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DIREITO PENAL

ALEXANDRE SALIM

Dia 05 de fevereiro de 2009

O art. 1 fala do principio da reserva legal ,já no art. 2 fala do abolitio criminis, o art. 3 fala
das leis temporárias, já o art. 4 fala do tempo do crime,esta consagrado a teoria da atividade, a
exceções , , o art. 6 fala de crimes a distância , teoria da ambigüidade, o art7 trata da
extraterritorialidade condicionada.

TEORIA DA NORMA PENAL

Fonte material de direito penal diz respeito ao órgão de produção de norma penal,
fundamento constitucional , art. 22,I, CF, poder legislativo da união, a fonte material fiz respeito ao
poder legislativo da união.lei complementar .

Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

A possibilidade de se criar o tipo penal ofenderia o sistema,.

FONTES FORMAIS OU DE CONHECIMENTO

Diz respeito ao órgão de exteriorização do direito penal, fontes acessória indiretas, a, ato
adm, doutrina , como fonte formal imediata ou direta ou principal tem apenas a lei penal.

Costumes é a repetição da conduta de maneira constante e uniforme em razão da convicção


da sua obrigatoriedade jurídica, o elemento objetivo a repetição da conduta.

Secundum legim costume interpretativo, que auxilia e esclarece o conteúdo da norma


penal,
Preter legim costume que preenche lacunas da norma penal
Contra legem que vai contra a norma penal,

Lei penal só é revogada por lei penal, costume contra legem e decisão do STF não revoga lei penal.

STJ recurso especial 30 705sp, não pode existir existência jurídica do costume contra legem.

PRINCIPIOS GERAIS DE DIREITO

São premias éticas, não pode ser utilizados como fonte ,podemos alargar hipóteses de exclusão do
crime com base nos princípios .

A exigibilidade de conduta adversa ela excluída pela inexigibilidade de conduta adversa.

Ato administrativo é fonte formal do direito penal , por exemplo art 269 Omissão de notificação de
doença

Art. 269 - Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é
compulsória:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.r

Fonte formal imediata do direito penal

Ela é a mais importante pois ela pode criar crimes e culminar penas, norma penal é o mandamento
de uma conduta formal, lei é regra escrita emanada pelo legislador nada mais é que um
instrumento pela qual a norma se manifesta r torna obrigatória sua observância.

A norma diz não mataras, como se fosse para evitar o crime, ou seja a lei diz matar alguém pena
de 15 a 20 anos,

As duas espécies são descumpridas pelo agente , tanto a lei quanto a norma.

A lei penal é estruturada da seguinte forma, preceito primário que é a conduta incriminadora e
abaixo o preceito secundário que esta descrita a pena.

Quem são os destinatários da lei penal?

R: depende se for do preceito primário todas as pessoas são destinatárias, se for o preceito
secundário temos outras pessoas o juiz por exemplo.

CLASSIFICAÇÃO DA LEI PENAL

Leis penais incriminadoras: que as que criam crimes e cominam crimes,

Leis penais não incriminadoras :não criam crimes e não cominas penas

Espécies de leis penais não incriminadoras:

Permissivas autorizam certa conduta típicas como por exemplo a legitima defesa

Exculpastes: são as que estabelecem a incompatibilidade do agente ou imunidade de condutas


típicas e ilícitas como por ex a prescrição

Interpretativas que esclarecem o conteúdo de outras leis penas como por exemplo art 327, 13 150
e 10 do CP.

PRAZO DE DIREITO PENAL OU MATERIAL

Inclui o dia do inicio e exclui o dia do fim, ex dia 5 de fevereiro de 2009 , o prazo acaba dia 04 de
fevereiro de 20011.

PRAZO DE DIREITO PROCESSUAL

Sumula 310 STF , começa no primeiro dia útil seguinte ,exclui o dia do fim.

Sumula 710 do STF trata da intimação que é realizada por meio da precatória , prazo penal é
contado da intimação da legitima intimação.
Leis penais de aplicação fixam limites das normas penas incriminadoras, as diretivas estabelecem
principio de determinada natureza art. 1 CP.

Integrativas são aquelas que complementam a tipicidade penal como por exemplo o instituto da
participação da tentativa art. 14,II, 29 ,13 parágrafo 2 do CP.

Como por exemplo votar ou tentar votar duas vezes.

LEIS PENAIS COMPLETAS COMO POR EXEMPLO O HOMICIDIO

LEIS PENAIS INCOMPLETAS SÃO AS QUE RESERVAM A COMPLEMENTAÇÃO DO TIPO PARA O ATO
ADMINISTRATIVO OU PARA O JUIZ, que são espécies de normais penais em branco e tipo penais
abertos.

Normas penais em branco e os tipos penais abertos:

-podem ser invertidas diz respeito ao preceito secundaria da norma penal estamos falando agora
da pena,

-homogêneas ou em sentido amplo o complemento vem do mesmo órgão que cria a lei penal, art.
237 do CP, ou seja lei complementando lei. Art 169 do CC e art. 1264 do CC, art. 178 do CP

-heterogêneas ou em sentido restrito o complemento advêm de órgão distinto daquele que cria a
lei penal, ex lei de porte de arma 10.826\03

Estamos diante de um ato administrativo que complementa a lei penal, art. 33 da lei 11.343/06 ,
subst. psicotrópica que são entorpecente ópio, estimulante cocaína, alucinógena que é LSD.

Art. 1 parágrafo único da lei de drogas,lei 11343 que são substancias arroladas e que ate a portaria
se adapte.

Portaria 344\98 ANVISA é um ato adm complementado a lei penal.

Se o complemento vier do juiz leis de tipo penal aberto ex os crimes culposos são ex de tipo penal
aberto.

Todos os crimes que são da parte especial crimes dolosos, a conduta do homicídio culposo não
existe pois no Brasil não há descrição de conduta culposas. A conduta culposa descrita em lei, o
magistrado tem que complementar nesse caso, buscando a interpretação que falta, imprudência é
um agir culposo, ele busca da negligencia imprudência e imperícia .

No art. 20 das lei dos crimes contra segurança nacional, que diz respeito ao terrorismo lei 7170/83.
O juiz complementa, o juiz no cria, o que vai diferenciar as especiais é o complemento.

Analogia é modo de integração art. 4 da LICC, vou buscar outra lei que regulamenta fato
semelhante se ela for mais prejudicial ao réu é analogia in malam partem, se for lei for mais
benéfica
Não cabe analogia em malam parte não existe em direito penal , se arma de brinquedo não pode
usar lei como se fosse arma de fogo, a arma de brinquedo ela é elementar , se arma de brinquedo é
de brinquedo não pode usar como se de verdade fosse.

Incidência de analogia de bonam partem no Brasil art. 128 CP.

Crimes de transito lei 9503/97,o art. 300 foi vetado, art. 121 do § 5º autoriza o perdão judicial, ele
amplia as hipóteses de perdão judicial, o perdão judicial é somente para crimes culposos e também
lesão corporal.

Não confundir analogia com interpretação analógica, na analógica não há lei, na interpretação
analógica não há lei, trazendo uma forma casuística ou exemplificativa.

Temos a forma exemplificativa no art. 121 parágrafo segundo IV , surpresa não é embosca mais a
surpresa é outro recurso que pode ser utilizado.

Não confundir a interpretação analógica com e extensiva, na extensiva o fato que se quer resolver
esta implicitamente previsto em lei , ex art. 235 do CP é casada já sendo casado, mais se o sujeito
casou 10 vezes abem a poligamia mesmo não estando explicita na lei ela é punível por esse mesmo
artigo.

Art. 176 nesse artigo r refeição em restaurante, atinge também os bares por exemplo,

PRINCIPIO DA RESERVA LEGAL

POSSUI FULCRO NO ART 5º XXXIX, CF E ART 5º XL DA CF.

Feverbach, cria a formula latina de “nullun crimen nella poena sine lege”, temos que
enfrentar os chamados postulados ou corolários, diante do principio da anterioridade penal
necessidade de lei anterior ao fato se que se quer cumprir, gênero são as sanções penais e medidas
de segurança aplicada aos inimputáveis ou semi inimputáveis.a portanto a possibilidade do juiz
aplicar a pena antes do fato duas posições

1)sim aceita a aplicação da medida de segurança sem o principio da anterioridade penal

2) não ou seja as medidas de segurança também se submetem ao principio da anterioridade penal


esta posição majoritária.

Art. 75 do cp . de 40 , falava da primeira posição, e depois da reforma a segunda posição começou a


ser aplicada.

Lex praevia

Leex scripta o costume não pode criar crimes e penas

Lex stricta analogia ou seja a única analogia admitida em direito penal é a analogia bonam partem
somente essa é admitida em direito penal.
Lex certo principio da taxativamente penal tem que ser certa determinada de fácil compreensão
todas as pessoas devem compreender o conteúdo da lei penal.

TAXATIVIDADE E MEDIDAS PROVISORIAS

Art. 61 parágrafo segundo da CF.

STF recurso extraordinário 2548,

Taxatividade sanções disciplinares, na questão do celular, ex o preso foi flagrado com celular o
preso não comete crime e sim infração disciplinar , esta previsto no art. da LEP, quem pratica
crime é o administrador do presídio e seus agentes art. 319 do CP, preso que é flagrado embriagado
na prisão o STJ que a questão se resolve no âmbito da taxatividade, por ausência de fulcro legal
revoga-se .

Podemos falar do principio da legalidade da diferença com o principio da reserva legal, este esta
previsto no art. 5º XXXIV, da CF, a posição majoritária ou seja não há crime sem lei ordinária que a
defina.

Principio da legalidade art. 5, II, da CF e art. 59 da CF.

Ecodmpdr, para lembrar o art. 59.

Fases

Introdutória ou de iniciação: compete a qualquer comissão ou membro do poder legislativo ou


chefe do executivo, ela compete a qualquer membro ou ao chefe do poder executivo presidente da
republica em tese é possível

Constitutiva: apresentada projeto inicia a fase constitutiva que inicia as fases de deliberações
parlamentar que tem a votação e discussão e a executiva que tem a sanção ou veto, aqui esta o
projeto de lei,

Complementar ou de integratoria de eficácia:, com autencidade significa a certeza de existência e


executoriedade é a certeza aplicação de ser aplicada, com a publicação da lei penal,tudo é
publicado no diário oficial.

1 LICC 45 dias de oficialmente publicada, ela começa a entrar em vigor .

Esse prazo de 45 dias de vocatio legis pode ser ampliado e reduzido desde que há clausula
expressa, 45 no Brasil e 3 meses para fora do Brasil.

Revogação da lei , somente lei revoga lei, revogação quer dizer perda de vigência, uma lei só
pode ser revogada por outra lei penal.

Revogação total: ab rogação

Revogação parcial: derrogação


Art.3º leis temporárias e leis excepcionais

Leis temporárias são aquelas que trazem de forma determinada seu prazo de vigência.

Leis excepcionais são aquelas que vigem uma situação de anormalidade durante guerra uma greve
durante calamidades publicas.

Depois que passar o período anormal ela se autorevoga.

CONFLITO DE LEIS PENAIS NO TEMPO

Tempus Regis actum: aplica-se a lei penal vigente a lei do fato, como toda regra existe a exceção lei
posterior mais benéfica, ou seja Lex mitior.

Art. 5º,XL, CF a lei penal não reagira salvo para beneficiar o lei, a lei posterior mais benéfica, em
relação a Lex mitior vai aplicar o principio da extra-atividade.

Retroatividade: aplicar a lei penal para fatos praticados antes da sua vigência.

Ultra atividade: é a qualidade da lei penal de estender seus efeitos para alem da sua revogação.

ESPECIES DE LEX MITIOR

ABOLITIO CRIMINIS:a lei penal posterior que descriminaliza uma conduta ate então típica no art.
2º caput, segundo ninguém pode ser punido por fato que a lei posterior, sesam os efeitos penais, se
acaba os efeitos penais relativos a condenação anterior, mesmo diante do abolitio criminis o
sujeito apaga os efeitos penais mais não os efeitos civis da condenatória, tendo que pagar o
dano.Sua natureza jurídica é a causa de extinção da punibilidade, após o transito em julgado da
sentença condenatória, é o juízo da execução penal e competente para julgar o crime, fulcro legal
esta na LEP, art. 66 inciso I e II e art. 13 LICPP e súmula 611 STF.

Lei 11106/05 entra em vigor ela vai fazer operar o abolitio criminis art. 217, 220 e 240 do CP.

O art. 219 do CP foi revogado o rapto violento.

Qualificadoras do art. 148§ único .

O sujeito foi condenado pelo art.219 e foi revogado pelo art.148 mais ele continua cumprindo pena
e a pena do art. que foi revogado ou seja pelo art. 219.

Novatio legis in mellus é uma lei penal posterior que sem alterar a natureza criminosa do fato
melhora a condição jurídica penal do réu , diante uma lei que diminui a pena que extingue
qualificadora marjorante, diante de uma lei que torna mais fácil a requisição de um beneficio.

Lei 11106/05

Art. 2 § único do código penal


Retroatividade e ultratividade podem ser aplicadas antes da sua vigência ou após sua revogação.

LEX GRAVIOR: aqui trabalha com o principio da não extra atividade ou seja a Lex gravior não
retroage e não possui ultratividade , Lex gravior é gênero da qual são espécies a novatio legis
incriminadora e novatio legis in pejus,.

Novatio legis incriminadora que uma nova lei que criminaliza uma conduta.

Novatio legis in pejus que é uma lei posterior que sem alterar a natureza criminosa do fato piora a
condição jurídica penal do réu, ex a lei dos crimes hediondos lei 8072/90.

LEX TERTIA

Lei 1 Reclusão 1 a 4 anos + 10 a 360


Lei 2 Reclusão a 3 10 + 10 a 20
anos

O juiz pode aplicar toda a lei nova e apenas parte da lei nova é a segunda posição que admite Lex
tertia.

A lei nova 11343/06 em relação art. 33 §4º.

Em relação a STF 2 turma HC/ 95.435/RS

O STJ ver informativo 372 e a possibilidade a aplicação da Lex tercia, informativo 345 ver pela
impossibilidade HC 112 647/SP (NÃO ESQUECER DE VER).

