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LÍNGUA PORTUGUESA

2.° ano Ensino Básico

Bambi 2

Ana Pinto

Maria Aurélia Carneiro

P

Aos nossos colegas O manual de Língua Portuguesa BAMBI 2 foi actualizado e enriquecido tendo

Aos nossos colegas

O manual de Língua Portuguesa BAMBI 2 foi

actualizado e enriquecido tendo em conta experiências e

resultados obtidos ao longo dos quatro anos anteriores.

A progressão da compreensão e expressão oral e escrita

atende aspectos culturais, lúdicos e estéticos em cada uma das nove unidades de trabalho que compõem este livro.

A planificação interligada ao Livro de Fichas completa,

com actividades diversificadas, a estrutura do Livro de

Leitura.

A aquisição de competências linguísticas, regulada por

uma avaliação contínua, desenvolve-se com segurança e com prazer.

A entrada de cada unidade é apresentada como uma

janela aberta para a beleza das cores, para o encanto da

poesia e para mensagens de valores e atitudes imprescindíveis para um desenvolvimento integral.

Esperamos ter transmitido todo o empenhamento, entusiasmo e ilusão depositados neste projecto, que oferecemos com carinho aos nossos colegas e aos nossos meninos.

ISBN 972-0-11207-7

As Autoras

Í ndice

/

Planifica ç ã o

A. E L R À E . G S 1 S . S O E
A.
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À
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G
S
1
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S
O
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Páginas
Páginas
R
Livro de
Livro de
• Ler os poemas que falam das cores que enfeitam a Escola quando os meninos regres-
sam de férias.
Leitura
Fichas
O
• Ler e interpretar os poemas de acordo com o questionário proposto.
• Escrever um poema sobre o que significa, para cada um, a cor amarela.
6
e 7
• Observar e dialogar sobre quadros relacionados com o tema, através de um questio-
nário orientado.
8
e 9
• Trabalhar no Livro de Fichas. Dialogar sobre o “relógio do tempo” e sobre os temas que se vão trabalhar ao longo
do ano. Pintar as figuras que indicam as unidades. Pintar no “relógio do tempo” o que é indicado.
4
e 5
• Observar e dialogar sobre as ilustrações de textos – prosa, poesia, prosa poética, teatro, lengalengas, cantilenas,
anedotas
– A surpresa; A festa; Bom dia!; O muro do pátio; Foi sem querer…; A varinha
de condão; Brincadeiras; Vizinhos; Isabel; A galinha vermelha; A despedida dos patos; Pequenas leituras.
• Ler, interpretar, adquirir vocabulário, identificar e recriar personagens e acções. Mimar e memorizar poesias,
fazer teatro
10
a 23
• Trabalhar no Livro de Fichas – interpretação escrita, aplicação de vocabulário, ortografia, composição, caligrafia,
ditados mudos, jogos de palavras
6
a 21
Avaliação Formativa 22 e 23 T U O . 2 O N Páginas Páginas É
Avaliação Formativa
22 e 23
T
U
O
.
2
O
N
Páginas
Páginas
É
O
Livro de
Livro de
• Ler os poemas que falam das cores que enfeitam a Escola durante o Outono.
Leitura
Fichas
• Ler e interpretar os poemas de acordo com o questionário proposto.
• Escrever um poema sobre o que significam, para cada um, as cores do Outono.
24 e 25
• Observar e dialogar sobre quadros relacionados com o tema, através de um questio-
nário orientado.
26 e 27
o tema, através de um questio- nário orientado. 26 e 27 • Observar e dialogar sobre
o tema, através de um questio- nário orientado. 26 e 27 • Observar e dialogar sobre

Observar e dialogar sobre as ilustrações de textos prosa, poesia, prosa poética, lengalengas, provérbios, anedotas

Joana-Ana; Na toca; Que medo!

Aula ao ar livre; Um susto; A Corujinha teimosa; Pequenas leituras.

;

O arco-íris; O sono da menina; Castanhas assadas; Tapete de folhas;

Ler, interpretar, adquirir vocabulário, identificar e recriar personagens e acções, relacionar as leituras com vivên-

cias escolares e extra-escolares, recontar histórias, dramatizar

Trabalhar no Livro de Fichas interpretação escrita, aplicação de vocabulário, ortografia, composição, caligrafia, cópia, ditados mudos, jogos de palavras, expressão plástica, banda desenhada.

28 a 39

24 a 37

Avaliação Formativa 38 e 39 L M A O O , T P M A
Avaliação Formativa
38 e 39
L
M
A
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O
,
T
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Páginas
Páginas
Livro de
Livro de
R
• Ler os poemas que falam das cores que enfeitam a Escola na época de Natal.
E
Leitura
Fichas
• Ler e interpretar os poemas de acordo com o questionário proposto.
.
• Escrever um poema sobre o que significam, para cada um, as cores do Natal.
40 e 41
• Observar e dialogar sobre quadros relacionados com o tema, através de um questio-
nário orientado.
42 e 43
o tema, através de um questio- nário orientado. 42 e 43 • Observar e dialogar sobre
o tema, através de um questio- nário orientado. 42 e 43 • Observar e dialogar sobre

Observar e dialogar sobre as ilustrações de textos prosa, poesia, prosa poética, teatro A bailarina; Dois cora- ções; Os sons; A menina e o vento; O trenó do Pai Natal; Conversas; Bolinhos de luz; Pinheirinhos de Natal; Noite feliz.

Ler, interpretar, adquirir vocabulário, identificar e recriar personagens e acções, relacionar as leituras com vivên-

cias escolares e extra-escolares, recriar textos (recontar histórias, dramatizar, mimar

).

44 a 55

Trabalhar no Livro de Fichas interpretação escrita, aplicação de vocabulário, ortografia, composição, caligrafia,

cópia, ditados mudos, jogos de palavras, expressão plástica, banda desenhada.

Avaliação Formativa
Avaliação Formativa

40 a 53

54 e 55

3

E V N R 4 I Páginas Páginas É O Livro de Livro de N
E
V
N
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4
I
Páginas
Páginas
É
O
Livro de
Livro de
N
• Ler os poemas que falam das cores que enfeitam a Escola durante o Inverno.
Leitura
Fichas
• Ler e interpretar os poemas de acordo com o questionário proposto.
• Escrever um poema sobre o que significam, para cada um, as cores do Inverno.
56
e 57
• Observar e dialogar sobre quadros relacionados com o tema, através de um questio-
nário orientado.
58
e 59

Observar e dialogar sobre as ilustrações de textos prosa, poesia, prosa poética A cidade; Escadas rolantes; O último andar; A neve; A geada; A capa azul; O guarda-chuva novo; Dez mochinhos; Mestre Corvo; O mea- lheiro; As gotas de chuva; Chape, chape

Ler, interpretar, adquirir vocabulário, identificar e recriar personagens e acções, relacionar as leituras com vivên- cias escolares e extra-escolares, recontar histórias, memorizar poesias, mimar e dramatizar. Trabalhar no Livro de Fichas interpretação escrita, aplicação de vocabulário, ortografia, composição, banda desenhada, palavras cruzadas.

