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DIREITO FISCAL

Imposto pode definir-se como uma prestação patrimonial, não reembolsável (definitiva), unilateral, exigida
por lei a favor de uma pessoa colectiva de direito público, sem carácter de sanção, para a satisfação das
necessidades colectivas.

Nesta definição encontra-se três elementos:


1- Elemento objectivo: Que possui vários sub-elementos:
- Prestação patrimonial: E não pecuniária na medida em que existe impostos especiais sobre
os produtos petrolíferos que são pagos tanto em espécie como em dinheiro, ou ainda o imposto de selo cuja
obrigação se extingue através de uma acção, a inutilização da estampilha fiscal.
- Definitiva, não reembolsável: A atribuição patrimonial feita pelo sujeito passivo ao sujeito
activo não dá áquele direito a reembolso, a não ser que tenha sido indevidamente tributado.
- Prestação unilateral: Não há lugar a uma contraprestação por parte do sujeito activo, pelo
menos de forma directa, o que faz com que se distinga da taxa onde existe lugar a contraprestação de um
serviço individualizado.
- Estabelecido por lei: A obrigação encontra sempre na lei a sua fonte. O conteúdo da
obrigação fiscal encontra-se fora da autonomia privada, embora o sujeito passivo possa optar por se encontrar
ou não dentro da previsão da norma fiscal.
- Não constitui sanção por acto ilícito: Elemento que a distingue das multas e das coimas
que embora também cobradas de forma definitiva e por uma pessoa colectiva de direito público visam
sancionar os autores de certas violações da lei.
2- Elemento subjectivo: Sendo que a obrigação é sempre a favor de uma pessoa colectiva de direito
público sendo que estas assumen sempre a posição de credor. Assumen esta posição quer o Estado quer as
autarquias locais. Por outro lado os sujeitos passivos nem sempre são pessoas singulares na medida em que
também o próprio Estado pode ser devedor de imposto, bastando para tal que em relação a ele se verifiquem
os pressupostos integradores da correspondente previsão legal.
3- Define-se ainda pelo fim para que existe (elemento teleológico): Não é apenas o de obter receitas
mas a satisfação de fins públicos, art.103 da C.R.P. de igual modo o art.104 da C.R.P. ao referir-se
especificamente à tributação dos rendimentos pessoais, n.1, à tributação dos rendimentos das empresas, n.2, à
tributação do património, n.3, e à tributação do consumo, n.4, reafirmará, em relação a cada um deles, a
preocupação igualitária da justiça social (fim económico-social do imposto).

O imposto e a taxa

As taxas podem ser definidas como prestações estabelecidas por lei a favor de uma pessoa colectiva
de direito público, como retribuição de serviços individualmente prestados, da utilização de bens do domínio
público ou da remoção de um limite jurídico à actividade dos particulares. Em termos jurídicos o elemento
fundamental de distinção é a existência ou não de uma contraprestação por parte do sujeito activo da relação,
é carácter unilateral do imposto e a natureza bilateral da taxa, os quais resultam de, o facto gerador de
obrigação consistir na mera revelação de determinada capacidade contributiva e no outro de tal facto se
traduzir numa ocorrência directamente ligada a uma actividade específica do sujeito activo de que beneficia
individualmente o sujeito passivo. Há ainda que salientar o diferente carácter da obrigatoriedade da taxa e do
imposto, pois enquanto este é devido por uma generalidade de pessoas que se encontram no âmbito da
previsão da norma fiscal, aquela só é paga por quem solicite a prestação individual do serviço. De acordo com
este entendimento haverá no pressuposto da taxa um elemento de voluntariedade que falta no do imposto. Não
obstante, em bom rigor, o que foi dito anteriormente não corresponde de todo à verdade na medida em que
também o sujeito passivo do imposto pode optar por se colocar nessa possição geradora de obrigação e
portanto também aqui existe uma certa liberdade e autonomia que por vezes não existe nas taxas, basta pensar
em certos registos obrigatórios ou certos serviços prestados em regime de monopólio.

O imposto e a requisição administrativa.

Bem diversa do imposto é a figura da requisição administrativa, a qual consiste num acto pelo qual,
em casos excepcionais expressamente previstos na lei, um orgão da administração exige dos particulares,
mediante justa indeminização, a prestação de determinados serviços, a cessão de coisas móveis ou a utilização
temporária de certos bens para ocorrer a necessidades urgentes.
Assim, enquanto o imposto é uma forma normal de obtenção de meios para satisfazer necessidades
públicas, a requisição apresenta sempre carácter excepcional. por outro lado, o imposto visa conseguir meios
financeiros para ocorrer a necessidades gerais, ao passo que a requisição se destina a fazer face a
determinadas necessidades concretas e individualizadas de natureza excepcional e urgente.
Em terceiro lugar o imposto tem o carácter de uma prestação unilateral e definitiva a que não
corresponde, por isso, qualquer contraprestação individualizada nem dá direito a nenhuma retribuição ou
indeminização, enquanto que é elemento essencial do conceito de requisição o pagamento ao requisitado do
preço correspondente ao valor dos bens ou de uma justa indeminização pelos prejuizos sofridos.
Outro importante factor distintivo revela-se na circunstância de a relação de imposto surgir sempre e
só quando se verifiquem os pressupostos da respectiva previsão legal, não cabendo à administração qualquer
apreciação sobre a oportunidade ou o modo da sua cobrança, contrariamente ao que se passa com a requisição
a qual pressupõe uma prévia apreciação administrativa sobre a sua necessidade e uma ecolha do meios sobre
que deverá incidir.
Finalmente caberá notar que enquanto o imposto, na quase totalidade dos casos, se traduz numa
prestação pecuniária, a requisição consiste normalmente numa prestação de serviços, na cedência de certos
bens ou da utilização de determinadas coisas.

Evolução histórica

Na pressecução dos fins públicos do imposto registou-se uma evolução até aos nossos dias. Com
efeito, o sistema fiscal de um Estado intervencionista é bem diferente de um sistema fiscal de um Estado não
intervencionista.
Foi na China que nos surgiu os primeiros esboços do que se poderá considerar um imposto predial e
um imposto de capitação que incidia sobre os cidadãos com idades compreendidas entre os 14 e os 55 anos.
Havia também um imposto de dupla capitação que incidia sobre quem detinha terras e escravos.
Na idade média, o sistema feudal era concebido com base na terra, no feudo e nas relações de
vassalagem. Aos senhores feudais eram devidos impostos que podiam ser aumentados ou criados de acordo
com a sua vontade. O monarca, neste período, era também um senhor feudal, sendo um " um primus inter
pares".

PRINCÍPIOS DE DIREITO FISCAL

 O princípio da legalidade: compreende a reserva da lei formal e reserva da lei material. A adoptada é
que é a A.R. que deve fazer o imposto, as taxas do imposto, isenções, segurança dos cidadãos em matéria
fiscal. Não obstante, como estas matérias não são exclusivas da A.R. esta pode delegar ao governo
competências legislativas desde que a lei de autorização legislativa defina o objecto, o sentido, a extensão
e a duração da autorização. Esta ideia é muito importante na medida em que se o governo quizer criar
impostos terá que obter autorização da A.R. mas não precisará de a obter para criar legislação sobre a
cobrança e a liquidação, art.103 C.R.P.
Ainda sobre a legalidade, art.103, existe correspondência entre aquele art. e o art.8 da L.G.T.
O art.104 aponta para um imposto único e progressivo atento às desigualdades de clesses. Por
progressivo, entenda-se, por escalões em que ataxa varia consoante o aumento da matéria colectável enquanto
que as proporcionais possuem taxas únicas, também chamadas de taxas liberatórias.
O n.2 do art.104 fala-nos de I.R.C., do rendimento real apurado pela contabilidade.
O n.3 fala-nos dos impostos sobre o património como a S.I.S.A, sucessório e C.A.
O n.4 fala-nos de impostos sobre o consumo também designado de imposto sobre a despesa como o
I.V.A.
O I.R.S e o I.R.C são impostos directos sobre o rendimento, a S.I.S.A e a C.A. são directos sobre o
património e o I.V.A. é indirecto sobre o consumo.
 Princípio da capacidade contributiva: Este princípio tem duas funções: Uma função de garantia no
sentido de que só devem ser sujeitos a tributação os sujeitos com capacidade contributiva, e uma função
de solidariedade na medida em que todos os que têm essa capacidade devem pagar impostos na medida
em que disponham dessa mesma capacidade.
 Princípio da igualdade tributária: Impõe a proíbição de discriminações arbitrárias no âmbito do
direito fiscal e tem como seus corolários o princípio da generalidade da tributação e o princípio da
uniformidade na tributação da riqueza.
 Princípio da eficiência funcional do sistema fiscal: O sistema fiscal, para além de contribuir para a
satisfação das necessidades financeiras do Estado, deve ainda tender para a justa repartição da riqueza e
rendimentos e a diminuição das desigualdades sociais etç.
 Princípio da anualidade: De acordo com o qual a cobrança dos impostos deve ser autorizada
anualmente pelo parlamento.
 Princípio da equidade: Segundo o qual a equidade deve estar presente na solução dos casos
concretos e nos casos limitados em que alei confere à administração fiscal uma certa margem de livre
apreciação na determinação da matéria colectável, etç.
 Princípio da protecção da boa fé: De acordo com o qual, nos casos em que disponha de uma certa
margem de livre apreciação deve entender-se que a administração está vinculada normativamente a agir
dentro dos limites da boa fé e devendo igualmente ter em conta a boa fé dos contribuintes.