Do tempo do crime

Teria da atividade teoria da ação ou conduta momento da ação ou omissão.

Teoria do resultado o momento da produção do resultado.

Teoria mista ou ambigüidade tanto do momento da ação ou resultado.

Art. 4º do CP prevista a esta a teoria da atividade, consagra a teoria da atividade.

Crimes permanentes e crimes continuados.

Permanentes cuja a consumação se prolonga no tempo como por ex seqüestro e cárcere privado.

Crimes continuados são infrações penais da mesma espécie praticadas em condições semelhantes
de tempo, lugar e modo de execução alem de outras de tal forma que a subseqüente sejam
tomadas como continuação de primeira art. 71 do CP.
Numero de crimes Fração de aumento

2 1/6
3 1/5

4 ¼
5 1/3

6 ½

7 ou+ 2/3

Vamos representar o adolescente ou pena, menor infrator é apreendido.

Durante o crime continuado praticado por agente com 17 anos e 11 meses e completa 18 anos
durante o crime ele será então preso em flagrante pois continuou praticando o crime de imputável
(Lex gravior).

Para a posição majoritária são as decisões recorríveis que não geram reincidência.

Crimes habituais que precisam de uma reiteração precisa de um estilo de vida habitual.

Lei penal no tempo e espaço

Regra ao principio da territorialidade brasileira, este principio é absoluto ou relativo? Absoluto seria
se estivesse previsto no art. 5º caput, mais não está, ou seja no Brasil vige um territorialidade
temperada, este principio é regra são todos supletivos,.

Demais princípios

Principio da personalidade chamada também de nacionalidade: aplica-se a lei da nacionalidade do


agente, pode se desdobrar em uma nacionalidade ativa.

Nacionalidade ativa é aplicada a lei da nacionalidade do agente independentemente da


nacionalidade da vitima, aplica a nacionalidade do sujeito ativo.

Nacionalidade passiva: a lei da nacionalidade do sujeito ativo somente será aplicada se ele ofender
bem jurídico, do seu próprio pais

Art. 7 § 3º, diz que esta previsto a personalidade passiva.

Principio de defesa ou principio de proteção: aplica-se a lei da nacionalidade do bem jurídico


ofendido ou exposto a risco.

Principio da justiça da penal universal, justiça penal cosmopolita, aplica-se a lei do local aonde se
encontrar o agente.
Principio da representação ou também substituição, subsidiário, bandeira, pavilhão: aplica-se a Lei
da nacionalidade do meio de transporte privado ou aeronave privada que praticar um crime.

Território nacional:

Efetivo ou concreto ou real compreende a superfície terrestre, ou seja, solo e subsolo e


compreende

As águas territoriais as marítimas, as lacrustes e fluviais.

Compreende o espaço aéreo correspondente, território ficto ou por presunção, estamos diante das
embarcações e aeronaves por ficção jurídica.

Art. 5º§ 1º da CF.

Mar territorial lei 8617/93.

12 milhas ate zona continua ate chegar na duzentas milhas fala de zona econômica,
aplicando o principio de territorialidade ate as 12 milhas.

Do locus delicti ou do lugar do crime

Esse também é explicado por teorias.

Crimes a distancia em que a conduta era pratica em um pais e o resultado se produz em outro pais.

Teorias da atividade ação ou conduta que ó crime e praticado no lugar que ocorreu a ação ou
omissão .

A teoria do resultado diz que o lugar do crime foi o lugar onde foi praticado o resultado.

Ambigüidade ou mista foi praticado o crime tanto no lugar da ação ou omissão. Art. 6º - Considera-
se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como
onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)

TEORIA DA UBIQÜIDADE – OU SEJA, O LUGAR DO CRIME SERÁ O LOCAL DA CONSUMAÇÃO OU DO


LOCAL ONDE O ÚLTIMO ATO DE EXECUÇÃO FOI REALIZADO. TODAVIA, O ART. 70 DO CPP ADERE,
NO TOCANTE À COMPETÊNCIA, O LUGAR DA PRODUÇÃO DO RESULTADO, PORTANTO, A TEORIA
DO RESULTADO.

O art. 8 diz que uma pena vai atenuar a outra

Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime,
quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)

O principio do “ne bis in idem” previsto no art.8 CP e a detração penal também está prevista alem
do art. 8 e também 42..
Principio da extraterritorialidade é a aplicação da lei penal brasileira para fatos que ocorreram fora
do Brasil ex art. 7 CP.

Pode ser:

Condicionada:

Incondicionada pode ser sem condição nenhuma

Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: (Redação dada pela Lei
nº 7.209, de 1984)

PREVÊ A EXTRATERRITORIALIDADE BRASILEIRA. ESTA PODE SER DIVIDIDA EM: INCONDICIONADA E


CONDICIONADA.

INCONDICIONADA: NÃO EXIGE NENHUM REQUISITO EXTRA. NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA TEMOS 4


CASOS. SÃO ELES:

I - os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

PRINCIPIO DA PROTEÇÃO OU DA DEFESA (O QUE INTERESSA É O BEM JURÍDICO LESADO);

b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de


Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída
pelo Poder Público; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO OU DA DEFESA;

contra a administração pública, por quem está a seu serviço; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO OU DA DEFESA;

de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil; (Incluído pela Lei nº 7.209, de
1984)

PRINCÍPIO DA JUSTIÇA UNIVERSAL;

CONDICIONADA: EXIGE REQUISITOS EXTRAS. SÃO HIPÓTESES:

II - os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

PRINCÍPIO DA JUSTIÇA UNIVERSAL.

b) praticados por brasileiro; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)


PRINCÍPIO DA NACIONALIDADE ATIVA OU DA PERSONALIDADE.

SEGUNDO NUCCI (P.94, TÓPICO 76, CÓDIGO PENAL COMENTADO, 7 EDIÇÃO), ISSO SE DÁ PORQUE
NO BRASIL SE VEDA A EXTRADIÇÃO DE BRASILEIROS (ART. 5, LI). ASSIM, SE UM BRASILEIRO
COMETER UM CRIME NO ESTRANGEIROE E SE REFUGIE NO BRASIL, ALTERNATIVA NÃO RESTA
SENÃO A PUNIÇÃO POR UM TRIBUNAL PÁTRIO.

praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada,


quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

PRINCÍPIO DA REPRESENTAÇÃO OU DA BANDEIRA.

NUCCI EM SEU CÓDIGO PENAL ANOTADO ALERTA PARA O FATO DE QUE TAL ALÍNEA FOI
INTRODUZIDA NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO PELA REFORMA PENAL EM 1984, A FIM
DE SOLUCIONAR A PROBLEMÁTICA DA COMPETÊNCIA, DESPERCEBIDA QUANDO DO MOMENTO DE
SUA REALIZAÇÃO.

LEMBRAR QUE SE PRATICADOS EM AERONAVES OU EMBARCAÇÕES BRASILEIRAS, MERCANTES OU


DE PROPRIEDADE PRIVADA, EM TERRITÓRIO BRASILEIRO OU ESPAÇO AÉREO CORRESPONDENTE,
SERÃO PUNIDOS PELA LEI BRASILEIRA, ASSIM COMO EM ALTO-MAR, HIPÓTESE EM QUE NÃO HÁ
JURISDIÇÃO DE PAÍS ALGUM. NO ENTANTO, PARA QUE A LEI BRASILEIRA ALCANCE OS CRIMES
PRATICADOS NO TERRITÓRIO ESTRANGEIRO, HÁ QUE A LEGISLAÇÃO DAQUELE PAÍS NÃO JULGAR
TAIS OCORRÊNCIAS.

§ 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou
condenado no estrangeiro.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

ALERTA-SE PARA O FATO DE QUE O SUJEITO SÓ PODE CUMPRIR PENA UMA VEZ DO CONTRÁRIO
SERIA INCONSTITUCIONAL, VEZ QUE OCORRERIA O ‘BIS IN IDEM”. SE POR VENTURA, ALGUÉM QUE
TENHA SIDO PUNIDO NO EXTERIOR E VIER PRO BRASIL PELA OCORRÊNCIA DE QUALQUER DESTES
CRIMES, PREVISTOS NO INCISO I, DEVERÁ RESPEITAR O ARTIGO SEGUINTE, QUAL SEJA:

Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime,
quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)

§ 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes
condições: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

a) entrar o agente no território nacional; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; (Incluído
pela Lei nº 7.209, de 1984)

d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; (Incluído pela Lei
nº 7.209, de 1984)
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a
punibilidade, segundo a lei mais favorável. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

§ 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do
Brasil, se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: (Incluído pela Lei nº 7.209, de
1984)

a) não foi pedida ou foi negada a extradição; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

b) houve requisição do Ministro da Justiça. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

LEMBRAR QUE A LEI 9.455/97 E, SEU ART. 2º PREVÊ A EXTRATERRITORIALIDADE DA LEI PENAL
REFERENTE AOS CRIMES DE TORTURA, QUANDO:

A VÍTIMA SEJA BRASILEIRA;

O AGENTE ENCONTRE-SE EM LOCAL SOB JURISDIÇÃO BRASILEIRA.

Art. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em
território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição
brasileira.

Pena cumprida no estrangeiro (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

“ler Estatuto de Roma”, decorreu do decreto 4388/2002

Extratorrealidade condicionada § º3 do CP

Dia16/02/09

EFICACIA DA LEI PENAL EM RELAÇÃO À PESSOAS QUE EXERCEM CERTAS FUNÇÕES PUBLICAS
.

A imunidade diplomática: aquelas que dizem respeito a direito internacional publico,


interno, aquelas que dizem respeito a direito internacional publico, convenção de Viena de 1961,
relações diplomáticas , essas convenção estabelece a imunidade penal e processual em relação ao
diplomata, ou seja, não pode ser preso sem autorização do seu pais de origem, alcança os agente
diplomáticos, corpo técnico, organismos internacionais, e alcança chefes de estado estrangeiro e
inclusive os membros.

A sede diplomática não é uma extensão do território nacional, ou seja, estamos diante do
território nacional, os documentos que se encontram dentro da sede diplomática é invioláveis, a
finalidade é a representação do seu pai de origem. A inviolabilidade não alcança quando esta
fazendo algo para a qual não se destinou ex: refugiar fugitivo.
Convenção de Viena de 1963, a imunidade consular não abrange os familiares do cônsul,
pois não esta em funções de serviços públicos não abrange consular, empregados particular dos
diplomatas não estão abrangidos pela imunidade.

A Imunidade parlamentar: elas podem ser absolutas, art. 53 caput da CF, são chamadas de
penais substanciais, aqui estão os chamados crimes de opinião ou crimes de palavra, qualquer
manifestação no exercício das funções não há imunidade em relação a isso, Nelson Hungria e
Pontes de Miranda vão entender que é causa de exclusão do crime, Damásio vai dizer que estamos
diante de uma causa de exclusão ou isenção de pena, estamos diante de uma causa de
atipicidade,é por isso que já trabalha com a exclusão de tipo penal posição majoritária.

Obs. O suplente não dispõe de imunidade penal, pois não esta no exercício das suas funções.

Obs. Cancelada a sumula 4 do STF, esse perde a imunidade não leva com ele.

A imunidade é irrenunciável, ela não fere o principio da isonomia pois protege a função
publica.

Imunidade absoluta como exclusão do tipo penal.

Ou relativas: são chamadas de processuais ou formais art. 53 § 3º da CF, que diz que poderá sustar
o andamento da sanção penal, o parlamento terá 45 dias.

Já o § 2º do 53 da CF, que após a diplomação não poderão ser mais presos salvo em flagrante de
crime inafiançáveis , são inafiançáveis o racismo,a ação de grupos armados civis ou militares contra
a ordem do estado democrático, crimes hediondos, ou equiparados ao hediondos que são tortura
trafico e terrorismo.

O art. 300 inciso 3 do CPP, todos os crimes apenados com reclusão são inafiançáveis, delegado de
policia pode arbitrar fiança de leis de que o crime é apenado com detenção, o juiz também pode
mais.

Art. 53 § 2 º de a CF olhar.

Recurso extraordinário em relação a prisão civil que,art. 83 da CF, se o congressista já foi diplomado
o processo ainda não foi julgado, o foro privilegiado vale quanto durar o mandato.

Presidente da republica e governador diz respeito ao poder do legislativo, essa licença continua a
ser exigida.

Deputados estaduais, art. 27, § 1º da CF, essas estendem aos deputados estaduais, sumula 3 do STF
, ela se limita ao seu respectivo estado, se o deputado estadual responde ao respectivo TRA, ou
federal ao respectivo TRF.

Prefeito esses não dispõe nem de imunidade penal e nem tão pouco processual.

Vereadores esse possuem imunidade penal mais não imunidade processual.


Advogados a inviabilidade do advogado este previsto no art. 133 da CF, mais art. 7º § da lei
8906/94, desacato essa expressão, foi considerada inconstitucional pelo STF.

Imunidade judiciária esta no art. 142 inciso 1º do CP.

Art. 142 - Não constituem injúria ou difamação punível:

CAUSA ESPECIAL DE EXCLUSÃO DE ILICITUDE (VER: ILICITUDE)

I - a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador;

II - a opinião desfavorável da crítica literária, artística ou científica, salvo quando inequívoca a


intenção de injuriar ou difamar;

III - o conceito desfavorável emitido por funcionário público, em apreciação ou informação que
preste no cumprimento de dever do ofício.

Parágrafo único - Nos casos dos ns. I e III, responde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá
publicidade.

Inciso III do 142, diz em relação a funcionário publico.

O direito penal só poder ser estuda o como núcleo indivisível se ele for lógico, como há a
fragmentação de determinadas condutas duas ou mais teses podem incidir pelo mesmo fato a isso
de da o nome de conflito ou concurso aparente de normas.

““Principio da sucessividade” Lex posterior derogat tow” .

A Lex mittior gênero principio da extra-atividade, em regra a lei posterior prefere a anterior,
somente aqui estamos diante do conflito ou concurso aparente de normas, procura-se o fulcro
doutrinário,

o principio da especialidade

Principio da subsidiariedade: quando a vigência das normas não for contemporânea

Principio da consunção

Principio da alternatividade: esse na realidade não é um principio.

