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DIRETRIZES BÁSICAS
PRONTUÁRIO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E CERTIFICAÇÕES

1. Introdução.
O manual serve como guia para que a empresa possa começar a entender e elaborar os seus
trabalhos de levantamentos de informações e análises internas documentais sobre:

As disposições de suas instalações elétricas;

Os critérios de segurança aplicados para as atividades em sistemas elétricos;

Seus treinamentos e certificações;

A intenção é montar um arquivo completo, que podemos denominá-lo como Prontuário das Ins-
talações Elétricas.

Informa sobre a necessidade do atendimento da NR-10 pelas empresas, já que se trata de um


objeto de Lei e, que por isto deve ser cumprida para que não venham ser prejudicadas pelas
punições que o orgão oficial (MTE - Ministério do Trabalho e Emprego) estabeleceu através da
ementa que incluíram no Anexo II da NR-28 - Fiscalização e Penalidades, com a publicação da
Portaria nº. 126, em 3 de junho de 2005, na Seção 1, do Diário Oficial da União - DOU, determi-
nando por meio desta as respectivas infrações pelo não atendimento do que dispõe nos subitens
da NR-10.
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2. Objetivo sobre a implantação e elaboração de documentações.
Os conjuntos de informações descritos neste manual servem como orientação básica para as
execuções técnicas de levantamentos de campo com a finalidade da obtenção dos dados para
uma segura elaboração do Prontuário Técnico sobre as Instalações Elétricas.

Para o desenvolvimento destes trabalhos devemos observar:

 Normas técnicas;
 Especificações e códigos estabelecidos nesta NR-10;
 Normas de Gestão de Qualidade e Segurança, a exemplo da OHSAS 18001 Especificação
para Sistemas da Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho;
 Outras mais que deverão estar sendo especificadas segundo os programas do sistema de
utilidade elaborado em cada empresa.

Devemos lembrar que o Prontuário das Instalações Elétricas deve enfocar, de forma clara, o seu
projeto de Utilidades e Segurança, onde deverão estar disponíveis caminhamentos, dimensio-
namentos, desenhos, especificações técnicas, os treinamentos realizados, os programados de
manutenções e implantações em sua(s) unidade(s) e outros itens desta gestão que venham
completar o correto entendimento de sua elaboração técnica.

Para dar sustentação a todo este empreendimento da elaboração do Prontuário das Instalações
Elétricas deve ser criado uma área de Gerenciamento Total da Qualidade, que deverá estar ori-
entando toda gestão (organização) da empresa nas aplicações dos itens que cabem à NR-10 e
outros que a empresa tenha que atender.
Para que possam ter informações corretas sobre suas instalações solicitamos para os interessa-
dos da empresa dados concretos sobre as disposições de suas instalações elétricas e de outras
áreas quando cabe o assunto, uma vez que, os Relatórios e Laudos devem ser convenientes e
conclusivos para a empresa.

Em casos de acidentes o auditor, o perito, ou ainda, os técnicos da própria Seguradora, além é


claro, os profissionais da alta administração da empresa, solicitam informações sobre as disposi-
ções e uso das instalações na empresa, assim, como pela situação ou seu agravamento por al-
guma ocorrência.

Por isso, um Prontuário contendo:

 Relatórios de Avaliações;
 Planos de Manutenções Preditivas;
 Dados de correções e investimentos;
 Os desenhos das diversas instalações e seus diagramas, etc.,
 Análises de Riscos;
 Treinamentos;
 Segurança;
 EPI's, EPC’s;
 Certificados;
 Qualificações;
 Habilitação;
 Atividades e levantamentos de campo;

Os Certificados sobre as Instalações Elétricas de empresas, com análises profundas que os casos
requerem, devem conter informações que condizem com a realidade das instalações, traduzindo
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suas características verdadeiras e os riscos que estas instalações possam oferecer, garantin-
do, segurança e possibilidades de adequações que podem em muito beneficiar os usuários, co-
proprietários da empresa, seus colaboradores, clientes e a própria empresa.

Implementar novos modelos de analises, tendo em vista ações anteriores, que sempre foram
tratadas com simplicidade, torna-se complicado, uma vez que, o importante era se ter a “Certifi-
cação das Instalações Elétricas", sem muita complexidade e cumplicidade, disponível para mos-
tra aos interessados das áreas legais, oficiais ou não, que seus sistemas implantados eram ade-
quados.

No entanto, com a publicação da nova NR-10 do Ministério do Trabalho e Emprego e de outras


normas como NBR-5410, NBR-14039, NBR-5419, NBR-5433, NBR-5434 etc., da ABNT, inclusive
as NR’s e aquelas de Gestão que cabem a este assunto “Eletricidade, Qualidade e Segurança”,
estas realizações necessitam que sejam feitas de forma mais realistas e, com muito critério e
responsabilidade, pois assim, a Lei agora exige.

2.1 Definições:
2.1.1. Prontuário: manual com as indicações úteis, onde estão contidas as informa-
ções, em pastas distintas, sobre o gerenciamento desta ação e sua gestão, os sistemas
e instalações elétricas, suas plantas da empresa com a disposição de suas diversas ins-
talações, os diagramas gerais, memórias de cálculos estabelecidos para as instalações
elétricas, relatórios de vistorias técnicas e análises de campo, laudos, contratos e con-
tratações, planilhas de planejamentos, investimentos, os planos para as atividades em
manutenções e instalações, fotos, projetos de implantações ou alterações programadas
e suas especificações, orientações de manutenções e segurança, dados sobre Análises
Preliminares de Riscos, PPP -Perfil Profissiográfico Previdenciário, PCMSO - Programa de
Controle Médico de Saúde Ocupacional, PPRA -Plano de Prevenção de Riscos Ambien-
tais, etc.

2.1.2. Laudo: parecer do perito ou auditor, com a conclusão da perícia, onde é infor-
mado, de forma sucinta e clara os resultados obtidos com as análises conclusivas de
instalações ou construções executadas ou existentes, das prestadoras de serviços técni-
cos, se atendem ou não as normas e legislações vigentes.

2.1.3. Relatório: é a exposição, mais ou menos minuciosa do que se viu, ouviu ou ob-
servou, deve conter neste as condições gerais e informações sobre os diversos tipos de
análises de perícias ou auditorias realizadas em uma determinada área, instalação, es-
trutura, construção, máquina, procedimento, equipamento, etc., constando na sua des-
crição os resultados de medições, avaliações que relatam condições das instalações,
comportamento de máquinas, equipamentos, pessoas e outros, além de recomenda-
ções para correções e adequações técnicas, com a finalidade de que as instalações pos-
sam permanecer corretamente instaladas e funcionando sem que ocorram riscos desne-
cessários para a empresa e, principalmente as pessoas, e, que ainda, possam servir pa-
ra um seguro enquadramento dos sistemas e instalações segundo o que determinam as
normas técnicas nacionais vigentes e a Lei.

2.1.4. Certificado das Instalações Elétricas: é, para este caso, o documento que
certifica ou atesta a veracidade das instalações elétricas da empresa. Informa que as
instalações atendem a NR-10 e os procedimentos técnicos de segurança estabelecidos
pelo Ministério do Trabalho e Emprego e, a outras normas da ABNT e de Gestão vigen-
tes, aplicáveis ao uso de energia elétrica, sua segurança e concepção em projeto. A cer-
tificação é expressão clara da conformidade das instalações elétricas da empresa, do-
cumento este, elaborado por um perito recomendado pela empresa. Entende-se tam-
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bém, que as certificações são obrigatórias, e servirão para outros itens como: equi-
pamentos, ferramentais, EPI’s, EPC’s e atividades de riscos específicos.
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3. Comentários sobre NR-10 e a obrigatoriedade de sua implantação na empresa
Esta norma NR-10 é constituída por 14 itens (10.1 a 10.14), 99 subitens, 3 anexos e 1 glossário,
tendo ainda, como referência, os códigos e infrações que a ela cabem, dados pela Portaria nº.
126, da NR-28 do Ministério do Trabalho e Emprego, e foi atualizada com a intenção de oferecer
aos profissionais envolvidos em instalações e sistemas elétricos uma maior segurança, visto as
alterações feitas no setor elétrico e nas diversas atividades com eletricidade.

Foi elaborada para poder oferecer as empresas e seus vários executantes uma nova organização
do trabalho e das instalações de sua planta, visto a necessidade da introdução de novas tecno-
logias e a reorganização frente às introduções de qualidade impostas pela globalização que en-
volve diversos itens técnicos e em especial a segurança em suas atividades e negócios.

A idéia de ter como princípio básico à eliminação de acidentes frente a esta fonte de risco, que é
a energia elétrica, já da aos participantes deste Grupo, elaboradores da nova NR-10, seus cola-
boradores e especialmente o Ministério do Trabalho e Emprego uma grande credibilidade pela
boa fé na realização e objetivo deste grande feito.

Seu foco na Gestão de Qualidade, Saúde e Segurança, e a responsabilidade desde a produção


até o consumo final de energia, vêm oferecer não só aos que trabalham diretamente em energia
elétrica, como também, a toda sociedade de um país que pretende ser organizado e ter melhor
qualidade de vida a oportunidade de realizações seguras que se traduzem em benefícios reais
para todos.

Complementam-se às suas aplicações todas as normas técnicas oficiais que a ela são correlatas,
nacionais e internacionais e, outras instruções de controle, planejamento, qualidade e seguran-
ça.

Consta nesta nova NR-10, que os funcionários da empresa e terceiros devam ser treinados e ter
seus certificados, serem autorizados por escrito para as tarefas em serviços com eletricidade.

Paralelamente ao período de treinamentos, deve ocorrer a organização, quantificando e classifi-


cando uniformes, EPI’s, ferramentas, equipamentos, EPC’s, etc., destinados ao uso obrigatório
em serviços e sistemas elétricos, examinando todos sobre os aspectos de necessidades de certi-
ficações. Todos os EPI’s, EPC’s, equipamentos e ferramentas, classificados como isoladas, esta-
riam sendo testados para que sejam confirmadas as suas características de isolação e proteção.

Para um correto início deste atendimento da NR-10, é importante que a empresa já tenha sele-
cionado os profissionais que de uma forma direta ou até mesmo indireta venham estar envolvi-
dos em sistemas e instalações elétricas para que possam ter os treinamentos sobre a segurança
e responsabilidades nas suas execuções técnicas de elétrica, instrumentação, engenharia, proje-
tos, planejamento, recursos humanos e segurança.

Durante este período, já em andamento, de treinamento, os auditores internos e externos esta-


riam adiantando com a obtenção de informações, efetuando as diversas análises sobre as suas
não-conformidades e realizando analises sobre seus riscos que cabem à suas ações em serviços
com eletricidade, verificando ainda, nesta etapa, os seus projetos, relatórios de análises preven-
tivas e memoriais descritivos, vestimentas, ferramentais e segurança.

Importante saber que todos os envolvidos neste assunto com trabalhos em eletricidade terão
que estar com os seus certificados de treinamentos em ordem e, ainda, ter a empresa suas cer-
tificações dos equipamentos e materiais elétricos destinados ao uso com eletricidade para as
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instalações em ambientes com atmosfera potencialmente explosiva atualizados, portanto, é
necessário que avaliem a sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação, e
estas informações devem fazer parte do Prontuário Técnico Geral da empresa, onde estarão
reunidos os documentos originais, assim como também, as cópias dos certificados de conformi-
dade emitidos pelo OCC -Organismo de Certificação Credenciado e de outros documentos impor-
tantes.

É necessário considerar que todos os procedimentos sobre a elaboração do Prontuário das Insta-
lações Elétricas e outros itens de orientações que cabem a esta organização devem ser correta-
mente integrados ao sistema de gestão da empresa com a intenção da preservação da saúde do
trabalhador, ao meio ambiente no trabalho, na segurança das instalações e operações em eletri-
cidade, na conservação do patrimônio da empresa e, principalmente, na segurança do ser hu-
mano e de outros seres vivos dos quais podemos ter um controle para sua preservação.
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4. Diretrizes básicas para a implantação da NR-10 na empresa.

4.1 Cursos e Treinamentos.


Para as instalações implantadas e em funcionamento o procedimento correto, tendo em vista, os
riscos de operações diversas em sistemas elétricos é que tenham os treinamentos e certificações
recomendadas na NR-10, pois não cabe qualquer omissão de fato sobre a possibilidade de riscos
elétricos nas instalações e pessoas.

Atende os cursos e treinamentos as horas de presença e aproveitamento recomendados no Ane-


xo III e subitens internos desta NR, a exemplo do item 10.8, que comenta sobre a Habilitação,
Qualificação, Capacitação e Autorização dos trabalhadores.
Os treinamentos em Primeiros Socorros devem ser feitos por um Médico(a) ou Enfermeiro(a)
Padrão.

4.2 Análises de vestuários, equipamentos, ferramentas, EPI’s e EPC’s.


Paralelamente a fase de treinamentos dos indivíduos selecionados, compete aos coordenadores
das áreas de Instalações, Manutenção e Instrumentação, Segurança e Projetos, terem a sua
disposição as relações com as características dos diversos ferramentais, máquinas e equipamen-
tos de uso em eletricidade para verificações técnicas de conformidade e qualidade, uma vez
que, estes também deverão ser, dependendo de suas características, certificados pelos seus fa-
bricantes ou por laboratórios que poderão estar sendo por eles ou pêras áreas técnicas da em-
presa e sua consultoria indicados.

