e o homem é naturalmente feito para sociedade
política. Aquele que, por sua natureza e não por obra do acaso, existisse sem
nenhuma pátria seria um indivíduo detestável, muito acima ou muito abaixo do
homem, segundo Homero:
“Um ser sem lar, sem família e sem leis.”
O homem é um animal cívico, mais social do que as abelhas e outros
animais que vivem juntos. O homem tem o dom da PALAVRA, que não
devemos confundir com os sons da voz.
O homem tem o conhecimento desenvolvido, pelo menos o sentimento
obscuro do bem e do mal, do útil e do nocivo, do justo e do injusto, objetos para
a manifestação dos quais nos foi principalmente dado o órgão da fala. Este
comércio da palavra é o laço de toda sociedade doméstica e civil.
O Estado, ou sociedade política, é até mesmo o primeiro objeto a que
se propôs a natureza. O todo existe necessariamente antes da parte.
As sociedades domésticas e os indivíduos são as partes integrantes da
Cidade (que é o todo), e estão subordinados ao corpo inteiro, se separadas,
todos inúteis e quando desarticuladas, semelhantes às mãos e aos pés que,
uma vez separados do corpo, só conservam o nome e a aparência, sem a
realidade, como uma mão de pedra.
O mesmo ocorre com os membros da Cidade: nenhum pode bastar-se
a si mesmo. Aquele que não precisa dos outros homens ou não pode resolver-
se a ficar com eles, ou é um deus, ou um bruto. Assim, a inclinação natural leva
os homens a este gênero de sociedade.
O uso da arma e da força só é lícito para a justiça.
O discernimento e o respeito ao direito formam a base da vida social e
os juízes são seus primeiros órgãos.

LIVRO I
DO GOVERNO DOMÉSTICO
CAPÍTULO I: DO SENHOR E DO ESCRAVO
Os Estados são formados de famílias, este é o governo doméstico.
Uma família completamente organizada compõe-se de escravos e de
pessoas livres.
Chamaremos despotismo o poder do senhor sobre o escravo, marital,
o do marido sobre a mulher, paternal, o do pai sobre os filhos (dois poderes
para os quais o grego não tem substantivos).
Alguns fazem também entrar o econômico a parte relativa aos bens que
compõem o patrimônio das famílias e aos meios de adquiri-los.
Trata-se até, segundo outros, do elemento principal.
Econômico (para Aristóteles é também parte do governo doméstico e
para outros autores é primordial).
Essa expressão econômica, segundo notas do tradutor se refere a:
1 – relação entre marido e mulher;
2 – relação entre senhor e escravo;
3 – relação entre pai e filhos;
4 – bens e patrimônios da família. Coisa materiais e sustento da família.
O PODER DO SENHOR OU DESPOTISMO

Para outros autores a escravidão é injusta, como um puro efeito da


violência.
Aristóteles, parte da questão econômica, de que para vivermos temos
que ter pelo menos o necessário para sobrevivência. Assim como os bens
fazem parte da casa, os meios de adquiri-los deve ser do governo doméstico.
Para conseguir são necessários dois tipos de instrumentos: uns inanimados,
outros animados.
O trabalhador é uma espécie de instrumento.
Um bem é um instrumento da existência; as propriedades são uma
reunião de instrumentos e o escravo, uma propriedade instrumental animada,
como um agente preposto a todos os outros meios.
Chama-se “instrumento” o que realiza o efeito, e “propriedade
doméstica” o que ele produz.
A vida consiste no uso, não na produção. O servidor é o ministro da
ação; chamam-no propriedade da casa, como parte dela.
A coisa possuída está para o possuidor assim como a parte está para o
todo; ora, a parte não é somente distinta do todo; ela lhe pertence; o mesmo
ocorre com a coisa possuída em relação ao possuidor. O senhor não é senão o
proprietário de seu escravo, mas não lhe pertence; o escravo, pelo contrário,
não somente é destinado ao uso do senhor, como também dele é parte. Isto
basta para dar uma idéia de escravidão e para fazer conhecer esta condição.
O homem que por natureza, não pertence a si mesmo, mas a um outro,
é escravo por natureza: é uma posse e um instrumento para agir
separadamente e sob as ordens de seu senhor.
Aristóteles é favorável a ESCRAVIDÃO.

A SERVIDÃO NATURAL
Mas faz a natureza ou não de um homem um escravo? É justa e útil a
escravidão ou é contra a natureza? É isto que irá examinar.
O fato e a experiência, tanto quanto a razão, nos conduzirão aqui ao
conhecimento do direito.
Não é apenas necessário, mas também vantajoso que haja mando por
um lado e obediência por outro; e todos os seres, desde o primeiro instante do
nascimento, são, por assim dizer, marcados pela natureza, uns para comandar,
outros para obedecer.
Entre eles há várias espécies de superiores ou de súditos, e o mando é
tanto mais nobre quanto mais elevado é o próprio súdito.
O animal compõe-se primeiro de uma alma, depois de um corpo: a
primeira por sua natureza comanda e o segundo obedece. O homem segundo
a natureza, é aquele que é bem constituído de alma e de corpo. Se nas coisas
viciosas e depravadas o corpo não raro parece comandar a alma, é certamente
por erro e contra a natureza.
A natureza ainda subordinou um dos dois animais ao outro. Em todas
as espécies o macho é evidentemente superior a fêmea: a espécie humana
não é exceção.
Assim, em toda parte onde se observa a mesma distância que há entre
a alma e o corpo, entre o homem e o animal, existem as mesmas relações; isto
é, todos os que não têm nada melhor para nos oferecer do que o uso de seus
corpos e de seus membros são condenados pela natureza à ESCRAVIDÃO.
Para eles, é melhor do que serem entregues a si mesmos. Numa
palavra, é naturalmente escravo aquele que tem tão pouca alma e poucos
meios que resolve depender de outrem. Tais são os que só têm instinto, vale
dizer, que percebem muito bem a razão nos outros, mas que não fazem por si
mesmos usos dela. Toda a diferença entre eles e os animais é que estes não
participam de modo algum da razão, nem mesmo têm o sentimento dela e só
obedecem as suas sensações.
A natureza, por assim dizer, imprimiu a liberdade e a servidão até nos
hábitos corporais. Vemos corpos robustos talhados especialmente para
carregar fardos e outros usos igualmente necessários; outros, pelo contrário,
mais disciplinados, mas também mais esguios e incapazes de tais trabalhos,
são bons apenas para a vida política, isto é, para os exercícios da paz e da
guerra. Ocorre muitas vezes, porém, o contrário: brutos têm a forma exterior da
liberdade e outros, sem aparentar, só têm a alma de livre.
Pelas leis da natureza, há homens feitos para a liberdade e outros para
a servidão, os quais, tanto por justiça quanto por interesse, convém que sirvam.
No entanto, é fácil ver a opinião contrária não seria inteiramente
desprovida de razão.

A SERVIDÃO CONVENCIONAL

A servidão convencional é a servidão estabelecida pela lei, esta lei é


uma espécie de convenção geral, segundo a qual a presa tomada na guerra
pertence ao vencedor. Será justo?
Sobre isso, os jurisconsultos não chegam a um acordo, nem tampouco,
aliás, sobre a justiça de muitas outras decisões tomadas nas Assembleias
populares, contra as quais eles reclamam. Consideram cruel que um homem
que sofreu violência se torne escravo do que o violentou e só tem sobre ele a
vantagem da força.
A razão de duvidar e de contestar é que a coragem, num grau
eminente, sempre permanece vencedora; que a vitória de ordinário supõe em
si uma superioridade qualquer; enfim, a própria força é uma espécie de mérito.
A dúvida só permanece, portanto, quanto ao direito: uns não podem
separar o direito da benevolência, outros afirmam que é da própria essência do
direito que o mais valente comande.
Destas duas opiniões, a segunda não é nem sólida nem tampouco
persuasiva. A superioridade de coragem não é uma razão para sujeitar os
outros.
Jamais um homem de bom senso tratará como escravo um homem que
não mereceu a escravidão; caso contrário, dizem eles, se bastasse pegar as
pessoas e vende-las, veríamos na escravidão personagens do mais alto nível,
elas e seus filhos que caíssem em poder do vencedor. Pretendem, portanto,
que se considerem estes homens simplesmente como estrangeiros, mas não
como escravos, o que, pela intenção, se reduz ao que dissemos, que são
escravos os que foram destinados á servidão pela natureza.
É preciso convir, com efeito, que certas pessoas são escravas em toda
parte e outras, nenhures.
O mesmo ocorre com a nobreza. Consideram a dos povos cultivados
como pura e existente em toda a parte; a dos povos bárbaros como locais e
boas somente para eles. Distingue o homem livre do escravo, a nobreza do
vulgo pelas vantagens e vícios de nascimento. Como diz a Helena de
Teodecto:
- Escrava eu? Que homem audacioso
Poderia chamar assim uma filha dos deuses?
Os que partilham desta opinião não diferenciam o escravo do homem
livre, o nobre do plebeu, senão pela distância entre o vício e a virtude; e como
o homem vem do homem e o animal do animal, acham que o bom só pode vir
do bom.
Não resta nenhuma dúvida de que se encontra em todos os lugares
combinações de pessoas nas quais a uma cabe servir a outra comandar,
assumindo o papel para o qual a natureza as predestinou. O comando de uma
pode ser justo e útil, e a liberdade da outra, injusta e funesta para ambas.

