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Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM
1ª etapa

Curso: Técnico em Enfermagem


Etapa: 1ª
Carga Horária: 80 horas/aula
SUMÁRIO

1 História da Enfermagem..................................................................................................03
2 A Profissão de Enfermagem ...........................................................................................12
3 Código de Ética de Enfermagem.....................................................................................18
4 Auditoria e Acreditação Hospitalar...................................................................................25
5 Primeiros Socorros – Introdução.....................................................................................31
6 Primeiros Socorros – Técnicas........................................................................................49
7 Higienização das Mãos....................................................................................................76
8 Preparo do Leito..............................................................................................................81
9 Atendimentos das Necessidades Humanas Básicas do Paciente...................................84
10 Sinais Vitais...................................................................................................................86
11 Anotações de Enfermagem...........................................................................................93
Exercícios.........................................................................................................................102
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................................105

Distribuição de Pontos

1º Bimestre

 20,0 pts - a critério do professor;


 20,0 pts – Avaliação Bimestral

**Avaliação Suplementar (notas menores que 24,0 pts)

2º Bimestre

 20,0 pts – a critério do professor;


 10,0 pts – Mostra Científica;
 30,0 pts – Avaliação Final;

**100,0 pts – Recuperação final (notas finais da etapa entre 40 e 59 pontos)


1 HISTÓRIA DA ENFERMAGEM

“ A enfermagem como profissão, é a única que se dedica na visão humanista, às reações


dos pacientes e de suas famílias, frente aos problemas reais e potenciais.”
Florence Nightingale

Enfermagem

Atende as necessidades de assistência de saúde da sociedade, propiciando


conforto, cuidado e confiança ao enfermo.

Conceitos

Saúde: estado de completo bem-estar físico, mental e social, não meramente a ausência
de doença;
Doença: é um processo anormal no qual o funcionamento do organismo de uma pessoa
está diminuído ou prejudicado em uma ou mais dimensões;
Processo saúde-doença:Necessidades humanas básicas.

Evolução da Assistência à Saúde

Período Florence Nightingale

Nascida a 12 de maio de 1820, em Florença, Itália,no desejo de realizar-se como


enfermeira, passa o inverno de 1844 em Roma, estudando as atividades das Irmandades
Católicas.
Decidida a seguir sua vocação, procura completar seus conhecimentos que julga
ainda insuficientes por isso visita o Hospital de Dublin dirigido pelas Irmãs de Misericórdia,
Ordem Católica de Enfermeiras, fundada 20 anos antes.
Em 1854, a Inglaterra, a França e a Turquia declaram guerra à Rússia: a― Guerra
da Criméia.‘‘ Florence partiu para Scutari com 38 voluntárias entre religiosas e leigas
vindas de diferentes hospitais.Algumas enfermeiras foram despedidas por incapacidade
de adaptação e principalmente por indisciplina.
Durante a guerra constatou que a falta de higiene e as doenças matavam grande
números de soldados hospitalizados por ferimentose o índice de mortalidade entre os
soldados hospitalizados era de 40%. Florence então, desenvolveu um trabalho de
assistência aos enfermos e de organização da infra-estrutura hospitalar que a tornou
conhecida em toda a frente de batalha, consagrando a assistência aos enfermos em
hospitais de campanha.
Todas as noites, Florence fazia a ronda, carregando uma pequena lamparina, para
confortar e cuidar dos pacientes, por isso esta é conhecida também como ‗a dama da
lâmpada‘.Suas reformas reduziram a taxa de mortalidade de 42,7% para 2,2%.
Cabe resaltar ainda que na guerra da Criméia esta organizou uma equipe de
enfermagem, a limpeza, instalou 2 cozinhas, construiu caldeira, lavanderia, rede de
esgoto e água quente chegando às enfermarias.Desta forma, Florence volta famosa da
guerra logo passou a batalhar ainda mais.
. Durante a guerra contrai tifo e ao retornar da Criméia, em 1856, leva uma vida de
inválida.
Impossibilitada de fazer seus trabalhos físicos, dedica-se a formação da escola de
enfermagem em 1859 na Inglaterra, onde já era reconhecida no seu valor profissional e
técnico, recebendo prêmio concedido através do governo inglês.
Fundou a Escola de Enfermagem no Hospital Saint Thomas, com curso de um
ano, onde era ministrado por médicos com aulas teóricas e práticas. Florence Nightingale
ainda relacionou o ser humano, o meio ambiente, a saúde e a enfermagem. Morreu em 13
de agosto de 1910.
Após esse marco aenfermagem deixa de ser uma atividade empírica,sendo
reconhecida como uma ocupação assalariada que vem atender a necessidade de mão-
de-obra nos hospitais.Essa época aindanão se conhecia os princípios microbiológicos,
acreditava-se em meticulosos cuidados com a limpeza do ambiente e pessoal.
O sistema deNightingaleera baseando em:

- Disciplina rigorosa do tipo militar;


- Exigência de qualidades morais;
- Enfermagem como profissão digna;
- Dissociação do saber e do fazer;
- Organização do ambiente físico;
- Domínio das emoções e sentimentos;
- Busca do desenvolvimento pessoal e independência para a mulher ter um ideal que não
o casamento.

As escolas conseguiram sobreviver graças aos pontos essenciais estabelecidos:

1º. Direção da escola por uma Enfermeira.


2º. Mais ensino metódico, em vez de apenas ocasional.
3º. Seleção de candidatos do ponto de vista físico, moral, intelectual e aptidão
profissional.

Sistema Nightingale: ideias-chave

O dinheiro público deveria manter o treinamento de enfermeiras e este, deveria ser


considerado tão importante quanto qualquer outra forma de ensino.
Deveria existir uma estreita associação entre hospitais e escolas de treinamento,
sem estas dependerem financeira e administrativamente.
O ensino de enfermagem deveria ser feito por enfermeiras profissionais, e não por
qualquer pessoa não envolvida com a enfermagem.
Deveria ser oferecida às estudantes, durante todo o período de treinamento,
residência com ambiente confortável e agradável, próximo ao local.
A arte da enfermagem consistia em cuidar tanto de seres humanos sadios como doentes,
entendendo como ações interligadas da enfermagem, o triângulo cuidar-educar-
pesquisar;
A cura não resultava da ação médica ou da enfermagem, mas que era um
privilégio da natureza, portanto as ações da enfermagem deveriam visar à manutenção do
doente em condições favoráveis a cura para que a natureza pudesse atuar sobre ele;
Considerou que as ações de enfermagem estão centradas no ser humano sadio
ou doente e as ações do médico na doença e na saúde.
Florence e Hipócrates ressaltam como ponto central o ser humano, o doente e não
a doença.

As escolas Nightingaleanas formaram duas categorias de enfermeiras:

Ladies – classe mais elevada de enfermeiras e que desempenhavam funções intelectuais:


administração, supervisão, direção e controle dos serviços de enfermagem
Nurses – que pertenciam a níveis sócias mais baixos e que sob supervisão das ladies
desenvolviam o trabalho manual.

Trajetória

1850 – França – maison de La Providence - Hotel DieuIr.Vicentinas -Hospital de


Dublin-Ir Misericórdia
1850 – Alemanha- Diaconisas
1853 – Asilos
1884 – Roma : Irmandades Católicas
1845 – Inglaterra: Anglicanas ― St John‘s House: Agostinianas
1840 – Egito
1854 – 1856 Guerra da Criméia
Russos X França, Inglaterra e Turquia
1858 –Escreve Notas sobre Hospitais
1859- Escreve Notas sobre Enfermagem
História da Enfermagem no Brasil

Anna Nery

Nasceu em 1914 na Bahia, casou-se e tornou-se viúva aos 30 anos. Durante a


Guerra do Paraguai (1864-1870) se oferece como voluntária depois que seus 2 filhos são
convocados para servir a pátria.
Na guerra improvisa hospitais e não mede esforços no atendimento aos feridos.
Após cinco anos, retorna ao Brasil, é acolhida com carinho e louvor, recebendo medalhas.
Faleceu no Rio de Janeiro a 20 de maio de 1880. A primeira Escola de
Enfermagem fundada no Brasil recebeu o seu nome.

Primeiras escolas de Enfermagem

- 1890: Escola de Enfermagem "Alfredo Pinto―, curso de 3 anos, dirigida por enfermeiras
diplomadas;
- 1916: Escola da Cruz Vermelha do Rio de Janeiro, formava socorristas, diplomados
(Ministério da Guerra) e voluntários;
- 1923: Escola Anna Nery, primeira turma com 14 alunas; possuía um internato próximo
ao Hospital São Francisco de Assis;
- 1933: Escola de Enfermagem Carlos Chagas, pioneira entre as escolas estaduais, foi a
primeira a diplomar religiosas no Brasil. Escola de Enfermagem "Luisa de Marillac―,
avanço na Enfermagem Nacional, formava jovens estudantes seculares e religiosas de
todas as Congregações;
- 1939: Escola Paulista de Enfermagem, início dos Cursos de Pós-Graduação em
Enfermagem Obstétrica;
- 1944: Escola de Enfermagem da USP

ABEn (Associação Brasileira de Enfermagem)

A Associação Brasileira de Enfermagem - ABEn, fundada em 12 de agosto de


1926, sob a personalidade jurídica que congrega enfermeiros, obstetrizes, técnicos e
auxiliares de enfermagem e estudantes dos cursos de graduação e de educação
profissional de nível técnico que a ela se associam, individual e livremente.

Finalidades da ABEn

 Congregar os enfermeiros e técnicos em enfermagem, incentivar o espírito de


união e solidariedade entre as classes;
 Promover o desenvolvimento técnico, científico e profissional dos integrantes de
Enfermagem do País;
 Promover integração às demais entidades representativas da Enfermagem, na
defesa dos interesses da profissão.

Realizações da ABEn:

- Congresso Brasileiro em Enfermagem;


- Revista Brasileira de Enfermagem.

Símbolos da enfermagem

Os símbolos da enfermagem são:

Lâmpada: caminho, ambiente;


Cobra: magia, alquimia;
Cobra e cruz: ciência;
Seringa: técnica;
Cor verde: paz, tranquilidade, cura, saúde;
Pedra Símbolo da Enfermagem: Esmeralda;
Cor que representa a Enfermagem: Verde Esmeralda;
Símbolo: lâmpada;
Enfermeiro: lâmpada e cobra e cruz;
Técnico e Auxiliar de Enfermagem: lâmpada e seringa.

Enfermeiro Técnico de Enfermagem


“A enfermagem é uma arte; e para realiza-la como arte, requer uma devoção tão
exclusiva, um preparo tão rigoroso, como a obra de qualquer pintor ou escultor; pois o que
é tratar da tela morta ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo vivo, o templo do
espírito de Deus . É uma das artes; poder-se-ia dizer, a mais bela das artes „‟

Florence Nightingale

2 A PROFISSÃO DE ENFERMAGEM

É uma profissão que possui um corpo de conhecimentos próprios, voltados para o


atendimento do ser humano nas áreas de promoção, prevenção, recuperação e
reabilitação da saúde.
De acordo com os dados cadastrais do Conselho Federal de Enfermagem
(COFEN1), obtidos em outubro/2001, há no Brasil 92.961 enfermeiros, 111.983 técnicos e
469.259 auxiliares de enfermagem.

Caracterizando a enfermagem
A enfermagem realiza seu trabalho em um contexto mais amplo e coletivo de
saúde, em parceria com outras categorias profissionais representadas por áreas como
Medicina, Serviço Social, Fisioterapia, Odontologia, Farmácia, Nutrição, etc. O
atendimento integral à saúde pressupõe uma ação conjunta dessas diferentes categorias,
pois, apesar do saber específico de cada uma, existe uma relação de interdependência e
complementaridade.
Nos últimos anos, a crença na qualidade de vida tem influenciado, por um lado, o
comportamento das pessoas, levando a um maior envolvimento e responsabilidade em
suas decisões ou escolhas. Por outro lado, tem gerado reflexões em esferas organizadas
da sociedade como no setor saúde, cuja tônica da promoção da saúde tem direcionado
mudanças no modelo assistencial vigente no país.
No tocante à enfermagem, novas frentes de atuação são criadas à medida que
essas transformações vão ocorrendo, como sua inserção no Programa Saúde da Família
(PSF), do Ministério da Saúde; em programas e serviços de atendimento domiciliar, em
processo de expansão cada vez maior em nosso meio; e em programas de atenção a
idosos e outros grupos específicos.

Ações e tarefas da enfermagem

As ações e tarefas desenvolvidas nos serviços de saúde pelas categorias de


Enfermagem no país, são agrupadas em cinco classes através de estudos realizados
pela ABEn(Associação Brasileira de Enfermagem )e pelo INAMPS2(.....)

1. Ações de natureza propedêutica e terapêutica complementares ao ato médico e


de outros profissionais:

Referem-se às que apoiam o diagnóstico e o acompanhamento do agravo à saúde,


incluindo procedimentos como a observação do estado do paciente, mensuração de altura
e peso, coleta de amostras para exames laboratoriais e controle de sinais vitais e de
líquidos.
As ações terapêuticas complementares asseguram o tratamento prescrito, como,
por exemplo, a administração de medicamentos e dietas enterais, aplicação de calor e
frio, instalação de cateter de oxigênio e sonda vesical ou nasogástrica;

2. Ações de natureza terapêutica ou propedêutica de enfermagem

São aquelas cujo foco centra-se na organização da totalidade da atenção de


enfermagem prestada à clientela. Por exemplo: ações de conforto e segurança, atividades
educativas e de orientação;

3. Ações de natureza complementar de controle de risco

São aquelas desenvolvidas em conjunto com outros profissionais de saúde,


objetivando reduzir riscos de agravos ou complicações de saúde. Incluem as atividades
relacionadas à vigilância epidemiológica e as de controle da infecção hospitalar e de
doenças crônico- degenerativas.

4. Ações de natureza administrativa

Incluem-se as ações de planejamento, gestão, controle, supervisão e avaliação da


assistência de enfermagem.

5. Ações de natureza pedagógica

Relacionam-se à formação e às atividades de desenvolvimento para a equipe de


enfermagem.

Princípios fundamentais da enfermagem

A Enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde e qualidade de vida


da pessoa, família e coletividade.
O profissional de enfermagem atua na promoção, prevenção, recuperação e
reabilitação da saúde, com autonomia e em consonância com os preceitos éticos e legais.
Este ainda participa como integrante da equipe de saúde, das ações que visem satisfazer
as necessidades de saúde da população e da defesa dos princípios das políticas públicas
de saúde e ambientais, que garantam a universalidade de acesso aos serviços de saúde,
integralidade da assistência, resolutividade, preservação da autonomia das pessoas,
participação da comunidade, hierarquização e descentralização político-administrativa dos
serviços de saúde.
O profissional de enfermagem respeita a vida, a dignidade e os direitos humanos,
em todas as suas dimensões, exercendo assim suas atividades com competência para a
promoção do ser humano na sua integralidade, de acordo com os princípios da ética e da
bioética

Ensino de enfermagem

No ensino possui 3 níveis:

 Básico: Auxiliares de enfermagem;


 Médio: Técnicos de enfermagem;
 Superior: Enfermeiros.

Auxiliar de enfermagem

Constitui-se de uma atualização para atendentes de enfermagem através do


programa do governo federal denominadoPROFAE. Na atualidade é considerado um
ensino ultrapassado, uma vez que a classe está sendo extinta.
Técnico de enfermagem

O profissional de nível médio, sendo o com duração de 18 meses, possuem


estágio em campo prático e possui plano de ensino regular.

Enfermeiro

O profissional de nível superior, graduado (bacharelado), com duração de 8 a 9


semestres do curso, com estágio supervisionado em todas as áreas de atuação. Tendo as
opções de seguimentos: pós-graduações, mestrado, doutorado, pós-doutorado e
residência multidisciplinar.

Enfermagem como ciência

Requer a existência de conceitos próprios que deem significado e direção a essa


prática, tornando-a mais clara, definida e fundamentada.

Objetivo da enfermagem

- Prestar assistência ao paciente, à família e à comunidade, utilizando-se de recursos e


procedimentos adequados;
- Filosofia do serviço de enfermagem;
- Filosofia da instituição, que norteia os demais serviços;
- Devem envolver todos os funcionários da equipe de enfermagem;
- Determinar elementos e convicções;
- Definição dos objetivos;
- Da operacionalização, avaliação e aperfeiçoamento dessa filosofia.

Filosofia do serviço de enfermagem

- Deve transmitir mais do que palavras, deve ter significado real;


- Trabalho contínuo, vivência de processo reflexivo que evidencia contradições,
divergências e que devem ser trabalhadas até que haja o consenso;
- Processo demorado, desgastante mas, se compromete a todos, propicia o crescimento
individual e coletivo;
- Fase de descrição da filosofia é posterior a sua elaboração – ―só se pode descrevê-la
quando já é conhecida‖.

As pessoas podem definir suas convicções a respeito de: indivíduo, comunidade,


saúde, família, paciente, serviço de enfermagem, assistência de enfermagem, trabalho
em equipe

Filosofia para o técnico de enfermagem


Serve para que se obtenha uma prática de enfermagem efetiva e consciente, além de
comprometida pelas questões específicas da categoria.
A partir da definição e valores próprios da enfermagem serão asseguradas suas condutas
e atribuições compatíveis aos técnicos em enfermagem, como fazer, onde fazer e o que é
de sua responsabilidade.

Exemplos de filosofia

Baseada no princípio de que todo paciente tem direito de receber cuidados de


enfermagem eficientes, dados sem discriminação de raça, nacionalidade, religião,
situação econômica. São exemplos:
 Paciente é o indivíduo que requer cuidados de enfermagem planejados de acordo
com as suas necessidades específicas de pessoa, membro de uma família e
comunidade;
 O paciente tem direito de viver e morrer com dignidade e respeito, e é
responsabilidade da enfermagem prover a assistência ao paciente e sua família de
acordo com as necessidades individuais.

Organização do serviço de enfermagem

O técnico de enfermagem precisa saber: na organização estrutural existe um chefe


em cada setor do hospital ou da empresa prestadora de serviços. Os funcionários são
supervisionados por esse chefe.
Existem normas que definem atribuições procedimentos e responsabilidades do
pessoal de cada setor. Tendo as seguintes divisões: equipe de enfermagem, auxiliar de
enfermagem, técnico em enfermagem e o enfermeiro.

Lei N 7.498/86, DE 25 DE JUNHO DE 1986

A lei que dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras


providências. Refere-se também sobre:
Lei do exercício profissional

Art. 1º – É livre o exercício da Enfermagem em todo o território nacional,


observadas as disposições desta Lei.

Art. 2º – A Enfermagem e suas atividades Auxiliares somente podem ser exercidas


por pessoas legalmente habilitadas e inscritas no Conselho Regional de Enfermagem com
jurisdição na área onde ocorre o exercício.

Parágrafo único. A Enfermagem é exercida privativamente pelo Enfermeiro, pelo


Técnico de Enfermagem, pelo Auxiliar de Enfermagem e pela Parteira, respeitados os
respectivos graus de habilitação.
Art. 3º – O planejamento e a programação das instituições e serviços de saúde
incluem planejamento e programação de Enfermagem.

Art. 6º – São enfermeiros:

I – o titular do diploma de enfermeiro conferido por instituição de ensino, nos


termos da lei;
II – o titular do diploma ou certificado de obstetriz ou de enfermeira obstétrica,
conferidos nos termos da lei;
III – o titular do diploma ou certificado de Enfermeira e a titular do diploma ou
certificado de Enfermeira Obstétrica ou de Obstetriz, ou equivalente, conferido por escola
estrangeira segundo as leis do país, registrado em virtude de acordo de intercâmbio
cultural ou revalidado no Brasil como diploma de Enfermeiro, de Enfermeira Obstétrica ou
de Obstetriz;

Art. 7º – São técnicos de Enfermagem:

I – o titular do diploma ou do certificado de Técnico de Enfermagem, expedido de


acordo com a legislação e registrado pelo órgão competente;
II – o titular do diploma ou do certificado legalmente conferido por escola ou curso
estrangeiro, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no
Brasil como diploma de Técnico de Enfermagem.

Art. 8º – São Auxiliares de Enfermagem:

I – o titular do certificado de Auxiliar de Enfermagem conferido por instituição de


ensino, nos termos da Lei e registrado no órgão competente;
II – o titular do diploma a que se refere a Lei nº 2.822, de 14 de junho de 1956;
III – o titular do diploma ou certificado a que se refere o inciso III do Art. 2º da Lei
nº 2.604, de 17 de setembro de 1955, expedido até a publicação da Lei nº 4.024, de 20 de
dezembro de 1961;
IV – o titular de certificado de Enfermeiro Prático ou Prático de Enfermagem,
expedido até 1964 pelo Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia, do
Ministério da Saúde, ou por órgão congênere da Secretaria de Saúde nas Unidades da
Federação, nos termos do Decreto-lei nº 23.774, de 22 de janeiro de 1934, do Decreto-lei
nº 8.778, de 22 de janeiro de 1946, e da Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959;
V – o pessoal enquadrado como Auxiliar de Enfermagem, nos termos do Decreto-
lei nº 299, de 28 de fevereiro de 1967;

Art. 12 – O Técnico de Enfermagem exerce atividade de nível médio, envolvendo


orientação e acompanhamento do trabalho de Enfermagem em grau auxiliar, e
participação no planejamento da assistência de Enfermagem, cabendo-lhe especialmente:
1º Participar da programação da assistência de Enfermagem;
2º Executar ações assistenciais de Enfermagem, exceto as privativas do
Enfermeiro, observado o disposto no Parágrafo único do Art. 11 desta Lei;
3º Participar da orientação e supervisão do trabalho de Enfermagem em grau
auxiliar;
4º Participar da equipe de saúde.
3 AUDITORIA E ACREDITAÇÃO

Auditoria

É uma avaliação sistemática e formal de uma atividade, por alguém não envolvido
diretamente na sua execução, para determinar se essa atividade está sendo levada a
efeito de acordo com seus objetivos.