4.3 Auditoria externa e interna das instalações gerais da empresa.


Análises com auditorias externas e internas das instalações e sistemas elétricos são necessárias
e importantes e, devem ser realizadas, para que sejam verificadas as condições de não-
conformidades, com a intenção de elaboração de relatórios específicos às partes elétricas gerais
e, com isto, poder preparar as diretrizes para a adequação das instalações e elaboração do(s)
Prontuário(s) Técnico(s) segundo se estabelece na NR-10.

4.3.1. Auditoria: exame sistemático para determinar se as atividades e resultados re-


lacionados estão em conformidade com as providencias planejadas, e se essas provi-
dências estão complementadas efetivamente e são adequadas para atender à política e
aos objetivos da organização.

4.3.2. Objetivo: metas, em termos de desempenho do SST,que uma organização es-


tabelece para ela própria alcançar.

4.3.3. SST - Segurança e Saúde no Trabalho: condições e fatores que afetam o


bem-estar de funcionários, trabalhadores temporários, pessoais contratados, visitantes
e qualquer outra pessoa no local do trabalho.

4.4. Medidas de Controle. (10.2 da NR-10)


Medidas de controle tem por intenção a integração do pessoal técnico, responsável e subordina-
dos para estas ações em sistemas elétricos e, deverão ter disponíveis subsídios claros sobre os
sistemas elétricos gerais, isto, através de desenhos detalhados das instalações, seus diagramas
unifilares e trifilares, memoriais descritivos, condições de operações dos sistemas elétricos em
serviços e sistemas elétricos, condições de uso das áreas e instalações, segurança, saúde e meio
ambiente.
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Tem como base as análises de riscos, a integração às demais medidas de segurança da em-
presa e a obrigatoriedade de se ter os desenhos unifilares e um completo Prontuário de suas
instalações elétricas organizado, atualizado que possa ser colocado sem qualquer risco para o
conhecimento e utilização de seus funcionários e para as análises cabíveis de qualquer Órgão
Fiscalizador e de auditores importantes que possam ser contratados pela empresa para o exame
de suas documentações técnicas e certificações.

Considera este item a necessidade de ter a empresa disponível em seu Prontuário os documen-
tos que comprovam a Qualificação, Habilitação, Capacitação e os Treinamentos dos trabalhado-
res internos e mesmo daqueles terceirizados que prestam serviços em eletricidade, a saber:

Cópia do diploma de cada trabalhador qualificado, diploma do curso específico na área elétrica,
em nível técnico ou superior, reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino;
Cópia do registro no competente conselho de classe e, para este caso, de trabalhos em eletrici-
dade, do CREA, sendo necessário também que se tenha o recibo de pagamento da anuidade;

Comprovante de capacitação para trabalhos não-qualificados e documento que indica qual é o


profissional habilitado, responsável pelos trabalhos; e

Cópia do certificado de conclusão, com aproveitamento satisfatório do(s) curso(s) de treinamen-


tos de segurança, assim, como também o documento de autorização para trabalhadores que
executam serviços nas instalações elétricas da empresa.

4.5. Medidas de Proteção Coletiva (10.2.8 - NR-10) -Proteção Individual (10.2.9 -


NR-10).
Com os treinamentos prévios dos vários profissionais envolvidos diretamente em meio às ativi-
dades nas instalações e sistemas elétricos, sejam elas de forma coletivas ou individuais, levam
ao seu conhecimento os requisitos para a execução segura de suas atividades, atendendo os
subitens que tratam especificamente da segurança dos indivíduos e, das instalações e equipa-
mentos, que dizem respeito à realização de trabalhos de qualquer natureza em manutenções e
implantações de sistemas elétricos.

A priorização no que diz respeito a desernegização das instalações elétricas e seu aterramento, a
segurança individual com o uso de EPI’s também é clara nas aplicações de qualquer trabalho em
energia, enfim a segurança das diversas atividades em eletricidade são muito importantes para
preservação da vida.

4.6. Segurança em Projeto. (10.3 da NR-10)


Trata este item a forma de uma nova implantação, no entanto, visto que a unidade já pode es-
tar em pleno funcionamento cabe aos responsáveis pelas áreas de instalações elétricas da em-
presa efetuar uma nova análise dos dispositivos instalados em seus sistemas elétricos, tendo em
vista que existe a necessidade de se ter novos conjuntos de proteções, de religamentos elétri-
cos, aterramentos e de especificações, uso e outras aplicações de segurança, que deverão cons-
tar nos projetos, e estes devem ser atualizados, inclusive constar naqueles de novas constru-
ções. Todos os dados devem estar inclusos em seus memoriais descritivos e de cálculos.

Torna-se importante saber que os projetos, assim como os demais documentos estarão sendo
analisados pelos auditores de organismos governamentais, e especialmente por aqueles do Mi-
nistério do Trabalho, que se certificarão sobre a realidade das instalações e sua adequação à
NR, conferindo e confrontando os desenhos, relatórios e memoriais com as instalações para cer-
tificação da veracidade dos mesmos.
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Todas as seqüências dos diagramas das instalações elétricas estarão sendo examinadas até a
sua parte operacional (motores, bombas, misturadores, etc.), principalmente os dispositivos que
servem como segurança dos sistemas e suas operações, inclusive a prevenção dada às influên-
cias ambientais e outros riscos por incêndios e explosões.

4.7. Segurança em Construção, Montagem, Operações e Manutenção(10.4 da NR-10)


As instruções deste item dispostos na norma são aplicáveis à conduta e segurança dos trabalha-
dores, envolvem relações de saúde, comportamento e meio ambiente em suas atividades, os
controles de riscos adicionais e, essas partes, têm uma co-relação direta com os treinamentos,
qualificação, liberações médicas, medidas de proteções e de controle e cursos estabelecidos nes-
ta NR-10.

Orientações são mencionadas para os trabalhos em riscos adicionais como: espaços confinados,
atmosferas explosivas, altura, isolação, campos eletromagnéticos, etc., que devem ser aqui or-
ganizados juntamente com outros itens como ferramentais, manutenção das instalações, super-
visão das instalações por pessoal autorizado, trabalhos seguros dos técnicos, níveis de ruído e
iluminação, implicando ainda a este item as recomendações impostas na NR-17- Ergonomia.

4.8. Segurança em Instalações Elétricas Desernegizadas e Energizadas. (10.5 e 10.6


da NR-10)
Os procedimentos que cabem a esta fase sobre instalações elétricas desernegizadas (10.5), as-
sim como, o item subseqüente (10.6) que trata sobre instalações energizadas, devem ser consi-
derados se forem aplicadas de forma adequada as suas atividades mediante ordens de serviços,
controladas pelos coordenadores responsáveis pelas áreas envolvidas nos assuntos de implanta-
ções, manutenções, planejamentos e a segurança dos trabalhos propostos, tornando importante
sempre observar as indicações propostas no Anexo I desta NR-10.

Critérios para proteção em trabalhos com instalações energizadas, com tensão igual ou superior
a 50 Volts em Corrente Alternada ou superior a 120 Volts em Corrente Contínua, aqui estabele-
cidos no item 10.5, tem a intenção de alertar sobre as zonas de risco e controlada e, institui o
treinamento básico de 40 horas e treinamento complementar de mais 40 horas para o SEP - Sis-
tema Elétrico de Potência.

Verifica-se aqui neste item:

 Seccionamento efetivo de energia elétrica;


 Impedimento de reenergização;
 Comprovação da existência de energia elétrica;
 Aterramento do circuito elétrico ou conjunto elétrico com equipotencialização;
 Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada indicadas no Anexo I
da NR-10;
 Sinalização de impedimento de energização.

Entende-se, também nesta fase, que os profissionais das áreas de Implantações e Manutenções
Elétricas e outras áreas técnicas da empresa, que estarão envolvidos com sistemas elétricos, já
tenham passado pelos cursos e treinamentos recomendados no item 1.8, anexo III desta NR,
assim, quaisquer trabalhos ou atividades estarão atendendo às ações pelo Sistema de Gestão da
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SST , que sempre estarão sendo realizadas através de reuniões prévias, e que cabem a
cada ação em atividades elétricas, e todos os dados e ações deverão ser acompanhadas com as
informações indicadas em fichas de controles específicas para cada tipo de aplicação, a saber:

 APR - Análises Preliminares de Riscos - Geral (com os procedimentos a serem seguidos -


Segurança);
 CIF - Comunicação de Inspeção Formal (procedimentos a serem seguidos);
 CVS - Comunicação Visual - Sinalização (aplicação de cores e sinalização de segurança);
 ATR - Autorização para Trabalho em Risco;
 PPTOC - Permissão Para Trabalho Obras Correlatas;
 RSPS - Reunião de Segurança pelo Supervisor;
 DDS - Diálogo Diário Segurança;
 I.U.EPI’s - Inspeção de Utilização de EPI’s.;
 PIMSQP - Procedimentos nas Inspeções e Manutenções em Subestações (Cabines), Qua-
dros e Painéis Elétricos;
 CPAVME - Controle com os Planos de Ações para Verificações e Manutenções Elétricas
adotada para todas as Instalações Elétricas (subestações, cabines, salas, redes elétricas,
quadros, painéis, iluminação, etc.);
 CIQA - Comunicação Interna de Quase Acidente;
 RDO - Registro Diário de Obras;
 FTAS - Ficha de Treinamento Adicional de Segurança, com certificações da NR-10 (de
acordo com a NR-18.28 e, de treinamentos periódicos com temas de Segurança e ativi-
dades elétricas abordadas) - (NR-18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indús-
tria da Construção / NR-18.18.28 - Treinamento);
 CAT - Comunicação Acidente Trabalho - Anexo I - NR-18 (Empresa e Empreiteira);
 PAT - Relatório de Acidente do Trabalho (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes -
CIPA);
 ROI - Relatório Ocorrência de Incidentes;
 EEPI’s - Entrega de Vestimentas e EPI’s (liberação para uso na unidade - Segurança);
 ART - Análise de Risco da Tarefa (Estimar a magnitude dos riscos, e decidir se o risco é
ou não tolerável);
 OPAI - Observação Planejada de Atos Inseguros;
 RS - Reunião de Segurança;
 TS - Treinamento de Segurança;
 CA - Controle de Acidentes;
 AP - Alerta Preventivo (Controle das Condições Inseguras);
 PPP - Perfil Profissiográfico Previdenciário;
 PPRA - Plano de Prevenção de Riscos Ambientais;
 PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.

4.9 Trabalhos envolvendo Alta Tensão - AT. (10.7 da NR-10)


Cabe o atendimento a esse caso somente se a empresa (unidade), em suas atividades elétricas
atuarem em Alta Tensão (AT).

Tendo a empresa subestação e redes de Alta Tensão, as atividades nestas áreas somente pode-
rão estar sendo executadas por pessoal qualificado e habilitado para este tipo de intersecção,

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Sistema de Gestão da SST: parte do sistema de Gestão Global que facilita o gerenciamento dos riscos de SST - Segurança e Saúde no Trabalho
associados aos negócios da organização. Isto inclui a estrutura organizacional, atividades e planejamento, responsabilidades, práticas, procedi-
mentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política de SST da organização.
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assim, consultas para estas interferências somente poderão estar sendo feitas com bastan-
te antecedência.

A norma trata da mesma forma ações em Média Tensão e Alta Tensão, como sendo de uma úni-
ca classe de tensão (Alta Tensão).

Entende-se que todas as atividades de manutenções em transformadores, manobras e trocas de


fusíveis e outros procedimentos em redes elétricas acima de 1000 volts, somente poderão estar
sendo realizados por pessoal qualificado e habilitado, coordenados por um profissional ou em-
presa com registros no órgão de classe, acompanhados por um colaborador treinado para fun-
ção de desligamento e acionamento do socorro.

Avaliações prévias para estes casos são importantes, visto que existe a necessidade de se ter
uma programação segura para execuções e testes nestas instalações, além de ser obrigatório
ter os treinamentos em curso complementar que trata de segurança no SEP (Sistema Elétrico de
Potência) e em suas proximidades, segundo determina esta NR, em seu Anexo III.

Cabe aqui ao atendimento do item 10.8 que trata sobre a Habilitação e Autorização dos profissi-
onais para os seus trabalhos em energia elétrica (SEP).

4.10. Proteção Contra Incêndio e Explosão. (10.9 da NR-10)


Independentemente dos treinamentos que já fazem menção aos riscos em instalações classifica-
das como de riscos por incêndios e explosões, os estudos e aplicações dependem de uma quali-
ficação diferenciada de seus executantes, tendo em vista os riscos decorrentes de outros diver-
sos fatores conhecidos, a exemplo dos efeitos por acúmulos de eletricidade estática, faiscamen-
tos, surtos elétricos transitórios e choques elétricos em áreas classificadas e, que tem vasta in-
fluência nos programas de atividades e execuções de serviços dentro de áreas com conteúdos
inflamáveis e explosivos.

As condições para realização de trabalhos em locais com atmosfera potencialmente perigosas,


com conteúdos inflamáveis e explosivos, devem ser bem planejadas e organizadas para que não
ocorram perdas irreparáveis de qualquer natureza.