DIFERENÇAS ENTRE O “DESPOTISMO” E O PODER POLÍTICO

Vemos, assim, claramente que o poder “despótico” e o governo político


são, apesar da opinião de alguns, coisas muito diferentes. Um só existe para
os escravos; o outro existe para as pessoas que a natureza honrou com a
liberdade.
O governo doméstico é uma espécie de monarquia: toda a casa se
governa por uma só pessoa; o governo civil, pelo contrário, pertence a todos os
que são livres e iguais.
Não é, aliás, uma ciência adquirida que faz de um homem senhor de
um outro. Esta qualidade pode existir sem isso; como a liberdade e a servidão,
ela tem um caráter que lhe é natural. Sem dúvida, existe um talento para
comandar e para servir.
Quanto à ciência do senhor, como não é nem na aquisição, nem na
posse, mas no uso de seus escravos que está o seu domínio, ela se reduz a
saber fazer uso deles, isto é, a saber ordenar-lhes o que eles devem saber
fazer. Não há aí nenhum trabalho grande ou sublime, e assim os que têm
meios de evitar esse estorvo desembaraçam-se dele com algum intendente,
querem para se dedicar a política quer para se dedicar a filosofia.

CAPÍTULO II
DA PROPRIEDADE E DOS MEIOS DE ADQUIRI-LA

O talento de adquirir um bem parece com a arte militar ou com a caça.


O escravo só entra como coisa ou instrumento.
A AQUISIÇÃO NATURAL OU “ECONÔMICA”

A natureza distingue o gênero dos animais uns se reúnem em bandos,


outros são solitários, uns são carnívoros, outros frutívoros.
Todas essas diferenças também se notam na vida do homem. Alguns
preferem a vida pastoral, outros são caçadores. Mas a maioria dos homens tira
o alimento do seio da terra.
Vida pastoral, vida agrícola, vida aventureira baseada nas capturas da
caça ou da pesca, todos estes são gêneros que se misturam e se combinam na
maior parte dos povos, conforme a necessidade, a fantasia ou o prazer, para
suprir através de um a falta do outro.
A natureza nada fez de imperfeito, nem de inútil ela fez tudo para nós.
A própria guerra é um meio natural de adquirir; a caça faz parte dela;
usa-se desse meio não apenas contra os animais, mas também contra os
homens que, tendo nascido para obedecer, se recusam a fazê-lo. Este tipo de
guerra nada tem de injusto, sendo por assim dizer, declarada pela própria
natureza.
As verdadeiras riquezas são as coisas necessária e útil à vida, não é
difícil determinar a quantidade necessária par o bem-estar.

A AQUISIÇÃO ARTIFICIAL OU CREMATÍSTICA


Produto da arte e da experiência. A natureza não faz os bens para
troca, são os homens que uns possuem mais e outros menos, foram levados a
este acaso à TROCA.
A natureza não criou o COMÉRCIO para revender mais caro. A troca
era somente para a necessidade de satisfazer o necessário a sobrevivência.
Torna-se necessário a troca quando estão em grandes sociedades, e após a
separação das propriedades.
O comércio dirigido pela razão é que cria a idéia de moeda.
Com a invenção da moeda, para as necessidades do comércio, origina-
se uma nova maneira de comerciar e adquirir. É o lucro pecuniário.
As verdadeiras riquezas são as da natureza; apenas elas são objeto da
ciência econômica.
A outra maneira de enriquecer pertence ao comércio, profissão voltada
inteiramente para o dinheiro, que sonha com ele, que não tem outro elemento
nem outro fim, que não tem limite onde possa deter-se a cupidez.
A coragem, por exemplo, não foi dada ao homem pela natureza para
acumular bens, mas para proporcionar tranquilidade.

APRECIAÇÃO DOS DOIS MODOS DE AQUISIÇÃO

A natureza deve fornecer nosso sustento, ou do seio da terra ou do


mar, ou de qualquer outra maneira. É a moeda que torna a trazer moeda,
gênero totalmente contrário a natureza.
Tokos, progenitura.
A usura faz com que o dinheiro sirva para aumentar-se a si mesmo.

ALGUMAS MANEIRAS PRÁTICAS DE ADQUIRIR

Ter conhecimento das coisas, antes de adquiri-las: saber quais são as


melhores, onde se encontram, e qual é a maneira mais vantajosa de obtê-las;
por exemplo, quais os melhores cavalos, os melhores bois, os melhores
carneiros, ou outros animais, em que regiões eles se dão bem como podemos
tê-los.
O mesmo acontece na agricultura: é preciso conhecer os diversos tipos
de terrenos virgens ou plantados; devemos saber que proveitos podem tirar
das abelhas, dos animais aquáticos.
Maneira de troca, a principal o comércio, em três maneiras:
- Navegação;
- Transporte por terra;
- Venda no próprio local.
Uma são mais segura, outras mais lucrativas.
Depois do comércio, vem o tráfico de espécies metálicas.
Trabalhos mercenários, sendo que uns dependem de alguma arte e
outros só requerem o trabalho corporal.
Exploração de madeira, das minas, e se divide em várias espécies.
Dentre estes diversos trabalhos, os mais excelentes pela arte são os
que menos devem ao acaso; os mais baixos, os que mais sujam o rosto e as
mãos; os mais servis aqueles em que o corpo trabalha mais do que o espírito;
os mais ignóbeis, os que não requerem nenhuma espécie de virtude.
Em geral, o monopólio é um meio rápido de fazer fortuna.
Os filósofos mostram sua sabedoria, dizendo o quanto sabem
enriquecer, se assim o quiserem, mas que eles não se importavam com isso,
ou seja, com o enriquecimento.
É bom que os que governam os Estados conheçam esse recurso, pois
é preciso dinheiro para as despesas públicas e para as despesas domésticas,
e o Estado está menos do que ninguém em condições de dispensá-los.

CAPÍTULO III
DOS PODERES MARITAL E PATERNAL

O pai de família governa sua mulher e seus filhos como a seres livres,
mas cada um de um modo diferente: sua mulher como cidadã, seus filhos
como súditos.
O macho está acima da fêmea, e o mais velho, quando atinge o termo
de seu crescimento, está acima do mais jovem, que ainda não alcançou sua
plenitude.
Na ordem política, obedece-se e comanda-se alternadamente.
Todos os homens livres são considerados iguais por natureza.
Quanto ao sexo, a diferença é indelével: qualquer que seja a idade da
mulher, o homem deve conservar sua superioridade.
A autoridade dos pais sobre os filhos é uma espécie de realeza.
Homero disse de Zeus:
“É o pai imortal dos homens e dos deuses, e, por conseguinte, o rei de todos
eles.”
Pois um rei se recebeu da natureza alguma superioridade sobre seus
súditos, continua a ter o mesmo gênero que eles, como os velhos com relação
aos jovens e como um pai com relação a seus filhos.

AS VIRTUDES PRÓPRIAS AOS DIVERSOS MEMBROS DA FAMÍLIA

Em geral, são necessárias as mesmas virtudes nos que comandam e


nos que obedecem, ou então outros?
É preciso, que ambos tenham virtudes, mas que suas virtudes tenham
caracteres diferentes, da mesma variedade que se observa nos seres nascidos
para obedecer.
Isto se vê imediatamente nas faculdades da alma.
Dentre estas, uma há que por sua natureza comanda – é aquela que
participa da razão – e outras que obedecem: são as que não participam dela.
Cada uma tem um tipo de virtude que lhe é próprio.
A maneira de comandar não é a mesma do homem livre ao seu
escravo, do marido à mulher, do homem adulto a seu filho.
Todos têm uma alma dotada das mesmas faculdades, mas de modo
diferente: o escravo não deve de modo algum deliberar; a mulher tem direito a
isso , mas pouco , e a criança, menos ainda.
Seguem suas virtudes morais a mesma gradação: todos devem possuí-
las, mas somente tanto quanto convém a seu estado.
Quem comanda deve possuí-las todas, no mais alto grau.
Sua função é como a do arquiteto; isto é, a da própria razão; os dos
outros se regulam pela conveniência.
Todos têm, portanto, virtudes morais, mas a temperança, a força, a
justiça não devem ser, como pensava SÓCRATES, as mesmas num homem e
numa mulher.
A força de um homem consiste em se impor; a de uma mulher, em
vencer a dificuldade de obedecer. O mesmo ocorre com as demais virtudes.
Um modesto silêncio é a honra da mulher ao passo que não fica bem
no homem.
Sendo a criança imperfeita e não podendo ainda encontrar em si
mesma a regra de suas ações sua virtude é ser dócil e submissa ao homem
maduro que cuida de seu acompanhamento.
O mesmo acontece com o escravo relativamente a seu senhor: é em
bem fazer o seu serviço que consiste a sua virtude; virtude bem pequena que
se reduz a não faltar aos seus deveres nem por má conduta, nem por covardia.
O que é indispensável examinar quando tratamos da política é que
todos eles o homem, a mulher, o pai e os filhos, todos fazem parte da família, e
a família faz parte do Estado. Ora, o mérito da parte deve referir-se ao mérito
do todo.
A educação das mulheres e das crianças deve ser da alçada do Estado,
já que importa à felicidade do Estado que as mulheres e as crianças sejam
virtuosas.

