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IGREJA BATISTA MINISTÉRIO VIDEIRA

ESCOLA DE DISCÍPULOS

Índice
MÓDULO I
LIÇÃO 01 – O NOVO NASCIMENTO
LIÇÃO 02 – CRESCENDO ESPIRITUALMENTE
LIÇÃO 03 – A BÍBLIA A PALAVRA DE DEUS
LIÇÃO 04 – A ESTRUTURA DA BÍBLIA
LIÇÃO 05 – GUIA DE ENTENDIMENTO BÍBLICO
LIÇÃO 06 – ORAÇÃO COMO ESTILO DE VIDA
LIÇÃO 07 – FÉ
LIÇÃO 08 – COMPREENDENDO E CLASSIFICANDO O PECADO
LIÇÃO 09 – A CRUZ DE CRISTO
LIÇÃO 10 – BATISMO EM AGUAS
LIÇÃO 11 – O BATISMO NO ESPIRITO SANTO
LIÇÃO 12 – IMPOSIÇÃO DE MÃOS
LIÇÃO 13 – SANTIDADE AO ALCANCE DE TODOS

MÓDULO II
LIÇÃO 14 - MISSÕES E EVANGELISMO
LIÇÃO 15 - AS MARCAS DO DISCÍPULO DE CRISTO (Jo 6:48-6)
LIÇÃO 16 - O DISCÍPULO E O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO (Gl. 5:22,23)
LIÇÃO 17 – AUTORIDADE DELEGADA
LIÇÃO 18 - SUBMISSÃO À AUTORIDADE
LIÇÃO 19 – INTERCESSÃO (Hb 7:25)
LIÇÃO 20 - JEJUM (JL 2:12,13)

MÓDULO III
O DISCÍPULO E SEU COMPROMISSO COM AS DOUTRINA BÍBLICAS;
LIÇÃO 21 – DOUTRINA DA EXISTÊNCIA DE DEUS
LIÇÃO 22 – DOUTRINA DE CRISTO
LIÇÃO 23 – DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO
LIÇÃO 24 – DOUTRINA DO HOMEM FEITO A IMAGEM DE DEUS
LIÇÃO 25 – DOUTRINA DO PECADO E SUAS CONSEQUÊNCIAS
LIÇÃO 26 – DOUTRINA DA NOVA VIDA EM CRISTO
LIÇÃO 27 – DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO
LIÇÃO 28 – DOUTRINA DA SANTIFICAÇÃO
LIÇÃO 29 – DOUTRINA DA GRAÇA DE DEUS
LIÇÃO 30 – DOUTRINA DA LEI
LIÇÃO 31 – DOUTRINA DA FÉ
LIÇÃO 32 – DOUTRINA DO BATISTMO NAS AGUAS
LIÇÃO 33 – DOUTRINA DA CEIA DO SENHOR

MÓDULO IV
O DISCÍPULO EM RELAÇÃO A DEUS – Sua vida Espiritual

LIÇÃO 34 – O DISCÍPULO E O SEU CHAMADO


LIÇÃO 35 – O DISCÍPULO E A VONTADE DE DEUS
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LIÇÃO 36 – O DISCÍPULO E A VIDA CRISTÃ VITORIOSA


LIÇÃO 37 – O DISCÍPULO E A PALAVRA DE DEUS
LIÇÃO 38 – O DISCÍPULO E A VIDA DE ORAÇÃO
LIÇÃO 39 – O DISCÍPULO E O REVESTIMENTO DE PODER
LIÇÃO 40 – O DISCÍPULO E A VISÃO DE ADORAÇÃO
LIÇÃO 41 – O DISCÍPULO E A UNÇÃO
LIÇÃO 42 – O DISCÍPULO E A VISÃO
LIÇÃO 43 – O DISCÍPULO E A PERSEVERANÇA

MÓDULO V
O DISCÍPULO EM RELAÇÃO A SÍ MESMO - Suas Qualificações

LIÇÃO 44 – COM SE TORNAR UM DISCÍPULO


LIÇÃO 45 – O DISCÍPULO COMO SE TORNAR UM HOMEM DE DEUS
LIÇÃO 46 – O DISCÍPULO E SEU CARÁTER
LIÇÃO 47 – O DISCÍPULO E SUAS ATITUDES
LIÇÃO 48 – O DISCÍPULO E A MATURIDADE ESPIRITUAL
LIÇÃO 49 – O DISCÍPULO E SUAS FUNÇÕES
LIÇÃO 50 – O DISCÍPULO E A OBEDIÊNCIA
LIÇÃO 51 – O DISCÍPULO E A HUMILDADE
LIÇÃO 52 – O DISCÍPULO E O AMOR
LIÇÃO 53 – O DISCÍPULO E A INTEGRIDADE
LIÇÃO 54 – O DISCÍPULO E O PREÇO DA LIDERANÇA

MÓDULO VI
O DISCÍPULO EM RELAÇÃO AOS LIDERADOS – Suas Atividades Práticas

LIÇÃO 55 – O DISCÍPULO E SEUS OBJETIVOS


LIÇÃO 56 – O DISCÍPULO E SEUS RELACIONAMENTOS
LIÇÃO 57 – O DISCÍPULO COMO CONSELHEIRO
LIÇÃO 58 – O DISCÍPULO COMO GANHADOR DE ALMAS
LIÇÃO 59 – O DISCÍPULO COMO INCENTIVADOR
LIÇÃO 60 – O DISCÍPULO COMO FORMADOR DE EQUIPES

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MÓDULO I
LIÇÃO 1 - O NOVO NASCIMENTO

1.1 - PROCESSO DO NOVO NASCIMENTO

A necessidade do novo nascimento brota da capacidade do homem natural ver ou


entrar no reino de Deus. O homem natural é absolutamente cego a verdade espiritual e
impotente para entrar no reino de Deus, pois ele não pode obedecer, entender e nem agradar
a Ele.
O novo nascimento foi um ato criativo do Espírito santo e não é uma reforma da
nova natureza. O homem quando é convertido pelo Espírito Santo, da justiça do pecado e do
juízo de Deus, passa pelo arrependimento, que opera nele uma transformação das suas
atitudes e da sua direção em relação à Deus: “metanóia” no grego que quer dizer mudança
radical de rumo. –
Leia II Co 5:17 e complete “Se alguém está em Cristo____________________________
_______________________________________________________________________

O Espírito Santo, que através da fé gera o espírito de vida do Novo Homem.


Leia os versículos e responda: o que é necessário para que aconteça o novo
nascimento?
João 3:5_______________________________________________________________
João 1:12______________________________________________________________
Rm 10:9, I Jo 5:1_________________________________________________________
I João 1:9 _____________________________________________________________
Atos 3:19______________________________________________________________

1.2 – COMPREENDENDO O ARREPENDIMENTO

O homem está afastado de Deus, longe d’Ele e de seus caminhos e tem andado
errante em busca de alegria, da paz e da comunhão perdidas. Deus tem chamado esse
homem de volta, mas o ser humano tem sido enganado pelo adversário de Deus, o diabo, que
procura arrastá-lo para o seu reino de trevas, onde a choro e ranger de dentes.
Tudo que o homem precisa fazer é voltar para o Senhor e esse voltar, na Bíblia, é
chamado arrependimento.
Para que haja arrependimento é necessário que o homem reconheça que errou. Ex.:
Davi II Samuel 12:1-13.
O arrependimento genuíno é gerado pela tristeza, fruto do pecado cometido – II Co
7:10. A pessoa arrependida chora amargamente e implora o favor e a misericórdia de Deus –
Mt 26:75.
O arrependimento produz transformação da maneira de pensar e nos leva a uma
nova vida. O cristão que passou pelo novo nascimento através de Jesus, deve renovar a sua
mente pela Palavra, abandonar os maus hábitos de sua vida passada renunciando o pecado e
viver uma nova vida em Cristo. Lc15:17.

1.3 – BENEFÍCIOS DO NOVO NASCIMENTO

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Quando o homem decide voltar para Deus, ele é recebido com alegria e júbilo. Leia Lc
15:20-24 e comente:____________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Deus lhe tira os farrapos do pecado e lhe veste de santidade; lhe põe um anel no dedo,
que simboliza a autoridade; além do mais são restituídas também ao seu ministério as
sandálias nos pés e quando fala que foi sacrificado o bezerro cevado, houve redenção. Lc 15:7
os benefícios são:
 I Jo 3:1, Ef 1:13_______________________________________________________
________________________________________________________________________
 Lc 10:19-20__________________________________________________________
______________________________________________________________________
 Santificação e justificação em Cristo; I Co 1:2; Tt 3:7
 Poder na oração; Tg 5:16b
 Entendimento das Escrituras; I Co 2:12

Um exemplo de novo nascimento – João 3

Nicodemos - Era um principal membro do Sinédrio – Supremo Tribunal dos Judeus. Ele
tinha convicção que para se realizar milagres só seria possível por intermédio de Jesus.
As palavras de Jesus “de novo”, tem três significados:
1- De cima,
2- Desde o início – (Lc 1:3; At 26:5.)
3- De novo – (Gl 4:9)

De cima é o que se encaixa melhor aqui. Nicodemos, sendo filho de Abraão, observador
da lei e em sua opinião, súdito do reino, não entende. Cristo declara que sem a implantação
da vida do Espírito não há salvação.
Para ver o reino de Deus é preciso ___________________________________________-
João 3:5
Água e do Espírito (Ez 36:25-27) Deus promete transformar o coração do homem da
água pura e pelo seu Espírito.
João 3: 3-8 Pnema “espírito”. Tal como o vento atua imprevisível e invisivelmente, mas
não é percebido em seus feitos, do mesmo o espírito opera na vida dos filhos de Deus e o
controla (Rm8:14)
João 3:13 – A revelação de Deus ao homem através da verdade salvadora não depende
do homem subir até as alturas, mas da descida (encarnação do Filho de Deus) Fl 2:5-8

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Conclusão

Desta maneira temos que:

a) O Novo Nascimento é ato criativo de Deus, onde ele faz nova todas as coisas;
b) O Novo Nascimento decorre do poder de Deus, ou seja, nenhum ser humano pode
promover o novo nascimento;
c) O Novo Nascimento faz o homem filho de Deus, e irmão de Cristo;
d) Por meio do novo nascimento o homem passa a ter uma nova família e direitos;
e) Tudo ocorre por meio da fé em Cristo através do evangelho, que constitui poder de Deus
a todos quantos crerem

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LIÇÃO 2 – CRESCENDO ESPIRITUALMENTE

Deus é o criador de toda humanidade e estabeleceu princípios rígidos que regem o


desenvolvimento do homem e possibilita a perpetuação da sua espécie. O alvo de Deus para
nós e que alcancemos a estatura de varão perfeito. Leia (Ef 4:13) e complete “ até que
cheguemos à unidade da ______ e ao conhecimento do _______________________, a
_____________________, à medida da estatura ______________________________.
Após a conversão de todo individuo, do ponto de vista espiritual esta pessoa é
considerada um bebê, e como a infância, requer cuidados especiais. Os bebês em si mesmo
não poderiam sobreviver sem a nossa ajuda; da mesma forma acontece com os bebês
espirituais que nascem todos os dias em nossas igrejas.

PERIODO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

1 - A FASE PRÉ-NATAL

Durante o ato sexual são liberados milhões de espermatozóides (sementes) e há uma só


corrida alucinada para a fecundação do óvulo, mas somente um espermatozóide fecundará, e
só a parte superior (cabeça) penetrará o óvulo mas a calda será lançada fora.
A fase pré-natal inicia no momento da concepção e termina com o nascimento. Tem a
duração aproximadamente de nove meses. A fase pré-natal espiritual corresponde as nossas
orações (intercessões) e conquistas para ganharmos almas.
O novo nascimento é pela vontade de Deus. (Jo 1:13)

2 – A FASE DO RECÉM-NASCIDO

Inicia-se no instante do nascimento e termina com a queda do coto umbilical. Tem a


duração em média de sete dias e vai depender dos cuidados que irá receber para desenvolver-
se satisfatoriamente. Da mesma maneira acontece com o bebê espiritual, e este necessitara:
1º Alimentar-se da palavra de Deus para permanece vivo ( Mt 4;4 ) ( Dt 8;3 )
Leia ( I Pe 2;2 ) e comente:_________________________________________________
_______________________________________________________________________
Devemos estar para ajudarmos os bebês que estão chegando ( Hb 5;13 )
2º Manter uma vida de oração permanente: A oração é um fator indispensável para
manter firme, o discípulo, na presença de Deus. Jesus ensinou os seus discípulos a orarem. Lc
11:1-4
3º Dar testemunho da fé: como um choro que um bebê não pode conter, os novos
crentes podem dizer: “não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido” (At
4:20)
4º Ser incentivado a ter comunhão com outros cristãos: At 2:42; Hb 10:24-25; I Jô 1:7
Os recém-nascidos são avaliados na ponto de vista médico nos aspectos: aparência,
pulsação, reflexo e respiração. Os bebês espirituais também precisam ser avaliados para
sabermos se estão desenvolvendo-se normalmente com meditação na palavra de Deus; vida
ativa de oração, testemunho de sua fé,comunhão com outros cristãos e exercício da fé em
todas as áreas – espiritual, física, sentimental. Etc.- e isto se dá através do acompanhamento
individual (discipulado).

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3) A PRIMEIRA INFÂNCIA

Inicia-se com a queda do coto umbilical e termina quando a criança aprende a falar,
andar alimentar-se sozinha (desmame) e com o aparecimento da primeira dentição.
Na primeira infância espiritual o novo convertido apresenta indícios de que está
crescendo: lê a Bíblia sozinho, consegue se expressar através da oração, dá testemunho de
sua fé, tem interesse em participar dos cultos e estudos bíblicos e o crescimento espiritual é
visível.
Os psicólogos chamam esta fase de sensório motora, (através das estimulações,vai
desenvolvendo sua inteligência e seu conhecimento da realidade).
Eric Erikson (psicólogo), chama está fase de idade de Confiança X Desconfiança.
Determina como ele se relaciona com outras pessoas durante toda vida. Devemos
desenvolver discípulos espirituais bem confiantes, cheio do Espírito Santo de Deus, por isso é
necessário um cuidado muito especial com o ensino da Palavra de Deus nos primeiros passos
dos discípulos.

4) SEGUNDA INFÂNCIA

Tem inicio com a aquisição da linguagem e da locomoção, e termina com o ingresso na


escola maternal. Nessa fase a criança espiritual tem um desenvolvimento bastante
significativo, onde já expressa a linguagem do reino.
De acordo com os psicólogos, os valores morais da criança pré-escolar são os dos seus
pais. Com a criança espiritual tudo que seus pais na fé lhes ensinarem, ela absorverá como
certo.
Paulo foi ensinado por Gamaliel à verdade da lei. At 22:3, 8, persegui os cristãos
conforme a lei que lhe foi ensinado, até ter um encontro com Jesus.

4) A FASE DA MENINICE (pré-adolescência)

Começa com a entrada na escola na fase fundamental e termina com o crescimento


acelerado individuo (puberdade). É a fase em que a criança espiritual começa andar sozinha ,
porque seus horizontes são bastante ampliados devido às experiências que ela passa a
vivenciar pessoalmente e aprender totalmente do Senhor, a partir do momento que as
respostas das suas orações são evidenciadas. Essa é a fase das operações concretas, onde a
criança só entende aquilo que existe de forma concreta; a criança espiritual continua
crescendo e crendo na Palavra de Deus com todo coração. Nesta fase o discípulo se aprofunda
no conhecimento da Palavra de Deus, participando da escola de discípulo.

5) A ADOLESCÊNCIA

É caracterizada pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários.


Esta é a fase do crescimento mais visível e acelerado da criança espiritual; é a do pico do
crescimento, onde todos percebem como a criança se desenvolve; está evoluindo saindo das
operações concretas para o estagio das operações formais. Nesta fase o discípulo aprende

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que algumas orações obterão respostas imediatas, enquanto que para outras terá que exercer
uma Fé mais madura e aguardar do Senhor.
A adolescência é a fase intermediária entre a infância e a vida adulta e talvez esse seja o
motivo de tantas dificuldades, e de muitas incertezas para o adolescente. Um adolescente
discipulado na Lei do Senhor quebra o estigma da rebeldia; o de não ouvir qualquer pessoa, e
se torna uma benção para todos os que os rodeiam.
O adolescente precisará de muita ajuda para manter seu coração puro diante de Deus,
para torna-se um verdadeiro discípulo de Jesus e futuro discipulador.
Semear na adolescência começa a produzir.
Esta fase espiritual também se caracteriza por alguns traços de rebelião. O adolescente
deve aprender a dominar e a sujeitar a sua carne. Da mesma forma, nossos impulsos para
incredulidade, rebeldia, desvios e desânimos diante de algumas decepções da vida não devem
nos deter fazendo-nos ceder às pressões. Temos que amadurecer para desfrutarmos de uma
vida conforme Deusa planejou para nós.

6) A FASE ADULTA

Ser adulto e se auto-manter, é produzir o próprio sustento e ser capaz de manter a


outros, é ser responsável por si mesmo e por outros, agindo com dignidade e respeito. Porém,
nem sempre a maturação é sinônimo de maturidade – (I Co 13:11)
Um exemplo que temos de um adulto fiel e íntegro a Deus foi Daniel (Dn. 6:4)
O verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que se identifica com as necessidades de sua
nação, do seu povo, e sabe que a resposta está na oração e intercessão, por isto, nela
persevera para alcançar a vitória.
O ideal para o cristão é a varonilidade, (fase adulta, consciente) Ef. 4:13 “até que todos
cheguemos....a varão perfeito..... a estatura completa de Cristo.”