A adoção de sinalização de proteção contra incêndio e explosão, conforme dispõe a NR-23 - Pro-
teção Contra Incêndios e, cria a obrigatoriedade de certificação no SBC - Sistema Brasileiro de
Certificação de equipamentos e outros dispositivos para uso em áreas classificadas com riscos
de inflamabilidade e explosividade (EX).

4.11. Sinalização de Segurança. (10.10 da NR-10)


A unidade deve atender para este caso o que dispõe a NR-26 e outras normas que comentam
sobre sinalizações, além das próprias instruções da empresa que podem reforçar a segurança
com a diminuição de acidentes e possibilidades de perdas de bens materiais e, principalmente,
do ser humano e outros seres vivos controláveis.

A adoção de sinalização de segurança é destinada à advertência e a identificação, conforme es-


tabelece a NR-26 - Sinalização de Segurança. (Ler outras informações no subitem F.6.10)
Travamentos e bloqueios; proibição de acesso;
Delimitação de áreas;
Identificação de circuitos elétricos; e
Sinalização de áreas de circulação, de vias publica, de veículos e de movimentação de cargas.
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4.12. Procedimentos de Trabalho. (10.11 da NR-10)
Toda atividade deve ser executada mediante instruções prévias com orientações de segurança,
uma vez que os serviços devem ser bem planejados e corretamente executados, passo a passo,
segundo instruções claras e específicas às suas ações.

Reuniões e treinamentos preliminares sobre serviços de manutenção e instalações na empresa


são importantes e, devem ser feitas sempre na presença dos responsáveis das áreas de Manu-
tenção, Produção, Serviços Técnicos / Engenharia, Segurança e da própria Empreiteira, para que
não ocorram pela falta de conhecimento das instalações, falhas de construções, remanejamen-
tos ou mesmo manutenção, pois os serviços a serem realizados devem ter procedimentos ade-
quados para que sejam evitados riscos por irregularidades nestes trabalhos.

4.13. Situação de Emergência. (10.12 da NR-10)


As ações de segurança que envolve riscos em instalações ou serviços com eletricidade devem
constar do Plano de Emergência da empresa, assim os técnicos certificados envolvidos neste
tipo de instalações, manutenções elétricas e segurança, atuarão com plenas noções de compa-
nheirismo em todas as fases e possibilidades de execuções, inclusive com conhecimentos no que
diz respeito a animação cardio-respeiratória e outros itens de Primeiros Socorros, além disto,
saber como utilizar os equipamentos para o uso em combate a incêndio nas instalações e áreas
com sistemas e instalações elétricas.

Em qualquer situação medidas preventivas e corretivas sempre predominarão nos assuntos que
devem atender a qualquer atividade relacionada a riscos elétricos.

Os trabalhadores devem atender o que dispõe o subitem 10.13.4 desta NR-10:

 Zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por su-
as ações ou omissões no trabalho;

 Responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das disposições legais e regu-
lamentares, inclusive quanto aos procedimentos internos de segurança e saúde; e

 Comunicar, de imediato, ao responsável pela execução do serviço as situações que consi-


derar de risco para a sua segurança e saúde e de outras pessoas.

Obs.: É importante que a empresa tenha treinado por questões de segurança pessoas que pos-
sam atuar como “Anjos”, e que poderão ter sua função de acompanhamento em determinados
locais e distância nos serviços elétricos que normalmente ocorrem em salas de painéis, executa-
dos por eletricistas classificados, devendo estar fora da sala, apenas no seu acesso, mas prepa-
rado para agir, caso seja necessário, nos desligamentos emergenciais, atuando também com
conhecimentos básicos em Eletricidade e Primeiros Socorros e, com instruções para o próprio
acionamento de Socorro e Resgate por qualquer ocorrência.

4.14. Responsabilidades. (10.13 da NR-10)


As responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR são solidárias aos contratantes e contra-
tados envolvidos (10.13.1), abrange todos os participantes de qualquer ação em serviços com
eletricidade.

4.15. Disposições Finais. (10.14 da NR-10)


Cabe aos indicados para exercerem seus trabalhos em instalações e manutenções elétricas obe-
decerem às disposições desta NR, ficando claro a sua co-responsabilidade pelos seus atos.
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Algumas datas para a organização já se passaram, desta forma temos que caminhar mais rapi-
damente para que as solicitações desta NR possam ser cumpridas ou, pelo menos, tenham dis-
poníveis algumas informações sobre as não-conformidades2 das instalações elétricas e outros
itens correlatos ao assunto. Além disso, ter um correto cronograma físico para o atendimento de
suas pendências, sem mesmo que venham sofrer qualquer sanção deste órgão, a fim de soluci-
onar sobre isto e, atender as recomendações que nela constam, pois é necessário entender que
se trata esta NR de um instrumento de Lei.

2
Não-conformidade: qualquer desvio das normas de trabalho, práticas, procedimentos, condições e características das insta-
lações, funcionamento e operações dos sistemas elétricos instalados, regulamentos, desempenho do sistema de gestão, etc.,
que possa levar, direta ou indiretamente, à lesão ou doença, dano a propriedade, dano ao meio ambiente de trabalho, ou uma
combinação destes.
- 14 -
5. Perícias em casos de acidentes e sinistros decorrentes de riscos elétricos es-
peciais.
O uso de uniformes, ferramentas, EPI’s, EPC’s e equipamentos com baterias e sistemas elétricos
normalmente utilizados nos trabalhos de manutenções e instalações devem ser sempre previa-
mente analisados e liberados pela coordenação ou supervisores indicados das áreas de Manu-
tenção e Segurança, por consideramos que as situações devem ser sempre bem observadas pa-
ra que não ocorram riscos por qualquer tipo de perda ou danos.
Devemos estar analisando também as ponderações e pronunciamentos feitos pelos responsáveis
das áreas de Produção, Laboratórios, Estoques, Serviços Industriais, Agrícolas e outros, onde
poderão os técnicos de Manutenção e Instalações Elétricas, Mecânicas e Civis, estarem atuando
em seus trabalhos específicos com possibilidades de riscos elétricos, quais sejam, pois estes
também assumirão em conjunto com os técnicos das áreas de Segurança e Serviços Técnicos as
questões legais, inerentes aos riscos pelas eventuais ocorrências e perdas por incêndios, explo-
sões ou acidentes pessoais causados pelo acesso e execuções inadequadas a meio às instala-
ções e sistemas elétricos da empresa.

A vistoria especializada feita por profissionais com conhecimento nestes tipos de assuntos, de
riscos elétricos especiais, estarão analisando todas as condições das instalações e seus riscos,
frente as ocorrências em sistemas elétricos e outros de operações na empresa com a intenção
da verificação de possíveis falhas, com sugestões para adequações segundo se estabelece na
NR-10 e, ate mesmo, a outras necessidades que possam caber a proteção das instalações e
seus operadores.

Todo e qualquer trabalho deve estar sendo bem organizado e planejado para que não ocorram
falhas e danos, assim, devemos preservar a idéia de se ter Risco Zero na empresa.
Todos têm uma obrigação para com a sociedade atendendo as normas regulamentadoras que
nos são impostas, pois devemos entender sempre que vistorias em nossas instalações, em de-
corrência ou não de situações de riscos poderão estar sendo feitas pelos órgãos oficiais fiscaliza-
dores, por especialistas sábios nestes assuntos, que conhecem as diversas áreas relacionadas a
riscos elétricos especiais (energia, eletricidade estática, faiscamentos, sobretensões elétricas e
choques elétricos).
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6. Cursos aplicáveis à nova NR-10 do Ministério do Trabalho e Emprego e, outros
que recomendamos para que sejam oferecidos aos vários técnicos da empresa e, que
cabem a riscos elétricos especiais e a sua segurança, aos negócios e instalações da
empresa.

Tem como base fundamental estes cursos e treinamentos, oferecer capacitação aos diversos
profissionais participantes para que eles tenham condições de estar conhecendo e avaliando o
seu meio ambiente, suas instalações, as condições sobre métodos de trabalhos, regras para pla-
nejamentos, elaboração e exame de projetos, especificações de sistemas de proteções intrínse-
cas a cada uma das áreas de aplicação, objetivando com estes a implementação e obediência às
medidas de segurança, sob os aspectos de Risco Zero em sistemas e instalações elétricas de
qualquer tipo.

6.1 Programa do curso básico aplicável à NR-10 Ministério do Trabalho e Emprego.


(40 horas)
 Introdução à segurança com eletricidade;
 Riscos em instalações e serviços com eletricidade;
 Técnicas de análise de risco;
 Medidas de controle do risco elétrico;
 Normas técnicas brasileiras, NBR da ABNT: NBR-5410, NBR-14039 e outras;
 Regulamentações do Ministério do Trabalho e Emprego;
 Equipamentos de proteção coletiva;
 Equipamentos de proteção individual;
 Rotinas de trabalhos em eletricidade - Procedimentos;
 Documentações de instalações elétricas;
 Riscos adicionais (altura, ambientes confinados, áreas classificadas, umidade, etc.);
 Proteção e combate a incêndios;
 Acidentes de origem elétrica;
 Primeiros socorros;
 Responsabilidades.

6.2 Programa do curso complementar aplicável a segurança no Sistema Elétrico de


Potência (SEP) e em suas proximidades, recomendado na NR-10 do Ministério do
Trabalho e Emprego. (40 horas)
É pré-requisito para freqüentar este curso complementar, ter participado, com aproveitamento
satisfatório, do curso básico definido anteriormente. (Consta no texto, Anexo III - Treinamento,
item 2, da NR-10)

 Organização do Sistema Elétrico de Potência;


 Organização do trabalho;
 Aspectos comportamentais;
 Condições impeditivas para serviços;
 Riscos típicos no SEP e sua prevenção;
 Técnicas de análise de risco no SEP;
 Procedimentos de trabalho - análises e discussão;
 Técnicas de trabalho sob tensão;
 Equipamentos e ferramentas de trabalho (escolha, uso, conservação, verificação, ensai-
os);
 Sistemas de proteção coletiva;
 Equipamentos de proteção individual;
 Posturas e vestuários de trabalho;
- 16 -
 Segurança com veículos e transporte de pessoas, materiais e equipamentos;
 Sinalização e isolamento de áreas de trabalho;
 Liberação de instalação para serviço e para operação em uso;
 Treinamento em técnicas de remoção, atendimento, transportes de acidentados;
 Acidentes típicos - Análise, discussão, medidas de proteção;
 Responsabilidades.

6.3 Programa do curso básico sobre a elaboração do Prontuário das Instalações Elé-
tricas, Segurança e Certificações da empresa em atendimento a NR-10. (15 horas)
A empresa deve manter um Prontuário das suas Instalações Elétricas organizado com todas as
operações e atividades associadas à riscos identificados, onde as medidas de controles devem
ser bem elaboradas e as diversas atividades de manutenções técnicas e instalações organizadas
para que não incorram em riscos desnecessários, assim, com a elaboração e montagem de um
adequado Prontuário a empresa já estará dando um grande passo para o seu sucesso, pois terá
oportunidade de uma reorganização de suas instalações e procedimentos, com grandes possibi-
lidades de melhorias em seus processos de utilização de energia, em suas atuações técnicas
com segurança que resultarão numa maior produtividade e lucratividade.
O conteúdo de um Prontuário deve abranger todas as instalações e sistemas que utilizam eletri-
cidade, desta forma, a apresentação deste curso serve para facilitar a organização do Prontuário
da empresa.

 Introdução sobre os princípios básicos para a elaboração do Prontuário na empresa;


 Dados sobre legislação;
 O que estabelece a NR-10;
 O que estabelece a NR-28 e a Portaria nº. 126, em Infrações e Punições;
 Informações sobre os procedimentos para levantamentos preliminares de não-
conformidades;
 Exemplos de levantamentos de não-conformidades;
 Cronogramas físicos e financeiros;
 Seleção dos profissionais que atuarão em levantamentos de dados e na execução dos
itens do Prontuário;
 Dados do Prontuário, Certificações e disposições documentais;
 Investimentos e planejamento para adequações técnicas;
 Arquivo técnico e liberações de uso pelas áreas técnicas da empresa;
 Planejamento de trabalhos com segurança, normas internas executivas e treinamentos;
 Regras de segurança: medidas preventivas para o acesso aos dados do Prontuário.

6.4 Programa do curso básico de Iniciação a Eletricidade, a ser dado para os técnicos
de operações em comandos e/ou que utilizam quaisquer sistemas elétricos. (8 ho-
ras)
Este curso deve oferecer aos vários técnicos operacionais da empresa informações básicas sobre
eletricidade e poderá estar auxiliando na eliminação de acidentes e riscos em suas atividades
diárias.

 Introdução sobre os princípios básicos da eletricidade;


 Condutores e Isolantes;
 Resistência elétrica e de condutores;
 Intensidade, potência, energia elétrica e seus efeitos;
 Circuito elétrico, tensão elétrica, lei de Ohms, sobrecarga e curto-circuito;
 Magnetismo;
 Medidor de energia elétrica, geradores, alternadores e transformadores;
- 17 -
 Circuito equilibrado e desequilibrado; sistema elétrico; arco elétrico; pára-raios e su-
pressores de linha; resistências elétricas; SPDA e aterramento.
 Fator de Potência;
 Medidas preventivas no uso de máquinas e equipamentos elétricos;
 Comentários sobre Primeiros Socorros;
 Planejamento de trabalhos com segurança.