Avaliação Formativa
Avaliação Formativa

60 a 71

56 a 69

70 e 71

A E S D NA E T R T , 5 M V I A
A
E
S
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NA
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Páginas
Páginas
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Livro de
Livro de
A
• Ler os poemas que falam das cores que enfeitam a Escola na época do Carnaval.
Leitura
Fichas
A
.
• Ler e interpretar os poemas de acordo com o questionário proposto.
A
• Escrever um poema sobre o que significam, para cada um, as cores do Carnaval.
72 e 73
• Observar e dialogar sobre quadros relacionados com o tema, através de um questio-
nário orientado.
74
e 75

Observar e dialogar sobre as ilustrações de textos prosa, poesia, prosa poética, teatro, notícias, recados/avisos A Girafa pescoço alto; O Elefante; Sou feiticeiro; A Galinha Verde; O palhaço; A máscara; Que avestruz gulosa!; Pobre Joãozinho Coelho!; Os meninos da escola; Pequenas leituras.

Ler, interpretar, adquirir vocabulário, identificar e recriar personagens e acções, relacionar as leituras com vivên- cias escolares e extra-escolares, recriar textos, memorizar poesias, mimar e fazer teatro. Trabalhar no Livro de Fichas interpretação escrita, aplicação de vocabulário, ortografia, composição, palavras cruzadas, ditados mudos, rimas, introdução ao dicionário, recolha de notícias e anúncios, recolha de informações sobre o tempo, elaboração de recados e de avisos, consulta do calendário, utilização de agendas

Avaliação Formativa
Avaliação Formativa

76 a 87

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86 e 87

M I R R A . 6 A P É E Páginas Páginas Livro de
M
I
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A
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Páginas
Páginas
Livro de
Livro de
• Ler os poemas que falam das cores que enfeitam a Escola na época da Primavera.
V
Leitura
Fichas
• Ler e interpretar os poemas de acordo com o questionário proposto.
• Escrever um poema sobre o que significam, para cada um, as cores da Primavera.
88
e 89
• Observar e dialogar sobre quadros relacionados com o tema, através de um questio-
nário orientado.
90
e 91
o tema, através de um questio- nário orientado. 90 e 91 • Observar e dialogar sobre
o tema, através de um questio- nário orientado. 90 e 91 • Observar e dialogar sobre

Observar e dialogar sobre as ilustrações de textos prosa, poesia, prosa poética, cantilenas, notícias, experiências

O desgosto da

Chegou a Primavera; No jardim; A cabrinha; A glicínia; O Sapo Jururu; Atchim!

;

Borboleta; O aniversário da abelha; Pintas e cores; Joaninha; Pequenas leituras.

Ler, interpretar, adquirir vocabulário, identificar e recriar personagens e acções, relacionar as leituras com vivên- cias escolares e extra-escolares, recriar textos (recontar histórias, dramatizar histórias, mimar Trabalhar no Livro de Fichas interpretação escrita, aplicação de vocabulário, legendar figuras, ilustrar legendas,

ortografia, ditados mudos, jogos de palavras, composição, rimas, cantilenas, experiências, banda desenhada.

92 a 103

88 a 101

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Páginas
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Livro de
Livro de
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• Ler os poemas que falam das cores que enfeitam a Escola na época da Páscoa.
Leitura
Fichas
• Ler e interpretar os poemas de acordo com o questionário proposto.
G
• Escrever um poema sobre o que significam, para cada um, as cores da Páscoa.
104
e 105
• Observar e dialogar sobre quadros relacionados com o tema, através de um questio-
nário orientado.
106
e 107

Observar e dialogar sobre as ilustrações de textos prosa, poesia, prosa poética Bom dia; A nuvem e o caracol; A lagarta; As borboletas; Raiozinho de Sol; Jogo de sombras; O nabo teimoso; Pedro.

Ler, interpretar, adquirir vocabulário, identificar e recriar personagens e acções, relacionar as leituras com vivên- cias escolares e extra-escolares, recriar textos.

Trabalhar no Livro de Fichas interpretação escrita, ditados mudos, ortografia, composição, introdução ao dicio- nário, jogos de palavras, descrição de figuras

Avaliação Formativa
Avaliação Formativa

108 a 115

104 a 113

114 e 115

TA T A E S U A N 8 M . Z E R F
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Páginas
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Livro de
Livro de
• Ler os poemas que falam das cores que enfeitam a Escola quando se aproxima o
Verão.
Leitura
Fichas
E
.
• Ler e interpretar os poemas de acordo com o questionário proposto.
• Escrever um poema sobre o que significam, para cada um, as cores da Natureza
nesta época.
116
e 117
• Observar e dialogar sobre quadros relacionados com o tema, através de um questio-
nário orientado.
118
e 119

Observar e dialogar sobre as ilustrações de textos prosa, poesia, prosa poética, teatro, receitas, ementas, etique- tas, rótulos, cartazes Centopeia; Malmequer; O Espanta-Pardais; Recompensa; Lengalenga da bicharada; Uma aposta; As rãzinhas; A borboleta estouvada; Pequenas leituras.

Ler, interpretar, adquirir vocabulário, identificar e recriar personagens e acções, relacionar as leituras com vivên- cias escolares e extra-escolares, recriar textos, fazer teatro, banda desenhada.

Trabalhar no Livro de Fichas interpretação escrita, introdução ao dicionário, ditados mudos, jogos de palavras, composição, construir rimas, completar as quadras de uma canção popular e cantar.

Avaliação Formativa
Avaliação Formativa

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116 a 129

130 e 131

R Ã E 9 V O . É Páginas Páginas Livro de Livro de .
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Páginas
Páginas
Livro de
Livro de
.
• Ler os poemas que falam das cores que enfeitam a Escola durante o Verão.
.
Leitura
Fichas
• Ler e interpretar os poemas de acordo com o vocabulário proposto.
• Escrever um poema sobre o que significam, para cada um, as cores do Verão.
132 e 133
• Observar e dialogar sobre quadros relacionados com o tema, através de um questio-
nário orientado.
134 e 135

Observar e dialogar sobre as ilustrações de textos prosa, poesia, prosa poética Boas maneiras; O cortiço; Pedro, o avô e o mar; A excursão; Era um belo dia de chuva; As férias de Bia; A escola dos bichinhos.

Ler e interpretar, adquirir vocabulário, identificar e recriar personagens e acções, relacionar as leituras com vivên- cias escolares e extra-escolares, recriar textos (recontar histórias, dramatizar histórias, mimar).

Trabalhar no Livro de Fichas interpretação escrita, ditados mudos, ortografia, expressão plástica, cópia, banda desenhada.