CONCLUSÃO

Aristóteles na introdução e no livro I trata da origem do Estado e


das pessoas que constituem a cidade (pólis), é utilizada a palavra Estado
num olhar contemporâneo, enquadrado pela tradução, uma vez que essa
noção de Estado enquanto nação é um olhar da modernidade.
Assim ele define o Estado como uma sociedade voltada para o
bem de todos; o Estado é uma sociedade política.
Utilizará um método, no qual consiste em pegar o todo, decompor
em partes, analisar cada efeito das partes e no final juntar com o todo,
para entender como acontece, e apreender os verdadeiros conceitos.
A formação da Cidade se dá pela união das pessoas, porque o
homem é condicionado a coletividade, a família é o governo doméstico. A
família é constituída pelo homem, a mulher, os filhos e os escravos. Esse
tipo de governo é diferente do governo público (Estado).
Aristóteles é favorável à escravidão, para ele é natural, ou seja, é
da natureza que nascem assim, os homens que devem servir e os que
devem comandar. Por isso, há hierarquia, o senhor manda no
escravo, que lhe deve obediência, e tudo ocorre naturalmente, uma vez
que a pessoa nasce com virtudes e características de obediência, e
outros nascem com virtudes de comando, e por isso são superiores.
Ambos possuem virtudes, porém se diferenciam na questão do poder e
controle.
A palavra é que dá ao homem, diferente dos outros animais, a sua
característica fundamental, que é ser sociável, animal cívico, a palavra
não é apenas o som da voz, mas é acima de tudo, o conhecimento
desenvolvido, e possibilidade de analisar e separar o bem do mal, o justo
do injusto.
O Estado é o todo, o governo doméstico (família) e os indivíduos,
estão abaixo do todo, ele examina como o corpo, no caso, o Estado é o
corpo e a família e os indivíduos são partes integrantes desse corpo.
Logo se desarticulados não irão funcionar.
Os Estados são formados pelas famílias. O conjunto das famílias
formaram as aldeias, e o conjunto de aldeias a CIDADE (pólis).
Há três tipos de poder na família são eles: despotismo, que é o
poder do senhor sobre o escravo; marital, que é o poder do homem sobre
a mulher; paternal, o poder do pai sobre os filhos.
Os bárbaros diferentes dos gregos não separam os escravos da
mulher, por isso possuem escravos de ambos os sexos.
Ocorre servidão natural, que é a escravidão. Aristóteles também
falará sobre a servidão convencional, que é a escravidão estabelecida
pela lei, que seriam estrangeiros que foram capturados, após conflitos,
mas sobre este fato faz a crítica de quê um homem de bom senso, não
tornará o derrotado, embora a coragem é sinônimo de superioridade, seu
escravo. Abordará a questão jurídica sobre o fato, os debates e
discussões sobre o caso.
O poder político deve ser participado por homens livres, ou seja,
cidadão.
Compara o governo doméstico a monarquia, uma vez que o poder
está nas mãos de uma única pessoa, do senhor (pai) e a monarquia o rei
comanda.
Para comandar tanto quanto para servir, acontece naturalmente e é
um talento.
Há dois tipos de aquisição a Econômica e a Crematística, a
primeira se refere a conquistar propriedades e bens somente para as
necessidades de sobrevivência, a segunda tem caráter lucrativo, e dá a
origem a troca, o comércio, a moeda, a usura.
TOKOS (progenitura) quer dizer que é a moeda que torna a trazer a
moeda, gênero totalmente contrário à natureza. O dinheiro faz aumentar o
próprio dinheiro.
Mostrará as maneiras de adquirir, os meios de troca que ocorrem
através da navegação, venda no próprio local ou transporte por terra;
quase tudo é arrancado do seio da terra. Os filósofos não se preocupam
em enriquecer, e é ai que mostram sua sabedoria, mas sabem o que se
deve fazer para o enriquecimento.
O pai tem poder sobre a mulher e os filhos, mas os governam
como pessoas livres. O macho está acima da fêmea. A mulher deve
obediência ao homem. Os filhos obedecem ao pai, os mais velhos
comandam os mais jovens.
A educação da mulher e das crianças fica por conta do Estado, já
que devem ser virtuosas.
LIVRO PRIMEIRO

DA SOCIEDADE CIVIL, DA ESCRAVATURA

DA PROPRIEDADE, DO PODER DOMESTICO

CAPITULO I

ORIGEM DO ESTADO E DA SOCIEDADE

Todo Estado é uma associação que se forma em vista de algum bem, já que os homens
nunca fazem nada senão em vista do que lhes parece ser bom. E o mais importante de
todos os bens deve ser o objeto da mais importante das associações e se chama Estado e
Associação Política.

Observando o desenvolvimento das coisas desde sua origem temos que em primeiro
lugar se unem de modo necessário os que não podem existir o um sem o outro como a
fêmea e o macho para a geração, e o que por natureza manda e o súbdito, para
segurança sua. Efetivamente o que é capaz de prever com a mente é naturalmente chefe
e senhor por natureza e o que pode executar essas previsões é súbdito e escravo por
natureza; por isso o senhor e o escravo têm o mesmos interesses.

A sociedade perfeita de várias aldeias é a cidade, que tem por assim o dizer, o extremo
de toda suficiência, e que surgiu por causa das necessidades da vida. A cidade é uma das
coisas naturais e o homem é por natureza animal social, e que o insocial por natureza e
não por casualidade ou é menos homem ou mais que homem.

O homem perfeito é o melhor dos animais, apartado da lei e da justiça é o pior de todos,
a pior injustiça é a que tem armas, e o homem está naturalmente dotado de armas para
servir à prudência e a virtude, mas pode usar para as coisas mais opostas. Por isso, sem
virtude, é o mais impío e selvagem dos animais e o mais lascivo e glotón. A justiça, em
mudança, é coisa da cidade já que a justiça é a ordem da sociedade civil, e consiste
em lhe discernimento do que é justo.

CAPITULO II

DA ESCRAVATURA

O Estado compõe-se sempre de famílias, os elementos da economia doméstica são


precisamente os da família mesma, que, para ser completa, deve compreender escravos
e homens livres.

Temos primeiro a autoridade do senhor, depois a autoridade conyugal, a autoridade dos


pais em frente a seus filhos e por último a aquisição da propriedade. A propriedade é
uma parte integrante da família, não é mas que um instrumento da existência, a
riqueza é uma porção de instrumentos e o escravo é uma propriedade viva, a
propriedade é simplesmente para o uso; a vida é o uso e o escravo só serve para
facilitar os atos que se referem ao uso.

O senhor é simplesmente senhor do escravo, mas não depende essencialmente dele; pelo
contrário, o escravo depende absolutamente do senhor. O que por uma lei natural não se
pertence assim mesmo, senão que, não obstante ser homem, pertence a outro, é
naturalmente escravo.

A autoridade e a obediência não só são coisas necessárias, senão que eminentemente


úteis. Alguns seres, desde o momento em que nascem, estão destinados, uns a obedecer,
outros a mandar. A obediência e a autoridade encontram-se em todo conjunto formado
de muitas coisas que conspiren a um resultado comum, estas condições a impõe a
natureza a todos os seres animados.

O ser vivo compõe-se de uma alma e de um corpo, feitos naturalmente aquela para
mandar e este para obedecer, para o homem de bem a alma manda e o corpo obedece,
mas o homem corrompido o corpo é o que manda e a alma é o que obedece.

Quando é um inferior a seus semelhantes, tanto como o são o corpo respeito da alma e o
bruto respeito do homem. Uns seres por natureza são livres e outros são naturalmente
escravos.

Anteriormente ser um escravo se era por lei, ao ser vencido na guerra, etc .

CAPITULO III

DA ADQUISICION DOS BENS

A aquisição dos bens, como vimos, isto é, comercial e doméstica, esta necessária e com
razão estimada, e aquela com não menos motivo desprezada, por não ser natural e assim
só resultado do tráfico, há fundado motivo para execrar a usura, porque é um modo de
aquisição nascido do dinheiro mesmo, ao qual não se dá o destino para que foi criado. O
dinheiro só devia servir para a mudança, e o interesse que dele se saca, lhe multiplica,
como o indica claramente o nome que lhe dá a língua grega. Os pais, neste caso, são
absolutamente semelhantes aos filhos. O interesse é dinheiro produzido pelo dinheiro
mesmo; e de todas as aquisições esta a mais contrária à natureza.

CAPITULO IV

CONSIDERACION PRATICA SOBRE A ADQUISICION DOS BENS

Os ramos práticos da riqueza consistem em conhecer a fundo o gênero, o local e o


emprego dos produtos. A prática consiste também em conhecer a agricultura e as terras
que devem ter aborlado, e aquelas em que não convém.

Quanto à riqueza que produz a mudança, seu elemento principal é o comércio, que se
divide em três ramos diversamente lucrativas: comércio marítimo, comércio terrestre e
comércio a varejo, e em segundo local o empréstimo a interesse, e em um terceiro
gênero de riqueza, que está entre a riqueza e a procedente da mudança é a exploração
dos bosques e a das minas.