Requisitos do conflito aparente de normas:

Unidade de conduta: essa conduta pode ser simples, ou complexa aquela que se desdobra em 2 ou
vários comportamentos, essa esta vinculada a crimes plurisubsistentes são aqueles que há uma
conduta complexa que se desdobra a vários comportamentos,Ex invadir a casa.

Pluralidade de normas: duas ou mais leis que em tese tem o mesmo comportamento.
Vigência contemporânea de todas essas normas, unidade de conduta, pluralidade de normas.

Qual a diferença entre o conflito aparente de normas e o conflito de leis penais no tempo?

R: a diferença no conflito aparente de normas todas as leis estão vigendo no tempo de, no conflito
de leis penais no tempo apenas uma esta vigendo.

A diferença do concurso aparente de normas e o concurso de crimes?

R: são sinônimos, no concurso parente de normas apenas uma das normas violadas é imputada ao
agente, no concurso de crimes todas as normas violadas são imputadas ao agente.

PRINCIPIO DA ESPECIALIDADE: ”LEX SPECIALIS DEROGAT LEGI GENERALI”

A lei especial afasta a aplicação da lei geral, lei especial é a que possui todos os elementos
da lei geral, e ainda acrescentam outros, que são chamados de elementos especializantes. Furto
simples é lei especial em relação a furto qualificado, o homicídio simples é lei especial em relação
ao furto simples.

Posso trabalhar com o principio da especialidade em relação há crimes distintos, desde que
ambos tutelem o mesmo bem jurídico.

Homicídio__________ infanticídio, esse nada mais é que o homicídio com elementos


preponderantes.

Art. 12 do CP

Art. 12 - As regras gerais deste Código aplicam-se aos fatos incriminados por lei especial, se esta
não dispuser de modo diverso. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984).

Art. 14 - Diz-se o crime: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Crime consumado (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal; (Incluído pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Tentativa (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do
agente. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984).

O desconhecimento da lei é inescusável, ou seja, é indesculpável, ela passa a ser do conhecimento


de outras pessoas.
Na lei de contravenções tanto desconhecimento, quanto a ignorância, ou errado compreensão
podem levar a exclusão da culpabilidade.

Conflito entre normas especiais: art. 121, §1º do CP

Homicídio simples

Art 121. Matar alguém:

Pena - reclusão, de 6 a 20 anos.

Caso de diminuição de pena

§ 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o
domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a
pena de 1/6 a 1/3.

§ 2° Se o homicídio é cometido:

AS CAUSAS DOS INCISOS I, II E V SÃO CONSIDERADAS SUBJETIVAS.

I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;

II - por motivo fútil;

É AQUELE MOTIVO BESTA, COMO POR EXEMPLO, CITADO PELA DOUTRINA QUANDO O SUJEITO
TROPEÇA NO OUTRO E POR ISSO O CARA DESFERE UM TIRO NO SUJEITO. É UMA CAUSA
SUBJETIVA.

O CIÚME NÃO CONSTITUI MOTIVO FÚTIL.

III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou
de que possa resultar perigo comum;

Existe um conflito entes normas especiais, devem olhar a natureza da norma qualificadora.

STF HC 89921 Paraná, qualificadora objetivas podem conviver.

Principio da subsidiariedade: “LEX PRIMARIA DERIEGAT LEGI SUBSIDIARAE”.

Uma norma que prevê ofensa maior norma penal do bem jurídico exclui a aplicação da
norma que prevê ofensa menor a esse mesmo bem jurídico. Soldado de reserva.

Expressa ou explicita: a norma já prevê formalmente que ser aplicada que o fato não constituir
crime mais grave, ela é expressa por que esta formalmente prevista em lei.

Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente:


Pena - detenção, de 3 meses a 1 ano, se o fato não constitui crime mais grave

Tácita ou jurídica: a norma subsidiaria que é aquela menos grave, já funciona como elementar ou
circunstancia da norma mais grave.

O crime de dano é subsidiário com o rompimento e obstáculo.

O crime de dano é subsidiário ao de incêndio.

Principio da especialidade: no principio da especialidade um norma é gênero e a outra espécie, na


subsidiariedade uma norma não é espécie da outra.

Na especialidade sempre se aplica a norma especial ainda que mais branda, que a geral, já
na subsidiariedade na norma mais branda é sempre excluída pela mais grave.

Principio da consunção ou absorção: “Lex consumens derogat legi consumptae”, ou seja,


uma norma que prevê uma ofensa mais ampla e mais grave absorve fatos menos amplos e menos
graves que funcionam como fase normal de preparação ou de execução do crime ou como mero
exaurimento.

Varias hipóteses de incidência:

a)Crime complexo: é o que resulta da fusão de dois ou mais tipos autônomos, que funcionam como
elementares ou circunstâncias do crime complexo.Tipo complexo é aquele que resulta da fusão de
elementos objetivos e subjetivos.

Art. 101 - Quando a lei considera como elemento ou circunstâncias do tipo legal fatos que, por si
mesmos, constituem crimes, cabe ação pública em relação àquele, desde que, em relação a
qualquer destes, se deva proceder por iniciativa do Ministério Público. (Redação dada pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984)

Ação penal

Art. 225 - Nos crimes definidos nos capítulos anteriores, somente se procede mediante queixa.

§ 1º - Procede-se, entretanto, mediante ação pública:

I - se a vítima ou seus pais não podem prover às despesas do processo, sem privar-se de recursos
indispensáveis à manutenção própria ou da família;

II - se o crime é cometido com abuso do pátrio poder, ou da qualidade de padrasto, tutor ou


curador.

§ 2º - No caso do nº I do parágrafo anterior, a ação do Ministério Público depende de


representação.

Art. 223 - Se da violência resulta lesão corporal de natureza grave: Vide Lei nº 8.072, de 25.7.90
Pena - reclusão, de 8 a 12 anos. (Redação dada pela Lei nº 8.072, de 25.7.1990)

Parágrafo único - Se do fato resulta a morte:

Pena - reclusão, de 12 a 25 anos. (Redação dada pela Lei nº 8.072, de 25.7.1990)

Via do STF a ação penal aqui é publica incondicionada, tem doutrina aqui ex Paulo Rangel
dizendo ação penal aqui é privada pq ele fundamenta no principio da especialidade, há uma
terceira via que vem do art. 88 da lei 8099/95,ação penal publica condicionada a representação, ao
que se refere a violência real, a posição majoritária é a do STF, ele fundamenta a sumula, a sumula
surge quando vários tribunais tem a mesma decisão.

Crime progressivo: o agente para praticar determinado crime necessariamente tem que cometer
outro. Crime de ação de passagem é o crime consumido o crime absorvido,

Progressão criminosa: há uma mutação no dolo do agente.

Crime progressivo há uma só conduta na progressão criminosa mais de uma, no crime progressivo o
dolo do agente já é dirigido ao resultado mais grave, na progressão criminosa não, o dolo do agente
vai mudando mais durante as condutas e não deis de a origem.

STJ HC 4458 SP diferença entre crime progressivo e progressão criminosa.

STJ RECURSO ESPECIAL 896312.

“ANTEFACTUM IMPUNIVEL” O CRIME QUE É MEIO NECESSARIO PARA PRATICA DE OUTRO RESTARA
POR ESSE ABSORVIDO.

Porte de arma de fogo art. 14, caput, lei 10826/03, mesmo contexto fático, com homicídio, aquela
arma tem que ter sido meio para a pratica de homicídio.

STJ HC 57519/CE, sumula 17

O STJ trabalha com p principio da absolvição já o STF trabalha com o concurso formal de crimes.

STF HC 83990 Minas Gerais

Qual a diferença entre o crime progressivo e o fato anterior impunível?

R: se a incursão em crime menos grave é obrigatória, é um crime progressivo, se a incursão em


crime menos grave não é obrigatória estamos diante de um fato anterior impunivel.

Fato anterior impunível:


Fato posterior impunível: depois de conseguir fato desejado o agente torna a ofender o mesmo
bem jurídico, visando a tirar vantagem da pratica anterior. Ou mero exaurimento impunível. Art. 59
do CP.

Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do


agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem como ao comportamento da
vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime:
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Principio da alternatividade: ele serve para resolver conflito dentro de um mesmo tipo
penal, nos chamados tipos mistos alternativos aqueles que prevêem crimes de ação múltipla ou de
conteúdo variado. Art. 14 caput do estatuto do desarmamento.

TEORIA GERAL DO CRIME

Distinção entre crime, delito e contravenção penal.

No Brasil foi adotada a teoria dicotômica, que faz a distinção do crime e da contravenção
penal.

Crime é sinônimo de delito.

Não há diferença ontológica, não há diferença de natureza entre as duas espécies, o que há
é uma opção legislativa. Ex porte ilegal de arma de fogo,art. 19,LCP.Art., 10 da lei 9437/97.a
diferença existe na condição penal, esta prevista no art. 1º da lei de introdução do CP. Crime é
infração penal que se comina reclusão e detenção, contravenção penal comina em prisão simples.

Art. 28 da lei 11343/06, infração penal “sui generis”. (Não se operou a descriminalização do
art. 28, mais sim sua despenalização, recurso extraordinário 430105-9, questão 29 o concursos de
magistratura.

CONCEITO DE CRIME:

2.1 conceitos formal de crime: crime é a mera violação da norma penal

2.2 conceito material de crime: é o comportamento humano que ofende ou expõe a perigo, bens
ou interesses tutelados pela lei penal.

2.3 conceito de crime analítico: depende da teoria adotada, teoria bipartida ticotomica diz que
crime é fato típico e ilícito, sendo a culpabilidade um mero pressuposto para a aplicação da pena,
Poe sua vez a teoria tripartida que também é conhecida tripartite, crime é fato típico ilícito e
culpável.

A teoria majoritária é a da tripartida.


Tipicidade é igual à adequação, ilicitude é igual a contrariedade, e culpabilidade a censura ou de
reprovação.

Dia 17/02/09

TEORIA GERAL DO CRIME

OBJETO DO CRIME

È bem ou interesse protegido pela normal penal.

Interesse é a avaliação psicológica desse bem,tudo aquilo que satisfaz uma necessidade humana.

Bem aspecto objetivo.

Objeto material é a pessoa ou a coisa sobre a qual recai a conduta criminosa.

O furto de um veiculo o objeto material é a coisa alheia móvel.

Sujeito do crime:

Sujeito ativo do crime é todo aquele que direta ou indiretamente pratica a conduta criminosa,
estamos inserindo o autor o co-autor participe ou co autor imediato. Estamos inserindo o participe
e autor imediato, que pratica direta ou indiretamente a conduta criminosa.

Pessoa jurídica pode praticar crimes art. 123§ 3º da CF, lei 9605/98, art. 225 § 3º da CF, ela pode
responder por danos sim. A pessoa jurídica pode ser denunciada pelo MP.

STJ RMS 1669 PR,Recurso especial 061014. A pessoa jurídica só pode ser responsabilizada deis de
que façamos através da pessoa física responsável.

Teoria da cegueira deliberada: Ostrich Instructins Thery.Essa teoria foi utilizada em Fortaleza. Em
relação ao furo do banco central em Fortaleza que os ladrões depois do roubo compraram vários
carros, e foram condenados por base nessa lei.

Lei 9613/98, art. 9ºfigura dos garantes, pessoas que lidem com grande vulto de direito.Deve
procurar a origem do dinheiro.

Teoria da convicção o agente conhece a norma, mais a descumpre por razões de consciência, que
podem ser políticas filosóficas religiosas, pelo Prof. Rogério Grecco.

Sujeito passivo é o titular do bem jurídico.

Sujeito passivo constante e formal: o estado é o titular,

Sujeito passivo material, a pessoa jurídica pode ser vitima de furo estelionato mais não pode ser
vitima de injuria, pois ela não tem auto-estima amor próprio.
Agravo regimental 676522. STJ

Recurso especial 493763sp.

O nascituro para fins penais é equiparado a pessoa física, ele é vitima do aborto ele é vitima no
infanticídio.

Crime vago é aquele que não possui sujeito passivo determinado, vitima é a coletividade como um
todo, porte de arma de fogo é crime vago, como um todo. Art. 138 § 2 do CP. Aqui o morto é o
objeto material sobre o qual recai a conduta.

A vitima do art. 32 da lei 9605/98 é vitima coletividade. O bicho não é vitima o animal não é vitima
aqui a vitima como foi dito é a coletividade nesse art. Podemos falar de vitima se o animal for
domestico

Auto lesão é fato atípico. Não existe punição de auto-lesão no Brasil, é fato irrelevante penalmente,
no entanto vamos encontrar um tipo no código militar no sentido que o agente se auto lesiona pra
deixar de cumprir serviço militar, daí sim pode ser punido.

Art.171§ 2inciso 5 do CP, a auto lesão por si só é fato atípico, se ela for praticada de auferir
vantagem estelionato.Se a auto lesão é feita pra receber seguro daí tem como a vitima a
seguradora.

CLASSIFICAÇÃO DOS CROIMES QUANTO AO RESULTADO: RESULTADO NATURALISTICO

Materiais: crimes de resultado são crimes de conduta e resultado, sendo o resultado necessário
para sua consumação: ex Homicídio, atentando violento ao pudor

Formais:são crimes de conduta e resultado, mais o resultado naturalístico não é necessário para a
consumação do crime formal.Ex crimes contra a honra.

Crimes formais também são crimes de conduta e resultado mais este não é necessário para a sua
consumação. A concussão está no 316 do CP, a prisão em relação a concussão é legal, tendo que
ser relaxada, pois é crime formal se consuma no momento da conduta.Flagrante=fragare
queimar.Sustentar flagrante em concussão não existe.

Mera conduta: crimes de atividade, só a previsão de consuta não há previsão de resultado


naturalística.

Crimes de mera conduta: só se prevê conduta, simples atividade ou mera conduta, art. 150 violação
de domicilio, crime de porte de arma, crime vago ou de mera conduta.