FONTES DE DIREITO FISCAL:

1- Direito interno:

1. Lei constitucional:
2. Lei ordinária:
3. Decreto-Lei:
4. Decreto legislativo regional, art.227 al) I:
5. Regulamentos:
6. Custume:
7. Jurisprudência:
8. Resoluções administrativas:

-1-
A primeira das fontes é obviamete a lei constitucional que define alguns princípios básicos, aos quais
o legislador ordinário deve obdecer ao estruturar o ordenamento fiscal, como limita também o campo
reservado ás restantes formas normativas em matéria de impostos. Encontram-se referências nos art. 85, 103,
104 e 212 da C.R.P.
Destas retiram-se principios sendo o primeiro o principio do estado de direito, de caracter formal, integrado
por sub principios:
- Legalidade:
- Tipicidade:
- Segurança:
- Proporcionalidade ou proibição do excesso.
 O sub principio da legalidade compreende a reserva da lei formal e reserva da lei material. A
adoptada é que é a A.R. que deve fazer o imposto, as taxas do imposto, isenções, segurança dos cidadãos
em matéria fiscal. Não obstante, como estas matérias não são exclusivas da A.R. esta pode delegar ao
governo competências legislativas desde que a lei de autorização legislativa defina o objecto, o sentido, a
extensão e a duração da autorização. Esta ideia é muito importante na medida em que se o governo quizer
criar impostos terá que obter autorização da A.R. mas não precisará de a obter para criar legislação sobre
a cobrança e a liquidação, art.103 C.R.P. Esta ideia de autorização legislativa acontece normalmente
devido ao caractér técnicista das matérias fiscais que normalmente necessitam de estudos que são feitos
pelo governo e é por esta razão que os códigos sobre estas matérias entram em vigor através de decretos-
lei. Procura-se com este princípio 3 objectivos essênciais:
- Assugurar o exercício do poder tributário pelo seu legítimo titular:
- Procurar a justa repartição do encargo fiscal:
- Limitar a actividade da administração a normas legais.
Ainda sobre a legalidade, art.103, existe correspondência entre aquele art. e o art.8 da L.G.T.
O art.104 aponta para um imposto único e progressivo atento às desigualdades de clesses. Por
progressivo, entenda-se, por escalões em que ataxa varia consoante o aumento da matéria colectável enquanto
que as proporcionais possuem taxas únicas, também chamadas de taxas liberatórias.
O n.2 do art.104 fala-nos de I.R.C., do rendimento real apurado pela contabilidade.
O n.3 fala-nos dos impostos sobre o património como a S.I.S.A, sucessório e C.A.
O n.4 fala-nos de impostos sobre o consumo também designado de imposto sobre a despesa como o
I.V.A.
O I.R.S e o I.R.C são impostos directos sobre o rendimento, a S.I.S.A e a C.A. são directos sobre o
património e o I.V.A. é indirecto sobre o consumo.
 O subprincipio da tipicidade: A norma tributária, como outra norma jurídica, possui uma previsão e
uma estatuição o que signfica que se detrminada situação não se verificar exactamente como previsto
legalmente não haverá lugar a nenhuma estatuição. A esta característica chama-se de tipicidade fechada.
Pode-se assim afirmar que a previsão é condição necessária e suficiente para existir obrigação. Por esta
questão é que se fala em proibição de analogia em matéria fiscal.
 Subprincipio da segurança: Como estamos perante um norma jurídica, de conduta, esta deverá
existir sempre antes de verificados os seus pressupostos de previsão sob pena de não se puder executar
qualquer sanção sobre esse comportamento, como por exemplo se determinado comportamento é
considerado crime deverá existir um lei prévia que assim o determine na medida em que não fará sentido
dizer amanhã que o meu comportamento de hoje é crime se não houvesse uma lei que o determina-se
préviamente porque era impossível, para o sujeito da acção, saber da natureza criminosa dessa acção
(principio da legalidade). Por esta razão se fala em não retroactividade da lei fiscal
 Principio da proporcionalidade ou da proibição do excesso: Nada mais é do que , não se deve
exigir mais do que será necessário para atingir os fins.
 Princípio da igualdade: Em matéria fiscal a C.R.P. não faz referência à capacidade contributiva dos
cidadãos, no entanto existe quem defenda que tácitamente se poderá encontar tal referência a esta matéria
no princípio da igualdade na medida em que define que todos devem ser tributados mas, e num sentido de
igualdade, de acordo com a capacidade contributiva de cada um. De acordo com esta ideia será correcto
afirmar-se que as isenções fiscais serão uma violação do princípio de igualdade, no entanto considera-se
como fundamento para a sua existência que se o direito que se pretende tutelar fôr superior ao princípio
da igualdade deve o primeiro vigorar. Exemplo, para impedir a migração do interior do país isentam-se
empresas da sua obrigação fiscal.
 Princípio da não retroactividade da lei fiscal: Com a última revisão constitucional este princípio foi
reforçado. Com efeito o art.103 n.3 dispõe directamente sobre esta matéria, com excepção do art.29 n.4,
em matéria penal.
-2-
A lei ordinária: A análise do princípio da legalidade permite-nos compreender o papel e a competência que a
actual C.R.P reserva ou atribui à lei como fonte do direito fiscal, n.2 do art.103 e als) c), d) e i) do art.165.
-3-
O decreto-lei: Como visto o governo pode legislar sobre estas matérias mediante o uso de autorização, art.165
C.R.P., e sobre estas os n.s 2,3,4 e 5 do art. 165 dispõem sobre os requisitos legais e da sua submissão à A.R.,
art.169.
-4-
Decreto legislativo regional: As regiões autónomas têm poderes para exercer "poder tributário próprio", nos
termos da lei, art.227 n.1 al)i. A questão coloca-se nos termos de se saber em que condições é que podem
estes decretos constituir fontes válidas de normas fiscais. Nesta metéria a doutrina divide-se entre não aceitá-
los como tal e aceitá-los com todas as consequências do art.103, mas com as seguintes restrições:
a) Respeito pelos estatutos regionais , pela leis geral que terá que ser sempre lei da A.R. no que resulta que
cabe à A.R. definir o sistema fiscal e cabe aos decretos legislativos regionais, num âmbito por aquela limitado,
dispôr sobre o sistema fiscal específico, segundo os interesses da região. O entendimento mais conforme à
A.R parece ser o da exclusão desse poder às A.L.R de acordo com o n.4 do art.112 e na al)a do art.227
-5-
Regulamento: São diplomas emanados do poder executivo no desempenho da sua actividade administrativa,
para conveniente execução das leis. Assim sendo não podem contrariar o disposto na lei ordinária nem podem
disciplinar matérias que a estas sejam reservadas. Não podem pois regulamentar os elementos fundamentais
do imposto mas podem ocupar-se de outras matérias como o lançamento, a liquidação, a cobrança e a
organização do contencioso, salvo nas partes referentes às reclamações e recursos admitidos em favor do
contribuinte.
Quanto ao regulamento regional o seu papel é muito limitado senão quase nulo na medida em que só
através de decreto legislativo regional pode ser exercido o poder tributário próprio das Regiões Autónomas.
-6-
O custume: Dada a consagração constitucional do princípio da legalidade e a reserva para a lei da
competência para a criação de impostos e para a disposição acerca dos seus elementos essênciais,
encontram0-nos perante um ramo de Direito onde o custume nunca poderá ser considerado fonte de Direito.
-7-
Jurisprudência: Também não deve ser considerada com fonte de Direito fiscal pois não só os tribunais fiscais
não podem editar normas jurídicas como também em caso algum a interpretação que delas façam possui
poder vinculante para além do caso concreto levado a juízo.
-8-
Resoluções administrativas: Art.54 n.1, 68 n.4 al) b e n.5, art.45 n.2 L.G.T. art.55 e 56 do código do
procedimento e processo tributário, sendo que estas resoluções são para o caso concreto, no entanto, na
realidade o que passa é que quando surge um caso idêntico nota-se uma tendência para a repetição da
resolução, por razões de segurança jurídica. Também não será de considerar como fonte de Direito Fiscal.
-9-
Doutrina: Pode dar um auxílio importante, como fonte mediata de Direito, mas também não será de
considerar como fonte imediata de Direito.

FONTES INTERNACIONAIS

Preceituado no art.8, onde se conclui que as normas constantes de convenções internacionais, regularmente
ratificadas ou aprovadas, vigoram na ordem interna Portuguesa... independentemente de qualquer diploma
legislativo que posteriormente os venha a inserir no direito intero, ou seja princípio da cláusula de recepção
automática.

FONTES COMUNITÁRIAS

São constituídas pelos regulamentos comunitários e pelas directivas, sendo que os regulamentos têm
aplicação imediata em território nacional e as directivas carecem de transposição para a ordem interna
mediante lei ou decreto-lei.

Princípais diplomas fiscais

 Lei geral tributária:


 Procedimento e processo tributário:

O modelo de codificação

 Alemão, Francês e Inglês.


Portugal segue o modelo Alemão, isto é. temos uma lei geral tributária e depois um código para cada
imposto.