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LIÇÃO 03 – BÍBLIA – A PALAVRA DE DEUS

A Bíblia veio até nós por canais humanos, assim como veio também a Palavra Viva,
Cristo, que se manifestou aos homens por canal humano, através do seu nascimento.
II Timóteo 3:16 Toda Escritura ____________________inspirada é proveitosa para ____
_____________, para ________________, para _________________________________

Deus fala em linguagem humana para que o homem possa entendê-lo. Por essa razão
faz alusão a tudo que é terreno e humano. Ela menciona países, montanhas, rios, desertos,
mares climas, solos, estradas, plantas, produtos, minérios, comércio,dinheiro, língua, raças,
usos costumes, cultura,etc. É Ele o autor da Bíblia, mas os escritores foram homens.

1 – CONCEITO

Bíblia é o conjunto de livros sagrados do Antigo e Novo Testamento. Este vocábulo vem
do grego, a língua original do Novo Testamento, sendo original do nome que os gregos davam
á folha de papiro preparada para a escrita: “bíblos” . portanto, literalmente, a palavra Bíblia
quer dizer “coleção de livros pequenos”. A palavra Bíblia, sendo plural, passou a ser singular,
significando o LIVRO, ou seja, Livro dos Livros.

2 – A HISTÓRIA

A Bíblia é um livro antigo, e os livros antigos tinham a forma de rolos (Jr. 36:2). Estes
rolos eram feito de papiro ou pergaminho. O papiro é uma planta aquática. Dele vem o nome
papel. Já o pergaminho é pele de animais, curtida e polida, também usada na escrita e de
qualidade superior ao papiro.
Cada livro da Bíblia era um rolo. Os livros sagrados não estavam unidos uns aos outros,
como temos agora. Tudo era escrito pelos escribas, de modo laborioso, lento e oneroso.
A Bíblia foi escrita de 1.600 anos, por quarenta autores diferentes, de diferentes
épocas, culturas e posição social.
O primeiro livro da Bíblia, Gênesis foi escrito por Moises, cerca de 1.500 anos
a.C.(antes de Cristo) e o último Apocalipse, pelo apostolo João no ano 95 d.C (depois de
Cristo).
Três línguas foram usadas na composição original da Bíblia: o hebraico e o aramaico, no
Antigo Testamento, e o grego no Novo Testamento. Neste tempo a escrita hebraica só
empregava consoantes em qualquer sinal de vocalização, os sons vocálicos eram supridos
pelo leitor durante a leitura. Após o século VI, os eruditos judeus passaram a colocar sinais
vocálicos na escrita, perpetuando, assim, a pronuncia tradicional. Os autores desses sistemas
de vocalização chamavam-se Massoretas.
O mundo bíblico situa-se no atual Oriente Médio e terras do contorno do Mar
Mediterrâneo. O berço da raça humana é Mesopotâmia, ou seja, a planície entre os rios Tigres
e Eufrates. A Bíblia faz menção de inúmeros lugares, acidentes geográficos, povos, nações e
cidades. Evidentemente que alguns desses lugares já não existem mais, toda via podemos
comprovar a existência de muitos deles através da arqueologia e da própria história. O Rio
Jordão, os Mares Morto e o da Galiléia, e as Montanhas da Judéia, são pontos de destaque na
Geografia bíblica.

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3 – A VOZ DE DEUS PARA NÓS HOJE

A Bíblia é um dos mais apreciados legados literários da humanidade. Contudo o seu


verdadeiro valor não se firma de maneira substancial pelo aspecto literário. A riqueza da Bíblia
consiste no caráter essencialmente religioso da mensagem, que a transforma no livro Sagrado
por excelência, tanto para o povo de Israel, como para a Igreja Cristã. Nesta coleção de livros,
a lei se apresenta como uma ordenação divina (Ex 20; Sl 119), os Profetas tem a consciência
de serem portadores da mensagem da parte de Deus. (Is 6; Jr 1:2; Ez 2_3)
Leia um desses textos e
comente:_____________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

Escritos ensinam que a verdadeira (Pv 8:22-31) O estudo da Bíblia tem duas
motivações principais:ensinar o homem a conhecer a Deus através de Jesus Cristo; e a pautar
o seu comportamento segundo os princípios divinos, com o propósito de reduzi-lo a Deus.
Não foi do homem a idéia de ordenar todos os fatos bíblicos em livros (Is 30:8; Dn
12:4)
Leia Hb 4:12 e complete A Palavra de Deus é
___________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

A PALAVRA DE DEUS é um livro que norteia, instrui, conforta, anima e admoesta! É o


Espírito que dá vida á letra, dando a Bíblia esta maravilhosa característica de transformar
vidas.

4) POR QUE É TÃO IMPORTANTE LER A BÍBLIA?

Responda esta pergunta após ler II Pe 1:21:_____________________________________


_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

5) COMO DEVO LER A BÍBLIA?

É necessário um plano de Estudo bíblico sistemático. Muitos lêem a Bíblia somente


quando tem urgência especial, lêem alguns versículos, quaisquer que sejam, onde se abriu a
Bíblia. Isto não é sistemático. A pessoa que não é sistemática em seu estudo bíblico,
geralmente não será sistemático no horário para ler a Bíblia e não lerá o suficiente para se
alimentar espiritualmente.

Leia Sl 1º e escreva as características daquele que tem o prazer na Lei do Senhor e nela
medita.______________________________________________________________________

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6) O QUE É UM PLANO SISTEMÁTICO PARA LER A BÍBLIA?

Para o novo crente, ou para quem nunca leu-a por inteiro, será melhor começar por
Mateus, o 1º livro do Novo Testamento, e ler determinado capítulo cada dia. Depois que
terminar de ler este livro todo, continuar lendo os livros do Evangelho e todo o Novo
Testamento. Há um total de 260 capítulos e 27 livros do Novo testamento. Se ler dois
capítulos por dia terminará de ler todo o Novo Testamento em 19 semanas.
Quando terminar de ler o N. T., comece imediatamente a ler o Antigo Testamento
com Gênesis..... Este é um plano sistemático para a ler a Bíblia .

7) ALGUNS PONTOS ADICIONAIS DE COMO LER A BÍBLIA.

1. Orar antes de ler. Agradeça a Deus pela sua palavra e peça-lhe ajuda para
entender o que você vai ler.
2. Seja humilde. É a palavra de Deus, é inspirada e poderosa.
3. Sublinhe as palavras e versículos que na verdade chamam a sua atenção.

8) QUANDO POSSO LER A BÍBLIA?

Assim como você decidiu ter um plano sistemático para ler a Bíblia, assim também
você necessita decidir quanto ao tempo regular para lê-la.
Esse tempo não será o mesmo para todos. Para alguns, o melhor tempo será pela
manhã, antes de ir para o serviço ou para a escola. Para outros, talvez seja a noite, antes de
dormir.
O importante é estabelecer um tempo definido. Ore e planeje com dedicação, em
seguida escolha o melhor tempo para ler a sua Bíblia.

9) COMECE A MEMORIZAR VERSICULOS

Memorize o mais que puder. Quando encontra um versículo que para você seja de
grande importância, escreva-o num pedaço de papel e leve-o para o trabalho. Repita-o
durante o dia. Quando o dia terminar você terá terminado. (Sl 119:11)
Escreva aqui, algumas sugestões que você conhece, para memorizar versículos e depois
compartilhe-as com os outros alunos.
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10) A INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA

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Inspiração é a influencia sobrenatural do Espírito Santo como um sopro, sobre os


escritores da Bíblia, capacitando-os a receber e transmitir a mensagem divina sem mistura e
erros. A expressão “Assim diz o Senhor” ocorre mais de 2.600 vezes nos seus 66 livros.

11) A PERFEITA HARMOMIA E UNIDADE DA BÍBLIA

A chegada da Bíblia até os nossos dias só pode ser explicada como um


milagre,considerando-se que nela há 66 séculos, estes homens tinham a mais variadas
ocupações, muitos dos quais não se conheceram e viveram em diferentes épocas e lugares.
Mas, os escritos deles se completam como se fosse um só assunto, poderoso e
coerente, não apresentando nenhuma contradição doutrinaria, histórica ou cientifica.
A perfeita harmonia desses livros é, uma prova incontestável de sua origem divina, e de
que uma única mente via tudo e guiava os escritores: a mente de Deus.

12) A APROVAÇÃO DA BÍBLIA POR JESUS

Jesus resume o antigo testamento, mencionando a Lei, os Salmos e os Profetas. Ele


também leu a Bíblia ( Lc 4:16-20), ensinou sobre a mesma (Lc 24:27) e afirmou ser ele a
Palavra de Deus (Mc 7:13).

13) O CUMPRIMENTO FIEL DAS PROFECIAS DA BÍBLIA

Nenhum outro livro considerado sagrado por outras religiões apresenta esta
característica tão convincente como é o cumprimento fiel das suas profecias. Até hoje a Bíblia
não falhou, e nada do que nela Deus prometeu deixou de ser cumprido.
Há profecias feitas especificamente a uma pessoa, mencionando seu nome 300 anos
antes de sue nascimento, como é o caso de Josias, rei de Judá, e de Ciro o monarca persa, 150
anos antes.

14) O TESTEMUNHO DO ESPÍRITO SANTO DENTRO DO CRENTE

Quem de fato aceita a Jesus, aceita também a Bíblia como a Palavra de Deus, pois o
Espírito Santo põe na alma do crente a certeza quanto a autoridade deste livro (Jô 7:17).

16) A BÍBLIA INFLUENCIA BENÉFICA, UNIVERSAL E ATEMPORAL

A Bíblia é o livro mais lido do mundo. E não se pode negar a influência benéfica e
transformadora que ela exerce sobre os indivíduos e as nações. Mesmo aqueles que não
aceitam, reconhecem o seu efeito sadio na civilização

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LIÇÃO 04 - A ESTRUTURA DA BÍBLIA

4.1– O CANON

Significa “vara de medir”. Aquilo que serve de norma, regra.


O cânon do Antigo Testamento foi sendo formado gradualmente num espaço de mais
de mil anos (1.046), de Moisés (1.491 a.C.) a Esdras (445 a.C.). houve originalmente a
transmissão oral, como se vê em Jô 15:18. Jó é tido como o livro mais antigo da Bíblia. Esdras
não foi o ultimo escritor do A.T., foram eles Neemias e Malaquias, mas de acordo com os
escritos históricos, Esdras reuniu os rolos canônicos, encerrando-os em seu tempo.
À produção dos livros iam sendo escritos, eram postos no Tabernáculo, junto aos
demais escritos sagrados. Esdras, após a volta do cativeiro, reuniu os diversos livros,
selecionou-os e os colocou em ordem, como coleção completa. Destes originais eram feitas
cópias para as sinagogas e estas eram largamente disseminadas.
A data do reconhecimento e fixação do cânon do A.T. é o ano 90 d.C., em Jâmnia, perto
da moderna Jope, em Israel.
O cânon do novo testamento levou apenas duas gerações para ser formado, ou seja,
quase 100 anos. No ano 100 d.C. todos os livros do novo testamento já estavam escritos; o
reconhecimento canônico foi que demorou, em razão do grande número de escritos heréticos
e espúrios, com pretensão de autoridade apostólica.
A data de reconhecimento e fixação do cânon do Novo Testamento é o ano de 397 d.C.
no III Concílio de Cartago.

4.2 – A COMPOSIÇÃO

Existe diferença entre o cânon hebraico e a nossa divisão, tanto no agrupamento dos
livros quanto na sua ordem. O cânon hebraico tem três grandes divisões; Lei (5 livros),
Profetas (8 livros), Escritos (11 livros), totalizando 24 livros, ao invés dos nossos que são 39.
Começa com o livro de Genesis e acaba co o de Crônicas, como mencionou Jesus em Mateus
23:35, e não leva em conta a ordem cronológica dos livros.
LEI (5) – Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio.
PROFÉTICOS (8) – Primeiros profetas: Josué, Juízes, Samuel, Reis.
Últimos profetas: Isaias, Jeremias, Ezequiel, e os profetas menores: (num só livro)
 Os Cinco Rolos: Cantares, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester.
 Livros Históricos: Daniel, Esdras, Neemias, Crônicas

A nossa divisão em trinta e nove livros e a sua ordem por assuntos vem da Septuaginta,
através da Vulgata Latina. A Septuaginta, também nomeada pelos algarismos romanos LXX,
foi a primeira tradução feita do hebraico para o grego, por volta 285 a.C.
Seus trinta e nove livros estão classificados em 4 grupos, de acordo com a assunto a que
pertencem:
Lei (5 livros) – Gênesis, Êxodo, Levitico, Números Deuteronômio
História (12 livros) - Josué, Juízes Rute, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis, I Crônicas, II
Crônicas, Esdras, Neemias, Ester
Poéticos (5 livros) – Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares

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Proféticos (17 livros). Profetas Maiores: Isaias, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e


Daniel. Profetas Menores: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque,
Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
As Bíblias de edição da Igreja Romana, o total de livros não é 66, mas 73, com a inserção
de 7 livros apócrifos e 4 acréscimos; o da Igreja Ortodoxa Grega, que mantém 10 apócrifos e
4 acréscimos. A edição católica de Matos Soares e Figueiredo, que apresenta diferentes
divisões nos Salmos e assim por diante.
Apócrifo significa “não genuíno, espúrio” ou seja, não inspirado.
Os 27 livros do Novo Testamento estão classificados em quatro grupos, conforme o
assunto que abordam: Biografia, História, Epístolas e Profecia.
BIOGRAFIA (4): São quatro livros do evangelho: Mateus, Marcos, Lucas e João.
Os três primeiros são chamados Evangelho Sinópticos, devido a certo paralelelismo que
tem entre si. O quarto é chamado o evangelho da Revelação.
HISTÓRIA (1) : Atos dos Apóstolos.
Esse livro registra a história da Igreja Primitiva, seu modo de viver e a propagação do
evangelho. É apontado como uma continuação do Evangelho de Lucas.
EPÍSTOLAS (21) – São 21 as cartas ou epistolas, que vão de Romanos a Judas.
Essas cartas contêm a doutrina da Igreja.
Classificação mais aceita:
09 são dirigidas às Igrejas – Romanos, I Coríntios, II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses,
Colossenses, I Tessalonicenses, II Tessalonicenses.
04 são dirigidas a pessoas – I Timóteo, II Timóteo, Tito e Filemon.
01 é dirigida aos hebreus cristãos – Hebreus.
07 são dirigidas a todos os cristãos – Tiago, I Pedro, II Pedro, I João, II João, III João e
Judas
Essas epístolas são também chamadas universais, católicas ou gerais, apesar de duas
delas serem dirigidas as pessoas (II e III João).
O apóstolo Paulo se destaca como o mais famoso escritor de Novo Testamento, como
13 epístolas autenticas de sua autoria, restando apenas 8 para os demais escritores.
PROFECIA (1) -É o livro do Apocalipse, também chamado o livro da Revelação.
O livro de Apocalipse está organizado em quatro grandes temas que abordam ações de
Jesus:
1. Destruição do poder gentílico mundial sob o reinado da Besta.
2. Livramento de Israel que estará no centro da Grande Tribulação.
3. Julgamento das nações.
4. Estabelecimento do seu Reino milenar.
Esse livro foi escrito por João, provavelmente entre os anos 68-69 d.C e se destinava as
sete Igrejas da província romana da Ásia.

RESUMO

Jesus é o tema central da Bíblia. Se olharmos apuradamente, veremos que em tipos,


figuras, símbolos e profecias, Ele é o ápice das Escrituras. No Antigo Testamento tudo
apostava para a Sua manifestação, e no Novo Testamento, tudo conta sobre a Sua
maravilhosa obra, doutrina e volta gloriosa.

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Passando livro a livro, sempre O encontraremos; em Gênesis Ele é o descendente da


mulher, em Apocalipse é o Alfa e o Omega.
Tomando o Senhor Jesus como centro da Bíblia, poderemos resumir o antigo e o Novo
Testamento (66 livros) em cinco palavras que definem a Sua história:
 PREPARAÇÃO – todo o Antigo Testamento, preparam a humanidade para o advento
de Cristo.
 MANIFESTAÇÃO – Os Evangelhos tratam da Sua Manifestação.
 PROPAGAÇÃO – O Atos dos Apóstolos, trata da propagação de Cristo.
 EXPLANAÇÃO – As Epístolas são a explanação da doutrina de Cristo.
 CONSUMAÇÃO – O Apocalipse trata de todas as coisas preditas através de Cristo.

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LIÇÃO 05 – GUIA DE ENTENDIMENTO BIBLICO - HERMENEUTICA

INTRODUÇÃO

A palavra hermenêutica e derivada do termo grego Hernenutike, que por sua vez, se
deriva do verbo Hermeneu. Platão foi o primeiro a empregar hermeneutike (subentendendo
a palavra técnica) com o termo técnico. Hermenêutica é a ciência que nos ensina os
princípios, as leis e os métodos de interpretação.
Em geral, estuda-se Hermenêutica com o propósito de interpretar produções literárias do
passado. Sua tarefa especial é indicar o meio pelo qual possam ser removidas as diferenças ou
a distância entre um autor e seus leitores. A Hermenêutica nos ensina que isso só se realiza
satisfatoriamente quando os leitores se transpõem ao tempo o espírito do autor. No passado
da Bíblia, não é bastante que entendamos o sentido de autores secundários (Moisés, Isaias,
Paulo, João); temos que entender a mente do Espírito.

