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Hormônios Metabólicos da Tireoide

 Considerações Gerais sobre a Tireoide

1. Localização: Abaixo da laringe e antero-lateralmente a traqueia. Sendo uma das maiores glândulas endócrinas.
2. Peso: 15 a 20 gramas
3. Composição: Grandes números e folículos, cheios de substâncias secretoras chamadas de coloide.
4. Constituída: Glicoproteína tireoglobulina, cuja molécula contém os hormônios tireoidianos. Uma vez que a secreção chega aos folículos, deve ser reabsorvida
através do epitélio folicular para o sangue, para poder realizar sua função no corpo.
5. Secreção de Hormônios: Tiroxina (T4) e Triiodotironina (T3) e calcitonina (paratireoides)
6. Controle: TSH (Hormônio Estimulante da Tireoide)

 Anatomia e Fisiologia da Tireoide

1. Coloide: substância secretora dentro do folículo.


2. Secreção das células foliculares: células epiteliais cuboides que secretam suas substâncias para seu interior.
3. Tireoglobulina: está dentro do coloide e armazena T3 e T4.

OBS: O Iodo é necessário para formação dos hormônios tireoideanos.

 Síntese e secreção dos Hormônios Metabólicos Tireoidianos

Dos hormônios secretados cerca de 93% é tiroxina (T4) e 7% triiodotironina (T3). Entretanto, praticamente quase todo o T4 é por fim convertida em T3 nos tecidos. As
funções desses dois hormônios são qualitativamente iguais, mas diferem na velocidade e na intensidade de ação. O T3 é cerca de 4x mais potente que T4, mas está
presente no sangue em menor quantidade e persiste por tempo muito menor.

 O iodo é necessário para formação de T4

Para formar quantidade normal de T4, é necessária a ingestão de cerca de


50mg de iodo na forma de iodeto por ano. Para prevenir isso, o sal de cozinha é
suplementado.

1. Destino do iodeto ingerido

O iodeto ingerido via oral é absorvido pelo TGI assim como o cloreto. A maior
parte do iodeto é rapidamente excretada pelos rins, mas cerca de 1/5 é
seletivamente removido do sangue circulante pelas células da tireoide e usado
para a síntese dos hormônios tireoideanos.

2. Bomba de Iodeto – Simporte de Sódio-Iodeto (Captação de Iodo)

A membrana basal das células tireoidianas tem a capacidade especifica de


bombear, ativamente, iodeto para o interior da célula. Isso é realizado pela ação
de simporte de sódio-iodeto (NIS), que cotransporta um íon iodeto junto com
dois íons sódio. A energia vem da bomba de sódio-potássio-ATPase, que
bombeia o sódio para fora da célula. Esse processo da concentração de iodeto
na célula é chamado de captação de iodeto.

 Fatores de Captação do Iodeto: A captação de iodeto pela


tireoide é influenciada por diversos fatores, dos quais o mais importante é o TSH. Ele estimula a atividade da bomba de iodeto nas células tireoidianas,
enquanto a hipofisectomia a reduz de forma considerável. O iodeto é transportado para fora das células da tireoide pela membrana apical para o folículo,
por meio da molécula contratransportadora de íons cloreto-iodeto chamada de pendrina. A tireoide tem a capacidade incomum entre as glândulas
endócrinas de armazenar grande quantidade de hormônios. Após o final da síntese, cada molécula de tireoglobulina contém cerca de 30 moléculas de T4 e
algumas de T3. Ambos são armazenados nos folículos em quantidade suficiente para suprir as necessidades normais do organismo por 2 a 3 meses.
Hormônios Metabólicos da Tireoide

3. Tireoglobulina e a Bioquímica da formação de Tiroxina e Triiodotironina

 Formação e secreção de tireoglobulina pelas células tireoidianas

A tireoglobulina é formada pelo complexo de Golgi e Retículo Endoplasmático e secretada no folículo. Ela contém tirosina, aminoácido que se combina ao iodo e forma os
hormônios tireoidianos, os quais constituem uma parte da molécula de tiroglobulina.

Dentro da tireoglobulina existe: MIT, DIT, T3 e T4.

 Iodização da tirosina e formação de hormônios tireoidianos

Organização da tireoglobulina: União do iodo com a tireoglobulina, essa reação é catalisada pela peroxidase e tireoidiana.

A tirosina então é iodada: MIT (Monoiodotirosina)

É iodada novamente formando: DIT (Diiodotirosina)

(1) T3 = DIT + MIT


(2) T4 = DIT + DIT (principal produto formado nessas reações)
(3) DIT e MIT podem formar T3 Reverso (RT3), o qual não apresenta função.

