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Finanças Públicas (Lei de Responsabilidade Fiscal)

Auditor Tributário da SEFAZ/DF


Teoria e Questões Comentadas
Prof. Sérgio Mendes - Aula 00

AULA 0: Lei de Responsabilidade Fiscal - Parte I

PREPARE-SE COM ANTECEDÊNCIA!


REALIZE O SEU SONHO DE SE TORNAR AUDITOR TRIBUTÁRIO!

Secretaria de Estado de
Fazenda do Distrito Federal
GDF SEF

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SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO E CRONOGRAMA.................................................................. 1
1. INTRODUÇÃO À LEI DE RESPONSABILIDADE FIS C A L................................ 8

1.1 O rig e n s....................................................................................................8


1.2 Princípios................................................................................................11
1.3 Objetivos................................................................................................12
1.4 Abrangência........................................................................................... 14

2. EFEITOS NO PLANEJAMENTO E NO ORÇAMENTO: PPA, LDO E LOA............20


2.1 Plano Plurianual...................................................................................... 20
2.2 Lei de Diretrizes Orçam entárias.............................................................. 23
2.3 Lei Orçamentária A n u a l.......................................................................... 34
MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES - DIVERSAS BANCAS............43
MEMENTO 0 ..................................................................................................76

LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA A U L A ........................................ 80


GABARITO.................................................................................................. 101

Olá amigos! Como é bom estar aqui!

E com enorme satisfação que iniciamos este Curso de Finanças Públicas


(parte de Lei de Responsabilidade Fiscal) para Auditor Tributário da
Secretaria de Estado de Fazenda do Distrito Federal - Teoria e
Questões Comentadas!

Novos desafios! Uma espetacular equipe de professores!


Tudo voltado para a sua almejada aprovação!

E já começo falando do nosso curso:


• Conteúdo atualizadíssimo da Lei Complementar n° 101/2000 - Lei de
Responsabilidade Fiscal - LRF;
• Teoria aliada a muita prática por meio de questões comentadas;
• Fórum de dúvidas;
• Para os que assim desejarem, contato direto com o professor por e-mail:
sergiomendes@estrategiaconcursos.com.br;
• Resumos (mementos) ao final de cada aula;
• Ainda tem o meu blog: www.portaldoorcamento.com.br

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Com esse enfoque começo este curso e cada vez mais motivado em transmitir
conhecimentos a estudantes das mais diversas regiões deste país! Sei que
muitas vezes as aulas virtuais são as únicas formas de acesso ao ensino de
excelência que o aluno dispõe. Outros optam por este tão efetivo método de
ensino porque conhecem a capacidade do material elaborado pelos Professores
do Estratégia. Porém, mais importante ainda que um professor motivado são
estudantes motivados! O aluno é sempre o centro do processo e é ele capaz de
fazer a diferença. A razão de ser da existência do professor é o aluno.

Voltando à aula demonstrativa, esta tem o intuito de apresentar ao estudante


como será a metodologia de nosso curso, bem como o conhecimento do perfil
do professor. Já adianto que gosto de elaborar as aulas buscando sempre a
aproximação com o aluno, para que você que está lendo consiga imaginar que
o professor está próximo, falando com você.

Vou começar com minha breve apresentação: sou Analista Legislativo da


Câmara dos Deputados. Fui Técnico Legislativo do Senado Federal, na área de
Processo Legislativo, atuando no acompanhamento dos trabalhos da Comissão
Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional. Fui
Analista de Planejamento e Orçamento do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão, lotado na Secretaria de Orçamento Federal (SOF), bem
como instrutor da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e das
Semanas de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações
Públicas da Escola de Administração Fazendária (ESAF). Especializei-me em
Planejamento e Orçamento pela ENAP e sou pós-graduado em Orçamento
Público pelo Instituto Serzedello Corrêa do Tribunal de Contas da União
(ISC/TCU). Fiz meu primeiro concurso público nacional aos 17 anos,
ingressando na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) e me
graduei pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), concluindo meu
bacharelado em Ciências Militares com ênfase em Intendência (Logística e
Administração). Sou servidor público desde 2001 e professor das disciplinas
Administração Financeira e Orçannentária (AFO), Direito Financeiro e
Planejamento e Orçamento Governamental.

Fui aprovado e nomeado em grandes concursos das principais bancas


examinadoras: ESAF (Ministério do Planejamento - 2008), FGV (Senado
Federal - 2012) e CESPE (Câmara dos Deputados - 2012).

Mas também fui reprovado em outros grandes concursos, como ESAF (CGU -
2008), FGV (ICMS/RJ - 2008) e FCC (Câmara dos Deputados - 2007).

É essa ampla experiência em concursos que quero trazer para você.

Buscando ser o mais completo e objetivo possível, serão 5 aulas (0 a 4) ,


desenvolvidas da seguinte forma:

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AULA CONTEÚDO
Lei de Responsabilidade Fiscal
Parte I : Introdução à LRF; Efeitos no Planejamento e no Orçamento:
Aula 0
PPA, LDO e LOA.
Parte II: Efeitos no Processo Orçamentário: Previsão e Reestimativa
de Receitas; Publicação da LOA e Cumprimento de Metas; Limitação de
Aula 1 Empenho e Movimentação Financeira. Renúncia de Receita; Geração de
Despesa; Despesa Obrigatória de Caráter Continuado; Transferências
Voluntárias.
Parte III: Restos a Pagar na LRF; Relatórios; Destinação de Recursos
Públicos para o Setor Privado; Gestão Fiscal e Transparência;
Aula 2
Escrituração, Consolidação e Prestação das Contas; Gestão e
Preservação do Patrimônio Público.
Aula 3 Parte IV: Receita Corrente Líquida; Despesas com Pessoal.
Parte V: Dívida Pública; Operações de Créditos; Vedações; Banco
Aula 4
Central do Brasil; Garantia e Contragarantia; Regra de Ouro.

Não há um número elevado de questões de todos os


tópicos de nossa matéria da Banca Fundação Universa.
Por isso, utilizaremos também questões objetivas de
outras bancas. Por exemplo, não consegui encontrar
nenhuma questão da Universa que abrangesse apenas
os tópicos desta aula. Por outro lado, já encontrei sete
questões da Universa para a aula 1.

Proponho o seguinte.

No corpo do texto, utilizaremos as questões do CESPE


para a fixação do conteúdo.

UNIVERSA e as demais No fim ds cada aula, colocarei dezenas de questões da


Bancas de Concursos Universa (quando existirem) e de bancas com estilos
semelhantes (inclusive de 2014 e do final de 2013
que acabaram de ser aplicadas). Todas elas
também serão comentadas. Assim, quando você
terminar a aula e for resolver as questões, estará bem
preparado.

Você não será prejudicado em nada, pois isso nos


possibilita ter um grande número de questões em
todas as aulas.

_____ Você estará "afiado" para a prova!!______

As aulas serão focadas na LRF e tenho certeza que com esforço e dedicação
alcançará seu objetivo. Mesmo assim, gostaria de dar uma recomendação:

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estude com afinco nossas aulas que tal lei está caindo de forma
impressionante nos concursos. Não será uma matéria que você aproveitará só
para esta batalha, pois te habilitará para novos voos caso opte por outros
horizontes que podem ser tão interessantes em diversos concursos pelo Brasil.

Como motivação lei esta pequena crônica cujo autor eu desconheço:

A mamãe e seu filhote camelo estavam à toa, quando de repente o bebê


camelo perguntou:
__ Mãe, mãe, posso lhe perguntar algumas coisas?
__ Claro! O que está incomodando o meu filhote?
__Por que os camelos têm corcova?
__Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas
para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem
água!
__ Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?
__ Filho, certamente elas são assim para nos permitir caminhar no deserto.
Sabe, com essas pernas eu posso me movimentar pelo deserto melhor do que
qualquer um!
__Tá... Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles
atrapalham minha visão.
__ Meu filho, esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para
os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia
e pelo vento do deserto!
__Ahhh! - concordou o camelinho.
__ Então a corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as
pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus
olhos do deserto.
__ Isso mesmo, meu filho!
__Então... o que estamos fazendo nesse tal de zoológico?

MORAL DA HISTÓRIA
Não adianta você ter tudo se não está no lugar certo.

Conheça meus outros cursos atualmente no site!

Acesse:
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Y\Z iss o

Fonte: site da Controladoria Geral do Município do Rio de Janeiro

Fonte: site da Controladoria Geral do Município do Rio de Janeiro

Fonte: artigo "Professor Albione Opina"

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Lei de
Responsabilidade

Fonte: site http://www.gentedeopiniao.com.br

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1. INTRODUÇÃO À LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

1.1 Origens

1.1.1 Antecedentes

Do início dos anos 1980 até meados dos anos 1990, a excessiva instabilidade
da atividade econômica, principalmente devido ao descontrole inflacionário e
às oscilações das taxas de juros, marcou a história econômica brasileira.
Planos econômicos não surtiam os efeitos pretendidos e as finanças públicas se
apresentavam sempre desequilibradas.

Além disso, a conjuntura nacional com a transição dos governos militares para
os civis e a promulgação da Constituição Federal de 1988 (CF/1988) trouxeram
incentivos e mecanismos para que a população passasse a reivindicar seus
direitos, os quais ensejaram mais despesas por parte do Estado.

Para dar resposta em caso de aumento de necessidades de gastos, o Estado


adota mecanismos que comprometem receitas futuras ao realizar despesas em
montantes superiores à sua arrecadação imediata. De acordo com
Albuquerque1, são exemplos:
• endividamento junto ao setor financeiro, por intermédio de operações de
antecipação de receita orçamentária (ARO) ou de contratação de
empréstimos;
• emissão de títulos públicos;
• contratação de despesas acima dos limites autorizados na lei
orçamentária, gerando atrasados junto a fornecedores;
• inscrição de despesas em restos a pagar;
• concessão de benefícios de natureza continuada sem respaldo em
aumento permanente de receitas, comprometendo os orçamentos
futuros;
• concessão de subsídios e garan tias por adoção de mecanismos de pouca
transparência, como a contratação de empréstimos com taxas de juros
inferiores às de mercado, de forma que os custos efetivos dos benefícios
somente eram reconhecidos no futuro, quando então comprometia as
receitas e as finanças do Estado.

Acrescenta-se ainda o mecanismo de utilização da inflação para obter ganho


ao postergar pagamentos, já que as dívidas do Estado não eram remuneradas
adequadamente ou, em algumas vezes, sequer eram acrescidas de juros ou
correção monetária. Imagine, como exemplo, o ganho do Governo caso
houvesse um atraso de uma semana no pagamento de fornecedores, dentro de
um mês em que a inflação atingisse o patamar de 60%. No entanto, com o

1 ALBUQUERQUE, Claudiano; MEDEIROS, Márcio e FEIJÓ, Paulo. Gestão de Finanças Públicas. 2. Ed.
Brasília: Gestão Pública, 2008.

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Plano Real, que culminou com o controle da inflação em meados da década de


90, não foi mais possível adiar o pagamento para se beneficiar da perda do
poder aquisitivo da moeda. Tal fato elevou ainda mais o endividamento dos
entes.

A fim de que se evitassem tais mecanismos ou pelo menos se impusessem


controles e limites ao seu uso, diversas iniciativas foram criadas, por exemplo,
aquelas direcionadas ao equacionamento da dívida de estados e municípios.
Ainda, para que as finanças públicas seguissem regras claras e estruturadas
que fossem capazes de evitar novos desequilíbrios e induzissem melhores
práticas de gestão em todos os entes, foi editada, dentre outras medidas, a Lei
Complementar n° 101, de 4 de maio de 2000, conhecida como Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF). A responsabilidade fiscal visa evitar que os
entes da Federação gastem mais do que aquilo que arrecadam; ou, se
necessário, que tais entes recorram ao endividamento apenas caso sigam
regras rígidas e transparentes.

Coadunando-se com a existência de dificuldade de cumprimento de regras


sobre as finanças públicas, Lima2 afirma que "uma das questões mais
intricadas é envolver os diversos entes da Federação nas regras fiscais. Na
clássica divisão de Musgrave sobre as funções do governo na economia, a
função estabilizadora fica a cargo do governo federal. Sem uma
responsabilidade direta sobre o controle da inflação, as demais esferas acabam
por impor ônus excessivos ao governo federal, na ausência de outras
salvaguardas que assegurem a efetiva disciplina fiscal dos entes subnacionais.
Neste contexto é que a Lei de Responsabilidade Fiscal brasileira procurou
trazer obrigações para a União, para os estados e para os municípios.
Reconstituindo-se o debate da época, pode-se, todavia, identificar que o
objetivo principal foi o controle de estados e municípios."

De acordo com Nascimento e Debus3, no que diz respeito a experiências de


outros países, a LRF incorpora algrnns princípios e normas, tomados como
referencial para a elaboração da Lei de Responsabilidade Fiscal. São eles:
• o Fundo Monetário Internacional, organismo do qual o Brasil é Estado-
membro, e que tem editado e difundido algumas normas de gestão
pública em diversos países;
• a Nova Zelândia, através do Fiscal Responsibility Act, de 1994;
• a Comunidade Econômica Européia, a partir do Tratado de Maastricht; e,
• os Estados Unidos, cujas normas de disciplina e controle de gastos do
governo central levaram à edição do Budget Enforcement Act, aliado ao
princípio de "accountability".

2 LIMA, Edilberto. Breves Comentários sobre a Experiência Internacional com Leis de


Responsabilidade Fiscal. In Responsabilidade na Gestão Pública: os Desafios dos Municípios. Brasília:
Câmara dos Deputados, 2008.
3 NASCIMENTO, Edson Ronaldo e DEBUS, Ilvo. Entendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Brasília: Ministério da Fazenda, 2002.

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Ainda, segundo os autores, esses exemplos, embora tomados como referência


para a elaboração da versão brasileira da Lei de Responsabilidade Fiscal, não
foram os únicos parâmetros utilizados, já que não existe um manual ótimo de
finanças públicas que possa ser utilizado indiferentemente por qualquer nação.

1.1.2 Amparo Constitucional

A LRF é a lei complementar decorrente de vários dispositivos da Constituição


Federal de 1988. Por se tratar de uma lei complementar, foi aprovada por
maioria absoluta . Destaca-se a determinação do art. 163 da CF/1988:

Art. 163. Lei complementar disporá sobre:


I - finanças públicas;
II - dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e
demais entidades controladas pelo Poder Público;
III - concessão de garantias pelas entidades públicas;
IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública;
V - fiscalização financeira da administração pública direta e indireta;
VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União,
resguardadas as características e condições operacionais plenas das voltadas
ao desenvolvimento regional.

A Lei de Responsabilidade Fiscal também decorre do art. 169 da CF/1988, o


qual dispõe que a despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites
estabelecidos em lei complementar. Tal lei complementar é a própria LRF.
Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos
em lei complementar.

Ainda, a LRF também atende explicitamente ao art. 250 da CF/1988:


Art. 250. Com o objetivo de assegurar recursos para o pagamento dos
benefícios concedidos pelo regime geral de previdência social, em adição aos
recursos de sua arrecadação, a União poderá constituir fundo integrado por
bens, direitos e ativos de qualquer natureza, mediante lei que disporá sobre a
natureza e administração desse fundo.

Na LRF:
Art. 68. Na forma do art. 250 da Constituição, é criado o Fundo do Regime
Geral de Previdência Social, vinculado ao Ministério da Previdência e
Assistência Social, com a finalidade de prover recursos para o pagamento dos
benefícios do regime geral da previdência social.

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Finalizando, a LRF aborda, em parte, o previsto nos incisos I e II do parágrafo


9° do art. 165:
§ 9° - Cabe à lei complementar:
I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a
organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei
orçamentária anual;
II - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração
direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de
fundos.

é importante destacar que a LRF estabelece normas de finanças públicas


voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, porém sua função não foi de
preencher as lacunas da Lei 4.320/1964, tampouco revogá-la. Os dispositivos
da Lei 4320/1964 continuam regendo o ciclo orçamentário, contudo, não
tratam de responsabilidade na gestão fiscal. O que a LRF aborda são alguns
pontos do art. 165 da CF/1988, por exemplo, quando acrescenta funções à
LOA e à LDO, porém ela não é ainda a aguardada Lei Complementar que
disciplinará todo o art. 165 e revogará a Lei 4.320/1964.

1.2 Princípios

A LRF tem como base alguns princípios, os quais nortearam sua concepção e
são essenciais para sua aplicação até os dias de hoje. Esses pilares, dos quais
depende o alcance de seus objetivos, são o planejamento, a transparência, o
controle e a responsabilização.

O planejamento consiste, basicamente, em determinar os objetivos a


alcançar e as ações a serem realizadas, compatibilizando-as com os meios
disponíveis para a sua execução. A LRF trata de planejamento quando, por
exemplo, traz condições para a geração de despesa e para o endividamento,
estabelece metas fiscais e acrescenta mais regras para os instrumentos de
planejamento e orçamento.

A transparência exige que todos os atos de entidades públicas sejam


praticados com publicidade e com ampla prestação de contas em diversos
meios. A LRF determina ampla divulgação, inclusive em meio eletrônico, dos
instrumentos de planejamento e orçamento, da prestação de contas e de
diversos relatórios e anexos. Como exemplo de determinação da LRF, o Poder
Executivo demonstrará e avaliará o cumprimento das metas fiscais de cada
quadrimestre, em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento do
Congresso Nacional ou equivalente nas Casas Legislativas estaduais e
municipais.

O controle permite gerenciar o risco por meio de ações fiscalizadoras e de


imposição de prazos na gestão de políticas e de procedimentos, que podem ser

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de natureza legal, técnica ou de gestão. A LRF impõe controle de limites e


prazos, bem como de sanções em caso de descumprimento.

A responsabilização é a obrigação de prestar contas e responder por suas


ações. Como exemplo, a LRF impõe aos entes a suspensão de recebimento de
transferências voluntárias e de realização de operações de crédito em caso de
descumprimento de suas normas.

1.3 Objetivos

O art. 1° da LRF traz seus objetivos:

Art. 1° Esta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas


voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, com amparo no Capítulo II
do Título VI da Constituição.
§ 1° A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e
transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar
o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de
resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no
que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da
seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de
crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição
em Restos a Pagar.

Assim, são objetivos da LRF:

Estabelecer normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na


gestão fiscal: é o principal objetivo da LRF, do qual decorrem os demais;

Ação planejada: a LRF, como uma lei complementar que segue os ditames
constitucionais, adota os mesmos instrumentos de planejamento e orçamento
da CF/1988: PPA, LDO e LOA, acompanhados de decretos e relatórios que
visam subsidiar as decisões. A ação deve ser planejada na forma de leis a fim
de que seja submetida à apreciação legislativa, para a discussão, votação e
aprovação. O planejamento é essencial para a garantia da utilização dos meios
adequados, cumprimento de prazos e alcance de resultados;

Ação transparente: a LRF enfatiza a transparência em vários dispositivos. A


transparência exige que todos os atos de entidades públicas sejam praticados
com publicidade e com ampla prestação de contas em diversos meios. A LRF
determina ampla divulgação, inclusive em meio eletrônico, dos instrumentos
de planejamento e orçamento, da prestação de contas, de diversos relatórios e
anexos e acerca da execução orçamentária e financeira de todos os
entes. Por exemplo, assegura o incentivo à participação popular e realização
de audiências públicas; a liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento
da sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a

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execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público; e


a disponibilização das contas do Chefe do Poder Executivo durante todo o ano;

Prevenção de riscos capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas: a LRF


estabelece mecanismos para que exista precaução em condições de incerteza,
atribuindo maior confiabilidade ao planejamento e prevenindo os
desequilíbrios. Destacam-se a inclusão da reserva de contingência na LOA e a
previsão de um anexo de riscos fiscais na Lei de Diretrizes Orçamentárias em
que serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar
as contas públicas;

Correção de desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas: a partir


de um bom planejamento, têm-se parâmetros que permitam comparações e a
identificação de desvios. A LRF traz vários dispositivos visando conter desvios
que desequilibram as contas públicas, como os limites de despesas com
pessoal e o que ocorrerá caso o Poder ou órgão se aproxime ou extrapole tais
limites;

Cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e à obediência


a limites e condições no que tange à renúncia de receita, geração de despesas
com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária,
operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de
garantia e inscrição em Restos a Pagar: são todos tópicos destacados na LRF,
visando também ao equilíbrio das contas públicas.

Já de acordo com Machado4, os objetivos da LRF são impactar o modelo de


gestão do setor público na direção de: fortalecer o controle centralizado das
dotações orçamentárias, na medida em que exigem o estabelecimento de
limites totais de gasto e definem limites específicos para algumas despesas;
estreitar os vínculos entre PPA, LDO e LOA, criando mecanismos para que a
fase da execução não se desvie do planejamento inicial; fortalecer os
instrumentos de avaliação e controle d a ação governamental.

4 MACHADO, N. Sistema de Informação de Custo: diretrizes para integração ao Orçamento Público e à


Contabilidade Governamental. Brasília: Escola Nacional de Administração Pública - ENAP, 2005.

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1.4 Abrangência

As disposições da LRF obrigam a União, os estados, o Distrito Federal e os


municípios. Nas referências à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos
municípios, estão compreendidos o Poder Executivo, o Poder Legislativo, neste
abrangidos os Tribunais de Contas, o Poder Judiciário e o Ministério Público;
bem como as respectivas Administrações diretas, fundos, autarquias,
fundações e empresas estatais dependentes . Ainda, a estados entende-se
considerado o Distrito Federal; e a Tribunais de Contas estão incluídos:
Tribunal de Contas da União, Tribunal de Contas do Estado e, quando houver,
Tribunal de Contas dos Municípios e Tribunal de Contas do Município.

Nas referências à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos


Municípios, estão compreendidos o Poder Executivo, o Poder
Legislativo, neste abrangidos os Tribunais de Contas, o Poder
Judiciário e o Ministério Público; bem como as respectivas
administrações diretas, fundos, autarquias, fundações e
As disposições da empresas estatais dependentes.
LRF obrigam a
União, os Estados, Ainda, a Estados entende-se considerado o Distrito Federal; e a
o Distrito Federal Tribunais de Contas estão incluídos: Tribunal de Contas da
e os Municípios. União, Tribunal de Contas do Estado e, quando houver,
Tribunal de Contas dos Municípios e Tribunal de Contas do
Município.___________________________________________

é importante nesse conceito esclarecermos o que seria uma empresa estatal


dependente e a diferença entre Tribunal de Contas dos Municípios e Tribunal
de Contas do Município.

Primeiro, temos que saber que uma empresa controlada é uma sociedade
cuja maioria do capital social com direito a voto pertence, direta ou
indiretamente, a ente da Federação.