6.5 Programa de treinamento básico sobre Princípios Elétricos e de Primeiros Socor-


ros para acompanhantes improvisados para os serviços elétricos, denominados An-
jos3. (8 horas)

Estes poderão estar sendo treinados para que possam ter uma base de conhecimento sobre os
riscos em eletricidade e para que tenham condições de oferecer auxilio em desligamentos previ-
amente orientados, no combate a incêndio, no salvamento e resgates dos técnicos eletricistas e
de instrumentação da empresa que poderão estar acompanhando.

Devemos entender que nem todas as empresas têm o número suficiente de empregados, eletri-
cistas, para que andem em duplas, executando suas tarefas que poderíamos considerar como
básicas em manutenções elétricas, assim, os Anjos seriam uma boa opção, se adequadamente
treinados e orientados, para estar acompanhando como um espectador, à distância, em deter-
minados trabalhos, assim, poderiam ser orientados conforme o programa a seguir:

 Introdução sobre os princípios básicos da eletricidade;


 Informações sobre procedimentos em Primeiros Socorros;
 Riscos em eletricidade;
 Prestação de auxilio por um leigo no salvamento de um acidentado ou vítima de mal súbi-
to;
 Respiração artificial, parada cardíaca, desmaio ou lipotimia, estado de choque, queimadu-
ras,Hemorragias, fraturas, ferimentos, luxações ou deslocamentos, envenenamento, con-
vulsões por.
 Epilepsia;
 Orientações para comunicações de acidentes, telefone de emergência internos e exter-
nos;
 Desligamentos de sistemas e equipamentos previamente orientados para emergências;
 Orientação para o Anjo sobre choques elétricos;
 Noções básicas sobre combate a incêndios em circuitos elétricos e formas de procedimen-
tos do Anjo.

Nota: Seria conveniente a empresa também estar oferecendo a estes técnicos auxiliares, esco-
lhidos para serem “Anjos”, um treinamento complementar com o curso indicado no subitem
18.4, reforçando com isto o conhecimento sobre eletricidade básica e conseqüentemente a sua
segurança, inclusive no apoio que poderão estar dando para aqueles que acompanha.

6.6 Programa de treinamento básico para os profissionais classificados da empresa


sobre Princípios Elétricos, Eletricidade Estática, Faiscamentos, Choques Elétricos e
sobre os cuidados no Combate a Incêndio em Áreas Classificadas onde estão expos-
tos ou não Sistemas Elétricos e produtos Inflamáveis e Explosivos. (16 horas)
3
Anjo: nome dado ao acompanhante, um eletricista básico, preferencialmente de atividades comuns, ou um operador que não
tem acesso direto às salas e áreas de riscos, como salas de painéis elétricos, mas que pode estar de alguma forma colaborando
na observação dos trabalhos, a partir da área de acesso ao local de trabalho, como um guardião nos serviços com eletricidade.
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Este curso tem como objetivo oferecer aos técnicos que trabalham em áreas classificadas infor-
mações fundamentais sobre os riscos por eletricidade estática, faiscamentos, choques elétricos
e, até mesmo, por efeitos decorrentes de surtos elétricos transitórios, com a intenção de redu-
ção de riscos pela natureza destas fontes de ignições, perigosas para quaisquer áreas, princi-
palmente para as classificadas como EX, com conteúdos inflamáveis e explosivos, recomendan-
do neste curso as formas de procedimentos e cuidados especiais para os diversos tipos de traba-
lhos.

 Introdução sobre os princípios básicos da eletricidade;


 Instalações elétricas em ambientes potencialmente explosivos;
 Causas de riscos de incêndios e explosões;
 Classificação de substâncias inflamáveis;
 Extensão das zonas de segurança;
 Instalações em áreas classificadas de risco Leve; Leve a Moderado; Moderado; Moderado
a Severo, e Severo;
 Concentração de divisão de risco elétrico;
 Concentração e zonas de fontes de emissão;
 Fontes de emissão de materiais inflamáveis;
 Procedimentos para classificação de áreas;
 Importância do efeito da ventilação;
 Meios de Proteções de sistemas, instalações e equipamentos elétricos;
 Prestação de auxilio por um leigo no salvamento de um acidentado ou vítima de mal súbi-
to;
 Orientações para comunicações de acidentes, telefone de emergência internos e exter-
nos;
 Desligamentos de sistemas e equipamentos previamente orientados para emergências;
 Noções básicas sobre combate a incêndios em circuitos elétricos e formas de procedimen-
tos. Respiração artificial, parada cardíaca, desmaio ou lipotimia, estado de choque, quei-
maduras, hemorragias, fraturas, ferimentos, luxações ou deslocamentos, envenenamen-
to, convulsões por epilepsia.

6.7 Informações sucintas sobre eletricidade estática, faiscamentos, choques elétri-


cos e surtos elétricos transitórios.
 Eletricidade estática
 Faiscamentos
 Choque elétrico
 Surtos elétricos transitórios

6.8 Análises sobre conceitos, aplicações, planejamento, ações e investimentos.


As informações a seguir servem como orientação para uma organização desta Gestão que se
aplica aos levantamentos de dados para a elaboração do Prontuário das Instalações Elétricas e
outras ações que cabem a certificações, investimentos e segurança para se obter resultados que
venham favorecer a empresa e seus colabores diretos e indiretos.

 Plano preliminar de investigação.


 Verificação sobre as proteções contra fenômenos físicos;
 Análises sobre os dispositivos de medição, regulação de comandos e alarmes;
 Verificação sobre a possibilidade de falhas particulares, críticas / defeitos, interrupção de
energia, manipulação errôneas / omissões, falhas ocorridas sobre os grupos auxiliares
(bombas, CCM’s, grupos geradores, etc.);
- 19 -
 Verificação dos condutores de energia quanto a perigo de incêndio e possibilidades
de ignições;
 Verificação sobre as particularidades das construções e os dispositivos de segurança a
eles ligados.
 Serão feitas analises quanto a configurações construtivas, resistência à explosão, resis-
tência a incêndio, resistência a fogo, das instalações fixas contra incêndio, ventilação, de-
tecção, canalizações, galerias e etc.;
 Será feita verificação local sobre as possibilidades de intervenções manuais pelo pessoal.
Trabalho feito à mão, tratamento das informações, inclusive em painéis de comando, es-
tado do conhecimento (formação / técnica), instalações e sistema de segurança. Perigos
específicos, riscos específicos e treinamento segundo missões dadas;
 Exigência ligada ao trabalho; diferenciação do profissional habilitado, capacitado e qualifi-
cado com a verificação de treinamentos (RH, conteúdo específico segundo o que estabe-
lece a norma NR-10 do Ministério do Trabalho e Emprego); e Exposição, medidas de pro-
teções, meios de proteções pessoais e coletivos e monitoramento.
 Risco residual.
 Análises preliminares sobre as documentações e orientações no que dizem respeito a ava-
liações de riscos, tomadas de consciência oferecida através de treinamentos e trabalhos
em campo, documentos de liberações de trabalhos internos e de terceiros. Riscos reco-
nhecidos que possam ou não ter sido avaliados de maneira errada; e Riscos não reconhe-
cidos.
- 20 -
7. Administração de pessoal.
Devem ser feitos levantamentos das atividades / tarefas realizadas por cada funcionário, isto
para todas as funções que compõem o quadro técnico da área elétrica;

Devem ser feitas análises preliminares sobre possíveis desvios do sistema e tarefas e de concei-
tos legais, bem como serão apresentados critérios sobre a confiabilidade dos sistemas de prote-
ções e outras informações sobre situações de risco e perigo elétrico devendo ser incluídos tam-
bém em nossas informações iniciais riscos elétricos;

São consideradas atividades ou operações perigosas as que, por sua natureza ou métodos de
trabalho, impliquem contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco
acentuado. O contato do empregado com energia elétrica também confere direito adicional de
periculosidade, na forma da Lei nº. 7.369 / 85.

Enquanto na insalubridade temos que, se não for eliminada ou neutralizada, o trabalhador a ela
exposto tem continuadamente um fator prejudicial a sua saúde, já a periculosidade não importa
fator contínuo de exposição do trabalhador, mas apenas um risco, que não age biologicamente
contra o seu organismo, mas que, na configuração do sinistro pode ceifar a vida do trabalhador
ou mutilá-lo.

Verificações sobre a existência de falhas de componentes, com buscas sobre possíveis falhas
globais, onde se avaliam a periclitação de vida dos operadores incluem-se nestas análises. (NR-
10 / Responsabilidade Civil e Criminal);

Devem ser fornecidas através de relatórios específicas informações sobre padrões aplicáveis a
procedimentos operacionais, assim, como de padrões para afastar as condições de perigo de
risco que possam impor ou provocar pleito por adicionais de periculosidade; e

Deve ser fornecido um relatório geral, detalhado, com todas as instruções para que possa ser
dada continuidade aos assuntos que visarão a regularização e organização do Prontuário Técni-
co, suas adequações técnicas a novas recomendações estabelecidas na NR-10.

Obs.: O coordenador desta Gestão que cabe a elaboração do Prontuário das Instalações Elétri-
cas, deve verificar e liberar local apropriado, que seja reservado, com acesso restrito somente
para os auditores e colaboradores diretos, pois aí estarão sendo guardados todos os documen-
tos originais, normas, procedimentos, relatórios, desenhos, certificações, etc., que a empresa
estará reunindo para esta organização.
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8. Questionário informativo sobre as condições e levantamentos de campo des-
tinados ao conhecimento das instalações da empresa, sua documentação técnica e
treinamentos, com a finalidade de se ter os dados para uma segura elaboração do
Prontuário das Instalações Elétricas e sua Certificação.
Com a finalidade de facilitar nos levantamentos de campo, que deverão estar sendo executados
por auditores externos e internos, sobre as instalações elétricas da empresa seria interessante
começar os trabalhos examinando este item que tem as principais informações e os dados que a
empresa necessita para uma correta elaboração de seu Prontuário das Instalações Elétricas, as-
sim, procurem, responder sobre os questionamentos aqui feitos para saber o que existe e quais
são os itens faltantes para que haja um seguro planejamento nas ações que terão que tomar
para que resolvam sobre estes assuntos e possam ter a Certificação das Instalações Elétricas da
empresa.

São citados a seguir algumas informações com os itens de análises para adequações à NR-10:

8.1 Instalações elétricas


 Exame do sistema energético, suas subestações transformadoras, sistemas de distribui-
ção, aterramentos, sistemas de emergência e operações em grupos geradores.
 Existem documentos e relatórios sobre o assunto?

8.2 Cabine(s) de entrada / subestação(ões)


 Exame das instalações, sua configuração e sistemas de distribuição para as demais insta-
lações elétricas da empresa.
 Quando foi efetuada manutenção nas cabines (subestações) e nos cabos?
 Quais os tipos de testes realizados nesta ultima manutenção?
 Existem relatórios sobre esta manutenção?
 Programação para execução de serviços de Manutenção Preditiva e Preventiva?
 Quando foi realizada a ultima inspeção e análise termográfica?
 Quando foi feita a ultima análise do fluido isolante dos trafos e disjuntores?
 Aterramento de seccionadoras, trafos, disjuntores, telas (grades) de proteção, bases de
componentes, TP`s e TC`s, como são contemplados em seus relatórios?
 Relatórios técnicos contemplando os testes realizados nas manutenções e laudos de ins-
peção etc.
 Estes estão devidamente assinados por profissional qualificado?
 Como são construídos os encaminhamentos dos cabos de média e alta tensão?
 Existem projetos? Estão atualizados?
 Estes projetos contemplam as bitolas dos eletrodutos?
 Contemplam os cabos e circuitos?
 Estes cabos e circuitos estão identificados?

8.3 Encaminhamento de Média Tensão


 Distribuição, características dos condutores, formas de instalação e identificação dos con-
dutores através de tagueamentos.
 Existem projetos de encaminhamento?
 Nos projetos tem informado as bitolas dos eletrodutos?
 Existe cronograma de metas e ações para regularizar pendências levantadas?

8.4 Quadros de Distribuição


 Exame sobre as características dos quadros elétricos, seu grau de proteção e identificação
contra choques elétricos.
 Data da instalação dos painéis.
- 22 -
 Foram realizadas análises termográficas nestes painéis?
 Todos os cabos estão identificados?
 Existem desenhos atualizados?
 Qual o grau de proteção dos painéis?
 Têm datas definidas para inspeções nos painéis / quadros?
 Os aterramentos são analisados nos períodos de Manutenção Preditiva e Preventiva?
 Existe cronograma de metas e ações para regularizar pendências levantadas?