5.1 – A NECESSIDADE DO ESTUDO DE HERMENÊUTICA

A necessidade do estudo de Hermenêutica surge de várias considerações:


1. O pecado obscureceu o entendimento do homem, e ainda exerce influencia perniciosa
Sobre a sua vida mental consciente. Portanto é necessário que se faça esforço especial para
evitar o erro.
2. De muitas maneiras o homem defere entre si, e esse fato naturalmente faz com que
ele
se distanciem mentalmente um dos outros.
Eles se diferem, por exemplo:
1. Na capacidade intelectual, do gosto estético, nas qualidades morais, e disso resulta a
falta de afinidade espiritual.
2. Mos conhecimentos intelectuais, pois alguns foram instruídos, outros não tiveram
oportunidades.
3. Deferem quanto a nacionalidade, costumes, etc,;

O estudo de Hermenêutica é muito importante para os futuros ministro do evangelho porque:


1. Somente o estudo inteligente da Bíblia lhes fornecerá o material de que necessitam.
2. Cada sermão pregado deve repousar uma sólida fundamentação bíblica.
3. Instruindo os jovens da Igreja, na visitação aos lares, os ministros do evangelho são
freqüentemente solicitados a interpretar passagens da Escritura. Em tais ocasiões um
conhecimento razoável das leis de interpretação será de valor inestimável.
Será parte de seu ministério defender a verdade contra ataques da alta crítica. Mas,
para fazer isso eficientemente, os ministros devem saber manuseá-la.

5.2 – UMA ATITUDE MENTAL CORRETA DIANTE DA BÍBLIA

 Ela é um livro fascinante;


 É um livro singular
 Seu estudo envolve um grande esforço;
 Precisa ser o nosso alvo;

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 Preciso buscar nela os meus propósitos e resultados;


 Encontro nela os planos de Deus para a minha vida;
 Preciso criar um método de estudo criativo, prático e envolvente;
 Preciso praticar sempre
 Onde quer que eu vá, ela precisa estar sempre perto de mim.

DEFINIÇÕES:

OBSERVAÇÃO: VER O QUE O TEXTO DIZ


INTERPRETAÇÃO: O QUE SIGNIFICOU NO PASSADO PARA OS OUVINTES PRIMITIVOS
APLICAÇÃO: O QUE SIGNIFICA HOJE

Passo prático para uma boa interpretação;


Um texto não pode significar o que nunca significou...

5.3 - APRENDENDO LRE AS ENTRELINHAS – ESBOÇO

 Preciso fazer um exame geral do texto, e não somente um versículo isolado


 Preciso ler antes de tudo o esboço do livro que eu escolhi para ler aquele versículo;
 Esta é a ordem correta da minha leitura:
1º separar e ler o (s) versículo(s) que eu escolhi,
2º ler o contexto do capítulo ( capitulo anterior e o posterior) o ideal é que se leia o
livro inteiro....
3º ler o esboço do livro escolhido,
4º Ler o capitulo onde se encontra o versículo escolhido;
5º reler o versículo que escolhi.
 Ao fazer uma leitura, se possível, ter em mãos uma falha de papel e uma caneta onde
poderei anotar todo este resumo e minhas conclusões acerca do que estou lendo.

5.4 – APRENDENDO A SER UM OBSERVADOR DA PALAVRA

Para aprender a ser um observador da Palavra, e não apenas um mero leitor dela, preciso
seguir algumas orientações tais como:
 Saber de antemão o que estou procurando (as verdades do texto)
 Praticar as oito perguntas fundamentais que preciso fazer ao texto:
1º Quem? 2º Fez o que? 3º À quem? 4º Como? 5º Quando? 6º Onde? 7º Por
quê? 8º Com que resultado?

Através destas oito perguntas básicas, podemos elaborar outras questões também
importantes que nos levarão a estudarmos cada fez melhor o texto bíblico.
As questões abaixo variam um pouco de acordo com cada estudioso, mas no geral elas
são as seguintes:
1. No texto lido existe algo semelhante com algum outro texto que já li anteriormente?
2. Se existe, onde está este texto?

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3. Há alguma nota no rodapé na minha Bíblia que eu possa lançar mão para clarear meu
entendimento?
4. Existem perguntas e respostas neste texto?
5. Existe um problema e uma solução?
6. Existem conectivos e preposições (mas, desde que, portanto, se, e)?
7. Existem ordens a serem cumpridas?
8. Existem promessas feitas por alguém, e quem as fez?

5.5 – DESENVOLVENDO O POTENCIAL DE INTERPRETAR

 Preciso ser um eterno buscador da palavra de Deus


 Preciso ter em mente que não adianta apenas ler superficialmente, preciso
interpretar o texto lido,
 Posso para melhorar minha interpretação, ler, ouvir e assistir o que outros interpretes
falam a respeito do texto lido.
 Posso usar: contexto do texto, as definições que ele me traz, algumas obras de
referencia (livros, CDs, e DVDs, de estudos, etc.), resumos e esboços, transfunde
histórico.

5.6 – DESENVOLVENDO O POTENCIAL PARA APLICAR A PALAVRA

Leia Mateus 7: 25-27 e explique sobre a importância de aplicar a Palavra.


_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

Para colocar em prática o estudo da Palavra, eu preciso observar alguns detalhes importantes:
 Encontrar o cominho que o texto me mostra,
 As oito perguntas acerca da observação do texto me mostra como aplicar este texto em
minha vida, e me traz outras cinco dentro do campo da aplicação.
1. Aplicação em minha vida, na dos meus familiares, vizinhos, meu trabalho, minha
igreja;
2. As mudanças que ela irá trazer a cada uma delas
3. A minha atitude de oração pessoal em prol da execução desta maravilhosa tarefa
4. A assimilação do texto
5. As experiências que tudo isso me trará
 Preciso enxergar as armadilhas que tentarão me desviar do meu propósito
1. Confundir interpretação com aplicação
2. Deixar-me levar pala protelação (adiamento)
3. Buscar respostas emocionais apenas
4. Resultados instantâneos
5. Frustração

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 Preciso aprender, que não há momento especifico para começar a levar a Palavra de
Deus mais a sério, e é principalmente nos momento de crises que preciso no
aprofundar na leitura e interpretação dela.
 Preciso priorizar e buscar para a minha vida através da Palavra:
1. Um plano especifico;
2. Um programa de prioridades
3. Um programa de promessas.

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LIÇÃO 6 - ORAÇÃO COMO ESTILO DE VIDA

Vamos começar esta lição com uma pergunta. O que é ORAÇÃO para você?_______________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

Pela oração, mantemos comunhão com Deus e obtemos o fortalecimento para nossa
vida.
O Mestre é o Senhor Jesus! Se, somos verdadeiros discípulos d’Ele temos que aprender
que Ele não apenas orava, mas tinha uma vida de oração.
“Nada, absolutamente nada, acontece na terra sem que seja resultado de oração, e não
existe maneira de nos aproximarmos de Deus, de entrarmos no Reino do Espírito e trazer as
bênçãos espirituais para a realidade material, sem ser através da oração.”

Não há como nos relacionarmos com Deus sem a oração. Nós nascemos de novo com uma
oração (Rm 10:9-10)___________________________________________________________
Jesus orava sozinho – (Mt. 14:23), retirado (Mc. 6:46), orava em público ou com os discípulos
(Lc. 9:18).
A vida de oração era tão marcante em Jesus, que os apóstolos pediram para que o
Senhor os ensinasse a orar – (Lc 11.1).
O que o apóstolo Paulo fala em relação à ORAÇÃO nos versículos seguintes?
 Rm. 12:12______________________________________________________________
 Ef. 6:18________________________________________________________________
 Fl. 4:6_________________________________________________________________
 Cl. 4:2_________________________________________________________________
 I Ts. 5:17_______________________________________________________________

6.1 – ENTENDENDO A ORAÇÃO E SUA IMPORTÂNCIA

Nós não somente precisamos, mas devemos orar. A oração é como nossa respiração
espiritual
1. Orar é um dever – O que Jesus disse sobre isso? Leia em Lc. 18:1_______________
_____________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Você já desistiu de orar por algum assunto? Justifique a sua resposta.____________
_____________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
2. Orar é uma ordem bíblica – Encontre em sua Bíblia, um versículo com essa ordem.
____________________________________________________________________________
3. Orar deve ser uma prática constante (ITm 2.1). Você sente necessidade de estar
envolvido em oração todo o tempo?
______________________________________
____________________________________________________________________________

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Você acha que esta deve ser uma prática de todos os crentes, ou apenas daqueles que se
ocupam integralmente de um ministério da igreja?
____________________________________
_____________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________En
tão, como é possível vivermos uma vida de oração, se temos tantos afazeres?_____________
_____________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
4. Fortalecimento – É através da oração que recebemos fortalecimento interior.
Paulo sabia como era importante estar em oração pela igreja (Ef 1:15-18; 3:14-21).
5. Deixar de orar é pecado. ( )sim ( )não, leia Sm 12:23.

Deus responde as orações

1. Recompensa – o Senhor afirmou que o Pai recompensa àquele que o busca em oração
(Mt 6:6; Hb 11:6)
2. Deus faz muito do que pedimos (Ef 3:20). Você se lembra de ter surpreendido com
uma resposta de oração muito melhor que o pedido? Nosso Deus é maravilhoso!
3. Obtemos cura através da oração. Tiago afirmou o poder da oração no caso de
enfermidades (Tg 5:15)
4. Deus responde no tempo certo. Deus pode demorar a nos responder. Mas essa
demora é apenas aparente, porque Deus sabe o tempo certo para responder (Lc 18:7)

Condições para resposta à oração

1. FÉ – A primeira condição para Deus responder à oração é que esta seja feita com fé
(Mc 11:24; Hb 11:6)
2. Pedir em Nome de Jesus – esta é a segunda condição. Ele mesmo a instituiu (Jo
14:13,14). De acordo com esse texto o seu contexto, pedir em nome de Jesus é apenas
uma fórmula? ___________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
3. A vontade de Deus – A oração deve ser feita de acordo com a vontade de Deus,
revelada em sua Palavra, ou, em um caso especifico, que não esteja declarado nas
Escrituras, por uma indicação do Espírito Santo, ou por princípios bíblicos (Jo 9:31)
Como ouvir a Deus em questões como: “com quem devo me casar?” ou: “que
profissão devo escolher?”; quantos filhos ter?”
________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
____________________________________________________________________

4. Ausência de motivos egoístas (Tg 4:2,3). Quando se ora com motivos errados, Deus
não atende a essa oração (Mt 6:5)
5. Um coração puro (Sl 66:18) – fazer confissão e restituição (Pv 28:13). Mãos limpas (I
Tm 2:8). Acertar diferenças com outras pessoas. (Mt 6:23,24). Perdoar (Mt 6.12,15)

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6. Humildade – a oração deve ser humilde, aceitando o que Deus determinar (Lc 18:9-14;
Tg 4:6).
7. Persistência – Orar até receber a resposta, ou a convicção de Espírito de que o Senhor
já respondeu (Rm 12:12). Cite dois exemplos bíblicos de persistência na oração:
_______
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
____________________________________________________________________
8. Objetividade – A oração de vê ser especifica (Mt 6:7; Lc 11:11,12).
Tendo em vista os textos lidos até aqui, faça uma lista de petições não respondidas, e
verifique quais foram os impedimentos. _________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
Como orar

1. A oração modelo – Jesus ensinou um modelo de oração (Lc 11:1-4).


2. A ajuda do Espírito Santo – Somos fracos e não sabemos orar. Mas recebemos a ajuda
do Espírito Santo (Rm 8:26)

Aspectos da oração

1. Petição e súplica – É o tipo de oração mais usada, a mais comum. É, a oração que na
maioria das vezes fazemos por nós mesmos, por nossas necessidades. (Mt 7:7,
16:23,24; Fp 4:6)
2. Consagração ou Dedicação – É um tipo de oração que expressa renuncia. Quando
estamos em conflitos em relação a vontade de Deus voluntariamente nos
consagramos e começamos a orar “se for da tua vontade” e mais adiante estamos
orando “seja feita a tua vontade” e mais a diante estamos orando “seja feita a tua
vontade não a minha” e mais um pouco estamos orando “Senhor eu só quero fazer a
Tua vontade” até chegarmos a dizer : Pai, eu consagro a Ti a meu livre-arbitrio”. (Mt
26:39)
3. Entrega – quando os ataques do mundo coincidem com os da carne, resultando
angústia, frustração e desânimo, gerando a preocupação que parece não ter fim, é a
hora de entregar tudo ao Senhor, tomar os fardos e colocá-los ao pé da cruz e
descansar nEle (Sl 37:5; Lc 23:46; Fp 4:6,7)
4. Intercessão – É tomar o lugar de alguém numa necessidade ou problema, pleiteando a
sua causa como se fosse própria. É quando oramos por outras pessoas, cidades,
governantes, nações. (I Tm 2:1,2 ). E faz parte do viver diário dos santos. Cite dois
exemplos bíblicos de intercessão. ___________________________________________
_______________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
5. Ações de graças – É quando agradecemos a Deus por alguma benção recebida.
6. Louvor - pode ser também um tipo de oração.

Para meditar

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 Feliz é o cristão que aprende a orar e não apenas pedir;


 Feliz é o cristão que aprende que a oração faz mover o céu, tremer o inferno e mudar
as coisas aqui na terra;
 Feliz é o cristão que aprende que a oração é uma arma poderosa contra o diabo, mas
também, contra nossos impulsos de ódio, ganância, egoísmo e concupiscência.
 Feliz é o cristão que aprende que a oração produz comunhão, porque quando
invocamos a Deus, destruímos todo e qualquer preconceito e divisão
 Feliz é o cristão que aprende que a oração o capacita a cumprir a missão de falar do
amor de Jesus ao que caminham desnorteados como ovelhas sem pastor
 Feliz é o cristão que aprende que a oração o fortalece no momento do sofrimento,
traz paz nos momentos de angústia, traz segurança nos momentos de dúvidas, traz
alegria nos momentos de dor
 Feliz é o cristão que aprende que a oração cura as feridas, restaura a vida, refaz os
sonhos perdidos, traz esperança, e quando não muda as circunstancia, altera nossas
intenções;
 Feliz é o cristão que ora.

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LIÇÃO 7 - FÉ (Hb 11:1:40)

Introdução

Fé é a confiança, é a certeza até do que não vemos. Em nossa vida toda, damos
passos de fé. Ao andarmos em conduções lotadas, ao comermos, ao bebermos etc.
precisamos ter fé, convicção de que chegaremos, de que viveremos, de que continuaremos.
De acordo com Rm 10:17, quem nos dá a fé? __________________________________
Deus já deu sua palavra, mas o homem precisa ouvi-la com atenção.
Então, a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus.
Em Hb 11:6 – Vemos que ninguém agrada a Deus ou se aproxima d’Ele sem fé.
Quem está alicerçado na Palavra de Deus pode conhecer a dimensão da fé. Nem tudo
que acontece tem explicação. Vida cristã e tida por fé ( IICo5:7).
Encontramos no Novo Testamento a palavra “fé”, repetida 240 vazes. Concluímos ,
então, que esta palavra tão minúscula, de apenas 2 letras, é a mais importante, eficaz e
necessária ao ser humano.
Na língua grega, aparece o termo “pistis”como o equivalente exato da palavra “fé”,
dando a entender a “ação de depender”, “recostar-se sobre”, “confiar em Deus” . o uso desta
palavra dá a entender a firme convicção acerca da realidade de algo. Em outras palavras,
“fé”é o crer em ação.
A Bíblia nos mostra, ma prática, pessoas que confiarão em Deus com todo o seu ser,
sua alma, mente e coração. (Hb 11:2).
1. Quando Deus chamou a Abraão, para onde lhe disse que o iria mandar?
_______
_______________________________________________________________________
2. Se Deus o provasse como fez à Abraão, qual seria sua reação ou atitude?
______
_______________________________________________________________________
3. Falando ainda do nosso patriarca Abraão: É possível um casal com 100 anos de
idade ser pai e mãe pela 1ª vez? Justifique a sua opinião.
4. O filho do casal nasce muito bem, cresce e pede de volta. Abraão sobe à
montanha para devolver o filho de suas cãs ao Senhor. Quando se despedem dos seus servos,
faz-lhes uma afirmação.
Copie o v. 5 do cap. 22 de Gênesis: _______________________________________
_____________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Circule o último verbo deste verso. Explique com suas palavras, por que Abraão usou
este verbo no plural. Afinal, ele iria oferecer seu filho! ________________________________
_____________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Compare sua resposta com Hb 11:19. Isso é fé, certeza se que deus cumpre a sua Palavra
quando estamos em aliança com Ele.
Continue estudando Hebreus 11 e coloque o nome do personagem e o que provou a fé
de cada um deles.
v. 20 _____________________________ (_____________________________________)
v. 22 _____________________________ (_____________________________________)

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v. 23-26 __________________________ (_____________________________________)


v. 31 _____________________________ (_____________________________________)
Compare sua fé com a dessas pessoas e conclua:
 Você ofereceria seu único filho num altar?
 Atravessaria um imenso mar, com águas barulhentas e montanhosas à sua esquerda e
direita?
 Seguiria um homem, sem armas, transporte, dinheiro, roupas etc. apenas com uma
vara na mão?
 Levaria uma gravidez até o fim, sendo noiva e não casada, mesmo sabendo do futuro
drástico de seu filho?
 Seguiria um homem onde quer que ele fosse, mesmo dizendo não ter casa, não comer
em horas certas, não ter onde reclinar a cabeça?
“Sem fé é impossível agradar a Deus”

