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PREPARATÓRIO PARA OAB

DISCIPLINA: DIREITO CIVIL


Professor: Dr. Marcel Leonardi

Capítulo 3 Aula 1
DOS FATOS E NEGÓCIOS
JURÍDICOS E PROVA
Coordenação: Dr. Flávio Tartuce
Aula 1

Dos Fatos e Negócios Jurídicos e Prova

O artigo 104 delimita quais são os elementos imprescindíveis à existência e validade do negócio jurídico,
pois formam a sua substância. Esses elementos podem ser gerais, se forem comuns à generalidade dos
negócios jurídicos, dizendo respeito à capacidade do agente, ao objeto lícito, determinado ou determinável
e ao consentimento dos interessados; e particulares, quando são peculiares a determinadas espécies, tendo
relação com sua forma e sua prova.

O primeiro deles é a capacidade do agente. Todo negócio jurídico pressupõe uma declaração de vontade, e
com isso a capacidade do agente se torna indispensável para a sua participação válida na esfera jurídica. O
segundo elemento é o objeto lícito, possível, determinado ou determinável. O negócio jurídico válido deverá
ter, em todas as partes que o constituírem, um conteúdo legalmente permitido. Ele deverá ser lícito, ou seja,
conforme a lei, não sendo contrário aos bons costumes, à ordem pública e a moral. Se tiver objeto ilícito será
nulo. O objeto deve ainda ser possível, física ou juridicamente. Deverá ter objeto determinado ou, pelo
menos, passível de ser determinado, pelo gênero e quantidade, sob pena de nulidade absoluta. Por fim,
temos também a forma prescrita ou não defesa em lei, de modo que, às vezes, será imprescindível seguir
determinada forma de manifestação de vontade ao se realizar um negócio jurídico. O princípio geral é o de
que a declaração de vontade independe de forma especial, sendo suficiente que se manifeste de modo a
tornar conhecida a intenção do declarante, dentro dos limites em que seus direitos podem ser exercidos.
Apenas excepcionalmente a lei exige uma determinada forma. Se essa forma especial não for observada, o
negócio jurídico será inválido.

O artigo 105 estabelece o princípio de que a incapacidade relativa é uma exceção pessoal. Isto significa que
a incapacidade somente pode ser formulada pelo próprio incapaz, ou pelo seu representante. Se o
contratante for absolutamente incapaz, o ato por ele praticado será nulo. A segunda parte diz que se o objeto
do direito ou da obrigação comum for indivisível, será impossível separar o interesse dos contratantes. Com
isto, a incapacidade de um deles poderá tornar anulável o negócio jurídico praticado, mesmo que isto seja
invocado por uma parte capaz, aproveitando, portanto, aos co-interessados capazes que, porventura,
houverem.

O artigo 106 menciona que o objeto pode ter uma impossibilidade relativa. Quando isto ocorrer, se essa
prestação puder ser realizada por outra pessoa, embora não pelo próprio devedor, isto não invalidará o
negócio jurídico. Da mesma forma, se o negócio jurídico contém um objeto impossível, que tiver sua eficácia
subordinada a um evento futuro e incerto, e essa impossibilidade cessar antes de realizada aquela condição,
o negócio jurídico será válido normalmente.
O artigo 107 trata da forma dos negócios jurídicos. A regra é a forma livre, ou seja, a validade da declaração
da vontade só dependerá de forma determinada quando a norma jurídica explicitamente exigir. Pelo outro
lado, nós temos a forma especial ou solene, que é o conjunto de requisitos que a lei estabelece como
necessários para a validade de determinados negócios jurídicos. O artigo 108, por exemplo, observa que
qualquer negócio jurídico que tenha por objetivo constituir, transferir, modificar ou renunciar direitos reais
sobre imóveis de valor superior a 30 vezes o maior salário mínimo vigente no país exige que ele se efetive
mediante escritura pública, sob pena de invalidade.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”
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Pelo artigo 109, há a possibilidade de existir uma previsão contratual exigindo uma forma especial para
validade do negócio jurídico. Assim, se houver uma cláusula em um contrato estipulando a invalidade do
negócio jurídico se ele não se fizer por meio de escritura pública, esta escritura passará a ser de sua
substância, ou seja, obrigatória. Logo, essa declaração de vontade somente terá eficácia jurídica se o
negócio jurídico observar a forma prescrita contratualmente.