Crime de dano e: é aquele que só se consuma com a efetiva perda destruição do bem jurídico, se
consuma com a perda daquele bem jurídico tutelado.Ex Homicídio

De perigo é aquele que só se consuma, com a probabilidade de lesão ao bem juridicamente


tutelado.
Crime de perigo abstrato: a situação de perigo vem presumida pela própria lei, há uma presunção
em absoluto, art. 135 do CP. O seja a uma presunção em absoluta. A uma grande divergência
doutrinaria de que crime de perigo abstrato é inconstitucional.

O porte de munição STJ resp 9740, crimes de perigo concreto.

No crime de perigo concreto a situação de perigo deve ser demonstrada pelo órgão acusatório.
aqui na há uma presunção de culpa Como por exemplo, ar. 250 do CP, desse fogo houve exposição
da vida do corpo, se não comprovar é fato atípico.

Crime comum próprio ou de Mao própria:

Comum:pode ser praticado por qualquer pessoa. A maior parte dos crimes do CP são comuns.

Próprios:são os que exigem do sujeito ativo uma convicção ou qualificação especial, a condição de
funcionário publico no peculato. Ou seja, são aqueles que só são praticados por determinadas
pessoas. Ex a condição de funcionário publico pelo peculato.

Crime próprio puros: são aqueles que se não forem praticados pelo sujeito ativo exigido em lei,
serão fatos atípicos, ou seja, haverá uma atipicidade absoluta. Ex art. 211 do CP, se for praticado
por outra pessoa que não funcionário.

Próprios impuros: são aqueles que se não forem praticados pelo sujeito ativo exigido pela lei, se
transformam em outros crimes, há, portanto uma atipicidade relativa.

Ex: infanticídio, art. 123 do CP.

Crimes de mão própria também exigem certas qualidades especiais do sujeito ativo, no entanto
somente esse sujeito ativo especial é o que pode ser feita pelo aquele sujeito descrito na lei.
Aplicação art. 30 do CP. Não se admite nem autoria imediata e nem co-autoria, cabe participação.

Crimes omissivos: praticados por uma ação.

Comissivos: por uma inação

Omissivos puros ou próprios: a omissão este descrito na própria lei, art. 135 do CP, deixar de, é um
crime omissivo puro.

Preso não pratica crime pratica uma falta disciplinar de natureza grave.

Art. 50 da LEP especifica as faltas graves. Conseqüência da à regressão de regime, sumula


vinculante 5 do STF.

Crimes omissivos impuros ou impróprios ou comissivos por omissão: a lei prevê ação, e essa ação
deve ser praticada por um sujeito especifico, essa ação deve ser praticada por quem tenha dever
jurídico de agir, por quem seja o garantidor.

Estamos diante dos policiais bombeiros salva vidas, art. 13 §2º, que tem o dever de agir.
Mãe que deixa que padrasto pratique estupro em filha, comete crime de estupro.

Contrato: baba que foi só chamada naquela noite.

Ingerência: aquele que por seu comportamento anterior causou o risco, amigo que sabe nadar
convida aquele amigo que não sabe nadar.

Principio da intrancendencia orienta tanto a ação penal publica quanto a ação pena privada, só
pode poder ser dirigida contra o causador do crime.

Do fato típico:é todo comportamento humano previsto em lei como crime ou como contravenção
penal.O fato típico é composto por conduta resultado relação de causalidade, ou simplesmente
nexo causal.

Essa estrutura diz respeito somente aos crimes materiais.

CRIMES MATERIAS

conduta
resultado
causalidade

Quanto a relação de causalidade e tipicidade: conduta resultado nexo causal e tipicidade.

Nos crimes formais o resultado naturalístico não importa.

Fato típico é igual aos de mera conduta.

Da conduta: lato sensu conduta é gênero no qual são espécies ação e omissão.A omissão é espécie
do gênero comum.

“nullun crimen sine actio” conduta ação ou omissão. A conduta humana é indispensável.

Teorias da conduta:
Causalismo: ou naturalística são sinônimos são a mesma coisa.

Frans Vou Liszt, pai do causalismo, que definia a conduta como sendo o comportamento humano e
voluntario que causa uma modificação no mundo exterior. Neste momento histórico dolo e culpa
esta dentro da culpabilidade. A tentativa branca é a incruenta se errei o agente errou não
modificou o mundo exterior, essa critica são acrescentadas ao logo dos anos ao causalismo, tudo
isso para que possamos chegar ao finalismo vem de uma obra de Frans que reestruturou toda a
lógica do mundo penal.

Teoria Social: acrescenta ate fatos socialmente relevantes para o mundo jurídico. Ela não sai do
papel a não ser para o principio da adequação social.

Teoria jurídico penal : é toda ação omissão culposa ou dolosa que ofende os expõe a perigo bens ou
interesses tutelados pela lei penal.Não obstante ao autor do Prof. Toledo, ela nunca teve aceitação
em nosso pais.

Teorias modernas:

Teoria constitucionalista: que exige para ter tipicidade formal, ou objeto ou seja o fato tem que
estar previsto em lei exigido tipicidade material ou normativa,falando em desvalor da conduta e do
resultado e imputação objetiva.

Tipicidade subjetiva: haverá conduta penalmente relevante somente quando um bem ou interesse,
tutelado pela constituição federal, for atingido de tal monte e tal gravidade quando um bem ou
interesse tutelado pela Constituição federal, que justifique a intervenção do direito penal, aqui que
esta os princípios implícitos da CF. Há mais de 30 princípios na CF.Principio da proteção dos bens
jurídicos, da insignificância,ou seja princípios da dignidade da pessoa humana.

Teoria funcionalista: qual a função do direito penal? Daí falamos em funcionalismo moderado ou
teológico.

Funcionalismo moderado teleológico: segundo o prof. Claus Roxin,é regrar a vida social,
administrar a vida em sociedade, ele não serve para criar crime e sim para administrar a vida social.

A função do direito penal segundo o prof. Jakobs é reafirmar a vigência da norma, reafirmar a
autoridade do estado, e para isso ele pode tratando o agente como inimigo.

O estado tem que reafirmar seu poder por que ele pode tudo, pois o fim justifica o meio.

Sendo expulso do estado e sendo tratado como inimigo, o sujeito que vai contra a ordem social é
tratado como inimigo.Nascem assim dois tipos de direito penal direito penal do cidadão,o direito
penal como tal qual conhecemos, e o delinqüente que detonar com o pacto social, o direito penal
do inimigo.

O direito penal do inimigo (guinther Jakobs):o inimigo na guerra não tem que ser preso e sim
abatido, esse direito penal clássico é suficiente para combater a criminalidade
contemporânea?Pense nos crimes da internet, por exemplo, no momento que falamos no direito
penal do inimigo, um direito penal em que o principio fundante é da periculosidade e não a
culpabilidade, pois o prof. Jaboks trabalha com o imputável criminoso, aplicando uma medida de
segurança ao imputável ex uma prisão perpetua em tese.

O direito penal do inimigo é tratado sempre.

O que precisa é frear o direito penal do inimigo, pois ele já e uma realidade dentro e fora do Brasil.

Military Commissions Acts: (comissões militares) a possibilidade do suspeito da pratica de


terrorismo fica encarcerado em Cuba sem prazo indefinitivamente, não prazo para uma acusação
formal, aguardando uma organização formal, os americanos legalizaram tortura.

Hoje a Europa esta elegendo um novo inimigo o imigrante clandestino. Podendo matar em caso de
duvida.A Itália fascista ela criou a agravante da clandestinidade quando o co mesmo crime for
praticado por clandestino a pena é maior punindo o sujeito pelo que ele é e não pelo o que ele
faz.Foi criada duas leis os médicos que atendem os clandestinos eles devem comunicar os estado e
os donos de imóveis que devem comunicar se o bem foi a alugado para o clandestino, podendo
esse bem ser confiscado.

Ler a lei do abate que nada mais é que uma alteração no código brasileiro da aeronáutica, no
sentido que uma aeronave que esta em território brasileiro que tiver suspeita de drogas pode ser
abatida, sendo no Brasil o que é mais próximo de direito penal do inimigo no Brasil, sendo quem da
a ordem de abate é o Presidente da republica indo de contra o art. 5 da CF que fala das garantias
constitucionais.

Primeira velocidade do direito penal possuindo 2 características:

1)Pena de prisão por excelência mais respeito às por garantias constitucionais: direito penal
clássico,.

2)penas alternativas para prisão por excelência mais flexibilização de garantias constitucionais.O
grande reflexo é a lei 9099/95.Não há contraditório não há ampla defesa não a processo ele esta
sofrendo uma pena, impondo pena ao sujeito não havendo o processo.

3)Resgata a pena de prisão por excelência pensando por terrorista e flexibilizo mais as garantias
constitucionais, esta foi a questão de promotor de SP devendo vincular ao direito penal do inimigo,
estando ligado ao direito penal do inimigo.

As principais idéias são as teoria constitucionalista e funcionalista, entendendo que há um


funcionalismo radical e moderado.

Causas de exclusão ou ausência da conduta, musculares ou secretores,

Começando pelos movimentos reflexos, que são atos musculares (martelinho do medico) ou
secretores (espirros), que respondem a excitações efetivas do agente.

Choque elétrico: a culpa o fato em tese típico.Falando de algo inevitável e imprevisível. O espirro
quando a pessoa começa a espirra e bate o carro e mata umas pessoas é fato atípico.
Exceções

Atos habituais, exceção porque não vão excluir a conduta, são atos reiterados e em regra
impensados, quando praticados pelo agente. Aqui esta o sujeito que dirige falando no celular esse
que esta fumando quando esta dirigindo, fato típico, tem culpa.

Ações em curto circuito: são as que dizem respeito a atos instintivos ou impulsivos do agente, em
regra ligados a emoções paixões violentas. Curto circuito pq o sujeito não pensa ex quando marido
pela a mulher com outro e mata. Esse curto circuito pode ser uma privilegiadora melhorando a
pena ou sendo atenuante.

Os estados de inconsciência:

Sonambulismo: quando mata quando esta dormindo e sonha que esta sendo assaltado e mata a
esposa esse caso que foi a júri e o sujeito foi absolvido. Só esta em estado de sonambulismo não
tem consciência não tem conduta, fato atípico.

Hipnose ou epilepsia: o hipnotizador ele será autor mediato de um crime doloso, ele terceiriza um
homicídio usando uma pessoa que ele hipnotizou o hipnotizado pratica fato atípico.

Força irresistível ou gênero do qual são espécies os fatos da natureza, e os fatos de terceira pessoa
que vamos chamar de coação física.

Força da natureza: quando o agente esta no meio de uma tempestade, ele acaba atirando e
danificando o bem de terceiro, ou praticando homicídio ou lesão corporal, praticando fato atípico.

Coação física: não há vontade, nem o resquício dela, estou no museu vendo armas, e alguém chega
por traz e empurra, não pode responder por dano, o fato é atípico.

Coação moral: o coagido possui vontade, possui as vezes os resquício, o seqüestrador esta com o
filho se não matar a vitima em 2 minutos vão matar o filho.Neste caso, só responde pelo crime o
coator, uma vez que o coato terá excluída a sua culpabilidade, fundamento legal art. 22 do
CP.Estamos de outros caso de autoria mediata a ou indireto.

Fato típico é reestruturado por conduta por resultado, por nexo causal e por tipicidade.

Resultado penalmente relevante

Duas teorias:

Teoria Normativa ou jurídica:ela diz que resultado é a ofensa ou exposição a perigo de bens ou
interesses tutelados pela lei penal, para esta teoria todos os crimes possuem resultado normativo,
o resultado vem da norma, vem da lei.

Teoria naturalística: segundo a qual resultado é a efetiva modificação do mundo exterior, nem
todos os crimes modificam o mundo exterior ex crimes contra a contra ou tentativa branca. Para a
teoria naturalística a crime sem resulta naturalístico.
Art. 13 caput do CP, que defendem a existência do crime com resultado defendendo a teoria
normativa. Mais não é a preferida pela doutrina. Elas aceitam a teoria normativa mais preferem à
naturalística. Majoritária.

Dia 05/03/09

Analise do fato típico: é estruturado por conduta, resultado, nexo causal e tipicidade,nos crimes
formais conduta=tipicidade.

DO NEXO CAUSAL OU RE LAÇÃO DE CAUSALIDADE

Teoria da equivalência dos antecedentes causais ou teoria da “conditio sine qua non”

Causa é todo antecedente lógico sem o qual o resultado não teria ocorrido como ocorreu. Essa
teoria surge de trabalho filosófico.

O juiz alemão Van Buri que sistematiza o penal e conceitua a teoria que se conhece no processo
hipotético de eliminação.

Thiren responsável pelo processo hipotético de eliminação. No entanto mostra grande critica a
teoria a conditio sine qua non.

Teoria da causalidade adequada: causa é toda condição idônea apta a produzir o resultado segundo
a experiência comum e o julgamento normal dos homens. Essa teoria não é adota no Brasil como
regra mais sim apenas no art. 13 § 1º. No Brasil adotamos como regra a condito sine qua non.

Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu
causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

O regresse infinito vamos afastar essa contradição com a chamada imputação subjetiva. Ou seja,
com o enfrentamento de dolo e culpa.

Portanto a imputação objetiva não resolveu todas as questões e é por isso que criou outra teoria
com a imputação subjetiva.

Os crimes qualificados vêm através de um resultado agravador, responsabilidade objetiva significa


basta a relação de causa e efeito.

Cabe responsabilidade objetiva no direito brasileiro? Sim cabe

Art. 19 - Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver
causado ao menos culposamente. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Animus mecandi, ou seja, o dolo de lesão corporal, ou seja, ele teve vontade de agredir.Nesse
período histórico nossa imputação objetiva não evitava para evitar esse excesso vem o movimento
com doutrinadores alemães, que acabam trazem a imputação mais ampla. Imputação subjetiva
continua sendo o que sempre foi.

Teoria da imputação objetiva, não esta na lei e tem fundamento doutrinário e em jurisprudência.
Segundo os defensores dessa teoria temos como primeiro requisito a criação do risco proibido, a
vida nos denota uma vida cheia de riscos, ex fabricar armas é uma atividade de risco.

Principio da confiança: aquelas expectativa que os outros vão concordar.