FASES DO IMPOSTO
É tradicional considerarem-se as seguintes fases ou momentos em que se desdobra a relação do
imposto. Note-se que para o Prof. Manuel Pires considera-se uma outra fase, a das isenções.
Incidência: A grosso modo é tudo o que esta sujeito a imposto e:
- Pessoal ou subjectiva: Quem está sujeito a imposto.
- Real ou objectiva: O que está sujeito a imposto.
Como dito anteriormente, o imposto nasce quando surge uma norma legal que confere ao Estado, ou a outro
ente público, a posição de credor do imposto e ao cidadão a situação de devedor. Assim a incidência é
precisamente a definição geral e abstracta sobre situações sujeitas a imposto e das pessoas sobre o qual recai o
imposto, a realidade mterial e pessoal que se quer abranger.
Temos assim duas realidades sobre a incidência:
Incidência real ou objectiva.
Incidência pessoal ou subjectiva.
Ligados ao elemento real temos ainda vários pressupostos:
Objecto ou elemento espacial: Qual o espaço territorial sobre o
qual irá incidir o imposto.
Elemento temporal: Qual a data de entrada em vigor do imposto.
Elemento valorativo: Qual o montante em causa.
Temos como exemplo o art.1 e 2 do C.I.R.C que são pela ordem indicada normas de incidência real e
pessoal.
Isenções: Esta fase não se confunde com a não sujeição a imposto na medida em que para se estar
isento de certo imposto é necessário que se esteja à partida sujeito a ele. Assim entende-se como isenção
determinada situação que embora esteja sujeita a imposto, por determinação legal, não o irá pagar.As isenções
são situações que estão abrangidas pelo imposto na medida em que para estarem isentas tiveram primeiro que
estar sujeitas. Quando o legislador não pretende tributar determinada matéria diz não sujeição, não diz que
está isento mas sim que não está sujeito. por outro lado se determinada matéria está sujeita mas o legislador
pretende que não seja tributada aí já diz que está isenta.
Existem vários tipos de isenções:
- Reais e pessoais: As reais excluem da tributação determinadas situações e as pessoais excluem
determinados sujeitos.
- Parciais e totais: São parciais quando excluem a tributação apenas em parte, ou seja redução
de imposto, ex: art.44 do E.B.F, (deficientes). São totais quando excluem a totalidade da tributação. Ex:
art.8 do C.I.R.C.
- Permanentes e temporárias: São permanentes quando não existe um prazo estabelecido para a
isenção, art.8 do C.I.R.C. São trmporárias quando existe um prazo para a isenção. Ex: Art.12 do código C.A.
- Automáticas e condicionadas: São automáticas quando derivam directamente da lei sem
necessidade de intervenção do contribuinte e são condicionadas quando é necessário que o contribuinte
requeira essa isenção junto dos serviços, ou seja, só mediante a verificação de determinados
pressupostos é que a isenção poderá ser atribuída.
 Lançamento: Conjunto de operações administrativas no sentido de apurar o sujeito passivo e
matéria colectável. Qual o sujeito e a situação sujeita a imposto, ou seja são os procedimentos formais e
a aplicação da lei aos factos nela previstos.
 Liquidação: É a aplicação da taxa à matéria colectável, é a fase de apuramento do valor. Pode ser
feita pelo sujeito passivo, chamada de auto-liquidação (I.R.C.), pela administração fiscal (hetero-
liquidação) ou através de terceiros (retenção na fonte).
 Cobrança: É a operação administrativa que visa a entrada do imposto nos cofres do estado. Existe
dois tipos:
1- Voluntária: Art.84 C.P.P.T. Quando é feita dentro dos
prazos estabelecidos na lei.
2- Coerciva: A coercividade é exercida através de juros
moratórios, não confundir com juros compensatórios que são aplicados quando
existe atrazo no imposto por erro imputável ao sujeito passivo enquanto que os
moratórios existem quando o sujeito passivo não paga dentro do prazo
voluntário.
No caso do I.R.S. a entidade patronal é mandatada pela lei para substituir o estado nas operações de
liquidação e cobrança na medida em que está autorizada pela lei em reter uma percentagem do vencimento
para pagar impostos, a isto chama-se retenção na fonte.

Classificação dos impostos

1. Critério jurídico: Fiscais e parafiscais.


2. Territorial: Estaduais, regionais e locais: Consoante a receita reverter a favor do Estado ou outra pessoa
colectiva de direito público, com autarquias.

Podem ainda ser:


 Directos: I.R.S. e I.R.C.: Incidem sobre uma manifestação imediata da capacidade contributiva. Os que
incidem directamente no rendimento ou património do contribuinte.
 Indirectos: I.V.A.: Incidem sobre o consumo ou a despesa, isto é, sobre a utilização que as pessoas dão
ao rendimento tributando-os de forma indirecta.

1. Reais e pessoais: São os que atendem exclusivamente à matéria colectável sem terem atenção à situação
patrimonial do agregado. Ex: S.I.S.A. Os pessoais atendem à pessoa do contribuinte.
2. Principais e acessórios: São os que têm autonomia face aos restantes:Ex: I.R.C. é principal face à
derrama. Os acessórios não são autónomos e dependem do imposto principal. Ex: derrama, que é um
imposto de "opção" na medida em que é comunicado às finanças quais os concelhos que lançam a
derrama e que irão proceder à tributação de uma taxa (no máximo de 10%) sobre os rendimentos
apurados em I.R.C. Diz-se de "opção" porque só os concelhos que quizerem lançar a derrama é que terão
que informar as finanças.
3. Períodicos e de obrigação única: tributam situações que duram no tempo e por isso dão lugar às
obrigações tributárias e às liquidações periódicas. As de obrigação única são as que incidem sobre
situações consideradas isoladas sem carácter de regularidade.
4. Proporcionais: São aqueles com taxa fixa em que a colecta do imposto é proporcionável à matéria
colectável. Ex: I.R.C. A taxa é fixa independentemente do montante da matéria colectável
5. Progressivos: A progressividade prevista no art.104 n.1 da C.R.P. acaba no art. 74 e 75 do C.I.R.S. (taxas
liberatórias). São importantes na medida em que a taxa eleva-se à medida em que aumenta a matéria
colectável.
6. Regressivos: Caracterizam-se pela diminuição da taxa do imposto à medida que aumenta a matéria
colectável.
7. Degressivos: Apresenta taxa fixa correspondente a um determinado valor da matéria colectável.
8. Gerais e especiais: São gerais todos aqueles previstos na lei para toda uma categoria de situações
homogéneas. São especiais aqueles que respeitando embora a factos e situações abrangidos de forma
genérica nos impostos gerais, são objecto de uma disciplina jurídica específica, como por ex: os impostos
especiais sobre o tabaco (dentro do I.V.A.).
9. Principais, acessórios e independentes: São principais aqueles que gozam de autonomia quer no plano
normativo quer no plano das relações tributárias concretas. são acessórios aqueles que acrescem aos
principais e de cuja efectiva existência dependem em concreto. Os dependentes são aqueles que têm lugar
ainda que não seja devida, em concreto, a prestação tributária principal, de cujo objecto dependem.
Assim, mesmo que o sujeito passivo esteja isento da prestação principal continua obrigado à obrigação
dependente daquela.

I.R.S.

Este imposto é pessoal, progressivo, directo, hetero-liquidável, global e estadual: art.15 C.I.R.S,
princípio da globalidade e da territorialidade. É pessoal mas tem em atenção o rendimento do agregado
familiar.
É progressivo por escalões, art.71, exceptuando as taxas liberatórias e é por esta razão que alguns
autores defendem que é inconstitucional. Também não será totalmente correcto afirmar que não tem
presunções, na medida em tributa o rendimento efectivo, art.71.
Só tributa rendimentos efectivos, ou seja, rendimentos colocados à disposição, não os que auferiu
mas os que efectivamente foram recebidos, art.2.
Existem várias categorias dentro deste imposto único e incide sobre o rendimento bruto mesmo
provenientes de actos ilícitos.

Exemplo de apuramento da obrigação:

O rendimento bruto apura-se pela soma dos rendimentos das diferentes categorias existentes:
Procedimento:

1-Primeiro identificam-se os sujeitos passivos através do art.14 e a


2- Incidência real através dos art.1 a 13. onde se irá determinar o rendimento bruto
de cada categoria:
Categoria A: art.2.
Categoria B: art.3.
Categoria C: art.4
Categoria D: art.5
Categoria E: art.6
Categoria F: art.9
Categoria G: art.10
Categoria H: art.11
Categoria I: art.12
3- Aos rendimentos brutos apurados em cada categoria vão-se subtrair as deduções específicas para
cada categoria se a isso houver lugar:
Para a categoria A: art.25
Para a categoria B: art.26
Para a categoria C: art.31, que remete para o C.I.R.C.
Para a categoria D: art.31, que remete para o C.I.R.C.
Para a categoria E: Não tem deduções especificas ver arts.21 n.3 a
6 e art.80 al)c.
Para a categoria F: art.40
Para a categoria G: art.41 a 49
Para a categoria H: art.51 para as pensões e art.52 para rendas
vitalícias.
Para a categoria I: art.53, não tem deduções específicas e não
entra para o rendimento liquido.

Do rendimento bruto por categorias diminui-se as deduções específicas e obtem-se o


rendimento líquido por categorias, sendo que da soma dos rendimentos líquidos por categorias obtem-se o
rendimento global líquido.

4- Ao rendimento global líquido vai-se subtrair os abatimentos do art.55 se a isso houver


lugar (encargos com pensões a que o sujeito passivo esteja obrigado por sentença ou acordo judicial
homologado).
Ao rendimento global líquido menos os abatimentos obtemos o rendimento da matéria colectável.
5- Se forem sujeitos passivos casados e não separados judicialmente de pessoas e bens, o
rendimento colectável é dividido por dois para efeitos de aplicação da taxa (art.72 n.1). Para os solteiros e
separados judicialmente aplica-se a taxa ao rendimento colectável, directamente.
6- Ao valor da colecta vão-se subtrair as deduções à colecta previstas nos arts. 80A a 80J e
ainda os pagamentos por conta e as retenções na fonte (art.80 n.2) respeitantes ao mesmo período de
tributação.
Colecta menos deduções à colecta menos pagamentos por conta menos retenções na fonte é
igual a imposto, pagar ou receber. (arts.33 e 34 L.G.T.).