Consoante a LRF, empresa estatal dependente é uma empresa


controlada , mas que recebe do ente controlador recursos financeiros para
pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de
capital, excluídos, no último caso, aqueles provenientes de aumento de
participação acionária.

A empresa estatal não dependente (ou independente) não faz parte do campo
de aplicação da LRF.

Estudaremos a empresa estatal dependente nos próximos tópicos.

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Tribunal de Contas dos Municípios £ Tribunal de Contas do Município

Há apenas dois Tribunais de Contas do Município, pois há vedação


constitucional para a instituição de Cortes de Contas municipais, ressalvados
os Tribunais de Contas do Município de São Paulo e o do Rio de Janeiro,
criados antes da CF/1988. Tais Tribunais têm competência para processar e
julgar contas exclusivamente do município onde foi criado e não dos outros
municípios do Estado.

Porém, não há impedimento para que o Estado institua Tribunais de Contas


dos Municípios, para apreciar e julgar exclusivamente as contas dos
municípios integrantes de seu território. Mas há apenas quatro Tribunais de
Contas dos Municípios (Bahia, Ceará, Pará e Goiás). Os municípios dos
outros estados que não possuem Tribunais de Contas dos Municípios estão
sob a jurisdição dos Tribunais de Contas Estaduais.

Não há previsão de uma lei no âmbito de qualquer ente que venha a sobrepor
a LRF. A Lei de Responsabilidade é lei federal, porém com efeitos gerais ou
nacionais, de tal sorte que inexiste necessidade de outra lei para dar
aplicabilidade a seus dispositivos.

Para os efeitos da LRF, entende-se como ente da


Federação a União, cada Estado, o Distrito Federal e
cada Município.

CAIU
na prova!
1) (CESPE - Analista Administrativo - Contador - ANP - 2013) As
empresas estatais independentes não compõem o campo de aplicação
da LRF.

A empresa estatal não dependente (ou independente) não faz parte do campo
de aplicação da LRF.
Resposta: Certa

2) (CESPE - Analista Administrativo - Direito - ANTT - 2013) A Lei de


Responsabilidade Fiscal engloba normas de finanças públicas voltadas
para a gestão fiscal, matéria já regulamentada pela Lei n.°
4.320/1964.________________________________________________

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A LRF estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade


na gestão fiscal, porém sua função não foi de preencher as lacunas da Lei
4.320/1964, tampouco revogá-la. Os dispositivos da Lei 4320/1964 continuam
regendo o ciclo orçamentário, contudo, não tratam de responsabilidade na
gestão fiscal.
Resposta: Errada

3) (CESPE - Analista Administrativo - Direito - ANTT - 2013) São


objetivos da Lei de Responsabilidade Fiscal a ação planejada na gestão
fiscal e o estabelecimento de normas gerais sobre balanços contábeis.

Um dos objetivos da Lei de Responsabilidade Fiscal a ação planejada e


transparente na gestão fiscal. Entretanto, não cabe à LRF o estabelecimento de
normas gerais sobre balanços contábeis.
Resposta: Errada

4) (CESPE - TFCE - TCU - 2012) A transparência, um dos postulados


da LRF, assegura o acesso às informações acerca da execução
orçamentária e financeira da União, dos estados, do Distrito Federal e
dos municípios.

A transparência exige que todos os atos de entidades públicas sejam


praticados com publicidade e com ampla prestação de contas em diversos
meios. A LRF determina ampla divulgação, inclusive em meio eletrônico, dos
instrumentos de planejamento e orçamento, da prestação de contas, de
diversos relatórios e anexos e acerca da execução orçamentária e
financeira de todos os entes.
Resposta: Certa

5) (CESPE - TFCE - TCU - 2012) O equilíbrio das contas públicas,


preconizado na LRF, implica a Iobtenção de superávit primário nas
contas governamentais, sendo, no entanto, vedada a contratação, por
parte de estados, do Distrito Federal e de municípios, de operações de
crédito para esse superávit, devido aos riscos envolvidos.

A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente,


em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio
das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados entre
receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a
renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e
outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por
antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar
(art. 1°, § 1°, da LRF).

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Não há vedação a operações de crédito. O que se exige é que haja a


obediência a limites e condições previstas na LRF.
Resposta: Errada

6) (CESPE - Auditor de Controle Externo - TCDF - 2012) As


disposições, as proibições, as condições e os limites constantes na LRF
valem para o DF até que seja aprovada lei complementar de âmbito
local que disponha sobre a ação planejada e transparente, voltada
para a prevenção de riscos e correção de desvios capazes de afetar o
equilíbrio das contas públicas.

No art. 1° da LRF é previsto:


(...)
§ 1° A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e
transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar
o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de
resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no
que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da
seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de
crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição
em Restos a Pagar.
§ 2° As disposições desta Lei Complementar obrigam a União, os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios.

Não há previsão de uma lei no âmbito de qualquer ente que venha a sobrepor
a LRF. A Lei de Responsabilidade é lei federal, porém com efeitos gerais ou
nacionais, de tal sorte que inexiste necessidade de outra lei para dar
aplicabilidade a seus dispositivos.
Resposta: Errada

7) (CESPE - Técnico Legislativo - ALES - 2011) As empresas estatais


estão abrangidas pelas regras da LRF independentemente de sua
composição acionária e sua finalidade.

A empresa estatal não dependente (ou independente) não faz parte do campo
de aplicação da LRF.
Resposta: Errada

8) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) A LRF estabelece que


a responsabilidade na gestão fiscal pressupõe ação planejada e
transparente, para que se previnam riscos e corrijam desvios capazes
de afetar o equilíbrio das contas públicas. Nesse sentido, os recursos
da reserva de contingência são uma forma de prevenir os riscos de
desequilíbrios nas contas públicas provocados por situações
contingentes.

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No que se refere à prevenção de riscos capazes de afetar o equilíbrio das


contas públicas, a LRF estabelece mecanismos para que exista precaução em
condições de incerteza, atribuindo maior confiabilidade ao planejamento e
prevenindo os desequilíbrios. É exemplo a reserva de contingência, que tem
por finalidade atender, além da abertura de créditos adicionais, perdas que,
embora sejam previsíveis, são episódicas, contingentes ou eventuais. Deve ser
prevista em lei sua constituição, com vistas a enfrentar prováveis perdas
decorrentes de situações emergenciais. É uma forma de prevenir os riscos de
desequilíbrios nas contas públicas provocados por situações contingentes.
Resposta: Certa

9) (CESPE - Economista - Ministério da Saúde - 2010) Os limites


impostos pela LRF atingem integralmente os órgãos da administração
direta, autárquica e fundacional em todos os níveis de governo, mas
não são aplicáveis a empresas estatais.

As disposições da LRF obrigam a União, os Estados, o Distrito Federal e os


Municípios . Nas referências à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios, estão compreendidos o Poder Executivo, o Poder Legislativo, neste
abrangidos os Tribunais de Contas, o Poder Judiciário e o Ministério Público;
bem como as respectivas administrações diretas, fundos, autarquias,
fundações e empresas estatais dependentes.
Assim, os limites da LRF são aplicáveis a empresas estatais, desde que
dependentes.
Resposta: Errada

10) (CESPE - Analista - Administração - EMBASA - 2010) Uma


organização que se caracteriza como empresa controlada estará
necessariamente sujeita a incidência da LRF.

Apenas as empresas estatais dependentes estão sujeitas a LRF. Pode haver


estatal que seja controlada e não d ependente. Logo, a empresa controlada
não estará necessariamente sujeita a incidência da LRF.
Resposta: Errada

11) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) Com relação à


responsabilidade na gestão fiscal, julgue o item.
Nesse tipo de responsabilidade, pressupõe-se a ação planejada e
transparente com o objetivo de prevenir riscos e efetuar possíveis
correções de desvios que possam afetar o equilíbrio das contas
públicas.

A LRF estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade


na gestão fiscal, a qual pressupõe ação planejada e transparente, em que se
previnam riscos e corrijam desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas
públicas.______________________________________________________________

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Resposta: Certa

12) (CESPE - Analista Administrativo - ANATEL - 2009) Em


atendimento ao disposto no texto constitucional, estabelecendo a
necessidade de lei complementar em matéria orçamentária, editou-se
a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que preencheu as lacunas da
Lei n° 4.320/1964.

A LRF estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade


na gestão fiscal, porém sua função não foi de preencher as lacunas da Lei
4.320/1964, tampouco revogá-la.
Resposta: Errada

13) (CESPE - Administrador - IBRAM/DF - 2009) Entre os objetivos da


Lei de Responsabilidade Fiscal podem-se mencionar a prevenção de
riscos e a correção de desvios que afetem o equilíbrio das contas
públicas.

São objetivos da LRF, entre outros, a prevenção de riscos e a correção de


desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas.
Resposta: Certa_______________________________________________________

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2. EFEITOS NO PLANEJAMENTO E NO ORÇAMENTO: PPA, LDO E LOA

2.1 Plano Plurianual

0 Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei


Orçamentária Anual (LOA) são as leis ordinárias que regulam o planejamento
e o orçamento dos entes públicos federal, estaduais e municipais. No âmbito
de cada ente, essas leis constituem etapas distintas, porém integradas, de
forma que permitam um planejamento estrutural das ações governamentais.

Na seção denominada "Dos Orçamentos" na Constituição Federal de 1988


(CF/1988) tem-se essa integração, por meio da definição dos instrumentos de
planejamento PPA, LDO e LOA, os quais são de iniciativa do Poder Executivo.

Segundo o art. 165 da CF/1988:


"Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
1 - o piano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais".

Em nosso estudo, a referência é a CF/1988 e a LRF, por isso sempre tratamos


dos instrumentos de planejamento e orçamento na esfera federal. No entanto,
assim como a União, cada estado, cada município e o Distrito Federal também
têm seus próprios PPAs, LDOs e LOAs.

O Plano Plurianual - PPA é o instrumento de planejamento do Governo Federal


que estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da
Administração Pública Federal para as despesas de capital e outras delas
decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. Retrata,
em visão macro, as intenções do gestor público para um período de quatro
anos, podendo ser revisado, durante sua vigência, por meio de inclusão,
exclusão ou alteração de programas.

Segundo o § 1° do art. 165 da CF/1988:


"§ 1° A lei que instituir o piano plurianual estabelecerá, de forma
regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal
para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos
programas de duração continuada".

Na esfera federal os prazos para o ciclo orçamentário estão no Ato das


Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). Segundo o ADCT, a vigência
do PPA é de quatro anos, iniciando-se no segundo exercício financeiro do
mandato do chefe do executivo e terminando no primeiro exercício financeiro
do mandato subsequente. Ele deve ser encaminhado do Executivo ao
Legislativo até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício, ou
seja, até 31 de agosto. A devolução ao Executivo deve ser feita até o

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encerramento do segundo período da sessão legislativa (22 de dezembro) do


exercício em que foi encaminhado. Esses são os prazos em vigor enquanto não
for editada a lei complementar que irá dispor sobre o exercício financeiro, a
vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de
diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual; e estabelecerá normas de
gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como
condições para a instituição e funcionamento de fundos (art. 165, § 9°, I e II,
da CF/1988).

O art. 3° da LRF, que era o único que versava exclusivamente sobre o PPA, foi
vetado . O caput deste artigo estabelecia que o projeto de lei do plano
plurianual deveria ser devolvido para sanção até o encerramento do primeiro
período da sessão legislativa, enquanto o § 2° obrigava o seu envio, ao Poder
Legislativo, até o dia 30 de abril do primeiro ano do mandato do Chefe do
Poder Executivo. O veto ocorreu porque isso representaria não só um reduzido
período para a elaboração dessa peça, por parte do Poder Executivo, como
também para a sua apreciação pelo Poder Legislativo, inviabilizando o
aperfeiçoamento metodológico e a seleção criteriosa de programas e ações
prioritárias de governo.

O § 1° do referido artigo também foi vetado pelo Presidente da República.


Dizia o seguinte: " Integrará o projeto Anexo de Política Fiscal, em que serão
estabelecidos os objetivos e metas plurianuais de política fiscal a serem
alcançados durante o período de vigência do plano, demonstrando a
compatibilidade deles com as premissas e objetivos das políticas econômica
nacional e de desenvolvimento social".
De acordo com a mensagem de veto, a supressão do Anexo de Política Fiscal
não ocasiona prejuízo aos objetivos da Lei Complementar, considerando-se
que a lei de diretrizes orçamentárias já prevê a apresentação de Anexo de
Metas Fiscais (que veremos no estudo da LDO), contendo, de forma mais
precisa, metas para cinco variáveis - receitas, despesas, resultados nominal e
primário e dívida pública -, para três anos, especificadas em valores correntes
e constantes.

No entanto, o PPA aparece em alguns dispositivos da LRF, como, por


exemplo:
A lei orçamentária não consignará dotação para investimento com duração
superior a um exercício financeiro que não esteja previsto no plano plurianual
ou em lei que autorize a sua inclusão, conforme disposto no § 1° do art. 167
da Constituição (art. 5°, § 5°, da LRF).

Assim, no que se refere à elaboração do PPA, o planejamento governamental


também foi afetado pela aprovação da LRF, mesmo com o veto do principal
artigo.

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14) (CESPE - Analista - Contabilidade - ECB - 2011) O projeto de
plano plurianual deve conter um anexo que, versando sobre política
fiscal, estabeleça os objetivos e metas plurianuais a serem alcançados
durante o período de vigência do plano, demonstrando a
compatibilidade desses objetivos com as premissas e os objetivos das
políticas econômica nacional e de desenvolvimento social.

O seguinte dispositivo da LRF foi vetado pelo Presidente da República por


contrariar o interesse público (art. 3°, §1°): " Integrará o projeto Anexo de
Política Fiscal, em que serão estabelecidos os objetivos e metas plurianuais de
política fiscal a serem alcançados durante o período de vigência do plano,
demonstrando a compatibilidade deles com as premissas e objetivos das
políticas econômica nacional e de desenvolvimento social".

De acordo com a mensagem de veto, a supressão do Anexo de Política Fiscal


não ocasiona prejuízo aos objetivos da Lei Complementar, considerando-se
que a lei de diretrizes orçamentárias já prevê a apresentação de Anexo de
Metas Fiscais, contendo, de forma mais precisa, metas para cinco variáveis -
receitas, despesas, resultados nominal e primário e dívida pública -, para três
anos, especificadas em valores correntes e constantes.
Resposta: Errada

15) (CESPE - Técnico de Controle Interno - MPU - 2010) No que se


refere à elaboração do PPA, o planejamento governamental não foi
afetado pela aprovação da LRF.

O PPA aparece em alguns dispositivos da LRF, como, por exemplo, no art. 5°,
caput e § 5°, que trata da LOA. Assim, no que se refere à elaboração do PPA,
o planejamento governamental tamfò ém foi afetado pela aprovação da LRF,
mesmo com o veto do principal artigo.
Resposta: Errada______________________________________________________

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2.2 Lei de Diretrizes Orçamentárias

2.2.1 A Lei de Diretrizes Orçamentárias na LRF

A LDO também surgiu por meio da Constituição Federal de 1988, almejando


ser o elo entre o planejamento estratégico (Plano Plurianual) e o planejamento
operacional (Lei Orçamentária Anual). Sua relevância reside no fato de ter
conseguido diminuir a distância entre o plano estratégico e as LOAs, as quais
dificilmente conseguiam incorporar as diretrizes dos planejamentos
estratégicos existentes antes da CF/1988.

Segundo o § 2° do art. 165 da CF/1988:


"§ 2° A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades
da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o
exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária
anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a
política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento".

Além dos dispositivos referentes à LDO previstos na CF/1988, veremos que a


Lei de Responsabilidade Fiscal, em seu art. 4°, I, "a", "b", "e" e "f",
aumentou o rol de funções da LDO, visando manter o equilíbrio entre receitas
e despesas:
"Art. 4° A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2° do
art. 165 da Constituição e:
I - disporá também sobre:
a) equilíbrio entre receitas e despesas;
b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses
previstas na alínea b do inciso II deste artigo, no art. 9° e no inciso II do § 1°
do art. 31;
(...)
e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos pos orçamentos;
f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas".

Obs.: As alíneas c e d não foram citadas porque foram vetadas.

Assim:

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Equilíbrio entre receitas e despesas.

ESTACAI , Critérios e forma de limitação de empenho, caso a


^ / ^ n a p ro va! realização da receita possa não comportar o
cumprimento das metas de resultado primário ou
Segundo a LRF, a LDO nominal previstas.
disporá sobre:
Normas relativas ao controle de custos e à avaliação
dos resultados dos programas financiados com
recursos dos orçamentos.

Demais condições e exigências para transferências


de recursos a entidades públicas e privadas.

Ainda, são atribuições da LDO, consoante a LRF:


• conter autorização para que os municípios contribuam para o custeio de
despesas de competência de outros entes da Federação (art. 62, I);
• estabelecer exigências para a realização de transferência voluntária (art.
25, § 1o);
• estabelecer condições para a destinação de recursos para, direta ou
indiretamente, cobrir necessidades de pessoas físicas ou déficits de
pessoas jurídicas (art. 26);
• dispor sobre o impacto e o custo fiscal das operações realizadas pelo
Banco Central do Brasil, o qual serão demonstrados trimestralmente (art.
7o, § 2o);
• dispor sobre programação financeira e o cronograma de execução
mensal de desembolso estabelecido pelo Poder Executivo até trinta dias
após a publicação dos orçamentos (art. 8o);
• estabelecer para os Poderes e o Ministério Público critérios de limitação
de empenho e movimentação financeira se verificado, ao final de um
bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o
cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas
no Anexo de Metas Fiscais (art. 9o);
• ressalvar as despesas que não serão submetidas à limitação de empenho
(art. 9o, § 2o);
• dispor sobre a concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de
natureza tributária da qual decorra renúncia de receita (art. 14);
• dispor sobre despesa considerada irrelevante, para efeitos de geração de
despesa (art. 16, § 3o);
• dispor sobre a inclusão de novos projetos na LOA ou nas leis de créditos
adicionais, após adequadamente atendidos os em andamento e
contempladas as despesas de conservação do patrimônio público (art.
45).
• Excepcionalizar a contratação de hora extra, quando for alcançado o
limite prudencial das despesas com pessoal, o qual é de 95% do limite
previsto na LRF (art. 22, § Único, Inciso V).

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Tais atribuições da LDO serão estudadas ao longo de nossas aulas, de acordo


com temas a que a LDO deve se referir.

2.2.2 Os Anexos de Metas e Riscos Fiscais

Segundo o art. 4°, § 1°, da LRF, o anexo de metas fiscais integrará a LDO:
"§ 1 ° Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias o Anexo de Metas
Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e
constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e
montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os dois
seguintes".

Para obrigar os administradores públicos a ampliar os horizontes do


planejamento, as metas devem ser estimadas para o exercício a que se
referem e os dois seguintes. As metas fiscais são valores projetados para o
exercício financeiro e que, depois de aprovados pelo Poder Legislativo, servem
de parâmetro para a elaboração e a execução do orçamento.

O resultado primário considera apenas as receitas e despesas primárias,


também chamadas de não financeiras. Tal resultado corresponde à diferença
entre as receitas arrecadadas e as despesas empenhadas, não considerando o
pagamento do principal e dos juros da dívida, tampouco as receitas
financeiras. Já o resultado nominal é mais abrangente, pois corresponde à
diferença entre todas as receitas arrecadadas e as despesas empenhadas,
incluindo pagamentos de parcelas do principal e dos juros da dívida, bem como
as receitas financeiras obtidas.

Prosseguindo, temos que o Anexo de Metas Fiscais conterá (§ 2°):


"I - avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior;
II - demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia
de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as com as
fixadas nos três exercícios anterioresl e evidenciando a consistência delas com
as premissas e os objetivos da política econômica nacional;
III - evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios,
destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de
ativos;
IV - avaliação da situação financeira e atuarial:
a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e
do Fundo de Amparo ao Trabalhador;
b) dos demais fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial;
V - demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da
margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado".

Note que, além das metas futuras (§ 1°), o art. 4° da LRF determina que a
LDO contenha uma avaliação dos resultados passados (incisos I e II do § 2°),
o que dá subsídios para projeções consistentes das metas a serem alcançadas.

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No inciso III do mesmo parágrafo, a LRF demonstra preocupação com a


deteriorização do patrimônio público, ao exigir que os recursos obtidos com a
alienação de ativos, como os provenientes de privatizações, tenham destaque
no anexo de metas fiscais da LDO. Tal determinação permite avaliar a
evolução do patrimônio líquido do ente, por exemplo, verificando se as
receitas de alienações estão sendo reaplicadas em investimentos, o que
mantém o patrimônio líquido; ou se estão sendo usadas em gastos de
custeio, o que faz o patrimônio líquido diminuir.

Já o inciso IV visa evitar que os recursos de fundos de natureza previdenciária


sejam utilizados em finalidade diversa da programada, o que era muito comum
no passado. O que a LRF objetiva é garantir a viabilidade econômico-financeira
dos fundos ao protegê-los de uso indevidos e assegurando a utilização apenas
nas finalidades previstas em seus estatutos, como nos pagamentos de
pensões, complementação de aposentadorias e subsídios às despesas médicas
de titulares e dependentes.

Concluindo o parágrafo, o inciso V alinha ações, resultados e transparência, ao


exigir que o anexo de metas fiscais demonstre a previsão de renúncia de
receitas e da expansão das despesas obrigatórias continuadas, que
normalmente trazem heranças fiscais para mandatos seguintes. Por exemplo,
ao aumentar as remunerações dos servidores públicos, um prefeito passará
essa obrigação para todos os seus sucessores, já que as remunerações são
irredutíveis. Tal despesa obrigatória continuada deverá estar prevista no anexo
de metas fiscais.

Tem os também integrando a LDO o Anexo de Riscos Fiscais , em que


serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar
as contas públicas, inform ando as providências a serem tom adas, caso se
concretizem.

FIQUE
No Anexo de Riscos Fiscais serão avaliados
atento! os passivos contingentes e outros riscos
capazes de afetar as contas públicas,
Anexo de Riscos Fiscais £ informando as providências a serem tomadas,
Anexos de Metas Fiscais caso se concretizem.

Os riscos fiscais abrangem os riscos orçamentários e os riscos da dívida.

Riscos Fiscais Orçamentários: estão relacionados à possibilidade de as


receitas e despesas projetadas na elaboração do projeto de lei orçamentária
anual não se confirmarem durante o exercício financeiro.

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Com relação à receita orçamentária, algumas variáveis macroeconômicas


podem influenciar no montante de recursos arrecadados, dentre as quais
podem-se destacar: o nível de atividade da economia e as taxas de inflação,
câmbio e juros. A redução do Produto Interno Bruto - PIB, por exemplo,
provoca queda na arrecadação de tributos por todos os entes da Federação.
No que diz respeito à despesa orçamentária, a criação ou ampliação de
obrigações decorrentes de modificações na legislação, por exemplo, requer
alteração na programação original constante da Lei Orçamentária.