Muitos governos têm necessidade, como as famílias, de empregar estes meios para se
enriquecer; e poderia ser dito que muitos governantes acham que só desta parte da
#governação devem ser ocupado.

CAPITULO V

DO PODER DOMESTICO

A administração da família descansa em três classes de poder: o do senhor, o do pai e o


do esposo. Manda-se à mulher e aos filhos como a seres igualmente livres, mas
submetidos a uma autoridade diferente. O homem, salvas algumas exceções contrárias à
natureza, é o chamado a mandar mais bem que a mulher, bem como o ser a mais idade e
de melhores qualidades é o chamado a mandar ao mais jovem e ainda incompleto. A
autoridade do pai sobre seus filhos é completamente regia, as afeções e a idade dão o
poder aos pais o mesmo que aos reis.

Quanto ao marido, à mulher, ao pai e aos filhos e a virtude particular da cada um deles,
os relacionamentos que lhes unem, sua conduta boa ou má, e todos os atos que devem
executar por ser loables ou que devem evitar por ser reprensibles são objetos de grande
importância. Efetivamente, todos estes indivíduos pertencem à família, bem como a
família pertence ao Estado, e como a virtude das partes deve ser relacionado com a do
conjunto, é preciso que a educação dos filhos e das mulheres este em harmonia com a
organização política, porque as mulheres compõem a metade das pessoas livres, e os
filhos serão algum dia os membros do Estado.

LIVRO SEGUNDO

EXAME CRITICO DAS TEORIAS ANTERIORES E DAS

PRINCIPAIS CONSTITUIÇÕES

CAPITULO I

EXAME DA "REPUBLICA'', DE PLATON

Os Estados devem ter as constituições imaginadas pelos filósofos.

A comunidade política deve compreendê-lo todo porque o Estado é uma associação,


uma unidade, cidade; e a cidade pertence em comum a todos os cidadãos.

A cidade compõe-se de indivíduos especificamente diferentes, porque os elementos que


a conformam não são semelhantes. A unidade só pode resultar de elementos de diversa
espécie, e assim a reciprocidad na igualdade é a salvação dos Estados (cidades), é o
relacionamento necessário entre os indivíduos livres ou iguais; porque senão podem
obter todos ao mesmo tempo o poder devem pelo menos passar por o, a idéia é que
todos, seja em qualquer momento ou período possam chegar ao poder.
Se uma cidade esta unida pode passar acima de uma nação, se está nação encontra-se
dispersa será vencida.

A diferença entre cidade e nação, a cidade é o Estado, é a sociedade civil constituída


com todas as leis necessárias para sua harmonia e existência; nação é a agregação, a
reunião dos homens em corpo, mas sem instruções fixas, sem relacionamentos
determinados e constantes que os mantenham politicamente unidos entre si. A
verdadeira sociedade política é a cidade.

Uma família baseia-se melhor assim mesma que um indivíduo e um Estado se baseia
melhor que uma família; já que o Estado não existe realmente senão desde o momento
em que a massa associada pode ser bastado e satisfazer todas suas necessidades.

O sistema que propõe Platón em sua obra é controvertible porque:

Emprega em sua obra a palavra TODOS, isto é generalizar. Significa tanto o um, como
o outro, o par como o ímpar. Por exemplo: é impossível fazer com que todos os
cidadãos queiram dizer o mesmo.

Outro inconveniente propõe-no Aristóteles, que é o pouco interesse que se tem pela
propriedade comum, porque a cada um pensa em seus interesses privados e cuida pouco
dos públicos.

O não ter propriedade privada, o comunismo no aspeto do amor e dos filhos, produz
efeitos opostos aos que as leis bem joga devem produzir.

Para Aristóteles o bem do estado é a união de seus membros, porque evita toda
disensión civil.

Aristóteles critica ademais que na "república", não tem cabida a propriedade e a afeção,
coisas que segundo Aristóteles, são dois grandes móveis de pedido e de amor.

CAPITULO 2

CONTINUACION DO EXAME DA REPUBLICA

Outra das questões que faz Aristóteles, é a de que a mancomunidad é só com


relacionamento ao chão ou só ao usufructo. O problema é que uns trabalham mais que

outros, e outros recebem mais que outros, etc.; por isto diz Aristóteles, que os
relacionamentos entre os homens, a vida e a comunidade são muito difíceis.

O estado e a família devem ter uma espécie de unidade, mas não uma unidade absoluta;
o estado complementado pelos costumes publica e sustentado por bem leis.

CAPITULO 3

EXAME DO TRATADO DAS LEIS DE PLATON


Neste capitulo, Aristóteles faz uma critica bastante acertada sobre as incoherencias de
Platón, nas que este ultimo pretende formar um estado justo, ao qual lhe faltam por
clarificar muitas considerações: a comunidade de mulheres e de filhos, o modo de
aplicar este sistema, a propriedade da organização do governo. Divide a massa dos
cidadãos em duas classes: os labradores, de uma parte e de outra, os guerreiros, uma
fração dos quais forma uma terceira classe, que delibera sobre os negócios do estado e
os dirige soberanamente. Sócrates esqueceu-se dizer se os labradores e artesãos devem
ser totalmente excluídos, e se têm ou não o direito de possuir armas e de tomar parte nas
expedições militares; em mudança, acha que as mulheres devem acompanhar aos
guerreiros ao combate e receber a mesma educação que eles. O resto do tratado
formam-no várias digresiones e certas considerações sobre a educação dos guerreiros.

Sócrates é muito conciso no relativo à constituição, em matéria de legislação afirma que


não devem ser perdido nunca de vista duas coisas: o chão e os homens. O sistema
político de Socrates nem é uma democracia nem uma oligarquía; é o governo
intermédio que se chama república, mas esta em um erro se acha que é a que mais se
aproxima a ter uma constituição perfeita.

CAPITULO 4

EXAME DA CONSTITUCION PROPOSTA POR FALEAS DE CALCEDONIA

É Faleas de Calcedonia o primeiro que sentou o princípio de que a igualdade de fortuna


era indispensável para os cidadãos.

Para Aristoteles, o remédio para combater a possível infelicidade dos indivíduos é "a
propriedade assim seja pequena, o habito do trabalho e a templanza" . Para encontrar

a felicidade em um mesmo a encontraremos na filosofia porque os demais prazeres não


podem ter local sem intermédio dos homens, o supérfluo e o desnecessário é a causa dos
grandes crimes.

O problema de Faléas é que não penso em que os homens somos por natureza
ambiciosos, e que ao ter queremos o possuir todo porque vimos que podíamos o fazer.
Então sua proposta só é garantia contra os crimes de pouca importância.

Segundo Aristóteles outras dos enganos de Faléas lhes chama à igualdade de fortunas, a
repartição igual de terras, única de que se ocupa; porque a fortuna compreende também
os escravos, os gados, o dinheiro e toda propriedade que se chama móvel.

CAPITULO 5

EXAME DA CONSTITUCION CRIADA POR HIPODAMO DE MILETO

Hipódamo foi quem inventa a divisão das cidades em ruas. Sua república compunha-se
de 10 mil cidadãos distribuídos em três classes: artesãos, labradores e defensores da
cidade, estes últimos faziam uso das armas. Dividia o território em três partes: uma
sagrada, outra publica e a terça possuída individualmente.

*A sagrada: devia subvenir às despesas do culto dos deuses.


*A pública: devia alimentar aos guerreiros.

*A porção individual: pertencia aos labradores.

Dizia também que as leis não podiam também não ser mais que três espécies, porque os
atos de justiça só podem proceder de três coisas (segundo ele): a injuria, o engano e a
morte.

Tribunal supremo e único: ao que iam as causas que se estimavam mau julgadas
composto por idosos nomeados por eleição.

Os magistrados deviam ser elegidos pelo povo e estes se encarregavam da vigilância


dos interesses gerais, dos assuntos estrangeiros, e da tutela dos órfãos.

CAPITULO 6

EXAME DA CONSTITUCION DE LACEDONIA

Nesta constituição a mulher é tomada em conta, coisa má para Aristóteles, porque a


mulher e sua desordem é uma mancha par o estado e arrasta todos os cidadãos ao amor
desordenado das riquezas.

Outra coisa, é a desproporción das propriedades, uns possuem muito e outros nada, de
modo que o território esta em mãos de poucos.

*É um governo desordenado.

*É um estado pobre pelo geral.

*Os costumes do povo são muito relaxadas. Mas para os cidadãos estão submetidos a
um regime algo severo, no que a maioria elude a lei em segredo a toda classe de
prazeres.

CAPITULO 7

EXAME DA CONSTITUCION DE CRETA

É similar à de Esparta (ou Lacedonia). É algo inferior à de Esparta.

*Obrigam a cultivar suas terras aos ilotas.

*As comidas são em comum telefonemas andrias.

*Governo: os magistrados chamados cosmos. Todos os cidadãos sem exceção têm voz
na assembleia pública, em cuja soberania consiste em sancionar os decretos dos
senadores e dos cosmos, unicamente.

Estes são tomados de famílias prestigiosas, privilegiadas. Para entrar ao senado é

preciso haver sido cosmo.


*É um governo médio, decaído, instável, porque ali só reina a violência.