Avaliação Formativa
Avaliação Formativa

136 a 144

132 a 142

143 e 144

5

* Os meninos d ã o cores à escola como as flores ao canteirinho. *

* Os meninos dão cores à escola como as flores ao canteirinho. * Todas as cores são belas. Para começar, qual foi a cor escolhida pelo pincel? * Escreve um poema sobre o que significa, para ti, a cor amarela.

Para poder combinar A Escola com as cores Basta só imaginar Um canteirinho de flores!

Tem as cores do arco-íris.

E

qual será a mais bela?

O

pincel já resolveu

Começar pela amarela

1
1

Quem enviou a cor que caiu do céu? Que flor tem a cor do Sol? Por que razão se chama girassol? * Na escola, o professor parece o Sol. E quem parece o girassol? Porquê?

Esta cor caiu do céu Tem muita luz pra nos dar. Gira, gira, girassol Todo o ano sem parar!

A escola é um caminho Ladeado de flores. Tem cheiro a rosmaninho Os meninos são as cores Misturadas com carinho Na paleta de pintores!

S S E R O R E G
S
S
E
R
O
R
E
G

* Os meninos já sentem saudades da Escola. O que fazem quando se encontram de novo? Qual será o assunto das suas conversas?

de novo? • Qual ser á o assunto das suas conversas? Pondo aos ombros a sacola,

Pondo aos ombros a sacola, todos vão voltar à escola. O Pedro chegou primeiro e o Nuno, que é seu parceiro, corre para o abraçar:

8 há todo um Verão para contar!

O L C 1 A À S E
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C
1
A
À
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E

* A professora sorri. Porquê? Onde passaste as tuas férias? Que novidades tens para contar? Tinhas saudades da Escola? Tens alguns colegas novos? Como se chamam?

• Tens alguns colegas novos? • Como se chamam? É bom rever os amigos antigos! –

É bom rever os amigos antigos!

– Ó Rosa, tu queres saber?

Estou ansiosa por conhecer a nova professora segreda a

Carolina à outra menina, que lhe responde baixinho:

Ela será uma amiga, a todos dará carinho.

Verbo Infantil

9

r p e A s r u sa
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Os presentes de aniversário foram diferentes desta vez. Que surpresa teve a Joaninha!…

foram diferentes desta vez. Que surpresa teve a Joaninha!… Chamava-se Joana mas todos lhe chamavam Joaninha.

Chamava-se Joana mas todos lhe chamavam Joaninha. Tinha

longos cabelos negros e acabara de completar seis anos de idade.

) (

Quando a Joaninha fez seis anos, num dia muito bonito já

no final do Verão, teve uma grande surpresa. Em vez dos presentes que costumava ter no seu aniversário, havia recebido uma pasta, cadernos, lápis, canetas, borrachas E a mãe dissera-lhe:

Tenho uma filha tão crescida que até já vai para a escola!

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Alexandre Honrado, Joana e o Semáforo, Ed. Desabrochar

st e a 1 A f
st
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A
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O regresso à escola parecia uma festa. Porquê?

A f O regresso à escola parecia uma festa. Porqu ê ? Na manh ã do

Na manhã do primeiro dia de aulas, a Joaninha acordou mais cedo e teve uma surpresa: em cima de uma cadeira encontrou uma saia azul e uma camisola branca com florinhas e um cachecol cor da saia e uns sapatos azuis São para estrear no teu primeiro dia de aulas. Feliz Joaninha. Até lhe parecia que o primeiro dia de aulas era uma festa.

Alexandre Honrado, Joana e o Semáforo, Ed. Desabrochar

11

di B a o m !
di
B
a
o
m
!

Dizer «bom dia…» é como repartir a nossa alegria! Concordas?

Era uma vez um menino que pela mão da mãe

seguia na rua, a caminho da escola, para o primeiro dia de aulas.

Bom dia, disse ao sapateiro que lhe punha

solas nos sapatos que ele estragava de tanto correr para todo o lado.

Bom dia, disse ao padeiro que cheirava

também a pão quente do outro lado do balcão.

Bom dia, disse ao homem que vendia a fruta

num carrinho pequeno e misturava as cores como se fosse o dono do arco-íris.

dia, disse ao homem que vendia a fruta num carrinho pequeno e misturava as cores como
1
1
1 – Bom dia, disse a professora ao menino que entrava nessa manh ã para a

Bom dia, disse a professora ao menino que entrava nessa manhã para a sua Escola e também para o seu coração. Bom dia é o primeiro canto da manhã e uma maneira alegre de dizermos aos outros que todos somos amigos.

Maria Cecília Correia

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O gatinho cismava e olhava o muro altoO que haveria do outro lado?

e olhava o muro alto … O que haveria do outro lado? Deitado nas paredes quentes

Deitado nas paredes quentes do pátio, o gatinho cisma.

Um raio de sol brincalhão vem fazer-lhe cócegas no nariz.

zumbe uma grande mosca, convencida de que

é avião. O gatinho quer brincar com ela e dá um salto, mas a mosca já vai longe. Pára e boceja, aborrecido. O pátio é tão pequeno! E ainda por cima, com aquele muro Não gosta do muro. É alto de mais. Que haverá do outro lado?

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Verbo Infantil

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Que grande confusãoO rapaz, o cão e as batatas no chão!

A mãe foi fazer compras com a Joana. Compraram batatas, carne e ovos. Joana ajudou, trazendo o saco de batatas. De repente apareceu um menino a correr atrás de um cão. Joana nem teve tempo de sair da frente! As batatas espalharam-se pelo chão. Foi sem querer disse o menino. Eu apanho as batatas. A mãe riu e comentou:

Ainda bem que foram as batatas. Imagina se fossem os ovos!

Didáctica Dinâmica 15
Didáctica Dinâmica
15
d e d n A n ri a h ã o a o v c
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Será possível uma tesoura na mão fazer de varinha de condão?

A menina quer ser fada?

Não custa nada.

Com uma tesoura na mão

e

papel, já pode ter

a

varinha de condão

E

fará logo aparecer

Estão a vê-las?

As estrelas,

corações,

uma viola, uma bola, flores, flores um chapéu,

a Lua que está no céu

e balões de várias cores

Ester de Lemos

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As meninas sabiam brincar com as palavrasMas, na hora de dormir, a mãe

A Cristina e a Guilhermina eram pequeninas.

Antes de dormir, à noitinha, era uma brincadeira pegada.

– Ó Guilhermina, as minhocas são dorminhocas?

– Ó Cristina, os sapatos têm patos?

– Ó Guilhermina, os burros dão urros?

– Ó Cristina, o regato tem gato?

– Ó Guilhermina, as saias têm aias?

– Ó Cristina, as calças têm alças?

A certa altura, a mãe espreitava à porta, muito

zangada:

Meninas, caladas! Toca a dormir! Só então, adormeciam.

E adormecia também

na cadeira, a brincadeira.