Riscos Fiscais da Dívida: estão diretamente relacionados às flutuações de


variáveis macroeconômicas, tais como taxa básica de juros, variação cambial e
inflação. Para a dívida indexada ao Sistema Especial de Liquidação e Custódia
- SELIC, por exemplo, um aumento sobre a taxa de juros estabelecido pelo
Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil elevaria o nível de
endividamento do governo.

Já os passivos contingentes podem ser definidos como dívidas cuja existência


dependa de fatores imprevisíveis, como os processos judiciais em curso e
dívidas em processo de reconhecimento. Assim, os precatórios não se
enquadram no conceito de Risco Fiscal por se tratarem de passivos "efetivos" e
não de passivos contingentes, pois, conforme estabelecido pelo art. 100, § 5°,
da Constituição Federal, é obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades
de direito público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos,
oriundos de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios
judiciários apresentados até 1° de julho, fazendo-se o pagamento até o final
do exercício seguinte, quando terão seus valores atualizados monetariamente.

Ainda, a mensagem que encaminhar o projeto da União apresentará, em anexo


específico, os objetivos das políticas monetária, creditícia e cambial,
bem como os parâmetros e as projeções para seus principais agregados e
variáveis, e também as metas de inflação, para o exercício subsequente .

A LRF facultou os municípios com menos de 50 mil habitantes a elaborar o


Anexo de Metas Fiscais e o Anexo de Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes
Orçamentárias a partir do quinto exercício seguinte ao da publicação
daquela Lei Complementar (art. 63, II, da LRF). Logo, tais municípios não
foram definitivamente dispensados de nenhum dos dois anexos.

CAIU
na prova!
(CESPE - Analista Judiciário - Judiciária - CNJ - 2013) Supondo que
Maria seja responsável por conduzir a execução orçamentária de um
tribunal federal e tendo em conta o disposto na Lei n.° 4.320/1964, na
LRF e na CF, julgue o próximo item.______________________________

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16) Na execução de despesa e receita, Maria, como administradora


pública, deverá observar os limites de gastos estabelecidos para
cumprir as metas fiscais constantes da LOA.

Na execução de despesa e receita, Maria, como administradora pública, deverá


observar os limites de gastos estabelecidos para cumprir as metas fiscais
constantes da LDO .
Resposta: Errada

17) (CESPE - Analista - Infraestrutura e Logística - BACEN - 2013) Se


determinado ente da Federação precisar estipular um limite para a
expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado, então a
matéria deverá ser incluída no anexo de metas fiscais da lei de
diretrizes orçamentárias.

O anexo de metas fiscais da lei de diretrizes orçamentárias conterá


demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da
margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado (art. 4°,
§ 2°, V, da LRF).
Resposta: Certa

18) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial - Gestão Financeira - INPI - 2013) A lei de
diretrizes orçamentárias deve conter o anexo de riscos fiscais, em que
se avaliam os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar
as contas públicas, apresentando, ainda, as providências a serem
tomadas, caso estes riscos se concretizem.

A lei de diretrizes orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão


avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas
públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem
(art. 4, § 3°, da LRF). I
Resposta: Certa

19) (CESPE - Administrador - Ministério da Integração - 2013) Se a


União for condenada em ação judicial de indenização, mas a sentença
correspondente ainda não tiver transitado em julgado no momento da
elaboração do projeto de LDO, deverá o valor da ação ser incluído no
anexo de riscos fiscais da referida lei.

No Anexo de Riscos Fiscais serão avaliados os passivos contingentes e outros


riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as providências a
serem tomadas, caso se concretizem (art. 4°, § 3°, da LRF).
Os passivos contingentes podem ser definidos como dívidas cuja existência
dependa de fatores imprevisíveis, como os processos judiciais em curso e
dívidas em processo de reconhecimento.__________________________________

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Resposta: Certa

20) (CESPE - Analista Administrativo - ANCINE - 2013) Os precatórios


judiciais, após seu reconhecimento e quantificação, passam a
constituir os riscos fiscais, sendo incluídos no Anexo de Riscos Fiscais,
que integra a estrutura da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

No Anexo de Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias serão avaliados


os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas,
informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem.
Os passivos contingentes podem ser definidos como dívidas cuja existência
dependa de fatores imprevisíveis, como os processos judiciais em curso e
dívidas em processo de reconhecimento. Assim, os precatórios não se
enquadram no conceito de Risco Fiscal por se tratarem de passivos
"efetivos" e não de passivos contingentes, pois, conforme estabelecido
pelo art. 100, § 5°, da Constituição Federal, é obrigatória a inclusão, no
orçamento das entidades de direito público, de verba necessária ao pagamento
de seus débitos, oriundos de sentenças transitadas em julgado, constantes de
precatórios judiciários apresentados até 1° de julho, fazendo-se o pagamento
até o final do exercício seguinte, quando terão seus valores atualizados
monetariamente.
Resposta: Errada

21) (CESPE - Analista Administrativo - Contador - ANP - 2013) As


metas de inflação para o exercício subsequente devem constar do
anexo específico à mensagem de encaminhamento do projeto de lei de
diretrizes orçamentárias.

A mensagem que encaminhar o projeto de lei de diretrizes orçamentárias da


União apresentará, em anexo específico, os objetivos das políticas monetária,
creditícia e cambial, bem como os parâmetros e as projeções para seus
principais agregados e variáveis, e também as metas de inflação, para o
exercício subsequente (art. 4°, § 4°, da LRF).
Resposta: Certa

22) (CESPE - Analista Judiciário - Contabilidade - TRE - 2012) O


equilíbrio entre receitas e despesas é um dos assuntos que deve dispor
a lei de diretrizes orçamentárias.

A LRF aumentou o rol de funções da LDO, visando manter o equilíbrio entre


receitas e despesas:
"Art. 4° A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2° do
art. 165 da Constituição e:
I - disporá também sobre:
a ) equilíbrio entre receitas e despesas:______________________________

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b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses


previstas na alínea b do inciso II deste artigo, no art. 9° e no inciso II do § 1°
do art. 31;
(...)
e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos;
f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas".
Resposta: Certa

23) (CESPE - Técnico - FNDE - 2012) Compete à Lei Orçamentaria


Anual (LOA) regulamentar o equilíbrio entre receitas e despesas

Compete à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) dispor sobre o equilíbrio


entre receitas e despesas.
Resposta: Errada

24) (CESPE - Advogado da União - 2012) A lei de diretrizes


orçamentárias destina-se, entre outros objetivos, a orientar a
elaboração da lei orçamentária anual, nada dispondo, todavia, a
respeito do equilíbrio entre receitas e despesas.

A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da


administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício
financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual,
disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de
aplicação das agências financeiras oficiais de fomento (art. 165, § 2°, da
CF/1988).

De acordo com o art. 4° da LRF, a lei de diretrizes orçamentárias atenderá o


disposto no § 2° do art. 165 da Constituição e disporá também sobre, entre
outros, equilíbrio entre receitas e desp esas.
Resposta: Errada

25) (CESPE - Auditor de Controle Externo - TCE/ES - 2012) Entre as


inúmeras funções atribuídas pela LRF às leis de diretrizes
orçamentárias, destacam-se a fixação de exigências para a realização
de transferências de recursos a entidades públicas e privadas e a
fixação das metas fiscais de receitas e despesas referentes ao
exercício em curso e aos dois subsequentes.

A LRF aumentou o rol de funções da LDO, visando manter o equilíbrio entre


receitas e despesas:
"Art. 4° A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2° do
art. 165 da Constituição e:
I - disporá também sobre:_______________________________________

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a) equilíbrio entre receitas e despesas;


b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses
previstas na alínea b do inciso II deste artigo, no art. 9° e no inciso II do § 1°
do art. 31;
(...)
e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos;
f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas".

E segundo o art. 4°, § 1°, da LRF, o anexo de metas fiscais integrará a LDO:
"§ 1 ° Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias o Anexo de Metas
Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e
constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e
montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os dois
seguintes".
Resposta: Certa

26) (CESPE - Auditor de Controle Externo - TCDF - 2012) O relatório


de gestão fiscal deve estabelecer metas anuais, em valores correntes e
constantes, para a receita e a despesa públicas, resultados nominal e
primário e montante da dívida pública.

Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de Metas


Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e
constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e
montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os dois
seguintes (art. 4°, 1°, da LRF).
A questão está errada porque trocou "anexo de metas fiscais" por "relatório de
gestão fiscal - RGF".
Resposta: Errada

27) (CESPE - Auditor de Controle Externo - TCE/ES - 2012) A Lei de


Diretrizes Orçamentárias (LDO) deve conter a demonstração da
evolução do patrimônio líquido governamental nos últimos três
exercícios, destacando-se a origem e a aplicação dos recursos obtidos
com a alienação de ativos.

O Anexo de Metas Fiscais da LDO conterá, entre outros, a evolução do


patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios, destacando a origem e
a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos (art. 4°, § 2°, III,
da LRF).
Resposta: Certa

28) (CESPE - Técnico Científico - Direito - Banco da Amazônia - 2012)


O demonstrativo da estimativa e a compensação da renúncia de receita

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e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter


continuado devem compor, entre outros elementos, o Anexo de Metas
Fiscais do projeto de lei de diretrizes orçamentárias.

O Anexo de Metas Fiscais, o qual integra a LDO, conterá, entre outros,


demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da
margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado (art. 4°,
§ 2°, V, da LRF).
Resposta: Certa

29) (CESPE - Analista Judiciário - Contabilidade - TRE - 2012) O


anexo de metas fiscais integra a lei orçamentária anual,
compreendendo, entre outras informações, a margem de expansão das
despesas obrigatórias de caráter continuado.

O Anexo de Metas Fiscais, o qual integra a lei de diretrizes orçamentárias ,


conterá, entre outros, demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia
de receita e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter
continuado (art. 4°, § 2°, V, da LRF).
Resposta: Errada

30) (CESPE - Especialista - FNDE - 2012) No anexo de riscos fiscais,


devem ser avaliados os passivos contingentes e os outros riscos
capazes de afetar as contas publicas, informando-se as providencias a
serem tomadas, caso esses passivos e riscos sejam concretizados.

No Anexo de Riscos Fiscais serão avaliados os passivos contingentes e outros


riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as providências a
serem tomadas, caso se concretizem (art. 4°, § 3°, da LRF).
Resposta: Certa

31) (CESPE - Procurador - ALES - 2011) A LRF atribuiu às LDOs o


disciplinamento de novos temas. Esses novos temas disciplinados
incluem estabelecer a política de aplicação das agências financeiras
oficiais de fomento.

Segundo o § 2° do art. 165 da CF/1988, "a lei de diretrizes orçamentárias


compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal,
incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente,
orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações
na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências
financeiras oficiais de fomento ".
Logo, dentre os novos temas disciplinados pela LRF não se inclui o
estabelecimento da política de aplicação das agências financeiras oficiais de
fomento, o qual já possuía previsão constitucional.
Resposta: Errada______________________________________________________

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32) (CESPE - Analista de Orçamento - MPU - 2010) De acordo com a


Lei Complementar n.° 101/2000 (LRF), cabe à LDO disciplinar o
equilíbrio entre as receitas e as despesas.

Além dos dispositivos referentes à LDO previstos na CF/1988, a LRF aumentou


o rol de funções da LDO, determinando que ela disponha sobre: equilíbrio
entre receitas e despesas; critérios e forma de limitação de empenho,
normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos; e demais condições e
exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas.
Resposta: Certa

33) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) A lei de diretrizes


orçamentárias dispõe sobre o equilíbrio entre receitas e despesas, bem
como sobre os critérios e forma de limitação de empenho, entre outras
medidas.

A LRF aumentou o rol de funções da LDO, determinando que ela disponha


sobre: equilíbrio entre receitas e despesas; critérios e forma de
limitação de empenho , normas relativas ao controle de custos e à avaliação
dos resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos; e
demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas.
Resposta: Certa

34) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) Segundo a LRF,


integrarão o projeto da LDO um anexo de metas fiscais e outro de
riscos fiscais.

Consoante a LRF, o Anexo de Metas Fiscais e o Anexo de Riscos Fiscais


integram a LDO.
Resposta: Certa

35) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) A LDO deve conter


anexo no qual sejam avaliados os passivos contingentes e outros
riscos capazes de afetar as contas públicas.

Integra a LDO o Anexo de Riscos Fiscais, em que serão avaliados os


passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas
públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem
(art. 4°, § 3°, da LRF).
Resposta: Certa_______________________________________________________

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2.3 Lei Orçamentária Anual

2.3.1 Empresa Estatal Dependente

A Lei Orçamentária Anual é o instrumento pelo qual o Poder Público prevê a


arrecadação de receitas e fixa a realização de despesas para o período de um
ano. A LOA é o orçamento por excelência ou o orçamento propriamente dito.
Ela deve conter apenas matérias atinentes à previsão das receitas e à fixação
das despesas, sendo liberadas, em caráter de exceção, as autorizações para
créditos suplementares e operações de crédito, inclusive por antecipação de
receita orçamentária. Trata-se do princípio orçamentário constitucional da
exclusividade.

Quanto à vigência, a Lei Orçamentária Anual federal, conhecida ainda como


Orçamento Geral da União (OGU), também segue o ADCT. O projeto da Lei
Orçamentária anual deverá ser encaminhado ao Legislativo quatro meses antes
do término do exercício financeiro (31 de agosto), e devolvido ao executivo até
0 encerramento da sessão legislativa (22 de dezembro) do exercício de sua
elaboração.

Segundo o § 5°, I, II e III, do art. 165 da CF/1988, a LOA conterá o


orçamento fiscal, o orçamento da seguridade social e o orçamento de
investimento das empresas (ou investimentos das estatais):
"§ 5° A lei orçamentária anual compreenderá:
1 - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e
entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e
mantidas pelo Poder Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou
indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos
a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e
fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público".

Vamos aprofundar nossos conhecimentos sobre a LOA. Mas, antes,


precisaremos relembrar o importante conceito de empresa estatal dependente,
citado em tópicos anteriores.

Primeiro, temos que saber que uma empresa controlada é uma sociedade
cuja maioria do capital social com direito a voto pertence, direta ou
indiretamente, a ente da Federação.

Consoante a LRF, empresa estatal dependente é uma empresa


controlada , mas que recebe do ente controlador recursos financeiros para
pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de
capital, excluídos, no último caso, aqueles provenientes de aumento de
participação acionária.

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Este conceito é importantíssimo, porque, sendo uma empresa estatal


considerada dependente, ela participará do Orçamento Fiscal e da Seguridade
Social. Integram o orçamento de investimentos apenas as chamadas empresas
estatais não dependentes.

Desta forma, a empresa estatal não dependente é autossustentável e não faz


parte do campo de aplicação da LRF, porém, seus investimentos integram a
LOA por lidar com o dinheiro público. Isso ocorre para que a empresa tenha
liberdade de atuação e, ao mesmo tempo, o Poder Público tenha controle sobre
os investimentos dela. Por exemplo, a Petrobras é uma Sociedade de Economia
Mista e estatal não dependente. Não sofre as restrições da LRF porque tem que
ser dinâmica para concorrer com a iniciativa privada. Por outro lado, o Estado
deve deter o poder para influenciar onde ela aplicará seus investimentos e a
população deve ter conhecimento, por isso ela compõe o Orçamento de
Investimentos.

Já as empresas dependentes recebem recursos do Estado para se manter,


portanto não se sustentam sozinhas. Existem para suprir alguma falha de
mercado em que a iniciativa privada não quis ou não conseguiu êxito e é
relevante para a sociedade. Exemplos: Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Empraba), Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e Hospital das
Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Assim, possuem controle total do Estado,
seguem a LRF e fazem parte do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social.

A separação é tão nítida que a Secretaria de Orçamento Federal (SOF) é


responsável pela coordenação do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social. Já
o Orçamento de Investimentos é coordenado pelo Departamento de
Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST). São duas
estruturas totalmente diferentes integrantes do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão (MPOG). Apenas ao final do processo, para fins de
consolidação final da LOA, o DEST env ia à SOF o Orçamento de Investimentos.

íf 1 » ESTA É

K L/difícil!

A Secretaria de Orçamento Federal (SOF) é responsável pela coordenação do


Orçamento Fiscal e da Seguridade Social.
Já o Orçamento de Investimentos é coordenado pelo Departamento de Coordenação e
Governança das Empresas Estatais (DEST).

E as despesas de custeio das estatais não dependentes?

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Tais despesas não estão na LOA, já que não usam dinheiro decorrente da
arrecadação de tributos. As empresas não dependentes geram seus próprios
recursos para arcar com seus gastos de manutenção e pessoal, por exemplo,
com a venda de produtos ou prestação de serviços. Tal orçamento operacional,
também coordenado pelo DEST, integra o Plano de Dispêndios Globais - PDG e
integrará apenas um anexo da mensagem que encaminha o PLOA, sendo
aprovado por decreto. O PDG é um conjunto sistematizado de informações
econômico-financeiras, com o objetivo de avaliar o volume de recursos e
dispêndios, a cargo das estatais, compatibilizando-o com as metas de política
econômica governamental (necessidade de financiamento do setor público).

Vamos interpretar o conceito de empresa estatal dependente da LRF:

^ ^ d e co re !
Empresa Estatal Dependente

É uma empresa controlada, ou seja, é uma sociedade cuja maioria do capital


social com direito a voto pertença, direta ou indiretamente, a ente da Federação.

Porém, que receba do ente controlador recursos financeiros para pagamento de


despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de capital.

Sendo que, no caso das despesas de capital, caso receba apenas recursos
provenientes de aumento de participação acionária, não será considerada estatal
dependente.

Sendo estatal dependente, integrará o Orçamento Fiscal e da Seguridade


Social e seguirá a LRF.

Se for não dependente, integrará o Orçamento de Investim entos e não seguirá


a LRF.

Vale mencionar o disposto no art. 2° da Resolução 43/2001 do Senado


Federal, que define de forma mais completa o conceito de empresa estatal
dependente:
"II - empresa estatal dependente: empresa controlada pelo Estado, pelo
Distrito Federal ou pelo Município, que tenha, no exercício anterior, recebido
recursos financeiros de seu controlador, destinados ao pagamento de despesas
com pessoal, de custeio em geral ou de capital, excluídos, neste último caso,
aqueles provenientes de aumento de participação acionária, e tenha, no
exercício corrente, autorização orçamentária para recebimento de recursos
financeiros com idêntica finalidade".

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Repare que o conceito é basicamente o mesmo. O que diferencia a LRF da


referida Resolução é que os recursos destinados ao pagamento de despesas
com pessoal, de custeio em geral ou de capital, excluídos, neste último caso,
aqueles provenientes de aumento de participação acionária, devem ter sido
recebidos pela empresa no exercício anterior para que a consideremos como
estatal dependente. Além disso, a estatal deve ter, no exercício corrente,
autorização orçamentária para recebimento de recursos financeiros com
idêntica finalidade.

2.3.2 A Lei Orçamentária Anual na LRF

A LRF também traz dispositivos sobre a LOA. Segundo o art. 5° da LRF, o


projeto de lei orçamentária anual, elaborado de forma compatível com o plano
plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias:
"I - conterá, em anexo, demonstrativo da compatibilidade da programação dos
orçamentos com os objetivos e metas constantes do anexo de metas fiscais da
LDO;
II - será acompanhado do demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as
receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e
benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia, bem como das medidas
de compensação a renúncias de receita e ao aumento de despesas obrigatórias
de caráter continuado;
III - conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e montante,
definido com base na receita corrente líquida, serão estabelecidos na LDO,
destinada ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos
fiscais imprevistos".

A reserva de contingência tem por finalidade atender, além da abertura de


créditos adicionais, perdas que são episódicas, contingentes ou eventuais.
Deve ser prevista em lei sua constituição, com vistas a enfrentar prováveis
perdas decorrentes de situações emergenciais.

O mesmo art. 5° da LRF também dá destaque à dívida pública, ao determinar


que constarão da LOA todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária
ou contratual, e as receitas que as atenderão. Ainda, tem-se que o
refinanciamento da dívida pública (e não apenas a contração de dívida nova)
constará separadamente na lei orçamentária e nas de crédito adicional. O
refinanciamento consiste na substituição de títulos anteriormente emitidos por
títulos novos, com vencimento posterior.

Finalmente, integrarão as despesas da União, e serão incluídas na lei


orçamentária, as despesas do Banco Central do Brasil relativas a pessoal e
encargos sociais, custeio administrativo, inclusive os destinados a benefícios e
assistência aos servidores, e a investimentos.

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Atenção: a lei orçamentária não consignará dotação para investimento com


duração superior a um exercício financeiro que não esteja previsto no plano
plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão.

Assim:
D e v e t e r se u p ro je to e la b o r a d o d e fo rm a c o m p a tív e l co m
o P P A e a LD O .

C o n te rá , e m a n e x o , d e m o n s tra tiv o da c o m p a tib ilid a d e da


p ro g ra m a ç ã o d o s o r ç a m e n to s c o m os o b je tiv o s e m e ta s

^3*tom e nota! c o n s ta n te s d o a n e x o d e m e ta s fis c a is da LD O ;

S e rá acom panhado do d e m o n s tra tiv o re g io n a liz a d o do


e fe ito , s o b re a s re c e ita s e d e s p e s a s , d e c o rr e n te de
is e n ç õ e s , a n is tia s , re m is s õ e s , s u b s íd io s e b e n e fíc io s de
Segundo a LRF, a LOA:
n a tu re z a fin a n c e ira , trib u tá ria e c re d itíc ia , b e m c o m o d a s
m e d id a s d e c o m p e n s a ç ã o a r e n ú n c ia s de re ce ita e ao
a u m e n to d e d e s p e s a s o b r ig a tó r ia s d e c a rá te r c o n tin u a d o ;

C o n te rá re se rv a d e c o n tin g ê n c ia , cu ja fo rm a d e u tiliz a ç ã o
e m o n ta n te , d e fin id o c o m b a se na re ce ita c o rre n te
líq u id a , s e rã o e s ta b e le c id o s na LD O , d e s tin a d a ao
a te n d im e n to d e p a s s iv o s c o n tin g e n te s e o u tro s ris co s e
e v e n to s fis c a is im p re v is to s .

C o n s ta r ã o to d a s a s d e s p e s a s re la tiv a s à d ív id a p ú b lic a ,
m o b iliá ria ou c o n tra tu a l, e a s re c e ita s q u e a s a te n d e rã o .

O r e fin a n c ia m e n to da d ív id a p ú b lica c o n s ta rá
s e p a ra d a m e n te na L O A e n a s d e c ré d ito a d ic io n a l.