CAPITULO 8

EXAME DA CONSTITUCION DE CARTAGO

Ao que parece tem uma constituição mais completa que a de outros estados. Este estado
possui instituições excelentes, nunca Cartago teve mudanças de

governo tem pesar do poder que lhe deu ao povo, e não conhece nem as revoltas, nem a
tiranía.

*A magistratura toma-se dentre os homens mais virtuosos.

*Os reis e o senado são em Cartago mais prudentes. Não toma seus reis de uma família
única, também não o toma de todas. São eleitos aqueles que tenham mérito para ocupar
o poder. Não se lhe dá muito poder aos reis.

*As funções públicas devem ser confiado aos mais capazes. O legislador deve
estabelecer a divisão de empregos e não permitir mais de um emprego por pessoa.

LIVRO TERCEIRO

DO ESTADO E DO CIDADÃO

TEORIA DOS GOVERNOS E DA SOBERANIA DO REINADO

CAPITULO 1

DO ESTADO E DO CIDADÃO

O estado bem como qualquer outro sistema completo e formado de muitas partes é o
estado um agregado de elementos chamados cidadãos.

Cidadão é aquele que desfruta da magistratura, isto é, que pertence à assembleia publica
e é juiz (tem domicílio e direito de entablar uma ação jurídica). É o cidadão da
democracia, o cidadão desfruta de verdadeiro poder.

O estado é cambiante, porque é uma espécie de associação composta por cidadãos


regidos por uma mesma constituição, sujeita a mudanças e modificações que tem sua
vez fazem com que o estado não fique idêntico. O estado forma-se de elementos
semelhante.

CAPITULO 2

CONTINUACION DO MESMO ASSUNTO

O cidadão é membro de uma associação, na que a cada um tem uma função diferente
em olha de um fim comum ao qual todos aspiram. A virtude do cidadão refere-se
exclusivamente ao estado.
O magistrado é quem tem a virtude do bom cidadão e a do homem de bem, é um ser
virtuoso e hábil. Por isto aos homens destinados a exercer o poder se lhes dava uma
educação especial. Mas a virtude dos cidadãos não é idêntica à do magistrado que os
governa. O talento de saber obedecer e mandar simultaneamente, é a virtude suprema do
cidadão. A virtude exclusiva do comando é a prudência e a virtude exclusiva da
obediência é a confiança.

CAPITULO 3

CONCLUSION

Uma constituição perfeita não admitiria nunca ao artesão entre os cidadãos, porque este
não pode descurar sua função e tomar ou participar no poder público.

Cidadão é aquele que vive na cidade.

Trabalhar para um indivíduo nas coisas indispensáveis da vida é um ser escravo,


trabalhar para o público é ser operário e mercenário.

A virtude do homem do bem e a virtude do cidadão são idênticas, em um estado o


cidadão e o homem virtuoso não são mais que um; e em outro estado separam-se. Não
todos são cidadãos pois este titulo pertence ao homem político pois o que se ocupa,
pessoal ou coletivamente dos interesses comuns.

CAPITULO 4

DIVISION DOS GOVERNOS E DAS CONSTITUIÇÕES

A constituição é a que determina com relacionamento ao estado a organização de


regular todas as magistraturas, sobretudo a soberana; e o soberano da cidade é em todas
partes o governo, que o governo é pois a constituição mesma.

Temos que o poder do senhor tem por objeto direto a utilidade do dono mesmo e por
fim acidental a vantagem do escravo, porque ao se destruir o escravo, o poder do senhor
desaparece com ele.

O poder do pai ou doméstico sobre os filhos, a mulher, tem por objeto o interesse de
administrá-los, isto é, um interesse comum aos mesmos e ao que os rege.

Nos poderes políticos quando a perfeita igualdade do os cidadãos, que são todos
semelhantes e constituem a base deles, todos têm o direito de exercer a autoridade
sucessivamente.

Todas as constituições que buscam o interesse geral são "puras", porque praticam
rigorosamente a justiça.

CAPITULO 5

DIVISION DOS GOVERNOS


O governo deve ser representado por um indivíduo, ou por uma minoria, ou pela
multidão dos cidadãos em busca do bem de todos.

*Reinado: chama-se quando a monarquia ou governo de um só tem por objeto o


interesse geral.

*Aristocracia: chama-se quando ao governo da minoria não quer estar limitado a um só


indivíduo, e se lhe chama assim porque o poder esta em mãos dos homens de bem, já
porque o poder não tem outro fim que o maior bem do estado e dos sócios.

*República: quando a maioria governa em bem do interesse geral.

* A Tiranía (Reinado): É uma monarquia que só tem por fim o interesse pessoal do
monarca.

*A oligarquía (Aristocracia): Tem em conta tão só o interesse pessoal dos ricos.

*A demagogia: Tem em conta o interesse pessoal dos pobres com exclusão dos ricos.

O que distingue essencialmente a democracia da oligarquía é a pobreza e a riqueza.


Onde quer que o poder este em mãos dos ricos, sejam maioria ou

minoria, é uma oligarquía; e onde quer que este em mãos dos pobres em uma
demagogía.

A associação política tem por fim não só a existência material de todos os sócios, senão
também sua felicidade e sua virtude.

Seu único objeto não é só a aliança ofensiva e defensiva entre os indivíduos nem seus
relacionamentos mútuos, nem os serviços que podem reciprocamente se fazer, porque
então seria um Estado conglomerado unicamente a graça das anteriores questões quando
uma associação é tal que a cada um só vê o Estado em sua própria casa, e a união é só
uma simples une contra a violência, não há cidade, vendo desde perto, os
relacionamentos da união não são neste caso mais que as que há entre indivíduos
isolados.

A cidade é a organização ou associação de bem-estar e da virtude, para bem das famílias


e para todos os habitantes com o fim de atingir uma existência completa.

A associação política também tem por fim a virtude e a felicidade dos indivíduos e não
só a vida comum.

CAPITULO 6

DA SOBERANIA

A soberania deve residir nas leis fundadas na razão, estreito relacionamento entre as leis
e a constituição. Para saber a quem pertence a soberania, deve ser tido em conta as
condições verdadeiramente políticas, e não outras, quaisquer que elas sejam: a nobreza,
a liberdade, a fortuna, a justiça, o valor militar, a ciência, a virtude - insuficiência das
pretensões exclusivas: a igualdade é, de modo geral, o fim que o legislador deve ser
proposto a fim de conciliar aquelas.

CAPITULO 7

CONTINUACION DA TEORIA DA SOBERANIA

A política, como toda ciência ou arte tem um fim; como a mais alta ciência tem o fim
mais alto: a justiça, ou seja o bem comum. Para alguns a justiça é a igualdade. Mas a
igualdade só deve reinar entre iguais. Como deve ser repartido o poder político? Sem
dúvida, à hora de repartí-lo, se terá em conta a nobreza, a liberdade e a fortuna (todas
condições necessárias para ser cidadão) e não a talha a cor do cabelo, ou a leviandade
nas carreiras. Também se terá em conta em valor guerreiro e a justiça, pois ambas coisas
são favoráveis à estabilidade e progresso do estado, e especialmente, à ciência e a
virtude. A igualdade e a desigualdade completa são injustas tratando-se de indivíduos
que não são iguais ou que só são desiguais em algum conceito.

O conceito de virtude "" volta tem surgir agora estreitamente unido ao de razão. O
maior poder político deve recair no homem mais virtuoso (a virtude política é a justiça
social); a soberania resida nas leis dadas pela razão. Mas esta virtude política não é só
sabedoria, ciência, senão honradez, prudência, e justiça.

CAPITULO 8

CONCLUSÃO DA TEORIA DA SOBERANIA

Conquanto o estado, um indivíduo ou uma minoria deles tivessem tal superioridade do


mérito que todos os demais juntos não pudessem concorrer com eles, tais indivíduos
não podem ser confundidos na massa de cidade. Reduzir à igualdade comum, quando
são tão desiguais, superiores, é lhes fazer uma injuria. Seria ridiculo submeter à
constituição: a lei não se fez para eles senão eles são a lei. Este é a ordem do ostracismo.
A estes homens, superiores em virtude, não se lhes deve desterrar; também não reduzir à
obediência. Para ser que o único caminho que resta é se submeter de bom grau a um
homem e o tomar por rei enquanto viva.

O ostracismo é um sistema de eliminar a quem revelando-se demasiado poderosos,


chegam a constituir um perigo para a sociedade ou simplesmente para os governantes.
Em princípio foi usado pelos atira-nos. Todo o poder destes estava em função de outras
famílias. Quando alguém destacava, por sua fortuna ou por seu sucesso popular, já era
perigoso. O ostracismo também foi usado em estados democráticos, a fim de manter a
igualdade.

CAPITULO 9

TEORIA DO REINADO

Existem diversos tipos de reinado:

* O dos tempos heróicos


* O tipo de reinado dos bárbaros

* A tiranía

* O reinado Espartano

* No que o rei se ocupa de tudo, da administração do estado

CAPITULO 10

CONTINUACION DA TEORIA DO REINADO

Das cinco formas de reinado Aristóteles decide-se tem examinar só a última. Como
primeiro ponto: É preferível que o poder resida nas leis ou em um indivíduo justo e
virtuoso? Como a lei é impassível, enquanto a alma humana, inclusive a do homem
mais justos, é apasionada, aquela deve decidir os casos gerais. A lei deve ser soberana.
E sobre aqueles casos particulares sobre os que a lei cale? Pode ser optado por dois
caminhos que o rei decida sobre esses casos ou que resolva a maioria dos cidadãos. Há
que ter em conta que uma coisa em quantidade é sempre menos corruptible.