B2LP-02

Maria Alberta Menéres, Ed. ASA

17

h o V n i zi s Os vizinhos são diferentes uns dos outros. Vais
h
o
V
n
i
zi
s
Os vizinhos são diferentes uns dos
outros. Vais conhecer alguns.
Uns conversam pela janela.
Outros não.
Uns são barulhentos.
Outros não.
Uns criam passarinhos.
Outros não.
Uns cultivam flores.
Outros não.
Uns brincam na calçada.
Outros não.
Uns fazem as suas roupas.
Outros não.
Uns são apressados.
Outros não.

E tu, que espécie de vizinho és?

18

Didáctica Dinâmica

e l b 1 I a s
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I
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Isabel sabia brincar sozinhaA Natureza oferecia-lhe muitas distracções

Isabel não tinha irmãos e por isso sabia brincar sozinha e conversar com as árvores, com as pedras e com as flores. Todos os dias ela percorria a quinta onde vivia. Quando começava o Outono, os dias ficavam mais curtos e mais doirados, as vinhas eram vindimadas e dos castanheiros caíam os primeiros ouriços. Então, Isabel apanhava castanhas, esmagando com o pé os ouriços verdes.

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Floresta, Figueirinhas

castanhas, esmagando com o p é os ouri ç os verdes. Sophia de Mello Breyner Andresen,

19

l v h i e e al A n g ha a r Ninguém sabia
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Ninguém sabia
da galinha
vermelha,
até que…
Lê e descobre
o que aconteceu.
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– Que barulho! Que se passa?
– Perdeu-se uma galinha vermelha
– Diz-me, meu amigo galo,
sabes onde está?
– Não,
não sei.
– E tu sabes, amigo cavalo?
– Não sei.
– Tu sabes, amiga
coelhinha?
– Não,
não sei.
– Que pena! Que aborrecido!
Onde está a galinha vermelha?
20
– Estou aqui. Vede os meus pintainhos. Nasceram hoje.
Popular
pa e d A d p a 1 d es d i t o s
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Sabes por que razão os patos, quando partem, vão em forma de V?

Marta e Xavier vão à janela para verem passar os patos, que vão para África. Até ao ano seguinte não se poderá voltar a vê-los. Marta explica a Xavier que os patos viajam em bandos, voam em grande número de aves juntas e, para irem mais depressa, vão em formato de V. Xavier está muito interessado: quer saber mais coisas. Não é de estranhar, porque os patos são muito simpáticos. E além de simpáticos são úteis. Por exemplo, antigamente, como não havia canetas, escrevia-se com penas de uma espécie de patos a que se chama gansos.

Paula Oliveira, Marta no Outono, Edições Majora
Paula Oliveira, Marta no Outono, Edições Majora

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Cantilenas

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Quem vai ao vento perde o assento. Quem vai ao ar perde o lugar. E quem está bem deixa-se estar.

vai ao ar perde o lugar. E quem est á bem deixa-se estar. Popular O zumbido
Popular O zumbido Da abelha Faz coceguinhas Na orelha. Bem-te-vi e outras poesias
Popular
O zumbido
Da abelha
Faz coceguinhas
Na orelha.
Bem-te-vi e outras poesias

O mar

É lindo e azulado

A gente entra doce

E sai salgado.

O mar É lindo e azulado A gente entra doce E sai salgado. Bem-te-vi e outras

Bem-te-vi e outras poesias

A gente entra doce E sai salgado. Bem-te-vi e outras poesias Lengalenga M á rio Mora

Lengalenga

Mário Mora foi a Mora

Com tenção de vir embora. Mas como em Mora demora, Diz um amigo do Mora:

Está cá o Mora?

Está, está, está cá o Mora.

Então, agora, o Mora mora em Mora?

Mora, mora.

Popular

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A
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S
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R A U 1 S T L EI Boas maneiras Passar a correr, De qualquer jeito,

Boas maneiras

Passar a correr, De qualquer jeito, Na frente dos outros, É um defeito.

Devo sorrir e perguntar:

Dá-me licença? Posso passar?

Didáctica Dinâmica

D á -me licen ç a? Posso passar? Did á ctica Din â mica Poesia Gafanhoto

Poesia

Gafanhoto saltarelo fez hoje uma descoberta:

um pequeno cogumelo serve de sombrinha aberta.

365 Histórias de Encantar, Verbo Infantil

aberta. 365 Hist ó rias de Encantar , Verbo Infantil Anedota – Ó Miguel, h á

Anedota

– Ó Miguel, há mais de uma hora

que te disse para desenhares uma locomotiva!

E já desenhei, Senhor Professor.

Mas

Pois não, partiu há bocadinho.

não a vejo.

Fernando Cardoso

23

• Que cores tem a Escola, no Outono? • Quem sabe misturar as cores, como
• Que cores tem a Escola, no Outono? • Quem sabe misturar as cores, como

Que cores tem a Escola, no Outono? Quem sabe misturar as cores, como faz a Natureza? * Escreve um poema sobre o que significam, para ti, as cores da Escola, no Outono.

A Escola no Outono Tem várias cores misturadas. Vermelho, verde e castanho E cores amareladas.

Saber misturar as cores Como faz a Natureza É trabalho de pintores E na Escola é riqueza!

2
2

O que acontece quando os meninos se ajudam no seu trabalho? * É bom saber trabalhar sozinho. Mas, quando trabalham em grupo, o que parecem os meninos?

Os meninos também são Diferentes no seu saber. Se todos derem a mão É mais alegre aprender!

Saber trabalhar sozinho É como ser de uma cor Mas se trabalhar em grupo Ficará de várias cores Vai parecer um raminho De saberes e de valores

O N O . É . U O . T
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* Chegou uma nova estação. A Natureza modifica-se lentamente. Como ficam as árvores no Outono? O que acontece às suas folhas? E o tempo também se modifica? O que fazem alguns animais, quando o tempo começa a arrefecer?

fazem alguns animais, quando o tempo come ç a a arrefecer? – Sou uma á rvore

Sou uma árvore grande de um jardim. Tenho visto muitas

vezes as minhas folhas nascerem e depois caírem amarelecidas

e voltarem a nascer novas folhas

Sou uma árvore de jardim e gosto de aqui estar.

Gosto muito das tardes de Outono, quando o Sol, ao

esconder-se, avermelha as nuvens e torna ainda mais douradas

e cor de cobre as minhas folhas, que começam a cair, lentamente, em movimentos suaves e tristes.

26

Margarida Ofélia, A Árvore do Jardim

2
2

* As uvas colhem-se no Outono. Que outros frutos há nesta época do ano? Em que dia começou o Outono? Quando vai terminar? Gostas desta estação do ano? Porquê?

Tantas folhas, tantas! De tanto feitio! De tanto tamanho! Umas amarelas Outras encarnadas Ou em
Tantas folhas, tantas!
De tanto feitio!
De tanto tamanho!
Umas amarelas
Outras encarnadas
Ou em tom castanho!
Umas têm recortes
Há outras que não
Com cola e pincel
Colo-as num papel
Façam como eu,
E vocês verão
Que bonita fica
Esta colecção!
Verbo Infantil

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A - o J a a n n a
A
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Buga foi o nome que a Joana deu à trepadeira. Tu que nome lhe darias?