“Precisamos ser lembrados constantemente de que a fé é a única condição inseparável


da oração bem-sucedida. Há outras condições que entram na pratica, mas a fé é a
condição final, inseparável, para se orar verdadeiramente” E.M. Bounds

Desafio

Deus tem nos levado a um novo tempo: tempo de mudanças, concertos, etc....
 O que posso fazer para levar outros a reconhecer e participar deste momento de
impacto? _____________________________________________________________
______________________________________________________________________
 Através de que poderei crer que este é o mover de Deus?
________________________
______________________________________________________________________

Tarefa

Relate, em poucas palavras, uma situação ocorrida com você, quando precisou crer, confiar e
conseguir obter resultados em tua vida. ___________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

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LIÇÃO 8 – COMPREENDENDO E CLASSIFICANDO O PECADO

Introdução

O homem, em sua própria vontade, escolheu rebelar-se contra Deus. Deus havia
estabelecido que o espírito governaria a alma; e a alma o corpo, mas alma e o corpo, em
rebelião instigado por Satanás, uniram-se contra o governo do espírito e destronaram quem
Deus havia estabelecido que governasse a personalidade do homem.
Leia Ef 2:2-3; Is 53:6; Is 59:2 e responda o que esses textos têm em comum?
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

8.1 – A TENTAÇÃO E A ORIGEM DO PECADO

Desde o momento que o homem nasce, tende a inclinar-se nas para o mal do que para
o
bem; “ O homem é uma vontade iluminada por uma inteligência e assediado por paixões”.
O pecado teve sua origem no Jardim do Éden. Leia Gn 2:17 e 3: 1-7.
A tentação tem duplo propósito:
 Que o homem cresse que Deus mentira;
 Que o homem cresse
A tentação tem seus objetivos específicos:
1- Retirar a autoridade da Palavra de Deus
2- Levar o homem á desobediência
3- Separá-lo completamente de Deus
Outros objetivos da tentação:
a) Atacar e desvirtuar a mente do homem
b) Atrair e conduzir para pecado
c) Afastar da presença de Deus
d) Atacar a natureza fraca de cada pessoa.
O primeiro casal caiu numa armadilha do inimigo e sua queda foi um processo: - Eva viu que o
fruto era bom para comer; - Desejoso para a carne - Era apetitoso e agradável aos olhos -
Cobiçável para alcançar sabedoria e vanglória O inimigo mudou a palavra de Deus dizendo: “...
Não morrereis...” (Gn.3:4) e Deus jamais muda o que sai dos seus lábios ou retifica o que Ele
faz. Satanás inflamou o ego de Eva quando disse que ela seria como Deus e conseguiu colocar
a soberba no seu coração. Nos dias atuais, o homem fala com arrogância e se gaba de não dar
crédito ao que a Bíblia ensina, mas quando se arrepende e consegue entrar no santuário de
Deus o pecado tem fim . (Sl.73:18-20).

O PECADO
“...Tomou do seu fruto, comeu, e deu ao seu marido, e ele também comeu”. Ao voltar-se para
o pecado e haver agido de acordo com sua natureza pecaminosa, o homem se fez culpável
diante dos olhos de Deus, pois transgrediu a norma, a lei que o Senhor havia ordenado. (Gn.
2:16,17). O pecado trouxe a morte espiritual e física, bem como a condenação eterna para o
homem que, separado de Deus, é incapaz de salvar-se a si mesmo, dependendo

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exclusivamente da graça de Deus em Jesus Cristo, desde que se arrependa e creia N’ele como
filho de Deus e seu salvador: o único remédio contra o pecado, que se instalou e depravou a
raça humana. As conseqüências do pecado são: Morte espiritual (eterna), morte física,
cegueira espiritual, imoralidade, falta de comunhão com Deus, dor, sofrimento, maldição,
temor, entre muitas outras que aprisionam o homem
O TEMOR

Leia Gn 3:10 O que aconteceu com Adão após ouvir a vós do Senhor?____________________
____________________________________________________________________________

Nos dias de hoje, muitas pessoas ouvem a palavra, mas fogem da presença divina, assim
como Adão, porque não querem ter compromisso sério com o Senhor, tem medo. O temor do
homem colocara o laço, sabendo-se que o medo não é uma virtude, mas uma debilidade que
veio por causa do pecado. “Seja o vosso temor, Ó Senhor, não temerei o que possa me fazer o
homem”. Adão ao verse nu e desprotegido experimentou no consciente de sua natureza
pecaminosa, a sensação do temor (Gn 3.10) e a sua primeira reação após o medo foi fugir de
Deus e se esconder entre as árvores. (Gn 3.8b). Esse temor cria ciladas ou laços que devem ser
quebrados. “O medo do homem lhe arma laços”. (Pv 29.25). “Aquele que pratica o pecado
procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o inicio. Para isso se manifestou o filho
de Deus, para destruir as obras do diabo” (1 João 3.8).

O CASTIGO
Deus teve que castigar todos que estiveram envolvidos no pecado. O Senhor amaldiçoou a
serpente e dede então se arrasta no pó da terra. (Gn 3.14-16). O homem foi expulso do
paraíso com sua mulher e este tinha a árdua tarefa de lavrar a terra que havia ficado sob juízo
de maldição, por causa do pecado que ele mesmo tinha cometido. (Gn 3.17-23). Deus havia
advertido o homem sobre as conseqüências desastrosas se este lhe desobedecesse. (Gn
2.17b). Embora o homem permanecesse consciente da ordem das coisas, seu lado espiritual
morreu, imediatamente quando comeu do fruto proibido. O homem foi criado a imagem e
semelhança de Deus, com sua natureza eterna. Por causa de sua desobediência teve colher as
conseqüências de uma maldição causada por ele mesmo. Paulo disse: “Porque o salário do
pecado é a morte...”(Rm.6:23). O salmista Davi em sua oração dizia: “Eu nasci em pecado, e
em iniqüidade me concebeu minha mãe”(Sl.51:5). Desde o momento que nasci, o homem
possui uma propensão natural para o pecado, sua natureza é pecaminosa, é egoísta e quer
satisfazer seus próprios desejos mesmo que esta atitude prejudique e cause sofrimento ao
seu próximo.Davi reconheceu que sua natureza era pecaminosa, ele sabia que em Deus havia
redenção através do seu sangue, e demonstra isso quando diz: “purifica-me com hissopo e
ficarei limpo: Lava-me e ficarei mais alvo que a neve” (S.51:7). O rei Davi pecou cometendo
adultério com Bateseba e assassinando o seu marido, o heteu Urias. Porém, o Senhor fez com
que Davi entendesse a magnitude de seu pecado e confessasse “...pequei contra o Senhor”.
Ele sabia que aquele pecado o condenara a morte essa consciência do reconhecimento levou
Davi ao genuíno arrependimento e confissão dos seus pecados. (Sl.51). Antes, porém, o
pecado levara a afetar a saúde de Davi, como nos relata o Salmo 32. Isto é um exemplo de
que muitas pessoas podem estar doentes por causa de algum pecado que mantenham oculto.
Não só a área física, mas a emocional, sentimental e principalmente, a espiritual são afetas
pelos pecados não confessados. Os problemas nos atacam e não temos explicação. Davi

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encontrou a resposta, até que tomou a decisão de confiar ao Senhor todas as suas
transgressões e disse: “...E tu perdoaste a maldade do meu pecado...” (Sl.32:5).
Reconhecer e confessar o pecado com um coração sincero e arrependido, sempre trará o
perdão gracioso da parte de Deus, a remoção da culpa e a dádiva da sua presença.

8.2 - COMPREENDENDO O PECADO O QUE É PECADO?

 Transgredir a lei de Deus. Sendo o pecado uma transgressão e uma rebelião contra Deus,
é o mesmo que uma “Declaração de Independência”, de Deus. Em suma, é fazer tudo
aquilo que não é reto segundo o padrão divino. (Jo. 5:17).
 É toda injustiça. Isto é, a vontade própria.(I Jo.3:4;Sl.51:1;Lc.15:29).
 É uma divida contraída com Deus. Tal divida o homem não pode jamais pagar. O homem
uma vez cometendo pecado contra Deus, não pode desfazê-lo: a única esperança está no
lado divino. É o perdão que obtemos de Deus mediante a morte vicária de nosso Senhor
Jesus Cristo. (Mt. 6:12);
 É não cumprir com os deveres de cristãos em Cristo. Pecado não é só praticar o mal;
deixar de fazer o bem também é pecado. (Tg4:7).
 É não dar crédito a Cristo. Não ter fé, aqui está inclusa a indiferença. . Não lhe dar
crédito é um insulto a Deus que o enviou. (Jo. 16:8) –
 É praticar coisas duvidosas (R.14:13).
 É errar o alvo verdadeiro. O homem foi criado para temer a Deus, adorá-lo e glorificá-lo,
mas quando peca, erra esse alvo. (Rm. 3:23). João 16:8 – “E, quando ele vier, convencerá
o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo...”

Em Gl 5:19-21 vemos as obras da carne, liste-os e depois examine qual deles você ainda
precisa vencer:________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
Em Gl 5: 22 estão o fruto do Espírito, liste-os e examine qual deles você precisa buscar colocá-
lo (s) em prática: ______________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

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LIÇÃO 9 – A CRUZ DE CRISTO

INTRODUÇÃO

Quando Jesus Cristo foi morto, tendo sido pregado numa cruz de madeira, aqueles homens
malvados pensaram que estavam simplesmente executando um homem que estava
perturbando o seu estilo de vida. Eles não perceberam que a Cruz fora planejada por Deus
desde o início do mundo.

A. DEUS LIDA COM O PECADO


Através da morte do Seu Filho na Cruz, o grande Deus Criador estava lidando com o pecado,
o sofrimento, e a angústia de todas as pessoas.
Jesus estava morrendo no lugar de todos os indivíduos do mundo. A aceitação pessoal do
que Ele fez na Cruz traz a resposta a todas as nossas necessidades.

1. Deus Revela O Seu Poder Através Da Cruz


"Porque a mensagem da Cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, os que
estamos sendo salvos, é o poder de Deus (1 Co 1:18). Veja também Rm 1:16

2. Deus Mostra O Seu Amor Na Cruz


"Mas Deus demonstra o Seu Próprio amor para conosco no fato de que, enquanto ainda
éramos pecadores, Cristo morreu por nós " (Rm 5:8).

3. Deus Removeu As Nossas Dores Na Cruz


"Verdadeiramente Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e levou as nossas dores.
Contudo, nós O reputamos por ferido e oprimido por Deus, e aflito"(Is 53:4).

4. Jesus Tomou A Punição Pelos Nossos Pecados Na Cruz


"Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões. Ele foi moído pelas nossas iniquidades. A
punição que nos trouxe a paz estava sobre Ele, e pelas Suas feridas somos sarados... Todos
nós, como ovelhas, nos desgarramos; cada um de nós voltou-se ao seu próprio
caminho, e o Senhor colocou sobre Ele a iniquidade de todos nós " (Is 53:5,6). Veja também 1
Pedro2:24.

RELACIONAMENTO COM DEUS ATRAVÉS DA CRUZ


Pelo fato de Deus ser tão santo e reto, o pecado nos separa d'Ele. Ninguém que tenha
pecado em seu coração é capaz de permanecer em Sua presença.
Portanto, com a Sua morte na Cruz, Jesus não somente sofreu pelos nossos pecados em
nosso lugar, mas também tornou possível que conhecêssemos a Deus pessoalmente e que
experimentássemos o amor, a paz, e a alegria que a comunhão com Ele traz.

1. Tornamo-nos Aceitáveis Diante De Deus Através Da Cruz


"Deus transformou Aquele que não tinha nenhum pecado em pecado por nós, a fim de que n
'Ele pudéssemos nos transformar na retidão de Deus" (2 Co 5:21).

2. Recebemos O Perdão Através Da Cruz

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"Porque Ele nos resgatou do domínio das trevas e nos introduziu no Reino do
Filho que Ele ama, em Quem temos a redenção, o perdão dos pecados" (Cl 1:13,14). Veja
também 1 João 2:1,2.

3. Tornamo-nos Membros Da Família De Deus Através Da Cruz


"Tanto o que santifica os homens e os que são santificados são da mesma família. Assim
sendo, Jesus não Se envergonha de chamá-los de irmãos. Ele diz: Declararei o Teu nome aos
Meus irmãos. Na presença da congregação cantarei o Teu louvor "(Hb 2:11,12). Veja
também João 1:12.

4. Barreiras Raciais São Quebradas Através Da Cruz


"Mas agora em Cristo Jesus, vocês, que outrora estavam longe, foram aproximados
através do sangue de Cristo. Pois Ele Próprio é a nossa paz, o Qual fez dos dois um só e
destruiu a barreira, a muralha divisória de hostilidade, abolindo em Sua carne a lei com os
seus mandamentos e regulamentos. "O Seu propósito era o de criar em Si Próprio um só novo
homem, proveniente de dois, ocasionando assim a paz, e neste único corpo reconciliar a Deus
através da Cruz, através da qual Ele aniquilou a hostilidade deles'' (Ef 2:13-16).

ATRAVÉS DA CRUZ

A morte de Jesus na Cruz foi uma grande vitória para nós. Pelo fato de Deus ter tratado com
o nosso pecado na Cruz, isto significa também que toda a angústia e sofrimento, que são
resultados do pecado, também foram tratados. A Cruz ganhou uma grande liberdade para
nós!

1. Livres De Satanás
"E tendo desarmado as potestades e autoridades, Ele fez delas um espetáculo público,
triunfando sobre elas através da Cruz" (Cl 2:15). Veja também Colossenses 1:13.

2. Livres Dos Pecados Passados


"Se pois o Filho os libertar, vocês verdadeiramente serão livres" (Jo 8:36). Veja também
Colossenses 2:13.

3. Livres Dos Pecados Presentes


"Pois o pecado não será o seu mestre, pois vocês não estão debaixo da lei e sim debaixo da
graça" (Rm 6:14).

4 . Livres Das Enfermidades


"Isto foi para se cumprir o que foi falado através do profeta Isaías: Ele tomou as nossas
enfermidades e levou as nossas doenças'' (Mt 8:17).

5. Livres Da Maldição
“Cristo nos redimiu da maldição da lei, tornando-Se uma maldição por nós, pois está escrito:
Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro" (Gl 3 : 13 ) . Veja também
Deuteronômio 28:15-68.

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6. Livres Do Julgamento
"Aí então Cristo teria que ter sofrido muitas vezes desde a criação do mundo. Mas agora
Ele apareceu uma vez por todas, no final das eras, para aniquilar com o pecado através do
Seu Próprio sacrifício — assim como o homem está destinado a morrer
uma vez, e após isto a enfrentar o julgamento " (Hb 9:26,27).

7. Livres Da Morte Eterna


"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo
aquele que n 'Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna"(Jo 3:16).

D. O AMOR E A JUSTIÇA ENCONTRAM-SE NA CRUZ


A Cruz é o lugar onde o amor de Deus e o justo julgamento de Deus se encontra. O Seu justo
julgamento exigia a penalidade de morte pelo pecado — o derramamento de sangue. O Seu
amor satisfez as Suas Próprias exigências, e Jesus, o Filho de Deus, morreu em nosso lugar.

"Mas Deus prova o Seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda
pecado res. Sendo agora justificados pelo Seu sangue, quanto mais seremos então salvos da
ira de Deus através d'Ele! Pois se quando éramos inimigos de Deus fomo s reconciliados com
Ele através da morte do Seu Filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos'
salvos através da Sua vida!
“E não somente isto, mas regozijamo-nos em Deus através do nosso Senhor Jesus Cristo,
através do Qual recebemos agora a reconciliação” (Rm 5:8-11).

E. A CRUZ É O CENTRO DA HISTÓRIA


A Cruz de Jesus Cristo é o ponto central da existência da Humanidade na terra. Desde o
momento em que o primeiro homem e mulher pecaram (veja Gênesis 3), já havia sido
planejado de antemão por Deus que Jesus morreria na Cruz.
Daquela ocasião em diante, as pessoas olhavam adiante, em fé, para o que Deus havia
prometido que Ele faria para salvá-las. Hoje em dia olhamos para trás, e, crendo no que
Jesus fez por nós na Cruz, recebemos o perdão e uma nova vida.

MEU COMPROMISSO
Hoje coloco a minha total confiança no que Deus estava fazendo por mim quando Jesus
morreu na Cruz. Creio que Ele levou a punição pelo meu pecado. Recebo o perdão que Deus
está me oferecendo, e agradeço-Lhe pelo relacionamento que isto agora me proporciona
com Ele. Tomo uma decisão hoje que viverei cada dia neste relacionamento pessoal com
Deus e me comprometo a compartilhar esta verdade com outros.

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LIÇÃO 10 - BATISMO EM ÁGUAS

INTRODUÇÃO

Vamos estudar hoje: o início do batismo cristão, a fórmula bíblica do batismo, por imersão
e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, quem não deve e quem deve ser batizado,
o significado e a finalidade do batismo, e a responsabilidade do batizando.

1) O INÍCIO DO BATISMO CRISTÃO

O batismo cristão não é um sacramento como ensina a Igreja Católica. A palavra


sacramento não existe no Novo Testamento; provém do latim e significa: "o meio de
alcançar a graça divina". Jesus não nos deixou nenhum sacramento. Jesus nos deixou duas
ordenanças: “O Batismo é a primeira ordenança, e a Ceia do Senhor é a segunda”. Convém
que todo salvo seja primeiro batizado, para depois participar da Ceia. O batismo cristão
começou com o Senhor Jesus. Ele foi o primeiro, ao ser batizado por João Batista.