8.5 Quadros de iluminação e tomadas de serviços


 Exame sobre as características dos quadros elétricos, seu grau de proteção e identificação
contra choques elétricos.
 Data da instalação dos painéis.
 Foram realizadas análises termográficas nestes painéis?
 Todos os cabos estão identificados?
 Os quadros e tomadas têm aterramento?
 Existem dispositivos de proteção DR?
 Existem desenhos atualizados?
 Qual o grau de proteção dos painéis coerente com os locais onde se encontram instala-
dos?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.6 Painéis CCM


 Exame sobre as características dos painéis elétricos, seu grau de proteção e identificação
contra choques elétricos.
 Data da instalação dos painéis.
 Foram realizadas análises termográficas nestes painéis?
 Todos os cabos estão identificados?
 Existem desenhos atualizados?
 Qual o grau de proteção dos painéis?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.7 Encaminhamento de cabos Distribuição e características dos condutores, formas


de instalações e a sua identificação.
 Existem desenhos atualizados de encaminhamentos dos cabos?
 Existe controle de manutenção destinado ao exame do nível de isolamento dos cabos e
suas condições físicas de instalações e caminhamento?
 Os cabos que passam sobre leitos abertos e pontos livres expostos são normalmente
examinados por exames termográficos?
 Os relatórios sobre manutenções e análises gerais encontram-se disponíveis?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.8. Qualidade de Energia - Concessionária


 Existem documentos da Concessionária, Projetos e tipo de Contrato de Energia?
 O tipo de contrato atual é o que melhor atende a empresa?
 Existem ocorrências de multas por Fator de Potência e outros?
 Existem procedimentos técnicos para manobras e situações de emergência?
 Existem diagramas atualizados?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.9 Levantamento de cargas


 Existem documentos e desenhos atualizados das cargas instaladas?
- 23 -
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.10 Geradores
 Informações sobre os grupos geradores, sua identificação e modos de inspeções técnicas.
 Quantidade de Geradores, projeto de instalação, documentação e relatórios de inspeções
técnicas.
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.11 Sistema de incêndio


 Existem documentos, desenhos atualizados de distribuição dos sistemas de incêndio?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.12 Iluminação e tomadas


 Existem documentos, projetos de distribuição (diagramas) e relatórios de inspeções téc-
nicas sobre estes sistemas e tomadas?
 Todas as tomadas são polarizadas e com aterramento?
 Os painéis ou quadros elétricos são aterrados?
 Existe sistema de proteção nos painéis e quadros elétricos contra fuga de correntes?
 Todas as tomadas são polarizadas e com aterramento?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.13 Máquinas de solda


 Existem documentos, projetos de distribuição e relatórios de inspeções técnicas sobre es-
tes sistemas e tomadas?
 Todas as tomadas de ligação destes equipamentos de solda são polarizadas e com ater-
ramento?
 Existem procedimentos de inspeções em máquinas de solda?
 Todas as tomadas de ligação destes equipamentos de solda são polarizadas e com ater-
ramento?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.14 Cabos de Baixa Tensão


 Distribuição, características dos condutores, formas de instalação e identificação dos con-
dutores através de tagueamentos.
 Existem desenhos atualizados com informações sobre o correto caminhamento destes
condutores?
 Todos os cabos estão tagueados e são padronizados?
 São freqüentes os exames visuais e termográficos nestes cabos?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.15 Sistema de telemática


 Exame das instalações elétricas dos sistemas de transmissão de dados e, análises dos ca-
beamentos, terminais de aterramentos, segurança e estado físico geral do conjunto im-
plantado.
 Existem documentos, projetos e relatório de inspeções técnicas sobre este sistema?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.16 Sistema de sonorização e busca de pessoas


 Verificação das ligações elétricas e de sinais dos sistemas de envio de informações, co-
municações sonoras, chamadas, emergências e outros.
- 24 -
 Existem documentos, desenhos atualizados de distribuição dos sistemas de sonoriza-
ção e de suas ligações com o sistema elétrico?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.17 Circuito fechado de CFTV


 Obtenção dos dados sobre a descrição e funcionamento do(s) sistema(s), uso de sistemas
elétricos adequados, agilidade das imagens, monitoramento, proteções contra surtos elé-
tricos transitórios, aterramento, etc.
 Existem documentos, desenhos atualizados de distribuição dos sistemas de CFTV e suas
proteções?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.18 Sistema de ar condicionado, fancoils e BBAS (bombas) de água gelada. Siste-


mas autônomos ou de circuitos integrados.
 Subsistemas de ar condicionado, análises das condições de construção e uso de automa-
ção nas unidades resfriadoras de água, nos fancoils, nos circuitos de água gelada e nas
bombas de água gelada.
 Existem documentos, desenhos atualizados de distribuição dos sistemas de ar condicio-
nado, fancoils, águas geladas, sistemas de bombas e ligações elétricas e, por geradores?
 Existem informações e desenhos de identificações sobre aterramentos elétricos e prote-
ções implantados nestas instalações?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.19 Levantamento dos equipamentos.


 Distribuição e cabeação, sistema matricial, módulos de interface de comando, console e
outras informações sobre novas instalações e aplicações na planta.
 Existem projetos, especificações e outras informações sobre seus equipamentos, dados
de instalações e aplicações na planta?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.20 Sistema de detecção de alarme de incêndio


 Informações sobre controles dos sistemas, detectores automáticos de fumaça, acionado-
res manuais, avisadores, bases, etc.
 Existem documentos com informações sobre ligações diretas elétricas ou autônomas e
controles dos sistemas?
 Quais são os tipos de detectores instalados?
 Pastilhas radioativas? Existem controles sobre estes componentes?
 Existem procedimentos de manuseio, transporte e manutenção?
 São feitas simulações freqüentes sobre o seu funcionamento e treinamentos?
 Existe Cronograma de metas e ações para regularizar pendências levantadas?

8.21 Controle de acesso e de acesso e freqüência


 Análises de áreas ou setores, os conjuntos de ligações elétricas e seus controles de aces-
so, sensores de abertura e os controles de acesso e freqüência.
 Existem documentos, desenhos atualizados de distribuição dos sistemas de acesso e de
acesso e freqüência?
 Existem desenhos ou informações sobre as proteções contra surtos elétricos transitórios e
choques elétricos nestas instalações?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?
- 25 -
8.22 Descargas elétricas atmosféricas, surtos transitórios elétricos, choques elé-
tricos, eletricidade estática e faiscamentos em áreas e instalações convencionais e
outras áreas classificadas como de risco (EX).
Verificação e elaboração de desenhos aplicáveis à adequação dos diversos conjuntos de prote-
ção contra os eventos decorrentes de descargas elétricas atmosféricas em estruturas e edifica-
ções (pára-raios e aterramentos), além das análises sobre as proteções dos sistemas elétricos
contra surtos elétricos transitórios, proteções contra choques elétricos, geração e acúmulo de
eletricidade estática e danos por faiscamentos e, de outras implicações por induções elétricas,
análises e a equalização de potenciais elétricos entre os sistemas de aterramentos instalados em
áreas convencionais e em áreas ou setores considerados especiais, com atmosfera potencial-
mente perigosa, onde se tem acondicionamento ou operações com produtos líquidos ou sólidos
inflamáveis e explosivos.

 Existem relatórios sobre suas não-conformidades e soluções sobre o assunto?


 Existem relatórios e laudos de suas inspeções periódicas?
 Existe um programa de Manutenção Preditiva e Preventiva de suas instalações?
 Existe memorial de calculo sobre as instalações dos sistemas de aterramentos e prote-
ções?
 Os dados sobre suas avaliações e medições de continuidade elétrica e resistência elétrica
dos sistemas de aterramentos instalados estão dispostos em relatórios de avaliações e,
em laudos técnicos específicos?
 Existem projetos de implantação e especificações de produtos e serviços que tratam de
suas instalações?
 Suas áreas classificadas como de riscos com conteúdos inflamáveis e explosivos são pro-
vidos de proteções contra os riscos por descargas elétricas atmosféricas, choques elétri-
cos, eletricidade estática, faiscamentos e surtos elétricos transitórios?
 Os conjuntos de aterramentos implantados foram construídos obedecendo a equalização
de potenciais elétricos previsto no item 6.4.2 da NBR-5410 da ABNT, edição 2004, em vi-
gor desde 31/03/2005, e que trata sobre Equipotencialidade?
 Suas instalações estão protegidas contra os efeitos eletromagnéticos previstos no item
5.4.3.5 da NBR-5410 da ABNT?
 Os equipamentos elétricos para o uso nas análises em eletricidade são autorizados para
sua utilização dentro das áreas classificadas (EX)?
 Existem sistemas de pára-raios constituídos por captores radioativos instalados ou guar-
dados em sua empresa?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.23 Desenhos básicos ou reformulações de projetos


 Elaboração de desenhos e ou sobre reformulações gerais de projetos, contendo os dados
e detalhes sobre as instalações, suas alterações ou complementações que forem necessá-
rias na regularização de sistemas elétricos gerais e daqueles conjuntos de proteções de
estruturas e edificações, máquinas, sistemas e equipamentos contra os eventuais efeitos
decorrentes de possíveis descargas elétricas atmosféricas, eletricidade estática, faisca-
mentos, choques elétricos e surtos transitórios elétricos.
 Como tratam a Gestão de Projetos Elétricos, suas Especificações, Certificações e Segu-
rança?

8.24 Supervisão Predial


Modo de utilização dos sistemas elétricos em sistemas de água potável, conjuntos de drenagens,
de águas servidas e de águas pluviais; de subestações com a supervisão e automação, sistemas
de grupos geradores; subsistemas de iluminação e quadros de distribuição, subsistemas de exa-
- 26 -
ustão e insuflamentos, ar condicionado e de ventilações mecânicas, sistemas de acesso e
freqüência, etc.

 Existem documentos atualizados sobre sistemas elétricos e de comandos sobre água po-
tável, águas pluviais, sistemas de tratamento de água e efluentes?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.25 Cargas elétricas Levantamento e planilhamento de todas as cargas elétricas


existentes na empresa.
 A empresa tem as informações sobre as características deste levantamento?
 Existem planilhas com as informações sobre suas cargas elétricas?

8.26 Diagramas unifilares


 Elaboração dos diagramas unifilares gerais e funcionais desde os terminais de recepção
de energia, pontos de transformação, painéis e quadros de distribuição, comandos, pro-
teções, medições, iluminação e força.
 Análise dos diagramas unifilares existentes e adequação do uso energético para aplicação
das reduções de alíquotas de ICMS.
 Existem documentações e desenhos atualizados e disponíveis para verificações locais so-
bre suas instalações?

8.27 Energia elétrica em áreas produtivas e não produtivas


Definição dos percentuais de reduções de alíquotas na utilização de energia elétrica pelas áreas
ou setores produtivos e não produtivos inclusive os que sofrerem mudanças durante a vigência
de nossos trabalhos.
 Existem documentações e desenhos atualizados e disponíveis para verificações locais so-
bre suas instalações?
 Existem documentos comprobatórios sobre o uso de energia e suas deduções de ICMS
que cabem às áreas produtivas da empresa?

8.28 Sistemas de iluminação e sistemas de força motriz


Análises das características e potencial de utilização dos sistemas de iluminação e dos sistemas
de força motriz em áreas e setores produtivos e não produtivos da unidade industrial.
 Existem relatórios e planilhas de avaliações e medições sobre o assunto?
 Os sistemas de iluminação são aterrados?
 Todos os cabos são identificados e adequados as características de suas instalações?
 Os painéis e quadros instalados têm capacidade e proteção coerente com o local e carac-
terísticas das instalações?
 Existe cronograma de ações e metas para trabalhos de Manutenções Preditivas e Preven-
tivas e informações com o programa para regularização das pendências levantadas?

8.29 Planilhas para as aquisições


Elaboração de planilhas com especificações técnicas dos materiais e equipamentos para aquisi-
ções e regularizações dos sistemas supervisionados, incluindo-se remanejamentos convenientes,
características de lâmpadas, quadros e painéis elétricos, medidores de energia, dutos e eletrodu-
tos, perfilados, etc.
 Existem em seus arquivos técnicos catálogos, normas técnicas e dados de segurança para
a elaboração dos projetos, orientações para remanejamentos e implantações e para as
requisições de compras?
 Todos os equipamentos adquiridos pela empresa são cadastrados com as indicações de
suas aplicações e localização?
- 27 -
 Existe Cronograma de metas e ações para regularizar pendências levantadas?

8.30 Exames dos transformadores a óleo e a seco


Dados para análises técnicas dos transformadores, (normas técnicas, condições de serviço, ca-
racterísticas construtivas, potência nominal, efeitos de curto circuito, elevação de temperatura,
impedância, enrolamentos, caixas de terminais, acessórios, placas de aterramentos, placas de
identificação, tratamento e pintura, desempenho, nível de ruído e outros).

 Existem relatórios que informam sobre os testes realizados e procedimentos de trabalhos


com estes sistemas elétricos?
 Existem informações sobre o transporte, instalação, manutenção e segurança aplicáveis
ao uso de transformadores na empresa?
 Algum de seus transformadores sofreu sobretensão?
 Sílica gel do sistema de secagem está saturada?
 São feitos testes periódicos nos sistemas de proteção física dos trafos (análises de nível
de óleo, ruído, etc.) e verificado o seu aterramento?
 Em suas instalações confinadas tem tanques de contenção para emergências no caso de
derramamento de óleo?
 Existe Cronograma de metas e ações para regularizar pendências levantadas?