Joana-Ana vivia numa casa caiada de branco, com uma linda trepadeira azul-roxa à porta, fazendo alpendre. Joana-Ana chamava à trepadeira Buga.

Dera-lhe aquele nome. Passava por ela e dizia baixinho:

Bom dia, Buga!

Boa tarde, Buga!

Boa noite

Buga

À noite, Buga fechava as pétalas das suas flores. Como se dissesse: Boa noite! De madrugada, abria-se e ficava toda roxa-azul igual à luz da manhã.

Matilde Rosa Araújo, Joana-Ana

noite! De madrugada, abria-se e ficava toda roxa-azul igual à luz da manh ã . Matilde

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oc N t 2 a a
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2
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Na toca do velho ouriço a caminha está sempre pronta. Para quem será?

Na toca do velho ouriço que é um ouriço-cacheiro, está uma caminha feita para quem chegar primeiro.

Isso é coisa já sabida:

primeiro vou eu chegar! E nessa caminha feita depressa me vou deitar.

Se algum dia o velho ouriço trouxer o filho e o neto, caberemos aqui todos debaixo do mesmo tecto!

Maria Alberta Menéres, No Coração do Trevo, Ed. Verbo
Maria Alberta Menéres, No Coração do Trevo, Ed. Verbo

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e d Qu . e . m o . !
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Que susto! O Manuel não percebeu que o barulho era inofensivo

O Manuel n ã o percebeu que o barulho era inofensivo … Chegou a casa e

Chegou a casa e não conseguia falar.

Que aconteceu, rapaz? perguntou o pai.

Ai que ele está mais branco que a cal!

Ali

Fala devagarinho!

Devagar, muito devagarinho, o Manuel contou tudo.

Anda comigo, rapaz! Vamos tirar as dúvidas! disse o pai.

admirou-se a mãe.

ali

ali

gaguejou o Manuel.

Puseram uma pilha nova na lanterna e meteram-se a caminho. Quando chegaram à curva, o pai do Manuel apontou o foco de luz da lanterna para o local donde vinha o barulho. E o Manuel riu-se. Era um simples saco de plástico que, levado pelo vento, estava preso nas trepas de um carvalho. Foi remédio eficaz. A partir dessa noite o Manuel nunca mais teve medo à noite.

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António Mota, Abada de Histórias, Editora Desabrochar

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Os olhinhos dos meninos olham as cores do arco-íris. O sol e a chuva olham os olhinhos dos meninos

í ris. O sol e a chuva olham os olhinhos dos meninos … De regresso da

De regresso da escola, os meninos que vivem no povoado param a meio do caminho, olhinhos extasiados.

Olha! Olha o arco-íris! Que lindo! Que lindo!

Quem o pintará no céu? pergunta um deles.

Talvez um pássaro responde um companheiro.

Talvez um anjo arrisca outro.

Talvez a Natureza

murmura um terceiro.

O sol e a chuva sossegam as suas estouvadas brincadeiras e ficam, enlevados, a ver os olhos das crianças. Tão lindos como o arco-íris!

Soledade Martinho Costa, Publicações Europa-América, Colecção Quatro Estações

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n i a n o n s o O a d m e
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Quem não deixava dormir a menina que tinha sono?

Pardalito do telhado Quem te mandou cantar? Não vês que a menina tem sono? Tem sono e quer nanar. Estrelinha do céu longo que estás tu a espreitar? Não vês que a menina tem sono? Tem sono e quer nanar. Lua cheia fecha os olhos apaga o teu luar. Não vês que a menina tem sono? Tem sono e quer nanar. Ó Vento, está caladinho. Quem te manda assobiar? Não vês que a menina tem sono? Tem sono e quer nanar.

José Vaz, O Nó da Corda Amarela, Porto Editora

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Afinal é simples assar castanhas. Sabes qual é o segredo?

é simples assar castanhas. Sabes qual é o segredo? No caminho para casa, depois de fazerem

No caminho para casa, depois de fazerem as compras com a

avó, a Marta e o Xavier sentem um cheirinho maravilhoso. São castanhas assadas! Que boas que são!

A

avó, que é muito sua amiga, comprou-lhes um cartucho.

O

Xavier fica curioso e quer saber como é que elas são

assadas. Toma atenção e vê que o castanheiro, o Sr. Mário, dá um corte em cada castanha. Porque será?

O Sr. Mário explica-lhe que, se não desse esse pequeno corte,

as castanhas saltariam do assador e não ficariam assadas.

B2LP-03

Paula Oliveira, Marta no Outono, Edições Majora

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a s e pe t h f e d a l T o
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Hoje sou rei e sabem porquê? Era uma vez um menino que foi rei, mas
Hoje sou rei
e sabem porquê?
Era uma vez
um menino
que foi rei,
mas por pouco
tempo…
Quem lhe
tirou o trono?
Vinha da escola
e encontrei
um tapete gigante
para eu caminhar
um tapete de folhas
para eu pisar
e que estava ali
para me aclamar.
Amanhã o vento
levará as folhas
para novas paragens
e eu deixarei de ser rei
com cortesãos e pajens.
Foi um curto reinado.
Amanhã serei um rei destronado.
34
e a r a r l 2 u A o a v li
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A Natureza é maravilhosa. É preciso estudá-la!

li A Natureza é maravilhosa. É preciso estud á -la! Hoje a aula é ao ar

Hoje a aula é ao ar livre. Todos estão bem agasalhados porque está cada vez mais frio. Levam camisolas, gorros e luvas. A professora leva-os ao bosque para estudarem a Natureza:

os cogumelos, que crescem ao pé das árvores, os animais e as plantas. Marta e a sua amiga Ana aproximaram-se dos cogumelos para os ver de perto e fixar bem os detalhes. Isto é muito importante para distinguir bem os pormenores e diferenciar os venenosos dos comestíveis.

Paula Oliveira, Marta no Outono, Edições Majora

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u s U s t m o
u
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u s U s t m o Acontece cada uma! As letras sa í am sem

Acontece cada uma! As letras saíam sem ordemAs palavras não se liamA máquina apanhou um susto!

A máquina de escrever apanhou um susto, quando a Mariazinha

36

resolveu usá-la. E havia razões para sustos. Calculem que as palavras não saíam com as letras certas e na ordem devida. Devo ter adoecido, pensou a máquina.

Quando a menina quis escrever o nome dela, foi uma

) (

complicação. As letras atrapalharam-se e apareceram todas fora do lugar: MRAIHAAIZN. Só então é que a máquina de escrever se recompôs do susto e, então, até sorriu.

Não era ela que estava a adoecer sabia escrever

Era a menina que ainda não

Inácia Fiorillo

o u a m s A r h 2 j o t C in a
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A Corujinha era pequenina e já era teimosa. A Fada veio ajudá-la

pequenina e j á era teimosa. A Fada veio ajud á -la … A Corujinha é

A

Corujinha é teimosa. Em vez

de fechar os olhos, abre-os.