João era chamado de "Batista" ou o "emergidor" por causa do batismo que Deus lhe
mandara realizar. Este batismo, conhecido como batismo de João ou de arrependimento
(Mat. 3:5-8 e Atos 19:1-5), era temporário, pois visava a preparar o povo para receber
Jesus, fazendo a transição da lei e profetas do Antigo Testamento, para o Evangelho de
Cristo no Novo Testamento. O batismo de João Batista era para quem queria arrepender-
se e ser salvo. O batismo cristão é para quem já se arrependeu e já está salvo. Jesus não
necessitava de batismo, mas batizou-se, dando-nos o supremo exemplo como Homem
(Mat. 3:13-17).

2) O BATISMO CRISTÃO É POR IMERSÃO

Há igrejas que batizam por aspersão ou borrifação. Usam a palavra “rantizo” do grego,
que significa aspergir ou salpicar. A palavra batismo é apenas transliterada do grego
“baptizo”. ”Baptizo“ significa imergir ou mergulhar. Sempre que a Bíblia se refere ao
batismo, a palavra usada é “baptizo e nunca rantizo”. Em Rom. 6:3-5 alguns símbolos
reforçam o ensino sobre o batismo por imersão, como: "sepultados pelo batismo",
"plantados à semelhança da sua morte pelo batismo", etc..

Outros exemplos são o batismo de Jesus e do eunuco (Mat. 3:16; Atos 8:38-39), através
das expressões: ”desceram à água” e “saíram da água”. Se o batismo fosse por aspersão,
bastaria um copo d’água para salpicá-la na cabeça. Ao contrário, é necessário haver
abundância de água para o ato batismal, pois a fórmula bíblica do batismo é por imersão.
Tanto o que batiza como o que é batizado, ambos descem às águas.

3) O BATISMO CRISTÃO É EM NOME DA TRINDADE

O Senhor Jesus determinou que o batismo seja feito em nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo. Há igrejas que batizam só em nome de Jesus. Elas se apóiam em alguns
textos de: (Atos 2:38; 8:16; 10:48; 19:5) que falam sobre batismo em nome do Senhor

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Jesus. Os textos de Atos falam de batismo feito na autoridade do Senhor Jesus (Mat.
28:18), envolvendo, portanto, toda a Trindade.

Os textos citam apenas o nome de Jesus para distinguir (fazer diferença) de outros
batismos da época, como o batismo de João, o batismo dos prosélitos, o batismo dos
essênios, etc.. Quando o próprio Senhor Jesus foi batizado, a Trindade estava presente
(Mat. 3:16-17). Em Mat. 28:18-20 Jesus determinou o batismo em nome da Trindade.
Portanto, a fórmula bíblica correta para o batismo é:
_______________________________________________

_________________________________________________________________________T
odo salvo que primeiro quer conhecer tudo da Bíblia para depois batizar-se, contraria o
texto acima, onde está claro que o salvo deve batizar-se, e depois, continuar aprendendo
sempre mais de Deus.

4) QUEM NÃO DEVE SER BATIZADO

Não deve ser batizada a pessoa ainda perdida. Também não devem ser batizadas crianças
recém-nascidas, e as que ainda não atingiram a idade da razão e consciência de pecado. O
batismo de criança não tem valor nenhum e cria uma doutrina errada na mente dos
adultos. Não existe batismo de criança na Bíblia. A criança ainda não pode crer e crer é um
ato de fé.

Ninguém pode exercer fé no lugar da criança, nem por qualquer outra pessoa. Cada um
responde por si diante de Deus (Rom. 14:12). Pela criança responde a sua inocência (Luc.
18:15-17). Se morrer sem consciência de pecado está salva. Nós costumamos apresentar
as crianças a Deus, conforme o desejo dos pais, consagrando-as e orando para que Deus
as abençoe e as livre do mal.

Trata-se de uma tradição bíblica muito importante desde o Antigo Testamento. Era feito
sempre pelos judeus. O Senhor Jesus, com oito dias de nascido, foi levado ao Templo para
ser apresentado e consagrado a Deus (Luc. 2:21-24). Porém isto nada tem a ver com o
batismo. Jesus nos deu o supremo exemplo em tudo. Jesus batizou-se com quase 30 anos
(Luc. 3:21-23).

5) QUEM DEVE SER BATIZADO

Em Atos 8:36-38 há uma pergunta sobre a condição para o batismo. A resposta é: O


batismo é lícito a todo o que crê, isto é, que tem certeza da salvação. Em Marc. 16:16
Jesus diz: "Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado".
Cremos ser esta a interpretação do texto: o “crer” no original grego tem um sentido
amplo, abrangendo também a salvação de todos os males desta vida.

Aquele que tem certeza da salvação e não quer batizar-se, desobedece à ordenança de
Jesus. Desobediência é pecado e o pecado produz males e sofrimentos. Jesus quer nos

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salvar também desses males e sofrimentos nesta vida, mas isto está condicionado à
obediência, a toda a vontade de Jesus, incluindo-se aí o batizar-se.

O batismo salva ( )sim ( ) não nem ajuda a salvar e não lava os pecados de ninguém. Da
mesma forma, as boas obras não salvam nem ajudam a salvar. Lembre-se: Jesus salva
sozinho. Compare, João 3:16-18; Rom. 3:20 e 28; Ef. 2:8-9. E responda: A quem o batismo
deve ser ministrado? ____________________________________________

______________________________________________________________________

Todo aquele que já passou por essa experiência sente o desejo incontrolável de selar a sua
fé pelo testemunho público do batismo. Assim, deve ser batizado todo aquele que já está
salvo, para cumprir e obedecer à ordenança do Senhor Jesus. A Bíblia nos mostra vários
exemplos. Todos que criam, e eram salvos, eram logo batizados (Atos 2:38 e 41; 8:12 e 16;
8:36-38; 9:18, etc.). O batismo em águas nada tem a ver com o batismo no Espírito Santo.
No entanto, todos devem orar pedindo o batismo no Espírito Santo...

6) SIGNIFICADO E FINALIDADE DO BATISMO

O ato do batismo é um momento de alegria no Céu. É um ato solene, festivo e de grande


importância para a vida do batizando e da Igreja que o recebe. Quando o salvo desce às
águas batismais e é coberto por elas, declara que, ao crer em Jesus, morreu para o mundo
de pecado e foi sepultado com Cristo.

Simbolicamente, quando ele sai das águas, está declarando que ressurgiu para viver uma
nova vida em Cristo (Rom. 6:6-14; Col. 2:12).

Assim, o significado do batismo é morte, sepultamento e ressurreição. Quando somos


batizados, declaramos que Cristo morreu na cruz pelos nossos pecados para que nós
morrêssemos para o pecado. Declaramos, ainda, que nos arrependemos, cremos pela fé e
aceitamos a Cristo e Seu sacrifício como único meio de salvação, que recebemos o perdão,
estamos salvos e seguros em Cristo e dispostos a servi-Lo e segui-Lo todos os dias da nossa
vida.

Portanto, a finalidade do batismo é dar testemunho público da fé e salvação em Jesus


Cristo. Com o ato do batismo, proclamamos sem palavras e publicamente, e
especialmente diante da Igreja, a salvação e a transformação que Jesus realizou em nosso
interior. Isto glorifica ao Senhor (1a Cor. 6:20).

7) A RESPONSABILIDADE DO BATIZANDO

O batizando deve estar liberto de toda a sorte de vícios e jogos (João 8:32 e 36; Luc. 21:34-
36), ter sua situação matrimonial legal (I Cor. 6:18) e vestir-se de forma decente (I Tim.
2:9-10; I Ped. 3:1-7).. O batismo é um ato de seriedade e de responsabilidade. O batizando
deve ter certeza de que já está salvo (Atos 8:36-38).

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Se o salvo morrer sem ter oportunidade de ser batizado irá para o Céu. Foi o caso do
ladrão da cruz (Luc. 23:33-43). Quando você creu em Cristo e foi salvo, passou a fazer
parte da Igreja ou o corpo de Cristo mundial, e passou à posição de filho de Deus. Quando
você é batizado (não havendo nenhum impedimento), passa também a ser membro da
Igreja local. Isto lhe concede direitos e deveres.

A) DIREITOS

Como membro, você tem direito de votar e ser votado para cargos ou funções nas
assembléias da Igreja, participar das discussões e dar opiniões, participar da Ceia do
Senhor, receber ajudas em meio as dificuldades, etc...

B) DEVERES

Você tem o dever de manter comunhão com seus irmãos em Cristo, manter os cultos com
sua presença, ser fiel em tudo na sua vida em geral, diante de Deus e dos homens. Ser fiel
nos dízimos e ofertas, participar da vida ativa da Igreja, servindo a Deus de coração. Dar
testemunho compatível com o Evangelho em todos os ângulos da sua vida, etc..

Deve consagrar a Deus sua vida, sua família e tudo o que possuir ou o envolver. As figuras
abaixo dão a idéia do culto do batismo. Você estudou a Bíblia, creu e está salvo. Convidou
para o seu batismo os familiares, vizinhos, conhecidos, amigos e até os inimigos. Todos
assistem e juntos com o coral adoram a Deus pelo seu batismo

CONCLUSÃO

O batismo cristão começou com Jesus. Não é um sacramento mas a primeira ordenança.
Deve ser feito por imersão e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O batismo assim
como as boas obras não salvam nem ajudam a salvar. O batismo é para os salvos. Todo o
salvo deve batizar-se, obedecendo à ordenança de Jesus. Dando o testemunho público de
sua fé e salvação em Jesus Cristo. Deve integrar-se à vida ativa da Igreja, sempre exercendo
seus direitos e deveres, sendo abençoado e sendo uma bênção. Leia a Bíblia. Comece pelo
Novo Testamento. Amém.

Responda as perguntas para fixação do estudo:

1 - Jesus nos deixou duas ordenanças. Quais são?


2 - Qual o significado da palavra original do grego "baptizo"?
3 - Quem não deve ser batizado?
4 - Qual o significado do batismo?
5 - Qual a finalidade do batismo??
6 - Sobre a responsabilidade do batizando, o que destacamos?
7 - Dentre os deveres que mencionamos, o que está sublinhado?

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LIÇÃO 11 – O BATISMO NO ESPIRITO SANTO

INTRODUÇÃO

A experiência do batismo com o Espírito Santo tem-se constituído numa das pedras
basilares da doutrina pentecostal, como uma doutrina tanto bibliocêntrica quanto prática
e experimental.

I. A PROMESSA DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

1. Nas palavras do profeta Joel. "E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre
toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os
vossos mancebos terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias
derramarei o meu Espírito" (Jl 2.28,29).

2. Nas palavras de João Batista. "E eu, em verdade, vos batizo com água, para o
arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu: cujas alparcas
não sou digno de levar: ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo" (Mt 3.11).

3. Nas palavras de Jesus Cristo. "Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva
correrão do seu ventre". E acrescenta o apóstolo João que "isto disse ele do Espírito que
haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por
ainda Jesus não ter sido glorificado" (Jo 7.38,39). "Porque, na verdade, João batizou com
água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias" (At
1.5).

4. Cumprimento da promessa. Após ter dito isso, foi Jesus elevado ao Céu, e, já à mão
direita do Pai, cumpre o que prometeu, conforme registra Atos 2.1-13. Cumpre-se, com
certeza, a afirmação de Cristo, segundo a qual "o vento [o Espírito Santo] sopra onde
quer..." (Jo 3.8).

II. A REALIDADE DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

O batismo com o Espírito Santo, como promessa, é algo não apenas para ser desejado e
buscado pelo crente. É mais do que isso. Como doutrina bíblica deverá ser corretamente
compreendida.

1. Falsos conceitos sobre o batismo com o Espírito Santo. No decorrer dos anos, muitos
conceitos errôneos têm surgido sobre o batismo com o Espírito Santo. Muitas "boas
intenções" têm contribuído para se generalizarem tais erros. De um lado estão os
antipentecostais a confundirem o batismo com o Espírito Santo com a experiência da
conversão, com o novo nascimento. Do outro lado estão algumas correntes
renovacionistas e carismáticas que falam do batismo com o Espírito Santo como um
acontecimento completamente alheio às Escrituras. Enquanto isso, no centro, estão não
poucos pentecostais nominais, que já não nutrem qualquer interesse por contribuir no

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sentido de que outros membros de suas congregações, principalmente os crentes mais


novos, tenham a gloriosa experiência do batismo com o Espírito Santo.

2. O que não é o batismo com o Espírito Santo. O batismo com o Espírito Santo não é a
mesma coisa que o novo nascimento. Ambas são experiências de grande importância, mas
distintas. Jesus primeiramente disse aos seus discípulos: "Vós já estais limpos, pela palavra
que vos tenho falado" (Jo 15.3). Só depois é que eles tiveram a experiência do batismo
com o Espírito Santo.

Os crentes samaritanos (At 8.14-17), bem como os doze discípulos de Éfeso (At 19.6), por
certo já possuíam os seus nomes escritos no Livro da Vida, quando receberam o dom do
Espírito Santo. O próprio Jesus, não obstante ter sido gerado por obra e graça do Espírito,
só aos trinta anos de idade é que foi ungido pelo Espírito Santo e capacitado para o pleno
cumprimento de sua missão (Lc 4.17-20).

3. O que é o batismo com o Espírito Santo para você? _____________________________


__________________________________________________________________________
________________________________________________________________________.
O batismo com o Espírito Santo é o âmago da experiência do Pentecoste. Desse modo, um
verdadeiro pentecostal não é alguém que simplesmente pertence a uma denominação
evangélica com esse nome, mas aquele que foi batizado com o Espírito Santo e continua a
transbordar sua virtude.

O batismo com o Espírito Santo é, dentre outras coisas:

a) o cumprimento integral e total da promessa do Pai, sobre a qual falou Jesus em Atos
1.4; b) a unção indispensável a todo crente, que, possuidor da natureza divina, tem o
dever de testemunhar de Cristo e de seu Evangelho por todos os lugares, até os confins da
Terra (At 1.8);
c) o fluir das fontes cristalinas da salvação, que emanam da alma do pecador perdoado
pela bondade do Senhor (Jo 7.38,39).

4. Todo crente deve buscar o batismo com o Espírito Santo. Um dos ensinos preferidos
pelos antipentecostais é que o crente não deve buscar o batismo com o Espírito Santo,
pois, segundo eles, o cristão que assim age, está sujeito a receber um espírito demoníaco
em lugar do Espírito Santo. Este ensino não só é um absurdo como também uma
blasfêmia inominável, contra a qual se ergue o Senhor Jesus Cristo em Lucas 11.11-13.
O crente que não é batizado com o Espírito Santo deve pedir a Jesus, o doador do Espírito,
que o batize. Também é bíblico que os cristãos, já batizados com o Espírito Santo, orem
em favor dos que ainda não receberam este batismo, a fim de que sejam cheios do
Espírito Santo. Os apóstolos Pedro e João oraram para que os crentes samaritanos
recebessem o Espírito (At 9.17). De igual modo, Paulo impôs as mãos sobre os doze
discípulos de João que moravam em Éfeso, e, enquanto orava, o Espírito Santo veio sobre
eles, de sorte que tanto falavam em línguas como profetizavam (At 19.6). Uma vez que o
batismo com o Espírito Santo é uma bênção destinada a todos os crentes, todos os
cristãos devem desejá-la e buscá-la diligentemente.

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III. EVIDÊNCIA FÍSICA DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

O Novo Testamento bem como a História da Igreja designam o falar em línguas como a
evidência física inicial do batismo com o Espírito Santo. Com este ensino corroboram
vários textos do livro de Atos dos Apóstolos.

1. No dia de Pentecostes: Atos 2:4


A demonstração comum ou a evidência física inicial de que os quase 120 discípulos foram
cheios do Espírito Santo no dia de Pentecoste, foi que todos eles falaram em outros
idiomas. Foram línguas que eles nunca aprenderam; faladas, portanto, pela operação
sobrenatural do Espírito Santo.

2. Entre os samaritanos: (At 8.14-17).

Ainda que o texto de Atos 8.14-17 não mostre explicitamente que os samaritanos falaram
em línguas estranhas como evidência do batismo com o Espírito, vários estudiosos das
Escrituras são da opinião que isso ocorreu. Se não tivesse havido a manifestação das
línguas, de que modo os apóstolos teriam notado a diferença entre eles antes e depois da
oração com imposição de mãos? E mais, por que razão Simão ofereceria dinheiro aos
apóstolos em troca do poder de provocar aqueles fenômenos, se ele não os tivesse visto e
ouvido?

3. Sobre Saulo em Damasco: "E Ananias foi, entrou na casa, e, impondo-lhe as mãos, disse:
Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou,
para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo. E logo lhe caíram dos olhos como
que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado" (At 9.17,18).

Também no caso de Saulo, o texto bíblico não diz claramente que ele falou em línguas,
mas afirma que ele foi cheio do Espírito Santo. Porém, uma vez que Paulo diz falar mais
línguas (glossolália) que os coríntios (1 Co 14.18), a opinião mais comum entre os
comentaristas das Escrituras é que ele tenha falado em línguas, quando foi cheio do
Espírito Santo.

4. Na casa de Cornélio: (At 10.44-46).

Foi a ênfase dada pelo apóstolo Pedro e seus companheiros ao fato de que os gentios em
Cesaréia haviam recebido o dom do Espírito Santo da mesma forma como os quase 120 no
dia de Pentecoste, que apaziguou o ânimo dos apóstolos em Jerusalém, de sorte que
disseram: "Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida" (At 11.18).