Auditoria em Enfermagem

É a avaliação sistemática da qualidade da assistência de enfermagem, verificada


através das anotações de enfermagem no prontuário do paciente e/ou das próprias
condições deste.
Chega-se a conclusão de que auditoria é a comparação entre a assistência
prestada e os padrões de assistência considerados como aceitáveis.É a avaliação
sistemática e formal de uma atividade, por alguém não envolvido diretamente na sua
execução, para determinar se essa atividade está sendo levada a efeito de acordo com
seus objetivos.
A auditoria tem sua origem na área contábil, cujos fatos e seus registros datam do
ano 2600 A. C. Sendo que no século XII d. C. que esta técnica passa a receber o nome
de auditoria, constatando-se na Inglaterra o seu maior desenvolvimento.
Com a Revolução Industrial no século XVII, recebe novas diretrizes, na busca de
se atenderem às necessidades das grandes empresas;
Na área da saúde, a auditoria aparece pela primeira vez no trabalho realizado pelo
médico George Gray Ward, nos Estados Unidos, em 1918: verificação da qualidade da
assistência prestada ao paciente através dos registros em seu prontuário.
Um dos primeiros trabalhos de auditoria em enfermagem data de 1955 e foi
desenvolvido no Hospital Progress, nos Estados unidos. No Brasil a auditoria vem
tomando impulso nos últimos cinquenta anos, necessitando ainda de arranjos que melhor
adaptem o processo à nossa realidade.
A resolução-COFEN(Conselho Federal de Enfermagem) Nº 266/2001: dispõe
sobre as atividades do Enfermeiro Auditor, capituladas em 09 (nove) partes.

Finalidades da auditoria

1. Identificar as áreas (unidades) deficientes do serviço de enfermagem, auxiliando,


por exemplo, para que as decisões quanto ao remanejamento e aumento de
pessoal sejam tomadas com base em dados concretos.
2. Identificar áreas de deficiência em relação à assistência de enfermagem prestada,
percebendo-se, por exemplo, defasagem no atendimento da área psicoespiritual;
3 - Fornecer dados para melhoria dos programas de enfermagem;
4 - Fornecer dados para melhoria da qualidade do cuidado de enfermagem;
5 - Obter dados para programação de reciclagem e atualização do pessoal de
enfermagem.
Tipos de auditoria

1. Auditoria Retrospectiva

É a auditoria feita após a alta do paciente, em que se utiliza o prontuário para


avaliação;
Os dados obtidos não reverterão em benefícios deste paciente diretamente, mas
sim para a assistência de maneira global. Também tem a desvantagem de não permitir
saber-se o que foi feito e não foi feito.

2. Auditoria operacional ou concorrente

É a auditoria feita enquanto o paciente está hospitalizado ou em atendimento


ambulatorial.

Limitações

A auditoria não tem finalidade punitiva, ela verifica o cuidado, detecta erros e os
analisa quanto a natureza e significado. Fornece possíveis indicadores de padrões ou
tendências, assim como subsídios para a modificação de procedimentos de
procedimentos e técnicas que são responsabilidades administrativas.
A auditoria não tem como objetivo primordial a melhoria dos registros de
enfermagem, mas sim a melhoria da assistência ao paciente, embora a partir dos
resultados possam ser sugeridas ações no sentido de melhorar os registros.
Na enfermagem, por exemplo, a avaliação do desempenho é um processo
frequentemente adotado para avaliação do desempenho individual dos elementos que
compõem a equipe de enfermagem.

Acreditação Hospitalar

É uma certificação semelhante ao ISO (Organização Internacional para


Padronização), mas exclusiva para instituições de saúde. Trata-se de um método de
avaliação voluntário, periódico e reservado dos recursos institucionais de cada hospital
para garantir a qualidade da assistência por meio de padrões previamente definidos.
Não é uma forma de fiscalização, mas um programa de educação continuada,
onde toda organização prestadora de serviços de saúde pode aderir ao processo;
Através da acreditação hospitalar, a instituição de saúde tem a possibilidade de
realizar um diagnóstico objetivo acerca do desempenho de seus processos, incluindo as
atividades de cuidado direto ao paciente e aquelas de natureza administrativa.
A partir deste diagnóstico e com o desenvolvimento do processo de educação, de
acordo com o Manual de Padrões de Acreditação Hospitalar, é possível discutir,
criteriosamente, os achados da avaliação e desenvolver um plano de ações capazes de
promover a efetiva melhoria do desempenho da instituição, abrangendo todos os seus
serviços e segmentos existentes.
Organização Nacional de Acreditação (ONA) que faz a certificação da instituição.
O objetivo dessa organização é, juntamente ao Ministério da Saúde, promover a melhoria
da qualidade da saúde e sua assistência em todo o país.

Acreditação na Enfermagem

Os níveis são:

Nível 1

O serviço possui responsável técnico habilitado, os procedimentos e controles dos


pacientes internados são registrados no prontuário;
A distribuição da equipe consta de escala de acordo com a habilitação requerida,
ajustada às necessidades do serviço.

Nível 2

O serviço dispõe de manual(is) de normas, rotinas e procedimentos


documentado(s), atualizado(s) e disponível(is); desenvolve as suas ações baseadas em
protocolos clínicos.
Dispõe de um programa de educação e treinamento continuado e melhoria de
processos, e as ações são auditadas através de registros no prontuário

Nível 3

O modelo assistencial baseia-se no enfoque multiprofissional e interdisciplinar que


integra o programa institucional da qualidade e produtividade, com evidências de ciclos de
melhoria;
Dispõe de sistema de aferição da satisfação dos clientes internos e externos e de
avaliação do serviço, em comparação com referenciais adequados e de impacto junto à
comunidade.

ONA(Organização Nacional de Acreditação)

É uma organização não governamental caracterizada como pessoa jurídica de direito


privado sem fins econômicos, de direito coletivo, com abrangência de atuação nacional.
Cujo objetivo geral é promover a implantação de um processo permanente de avaliação e
de certificação da qualidade dos serviços de saúde, permitindo o aprimoramento contínuo
da atenção, de forma a melhorar a qualidade da assistência, em todas as organizações
prestadoras de serviços de saúde do País.
Tendo a missão de incentivar o setor saúde para o aprimoramento da gestão e da
qualidade da assistência, através do desenvolvimento e evolução de um sistema de
acreditação, e a visão de tornar o Sistema Brasileiro de Acreditação - ONA, sólido,
confiável e internacionalmente reconhecido, permanentemente comprometido com o
processo de melhoria contínua e qualidade do setor saúde, até 2015.

Valores:

- Credibilidade;
- Confidencialidade;
- Aperfeiçoamento contínuo;
- Desenvolvimento participativo;
- Transparência em suas ações;
- Respeito individual e coletivo;
- Sustentabilidade como fator de crescimento.

4. CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSONAL

Ética

Em grego significa Ethos (costume, comportamento, caráter, modo de ser, hábito, forma
de vida). Estudo do que é bom ou mau, correto ou incorreto, justo ou injusto, adequado ou
inadequado.
Ética - Somos pessoas e não coisas / somos sujeitos e não objetos –
Importância: Normas que limitem e controlem o risco permanente de violência
Trabalho ético - sua produção traz benefícios para a pessoa, a humanidade, o planeta
Ética Profissional = Conjunto de princípios a serem observados no exercício profissional.
Ao assumir uma profissão - assume uma responsabilidade com esta prática.
Perguntas: Deveres ao assumir tal tarefa, como está cumprindo as responsabilidades, o
que esperam de você nesta atividade, o que deve ser feito (mesmos sem estar sendo
vigiado), estou sendo um bom profissional, estou agindo adequadamente/corretamente.
Você já ouvir algum tipo de reportagem como estas?

―Menina morre após receber vaselina na veia...‖ (05/12/2010)

―Menina de 1 ano teve dedo amputado por acidente em hospital público na Bahia...‖
(31/01/2011) “O bebê estava internado no Hospital do Mandaqui devido a uma crise
decorrente de uma anemia. O acidente aconteceu quando uma auxiliar de enfermagem
retirava a bandagem colocada para imobilizar a mão da criança, que recebia medicação
intravenosa.”
A ética trata do comportamento do homem, da relação entre sua vontade e a
obrigação de seguir uma norma, do que é o bem e de onde vem o mal, do que é certo e
errado, da liberdade e da necessidade de respeitar o próximo.
A ética revela que nossas ações tem efeitos sobre a sociedade ecada homem
deve ser livre e responsável por suas atitudes.E quea justiça é a principal das virtudes,
osnossos valores têm uma origem histórica,cada moral é filha do seu tempo e
aindadevemos adequar nossas vontades às obrigações sociais.

Base Legal para o exercício profissional

- Constituição Federal – 1988;


- Lei 7.498 de 25.06.1986;
- Decreto 94.406 de 08.06.1987;
- Lei 10.241 de 17.03.1999;
- Código de Ética da Enfermagem;
- Código de Defesa do Consumidor;
- Código Penal.

Ética Profissional

É um conjunto de normas de conduta que deverão ser postas em prática no


exercício de qualquer profissão.
Estuda o relacionamento do profissional com sua clientela, visando à dignidade
humana e a construção do bem-estar no contexto sócio-cultural onde exerce sua
profissão.
Código de Ética da Enfermagem

A resolução COFEN (Conselho Federal de Enfermagem) – 240/2000 aprova o


Código de Ética dos profissionais de Enfermagem, dentro deste código existem:
Princípios Fundamentais; Direitos; Deveres; Responsabilidades; Proibições; Infrações;
Penalidades e Aplicação de Penalidades.

O Novo código de ética

Resolução COFEN 311/2007 de 12/Maio de 2007;

Princípios fundamentais

A enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde e a qualidade de vida


da pessoa, família e coletividade.
O profissional de enfermagem atua na promoção, prevenção, recuperação e
reabilitação da saúde, com autonomia e em consonância com os preceitos éticos e legais.
O profissional de enfermagem participa, como integrante da equipe de saúde, das
ações que visem satisfazer as necessidades de saúde da população e da defesa dos
princípios das políticas públicas de saúde e ambientais, que garantam a universalidade de
acesso aos serviços de saúde, integralidade da assistência, resolutividade, preservação
da autonomia das pessoas, participação da comunidade, hierarquização e
descentralização político-administrativa dos serviços de saúde.
O profissional de enfermagem respeita a vida, a dignidade e os direitos humanos,
em todas as suas dimensões. O profissional de enfermagem exerce suas atividades com
competência para a promoção do ser humano na sua integralidade, de acordo com os
princípios da ética e da bioética.

Seções:

- Das relações profissionais;


- Das relações com a pessoa, família e coletividade;
- Das relações com os trabalhadores de enfermagem, saúde e outros;
- Das relações com as organizações da categoria;
- Das relações com as organizações empregadoras;
- Do sigilo profissional;
- Do ensino, da pesquisa e da produção técnico-científica;
- Da publicidade.

Direitos:

Art. 14 – Atualizar seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais.


Art. 15 – Apoiar as iniciativas que visem ao aprimoramento profissional, cultural e a
defesa dos legítimos interesses de classe.

Responsabilidades

Art. 16 – Assegurar ao cliente uma assistência de Enfermagem livre de danos decorrentes


de imperícia, negligência ou imprudência.
Art. 18 – Manter-se atualizado ampliando seus conhecimentos técnicos, científicos e
culturais, em benefício da clientela, coletividade e do desenvolvimento da profissão.

Deveres

Art. 23 – Prestar assistência de Enfermagem à clientela, sem discriminação de qualquer


natureza.
Art. 28 – Respeitar o natural pudor; a privacidade e a intimidade do cliente.
Art. 33 – Proteger o cliente contra danos decorrentes de imperícia, negligência ou
imprudência por parte de qualquer membro da equipe de saúde.

Proibições

Art. 8º - Promover e ser conivente com a injúria, calúnia e difamação de membro da


equipe de enfermagem, equipe de saúde e de trabalhadores de outras áreas, de
organizações da categoria ou instituições.
Art. 26 - Negar assistência de enfermagem em qualquer situação que se caracterize
como urgência ou emergência.
Art. 27 - Executar ou participar da assistência à saúde sem o consentimento da pessoa
ou de seu representante legal, exceto em iminente risco de morte.

Penalidades

Art. 85 – As penalidades a serem impostas pelos COFEN e COREN, conforme determina


o Art. 18, da Lei 5905, de 12/07/1973, são as seguintes:
I – Advertência verbal.
II – Multa.
III – Censura.
IV – Suspensão do exercício profissional.
V – Cassação do direito ao exercício profissional.

Ao nos capacitarmos e habilitarmos na profissão de enfermagem, vinculada a área


da saúde; compreendendo a profilaxia; a assistência tanto curativa, como paliativa;
reabilitação; pesquisa e educação continuada. Assumimos uma responsabilidade que é a
vida humana.
O nosso objeto de trabalho é a vida humana, e somos prestadores de serviço
tendo como foco o cliente, usuário/paciente, bem como, a família e as relações de
trabalho. Onde temos: direitos, deveres, relações multidisciplinares, responsabilidades,
proibições e, punições quando necessárias.

Conceituando Responsabilidade

O Aurélio define responsabilidade como qualidade ou condição de responsável, ou


seja, responder pelos próprios atos ou de outrem. Na linguagem jurídica, existe a ideia de
violação de direito o que obriga ao dever de reparação.
O código de ética de enfermagem define infração ética como a ―ação, omissão ou
conivência que implique em desobediência e/ou inobservância às ações desse Código‖ no
art. 113. E estabelece que ―responde pela infração quem a cometer ou concorrer para a
sua prática, ou dela obtiver benefício, quando cometida por outrem‖ no art. 115. Sendo:

- Responsabilidade Profissional: Atuar conforme o código de ética profissional determina;


Estar atualizado na sua área de ação; Garantir ao sujeito de pesquisa o melhor
diagnóstico, profilaxia ou tratamento comprovados;

- Imperícia: Falta de prática ou ausência de conhecimentos que se mostram necessários


para o exercício de uma profissão ou de qualquer uma arte; ignorância, inexperiência ou
inabilidade acerca da matéria que deveria ser conhecida, para que se leve a bom termo
ou se execute com eficiência o encargo ou serviço, que foi confiado a alguém.Ex. A
prática do auxílio cirúrgico

- Imprudência: Derivado do latim imprudentia (falta de atenção, imprevidência, descuido),


tem sua significação integrada na imprevisão; falta de prudência; forma de culpa, que
consiste na falta involuntária de observância de medidas de precaução e segurança, de
consequências previsíveis, que se faziam necessárias no momento, para evitar um mal ou
da lei.Ex: Não realizar diluição correta de medicação

- Negligência:Falta de cuidado; falta de apuro; de atenção; desleixo, desmazelo; falta de


interesse, de motivação; indiferença, preguiça; inobservância e descuido na execução de
ato; indiferença, inércia. Ex: Não realizar a mudança de decúbito.

- Agravante:Tornar o ato mais grave. Aumentar a gravidade do ato praticado. (Art.


123).Ex: Com medo de punição o profissional não comunica o erro que cometeu.

- Atenuante: É aplicada na terminologia da lei penal, para significar a diminuição da pena


que, assim, será imposta ao infrator ou criminoso, em virtude de certas circunstâncias que
vêm, legalmente enfraquecer a severidade da punição. (Art. 122).Ex: Profissional que
comete um erro se apercebe do mesmo e comunica imediatamente, podendo evitar
maiores danos ou sequelas ao paciente.
Capítulo V- Das infrações e penalidades

Art. 112 - A caracterização das infrações éticas e disciplinares e a aplicação das


respectivas penalidades regem-se por este Código, sem prejuízo das sanções previstas
em outros dispositivos legais.

Art. 113 - Considera-se infração ética a ação, omissão ou conivência que implique em
desobediência e/ou inobservância às disposições do Código de Ética dos Profissionais de
Enfermagem.

Art. 114 - Considera-se infração disciplinar a inobservância das normas dos Conselhos
Federal e Regional de Enfermagem.

Art. 115 - Responde pela infração quem a cometer ou concorrer para a sua prática, ou
dela obtiver benefício, quando cometida por outrem.

Art. 116 - A gravidade da infração é caracterizada por meio da análise dos fatos do dano e
de suas consequências.

Art. 117 - A infração é apurada em processo instaurado e conduzido nos termos do


Código de Processo Ético das Autarquias Profissionais de Enfermagem.

Art. 118 - As penalidades a serem impostas pelos Conselhos Federal e Regional de


Enfermagem, conforme o que determina o art. 18, da Lei n° 5.905, de 12 de julho de
1973, são as seguintes:

I - Advertência verbal;
II - Multa;
III - Censura;
IV - Suspensão do exercício profissional;
V - Cassação do direito ao exercício profissional.

§ 1º - A advertência verbal consiste na admoestação ao infrator, de forma reservada, que


será registrada no prontuário do mesmo, na presença de duas testemunhas.
§ 2º - A multa consiste na obrigatoriedade de pagamento de 01 (uma) a 10 (dez) vezes o
valor da anuidade da categoria profissional à qual pertence o infrator, em vigor no ato do
pagamento.
§3º - A censura consiste em repreensão que será divulgada nas publicações oficiais dos
Conselhos Federal e Regional de Enfermagem e em jornais de grande circulação.
§ 4º - A suspensão consiste na proibição do exercício profissional da enfermagem por um
período não superior a 29 (vinte e nove) dias e será divulgada nas publicações oficiais
dos Conselhos Federal e Regional de Enfermagem, jornais de grande circulação e
comunicada aos órgãos empregadores.
§ 5º - A cassação consiste na perda do direito ao exercício da enfermagem e será
divulgada nas publicações dos Conselhos Federal e Regional de Enfermagem e em
jornais de grande circulação.

Art.119 - As penalidades, referentes à advertência verbal, multa, censura e suspensão do


exercício profissional, são da alçada do Conselho Regional de Enfermagem, serão
registradas no prontuário do profissional de enfermagem; a pena de cassação do direito
ao exercício profissional é de competência do Conselho Federal de Enfermagem,
conforme o disposto no art. 18, parágrafo primeiro, da Lei n° 5.905/73.
Parágrafo único - Na situação em que o processo tiver origem no Conselho Federal de
Enfermagem, terá como instância superior a Assembleia dos Delegados Regionais.
Art. 120 - Para a graduação da penalidade e respectiva imposição consideram-se:

I - A maior ou menor gravidade da infração;

II - As circunstâncias agravantes e atenuantes da infração;

III - O dano causado e suas consequências;

IV - Os antecedentes do infrator.

Art. 121 - As infrações serão consideradas leves, graves ou gravíssimas, segundo a


natureza do ato e a circunstância de cada caso.
§ 1º - São consideradas infrações leves as que ofendam a integridade física, mental ou
moral de qualquer pessoa, sem causar debilidade ou aquelas que venham a difamar
organizações da categoria ou instituições.
§ 2º - São consideradas infrações graves as que provoquem perigo de vida, debilidade
temporária de membro, sentido ou função em qualquer pessoa ou as que causem danos
patrimoniais ou financeiros.
§ 3º - São consideradas infrações gravíssimas as que provoquem morte, deformidade
permanente, perda ou inutilização de membro, sentido, função ou ainda, dano moral
irremediável em qualquer pessoa.

Art. 122 - São consideradas circunstâncias atenuantes:

I - Ter o infrator procurado, logo após a infração, por sua espontânea vontade e com
eficiência, evitar ou minorar as consequências do seu ato;

II - Ter bons antecedentes profissionais;

III - Realizar atos sob coação e/ou intimidação;

IV - Realizar ato sob emprego real de força física;

V - Ter confessado espontaneamente a autoria da infração.

Art. 123 - São consideradas circunstâncias agravantes:

I - Ser reincidente;
II - Causar danos irreparáveis;
III - Cometer infração dolosamente;
IV - Cometer a infração por motivo fútil ou torpe;
V - Facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou a vantagem de
outra infração;
VI - Aproveitar-se da fragilidade da vítima;
VII - Cometer a infração com abuso de autoridade ou violação do dever inerente ao
cargo ou função;
VIII - Ter maus antecedentes profissionais.
Capítulo VII - das disposições gerais

Art. 130 - Os casos omissos serão resolvidos pelo Conselho Federal de Enfermagem.

Art. 131- Este Código poderá ser alterado pelo Conselho Federal de Enfermagem, por
iniciativa própria ou mediante proposta de Conselhos Regionais.
Parágrafo único - A alteração referida deve ser precedida de ampla discussão com a
categoria, coordenada pelos Conselhos Regionais.

Art. 132 - O presente Código entrará em vigor 90 dias após sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
5 PRIMEIROS SOCORROS – INTRODUÇÃO

Definição

Cuidados imediatos que devem ser prestados rapidamente a uma pessoa, vítima
de acidentes ou de mal súbito, cujo estado físico põe em perigo a sua vida, com o fim de
manter as funções vitais e evitar o agravamento de suas condições, aplicando medidas e
procedimentos até a chegada de assistência qualificada.