CAPITULO11

CONCLUSÃO DA TEORIA DO REINADO

Aristóteles #salientar que há outras leis, precisamente aquelas que emanam dos
costumes do povo, as quais são mais sábias que as que possam dar qualquer soberano.
São bem mais poderosas e importantes que todas as leis escritas e não correm o perigo
de ficar antiquadas ou fora de local, pois recolhem a vontade do povo. São, pois, as leis,
tanto as escritas como as que impõem os costumes, as que possuem a soberania. Só há
uma exceção: "Quando uma raça, ou inclusive um indivíduo sobressai tanto em virtude,
deve exercer o poder e ser eleito rei absoluto". Em tal caso o ostracismo é iniquidad e
submeter ao nível comum um crime.

CAPITULO 12

SOBRE O GOVERNO PERFEITO

Das três formas perfeitas de governo, Monarquia ou reinado, aristocracia e democracia,


a melhor será aquela que conte com os melhores chefes, seja este um indivíduo superior
em virtude, seja uma raça ou uma multidão. Também seja demonstrou que em tais
regimes a virtude privada e a virtude como cidadão, coincidem, são a mesma coisa.
Como queira que a virtude do indivíduo privado, é sempre, seja qual for o governo, a
mesma, se deduze que a virtude do cidadão, e por tanto a educação e os costumes, são
poucos ou mais menos as mesmas, em qualquer regime.

LIVRO QUARTO

TEORIA GERAL DA CIDADE PERFEITA

CAPITULO 1
DA VIDA PEREFECTA

A cada estado faz possível um determinado tipo de vida. Será melhor aquele que faça
possível o gênero de vida que desfrute de todas as preferências, isto é aquele que facilite
o desfrute da mais perfeita felicidade. Os bens que o homem pode desfrutar são de três
classes: bens exteriores, bens do corpo e bens da alma. A felicidade consiste em poder
desfrutar de todos eles. Mas há uma hierarquia entre estes bens: os mais altos são os da
alma, os quais não se conseguem por casualidade. Segundo as leis da natureza os bens
exteriores só são apetecíveis em interesse da alma e não ao inverso. Por outra parte, a
posse de bens exteriores não garante a obtenção dos bens da alma, sendo estes os que
fazem possível a obtenção de riqueza e bem-estar.

CAPITULO 2

DA FELICIDADE COM RELACIONAMENTO Ao ESTADO

Coincide a felicidade individual com a felicidade com respeito ao estado? Parece ser
que se, pois segundo se faça consistir a felicidade do indivíduo na riqueza, no poder ou
na virtude se dirá que um estado rico, tiránico ou virtuoso, respetivamente, é ditoso.
Qualquer estado para ser perfeito, deve fazer possível a todos seus súbditos o exercício
da virtude. Mas os partidários mais sinceros em todas as épocas da virtude abraçaram
uma destas duas ocupações: a política ou a filosofia.

CAPITULO 3

DA VIDA POLITICA

Certas pessoas preferem a vida política, outros valorizam a vida privada. Desde depois,
mais valha ser livre que senhor de escravos. Mas a autoridade do político sobre os
governados não é como a do amo sobre o escravo. Por outra parte, a felicidade só se
encontra na atividade, pois a felicidade consiste em fazer bem.

CAPITULO 4

DA EXTENSION QUE DEVE TER O ESTADO

Não o médico de maior estatura é o melhor médico. Há que olhar a qualidade, a virtude.
No caso do estado não há que olhar a terra nem o número de homens: há que olhar o
poder.

A lei é determinação de uma verdadeira ordem: as boas leis produzem a boa ordem.
Mas a ordem é impossível em uma multidão para julgar os negócios, para repartir os
cargos e funções segundo os méritos. É preciso que os cidadãos reconheçam entre si e
se apreciem mutuamente. E isto é impossível em uma cidade populosa. Ademais,
amparando na multidão. Os escravos e estrangeiros usurpariam o direito de cidadãos. O
número mais adequado é o maior possível para abastecer todas as necessidades da
existência, mas não tão numerosos que dificulta a inspeção e a vigilância, que impeça
um estreito conhecimento entre os cidadãos.

CAPITULO 5
DO TERRITÓRIO DO ESTADO PERFEITO

Uma caraterística do estado é a independência e para isto deve ser autosuficiente


economicamente, tem de ter, pois, uma extensão e fertilidad suficiente para o
abastecimento de toda a população. Mas não é conveniente que seja tão grande que não
possa ser vigiado e abastecido facilmente. Sua posição: a mais favorável para defender-
se, a a mais difícil acesso ao inimigo

CAPITULO 6

DAS QUALIDADES DO CIDADÃO

Os povos de clima frios, incluída a Europa, são valentes mas pouco inteligentes: amam
a liberdade mas são indisciplinables politicamente. Os povos de Asía são mas
inteligentes e artistas, mas falta-lhes coração. Os gregos, embora há diferença entre as
diferentes cidades, reúnem as vantagens de uns e outros: são inteligentes, valorosos e
com coração. É o coração quem impulsiona o amor à liberdade e à dominação, quem se
alça em cólera (esta cólera é perfeitamente racional) mais intensa se a injuria vem de um
amigo.

CAPITULO 7

DOS ELEMENTOS INDISPENSÁVEIS PARA A CIDADE

A cidade é uma associação de seres iguais para conseguir uma vida ditosa, a felicidade,
bem supremo, consiste no exercício e aplicação completa da virtude. Mas na ordem
natural das coisas a virtude esta desigualmente repartida entre os homens, alguns dos
quais têm muito pouco ou nenhuma. Esta desigualdade, em virtude, é a origem das
diferenças entre os diferentes estados. Agora bem, todo estado, para existir, deve possuir
seis elementos indispensáveis. Estas coisas básicas para a existência da cidade são:
subsistencias, artes, armas, riquezas, culto divino e juízes.

CAPITULO 8

ELEMENTOS POLITOS DA CIDADE

Como repartir as funções na cidade? Os cidadãos se absterão de realizar o comércio e os


trabalhos manuais, ocupações contrárias à virtude. Se ocuparão exclusivamente da vida
política, em suas duas fases: fase guerreira, reservada nos jovens por requerer vigor:
fase judicial ou legislativa, para os idosos, por requerer prudência e sabedoria. O culto
divino também é de sua incumbência: só aos cidadãos pertence o serviço dos deuses.
Não se dedicarão à agricultura. Os artesãos e labradores, sem direito político, realizarão
os trabalhos manuais e a agricultura, devendo ser escravos, pois A propriedade das
terras deve estar em mãos dos cidadãos livres.

CAPITULO 9

ANTIGUIDADE DE CERTAS INSTITUIÇÕES POLITICAS


A divisão dos homens por classes vem do Egito, da época do faraó Sesosiris (uns 1800
anos antes de Cristo). É preciso seguir a nossos predecessores em todo aquilo em que
fizeram bem.

O território deve ser dividido em duas partes, uma delas: propriedade pública,
trabalhada por escravos propriedade do Estado, cujos benefícios se dedicam por um
lado ao culto e por outro às comidas em comum; a outra parte do território reparte-se
entre os cidadãos, dando-lhes um pedaço na fronteira e outro cerca da cidade, a fim de
que tenham o mesmo interesse em defender a propriedade contra os inimigos. Estarão
trabalhadas por escravos de propriedade particular. É conveniente que não sejam todos
os escravos do mesmo país, para impedir que subleven e portanto têm de se repartir de
várias procedências.

CAPITULO 10

DA SITUACION DA CIDADE

A cidade perfeita deve ser construído em um local salubre. A saúde é muito importante
e a água favorece-a em sumo grau. As casas devem ser construído tendo em conta o
conforto e a fácil defesa. São indispensáveis as muralhas, com abundantes torres e
postos de guarda. De modo geral deve ser #ter# como norma uma fácil saída para seus
habitantes e uma difícil escalada do inimigo.

CAPITULO 11

DOS EDIFÍCIOS PUBLICOS E DA POLICIA

Na cidade perfeita os edifícios sagrados, dedicados ao culto, deverá poder ser visto
desde os quartéis da cidade. Ante ele estará a Praça Pública, limpa, silenciosa, à que não
têm entrada os artesãos, labradores, nem indivíduos de tal classe. Nela os homens de
idade madura se dedicarão aos exercícios gimnásticos. Longe desta praça terá outra
dedicada ao tráfico de mercadorias. As comidas dos pontífices, encarregados do culto,
terão local nos templos; a dos magistrados ou cidadãos encarregados de falhar todos os
litígios, se realizarão em algum local próximo da Praça Pública.