A

mãe coruja ralha-lhe:

Durma, bebé.

Já é de dia.

A

Corujinha fecha

um olho só, e com o

outro tenta espreitar para lá da cortina de folhagem.

Mas por que é que nós

não podemos voar de dia? choraminga ela. Eu cá queria voar de dia!

Ai queria? Então olhe

lá para fora.

Assim que a Corujinha espreita, fica logo encandeada. Mas é

tão teimosa que continua a insistir: Eu queria voar de dia

queria voar de dia, eu queria

Eu

A Fada tem pena dela. Vai buscar a caixa mais leve do

armário, uma caixa cilíndrica que ao abrir-se deixa sair nevoeiro. As duas corujas já podem voar de dia. Dirigem-se para o

jardim, onde a névoa é tão fria como sombra.

Violeta Figueiredo, A Casa da Floresta, Ed. Desabrochar

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N A P E E S U Q Lengalenga Bichinha gata que comeste tu? Sopinhas de
N A P E E S U Q Lengalenga Bichinha gata que comeste tu? Sopinhas de

Lengalenga

Bichinha gata que comeste tu? Sopinhas de mel. Guardaste-me delas? Guardei, guardei. Onde as puseste? Atrás da arca. Com que as tapaste? Com o rabo da gata. Sape gato lambareiro tira a mão do açucareiro.

Alice Vieira (popular)

Provérbios

m ã o do a ç ucareiro. Alice Vieira (popular) Provérbios Desmanchar e fazer, tudo é
m ã o do a ç ucareiro. Alice Vieira (popular) Provérbios Desmanchar e fazer, tudo é

Desmanchar e fazer, tudo é aprender.

Quem muito dorme pouco aprende.

38

e fazer, tudo é aprender. Quem muito dorme pouco aprende. 38 Amigo do meu amigo Meu

Amigo do meu amigo Meu amigo é.

Fernando Cardoso

A R S L U 2 E T I
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Anedotas

O professor:

Onde é que vivem os esquimós, Beatriz?

professor: – Onde é que vivem os esquim ó s, Beatriz? A aluna: – N ã

A aluna:

Não sei. A minha mãe nunca

me deixa visitar ninguém aqui da

vizinhança

ã e nunca me deixa visitar ningu é m aqui da vizinhan ç a – Depois

Depois de lavar a cara, olho

sempre o espelho a ver se está

limpa. Porque não fazes o mesmo?

Eu não preciso. Para mim

basta-me olhar para a toalha.

Fernando Cardoso

Para mim basta-me olhar para a toalha. Fernando Cardoso Poesia Apanhei um cogumelo com um chap

Poesia

Apanhei um cogumelo com um chapéu às pintinhas. Tinha um anel amarelo e as pintas vermelhinhas.

39

* No Natal tudo é amor, paz e sonho. • Que cor darias à Escola

* No Natal tudo é amor, paz e sonho. Que cor darias à Escola nesta época do ano? Porquê?

O Natal é amor É paz, é tempo sonhado. Mas qual será a cor Deste tempo tão amado?

Nem todos os arco-íris Separados ou juntinhos Dizem a cor do amor De corações pequeninos!

3
3

Afinal, qual é a cor da Escola no Natal? Como surgiu essa cor? * Escreve um poema sobre o que significa, para ti, a cor azul.

Na Escola, a amizade Todo o dia é praticada. No trabalho e no brincar Com que cor será pintada?

Então olham para o céu Com olhos de perguntar. Que cor terá o amor Para o poder desenhar?

Pensamos no Deus Menino No Presépio de Belém. Como Ele é rapazinho O azul vai ficar bem!

41

A T A L N ,
A
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* Vai chegar o Natal. Em que dia se festeja? Qual a razão por que se festeja o Natal? * A festa de Natal não é igual em todas as regiões. Como se festeja o Natal na tua terra?

as regi õ es. • Como se festeja o Natal na tua terra? Senhora Lua! Ó

Senhora Lua! Ó senhora Lua!

A Lua responde prontamente ao seu chamado:

O que foi, Estrelinha, alguma novidade? pergunta ela.

() Gostava que me dissesse o que vem a ser aquela fita

serpenteada e luzente que não me lembro de ter visto antes!

() Então, Estrelinha, já esqueceste?! Estamos no Outono!

O que vês lá em baixo, luzente, a copiar a tua luz, é simplesmente o rio, que começa a encher, porque a Chuva chegou!

42

Soledade Martinho Costa, Publicações Europa-América, Colecção Quatro Estações

M . O . D T P 3 A . E E M OR
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O
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E
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OR

* Na época de Natal, as pessoas trocam presentes com amizade. Gostas de receber presentes? E de oferecer? O que podemos fazer para que a alegria do Natal exista todo o ano?

podemos fazer para que a alegria do Natal exista todo o ano? L á fora a

Lá fora a chuva cai, o frio corta! Mas, para cá da porta, há luz e há calor. É Natal. É Natal. Vai nascer o Redentor! Ah, se o tempo parasse nesse dia de esperança e de alegria! Mas o relógio da Carolina continua a marcar cada estação e ensina:

Outono, Inverno, Primavera, Verão

Verbo Infantil

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ar A l i i b a na
ar
A
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b
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na

Como é bom ser bailarina, menina e pequenina! Ora lê!

Esta menina tão pequenina quer ser bailarina.

Não conhece nem dó nem ré mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá mas inclina o corpo para cá e para lá.

Roda, roda, roda com os bracinhos no ar

e não fica tonta e não sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu

e diz que caiu do céu.

Esta menina tão pequenina quer ser bailarina.

Mas, depois, esquece todas as danças

e também quer dormir como as crianças.

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Cecília Meireles

a r s i o s o ç 3 D c e õ
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D
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Quantos eram os corações? E a quem pertenciam?

A menina ia e vinha, da terra para o céu, do céu

para a terra, ora os olhos nas nuvens, ora os pés pela relva

Mãe!

Emília

Hoje andei pelo espaço!

Pelo espaço

No baloiço, mãe! Ora subia, ora descia

?

Quando pus os pés na terra, e vim para casa, o baloiço ainda ficou a baloiçar

Talvez já tenha parado, filha

Mas eu é que não, mãe! Continuo do chão para o ar, upa!, e do ar para o chão

Mas tu estás sentada!

Então

Então?

– é o coração do baloiço no meu coração!

Então

Pedro Alvim

45

on O s s s
on
O
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Os sons dizem-nos coisasO que nos dizem nas suas conversas?

Tlim-tlão, tlim-tlão, faz o sino Na sua fresca canção. Como o riso de menino Se tem sol no coração.

can çã o. Como o riso de menino Se tem sol no cora çã o. Tic-tac

Tic-tac, tic-tac, Diz o relógio a cantar. Tic-tac, dança o tempo, Velho compasso a marchar.