Exemplo prático

Rendimentos de categoria A: art.2 n.1 al)a 2800 c. (entidade patronal)


- Deduções específicas de categoria A:art.25, Seg. social 308 c, que sendo inferior a 551.232 c, é
este o valor que irá prevalecer, art.25 n.2.
8700 - 551.232 = 2248.768 c.
Rendimentos de categoria B: 0 c.
- Deduções específicas de categoria B: art.26 (diferentes alíneas):
Como exemplo a não considerar neste caso:
Estágio em Paris, livros etç, não pode exceder 10% do
R.Bruto: 150 c.
Deslocações: 150 c. (art.26 al) O), não pode exceder 10%.
Rendimentos de categoria H: Art.11, 3245 c.
- Deduções específicas de categoria H: art.51, é dedutível 1482 c, por força do art.51 n.1 e 2. No que
resulta: 3245-1482=1762 c.
Rendimentos de categoria E: Art.6 e 74 n.3, quanto a depósitos a prazo o que dá 20% de tributação (não
esquecer que o englobamento é opcional).
Rendimentos de categoria F: Art.9, no valor de 720 c.
- Deduções específicas de categoria F: art.40 n.1, despesas documentadas de 150 c. o que dá 720-
150=570 c.
Rendimentos de categoria G: Art.10, mais-valias da venda da quota que é de emglobamento facultativo na
medida em que pode ser tributado à taxa liberatória de 10%, art.75, no valor de 720 c, o que dá a esta taxa
75 c.
Rendimento colectável: 4580 c.
A este valor aplica-se o art.72 n.1 que divide a matéria colectável em dois.
O que dá 2290 para o sujeito A e B.
Aplica-se a taxa do art.72 n.1 e 2 e temos:

FORMAS DE CESSAÇÃO DA OBRIGAÇÂO

 Cumprimento: É a forma normal de extinção da obrigação. O credor deve cumprir pontualmente a


obrigação a que está adstrito. No entanto se não o fizer incorrerá em incumprimento e começam a ser
devidos imediatamente juros de mora, os quais acrescerão à dívida do imposto, art.209 d0 C.P.T., art.103
do C.I.R.S e 87 n.3 do C.I.R.C.
 Dação em cumprimento: Em que é possivel cessar a obrigação mediante a entrega de coisa diferente
àquela da obrigação. Só é possível mediante o acordo do credor. É admitida no nosso direito mediante o
art.284 do C.P.T.
 Compensação: Mediante a recíprocidade de créditos pode ser extinta a obrigação, desde que de natureza
igual, exigível judicialmente e fungíveis. Art.102 do C.I.R.C.
 Novação: Dá-se a extinção da obrigação inicial através da constituição de uma nova obrigação que vem
substituir a anterior. Terá que existir concordância entre as partes, art.857 e 858 do C.C.
 Remissão: Corresponde ao perdão da dívida.
 Confusão: Verifica-se quando na mesma pessoa se reúnem as qualidades de credor e devedor na mesma
obrigação, art.868 C.C.
 Prescrição: O direito à cobrança do imposto extingue-se quando o cumprimento respectivo não é
realizado num certo período de tempo.

A FIGURA DA SUBSTITUÍÇÃO

Nos termos do art.10 do C.P.T. a responsabilidade pelo cumprimento da obrigação é do contribuinte e dos
seus substitutos. Podemos definir substituição como a situação em que por força da lei um sujeito está
colocado desde o início em situação de dever cumprir com a obrigação de imposto relativamente a
pressupostos de facto que em relação a ele não se verificam(substituto), existindo ppor outro lado outro
sujeito em relação ao qual verificam-se os pressupostos da tributação e que por isso deve suportar a
diminuição patrimonial resultante dessa obrigação(substituído). Ligado a esta figura encontramos a retenção
na fonte em que esta é feita pelo substituto mas quem possui a respectiva obrigação de imposto é o
substituído.

A FIGURA DA SUCESSÃO

Em geral a posição de sujeito passivo da relação jurídica fiscal é ocupada, desde o seu início até ao seu final,
sempre e unicamente pela pessoa ou pessoas que se encontravam na situação em que a lei fiscal atribui
eficácia constitutiva dessa relação. Não obstante, a lei fiscal permite ou determina que no decurso da relação
tal posição passe a ser ocupada por uma terceira pessoa alheia à sua posição, ou ainda atribui, também desde o
início, a qualidade de sujeito passivo a pessoa diversaa daquela em relação à qual se verificaram os
pressupostos da tributação. É necessário pois que o sucessor venha a ocupar, na mesma relação o lugar do
sucedido, e ainda que no momento em que se verifica a sucessão, a relação já exista e não se tenha extinguido
ainda, passando o lugar do sujeito passivo a ser ocupado por pessoa diversa do devedor originário. No direito
fiscal só é admissível a sucessão or morte.

Procedimento de gestão fiscal

Assenta nos princípios de direito fiscal e possui as seguintes fases:


1. Fase da iniciativa: Em regra a iniciativa processual pertence ao contribuinte, atrvés de declarações, cuja
apresentação lhe é imposta por lei. Tal declaração é elaborada em modelos próprios da administração e é
assinada pelo próprio, representante legal ou voluntário. Art.57 do C.I.R.S. No entanto em alguns casos
de excepção a instauração do processo é feita de forma oficiosa, art.108 do C.I.R.C.
2. Fase instrutória: Nesta fase prepara-se um acto administrativo tributário, a liquidação, ou seja a
determinação do montante do imposto a pagar que podem ser feitas quer pelo contribuinte quer pelos
próprios serviços, art.16 do C.I.R.C.
3. Fase decisória: Nesta fase conclui-se uma decisão consubstânciada num acto administrativo definitivo e
executório de liquidação. Este acto tem no entanto um prazo durante o qual deve ser praticado sob pena
de caducar o respectivo direito e aqui é necessário distinguir duas figuras: A caducidade com a prescrição
na medida em que se primeira revela-se como o prazo durante o qual deve ser praticado o direito à
liquidação, a segunda dá-se com o decurso do prazo durante o qual deve ser praticada a cobrança

DiIREITO FISCAL

Ano Lectivo 2000/2001

Direito Fiscal, é o Direito que regula os Impostos

Imposto – Prestação Patrimonial, não reembolsável, exigida por força de Lei, por uma entidade de
Direito Público e com fins Financeiros, Económicos e Sociais. (Ver Lei Geral Tributária, LGT Art.º
4))

- Prestação Pecuniária – Prestação em Dinheiro


- Prestação Patrimonial – Prestação susceptível de avaliação pecuniária

- Unilateral – Porque não há uma vantagem individualizada, quando há é Taxa que é


Bilateral e não um Imposto.

- Art.º 103-3 CRP – A regulamentação de Impostos, só é possível por aprovação da AR

Taxas – O Governo pode criar Taxas, por delegação da AR. Taxas muito elevadas, podem ser
consideradas Impostos, pelo que pode ser suscitada a sua inconstitucionalidade.

Os Impostos mais vulgares, chamam-se Impostos Fiscais, existem no entanto impostos que não visam receitas
financeiras, mas sim fins sociais, com p. Ex.: Imp. S/Tabaco, ...
Impostos Extra- Fiscais ou de Ordenação, são Impostos que não têm por fim imediato a receita Fiscal
(Financeira)

Os Impostos servem para fazer face aos Fins do Estado

Direito Financeiro – Orçamento e Contabilidade


Direito Tributário – Impostos e Taxas
Direito Fiscal – Impostos

FASES DO IMPOSTO

1 – Pressuposto, Incidência ou Sujeição (Previsão)

- Objectivo – Material = Rendimento


- Subjectivo – Quem aufere o rendimento

Subjectiva – Residência/Sede/Direcção Efectiva/Const. Soc.


- Espacial
Objectiva – Localização de: Fonte dos Rend./Bens

- Temporal – Aquisição do Direito/Coloc. Disposição/Pagamento

- Quantitativo ou Valorativo – Rendimento Bruto

2 – Isenção

- Benefícios Fiscais (Estático)


- Incentivos Fiscais (Dinâmico)

o Tipos de Isenção: (Art.º 14º LGT e EBF

 Objectiva e Subjectivas
 Totais e Parciais
 Permanentes ou Temporárias
 Gerais ou Especiais

3 – Lançamento:

- Rendimento Bruto – Despesa (Deduções Específicas) = Rend. Liquido


- Rend. Liquido – Abatimentos ou Pensões = Rend. Colectável (RC)
- RC X I (TAXA) = Colecta

4 – Taxas:

- Especificas (Valor fixo – unitário)

- Ad Valorem (% sobre o valor)

o Proporcionais (Taxa única IVA)

o Progressivas (Aumentam de acordo c/matéria colectável)

 Global (Uma única Taxa)


 Por Escalões ou Fracções (Várias Taxas por escalão)

 Taxa Média – Só pode ser aplicada ao valor do limite


superior do escalão, sendo no excedente aplicada a taxa do
escalão seguinte

o Regressivas (Diminuem de acordo c/aumento mat. Colectável)

o Degressiva (Diminui a medida que diminui a mat. Colectável)

5 – Liquidação: Art.º 77 CIRS

Determinação se há lugar a Imposto e qual o seu montante.

- Rendimento Colectável X Imposto (Taxa) = Colecta


- Colecta – Deduções a Colecta = Imposto a Pagar (Liquidação)

6 – Cobrança / Pagamento: Art.º 90 CIRS

Dentro do Prazo: Se o pagamento for efectuado dentro do prazo estipulado pela Administração, diz-
se que está na fase do Pagamento Voluntário

Fora do Prazo: Se o prazo for ultrapassado, diz-se Cobrança Coerciva

Garantia Geral da Obrigação do Imposto: Execução do Património do devedor

Garantia Especial: Em caso de Contribuição Autárquica e Imposto Sucessório, é o bem objecto do


Imposto que responde pela divida, mesmo que já não esteja na posse do devedor.