Domínio causal ter o agente o poder de determinar a iniciativa, poder sobre todas as circunstâncias
ter o poder para querer interromper antes da consumação.

Para a teoria da imputação objetiva é mais benéfica para o réu.

STJ resp 822527 Distrito Federal

STJ HC 46525

Da superveniência causal: concausas causas que atuam de forma paralela a conduta principal do
agente. Essa concausa pode ser:

Dependente Quando se inserir no comportamento normal.

Independente quando não se situar no desdobramento natural, ano se situa no comportamento


normal. Ela pode ser absolutamente independentemente ou relativamente independentemente.

Absolutamente independentes são as que não se originam da conduta do agente ela por si só
produz o resultado.

Relativamente independentes são as que originam da conduta do agente.

Amas as espécies podem ser antecedentes, podem ser concomitantes aquelas que atuam no exato
momento que da conduta do agente, e supervenientes atuam após a conduta dos agentes.

Absolutamente independentes são aquelas que não se originam da conduta do agente. Ex tentativa
de homicídio.

Relativamente independentes: que se originam da conduta do agente, ex hemofílico, homicídio


consumado.

TEORIA DA TIPICIDADE

Adequação típica: que poder ser por subordinação direta e imediata, ou indireta e mediata.

Ocorre adequação típica direta quando o fato se adéqua perfeitamente ao respectivo tipo penal.
No momento em que o autor mata alguém, se adéqua perfeitamente ao tipo penal. O participe, por
exemplo, ele auxilia a matar ele induzia instigou a matar alguém.

Típica indireta quando a conduta do agente não se adequou ao respectivo tipo penal.

Norma de extensão da figura típica que será ao art. 29 do CP.

Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na
medida de sua culpabilidade. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

§ 1º - Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de 1/6 a 1/3.
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

§ 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena
deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais
grave. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Art. 13§2 do CP, mãe que sabe que padrasto violenta filha crime, a mãe pratica estupro.

Fase objetiva do tipo penal ela não esta vinculada ao nome, o tipo penal é puramente
descritivo e objetivo sem qualquer elemento valorativo é nesse momento histórico que surge.

Fase indiciaria da antijuridicidade Max Maiar, o tipo penal serve para fundamentar a
ilicitude.

Iure factum que admite prova em contrario.

Surge o tipo total do justo, ou seja, formal um tipo total, é justamente por isso que também
caracteriza teoria dos elementos negativos do tipo, ou seja, a causa d justificação já funcionam
como elementos negativos do tipo. Ex matar alguém salvo em legitima defesa.

Injusto penal é aquele formado por tipicidade mais ilicitude.

Tenho o tipo penal como uma garantia, ou seja, não a criem que lei anterior o defina.

Função garantidora: art. 5º inciso da CF é um direito fundamental

Função fundamentadora: uma vez típico se presume ilícito, “Juris tantum” ela é relativa e admite
contrario. É que se exerce jus puniendi, onde aplica a sanção penal, na ação privada o que é
transferida ao particular.

Principais espécies de tipos fechados e tipos abertos. Normais penais em branco, homogêneas e
heterogêneas.

Exemplos de tipos penais abertos os crimes culposos o ato obsceno que devem ser
complementados. Os tipos possuem apenas elementos objetivos e os tipos anormais alem dos
elementos objetivos possuem elementos normativos e subjetivos.

Todos os tipos são dolosos todos os tipos possuem um caráter subjetivo.


Tipos fundamentais são os que descrevem o crime na sua forma mais simples e estão previstos em
regra na cabeça do artigo. Os derivados são os que se originam dos fundamentais agregando
circunstancias que servem para aumentar e diminuir a pena, estamos falando dos tipos qualificados
e privilegiados. Tipos simples e mistos.

Os tipos simples são os que possuem um único tipo nuclear é os crimes de conduta única que
possuem apenas um verbo nuclear matar subtrair.

Tipos mistos são os que possuem mais de um verbo nuclear.

Os tipos mistos decorrem dos crimes de ação múltipla, ou de conteúdo variado, tem a ver com os
tipos mistos podem ser alternativos ou cumulativos. Tipo alternativo que no obstante mais de um
verbo nuclear pode ser consumado com a pratica de uma única conduta.

Lei de drogas 11.343/06 art.33 vamos chegar a 18 verbos nucleares é um tipo misto alternativo.

Os tipos mistos cumulativos todos os verbos nucleares vai se acumular no crime.

ELEMENTOS DO TIPO

Podemos dividir os elementos do tipo em elementos objetivos ou subjetivos, os elementos


objetivos podem ser descritivos e normativos.

Objetivos descritivos: exprimem um juízo de certeza, sendo facilmente percebidos por


terceiros,fogo,veneno e emboscada mulher matar alguém.

Os objetivos normativos são os conceitos de índole jurídica exigindo do interprete do juiz um


especial juízo valorativo ex funcionário publico, documento, cheque, duplicata, decoro dignidade
decoro indevidamente moléstia grave.

Subjetivos: são os que estão na cabeça do réu, art. 150 do CP, para si ou para outrem.

O que os causalistas chamavam de dolo especifico nos finalistas elementos subjetivo.

Tipicidade penal não acaba se confundindo com a tipicidade formal.

Tipicidade penal antigamente se confundia com a tipicidade formal. Bastava que formalmente
tivesse previsto em lei.

A tipicidade material pode ser formada + tipicidade conglobaste esse tem que contrariar todo o
ordenamento jurídico.

Conduta antinormativa é aquele la que não é imposta pelo estado e não é fomentada pelo estado.

Conteúdo de crime tem que analisar se aquela conduta fendeu o bem tutelado pela lei penal de tal
gravidade que justifique.

STJ 104827 SP

1003257 Paraná

Dolo normativo esta na consciência vontade de ilicitude, o dolo é o quer já qualificado.


Dolos malus também conhecido como normativo esse dolo migra para tipo como dolo natural

Consciência – vontade esse é o dolo natural.

Culpabilidade é formada por potencial consciência da ilicitude e inexigibilidade da conduta adversa.

Dia 06/03/09

Dolo normativo: não existe mais agora foi substituído pelo dolo natural.

Teorias do dolo

Teoria da representação com a mera previsão do resultado sendo desnecessária qualquer


vontade. Essa teoria não é acolhida no nosso pais.
Teoria da representação confunde dolo com culpa consciente por isso não é adotado em
nosso pais.
Teoria da vontade não basta apenas a previsão do resultado, sendo também necessária a
vontade de querer produzir.
Teoria do consentimento complementa a teoria da vontade dizendo que também vai ter
dolo quando o agente aceita o resultado.Assumindo o risco que o resultado ocorra.
Qual a teoria adota no Brasil a respeito do dolo, teoria da vontade do consentimento.

Dolo direto: a vontade do agente se dirige em uma mesma direção, o fim é diretamente querido
pelo agente. O resultado é obtido como consciência necessária a produção do fim.

Dolo direto de segundo grau.

Dolo de conseqüências primaria ou dolo direto de primeiro grau, também conhecido como dolo de
conseqüências primaria ou dolo de segundo grau.

Dolo indireto: a vontade do agente não se dirige em um só sentido.

Dolo alternativo e dolo eventual.

No dolo alternativo o agente deseja com igual intensidade produzir um ou outro resultado.

No dolo eventual o agente não quer o resultado mesmo assim o aceita, assumindo o resultado que
o ocorra.

Na cabe dolo eventual sempre que se exigir certeza sobre as elementares e circunstâncias.
Dolus Generalis ou erro sucessivo: ocorre quando o agente supondo ter produzido o resultado
desejado. Ele pra tica com finalidade diversa sendo que esta nova conduta é que produz o evento
que ele queria lá deis da origem.

Dolo de propósito: ele existe quando há um intervalo entre a ideação e a execução do crime.

A premeditação não é qualificadora e não é agravante genérica. Ela só ser levada em consideração
as famosas circunstâncias jurisdicionais.

Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do


agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem como ao comportamento da
vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime:

Umas ou algumas das circuntacias são negativas.

Todas as 8 circuntacias judiciais são negativas.

Fase das majorantes e das minorantes causa de aumento.

Atenuante art. 65, III, “C”, CP.

Perdão judicial art. 140, § 1 inciso II.

DOLO CULPOSO

1)Elementos do crime culposo:a conduta é finalista

2)Conduta inicial voluntaria:

3)Violação do dever cuidado:

4)Resultado involuntário

5)Nexo causal

6)Previsibilidade do resultado

7)Ausência de previsão

8)Tipicidade

Imprudência: como a famosa culpa em agir culposo

Negligencia: culpa in onitendo

Imperícia: culpa profissional aquela que decorre da atividade profissional

Crime culposo sem resultado naturalístico.

Os crimes culposos são delitos matérias pq a necessidade de resultado naturalístico.

PREVISIBILIDADE OBJETIVA DO RESULTADO: ela será medida a partir do grau de atenção”homo


medius” esse é o representado hipotético do homem comum.
Previsibilidade objetiva diz respeito ao homo medius e esta dentro da culpa. Culpa inconsciente.

Previsibilidade subjetiva na culpabilidade, a conseqüência é fato atípico.

TIPICIDADE: são tipos penais abertos, a complementação é feita pelo juiz.

Espécies de culpa

Culpa inconsciente quando o agente não prevê o resultado previsível.

Culpa consciente é aquela depois de prever o resultado mesmo assim pratica a conduta
acreditando sinceramente que o resultado não ocorrerá.

Culpa própria aquela que ao agente não quer o resultado e nem assume o risco de produzi-lo.

Culpa imprópria aquela em que o agente produz o resultado incidindo em erro escusável.

Obs:. não cabe tentativa de crime culposo, com exceção da culpa imprópria

Infelicitas Facti: é o termo latido que se da ao caso fortuito e em força maior. Causa de exclusão da
culpa. Exclusa da culpa.

Infelicita Facti caso fortuito e força maior.

Não cabe compensação de culpas em direito penal, no entanto cabe a concorrência de culpas.

Erro profissional é a falibilidade das regras da ciência. principio da confiança no sentido de que as
pessoas vão se comportar conforme normalmente esperado, esse principio vem convocado nos
crimes de transito.

Tipo preterdoloso: art. 19 CP.

Dolo antecedente e dolo como fato conseqüente.

1)Culpa no ante+ culpa no conseqüente

2)Culpa no antecedente+ dolo no conseqüente

3)Dolo no antecedente+ culpa no fato

Crime preterdoloso ou preterensional dolo antecedente e culpa resultado conseqüente.

Lei 9455 lei de tortura temos um crime preterdoloso .

Latrocínio art. 157,§ 3 que da violência resulta a morte,esse crime é sempre qualificado pelo
resultado será preterdoloso quando o resultado morte adverte de culpa.

Erro de tipo essencial ou acidental

Incide elemento constitutivo do tipo podendo levar a exclusão do tipo.

1)Escusável/inevitável: é aquele que teria incidência mesmo que o agente tivesse empregado o
grau de atenção do “homus médius”, ele exclui dolo e culpa e portanto o fato será atípico.
2)Inescusável/ evitável: é aquele que poderia ter sido evitado se o agente tivesse empregado o grau
de atenção do “homus mediu”.Ele somente exclui o dolo e permite a punição do agente a titulo de
culpa se houver crime culposo previsto e lei.

Art. 20 caput Cp.

Delito putativo decorrente de erro de tipo

È também conhecido como crime imaginário é aquele que só existe dentro da cabeça do agente
que supõe estar delinqüindo quando na verdade pratica um relevante penal.

Erro determinado por terceiro

A é autoria imediata B erro e escusável dolo+ culpa ou inescusável: homicídio culposo.

Descriminante putativa diz respeito

1)a existência de uma causa excludente da ilicitude que não é reconhecida pelo ordenamento
jurídico.

2) existência de uma causa de exclusão reconhecida pelo ordenamento jurídico como uma situação
de fato que se realmente existisse tornaria legitima a conduta do agente.

Teoria estremada da culpabilidade vai dizer que na terceira hipótese existe erro de proibição.

Erro de tipo acidental é que incide sob elemento acessório do tipo penal.Esse nunca vai excluir o
crime. Hipótese:

Erro sob o objeto ou erro in objecto: o agente supõe que a sua conduta recai sob uma coisa,
quando na verdade recai sobre outra.
Erro sobre a pessoa ou chamado error in persona art. 20, §3 do CP o agente se confundi em
relação a sua vitima. Aqui nos não temos o erro de pontaria.
Erro sobre o nexo causal (“aberratio cause”)o resultado pretendido pelo agente se produz
porem de outro modo, chamado erro sucessivo ou dolus generalis, possui uma única
conduta.

Dia 09/03/09

Erro de tipo acidental:

O erro sobre a pessoa:


Erro sobre a pessoa:
Erro sobre o nexo causal “aberratio causae” Quando por acidente ou uso dos meios de
execução ofende pessoa diversa de quem pretendia atingir
Erro na execução: “aberratio ictus” art. 73 do CP. Erro de pontaria com um único resultado.
Aberratio ictus com resultado único, ou seja, eu disparei contra a pessoa querida mais por
erro na pontaria acertei a pessoa errada.
Resultado duplo(unidade complexa) aquele desejado e aquele não desejado, no caso de resultado
duplo ou unidade complexa, concurso formal próprio de crimes, tenho uma conduta que produz
dois ou mais resultados.

Concurso material mais benéfico art. 70 § único do CP.