O artigo 110 fala em reserva mental, que é a emissão de uma declaração intencional não querida nem em
seu conteúdo, nem em seu resultado, pois o declarante tem por único objeto enganar o declaratário. Se isso
for de conhecimento da outra parte, significa que não existe declaração real de vontade e, em conseqüência,
não se forma nenhum negócio jurídico. Se isso não for de conhecimento da outra parte, o ato continua
existindo, porém, poderá ser anulado. E isso é assim porque, se além de enganar, houver a intenção de
prejudicar, estaremos diante de um vício social similar à simulação.

O artigo 111 estipula quando e como o silêncio pode ser considerado um fato gerador de um negócio
jurídico. Ele pode indicar consentimento, mas somente quando certas circunstâncias ou os usos o
autorizarem, e isto quando não for necessária a manifestação expressa da vontade. Em caso contrário, o
silêncio não tem força de declaração de vontade. Isto quer dizer que é o juiz, em um caso real, que deverá
verificar se o silêncio representa ou não a vontade.

O artrigo 112 estabelece que o intérprete do negócio jurídico não deve se limitar apenas ao exame
gramatical de seus termos, mas sim examinar qual a verdade vontade das partes, indagando qual foi sua
intenção. O que importa é a vontade real e não a declarada; daí a importância de se desvendar a verdadeira
intenção das partes.

O artigo 113 evidencia que os negócios jurídicos devem observar as regras do lugar de sua interpretação,
mas sempre levando em consideração o princípio fundamental de todos os negócios jurídicos, que é a boa-
fé. O artigo 114 faz uma ressalva em relação aos negócios jurídicos benéficos e de renúncia, mencionando
que eles devem ser interpretados restritivamente, limitando-se apenas ao que foi estabelecido pelas partes,
sem incluir outras questões, o que seria uma interpretação ampliativa.

O artigo 115 trata da representação, que é a relação jurídica pela qual certa pessoa se obriga diretamente
perante terceiro, através de ato praticado em seu nome por um representante, cujos poderes são conferidos
por lei ou por mandato. O representante legal é aquele a quem a norma jurídica confere poderes para
administrar bens alheios, como o pai, ou a mãe, em relação ao filho menor, o tutor, quanto ao pupilo, e o
curador, no que concerne ao curatelado. A representação legal serve aos interesses do incapaz. Por outro
lado, o representante convencional é aquele que tem mandato expresso ou tácito, verbal ou escrito, do
representado, tal como o procurador no mandato.

O artigo 116 observa que a manifestação da vontade pelo representante, ao efetivar um negócio em nome
do representado, nos limites dos poderes que lhe foram conferidos, produz efeitos jurídicos relativamente ao
representado. Ou seja, o representado irá adquirir os direitos e assumirá as obrigações decorrentes da
representação. Uma vez realizado o negócio pelo representante, os direitos serão adquiridos pelo
representado, incorporando-se em seu patrimônio; igualmente os deveres contraídos em nome do
representado devem ser por ele cumpridos, e por eles responde o seu patrimônio.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
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Pelo artigo 117, para proteger o representado, se o representante vier a efetivar negócio jurídico consigo
mesmo no seu interesse ou por conta de outrem, esse ato será anulável, exceto se houver permissão legal ou
autorização do representado para agir dessa forma. Se houver substabelecimento de poderes, o ato
praticado pelo substabelecido é considerado como se tivesse sido celebrado pelo representante original,
pois não houve transmissão do poder, mas mera outorga do poder de representação. Somente é permitido o
substabelecimento nos casos de representação convencional. O poder de representação legal não pode ser
substabelecido.

O artigo 118 trata do dever que o representante tem de provar àqueles com quem vier a tratar em nome do
representado não só a sua qualidade, mas também a extensão dos poderes que lhe foram conferidos, sob
pena de, não o fazendo, ser responsabilidade, civilmente, pelos atos que excederem àqueles poderes. Pelo
artigo 119, se o representante concluir um negócio jurídico e houver conflito de interesses com o
representado, com pessoa que devia ter conhecimento desse fato, esse negócio jurídico será anulável.