CAPITULO 12

DAS QUALIDADES DOS CIDADÃOS

Todos os homens aspiram, têm como fim, a felicidade, que não é outra coisa que a
prática completa da virtude absoluta. Este fim é, em si mesmo, bom, mas não a todos
lhes está permitido o conseguir. Para isso se requerem certas condições. Já que um
estado será virtuoso só se todos os cidadãos o são, convém dizer as condições que fazer
possível ao cidadão chegar à virtude. Estas coisas são três: a natureza, o costume e a
razão. Primeiramente é necessário que a natureza nos faça homens, e não outra espécie
de animais; ademais, é necessário que conceda certos dons corporales e espirituais. Mas
às vezes estes dons naturais não bastam e é necessário modificar as qualidades naturais
pelo costume, bem seja a corrompendo ou a melhorando. Por fim, o homem conta com
a razão para influir sobre a natureza e os hábitos.
CAPITULO 13

DA IGUALDADE E DA DIFERENÇA ENTRE Os CIDADÃOS

Em toda associação política há chefes e subordinados. Cabe perguntar-se: São a


autoridade e a obediência alternativas ou vitalicias? Sem dúvida alguma, já que se trata
de cidadãos livres, deve existir alternativa no comando e na obediência. A melhor forma
de alternância é a baseada na idade, pois assim se evitam os ciúmes e a vaidade, já que
todos estão seguros de poder seguir na maturidade tal prerrogativa. Agora bem, como
um e outros vão desempenhar funções diversas lhes corresponde diferente educação, a
qual será determinada pelo legislador.

CAPITULO 14

DA EDUCAÇÃO DOS FILHOS

A primeira infância dura até os sete anos, em duas etapas, a primeira até os cinco. Os
meninos devem tomar muito leite e nada de álcool. Deve-se-lhes ir acostumando ao frio,
mas sem fadigas. Deve ser impedido que tenham contato com escravos e com eternos
ou pinturas obscenas.

Desde os sete anos há duas etapas, uma até a pubertad e a outra até os vinte anos. A vida
não deve ser considerado por septenarios, senão por divisão natural.

O interesse que Aristóteles dá à educação se reflete na precisão e abundanacia de


detalhes que expõe, chega inclusive a se propor se é ou não conveniente proibir aos
meninos chorar e dar gritos.

LIVRO QUINTO

DA EDUCAÇÃO À CIDADE PERFEITA

CAPITULO 1

CONDIÇÕES DA EDUCACION

Os costumes da cada cidade ajudam ao Estado a manter-se. Os costumes democráticos


favorecem a democracia; as oligárquicas, a oligarquía, etc. De aqui que o legislador
deva ser preocupado da educação dos meninos do que devem ou não fazer. A educação
deve ser idêntica para todos eles, ou seja, deve ser pública,

por conta do Estado. Pois o indivíduo como parte do Estado, deve estar em harmonia
com as outras partes.

CAPITULO 2

COISAS QUE DEVE COMPREENDER A EDUCACION

Deve ser aprendido só coisas úteis. Mas estas coisas úteis podem ser de dois tipos:
liberais e servis. Estas últimas são próprias de artesãos e nenhum homem livre deve
aprendê-las. Nenhum ofício que possa desfigurar o corpo, nenhum ofício de assalariado
ou que tire o pensamento da virtude será aprendido por homens livres. Há que aprender
o necessário para utilizar bem nossa atividade, mas também para empregar
adequadamente nosso lazer. Como o homem livre é o único que tem tempo livre e como
ocupar este lazer é necessário, de aqui que precise uma educação especial. Só a música
é digna ocupação do lazer, pois o jogo é mais bem próprio da atividade, já que serve
para as penalidades do trabalho.

CAPITULO 3

DA GIMNASTICA COMO ELEMENTO DA EDUCAÇÃO

Há certas coisas que devem ser ensinado aos homens, umas são úteis, outras belas. Estas
últimas são as próprias do homem livre, a gimnástica é uma delas, já que a educação
deve formar o corpo e a alma. Mas a experiência a demonstrado que é necessário formar
antes os costumes que a razão e o corpo que o espírito. De onde se segue que é preciso
submeter os jovens à arte da pedotribia e à gimnástica: Aquela para tentar ao corpo uma
boa constituição; esta, para que adquira soltura. A gimnástica, pois é necessária para a
educação, mas tem um limite. Não deve ser caído no erro espartano, que levando ao
excesso a robustez física converte seus guerreiros em ferozes. O valor não é próprio dos
mais selvagens, senão dos generosos.

CAPITULO 4

DA MUSICA COMO ELEMENTO DA EDUCACION

A educação do homem livre deve abranger todo aquilo que conduza à virtude, devemos
nos perguntar sim a música conduz a ela. Geralmente considera-se que a música conduz
à virtude, produz um prazer nobre e charuto e tenta descanso à inteligência.

Podemos acrescentar que o lazer não convém durante a infância, nem nos anos que a
seguem: o lazer é o termo de uma carreira, e um ser incompleto não deve, enquanto o
seja, se parar.

CAPITULO 5

CONTINUACION DO RELATIVO À MUSICA COMO ELEMENTO DA


EDUCAÇÃO

A música é uma ciência, um jogo, ou um pasatiempo. É agradável, produz um prazer e


serve para empregar o tempo de descanso. Por estas qualidades já merece ser incluída
na educação. Mas, além deste prazer vulgar de desvio serve aos homens para mudar
seus sentimentos. O ritmo e o canto, a música são uma limitação direta das sensações
morais. Segundo o ritmo e o canto, o homem pode sentir cólera, amor, etc. Este poder
moral da música baseado na harmonia e o ritmo que são coisas inerentes à natureza
humana lhe dá seu valor pedagógico.

CAPITULO 6

CONTINUACION DO RELATIVO À MUSICA


É conveniente que os jovens aprendam a usar certos instrumentos pois se não se
aprende a ciência da música não pode ser desfrutado tão puramente do pacer que
fornece. A diferença entre o homem livre que aprende a executar a música e o artista
profissional a salário se nota no tipo de ritmos e na classe de instrumentos que toca. De
todas formas, a música não deve ser um obstáculo para aprender os outros
conhecimentos, nem sequer aqueles referentes aos exercícios do corpo.

CAPITULO 7

CONCLUSÃO DO RELATIVO À MUSICA

A música pode ser usada de dois modos para dois fins: Ou bem para se melhorar
moralmente graças a essa propriedade da harmonia e o ritmo para suscitar sentimentos
puros e nobres; ou bem para excitação grosseira. Esta última prática da música é própria
de mercenários mas não de homens livres. A cada qual só encontra prazer em uma
música determinada, de acordo com o cultivo de sua alma.

LIVRO SEXTO

DA DEMOCRACIA E DA OLIGARQUIA DOS TRÊS PODERES:

LEGISLATIVO, EXECUTIVO E JUDICIAL

À ciência corresponde-lhe considerar qual é a melhor constituição política e o caráter


que deve ter de acordo com nosso ideal e também o regime que deriva de um suposto
dado, isto é que se implante fácil e comummente às cidades.

As leis devem estar baseadas na constituição.

*Constituição: É a organização dos poderes das cidades, de que maneira se distribuem,


a qual deve ser na cidade o poder soberano, também qual é o fim da comunidade,
enquanto as leis regulem o modo como os governantes devem governar e guardar a
ordem legal contra os transgresores.

Governo Retos: Monarquia, Aristocracia e República.

Governos Desviados: Tiranía, Oligarquía e Demagogia.

Há várias formas de governo porque em toda cidade há verdadeiro número de partes:

1. Esta composta por famílias

2. Há ricos, pobres e classe média.

3. Há camponeses, comerciantes e operários.

4. Há diferença de riqueza.

A constituição organiza poderes que se distribuem em proporção à influência dos que


participam no poder ou por alguma igualdade que lhes seja comum.
A cidade para Aristóteles deve estar organizada assim:

1. Labradores: São a massa, o povo que se ocupa da alimentação.

2. Operários: Grupos dedicados às artes e ofícios sem os quais é inhabitable a cidade.

3. Comerciantes: Compram e vendem por atacado.

4. Jornaleros.

5. Militares.

6. Os que desempenham a justiça judicial e a classe deliberativa ou política.

7. Os ricos: Com sua fortuna servem à comunidade.

8. Servidores públicos públicos, magistrados.

CAPITULO 4

ESPÉCIES DIVERSAS DE DEMOCRACIA

1.Baseia-se no princípio igualitario, sua legislação consiste em uma igualdade de


preeminencia entre pobres e ricos, ambos têm igual soberania e estão ao mesmo nível.

2. É na que os magistrados se distribuem de acordo com os censos tributários, de modo


que como são reduzidos, só os que têm as propriedades podem participar no governo.

3. É onde podem participar do governo os cidadãos cuja ausência seja objetable mas em
última instância governa a lei.

4. O povo é soberano e não a lei, há decretos da assembleia, graças aos demagogos, e é


uma forma de tiranía.

CAPITULO 5

ESPÉCIES DIVERSAS DE OLIGARQUIA

1. Só podem aspirar ao poder quem excedam uma taxa ou renda suficiente alta como
para ser inalcanzable pelos pobres.

2. Além do censo, os magistrados têm direito a eleger a seus próprios membros.

3. Aquele em que os cargos se herdam.

4. Aquele em que a soberania passa aos magistrados.

CAPITULO 6

IDÉIA GERAL DA REPUBLICA


A república é uma forma de governo misto, uma combinação de democracia e
oligarquía. A base da democracia é a igualdade. Esta aspiração à igualdade abrange três
elementos; Igualdade em liberdade, em riqueza ou em mérito. A combinação dos
primeiros elementos é a república, pois não fica bem longe da aristocracia.