O socorrista

A prestação dos primeiros socorros depende de conhecimentos básicos, teóricos e


práticos por parte de quem os está aplicando.
O restabelecimento da vítima de um acidente, seja qual for sua natureza, dependerá
muito do preparo psicológico e técnico da pessoa que prestar o atendimento. O socorrista
deve agir com bom senso, tolerância e calma.
O primeiro atendimento mal sucedido pode levar vítimas de acidentes a sequelas
irreversíveis.
Pessoa treinada com serenidade, compreensão e confiança, deve manter a calma e o
próprio controle e também o controle de outras pessoas é igualmente importante.
Ações valem mais que as palavras, portanto, muitas vezes o ato de informar ao
acidentado sobre seu estado, sua evolução ou mesmo sobre a situação em que se
encontra deve ser avaliado com ponderação para não causar ansiedade ou medo
desnecessários. O tom de voz tranquilo e confortante dará à vítima sensação de
confiança na pessoa que o está socorrendo.
Para ser um socorrista é necessário ser um bom samaritano, isto é, aquele que presta
socorro voluntariamente, por amor ao seu semelhante. Para tanto é necessário três
coisas básicas, mãos para manipular a vítima, boca para acalmá-lá, animá-lá e solicitar
socorro, e finalmente coração para prestar socorro sem querer receber nada em troca.

Funções do Socorrista

1.Contatar o serviço de atendimento emergencial (SAMU);


2. Fazer o que deve ser feito no momento certo, afim de: Salvar uma vida; Prevenir danos
maiores;
3.Manter o acidentado vivo até a chegada deste atendimento;
4.Manter a calma e a serenidade frente a situação inspirando confiança;.
5.Aplicar calmamente os procedimentos de primeiros socorros ao acidentado;.
6.Impedir que testemunhas removam ou manuseiem o acidentado, afastando-as do local
do acidente, evitando assim causar o chamado "segundo trauma", isto é, não ocasionar
outras lesões ou agravar as já existentes.
7.Ser o elo das informações para o serviço de atendimento emergencial.
8.Agir somente até o ponto de seu conhecimento e técnica de atendimento. Saber avaliar
seus limites físicos e de conhecimento. Não tentar transportar um acidentado ou medicá-
lo.
O profissional não médico deverá ter como princípio fundamental de sua ação a
importância da primeira e correta abordagem ao acidentado, lembrando que o objetivo é
atendê-lo e mantê-lo com vida até a chegada de socorro especializado, ou até a sua
remoção para atendimento usando o equipamentos de proteção individual: Luvas;
Máscara; Óculos;

Cena segura = socorrista protegido

Etapas dos Primeiros Socorros

Pode ser dividido em etapas básicas que permitem a maior organização no


atendimento e, portanto, resultados mais eficazes:

- Avaliação do local do acidente;


- Proteção da vítima;
- Avaliação e exame da vítima.
- Avaliação do local do acidente
- Ao chegar no local de um acidente, ou onde se encontra um acidentado, deve-se
assumir o controle da situação e proceder a uma rápida e segura avaliação da ocorrência.
Deve-se tentar obter o máximo de informações possíveis sobre o ocorrido.
1. Avaliação do local do acidente

Dependendo das circunstâncias de cada acidente, é importante também: evitar o pânico e


procurar a colaboração de outras pessoas, dando ordens breves, claras, objetivas e
concisas e manter afastados os curiosos, para evitar confusão tendo assim, espaço em
que se possa trabalhar da melhor maneira possível.Ser ágil e decidido observando
rapidamente se existe perigos para o acidentado e para quem estiver prestando o
socorro.

2. Proteção da Vítima

Deve ser feita com o mesmo rigor da avaliação da ocorrência e do afastamento de


pessoas curiosas ou que visivelmente tenham perdido o autocontrole e possam prejudicar
a prestação dos primeiros socorros
Observar rapidamente se existem perigos para o acidentado e para quem estiver
prestando o socorro nas proximidades da ocorrência. Por exemplo: fios elétricos soltos e
desencapados; tráfego de veículos; andaimes; vazamento de gás; máquinas funcionando.
Deve-se desligar a corrente elétrica; evitar chamas, faíscas e fagulhas; afastar pessoas
desprotegidas da presença de gás; retirar vítima de afogamento da água, desde que o
faça com segurança para quem está socorrendo; evacuar área em risco iminente de
explosão ou desmoronamento.

3. Avaliação da Vítima

O acidentado deve ser avaliado na posição em que ele se encontra e somente ser
mobilizado com segurança (sem aumentar o trauma e os riscos). Sempre que possível
manter-lódeitado de costas até que seja examinado, e quesaiba quais os danos sofridos.
Não deve alterar a posição em que se acha o acidentado, sem antes refletir
cuidadosamente sobre o que aconteceu e qual a conduta mais adequada a ser tomada.
Se o acidentado estiver inconsciente, por sua cabeça em posição lateral antes de
proceder à avaliação do seu estado geral. É preciso tranquilizar o acidentado e transmitir-
lhe segurança e conforto, pois a calma do acidentado desempenha um papel muito
importante na prestação dos primeiros socorros.
O estado geral do acidentado pode se agravar se ela estiver com medo, ansiosa e sem
confiança em quem está cuidando.
É através desta avaliação que vamos identificar as condições da vítima e poder eliminar
ou minimizar os fatores causadores de risco de vida. É dividida em primária e secundária.

a) Avaliação Primária
A avaliação primária deve ser cuidadosa e respeitar uma rotina, como podemos ver
abaixo:
1.Circulação/ hemorragias; 2.Respiração e manutenção da coluna cervical; 3. Avaliação
neurológica

1- Verifique os batimentos cardíacos;


2- Verifique a inconsciência;
3- Abra as vias aéreas respiratórias;
4- Aplicar colar cervical (inconsciente).
5- Verifique a respiração;

Verificar se a vítima está consciente ou inconsciente, caso as vítima esteja consciente


deve-se recorrer a avaliação do grau de lucidez/obnubilação/ desorientação espacial e
temporal.
Quando estiver consciente inciar a avaliação do grau de consciência contendo os
seguintes aspectos: abanar de forma leve a vítima, ao nível dos ombros, conversar com a
vítima, fazendo-lhe perguntas, tais como: ―Está a ouvir-me? Está a sentir-se bem? Sabe
onde está? Como se chama? Que dia é hoje? Que horas são?‖.

ALTERAÇÃO DE A-B-C PARA C-A-B


A sequência para atendimento recomendada para um socorrista que atua sozinho foi
modificada. A recomendação é que ele inicie as compressões torácicas antes da
ventilação de resgate. A antiga sequência A-B-C (Vias Aéreas - Boa ventilação -
Compressão Torácica) agora é C-A-B. .

A vasta maioria das PCRs ocorre em adultos, e as taxas mais altas de sobrevivência à
PCR envolvem pacientes de todas as faixas etárias cuja parada foi presenciada por
outras pessoas, com ritmo inicial de fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular
(TV) sem pulso. Nesses pacientes, os elementos iniciais críticos de SBV são
compressões torácicas e a desfibrilação precoce.

Na sequência A-B-C, as compressões torácicas, muitas vezes, são retardadas enquanto o


socorrista abre a via aérea para aplicar respiração boca a boca, recupera um dispositivo
de barreira ou reúne e monta o equipamento de ventilação.

Com a alteração da sequência para C-A-B, as compressões torácicas serão iniciadas


mais cedo e o atraso na ventilação será mínimo. Logo, a respiração é rapidamente
verificada como parte da verificação da PCR. Após a primeira série de compressões
torácicas, a via aérea é aberta e o socorrista aplica 2 ventilações.

b) Avaliação Secundária

Somente após completar todos os passos da avaliação primária é que se parte para a
secundária, onde deve-se fazer a inspeção da cabeça aos pés, de forma a observar a
presença de alterações como fraturas; objetos encravados; deslocamento de articulações,
entre outros.

E prossiga:

- Proceda o exame da cabeça aos pés;


- Questione a vítima (se possível);
- Questione as testemunhas (se houver).

Nesta fase da avaliação o socorrista deve ver os movimentos do tórax e


abdômen, ouvir se a vítima inspira e expira e sentir o ar expirado da vítima, aproximando
a sua face ao nariz e boca da vítima.
Se a vítima ventilar deve ser avaliada a frequência (nº de ciclos ventilatórios/min.), a
amplitude (superficial ou profunda) e ritmo (regular ou irregular).

Sinais Vitais

Refletem o estado atual dos sistemas respiratório e circulatório.

Respiração

A respiração, na prática, é o conjunto de 2 movimentos normais dos pulmões e músculos


do peito:

1 - inspiração (entrada de ar pela boca/nariz);


2 - expiração (saída de ar, pelas mesmas vias respiratórias).
Nota-se a respiração pelo arfar (movimento de sobe e desce do peito) ritmado do
indivíduo. Os valore da respiração normal são 12 – 20 = normal, e alterada <10 >28 =
séria emergência/ Bradpnéia / Taquipnéia.

Pulso

O que se chama comumente de "pulso" está associado às pulsações ou as batidas do


coração, impulsionando o sangue pelas artérias, e que podem ser sentidas ao
posicionarmos as pontas dos dedos em locais estratégicos do corpo.As pulsações devem
ser contadas durante 30 segundos, e o resultado multiplicado por 2, para se determinar o
número de batidas por minuto. Ou, contam-se os batimentos durante 15 segundos e
multiplica-se por 4.
Como regra geral, sempre que os batimentos cardíacos forem menores que 50 ou
maiores que 120 por minuto, algo seriamente errado está acontecendo com o paciente.

Temperatura
A temperatura corporal é medida em termômetros (de mercúrio ou digitais) colocados,
durante alguns minutos, com a extremidade que contem o bulbo (;;;;;;;;no primeiro caso)
nas axilas ou na boca do paciente.
A temperatura corporal normal é 36,8oC. A partir de 37,8oC já se configura a febre.
Normalmente, as temperaturas elevadas, indicam algum tipo de infecção no organismo.

Avaliação e Exame do Estado Geral do acidentado

Ela deve ser realizada simultaneamente ou imediatamente à "avaliação do acidente e


proteção do acidentado".
O exame deve ser rápido e sistemático, observando as seguintes prioridades:
- Estado de consciência: avaliação de respostas lógicas (nome, idade, etc).
- Respiração: movimentos torácicos e abdominais com entrada e saída de ar
normalmente pelas narinas ou boca.
- Hemorragia: avaliar a quantidade, o volume e a qualidade do sangue que se
perde. Se é arterial ou venoso.
- Avaliação e Exame do Estado Geral do acidentado
- Pupilas: verificar o estado de dilatação e simetria (igualdade entre as pupilas).
- Temperatura do corpo: observação e sensação de tato na face e extremidades.
Deve-se ter sempre uma ideia bem clara do que se vai fazer, para não expor
desnecessariamente o acidentado, verificando se há ferimento com o cuidado de não
movimentá-lo excessivamente.
Se o acidentado está consciente, perguntar por áreas dolorosas no corpo e incapacidade
funcionais de mobilização. Pedir para apontar onde é a dor, pedir para movimentar as
mãos, braços, etc.
Em seguida proceder a um exame rápido das diversas partes do corpo.

Cabeça e Pescoço

Sempre verificando o estado de consciência e a respiração do acidentado, apalpar, com


cuidado, o crânio a procura de fratura, hemorragia ou depressão óssea.
Proceder da mesma forma para o pescoço, procurando verificar o pulso na artéria
carótida, observando frequência, ritmo e amplitude, correr os dedos pela coluna cervical,
desde a base do crânio até os ombros, procurando alguma irregularidade.
Solicitar que o acidentado movimente lentamente o pescoço, verificar se há dor nessa
região. Movimentar suavemente o pescoço, movendo-o de um lado para o outro. Em
caso de dor pare qualquer mobilização desnecessária.
Perguntar a natureza do acidente, sobre a sensibilidade e a capacidade de movimentação
dos membros visando confirmar suspeita de fratura na coluna cervical.

Coluna Dorsal
Perguntar ao acidentado se sente dor. Na coluna dorsal correr a mão pela espinha do
acidentado desde a nuca até o sacro. A presença de dor pode indicar lesão da coluna
dorsal.

Tórax e Membros

Verificar se há lesão no tórax, se há dor quando respira ou quando o tórax é levemente


comprimido.
Solicitar ao acidentado que movimente de leve os braços e verificar a existência de dor ou
incapacidade funcional.
Localizar a dor e procurar deformação, edema e marcas.
Verificar se há dor no abdome e procurar todo tipo de ferimento, mesmo pequeno.
Apertar cuidadosamente ambos os lados da bacia para verificar se há lesões.
Solicitar à vítima que tente mover as pernas e verificar se há dor ou incapacidade
funcional.
Não permitir que o acidentado de choque elétrico ou traumatismo violento tente levantar-
se prontamente, achando que nada sofreu. Ele deve ser mantido imóvel, pelo menos para
um rápido exame nas áreas que sofreram alguma lesão.
O acidentado deve ficar deitado de costas ou na posição que mais conforto lhe
ofereça.

Exame do acidentado Inconsciente

O acidentado inconsciente é uma preocupação, pois além de se ter poucas informações


sobre o seu estado podem surgir, complicações devido à inconsciência.
O primeiro cuidado é manter as vias respiratórias superiores desimpedidas fazendo a
extensão da cabeça, ou mantê-la em posição lateral para evitar aspiração de vômito.
Deve ser igual ao do acidentado consciente, só que com cuidados redobrados, pois os
parâmetros de força e capacidade funcional não poderão ser verificados. O mesmo
ocorrendo com respostas a estímulos dolorosos.
A observação das seguintes alterações deve ter prioridade acima de qualquer outra
iniciativa. Ela pode salvar uma vida:
-Falta de respiração;
-Falta de circulação (pulso ausente);
-Hemorragia abundante;
-Perda dos sentidos (ausência de consciência);
-Envenenamento.

Considerações Gerais

Para que haja vida é necessário um fluxo contínuo de oxigênio para os pulmões.
O oxigênio é distribuído para todas as células do corpo através do sangue impulsionado
pelo coração.
Alguns órgãos sobrevivem algum tempo sem oxigênio, outros são severamente afetados.
As células nervosas do cérebro podem morrer após 3 minutos sem oxigênio.
É muito importante que algumas alterações ou alguns quadros clínicos, que podem levar
a essas alterações, devem ter prioridade quando se aborda um acidentado de vítima de
mal súbito.Causas de mau súbito:

Obstrução das vias aéreas superiores;


Parada cárdio-respiratória;
Hemorragia de grandes volumes;
Estado de choque (pressão arterial, etc);
Comas (perda da consciência);
Convulsões (agitações psicomotoras);
Envenenamento (intoxicações exógenas);
Diabetes mellitus (comas hiper e hipoglicêmicos);
Infarto do miocárdio; e
Queimaduras em grandes áreas do corpo.

É importante ter sempre disponível os números dos telefones e os endereços de hospitais


e de centros de atendimento de emergência, socorro especializado para emergências
cardíacas, plantão da Comissão Nacional de Energia Nuclear, locais de aplicação de
soros antiveneno de cobra e de outros animais peçonhentos e centro de informações
tóxico-farmacológicas.
Saiba que qualquer ferimento ou doença súbita dará origem a uma grande mudança no
ritmo da vida do acidentado, pois o coloca repentinamente em uma situação para a qual
não está preparado e que foge a seu controle.
Suas reações e comportamentos são diferentes do normal, não permitindo que ele possa
avaliar as próprias condições de saúde e as consequências do acidente.
Atue de maneira tranquila e hábil, o acidentado sentirá que está sendo bem cuidado e não
entrará em pânico. Isto é muito importante, pois a intranquilidade pode piorar muito o seu
estado.
Em caso de óbito serão necessárias testemunhas do ocorrido. Obter a colaboração de
outras pessoas dando ordens claras e concisas.
Identificar pessoas que se encarreguem de desviar o trânsito ou construir uma proteção
provisória. Uma ótima dica é dar tarefas como, por exemplo: contatar o atendimento de
emergência, buscar material para auxiliar no atendimento, como talas e gaze, avisar a
polícia se necessário, etc.
Quando a causa de lesão for um choque violento, deve-se pressupor a existência de
lesão interna.
As vítimas de trauma requerem técnicas específicas de manipulação, pois qualquer
movimento errado pode piorar o seu estado.
Recomenda-se que as vítimas de traumas não sejam manuseadas até a chegada do
atendimento emergencial.
Acidentados presos em ferragens só devem ser retirados pela equipe de atendimento
emergencial.
No caso do acidentado ter sede, não ofereça líquidos para beber, apenas molhe sua boca
com gaze ou algodão umedecido.
Cobrir o acidentado para conservar o corpo quente e protegê-lo do frio, chuva, etc.Em
locais onde não haja ambulância, o acidentado só poderá ser transportado após ser
avaliado, estabilizado e imobilizado adequadamente.
Evite movimentos desnecessários. Só retire o acidentado do local do acidente se esse
local causar risco de vida para ele ou para o socorrista. Ex: risco de explosão, estrada
perigosa onde não haja como sinalizar, etc.
A pessoa que está prestando os primeiros socorros deve seguir um plano de ação
baseando-se no P.A.S., que são as três letras iniciais a partir das quais se desenvolvem
todas as medidas técnicas e práticas de primeiros socorros: prevenir afastando o perigo
do acidentado ou o acidentado do perigo; alertarcontratando o atendimento emergencial
informando o tipo de acidente, o local, o número de vítimas, o seu estado e socorrerapós
as avaliações

Transporte de Acidentados

É um determinante da boa prestação de primeiros socorros.


Um transporte mal feito, sem técnica, sem conhecimentos pode provocar danos muitas
vezes irreversíveis à integridade física do acidentado.
Existem várias maneiras de se transportar um acidentado. Cada maneira é compatível
com o tipo de situação em que o acidentado se encontra e as circunstâncias gerais do
acidente.
Cada técnica de transporte requer habilidade e maneira certa para seja executada.
Sendo quase sempre é necessário o auxílio de outras pessoas, orientadas por quem
estiver prestando os primeiros socorros.De uma maneira geral, o transporte bem realizado
deve adotar:

-Princípios de segurança para a proteção da integridade do acidentado;


-Conhecimento das técnicas para o transporte do acidentado consciente, que não
pode deambular;
-Transporte do acidentado inconsciente;
-Cuidados com o tipo de lesão que o acidentado apresenta;
-Técnicas e materiais para cada tipo de transporte.

Em muitos tipos de transporte teremos de contar com o auxílio de um, dois ou mais
voluntários. Para estes casos a técnica correta também varia de acordo com o número de
pessoas que realizam o transporte.
O transporte de vítimas é assunto que suscita polêmicas. Deve-se tentar troca de
informações entre pessoas que tenham experiências, no intuito de transformá-las em
exemplos úteis. Trata-se de assunto em que a proficiência depende quase que
exclusivamente de prática e habilidade física.
Antes de iniciar qualquer atividade de remoção e transporte de acidentados, assegurar-se
da manutenção da respiração e dos batimentos cardíacos, hemorragias deverão ser
controladas e todas as lesões traumato-ortopédicas deverão ser imobilizadas. O estado
de choque deve ser prevenido.
O acidentado de fratura da coluna cervical só pode ser transportado, sem orientação
médica ou de pessoal especializado, nos casos de extrema urgência ou iminência de
perigo para o acidentado e para quem estiver socorrendo-o.
Enquanto se prepara o transporte de um acidentado, acalmá-lo, principalmente
demonstrando tranquilidade, com o controle da situação.É necessário estar sereno para
que o acidentado possa controlar suas próprias sensações de temor ou pânico.
É recomendável o transporte de pessoas nos seguintes casos:

-Vítima inconsciente.
-Estado de choque instalado.
-Grande queimado.
-Hemorragia abundante. Choque.
-Envenenado, mesmo consciente.
-Picado por animal peçonhento.
-Acidentado com fratura de membros inferiores, bacia ou coluna vertebral.
-Acidentados com luxação ou entorse nas articulações dos membros inferiores.

O uso de uma, duas, três ou mais pessoas para o transporte de um acidentado depende
totalmente das circunstâncias de local, tipo de acidente, voluntários disponíveis e
gravidade da lesão.
Os métodos que empregam um a duas pessoas socorrendo são ideais para transportar
um acidentado que esteja inconsciente devido a afogamento, asfixia e
envenenamento.Este método, porém, não é recomendável para o transporte de um ferido
com suspeita de fratura ou outras lesões mais graves. Para estes casos, sempre que
possível, deve-se usar três ou mais pessoas.
Para o transporte de acidentados em veículos, alguns cuidados devem ser observados. O
corpo e a cabeça do acidentado deverão estar seguros, firmes, em local acolchoado ou
forrado.
O condutor do veículo deverá ser orientado para evitar freadas bruscas e manobras que
provoquem balanços exagerados. Qualquer excesso de velocidade deverá ser evitado,
especialmente por causa do nervosismo ou pressa em salvar o acidentado. O excesso de
velocidade, ao contrário, poderá fazer novas vítimas. Se for possível, deve ser usado o
cinto de segurança.
Assegurar o conforto e segurança do acidentado dentro do veículo transportador. E
sempre que possível anotar e registrar, de preferência em papel, todos os sinais e
sintomas observados e a assistência que foi prestada, estas informações devem
acompanhar o acidentado, mesmo na ausência de quem o socorreu, e podem vir a ser de
grande utilidade no atendimento posterior.

Métodos de Transporte com uma pessoa

Transporte de Apoio
Passa-se o braço do acidentado por trás da sua nuca, segurando-a com um de seus
braços, passando seu outro braço por trás das costas do acidentado, em diagonal.
É usado para as vítimas de vertigem, de desmaio, com ferimentos leves ou pequenas
perturbações que não os tornem inconscientes e que lhes permitam caminhar.

Transporte ao Colo

Uma pessoa sozinha pode levantar e transportar um acidentado, colocando um braço


debaixo dos joelhos do acidentado e o outro, bem firme, em torno de suas costas,
inclinando o corpo um pouco para trás.
O acidentado consciente pode melhor se fixar, passando um de seus braços pelo pescoço
da pessoa que o está socorrendo.
Caso se encontre inconsciente, ficará com a cabeça estendida para trás, o que é muito
bom, pois melhora bastante a sua ventilação.
Usa-se este tipo de transporte em casos de envenenamento ou picada por animal
peçonhento, estando o acidentado consciente, ou em casos de fratura, exceto da coluna
vertebral.