 Armazenamento da Tireoglobulina

A tireoide tem a capacidade incomum de armazenar grande quantidade de hormônio. De modo que, caso ocorra interrupção da produção hormona, os efeitos só serão
sentidos 2 a 3 meses após a paralização da glândula.

4. Liberação de T3 e T4 pela tireoide

A própria tireoglobulina não é liberada para circulação em quantidades mensuráveis; ela é primeira clivada formando T4 e T3 e esses hormônios livres são liberados. A
superfície apical das células da tireoide emite pseudópodes que cercam pequenas porções do coloide, formando vesículas pinocíticas. Então, lisossomos se fundem com as
vesículas. Múltiplas proteases entre as enzimas digerem as moléculas de tireoglobulinas e liberam T4 e T3, em duas formas livres. Elas se difundem pela base da célula
tireoidinana, para os capilares adjacentes.

Assim, os hormônios tireoidianos são liberados no sangue. Cerca de ¾ da tirosina iodada na tireoglobulina jamais se tornam hormônios, permanecendo como
monoiodotirosina e di-iodotirosina. Durante a digestão da molécula de tireoglobulina, essas tirosinas isoladas também são liberadas das moléculas de tireoglobulina, mas
não são secretadas para o sangue. Seu iodo é clivado pela enzima deiodinase, que disponibiliza praticamente todo o iodo para a reciclagem na glândula e a formação de
novas moléculas de hormônios tireoidianos.

5. Intensidade diária da secreção de T4 e T3

Cerca de 93% dos hormônios secretados pela tireoide são formados pelo T4 e apenas 7% pelo T3. Mas após poucos dias, cerca de metade de T4 é lentamente desiodada,
formando mais T3. O hormônio finalmente transportado e utilizado pelos tecidos consiste em sua maior parte pelo T3, total 35mcg diários.
Hormônios Metabólicos da Tireoide

6. Transporte de T4 e T3 para os tecidos

 O T4 e o T3 estão ligados a proteínas plasmáticas

Ao serem liberadas no sangue, mais de 99% do T4 e T3 são transportadas por proteínas plasmáticas, principalmente pela globulina ligadora de tiroxina (TBG) e muito
menos com a pré-albumina ligadora de tiroxina e albumina.

 O T4 e T3 são liberados lentamente para as células teciduais

Devido à alta afinidade das proteínas plasmáticas de ligação dos hormônios tireoidianos, essas substâncias (principalmente T4) só são liberadas de forma lenta para as
células teciduais. Ao penetrar nas células, o T4 e T3 se ligam novamente a proteínas intracelulares; a ligação de T4 é mais forte que a de T3. São de novo armazenadas e
usadas lentamente, ao longo de dias ou semanas.

 A ação dos hormônios tireoidianos tem inicio lenta e longa duração

Após seu longo período de latência 2 a 3 dias , antes do inicio de sua atividade, a atividade se inicia, e aumenta progressivamente até atingir um máximo em 10 a 12 dias.
As ações de T3 ocorrem cerca de 4x mais rápidas de que de T4. A maior parte da latência e o prolongado período de ação desses hormônios se devem a ligações com
proteínas, seguidas por sua lenta liberação. Também resultam do modo como esses hormônios realizam suas funções nas próprias células.

 Efeitos fisiológicos dos hormônios tireoidianos

1. Os hormônios tireoidianos aumentam a transcrição de um grande número de genes

O efeito geral dos hormônios tireoidianos consiste em ativar a transcrição nuclear de grande numero de genes. É sintetizado grande numero de enzimas, proteínas
estruturais e transportes de proteínas. O resultado final é o aumento generalizado da atividade funcional de todo o organismo.

 A maior parte de T4 secretada pela tireoide é convertida em T3

Antes de agir sobre os genes, átomo de iodo é removido de quase todas as moléculas de T4, formando T3. Os receptores intracelulares tem afinidade muito maior pelo T3.
Mais de 90% das moléculas de hormônio tireoidiano que se ligam aos receptores consistem em T3.

 Os hormônios tireoidianos ativam receptores nucleares

Os receptores de hormônio tireoidiano estão ligados às fitas de DNA ou próximo delas. Hormônios tireoidianos parecem também ter efeitos celulares não genômicos que
são independentes dos seus efeitos na transcrição gênica. Nesse caso os receptores estão na membrana ou citoplasma, e talvez nas mitocôndrias. Isso se vê em tecidos
como coração e hipófise e tecido adiposo. Ações genômicas incluem a regulação de canais iônicos e fosforilação oxidativa.