É um governo no que se tenta unir a liberdade dos cidadãos próprio da democracia, com
certos privilégios da riqueza próprio da oligarquia.

CAPITULO 7

MAS SOBRE A REPUBLICA

Terá tantos tipos de república como combinações sejam possível. De todos eles os mais
importantes são:

a. Pode ser reunido a legislação de ambas (Democracia e oligarquia) em torno de uma


matéria dada.

b. Pode ser construído uma legislação de tipo médio entre ambas.

c. Podem ser tomado simultaneamente ambas legislações a leis da cada uma

PODER LEGISLATIVO

Todos os estados possuem três partes, e as diferenças entre eles provêm da diferente
organização das mesmas. Estas partes são:

A assembleia geral

Os magistrados e

Os juízes.

PODER EXECUTIVO

Estes são os eleitores, os candidatos e o modo de eleição.

PODER JUDICIAL

São os Tribunais.

LIVRO SEPTIMO

DA ORGANIZAÇÃO DO PODER NA DEMOCRACIA E NA OLIGARQUIA

Embora chega-nos baixo o título de Sobre "a Organização do poder na democracia e na


oligarquía" não passa de ser um complemento do livro sexto. Tem mais baixo nível
teórico que este, dedicando aos detalhes práticos como um resumo das experiências
políticas recolhas do exame dos Estados conhecidos.
Também abordam neste livro o estudo das magistraturas, seu número e atribuições.

CAPITULO 1

DA ORGANIZAÇÃO DO PODER NA DEMOCRACIA

A liberdade é o princípio da democracia. E o fundamento de todo o direito político é a


mesma igualdade. Esta igualdade pode ser entendido referida ao mérito ou referida ao
número. Em sentido democrático conta o número. A primeira consequência política,
pois, é a alternativa em e comando; a seguinte, que a soberania reside no povo, na
Assembleia geral que é quem a resume.

Todos os cidadãos são eleitores e candidatos, nenhum cargo será vitalicio.

Bem como a oligarquía considera que a justiça está nas decisões dos ricos - pois a
riqueza é a base da política- para a democracia a justiça a constitui a maioria. E se a
primeira conduz à tiranía, a democracia conduz à demagogia.

Quando Aristóteles estabelece a liberdade como princípio da democracia aponta ao


direito do cidadão a viver como lhe agrade, a respeitar só na medida que é respeitado, a
obedecer na medida que pode mandar.

CAPITULO 2

CONTINUACION DA ORDENACION DO PODER NA DEMOCRACIA

A classe mais apropriada para estabelecer um governo democrático é a dos labradores.


Quando a gente vive da agricultura e da criança do gado, como geralmente carece de
grandes riquezas e precisa trabalhar duramente; preocupam-se mais de trabalhar que de
governar. São muito poucos os que podem ser permitido o dedicar parte de seu tempo às
tarefas do Estado. De modo que a maioria dos cidadãos contentam-se com saber-se
homens livres, deixando em mãos dos mais dotados as tarefas do governo do Estado.
Sentem-se confiados em quem governam-lhes, pois eles mesmos, desde a Assembleia
Geral, lhes elegem. A missão da Assembleia, reduz-se às questões mais importantes, à
eleição dos magistrados e os juízes, a exigir a estes responsabilidade, à intervenção das
contas gerais do Estado, etc. Inclusive reúne-se de vez em quando, pois os agricultores,
ocupados em seus trabalhos não podem assistir com frequência. Outra classe muito alta
para a democracia é a dos pastores. Em mudança a dos artesãos, mercenários e operários
não favorecem nada.

CAPITULO 3

CONTINUACION DO RELATIVO À ORGANIZAÇÃO DEMOCRATICA

Se instaurar um governo democrático é difícil, o é mais ainda o fazer duradouro. Para


tal fim o legislador deverá ter presentes certas coisas. Uma delas referente aos arrestos.
Convém que os bens confiscados não sejam repartidos entre os cidadãos, a fim de evitar
falsas acusações e depoimentos perversos. Se a cidade é muito populosa, como será
impossível a assistência frequente de todos os cidadãos, a não ser que se pague a quem
coincidam, deverá ser reunido a Assembleia de vez em quando.
Neste capítulo tudo são advertências e conselhos para sacar adiante um governo
democrático. O fato da frequência com que se reúna a Assembleia preocupa a
Aristóteles. Para que possam assistir assiduamente os cidadãos é preciso que estes
vivam do Estado, isto é, que se lhes pague por assistência.

CAPITULO 4

DA ORGANIZAÇÃO DO PODER NAS OLIGARQUIAS

As constituições políticas, quanto mais más são mas cuidados e prudência exigem. A
oligarquía é de por sim mais instável que a democracia e que a república, e quanto mais
despótica seja a oligarquía mais preocupações exige. Em qualquer delas deve ser
tentado, uma vez, estabelecidos os censos para diferentes magistraturas e tribunais, os
indivíduos com direitos políticos, aptos para ocupar os postos do governo, seja mais
numeroso que os eliminados por não possuir o nível de riqueza estabelecido. Ademais,
quando se ocuparam as principais magistraturas, os eleitos deverão fazer grandes
despesas em edifícios, festas, melhorias da cidade. Dê este modo não somente
ganhassem o contente do povo, que receberá com agrado o embellecimiento da cidade e
o alívio de suas necessidades, senão que também conseguirão anular sua ambição, pois
não terão inveja de ocupar uns postos que exigem tão alto preço.

CAPITULO 5

DAS DIVERSAS MAGISTRATURAS INDISPENSÁVEIS Ou UTILES À


CIDADE

As principais magistraturas necessárias em qualquer estado, são as que se ocupam do


culto, da guerra, dos impostos e despesas públicas, da vigilância e abastecimento do
mercado. A polícia (da cidade, do porto, do campo e do monte), os tribunais, arquivos
de processos judiciais, a execução das sentenças, a vigilância dos cárceres, a
intervenção das contas públicas, etc. A cada uma delas pode ter divisões ou estar
organizada de diferente modo, segundo as condições do estado.

LIVRO OITAVO

TEORIA GERAL DAS REVOLUÇÕES

A demagogía surgiu sempre pelo esforço em generalizar, em fazer absoluta uma


liberdade que só era real e positiva: a oligarquía, do mesmo modo nasce pelo desejo de
generalizar e absolutizar uma desigualdade que só é real em algum conceito. A
desigualdade é sempre a causa das revoluções, quando aqueles que suportam a situação
mais baixa não têm compensação alguma. Todas as revoluções se fazem para conquistar
a igualdade. Os únicos que poderiam ser revelado justamente por este conceito seriam
os cidadãos de mérito superior, mas estes não acostumam tem usar este direito natural
de insurrección.

As revoluções pode aspirar a substituir uma constituição por outra: Substituir uma
democracia por uma oligarquía, por exemplo. Outras vezes pretende-se é conquistar o
poder
Dois são as causas principais que Aristóteles insiste permanentemente:

*A negligencia dos governantes

*O acrecimiento desproporcionado

Os mais perigosos são os chefes de estado. Por uma pequena coisa que lhes afete já há
gravidade. De modo geral, todo aquele que conseguiu para sua pátria um triunfo, sejam
indivíduos particulares, sejam magistrados ou tribos ou famílias, constituem um foco de
sedición dentro do estado.

O povo não se subleva contra si mesmo, sem dúvida. De modo que nas democracias se
sublevan os ricos. A causa está nos demagogos de caráter turbulento, que
constantemente denunciam aos particulares, obrigando aos ricos a se reunir para
conspirar. Estes embora sejam rivais, são ante um perigo em comum. Pois os
demagogos arrastam ao povo pedindo e exigindo dos ricos que repartam suas terras, que
sufraguen as despesas públicas.

Nas Oligarquías há dois tipos de revoluções:

UMA: O povo que se tem oprimido se deixa guiar pelo primeiro defensor, pelo primeiro
que se presente a seu auxílio.

SEGUNDA: É a quem lança-se à insurrección é um, ou vários poderosos, seja para


melhorar suas posições no seio da minoria dirigente, seja para estabelecer uma
oligarquía ainda mais reduzida.

Nas aristocracias as causas das sublevaciones são de modo geral, semelhantes à


assinalada para a oligarquía. Em umas e em outras as funções publica estão em mãos de
uma minoria. Daquele que bastará o descontentamento da massa de cidadãos afastados
do poder para causar a instabilidade. Outro motivo dá-se quando algum homem
eminente, a quem ninguém supera em virtude, é ofendido por quem ocupa um cargo
político superior.

Socrátes fala também na REPUBLICA, das revoluções, mas não trata bem esta matéria.
Não fixa nenhuma causa especial das mesmas na República perfeita, no governo
modelo. A seu parecer, as revoluções procedem de que nada neste mundo pode subsistir
eternamente, e que todo deve mudar passado certo tempo: e acrescenta que "aquelas
perturbações cuja raiz, aumentava em uma terceira parte mais cinco, dá duas harmonias,
só começa quando o número foi geometricamente elevedo ao cubo, mediante que a
natureza cria então seres viciosos e radicalmente incorregibles. Sócrates fala das
revoluções como se nada daquelas fosse única em seu gênero.