7 – Fiscalização

8 – Procedimento e Processo

9 – Sanções/Penalidades = Multas, Coimas ou Prisão

10 – Extinção:

- Pagamento Voluntário ou Cobrança Coerciva

- Prescrição: Caso o sujeito activo não exerça o direito á cobrança dentro do prazo
estabelecido pela Lei

- Compensação: Por conta de valores em crédito (imposto pago a mais)

- Dação em Pagamento: Dar bens em pagamento

- Confusão: Reúne-se na mesma pessoa, a figura do sujeito Activo e sujeito Passivo. Ex.
Quando é o Estado o herdeiro.

CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS

1 – Sobre o Rendimento

2 – Sobre o Património e a Despesa


Teoria da Fonte (Repetitivo/renovável
1 – Sobre o Rendimento
Teoria do Acréscimo (IRS/IRC – Liquido da Riqueza)
(É rendimento tudo aquilo que acresce ao Património)

Bruto
2 – Património
Liquido (Activo – Passivo)

2 - Despesa

3 – Directos e Indirectos

Directos – Quando o Imp. não se pode repercutir


Conceito Económico
(critério não usado) Indirectos – Quando o Imp. se pode repercutir

Directos – Imposto s/Património ou Rendimento


Conceito Jurídico
(Art. 736-1 CC Indirectos – Imposto sobre a Despesa (Art. 6 LGT)

4 – Pessoais e Reais:

Pessoais – Imposto que atenda a situação pessoal e familiar do Contribuinte (IRS)

Real – É o imposto que não atende a situação Pessoal e Familiar do Contribuinte


(Contribuição Autárquica)

5 – Gerais e Especiais:

Geral – Atinge todas as camadas de matérias Colectáveis (IVA)


Especial – Só atinge algumas espécies ou géneros.(Petróleo, Álcool, Tabaco, IEC

6 – Periódicos ou Renováveis e de Obrigação Única:

Periódicos – Sobre o Património ou Rendimento (Directos)


Obrigação Única – Impostos sobre a Despesa (Indirectos)

7 – Supranacionais, Internacionais, Estaduais e Locais:

Supranacionais – União Europeia


Internacionais – ONU
Estadual – Estado
Local – Infra-Estadual = SISA/Contribuição Autárquica

8 – Sobre Pessoas Singulares, Colectivas e Mistos:

Singulares – IRS
Colectivas – IRC
Mistos – Contribuição Autárquica, IVA, ...

9 - De Avaliação Directa e Indiciários:


Directa – Atinge imediatamente a realidade pretendida
Indiciários – Índice sobre o qual se vai fazer a colecta

10 – De Repartição e de Quotidade

Repartição – Repartido por vários Entes


Quotidade – IRS/IRC (Não se sabe qual é o valor total do imposto)

11 – De Quota Fixa ou Quota Variável

Quota Fixa – Importância Fixa (Taxa Militar)

Quota Variável – A importância varia

- Tributação Específica
- Tributação Não Específica
o Taxa Proporcional
o Taxa Progressiva
 Taxa Progressiva Directa
 “ Global
 “ Escalões/Fracção
o Progressividade por Variação do elemento Tributável, Progressividade Interna
(Progressividade com um índice dedutivel, diminuição, á medida que aumenta
a colecta.
o Inflação – Progressividade Fria
o Regressivas – Diminuem á medida que aumenta a matéria colectável
o Degressivas – Diminuem á medida que diminui a matéria colectável

12 - Auto – Liquidáveis e Heteroliquidáveis

- IRC, cuja liquidação é feita pelo contribuinte – AL


- IRS, em que a liquidação é feita pelo Estado- H

13 – De Cobrança Imediata e Cobrança Mediata

- Imediata – IRC e IVA


- Mediata – IRS

14 – Principais, Acessórios e Dependente

- Principais – IRS, IRC, IVA, CA

- Acessórios :
o Adicional – Derrama de IRC
o Adicionamento – Calcula-se sobre a matéria colectável do Imposto Principal

- Dependente – Calculado em função do Imposto Principal, mas mesmo que não haja
Imposto Principal há Imposto Dependente

15 – Ordinários e Extraordinários

- Ordinários – Quase todos


- Extraordinários – Excepção: Guerra, Catástrofes, ...

Organismos que Classificam Impostos:

- ONU
- FMI
- OCDE
- EU

Noção de Direito Fiscal: É o direito que regula o Imposto, nas suas diversas fases ou momentos.
(Regime Jurídico das Infracções Fiscais não Aduaneiras)

EVOLUÇÃO DO DIREITO FISCAL

Natureza do DF:
– Direito Público, em qualquer critério que seja utilizado.
– Não é um direito Excepcional
– Não é um direito Penal (o imposto não é uma Pena)
– É um direito Imperativo, o Estado não pode Perdoar ou estabelecer Moratórias

Autonomia do DF: (não é Independente, pois tem relações com outros ramos direito)
- Didáctica
- Cientifica ou Substancial, regulada por uma parte bem delimitada da realidade social,
através de normas subordinadas a princípios próprios, Ex. Sisa, transmissão de
propriedade por CPCV.

No entanto apesar de Autónomo:

- Os actos que as Autoridades Fiscais praticam, são Actos Administrativos

- As Autoridades Fiscais são Autoridades Administrativas

Direitos Auxiliares do DF:

- Constitucional – Fonte
- Administrativo
- Financeiro – Contabilidade Pública, Orçamento
- Privado – A Obrigação Fiscal (Direito das Obrigações)
- Penal – Inspecção Fiscal (Direito Subsidiário)
- Processual – Código do Procedimento e Processo Tributário
- Internacional – Normas de Dupla Tributação
- Comunitário – Fontes de DF

Conceitos de:
- Direito Fiscal – Estudo cientifico do DF vigente
- Ciência Fiscal – Estudo e melhoramento das Leis dos Impostos
- Política Fiscal – Arte de encontrar os melhores meios Fiscais, para atingir os fins
pretendidos.

NORMA FISCAL

Fontes:

1 – Direito Interno
2 – Direito Internacional
3 – Direito Comunitário
1 – Lei (Constitucional) Princípios:

1 – Principio do Estado de Direito

1 – Sub – Principio da Legalidade – Art. 103-2/3, CRP


2- “ Tipicidade
3- “ Segurança
4- “ Proporcionalidade ou Proibição Excesso

1.1 – Reserva de Lei Formal, Lei ou Dec. Lei: Incidência, Taxa, Benefícios Fiscais e
Garantias do Contribuinte. N.º 2 Art. 103 CRP
1.2 - Reserva de Lei Material: Liquidação e Cobrança. N.º 3 Art. 103 CRP, podendo assim
o governo legislar, por Dec. Lei ou Regulamento.
1.3 - Reserva Absoluta e Reserva Relativa Art.º 165 i) – A Liquidação e a Cobrança, têm
de ser reguladas por Lei (Material)

1.4 – Âmbito material. Intensidade normativa ou densificação. Princípio da legalidade


formal. Reserva do acto legislativo, primário, princípio da legalidade substancial. Art.º
103-2e3 e 165-1 i).

1.5 – Art.º 8 LGT

1.6 – Art.º 104 CRP

2.1 – Sub – Princípio da Tipicidade: Norma Tributária (Previsão e Estatuição. Proibição


Analogia

3.1 – Segurança - Normas de Conduta (Art.º 103-3 CRP), Lei Fiscal não pode ter natureza
retroactiva
Acessibilidade da norma
Previsibilidade da norma

4.1 – Proporcionalidade - Não se deve exigir mais do que o necessário

2 – Princípio da Igualdade Art.º 13 CRP - Universalidade e Generalidade

Quando nasce a obrigação do Imposto, ou seja quando estão reunidos os vários pressupostos
de incidência:

o Residente em Território Nacional


o Auferir rendimentos nesse ano
o Se os rendimentos são de certo montante

- Equidade Horizontal – Igualdade no mesmo plano


- Equidade Vertical – Desiguais, tratados de modo desigual e na proporcionalidade
o Todos devem ser tributados (juridicamente), de acordo com a capacidade
económica

- Benefícios Fiscais – Violam este princípio, mas certos princípios são mais importantes
do que a violação destes princípios.

3 – Outros Princípios Constitucionais, existentes em Portugal:

- Art.º 81-b) CRP - Princípio Estado Social – Melhoria das condições sociais dos
cidadãos
- Art.º 67-2 – Protecção da Família – Taxa conjugal
- Art.º 47 e 80 – Livre Escolha e Livre Exercício da Profissão Art.7 LGT
- Art.º 62 e 94-1 – Propriedade Privada
- Art.º 66-2 – Protecção ao Ambiente –Impostos verdes; Eco impostos Poluidor/Pagador.

2 – Lei Ordinária

3 – Dec. – Lei

4 – Decreto Legislativo Regional – Art.º 227 i) CRP

5 – Regulamentos

6 – Costume

7 – Jurisprudência (Fonte de conhecimento do direito)

8 – Resoluções Administrativas – Art.º 54-1; 68-4 b); 68-5: 45-2 LGT; Art.º 55 e 56 do Código
Procedimento Tributário; Art.º 58 LGT – Consulta Vinculativa.

Quando a resolução tem caracter genérico, a mesma é aplicada através de “Circular”, que
tem caracter vinculativo, para os funcionários desse Ministério.