Ping-ping, faz a chuva Nas flores, nas folhas, na terra. E faz gordinhas as uvas 46 Mais as nascentes das serras.

Ping-ping , faz a chuva Nas flores, nas folhas, na terra. E faz gordinhas as uvas
3
3
3 Chap-chap , chapinhando, Cantam passos no caminho. Piu-piu , piu-piu , faz, chamando Pela m
3 Chap-chap , chapinhando, Cantam passos no caminho. Piu-piu , piu-piu , faz, chamando Pela m
3 Chap-chap , chapinhando, Cantam passos no caminho. Piu-piu , piu-piu , faz, chamando Pela m
3 Chap-chap , chapinhando, Cantam passos no caminho. Piu-piu , piu-piu , faz, chamando Pela m

Chap-chap, chapinhando, Cantam passos no caminho. Piu-piu, piu-piu, faz, chamando Pela mãe, o passarinho.

Clip-clap, a voz da fonte

A cantar como quem chama.

Fresquinha do ar do monte,

A rir no sol e na lama.

Zum, zum, zum, o avião

A cruzar o firmamento.

Uh, uh, uh, uh, a canção Que canta a passar o vento.

Tic-tac, ping-ping, Zum, zum, zum, zum, cada dia. A vida a girar constante Suas rodas de alegria!

Maria Alzira Machado

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O vento entra e sai. Traz e leva notíciasNunca pára.

Senhor vento bate à porta

Senhor vento pode entrar!

O Senhor vem de tão longe

há-de trazer que contar.

O Senhor viu outras terras?

Viu palmeiras? Viu o mar? Quantas torres de castelo viu antes de cá chegar?

O Senhor vento é cigano?

Ou não tem onde morar? Olhe a minha chaminé Se quiser, pode ficar.

O Senhor tem olhos verdes?

Ou tem-nos cor do luar? Sempre por fora de casa Sua mãe vai-lhe ralhar!

Magias Quotidianas, Verbo Infantil
Magias Quotidianas, Verbo Infantil

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Já ouviste falar nas renas do trenó do Pai Natal? Elas já estão perto

do tren ó do Pai Natal? Elas j á est ã o perto … E chega

E chega o grande dia. As enormes caixas onde foram arrumados os brinquedos são trazidas para a pista de descolagem.

O Pai Natal não pode partir atrasado e, além disso, as renas já

começam a ficar impacientes.

O

grande trenó já está carregado.

O

Pai Natal verifica, uma vez mais, a longa lista e instala-se

aos comandos. Tem a certeza de que as crianças ficarão felizes

com os maravilhosos brinquedos electrónicos que vão receber.

B2LP-04

A Cidade do Pai Natal, Edições ASA

49

rs C e o v a n s
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Também podes ser artista de teatro. Podes ser vaquinha, burrinho, camelo, ovelhinhaQue divertido!

vaquinha, burrinho, camelo, ovelhinha … Que divertido! 50 Vaquinha – Nasceu aqui no nosso est á

50

burrinho, camelo, ovelhinha … Que divertido! 50 Vaquinha – Nasceu aqui no nosso est á bulo

Vaquinha

Nasceu aqui no nosso estábulo um

menino que está a dormir, e se ele acorda é capaz de começar a chorar.

(

)

Burro

Vamos para junto dele. Talvez precise de nós.

(algum tempo depois)

Eu não dizia?! O pequenino parece

que está cheio de frio. Ó comadre, dê-lhe um bocadinho do seu bafo quente, que mal não lhe há-de fazer. Que eu vou fazer o mesmo.

Camelo

Valeu a pena vir de tão longe para ver esta criança!

Vaquinha

Vieste de muito longe?

3
3

Camelo

Do Oriente longínquo. Dias e noites

sem parar, sempre a seguir uma estrela misteriosa. Mas o meu amo Baltasar é que entende dessas coisas.

Outro camelo

amo Baltasar é que entende dessas coisas. Outro camelo – Posso entrar? Eu tamb é m

Posso entrar? Eu também venho do Oriente. O meu amo chama-se Melchior e diz que este menino é Deus.

Vaquinha

Cá para mim é apenas uma criança cheia de frio.

O terceiro camelo (entrando)

O meu amo, que se chama Gaspar, diz que esta criança, que

hoje aqui nasceu, é uma criança muito especial. E ele é um grande sábio!

Uma ovelhinha (que está deitada aos pés do menino)

Uma ovelhinha (que est á deitada aos p é s do menino) – Deixem-se mas é

Deixem-se mas é de larilolelas, e tratem

de rodear a criancinha para ela não sentir frio! E quem quiser conversar, vai lá para fora,

que isto aqui não é lugar de falatórios! Ora não querem lá ver?!

Maria Alberta Menéres, Ed. Desabrochar

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São de luz, são docinhos, são fáceis de fazer. É só começar e fica tudo a brilhar

de fazer. É s ó come ç ar e fica tudo a brilhar … Vermelhinha ia

Vermelhinha ia fazer nove milhões de anos, o que, para uma estrela, é bem pouco. Clara Luz, que adorava festas, estava felicíssima por ajudar a mãe. Justamente na véspera do aniversário, a Fada-Mãe teve de sair para desencantar uma princesa. Não faz mal disse ela. Está tudo quase pronto. Podes ir fazendo a massa dos bolinhos de luz, enquanto eu saio.

52 Acho que já sabes fazê-los sozinha.

3
3

Sei fazer muito bem.

– Óptimo. Amanhã de manhã faço o bolo de aniversário. É só o que falta.

E a Fada-Mãe, abrindo as asas cor de prata, saiu a voar pela

janela. Clara Luz correu para a cozinha e abriu o livro de receitas na página dos bolinhos:

Bolinhos de luz 250 gramas Maneira de fazer: de raios de sol. 250 gramas Mistura-se
Bolinhos de luz
250 gramas
Maneira de fazer:
de raios de sol.
250 gramas
Mistura-se bem os
raios de sol e de luar,
de raios de luar.
Uma colher de chá
de fermento
de relâmpago.
até saírem faíscas.
Junta-se então
o fermento de
relâmpago.

Que fácil! pensou Clara Luz. Não sei como certas pessoas podem achar difícil fazer bolos!

E foi tirando os raios de sol e de luar das latas onde estavam

guardados, nas prateleiras. Despejou tudo num tacho e mexeu, como a receita mandava. A cozinha inteira começou a brilhar!

Fernanda Lopes de Almeida, A Fada Que Tinha Ideias

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Eram doze pinheirinhos que nasceram no pinhal

Doze pinheirinhos muito perfilados.

nasceram no pinhal … Doze pinheirinhos muito perfilados. Doze pinheirinhos verdes cor de esperança baloiçando os
Doze pinheirinhos verdes cor de esperança baloiçando os ramos com a aragem mansa. Doze pinheirinhos
Doze pinheirinhos
verdes cor de esperança
baloiçando os ramos
com a aragem mansa.
Doze pinheirinhos
sobre a neve pura.
Verde sobre branco,
que linda pintura!
Doze pinheirinhos
vindos do pinhal
são todos agora
árvores de Natal.
365 Dias de Encantar, Editorial Verbo

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f
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Naquela noite, as crianças esperam a resposta do Pai Natal às cartinhas que escreveram. E ele não se esquece de responder.

que escreveram. E ele n ã o se esquece de responder. Na Terra, caiu a noite.