Ainda, da mesma forma que a LDO, a LOA poderá conter autorização para que
os municípios contribuam para o custeio de despesas de competência de
outros entes da Federação.

CAIU
na prova!
36) (CESPE - Analista - Finanças e Controle - MPU - 2013) Parte do
montante das reservas de contingências anotadas na LOA pode ser
usada para suportar despesas originárias de eventos fiscais
supervenientes à aprovação do orçamento para o exercício de que
trata a lei orçamentária.

Segundo o art. 5.° da LRF, o projeto de lei orçamentária anual, elaborado de


forma compatível com o PPA e a LDO, conterá, dentre outros, reserva de
contingência, cuja forma de utilização e montante, definido com base na
receita corrente líquida, serão estabelecidos na LDO, destinada ao atendimento
de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.
Resposta: Certa_______________________________________________________

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37) (CESPE - Analista Administrativo - Administrativa - ANTT - 2013)


A gestão da dívida pública é de importância fundamental para o
equilíbrio macroeconômico de um país, podendo sofrer, ao longo de
um exercício, fortes oscilações nos seus custos. Por essas razões, nem
todas as despesas relativas à dívida pública precisam constar na lei
orçamentária, que se limita à discriminação daquelas consideradas
fixas.

Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as


receitas que as atenderão, constarão da lei orçamentária anual (art. 5°, 1°, da
LRF).
Resposta: Errada

38) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial - Gestão Financeira - INPI - 2013) O eventual
refinanciamento da dívida pública deve constar separadamente na
LOA.

O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei


orçamentária e nas de crédito adicional (art. 5, § 2°, da LRF).
Resposta: Certa

39) (CESPE - Analista Judiciário - Administrativa - STF - 2013) No


orçamento fiscal, parte do montante da despesa com a dívida pública
representa propriamente pagamento da dívida e a outra parte, o
refinanciamento, ou seja, a substituição de títulos anteriormente
emitidos por títulos novos, com vencimento posterior.

O refinanciamento (e não apenas a contração de dívida nova) da dívida pública


constará separadamente na lei orçamentária e nas de crédito adicional (art. 5,
§ 2°, da LRF). O refinanciamento consiste na substituição de títulos
anteriormente emitidos por títulos novos, com vencimento posterior.
Resposta: Certa

40) (CESPE - Técnico Judiciário - Administrativa - CNJ - 2013) Como a


gerência da dívida pública é responsabilidade exclusiva do Poder
Executivo, apenas o ato de contratação de dívida nova é controlado
pelo Poder Legislativo, devendo, por isso, ser incluído na LOA. Outras
despesas relativas à dívida são isentas dessa obrigação.

O refinanciamento (e não apenas a contração de dívida nova) da dívida


pública constará separadamente na lei orçamentária e nas de crédito adicional
(art. 5, § 2°, da LRF). O refinanciamento consiste na substituição de títulos
anteriormente emitidos por títulos novos, com vencimento posterior.
Resposta: Errada

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41) (CESPE - Analista Administrativo - Contábeis - ANTT - 2013) A lei


orçamentária, elaborada de acordo com as normas da Lei de
Responsabilidade na Gestão Fiscal, registrará dotação para
investimento com duração superior a um exercício financeiro que não
esteja previsto no plano plurianual ou em lei que autorize a sua
inclusão.

A lei orçamentária não consignará dotação para investimento com duração


superior a um exercício financeiro que não esteja previsto no plano plurianual
ou em lei que autorize a sua inclusão (art. 5°, § 5°, da LRF).
Resposta: Errada

42) (CESPE - Auditor de Controle Externo - TCDF - 2012) As despesas


do Banco Central do Brasil com pessoal, com encargos sociais e com
custeio administrativo devem obrigatoriamente integrar as despesas
da União e ser incluídas na LOA.

Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na lei orçamentária, as do


Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos sociais, custeio
administrativo, inclusive os destinados a benefícios e assistência aos
servidores, e a investimentos (art. 5°, § 6°, da LRF).
Resposta: Certa

43) (CESPE - Técnico Científico - Direito - Banco da Amazônia - 2012)


No projeto de lei orçamentária anual, deve constar o demonstrativo
regionalizado do efeito, sobre as receitas e as despesas, da concessão
de benefícios de natureza creditícia, entre outros.

Segundo o art. 5°, II, da LRF, o projeto de lei orçamentária anual, elaborado
de forma compatível com o plano plurianual e com a lei de diretrizes
orçamentárias será acompanhado, entre outros, do demonstrativo
regionalizado do efeito, sobre as redp itas e despesas, decorrente de isenções,
anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e
creditícia, bem como das medidas de compensação a renúncias de receita e ao
aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado.
Resposta: Certa

44) (CESPE - Contador - TJ/RR - 2012) O projeto de lei orçamentária


anual deverá conter reserva de contingência destinada ao atendimento
de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos,
com montante e forma de utilização definidos com base na receita
corrente líquida e estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias.

O projeto de lei orçamentária anual, elaborado de forma compatível com o


plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias conterá reserva de
contingência, cuja forma de utilização e montante, definido com base na

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receita corrente líquida, serão estabelecidos na LDO, destinada ao atendimento


de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos (art. 5°,
III, da LRF).
Resposta: Certa

45) (CESPE - Auditor de Controle Externo - TCE/ES - 2012)


Considera-se empresa estatal dependente a empresa controlada que
receba do ente controlador recursos financeiros para pagamento de
despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de capital.

Consoante a LRF, empresa estatal dependente é uma empresa controlada, mas


que recebe do ente controlador recursos financeiros para pagamento de
despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de capital, excluídos, no
último caso, aqueles provenientes de aumento de participação acionária.
Resposta: Certa

46) (CESPE - Técnico Científico - Administração - Banco da Amazônia


- 2012) Devem ser descritos no orçamento de investimento os
investimentos de todas as empresas em que a União, direta ou
indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto,
empresas essas não incluídas no orçamento fiscal e no de seguridade
social e que tenham investimentos programados para o exercício,
independentemente da fonte de financiamento utilizada.

O examinador afirma que devem ser descritos no orçamento de investimento


os investimentos de todas as empresas em que a União, direta ou
indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto,
empresas essas não incluídas no orçamento fiscal e no de seguridade social.
Ou seja, são excluídas do orçamento de investimentos exatamente as estatais
dependentes, que são aquelas incluídas no orçamento fiscal e da seguridade
social.
Confirmando que a exclusão do oraa mento de investimentos é das estatais
dependentes do exercício a que se refere, o examinador complementa ainda
que tais empresas excluídas tenham investimentos programados para o
exercício, independentemente da fonte de financiamento utilizada.
Resposta: Certa

47) (CESPE - Analista - Contabilidade - ECB - 2011) Por ser empresa


estatal dependente, a Empresa Brasil de Comunicação integra o
orçamento fiscal e de seguridade social.

A empresa estatal considerada dependente participará do Orçamento Fiscal e


da Seguridade Social, como é exemplo a EBC. Integram o orçamento de
investimentos apenas as chamadas empresas estatais não dependentes.

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O estudante não precisa decorar nenhuma lista de empresas; apenas deve


saber a característica da empresa que prestará o concurso, se for o caso. Esta
prova foi para a EBC, logo o candidato deveria saber que a EBC é uma estatal
dependente.
Resposta: Certa

48) (CESPE - Agente Administrativo - MDIC - 2014) De acordo com a


lei orçamentária anual, os orçamentos das empresas estatais
dependentes e independentes constam do orçamento de investimento.

De acordo com a LOA, os orçamentos das empresas estatais independentes


constam do orçamento de investimento. Os orçamentos das empresas estatais
dependentes constam do orçamento fiscal e da seguridade social.
Resposta: Errada

49) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) O projeto de lei


orçamentária anual deve conter reserva de contingência, cuja forma
de utilização e montante, definido com base na receita corrente
líquida, deve ser estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias,
destinada ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e
eventos fiscais imprevistos.

Segundo o art. 5.° da LRF, o projeto de lei orçamentária anual, elaborado de


forma compatível com o PPA e a LDO, conterá, dentre outros, reserva de
contingência, cuja forma de utilização e montante, definido com base na
receita corrente líquida, serão estabelecidos na LDO, destinada ao atendimento
de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.
Resposta: Certa

50) (CESPE - Analista Administrativo - Administrativa - ANTT - 2013)


Considere-se que, para garantir a atratividade econômica de certa rota
de transporte terrestre interestadual, o governo federal pretenda
conceder benefícios de natureza tributária ao vendedor do leilão de
concessão da rota em questão. Nessa situação hipotética, não será
necessário incluir no projeto de lei orçamentária o impacto
regionalizado sobre as receitas e as despesas oriundo de tal benefício,
mas, sim, a previsão global desse impacto.

Segundo o art. 5° da LRF, o projeto de lei orçamentária anual, elaborado de


forma compatível com o plano plurianual e com a lei de diretrizes
orçamentárias será acompanhado do demonstrativo regionalizado do
efeito, sobre as receitas e despesas , decorrente de isenções, anistias,
remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia,
bem como das medidas de compensação a renúncias de receita e ao aumento
de despesas obrigatórias de caráter continuado.
Resposta: Errada______________________________________________________

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MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES -


DIVERSAS BANCAS

51) (FCC - Auditor Fiscal - ICMS/RJ - 2014) No Anexo de Metas


Fiscais, na avaliação do cumprimento da meta de resultado primário do
exercício anterior, um dos motivos que justificam o NÃO cumprimento
de tal meta é
(A) o aumento da despesa realizada com juros e encargos sobre a
dívida.
(B) o aumento da dívida fundada pelas variações desfavoráveis da
taxa cambial.
(C) a redução da arrecadação da receita referente a juros de
aplicações financeiras em decorrência do decréscimo dos rendimentos.
(D) o aumento da despesa realizada com a amortização da dívida
fundada.
(E) a arrecadação de tributos menor do que a previsão em decorrência
do crescimento econômico menor do que aquele esperado para o
período.

O resultado primário considera apenas as receitas e despesas primárias,


também chamadas de não financeiras. Tal resultado corresponde à diferença
entre as receitas arrecadadas e as despesas empenhadas, não considerando o
pagamento do principal e dos juros da dívida, tampouco as receitas
financeiras.

Assim, por tal conceito, já podemos eliminar as quatro primeiras alternativas,


pois versam sobre dívidas e receitas financeiras.

Na alternativa "E", a diminuição da arrecadação de tributos, os quais são


receitas primárias, é um motivo que explica o não cumprimento da meta de
resultado primário.

Resposta: Letra E

52) (FCC - Analista Judiciário - Administrativa - TRT/16 - Maranhão -


2014) A Lei de Responsabilidade Fiscal (n° 101/2000) ampliou o
significado e a importância da Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO
que passou a dispor sobre outros temas, EXCETO:
(A) Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos
resultados dos programas financiados pelos orçamentos.
(B) Demonstrações trimestrais apresentadas pelo Banco Central sobre
o impacto e o custo fiscal das suas operações.
(C) Limites para elaboração das propostas orçamentárias do Poder
Judiciário e do Ministério Público.

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(D) Concessões ou ampliações de incentivo ou benefício de natureza


tributária da qual decorra renúncia de receita.
(E) Condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas.

Questão difícil. Pede aquela atribuição da LDO não prevista na LRF. A


dificuldade ocorre porque a resposta que deve ser marcada apresenta
também uma atribuição da LDO, só que prevista na CF/1988 .

a) e e) Corretas. A lei de diretrizes orçam entárias disporá também sobre,


entre outros, normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos
resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos; e demais
condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e
privadas (art. 4°, I, "e" e "f", da LRF).

b) Correta. é atribuição da LDO dispor sobre o impacto e o custo fiscal das


operações realizadas pelo Banco Central do Brasil, o qual serão demonstrados
trimestralmente (art. 7°, § 2°, da LRF).

c) É a incorreta. Cabe à LDO dispor sobre os limites para elaboração das


propostas orçamentárias do Poder Judiciário e do Ministério Público por
determinação da Constituição Federal de 1988 (art. 99, § 1° e art. 127, §
3°, ambos da CF/1988).

d) Correta. Cabe à LDO dispor sobre a concessão ou ampliação de incentivo ou


benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita (art. 14 da
LRF).

Resposta: Letra C

53) (FCC - Analista Legislativo - Contabilidade - Assembleia


Legislativa/PE - 2014) A Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO
disporá sobre:
I. A distribuição dos recursos correntes e de capital de forma
regionalizada.
II. As alterações na legislação tributária.
III. O equilíbrio entre receitas e despesas.
IV. As normas relativas ao controle de custos e a avaliação dos
resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos.
V. As diretrizes, objetivos e metas para as despesas de capital e outras
dela decorrentes e para os programas de duração continuada.
É correto o que se afirma APENAS em
(A) I, II e III.
(b ) I, III e IV.
(C) II, III e IV.
(D) I, II e V.

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(E) III, IV e V.

I) Errada. Não cabe à LDO alocar os recursos.

II) Correto. A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e


prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital
para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei
orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e
estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de
fomento (art. 165, § 2°, da CF/1988).

III) e IV) Corretos. A lei de diretrizes orçam entárias disporá também sobre,
entre outros, equilíbrio entre receitas e despesas e normas relativas ao
controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com
recursos dos orçamentos (art. 4°, I, "a" e "e", da LRF).

V) Errado. A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma


regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal
para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos
programas de duração continuada (art. 165, § 1°, da CF/1988).

Logo, é correto o que se afirma apenas em II, III e IV.


Resposta: Letra C

54) (FCC - Analista Judiciário - Contabilidade - TRT/18 - 2013) O


projeto de lei orçamentária anual, elaborado de forma compatível com
o Plano Plurianual, com a Lei de Diretrizes Orçamentárias e com as
normas da Lei n° 101/2000,
a) conterá comparativo do montante da despesa total com pessoal,
distinguindo-a com inativos e pensionistas, com os limites
estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
b) disporá sobre equilíbrio entre Receitas e despesas.
c) disporá sobre normas relativas ao controle de custos e à avaliação
dos resultados dos programas financiados com recursos dos
orçamentos.
d) estabelecerá a programação financeira e o cronograma de execução
mensal de desembolso.
e) conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e
montante, definido com base na receita corrente líquida, serão
estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

a) Errada. Não é matéria tratada nessa aula. O relatório de gestão fiscal


conterá comparativo do montante da despesa total com pessoal, distinguindo-
a com inativos e pensionistas, com os limites estabelecidos pela Lei de
Responsabilidade Fiscal.

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b) Errada. Compete à lei de diretrizes orçamentárias dispor sobre o


equilíbrio entre receitas e despesas.

c) Errada. Compete à lei de diretrizes orçamentárias dispor sobre normas


relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas
financiados com recursos dos orçamentos.

d) Errada. Compete à lei de diretrizes orçamentárias dispor sobre


programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso
estabelecido pelo Poder Executivo até trinta dias após a publicação dos
orçamentos

e) Correta. O projeto de lei orçamentária anual conterá reserva de


contingência, cujo montante, definido com base na receita corrente líquida,
será estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias (art. 5°, III, da LRF).

Resposta: Letra E

55) (FCC - Analista Judiciário - Administrativa - TRT/18 - 2013) Em


relação à LRF - Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei 101/2000) que
estabelece as normas de finanças públicas voltadas para a
responsabilidade na gestão fiscal, considere:
I. Desobriga a divulgação dos atos, contratos e outros instrumentos
celebrados pela Administração pública direta.
II. Estabelece, em regime nacional, parâmetros a serem seguidos
exclusivamente pela União, relativos aos gastos públicos.
III. Contém restrições orçamentárias que visam a preservar a situação
fiscal dos entes federativos, de acordo com seus balanços anuais, com
o objetivo de garantir a saúde financeira de estados e municípios.
IV. É um dos mais fortes instrumentos de transparência em relação
aos gastos públicos e privados, indicando os parâmetros para uma
administração eficiente.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) III e IV.
(C) I e III.
(D) I e IV.
(E) II e III.

I) Errado. Um dos princípios da LRF é a transparência, o qual exige que todos


os atos de entidades públicas sejam praticados com publicidade e com ampla
prestação de contas em diversos meios. A LRF determina ampla divulgação,
inclusive em meio eletrônico, dos instrumentos de planejamento e orçamento,
da prestação de contas e de diversos relatórios e anexos.

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II) Errado. As disposições da LRF obrigam a União, os estados, o Distrito


Federal e os municípios.

III) Correto. Um dos princípios da LRF é o controle, o qual permite gerenciar o


risco por meio de ações fiscalizadoras e de imposição de prazos na gestão de
políticas e de procedimentos, que podem ser de natureza legal, técnica ou de
gestão. A LRF impõe controle de limites e prazos, bem como de sanções em
caso de descumprimento.

IV) Correto. Além da transparência, um dos princípios da LRF é o


planejamento, o qual consiste, basicamente, em determinar os objetivos a
alcançar e as ações a serem realizadas, compatibilizando-as com os meios
disponíveis para a sua execução.

Logo, está correto o que se afirma apenas em III e IV.


Resposta: Letra B

56) (ESAF - Técnico Administrativo - DNIT - 2013) Assinale a opção


que indica uma exceção ao que dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal
- LRF (LC 101/2000) a respeito do projeto de Lei Orçamentária Anual.
a) Não poderá consignar dotação para investimento com duração
superior a um exercício financeiro sem que este conste do Plano
Plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão.
b) Deverá conter, em anexo, demonstrativo de compatibilidade da
programação dos orçamentos com os objetivos e metas do Anexo de
Metas Fiscais.
c) Na União, todas as despesas e receitas do Banco Central deverão
constar da Lei Orçamentária Anual.
d) Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou
contratual, e às receitas que as atenderão deverão constar da Lei
Orçamentária Anual.
e) O refinanciamento da dívida p ública deverá ser segregado na lei
orçamentária e nas de créditos adicionais.

a) Correta. A lei orçamentária não consignará dotação para investimento com


duração superior a um exercício financeiro que não esteja previsto no plano
plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão (art. 5°, § 1°, da LRF).

b) O projeto de lei orçamentária anual, elaborado de forma compatível com o


plano plurianual, com a lei de diretrizes orçamentárias e com as normas desta
Lei Complementar, entre outros, conterá, em anexo, demonstrativo de
compatibilidade da programação dos orçamentos com os objetivos e metas do
Anexo de Metas Fiscais (art. 5°, I, da LRF)

c) É a incorreta. Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na lei


orçamentária, as do Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos

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sociais, custeio administrativo, inclusive os destinados a benefícios e


assistência aos servidores, e a investimentos (art. 5°, § 6°, da LRF). Ou
seja, não são todas as despesas.

d) Correta. Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou


contratual, e as receitas que as atenderão, constarão da lei orçamentária anual
(art. 5°, § 1°, da LRF).

e) Correta. O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei


orçamentária e nas de crédito adicional (art. 5°, § 2°, da LRF).

Resposta: Letra C

57) (ESAF - Analista de Finanças e Controle - STN - 2013) A Lei de


Responsabilidade Fiscal procurou aperfeiçoar a sistemática traçada
pela Constituição de 1988 atribuindo novas e importantes funções à
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Indique a única opção que não
corresponde às novas atribuições da LDO.
a) Estabelecimento de metas fiscais.
b) Estabelecimento de ações de médio prazo, coincidindo com a
duração de um mandato do Chefe do Executivo.
c) Fixação de critérios para a limitação de empenho e movimentação
financeira.
d) Avaliação de riscos fiscais.
e) Publicação da avaliação financeira e atuarial dos regimes geral de
previdência social e próprio dos servidores civis e militares.

a) Correta. É atribuição da LDO o estabelecimento de metas fiscais.

b) É a incorreta. O PPA é que estabelece ações de médio prazo, mas nem tal
instrumento, tampouco a LDO , coincide com a duração de um mandato do
Chefe do Executivo.

c) Correta. é atribuição da LDO a fixação de critérios para a limitação de


empenho e movimentação financeira.

d) Correta. É atribuição da LDO a avaliação de riscos fiscais.

e) Correta. O Anexo de Metas Fiscais da LDO conterá, entre outros, a avaliação


da situação financeira e atuarial dos regimes geral de previdência social e
próprio dos servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador; bem
como dos demais fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial.

Resposta: Letra B

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58) (ESAF - Analista da Comissão de Valores Mobiliários - 2010)


Acerca do orçamento público, em face dos parâmetros da política
fiscal, é correto afirmar que:
a) todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou
contratual, e as receitas que as atenderão, constarão do plano
plurianual.
b) o refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei
orçamentária e nas de crédito adicional.
c) a atualização monetária do principal da dívida mobiliária
refinanciada poderá superar a variação do índice de preços previsto na
lei de diretrizes orçamentárias.
d) é permitido consignar na lei orçamentária crédito com finalidade
imprecisa ou com dotação ilimitada.
e) a lei orçamentária não consignará dotação para investimento com
duração superior a um exercício financeiro que não esteja previsto na
lei de diretrizes orçamentárias.

Questão baseada no art. 5° da LRF:


a) Errada. Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou
contratual, e as receitas que as atenderão, constarão da lei orçamentária
anual (§ 1°) .
b) Correta. O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na
lei orçamentária e nas de crédito adicional (§ 2°).
c) Errada. A atualização monetária do principal da dívida mobiliária
refinanciada não poderá superar a variação do índice de preços previsto na lei
de diretrizes^ orçamentárias, ou em legislação específica (§ 3°).
d) Errada. É vedado consignar na lei orçamentária crédito com finalidade
imprecisa ou com dotação ilimitada (§ 4°).
e) Errada. A lei orçamentária não consignará dotação para investimento com
duração superior a um exercício financeiro que não esteja previsto no plano
plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão (§ 5°).
Resposta: Letra B

59) (ESAF - Analista Administrativo - ANA - 2009) Segundo a Lei de


Responsabilidade Fiscal, o Anexo de Metas Fiscais, em que serão
estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes,
relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e
montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para
os dois seguintes, deverá integrar o:
a) Relatório de Gestão Fiscal.
b) Relatório Resumido da Execução Orçamentária.
c) Projeto da Lei do Plano Plurianual.
d) Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias.
e) Projeto da Lei Orçamentária Anual.

Segundo o art. 4° da LRF, o Anexo de Metas Fiscais integrará a LDO:

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§ 1o Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de


Metas Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores
correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e
primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e
para os dois seguintes.
Resposta: Letra D

60) (ESAF - Analista Administrativo - ANA - 2009) Nos termos da Lei


de Responsabilidade Fiscal, para que uma empresa estatal seja
considerada dependente, é necessário que, além de controlada, ela
receba do ente controlador recursos financeiros para pagamento de
despesas:
I. com pessoal.
II. de custeio em geral.
III. de capital, incluídos os provenientes de aumento de participação
acionária.
IV. de capital, excluídos os provenientes de aumento de participação
acionária.
a) I ou II ou IV.
b) I e II e III.
c) II ou III ou IV.
d) I e II e IV.
e) I ou II ou III.