5. Sobre os discípulos em Éfeso: "E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito
Santo; e falavam línguas e profetizavam" (At 19.6).

Cerca de 20 anos após o dia de Pentecoste, o batismo com o Espírito Santo ainda era
acompanhado da evidência do falar em línguas estranhas. Esse sinal satisfazia não só a um

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dos requisitos da doutrina apostólica, quanto à manifestação do Espírito, como também


cumpria fielmente as palavras de Jesus: "Estes sinais seguirão aos que crêem: ... falarão
novas línguas" (Mc 16.17)

IV. PROPÓSITOS DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

Já dissemos que o batismo com o Espírito Santo é uma experiência destinada a todos os
crentes, independentemente do tempo e da denominação à qual estejam filiados. Mas
quais os reais propósitos do batismo com o Espírito Santo? Dentre esses, atentemos para
os seguintes:

1. Viver abundantemente para Deus: (Jo 7.38,39).

Desde o momento do novo nascimento até a morte ou a glorificação, a vida do cristão


deverá estar inteiramente identificada com o progresso espiritual, marcado pela
submissão e comunhão com Deus. Evidentemente isto só será possível para o que está
cheio e a transbordar do Espírito Santo (Ef 5.18).

2. Identificar a vida do crente com Cristo: (Lc 4.18,19).

Disse A. B. Simpson, fundador da Aliança Bíblica Missionária: "Primeiro, o Senhor nasceu


pelo Espírito, e posteriormente iniciou seu ministério no poder do Espírito Santo. Espero
que assim como "o que santifica, como os que são santificados, são todos um", de igual
maneira nós devemos seguir seus passos e imitar sua vida. Nascidos no Espírito nós
também devemos ser batizados com o Espírito Santo, e logo viver a vida de Cristo e repetir
sua obra".

3. Poder para testemunhar: "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir
sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e
Samaria, e até os confins da terra" (At 1.8).

A experiência da salvação do homem começa no Calvário, enquanto que o seu serviço


inicia-se no Pentecoste, ou seja, com a experiência do batismo com o Espírito Santo.

A finalidade deste batismo está prescrita na própria promessa de concessão: capacitar o


crente para o trabalho divino. O cristão, pois, corre um sério risco, uma vez batizado com
o Espírito Santo, se não assumir uma vida de compromisso com o testemunho cristão.
Paulo tinha o dever de testemunhar de Jesus em tão elevada conta, que chegou a dizer:
"... ai de mim, se não anunciar o evangelho" (1 Co 9.16).

A experiência do batismo com o Espírito Santo, apesar de ajudar-nos a viver


abundantemente para Deus, de identificar-nos com Cristo, e de comunicar-nos poder para
testemunhar do Evangelho, não se constitui numa espécie de apólice de seguro em caso
de naufrágio espiritual. Não!

Mais que qualquer outro, o crente batizado com o Espírito Santo tem o sagrado dever de

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permanecer humilde na presença do Senhor, estudando a sua Bíblia, orando e primando


por viver uma vida santa diante de Deus e dos homens.

O batismo com o Espírito Santo não comunica privilégio; transmite, sim, responsabilidade,
sobretudo.

CONCLUSÃO

O Novo Testamento fala do Espírito Santo como uma Pessoa, e nunca como uma
influência. Suas referências a Ele são sempre com o pronome no masculino e nunca no
neutro

Responda as perguntas para fixação do estudo:


Cite algumas evidências do batismo com o Espírito Santo?
Quais os propósitos do batismo com o Espírito Santo?
O que você pode fazer para manter-se cheio do Espírito Santo? (Gl 5:22-26; Ef 4:23;5:21)

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LIÇÃO 12 - IMPOSIÇÃO DE MÃOS

A IMPOSIÇÃO DE MÃOS É UMA DOUTRINA BÁSICA

Poucas vezes se ouve em nossos dias estudos ou mensagens sobre o tema


“imposição de mãos”, mas ele é um dos rudimentos da fé cristã. O escritor da carta aos
Hebreus o coloca entre os “princípios elementares da doutrina de Cristo”,(Hb 6: 1,2). Ao que
parece a igreja primitiva incluía esse assunto em seu discipulado básico. Esta era uma das
coisas que o novo crente aprendia logo, na teoria ou na prática. O que seria isso? A
imposição de mãos é o ato de colocar as mãos sobre alguém ou alguma coisa com intenção
de transferir uma verdade espiritual. Há gestos físicos que têm grandes significados
espirituais. Quando nos curvamos ou prostramos, por exemplo, estamos nos submetendo a
alguém. Por isso a palavra fala para não o fazermos diante de ídolos, pois isso seria uma
infidelidade para com Deus. É nesse sentido que a imposição de mãos se torna uma prática
poderosa. Segundo o ensino bíblico, as mãos representam a extensão da própria pessoa e
colocadas sobre alguém têm o poder de transferência ou impartição. Isso quer dizer que
quando alguém impõe as mãos com um objetivo espiritual, está de fato lhe transferindo
algo. Por isso é preciso zelo e entendimento sobre o assunto.

DEUS OPEROU PELA IMPOSIÇÃO DE MÃOS

Deus criou todas as coisas por sua palavra. Ele falou e tudo se fez. Mas com o ser
humano foi diferente. O Senhor o criou com suas próprias mãos. Ele o formou do pó da
terra, modelando-o segundo o seu querer. Houve contato. Esta é a primeira imposição de
mãos na Bíblia, se assim podemos dizer. A Bíblia faz referência à destra do Senhor operando
proezas, (Sl 118: 15; Êx 15: 6). Por muitas vezes lemos que “a mão do Senhor veio sobre
alguém”, (I Re 18: 46; Ez 1: 3; 3: 22; 37: 1; 40: 1) e cada vez que isso acontecia, alguma
experiência espiritual era desencadeada.

JESUS OPEROU PELA IMPOSIÇÃO DE MÃOS

Jesus trouxe consigo os sinais do reino de Deus, (Mt 11: 4,5). Quais são os sinais do
reino relatado destes versículos?
_________________________________________________

___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

Estes milagres quase sempre foram operados através da imposição de mãos, (Mc 1:
44; 6: 5; 8: 23; Lc 4: 40; 13: 13). Além de estar abençoando pessoas, estava formando
discípulos. Cada ministração era uma “aula prática” de como operar no poder de Deus. Por
isso, depois os apóstolos continuaram praticando e ensinando a respeito da imposição de
mãos.

UM PRINCÍPIO ESPIRITUAL

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Na verdade a imposição de mãos é um princípio espiritual. Essa verdade é tão forte,


que Satanás procura imitá-la para o implemento do mal. Nos terreiros, nos rituais de
feitiçaria e mesmo nas práticas de Nova Era há uma ênfase forte no assunto. Como sempre,
os demônios tomam verdades de Deus e as distorcem, com o fim de enganar e prejudicar as
pessoas. Por isso não podemos permitir que servos do diabo ou pessoas mal intencionadas
coloquem as mãos sobre nós e, se um dia isso aconteceu, devemos quebrar toda maldição
que possa ter sido lançada. Pois até mesmo pecado se transfere por imposição de mãos, (Lv
4: 22-24; 16: 20-22).

TRANSFERINDO BENÇÃO: Esse é o sentido mais básico do uso da imposição das mãos, seja
de uma forma geral ou específica. Praticada desde o antigo testamento, (Lv 9: 22),
geralmente é operada em conjunto com a verbalização do seu propósito, (Gn 48: 11-20).
Jesus o fazia para abençoar as crianças, (Mc 10: 13-16).

CURANDO OS ENFERMOS: Outro objetivo da imposição de mãos é a cura dos enfermos pelo
poder de Deus. Jesus o fez e os apóstolos também. Todos os que crêem devem impor as
mãos para liberar cura, (Mt 16: 17). Em Tiago 5: 14, 15 o termo “orem sobre eles” dá a
entender a imposição de mãos, neste caso também em conjunto com a unção com óleo.

LIBERANDO SINAIS E PRODÍGIOS: Jesus ressuscitou mortos tocando em seus corpos, ainda
que isto contrariava a lei cerimonial dos judeus, (Lc 7: 11-15; 8: 54-55). Os apóstolos
também operaram sinais através da imposição de mãos, (At 5: 12), o que também ocorreu
no ministério de Moisés, (Êx 7: 19-20). Portanto a imposição de mãos é um canal para a
operação de grandes milagres.

MINISTRANDO O BATISMO NO ESPÍRITO: O Batismo no Espírito Santo pode acontecer


espontaneamente como em Pentecostes e na casa de Cornélio, (At 2: 1-4; 10: 44), sem
intervenção humana. Mas na maioria das vezes acontecerá através da ministração de
imposição de mãos, (At 8: 17-19; 9: 17; 19: 6).

TRANSMITINDO DONS ESPIRITUAIS: A imposição de mãos é um meio pelo qual se pode


transmitir dons espirituais e capacitações ministeriais, (I Tm 4: 14; II Tm 1: 6). Assim foi com
Josué, (Dt 34: 9). É óbvio que isto precisa ser feito debaixo de revelação, pois quem distribui
dons é o Espírito, conforme lhe apraz, (I Co 12: 11). Portanto devemos ministrar segundo sua
vontade.

DELEGANDO AUTORIDADE E SEPARANDO MINISTÉRIOS: Outro aspecto importante da


imposição de mãos, é a ordenação de ministros para a obra de Deus. Este é talvez o sentido
mais comprometedor, pois através da imposição de mãos pessoas recebem autoridade e se
não estiverem prontas para isso, causarão prejuízos ao Reino de Deus. Vemos os diáconos
sendo ordenados desta maneira (At 6: 1-6). Paulo e Barnabé recebem uma unção apostólica
ao serem ministrados pelos líderes de Antioquia (At 13: 1-4). É importante notar que isso
sempre é feito por autoridades constituídas por Deus e não pelos crentes em geral. (Tt 1: 5).

Relacione cada versículo abaixo ao que foi transmitido através da imposição de mãos, qual
foi seu propósito em:

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1. II Tm 1.6 - ____________________________________________________________
2. Dt 34:9 - _____________________________________________________________
3. Mc 10:16 -____________________________________________________________
4. At 8: 17,18____________________________________________________________
5. At 13:2,3 - ___________________________________________________________

CUIDADOS COM A IMPOSIÇÃO DE MÃOS

Como já vimos há um tremendo poder quando, em fé, colocamos nossas mãos sobre
alguém, são necessários alguns cuidados no exercício desta prática.

 Em primeiro lugar, não devemos permitir que pessoas de caráter e fé


duvidosa nos toquem com a intenção de ministrar sobre nós.
 Em segundo lugar nós mesmos devemos cuidar para que não haja brechas de
pecado ou falta de fé em nossas vidas, especialmente quando vamos ministrar sobre
pessoas oprimidas e endemoninhadas. Ministrar com brechas na vida pode ser um perigo,
pois influências podem nos ser transmitidas na “contra-mão” do nosso toque. O terceiro
cuidado deve ser o de não tentar ministrar dons e ministérios sobre pessoas, sem uma
direção de Deus. Nossa imposição de mãos neste sentido deve ser para confirmar a vontade
ministerial do Senhor sobre alguém e não para determiná-la segundo nossa própria vontade.

Finalmente devemos, especialmente os pastores, zelar para não delegar autoridade e


estabelecer no ministério pessoas despreparadas. É neste sentido que Paulo adverte para
que neófitos não sejam ordenados, (I Tm 3: 5-6), e para que não se imponha
precipitadamente as mãos sobre alguém, (I Tm 5: 22).

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LIÇÃO 13 - SANTIDADE AO ALCANCE DE TODOS

Introdução

Buscar um caráter transformado, viver de maneira que agrada a Deus, ter uma vida
abundante (Jo 10:10), faz parte da vontade de Deus para nós, no que diz respeito à
santificação.
Quando mencionamos a palavra santidade, muitas vezes o que nos vêm à mente, é algo
muito difícil, que não conseguiremos nunca e achamos que só aqueles mais certinhos –
quietinhos, calados ou que se vestem de modo santo - é que conseguem viver assim.
Realmente, esta é a idéia que muitas pessoas têm de santidade, algo visto, contemplado
exteriormente; porém a santidade começa no coração.
Esta realidade vivida por muitos se assemelha a uma exortação que Jesus fez aos escribas e
fariseus, pois se preocupam com o exterior (leis, regras) do que com o interior (coração) Mt
23:25-29. Jesus mostra para aqueles homens que a pureza do homem começa no coração.
“O Senhor, contudo, disse a Samuel: ‘Não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o
rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o
coração’”. I Samuel 16:7.

I - ENTENDENDO A SANTIFICAÇÃO:
O que significa para você santidade? _____________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

- Santificação é uma obra progressiva da parte de Deus e do homem que nos torna cada vez
mais livres do pecado e semelhantes a Cristo em nossa vida presente. Por exemplo: quando
uma pessoa que falava mentira se arrepende, nessa área ela cresceu, conseqüentemente
está sendo mais semelhante a Cristo.
- Uma vez que nascemos de novo não podemos continuar pecando como um hábito ou
como um padrão de vida (I J0 3:9).
- A santificação é um alvo de modo cristão, a partir do momento que a pessoa aceita a Cristo
(I Pe 1:16), o seu desejo é ser como seu mestre; Cristo é nosso referencial de vida. Através
do exemplo, e das palavras, podemos ver que conseguimos vencer cada obstáculo que vem
sobre as nossas vidas.
- A Bíblia diz em Rm 6:11, 14, que “o pecado não terá domínio sobre nós”, portanto não
somos mais escravos do pecado, isto significa que nós cristãos por meio do auxilio do poder
do Espírito Santo, temos poder para superar as tentações e seduções do pecado.
- A santidade é um processo na vida do cristão. Paulo diz, que por toda a nossa vida cristã,
estaremos sendo aperfeiçoados. “Todos nós.. somos transformados de glória em glória, na
sua própria imagem”.(II Co 3:18). Gradualmente nos tornamos cada vez mais semelhantes a
Cristo, conforme avançamos na vida cristã.
- Muitos cristãos quando voltam de algum evento da Igreja (acampamento, encontro, culto,
congresso), acham que tudo vai mudar de um dia para o outro. Isso não é verdade, apesar
dessa motivação ser natural, o irmão deve procurar um líder para orientá-lo, a partir do
momento que esse decidiu mudar, fazendo assim ficará mais fácil lidar com as tentações que

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viram no decorrer dos dias.


- Santidade não é deixar de fazer, mas fazer conforme a palavra de Deus.
A santidade está ao seu alcance? Por quê?
_________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

Motivos para a obediência a Deus na vida cristã:


1- O desejo de agradecer a Deus e de expressar nosso amor por ele. (JO 14:15).
2- A necessidade de manter uma consciência limpa diante de Deus.
3- O desejo de ser um “utensílio” para honra e glória de Deus. (II Tm2:20-21)
4- Desejo de ver as incrédulos vindo a Cristo por terem observado nossa vida (I Pe3:1-2)
5- O desejo de receber as bênçãos atuais de Deus sobre nossa vida e ministério.
6- Desejo de evitar o desprezar e a disciplina de Deus sobre nós.
7- Anseio por andar mais próximo de Deus (Mt 5:8).
8- Anseio de fazer o que Deus ordena, simplesmente porque Seus mandamentos são
corretos e nos deleitamos em fazer o que é correto.

Descreva por quê devemos buscar a santificação: Êx 19:22; Lv 20:26; Js 3:5; II Cr 29:5-11; I
Co 6:9-11; I Ts 4:7; Hb 12:14. _________________________________________________

___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Descreva como podemos desenvolver uma vida de santidade: Jo 17:17; I Co 1:30; Ef 5:26; I
Ts 4:1-6; 5:23. ______________________________________________________________

___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

Conclusão

Fomos santificados em Cristo Jesus (ICo 1:2), separados para Ele, pois estamos em Deus. O
sangue de Jesus é a base onde se apóia a nossa santificação (Hb 13:12). Somente depois de
purificado, o pecador pode ter comunhão com o Senhor que é santo. Somos santificados
pela Palavra de Deus. Ela é o meio pelo qual a santificação chega até nós. Jo
17:17.Apropriamos da santificação através da fé, conforme At 26:18, fomos santificados pela
fé.

A Palavra de Deus deve ser colocada em prática em seu viver diário, determinando sua
maneira de pensar, sentir, agir, enfim sua maneira de ser. “O mesmo Deus de paz vos
santifique em tudo. E todo o vosso espírito, alma e corpo, sejam completamente
conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Ts 5:23)

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MÓDULO II
LIÇÃO 14 - EVANGELISMO E MISSÕES

Marcos 16:15 – “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”
Evangelismo: Vem do termo grego “evangelion” que significa “boas novas”; trazer ou
anunciar as boas novas; as boas noticias. E um termo do resumo final de toda mensagem do
cristianismo (Mc 1.1; 1 Co 15.1)

1.DEFINIÇÕES
Com suas palavras defina o que é evangelizar:____________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Evangelizar pode ser definido da seguinte forma:
• * Testemunhar de Cristo os perdidos,
• * Levar os perdidos a Cristo,
• * Integrar mais vidas na tarefa de como ganhar almas,
• * Conscientizar a estar preparado para o retorno de Cristo.
Missão: Vem da expressão latina missione, do verbo mittere; significa ação, tarefa, ordem e
compromisso. No sentido evangelístico, é a transmissão consciente e planejada das Boas-
Novas de Cristo além das fronteiras nacionais e culturais. E também a tarefa da Igreja enviar
missionários por todo o mundo para anunciar o Evangelho de Cristo.