Transporte nas Costas


Uma só pessoa socorrendo também pode carregar o acidentado nas costas. Esta põe os
braços sobre os ombros da pessoa que está socorrendo por trás, ficando suas axilas
sobre os ombros deste.
A pessoa que está socorrendo busca os braços do acidentado e segura-os, carregando o
acidentado arqueado, como se ela fosse um grande saco em suas costas.
O transporte nas costas é usado para remoção de pessoas envenenadas ou com
entorses e luxações dos membros inferiores, previamente imobilizados.

Transporte de Bombeiro

Primeiro coloca-se o acidentado em decúbito ventral. Em seguida, ajoelha-se com um só


joelho e, com as mãos passando sob as axilas do acidentado, o levanta, ficando agora de
pé, de frente para ele.
A pessoa que está prestando os primeiros socorros coloca uma de suas mãos na cintura
do acidentado e com a outra toma o punho, colocando o braço dela em torno de seu
pescoço. Abaixa-se, então, para frente, deixando que o corpo do acidentado caia sobre
os seus ombros.
A mão que segurava a cintura do acidentado passa agora por entre as coxas, na altura da
dobra do joelho, e segura um dos punhos do acidentado, ficando com a outra mão livre.
Este transporte pode ser aplicado em casos que não envolvam fraturas e lesões graves.
É um meio de transporte eficaz e muito útil, se puder ser realizado por uma pessoa ágil e
fisicamente capaz.
Transporte de Arrasto em Lençol
Seguram-se as pontas de uma das
extremidades do lençol,
cobertor ou lona, onde se
encontra apoiada a cabeça do

acidentado, suspende-se um pouco e arrasta-se a pessoa


para o local desejado.

Manobra de Retirada de Acidentado de um Veículo:


-Essas vítimas apresentam suspeita de fratura de coluna;
-A pessoa que for prestar os primeiros socorros, colocando-se por trás passa as mãos
sob as axilas do acidentado, segura um de seus braços de encontro ao seu tórax, e a
arrasta para fora do veículo, apoiando suas costas nas coxas.
-Esta manobra deve ser feita apenas em situações de extrema urgência.

Métodos de Transporte Feito por Duas Pessoas

Transporte de Apoio

Passa-se o braço do acidentado por trás da nuca das duas pessoas que estão
socorrendo, segurando-a com um dos braços, passando o outro braço por trás das costas
do acidentado, em diagonal.
Este tipo de transporte é usado para pessoas obesas, na qual uma única pessoa não
consiga socorrê-lo e removê-lo.
Geralmente são de vertigem, de desmaio, com ferimentos leves ou pequenas
perturbações que não os tornem inconscientes.

Transporte de Cadeirinha

As duas pessoas se ajoelham, cada uma de um lado da vítima. Cada uma passa um
braço sob as costas e outro sob as coxas da vítima. Então, cada um segura com uma das
mãos o punho e, com a outra, o ombro do companheiro. As duas pessoas erguem-se
lentamente, com a vítima sentada na cadeira improvisada.
Cada uma das pessoas que estão prestando os primeiros socorros segura um dos seus
braços e um dos braços do outro, formando-se um assento onde a pessoa acidentada se
apoia, abraçando ainda o pescoço e os ombros das pessoas que a está socorrendo.

Transporte pelas Extremidades

Uma das pessoas que estão prestando os primeiros socorros segura com os braços o
tronco da vítima, passando-os por baixo das axilas da mesma. A outra, de costas para o
primeiro, segura as pernas da vítima com seus braços.
Transporte ao Colo

A vítima é abraçada e levantada, de lado, até a altura do tórax das pessoas que a estão
socorrendo.
O acidentado pode ser um fraturado ou luxado de ombro superior ou inferior, e o membro
afetado deve sempre ficar para o lado do corpo das pessoas que estão socorrendo, a fim
de melhor protegê-lo (tendo sido antes imobilizado).

Transporte de Cadeira

Quando a vítima está numa cadeira, pode-se transportar esta com a vítima, da seguinte
maneira: uma pessoa segura a parte da frente da cadeira, onde os pés se juntam ao
assento. O outro segura lateralmente os espaldares da cadeira pelo meio. A cadeira fica
inclinada para trás, pois a pessoa da frente coloca a borda do assento mais alto que a de
trás.
A atenção durante a remoção é muito importante para que a vítima não caia.
Transporte de Maca

A maca é o melhor meio de transporte. Pode-se fazer uma boa maca abotoando-se duas
camisas ou um paletó em duas varas ou bastões, ou enrolando um cobertor dobrado em
três, envolta de tubos de ferro ou bastões. Pode-se ainda usar uma tábua larga e rígida
ou mesmo uma porta.
Nos casos de fratura de coluna vertebral, deve-se tomar o cuidado de acolchoar as
curvaturas da coluna para que o próprio peso não lese a medula.
Se a vítima estiver de bruços (decúbito ventral), e apresentar vias aéreas permeáveis e
sinais vitais presentes, deve ser transportada nesta posição, com todo cuidado, pois
colocá-la em outra posição pode agravar uma lesão na coluna.

Métodos de Transportes Feito por Três ou Mais Pessoas

Transporte ao Colo

Havendo três pessoas, por exemplo, eles se colocam enfileirados ao lado da vítima, que
deve estar de abdômen para cima.
Abaixam-se apoiados num dos joelhos e com seus braços a levantam até a altura do
outro joelho.
Em seguida, erguem-se todos ao mesmo tempo, trazendo a vítima de lado ao encontro de
seus troncos, e a conduzem para o local desejado.

Transporte de Lençol pelas Pontas


Com quatro pessoas, cada um segura uma das pontas do lençol, cobertor ou lona,
formando uma espécie de rede onde é colocada e transportada a vítima.
Este transporte não serve para lesões de coluna, nestes casos a vítima deve ser
transportada em superfície rígida.

Transporte de Lençol pelas Bordas


Coloca-se a vítima no meio do lençol enrolam-se as bordas laterais deste, bem enroladas.
Estes lados enrolados permitem segurar firmemente o lençol e levantá-lo com a vítima.
Em geral, duas pessoas de cada lado podem fazer o serviço, mais três é melhor; Para
colocar a vítima sobre o cobertor, é preciso enfiar este debaixo do corpo dela. Para isto,
dobram-se várias vezes uma das bordas laterais do lençol, de modo que ela possa
funcionar como cunha.
Enfia-se esta cunha devagar para baixo da vítima. Depois disso é que se enrolam as
bordas laterais para levantar e carregar a vítima.Este transporte também não é
recomendado para os casos de lesão na coluna. Nestes casos a vítima deve ser
transportada em superfície rígida.

Remoção de vítima com suspeita de fratura de coluna


Pode ser aplicado em vítima consciente ou não. A remoção de uma vítima com suspeita
de fratura de coluna ou de bacia e/ou acidentado em estado grave, com urgência de um
local onde a maca não consegue chegar, deverá ser efetuada como se seu corpo fosse
uma peça rígida, levantando, simultaneamente, todos os segmentos do seu corpo,
deslocando o acidentado até a maca. A movimentação deve ser realizada em bloco.

Importante

A falta dos cuidados anteriormente descritos pode agravar as lesões ocorridas nos
acidentes.
Devido às circunstâncias em que muitas emergências ocorrem, é importante que
estejamos capacitados a tomar decisões corretas e saiba improvisar os materiais
necessários à sua ação, a partir dos recursos disponíveis no local da ocorrência.
Esta capacidade requer bom senso, criatividade e espírito prático, que constituem
elementos fundamentais para formação de quem for socorrer a vítima.

Exemplos de Improvisação de Macas

1.Cabos de vassoura, galhos resistentes de árvores, canos, portas, tábuas, pranchas,


cobertores, paletós, camisas, lençóis, lonas, tiras de pano, sacos de pano, cordas,
barbantes, cipós e uma série de materiais são adequados e de utilidade para se
improvisar uma maca. Varas, cabos de vassoura, canos ou galhos podem ser
introduzidos em dois paletós, casacos, gandula. As mangas deverão ser viradas do
avesso e passadas por dentro do casaco ou gandula, e estes abotoados para que fiquem
firmes.
2. Cipó, corda, barbante ou arame de tamanho adequado podem ser trançados entre dois
bastões rígidos dos exemplos já sugeridos, para formar uma espécie de rede flexível e
esticada. Manta, cobertor, lençol, toalha ou lona podem ser dobrados sobre dois bastões
rígidos ou ainda sem os mesmos.
6 PRIMEIROS SOCORROS – TÉCNICAS

 Parada cardio-respiratória

Podemos definir parada cardíaca como sendo a interrupção repentina da função de


bombeamento cardíaco, que pode ser constatada pela falta de batimentos do acidentado
(ao encostar o ouvido na região anterior do tórax do acidentado), pulso ausente (não se
consegue palpar o pulso) e ainda quando houver dilatação das pupilas (menina dos
olhos), e que, pode ser revertida com intervenção rápida, mas que causa morte se não for
tratada.
Chamamos de parada respiratória o cessamento total da respiração, devido à falta de
oxigênio e excesso de gás carbônico no sangue.
A parada cardíaca e a parada respiratória podem ocorrer por diversos fatores, atuando de
modo isolado ou associado.
Em determinadas circunstâncias, não é possível estabelecer com segurança qual ou
quais os agentes que as produziram.
Podem ser divididas em dois grupos, e a importância desta classificação é que a conduta
de quem está socorrendo varia de acordo com a causa.

Primárias

A parada cardíaca se deve a um problema do próprio coração, causando uma arritmia


cardíaca, geralmente a fibrilação ventricular.
A causa principal é a isquemia cardíaca (chegada de quantidade insuficiente de sangue
oxigenado ao coração). São as principais causas de paradas cardíacas em adultos que
não foram vítimas de traumatismos.

Secundárias

A disfunção do coração é causada por problema respiratório ou por uma causa externa.
São as principais causas de parada cardío-respiratória em vítimas de traumatismos:

-Oxigenação deficiente: obstrução de vias aéreas e doenças pulmonares.


-Transporte inadequado de oxigênio: hemorragia grave, estado de choque, intoxicação
por monóxido de carbono.
-Ação de fatores externos sobre o coração: drogas e descargas elétricas.

A rápida identificação da PCR é essencial para o salvamento de uma vida potencialmente


em perigo. Uma parada respiratória não resolvida leva o acidentado à parada cardíaca
devido a hipóxia cerebral e do miocárdio.
Se o coração para primeiro, as complicações serão maiores, pois a chegada de
oxigênio ao cérebro estará instantaneamente comprometida: os músculos respiratórios
perdem rapidamente a eficiência funcional; ocorre imediata parada respiratória podendo
ocorrer lesão cerebral irreversível e morte.

Identificação de PCR
Somente uma grande hemorragia externa e o edema agudo de pulmão devem merecer a
primeira atenção antes da parada cardíaca. A identificação e os primeiros atendimentos
devem ser iniciados dentro de um período de no máximo 4 minutos a partir da ocorrência,
pois os centros vitais do sistema nervoso ainda continuam em atividade.
Os órgãos mais sensíveis à falta de oxigênio são o cérebro e o coração. A lesão cerebral
irreverrível ocorre geralmente após quatro a seis minutos (morte cerebral).
Os acidentados submetidos a baixas temperaturas (hipotermia) podem suportar períodos
mais longos sem oxigênio, pois o consumo de oxigênio pelo cérebro diminui.
Ao iniciar o atendimento devemos verificar o nível de consciência, tentando observar as
respostas do acidentado aos estímulos verbais: "Você está bem?". Se o acidentado não
responder, comunicar imediatamente ao atendimento especializado e posicionar o
acidentado em decúbito dorsal, sobre superfície plana e rígida.

Elementos que definem PCR:

-Ausência de pulso numa grande artéria;


-Apnéia ou respiração arquejante. Na maioria dos casos a apnéia ocorre cerca de 30
segundos após a parada cardíaca;
-Espasmo (contração súbita e violenta) da laringe;
-Cianose (coloração arroxeada da pele e lábios);
-Inconsciência. Toda vítima em PCR está inconsciente;
-Dilatação das pupilas, que começam a se dilatar após 45 segundos de interrupção de
fluxo de sangue para o cérebro.

Ressuscitação cardiorrespiratória (RCR)

É um conjunto de medidas utilizadas no atendimento à vítima de parada


cardiorrespiratória (PCR). O atendimento correto exige o emprego de técnicas adequadas
para o suporte das funções respiratórias e circulatórias.
A aplicação imediata das medidas de RCR é uma das atividades que exige conhecimento
e sua execução deve ser feita com calma e disposição.
A probabilidade de execução da atividade de RCR é bem pequena, porém se a ocasião
aparecer, ela pode representar a diferença entre a vida e a morte para o acidentado.
C - Suporte circulatório
A - Abertura das vias aéreas
B - Ventilação artificial

Realizar inicialmente 2 movimentos respiratórios e após 30 compressões cardíacas. Não


parar. Seguir esse ritmo até a chegada do socorro médico ou até o recuperação dos
movimentos cardíacos e respiratórios espontâneos.
Obs.: Para a respiração, puxe bastante ar e cole a sua boca na boca da vítima e insufle,
até que haja elevação do tórax. As narinas da vítima devem ser fechadas com os dedos
polegar e indicador, para evitar a saída do ar que está sendo insuflado.
Se possível faça uma proteção entre os seus lábios e os da vítima, pegue um pedaço de
saco plástico e fure com o dedo, coloque-o na boca da vítima, cada vez que você for
realizar a respiração, seus lábios não tocarão os da vítima.

Limitações da RCP
Com o tempo (minutos) a circulação cerebral obtida com as compressões torácicas vai
diminuindo progressivamente até se tornar ineficaz.
Durante a ressuscitação cardíorespiratória a pressão sistólica atinge de 60 a 80 mmHg,
mas a pressão diastólica é muito baixa, diminuindo a perfusão de vários órgãos entre os
quais o coração.
As paradas por fibrilação ventricular só podem ser revertidas pela desfibrilação.
O suporte básico da vida sem desfibrilação não é capaz de manter a vida por períodos
prolongados.
A reversão da parada cardío-respiratória na maioria dos casos também não é obtida,
deste modo é necessário se solicitar apoio ao atendimento especializado com
desfibrilação e recursos de suporte avançado.

Posicionamento para a RCP

Do acidentado

Posicionar o acidentado em superfície plana e firme.Mantê-lo em decúbito dorsal, pois as


manobras para permitir a abertura da via aérea e as manobras da respiração artificial são
mais bem executadas nesta posição.E a cabeça não deve ficar mais alta que os pés, para
não prejudicar o fluxo sanguíneo cerebral.
Caso o acidentado esteja sobre uma cama ou outra superfície macia ele deve ser
colocado no chão ou então deve ser colocada uma tábua sob seu tronco.
A técnica correta de posicionamento do acidentado deve ser obedecida utilizando-se as
manobras de rolamento.

Da pessoa que esta socorrendo:

Este deve ajoelhar-se ao lado do acidentado, de modo que seus ombros fiquem
diretamente sobre o esterno do acidentado.
É absolutamente contra indicado cessar as massagens por um tempo superior a alguns
segundos, pois a corrente sangüínea produzida pela compressão externa é inferior à
normal, representando apenas de 40 a 50% da circulação normal. Portanto, qualquer
interrupção maior no processo diminuirá a afluência de sangue no organismo.

Reavaliação

-Verificar pulso carotídeo após um minuto de ressuscitação cardíorespiratória e


depois a cada três minutos;
-Se pulso presente, verificar presença de respiração eficaz;
-Respiração presente: manter a vítima sob observação;
-Respiração ausente: continuar os procedimentos de respiração artificial e contatar
com urgência o atendimento especializado;
-Se o pulso ausente, iniciar RCR pelas compressões torácicas;
-Verificar diâmetro das pupilas.

Erros Comuns na Execução da Ressuscitação cardíorespiratória

-Posição incorreta das mãos;


-Profundidade de compressões inadequada;
-Incapacidade de manter um selamento adequado ao redor do nariz e da boca
durante a ventilação;
-Dobrar os cotovelos ou joelhos durante as compressões levando ao cansaço;
-Ventilações com muita força e rapidez levando à distensão do estômago;
-Incapacidade de manter as vias aéreas abertas;
-Não ativação rápida do atendimento especializado.

 Desmaio

É a perda súbita, temporária e repentina da consciência, devido à diminuição de sangue e


oxigênio no cérebro.

Principais Causas

Hipoglicemia, cansaço excessivo, fome, nervosismo intenso, emoções súbitas, susto,


acidentes principalmente os que envolvem perda sanguínea, dor intensa, prolongada
permanência em pé, mudança súbita de posição (de deitado para em pé), ambientes
fechados e quentes e disritmias cardíacas (bradicardia).

Sintomas

Fraqueza, suor frio abundante, náusea ou ânsia de vômito, palidez intensa, pulso
fraco, pressão arterial baixa, respiração lenta, extremidades frias, tontura, escurecimento
da visão e devido à perda da consciência, o acidentado cai.

Primeiros Socorros

A.Se a pessoa apenas começou a desfalecer:

-Sentá-la em uma cadeira, ou outro local semelhante;


-Curvá-la para frente;
-Baixar a cabeça do acidentado, colocando-a entre as pernas e pressionar a cabeça para
baixo;
-Manter a cabeça mais baixa que os joelhos;
-Fazê-la respirar profundamente, até que passe o mal-estar.

B. Havendo o desmaio:

-Manter o acidentado deitado, colocando sua cabeça e ombros em posição mais baixa em
relação ao resto do corpo;
-Afrouxar a sua roupa;
-Manter o ambiente arejado;
-Se houver vômito, lateralizar a cabeça, para evitar sufocamento;
-Depois que o acidentado se recuperar, pode ser dado a ela café, chá ou mesmo água
com açúcar.
 Convulsão

É uma contração violenta, ou série de contrações dos músculos voluntários, com


ou sem perda de consciência.

Principais Causas

Indivíduos com histórico anterior de convulsão; exposição à agentes químicos de


poder convulsígeno, tais como os inseticidas clorados e o óxido de etileno; febre muito
alta devido a processos inflamatórios e infecciosos, ou degenerativos; hipoglicemia;
alcalose; erro no metabolismo de aminoácidos; hipocalcemia; traumatismo na cabeça;
hemorragia intracraniana; edema cerebral; tumores; intoxicações por gases; álcool;
drogas alucinatórias; insulina; dentre outros agentes; epilepsia ou outras doenças do
sistema nervoso central.

Sintomas

Inconsciência; queda desamparada, onde a vítima é incapaz de fazer qualquer


esforço para evitar danos físicos a si própria; olhar vago, fixo e/ou revirar dos olhos;
midríase (pupila dilatada); lábios cianosados; espumar pela boca; morder a língua e/ou
lábios; corpo rígido e contração do rosto; palidez intensa; movimentos involuntários e
desordenados; perda de urina e/ou fezes (relaxamento esfincteriano); geralmente os
movimentos incontroláveis duram de 2 a 4 minutos, tornando-se, então, menos violentos e
o acidentado vai se recuperando gradativamente. Estes acessos podem variar na sua
gravidade e duração.
Depois da recuperação da convulsão há perda da memória, que se recupera mais
tarde.

Primeiros Socorros

Tentar evitar que a vítima caia desamparadamente, cuidando para que a cabeça
não sofra traumatismo e procurando deitá-la no chão com cuidado, acomodando-a.
Retirar da boca próteses dentárias móveis (pontes, dentaduras) e eventuais
detritos.
Remover qualquer objeto com que a vítima possa se machucar e afastá-la de
locais e ambientes potencialmente perigosos, como por exemplo: escadas, portas de
vidro, janelas, fogo, eletricidade, máquinas em funcionamento.
Não interferir nos movimentos convulsivos, mas assegurar-se que a vítima não
está se machucando.
Afrouxar as roupas da vítima no pescoço e cintura.
Virar o rosto da vítima para o lado, evitando assim a asfixia por vômitos ou
secreções.
Não colocar nenhum objeto rígido entre os dentes da vítima.
Não jogar água fria no rosto da vítima.
Quando passar a convulsão, manter a vítima deitada até que ela tenha plena
consciência e autocontrole.
Se a pessoa demonstrar vontade de dormir, deve-se ajudar a tornar isso possível.
Contatar o atendimento especializado do SAMUpela necessidade de diagnóstico e
tratamentos precisos.

Estado Pós-Convulsivo

É o que ocorre após a convulsão. A vítima pode apresentar algum destes


sintomas: sono, dificuldade para falar, palavras sem nexo, sair caminhando sem
direção,não deixe a vítima sozinha nesta fase, pois ela pode atravessar a rua e ser
atropelada.

Considerações
No caso de se propiciar meios para que a vítima durma, mesmo que seja no chão,
no local de trabalho, a melhor posição para mantê-la é deitada na "posição lateral de
segurança―;
Devemos fazer uma inspeção no estado geral da vítima, a fim de verificar se ela
está ferida e sangrando. Conforme o resultado desta inspeção, devemos proceder no
sentido de tratar das consequências do ataque convulsivo, cuidando dos ferimentos e
contusões.
Permanecer junto à vítima, até que ela se recupere totalmente. Devemos
conversar com a vítima, demonstrando atenção e cuidado com o caso, e informá-la onde
está e com quem está, para dar-lhe segurança e tranqüilidade. Pode ser muito útil saber
da vítima se ela é epiléptica.
Em qualquer caso de ataque convulsivo, a vítima deve ser encaminhada ao
hospital especialmente se a vítima tiver um segundo ataque; se as convulsões durarem
mais que 5 minutos ou se a vítima for mulher grávida.