I) II) e IV) Corretos. O recebimento de recursos financeiros pela empresa


controlada para pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em
geral ou de capital, excluídos os provenientes de aumento de
participação acionária, a torna empresa estatal dependente.
III) Errado. Devem ser excluídas as despesas de capital provenientes de
aumento de participação acionária.
Logo, I ou II ou IV é a alternativa que responde o item.
Resposta: Letra A

61) (FGV - Agente Público - TCE/BA - 2014) As normas relativas ao


controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas
financiados com recursos dos orçamentos estão contidas na
(A) Constituição Federal.
(b ) Lei de Responsabilidade Social.
(c ) Lei de Diretrizes Orçamentárias.
(D) Lei do Plano Plurianual.
(E) Lei Orçamentária Anual.

Na LRF:
Art. 4° A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2° do
art. 165 da Constituição e:
I - disporá também sobre:

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a) equilíbrio entre receitas e despesas;


b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses
previstas na alínea b do inciso II deste artigo, no art. 9° e no inciso II do § 1°
do art. 31;
(...)
e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos;
f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas.

Resposta: Letra C

62) (FGV - Auditor do Estado - CGE/MA - 2014) O anexo de metas


fiscais contém os elementos relacionados a seguir, à exceção de um.
Assinale-o.
(A) Avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior.
(b ) Avaliação da situação financeira e atuarial dos regimes de
previdência social e próprio dos servidores públicos.
(C) Evolução do patrimônio líquido dos últimos três exercícios
destacando a origem e a aplicação de recursos obtidos com as
operações de crédito.
(D) Demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de
receita e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter
continuado.
(E) Demonstrativo das metas anuais, instruído com a memória e
metodologia de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos.

0 Anexo de Metas Fiscais conterá (art. 4°, § 2°, da LRF):


1 - avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior
(alternativa "A");
II - demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia
de cálculo que justifiquem os resulta dos pretendidos, comparando-as com as
fixadas nos três exercícios anteriores, e evidenciando a consistência delas com
as premissas e os objetivos da política econômica nacional (alternativa "E");
III - evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios,
destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de
ativos (alternativa "C");
IV - avaliação da situação financeira e atuarial:
a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e
do Fundo de Amparo ao Trabalhador (alternativa "B");
b) dos demais fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial;
V - demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da
margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado
(alternativa "D").

Resposta: Letra C

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63) (FGV - Auditor do Estado - CGE/MA - 2014) As condições e as


exigências para transferências de recursos a entidades públicas e
privadas são estabelecidas pelo seguinte instrumento legal:
(A) Lei Orçamentária Anual.
(B) Lei de Diretrizes Orçamentárias.
(C) Lei do Plano Plurianual.
(D) Lei do Plano Diretor.
(e ) Lei de Acesso a Informação.

A LRF aumentou o rol de funções da LDO, visando manter o equilíbrio entre


receitas e despesas:
"Art. 4° A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2°
do art. 165 da Constituição e:
I - disporá também sobre:
(...)
f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas".
Resposta: Letra B

64) (FGV - Administrador - Assembleia Legislativa/MT - 2013) A


respeito da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC n. 101/00), analise as
afirmativas a seguir.
I. Seus princípios e pilares são planejamento, transparência, controle e
responsabilização.
II. É uma lei do direito financeiro sobre finanças públicas, prevista no
Art. 165 da Constituição Federal de 1988.
III. Obedece a limites e a condições sobre a receita corrente líquida,
despesa de caráter continuado e limitação de abertura de créditos
adicionais.
Assinale:
(A) se somente a afirmativa I e s t ver correta.
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
(C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
(d ) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
(E) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

I) Correto. A LRF tem como base alguns princípios, os quais nortearam sua
concepção e são essenciais para sua aplicação até os dias de hoje. Esses
pilares, dos quais depende o alcance de seus objetivos, são o planejamento, a
transparência, o controle e a responsabilização.

II) Errado. A base da LRF é o art. 163 da CF/1988. O que a LRF aborda do art.
165 são apenas alguns pontos, por exemplo, quando acrescenta funções à LOA
e à LDO, porém ela não é ainda a aguardada Lei Complementar que
disciplinará todo o art. 165 e revogará a Lei 4.320/1964.

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III) Errado. A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e


transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar
o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de
resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no
que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da
seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações
de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia
e inscrição em Restos a Pagar (art. 1°, § 1°, da LRF).

Logo, somente a afirmativa I está correta.


Resposta: Letra A

65) (FGV - Técnico Legislativo de Nível Superior - Assembleia


Legislativa/MT - 2013) A forma de utilização e o montante da reserva
de contingência fixada em percentual da receita corrente líquida
devem constar
(A) da Lei Orçamentária Anual.
(B) da Lei de Diretrizes Orçamentárias.
(C) da Lei de Créditos Adicionais.
(D) da Lei do Plano Plurianual.
(E) da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O projeto de lei orçamentária anual, elaborado de forma compatível com o


plano plurianual, com a lei de diretrizes orçamentárias e com as normas desta
Lei Complementar (...) conterá reserva de contingência, cuia forma de
utilização e montante, definido com base na receita corrente líquida, serão
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias (art. 5°, III, da LRF).
Resposta: Letra B

66) (CESGRANRIO - Analista - Crédito e Finanças - FINEP - 2014) A


Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar no 101/2000)
estabelece os procedimentos de finanças públicas a serem seguidos,
visando ao planejamento e à transparência das ações governamentais.
Essa lei
(A) é aplicável à União e ao Distrito Federal, apenas.
(b ) é aplicável aos Estados e aos Municípios, apenas.
(c ) é aplicável ao Poder Executivo, apenas.
(d ) impõe limites e condições a respeito da renúncia de receitas pelos
governos.
(E) determina as despesas de capital para o próximo exercício
financeiro.

a) b) c) Erradas. As disposições da LRF obrigam a União, os estados, o


Distrito Federal e os municípios.

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d) Correta. A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e


transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar
o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de
resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no
que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da
seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de
crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição
em Restos a Pagar (art. 1°, § 1°, da LRF).

e) Errada. As receitas e despesas são determinadas na LOA .

Resposta: Letra D

67) (CESGRANRIO - Analista Administrativo - Contábeis - ANP -


2008) A Lei de Responsabilidade Fiscal, através de seu artigo 4°,
determina que a Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO atenda ao
disposto no parágrafo 2° do artigo 165 da Constituição Federal. Além
disso, o mesmo artigo determina, também, que a LDO regulamente
preferencialmente a(o):
(A) delimitação das formas pelas quais os órgãos públicos realizarão
aquisições superiores a 200 MVR (Maior Valor de Referência).
(B) forma como o Estado arrecadará a receita prevista.
(c ) limitação dos gastos das entidades públicas com os servidores
inativos, fixando-os em 30% da receita.
(D) equilíbrio entre receitas e despesas.
(E) limite de 70% para as despesas correntes vinculadas a servidores
públicos.

Consoante a LRF:
Art. 4.° A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2.° do art.
165 da Constituição e:
I - disporá também sobre:
a) equilíbrio entre receitas e despesas;
Resposta: Letra D

68) (CESGRANRIO - Analista em Ciência e Tecnologia - CAPES - 2008)


A Lei de Responsabilidade Fiscal determina, no seu artigo 4°, que a Lei
de Diretrizes Orçamentárias, após atender o disposto na Constituição
Federal, disporá, também, preferencialmente sobre o(a):
(A) equilíbrio entre receitas e despesas.
(b ) limitação das despesas de custeio em 65% das receitas.
(C) limitação das despesas de custeio em 65% do total das despesas.
(d ) forma como deverão ser recolhidos impostos, taxas e
contribuições.
(E) determinação para expandir a arrecadação para cobrir eventuais
deficits.

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Consoante a LRF:
Art. 4.° A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2.° do art.
165 da Constituição e:
I - disporá também sobre:
a) equilíbrio entre receitas e despesas;
Resposta: Letra A

69) (CESGRANRIO - Planejamento, Orçamento e Finanças - IBGE -


2010) A Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n° 101, de
04/05/2000), que estabelece normas de finanças públicas voltadas
para a responsabilidade na gestão fiscal, não se aplica:
(A) a entidades da Administração Indireta dotadas de personalidade
jurídica de direito privado.
(B) a empresas públicas e sociedades de economia mista.
(c ) a empresas estatais independentes.
(d ) aos Poderes Judiciário e Legislativo.
(e ) ao Poder Judiciário e ao Ministério Público que se submetem ao
controle do CNJ e do CNMP.

As disposições da LRF obrigam a União, os Estados, o Distrito Federal e os


Municípios. Nas referências à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios, estão compreendidos o Poder Executivo, o Poder Legislativo, neste
abrangidos os Tribunais de Contas, o Poder Judiciário e o Ministério Público;
bem como as respectivas administrações diretas, fundos, autarquias,
fundações e empresas estatais dependentes .

Logo, a LRF não se aplica a empresas estatais independentes (ou não


dependentes) .
Resposta: Letra C

70) (FUNRIO - Administrador - Pref. Coronel Fabriciano - 2008) De


acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, constituem instrumentos
de planejamento governamental:
A) Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Plano
Operacional de Dados.
B) Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Relatório de
Auditoria.
C) Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei
Orçamentária Anual.
D) Plano Diretor, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Relatório de
Auditoria.
E) Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual e
Relatório de Auditoria.

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Os instrumentos previstos na CF/1988 e na LRF são: Plano Plurianual, Lei


de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual .
Resposta: Letra C

71) (FUNRIO - Contador - Pref. de Niterói - 2008) De acordo com a Lei


de Responsabilidade Fiscal, a avaliação dos passivos contingentes e de
outros riscos capazes de afetar as contas públicas, constará do:
A) Resultado Nominal.
b ) Anexo de Riscos Fiscais.
C) Resultado Primário.
D) Anexo de Metas Fiscais.
E) Cronograma de Desembolso.

Integra a LDO o Anexo de Riscos Fiscais , em que serão avaliados os


passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas,
informando as providências a serem tom adas, caso se concretizem.
Resposta: Letra B

72) (FUNRIO - Auditor - SUFRAMA - 2008) A sociedade cuja maioria


do capital social com direito a voto pertença, direta ou indiretamente,
a ente da Federação, é definida pela Lei de Responsabilidade Fiscal
como
A) empresa controlada.
B) empresa estatal dependente.
c ) fundação.
D) empresa controlada independente.
e ) autarquia.

Uma empresa controlada é uma sociedade cuja maioria do capital social com
direito a voto pertence, direta ou indiretamente, a ente da Federação.
Resposta: Letra A

73) (FUNRIO - Analista de Desenvolvimento - Ciências Contábeis -


IDENE/MG - 2008) Dentre os instrumentos de planejamento
governamental, aquele que conterá reserva de contingência para
atendimento de riscos e eventos fiscais imprevistos, é:
A) O Plano Plurianual.
B) A Lei Orçamentária Anual.
C) O Plano Primário.
D) A Lei de Compensações Orçamentárias.
E) Lei de Diretrizes Financeiras.

Segundo o art. 5° da LRF, o projeto de lei orçamentária anual, elaborado de


forma compatível com o plano plurianual e com a lei de diretrizes
orçamentárias, conterá, dentre outros, reserva de contingência, cuja forma de
utilização e montante, definido com base na receita corrente líquida, serão

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estabelecidos na LDO, destinada ao atendimento de passivos contingentes e


outros riscos e eventos fiscais imprevistos.
Resposta: Letra B

74) (VUNESP - Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças


Públicas - SEFAZ/SP - 2013) O projeto de Lei Orçamentária Anual
(LOA) será elaborado de forma compatível com
(a ) os objetivos da política orçamentária.
(b ) a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Plano Plurianual e a Lei das
Diretrizes Orçamentárias.
(C) o Plano Plurianual, somente.
(d ) o plano e as metas do governo.
(e ) a avaliação da situação financeira atual.

Segundo o art. 5° da Lei de Responsabilidade Fiscal, o projeto de lei


orçamentária anual, elaborado de forma compatível com o plano plurianual e
com a lei de diretrizes orçamentárias .
Resposta: Letra B

75) (VUNESP - Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças


Públicas - SEFAZ/SP - 2013) Será integrado ao projeto de Lei de
Diretrizes Orçamentárias, o anexo de metas fiscais, em que serão
estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes,
relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e
montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para
os dois seguintes. De acordo com o texto, classifique os itens a seguir
como verdadeiros (V) ou falsos (F).
( ) Avaliação de desempenho do cumprimento das metas relativas a
anos anteriores.
( ) Avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior.
( ) Demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e
metodologia de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos,
comparando-as com as fixadas nos três exercícios anteriores, e
evidenciando a consistência delas com as premissas e os objetivos da
política econômica nacional.
( ) Evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três
exercícios, destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos
com a alienação de ativos.
( ) Avaliação da situação financeira e atuarial.
A classificação correta obtida, de cima para baixo, é:
(A) F, V, F, V, V.
(B) V, V, F, V, V.
(C) V, F, F, V, F.
(D) F, V, V, V, V.
(E) V, F, F, V, V.

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O Anexo de Metas Fiscais conterá (§ 2°):


"I - avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior;
II - demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia
de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as com as
fixadas nos três exercícios anteriores, e evidenciando a consistência delas com
as premissas e os objetivos da política econômica nacional;
III - evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios,
destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de
ativos;
IV - avaliação da situação financeira e atuarial:
a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e
do Fundo de Amparo ao Trabalhador;
b) dos demais fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial;
V - demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da
margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado".

Assim, a única alternativa errada é a primeira, pois a avaliação do


cumprimento das metas é relativa apenas ao ano anterior.
A sequência é F, V, V, V, V.

Resposta: Letra D

76) (VUNESP - Contador - FESC - 2012) De acordo com a Lei


Complementar n.° 101/2000, estão obrigados ao cumprimento de suas
disposições, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.
Nas referências, estão compreendidos:
(A) Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo.
(B) Poder Executivo, limitando-se à Presidência da República.
(c ) Tribunais de Contas da União, Estados e Municípios.
(D) Poder Executivo, Poder Legislativo, neste abrangidos os Tribunais
de Contas, o Poder Judiciário e o Ministério Público.
(E) Controladoria Geral da União.

As disposições da LRF obrigam a União, os estados, o Distrito Federal e os


municípios. Nas referências à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos
municípios, estão compreendidos o Poder Executivo, o Poder Legislativo,
neste abrangidos os Tribunais de Contas, o Poder Judiciário e o
Ministério Público; bem como as respectivas Administrações diretas, fundos,
autarquias, fundações e empresas estatais dependentes. Ainda, a estados
entende-se considerado o Distrito Federal; e a Tribunais de Contas estão
incluídos: Tribunal de Contas da União, Tribunal de Contas do Estado e,
quando houver, Tribunal de Contas dos Municípios e Tribunal de Contas do
Município.
Resposta: Letra D

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77) (VUNESP - Contador - FESC - 2012) Na Lei Complementar n.°


101/2000, art. 4.°, a Lei de Diretrizes Orçamentárias atenderá à
Constituição Federal e disporá, também, sobre:
(A) receitas orçamentárias.
(B) despesas orçamentárias.
(C) diretrizes orçamentárias.
(D) equilíbrio entre receitas e despesas.
(E) metas anuais.

Na LRF:
"Art. 4° A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2° do art.
165 da Constituição e:
I - disporá também sobre:
a) equilíbrio entre receitas e despesas;
b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses
previstas na alínea b do inciso II deste artigo, no art. 9° e no inciso II do § 1°
do art. 31;
(...)
e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos;
f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas".

Resposta: Letra D

78) (VUNESP - Procurador - Prefeitura de São José dos Campos -


2012) Atendendo-se ao disposto na Constituição Federal, as normas
relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas de financiamento com recursos dos orçamentos, entre
outros assuntos, é matéria que compete à lei:
(A) do Plano Plurianual.
(B) de Diretrizes Orçamentárias.
(c ) do Orçamento Anual.
(D) do Orçamento Fiscal.
(e ) de Investimentos.

A questão pede a resposta com base na CF/1988, porém a determinação é da


LRF :
"Art. 4° A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2° do
art. 165 da Constituição e:
I - disporá também sobre:
a) equilíbrio entre receitas e despesas;
b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses
previstas na alínea b do inciso II deste artigo, no art. 9° e no inciso II do § 1°
do art. 31;
(...)

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e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados


dos programas financiados com recursos dos orçamentos;
f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas".
Resposta: Letra B

79) (FEPESE - Agente Técnico - Contador - CIDASC - 2011) Em relação


à Lei de Diretrizes Orçamentárias, assinale a alternativa correta.
a) Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de
Metas Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores
correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados
nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a
que se referirem e para os três seguintes.
b) Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de
Metas Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores
correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados
nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a
que se referirem e para os quatro seguintes.
c) Dentre outras exigências, disporá sobre: o equilíbrio entre receitas e
despesas; critérios e forma de liquidação de empenho; normas
relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos; e demais
condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas.
d) Dentre outras exigências, disporá sobre: equilíbrio entre receitas e
despesas; critérios e forma de limitação de empenho; normas relativas
ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas
financiados com recursos dos orçamentos; e demais condições e
exigências para transferências de recursos a entidades públicas e
privadas.
e) Conterá, no Anexo de Metas Fiscais, a evolução do patrimônio
líquido, também nos últimos quatro exercícios, destacando a origem e
a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos e inativos.

a) e b) Erradas. Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias o Anexo


de Metas Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores
correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e
primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e
para os dois seguintes (art. 4°, 1°, da LRF).

c) Errada e d) Correta. Na LRF:


"Art. 4° A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2° do
art. 165 da Constituição e:
I - disporá também sobre:
a) equilíbrio entre receitas e despesas;

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b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses


previstas na alínea b do inciso II deste artigo, no art. 9° e no inciso II do § 1°
do art. 31;
(...)
e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos;
f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas".
Obs.: As alíneas c e d não foram citadas porque foram vetadas.

e) Errada. A LDO conterá, no Anexo de Metas Fiscais, a evolução do patrimônio


líquido, também nos últimos três exercícios, destacando a origem e a
aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos (art. 4°, § 2°, III, da
LRF).

Resposta: Letra D

80) (FEPESE - Técnico em Contabilidade - Pref. de Tijucas/SC - 2011)


Assinale a alternativa que descreve o objetivo essencial da
responsabilidade na gestão fiscal, tratada na LRF.
a) Reduzir os gastos públicos num contexto histórico de elevação da
carga tributária.
b) Prevenir riscos e corrigir desvios capazes de afetar o equilíbrio das
contas públicas.
c) Aumentar a publicidade e o controle sobre os atos públicos.
d) Impor limites e condições para as despesas com pessoal.
e) Orientar a elaboração e o controle do orçamento e dos balanços
públicos.

A LRF estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade


na gestão fiscal, a qual pressupõe ação planejada e transparente, em que se
j
previnam riscos e corrijam desvi s capazes de afetar o equilíbrio das
contas públicas.
Resposta: Letra B

81) (FEPESE - Contador - Câmara Municipal de Balneário Camboriú/SC


- 2010) A lei de diretrizes orçamentárias atenderá ao disposto no § 2°
do artigo 165 da Constituição e não disporá sobre:
a) equilíbrio entre receitas e despesas.
b) critérios e forma de limitação de empenho.
c) condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas.
d) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados
dos programas financiados com recursos dos orçamentos.
e) destinações de recursos provenientes das operações de crédito,
inclusive por antecipação de receita.

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Na LRF:
"Art. 4° A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2° do
art. 165 da Constituição e:
I - disporá também sobre:
a) equilíbrio entre receitas e despesas;
b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses
previstas na alínea b do inciso II deste artigo, no art. 9° e no inciso II do § 1°
do art. 31;
(...)
e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos;
f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas".
Obs.: As alíneas c e d não foram citadas porque foram vetadas.

A alínea "d" trazia que a LDO deveria dispor sobre "destinação de recursos
provenientes das operações de crédito, inclusive por antecipação de receita".
Entretanto, tal dispositivo foi vetado pelo Presidente da República por
contrariar o interesse público, com a justificativa que "as operações de crédito
por antecipação de receita têm como objetivo legal a recomposição
momentânea do fluxo de caixa global do órgão ou da entidade. Assim, não
existe a possibilidade de indicar, com antecedência, a destinação dos recursos
provenientes dessas operações".

Logo, a LRF sancionada não determina que a LDO deva dispor sobre as
destinações de recursos provenientes das operações de crédito, inclusive por
antecipação de receita.
Resposta: Letra E

82) (FEPESE - Contador - Câmara Municipal de Balneário Camboriú/SC


- 2010) Para os efeitos da Lei no 101/2000, entende-se como ente da
Federação:
a) a União, cada Estado, o Distrito Federal e cada Município.
b) a União, cada Estado, o Distrito Federal, cada Município e cada
empresa estatal.
c) a União, cada Estado, cada Município e cada autarquia pública.
d) a União, cada Estado, o Distrito Federal, cada Município e cada
empresa estatal dependente.
e) cada Estado, o Distrito Federal, cada Município e cada autarquia
pública.

Para os efeitos da LRF, entende-se como ente da Federação a União, cada


Estado, o Distrito Federal e cada Município.
Resposta: Letra A

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83) (FEPESE - Contador - CRC/SC - 2010) De acordo com a Lei


Complementar n° 101, que estabelece normas de finanças públicas
voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras provi­
dências, é correto afirmar:
a) o refinanciamento da dívida pública constará conjuntamente na lei
orçamentária e nas de crédito adicional.
b) é permitido consignar na lei orçamentária crédito com finalidade
imprecisa ou com dotação ilimitada.
c) todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou
contratual, e as receitas que as atenderão, constarão da lei
orçamentária anual.
d) a atualização monetária do principal da dívida mobiliária
refinanciada poderá superar a variação do índice de preços previsto na
lei de diretrizes orçamentárias, ou em legislação específica.
e) integrarão as despesas da União, e serão incluídas na lei
orçamentária, as do Banco Central do Brasil relativas a pessoal e
encargos sociais, custeio administrativo, exceto os destinados a
benefícios e assistência aos servidores, e a investimentos.

a) Errada. O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na


lei orçamentária e nas de crédito adicional.

b) Errada. É vedado consignar na lei orçamentária crédito com finalidade


imprecisa ou com dotação ilimitada.

c) Correta. Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou


contratual, e as receitas que as atenderão, constarão da lei orçamentária
anual.

d) Errada. A atualização monetária do principal da dívida mobiliária


refinanciada não poderá superar a variação do índice de preços previsto na lei
de diretrizes orçamentárias, ou em leg islação específica.

e) Errada. Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na lei


orçamentária, as do Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos
sociais, custeio administrativo, inclusive os destinados a benefícios e
assistência aos servidores, e a investimentos.