9 – Doutrina

10 – Diplomas sobre Matéria Fiscal - LGT Art.º 2 e 59-5

11 – Códigos – IRS; IRC; IVA; SISA; I.SELO; BEM. FISCAIS .. 3 Modelos:

- Alemão – Portugal segue este modelo (LGT e Códigos)


- Francês – Código com todos os Impostos
- Inglês – Código com os impostos mais importantes

4 – Direito Internacional:

- Convenções – Direito Primário - Princípios da Recepção Automática


- Directivas Comunitárias – Direito Secundário - Transposição interna, através de Lei,
mas se não o for, obriga na mesma, mas só obriga quanto aos fins, os meios são por
conta dos Estados, Art.º 1-1 LGT

- Regulamentos comunitários – Aplicação interna imediata, através da publicação no


Jornal das Comunidades

- Recomendações – Não são de aplicação obrigatória, só de efeito psicológico sobre os


Estados

Interpretação e Integração da Lei Fiscal:

Interpretação:
- Lei – A não especialidade em geral – Art.º 11-1-2 e 3 LGT

- Convenções Fiscais – Art.º 31 e 33 C. Viena, a Lei que vai aplicar o Tratado, tem de ter
em conta o seu Direito Interno

- Direito Comunitário – Elemento Literal, objectivo e fins.


Integração:
- Proibição dos métodos integrativos, quanto aos elementos essenciais, os quais têm de
ser regulados por Lei

Evasão Fiscal:

- Noção – Distinção de outra figura

- Terminologia – Fraude, Evasão.

o Evasão – Em vez de se utilizar a norma correcta para o caso, utiliza-se uma


outra, norma de cobertura, com o objectivo de pagar menos imposto, embora
com os mesmos resultados finais

o Fraude – Engana-se a Lei, declara-se menos ou não se declara

- Causas –Carga fiscal elevada e complexidade da Lei

- Consequências – Perda de receita por parte do sujeito activo, situação de injustiça.

- Casos – Cartões de Crédito, Telefones, Viaturas, etc.

- Soluções – Princípio de que pagar impostos é benéfico para todos; embora não seja
possível a retroactividade e a analogia da Lei fiscal, é possível haver normas anti-
abusos; Art.º 57-B do CIRC, tributação dos lucros de soc. com sede no exterior.

- Natureza Jurídica – Negócio indirecto

APLICAÇÃO DA LEI FISCAL NO ESPAÇO E NO TEMPO

Aplicação no Espaço:

Principio da Territorialidade:
- Positiva – Num espaço, só se aplica a Lei desse espaço
- Negativa – Num espaço, não se aplica a Lei de outro espaço
- Pessoal – Por residência, Obrigação Ilimitada (totalidade) do Imposto
- Real – Localização dos Bens, obrigação limitada (acto) do Imposto
o Art.º 14 e 15 do CIRS
- Material e Formal
- Art.º 13 LGT

Dupla Tributação (DT):

Noção – A mesma realidade valorada juridicamente, ser tributado 2 ou mais vezes, ou seja, quando o mesmo
rendimento é tributado 2 vezes.

- DT Jurídica – Quando o sujeito passivo é o mesmo


- DT Económica – Ex. Quando a soc. e os sócios desta, são tributados pela distribuição
de lucros.
- DT Interna – No espaço interno
- DT Internacional – No espaço Internacional

Causas:

Desencorajamento ás saídas de capital.


O facto que provoca, é a diversidade de elementos de conexão, residência e bens em locais
diferentes; produção do rendimento, elemento económico/elemento financeiro separados.

Solução: Em Portugal não há dupla Tributação Internacional (Tributação pelos 2 Estados)

Eliminação:

Isenção Total – Tributar só os rendimentos auferidos nesse Estado


Isenção Progressiva – O 2º rendimento aparece, mas não é tributado

Imputação Total – Há dupla Tributação, mas deduz-se o imposto pago 2º Estado


Imputação Normal – Deduz-se o imposto pago no 2º Estado, até ao limite da taxa que está fixada no
1º Estado

Via: Lei do Estado de residência que elimine, ou por Convenção Internacional

Situações Subjectivas de Obrigação Fiscal:

2 Orientações:
1- Relação Jurídica Complexa: Decisão se há imposto e quem deve pagar, mas então qual
seria o Objecto na Relação? A Declaração ou o Imposto ?
2- Teoria Procedimentalista: Sequência de Actos, encadeados entre si, em que uns são
antecedentes de outros (consequentes), visando determinar, se há imposto e quanto.

Situação Jurídica – Art. 30-1, LGT (relação jurídica)

Activa – Direito – Potestas


Passiva – Obrigação – Sujeição

Obrigação do Imposto – Art.º 31-1, LGT

Natureza – Direito Público


Indisponível – O sujeito activo não pode renunciar ao direito
Ex Lege – Não tem natureza contratual

Sujeitos Art.º 15 LGT:

Activo – Art.º 18 LGT – Organização da Administração Fiscal do Estado

- Ministro das Finanças


- Sec. Estado Assuntos Fiscais
- Administração Geral Tributária
- Director Geral (DG) dos Impostos
- DG Alfândegas e dos Impostos especiais sobre o Consumo
- DG Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros

Passivo – Art.º 18-3/4 LGT – Pessoa que está obrigada a pagar o Imposto

- Contribuintes – Sujeito passivo


- Substitutos – Ent. Patronal, pelos descontos feitos aos empregados. a)
- Sucessores
- Art.º 16 e 17 LGT
- Pessoas Colectivas de Direito Público
- Denominados Entes de Facto – PC sem registo, sem PJ
- Pluralidade de sujeitos
- Art.º 21 LGT
- Incapacidades de Exercício – Interditos, Inabilitados e Menores

Notas: No caso de IVA, o sujeito passivo, é o vendedor do produto ou serviço sobre o qual incide o
imposto, pois é ele que tem a obrigação de pagar o imposto.

Quando 2 pessoas, são o sujeito passivo de imposto, a obrigação do pagamento é solidária, ou seja o
Estado pode exigir a qualquer deles a obrigação

a) - Substituto Tributário: Sujeito passivo, mas relativamente ao qual não se verifica o pressuposto da
Tributação. Art.º 20 LGT

Modalidades de Substituto:

- Total – O substituído só apresenta legitimidade para impugnar ou reclamar. Ex. IRS


sobre Juros bancários, Taxas Liberatórias Art. 74

- Parcial – Quando o substituído tem de apresentar a Declaração. Ex. todos os casos de


retenção na fonte, são casos de substituição.

Casos – Regime Jurídico:

- Substituído – Sujeito Activo – Art.º 28 LGT


- Substituto – Substituído – Direito de Regresso

Domicilio Fiscal – Art.º 19 LGT

Constituição da Obrigação do Imposto – Art.º 36-1/2/4 LGT:

- Teoria Constitivista – A obrigação só nasce com a Liquidação


- Teoria Declarativista – O Imposto nasce quando se verifica o pressuposto, a previsão da
norma tributária.

Deveres Auxiliares – Art.º 31 e 32 LGT


- Controle do Imposto
- Obrigações sobre terceiros.

Procedimento de Gestão Fiscal – Código do Procedimento e Processo Tributário

Saber se há lugar a Imposto e qual o montante – Art. 54,61,68 e 81 a 94 LGT

Principio do Contraditório – Art.º 55, 56 e 58 a 60 LGT

Fases:

Iniciativa/Preparatória – Art. 69 e 70 LGT – Declarações

Instrutória – Art. 71 a 76 LGT – Cruzamento de informação

Decisória – Art.º 77 LGT – Qual montante, Acto de Liquidação ou Tributário

Condicionantes, próprias do Acto Tributário:

- Juros Compensatórios – Art.º 35 LGT


- Caducidade
- Não há lugar a pagamento ou cobrança se esta for inferior a 5.000$
Juros Compensatórios:

- Em caso de atraso na entrega da Declaração, ou por retardamento na Liquidação,


imputável ao contribuinte.

- Entrega atrasada dos pagamentos por Conta (IRC) ou das retenções na Fonte (IRS)

- Pela entrega da diferença entre o valor reembolsado e o valor que o contribuinte deveria
receber, se aquele for maior.

Juros de Mora ou Moratórios:

- Pelo atraso no pagamento do Imposto devido

Juros Indemnizatórios – Art. 43 LGT

- Juros a favor do contribuinte por devolução de Imposto cobrado a mais

Revisão Reclamação e Impugnação do Acto Tributário – Art.º 78 a 80 LGT

- Revisão – Revisão acto a pedido do contribuinte, recurso hierárquico


- Reclamação – Procedimento junto da autoridade administrativa
- Impugnação – Processo junto de Tribunais Tributários, recurso judicial

Liquidação Adicional – Algo que se acrescenta á 1ª Liquidação

- Reforma de Liquidação – A anterior é reformada, substituída por outra, podendo até


acontecer haver restituição de imposto
- Auto Liquidação – Calculo do Imposto feito pelo próprio contribuinte

Cumprimento da Obrigação do Imposto – Pagamento do Imposto ou Prestação Tributária

Modalidades:

Pagamento Voluntário:

- Prazo para apresentação da declaração


- Prazo indicado na notificação

Pagamento Coercivo:

- Processo de Execução Fiscal


- Juros de Mora

Quem pode ir Pagar:

- Sujeito Passivo:
 Espontaneamente
 Ordenado/Pagamento Coercivo
- Terceiro – Art.º 41 LGT

Destinatário: Sujeito Activo – Lugar onde se pode ir Pagar:

- CTT
- Tesouraria da Fazenda Pública
- Instituição Bancária

Pagamento: Art.º 40 LGT

- Prazo
- Meios – Cheque Art.º 40-1 LGT
- Pagamento a Prestações
- Pagamento Anuidades (Imp. Sucessório)

Outros Modos de Extinção:

- Dação em cumprimento – Art.º 40-2 (Imp. Sucessório e Execução)

- Prescrição – Art.º 45 e 48, Extinção obrigação do Imposto, pelo decurso do Tempo,


passividade do credor, 8 anos caso tenha sido liquidado no prazo de 4 anos, que é o
prazo da Prescrição da Liquidação, Princípio de Segurança

- Compensação, através de crédito sobre o Sujeito Activo

- Confusão:
o Quando o herdeiro é o sujeito activo, recebe e paga
o Pagamento com sub-rogação (ver bibliografia)

Modificação da Obrigação de Imposto:

Assunção da Divida: No direito Tributário, também é possível, mas o primitivo devedor, fica na
situação de responsável subsidiário.