Na Terra, caiu a noite. As crianças colocaram os sapatos na chaminé e foram deitar-se, um pouco inquietas.

E se o Pai Natal não recebeu a minha carta?

Mas elas sabem que nunca foram esquecidas.

Meninos, de pé! Venham depressa. O Pai Natal já passou. Saltando das camas, correm todos para a chaminé.

Oh! Fantástico! A minha boneca que anda!

E eu, olha, tenho um jogo electrónico! É o máximo!

As crianças estão felizes. Tão felizes que as suas exclamações de alegria chegam aos ouvidos de toda a gente.

A Cidade do Pai Natal, Ed. ASA

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* É Inverno. • Como costuma estar o tempo? * A cor da Escola nesta

* É Inverno. Como costuma estar o tempo? * A cor da Escola nesta época é o branco. O que lhe dá essa cor? * Escreve um poema sobre o que significa, para ti, a cor branca.

Há neve, há chuva e há vento. Só a neve é branquinha Cai do céu até à terra Sem barulho, caladinha.

No jogo do faz-de-conta A chuva sempre a cair Se pudesse ir à Escola Era só pra distrair!

4
4

* Na Escola é preciso tranquilidade para trabalhar. A chuva e o vento não podem aprender. Porquê? A neve pode estudar. Porquê?

O vento, esse, coitado Não podia aprender. É preciso haver silêncio Para ler e escrever

A

chuva a cair

O

vento a ventar

Não podem ter cor

Não são para pintar.

A neve é branquinha

Pode estudar Não é barulhenta Pode aqui ficar!

O . N . I . N É R E V
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* Já estamos noutra estação do ano. Como ficam as árvores nesta época? Todas as árvores perdem as suas folhas?

A árvore no Inverno

Certa vez perdi um ramo; um ramo grande e pesado. Foi num dia de vento violento, de muita chuva e trovoada. Um golpe de vento quebrou-o e ele caiu, num só ruído de folhas raspando. Não percebi bem se o que tombava das minhas folhas eram só gotas de chuva ou se lágrimas também. Sei que todo o meu tronco se contraiu, se apertou de desgosto.

58

Margarida Ofélia, A Árvore do Jardim

4
4

* No Inverno há chuva, frio, neve

quando isso acontece? Como é que as pessoas se defendem do frio? E os animais? Em que dia começou o Inverno? Quando vai terminar?

Na tua terra costuma cair neve? O que fazes

Trovoada

Fez-se o céu cinzento levantou-se vento

e as folhas secas

voaram pelo chão. Dois riscos de luz saltaram das nuvens

e dali a nada

estalou um trovão.

Mas a trovoada

passou num instante

e o sol apareceu

risonho e brilhante.

365 Histórias de Encantar, Verbo

a A d d i c e Pedro e Paula encontram-se na rua. Que anima
a A d d i c e
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A
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Pedro e Paula encontram-se na rua. Que animação! Repara, que lindas casas! E todas

diferentes

as lojas, os automóveis e até as pessoas, constantemente apressadas. No meio da cidade há um jardim público,

Tudo é sempre diferente na cidade:

É grande a animação e o movimento nas cidades. E não faltam divertimentos!

onde as crianças gostam de brincar. Verbo Infantil s o r l e cad s
onde as crianças gostam de brincar.
Verbo Infantil
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Ando nas escadas rolantes quando vou ao armazém, uma sobe, a outra desce, leva a gente num vaivém.

Se pudesse ali ficava toda a tarde a divertir-me porque uma escada que mexe é melhor do que chão firme.

60

365 Histórias de Encantar, Verbo

a tarde a divertir-me porque uma escada que mexe é melhor do que ch ã o
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Há muitas razões para escolher o último andarLê e dá a tua opinião

o ú ltimo andar … L ê e d á a tua opini ã o …

No último andar é mais bonito:

do último andar se vê o mar.

É lá que eu quero morar.

O último andar é mais longe:

custa muito a lá chegar. Mas é lá que eu quero morar.

Todo o céu fica a noite inteira sobre o último andar.

É lá que eu quero morar.

Quando faz lua, no terraço fica tudo luar.

É lá que eu quero morar.

Os passarinhos lá se escondem, para ninguém os maltratar, no último andar.

De lá se avista o mundo inteiro, tudo parece perto, no ar.

É lá que eu quero morar:

no último andar.

Cecília Meireles

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v e e A n
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A
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Macia e leve cai silenciosa sobre a terra. Quem é? São moscas brancas? São borboletas?
Macia e leve
cai silenciosa
sobre a terra.
Quem é?
São moscas brancas?
São borboletas?
Não pode ser.
Moscas são pretas,
e as borboletas
estão por nascer!

Flocos de neve? Isso é que são. Dançam ao vento. Depois, cansados, caem ao chão.

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Maria Isabel Mendonça Soares

a d A e 4 g Então, pardalito, não querias frio no Inverno? Ora, ora,
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Então, pardalito,
não querias frio no Inverno?
Ora, ora, a geada tem razão…
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Se não fosse a Geada chilra o Pardal, agora mais desperto , era eu o primeiro a tomar o pequeno-almoço. Mas, assim Brrrrrr! Com este frio! E acomoda-se de novo no casaco de penas que lhe veste o corpo.

Ora, não querem lá ver, o mal-agradecido! resmunga a

Geada ao ouvir o chilreio do pardal. A queixar-se do frio E eu, que culpa tenho disso? Acaso não cheguei na altura própria? Não estamos no Inverno? Então o que quer que lhe faça? Se calhar, do Vento, da Chuva e do Pedraço não se queixa ele. ( Só não vê, o ingrato do Pardal, como me afadigo a enfeitar com teias de cristal estes campos sem fim

)

Soledade Martinho Costa, Histórias que o Inverno me Contou, Europa-América

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A a a c l ap zu
A
a a
c
l
ap
zu

Era uma menina que parecia uma flor azul a andar. Porquê?

Era uma menina que parecia uma flor azul a andar. Porqu ê ? A Ana tinha

A Ana tinha uma capa azul. Tão linda a capa da Ana!

Dei-lha quando fez cinco anos. Tão linda a minha Ana com a capa! Estreou-a quando começou a escola. Eu ficava-me à janela e via-a partir com a capa (era azul), ela a

andar em passos miudinhos.

E eu ficava-me a olhar. Apoiava as mãos contentes no parapeito

da janela salpicada pela chuva, ou pelo sol da manhã.

A minha filha é uma flor que anda!

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Matilde Rosa Araújo

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O guarda- -chu