Processo:

(1) T3 se liga a receptores nucleares, maior formação de RNAm e maior tradução por ribossomos e maior número de proteínas.
(2) Esses hormônios tem outros efeitos, que não estão ligados aos genes, uma vez que, ocorrem de maneira muito rápida e não sofre, interferência de inibidores da
transcrição e tradução.
(3) O local que sofre os efeitos não genômicos dos hormônios são a membrana plasmática, citoplasma e algumas organelas.
(4) Algumas ações podem ser: regulação de Canais Iônicos, Fosforilação Oxidativa, também atua na ativação de mensageiros secundários, como o AMPc.

2. Os hormônios tireoidianos aumentam a atividade metabólica celular

Em quase todos os tecidos corporais isso ocorre. O metabolismo basal pode aumentar por 60% a 100% acima do normal quando é secretada grande quantidade de
hormônios. A velocidade de utilização dos alimentos para a produção de energia é muito acelerada. A velocidade do crescimento de pessoas jovens também tem grande
aumento. Os processos mentais são estimulados, e a atividade de maior parte das glândulas endócrinas também.

 Os hormônios tireoidianos aumentam o número e atividade das mitocôndrias

A superfície total de membrana das mitocôndrias aumenta a medida que aumenta o metabolismo do animal.

 Os hormônios tireoidianos aumentam o transporte ativo de íons através das membranas celulares

Uma das enzimas que aumenta a atividade é a Na+-K+-ATPase. Como esse processo utiliza energia e aumenta a quantidade de calor produzido, seria um dos mecanismos
pelos quais o hormônio da tireoide aumenta o metabolismo corporal. Ele faz as membranas celulares ficarem mais permeável aos íons sódio.
Hormônios Metabólicos da Tireoide

3. Efeito do hormônio tireoidiano sobre o crescimento

Nos humanos o efeito é mais visível sobre as crianças. Ele faz a promoção do crescimento e desenvolvimento do cérebro durante a vida fetal e nos primeiros anos de vida
pós-natal.

4. Efeitos do hormônio tireoidiano sobre mecanismos corporais específicos

 Estímulo do metabolismo de carboidratos

Ele estimula quase todos os aspectos do metabolismo de carboidratos, incluindo a captação rápida de glicose pelas células, o aumento da glicólise, da gliconeogênese, da
absorção pelo TGI e até da secreção de insulina.

 Estímulo do metabolismo de lipídeos

Todos os aspectos do metabolismo de lipídios são estimulados. Os lipídios são rapidamente mobilizados do tecido adiposo, o que reduz os acúmulos de gordura no
organismo. Também aumenta a concentração de ácidos graxos no plasma e acelera, de modo acentuado, sua oxidação pelas células.

 Efeito sobre os lipídeos plasmáticos e hepáticos

O aumento do hormônio tireoidiano reduz as concentrações de colesterol, fosfolipídios e triglicerídeos no plasma, embora aumente a de ácidos graxos livres. O contrario
também vale. Um dos mecanismos disso é pelo aumento significativo da secreção de colesterol pela bile, perdendo nas fezes. Isso, pois, ele induz um numero maior de
receptores de lipoproteínas de LDL nas células hepáticas, levando a rápida remoção das lipoproteínas no plasma e subsequente secreção de colesterol nessas
lipoproteínas, pelas células hepáticas.

 Necessidade aumentada de vitaminas

Como o hormônio tireoidiano aumenta a quantidade de muitas enzimas corporais e as vitaminas fazem parte delas, ele aumenta a necessidade por vitaminas. Pode ocorrer
deficiência relativa de vitaminas quando o hormônio tireoidiano é secretado em excesso.

 Aumento do metabolismo basal

Como o hormônio tireoidiano aumenta o metabolismo em quase todas as células corporais, seu excesso pode aumentar o metabolismo basal por 60% a 100%.

 Redução do peso corporal

Quantidade muito elevada de hormônio tireoidiano quase sempre reduz o peso corporal e o contrario também vale. Porem ele aumenta o apetite, podendo compensar a
variação no metabolismo.

 Aumento dos hormônios tireoidianos sobre o sistema cardiovascular

1. Aumento do fluxo sanguíneo e do débito cardíaco

O aumento do metabolismo provoca a utilização mais rápida de oxigênio que a normal e a liberação de grande quantidade aumentada de produtos metabólicos, que
provocam vasodilatação, aumentando o fluxo sanguíneo. Com isso, o debito cardíaco se eleva.