Missionário: O termo apóstolo é o mesmo que missionário no latim, ou seja, aquele que é
enviado para abrir um novo trabalho evangelístico.

2- MISSÕES NO ANTIGO TESTAMENTO

• O pecado se multiplicou a tal ponto que o homem se esqueceu do Criador (Gn 6.5).
• Deus jamais desejou distraí-lo, porque havia uma promessa redentora desde os tempos do
Éden (Gn 3.15).
• Por se multiplicar a maldade no coração do homem, aparece no cenário que prevalecia a
maldade, o pregoeiro da justiça: Noé. Depois Deus chama a Abraão (Gn 12.1-3).
Deus usou a vida de Abraão para criar um povo escolhido e que este povo abençoasse
outros povos da terra e fez-lhe uma promessa:
• “Ora, o Senhor disse a Abrão (Abraão):
Qual foi a ordem de Deus para Abraão em Gn 12:1-3?________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
A promessa de Deus feita a Abraão se divide em duas partes:
• a) As estrelas representam a descendência espiritual –Gl 3.29,
• b) A areia da praia simbolizam a descendência natural de Abraão –Gn 12.2,3. O Povo de
Israel – Sl 67.1
O povo israelita foi escolhido por Deus para fazer conhecido o nome do Senhor a todas as
nações da terra, para testemunhar as grandiosas obras do Senhor e preparar o caminho da
chegada do desejado das nações – Jesus Cristo.

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O plano missionário de Deus para Israel era:


• * Proclamar Seu plano de abençoar as nações (Gn 12.1-3)
• * Participar do Seu sacerdócio como agente dessa benção (Ex 19.4-6)
• * Provar o propósito divino de abençoar todas as nações (Sl 67)

2.2 - MISSÕES NO NOVO TESTAMENTO:

O Novo Testamento e um livro de missões. Jesus designou a sua igreja evangelizar todos os
povos. Assim como Israel tinha uma missão de atrair os povos para as leis divinas (missão
centripeta), a igreja recebeu a missão de levar a Palavra de Deus a todos os povos. A
natureza da missão da igreja e centrifuga, isto requer da igreja levar as boas novas de Cristo
a todas as nações.
A Missão Centrifuga da Igreja: Ir para fora – levar o Evangelho para todos os povos.

2.3. A GRANDE COMISSÃO:


“Chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: E me dado todo o poder no céu e na terra.
Portanto ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e
do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E
certamente estou convosco todos os dias, até a consumação do século.” Mateus 28. 18-20.
• “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for
batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. E estes sinais hão de seguir os que
crerem: Em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpente; e
quando beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará mal algum; imporão as mãos sobre
enfermos, e os curarão.” Marcos 16.15-18.
• “Ele lhes disse: Não vos pertence saber os tempos ou as épocas que o Pai estabeleceu pelo
seu próprio poder. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis
minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins
da terra.” Atos 1.7-8

3. O MANDADO DE JESUS:
Podemos notar neste texto:
• a) Uma ordem: “Ide” a todos os lugares. Não foram dados somente aqueles discípulos de
épocas remotas, mas para toda a Igreja em todos os tempos e eras. Esta ordem foi dada com
autoridade (At 1.8)
• b) Uma ação com responsabilidade: “Pregai” o evangelho.
• c) Uma promessa: “Estou convosco”. A certeza que Deus esta com aqueles que atende o
seu chamado, e tem a prova de que os sinais e prodígios acontecem.
O significado do Ide (gr. poreu?)
• * Caminhar constantemente,
• * Iniciar a jornada,
• * Partir para a vida,
• * Seguir alguém, isto e: tornar seu seguidor,
• * Conduzir ou pedir pela vida da alguém,

3.1. A GRANDE TAREFA:

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* Fazer Discípulos,
* Ensinar a guardar a Palavra,
* Pregar Evangelho,
* Batizar, (em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo)
* Receber poder do Espírito Santo,
* Mostrar Sinais,
* Testemunhar.
3.2. EM QUAL LUGAR:

• o Todo o mundo
• o Jerusalém (Local)
• o Judéia (Regional)
• o Samaria (Outras Regiões)
• o Confins da Terra (Lugares Remotos)
• – Paulo tinha desejo de ir a Espanha - Rm 15.23, 24, 28.

4. O ESPÍRITO SANTO NOS CAPACITA A EVANGELIZAR:

O que Jesus mandou os discípulos esperarem?(Lc 24:49); _________________


________________________________________________________________
Jesus disse que o Espírito daria poder para testemunhar (Atos 1:8);
No Pentecostes os discípulos testemunharam a judeus de diversos países (Atos2:6-12);
O Espírito inspirou os apóstolos a evangelizarem governadores e reis (Mt 10:18-20);
O Espírito Santo deu coragem para evangelizar (Atos 4:29-31).

5 . O ALVO DO EVANGELISMO É O DISCIPULADO


a) A palavra grega traduzida como “discípulo”, mathetés, é usada 269 vezes nos
Evangelhos e em Atos. Significa uma pessoa “ensinada” ou “treinada”.
b) No Evangelho de João encontramos três definições para a palavra discípulo:
i. O discípulo é alguém que está envolvido com a Palavra de Deus de maneira
contínua: “Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha
palavra, verdadeiramente sois meus discípulos” (Jo 8:31).
ii. O discípulo é alguém que dá a sua vida pelos outros: “Um novo mandamento vos
dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós... Nisto conhecerão todos
que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:34 e 35).
iii. O discípulo é alguém que permanece diariamente em uma união frutífera com
Cristo: “Eu sou a videira; vós as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito
fruto; porque sem mim nada podeis fazer... Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito
fruto; e assim sereis meus discípulos.” (Jo 15:5 e 8).
c) As condições do discipulado em Lucas 14:25-35:
1ª. Amar a Jesus mais do que a pai, mãe, família... (v. 26)
2ª. Levar uma cruz e segui-lo (v. 27)
3ª. Renunciar a tudo que possui (v. 33)

Conclusão

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Vale a pena memorizar estas reflexões sobre missões:


“*Irei+ a qualquer lugar, contanto que seja para frente”. (David Livingstone)
“Tenta grandes coisas para Deus e espera grandes coisas de Deus”. (Guilherme Carey)
“O melhor remédio para a igreja enferma é pô-la em dieta missionária”. (David Brainerd)
“A Igreja que deixa de ser evangelística, em breve deixa de ser evangélica”. (Alexandre Duff)

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LIÇÃO 15 - AS MARCAS DO DISCÍPULO DE CRISTO (Jo 6:48-6)

INTRODUÇÃO

Jesus não apenas informou e ensinou. Ele formou discípulos. A Igreja do Senhor Jesus é
composta de discípulos. Jesus sempre teve a multidão ao seu redor, mas Ele não se iludia
com a multidão. Ele dedicou-se a um grupo de pessoas, próximas a Ele, que estavam
dispostas a tudo por Ele: OS DISCÍPULOS.
Responda com suas palavras o que é ser um verdadeiro discípulo de Jesus? __________
___________________________________________________________________________
_________________________________________________________________Paulo era
discípulo de Cristo, por isso ele disse: Tornem-se meus imitadores como eu o sou de Cristo.
(1 Co 11:1)
Logo, se somos discípulos de Cristo, invariavelmente teremos as seguintes marcas:

1ª MARCA - UM DISCÍPULO DE CRISTO É UMA PESSOA OBEDIENTE, SUBMISSA AO MESTRE.

Um discípulo de Cristo deve obedecer assim como Jesus obedeceu ao Pai. Um discípulo
não é desobediente, questionador, insubmisso. Pelo contrário, ele sabe que é melhor
obedecer do que sacrificar. Ele obedece porque ama, confia. Jesus no Getsêmani orou e
disse:___________________________________________________________
_____________________________________________________________________”. (Mt
26:42) – Quando Jesus foi batizado por João Batista, Deus declarou:___________
_____________________________________________________________________”. (Mt
2:17) – Jesus foi obediente até a morte, e morte de cruz. João disse: “___________
_____________________________________________________________________”. (1 Jo
2:4) – E João continua “Aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele
andou”. (1 Jo 2:6). O discípulo nega-se a si mesmo, toma a sua cruz e segue os passos do
mestre. (Lc 14:33)

2ª MARCA: UM DISCÍPULO DE CRISTO ANDA EM AMOR E PERDÃO.

Jesus se dirigindo aos seus discípulos, declarou: “Com isso todos saberão que vocês são
meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros”. Jesus foi atacado, apedrejado,
perseguido, cuspido, mas amou a todos de forma incondicional, perdoou a todos e se
entregou na cruz pelos nossos pecados. Jesus poderia ter dito: Nisto saberão que sois meus
discípulos, se forem religiosos, se andarem com uma bíblia debaixo do braço, se tiverem em
casa uma Bíblia aberta no salmo 91, se forem mestres em teologia. Não. Ele disse:
“_____________________________________________”. (Jo 13:35) Uma das maiores
marcas do discípulo é o amor e perdão manifestos na sua vida.
O Apóstolo Paulo como excelente discípulo que era, escreveu à Igreja de Corinto um capítulo
inteiro falando sobre o “amor”. Depois na sua carta à Igreja da Galácia, ao falar do fruto do
Espírito, o primeiro da sua lista é o “amor”. Paulo sabia da importância desse amor, até
porque ele havia experimentado o amor e o perdão da parte de Jesus Cristo na vida dele.
Jesus é inclusive a personificação do amor.

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3ª MARCA: DISCÍPULO DE CRISTO É AQUELE QUE DÁ BONS FRUTOS E CUIDA DAS OVELHAS
DO SENHOR JESUS.
Jesus disse: “Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu
nele, esse dará muito fruto”… (Jo 15:5a) – Jesus também disse: “________________
___________________________________________________________… (Mt 28:19) O
discípulo de Cristo frutifica, tem prazer em anunciar as boas novas da salvação. Tem alegria
em falar de Jesus. Por isso Jesus disse: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda
criatura”. (Mc 16:15) – O discípulo de Cristo é uma ponte que liga o pecador, o perdido, ao
Senhor Jesus. E o discípulo de Cristo cuida das ovelhas. Jesus ,agora ressurreto, fala com
Pedro e pergunta 3x se ele o ama. Pedro responde as 3x que sim, o ama. E a resposta de
Jesus é: 1ª vez: Cuide dos meus cordeiros; 2ª vez: Pastoreie as minhas ovelhas; 3ª vez: Cuide
das minhas ovelhas. (Jo 21:15 -17) – Jesus ama as ovelhas. Se somos discípulos temos que
cuidar das ovelhas, pastorear o rebanho, sarar as feridas, passar o bálsamo e cuidar para que
elas não sejam vítima dos lobos vorazes.

4ª MARCA: O DISCÍPULO DE CRISTO TEM UMA VIDA DE ORAÇÃO E POSSUI AUTORIDADE.


Um discípulo de Cristo prioriza a vida de oração.
Um discípulo de Cristo anda fazendo o bem a todos e com autoridade e poder cura a todos
os oprimidos do diabo. (Mc 16:17-18; At 10:38) – E foi para isso que Jesus se manifestou,
para desfazer as obras do diabo. Se somos discípulos do mesmo modo seremos canal de
bênçãos na vida das pessoas.

5ª MARCA: O DISCÍPULO DE CRISTO É ALGUÉM DISPOSTO A APRENDER E A MUDAR DE


VIDA.
Pode ser que de tudo que foi dito até agora, você não tenha nenhuma dessas marcas,
mas se você estiver disposto (a) a aprender, Jesus poderá mudar a sua vida, assim como fez
com os discípulos.
Pedro querendo fazer justiça com as próprias mãos, cortou a orelha do soldado, depois já
transformado, pregou e mais de três mil pessoas se entregaram a Jesus.
Paulo, antes Saulo, perseguia aos cristãos e foi testemunha ocular da morte de Estevão, mas
depois de transformado, teve experiências sobrenaturais e até mesmo estando preso
glorificava o seu Deus.
Todos os discípulos tinham defeitos, mas se sujeitaram ao Mestre, aprenderam com ELE,
cumpriram o “IDE” e por isso o evangelho chegou até nós.

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LIÇÃO 16 - O DISCÍPULO E O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO (Gl. 5:22,23)

INTRODUÇÃO

O fruto do Espírito é a expressão da natureza e do caráter de Cristo através do crente, ou


seja, é a reprodução da vida de Cristo no crente. Por si só, o homem não tem condições de
produzir o fruto do Espírito. Sua inclinação natural será sempre de produzir os frutos da
carne. Contrastando com os frutos (ou obras) da carne, o fruto do Espírito possibilita ao
autêntico cristão viver de modo íntegro diante de Deus e dos homens. É necessário que o
crente submeta-se incondicionalmente ao Espírito Santo. O '...Fruto...' de Gálatas 5.22,
conceituado como 'expressões do caráter cristão', está no singular provavelmente por
tratar-se de uma única notável virtude implantada pelo Espírito Santo de uma só vez no
crente.
É através do fruto do Espírito que o cristão participa da natureza divina.

1. A NATUREZA DO FRUTO DO ESPÍRITO

O que representa e em que consiste o fruto do Espírito na vida do crente? O fruto do Espírito
consiste nas nove virtudes ou qualidades da personalidade de Deus implantadas pelo
Espírito da Verdade no interior do crente com a finalidade de conduzi-lo à perfeição, ou seja,
à imagem de Cristo. Em suma, o fruto do Espírito representa os atributos de Deus; os traços
do seu caráter. O crente precisa absorvê-lo com a ajuda do Espírito Santo. O fruto tem sua
manifestação na vida interior, vem de dentro para fora, é o desenvolvimento da semente
que caiu em boa terra e produz para a glória de Deus.

1.1- O fruto do Espírito representa 'expressões do caráter cristão':- O caráter cristão


verdadeiro expressa-se no fruto do Espírito que é resumido no amor. Do amor surgem todos
os demais atributos de Deus que são desenvolvidos no crente pelo Espírito Santo que nele
habita. É por isso que o amor aparece encabeçando a lista das virtudes cristãs geradas pelo
Espírito de Deus, por ser a fonte originária de todas as demais virtudes.

1.2 - O fruto do Espírito representa a maturidade cristã:- O Espírito Santo produz o fruto do
caráter cristão em nossa vida somente à medida que cooperamos com Ele. As línguas, a
profecia, e até mesmo o conhecimento são úteis, e são dons maravilhosos do Espírito Santo,
mas sua presença em nossa vida nem sempre é uma indicação de nossa maturidade cristã. A
medida de nossa maturidade em Deus, depende de quão bem temos permitido que o
Espírito Santo produza os traços do caráter de Jesus em nossa vida. A maturidade espiritual
envolve melhor entendimento do Espírito de Deus e das necessidades das pessoas. 'O fruto
do Espírito é resultado na vida dos que participam da natureza divina, ou seja, dos que estão
ligados a Cristo a 'Videira Verdadeira' (João 15.1-5). Maturidade em Cristo envolve união
com Ele; a limpeza ou a poda pelo Pai e a frutificação. Estas são as condições da frutificação
e conseqüente vida cristã vitoriosa.

II.VIRTUDES OU QUALIDADES DO FRUTO DO ESPÍRITO

A) QUALIDADES UNIVERSAIS:- Amor, alegria e paz. São virtudes direcionadas ao nosso

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relacionamento com Deus.

(1) AMOR:- A palavra 'amor' neste trecho das Escrituras é a tradução da palavra grega
'agape'. Este é amor que flui diretamente de Deus. 'O amor de Deus está derramado em
nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado'(Rm 5.5). É um amor de tamanha
profundidade que levou Deus a dar seu único Filho como sacrifício pelos nossos pecados (Jo
3.16). É o amor de Jesus por nós: 'conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós,
e nós devemos dar a nossa pelos irmãos (leia Jo 3.16; 15.2-13).
É muito fácil amar os seus entes queridos, como os pais, filhos esposos, parentes, amigos,
esposas, etc. Mas, somente pelo Espírito Santo, você é capaz de dedicar o amor aos seus
inimigos, de tal forma que lhes deseje o bem e perdoe as suas ofensas, de todo o coração,
para jamais se lembrar delas.

(2) GOZO OU ALEGRIA:- Trata-se daquela qualidade de vida que é graciosa e bondosa,
caracterizada pela boa vontade, generosa nas dádivas aos outros, resultante de um senso de
bem-estar, sobretudo de um bem-estar espiritual, por causa de uma correta relação com
Deus. Apesar das dificuldades financeiras, das enfermidades, das calunias, pela atuação do
Espírito Santo, o crente está cheio de gozo em sua alma, como os apóstolos Paulo e Silas,
presos injustamente, por causa do evangelho. Em vez de murmurarem, cantavam e oravam.
Leia At 16.25.

(3) PAZ:- Trata-se de uma qualidade espiritual produzida pela reconciliação, pelo perdão dos
pecados e pela conversão da alma transformada segundo a imagem de Cristo (Rm 12.18).
Leia Rm 5.1.
A queda do homem no pecado destruiu a paz com Deus, com outros homens, com o próprio
ser, com a própria consciência. Foi por meio da instrumentalidade da cruz que Deus
estabeleceu a paz (Cl 1.20).
O crente vive no meio da violência que gera insegurança e medo nas pessoas, mas essa
virtude do Espírito lhe concede tranqüilidade e confiança.

B) QUALIDADES SOCIAIS:- Longanimidade, benignidade e bondade. São virtudes


direcionadas ao relacionamento entre os cristãos.