 Insolação

É causada pela ação direta e prolongada dos raios de sol sobre o indivíduo.
É uma emergência médica caracterizada pela perda súbita de consciência e
falência dos mecanismos reguladores da temperatura do organismo. Este tipo de
incidente afeta geralmente as pessoas que trabalham com exposição excessiva a
ambientes muito quentes ou que sofrem exposição demorada e direta aos raios
solares.Podendo ocorrer também sem a perda da consciência e afetar pessoas
susceptíveis, mesmo que não estejam expostas a condições de calor excessivo.
Os fatores predisponentes para estes casos são as doenças cardiovasculares,
alcoolismo, sedativo e drogas anticolinérgicas.
Nos casos muito graves de insolação pode haver lesões generalizadas nos tecidos
do organismo, principalmente nos tecidos nervosos; morbidade e morte podem ocorrer
como resultado de destruição das funções renal, hepática, cardiovascular e cerebral.

Sintomas

Os sintomas que surgem lentamente: cefaleia (dor de cabeça), tonteira, náusea,


pele quente e seca (não há suor), pulso rápido, temperatura elevada, distúrbios visuais e
confusão. E os que Surgem bruscamente são: respiração rápida e difícil, palidez (às
vezes desmaio), temperatura do corpo elevada, extremidades arroxeadas, eventualmente
pode ocorrer coma. A ocorrência de hiperventilação causa alcalose respiratória inicial.

Primeiros Socorros

O objetivo inicial é baixar a temperatura corporal, lenta e gradativamente, remover


o acidentado para um local fresco, à sombra e ventilado, e remover o máximo de peças
de roupa do acidentado.
Se estiver consciente, deverá ser mantido em repouso e recostado (cabeça
elevada).Pode-se oferecer bastante água fria ou gelada ou qualquer líquido não alcoólico
para ser bebido.
Se possível deve-se borrifar água fria em todo o corpo do acidentado,
delicadamente.
Podem ser aplicadas compressas de água fria na testa, pescoço, axilas e virilhas.
Tão logo seja possível, o acidentado deverá ser imerso em banho frio ou envolto
em panos ou roupas encharcadas.
Atenção especial deverá ser dada à observação dos sinais vitais. Se ocorrer
parada respiratória, deve-se proceder à respiração artificial, associada à massagem
cardíaca externa, caso necessário.

 Intermação

Éa ação indireta dos raios solares: abrigados do sol.

Primeiros socorros

Retirar a vítima do local; oferecer líquidos frios, se consciente; transportar ao


serviço de saúde; resfriar o corpo da vítima.

 Queimaduras

É a lesão dos tecidos produzida por substância corrosiva ou irritante, pela ação do
calor ou emanação radioativa.
A gravidade de uma queimadura não se mede somente pelo grau da lesão
(superficial ou profunda), mas também pela extensão da área atingida.

Classificação das Queimaduras

1º Grau

Lesão das camadas superficiais da pele, com: eritema (vermelhidão), dor local
suportável,e inchação.

2º Grau:

Lesão das camadas mais profundas da pele, com: eritema (vermelhidão),


formação de flictenas (bolhas), inchação, dor e ardência locais, e de intensidade variadas.

3º Grau:

Lesão de todas as camadas da pele, comprometendo os tecidos mais


profundos,podendo ainda alcançar músculos e ossos. Estas queimaduras se apresentam
secas, esbranquiçadas ou de aspecto carbonizado, pouca ou nenhuma dor local, pele
branca escura ou carbonizada, e não ocorrem bolhas.
4º Grau

Uma queimadura elétrica (quarto grau) envolve a completa destruição de todos os


tecidos, desde a epiderme até o tecido ósseo subjacente. Este tipo de queimadura ocorre
normalmente em resultado do contato com a eletricidade. Haverá uma ferida de entrada,
que estará carbonizada e deprimida. No local da saída da eletricidade do corpo, haverá
também uma ferida de saída, que normalmente exibe bordas explosivas. Se a ocorrente
foi forte o suficiente, também poderão ocorrer fraturas do osso subjacente.

Gravidade da Queimadura

Depende da causa, profundidade, percentual de superfície corporal queimada,


localização, associação com outras lesões, comprometimento de vias aéreas e estado
prévio do acidentado.Como efeitos gerais (sistêmicos) das queimaduras podem ter:
-Choque primário (neurogênico) – vasodilatação;
-Choque secundário – hipovolemia;
-Infecção bacteriana secundária a lesão;
-Paralisia respiratória e fibrilação - choque elétrico.

Extensão das lesões

Se dá através da ―regra dos nove―;O grau de mortalidade das queimaduras está


relacionado com a profundidade e extensão da lesão e com a idade do acidentado.
Queimaduras que atinjam 50% da superfície do corpo são geralmente fatais,
especialmente em crianças e em pessoas idosas.

Graves

Todo tipo de queimadura, de qualquer grau e extensão, se houver complicação por


lesão do trato respiratório; queimadura de terceiro grau na face, mão e pé.Queimadura de
segundo grau que tenha atingido mais de 30% da superfície corporal.

Moderadas

As queimadura de primeiro grau que tenha atingido mais de 50% da superfície


corporal; queimadura de segundo grau que tenha atingido mais de 20% da superfície
corporal; queimadura de terceiro grau que tenha atingido até 10% da superfície corporal,
sem atingir face, mãos e pés.

Leves
As queimadura de primeiro grau com menos de 20% da superfície corporal
atingida; queimadura de segundo grau com menos de 15% da superfície corporal
atingida; queimadura de terceiro grau com menos de 2% da superfície corporal atingida.

Atenção!!

Deve-se suspeitar de queimaduras de vias aéreas superior:


-Queimadura de face;
-Sobrancelhas queimada;
-Pêlos nasais queimado;
-Queimaduras na boca;
-Escarro carbonáceo (negro);
-Lábios inchados;
-Rouquidão é um sinal precoce;
-Estridor (ruído agudo semelhante ao da foca) - sinal tardio e 85% de obstrução;
-Queimaduras em espaço confinado.
-Grande Queimado

Primeiros Socorros à Vítimas de Queimaduras

Afaste a vítima da origem da queimadura e retire sua veste, se a peça for de fácil
remoção.
Caso contrário abafe o fogo envolvendo-a em cobertor, colcha ou casaco.
Lave a região afetada com água fria (1ºgrau) mas não esfregue a região atingida, evitando
o rompimento das bolhas.
Aplique compressas frias utilizando pano limpo. Não aplique unguentos, graxas, óleos,
pasta de dente, margarina etc, sobre a área queimada.
Mantenha a vítima em repouso e evite o estado de choque e procure um médico

Importante: Nas queimaduras por CAL SODADA (soda cáustica),devemos limpar as


áreas atingidas com uma toalha ou pano antes da lavagem, pois o contato destas
substância com a água cria uma reação química que produz enorme quantidade de calor.
Fogo no Vestuário

A combustão das roupas do acidentado agrava consideravelmente a severidade da lesão.


Nestes casos:
-Não deixar o acidentado correr;
-Obrigá-lo a deitar-se no chão com o lado das chamas para cima;
-Abafar as chamas usando cobertor, tapete, toalha de mesa, de banho, casaco ou
algo semelhante, ou faça-o rolar sobre si mesmo no chão;
-Começar pela cabeça e continuar em direção aos pés;
-Se houver água, molhar a roupa do acidentado;
-Não usar água se a roupa estiver com gasolina, óleo ou querosene;
-É absolutamente contra indicado a aplicação sobre a queimadura de qualquer
substância que não seja água na temperatura ambiente ou pano úmido muito limpo.

 Estado de Choque

Complexo grupo de síndromes cardiovasculares agudas que não possui, uma definição
única que compreenda todas as suas diversas causas e origens. Se dá quando há mal
funcionamento entre o coração, vasos sanguíneos (artérias ou veias) e o sangue,
instalando-se um desequilíbrio no organismo.
O choque é uma grave emergência médica. O correto atendimento exige ação rápida e
imediata. Vários fatores predispõem ao choque. Há vários tipos de choque.

Tipos de Choque

Choque Hipovolêmico:É o choque que ocorre devido à redução do volume intravascular


por causa da perda de sangue, de plasma ou de água perdida em diarreia e vômito.
Choque Cardiogênico: Ocorre na incapacidade de o coração bombear um volume de
sangue suficiente para atender às necessidades metabólicas dos tecidos.
Choque Septicêmico: Pode ocorrer devido a uma infecção sistêmica.;
Choque Anafilático: É uma reação de hipersensibilidade sistêmica, que ocorre quando um
indivíduo é exposto a uma substância à qual é extremamente alérgico.
Choque Neurogênico: decorre da redução do tônus vasomotor normal por distúrbio da
função nervosa. Pode ser causado, por exemplo, por transecção da medula espinhal ou
pelo uso de medicamentos, como bloqueadores ganglionares ou depressores do sistema
nervoso central.

Causas Principais do Estado de Choque:

-Hemorragias intensas (internas ou externas);


-Infarto;
-Taquicardias;
-Bradicardias;
-Queimaduras graves;
-Processos inflamatórios do coração;
-Traumatismos do crânio e traumatismos graves de tórax e abdômen;
-Envenenamentos;
-Afogamento;
-Choque elétrico;
-Picadas de animais peçonhentos;
-Exposição a extremos de calor e frio;
-Septicemia.

No ambiente de trabalho, todas as causas citadas acima podem ocorrer,


merecendo especial atenção os acidentes graves com hemorragias extensas, com perda
de substâncias orgânicas em prensas, moinhos, extrusoras, ou por choque elétrica, ou
por envenenamentos por produtos químicos, ou por exposição a temperaturas extremas.

Sintomas

A vítima de estado de choque ou na iminência de entrar em choque apresenta geralmente


os seguintes sintomas:

-Pele pálida, úmida, pegajosa e fria. Cianose (arroxeamento) de extremidades, orelhas,


lábios e pontas dos dedos;
-Suor intenso na testa e palmas das mãos;
-Fraqueza geral;
-Pulso rápido e fraco;
-Sensação de frio, pele fria e calafrios;
-Respiração rápida, curta, irregular ou muito difícil;
-Expressão de ansiedade ou olhar indiferente;
-Profundo com pupilas dilatadas, agitação;
-Medo (ansiedade);
-Sede intensa;
-Visão nublada;
-Náuseas e vômitos;
-Respostas insatisfatórias a estímulos externos;
-Perda total ou parcial de consciência;
-Taquicardia.

Primeiros Socorros: Prevenção do Choque

Deitar a vítima:

Deve-se deitar a vítima de costas, afrouxar as roupas da vítima no pescoço, peito


e cintura e, em seguida, verificar se há presença de prótese dentária, objetos ou alimento
na boca e os retirar.
Os membros inferiores devem ficar elevados em relação ao corpo, este
procedimento deve ser feito apenas se não houver fraturas desses membros; ele serve
para melhorar o retorno sanguíneo e levar o máximo de oxigênio ao cérebro. Não erguer
os membros inferiores da vítima a mais de 30 cm do solo. No caso de ferimentos no tórax
que dificultem a respiração ou de ferimento na cabeça, os membros inferiores não devem
ser elevados.
No caso de a vítima estar inconsciente, ou se estiver consciente, mas sangrando
pela boca ou nariz, deitá-la na posição lateral de segurança, para evitar asfixia.
Verificar quase que simultaneamente se a vítima respira. Deve-se estar preparado
para iniciar a respiração boca a boca, caso a vítima pare de respirar.
Enquanto as providências já indicadas são executadas, observar o pulso da
vítima.No choque o pulso da vítima apresenta-se rápido e fraco (taquisfigmia).
Dependendo do estado geral e da existência ou não de fratura, a vítima deverá ser
deitada da melhor maneira possível. Isso significa observar se ela não está sentindo frio e
perdendo calor. Se for preciso, a vítima deve ser agasalhada com cobertor ou algo
semelhante, como uma lona ou casacos.
Se o socorro médico estiver demorando, tranquilizar a vítima, mantendo-a calma
sem demonstrar apreensão quanto ao seu estado. Permanecer em vigilância junto à
vítima para dar-lhe segurança e para monitorar alterações em seu estado físico e de
consciência.

 Hemorragias

É a perda de sangue através de ferimentos, pelas cavidades naturais como nariz,


boca, etc; ela pode ser também, interna, resultante de um traumatismo.
As hemorragias podem ser classificadas inicialmente em arteriais e venosas, e,
para fins de primeiros socorros, em internas e externas.
Hemorragias Arteriais: É aquela hemorragia em que o sangue sai em jato pulsátil e
se apresenta com coloração vermelho vivo.
Hemorragias Venosas: É aquela hemorragia em que o sangue é mais escuro e sai
continuamente e lentamente, escorrendo pela ferida.

Hemorragia interna

É a que ocorre internamente, ou seja, não se enxerga o sangue saindo, é mais difícil de
identificar. Algumas vezes, pode exteriorizar-se, saindo sangue em golfadas pela boca da
vítima. Suspeitar de hemorragia interna se o acidentado estiver envolvido em: acidente
violento, sem lesão externa aparente, queda de altura, contusão contra volante ou objetos
rígidos, queda de objetos pesados sobre o corpo.

Hemorragia interna – Sintomas

Pulso fraco e rápido; pele fria; sudorese e transpiração abundante; palidez intensa e
mucosas descoradas; sede acentuada; apreensão e medo vertigens; náuseas; vômito de
sangue; calafrios; estado de choque; confusão mental e agitação; "abdômen em tábua"
(duro não compressível); dispneia (rápida e superficial) e desmaio.

Hemorragia externa

É aquela que é visível, sendo, portanto mais fácil identificar. A hemorragia pode
ser arterial ou venosa. Na arterial, a saída de sangue acompanha os batimentos
cardíacos. Na Venosa, o sangue sai contínuo.

Consequências das Hemorragias

Hemorragias graves não tratadas ocasionam o desenvolvimento do estado de


choque e morte.
Hemorragias lentas e crônicas (por exemplo, através de uma úlcera) causam
anemia (ou seja, quantidade baixa de glóbulos vermelhos).
Técnicas de controle:

-Pressão direta;
-Elevação dos membros;
-Pontos de pressão arterial;
-Torniquete.

Hemorragia Interna

-Manter o paciente calmo, deitado com a cabeça de lado;


-Aplicar compressas frias ou gelo no local suspeito de hemorragia;
-Afrouxar a roupa;
-Providenciar transporte urgente;
-Não oferecer líquidos e alimentos.

Hemorragia nasal

-Sentar a vítima;
-Apertar com os dedos a narina, fazendo a vítima respirar pela boca;
-Colocar um chumaço de algodão na narina;
-Colocar toalha úmida, fria ou gelo sobre o rosto;
-Não assoar nariz pelo menos 1 hora após cessar sangramento.

Hemoptise

É a perda de sangue que vem dos pulmões, através das vias respiratórias. O
sangue flui pela boca, precedido de tosse, em pequena ou grande quantidade, de cor
vermelho vivo e espumoso.Causas: bronquiectasia, tuberculose, abscesso pulmonar,
tumor pulmonar, estenose da válvula mitral, embolia pulmonar, traumatismo, alergia
(poeiras, vapores, gases, etc).A seguinte conduta deve ser observada:
-Tranquilizar o acidentado e amenizar-lhe o medo;
-Deitá-lo de lado para prevenir sufocamento pelo refluxo de sangue;
-Deixá-lo em repouso;
-Recomendar que não fale e nem faça esforço;
-Não demonstrar apreensão;
-Providenciar transporte urgente para local onde possa receber atendimento
especializado.

Hematêmese

É a perda de sangue através de vômito de origem gástrica (sangramento, por


exemplo: úlcera) ou esofagiana (ruptura de varizes esofagianas). O sangue sai só ou
junto com resto de alimento. A coloração do sangue pode ser de um vermelho rutilante
(raro) ou, após ter sofrido ação do suco gástrico, apresentar-se com uma coloração
escura. É a chamada hematêmese em borra de café. Esta é comum em enfermidades
como varizes do esôfago, úlcera, cirrose e esquistossomose. Pode ter como causas:
mecânicas ou tóxicas (arsênico, sulfureto de carbono, mercúrio) ou inflamatórias.
Proceder de acordo com a seguinte conduta:
-Manter o acidentado em repouso em decúbito dorsal (ou lateral se estiver
inconsciente), não utilizar travesseiros.
-Suspender a ingestão de líquidos e alimentos.
-Aplicar bolsa de gelo ou compressas frias na área do estômago.
-Encaminhar o acidentado para atendimento especializado.

Estomatorragia

É o sangramento proveniente da cavidade oral/bucal.


Proceder à compressão da área que está sangrando, usando uma gaze ou pano
limpo até estancar a hemorragia. Dependendo do volume do sangramento e das
dificuldades para estancá-lo, deve-se procurar atendimento especializado imediatamente.
No caso de hemorragia dentária deve-se colocar um rolo de gaze, ou atadura, ou
um lenço enrolado e apertar fortemente o local que sangra contra a arcada dentária até a
contenção do sangramento. Isto pode ser feito com a mão ou o paciente mordendo a
compressa de tecido.
Melena e Enterorragia

É a perda de sangue escuro, brilhante, fétido e com aspecto de petróleo, pelo


orifício anal, geralmente provocada por hemorragia no aparelho digestivo alto (melena) ou
no aparelho digestivo baixo (enterorragia - sangue vivo).
Originado por doença gástrica ou devido a rompimento de varizes
esofagogástricas, cirrose hepática, febre tifóide, perfuração intestinal, gastrite
hemorrágica, retocolite ulcerativa inespecífica, tumores malignos do intestino e reto,
hemorroidas e outras. Obedecer aos seguintes procedimentos:
-Tranquilizar o acidentado e obter sua colaboração.
-Deitar o acidentado de costas.
-Aplicar bolsa de gelo sobre o abdômen, na região gástrica e intestinal.
-Aplicar compressas geladas na região anal (sangramento por hemorroidas).
-Encaminhar o acidentado para atendimento especializado com urgência.

Metrorragia

É a perda anormal de sangue pela vagina. Este tipo de hemorragia pode ter
causas variadas:
-Abortamento, provocado ou não;
-Hemorragias do primeiro trimestre da gravidez (gravidez ectópica e outras);
-Traumatismos causados por violências sexuais (estupro) e acidentes;
-Tumores malignos do útero ou da vulva (carcinomas);
-Hemorragia pós-parto, ocasionada pela retenção de membranas placentárias,
ruptura e traumatismos vaginais devidos ao parto ou não;
-Distúrbio menstrual.
Conduta no caso de hemorragias de vítimas reconhecidamente grávidas, ou com
suspeitas de gravidez admitida: manter a gestante em repouso, deitada, aquecida e
tranquiliza-la.Impedir sua deambulação e qualquer forma de esforço; conservar a
totalidade do sangue e dos produtos expulsos do útero para mostrar ao médico;
encaminhar para assistência médica ou serviços de saúde e prevenir o estado de choque.
Conduta no caso de hemorragias não relacionadas com a gravidez: investigar o
mais completamente possível a história para descartar uma possível gravidez; mantê-la
em repouso, deitada e procurar tranquiliza-la; impedir deambulação e qualquer forma de
esforço; aplicar absorvente higiênico externo; aplicar bolsa de gelo ou compressas
geladas sobre a região pélvica (baixo ventre). E encaminhar para
assistência..especializada.

Otorragia

É o sangue que sai pelo conduto auditivo externo. Pode ser causada por ferimento
no ouvido externo, contusão por corpo estranho e trauma.
Os traumatismos cranianos podem provocar hemorragia pelo ouvido, quando
então, geralmente o sangue vem acompanhado de líquor. Não se deve estancar este tipo
de hemorragia, e a procura de socorro médico nestes casos deve ser urgente.
Nas otorragias simples, pode-se introduzir no ouvido um pequeno pedaço de gaze
e deixá-lo no local até que a hemorragia pare. É sempre conveniente encaminhar o
acidentado para atendimento especializado.

Hematúria
É a perda de sangue juntamente com a urina. Pode ocorrer em conseqüência de
traumatismo com lesão do aparelho urinário (rins, ureter, uretra, bexiga) ou em caso de
doença como nefropatia, cálculo, infecção, tumor, processo obstrutivo ou congestivo e
após intervenção cirúrgica no trato urinário.
Pode ser classificada em macroscópica ou microscópica, se é visível a olho nu ou
não, e em inicial, total e terminal, de acordo com a fase de micção em que
aparece.Encaminhar o acidentado para atendimento especializado.

 Torniquete

É uma técnica para controle de hemorragias graves que só deve ser usado
essencialmente no caso de amputação de membro( Braço ou Perna).
Técnica:

• Elevar o membro ferido acima do nível do coração.


• Usar uma faixa de tecido largo, com aproximadamente sete centímetros ou mais,
longo o suficiente para dar duas voltas, com pontas para amarração.
• Aplicar o torniquete logo acima da ferida.
• Passar a tira ao redor do membro ferido, duas vezes. Dar meio nó.
• Colocar um pequeno pedaço de madeira (vareta, caneta ou qualquer objeto
semelhante) no meio do nó. Dar um nó completo no pano sobre a vareta.
• Apertar o torniquete, girando a vareta.
• Fixar as varetas com as pontas do pano.
• Afrouxar o torniquete, girando a vareta no sentido contrário, a cada 10 ou 15
minutos.

ATENÇÃO!!