Resposta: Letra C

84) (Consulplan - COFEN - 2011) Os anexos de metas fiscais e de


riscos fiscais estabelecidos nos §§ 1° e 3° do art. 4° da LRF deverão
integrar o seguinte instrumento de Planejamento:
A) Plano Plurianual.
B) Lei de Diretrizes Orçamentárias.
c ) Plano Diretor.

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D) Lei Orçamentária.
E) Receita Corrente Líquida.

Os anexos de metas fiscais e de riscos fiscais integrarão a LDO.


Resposta: Letra B

85) (Consulplan - Pref. de Belo Monte/MG - 2011) A Lei


Complementar n° 101/2000 traz algumas disposições que devem ser
observadas na elaboração do projeto de lei orçamentária anual.
Analise-as.
I. É vedado consignar na lei orçamentária débito com finalidade
imprecisa ou com dotação limitada.
II. Deve conter reserva de contingência, que pode ser calculada,
utilizando-se percentual sobre a receita corrente líquida, destinada ao
atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais
imprevistos.
III. O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na
lei orçamentária e nas de crédito adicional.
IV. Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou
contratual, e as receitas que as atenderão, constarão da lei
orçamentária anual, exceto as receitas provenientes de investimento
em empresas privadas.
V. Será acompanhado de demonstrativo do efeito sobre as receitas e
despesas, decorrentes de isenções, anistias, remissões, subsídios e
benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia, bem como das
medidas de compensação à renúncia de receitas e ao aumento de
despesas obrigatórias de caráter continuado.
Esta(ao) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
A) I, II, III
B) I, IV
C) V
D) II, III, V
E) I, II, III, V

I) Errado. É vedado consignar na lei orçamentária crédito com finalidade


imprecisa ou com dotação ilimitada .

II) Correto. O PLOA conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e


montante, definido com base na receita corrente líquida, serão estabelecidos
na LDO, destinada ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e
eventos fiscais imprevistos.

III) Correto. O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na


lei orçamentária e nas de crédito adicional.

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IV) Errado. Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou


contratual, e as receitas que as atenderão, constarão da lei orçamentária
anual. Não consta exceção para as receitas provenientes de investimento em
empresas privadas.

V) Correto. O PLOA será acompanhado do demonstrativo regionalizado do


efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias,
remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia,
bem como das medidas de compensação a renúncias de receita e ao aumento
de despesas obrigatórias de caráter continuado.

Logo, estão corretas as afirmativas II, III e V.


Resposta: Letra D

86) (Consulplan - COFEN - 2011) A Lei de Responsabilidade Fiscal traz


algumas disposições que devem ser observadas na elaboração do
projeto de lei orçamentária anual, como:
I. Estar compatível com o plano plurianual.
II. Conter demonstrativo da compatibilidade da programação dos
orçamentos com os objetivos e metas constantes do anexo de metas
fiscais da LDO.
III. Conter reserva de contingência, e pode ser calculada,
utilizando-se percentual sobre a receita corrente líquida, destinada
ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos
fiscais imprevistos.
IV. Permitir consignar na lei orçamentária crédito com finalidade
imprecisa ou com dotação ilimitada.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):
A) I, II, III
B) I, II
C) I
D) II, III, IV
E) I, II, III, IV

I) Correto. O PLOA deve ser compatível com o PPA.

II) Correto. O PLOA conterá, em anexo, demonstrativo da compatibilidade da


programação dos orçamentos com os objetivos e metas constantes do anexo
de metas fiscais da LDO.

III) Correto. O PLOA conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização


e montante, definido com base na receita corrente líquida, serão estabelecidos
na LDO, destinada ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e
eventos fiscais imprevistos.

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IV) Errado. E vedado consignar na lei orçamentária crédito com finalidade


imprecisa ou com dotação ilimitada.

Logo, estão corretas as afirmativas I, II e III.


Resposta: Letra A

87) (Consulplan - Pref. de Londrina/PR - 2011) Sobre os instrumentos


de planejamentos públicos elencados pela Constituição de 1988,
analise:
I. Plano Plurianual é uma lei que abrangerá os respectivos Poderes da
União, nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios; será
elaborado no primeiro ano do mandato do Executivo e terá vigência de
três anos.
II. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) compreenderá as metas e
prioridades da administração pública federal, estadual e municipal,
incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro
subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual,
disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a
política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
III. Integrarão a LDO os Anexos de Metas Fiscais e de Riscos Fiscais.
IV. Os passivos contingentes apresentados e avaliados farão parte do
Anexo de Riscos Fiscais.
V. O planejamento e a execução do orçamento independem do Plano
Plurianual e da LDO.
Assinale a quantidade de afirmativas corretas:
A) 1
B) 2
C) 3
D) 4
E) 5

I) Errado. Cada ente elabora seu Plano Plurianual, abrangendo todos os


respectivos Poderes. Ainda, será elaborado no primeiro ano do mandato do
Executivo e terá vigência de quatro anos.

II) Errado. Cada ente elabora sua Lei de Diretrizes Orçamentárias.

III) Correto. Os Anexos de Metas Fiscais e de Riscos Fiscais integram a LDO.

IV) Correto. Temos também integrando a LDO o Anexo de Riscos Fiscais, em


que serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar
as contas públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se
concretizem.

V) Errado. O planejamento e a execução do orçamento são integrados ao


Plano Plurianual e à LDO.

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Logo, há duas afirmativas corretas (III e IV).


Resposta: Letra B

88) (Consulplan - Tesoureiro - Pref. de Barra Velha/SC - 2012) Sob o


aspecto da responsabilidade na gestão fiscal, e em cumprimento ao
estabelecido no art. 4° da Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei de
Diretrizes Orçamentárias disporá sobre, EXCETO:
A) Equilíbrio entre receitas e despesas.
b ) Evidenciação do quadro discriminativo das dotações por órgãos do
Governo e da Administração.
C) Critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivado nas
hipóteses previstas na alínea B do inciso II do próprio art. 4°, no art.
9° e no inciso II do § 1° do art. 31 da LRF.
D) Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados
dos programas financiados com recursos dos orçamentos.
E) Demais condições e exigências para transferências de recursos a
entidades públicas e privadas.

Na LRF:
"Art. 4° A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2° do
art. 165 da Constituição e:
I - disporá também sobre:
a) equilíbrio entre receitas e despesas;
b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses
previstas na alínea b do inciso II deste artigo, no art. 9° e no inciso II do § 1°
do art. 31;
(...)
e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos;
f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas".

Logo, a LRF não trata de evidenciação do quadro discriminativo das dotações


por órgãos do Governo e da Administração.
Resposta: Letra B

89) (CEPERJ - Analista de Controle Interno - SEFAZ/RJ - 2012) A Lei


de Diretrizes Orçamentárias - LDO, um dos instrumentos de
planejamento governamental, faz a transição entre o PPA
(planejamento estratégico) e as leis orçamentárias anuais. Segundo a
legislação vigente, o projeto de LDO deverá ser elaborado contendo
regras que irão nortear não só a elaboração do orçamento como
também a sua execução. Dos dispositivos abaixo, aquele que não deve
fazer parte do contexto da LDO é:

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A) definir regra para a limitação de empenho e movimentação


financeira
B) estabelecer as condições e exigências para transferências de
recursos a entidades públicas e privadas
C) definir as condições para a renúncia de receitas
D) estabelecer as diretrizes, objetivos e metas da administração
estadual, relativas às despesas de capital e a outras delas decorrentes
E) dispor sobre a política de pessoal e encargos sociais

a) Correta. É atribuição da LDO estabelecer para os Poderes e o Ministério


Público critérios de limitação de empenho e movimentação financeira se
verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não
comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal
estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais (art. 9°).

b) Correta. É atribuição da LDO estabelecer as condições e exigências para


transferências de recursos a entidades públicas e privadas (art. 4.°, I, f).

c) Correta. é atribuição da LDO dispor sobre a concessão ou ampliação de


incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de
receita (art. 14);

d) Errada. é atribuição do Plano Plurianual estabelecer as diretrizes,


objetivos e metas da administração estadual (no caso do PPA do Estado do Rio
de Janeiro), relativas às despesas de capital e a outras delas decorrentes.

e) Correta. É atribuição constitucional da LDO dispor sobre a política de


pessoal e encargos sociais. É necessária autorização específica na LDO para a
concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de
cargos, empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como
a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e
entidades da Administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e
mantidas pelo Poder Público. A exceção se dá para as empresas públicas e
para as sociedades de economia mista (art. 169, § 1°, II, da CF/1988).

Resposta: Letra D

90) (CEPERJ - Analista de Controle Interno - SEFAZ/RJ - 2012)


Anualmente, conforme estabelecido na legislação, o projeto de lei de
diretrizes orçamentárias deverá conter um Anexo de Metas Fiscais,
que, entre outras informações, indicará a meta anual do resultado
primário que se espera obter para o exercício corrente, como também
para os dois subsequentes. Para se calcular o resultado primário,
deverão ser consideradas apenas as receitas e despesas classificadas
como:
A) financeiras.

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B) efetivas
C) correntes
D) executadas
E) não financeiras

O resultado primário considera apenas as receitas e despesas primárias,


também chamadas de não financeiras. Tal resultado corresponde à diferença
entre as receitas arrecadadas e as despesas empenhadas, não considerando o
pagamento do principal e dos juros da dívida, tampouco as receitas
financeiras.
Resposta: Letra E

91) (CEPERJ - Analista de Controle Interno - SEFAZ/RJ - 2013) A Lei


de Responsabilidade Fiscal determina que o Anexo de Metas Fiscais
deverá demonstrar a real evolução do patrimônio líquido no período de
tempo compreendido entre exercício e:
A) os cinco anteriores
B) o exercício anterior
C) os dois anteriores
D) os três anteriores
E) os seis anteriores

O Anexo de Metas Fiscais conterá evolução do patrimônio líquido, também nos


últimos três exercícios, destacando a origem e a aplicação dos recursos
obtidos com a alienação de ativos.
Resposta: Letra D

92) (CETRO - Auditor Fiscal Tributário Municipal - Pref. de São


Paulo/SP - 2014) A Lei Complementar n° 101/2000 - Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF) - foi concebida no contexto de um
processo de redemocratização e descentralização do Estado brasileiro.
É correto afirmar que a referida Üei
a) responsabiliza criminalmente empresários que promovem elisão
fiscal.
b) está relacionada à responsabilização da auditoria fiscal quando da
não identificação de processo de sonegação por parte do
empresariado.
c) permite ao Governo Federal maior flexibilidade quanto aos gastos
públicos.
d) apresenta-se como um código de conduta para os administradores
públicos de todo o país, nos três poderes e nas três esferas de
governo.
e) não faz menção quanto à gestão patrimonial da administração
direta e indireta.

a) Errada. A LRF não trata de crimes.

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b) Errada. A LRF não trata da responsabilização da auditoria fiscal.

c) Errada. A LRF traz regras mais rígidas para os gastos públicos.

d) Correta. A LRF apresenta-se como um código de conduta para os


administradores públicos de todo o país. As disposições da LRF obrigam a
União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. Nas referências à União,
aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, estão compreendidos o
Poder Executivo, o Poder Legislativo, neste abrangidos os Tribunais de Contas,
o Poder Judiciário e o Ministério Público; bem como as respectivas
Administrações diretas, fundos, autarquias, fundações e empresas estatais
dependentes.

e) Errada. A LRF trata da gestão patrimonial da administração direta e


indireta.

Resposta: Letra D

93) (CETRO - Analista Administrativo - Área 1 - ANVISA - 2013) De


acordo com o estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal, é correto
afirmar que empresa controlada é uma sociedade
(A) cuja maioria do capital social sem direito a voto pertença, direta ou
indiretamente, à União.
(B) cuja maioria do capital social com direito a voto pertença, direta ou
indiretamente, a ente da Federação.
(C) que está sob o controle de uma agência reguladora.
(D) cujo capital votante esteja sob o controle de uma autarquia
estadual.
(E) de direito público com capital com direito a voto na assembleia
legislativa.

Uma empresa controlada é uma sociedade cuja maioria do capital social


com direito a voto pertence, direta ou indiretamente, a ente da
Federação.
Resposta: Letra C

94) (CETRO - Auditor de Controle Interno - Pref. de Campinas/SP -


2012) A Lei de Responsabilidade Fiscal é uma Lei Complementar de
caráter nacional. Sobre a referida lei, assinale a alternativa correta.
a) Trata-se do ato normativo primário, infraconstitucional, sendo
aprovado mediante a votação de maioria simples.
b) É aquela em que o Congresso Nacional pode votar resolução que
delega ao Presidente da República poderes para elaboração de leis em
casos expressos.

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c) É um dispositivo legal destinado a regulamentar norma prevista na


Constituição Federal.
d) Modificação imposta ao texto da Constituição Federal após sua
promulgação, em outubro de 1988. Sua aprovação é da competência
da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, e depende que
obtenha, em cada uma das duas casas legislativas, três quintos dos
votos.

O conceito das espécies normativas não é matéria de Orçamento Público,


Direito Financeiro, Lei de Responsabilidade Fiscal ou qualquer matéria
correlata. O que você deve saber é que a LRF é uma lei complementar e,
portanto, deve ser aprovada por maioria absoluta.

a) Errada. É a lei ordinária . Trata-se do ato normativo primário,


infraconstitucional, sendo aprovado mediante a votação de maioria simples.
Como a LRF é uma lei complementar, é necessário maioria absoluta.

b) Errada. É a lei delegada . É aquela em que o Congresso Nacional pode votar


resolução que delega ao Presidente da República poderes para elaboração de
leis em casos expressos. A LRF é uma lei complementar.

c) Correta. A LRF é um dispositivo legal destinado a regulamentar norma


prevista na Constituição Federal. Trata-se de uma lei complementar, a qual
deve ser aprovada por maioria absoluta.

d) Errada. É a emenda à Constituição . Modificação imposta ao texto da


Constituição Federal após sua promulgação, em outubro de 1988. Sua
aprovação é da competência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, e
depende que obtenha, em cada uma das duas casas legislativas, três quintos
dos votos. A LRF é uma lei complementar.

Resposta: Letra C

95) (FUNDATEC - Administrador - CEEE/RS - 2010) Segundo o artigo


4 da Lei Complementar 101/2000, a lei de diretrizes orçamentárias
atenderá o disposto no § 2° do art. 165 da Constituição e disporá
também sobre:
I. Desequilíbrio entre receitas e despesas.
II. Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados
dos programas financiados com recursos dos orçamentos.
III. Demais condições e exigências para transferências de recursos a
entidades públicas e privadas.
Quais estão corretas?
A) Apenas I.
B) Apenas I e II.
C) Apenas I e III.

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D) Apenas II e III.
E) I, II e III.

I) Errado. A LDO disporá sobre equilíbrio entre receitas e despesas (art. 4°, I,
"a", da LRF).

II e III) Corretos. A LDO disporá sobre normas relativas ao controle de custos


e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos
orçamentos, bem como das demais condições e exigências para transferências
de recursos a entidades públicas e privadas (art. 4°, I, "e" e "f" da LRF).

Logo, apenas os itens II e III estão corretos.


Resposta: Letra D

96) (FUNDATEC - Contador - Pref. de Palmeira das Missões/RS -


2011) Considerando o constante no texto constitucional e na Lei
Complementar Federal n° 101 de 2000, a Lei de Diretrizes
Orçamentárias disporá, entre outros itens, sobre:
I. As alterações na legislação tributária.
II. O exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a
organização da lei orçamentária anual e da lei de diretrizes
orçamentárias do exercício seguinte.
III. Demais condições e exigências para transferências de recursos a
entidades públicas e privadas.
Quais estão corretas?
A) Apenas I.
b ) Apenas II.
C) Apenas III.
D) Apenas I e III.
E) Apenas II e III.

Questão que mistura diversos tópicoS da matéria.

I) Correto. A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e


prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital
para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei
orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e
estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de
fomento (art. 165, § 2°, da CF/1988).

II) Errado. Cabe à lei complementar dispor sobre o exercício financeiro, a


vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de
diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual (art. 165, § 9°, I, da
CF/1988).

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III) Correto. A LDO disporá sobre as demais condições e exigências para


transferências de recursos a entidades públicas e privadas (art. 4°, I, f, da
LRF).

Logo, estão corretos os itens I e III.


Resposta: Letra D

97) (IDECAN - Contador - Pref. de Ipatinga/MG - 2010) A Lei


Complementar n° 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade
Fiscal), estabelece normas de finanças públicas, e define que os
governos devem utilizar a ação planejada e transparente na gestão
fiscal, o que poderá ser obtido mediante a adoção do Sistema de
Planejamento Integrado, que é composto pelos seguintes
instrumentos:
A) Plano Plurianual, Plano de Investimentos e Lei de Orçamentos
Anuais.
B) Lei de Orçamentos Anuais, Plano Financeiro e Plano de
Investimentos.
C) Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei de
Orçamentos Anuais.
D) Lei de Orçamentos Anuais, Plano de Investimentos e Plano
Plurianual.
E) Plano Plurianual, Plano de Investimentos e Lei de Diretrizes
Orçamentárias.

Os instrumentos de planejamento e orçamento são: Plano Plurianual, Lei de


Diretrizes Orçamentárias e Lei de Orçamentos Anuais .
Resposta: Letra C

98) (IDECAN - Contador - Pref. de Ipatinga/MG - 2010) Além das


disposições constitucionais, a Lei de Diretrizes Orçamentárias deverá
dispor sobre, EXCETO:
A) Equilíbrio entre receitas e despesas.
B) Critérios e formas de limitação de empenho.
c ) Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados
dos programas financiados com recursos do orçamento.
D) Demais condições e exigências para transferências de recursos a
entidades públicas e privadas.
E) Diretrizes, objetivos e metas da administração pública para as
despesas de capital e outras decorrentes.

A LRF aumentou o rol de funções da LDO, visando manter o equilíbrio entre


receitas e despesas:
"Art. 4° A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2° do
art. 165 da Constituição e:
I - disporá também sobre:

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a) equilíbrio entre receitas e despesas;


b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses
previstas na alínea b do inciso II deste artigo, no art. 9° e no inciso II do § 1°
do art. 31;
(...)
e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos;
f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas".

As diretrizes, os objetivos e as metas da administração pública para as


despesas de capital e outras decorrentes cabem ao PPA e não à LDO.
Resposta: Letra E

99) (IDECAN - Contador - CRO/AL - 2012) A lei de diretrizes


orçamentárias disporá sobre equilíbrio entre receitas e despesas. É
correto afirmar que integrará o projeto de lei de diretrizes
orçamentárias, o anexo de metas
A) financeiras, em que serão estabelecidos metas bienais, em valores
correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados
nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a
que se referirem e para os quatro anos seguintes.
B) fiscais, em que serão estabelecidos metas bienais, em valores de
mercado e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados
nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a
que se referirem e para os quatro anos seguintes.
C) fiscais, em que serão estabelecidos metas anuais, em valores
correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados
nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a
que se referirem e para os dois anos seguintes.
D) financeiras, em que serão estabelecidos metas anuais, em valores
de mercado e variáveis, relativas a receitas, despesas, resultados
nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a
que se referirem e para os dois anos seguintes.
E) fiscais, em que serão estabelecidos metas bienais, em valores
correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados
nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a
que se referirem e para os quatro anos seguintes.

Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de Metas Fiscais,


em aue serão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes,
relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e montante da
dívida pública, para o exercício a aue se referirem e para os dois seguintes
(art. 4°, 1°, da LRF).
Resposta: Letra C

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100) (IDECAN - Contador - CRO/AL - 2012) O projeto de lei


orçamentária anual, elaborado de forma compatível com o plano
plurianual, conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e
montante definido com base na receita corrente líquida, será
estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias destinada ao
atendimento
A) de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais
imprevistos.
B) das despesas relativas à dívida mobiliária.
C) ao refinamento da dívida de crédito adicional.
D) das despesas contratuais.
E) às dívidas adquiridas com finalidades imprecisas e imprevistas.

Segundo o art. 5.° da LRF, o projeto de lei orçamentária anual, elaborado de


forma compatível com o PPA e a LDO, conterá, dentre outros, reserva de
contingência, cuja forma de utilização e montante, definido com base na
receita corrente líquida, serão estabelecidos na LDO, destinada ao atendimento
de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos .
Resposta: Letra A

E aqui terminamos nossa aula demonstrativa.

Segue ao final de cada aula o "memento do concurseiro". O memento é


apenas um lembrete dos principais pontos do conteúdo abordado .
Logo, é uma diretriz para o estudante, porém recomendo que você o
complemente de acordo com suas necessidades, por meio do "Complemento
do aluno" e não deixe de constantemente consultar o conteúdo da aula. Não
se prenda apenas ao memento.

Segue, também, a lista de questões comentadas e os seus respectivos


gabaritos.

Na próxima aula prosseguiremos com o estudo da Lei de Responsabilidade


Fiscal.

Espero você lá!

Forte abraço!

Sérgio Mendes

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MEMENTO 0

P R IN C ÍPIO S /PILA R ES DA LRF

O planejamento, a transparência, o controle e a responsabilização.

OBJETIVOS

Art. 1° Esta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas voltadas


para a responsabilidade na gestão fiscal, com amparo no Capítulo II do Título VI da
Constituição.
§ 1° A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e
transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o
equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados
entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a
renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e
outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por
antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar.

ABRANGÊNCIA

As disposições da LRF obrigam a União, os estados, o Distrito Federal e


os municípios. Nas referências à União, aos estados, ao Distrito Federal e
aos municípios, estão compreendidos o Poder Executivo, o Poder Legislativo,
neste abrangidos os Tribunais de Contas, o Poder Judiciário e o Ministério
Público; bem como as respectivas Administrações diretas, fundos,
autarquias, fundações e empresas estatais dependentes. Ainda, a estados
entende-se considerado o Distrito Federal; e a Tribunais de Contas estão
incluídos: Tribunal de Contas da União, Tribunal de Contas do Estado e,
quando houver, Tribunal de Contas dos Municípios e Tribunal de Contas do
Município.

Para os efeitos da LRF, entende-se como ente da Federação a União, cada


Estado, o Distrito Federal e cada Município.

SEGUNDO A LRF, A LDO DISPORÁ SOBRE:

Equilíbrio entre receitas e despesas.

Critérios e forma de limitação de empenho, caso a realização da receita possa não


comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal previstas.

Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas


financiados com recursos dos orçamentos.

Demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas


e privadas.