2. Aumento da frequência cardíaca

Esperado pelo debito cardíaco.

3. Aumento da força cardíaca

A elevação da atividade enzimática provocada por apenas ligeiro aumento da secreção do hormônio tireoidiano já e capaz de aumentar a força de contração cardíaca.

4. Pressão Arterial

Permanece aproximadamente igual. A pressão de pulso aumenta; a pressão sistólica se eleva por 10 a 15 mmHg no hipertireoidismo.
Hormônios Metabólicos da Tireoide

 Aumento da Respiração

O maior metabolismo aumenta a utilização de oxigênio, e ativa todos os mecanismos que aumentam a frequência e profundidade da respiração.

 Aumento da Motilidade Gastrointestinal

Além do maior apetite e ingestão alimentar, aumenta tanto a produção de secreções digestivas como a motilidade do TGI.

 Efeito excitatórios sobre o SNC

Em geral, o hormônio tireoidiano aumenta a velocidade do pensamento e sua falta reduz essa função.

 Efeitos sobre a função muscular

Leve aumento do hormônio tireoidiano faz os músculos reagirem com vigor. Ao contrario, a falta do hormônio torna-os vagarosos.

1. Tremor Muscular

Um dos sinais mais característicos do hipertireoidismo é o tremor muscular leve. Causado pela atividade aumentada das sinapses neuronais nas áreas da medula espinhal
que controlam o tônus muscular.

 Efeito sobre o sono

Devido ao efeito exaustivo do hormônio tireoidiano sobre a musculatura e o SNC, a pessoa com hipertireoidismo se queixa de cansaço constante e o sono e dificultado. Ao
contrario, se tem sonolência extrema.

 Efeito sobre as outras glândulas endócrinas

Aumenta a secreção de varias ouras glândulas endócrinas, e as necessidades teciduais pelos hormônios. Também aumenta a inativação de glicocorticoides adrenais pelo
fígado. Isso leva a elevação por feedback da produção de ACTH pela adenohipófise, e assim ao aumento da secreção de glicocorticoides pelas adrenais.

 Efeito do hormônio tireoidiano sobre a função sexual

Em homens, a falta desse hormônio frequentemente causa a perda de libido; grande excesso leva a impotência. E algumas mulheres a falta leva a menorragia e
polimenorreia (sangramento menstrual excessivo e frequente).

 Regulação da secreção de hormônio tireoidiano

Para manter níveis normais de atividade metabólica no organismo, quantidade precisa de hormônio tireoidiano deve ser secretada a cada momento, para atingir esse
objetivo, mecanismos específicos de feedback operam por meio do hipotálamo e adenohipófise.

1. O TSH aumenta a secreção tireoidiana

O TSH, ou tireotropina, vem da adenohipófise, e aumenta a secreção de T4 e T3 pela tireoide. Seus efeitos são:

 Aumento da proteólise da tireoglobulina já armazenada nos folículos, com o aumento da liberação dos hormônios tireoidianos.
 Aumento da atividade bomba de iodeto que aumenta a “captação de iodeto”.
 Aumento do tamanho da tirosina, formando os hormônios tireoidianos.
 Aumento do tamanho e atividade secretória das células tireoidianas.
 Aumento do numero de células tireoidianas.

O TSH aumenta todas as atividades secretórias conhecidas das células glandulares tireoidianas.

2. O AMPc medeia o efeito estimulador do TSH

 A secreção de TSH pela adenohipófise é regulada pelo hormônio liberador de Tireotropina do Hipotálamo

A secreção de TSH é controlada pelo hormônio hipotalâmico, o hormônio liberador de tireotropina (TRH). A partir da eminencia mediana, o TRH é transportado para a
adenohipófise pelo sangue porta hipotalâmico-hipofisário. O TRH, um tripeptideo-amida, afeta diretamente as células da adenohipófise aumentando sua secreção de TSH,
através de receptores de TRH nas suas membranas. Isso ativa o mecanismo de AMPc.
Hormônios Metabólicos da Tireoide

 Efeitos do frio e outros estímulos neurogênicos sobre o TRH e sua secreção

Um dos estímulos para o aumento da secreção de TRH e, portanto de TSH é a exposição do animal ao frio. Sabe-se que pessoas que se mudam para regiões árticas
desenvolvem metabolismos basais de 15% a 20% acima do normal. Diversas reações emocionais também podem afetar a liberação de TRH e TSH, como agitação e
ansiedade – causam redução aguda na secreção de TSH.