Concurso formal

Art. 70 - Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes,
idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas,
mas aumentada, em qualquer caso, de 1/6 até 1/2. As penas aplicam-se, entretanto,
cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios
autônomos (IMPRÓPRIO), consoante o disposto no artigo anterior.(Redação dada pela Lei nº 7.209,
de 11.7.1984)

Parágrafo único - Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do art. 69 deste Código.
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Resultado diverso do pretendido—“aberratio delicti ou criminis” ocorre por acidente ou uso


dos meios de execução ofende bem jurídico distinto daquele que pretendia atingir, também
temos nesse caso erro de pontaria. O erro se da de pessoa para pessoa e na aberratio
criminis de bem jurídico para bem jurídico.
Hipótese de resultado duplo ou unidade simples
Ou resultado duplo e unidade complexa
Concurso formal perfeito de crimes
REGRA: SE O CRIME CULPOSO OU NÃO EXISTIR OU FOR MENOS GRAVE DO QUE O DELITO
PRETENDIDO PELO AGENTE NÃO SE APLICA A REGRA DA ABERRATIO CRIMINIS, TENTATIVA
DE HOMICIDIO.
Do crime consumado: art. 14 inciso 1º do CP, se diz consumado o crime quando se realizam
todos os elementos da sua descrição legal.
Crime exaurido:ocorre quando o agente após atingir o momento consumativo torna a
agredir o mesmo bem jurídico, em regra visando tirar vantagem da pratica anterior.Ex
falsifica moeda e Poe em circulação
Consumação nos crimes:
a)materiais se da com a produção do resultado naturalístico
b)formais se da pela simples atividade independentemente do resultado naturalístico
c)mera conduta a consumação se da com a cão ou omissão delituosa
d) culposos a consumação se da com a produção do resultado naturalístico
e) omissivos puros se da com abstenção do comportamento indevido
f)impuros ou impróprios se da com a produção do resultado naturalístico
g)permanentes que o momento consumativo se prolonga no tempo
h) habituais com reiteração dos hábitos habituais do agente
i)qualificados pelo resultado preterdolo se consumam com a produção do resultado
agravador
j)complexos são os que resultam da fusão de dois ou mais crimes autônomos, a consumação
se da quando se realizam todos os componentes dos crimes compostos
“ITER CRIMINIS” o exaurimento não faz parte do iter criminis
Cogitação: o agente idealiza mentalmente a pratica do crime a cogitação é sempre
impunível.
Preparação: atos necessários a execução do crime, a preparação em regra é impunível
também.
Execução:que o bem jurídico começa a ser agredido e portanto o crime se torna punível.
Consumação:aqui se reúne todos os elementos descritos no fato tipico.

DO CRIME TENTADO
ART 14 INCISO 2º DO CP”CONATUS”
CONCEITO: é a não consumação do crime depois de já iniciada a sua execução por
circunstancias alheia a sua vontade a vontade do agente, ampliação temporal da figura
típica onde se procede a uma adequação direta ou mediata.
Elementos da tentativa:
a)inicio da execução:
b) não consumação do crime:
c) interferência do crime alheia a vontade do agente:
d) dolo

Distinção entre atos preparatórios e atos executorios

Teoria subjetiva: não importam objetivamente atos que dizem respeito ao inicio da
execução do tipo, pois o que interessa a intenção do agente, essa teoria não é adota no
Brasil.
Teorias objetivas:
2.1Objetivo formal ato executório quando o agente inicia a realização do verbo descrito no
tipo.
2.2 Objetivo material diz que haverá to executório quando bem penalmente tutelado for
exposto a risco.
2.3 Mista ou objetivo individual: Teoria preferida pela doutrina alemã( Wetzel), deve ser
diferenciados atos atinentes a execução do tipo e inicio da execução do crime. O inicio da
execução do crime abarca atos que no plano do autor diga respeito a tos imediatamente a
anteriores a realização do tipo.

FORMAS DE TENTATIVA

a)Imperfeita ou inacabada, o agente sem esgotar o processo executório não consuma o


crime por circunstâncias alheias a sua vontade, não há o esgotamento do processo
executório.
b) perfeita ou acabada ou crime falho ocorre quando o agente depois de esgotar o processo
executório deixa de consumar o crime, não consuma o crime por circunstâncias alheias a
sua vontade mais ele esgota o processo executório.
c)branca ou incruenta que existe quando a vitima não é atingida,ela pode ser tanto perfeita
quanto imperfeita, se a vitima é atingida a tentativa é a cruenta essa pode ser tanto perfeita
quanto imperfeita.

PUNIBILIDADE NA TENTATIVA

Teoria objetiva diz que a tentativa deve ser punida da mesma forma do crime consumado,
pois o que vale é a intenção do agente.
Objetiva ou realista diz que a tentativa deve ser punida de forma mais branda que o crime
consumado por causou um mal menor do que a forma consumada causaria.

INFRAÇÕES PENAIS QUE NÃO ADMITEM A TENTATIVA

Crimes culposos, salvo a culpa imprópria ela esta no art. 20 do CP.


Crimes preterdolosos são aqueles que há dolo no fato antecedente e a culpa no fato
conseqüente são uma espécie de crimes agravados pelo resultado,art. 127 do CP, não
admite tentativa, mais isso não é pacifico.
Contravenção penal não é punível a tentativa e não há exceção.
Crimes que a lei exige a produção de resultado
Crimes habituais um ato isolado é atípico.
Crimes que tratam da forma tentada da mesma maneira da forma consumada art. 352 do
CP, art. 309 do código eleitoral.Crimes de atentado lei 71070/83.
Crimes omissivos puros também não admitem tentativa
Crimes unissubsitentes são os que interfase com único ato como por exemplo a injuria
verbal.Ha exceção.

TENTATIVA ABANDONADA ART. 15 DO CP.

Natureza jurídica: é uma causa de exclusão da tipicidade , posição de Frederico Marque,Basilei


Garcia,Damasio de Jesus e Mirabete.

Causa de exclusão da culpabilidade: que é aposição de Welzel e Roxin é a posição da doutrina


alemão.

Causa pessoal de exclusão da punibilidade:que é posição de Hungria, Anibal Bruno , Magalhael


Noronha, Zaffarone e Guilhrme se Souza Nucci.

Ela funciona como uma ponto de ouro pra evitar a consumação do crime.

b)conseqüência da tentativa abandonada é a exclusão da tentativa e a punição dos atos ate então
praticados.

c) desistência voluntaria: ocorre quando o agente desiste de prosseguir na execução do crime


impedindo a sua consumação. A desistência cabe na tentativa inacaba e imperfeita pois não houve
esgotamento do processo executório.

d) arrependimento eficaz: quando cessa o processo executório o agente impede a produção do


resultado.
e) elementos:

f)voluntario é um ato livre ato sem coação ato espontâneo é um ato sincero, o ato mais sincero do
agente.

ARREPENDIMENTO POSTERIOR

Natureza jurídica: é uma causa obrigatória de redução da pena, art. 16 do CP.

Requisitos:

cometido sem violência ou grave ameaçada a pessoa.


Reparação do dano ou restituição do bem, deve ser integral do prejuízo da vitima ou
restituição total do bem ao não ser que haja concordância da vitima e dos herdeiros dela.
Ato voluntario do agente que se agente foi aconselhado de assim proceder.
Até o recebimento da denuncia ser da queixa, na cabe a minorante do art. 16 do CP mais
pode trabalhar com a atenuante do art. 56,III,”b”,CP. Diminuição se da de 1/3 a 2/3
conforme art. 16 do CP

DO CRIME IMPOSSIVEL OU QUASE CRIME COMO TENTATIVA IDONEA INADEQUADA.

Natureza jurídica: o crime impossível é uma causa de exclusão da tipicidade.


Hipóteses:
a)ineficácia absoluta do meio: o meio aplicado pelo agente ou instrumento utilizado para
praticar o crime jamais o levarão a consumação. Ex utilizar um palite de dentes para matar
um adulto. Este meio deve ser absolutamente ineficaz.
b) impropriedade absoluta do objeto material, ou seja, a pessoa ou a coisa sobre a qual cai a
conduta criminosa é absolutamente inidônea para produzir qualquer evento lesivo.
c) delito putativo por erro de tipo: erro de tipo o agente não sabe que esta praticando o
crime , já no delito putativo por erro de tipo o agente quer praticar o crime, mais por
desconhecer a situação fática acaba cometendo um irrelevante penal.O delito putativo por
erro de tipo equilave ao crime impossível pela impropriedade absoluta do objeto material.
Sumula 145 do STF

d) Delito putativo por obra do agente provocador:

Flagrante preparado: o agente provocar induz o sujeito da pratica delitiva. Ex policial grávida.
Sumula 145 do STF.

Flagrante esperado ex policial fazendo campana, espero o crime ocorrer, diferente do flagrante
postergado o policial este infiltrado dentro da organização policial. Este flagrante tem que estar
previsto em lei, art. 2º da lei 9034/95.

Punibilidade no crime impossível:

a)Teoria Sintomática pune o agente pela mera condição periculosidade.

b) teoria subjetiva se pune o agente pela simples vontade.


c) teoria objetiva o crime é sempre impossível sejam a ineficácia do meio ou a impropriedade do
objeto.

d) temperada só há crime impossível se a ineficácia do meio e a impropriedade do meio foram


absolutas; se forem relativas haverá tentativa.

Aspecto processual:

ILICITUDE

Art. 21, do CP, art. 23 do CP

Crime é um fato jurídico.

Causa supralegal de exclusão da ilicitude.

Consentimento do ofendido

Natureza do bem jurídico: Indisponível é aquele que o interesse publico, o estado toma para si o
monopólio de decisão sobre o destino do bem.O interesse é particular a decisão sobre o destino do
bem por excelência são disponíveis honra e patrimônio.Podemos falar de consentimento do crime
ate a consumação do crime.

Capacidade para consentir: com a maioridade civil, só pode consentir que tiver 18 anos, art. 224
“a”.

Se o dissenso da vitima vamos excluir a tipicidade, se o dissenso da vitima não estiver constituído
no crime é causa de exclusão de ilicitude.

Excludentes da ilicitude

11/03/09º

Ilicitito e injusto

O ilícito é a contrariedade entre o fato e a lei ou fato e a norma.

O injusto é a contrariedade do fato em relação ao sentimento e justiça o ilícito não pode ser
medido o ilícito não pode ser graduado, agora o fato pode ser mais ou menos ilícito.

O fato pode ser ilícito e não ser considerado injusto.

Ilícito= ilicitude formal é a mera contrariedade entre o fato e de lei.

Ilicitude material diz respeito ao caráter ante social ao faro típico, à disposição a risco de um bem
que é tutelado pela norma penal.
Essa é uma divisão clássica.

Concepção unitária da ilicitude são a ilicitude formal que se confundia com a tipicidade e ilicitude
material era a única e verdadeira ilicitude.

ilicitude
formal

concepção
unitaria
ilicitude
material

A única ilicitude acaba sendo a formal.Essa sim é aceita atualmente.

TEORIA DA ILICITUDE

5.1 Teoria Subjetiva a lei penal se divide somente as pessoas imputáveis pois somente elas
conseguem entender o comando e proibição da norma da lei penal.essa teoria confunde a ilicitude
com a culpabilidade por isso ela não é adotada no Brasil.

5.2 Teoria objetiva trata do caráter de lesividade do fato incriminado, essa é a teoria aceita no
nosso pais.Eventual carga subjetiva que encontremos no tipo penal já foi exaurida em sede de tipo
penal.Embora aceita no nosso pais ela esta enfraquecida.

Causas legais de exclusão de ilicitude

ESTADO DE NECESSIDAD E

Existência de dois bens jurídicos protegidos, um deles vai ter que ser sacrificado, para que o
outro sobreviva.

Natureza jurídica do estado de necessidade: é uma causa legal de exclusão da ilicitude prevista no
art. 23 inciso 1º, os requisitos do estado de necessidade estão previsto no art. 24 do CP.

REQUISITOS:

Perigo atual: perigo é probabilidade de lesão.


Ameaça: de direito próprio ou alheio.

É prontamente possível o estado de necessidade de terceiro.

Perigo não provocado voluntariamente pelo agente, que não provocou por sua vontade.

Primeira conclusão: se o perigo foi provocado dolosamente não cabe estado de necessidade.

Segunda conclusão: se o perigo foi provocado culposamente há duas posições:

1º posição do Hungria está afastada a necessidade.

2º posição preferida pelos penalistas modernos, à vontade não abrange culpa, isso significa que
para essa posição pode sim alegar estado de necessidade. Posição majoritária.

Inexistência de dever legal de enfrentar o perigo: não pode alegar estado de necessidade quem tem
o dever legal de enfrentar o perigo.

O MP agora pode investigar. STF segunda turma Habeas 91661, que existe fundamento
constitucional para o MP investigar. Art. 129 da CF.

O Art. 13 do CP § 2 traz:

Dever jurídico de agir: não pode valer do estado e necessidade.

a)legal:

b) contratual:

c) aquele que provoca voluntariamente o perigo não pode alegar estado de necessidade.

A grande discussão esta na letra b que possui duas posições:

1º posição: que cabe alegação de estado de necessidade, interpretação literal do art. 24 § 1º.

2º posição interpretação sistematica essa posição é a majoritária, na cabe estado de necessidade.

Inabilidade ao caráter subsidiário ao estado de necessidade ele deve ser utilizado como ultimo
mecanismo.O estado de necessidade tem que ser inevitável.

Proporcionalidade: bem jurídico de maior valor prefere a bem jurídico de menor valor. Se os bens
jurídicos forem de igual valor, qualquer um deles poderá ser sacrificado. Alguns autores sugerem
que não pode ter uma escolha deliberada Ex policial e bandido.

Confronto entre deveres; confronto de fazer # dever de não fazer:Ex de crianças que precisam de
aparelho e só possui um, daí o agente deve preferir a obrigação de não fazer, o que não se quer
que o agente aja matando.

TEORIAS SOBRE O ESTADO DE NECESSIDADE

PRIMEIRA TEORIA PARA O ESTADO DE NECESSIDADE:


TEORIA DIFERENCIADORA: VAI DIFERENCIAR O ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE DO ESTADO DE NECESSIDADE
JUSTIFICANTE

ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE: O BEM JURÍDICO SACRIFICADO É DE MAIOR OU DE IGUAL VALOR QUE O
PRESERVADO.ELE EXCLUI A CULPABILIDADE.

ESTADO DE NECESSIDADE JUSTIFICANTE: O BEM JURÍDICO SACRIFICADO É DE MENOR VALOR QUE O BEM JURÍDICO
PRESERVADO, ELE EXCLUI A ILICITUDE.

O CÓDIGO PENAL MILITAR TRAZ NO ART.43 TRAZ OS DOIS O CTN TRAZ OS DOIS.

TEORIA UNITÁRIA MAIS EXISTE UMA EXCEÇÃO NO CÓDIGO MILITAR.