Integrará o PLDO o Anexo de Metas Fiscais que conterá:

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As metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas,


resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a que
se referirem e para os dois seguintes.

A avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior.

Demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia de cálculo


que justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as com as fixadas nos três
exercícios anteriores, e evidenciando a consistência delas com as premissas e os
objetivos da política econômica nacional.

Evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios, destacando a


origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos.

Avaliação da situação financeira e atuarial:


• dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e do
FAT;
• dos demais fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial.

Demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem


de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado.

Integrará o PLDO o Anexo de Riscos Fiscais

Onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as


contas públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se
concretizem.

SEGUNDO A LRF, A LOA:

Deve ter seu projeto elaborado de forma compatível com o PPA e a LDO.

I - conterá, em anexo, demonstrativo da compatibilidade da programação dos


orçamentos com os objetivos e metas constantes do anexo de metas fiscais da
LDO;

II - será acompanhado do demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas


e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de
natureza financeira, tributária e creditícia, bem como das medidas de compensação
a renúncias de receita e ao aumento de despesas obrigatórias de caráter
continuado;

III - conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e montante, definido


com base na receita corrente líquida, serão estabelecidos na LDO, destinada ao
atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.

Constarão todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e


as receitas que as atenderão.

O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na LOA e nas de


crédito adicional.

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A lei orçamentária não consignará dotação para investimento com duração superior
a um exercício financeiro que não esteja previsto no plano plurianual ou em lei que
autorize a sua inclusão, conforme disposto no § 1° do art. 167 da Constituição (art.
5°, § 5°, da LRF).

Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na LOA, as do BACEN relativas


a pessoal e encargos sociais, custeio administrativo, inclusive os destinados a
benefícios e assistência aos servidores, e a investimentos.

EMPRESA ESTATAL DEPENDENTE

É uma empresa controlada, ou seja, é uma sociedade cuja maioria do capital social
com direito a voto pertence, direta ou indiretamente, a ente da Federação.

Porém, que recebe do ente controlador recursos financeiros para pagamento de


despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de capital.

Sendo que, no caso das despesas de capital, caso receba apenas recursos
provenientes de aumento de participação acionária, não será considerada estatal
dependente.

Sendo estatal dependente, integrará o Orçamento Fiscal e da Seguridade Social.


Segue a LRF.

Se for não dependente, integrará o Orçamento de Investimentos. Não segue a LRF.

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LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

1) (CESPE - Analista Administrativo - Contador - ANP - 2013) As empresas


estatais independentes não compõem o campo de aplicação da LRF.

2) (CESPE - Analista Administrativo - Direito - ANTT - 2013) A Lei de


Responsabilidade Fiscal engloba normas de finanças públicas voltadas para a
gestão fiscal, matéria já regulamentada pela Lei n.° 4.320/1964.

3) (CESPE - Analista Administrativo - Direito - ANTT - 2013) São objetivos da


Lei de Responsabilidade Fiscal a ação planejada na gestão fiscal e o
estabelecimento de normas gerais sobre balanços contábeis.

4) (CESPE - TFCE - TCU - 2012) A transparência, um dos postulados da LRF,


assegura o acesso às informações acerca da execução orçamentária e
financeira da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

5) (CESPE - TFCE - TCU - 2012) O equilíbrio das contas públicas, preconizado


na LRF, implica a obtenção de superávit primário nas contas governamentais,
sendo, no entanto, vedada a contratação, por parte de estados, do Distrito
Federal e de municípios, de operações de crédito para esse superávit, devido
aos riscos envolvidos.

6) (CESPE - Auditor de Controle Externo - TCDF - 2012) As disposições, as


proibições, as condições e os limites constantes na LRF valem para o DF até
que seja aprovada lei complementar de âmbito local que disponha sobre a
ação planejada e transparente, voltada para a prevenção de riscos e correção
de desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas.

7) (CESPE - Técnico Legislativo - ALES - 2011) As empresas estatais estão


abrangidas pelas regras da LRF independentemente de sua composição
acionária e sua finalidade.

8) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) A LRF estabelece que a


responsabilidade na gestão fiscal pressupõe ação planejada e transparente,
para que se previnam riscos e corrijam desvios capazes de afetar o equilíbrio
das contas públicas. Nesse sentido, os recursos da reserva de contingência são
uma forma de prevenir os riscos de desequilíbrios nas contas públicas
provocados por situações contingentes.

9) (CESPE - Economista - Ministério da Saúde - 2010) Os limites impostos


pela LRF atingem integralmente os órgãos da administração direta, autárquica
e fundacional em todos os níveis de governo, mas não são aplicáveis a
empresas estatais.

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10) (CESPE - Analista - Administração - EMBASA - 2010) Uma organização


que se caracteriza como empresa controlada estará necessariamente sujeita a
incidência da LRF.

11) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) Com relação à


responsabilidade na gestão fiscal, julgue o item.
Nesse tipo de responsabilidade, pressupõe-se a ação planejada e transparente
com o objetivo de prevenir riscos e efetuar possíveis correções de desvios que
possam afetar o equilíbrio das contas públicas.

12) (CESPE - Analista Administrativo - ANATEL - 2009) Em atendimento ao


disposto no texto constitucional, estabelecendo a necessidade de lei
complementar em matéria orçamentária, editou-se a Lei de Responsabilidade
Fiscal (LRF), que preencheu as lacunas da Lei n° 4.320/1964.

13) (CESPE - Administrador - IBRAM/DF - 2009) Entre os objetivos da Lei de


Responsabilidade Fiscal podem-se mencionar a prevenção de riscos e a
correção de desvios que afetem o equilíbrio das contas públicas.

14) (CESPE - Analista - Contabilidade - ECB - 2011) O projeto de plano


plurianual deve conter um anexo que, versando sobre política fiscal, estabeleça
os objetivos e metas plurianuais a serem alcançados durante o período de
vigência do plano, demonstrando a compatibilidade desses objetivos com as
premissas e os objetivos das políticas econômica nacional e de
desenvolvimento social.

15) (CESPE - Técnico de Controle Interno - MPU - 2010) No que se refere à


elaboração do PPA, o planejamento governamental não foi afetado pela
aprovação da LRF.

(CESPE - Analista Judiciário - Judiciária - CNJ - 2013) Supondo que Maria seja
responsável por conduzir a execuçãp orçamentária de um tribunal federal e
tendo em conta o disposto na Lei n.° 4.320/1964, na LRF e na CF, julgue o
próximo item.
16) Na execução de despesa e receita, Maria, como administradora pública,
deverá observar os limites de gastos estabelecidos para cumprir as metas
fiscais constantes da LOA.

17) (CESPE - Analista - Infraestrutura e Logística - BACEN - 2013) Se


determinado ente da Federação precisar estipular um limite para a expansão
das despesas obrigatórias de caráter continuado, então a matéria deverá ser
incluída no anexo de metas fiscais da lei de diretrizes orçamentárias.

18) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial - Gestão Financeira - INPI - 2013) A lei de diretrizes
orçamentárias deve conter o anexo de riscos fiscais, em que se avaliam os

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passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas,


apresentando, ainda, as providências a serem tomadas, caso estes riscos se
concretizem.

19) (CESPE - Administrador - Ministério da Integração - 2013) Se a União for


condenada em ação judicial de indenização, mas a sentença correspondente
ainda não tiver transitado em julgado no momento da elaboração do projeto
de LDO, deverá o valor da ação ser incluído no anexo de riscos fiscais da
referida lei.

20) (CESPE - Analista Administrativo - ANCINE - 2013) Os precatórios


judiciais, após seu reconhecimento e quantificação, passam a constituir os
riscos fiscais, sendo incluídos no Anexo de Riscos Fiscais, que integra a
estrutura da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

21) (CESPE - Analista Administrativo - Contador - ANP - 2013) As metas de


inflação para o exercício subsequente devem constar do anexo específico à
mensagem de encaminhamento do projeto de lei de diretrizes orçamentárias.

22) (CESPE - Analista Judiciário - Contabilidade - TRE - 2012) O equilíbrio


entre receitas e despesas é um dos assuntos que deve dispor a lei de diretrizes
orçamentárias.

23) (CESPE - Técnico - FNDE - 2012) Compete à Lei Orçamentaria Anual


(LOA) regulamentar o equilíbrio entre receitas e despesas

24) (CESPE - Advogado da União - 2012) A lei de diretrizes orçamentárias


destina-se, entre outros objetivos, a orientar a elaboração da lei orçamentária
anual, nada dispondo, todavia, a respeito do equilíbrio entre receitas e
despesas.

25) (CESPE - Auditor de Controle E te r n o - TCE/ES - 2012) Entre as inúmeras


funções atribuídas pela LRF às leis de diretrizes orçamentárias, destacam-se a
fixação de exigências para a realização de transferências de recursos a
entidades públicas e privadas e a fixação das metas fiscais de receitas e
despesas referentes ao exercício em curso e aos dois subsequentes.

26) (CESPE - Auditor de Controle Externo - TCDF - 2012) O relatório de


gestão fiscal deve estabelecer metas anuais, em valores correntes e
constantes, para a receita e a despesa públicas, resultados nominal e primário
e montante da dívida pública.

27) (CESPE - Auditor de Controle Externo - TCE/ES - 2012) A Lei de Diretrizes


Orçamentárias (LDO) deve conter a demonstração da evolução do patrimônio
líquido governamental nos últimos três exercícios, destacando-se a origem e a
aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos.

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28) (CESPE - Técnico Científico - Direito - Banco da Amazônia - 2012) O


demonstrativo da estimativa e a compensação da renúncia de receita e da
margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado devem
compor, entre outros elementos, o Anexo de Metas Fiscais do projeto de lei de
diretrizes orçamentárias.

29) (CESPE - Analista Judiciário - Contabilidade - TRE - 2012) O anexo de


metas fiscais integra a lei orçamentária anual, compreendendo, entre outras
informações, a margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter
continuado.

30) (CESPE - Especialista - FNDE - 2012) No anexo de riscos fiscais, devem


ser avaliados os passivos contingentes e os outros riscos capazes de afetar as
contas publicas, informando-se as providencias a serem tomadas, caso esses
passivos e riscos sejam concretizados.

31) (CESPE - Procurador - ALES - 2011) A LRF atribuiu às LDOs o


disciplinamento de novos temas. Esses novos temas disciplinados incluem
estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

32) (CESPE - Analista de Orçamento - MPU - 2010) De acordo com a Lei


Complementar n.° 101/2000 (LRF), cabe à LDO disciplinar o equilíbrio entre as
receitas e as despesas.

33) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) A lei de diretrizes


orçamentárias dispõe sobre o equilíbrio entre receitas e despesas, bem como
sobre os critérios e forma de limitação de empenho, entre outras medidas.

34) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) Segundo a LRF, integrarão


o projeto da LDO um anexo de metas fiscais e outro de riscos fiscais.

35) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) A LDO deve conter anexo
no qual sejam avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de
afetar as contas públicas.

36) (CESPE - Analista - Finanças e Controle - MPU - 2013) Parte do montante


das reservas de contingências anotadas na LOA pode ser usada para suportar
despesas originárias de eventos fiscais supervenientes à aprovação do
orçamento para o exercício de que trata a lei orçamentária.

37) (CESPE - Analista Administrativo - Administrativa - ANTT - 2013) A


gestão da dívida pública é de importância fundamental para o equilíbrio
macroeconômico de um país, podendo sofrer, ao longo de um exercício, fortes
oscilações nos seus custos. Por essas razões, nem todas as despesas relativas

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à dívida pública precisam constar na lei orçamentária, que se limita à


discriminação daquelas consideradas fixas.

38) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial - Gestão Financeira - INPI - 2013) O eventual
refinanciamento da dívida pública deve constar separadamente na LOA.

39) (CESPE - Analista Judiciário - Administrativa - STF - 2013) No orçamento


fiscal, parte do montante da despesa com a dívida pública representa
propriamente pagamento da dívida e a outra parte, o refinanciamento, ou seja,
a substituição de títulos anteriormente emitidos por títulos novos, com
vencimento posterior.

40) (CESPE - Técnico Judiciário - Administrativa - CNJ - 2013) Como a


gerência da dívida pública é responsabilidade exclusiva do Poder Executivo,
apenas o ato de contratação de dívida nova é controlado pelo Poder
Legislativo, devendo, por isso, ser incluído na LOA. Outras despesas relativas à
dívida são isentas dessa obrigação.

41) (CESPE - Analista Administrativo - Contábeis - ANTT - 2013) A lei


orçamentária, elaborada de acordo com as normas da Lei de Responsabilidade
na Gestão Fiscal, registrará dotação para investimento com duração superior a
um exercício financeiro que não esteja previsto no plano plurianual ou em lei
que autorize a sua inclusão.

42) (CESPE - Auditor de Controle Externo - TCDF - 2012) As despesas do


Banco Central do Brasil com pessoal, com encargos sociais e com custeio
administrativo devem obrigatoriamente integrar as despesas da União e ser
incluídas na LOA.

43) (CESPE - Técnico Científico - Direito - Banco da Amazônia - 2012) No


projeto de lei orçamentária anual, d|ve constar o demonstrativo regionalizado
do efeito, sobre as receitas e as despesas, da concessão de benefícios de
natureza creditícia, entre outros.

44) (CESPE - Contador - TJ/RR - 2012) O projeto de lei orçamentária anual


deverá conter reserva de contingência destinada ao atendimento de passivos
contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos, com montante e
forma de utilização definidos com base na receita corrente líquida e
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias.

45) (CESPE - Auditor de Controle Externo - TCE/ES - 2012) Considera-se


empresa estatal dependente a empresa controlada que receba do ente
controlador recursos financeiros para pagamento de despesas com pessoal ou
de custeio em geral ou de capital.

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46) (CESPE - Técnico Científico - Administração - Banco da Amazônia - 2012)


Devem ser descritos no orçamento de investimento os investimentos de todas
as empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do
capital social com direito a voto, empresas essas não incluídas no orçamento
fiscal e no de seguridade social e que tenham investimentos programados para
o exercício, independentemente da fonte de financiamento utilizada.

47) (CESPE - Analista - Contabilidade - ECB - 2011) Por ser empresa estatal
dependente, a Empresa Brasil de Comunicação integra o orçamento fiscal e de
seguridade social.

48) (CESPE - Agente Administrativo - MDIC - 2014) De acordo com a lei


orçamentária anual, os orçamentos das empresas estatais dependentes e
independentes constam do orçamento de investimento

49) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) O projeto de lei


orçamentária anual deve conter reserva de contingência, cuja forma de
utilização e montante, definido com base na receita corrente líquida, deve ser
estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, destinada ao atendimento de
passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.

50) (CESPE - Analista Administrativo - Administrativa - ANTT - 2013)


Considere-se que, para garantir a atratividade econômica de certa rota de
transporte terrestre interestadual, o governo federal pretenda conceder
benefícios de natureza tributária ao vendedor do leilão de concessão da rota
em questão. Nessa situação hipotética, não será necessário incluir no projeto
de lei orçamentária o impacto regionalizado sobre as receitas e as despesas
oriundo de tal benefício, mas, sim, a previsão global desse impacto.

51) (FCC - Auditor Fiscal - ICMS/RJ - 2014) No Anexo de Metas Fiscais, na


avaliação do cumprimento da meta de resultado primário do exercício anterior,
um dos motivos que justificam o NÃd cumprimento de tal meta é
(A) o aumento da despesa realizada com juros e encargos sobre a dívida.
( b ) o aumento da dívida fundada pelas variações desfavoráveis da taxa
cambial.
(C) a redução da arrecadação da receita referente a juros de aplicações
financeiras em decorrência do decréscimo dos rendimentos.
(D) o aumento da despesa realizada com a amortização da dívida fundada.
(E) a arrecadação de tributos menor do que a previsão em decorrência do
crescimento econômico menor do que aquele esperado para o período.

52) (FCC - Analista Judiciário - Administrativa - TRT/16 - Maranhão - 2014) A


Lei de Responsabilidade Fiscal (n° 101/2000) ampliou o significado e a
importância da Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO que passou a dispor
sobre outros temas, EXCETO:

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(A) Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos


programas financiados pelos orçamentos.
(B) Demonstrações trimestrais apresentadas pelo Banco Central sobre o
impacto e o custo fiscal das suas operações.
(C) Limites para elaboração das propostas orçamentárias do Poder Judiciário e
do Ministério Público.
(D) Concessões ou ampliações de incentivo ou benefício de natureza tributária
da qual decorra renúncia de receita.
(E) Condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas.

53) (FCC - Analista Legislativo - Contabilidade - Assembleia Legislativa/PE -


2014) A Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO disporá sobre:
I. A distribuição dos recursos correntes e de capital de forma regionalizada.
II. As alterações na legislação tributária.
III. O equilíbrio entre receitas e despesas.
IV. As normas relativas ao controle de custos e a avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos.
V. As diretrizes, objetivos e metas para as despesas de capital e outras dela
decorrentes e para os programas de duração continuada.
É correto o que se afirma APENAS em
(A) I, II e III.
( b ) I, III e IV.
(C) II, III e IV.
(D) I, II e V.
(E) III, IV e V.

54) (FCC - Analista Judiciário - Contabilidade - TRT/18 - 2013) O projeto de


lei orçamentária anual, elaborado de forma compatível com o Plano Plurianual,
com a Lei de Diretrizes Orçamentárias e com as normas da Lei n° 101/2000,
a) conterá comparativo do montante da despesa total com pessoal,
distinguindo-a com inativos e pensifinistas, com os limites estabelecidos pela
Lei de Responsabilidade Fiscal.
b) disporá sobre equilíbrio entre receitas e despesas.
c) disporá sobre normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos
resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos.
d) estabelecerá a programação financeira e o cronograma de execução mensal
de desembolso.
e) conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e montante,
definido com base na receita corrente líquida, serão estabelecidos na Lei de
Diretrizes Orçamentárias.

55) (FCC - Analista Judiciário - Administrativa - TRT/18 - 2013) Em relação à


LRF - Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei 101/2000) que estabelece as normas
de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal,
considere:

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I. Desobriga a divulgação dos atos, contratos e outros instrumentos celebrados


pela Administração pública direta.
II. Estabelece, em regime nacional, parâmetros a serem seguidos
exclusivamente pela União, relativos aos gastos públicos.
III. Contém restrições orçamentárias que visam a preservar a situação fiscal
dos entes federativos, de acordo com seus balanços anuais, com o objetivo de
garantir a saúde financeira de estados e municípios.
IV. É um dos mais fortes instrumentos de transparência em relação aos gastos
públicos e privados, indicando os parâmetros para uma administração
eficiente.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
( b ) III e IV.
(C) I e III.
( d ) I e IV.
( e ) II e III.

56) (ESAF - Técnico Administrativo - DNIT - 2013) Assinale a opção que indica
uma exceção ao que dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF (LC
101/2000) a respeito do projeto de Lei Orçamentária Anual.
a) Não poderá consignar dotação para investimento com duração superior a
um exercício financeiro sem que este conste do Plano Plurianual ou em lei que
autorize a sua inclusão.
b) Deverá conter, em anexo, demonstrativo de compatibilidade da
programação dos orçamentos com os objetivos e metas do Anexo de Metas
Fiscais.
c) Na União, todas as despesas e receitas do Banco Central deverão constar da
Lei Orçamentária Anual.
d) Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e às
receitas que as atenderão deverão constar da Lei Orçamentária Anual.
e) O refinanciamento da dívida pública deverá ser segregado na lei
orçamentária e nas de créditos adicio ais.

57) (ESAF - Analista de Finanças e Controle - STN - 2013) A Lei de


Responsabilidade Fiscal procurou aperfeiçoar a sistemática traçada pela
Constituição de 1988 atribuindo novas e importantes funções à Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO). Indique a única opção que não corresponde às
novas atribuições da LDO.
a) Estabelecimento de metas fiscais.
b) Estabelecimento de ações de médio prazo, coincidindo com a duração de
um mandato do Chefe do Executivo.
c) Fixação de critérios para a limitação de empenho e movimentação
financeira.
d) Avaliação de riscos fiscais.
e) Publicação da avaliação financeira e atuarial dos regimes geral de
previdência social e próprio dos servidores civis e militares.

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58) (ESAF - Analista da Comissão de Valores Mobiliários - 2010) Acerca do


orçamento público, em face dos parâmetros da política fiscal, é correto afirmar
que:
a) todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as
receitas que as atenderão, constarão do plano plurianual.
b) o refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei
orçamentária e nas de crédito adicional.
c) a atualização monetária do principal da dívida mobiliária refinanciada poderá
superar a variação do índice de preços previsto na lei de diretrizes
orçamentárias.
d) é permitido consignar na lei orçamentária crédito com finalidade imprecisa
ou com dotação ilimitada.
e) a lei orçamentária não consignará dotação para investimento com duração
superior a um exercício financeiro que não esteja previsto na lei de diretrizes
orçamentárias.

59) (ESAF - Analista Administrativo - ANA - 2009) Segundo a Lei de


Responsabilidade Fiscal, o Anexo de Metas Fiscais, em que serão estabelecidas
metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas,
despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o
exercício a que se referirem e para os dois seguintes, deverá integrar o:
a) Relatório de Gestão Fiscal.
b) Relatório Resumido da Execução Orçamentária.
c) Projeto da Lei do Plano Plurianual.
d) Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias.
e) Projeto da Lei Orçamentária Anual.

60) (ESAF - Analista Administrativo - ANA - 2009) Nos termos da Lei de


Responsabilidade Fiscal, para que uma empresa estatal seja considerada
dependente, é necessário que, além de controlada, ela receba do ente
controlador recursos financeiros para pagamento de despesas:
I. com pessoal.
II. de custeio em geral.
III. de capital, incluídos os provenientes de aumento de participação acionária.
IV. de capital, excluídos os provenientes de aumento de participação acionária.
a) I ou II ou IV.
b) I e II e III.
c) II ou III ou IV.
d) I e II e IV.
e) I ou II ou III.

61) (FGV - Agente Público - TCE/BA - 2014) As normas relativas ao


controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas
financiados com recursos dos orçamentos estão contidas na
(A) Constituição Federal.

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(B) Lei de Responsabilidade Social.


(C) Lei de Diretrizes Orçamentárias.
(D) Lei do Plano Plurianual.
(e ) Lei Orçamentária Anual.

62) (FGV - Auditor do Estado - CGE/MA - 2014) O anexo de metas fiscais


contém os elementos relacionados a seguir, à exceção de um. Assinale-o.
(A) Avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior.
( b ) Avaliação da situação financeira e atuarial dos regimes de previdência
social e próprio dos servidores públicos.
(C) Evolução do patrimônio líquido dos últimos três exercícios destacando a
origem e a aplicação de recursos obtidos com as operações de crédito.
(D) Demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da
margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado.
(E) Demonstrativo das metas anuais, instruído com a memória e metodologia
de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos.