Devemos estar conscientes dos perigos decorrentes da má utilização do


torniquete. A má utilização (tempo muito demorado) pode resultar em deficiência
circulatória de extremidade.
É absolutamente contra indicado utilização de fios de arame, corda, barbante,
material fino ou sintético na técnica do torniquete. Usar torniquete nos casos de
hemorragias externas graves: esmagamento mutilador ou amputação traumática.
O acidentado com torniquete tem prioridade no atendimento e deve ser
acompanhada durante o transporte.
É importante lembrar também de marcar e anotar por escrito, de preferência no
próprio corpo do acidentado, a indicação de que há torniquete aplicado, o local e a hora
da aplicação, assim: TQ BRAÇO 10:15h
 Fraturas

É a quebra de um osso causada por uma pancada muito forte, uma queda ou
esmagamento. E podem ser classificadasem:fechadas que équando o osso quebrado não
perfura a pele.E exposta,quando o osso quebrado rompe a pele.

Suspeita-se de fratura ou lesões articulares quando houver:


-Dor intensa no local e que aumente ao menor movimento.
-Edema local.
-Crepitação ao movimentar (som parecido com o amassar de papel).
-Hematoma (rompimento de vasos, com acúmulo de sangue no local) ou equimose
(mancha de coloração azulada na pele e que aparece horas após a fratura).
-Paralisia (lesão de nervos).
Se manifestam com dor e edema (inchaço) local,dificuldade ou incapacidade de
movimentação, posição anormal da região atingida, há uma sensação de atrito das partes
ósseas no local da fratura, em fratura expostas há a rotura da pele com exposição do
osso fraturado.

Fratura fechada Fratura exposta


Fratura Fechada

Mantenha a vítima em repouso, evite movimentar a região atingida e o estado de


choque. Aplique compressas geladas ou saco de gelo no local lesado, até posterior
orientação médica.
Imobilize o local usando tábua, papelão, jornal ou revistas dobradas, travesseiro,
manta e tiras de pano. E proteja a região lesada usando algodão ou pano para evitar
danos à pele, faça a imobilização de modo que o aparelho atinja as duas articulações
próximas à fratura.
Amarre as talas com ataduras ou tiras de pano com firmeza, SEM APERTAR, em
4 pontos:
 ACIMA e ABAIXO DO LOCAL DA LESÃO.
 ACIMA e ABAIXO das articulações próximas à região lesão.
 Remova a vítima para o hospital mais próximo, após a imobilização
Fratura Exposta

Mantenha a vítima em repouso, evite movimentar a região atingida. Estanque a


hemorragia e faça um curativo protetor sobre o ferimento, usando compressas, lenço ou
pano limpo.
Evite o estado de choque, aplique compressas geladas ou saco de gelo no local lesado,
até posterior orientação médica.
Imobilize o local usando tábua, papelão, jornal ou revistas dobradas, travesseiro,
manta e tiras de pano. Remova a vítima para o hospital mais próximo, após a
imobilização.
IMPORTANTE: Não tente reduzir a fratura (colocar o osso quebrado no lugar).

Cuidado!!!

O deslocamento inadequado do acidentado, sua movimentação precipitada, a falta


de uma avaliação correta do caso, e outras atitudes descuidadas podem provocar lesões
graves do tipo:

-Desvio da fratura;
-Deslocamento do periósteo;
-Lesão do músculo;
-Penetração do osso através do foco de fratura;
-Perfuração da pele;
-Laceração de vaso sanguíneo;
-Hemorragia;
-Fratura exposta;
-Alto risco de infecção.

 Entorses

Entorses ocorrem quando uma articulação entre dois ossos são forçadas além de
seus limites causando muitas vezes hematomas e inchaço na região.O que fazer:
-Pode ser difícil diferenciar de uma fratura dependendo do grau do edema
(inchaço).
-Assim sendo, trate-o como uma fratura até que um médico examine e de o
diagnóstico final.
-Mesmo não havendo fratura, em alguns entorses o médico poderá proceder a
colocação de imobilização com gesso até a recuperação final.

 Luxações

Chama-se luxação ao fato de 2 ossos se desarticularem.Popularmente diz-se que


eles "saíram do lugar".O que fazer:Imobilize a articulação luxada e encaminhe a vítima ao
pronto socorro o mais breve possível.O que não fazer:Não tente colocar a articulação no
lugar!

Atenção !

Antes de enfaixar uma entorse ou distensão, aplicar bolsa de gelo ou compressa


de água gelada na região afetada para diminuir o edema e a dor. Caso haja ferida no local
da entorse, agir conforme indicado no item referente a ferimentos; cobrir com curativo
seco e limpo, antes de imobilizar e enfaixar. Ao enfaixar qualquer membro ou região
afetada, deve ser deixada uma parte ou extremidade à mostra para observação da
normalidade circulatória. As bandagens devem ser aplicadas com firmeza, mas sem
apertar, para prevenir insuficiência circulatória.

 Afogamento

Atirar à vítima um objeto flutuante; nadar até a vítima e acalma-lá; virar a cabeça
da vítima para fora da água; segurar a vítima pelas costas ou punho nadando até a
margem; e se necessário, fazer respiração artificial e massagem cardíaca

 Asfixia

Dificuldade ou parada respiratória, podendo ser provocada por: choque elétrico,


afogamento, deficiência de oxigênio atmosférico, obstrução das vias aéreas (boca, nariz e
garganta) por corpo estranho, envenenamento, etc.
A falta de oxigênio pode provocar sequelas dentro de 3 a 5 minutos, caso não seja
atendido convenientemente.

Causas de Asfixia

Obstáculo mecânico (corpo estranho como balas, alimentos , etc); e espaços


confinados com deficiência de ventilação (tubulações, etc).

Sintomas de Asfixia

Incapacidade de falar, respiração difícil e ruidosa e tosse fraca.

Primeiros Socorros à Vítimas de Asfixia

- Tente inicialmente: bater nas costas da vítima


- Não obtendo sucesso, aplique a MANOBRA DE HEIMLICH: coloque-se atrás da vítima
aperte-a com um único e forte golpe, repita até que desengasgue.
Se não obtiver sucesso e notar que a vítima está prestes a desmaiar:
-Coloque-a gentilmente no chão
-Estenda o pescoço da vítima, o que facilita a passagem do ar.
-Abra-lhe a boca e tente visualizar algo que possa estar causando a obstrução. Se
possível retire-o.Se não for possível retirá-lo, tente aplicar a manobra com a vítima
deitada. Neste caso:
-Coloque-se de joelhos sobre a vítima;
-Junte suas mãos no mesmo ponto, sobre o estômago;
-Faça a mesma compressão no sentido do abdômen para o tórax;
-Tendo conseguido a desobstrução, monitore os sinais vitais;
-Se necessário aplique a RCP.
 Penetração de Corpo Estranho

- Olhos

Caso os olhos apresentem-se apenas congestionados (vermelhos) sem sinais de


ferimentos, lavá-los com solução fisiológica estéril e encaminhamento;
Caso os olhos apresentem sinais de ferimentos com ou sem saída de sangue ou
secreções ou sob qualquer dúvida umedecer uma gaze estéril com soro fisiológico,
realizar um curativo fechado (tipo tampão) e encaminhar a criança.Cerca de um terço de
todos os casos de cegueira em crianças acontecem por acidentes evitáveis.O tipo de
acidente ocular mais comum é o decorrente do lançamento de brinquedo ou areia, que
atinge o olho da criança próxima‖.

- Ouvidos

Caso o corpo estranho esteja visível, com o auxílio de uma pinça, tentar retirá-lo,
porém se encontrar resistência, não insistir e encaminhar a criança. A avaliação da equipe
de saúde está indicada, pois há o risco de lesão ou perfuração da membrana timpânica,
principalmente no caso de sangramento.

- Nariz

Caso o corpo estranho esteja visível, com o auxílio de uma pinça, tentar retirá-lo,
porém se encontrar resistência ou, não insistir no procedimento e encaminhar a criança
para emergência. Observar se a narina apresenta-se obstruída, com secreção fétida e
sanguinolenta.

- Garganta:

Não introduzir os dedos na boca da criança para retirá-lo, exceto se o objeto for
longo e possível de ser puxado. Caso não consiga retirá-lo e a criança continuar
engasgada encaminhar para Pronto Socorro.

 Picada de Cobra Venenosa

-Acalme a vítima;
-Deite a vítima;
-Aplique compressas frias ou gelo;
-Transporte imediatamente a vítima;
-Não deixe a vítima caminhar;
-Não dê álcool, querosene ou infusões à vítima;
-Não faça garroteamento;
-Não corte a pele.

 Picada de inseto

As abelhas africanas e as vespas

- Retirar o ferrão com muito cuidado, para não espremer a bolsa de veneno, que
pode ter ficado presa na extremidade que ficou para fora da pele;
- Reações locais forem leves usar compressas frias no local, antialérgico e
analgésico;
- Choque manifestações clínicas mais intensas, como dificuldade para respirar,
palpitações, vômitos, perda de consciência ou convulsões.

Dez Mandamentos do Socorrista:

1 - Manter a calma
2 - Ter ordem de segurança
3 - Verificar riscos no local
4 - Manter o bom senso
5 - Ter espírito de liderança
6 - Distribuir tarefas
7 - Evitar atitudes intempestivas
8 - Dar assistência a vítima que corre o maior risco de vida
9 - Seja socorrista e não herói
10 - Pedir auxílio: telefonar para atendimento de urgência
7 LAVAGEM DE MÃOS

Higienização das Mãos

 Higiene das mãos realmente reduz a infecção hospitalar?


 Que produtos utilizar?
 O álcool substitui a lavagem das mãos?

Histórico

Ignaz Phillip Semmelweis: 1847 importância da lavagem das mãos; infecção


hospitalar – febre puerperal; Instituído a lavagem obrigatória das mãos; Lavagem das
mãos após contato com pacientes infectados; Diminuição da mortalidade de 18,27% para
1,27%.
Em 1960 Mortimer EA e cols:S.aureus residente em narinas: 54% dos RN
manuseados por profissional colonizado se colonizaram também;43% de colonização
após manuseio de RN colonizado por profissional não colonizado; Lavagem com
antisséptico – transmissão para 14%.
Em 1977nOjajarvi e cols:faz o uso frequente de sabão antisséptico ⇒ aumento do
número de microorganismos nas mãos. E em 1980 - Meers PD: Aumento de 17x no
número de colônias nas mãos com uso de sabão neutro ⇒ aumenta risco de
transmissão;Não basta lavar as mãos, é necessário manter a saúde da barreira cutânea.

Microbiota da Pele

- Microbiota Residente: Difícil remoção mecânica;Microorganismos: Estafilococos


coagulase negativos; Corvnebacterium; Micrococcus.

- Microbiota Transitória:Responsável pela maioria das IH; Meia vida


curta.Microorganismos:Enterobacter; P. aeruginosas.

Transmissão de patógenos pela mão

Microorganismo presente na pele do paciente ou em objetos próximos a ele;


Capacidade de sobrevivência do microrganismo por alguns minutos nas mãos; Lavagem
ou antissepsia inadequada ou omitida; Agente inapropriado para higiene das mãos
contaminadas para outro paciente.

Quando podemos adquirir patógenos pelas mãos?

 No manuseio do paciente namudança decúbito;


 verificação dos sinais vitais;
 contato com mão; contato com roupas de cama, roupas do pacientes;
 contato com objetos ou pertences próximo ao paciente;
Mecanismo de Transmissão

As justificativas para a não lavagem as mãos são:

 excesso de trabalho (ocupadas);


 mãos ressecadas; ausência aparente de sujidade;
 pias distantes e/ou indisponíveis;
 ausência de papel toalha;
 prioridade é o paciente;
 gasto de tempo.

Quando o Profissional de saúde deve lavar as mãos ?

-No início e fim de plantão;


-Antes e após contado com paciente;
-Entre o contato com diferentes pacientes;
-Antes e depois do contato com feridas, curativos, secreções, sondas,drenos,amostras ou
roupas de cama;
-Antes de realizar qualquer procedimento invasivo;
-Antes de preparar e/ou administrar medicamento;
-Após uso de sanitários;
-Depois de espirrar, tossir ou assoar o nariz;
-Depois de remover as luvas;
-Antes de se alimentar.

Recomendações complementares:

 Manter higiene e hidratação das mãos;


 Unhas cortadas e bem tratadas;
 Esmalte claro?
 Não usar adereços;
 Preferir sabão líquido;
 Trocar/ lavagem semanal do container;
 Se usar barra, coloca-lá em vasilha vazada que drene a água, usar tabletes pequenos;
 Cremes hidratantes e loções podem ser usados entre as lavagens de mãos, desde
que acondicionadas em recipientes individuais, e de uso único.

Lavagem das Mãos

Remove mecanicamente a sujidade e reduz a microbiota transitória. Os materiais


utilizados são: água + sabão/papel-toalha e feito com fricção 10-30 segundos;
A anti-sepsia das mãosreduz a microbiota residente e elimina da microbiota
transitóriaç e o uso de solução com propriedade germicida.
O Anti-sépticoágua+ PVP-I ou clorohexidina/papel toalha. E o álcool 70%
glicerinado + fricção 30s:Não usar papel-toalha;secar naturalmente. A água e sabão/
papel-toalhas /álcoolglicerinado/ secagem natural.

Antissepsia das Mãos:

 álcool 70%;
 mesma técnica da lavagem de mãos.
Preparo Cirúrgico das Mãos:

-Remove a microbiota transitória;


-Reduz a microbiota residente;
-Água + anti-séptico/ escovação por 2-5min;
-(PVPI/clorohexidina);
-Mãos até os cotovelos.
8PREPARO DO LEITO

Unidade do paciente

Espaço físico hospitalar onde o paciente permanece a maior parte do


tempo.Composição: cama, mesa de cabeceira, cadeira, mesa de refeições e
escadinha.Local de segurança e bem-estar.

Limpeza e preparo da unidade do paciente

Tem objetivo de remover mecanicamente o acúmulo de sujeira e ou matéria


orgânica e, assim, reduzir o número de microrganismos presentes.

Tipos de limpeza

Existem dois tipos: a limpeza concorrente sendo feita diariamente após a


arrumação da cama e a limpeza terminal,feita em todo o mobiliário da unidade do
paciente quando o leito é desocupado.

Preparo do leito

O leito confortável, devidamente preparado e biologicamente seguro, favorece o


repouso e sono adequado ao paciente.4 tipos:

-Cama fechada: é indicada para receber um novo paciente;


-Cama aberta: é preparada para o paciente que tem condições de se locomover;
-Cama aberta com paciente acamado: é aquela preparada com o paciente no leito;
-Cama de operado: é preparada para receber paciente operado ou submetido a
procedimentos diagnósticos ou terapêuticos

Materiais

Luvas de procedimento; 2 lençóis; 1 forro móvel (s/n); 1 traçado; 1 impermeável; 1


cobertor; 1 colcha; 1 fronha; Suporte de hamper.

Preparo de leito fechado/aberto

Sua finalidade épreparar o leito para o recebimento do paciente.Indicaçãosempre


que houver a necessidade de internação de um novo paciente (leito fechado). Troca diária
ou quando necessário (leito aberto).
Responsabilidade:Enfermeiro e técnico de Enfermagem.
Recomendações: Fazer o mínimo de movimentação possível na arrumação do
leito e usar da mecânica corporal e movimentos sincronizados.

Técnica
-Higienizar as mãos;
-Calçar as luvas;
-Reunir as roupas de cama limpas, levar para o quarto e colocar sobre uma superfície
seca e limpa;
-Estender o lençol protetor do colchão, dobrando e prendendo as pontas sob o colchão de
modo que o lençol de baixo esteja esticado e sem pregas sobre a camaç
-Colocar a fronha no travesseiro;
-Colocar o traçado e o impermeável no terço central, fixando as laterais sob o colchão;
-Centralizar a dobra longitudinal do lençol de cima e abrir em camadas dobradas na
direção de um dos lados da cama;
-Prender nos pés da cama a parte do lençol que sobrar;
-Deixar a unidade em ordem;
-Higienizar as mãos.

Preparo de leito aberto com paciente

Sua finalidade é manter o leito limpo e o conforto do paciente. A indicaçãoé diária


ou sempre que necessário.Contra-indicação:evitar o procedimento em pacientes
hemodinamicamente instáveis.
Responsabilidade:Enfermeiro e Técnico de Enfermagem.
Riscos:Abrasão de pele.
Recomendações:

- Fazer o mínimo de movimentação possível com a roupa suja.


- Usar da mecânica corporal e movimentos sincronizados.
- Orientar paciente/acompanhante a manter os lençóis esticados para prevenir
abrasões de pele.
- Manter o leito limpo de sujidades ou resíduos alimentares.

Técnica

-Higienizar as mãos;
-Explicar o procedimento ao paciente;
-Calçar as luvas;
-Colocar as roupas de cama limpas sobre uma superfície seca e limpa na ordem de uso:
lençol do colchão, traçado, impermeável, fronha, lençol comum, coberta e cobertor;
-Colocar a cama na posição horizontal e cobrir o paciente com lençol limpo;
-Preparo de leito aberto com paciente
-Dobrar a coberta ou cobertor ou colocar no hamper se presença de sujidade;
-Posicionar o paciente no lado oposto da cama, em decúbito lateral;
-Enrolar os lençóis inferiores sujos o mais próximo possível ao paciente e prender as
roupas de cama sob o paciente;
-Colocar a roupa de cama limpa na metade exposta da cama desenrolando-os na direção
do paciente e manter o lençol esticado;
-Fazer o cliente rolar lentamente na sua direção sobre as camadas de roupa de cama;
-Remover os lençóis usados dobrando-os com a parte suja voltada para dentro e colocar
no hamper;
-Esticar o lençol, traçado e impermeável limpos e fixar sob o colchão;
-Posicionar o paciente na cama confortavelmente;
-Colocar o lençol superior, o cobertor e a colcha.
Preparo de cama de operado

A finalidade é preparar o leito para o recebimento do paciente pós-cirúrgico. Sendo


indicado sempre que houver a necessidade de internação de um paciente em pós-
operatório imediato. Recomenda-se fazer o mínimo de movimentação possível com a
roupa suja ao retirá-la do leito e na arrumação do leito. Usar da mecânica corporal e
movimentos sincronizados.
Responsabilidade: Enfermeiro e Técnico de enfermagem.
Riscos: Abrasão da pele.
Técnica:

-Higienizar as mãos;
-Calçar as luvas;
-Retirar a roupa de cama suja e colocá-la no hamper;
-Reunir todo o material, colocando-o no carrinho de banho;
-Ordenar a roupa na cadeira na ordem de uso: lençol de baixo, forro móvel (SN) fronha,
lençol comum, cobertor;
-Estender o lençol e colocar o forro móvel, fixando-os sob o colchão;
-Colocar a fronha no travesseiro;
-Estender o lençol de cima e o cobertor de forma longitudinal, deixando cair ¼ sobre a
lateral da cama;
-Fazer dobra em formato de leque do lado da cabeceira e dos pés;
-Deixar a unidade em ordem.
9ATENDIMENTO DAS NECESSIDADES HUMANAS DO PACIENTE

Preenchimento das necessidade humanas básicas de Maslow: bem-estar; As


necessidades que são comuns a qualquer ser humano e devem ser atendidas são:

-Necessidades psicobiológicas;
-Necessidades psicossociais;
-Necessidades psicoespirituais;
- Necessidades psicológicas.

Fisiológicas:oxigênio, hidratação, nutrição, temperatura, excreção, repouso, sexo;


Segurança:abrigo, segurança, proteção, estabilidade e continuidade, religião;
Sociais:relacionamentos, formação de grupos, aceitação;
Estima:competência, alcançar objetivos, obter aprovação e ganhar reconhecimento;
Auto-realização:realização do seu potencial único.

Necessidades Psicobiológicas

São fundamentais para a manutenção da vida sendo relacionadas com o bom


funcionamento do organismo:

-Alimentação: Deve ser balanceada (quantidade e qualidade); Fornecer energia para as


atividades orgânicas.
-Hidratação: Repor a perda de líquidos;
-Eliminações: Ocorrem através do intestino, sistema urinário, glândulas sudoríparas e dos
pulmões.
-Exercícios Físicos: Necessário para o desenvolvimento do corpo; Sua falta pode
ocasionar a perda de tônus muscular (atrofia); Cansaço físico e mental: são
compensados pelo sono e repouso.

Atrofia muscular
As necessidades fisiológicas incluem ainda: Oxigenação; Reprodução; sono e
repouso; Higiene; Conforto.

Necessidades Psicossociais

São aquelas que cada pessoa tem para conviver em sociedade, participar e
integrar da mesma; Quais serão?

Necessidades Psicoespirituais

Um dos meios de proporcionar o conforto espiritual, é saber qual a religião do


paciente, a fim de atendê-lo sempre que for necessário.

Medidas de Conforto para o Paciente

O conforto e a segurança fazem parte das necessidades humanas básicas;


Hospitalização: sensação de desconforto e insegurança pelo fato de eles enfrentarem
uma situação desconhecida, longe da família.
A enfermagem pode proporcionar conforto e bem-estar ao paciente através de:
ambiente limpo e arejado; leito confortável e de recreação conforme o estado do paciente
10EXAME FÍSICO

É feito rotineiramente na admissão com a finalidade de investigar as queixas, os


sintomas e a evolução do paciente. Os responsáveis que realizam são médicos e
enfermeiros.

Exame Físico e o Técnico de Enfermagem

A função do técnico de enfermagem no exame físico é aliviar as tensões; manter o


paciente calmo; explicar a finalidade e o procedimento ao qual ele será submetido; tratar o
paciente como uma pessoa com necessidades físicas, mentais, emocionais e espirituais;
preparar os materiais necessários ao procedimento; auxiliar o médico ou enfermeiro
durante o procedimento; e manter a unidade em ordem.