 Efeito de feedback do hormônio tireoidiano para reduzir a secreção de TSH pela adenohipófise

A elevação do hormônio tireoidiano nos líquidos corporais reduz a secreção de TSH pela adenohipófise. Quase todo esse efeito depressor por feedback ocorre ate mesmo
quando a adenohipófise é separada do hipotálamo. Portanto, é provável que essa inibição ocorra principalmente por efeito direto do hormônio tireoidiano sobre a
adenohipófise.

 Doença a Tireoide

1. Hipertireoidismo

 Causas:

Na maioria, o tamanho da tireoide aumenta por 2 a 3x acima do normal. O numero de células aumenta muito, e cada
célula aumenta sua secreção por muitas vezes.

(1) A Doença de graves: é a forma mais comum, é doença autoimune, no qual anticorpos chamados de
imunoglobulinas estimulantes da tireoide (TSIs) se formam contra o receptor de TSH na glândula
tireoide. Os anticorpos TSI tem efeito estimulatório prolongado sobre a secreção da glândula tireoide,
durante ate 12 horas em contraste com 1 hora do TSH. Adenoma tireoidiano. Pode ser uma das causas, e
secreta grande quantidade de hormônio tireoidiano. Enquanto ele continuar secretando grande quantidade
do hormônio tireoidiano, a função secretória de quase todo o restante da tireoide é quase totalmente inibida
porque o hormônio tireoidiano do adenoma suprime a produção de TSH da hipófise.

 Sintomas:

Estado de alta excitabilidade, intolerância ao calor, redução da sudorese, perda de peso ligeira e excessiva, fraqueza
muscular, nervosismo ou transtornos psíquicos, fadiga extrema, insônia, tremor nas mãos e exoftalmia.

 Tratamento:

Remoção cirúrgica da maior parte da tireoide.

2. Hipotireoidismo

É uma disfunção na glândula tireoide, que passa a produzir menos hormônios tiroxina, que regula o metabolismo. Pode ser
congênito, diagnosticado pelo teste do pezinho em recém-nascidos, ou atingir adultos

Doença de Hashimoto: que acontece quando os anticorpos atacam a glândula. A doença é mais comum em mulheres.

 Causas:

Os efeitos do hipotireoidismo em geral são opostos aos do hipertireoidismo. É provavelmente iniciado por autoimunidade contra
a tireoide (Doença de Hashimoto), mas a imunidade que destrói a glândula em vez de estimula-la. Pode ocorrer inflamação da
tireoide. Muito outros tipos podem ocorrer frequentemente associados ao aumento da glândula, chamado de bócio.
Hormônios Metabólicos da Tireoide

Bócio coloide endêmico causado por deficiência dietética de iodeto. “Bócio” significa grande aumento da tireoide. Nas áreas onde existe quantidade insuficiente de iodo,
as pessoas desenvolvem. O mecanismo de desenvolvimento é o seguinte: a falta de iodo impede a produção tanto de T3 como de T4. Como resultado, não há hormônios
disponíveis para inibir a produção de TSH, que passa a secretar quantidades excessivas desse hormônio. O TSH estimula as células tireoidianas a secretar grande
quantidade de tireogloboulina nos folículos e a glândula torna-se cada vez maior. Entretanto, devido a falta de iodo, a produção de T3 e T4 não ocorre na molécula de
tireoglobulina, e não causa a supressão normal da produção de TSH. Os folículos adquirem um enorme tamanho e aumentam de 10 a 20 x. Bócio coloide atóxico idiopático.
O aumento da tireoide quando não há deficiência de iodo. Podem secretar quantidade normal de hormônios tireoidianos, mas sua secreção é reduzida.

 Características:

Fadiga e sonolência excessiva, extrema lentidão muscular, redução da frequência cardíaca, do debito cardíaco e volume sanguíneo, aumento de peso, constipação,
lentidão mental, insuficiência de muitas funções tróficas do organismo, redução do crescimento do cabelo e descamação da pele.

Mixdema: flacidez dos olhos e inchaço na face. Aterosclerose no hipotireoidismo.

A falta de hormônio tireoidiano aumenta a concentração de colesterol no sangue, e isso se associa ao aumento da aterosclerose.

Cretinismo: Causado por hipotireoidismo extremo em fetos, bebes ou crianças. Há deficiência de crescimento corporal e retardo mental. Causado pela incapacidade de
produzir hormônio tireoidiano devido a defeito genético ou ausência de iodo na dieta.

 Tratamento:

Ingestão de comprimidos de T4.