Pode haver também modificação objectiva, divida mais juros = Total da divida

- Art.º 29 º LGT
- Sub-rogação – Art.º 41
- Sucessão
- Assunção da divida

Não se cumpre a Obrigação:

- Art.º 44 LGT
- Juros de Mora
- Execução
- Crime

Garantia:

- Garantia Geral – Património do Devedor

- Garantia Especial – Reforço da garantia geral


o Garantia Pessoal – Fiança de outrem
o Garantia Real – Imóveis
o Privilégios creditórios – só por lei (733 CC)

- Art.º 50 a 53 LGT
- Responsabilidade Civil – No D. Fiscal não há fiança ?...
o Solidariedade Passiva e substituição – Art. 22 a 28 LGT

- O Responsável goza do beneficio da excussão


o Regime Jurídico –Regra Geral há o Ben. da excussão
o Privilégios hereditários – Art. 50-2 al. a) LGT
o Penhor – Art. 50-2 al. b)
o Hipoteca - "
o Direito de Retenção – Art. 50-2 al. c)
o Providências Cautelares – Art. 51 LGT

SISTEMAS FISCAIS – SISTEMA FISCAL PORTUGUÊS

Sistema Fiscal – Conjunto de Impostos

2 Categorias:

- Sistema Histórico- O que resulta da evolução histórica. Ex. Décima

- Sistema Teórico – Construção de certas exigências e certos princípios, de países


desenvolvidos, que se caracterizam: IR nos países desenvolvidos, e Tributação sobre a
despesa, nos em vias de desenvol.

Dependências dos sistemas Fiscais:

- Concorrência – Estabelecimento de certos regimes Fiscais, competitivos com a


concorrência.
- Mimetismo Fiscal – Facilidade de adaptação dos Estados, em se imitarem uns aos
outros.

Sistema Fiscal Português:

Antecedentes:
- 1922 – Tributação sobre o rendimento real – I. Transacção
- 1929 – Salazar, Tributação sobre o rendimento normal
- 58/65 – Reforma Fiscal, que regressa aos moldes de 1922:
 61 – Imposto de Consumo (retalho)
 65 – Imposto de Transacções (grossista)

- 1985 – IVA, que substitui o I.T.

Composição, Estrutura – Diferentes % que os diversos impostos apresentam

Características – Compósito, sistema histórico, Regressivo, predomina Imposto sobre a despesa

IRS – ( Vigora desde 01.1989)

Aspectos introdutórios – Rendimento disponível, global, anual

Categorias de Rendimentos:
- Subordinantes: Não se integram noutras, Ex. Cat. “C”
- Subordinadas: Podem-se integrar noutras, Ex. Cat. “E”

Teoria do Rendimento (residentes) versus Teoria da Fonte (não residentes)


Personalização e Progressividade (imposto globalmente Dual):

Regimes de Tributação, 2:
- Taxas Liberatórias – Art. 74 e 75 CIRS
- Personalização e Globalidade

Agregado Familiar – Tributação tendo como base o rendimento Familiar, Art.º 14

Características IRS:
- Rendimento: Disponível, Directo, Pessoal e Estadual
- Pessoas Singulares: Ad valorem, Taxas Progressivas, Heteroliquidavel, Cobrança Mista,
Ordinário, Principal e Global, Art.º

Pressupostos da Tributação:

Objectivo:
- Trabalho Dependente: Categoria “A” Art.º 2º CIRS

- Trabalho Independente: Categoria “B” Art.º 3º CIRS, Prof. Liberais

 Tabela Anexa ao CIRS


 Royalties: (originários e alienação dos direitos) a)
 Propriedade Intelectual, direitos Autor
 Propriedade Industrial, Patentes
 Know How, saber Fazer, Apagar Poços Petróleo
 Rendimentos de Prestação de Serviços

a) – Não originários: Cat. “E” p/ Concessão – Rend. Capital


a. “G” p/Alienação –Mais Valias

Material:

- Rendimentos do Trabalho: Dependente Cat. “A” e Independente Cat. B

- Rendimentos da Actividade Económica: Cat. “C” e “D”, problemas entre as categorias


“B” e “C” e “C” e “D”

- Rendimentos de Simples Aplicação de Capitais: Cat. “E”, dificuldades:

 Lucros distribuídos aos sócios, dividendos


 Juros
 Royalties de titulares não originários
 Outros, seguros de vida...

- Rendimentos de Bens Imóveis: Cat. “F”, engloba: a Renda de Estabelecimento, cuja


cessão de exploração foi feita, e a Renda mais os serviços prestados (limpeza,
segurança,), em Lojas de Centros Comerciais, Roullotes, Comboios, Barcos, desde que
mais de 1 ano no mesmo local.

- Mias – Valias: Cat. “G”, Justiça e protecção da actividade capitalista

- Pensões: Cat. “H”


- Outros Rendimentos: Cat. “I” , Jogos, Prémios, ...

Problemas com a Declaração:

Cat. A – Limites com excepção da S. Social

B – Deduções com Limites

C e D – Igual ao IRC

E – Não há deduções

H – Pensões, abrangendo também , quer as rendas temporárias, quer as rendas vitalícias, sendo 65%
capital e 35 % o rendimento

I – Jogo e Concursos, não há deduções

G – Mais Valias, Formulas de Calculo:

- Art.º 10-1 a) Imóveis – MV/mv = 0,5 [ VR – (VA X C + EV + DAQ)]

- Art.º 10-1 b) Acções – MV/mv = VR – (VA – DAL)

- Art.º 10-1 c) P. Intelectual – MV/mv = 0,5 [ VR – (VA – DAL)]

MV = Mais Valias
mv = Menos Valias
VR = Valor de Realização, Valor de venda
VA = Valor de Aquisição
C = Coeficiente de desvalorização monetária, só para imóveis com mais 24 meses
EV = Encargos com a valorização nos últimos 5 anos (Piscina, etc)
DAQ = Despesas com a aquisição
DAL = Despesas com a alienação

Deduções a Colecta:

Eliminação de Dupla Tributação Económica – Lucros e Dividendos de Sociedades


Eliminação de Dupla Tributação Jurídica – Dois Impostos relativos á mesma verba (Internacional),
Cat. B, C e D

Eliminação de Sucessivas Tributações – C. Autárquica e IRS, Prédios Arrendados


Art.º 80-B - Deduz-se ao IRS a C.

Procedimento da Gestão Fiscal (Liquidação)

- Fase da Iniciativa – Declaração, actuação oficiosa e resultado da actuação investigadora

- Fase Instrutória – Avaliação Indirecta

- Fase da Audição Prévia – Principio do Contraditório

- Fase Decisória – Liquidação

Extinção da Obrigação:

- Pagamento:
o Retenção na Fonte – Cat. A, B, E, F, H, I e C (nas comissões)

o Pagamentos por Conta – Quando o beneficiário do rendimento, deve entregar


ao Estado um pagamento adiantado Cat. B, C e D

o Pagamento Final

- Outras Formas de Extinção:

o Dação em Pagamento
o Compensação
o Prescrição
o Confusão

Deveres Auxiliares (Obrigações Acessórias)

- Declarativos – Declarações
- De Emissão – Recibos
- Escriturais – Livros de Receita/Despesa
- Colaboração
- Representação – Não residentes

Outros Aspectos do Regime Geral:

- Garantias do sujeito Activo


- Fiscalização
- Garantia dos Contribuintes – Reclamação e Impugnação

Imposto “Substitutivo” – Taxas Liberatórias – Art.º 74 CIRS

- 3 Formas de Calculo IRS:

 Regime Geral
 Regime do Art.º74
 Regime do Art.º 75 – 1 (Mais Valias – Acções)

I R C – IMPOSTO RENDIMENTO DAS PESSOAS COLECTIVAS

Sujeitos Passivos – Art.º 2 al. a), b) N.º 2 (inclui soc. sem P.J., e sem registo Comercial)

Transparência Fiscal – Art.º 5 CIRC cfr. Com Art.º 19 CIRS – Não havendo Dupla Tributação – Soc. de
Profissionais (Advogados)

Eliminação da Dupla Tributação Económica:

- Método do Art.º 45 – Isenção

- Art.º 59 – Lucro consolidado, só se tributa o lucro do grupo

- Crédito de Imposto – Só por impossibilidade de aplicação dos anteriores. Deduz-se uma


parte do Imposto (Igual ao IRS)
Características – Imposto Ad Valorem, ordinário, principal, real = Art.º 104-2 CRP, periódico = anual e
proporcional.

Avaliação Indirecta – Quando a sociedade não tem escrita organizada:

- Pressuposto, Incidência, Avaliação:


o Objectivo: Art.º 87 LGT

Diversos Tipos de Sujeitos Passivos e suas consequências:

Objectiva:
- Residentes:

o Act. Principal: Exercício de comércio, industria, agricultura, Lucro – Art.º 3-1


al. a) e N.º 4

o Act. Principal: Não exercício de actividade comercial, industrial ou agrícola


com base no rendimento Global Art. 3-1b

Lucro – Resultado Liquido Contabilístico

Multas, Coimas, e tudo o que for segurável, não é custo Fiscal, Art.º 23

Mais Valias reinvestidas, não são proveitos Fiscais, Art.º 44


Reporte de prejuízos, no Lucro dos 6 anos seguintes, Art.º 46

- Não Residentes:

o Com Estabelecimento Estável, ao qual seja imputado o rendimento, com base


no Lucro, Art.º 3-1 c).

o Não dispondo de Estabelecimento Estável, com base no rendimento, das


diversas categorias do IRS, Art.º 3-1 b), de acordo com as Taxas do Art.º 69

Estabelecimento Estável – Art.º 4 - N.º 5 e 8; Instalação Fixa, Representação Permanente.