63) (FGV - Auditor do Estado - CGE/MA - 2014) As condições e as exigências


para transferências de recursos a entidades públicas e privadas são
estabelecidas pelo seguinte instrumento legal:
(A) Lei Orçamentária Anual.
( b ) Lei de Diretrizes Orçamentárias.
(C) Lei do Plano Plurianual.
(D) Lei do Plano Diretor.
( e ) Lei de Acesso a Informação.

64) (FGV - Administrador - Assembleia Legislativa/MT - 2013) A respeito da


Lei de Responsabilidade Fiscal (LC n. 101/00), analise as afirmativas a seguir.
I. Seus princípios e pilares são planejamento, transparência, controle e
responsabilização.
II. É uma lei do direito financeiro sobre finanças públicas, prevista no Art. 165
da Constituição Federal de 1988.
III. Obedece a limites e a condições sobre a receita corrente líquida, despesa
de caráter continuado e limitação de abertura de créditos adicionais.
Assinale:
(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
(C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
(D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
( e ) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

65) (FGV - Técnico Legislativo de Nível Superior - Assembleia Legislativa/MT -


2013) A forma de utilização e o montante da reserva de contingência fixada
em percentual da receita corrente líquida devem constar
(A) da Lei Orçamentária Anual.
(B) da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

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(C) da Lei de Créditos Adicionais.


(D) da Lei do Plano Plurianual.
(E) da Lei de Responsabilidade Fiscal.

66) (CESGRANRIO - Analista - Crédito e Finanças - FINEP - 2014) A Lei de


Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar no 101/2000) estabelece os
procedimentos de finanças públicas a serem seguidos, visando ao
planejamento e à transparência das ações governamentais. Essa lei
(A) é aplicável à União e ao Distrito Federal, apenas.
( b ) é aplicável aos Estados e aos Municípios, apenas.
(C) é aplicável ao Poder Executivo, apenas.
(D) impõe limites e condições a respeito da renúncia de receitas pelos
governos.
(E) determina as despesas de capital para o próximo exercício financeiro.

67) (CESGRANRIO - Analista Administrativo - Contábeis - ANP - 2008) A Lei


de Responsabilidade Fiscal, através de seu artigo 4°, determina que a Lei de
Diretrizes Orçamentárias - LDO atenda ao disposto no parágrafo 2° do artigo
165 da Constituição Federal. Além disso, o mesmo artigo determina, também,
que a LDO regulamente preferencialmente a(o):
(A) delimitação das formas pelas quais os órgãos públicos realizarão aquisições
superiores a 200 MVR (Maior Valor de Referência).
( b ) forma como o Estado arrecadará a receita prevista.
(C) limitação dos gastos das entidades públicas com os servidores inativos,
fixando-os em 30% da receita.
(D) equilíbrio entre receitas e despesas.
(E) limite de 70% para as despesas correntes vinculadas a servidores públicos.

68) (CESGRANRIO - Analista em Ciência e Tecnologia - CAPES - 2008) A Lei


de Responsabilidade Fiscal determina, no seu artigo 4°, que a Lei de Diretrizes
Orçamentárias, após atender o disposto na Constituição Federal, disporá,
também, preferencialmente sobre o(B):
(A) equilíbrio entre receitas e despesas.
( b ) limitação das despesas de custeio em 65% das receitas.
(C) limitação das despesas de custeio em 65% do total das despesas.
(D) forma como deverão ser recolhidos impostos, taxas e contribuições.
(E) determinação para expandir a arrecadação para cobrir eventuais deficits.

69) (CESGRANRIO - Planejamento, Orçamento e Finanças - IBGE - 2010) A


Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n° 101, de 04/05/2000),
que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade
na gestão fiscal, não se aplica:
(A) a entidades da Administração Indireta dotadas de personalidade jurídica de
direito privado.
(B) a empresas públicas e sociedades de economia mista.
(C) a empresas estatais independentes.

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(D) aos Poderes Judiciário e Legislativo.


(E) ao Poder Judiciário e ao Ministério Público que se submetem ao controle do
CNJ e do CNMP.

70) (FUNRIO - Administrador - Pref. Coronel Fabriciano - 2008) De acordo


com a Lei de Responsabilidade Fiscal, constituem instrumentos de
planejamento governamental:
A) Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Plano Operacional de
Dados.
B) Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Relatório de Auditoria.
C) Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual.
D) Plano Diretor, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Relatório de Auditoria.
e ) Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual e Relatório de
Auditoria.

71) (FUNRIO - Contador - Pref. de Niterói - 2008) De acordo com a Lei de


Responsabilidade Fiscal, a avaliação dos passivos contingentes e de outros
riscos capazes de afetar as contas públicas, constará do:
A) Resultado Nominal.
B) Anexo de Riscos Fiscais.
C) Resultado Primário.
D) Anexo de Metas Fiscais.
e ) Cronograma de Desembolso.

72) (FUNRIO - Auditor - SUFRAMA - 2008) A sociedade cuja maioria do capital


social com direito a voto pertença, direta ou indiretamente, a ente da
Federação, é definida pela Lei de Responsabilidade Fiscal como
A) empresa controlada.
B) empresa estatal dependente.
C) fundação.
D) empresa controlada independente.
E) autarquia.

73) (FUNRIO - Analista de Desenvolvimento - Ciências Contábeis - IDENE/MG


- 2008) Dentre os instrumentos de planejamento governamental, aquele que
conterá reserva de contingência para atendimento de riscos e eventos fiscais
imprevistos, é:
A) O Plano Plurianual.
b ) A Lei Orçamentária Anual.
C) O Plano Primário.
D) A Lei de Compensações Orçamentárias.
E) Lei de Diretrizes Financeiras.

74) (VUNESP - Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas -


SEFAZ/SP - 2013) O projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) será elaborado
de forma compatível com

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(A) os objetivos da política orçamentária.


(B) a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Plano Plurianual e a Lei das Diretrizes
Orçamentárias.
(C) o Plano Plurianual, somente.
(D) o plano e as metas do governo.
(E) a avaliação da situação financeira atual.

75) (VUNESP - Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas -


SEFAZ/SP - 2013) Será integrado ao projeto de Lei de Diretrizes
Orçamentárias, o anexo de metas fiscais, em que serão estabelecidas metas
anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas,
resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a
que se referirem e para os dois seguintes. De acordo com o texto, classifique
os itens a seguir como verdadeiros (V) ou falsos (F).
( ) Avaliação de desempenho do cumprimento das metas relativas a anos
anteriores.
( ) Avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior.
( ) Demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia de
cálculo que justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as com as
fixadas nos três exercícios anteriores, e evidenciando a consistência delas com
as premissas e os objetivos da política econômica nacional.
( ) Evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios,
destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de
ativos.
( ) Avaliação da situação financeira e atuarial.
A classificação correta obtida, de cima para baixo, é:
(A) F, V, F, V, V.
(B) V, V, F, V, V.
(C) V, F, F, V, F.
(D) F, V, V, V, V.
(E) V, F, F, V, V.

76) (VUNESP - Contador - FESC - 2012) De acordo com a Lei Complementar


n.° 101/2000, estão obrigados ao cumprimento de suas disposições, a União,
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Nas referências, estão
compreendidos:
(A) Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo.
(B) Poder Executivo, limitando-se à Presidência da República.
(C) Tribunais de Contas da União, Estados e Municípios.
(D) Poder Executivo, Poder Legislativo, neste abrangidos os Tribunais de
Contas, o Poder Judiciário e o Ministério Público.
(E) Controladoria Geral da União.

77) (VUNESP - Contador - FESC - 2012) Na Lei Complementar n.° 101/2000,


art. 4.°, a Lei de Diretrizes Orçamentárias atenderá à Constituição Federal e
disporá, também, sobre:

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(A) receitas orçamentárias.


(B) despesas orçamentárias.
(C) diretrizes orçamentárias.
(D) equilíbrio entre receitas e despesas.
(E) metas anuais.

78) (VUNESP - Procurador - Prefeitura de São José dos Campos - 2012)


Atendendo-se ao disposto na Constituição Federal, as normas relativas ao
controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas de
financiamento com recursos dos orçamentos, entre outros assuntos, é matéria
que compete à lei:
(A) do Plano Plurianual.
(B) de Diretrizes Orçamentárias.
(C) do Orçamento Anual.
(D) do Orçamento Fiscal.
( e ) de Investimentos.

79) (FEPESE - Agente Técnico - Contador - CIDASC - 2011) Em relação à Lei


de Diretrizes Orçamentárias, assinale a alternativa correta.
a) Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de Metas
Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e
constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e
montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os três
seguintes.
b) Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de Metas
Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e
constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e
montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os
quatro seguintes.
c) Dentre outras exigências, disporá sobre: o equilíbrio entre receitas e
despesas; critérios e forma de liquidação de empenho; normas relativas ao
controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com
recursos dos orçamentos; e demais condições e exigências para transferências
de recursos a entidades públicas e privadas.
d) Dentre outras exigências, disporá sobre: equilíbrio entre receitas e
despesas; critérios e forma de limitação de empenho; normas relativas ao
controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com
recursos dos orçamentos; e demais condições e exigências para transferências
de recursos a entidades públicas e privadas.
e) Conterá, no Anexo de Metas Fiscais, a evolução do patrimônio líquido,
também nos últimos quatro exercícios, destacando a origem e a aplicação dos
recursos obtidos com a alienação de ativos e inativos.

80) (FEPESE - Técnico em Contabilidade - Pref. de Tijucas/SC - 2011) Assinale


a alternativa que descreve o objetivo essencial da responsabilidade na gestão
fiscal, tratada na LRF.

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a) Reduzir os gastos públicos num contexto histórico de elevação da carga


tributária.
b) Prevenir riscos e corrigir desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas
públicas.
c) Aumentar a publicidade e o controle sobre os atos públicos.
d) Impor limites e condições para as despesas com pessoal.
e) Orientar a elaboração e o controle do orçamento e dos balanços públicos.

81) (FEPESE - Contador - Câmara Municipal de Balneário Camboriú/SC -


2010) A lei de diretrizes orçamentárias atenderá ao disposto no § 2° do artigo
165 da Constituição e não disporá sobre:
a) equilíbrio entre receitas e despesas.
b) critérios e forma de limitação de empenho.
c) condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas
e privadas.
d) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos.
e) destinações de recursos provenientes das operações de crédito, inclusive
por antecipação de receita.

82) (FEPESE - Contador - Câmara Municipal de Balneário Camboriú/SC -


2010) Para os efeitos da Lei no 101/2000, entende-se como ente da
Federação:
a) a União, cada Estado, o Distrito Federal e cada Município.
b) a União, cada Estado, o Distrito Federal, cada Município e cada empresa
estatal.
c) a União, cada Estado, cada Município e cada autarquia pública.
d) a União, cada Estado, o Distrito Federal, cada Município e cada empresa
estatal dependente.
e) cada Estado, o Distrito Federal, cada Município e cada autarquia pública.

83) (FEPESE - Contador - CRC/SC - E 010) De acordo com a Lei Complementar


n° 101, que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a
responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências, é correto afirmar:
a) o refinanciamento da dívida pública constará conjuntamente na lei
orçamentária e nas de crédito adicional.
b) é permitido consignar na lei orçamentária crédito com finalidade imprecisa
ou com dotação ilimitada.
c) todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as
receitas que as atenderão, constarão da lei orçamentária anual.
d) a atualização monetária do principal da dívida mobiliária refinanciada
poderá superar a variação do índice de preços previsto na lei de diretrizes
orçamentárias, ou em legislação específica.
e) integrarão as despesas da União, e serão incluídas na lei orçamentária, as
do Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos sociais, custeio

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administrativo, exceto os destinados a benefícios e assistência aos servidores,


e a investimentos.

84) (Consulplan - COFEN - 2011) Os anexos de metas fiscais e de riscos


fiscais estabelecidos nos §§ 1° e 3° do art. 4° da LRF deverão integrar o
seguinte instrumento de Planejamento:
A) Plano Plurianual.
B) Lei de Diretrizes Orçamentárias.
c ) Plano Diretor.
D) Lei Orçamentária.
E) Receita Corrente Líquida.

85) (Consulplan - Pref. de Belo Monte/MG - 2011) A Lei Complementar n°


101/2000 traz algumas disposições que devem ser observadas na elaboração
do projeto de lei orçamentária anual. Analise-as.
I. É vedado consignar na lei orçamentária débito com finalidade imprecisa ou
com dotação limitada.
II. Deve conter reserva de contingência, que pode ser calculada, utilizando-se
percentual sobre a receita corrente líquida, destinada ao atendimento de
passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.
III. O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei
orçamentária e nas de crédito adicional.
IV. Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as
receitas que as atenderão, constarão da lei orçamentária anual, exceto as
receitas provenientes de investimento em empresas privadas.
V. Será acompanhado de demonstrativo do efeito sobre as receitas e despesas,
decorrentes de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de
natureza financeira, tributária e creditícia, bem como das medidas de
compensação à renúncia de receitas e ao aumento de despesas obrigatórias de
caráter continuado.
Esta(ao) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
A) I, II, III
B) I, IV
C) V
D) II, III, V
E) I, II, III, V

86) (Consulplan - COFEN - 2011) A Lei de Responsabilidade Fiscal traz


algumas disposições que devem ser observadas na elaboração do projeto de
lei orçamentária anual, como:
I. Estar compatível com o plano plurianual.
II. Conter demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos
com os objetivos e metas constantes do anexo de metas fiscais da LDO.
III. Conter reserva de contingência, e pode ser calculada, utilizando-se
percentual sobre a receita corrente líquida, destinada ao atendimento de
passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.

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IV. Permitir consignar na lei orçamentária crédito com finalidade imprecisa ou


com dotação ilimitada.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):
A) I, II, III
B) I, II
C) I
D) II, III, IV
E) I, II, III, IV

87) (Consulplan - Pref. de Londrina/PR - 2011) Sobre os instrumentos de


planejamentos públicos elencados pela Constituição de 1988, analise:
I. Plano Plurianual é uma lei que abrangerá os respectivos Poderes da União,
nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios; será elaborado no primeiro
ano do mandato do Executivo e terá vigência de três anos.
II. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) compreenderá as metas e
prioridades da administração pública federal, estadual e municipal, incluindo as
despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a
elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação
tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais
de fomento.
III. Integrarão a LDO os Anexos de Metas Fiscais e de Riscos Fiscais.
IV. Os passivos contingentes apresentados e avaliados farão parte do Anexo de
Riscos Fiscais.
V. O planejamento e a execução do orçamento independem do Plano Plurianual
e da LDO.
Assinale a quantidade de afirmativas corretas:
A) 1
B) 2
C) 3
D) 4
E) 5

88) (Consulplan - Tesoureiro - Pref. de Barra Velha/SC - 2012) Sob o aspecto


da responsabilidade na gestão fiscal, e em cumprimento ao estabelecido no
art. 4° da Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei de Diretrizes Orçamentárias
disporá sobre, EXCETO:
A) Equilíbrio entre receitas e despesas.
b ) Evidenciação do quadro discriminativo das dotações por órgãos do Governo
e da Administração.
C) Critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivado nas hipóteses
previstas na alínea B do inciso II do próprio art. 4°, no art. 9° e no inciso II do
§ 1° do art. 31 da LRF.
D) Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos.
E) Demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas.

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89) (CEPERJ - Analista de Controle Interno - SEFAZ/RJ - 2012) A Lei de


Diretrizes Orçamentárias - LDO, um dos instrumentos de planejamento
governamental, faz a transição entre o PPA (planejamento estratégico) e as
leis orçamentárias anuais. Segundo a legislação vigente, o projeto de LDO
deverá ser elaborado contendo regras que irão nortear não só a elaboração do
orçamento como também a sua execução. Dos dispositivos abaixo, aquele que
não deve fazer parte do contexto da LDO é:
A) definir regra para a limitação de empenho e movimentação financeira
b ) estabelecer as condições e exigências para transferências de recursos a
entidades públicas e privadas
C) definir as condições para a renúncia de receitas
D) estabelecer as diretrizes, objetivos e metas da administração estadual,
relativas às despesas de capital e a outras delas decorrentes
E) dispor sobre a política de pessoal e encargos sociais

90) (CEPERJ - Analista de Controle Interno - SEFAZ/RJ - 2012) Anualmente,


conforme estabelecido na legislação, o projeto de lei de diretrizes
orçamentárias deverá conter um Anexo de Metas Fiscais, que, entre outras
informações, indicará a meta anual do resultado primário que se espera obter
para o exercício corrente, como também para os dois subsequentes. Para se
calcular o resultado primário, deverão ser consideradas apenas as receitas e
despesas classificadas como:
A) financeiras.
b ) efetivas
C) correntes
D) executadas
e ) não financeiras

91) (CEPERJ - Analista de Controle Interno - SEFAZ/RJ - 2013) A Lei de


Responsabilidade Fiscal determina que o Anexo de Metas Fiscais deverá
demonstrar a real evolução do patrimônio líquido no período de tempo
compreendido entre exercício e:
A) os cinco anteriores
b ) o exercício anterior
C) os dois anteriores
D) os três anteriores
E) os seis anteriores

92) (CETRO - Auditor Fiscal Tributário Municipal - Pref. de São Paulo/SP -


2014) A Lei Complementar n° 101/2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)
- foi concebida no contexto de um processo de redemocratização e
descentralização do Estado brasileiro. É correto afirmar que a referida Lei
a) responsabiliza criminalmente empresários que promovem elisão fiscal.
b) está relacionada à responsabilização da auditoria fiscal quando da não
identificação de processo de sonegação por parte do empresariado.

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c) permite ao Governo Federal maior flexibilidade quanto aos gastos públicos.


d) apresenta-se como um código de conduta para os administradores públicos
de todo o país, nos três poderes e nas três esferas de governo.
e) não faz menção quanto à gestão patrimonial da administração direta e
indireta.

93) (CETRO - Analista Administrativo - Área 1 - ANVISA - 2013) De acordo


com o estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal, é correto afirmar que
empresa controlada é uma sociedade
(A) cuja maioria do capital social sem direito a voto pertença, direta ou
indiretamente, à União.
(B) cuja maioria do capital social com direito a voto pertença, direta ou
indiretamente, a ente da Federação.
(C) que está sob o controle de uma agência reguladora.
(D) cujo capital votante esteja sob o controle de uma autarquia estadual.
(E) de direito público com capital com direito a voto na assembleia legislativa.

94) (CETRO - Auditor de Controle Interno - Pref. de Campinas/SP - 2012) A


Lei de Responsabilidade Fiscal é uma Lei Complementar de caráter nacional.
Sobre a referida lei, assinale a alternativa correta.
a) Trata-se do ato normativo primário, infraconstitucional, sendo aprovado
mediante a votação de maioria simples.
b) É aquela em que o Congresso Nacional pode votar resolução que delega ao
Presidente da República poderes para elaboração de leis em casos expressos.
c) É um dispositivo legal destinado a regulamentar norma prevista na
Constituição Federal.
d) Modificação imposta ao texto da Constituição Federal após sua
promulgação, em outubro de 1988. Sua aprovação é da competência da
Câmara dos Deputados e do Senado Federal, e depende que obtenha, em cada
uma das duas casas legislativas, três quintos dos votos.

95) (FUNDATEC - Administrador - CE EE/RS - 2010) Segundo o artigo 4 da Lei


Complementar 101/2000, a lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto
no § 2° do art. 165 da Constituição e disporá também sobre:
I. Desequilíbrio entre receitas e despesas.
II. Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos.
III. Demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas.
Quais estão corretas?
A) Apenas I.
B) Apenas I e II.
C) Apenas I e III.
D) Apenas II e III.
E) I, II e III.

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96) (FUNDATEC - Contador - Pref. de Palmeira das Missões/RS - 2011)


Considerando o constante no texto constitucional e na Lei Complementar
Federal n° 101 de 2000, a Lei de Diretrizes Orçamentárias disporá, entre
outros itens, sobre:
I. As alterações na legislação tributária.
II. O exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização
da lei orçamentária anual e da lei de diretrizes orçamentárias do exercício
seguinte.
III. Demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas.
Quais estão corretas?
A) Apenas I.
b ) Apenas II.
C) Apenas III.
D) Apenas I e III.
E) Apenas II e III.

97) (IDECAN - Contador - Pref. de Ipatinga/MG - 2010) A Lei Complementar


n° 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), estabelece
normas de finanças públicas, e define que os governos devem utilizar a ação
planejada e transparente na gestão fiscal, o que poderá ser obtido mediante a
adoção do Sistema de Planejamento Integrado, que é composto pelos
seguintes instrumentos:
A) Plano Plurianual, Plano de Investimentos e Lei de Orçamentos Anuais.
B) Lei de Orçamentos Anuais, Plano Financeiro e Plano de Investimentos.
C) Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei de Orçamentos
Anuais.
D) Lei de Orçamentos Anuais, Plano de Investimentos e Plano Plurianual.
e ) Plano Plurianual, Plano de Investimentos e Lei de Diretrizes Orçamentárias.

98) (IDECAN - Contador - Pref. de Ipatinga/MG - 2010) Além das disposições


constitucionais, a Lei de Diretrize s Orçamentárias deverá dispor sobre,
EXCETO:
A) Equilíbrio entre receitas e despesas.
b ) Critérios e formas de limitação de empenho.
C) Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos do orçamento.
D) Demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas.
E) Diretrizes, objetivos e metas da administração pública para as despesas de
capital e outras decorrentes.

99) (IDECAN - Contador - CRO/AL - 2012) A lei de djretrizes orçamentárias


disporá sobre equilíbrio entre receitas e despesas. É correto afirmar que
integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias, o anexo de metas

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A) financeiras, em que serão estabelecidos metas bienais, em valores


correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e
primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e
para os quatro anos seguintes.
B) fiscais, em que serão estabelecidos metas bienais, em valores de mercado e
constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e
montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os
quatro anos seguintes.
C) fiscais, em que serão estabelecidos metas anuais, em valores correntes e
constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e
montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os dois
anos seguintes.
D) financeiras, em que serão estabelecidos metas anuais, em valores de
mercado e variáveis, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e
primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e
para os dois anos seguintes.
E) fiscais, em que serão estabelecidos metas bienais, em valores correntes e
constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e
montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os
quatro anos seguintes.

100) (IDECAN - Contador - CRO/AL - 2012) O projeto de lei orçamentária


anual, elaborado de forma compatível com o plano plurianual, conterá reserva
de contingência, cuja forma de utilização e montante definido com base na
receita corrente líquida, será estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias
destinada ao atendimento
A) de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.
b ) das despesas relativas à dívida mobiliária.
C) ao refinamento da dívida de crédito adicional.
D) das despesas contratuais.
E) às dívidas adquiridas com finalidades imprecisas e imprevistas.

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