8.31 Motores elétricos


 Os motores encontram-se corretamente aterrados?
 Existem informações sobre a classificação, transporte, instalação, manutenção e seguran-
ça aplicáveis ao uso de motores na empresa?
 Grau coerente com a sua aplicação?
 O sistema de proteção é confiável, seletivo e coordenado?
 São feitas verificações periódicas sobre as condições de conservação e pintura dos moto-
res?
 Os níveis de ruído dos motores atende as recomendações e condições especificadas em
projeto?
 Existe um plano correto de Manutenção Preditiva e Preventiva?
 Existe cronograma de metas e ações para regularizar pendências levantadas?

8.32 Comunicação Visual a que se refere às diversas instalações


Disposições de sinalizações, cores e outras informações de identificações das diversas áreas e
procedimentos adequados aos diversos níveis de ocupação, passagens e segurança segundo as
recomendações contidas nesta NR-10 e na NR-26 -Sinalização de Segurança, do Ministério do
Trabalho e ABNT.
 Existem formulários, normas técnicas e planilhas orientativas sobre a aplicação da Comu-
nicação Visual nas instalações, máquinas, equipamentos e nos vários sistemas e instala-
ções elétricas da empresa?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.33 Protocolos e Fichas de Controles.


Todos os protocolos e fichas de controles aplicáveis ao uso e serviços em instalações elétricas
serão verificados e acompanhados pelos auditores internos, dos respectivos Departamentos de
Engenharia, Manutenção e Segurança, para que sua elaboração e uso sejam corretos e atenda o
que estabelece a NR-10 do MTE.
As fichas elaboradas, que estão sendo utilizadas para as atividades em serviços com eletricidade
serão analisadas em conjunto com os técnicos das áreas de Manutenção e Segurança da Empre-
sa, devendo ser incluído nesta verificação os procedimentos recomendados para as certificações
- 28 -
segundo o que estabelece a NR10 e outras normas da ABNT e de Gestão de Qualidade e
Segurança, a exemplo da OHSAS 18001, NBR ISO 9001, etc.

8.34 Estudos de termovisão, harmônicas, outros testes e relatórios.


Deve ter a empresa informações sobre as análises e dados de documentos com os procedimen-
tos adotados para as avaliações dos sistemas elétricos e de aterramentos funcionais; normas
técnicas adotadas para as diversas avaliações e arquivo sobre as análises feitas em todos os
quadros e painéis elétricos, de CCM’s e PLC’s, proteções, leitos de cabos, sistemas de iluminação
e força, bombas, motores e etc., serão arquivados através de documentações (relatórios) espe-
cificas recomendadas para estes estudos e testes.
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.35 Planos de manutenções Preditivas, Programadas, Preventivas e Corretivas.


Aspectos positivos envolvem a organização destes planos de trabalhos e são aplicados a todas
as instalações, máquinas e equipamentos, com formas seguras, práticas que oferecem resulta-
dos positivos e altamente favoráveis para a empresa, desta forma, todos os dados e documen-
tos sobre os procedimentos e organização adotados estarão sendo examinados e acompanhados
no decorrer da vigência dos trabalhos de levantamentos de informações e arquivamentos de
dados e planejamentos da empresa.
 Quais os planos implantados na empresa?
 Existe controle e informações sobre as ações recomendadas?
 Existe um controle sobre as aplicações técnicas, as manutenções e verificações dos sis-
temas de aterramentos e proteções implantadas nas instalações e sistemas elétricos?
 Existe Cronograma de metas e ações para regularizar pendências levantadas?

8.36 Controles sobre as instalações e atividades técnicas em seu Meio Ambiente


Todas as regras de Gestão sobre o controle de ações na área Ambiental devem ser bem plane-
jadas para que não firam em qualquer situação o Meio Ambiente.
 Existem regras impostas pela empresa sobre a utilização de áreas, máquinas e equipa-
mentos?
 Quais são os treinamentos oferecidos pela empresa aos seus profissionais e terceiros con-
tratados?
 Como é gerenciada esta Gestão de Qualidade e Meio Ambiente?
 Existe cronograma de metas e ações para regularizar pendências levantadas?

8.37 Relatório de amplo espectro


Montagem de Prontuário Completo sobre os sistemas elétricos e proteções da empresa, median-
te documentação fotográfica de cada área ou setor examinado, projetos e desenhos de detalhes
construtivos, diagramas unifilares e trifilares e planilhas com informações sobre os materiais e
equipamentos recomendáveis, incluindo-se aplicações e treinamentos de segurança referentes
ao uso dos sistemas elétricos gerais em áreas convencionais e outras classificadas como de ris-
cos elétricos especiais.
 Cabe o assunto a reunião de todas as informações em um índice geral para consultas
imediatas por parte dos profissionais da empresa e especialmente dos coordenadores
desta Gestão de Segurança.
 Existe Cronograma de metas e ações para regularizar pendências levantadas?

8.38 Relatórios
 Relatório de não-conformidades
 Relatório de medições de grandezas elétricas.
 Relatório das análises junto a Concessionária.
- 29 -
 Relatório das medições de harmônica.
 Relatório das medições de aterramentos e SPDA.
 Relatório das medições de isolação dos cabos de BT.
 Relatório das medições de isolação dos cabos de MT.
 Relatório dos cálculos de curtos-circuitos.
 Relatório do estudo de seletividade.
 Relatório otimização recursos telecomunicações.
 Relatório dos sistemas de incêndio.
 Relatório do sistema fechado de CFTV.
 Relatório dos sistemas de telemática.
 Relatório dos sistemas de detecção e alarme de incêndio.
 Relatório sobre dados de motores e bombas.
 Relatório de especificações técnicas de materiais e equipamentos paras upervisionamen-
to.
 Relatório sobre os planos de manutenções preditivas, programadas, preventivas e corre-
tivas.
 Relatório sobre as características das ferramentas, máquinas e equipamentos adotados
para utilização em trabalhos e instalações elétricas.
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.39 Desenhos
 Desenho atualizado das subestações transformadoras.
 Diagrama unifilar da planta.
 Diagrama unifilar de todos os painéis.
 Diagrama trifilar dos painéis.
 Diagrama de comando dos painéis.
 Desenhos dos encaminhamentos de Média Tensão.
 Desenhos de iluminação da planta.
 Desenhos das tomadas da planta.
 Desenhos de localização das cargas.
 Desenhos dos conjuntos e malhas de aterramentos e SPDA da planta.
 Desenhos do sistema de incêndio.
 Desenhos dos sistemas de geradores.
 Desenhos do sistema de telemática.
 Desenhos isométricos das instalações.
 Desenhos dos sistemas de detecção e alarmes de incêndio.
 Desenhos dos sistemas de aterramentos, proteções e circuitos de alimentação elétrica e
de redes do centro de processamento de dados.
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.40 Treinamento de pessoal


A norma NR-10 determina que todos os profissionais que possam estar envolvidos com instala-
ções elétricas devem ser treinados nos diversos aspectos de projetos, montagens, manutenção e
segurança, para que venham exercer suas funções com a intenção de se ter risco zero em suas
atividades.

Os Treinamentos sobre os assuntos recomendados no Anexo III da NR-10 devem ser correta-
mente planejados para que seja certeira a escolha dos profissionais, co-proprietários dos diver-
sos seguimentos da empresa, que estarão recebendo as informações que possam desenvolver,
conhecendo assim seus trabalhos com segurança e pleno sentimento de conservação e produti-
vidade.
- 30 -

 Quais os tipos de treinamentos dados aos funcionários das áreas de energia, segurança e
de apoio a serviços técnicos ligados as áreas de manutenção e segurança?
 São ministrados treinamentos que abrangem instalações classificadas como de riscos
(EX), onde são tratados assuntos como eletricidade estática, faiscamentos, choques elé-
tricos, descargas atmosféricas e sobretensões elétricas?
 Os equipamentos elétricos e eletrônicos de manutenção e segurança e, os acessórios e
ferramental utilizados nas ações de manutenção e instalações já estão certificados?
 Existe cronograma de ações e metas para regularização das pendências levantadas?

8.41 Segurança do Trabalho.


 Os profissionais indicados para os trabalhos são habilitados, credenciados e autorizados?
 Existe controle e contrato sobre terceiros?
 Os equipamentos, ferramentas e vestimentas utilizados nos testes elétricos são certifica-
dos?
 São feitos normalmente para suas atividades em instalações e sistemas elétricos análises
de riscos?
 Existe procedimento para às execuções de serviços em instalações, equipamentos e ou-
tros sistemas elétricos?
 Existe permissão de trabalhos e controle para a realização de serviços em subestações,
cabines, quadros e painéis elétricos?
 Existem controle e orientações de trabalhos em riscos adicionais (Trabalhos em espaços
confinados, em altura, transporte de materiais, atmosferas explosivas, etc.)?
 Os profissionais da Segurança são registrados no DRT, CREA e CRM?
 Existem mapas de risco elaborados em parceria com a CIPAMIN?
 Os documentos de PPRA e PGR estão com suas cópias anexadas a CIPAMIN?
 Os documentos sobre os PPP estão disponíveis no RH e Segurança para verificações?
 O processo eleitoral da CIPAMIN atende aos prazos e condições estabelecidos na NR-5
com a NR-22?
 SESMT está devidamente registrado no DRT?
 Existe permissão de trabalhos e controle para a realização de serviços em subestações,
cabines, quadros e painéis elétricos?
 Existe cronograma de metas e ações para regularizar pendências levantadas?

8.42 Outras informações que deverão estar fazendo parte dos trabalhos e Prontuá-
rio.
Organização de análises de riscos; métodos adotados para as avaliações dos sistemas de ater-
ramentos funcionais; normas técnicas adotadas para as diversas avaliações das instalações e
sistemas elétricos e arquivos técnicos; qualificação, habilitação, capacitação e autorização; equi-
pamentos de proteção coletiva e individual a cada situação e aplicação e responsabilidades de
setores e pessoas a cada área.

Conjuntos de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde im-


plantados, com a inclusão das medidas de controles existentes, além da montagem do próprio
prontuário com as especificações dos equipamentos de proteção coletiva e individual, ferramen-
tas; dos documentos comprobatórios necessários a aplicações de cada área ou atividade segun-
do a norma regulamentadora vigente NR-10, incluindo-se dados sobre procedimentos de emer-
gências e certificações gerais sobre os sistemas e equipamentos em uso ou que poderão estar
sendo utilizados na empresa.

Observação:
- 31 -
A empresa que projeta e instala os seus sistemas devem ter disponível para suas consultas
e certificações, um arquivo com todas as normas técnicas originais, regulamentadoras, NR’s do
Ministério do Trabalho e Emprego e, as NBR’s da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técni-
cas, utilizadas para as diversas análises e especificações que cabem aos assuntos relacionados a
Instalações e Segurança de Sistemas Elétricos, e outras normas de Gestão de Qualidade, Meio
Ambiente e Segurança.

Considerem, que suas instalações elétricas deverão estar sendo examinadas dentro dos concei-
tos atuais estabelecidos nas normas técnicas vigentes da ABNT, nas normas e regras impostas
pelas Concessionárias de Energia Elétrica e, principalmente, atender o que estabelece nesta no-
va norma “NR-10 - Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade” do Ministério do Tra-
balho e Emprego”.
- 32 -
9. Acompanhamento dos levantamentos de campo e informações gerais para a
elaboração dos trabalhos de adequações e montagem do Prontuário das Instalações
Elétricas da empresa.
Para a realização dos trabalhos na empresa é importante, que observem as seguintes
condições:

9.1 Coordenação e reuniões técnicas sobre o desenvolvimento dos trabalhos.


Para a realização dos trabalhos de levantamentos de campo que terão por finalidade as análises
de não-conformidades é importante que os coordenadores indicados desta Gestão que estarão
elaborando e compilando os dados para este Prontuário das Instalações Elétricas acompanhem
todas as ações que cabem aos levantamentos de informações descritos nos itens E.19.1 e 19.2,
desta apostila básica, com outros complementos que considerarem importantes, para que não
ocorram falhas futuras nos planejamentos técnicos e financeiros que envolverão todos os traba-
lhos.

Ao longo deste período estabelecido para os levantamentos de não-conformidades deverão estar


sendo previstas reuniões rápidas, diárias, para que sejam tratados, sempre de forma consistente
sobre o desenvolvimento dos trabalhos preliminares em execuções e de futuras ações, podendo
estar presentes para isto às pessoas inter-relacionadas, com o intuito de discutirem todas as
fases destes trabalhos e as questões técnico-legais, sanar dúvidas sobre a forma de como ocor-
rerão os diversos trabalhos, atendendo com isto consultas para dirimir quaisquer confrontos.

Durante estas reuniões técnicas, poderão estar estabelecendo períodos específicos para que
possam ser tratados, com exclusividade, os assuntos relacionados aos subitens desta NR-10, da
Portaria 3214 do Ministério do Trabalho e Emprego, pois é importante que tenham pleno conhe-
cimento dos comentários nela descritos.

9.2 Liberações para a realização dos trabalhos de levantamentos de campo para o


exame das instalações e suas não-conformidades.
Com a liberação por parte da Alta Administração da empresa, passará a agir, de forma imediata,
o Gestor deste processo, indicando os auditores internos e externos selecionados para estes tra-
balhos, dando a eles a linha de ação e aplicações, com isto, estarão começando a executar as
atividades programadas segundo o cronograma físico e financeiro estabelecido pela organização.
Com um planejamento adequado poderão estar elaborando os relatórios que cabem aos diver-
sos itens de suas instalações e sistemas elétricos, utilizando para isto procedimentos atuais, den-
tro de novos conceitos técnicos, para que possam estar sendo verificados e, com isto, estar sen-
do adequadas às instalações da empresa segundo as novas regras estabelecidas nesta NR-10.