Ex. Agência Bancária, Fábrica, Escritório, ou manter Pessoal ao seu serviço por período
mínimo de 120 dias.A Tributação é igual á das sociedades Comerciais

Aspecto Material:

Residente: Sede ou Direcção Efectiva – Art.º 2-3 e Art.º 4-2 ou 17 CIRS

Não Residente: Art.º2-3 e Art.º4-2 A contrário


Rendas produzidas em território Nacional Art.º4-2 e Art.º17 CIRS

Território: Art.º 4-9 – Território Fiscal, extravasa o território português, caso da plantaforma
continental, ZEE, águas sobrejacentes á plantaforma

Lucro: Teoria do Balanço, vs teoria da conta exploração, Art.º 3-2; 17-1

Rendimento Global – Art.º3-1 b) – Rendimento das diversas categorias IRS

Rendimento das diversas categorias do IRS – Art.º 15-1 b)


Base Temporal – Art.º 7-7

Base Económica ou Contabilística do exercício: Lucro – Art.º 17-1

O estabelecido no IRS – Rendimento Global e rendimento das diversas categorias

Aspecto Quantitativo ou Valorativo (pressuposto Objectivo)

Com Base no Lucro:

Rendimento Colectável Art.º 15-1 al. a) = RC = LT – (Pf + Bf)


(LT: Lucro Tributável; Pf: Prejuízos Fiscais, reporte dos Pf dos 6 anos anteriores, ou seja 6
anos para a frente; Bf: Benefícios Fiscais) Princípio da Solidariedade dos Exercícios

LT = LC + VPP – VPN + CF

LC = Lucro Contabilístico, Teoria do acréscimo patrimonial Art.º 17


VPP = Variações patrimoniais Positivas, Art.º 21 (Mais Valias) #
VPN = Variações patrimoniais Negativas, Art.º 24
CF = Correcções Fiscais, Art.º 41
# Caso haja reinvestimento, não são tributadas Art.º 44

LC = PG – CP – (A + P)

PG = Proveitos ou Ganhos, Art.º 20


CP = Custos ou Perdas, Art.º 23
A = Amortizações, Art.º 27 a 32 e Dec. Reg. 2/90 de 02.01
P = Provisões, Art.º 33 a 36-A

CF = Correcções Fiscais (Positivas)

Custos de certo Tipo, Art.º 41


Amortizações em certos casos, Art.º 27 – 32
Provisões em certos casos, Art.º 33 a 36-A

Despesas Confidenciais ou Não Documentadas (Tributação Autónoma),


Lei 192/90 de 09.06 Art.º 4; Lei 87/98 de 31.12
Lei 3B/2000 Art.º 42, modifica o Art.º 4 Despesas Confidenciais:
Despesas de Representação e encargos s/veículos, Taxa 6,4%

Majoração = Gross Up: Lucros Obtidos no Exterior

Resultado de Correcções de Lucro entre empresas associadas:

Preços de Transparência – Subfacturação e Sobrefacturação


35% correcção – Art.º 57-1 CIRC

Art.º 57-A Dispêndios não provados, prova de compra de mercadoria, afim de combater a
emissão de facturas

Art.º 57-B – Soc. Estrangeiras controladas, transferência do controle para soc. estrangeira,
mesmo que a soc. estrangeira não distribua lucros, presume-se a sua distribuição.
Art.º 57-C – Subcapitalização, soc. que recorre a capitais alheios em grande volume. Só é
dedutivel ao lucro tributável o juro, desde que os empréstimos não excedam determinadas
percentagens de capital.

Para diminuição do Lucro Tributável:

- Resultado do Apuramento Art.º 57


- Valor de realização de Mais Valias reinvestidas, Art.º 44
- Div. De soc. Controladas, Art.º 45
- Resultados distribuídos a Trabalhadores e suportes de órgãos sociais, Art.º 24 N.º 2 e 3
- Não se pode contabilizar Custos ou Proveitos, fora do seu âmbito, Principio da
Especialização.
- Reporte de Prejuízos de 6 anos anteriores, Principio da Solidariedade

Métodos que o legislador previu para evitar ou atenuar a Dupla Tributação:

Transparência Fiscal – Art.º 5 CIVA – ex. sociedades de profissionais, aqui não á dupla Tributação, pois é
apurado o lucro da sociedade, sendo este posteriormente imputado aos sócios da sociedade, na proporção
do capital detido, onde são tributados em sede de IRS.

Crédito de Imposto – Art.º 45 – Aplica-se, desde que o sujeito passivo detenha durante 2 anos
consecutivos, uma percentagem não inferior a 25% do capital social. Permite este método, uma dedução
correspondente a 95%, dos rendimentos que lhe sejam distribuídos e incluídos na base tributável. Ex:
para 1.000 c. de rendimentos:

A Correcção Fiscal deduz-se 95% de1.000 = 950c. (Correcção Fiscal Negativa)

LT = RLE + VPP – VPN – CF (950c.)

Lucro Consolidado – Art.º 59 – Balanço único, no qual se apura o Rendimento Colectável do conjunto do
Universo de empresas do grupo.

Crédito de Imposto – Art.º 58 e 72 – Método Subsidiário dos restantes, igual ao estipulado no Art.º 80-C
CIRS, ou seja:

Os lucros que lhes sejam distribuídos (LD), são englobados nos Proveitos.
O montante de crédito de imposto, referente a 60% do IRC correspondente a esses lucros, são
adicionados ao RLG (Rendimento liquido global), e depois deduzidos á Colecta, até á concorrência
da parte que proporcionalmente lhe corresponda. Ex:

LD – 0,66 X 0,34 X 60% = Crédito de Imposto (CI)

LT = RLE + VPP – VPN + CF (que engloba CI, sendo Correcção Fiscal Positiva))

MC X Taxa 34% = Imposto a Pagar, ao qual se deduz o CI

TIPOS DE IMPOSTOS SOBRE A DESPESA

IVA

IEC’S

Monofásicos – Incidem sobre uma fase do circuito económico, ex. Retalhistas, Grossistas
Plurifásicos – Que incidem em mais que uma fase do circuito económico:

Comulativos ou em Cascata – Que incidem sobre todas as fases, sem ser dedutivel

Valor Acrescentado – Método Subtractivo = Directo e Indirecto

Directo – Diferença entre a Compra e a Venda, em que o imposto incide só sobre o valor
acrescentado em cada fase, somando-se os valores. É aplicado em Portugal, desde que
observados certos requisitos, em Obras de Arte, Antiguidades, Colecções,...

Indirecto – O imposto incide sobre a totalidade do valor da transacção de cada fase,


deduzindo-se o valor do imposto da fase anterior, método aplicável em Portugal.

Código do IVA – CIVA - Transacções de Bens , Prestação de Serviços e outros

RITI – Regime de IVA de Transacções Intercomunitárias (não se aplica aos serviços)

Pressuposto: Onerosos e Gratuitos/Ofertas, ex. viagens de trabalhadores TAP pagam IVA

Transmissão de Bens, corpóreos, incorpóreos e Prestação de Serviços, Art.º 1,3, 4


Transmissão do bem ocorre sempre com o 1º pagamento

Aspecto Material – Em conexão com o pressuposto subjectivo:

Transmissão de Bem e Prestação de Serviço, realizada por sujeito passivo de IVA, agindo como tal,
Art.º 2 CIVA

Importação e Exportação, Art.º 1 só para a EU, Art.º 1, qualquer pessoa pode importar

Operação Intercomunitária – RITI só para transmissão de Bens

Aspecto Espacial – Art.º 6

Situação dos Bens – Território Nacional

Prestação de Serviços – É a residência do prestador, e não o local da prestação


Residência do Prestatório – Para certos casos

Aspecto Temporal – Art.º 7 CIVA

Facto gerador, Coincide com a compra, mas a factura pode ser passada 5 dias após

Sujeito Passivo – O indivíduo que está obrigado a liquidar e pagar o IVA ao Estado, o IVA que liquidou
menos o IVA que suportou.

Sujeito económico – Quem suporta o IVA

Isenções – Art.º 9 a 14 CIVA

Simples – Não liquidação de imposto na venda e prestação de serviços, e não permissão de dedução
do imposto suportado. Ex. serviços médicos

Completa – Não liquidação de imposto na venda e prestação de serviços, mas mantendo-se inalterado
o direito a dedução do imposto suportado. Ex. export. EU
Especial – Isenções para sujeitos cujo volume de negócios não ultrapassem certos montantes (2.000 e
2.500 c.), Pequenos Retalhistas, Objectos de: Arte, 2ª mão etc.

Taxas – Art.º 18 CIVA

Normal – 17% - Aplicável á generalidade das Importações, Transmissão de Bens e Prestação de


Serviços (ITPS), não incluídos nas listas I e II, anexas ao CIVA

Intermédia – 12% - Aplicável á generalidade das ITPS, constantes da lista II

Reduzida – 5% - Aplicável á generalidade das ITPS, constantes da lista I .

As Taxas para as Regiões Autónomas, são de 12%, 8% e 4%, respectivamente.


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Elaborado por: Tolentino Santos