COMO FOI ACOLHIDO O PRINCIPIO DA RAZOABILIDADE NO ART. 24 É POSSÍVEL O ESTADO DE NECESSIDADE


JUSTIFICANTE QUANDO O BEM SACRIFICADO É DE MENOR OU DE IGUAL VALOR DO QUE O PRESERVADO.QUANDO O BEM
SACRIFICADO É DE MAIOR VALOR QUE O PRESERVADO,VAI APLICAR COMO REGRA O ART. 24 § 2º DO CP. QUE TRAZ UMA
NIMORANTE GENÉRICA, ESSA POSIÇÃO É MAJORITÁRIA.

MAIS EXISTE OUTRA POSIÇÃO QUE DEFENDE A UTILIZAÇÃO DO ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE NESSA
SITUAÇÃO.CAUSA SUPRALEGAL DE EXCLUSÃO DE CULPABILIDADE, ESTA POSIÇÃO É MINORITÁRIA. A POSIÇÃO MAJORITÁRIA
É PELA PENALIZAÇÃO DO AGENTE.

ESPECIES DO ESTADO DE NECESSIDADE

Quanto a titularidade do bem jurídico agredido ou ameaçado: o estado de necessidade pode


ser próprio ou de terceiro.

Quanto ao aspecto subjetivo do agente: ele é real ou ele é putativo, ser real quando
realmente existir a situação de perigo, exclui ilicitude art. 23 inciso 1º, o estado de necessidade será
putativo o agente por erro supõe a existência da situação de perigo.No putativo vai excluir depende
se entendermos correta a posição extremada da culpabilidade esta hipótese é de erro de proibição
exclui a culpabilidade,para os adeptos da teoria limitada da culpabilidade daí temos erro de tipo
comissivo então vamos excluir dolo e culpa.Está posição é a majoritária.

Quanto terceiro que suporta a agressão ao bem jurídico: estado de necessidade agressivo e
estado de necessidade defensivo. Artigo 188 do CC.

Estado de necessidade agressivo o bem jurídico sacrificado pertence a terceiro inocente.

Estado de necessidade defensivo o bem jurídico sacrificado pertence ao próprio causador do


perigo.

No estado de necessidade agressiva, o autor do fato necessitado deve indenizar o terceiro


inocente e depois em ação própria buscar seu direito de regresso contra o causador do perigo. Ex
esconder na casa por causa de assaltante daí indeniza o inocente e busca o direito de regresso
contra o causador do perigo.
No estado de necessidade defensivo não há obrigação de indenizar por que o sacrifiquei o
bem jurídico do próprio causador.

Em se tratando de estado de necessidade agressivo cabe sim a indenização.

Art. 150 § 3º do CP, art. 5 inciso 11 da CF. Hipóteses constitucionais do estrado de


necessidade. Art. 128 inciso 1º da CP hipóteses de aborto.Tendo que sacrificar o feto para salvar a
vida a vida da mãe.

Mais no caso de estupro não posso se alegar o estado de necessidade nesta casa a não ser
sustentem o principio da pessoa, daí pode continuar trabalhando com o estado de necessidade.
Inexigibilidade de conduta adversa, pois nessa caso não pode esperar outra reação ou não se pune
o aborto pratico por medico pois assim o fato é típico e licito.

LEGITIMA DEFESA

Agressão injusta atual ou iminente, essa agressão pressupõe ato humano.

Ex quando uma pessoa manda o seu cachorro atacar outro,neste caso é age em estado de
necessidade.

Injusta agressão é injusta contraria as regras de direito, não constitui necessariamente, a


agressão tem que ser necessariamente dolosa, agora não necessariamente precisa ser nem dolosa
nem violenta ex motorista de ônibus que tomou todas esta embriagado, ela tem que ser injusta.

Outro ex sonâmbulo que tenta matar uma pessoa, ou hipnotizado.

Cabe legitima defesa de fato atípico, sim cabe, não constitui necessariamente fato típico.

Ex:a tese do furto de uso que leva a atipicidade do fato, para reconhecimento o agente não
pode agir com animus furandi ele que o bem emprestado,ele tem que devolver o bem nas mesmas
circunstâncias e no mesmo lugar.

A agressão não tem que ser necessariamente típica mais sim ter que ser necessariamente
injusta.

Em Omissão injusta cabe sim legitima defesa, ex presidiário que cumpriu a pena mais que
ainda continua preso a omissão do estado configura legitima defesa.

Atual: quando já começou a ofender o bem jurídico, mais ainda não cessou.

Eminente: é aquela que esta prestes a se tornar atual.

Ex o sujeito que sempre esta sendo ameaçado cabe legitima defesa, não cabe, pois não é
atual e eminente. Sendo assim não cabe legitima defesa de agressão futura.

Todos os bens jurídicos podem ser defendidos no Brasil pela legitima defesa.
Cabe legitima defesa da honra, art. 140 § 1º inciso 1º, é claro que cabe legitima defesa.

Posso matar para defender a honra, não neste caso não.

A desproporção dos bens jurídicos colocados em confronto, não pode matar bem jurídica a
vida, pois não é proporcional.

O direito já nos da uma resposta técnica para essa situação, o seja, ou seja, a separação
litigiosa.

Cabe a legitima defesa de terceiro, primeiramente observar qual a natureza jurídica do


terceiro, ele é indisponível ou ele é disponível.

Se o bem indisponível cabe legitima defesa, mesmo contra a vontade do titular.

Sendo o bem é disponível é aquele que o interesse é privado, a recusa do terceiro impede a
legitima defesa.

Reação dos meios necessários: meio necessário é o que agente dispõe no momento para
fazer cessar a agressão.

Obs:Se o agente depõe de um só meio esse meio acaba sendo necessário.

Obs: se o agente dispões hipóteses defensivas .

O agente tem que optar pelo meio defensivo que conduza para o menor dano.

Os meios necessários devem ser utilizados moderadamente, a moderação deve ser feira e
entre agressão reação.

Eu posso matar em legitima defesa se a agressão e com os punhos?Em tese posso.

Eu posso matar para defender patrimônio, em tese não. Em regra não pode para defender
patrimônio ao não ser que a vida estiver em risco ex latrocínio tentado.

A grande tese é inexigibilidade de conduta adversa e que funciona como causas supra legal
de exclusão de ilicitude.

Legitima defesa: agressiva e defensiva também chamada de passiva.

ESPÉCIES DE LEGÍTIMA DEFESA

I. QUANTO À TITULARIDADE DO BEM JURÍDICO


1. Própria: bem jurídico do próprio agente.

2. De terceiro: bem jurídico é de terceira pessoa.

II. QUANTO À REAÇÃO


1. Agressiva ou ativa: será ativa quando a reação configurar fato típico. Por exemplo: sujeito mata
em legítima defesa. Matar = fato típico, mas há legítima defesa.

2. Defensiva ou passiva: quando a reação não constituir fato típico. Por exemplo: agressão que
pode vir a ser contida com os braços, a reação não constitui fato típico.

III. QUANTO AO ELEMENTO SUBJETIVO DO AGENTE


1. Legítima defesa real: realmente existe agressão injusta, atual ou iminente. Ela exclui qual
elemento do crime? A ilicitude, com o fundamento no art. 23, II do CP.

2. Legítima defesa putativa: o agente, por erro, supõe a existência da agressão injusta, atual ou
iminente. Putare = imaginar, supor. Por exemplo: dois inimigos se encontram em via publica, um
deles coloca a mão no bolso para puxar um lenço e o outro (supondo que é uma arma) saca a sua e
atira antes  legítima defesa putativa.

A legítima defesa putativa exclui qual elemento? Depende.

- Teoria extremada da culpabilidade: há erro de proibição (art. 21, CP: isenta de pena), que vai
excluir a culpabilidade.

- Teoria limitada da culpabilidade: há erro de tipo permissivo, que exclui a tipicidade, mais
precisamente exclui dolo e culpa. Adotada no Brasil. Vale para estado de necessidade putativo
também.

3. Legítima defesa subjetiva ou excessiva: o agente por erro excede-se nos limites da legítima
defesa. Há o excesso, a imoderação na reação do agente. Art. 23, parágrafo único do CP.

Qual a diferença entre a legítima defesa putativa e a subjetiva ou


excessiva, já que ambas trabalham com erro? Na putativa o agente erra desde a
origem, mas na subjetiva o agente erra desde a reação.

Legitima defesa putativa Legitima defesa subjetiva ou e xcessiva


O agente erra desde a origem, ele já Na origem o agente não incorre em erro,
supõe a agressão injusta desde o há uma injusta agressão. Mas durante
começo. sua defesa ele ultrapassa os limites. O
erro começa com a reação.

CASOS ESPECIAIS DE LEGÍTIMA DEFESA

1ST) LD SUCESSIVA:
É a reação contra o excesso.

Por exemplo: A (agressor injusto) dá um soco em B, este revida com


outro soco, mas continua a agredir A. A de agressor torna -se vítima e B torna -se
agressor. É possível a LD sucessiva para maioria da doutrina (mas não é tese
pacífica).

Por exemplo: A maníaco sexual que arrasta a vítima B para estuprá -la, ao
rasgar as vestes da vítima esta alcança uma pedra e bate na cabeça de B, este fica
quase inconsciente. B com medo continua a dar pedrada na cabeça de A. A
(agressor injusto) poderá matar a vítima B em legitima defesa? Por isso a tese da
LD sucessiva não é pacífica.

2ND) LD REAL RECÍPROCA

Cabe LD real de LD real? NAO, é impossível. Para haver LD real deve haver agressão injusta, atual
ou iminente, no mesmo contexto fático é impossível duas agressões injustas. Quando a agressão do
primeiro agente é injusta a do segundo agente já será justa.

3RD) LD PUTATIVA RECIPROCA

Cabe LD putativa recíproca? SIM.

Putativa de putativa é possível, porque não estamos falando em LD real


(onde há agressão injusta de fato). Na putativa não precisamos do requisito
agressão injusta, atual ou iminente (não há requisitos do 25). Há uma falsa
percepção da realidade.

Por exemplo: dois inimigos se encontram em via pública, os dois imaginando que o outro irá sacar
arma o faz antes e atira.

4TH) Cabe LD real de putativa? Sim.

Por exemplo: A e B inimigos mortais. A vê B coloca a mão no bolso, B está buscando o celular que
está sacando. A imagina que vai puxar arma e com isso saca sua arma. A está em legitima defesa
putativa já que B ia pegar o celular. Quando A puxa sua arma B percebe e sendo mais rápido pega
com a outra mão a sua pistola vindo a matar A.
A sacou em função de um erro a sua arma  vira injusta agressão. B em LD real mata A.

5TH) Cabe LD putativa de LD real? Sim.

Deve haver a presença de uma terceira pessoa. Por exemplo: A vê um terceiro levantar a arma que
está prestes a disparar contra pai de A. A mata o terceiro. Depois a situação concreta diz que o
agressor injusto era o próprio pai. A cena vista por A era uma falsa percepção da realidade. O
terceiro estava se defendendo legitimamente da agressão injusta do pai. Na cabeça de A era
agressão injusta do terceiro, A estava em LD putativa.

6TH) LD E ABERRATIO ICTUS

Art. 73, CP. O erro de tipo acidental não exclui o crime.

Crimes aberrantes: aberratio ictus (73) e aberratio criminis ou delicti (74).

Erro na execução (ERRO DE PESSOA PARA PESSOA)


Art. 73 - Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao
invés de atingir a pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responde
como se tivesse praticado o crime contra aquela, atendendo -se ao disposto no § 3º
do art. 20 deste Código. No caso de ser também atingida a pessoa que o agente
pretendia ofender, aplic a-se a regra do art. 70 deste Código.
Resultado diverso do pretendido
Art. 74 - Fora dos casos do artigo anterior, quando, por acidente ou erro na
execução do crime, sobrevém resultado diverso do pretendido, o agente responde
por culpa, se o fato é previsto como crime culposo; se ocorre também o resultado
pretendido, aplica-se a regra do art. 70 deste Código.

Por exemplo: A agressor injusto bate em B (vítima). B se defende legitimamente da agressão mas
ao disparar atinge C por erro de pontaria.

•C morre: não se discute, é legitima defesa de B. O art. 73 diz que as conseqüências da aberratio
ictus leva em conta o art. 20, §3º (erro in persona, erro sobre a pessoa): responde como se tivesse
atingido a pessoa visada. Poderá haver reparação cível.

Erro sobre a pessoa


§ 3º - O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena.
Não se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da
pessoa contra quem o agente queria praticar o crime.
•C não morre: e REAGE. C ao reagir está em LD real. E B está em LD real. Temos 03 posições sobre
este caso:

 1ª corrente: erro de fato (Nelson Hungria). Erro de fato (hoje é o erro de tipo).

Não se aplica esta corrente porque os pressupostos da LD estão todos presentes. Não há erro em
relação aos pressupostos fáticos da LD, não há erro de fato.

 2ª corrente: art. 25, CP c.c art. 73, CP: há LD real em virtude da aberratio ictus.
Maioria da doutrina.

Legítima defesa
Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios
necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.
Erro na execução
Art. 73 - Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao
invés de atingir a pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responde
como se tivesse praticado o crime contra aquela, atendendo -se ao disposto no § 3º
do art. 20 deste Código. No caso de ser também atingida a pessoa que o agente
pretendia ofender, aplica -se a regra do art. 70 deste Código.

 3ª corrente: estado de necessidade (Aníbal Bruno).

Haveria estado de necessidade de B e estado de necessidade de C. nesse caso pode haver EN de


EN. No EN falamos em conflito de bens.

E X E RC ÍC I O RE GU LA R D E D I RE I TO

Exclusão de ilicitude
Art. 23 - Não há crime quando o a gente pratica o fato:
I - em estado de necessidade;
II - em legítima defesa;
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.
Excesso punível
Parágrafo único - O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá
pelo excesso doloso ou culposo.
Onde há direito inexiste crime. Um ato não pode ser licito para o direito civil e administrativo e ser
ilícito para o direito penal (ser ao mesmo tempo criminoso) o direito é uno, indivisível. A divisão por
matéria é meramente didática para facilitar a vida do operador do direito.