9.3 Fornecimento de documentações técnicas existentes na empresa pelas áreas de


Engenharia, Manutenção, Utilidades, RH, Jurídico e Segurança, para o exame a ser
feito pelos auditores internos e externos.
Cada uma das seções ou áreas técnicas da empresa deverão estar fornecendo, de seus arqui-
vos, os documentos existentes que a elas cabem a esta organização, como por exemplo, a En-
genharia que estará fornecendo todas as plantas, contendo situação geral das instalações com
as indicações de todas as edificações, com os respectivos nomes e localização e, outras informa-
ções de sistemas de iluminação interna e externa, subestações e cabines, salas de CCM’s e
PLC’s, redes áreas e enterradas de hidrantes e de sistemas elétricos, as disposições das tomadas
de terra e malhas de aterramentos da empresa, desenhos de esquemas elétricos, quadros e
painéis elétricos e de comandos gerais, tabelas, especificações, memoriais descritivos e de cálcu-
los, dados com os dimensionamentos e características de cabos elétricos instalados, etc., e as
outras áreas as suas documentações que cabem às respectivas ações em serviços de manuten-
- 33 -
ção e instalações, aspectos jurídicos legais, informações sobre pessoal, equipamentos, má-
quinas e procedimentos de seguranças, a fim de facilitar nos trabalhos que serão realizados em
todos os locais pelos auditores internos e por aqueles convidados e, que terão por finalidade, a
emissão dos relatórios de não-conformidades, com as sugestões e propostas para as adequa-
ções técnicas que se fizerem necessárias para o correto atendimento desta NR-10 e a própria
elaboração final do Prontuário das Instalações Elétricas da empresa e suas Certificações.

9.4 Normas e Especificações Técnicas.


A empresa e seus contratados deverão estar atendendo para a realização destes trabalhos de
levantamentos de campo, elaboração do Prontuário das Instalações Elétricas e suas certificações
técnicas, as normas de segurança, que abrangem as áreas de Saúde, Meio Ambiente e Seguran-
ça; incluindo-se os atendimentos a Segurança Patrimonial, além de outros itens que couberem
aos aspectos da realização de trabalhos nas dependências da empresa.
Devem obedecer com isto, para a execução de seus trabalhos os Padrões Normativos de Traba-
lhos recomendados pela empresa, que se referem à execução de serviços em suas diversas ins-
talações elétricas e acesso às instalações, além do Código da Legislação Trabalhista - Capitulo V,
Portaria

M.T.E. nº. 3214 da NR-10; dos procedimentos internos de segurança ocupacional e da Legisla-
ção Brasileira especificada e editada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, atendendo com isto
a métodos e a recomendações citadas por esta Gestão para que haja um correto e seguro traba-
lho de levantamentos em campo e elaboração de suas etapas seguintes até a sua conclusão.

Com isto, estarão atendendo o que estabelece esta Portaria nº 3214 de 08.06.78 do Ministério
do Trabalho e, em especial condições recomendadas nas NR’s: 4, 5, 6, 7, 9 e 10 (PCMSO, ASO -
primeiros socorros para eletricistas e mecânicos, em trabalhos em altura, deixando com isto, a
disposição àqueles exames essenciais de eletroencefalograma, audiometria e eletrocardiogra-
ma); PPRA e seus parágrafos, dando cobertura aos serviços próprios e de seus eventuais contra-
tados e sub-contratados, podendo para estas etapas de levantamentos de campo exigir a pre-
sença de um Supervisor de Segurança Industrial (Trabalho) e de outros profissionais especiali-
zados da empresa para os exames e liberações convenientes, sempre que julgarem necessário,
para que sejam examinadas e determinadas as melhores regras e formas para a correta e segu-
ra realização dos diversos trabalhos propostos. Todos os funcionários indicados para executar
serviços nas instalações, sejam eles internos ou de empresas contratadas para estas ações de
levantamentos deverão ter passado por treinamentos de integração, ministrados por especialis-
tas dos Departamentos de Engenharia e Segurança da empresa, além disto, terão também que
ter passado pelos treinamentos e terem os exames clínicos recomendados na própria NR-10 do
Ministério do Trabalho e Emprego.

Inclui-se nesta ordem de treinamentos, higiene pessoal e dos uniformes em uso, as emissões
normais de Relatórios de Avaliações, semanais, quinzenais e mensais, recomendados para o
cumprimento de cronogramas de serviços estabelecidos por esta Gestão, para que venham
atender as determinações desta organização, que tem prazo e estarão acompanhando, inspeci-
onando, discutindo e liberando os trabalhos e valores previstos para as diversas etapas progra-
madas até a conclusão destes trabalhos.
NR-4 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho; NR-5
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA; NR-6 -Equipamento de Proteção Individual
- EPI; NR-7 - Exame Médico; NR-9 -Riscos Ambientais e NR-10 - Segurança em Instalações e
Serviços em Eletricidade.
- 34 -
10. Prazos de execuções dos trabalhos de levantamentos de campo, análises dos
documentos existentes e emissões dos relatórios, laudos e outros dados pertinentes
aos assuntos.

Para a obtenção de um seguro diagnóstico sobre as condições de riscos, disposições das instala-
ções e sua segurança, é necessário que efetuem os levantamentos preliminares que resultarão
na emissão dos relatórios de não-conformidades, que cabem a cada um dos itens de sistemas e
instalações elétricas da empresa, para isto, o coordenador geral desta gestão, em reuniões com
a organização, poderão estar definindo os prazos para cada uma destas etapas de trabalhos,
que poderão variar de 15 a 30 dias dependendo da complexidade das instalações, exceto para
alguns casos, onde as instalações são de grandes dimensões e podem ser muito complexas.

Em decorrência dos resultados dos levantamentos preliminares de não-conformidades poderá


estar sendo elaborado um novo cronograma físico e financeiro, agora para o atendimento real
dado pelos resultados dos levantamentos de não-conformidades realizados, para os atendimen-
tos de todas as pendências levantadas que deverão estar sendo adequadas às solicitações desta
nova NR-10 e outras normas e procedimentos necessários.
Estes prazos, que servirão como base para a adequação das instalações da empresa, devem ser
corretamente examinado e planejado, pois como existe um atraso na elaboração das documen-
tações, estarão os fiscais do Ministério do Trabalho examinando e liberando a proposta da em-
presa no que se refere a sua adequação a esta NR-10.
O prazo previsto para a realização com segurança de todos os trabalhos recomendados, menci-
onados e estabelecidos pelo Grupo Gestor, indicado em escopo e descrições dos serviços, será
considerado pela fiscalização contado a partir de sua proposta e não poderá sofrer atrasos sob
pena de sanções por parte deste Órgão, com isto suas atividades Físicas - Financeira devem ser
claras e terem ações precisas, já que poderá haver acordo entre este Órgão Oficial e a empresa
sem punições.
- 35 -
11. Outras condições que se aplicam à realização dos trabalhos nas instalações
de uma empresa.

11.1 Conhecimento das instalações da empresa onde serão realizados os trabalhos.


Em caso de contratação de auditores externos que tenham que fornecer seus técnicos eletricis-
tas e outros para estarem efetuando os serviços de levantamentos em todos os seguimentos das
instalações, inclusive possíveis serviços de tagueamentos de suas instalações, é importante que
estes estejam fornecendo a empresa carta, declarando que têm pleno conhecimento de suas
construções e características básicas de suas instalações, assim, como da forma que poderão
estar sendo realizados os diversos trabalhos e o acesso em meio as suas edificações, estruturas,
máquinas, equipamentos e sistemas, considerando-se os aspectos de sua logística e pessoal
técnico especializado, inclusive para acesso à aquelas instalações com conteúdos mistos consti-
tuídas por áreas administrativas, de serviços e produções técnicas, estocagens de produtos e
matérias-primas e, mesmo, para aquelas classificadas (EX) como de riscos elétricos especiais,
como salas de painéis e subestações elétricas, e locais de produções e estocagens de produtos
inflamáveis e explosivos.

11.2 Segurança e indicação de locais apropriados para os técnicos alocados para os


trabalhos de auditoria e outros serviços técnicos.
A organização deverá estar indicando, logo no início destes trabalhos de auditoria, locais apro-
priados (sala e área técnica) para a instalação dos auditores ou consultores e outros técnicos de
campo (eletricistas terceirizados), pois se houver necessidade de ter a atuação destes últimos,
além dos auditores ou consultores, para os eventuais serviços de levantamentos e contatos com
partes elétricas, todos deverão estar acomodados em locais adequados, segundo suas funções,
para que os trabalhos sejam bem realizados e a guarda de equipamentos, ferramentas, EPI’s e
EPC’s, e toda documentação técnica da empresa possa estar bem protegidos.

11.3 Informações sucintas sobre a realização de trabalhos destinados ao levanta-


mento de dados sobre instalações de Quadros Elétricos e liberações para o seu funci-
onamento.
Com o objetivo de planejar e arquivar os dados inerentes as instalações dos quadros elétricos e
para que possam emitir os certificados específicos a cada uma destas instalações deverão estar
verificando se foram feitas liberações para a sua utilização e funcionamento dos sistemas elétri-
cos.

Independentes dos exames que dizem respeito a concepção do sistema energético, suas subes-
tações transformadoras, cabines e a disposição geral dos sistemas de distribuição e operações
em grupos geradores, as liberações de cada uma das instalações construídas e de suma impor-
tância, pois todos os seguimentos elétricos antes de serem colocados em funcionamento devem
ser corretamente testados.

Para que isto ocorra de forma sustentável e segura todas as instalações devem ser verificadas
em “in loco”, a princípio, e para esta realização deve a empresa por meio do coordenador desta
gestão e seus executantes estarem discutido a forma de execução dos trabalhos de auditorias
nestas instalações e os recursos que deverão ter para um posterior aprovisionamento e realiza-
ção dos trabalhos.

Se a complexidade dos trabalhos exigir um estudo mais apurado, a fiscalização da empresa de-
verá tomar providencias para que seja elaborado um plano correto de ações que visem a segu-
rança dos auditores e técnicos executantes nestas apreciações (teste) de não-conformidades.
- 36 -
Acreditamos que as instalações da empresa tenham sido liberadas para o seu funcionamen-
to, quando de sua instalação, conforme as recomendações contidas na norma técnica NBR-5410
da ABNT, que sempre estabeleceu nas edições antigas e atuais regras básicas e fáceis que fos-
sem seguidas para o exame de todas as instalações elétricas de baixa tensão, antes de serem
postas em serviço. Assim acreditamos que as instalações de sua empresa, neste caso que esta-
mos comentando sobre os quadros elétricos como um exemplo, tenham sido inicialmente inspe-
cionadas visualmente e submetidas em seguida a diversos ensaios, a fim de pudessem ser veri-
ficadas a suas condições e a conformidade com as suas prescrições e, estes procedimentos se-
rão analisados pelos auditores ou fiscais, nas análises de seus documentos e novamente verifi-
cados, quando se fizer necessário, dentro dos procedimentos exigidos em razão das condições
de segurança e para as extensões ou alterações futuras de quaisquer instalações existentes, já
que para as certificações legais tais documentos são importantes.

Desta forma, deverá a empresa para este caso, estar encaminhando aos auditores internos e
externos, para as devidas análises, toda documentação existente sobre este assunto para que
durante as apreciações locais, visuais e por instrumentos, possam verificar sobre as diversas
instalações e sua segurança.

Colocamos a seguir os pontos a serem seguidos neste modelo de Safety Check List de Campo.

11.3.1 Inspeções visuais.


Normalmente as inspeções visuais, que devem preceder aos ensaios, são realizadas através de
inspeção física das instalações e da análise da documentação fornecida, tendo por objetivo veri-
ficar se os diversos componentes ali permanentemente conectados estão:

11.3.2 Ensaios.
A NBR-5410 prescreve os ensaios indicados a seguir e recomenda que, quando aplicáveis, de-
vem ser realizados na seqüência apresentada e, que assim devem ser realizados:
 Continuidade dos condutores de proteção e das ligações equipotenciais;
 Resistência do isolamento da instalação;
 Separação elétrica dos circuitos;
 Resistência elétrica de pisos e paredes;
 Medição da resistência dos eletrodos de aterramentos;
 Verificação das características dos dispositivos de proteção contra contatos indiretos, en-
volvendo inspeção visual e ensaio nos dispositivos DR e inspeção visual nos dispositivos a
sobrecorrente (quando usados na proteção contra contatos indiretos);
 Apenas em instalações TN, medição da impedância do percurso da corrente de falta ou,
como alternativa, resistência dos condutores de proteção;
 Polaridade;
 Ensaio de tensão aplicada;
 Ensaios de funcionamento;
 Efeitos técnicos;
 Queda de tensão.

Equipamentos necessários que serão utilizados nos levantamentos de campo.a - Multímetro.b -


Ohmimetro a bateria ou a magnético com tensão em aberto de 500 V.c -Terrometro do tipo pas-
sa faixa para as medições de continuidade e resistência elétrica dos
conjuntos e terminais de aterramentos.