Sinais Vitais

Evidenciam as alterações da função corporal, sendo o desvio da normalidade


indica que há necessidade de investigação de causa e efeito. Os Sinais vitais
são:Temperatura corporal;Pulso cardíaco;Nível respiratório;Pressão arterial. Vejamos
cada um destes abaixo:

1. Temperatura Corporal

É o grau de calor que o corpo apresenta. É o equilíbrio entre o calor produzido e o


eliminado pelo corpo. Há uma variação exata da temperatura para o funcionamento
adequado das células e da atividade enzimática.

Mecanismos de controle da temperatura

-Evaporação: Passagem do estado líquido para o vapor;necessita de calor: energia


cinética das moléculas;
-Conduta:Transmissão de calor de contato direto de molécula para molécula;
-Radiação: Transmissão de calor pelo espaço por ondas eletromagnéticas;
-Convicção: Transmissão de calor pelo movimento do ar;
-Fricção: Conversão de energia mecânica em energia térmica.

Controle da Temperatura

Processos físicos e químicos, sob o controle do hipotálamo, promovem a produção


ou perda de calor;Temperatura corporal está intimamente relacionada à atividade
metabólica;Fatores de ordem psicofisiológica poderão influenciar no aumento ou
diminuição da temperatura, dentro dos limites e padrões considerados normais ou
fisiológicos.

Fatores que alteram a temperatura


-Fatores que diminuem: sono e repouso,emoções, e desnutrição;
-Fatores que aumentam: os exercícios (pelo trabalho muscular),emoções (estresse e
ansiedade),uso de agasalhos (provocam menor dissipação do calor);
-Fatores que promovem alterações transitórias da temperatura,fator hormonal (durante o
ciclo menstrual), banhos muito quentes ou frios e fator alimentar (ingestão de alimentos e
bebidas muito quentes ou frias);
-Fatores patológicos: caracteriza-se por sua elevação e está presente na maioria dos
processos infecciosos e/ou inflamatórios.

Valores normais da Temperatura Corporal

-Temperatura axilar: 35,8ºC - 37,0ºC;


-Temperatura oral: 36,3ºC - 37,4ºC;
-Temperatura retal: 37ºC - 38ºC.
-Temperatura inguinal: 36ºC – 36,8º

Observação:a média da temperatura para adultos, considerada normal, é de 36ºC -


37,0ºC.

Mensuração da Temperatura Corporal

Usa-se o termômetro de mercúrio e o termômetro digital. A temperatura corporal


pode ser verificada pelos seguintes métodos: oral, retal, axilar, timpânica (crianças). E
temos as seguintes mensurações:

Mensuração oral

O termômetro deve ser individual e possuir bulbo alongado e achatado;Deve estar


posicionado sob a língua e mantido firme com os lábios fechados, por 3 minutos.
É contraindicado emcrianças, idosos, doentes graves, inconscientes, com
distúrbios mentais, portadores de lesões orofaríngeas e, transitoriamente, após o ato de
fumar e ingestão de alimentos quentes ou frios;

Mensuração Retal

Uso individual e possui bulbo arredondado e proeminente. Deve ser lubrificado e


colocado no paciente em decúbito lateral, inserido cerca de 3,5cm, em indivíduo adulto,
permanecendo por 3 minutos. Considerada a mais fidedigna.
É contraindicado em pacientes submetidos a intervenções cirúrgicas do reto e
períneo, e/ou que apresentem processos inflamatórios locais.

Mensuração Axilar

É a verificação mais frequente no nosso meio, embora seja a menos precisa. O


termômetro deve permanecer por, no máximo, 7 minutos (cerca de 5 a 7
minutos).Geralmente o tempo de permanência é de 3 a 5 minutos;

Alterações da Temperatura
São alterações a hipotermia (temperatura abaixo do valor normal); a hipertermia
(temperatura acima do valor norma); a febrícula (temperatura entre 37,2oC e 37,8oC);
febre ( 37,8ºC a 38,9ºC); pirexia (39,0ºC a 40,0ºC; hipepirexia (acima de 40,0ºC).
O material necessário é:bandeja, termômetro clínico, bolas de algodão seco.

Situações de termorregulação alterada

São as alterações neurológicas (lesões cerebrais, AVE, lesões medulares,


hipopituitarismo); extremos de idade: prematuros e idosos; infecções ou inflamações;
paralisia de grandes áreas corpóreas; doenças da supra-renal; desidratação; grandes
queimados; e doenças cardiovasculares.

Considerações de enfermagem

O bulbo do termômetro deve ser colocado sob a axila seca.


Solicitar ao paciente que posicione o braço sobre o peito, com a mão em direção
ao ombro oposto;manter o termômetro pelo tempo indicado, lembrando que duas leituras
consecutivas com o mesmo valor reflete um resultado bastante fidedigno; para a leitura da
temperatura, segurar o termômetro ao nível dos olhos;após o uso, a desinfecção do
termômetro deve ser realizada no sentido do corpo para o bulbo, obedecendo o princípio
do mais limpo para o mais sujo, mediante lavagem com água e sabão ou limpeza com
álcool a 70%.

Cuidados de enfermagem na alteração de temperatura corporal

Hipertermia

-Orientar o paciente sobre a importância dos procedimentos a serem realizados para


reduzir a temperatura;
-Controlar a temperatura com maior frequência até sua estabilização;
-Aumentar a ingesta líquida, se não houver contra-indicação;
-Providenciar banho morno;
-Nos casos de febre muito alta, aplicar compressas frias de água;
-Durante o período de calafrios, cobrir o paciente e protege-lo de correntes de ar; no
período de transpiração, arejar o ambiente e providenciar roupas leves;
-Fornecer medicação de acordo com a prescrição médica;
-Comunicar ao enfermeiro ou médico e fazer o registro no prontuário.
Hipotermia

-Orientar o paciente sobre a importância dos procedimentos a serem realizados; para


elevar a temperatura;
-Aquecer o paciente com agasalhos e cobertores;
-Manter o ambiente aquecido;
-Proporcionar repouso e ingestão de alimentos quentes.

2. Pulso

É a contração e a expansão de uma artéria, correspondendo aos batimentos


cardíacos. Através donodo sinoatrial acontece a contração do ventrículo esquerdo,este
ejeta sangue arterial para aorta, assim hádilatação do sistema arterial, que se dá o nome
de pulso.
Artérias de verificação do pulso: radial, temporal, carótida, femoral, dorsal dos
pés.Locais de verificação do pulso:

Valores de referência

-Em homens: 60 a 70 batimentos por


minutos( Bpm); -Normocárdico: pulso normal e regular,
-Em mulher: 65 a 80 bpm; ou seja, o período entre os batimentos se
-Na puberdade: 80 a 95 bpm; mantém constante, com volume
-Em criança: 120 a 125 bpm; perceptível à pressão moderada dos
-Abaixo de 7 anos:80 a 120 bpm; dedos.
-Acima de 7 anos:70 a 90 bpm; -Bradicardia: frequência cardíaca abaixo
-Em lactente: 125 a 130 bpm; da normal;
-Em Bebês: 100 a 160bpm; -Taquicardia: frequência cardíaca acima
Alterações do pulso da normal;
-Taquisfigmia: pulso fino e taquicárdico; Valores de Referência
-Bradisfigmia: pulso fino e bradicárdico;
-Filiforme: pulso fino. No adultos os valores são de 12 a
20 irpm;na crianças de 20 a 30 irpm;e
Verificando o pulso nosbebês de 30 a 60 irpm.
Outros fatores podem alterar a
A pulsação da artéria radial pode respiração como exercícios físicos,
ser verificada exercendo moderada hábito de fumar, uso de medicamentos e
pressão dos dedos médio e indicador fatores emocionais.
sobre o rádio e o polegar oposto a estes
dedos sobre a parte posterior dos Alterações do Padrão Respiratório
punhos.
O profissional não deve usar o -Apneia: Cessação intermitente (10 a 60
polegar para fazer a palpação do pulso, segundos) ou persistente (parada
pois pode vir a confundir sua própria respiratória) das respirações;
pulsação com a do paciente. -Bradipneia: Respiração lenta e regular;
Deve-secontar o número de -Taquipneia: Respiração rápida e
pulsações por um minuto, observados no regular;
relógio na outra mão. Registrar o -Dispneia: Respiração difícil que exige
procedimento, destacando as esforço aumentado e uso de músculos
características observadas. acessórios.
-Ortopneia: respiração facilitada em
3. Frequência Respiratória posição vertical;
-Respiração estertorosa: respiração
A respiração consiste no ato de ruidosa.
inspirar e expirar, promovendo a troca de Avaliando a Respiração
gases entre o organismo e o ambiente.
A hematose consiste na liberação Aproxime sua face do rosto da
de dióxido de carbono e captação de vítima, olhando para o seu tórax. Com o
oxigênio feita pelas hemácias durante a tato da pele do seu rosto e com a sua
perfusão pulmonar. audição você vai perceber o movimento
Perfusão pulmonar é a passagem da corrente de ar mobilizada pela
do sangue pelos capilares pulmonares, respiração e com a visão você irá
que por sua vez estão em íntimo contato observar os movimentos de subida e
com os alvéolos pulmonares. descida do tórax e/ou do abdome.
Conte com os movimentos
Avaliação da Respiração respiratórios durante um minuto (use
relógio com marcação de segundos). Ao
A frequência respiratória se dá mesmo tempo observe o caráter e o
através dos movimentos respiratórios por ritmo da respiração;
minuto(irpm). Esta pode ser de caráter Anote a frequência respiratória, o
superficial e profunda; e seu ritmo pode caráter, o ritmo e a hora.
ser regular e irregular.
Deve ser avaliada sem que a Respiração em Crianças
vítima perceba, preferencialmente
enquanto se palpa o pulso radial. Em crianças muito pequenas o
Atentando parasinais e sintomas de movimento torácico é menos evidente
comprometimento respiratório: cianose, que nos adultos e, usualmente, ocorre
inquietação, dispneia, sons respiratórios próximo ao abdome. A mão colocada
anormais. levemente sobre a parte inferior do tórax
e superior do abdome pode facilitar a com pressão sistólica variando de 90 a
contagem da atividade respiratória. 140mmHg e pressão diastólica de 60 a
Por causa do pequeno volume e 90mmHg.
da reduzida força do fluxo de ar, em
crianças também é quase impossível Verificação da Pressão Arterial
ouvir a respiração normal ou sentir a
movimentação do ar através da boca e O controle compreende a
do nariz. verificação da pressão máxima ou
sistólica e da pressão mínima ou
4. Pressão Arterial diastólica, registrada em forma e fração
ou usando-se a letra x entre a máxima e
Resulta da tensão que o sangue a mínima. Exemplo: pressão sistólica de
exerce sobre as paredes das artérias e 120mmHg e diastólica de 70mmHg
depende: devem ser assim registradas:
-Do débito cardíaco relacionado à 120/70mmHg ou 120x70mmHg.
capacidade de o coração impulsionar Para um resultado preciso, é ideal
sangue para as artérias e do volume de que, antes da verificação, o indivíduo
sangue circulante; esteja em repouso por 10 minutos ou
-Da resistência vascular isento de fatores estimulantes (frio,
periférica, determinada pelo lúmen tensão, uso de álcool, fumo).
(calibre), elasticidade dos vasos e Habitualmente, a verificação é
viscosidade sanguínea, traduzindo uma feita nos braços, sobre a artéria braquial,
força oposta ao fluxo sanguíneo; mas em alguns casos pode ser realizada
-Da viscosidade do sangue, que em membros inferiores.
significa, em outros termos, sua Os materiais
consistência resultante das proteínas e necessários:estetoscópio,esfigmomanôm
células sanguíneas. etro, algodão seco, álcool a 70%, caneta
e papel.
Alterações da Pressão Arterial
Considerações de Enfermagem
-Hipertensão arterial: pressão arterial
acima da normal; Antes e após a realização do
-Hipotensão arterial: pressão arterial procedimento deve-se realizar a
abaixo da normal; desinfecção do diafragma e olivas do
-Normotensa: pressão arterial normal. estetoscópio, promovendo a
autoproteção e evitando infecção
A pressão sanguínea geralmente cruzada.
é mais baixa durante o sono e ao Para que a aferição seja
despertar. A ingestão de alimentos, fidedigna, o braço do paciente deve estar
exercícios, dor e emoções como medo, apoiado ao nível do coração, sendo que
ansiedade, raiva e estresse aumentam a o manguito deve ser colocado acima da
pressão arterial. prega do cotovelo, sem folga, e a
colocação do diafragma sobre a artéria
Valores de Referência braquial não deve tocar a borda inferior
do manguito. Outro cuidado a ser
A pressão arterial varia ao longo observado é que o tamanho do manguito
do ciclo vital, aumentando conforme a deve ser adequado à circunferência do
idade. Crianças de 4 anos podem ter braço.
pressão em torno de 85/60mmHg,aos 10 Na verificação da pressão arterial,
anos, 100/65mmHg. Nos adultos, são insuflar o manguito rapidamente e
considerados normais os parâmetros desinsuflá-lo lentamente.
O som do primeiro batimento
corresponde à pressão sistólica Sistema de Registro de Informação
(máxima) e o desaparecimento ou
abafamento do mesmo corresponde à Se dá através de: protocolos;
pressão diastólica (mínima). registros gerais: balanço hídrico, sinais
Não realizar o procedimento em vitais, mudança de decúbito, curativos,
membros com fístulas artério-venosa e SAE, etc; prontuário
cateteres venosos, para evitar estase eletrônico/manuscrito, e o exame físico.
sanguínea e risco de obstrução da fístula

Balanço
Hídrico

É
o

resultado da
quantidade de
líquido que entra
ou cateteres. e sai do corpo humano em um
determinado intervalo de tempo, que tem
por objetivo monitorar os parâmetros
que permitam acompanhar o equilíbrio
hídrico do cliente diante do tratamento

proposto,
dependendo de seu estado
patológico, renal ou cardíaco.
Para procedimento é necessário o
material: impresso próprio e calculadora
s/n.
A descrição da técnica é controlar
11ANOTAÇÕES DE ENFERMAGEM os ganhos e perdas do cliente nas 24
horas da seguinte forma:
Conceito -Considerar como ganho/
entrada: Dietas por: CNG, CNE,
Os registros efetuados pela ostomias.Ingestão: água, sucos, chás,
equipe de enfermagem têm a finalidade sopas.Terapia medicamentosa: soros,
essencial de fornecer informações sobre medicações com diluição, sangue, NPP.
a assistência prestada, assegurar a -Considerar como perda/ saída:
comunicação entre os membros da eliminações vésico-intestinais (diurese e
equipe de saúde e garantir a fezes líquidas e semi líquidas); vômitos;
continuidade das informações nas 24 drenagens; folha de controles
horas, condição indispensável para a computanado perdas (exemplo: diurese)
compreensão do paciente de modo ou ganhos (exemplo: soro, uma xícara
global. de chá). No final de 24 horas, somar o
total de ganhos e perdas e subtrair um É todo acervo documental
do outro.Exemplo:O cliente recebeu padronizado, organizado e conciso,
1.200 ml entre dieta e medicações e referente ao registro dos cuidados
eliminou 980 ml entre diurese e prestado ao paciente, por todos os
drenagens. profissionais envolvidos na assistência.
1.200 ml - 980 ml = 220 ml Suas características: identificam o
paciente; registram a evolução da
O balanço das 24 horas neste doença; registram os tratamentos
caso é positivo, pois o cliente teve mais prescritos; registram os exames
ganho do que perdas. Anotar o resultado realizados; e registram as observações e
final na folha de controles, comunicando ações dos enfermeiros e outros
ao enfermeiro de plantão qualquer profissionais.
alteração. O prontuário é uma comunicação
escrita, assim mostra FÁVERO, a
Tipos de Registros importância disso abaixo:
―A comunicação oral, embora
-Voltados à Fonte:são organizados necessária, poderá não ser totalmente
conforme a fonte de informação existe eficiente, dada a dificuldade de
registros separados para médicos, memorizar todos os detalhes que podem
enfermeiros, fisioterapeutas, ocorrer durante a assistência ao
nutricionistas, etc. A documentação é paciente. Torna-se indispensável,
fragmentada, por exemplo, o registro é portanto o uso da comunicação escrita
narrativo com escrita de informações no prontuário do paciente. Ela deverá ser
sobre os pacientes e seus cuidados em entendida por quem receber sem o
ordem cronológica, não tendo formato auxílio de quem a emitiu; para tanto, tem
estabelecido, seu conteúdo assemelha- que ser clara e concisa, elaborada e
se a um diário, mais utilizado quando redigida em linguagem compreensível e
voltado à fonte.Dependendo das expressa de maneira inteligível‖
habilidades de quem faz as anotações, (FÁVERO 1979)
podem ser omitidas informações
pertinentes ou podem ser incluídas Finalidades do Prontuário
informações insignificantes.
-Partilha de informações: estabelece
-Voltados ao Problema:consiste em uma uma efetiva comunicação entre a equipe
lista numérica dos problemas de saúde de enfermagem e demais profissionais
com base nas informações iniciais, envolvidos na assistência ao paciente;
identifica os métodos para a solução de -Garantia de Qualidade: serve como
cada problema encontrado (plano/meta), fonte de subsídios para a avaliação da
e descreve as respostas do paciente ao assistência prestada (comitê interno
trabalho desenvolvido. O formulário é hospitalar);
unificado. Exemplo: registro por exceção, -Relatório Permanente: registro escrito
é um método de registro que eliminam em ordem cronológica da enfermidade
achados normais e cuidados de rotina, de um paciente e dos cuidados
inclui apenas levantamento de dados oferecidos; desde o surgimento do
anormais e cuidados de enfermagem problema até a alta /óbito/transferência
que se desviam dos padrões escritos, hospitalar;
proporciona acesso rápido a achados -Evidência Legal: documento legal tanto
anormais. para o paciente quanto para a equipe
médica e de enfermagem (e outros),
Prontuário referente à assistência prestada. Cada
pessoa que escreve no prontuário de um
paciente é responsável pela informação enfermagem no prontuário do cliente e
ali anotada; devem abranger as condições bio-psico-
-Ensino e Pesquisa: os registros do sócio-espirituais, todos os fatos ocorridos
paciente contêm um grande número de e da assistência prestada, permitindo dar
informações, podem constituir uma fonte condições para a continuidade dos
alternativa de dados; cuidados‖. (COREN – SP, 2001)
-Administrativo Financeiro: Demonstrar
gastos referentes a materiais, A enfermagemreclama sua
medicamentos e procedimentos visibilidade e autonomia, porém,
realizados. mantém-se no anonimato.A anotação de
enfermagem valoriza a profissão
Objetivos do Prontuário O prontuário, bem preenchido e
detalhado, pode afastar as alegações de
Atender legislações pertinentes; imperícia, imprudência ou negligência na
garantir a continuidade da assistência; prestação de serviços da equipe de
segurança do paciente e dos enfermagem.
profissionais; ensino e Pesquisa; e As ações de indenização
auditoria. proliferam em todos os tribunais pátrios,
tendo como réus, principalmente,
médicos, profissionais de enfermagem,
Componentes do Prontuário hospitais e seus administradores.
Dessa forma as informações em
-Folha de identificação: nome completo, saúde para uma assistência de
endereço, estado civil, profissão, data de qualidade, o profissional de saúde
nascimento, parente responsável, precisa de informações corretas,
convênio, médico responsável; organizadas, seguras, completas e
-Folha de evolução médica: hipótese disponíveis
diagnóstica, diagnóstico, registro
cronológico da evolução ou regressão da Aspectos legais da anotação
patologia, resultados de exames, deenfermagem: (COREN– SP/2000)
intercorrências, registro de avaliações de
outras especialidades médicas; Art. 1 – O registro deve ser claro,
-Folha de prescrição médica: prescrição objetivo, preciso, com letra legível e sem
de medicamentos, dieta, cuidados rasuras;
específicos, solicitação de outros Art. 2 – Após o registro deve constar a
especialistas; identificação do autor constando nome,
-Folha de anotação de enfermagem: COREN e carimbo;
relatório em ordem cronológica de todas Art. 3 – O registro deve constar em
as ações observadas e executadas pela impresso devidamente identificado com
equipe de enfermagem, intercorrências, os dados do cliente ou paciente, e
transferências, alta, exames realizados; completado com data e hora;
-Folha de registro de gastos de materiais Art. 4 – O registro deve conter subsídios
(opcional): todo material utilizado é para permitir a continuidade do
anotado para fins financeiros; planejamento dos cuidados de
-Resultados de exames: RX, Ultra-som, enfermagem nas diferentes fases e para
laboratório, etc. o planejamento assistencial da equipe
multiprofissional;
Anotação de Enfermagem Art. 5 – O registro deve permitir e
favorecer elementos administrativos e
―As anotações de enfermagem clínicos para a auditoria de enfermagem;
são os registros feitos pela equipe de
Art. 6 – O registro deve fazer parte do posição), sentado em poltrona, entre
prontuário do cliente e servir de fonte de outros;
dados para processo administrativo, -Eliminações vesico-intestinais:
legal, de ensino e pesquisa. consistência e aspecto, cor, odor,
quantidade, volume, frequência;
Resolução COFEN 240/2000 código de -Cuidado corporal: (higiene e conforto):
ética capítulo V das proibições: tipo de banho, estética do leito, higiene
oral, couro cabeludo, unhas, narinas,
Art. 64: É proibido assinar as ações de pavilhão auditivo, higiene íntima, horário,
enfermagem que não executou, bem frequência, aceitação ou não dos
como permitir que outro profissional cuidados, motivo da recusa;
assine as que executaram; -Sinais Vitais: T, P, R, PA (registrar os
valores numéricos e suas respectivas
-Lei 10.241 de 17 de março de 1999 unidades convencionais);
Direitos do Usuário dos serviços e das -Comunicação: tipo de comunicação
ações de saúde: verbal ou por sinais;
-Integridade cutâneo-mucosa: pele
Art. 2 – Acessar, a qualquer momento, o íntegra ou com presença de lesões, tipo
seu prontuário, nos termos do Art3 da lei (s) de lesão (ões), anotar o aspecto e a
Complementar 791 de 9 de março de localização das mesmas;
1995. -Acidentes e intercorrências;
-Recebimento de visitas, saídas e
Conteúdo das anotações de enfermagem retornos (da unidade ou do hospital),
transferências (de leito, de unidade, de
Deve-se anotar: hospital), alta, óbito (anotar sempre
precedido do horário sem ambiguidade
-As condições gerais do paciente ao por exemplo: 13:00hs / 01:00 hs.
iniciar o plantão: estado mental e humor,
condições físicas, sinais e sintomas, Diretrizes legais para os registros
queixas, uso de drenos, cateteres e
curativos, seguir sequenciacéfalo-caudal. -Não apague, não use corretor, ou risque
-Dados referentes às necessidades os erros cometidos durante os registros;
humanas básicas (durante o plantão): -Coloque entre parênteses e registre
necessidades psicossociais e NULO e assine seu nome ou rubrica.
psicoespirituais; Então registre corretamente os dados;
-Nutrição: aceitação ou não do alimento, -Não escreva comentários de crítica ou
razões de sua rejeição, tipo e quantidade cuidados prestados por outros
de alimento consumido, formas de profissionais de saúde;
administração, jejum, intercorrências; -Registre descrições objetivas sobre os
-Hidratação: tipo de hidratação (IV / V.O) comportamentos de pacientes.
quantidade, restrição ou não de acordo Comentários de pacientes devem ser
com a patologia, recusa e motivo; colocados entre aspas, seguido de (sic);
-Sono e repouso: qualidade do sono e -Corrija todos os erros mediatamente;
repouso. EX: refere ter dormido -Erros de registros levam a erros nos
satisfatoriamente durante a noite toda; cuidados. Evite a pressa, tenha certeza
-Locomoção e mobilidade: condições de de que a informação está correta;
locomoção e mobilidade. Ex: deambula -Registre todos os fatos;
com ou sem auxílio, acamado, -Os registros devem ser precisos e
movimenta-se no leito, realizada confiáveis. Não especule;
mudança de decúbito (registrar a -Não deixe espaços em branco nas
anotações de enfermagem;
-Registre em sequencia, linha por linha;
se restar algum espaço, trace uma linha Regras importantes:
e assine o nome no final;
-Registre todos os dados de forma Deveainda constar das respostas
legível em caneta. do paciente frente aos cuidados
-Registros ilegíveis podem causar erros prescritos pelo enfermeiro,
e processos; tinta não pode ser apagada; intercorrências, sinais e sintomas
-Se a prescrição não estiver clara, observados;Deve priorizar a descrição
registre que buscou esclarecimentos; de características como tamanho
-Se você implementar prescrição mensurado (cm, mm etc), quantidade
sabendo que elas são incorretas, você (ml, L), coloração e forma.
estará sujeito a processo da mesma Não conter termos que deem
forma que o médico que a prescreveu; conotação de valor
-Registre todos os dados de forma (bem,mal,muito,pouco);
legível em caneta; Conter apenas abreviaturas
-Registros ilegíveis podem causar erros previstas em literatura;
e processos; tinta não pode ser apagada; Devem ser referentes aos dados
-Registre dados apenas para si; simples, que não requeiram maior
-Você é responsável pelas informações aprofundamento científico.
que registra no prontuário. Nunca Deve anotar informações
registre para terceiros. Exceção, se um subjetivas e objetivas,
profissional de saúde telefona relatando problemas/preocupações do cliente,
informações que precisam ser sinais/sintomas, eventos ou mudanças
registradas, inclua o nome da fonte da significativas do estado de saúde,
informação no registro e que a cuidados prestados, ação e efeito das
informação foi fornecida por telefone; intervenções de Enfermagem baseadas
-Use descrições de cuidados concisas e no plano de cuidados e respostas
completas; apresentadas.
-Inicie cada registro com a data, hora, e Anotar quando sempre as ações
termine com a assinatura e carimbo; de assistência forem executadas,
-Assegura a sequencia correta de mantendo o planejamento de
eventos, e o responsável pelo cuidado. enfermagem atualizado.
Não espere o final do turno para realizar Onde em impressos próprios,
os registros. Assine cada registro; segundo modelo adotado pelo serviço de
-Utilizar os termos científicos e por enfermagem da instituição.
extenso Tais abreviaturas são O registro deve ser feito de forma
padronizadas e de e/ou abreviaturas clara e objetiva, com data e horário
padronizadas e conveniadas. Ex : IM, específico, com a identificação (nome,
EV, VO, SC, MMSS, MMII, MMSSII, RX, COREN) da pessoa que faz a anotação.
USS, ECG, ECO, TOT, SNG, SNE , O2, Quando o registro for manual, deve ser
UTI, entre outros.Verificar se toda a feito com letra legível, sem rasuras. Na
equipe tem conhecimento do significado vigência de uma anotação errada,
delas. colocar entre vírgulas a palavra digo e
-Evite usar generalizações, frases feitas anotar imediatamente após o texto
como ―estado de saúde inalterado‖ ou correto.
―teve um bom dia‖; È necessário anotar para historiar
-Não utilizar o termo ―paciente‖ ou o e mapear o cuidado prestado, facilitar o
―cliente‖ ou a ―criança‖ no início de cada rastreamento das ocorrências com o
frase; cliente a qualquer momento e reforçar a
-A folha de anotação é individual e de responsabilidade do profissional
posse do mesmo. envolvido no processo de assistência de
enfermagem. Sendo anotado então, Queixas relacionadas ao motivo da
pelosenfermeiros, técnicos e auxiliares internação;
de Enfermagem. Anotarprocedimentos/cuidados
realizados, conforme prescrição ou rotina
O que anotar em: institucional (mensuração de sinais vitais,
punção de acesso venoso, coleta de
Pré-operatório exames, elevaçãode grades, etc.);
orientações prestadas.
Procedimentos realizados no pré- Obs.: Poderão ser inclusos dados
operatório, conforme prescrição ou rotina padronizados na instituição ou
institucional (banho, higiene oral, informações coletadas de acordo com
mensuração de sinais vitais,retirada e orientações.
guarda de próteses,roupas íntimas,
presença e local de dispositivos –acesso Alta
venoso, sondas, local de tricotomia,
condições de pele). Data e hora; condições de saída
Anotartempo de jejum; (deambulando, maca ou cadeira de
orientações prestadas; esvaziamento de rodas); procedimentos / cuidados
bexiga; administração de pré-anestésico; realizados, conforme prescrição ou rotina
encaminhamento/transferência para o institucional (mensuração de sinais vitais,
centro-cirúrgico.Observação: o registro retirada de cateter venoso etc);
de antecedentes alérgicos poderá ser orientações prestadas.
incluso nesta anotação, conforme Obs.: Importante o registro real
prescrição ou rotina institucional. do horário de saída do cliente e se saiu
acompanhado.
Pós-cirúrgico
Óbito
Posicionamento no leito e
instalação de equipamentos (monitores, Assistência prestada durante a
grades no leito etc);Sinais e sintomas constatação; data e horário; identificação
observados (cianose, palidez cutânea, do médico que constatou; comunicação
dor, náuseas, vômitos, tremores, do óbito ao setor responsável, conforme
hipotensão, etc). rotina institucional;procedimentos pós-
Anotar características e local do morte (higiene, tamponamento);
curativo cirúrgico, conforme prescrição encaminhamento do corpo (forma,
ou rotina institucional; instalação e/ou local,).
retirada de dispositivos, conforme
prescrição ou rotina institucional (sondas, Transferência de unidade/setor
acesso venoso etc); orientações
prestadas; encaminhamento/ Motivo da transferência; data e
transferência de unidade ou alta horário; setor de destino e forma de
hospitalar transporte; procedimentos/cuidados
realizados; condições (maca, cadeira de
Na admissão do paciente rodas); queixas.