O artigo 121 traz o conceito de condição, que é a cláusula que subordina o efeito do negócio jurídico,
oneroso ou gratuito, a evento futuro e incerto. Para a configuração da condição é preciso que existam: a)
aceitação voluntária pelas partes; b) evento futuro, do qual o efeito do negócio dependerá; e c) incerteza do
acontecimento, pois a condição relaciona-se com um acontecimento incerto, que poderá ocorrer ou não.

Pelo artigo 122, a condição será lícita quando o evento que a constitui não for contrário à lei, à ordem
pública ou aos bons costumes. São proibidas as condições chamadas de a) perplexas, se privarem o negócio
jurídico de todo o efeito, como, por exemplo, a venda de um prédio sob a condição de não ser ocupado pelo
comprador; e b) puramente potestativas, se oriundas de mero arbítrio de um dos sujeitos.

O artigo 123 fala a respetio da invalidação de negócios em razão de condições. As condições fisicamente
impossíveis as que não podem ocorrer por serem contrárias à natureza, e invalidam os negócios jurídicos a
elas subordinadas, por serem contrárias à ordem legal, como, por exemplo, a outorga de uma vantagem
pecuniária sob condição de haver renúncia ao trabalho. As condições ilícitas ou as de fazer coisa ilícita são
condenadas pela norma jurídica, pela moral e pelos bons costumes e, por isso, invalidam os negócios
jurídicos a que forem apostas. As condições incompreensíveis ou contraditórias ocorrem quando os
negócios jurídicos contiverem cláusulas que subordinam seus efeitos a evento futuro e incerto, mas
carregadas de obscuridade, possibilitando várias interpretações pelas dúvidas que levantam. Nesses casos,
os negócios jurídicos serão invalidados, porque não é possível saber qual é a interpretação correta da
condição.

O artigo 124 observa que se determinado negócio jurídico for subordinado a uma condição resolutiva
impossível ou de não fazer coisa impossível, será tida como não escrita; logo, o negócio valerá
normalmente, como se não houvesse condição nenhuma. Ou seja: a condição impossível é considerada
inexistente. Pelo artigo 125, a condição é suspensiva quando as partes adiam, temporariamente, a eficácia
do negócio até a realização de um acontecimento futuro e incerto. Enquanto estiver pendente a condição
suspensiva, não se terá direito adquirido, mas expectativa de direito ou direito eventual.

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Só se adquire o direito após o implemento da condição. A eficácia do negócio jurídico ficará suspensa até
que se realize o evento futuro e incerto.

Pelo artigo 126, é possível que, na pendência de uma condição suspensiva, sejam feitas novas disposições.
Mas essas novas disposições somente terão validade se elas não forem incompatíveis com a condição
original.

O artigo 127 fala em condição resolutiva, que é a que subordina a ineficácia do negócio jurídico a um
evento futuro e incerto. Enquanto a condição não se realizar, o negócio jurídico vigorará. Uma vez verificada
a condição, para todos os efeitos extingue-se o direito a que ela se opõe. Por exemplo, uma pessoa constitui
renda a favor de outra, enquanto ela estudar. Assim que ela parar de estudar, a renda não será mais
constituída.

Pelo artigo 128, quando a condição ocorrer, o direito a que ela se opõe é extinto. Porém, se o negócio
jurídico for de execução continuada, salvo disposição em contrário, o implemento da condição não atingirá
os atos já praticados, desde que conformes com a natureza da condição pendente e aos ditames da boa-fé.

A regra do artigo 129 tem dois objetivos: 1) A condição suspensiva ou resolutiva será considerada como
realizada se seu implemento for intencionalmente impedido por quem tirar vantagem com a sua não-
realização, e 2) Se a parte beneficiada com o implemento da condição forçar maliciosamente sua
realização, esta será tida aos olhos da lei como não verificada para todos os efeitos.

Pelo artigo 130, como o titular de direito eventual ou condicional não tem, ainda, direito adquirido, a lei
reconhece a possibilidade de praticar atos conservatórios para resguardar seu direito futuro, impedindo,
assim, que sofra qualquer prejuízo. Assim sendo, a condição suspensiva ou resolutiva não impede o exercício
dos atos destinados a conservar o direito a ela subordinado.