1. Lesões graves decorrentes das atividades esportivas: onde a violência é inerente


ao esporte: jiu-jítsu; boxe; vale-tudo.

Por exemplo: um dos boxeadores desfere um soco tão violento no oponente que este morre. Se o
Estado não quer violência no esporte deveria ter proibido este esporte. O Estado muitas vezes
incentiva e patrocina o esporte violento algumas vezes.

Cada esporte tem suas regras, a norma esportiva é direito também. Não pode de qualquer forma
lutar dentro do ringue no boxe: há definição do tipo de luva, onde pode bater, tempo de cada
round, intervalo. Essas regras do esporte sendo respeitadas e ainda assim vem a ocorrer a morte do
oponente (“quem está na chuva é para se molhar”)  HÁ FATO TÍPICO DE HOMICÍDIO, mas LÍCITO.
Há ERD. Exclui a ilicitude pelo art. 23, III, exercício regular do direito esportivo.

As lesões leves decorrentes do futebol (jogo de contato: canelada, carrinho) são excluídas pelo
princípio da adequação social. as lesões levem fazem parte da cultura futebolística desse esporte.
Princípio da adequação social exclui a tipicidade material do crime.

2. Ofendículos, ofendículas ou ofensácula. São meios ofensivos predispostos à


defesa da propriedade.

Cerca elétrica, arame farpado, caco de vidro sobre os muros, cachorro bravo, cercas em forma de
lança.

Há o direito de ter esses aparatos? Há lei municipal dizendo como se deve colocar caco de vidro,
como devem ser as lanças? Depende de cada Município. Muitas das cidades não têm leis nesse
sentido.

Se nada está previsto no direito poderá ser resolvido pelo princípio da adequação social. Embora os
cacos de vidro não estejam previstos em lei (regra municipal) é uma prática comum no Brasil será
resolvido com princípio da adequação social (exclui a tipicidade material).

Havendo lei municipal de como instalar cerca elétrica deverá ser obedecida. Há uma lei federal
sobre a cerca elétrica que depois é aprimorada pela lei municipal. A cerca deve estar a 1,80m do
chão, limite de voltagem, não pode ser arame farpado, deve haver aviso, a prefeitura deve fiscalizar
a instalação. Cumprindo todos os requisitos (exercício regular do direito) e um ladrão ainda fica
preso nos arames e morre queimado  será mesmo raciocínio do boxe. O fato é típico mas lícito.

Se não cumpriu os requisitos puxa gato de luz (energia) e instalam


aparato elétrico  o direito está sendo exercido de forma irregular. Se a cerca
estava abaixo do limite e uma criança morre eletrocutada  crime (fato típico e
ilícito). Maior ia dos autores fala em homicídio culposo (falta de cuidado).

Há autores (Monteiro de Barros) defendendo homicídio doloso em


virtude do dolo eventual. Mas se for doloso o dono da casa será levado a júri, o
que pode ser excesso.

Natureza jurídica do ofendículo: ERD.

Há uma 2ª posição falando em legítima defesa preordenada (Nelson Hungria, Nucci). Não é a
posição majoritária. Crítica: A legítima defesa tem como requisito a agressão atual e iminente, na
preordenada não há atualidade ou iminência porque pode ser que ninguém tente roubar a casa.

Damásio diz que quando instala o ofendículo há ERD e quando é usado de fato há LD preordenada.

3. Intervenções médicas ou cirúrgicas

Exercício da medicina exige regulamentação especial por parte do Estado: faculdade, residência,
entidade de classe. Não pode um leigo sair exercendo medicina. Aqui como regra teremos que a
medicina é ERD. Exceções: estado de necessidade

a) quando o leigo exerce medicina na ausência absoluta do médico. Por exemplo: cidadezinha do
interior onde não há obstetras. Gravidez de oito meses e começa trabalho de parto não podendo
ser transportada e não há tempo do medico chegar. Será chamada a velha parteira que não pode
atuar hoje em dia, mas diante do caso ela fará o parto como se médica fosse devido ao estado de
necessidade.

Por exemplo: parto realizado em viaturas e taxis. Os PMs e taxistas ajudam no parto: estão
exercendo a medicina em estado de necessidade.

b) quando há perigo de morte ao paciente e inexiste o consentimento deste.

Constrangimento ilegal
Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de
lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não
fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda:
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.
Aumento de pena
§ 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando, para a execução
do crime, se reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de armas.
§ 2º - Além das penas cominadas, aplicam -se as correspondentes à violência .
§ 3º - Não se compreendem na disposição deste artigo :
I - a intervenção médica ou cirúrgica, sem o consentimento do paciente ou de seu
representante legal, se justificada por iminente perigo de vida;
Havendo consentimento do paciente e perigo de morte  há duas excludentes: ERD
(consentimento do paciente) e EN (perigo de morte).

Para a teoria da tipicidade conglobante o exercício da medicina com finalidade curativa ou


terapêutica exclui a tipicidade (medico já prática fato atípico). Não é medicina estética.

E ST R IT O C U M P RI ME N TO D O D E V E R LE G A L

Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato:


I - em estado de necessidade;
II - em legítima defesa;
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito

Estrito cumprimento do dever legal Exercício regular de direito


Obrigação de fazer Faculdade de fazer
Há obrigação de fazer

Destinatário: funcionário público. Particular também pode se valer da tese em alguns casos.

Por exemplo: delegado convida advogado para comparecer na delegacia e pede para este revelar
informações de seu cliente que é investigado. Advogado se recusa e o delegado sob pena de
desobediência instaura TC, o advogado irá se defender com base no ECDL. Estatuto da OAB
determina o sigilo profissional. Advogado é um particular que se vale da tese da ECDL.

natureza jurídica: causa legal de exclusão da ilicitude- regra (23, III, CP).

 a teoria da tipicidade conglobante esvazia totalmente este instituto


porque a conduta do agente é imposta pelo estado (dever l egal) não há conduta
antinormativa. Por exemplo: oficial que vai fazer a penhora e entra mesmo contra
vontade do morador. Se o Estado impõe a conduta não pode ser típica. Essas
causas então gerariam atipicidade do fato.
Lei em sentido amplo: atos administrativos também se inserem aqui. Até a portaria do delegado
de polícia regulamentando plantão é lei em sentido amplo. Todas as hipóteses legislativas e
normativas do art. 59, CF (Eu Conheço O Diretor do MP, DR).

EXCESSO P U NÍV E L

Fundamento: art. 23, par.unico, CP

Excesso punível
Parágrafo único - O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá
pelo excesso doloso ou culposo.
Conceito:

Cabimento do excesso: LD, ERD, EXDV, EN.

ESPÉCIES

I - Doloso: a intensificação desnecessária advém de ato voluntario e consciente do agente. Por


exemplo: dono da fazenda porque crianças reiteradamente invadem a fazenda para pegar frutas.
Certa tarde ele pega sua arma e mata as crianças. Agente responde pelas penas do crime doloso
que praticou.

II - Culposo: a intensificação desnecessária emana de imprudência, negligencia ou imperícia.


agente responde pelas penas do crime culposo que praticou.

Os excessos acidental e exculpante  causas supralegais (não estão na lei, art. 23, par.único, CP)
de exclusão da culpabilidade, devido à inexigibilidade de conduta diversa (latu sensu).

III - Acidental ou causal: a intensificação desnecessária emana de caso fortuito ou de forca maior.
agente responde pelas penas do crime

IV – Exculpante: a intensificação desnecessária emana da alteração de ânimo, medo ou susto do


agente.

• Por exemplo: mulher puxada para o mato por maníaco em série  esta pega pedra e bate
na cabeça do estuprador que já fica inconsciente no chão não podendo continuar a
agressão. A vítima está tão apavorada e com medo de que termine o que começou continua
a bater com a pedra na cabeça dele. Nesse caso pode-se, em tese, falar em excesso
exculpante.

Da culpabilidade

Do ponto de vista analítico(tripartite):

Crime

fato típico ilícito culpável

JUÍZO DE
ADEQUAÇÃO CENSURA/
REPROVAÇÃO

1º) Culpabilidade como elemento analítico do crime. Antes da censura feita pelo juiz no 59, CP.

2º) Dentro da teoria da pena a culpabilidade é uma das circunstâncias judiciais. Maior ou menor
reprovabilidade do agente.

culpabilidade

potencial
exigibilidade de
imputabilidade consciencia da
conduta diversa
ilicitude

T E O RIA S

I) Teoria PSICOLÓGICA ou psicologista. VON LISZT; BELING


Culpabilidade é o nexo psíquico que une o delito ao seu autor, tornando -
o penalmente responsável.
Imputabilidade é pressuposto para a culpabilidade. Dolo e culpa são espécies de culpabilidade. Dolo
e culpa se confundem com a culpabilidade.

Essa teoria é psicológica porque a culpabilidade está dentro da cabeça do réu (dolo e culpa).

II) Teoria PSICOLÓGICO-NORMATIVA /normativa. FRANK – 1907


A culpabilidade é estruturada por:

Imputabilidade + dolo/culpa + exigibilidade de conduta diversa

Imputabilidade antes era pressuposto da culpabilidade.

Cria-se o elemento normativo da exigibilidade de conduta diversa.

Os elementos da culpabilidade devem estar associados à teoria clássica da conduta: teoria causal.

Em sede de teoria causal trabalhamos com dolo normativo (ou dolus malus). Dolo formado por:
consciência + vontade + consciência da ilicitude. Dentro da culpabilidade.

Dolo normativo é um querer negativamente qualificado, já é dirigido contra a ordem.

A teoria finalista passa a ser um divisor de águas quando o dolo passa para o tipo como dolo natural
formado apenas por consciência + vontade. Migra para dentro do tipo o dolo. O dolo é um
elemento volitivo (vontade) mais elemento cognitivo (consciência). Com essa mudança do dolo
surge a terceira teoria.

III) Teoria NORMATIVA PURA. WELZEL, 1930

Há deslocamento dos elementos psicológicos (dolo/culpa) para dentro do tipo, saem da


culpabilidade. Acolhida no Brasil.

A teoria normativa pura é um gênero do qual são espécies:

a) Teoria extremada/extrema/estrita

b) Teoria limitada

Diferença entre a teoria extremada e limitada: tratamento dispensado às discriminantes


putativas.

Em comum as teorias têm os mesmos elementos estruturantes da culpabilidade.


TEORIA COMPLEXA da culpabilidade: não é acolhida no Brasil, ela traz elementos psicológicos de
novo para dentro da culpabilidade. Nessa teoria há uma dupla análise do dolo:

1ª) dentro do tipo como desvalor da conduta do agente.

2ª) dentro da culpabilidade, como desvalor do ânimo do agente.

Diferenciação das teorias extremada e limitada da culpabilidade

Erro sobre elementos do tipo


Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a
punição por crime culposo, se previsto em lei.
Descriminantes putativas
Art. 20, § 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe
situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro
deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo.
Erro sobre a ilicitude do fato
Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável,
isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço.

TRATAMENTO DADO ÀS DESCRIMINANTES PUTATIVAS


Teoria extremada Teoria limitada
Erro de proibição Erro de tipo permissivo
Art. 21, CP Art. 20, caput e §1º, CP.
Exclui culpabilidade Sendo erro de tipo, exclui a tipicidade,
especificamente dolo e culpa.

No confronto entre parágrafo e caput prevalece o caput. O §1º deve ser interpretado a partir do
caput (cabeça do artigo).

Preferir nas provas a posição da teoria limitada, porque é majoritária e está na exposição de
motivos.

Semelhanças entre a teoria extremada e a limitada.

Mesmos elementos estruturantes da culpabilidade: imputabilidade + potencial consciência da


ilicitude + exigibilidade de conduta diversa.

Dirimente = causa de exclusão da culpabilidade.

Justificante = causa de exclusão da ilicitude.


IMPUTABILIDADE

Não está definida no CP. O legislador preferiu definir o oposto definindo a inimputabilidade.

DA IMPUTABILIDADE PENAL
Inimputáveis
Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto
ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter
ilícito do fato OU de determinar-se de acordo com esse entendimento.

Imputabilidade = capacidade intelectiva + capacidade volitiva

Capacidade intelectiva = entender o caráter ilícito de fato

Capacidade volitiva = capacidade de auto-determinação de acordo com entendimento anterior.

Para haver capacidade plena deve haver capacidade intelectiva + capacidade volitiva. A ausência de
uma ou de outra pode levar à inimputabilidade.

Por exemplo: drogado que todo dia sente necessidade de consumir maconha. Ele sabe que pratica
furtos (intelectiva), mas a necessidade de consumir a maconha é invencível (não tem capacidade
volitiva). A ausência de uma ou outra capacidade pode levar, em tese, a inimputabilidade.

CAUSAS DE EXCLUSÃO DA IMPUTABILIDADE

1 - Doença mental

2 - Desenvolvimento mental incompleto

3 - Desenvolvimento mental retardado

4 - Embriaguez acidental completa.

1ST) Doença mental

Qualquer enfermidade que retire, exclua a capacidade intelectiva OU volitiva do agente.

Enfermidade mental (esquizofrenia, parnaoia, psicose) pode acarretar doença mental.

Enfermidade física pode acarretar doença mental?Sim, é o caso do tifo, pneumonia, sífilis.

A materialidade se comprova por perícia. Para contestar a perícia usa o art. 182, CPP.
natureza jurídica da sentença que reconhece doença mental: absolvição imprópria, ou seja, o juiz
reconhece o fato e impõe ao réu medida de segurança (art. 96, CP).

Mesmo o réu inimputável pode agir sob o manto de uma excludente da ilicitude. Se defende por

instinto.

Inimputável pode ser pronunciado como imputável e ir a júri porque pode ser absolvido
propriamente no júri (não estará sujeito a medida de segurança). No júri há plena defesa (mais que
ampla).

Redução de pena
Art. 26, Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de
perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.

Menores de dezoito anos


Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas
estabelecidas na legislação especial.
Emoção e paixão
Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal:
I - a emoção ou a paixão;

Embriaguez
II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos.
§ 1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou
força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
§ 2º - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez, proveniente
de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena
capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.