Nome completo do paciente, data Diurese


e hora da admissão; Condições de
chegada (deambulando, em maca, Ausência/presença de diurese (se
cadeira de rodas, etc.); Presença de sonda ou balanço hídrico, medir em ml);
acompanhante ou Características (coloração, odor);
responsável;Condições de higiene;
Presença de anormalidades Dor
(hematúria, piúria, disúria, etc.);Forma da
eliminação (espontânea, via uripen, Localização e características;
sonda vesical de demora/ostomias intensidade (contínua ou intermitente);
urinárias providências adotadas (comunicado à
enfermeira, etc.).
Evacuação
Acesso Venoso Periférico
Episódios (nos respectivos
horários); quantidade (pequena, média, Local da inserção; data e horário;
grande); consistência (pastosa, líquida, dispositivo utilizado; motivos de troca ou
semipastosa); via de eliminação (reto, retirada; sinais e sintomas observados e
ostomias); características (coloração, possíveis intercorrências (transfixação,
odor, consistência, quantidade queixas. hematomas, extravasamento, hiperemia
etc.).
Mudança de decúbito
Intercorrências
Posição (dorsal, ventral, lateral
direita ou esquerda),medidas de Descrição do fato; sinais e
proteção (uso de coxins, etc.); horário; sintomas observados; condutas tomadas
sinais e sintomas observados ( (comunicado à enfermeira,etc.);
alterações cutâneas). Observação: Se a anotação de
enfermagem traz dados constantes e
Higienização variáveis a respeito dos cuidados
prestados ao paciente,fica claro o
Tipo de banho; data e horário; cuidado prestado de forma contínua.
tolerância eresistência do pacienteno
leito, verificar a ocorrência de irritação da Administração de medicamentos:
pele, alergia ao sabão, hiperemia nas
proeminências ósseas, movimentação Checar na prescrição o horário.
das articulações, aplicação de solução Caso não for feita determinada
para prevenção de úlceras. Anotar os medicação, circular a mesma e anotar o
locais. Cuidados com couro cabeludo; e motivo.
higiene oral.
Importante
Curativo
Relembrar que todos os
Local da lesão; data e horário e procedimentos e/ou cuidados prestados
tamanho; sinais e sintomas observados ao cliente,que devem ser registrados nas
(presença de secreção, coloração, odor, anotações de enfermagem, quando
quantidade, etc.); tipo de curativo realizados por profissionais de nível
(oclusivo, aberto, simples, compressivo, médio de enfermagem(Técnicos e
presença de dreno, etc.); material Auxiliares de Enfermagem), deverão ser
prescrito e utilizado. prescritos por profissionais habilitados e
capacitados (Enfermeiro/Médico) e/ou
Dreno constar em Manual de Rotina da
Instituição.
Local e tipo; aspecto e
quantidade de líquido drenado;sinais e Exemplos de Anotação de
sintomas observados. Enfermagem
Exemplo de anotação de admissão 7,5 com cuff e mantido em ventilação
mecânica. Às 18h foi passada SNG n. 14
Paciente João, deu entrada neste em narina esquerda e mantida aberta
hospital se queixando de fortes dores com débito verde-escuro. Às 18h45, foi
abominais. Apresenta-se acordado, passada SVD n. 16 por solicitação e
lúcido, corado, hidratado, ictérico, prescrição do Dr. Marcelo, procedimento
acianótico. PA 120x70 TAX 38.5 FR 20 realizado pela enfermeira, sem
FC 90. Aceitou bem a dieta, foi realizado intercorrência; apresenta 150 ml de
banho no leito. Respiração espontânea, débito amarelo-escuro. Às 19h30,
em uso de sonda vesical fluindo bem, material preparado para passagem de
acesso periférico em MSE , abdome cateter venoso central duplo lúmen pelo
globoso, funções vesico intestinais Dr. Marcelo. Assinatura e carimbo.
presentes, MMII sem anormalidades.
OBS paciente apresentou episódios 19/8/2012 – 8h. Puérpera ativa,
eméticos as 10hs. --------------assinatura comunicativa, em repouso no leito,
apresenta mamas túrgidas com presença
Exemplo de anotação de paciente de colostro. Paciente informa dor leve
internado durante manipulação, mamilos protusos.
Aceitou todo o desjejum, tomou banho
07:00hs- Paciente lúcido, desorientado, no chuveiro, apresenta incisão cirúrgica
em seu 4° dia de internação por ITU limpa e seca, lóquios em pequena
(infecção do trato urinário), cooperativo, quantidade de aspecto
deambulando sob auxilio da serossanguinolento; informa micção e
enfermagem, hidratado, febril (37.8°C), evacuação presentes. Assinatura e
normocardico, eupneico, normotenso, carimbo.
com acesso periférico em MSD em
região de face dorsal da mão, sem sinais DATA 31/02/12
flogísticos. Sonda vesical fluindo bem. 07:00 Recebo o plantão com cliente em
Encaminhado ao banho de aspersão, leito, mantendo cateter de o² contínuo,
realizada a troca de roupa de cama. SNE, AVP em (MSE) digo MSD, SVD; —
Aceitou bem a dieta oferecida. ———-ass
Eliminações vesico intestinais presente 08:00 AVP apresenta sinais logísticos:
..........Assinatura. extravasamento de líquido, vermelho e
cliente referindo dor, retirado e
19/8/2012 – 17h. Paciente de 60 anos puncionada veia periférica em dorso da
encaminhada para a sala de emergência mão E com jelco 22. Verificado sinais
da clínica médica com sudorese fria, vitais, aceito o café da manhã,
cianose de extremidade, e ausência de estimulado e auxiliado à higiene oral. —
resposta aos estímulos táteis. Apresenta ———-ass
desconforto respiratório importante, 09:00 Encaminhado ao banho de
hipotensão (90 x 55 mmHg), perfusão aspersão. ————-ass.
periférica insuficiente, mantém cateter 10:00 Recebeu alta. Retirado acesso
venoso periférico na face interna do venoso de dorso da mão, foi orientado
antebraço recebendo soroterapia e quanto aos medicamentos e retorno ao
medicação. Às 17h15 foi instalada médico, transportado em cadeiras de
expansão com soro fisiológico CPM. Por rodas com acompanhante. Devolvidos os
piora do estado geral, às 17h30 iniciou- exames laboratoriais. ————–ass.
se intubação traqueal pelo plantonista
Dr. Marcelo Mazzo. Recebeu sedação Passagem de Plantão
intravenosa CPM. Às 17h45 foi intubado
com sucesso com cânula orotraqueal n.
Ao final de cada período de
plantão, a equipe de enfermagem deve
relatar verbalmente as ocorrências com
cada cliente para a equipe que está
assumindo, visando à integração e à
continuidade na assistência.
Esses relatos podem ser feito à
beira do leito ou no posto de
enfermagem, conforme a rotina da
instituição. Algumas normas devem ser
observadas por todos os integrantes da
equipe nesse momento:

-Presença dos integrantes das duas


equipes, que devem estar atentos ao que
está sendo exposto;
-Não promover conversas paralelas, pois
interferem no processo de comunicação; 12 EXERCÍCIOS
-Iniciar o relato pelo nome do cliente,
quarto ou leito e diagnóstico; 1-Como você define a enfermagem?
-Relatar procedimentos diagnósticos 2-Qual o principal objetivo da
realizados naquele dia, queixas do enfermagem?
cliente e condutas adotadas, bem como
3-Quais as funções do técnico de
fatos relevantes e ocorrências;
-Não verbalizar as impressões sobre enfermagem?
determinado caso na presença do 4-A partir do que foi apresentado, quais
clienteç serão os seus deveres perante a
-Controlar as expressões faciais em assistência ao paciente?
relação ao quadro que o cliente 5-Quem foi Ana Nery?
apresenta. Por exemplo: grandes 6-Quem foi a pioneira da enfermagem?
curativos, queimaduras, entre outros;
Fale sobre seu sistema.
-Oferecer à equipe que está iniciando o
plantão a oportunidade de esclarecer as 7-O que ABEn e suas finalidades.
dúvidas; 8-Qual a finalidade do Cofen/Coren?
-Fazer relatos breves e concisos, pois os 9-O que é Cofen? Cite suas
fatos não relevantes, particularidades do competências.
cliente, impressões pessoais não trazem 10-O que é Coren? Cite suas
nada de significado para a assistência, competências.
além de desrespeitarem o direito ao
11-O que auditoria?
sigilo do cliente.
12- O que auditoria na enfermagem?
13-Quais as finalidades da auditoria?
14-Quais são os tipos de auditoria?
15- Como é feita a auditoria
retrospectiva? E ainda nesta, quais os
fatores que podem ser verificados nos
prontuários?
16- Como é feita a auditoria
operacional/concorrente?
17- Quanto às classificações da auditoria 25- Qual a objetivo dos primeiros
fale: socorros.
26- Qual a função do socorrista.
a- Quanto à forma de intervenção: 27-Quais são os equipamentos de
proteção individual do socorrista?
b- Quanto ao tempo: 28- O que se deve avaliar no local do
acidente?
c- Quanto à natureza: 29- Sobre a proteção da vítima, qual o
procedimento deve ser avaliado e
d- Quanto ao limite: realizado.
30- Fale sobre avaliação primária e
18- O que acreditação hospitalar? secundária.
31- Defina sinais vitais e fale sobre cada
19-A acreditação possui fins lucrativos? um deles.
20- Através da acreditação hospitalar, a 32- O que se deve avaliar no exame do
instituição de saúde tem a possibilidade estado geral do acidentado?
de realizar um diagnóstico, fale sobre 33- Quando se deve transportar as
esse diagnóstico e o objetivo deste. vítimas?
21- A acreditação possuí um instrumento 34-Defina paradacardio-respiratória. Fala
de avaliação que é composto de sete sobre o grupo primária e secundário.
seções, com seus fundamentos. A lógica 35-Cite 4 identificação da PCR.
é que as seções interagem entre si, 36-Quais são os erros comuns da RCR?
permitindo com que a organização de 37-Defina desmaio, suas principais
saúde seja avaliada com uma causas e sintomas.
consistência sistêmica. Fale sobre estas 38-Quais os primeiros socorros para
seções: desmaio?
39- Defina convulsão, suas principais
a- Liderança e administração: causas e sintomas.
b- Serviços profissionais e 40-Quais os primeiros socorros para
organização de assistência: convulsão?
c- Serviços de atenção ao 41-Defina insolação, seus sintomas e os
paciente/cliente: primeiros socorros.
d- Serviços de apoio ao diagnóstico: 42-Defina queimadura e fale sobre a
e- Serviços de apoio técnico e classificação desta em 1º, 2º, 3º grau.
abastecimento: 43-Defina queimadura leve, grave e
f- Serviços de apoio administrativo e moderada.
infra-estrutura: 44-Quais primeiros socorros às vítimas
g- Ensino e pesquisa: de queimadura?
45-Quais os tipos de choque? Defina-os.
22- Quais são os 3 níveis da acreditação 46-Quais as principais causas do choque
da enfermagem? e sintomas?
23- O que é ONA e qual seu objetivo? 47-Quais os primeiros socorros para
24-Conceitue primeiros socorros. prevenção do choque?
48- Defina hemorragia.
49-Diferencie hemorragia arterial das 72-Descreva os valores de normalidade
venosas. para os sinais vitais: pressão arterial,
50- Diferencie hemorragia interna da frequência cardíaca, temperatura e
externa. frequência respiratória.
51- Fala sobre os primeiros socorros da 73- Dê o significado e os valores de
Hemorragia nasal. referência para os seguintes termos:
52- Defina hemoptise, Hematêmese, taquicardia, bradicardia, bradisfgmia,
Estomatorragia, Melena, Metrorragia, taquisfgmia, taquipneia, bradipneia,
Otorragia e fale seus primeiros socorros. ortpneia, dispneia, apneia, hipotensão,
53- Defina fratura fechada e exposta. hipertensão, afebril, febril, pirexia,
54-Defina entorses e luxações. hiperpirexia, hipotermia e hipertermia.
55- Defina asfixia e seus primeiros 74-Descreva a técnica de mensuração
socorros. dos dados vitais: pressão arterial,
56- O que faze em uma vítima picada de frequência cardíaca, temperatura e
cobra venenosa. frequência respiratória.
57-Quem foi Semmelweis? 75- Quais são as finalidades do
58- Diferencie microbiota residente da prontuário? E seus componentes?
microbiota transitória. 76- O que deve anotar na: admissão do
59- Qual a finalidade da higienização das cliente, óbito, diurese, curativo,
mãos? administração de medicamento?
60-Quais são os insumos necessários
para lavagens das mãos?
61- Quais são equipamentos necessários
para lavagens das mãos?
62- Todos os lavatórios devem ter fácil
acesso e atender à proporção definida,
explique isso.
63-Qual a finalidade e duração da
higienização das mãos simples?
64- Quando é indicado o uso da solução
alcoólica nas mãos?
65- Por que é necessário a retirada de
jóias para lavagens das mãos?
66-Quais os tipos de preparo do leito
existem? Diferencie cada um.
67-Por que o preparo do leito é
importante?
68-Para que serve a lavagem de mãos?
69-Quando o técnico de enfermagem
deve lavar as mãos?
70-Descreva a técnica de lavagem de
mãos.
71-O que são sinais vitais?
- MAYOR, Eliana Rodrigues Carlessi;
MENDES, Edoília Maria Teixeira;
OLIVEIRA, Kátia Regina de. Manual de
Procedimentos e Assistência de
Enfermagem. São Paulo: Atheneu,
2003.

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Enfermagem: Cadernos de Aluno. 2 ed. Diretoria de Formação Nacional - Rio de
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- FIGUEREDO, N. M. A. de. Práticas de - STEPHEN N. ROSEMBERG, M.D.
Enfermagem: fundamentos, conceitos, LIVRO DE PRIMEIROS SOCORROS -
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- _____________. O Enfermeiro e a Arte


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