11.4 Análises das instalações em salas de painéis de CCM’s.


O que deve ser verificado?
- 37 -
Como deve ser feita a adequação segundo estabelece a NR-10?

 Levantamento de dados dos painéis:


 Setor vistoriado, local, desenho de referência, tipo de instalação, referência a que equi-
pamento, situação atual, adequação a que subitem da NR-10, serviço necessário e priori-
dade de atendimento;
 Identificação do painel e componentes de sua instalação;
 Potência Ativa e Reativa;
 Fator de Potência; KVAr necessário / instalado; Fator de Potência Final;
 Demanda (W);
 Cabos (dimensionamentos das secções nominais em mm2, cálculo de demanda, queda
de tensão e especificação dos cabos);
 Barramentos (especificações);
 Fusível (especificações);
 Base Fusível (especificações);
 Contator (especificações);
 Capacitores kVAr;
 Operação atual (modo) e adequações ao subitem 10.4.2 da NR-10;
 Inspeções periódicas (subitem 10.4.4 da NR-10);
 Ocupação das instalações (onde se encontra instalados os painéis. (subitem 10.4.4.1 da
NR-10));
 Fotos e diagramas unifilar e trifilar (subitem 10.2.3 da NR-10);
 Operadores e formas de operação;
 Sinalização e Bloqueio (subitem 10.7.7 da NR-10);
 Aterramento do sistema elétrico e estruturas dos painéis;
 Aterramento provisório para operações em manutenção (subitens 10.2.8.3 e 10.3.4 da
NR-10);
 Uso de equipamentos de medições;
 Uso de ferramental;
 Uso de EPI’s e EPC’s (subitens 10.2.5 - b, 10.2.8.1, 10.2.9.2 e 10.2.9.3 da NR-10);
 EPI’s disponíveis na área onde se localizam os painéis;
 Executantes dos trabalhos de automação e elétrica;
 Existência de cronograma de metas e ações para regularização de pendências levanta-
das;
 Livro de ocorrências e procedimentos de trabalhos e para emergências;

11.5 Aterramento de massas metálicas sujeitas à tensão.


As partes metálicas não destinadas à condução de corrente elétrica, tais como: portas, grades
de proteção e ventilação, suportes de chaves e isoladores, painéis e quadros elétricos, motores e
geradores, devem permanecer corretamente aterradas e dentro de um mesmo potencial elétrico
em suas áreas de localização.

Os elementos metálicos que podem permanecer sob tensão, devem ser aterrados e interligados
(equalizadas) à malha geral de aterramentos dos conjuntos de cabines, quadros e painéis elétri-
cos, e principalmente, aqueles conjuntos de estruturas metálicas das próprias cabines ou subes-
tação.

Torna-se importante prever para estas interligações o aumento de impedância entre as tomadas
de terra das cabines e sistemas elétricos com relação a demais instalações, a fim de que seja
obtido nestas instalações um adequado equilíbrio de potencial elétrico, sem que haja riscos para
as diversas operações, principalmente, para aquelas localizadas nas áreas EX da empresa.
- 38 -

11.6 Análises e levantamentos sobre motores.


O que deve ser verificado?
Como deve ser feita a adequação segundo estabelece a NR-10?

 Levantamento de carga;
 Classificação da área e tipo de motor;
 Aferições e testes / programação; Localização do motor e a que quadro de alimentação
se refere;
 Levantamento das características do motor - (Motor nº., RPM, CV, Volt, Amp, Hertz, Fs,
Cat., Isol.,
 Fabricante, Rendimento, Cos e Proteção);
 Características, classificação e dimensionamento do quadro utilizado para a alimentação
do motor;
 Análise de Ultra-som;
 Termografia;
 Cromatografia;
 Análise de vibração acima de 50 CV e 3600 RPM e ruído;
 Determinação de tipos de reparos que devem ser executados;
 Padronização de materiais, gaxetas e selos utilizados;
 Padronizações de vedações para caixas, cabos, carcaças e rolamentos;
 Verificação das condições de aterramento de carcaça;
 Padronização dos tipos de rolamentos utilizados;
 Introdução de rolamentos blindados para simplificação da lubrificação;
 Executantes dos trabalhos de automação e elétrica;
 Operadores e formas de operação;
 Sinalização e Bloqueio;
 Aterramento do sistema elétrico e estruturas dos painéis;
 Aterramento provisório para operações em manutenção (subitens 10.2.8.3 e 10.3.4 da
NR-10);
 Uso de equipamentos de medições;
 Uso de ferramental; Uso de EPI’s e EPC’s.;
 Existência de cronograma de metas e ações para regularização de pendências levanta-
das;
 Livro de ocorrências e procedimentos de trabalhos e para emergências;

11.7 Comunicação Visual


Aplicação de cores e sinalizações em Estruturas, Máquinas e Equipamentos.
Considerando-se, que os diversos riscos, elétricos, mecânicos e outros operacionais, também
incorrem em falhas de identificações, inclusive naqueles onde se pode gerar, quedas, impactos,
faiscamentos e choques elétricos, recomendamos para que complementem a identificação das
áreas e suas instalações para que não ocorram quaisquer possibilidades de falhas de entendi-
mentos, ou mesmo, pelo uso das instalações, devendo ser efetuado para isto pinturas e sinaliza-
ções de segurança aplicáveis aos produtos, áreas e outros tipos de instalações dessa unidade
industrial.

11.7 1 Objetivo:
Fixar as cores fundamentais que devem ser usados para pintura e identificação de tubulações
industriais, estruturas e equipamentos, em todas as dependências da empresa.
Referências.
- 39 -
A elaboração deste texto e suas referências foram baseadas integralmente nas normas da
ABNT: NBR6493 - Emprego de cores fundamentais para tubulações industriais; NB-76 - Norma
de cor na segurança do trabalho e NR-26 da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho e Emprego
- MTB -Sinalização de Segurança.

11.7.2 Campo de aplicação.


Devem ser consideradas a aplicação e escolha das cores de tintas que serão utilizadas na pintu-
ra das diversas estruturas, máquinas, equipamentos, tubulações e canalizações de produtos
convencionais e inflamáveis, nas diversas dependências da empresa e nas próprias delimitações
de segurança de áreas e sistemas.
Cores que poderão ser adotadas.

Aplica-se no uso para sinalizações de estruturas e obstáculos as seguintes cores: vermelha,


amarela, branco, preto, azul, verde, laranja, púrpura, lilás, cinza claro, cinza escuro, alumínio,
marrom e creme.

11.7.2.1 Vermelha:
Materiais destinados a combate a incêndio, sirenes e alarmes de incêndio, tubulações para sis-
temas de combate a incêndio, extintores de incêndio e recipientes para agentes extintores de
incêndio.

11.7.2.2.Amarela:
Canalizações de gases não liquefeitos, corrimões, parapeitos, pisos e partes inferiores de esca-
das que apresentem riscos, partes baixas de escadas portáteis, espelhos de degraus de escadas,
equipamentos de transporte e manipulação de materiais, empilhadeiras, tratores, pontes rolan-
tes, obstáculos em pisos, etc.
Nota: O uso do preto associado ao amarelo só deve ser feito para as aplicações em faixas, pin-
turas de degraus e em zonas ou estruturas sujeitas a impactos.

11.7.2.3 Branca:
Canalização de vapor, áreas em torno dos equipamentos e socorro de urgência ou outros equi-
pamentos de emergência, passarelas e corredores de circulação e coletores de resíduos, áreas
destinadas a armazenagens, zonas de segurança.

11.7.2.4 Preta:
Canalização de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade: óleo combustível, asfalto, alca-
trão, piche, etc.
Nota: A cor preta poderá ser usada em substituição à cor branca ou combinada com esta quan-
do as condições o exigirem.

11.7.2.5 Azul:
Canalizações de ar comprimido, prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamen-
to em manutenção, avisos colocados no ponto de qualquer arranque ou fontes de potência.
Nota:O uso do azul fica limitado a aviso contra uso e movimentação de equipamentos que de-
vem permanecer fora de operação.

11.7.2.6 Verde:
Canalização de água, chuveiros de emergência e lavador de olhos, dispositivos de segurança,
macas,caixas contendo EPI’s, caixas de equipamentos de socorro de emergência, quadro a para
exposição de cartazes e avisos de segurança.
- 40 -
11.7.2.7 Laranja:
Canalizações de ácidos e produtos químicos não gasosos, partes internas das portas de saídas
de emergência, partes móveis de máquinas e equipamentos, partes internas das guardas de
máquinas e equipamentos, partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas
ou abertas, faceinterna de caixas protetoras de dispositivos elétricos, face externa de polias e
engrenagens,dispositivos de corte, bordas de serras e prensas, botões de arranque de seguran-
ça.

11.7.2.8.Púrpura:
Utilizada para identificar os perigos provenientes de radiações eletromagnéticas penetrantes de
partículas nucleares.

11.7.2.9.Lilás:
Utilizada para indicar canalizações que contenham álcalis. As refinarias de petróleo poderão es-
tar utilizando o lilás para a identificação de lubrificantes.

11.7.2.10 Cinza claro:


Canalizações de vácuo.

11.7.2.11 Cinza escuro:


Canalizações de eletrodutos de sistemas elétricos.

11.7.2.12 Alumínio:
Canalização de gases liquefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade: óleo diesel,
gasolina, óleo lubrificante e solvente.

11.7.2.13.Marrom:
Esta pode ser adotada a critério da MERCK, para a identificação de qualquer fluído, não identifi-
cadas pelas demais cores, ou ainda, para materiais fragmentados, como é o caso de minérios.

11.7.2.14 Creme:
Esta pode ser adotada a critério da empresa para a identificação de qualquer fluído, não identifi-
cadas pelas demais cores, ou ainda, para materiais fragmentados, como é o caso de minérios.

11.8 Condições básicas para a aplicação das cores.


 As canalizações industriais para conduções de líquidos e gases devem receber a aplica-
ção de cores em toda extensão a fim de facilitar a identificação do produto e evitar aci-
dentes.
 Obrigatoriamente, a canalização de água potável deve ser diferenciada das demais.
 Quando houver necessidade de uma identificação mais detalhada, a exemplo de: con-
centração, temperatura, pressões, pureza, etc., a diferenciação deve ser feita através de
faixas de cores diferentes, aplicadas sobre a cor básica.
 A identificação por meio de faixas deve ser feita de modo que possibilite facilmente a
sua visualização em qualquer parte da canalização.
 Todos os acessórios das tubulações devem ser pintados nas cores básicas, ou seja, de
acordo com a natureza do produto a ser transportado.
 O sentido de transporte de fluído, quando necessário, deve ser indicado por meio de se-
tas pintadas em cor de contraste sobre a cor básica da tubulação.
 Para fins de segurança, os depósitos ou tanques fixos que armazenam fluídos devem ser
identificados pelo mesmo sistema de cores que as canalizações.
 O corpo das máquinas deve ser pintado na cor branco, preto ou verde.
- 41 -

 Cores.
 A característica da pintura de tubulações, equipamentos e máquinas, devem obedecer a
aplicações de cores sempre por classificações pelo sistema Mansell.

11.9 Árvores
Quanto às árvores, informações e orientações sobre as mesmas também devem fazer parte do
prontuário por se tratar de um dos ricos elétricos, assim, podemos dizer, que estas estruturas
dependendo de sua altura, características e localização, presentes em quase todas as empresas,
sempre consistem em mais um dos problemas no que se refere a descargas elétricas atmosféri-
cas, pois da mesma forma que os objetos metálicos, também podem desviar a trajetória de um
raio ou serem alvos de faiscamentos laterais, por estarem atuando como conjuntos de capta-
ções, ou seja, como sistemas de pára-raios perigosos.

Como a proteção de árvores de um modo em geral sempre constituiu em um projeto de alto


custo e, por este motivo, não justificaria a instalação de um sistema de cabos ao longo de seus
troncos e galhos, é importante que saibam, que estando atuando estas estruturas como elemen-
tos de captação, uma descarga e/ou faiscamentos laterais que venha atingi-las, a corrente do
raio percorrerá a estrutura atingida com grandes dificuldades, devendo imediatamente procurar
caminhos aleatórios, podendo atingir de forma irreparável outros pontos tais como edificações,
pessoas e/ou qualquer outro ponto que possa conduzir de forma mais adequada esta corrente
elétrica para o solo.

Levando-se em consideração tal fato, recomendamos, aos coordenadores desta Gestão de Segu-
rança Elétrica, para que providenciem a remoção das estruturas que podem oferecer riscos às
áreas classificadas como sendo “EX” e outras que possam considerar nobres da empresa, ou
seja, aquelas localizadas onde se encontram concentrados produtos inflamáveis, e com conteú-
do sujeito a inflamabilidade e explosões, e ainda, para que forneçam para os usuários locais
(seus co-proprietários e terceiros convidados) orientações sobre o assunto, afim de preservá-los
com vida contra estes eventos danosos por raios em árvores.
Nos locais onde são acondicionados produtos inflamáveis e ou explosivos deve-se ter como uma
adequada ordem de segurança, espaços livres mínimos de 15 (quinze) metros, espaços estes
considerados como zonas de aproximação e combate a incêndios e, portanto, devem permane-
cer desobstruídos.