O artigo 131 trata do termo, que é a cláusula que subordina os efeitos do negócio jurídico a um
acontecimento futuro e certo. O termo inicial é o que fixa o momento em que a eficácia do negócio deve ter
início, retardando o exercício do direito. Assim sendo, o direito a termo será tido como adquirido. O termo
inicial não suspende a aquisição do direito, que surge imediatamente. O direito somente pode ser exercido,
porém, com a superveniência do termo. Ou seja: o exercício do direito fica suspenso até o instante em que o
acontecimento futuro e certo, previsto, ocorrer.

O artigo 132 trata de prazos. Prazo é o lapso de tempo compreendido entre a declaração de vontade e a
superveniência do termo em que começa o exercício do direito ou extingue o direito até então vigente. O
prazo é contado por unidade de tempo (hora, dia, mês e ano), excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o
do vencimento, salvo disposição legal ou convencional, em contrário.

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Para resolver questões relativas aos prazos, o Código Civil apresenta os seguintes princípios: a) se o
vencimento do negócio jurídico cair em feriado ou domingo, será prorrogado até o primeiro dia útil
subseqüente. b) se o termo vencer em meados de qualquer mês, o vencimento ocorrer no décimo quinto dia,
qualquer que seja o número de dias que o acompanham; assim sendo, pouco importará que o mês tenha 28
ou 31 dias; c) se o prazo estipulado for estabelecido por mês, este será contado do dia do início ao dia
correspondente do mês seguinte. Se no mês do vencimento não houver o dia correspondente, o prazo
terminará no primeiro dia subseqüente; d) se o prazo for fixado por horas, a contagem far-se-á de minuto a
minuto.

O artigo 133 é auto-explicativo: nos testamentos presume-se que o prazo é estabelecido em favor de
herdeiro e, nos contratos, presume-se que o prazo é estabelecido em favor do devedor, exceto se do seu
conteúdo ou das circunstâncias ficar evidenciado que foram estabelecidos em proveito do credor ou de
ambos os contratantes. Se o prazo é estabelecido a favor do devedor, este poderá pagar o débito antes do
vencimento, mesmo contra a vontade do credor, ainda que o credor não possa exigir o pagamento antes do
vencimento.

Pelo artigo 134, os atos negociais entre vivos sem prazo serão exeqüíveis imediatamente, abrangendo tanto
a execução promovida pelo credor quanto o cumprimento pelo devedor. Porém, a expressão "desde logo"
não deve ser entendida ao pé da letra, como sinônimo de imediatamente, pois é preciso que haja tempo
necessário para que a prestação possa ser cumprida, e existem casos em que é impossível o adimplemento
imediato. É por isto, inclusive, que o próprio artigo menciona que, se a execução tiver de ser feita em local
diverso ou depender de tempo, não poderá, obviamente, ser cumprida de imediato. O prazo necessário
dependerá da natureza do negócio ou das circunstâncias.

Pelo artigo 135, o titular de um direito adquirido, cujo exercício esteja na dependência de um termo inicial,
poderá exercer todos os atos conservatórios que forem necessários para assegurar seu direito, não podendo,
ainda, ser lesado por qualquer ato de disposição efetivado pelo devedor ou alienante antes do advento do
termo suspensivo. O termo final ou resolutivo ocorre quando se determinar a data da término dos efeitos do
negócio jurídico, extinguindo-se as obrigações dele oriundas.

O artigo 136 trata do encargo, também chamado de modo, que é a cláusula acessória que aparece em
conjunto com certos atos de liberalidade inter vivos, tal como a doação, ou causa mortis, tal como em um
testamento ou um legado, embora possa aparecer também em promessas de recompensa ou em outras
declarações unilaterais de vontade. O encargo impõe um ônus ou uma obrigação à pessoa natural ou
jurídica contemplada pelos referidos atos. O encargo implica em uma obrigação de fazer, e não suspende a
aquisição nem o exercício do direito, exceto quando expressamente imposto no ato como uma condição
suspensiva.

O artigo 137 trata do encargo ilícito ou impossível. Nessas situações, a ilicitude ou impossibilidade física ou
jurídica do encargo faz com que ele seja considerado como não escrito, libertando o negócio jurídico de
qualquer restrição, a não ser que se verifique que o motivo determinante da liberalidade era justamente esse
encargo. Nesse caso, o negócio jurídico será invalidado.

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violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
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