(1) LONGANIMIDADE:- É uma qualidade atribuída a Deus. Ele tem tolerado pacientemente
todas as iniqüidades do homem. Não se deixando levar pela ira nem pelo furor, manifesta
seu amor, bondade e misericórdia; não usando sua justa indignação. De nós, os crentes, é
esperado que nossas relações com os outros homens se caracterizem pela longanimidade do
mesmo modo que Deus tem agido conosco. Leia 2 Co 6.6; Cl 1.11; 3.12.
Se Deus não fosse misericordioso e longânimo para conosco teríamos sido imediatamente
consumidos.

(2) BENIGNIDADE:- Benignidade no original grego significa 'bondade' ou 'honestidade'. O


crente que possui esta virtude é afável e gentil para com seus semelhantes não se
mostrando inflexivel e amargo. Deus é a fonte dessa qualidade e Cristo o melhor exemplo.
Ele foi uma pessoa imensamente gentil, conforme o evangelho o retrata. Essa virtude torna
o crente benígno, desejoso do bem a todos, principalmente para os seus inimigos.

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(3) BONDADE:- Representa a generosidade que flui de uma santa retidão dada por Deus. Se
antes você praticava o mal, agora é bom para todos, sem acepção de pessoas.
c. Demais qualidade:- Fidelidade, mansidão e temperança ou domínio próprio.
(1) Fé ou fidelidade:- No original grego significa tanto 'confiança' quanto 'fidelidade'. A fé
aqui indica a confiança em Jesus Cristo (Ef 2.8,9). Mediante esta qualidade do fruto,
podemos alcançar a medida total da plenitude de Cristo (Ef 4.13). À medida que esse fruto
amadurece em nós, nossa confiança em Deus é fortalecida. A fé não produto humano;
ocorre através da operação divina e consiste em confiança plena de alma em Cristo
resultante de uma experiência com Ele. É a certeza de que Deus existe e está sempre
conosco para nos dar a vitória.

(2) MANSIDÃO:- Trata-se de uma submissão do homem para com Deus, e em seguida, para
com o próprio homem. A mansidão é o resultado da verdadeira humildade, que nos leva ao
reconhecimento do valor alheio e a recusa de nos considerarmos superiores. Jesus disse:
'Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra' (Mt 5.5).
Essa virtude torna você manso e calmo, quando antes era agressivo e se irava por qualquer
coisa que o contrariava.

(3) TEMPERANÇA:- Parece ser o somatório de tudo. Quem a possui, tem o domínio próprio.

(a) Nas palavras:- Há um ditado popular que afirma: 'Não devemos falar o que sabemos, mas
sim, sabermos o que falamos'. Isto é o que se pode chamar de sobriedade, domínio próprio.
Leia Tg 3.2.
Encontramos nas Escrituras Sagradas diversos exemplos de pessoas mal sucedidas, porque
falaram demais. Miriã e Arão, irmãos de Moisés, o criticaram, por ter se casado com uma
estrangeira. Deus, então os castigou. Ela por ser a mentora da critica, ficou leprosa por sete
dias e ambos perderam o direito de entrar na terra prometida.

(b) Nas ações:- Quatro jovens judeus, levados cativos para a babilônia, foram escolhidos por
Nabucodonosor para realizarem um curso, e depois servirem ao governo caldeu. O rei
ordenou que os alimentasse com todas as iguarias da mesa real. Daniel e seus companheiros
propuseram em seus corações (leia Dn 1.8). Solicitaram então, ao despenseiro que lhes
fornecesse apenas legumes durante dez dias. Se após este período. seus semblantes
estivessem abatidos, aceitariam o manjar do rei. No entanto, se apresentassem bom estado
de saúde, continuariam com a refeição escolhida por eles até o final daquele treinamento.
Após aquele período de dez dias, seus semblantes eram melhores do que os dos demais
jovens. Por isso continuaram com aquela alimentação, à base de legumes, até o final do
curso. Esta é uma demonstração de força de vontade, temperança e sobriedade dos quatro
judeus.

(c) Nos pensamentos:- Por falta de domínio próprio, Davi cedeu a tentação que o naufragou
no pecado e o fez pagar as conseqüências pelo resto da vida. Era a época em que os reis
saíam para a guerra. No entanto, ele passeava no terraço de sua casa real. Seu pensamento
vagava distante, em busca de algo que satisfizesse o seu ego. Repentinamente, deparou-se
com uma cena que o devorou, como uma labareda de fogo a consumir algo inflamável: uma

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mulher banhava-se, nua, no quintal de sua casa. A chama da sensualidade acendeu o desejo
incontido no coração do rei de Israel de possuí-la. Quando percebeu o que fizera, já era
tarde demais: havia se deitado com ela e tinha ordenado a morte de seu marido. Tudo isso
aconteceu por falta do auto controle do pensamento que o levou a cometer aquela loucura.
Leia 2 Sm 11.1-4.
O crente deve sempre ocupar-se com coisas boas. E a melhor terapia é ler a Bíblia, cantar
hinos de louvor ao Senhor, visitar os novos convertidos, desviados e enfermos. A Palavra de
Deus também nos recomenda que devemos fugir da aparência do mal (1 Ts 5.22). Só assim
venceremos as tentações e manteremos a nossa sobriedade. Onde você estiver: no trabalho,
na igreja, no ônibus, etc. Pense nas coisas celestiais e viva com Jesus, vitoriosamente.

Conclusão

Muitos crentes pensam ser possível cultivar somente algumas das manifestações do fruto do
Espírito, negligenciando outras. Não é possível ser crente completo quando em nossas vidas
faltam vários elementos que formam o fruto do Espírito. Se eu tiver amor e não tiver fé, não
sou completo; se eu tiver todas as demais manifestações e for intemperado, não estou
seguindo a vontade do Pai. O fruto do Espírito forma em suas manifestações um conjunto
harmônico: faltando uma, as demais estão todas prejudicadas. se formos enxertados na
videira, é claro que o fruto deve ser uvas. Ora, um cacho de uvas amputado, com a falta de
algumas uvas, é um cacho incompleto, imperfeito. Se a videira é perfeita, é lógico que os
frutos e as folhas o sejam também.

QUESTIONÁRIO
1. Em que consiste o fruto do Espírito na vida do crente?

2. Quais são as qualidades universais do fruto?

3. Quais são as qualidades sociais do fruto?

4. De que forma Deus tem mostrado a sua longanimidade?

5. Qual a principal característica de quem possui a temperança?

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LIÇÃO 17 – AUTORIDADE DELEGADA

INTRODUÇÃO

É preciso existir autoridade e sujeição na igreja? Para Deus, qual a diferença entre líderes e
liderados? Leia Gl 3:26-28; Tg 3.1) e responda com as sua palavras: ____________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Todo reino autoridade e glória pertencem somente a Deus (Mt 6:13). Todo o universo está
sobre o domínio de Deus, temos pois, de nos sujeitar à autoridade . quando servimos a
Deus, não devemos desobedecer às autoridades, porque a rebeldia é um principio satânico
(Is 14: 12-14).

I – AUTORIDADES INSTITUIDAS POR DEUS


Explique como, e a quem Jesus reconheceu como autoridade em: Mt 22:21; 26:63,64; Fl
2:5-11. ____________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Jesus esvaziou-se de toda a sua glória e poder para assumir a forma de servo. Deus o
exaltou sobremaneira. Este é um principio divino: Deus exalta todo aquele que se humilha.
Com respeito a autoridade na igreja é bom lembrar as palavras e o exemplo de humildade
de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele não nega ter autoridade sobre os discípulos (Jo 13:13). Mas
mesmo sendo Senhor e Mestre, dá uma lição de humildade e lava os pés dos discípulos. Isso
significa que, em última análise, somos todos servidores, quer sejamos líderes, quer
liderados. Os guias não devem ter domínio sobre a fé dos fiéis, antes, devem ser
cooperadores, trabalhando na mesma causa (II Co 1:24)
Deus estabelece sua autoridade no lar. Leia e explique a quem é delegada autoridade em:
Ef 5:22-24 _____________________________________________________________
Ef 6:1-3 _____________________________________________________________
Cl 3:18,20,22 ___________________________________________________________
Na Igreja – de acordo com esses versículos, quais autoridades Deus estabeleceu na igreja?
I Ts 5:12,13 ____________________________________________________________
I Tm 5:17 ____________________________________________________________
I Co 16:15,16 ___________________________________________________________
Como agir perante nossos líderes – Hb 13:17 __________________________________
______________________________________________________________________
E no mundo – I Pe 2:13,14 ________________________________________________
______________________________________________________________________

II – TRÊS REQUISITOS PARA UMA AUTORIDADE DELEGADA

1. Deve reconhecer que toda autoridade procede de Deus.


2. Deve negar-se a si mesmo. Deus convoca para representarmos sua autoridade, não
para substituirmos.

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3. Deve constantemente pôr Deus em 1º lugar em suas vidas, pois, precisam manter
íntima comunhão com Ele.

III – A PRINCIPAL CREDENCIAL PARA A DELEGAÇÃO DE AUTORIDADE: REVELAÇÃO


(Ex 3:1-12; Nm 12)

A revelação, portanto, é a evidencia de autoridade. Precisamos aprender a não lutar e


falar por nós mesmos. Não devemos nos alistar nas fileiras de Arão e Miriã na luta pela
autoridade. Na verdade, só provaremos que nossa autoridade é totalmente carnal, das
trevas e desprovida de visão celestial.
A autoridade se estabelece para executar ordens de Deus, não para edificação pessoal. Dá
aos filhos de Deus consciência d’Ele, não da própria pessoa. O que importa é ajudar as
pessoas a se sujeitarem à autoridade de Deus; era, portanto um assunto sem importância
para Moises o ser rejeitado. Por isso Moises clamou ao Senhor “Ó Deus rogo – te a cures”.
(Nm 12:13)

IV - O CARATER DA AUTORIDADE DE DEUS: BENEVOLÊNCIA


(Nm 16)
A primeira reação de Moisés para com a rebelião “prostrou-se” (calou-se). (V 24)
O líder da rebelião foi Coré, filho de Levi, com Datã e Abirão, filhos de Rúben, apoiados
por duzentos e cinqüenta líderes da congregação.
Qual foi a posição e atitude de Moisés? _____________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Como Moisés reagiu diante da crise, como respondeu aos rebeldes?
______________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Restauração e restauração (V 8-11)
Exortação não é uma expressão de senhorio; antes mansidão. (Pv 15:1)
Moises lidou com os rebeldes separadamente. Primeiro com Coré, o levita, depois com Datã
e Abirão
Na atitude de Moisés vemos que, os que estão debaixo de autoridade delegada por Deus,
procuram a restauração, não a divisão, mesmo se forem rejeitados.
Moisés só declarou a consequência dos rebeldes após o Senhor tê-lo rejeitado (v 20,21, 29 e
30)

V – A BASE PARA A DELEGAÇÃO DE AUTORIDADES: RESSURREIÇÃO


(Nm 17:1-11)
O propósito do incidente em Nm 17 foi de resolver a rebelião do povo de Israel.
Vida ressurreta é a base de autoridade
A vara do homem que Deus escolhesse brotaria. Uma vara não tem folhas nem raízes.
O BROTAR DA VARA SECA MANTÉM OS HOMENS HUMILDES.

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A vara indica a posição do homem, mas o brotar indica vida ressurreta. No que se referia a
posição, aqueles doze homens estavam todos liderando nas doze tribos de Israel. Arão
simplesmente representava a tribo de Levi.
Vamos imaginar por um instante que o jumento, ouvindo as exclamações de hosanas vendo
os galhos pelo caminho, se voltasse para o Senhor e perguntasse: “é para mim ou para
você?” Os tolos são orgulhosos.
O QUE É RESSURREIÇÃO?
A ressurreição significa aquilo que não vem do ego nem da capacidade da pessoa. É aquilo
que eu não posso fazer, pois está além da minha capacidade.
A autoridade vem de Deus e não de nós mesmos. Somos simplesmente mordomos de sua
autoridade.

VI – A AUTORIDADE DELEGADA SANTIFICA A DEUS


(Nm 20:2-3:7-12;23-28)

Ser autoridade é representar Deus. O verdadeiro líder, quando provado, deve ser aprovado,
não servindo com suas próprias forças, mas com base na ressurreição.
A contenda do povo trouxe ira para Moisés e sua atitude deveria ser confiar em Deus e
obedecer a sua ordem.
Qual foi a ordem de Deus para Moisés? (v 1,2) _____________________________
E , qual foi a sua atitude? (v 11)_________________________________________
_____________________________________________________________________
Qual foi a consequência de sua atitude? (v 12) _____________________________
_____________________________________________________________________

VII – AS AUTORIDADES DELEGADAS DEVEM PERMANECER SOB AUTORIDADE


(I Sm 24:1-6; II Sm 1:5-15; 2:1; 4:5-12; 5;1-3; 6:16-23; 15:19,20; 15:24-28 16:5-14; 19:9-15)

Nos tempos do velho testamento Davi foi o segundo rei ungido por Deus, o primeiro foi
Saul, que também foi estabelecido por Deus. Davi era a nova autoridade estabelecida,
enquanto Saul era a autoridade rejeitada, aquele cuja unção era coisa do passado, pois o
espírito de Deus já o tinha deixado. Vamos observar agora como Davi estava à autoridade,
não se esforçando em estabelecer a sua própria autoridade.

VII - A AUTORIDADE NÃO PRECISA SER AUTOMANTIDA

Quando Davi fugiu da cidade tinha terrível necessidade de seguidores. Mas mesmo assim
pode dizer a Itai: “volta, e fica-te com o rei Absalão” (II Sm 15;19-20)
IX – A VIDA DIÁRIA E A MOTIVAÇÃO INTERIOR DAS AUTORIDADES DELEGADAS
(Mc 10:35-45)
O verdadeiro líder deve:
 Aprender a humilhar-se diante da poderosa mão de Deus.
 Beber o cálice do Senhor e ser batizado com o batismo do Senhor.

O Senhor não rejeitou o desejo de Pedro e João de ficar perto d’Ele ou de ficar em posição
de autoridade, nem os culpou porque desejassem sentar-se á sua direita ou esquerda.

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O QUE É O CÁLICE E O BATISMO DO SENHOR?


___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

“Autoridade não é simplesmente mandar, mas servir humildemente, para ser grande é
preciso ser servo.”

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LIÇÃO 18 - SUBMISSÃO À AUTORIDADE


Leitura: Hb 13.1-7

A palavra “autoridade”, do grego, “ecsusia”, literalmente significa: autoridade, direito de


mandar. É traduzida como: autoridade, poder, jurisdição, autorização, direito, domínio,
potestade, império, soberania, força. Aparece cerca de 99 vezes na Bíblia, sendo apenas 6
vezes no AT (ARA).

1- DEUS É A FONTE DE TODA AUTORIDADE (Sl 103.19; Rm 13.1; Hb 1.3)


Deus é o único que tem autoridade e o único que pode concedê-la. Isto significa que a
autoridade que há no mundo provém de Deus. Deus tem autoridade direta; o homem, só
autoridade delegada. No entanto, só obedecerá à autoridade que Deus delegou aquele que
reconhece e se submete à autoridade do próprio Deus.

2 - O PRINCÍPIO DA REBELIÃO
O princípio da rebelião, a insubmissão à autoridade de Deus, se deu com o diabo (Is 14.12-
15 e Ez 28.13-17). Qual foi a intenção de Satanás, de acordo com os textos lidos?
__________________________________________________________________________.
Colocou-se acima de sua condição de subordinado. Quis ser semelhante a Deus em
autoridade.
Após Deus criar Adão e Eva, Satanás passou a tentá-los para terem a mesma atitude que ele
teve com Deus. O que
satanás disse para Eva em Gm 3:5?_________________________________________
___________________________________________________________________________

Eles desobedeceram a Deus e se submeteram ao diabo (Rm 6.16). Decidiram-se pelo


princípio da rebeldia, abandonando o princípio da submissão. Com este princípio satânico
existente no mundo, o homem se opõe à autoridade espiritual, seja ela direta, isto é, ao
Senhor, seja ela delegada, isto é, aos homens (2 Pe 2.10,11; Jd 8,9). O homem tornou-se
“filho da desobediência” (Ef 2.1-3).

Em 1 Jo 3.4 temos a definição de pecado: “pecado é a transgressão da lei”. Transgressão =


anomia (estar sem lei por ignorância ou desobediência).
“A transgressão é desobediência à autoridade de Deus; e isto é pecado. Pecar é uma questão
de conduta, mas transgressão é uma questão de atitude do coração”. A maior das exigências
que Deus faz ao homem não é a de servir, pregar, ensinar, fazer ofertas, dar dízimo, etc.
A MAIOR DAS EXIGÊNCIAS É QUE OBEDEÇA À SUA AUTORIDADE (1 SM 15.22,23).

3 - SUBMISSÃO, UM PRINCÍPIO DE DEUS


Submissão não é mera obediência externa, mas é prestar obediência consciente a uma
autoridade delegada. Tanto devemos nos submeter à autoridade direta de Deus, como
devemos nos submeter às autoridades delegadas por Ele. Deus poderia agir diretamente nos
homens, mas Ele escolheu o princípio de delegar sua autoridade. Na parábola dos lavradores
maus (Lc 20.9-19), o Senhor Jesus expõe o princípio da autoridade delegada (Mt 10.40-42; Jo
13.20).

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Leia os textos e cite a rebelião e as conseqüências:


A REBELIÃO DE CAM (Gn 9.20-27) ____________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
A REBELIÃO DE NADABE E ABIÚ (Lv 10.1,2)___________________________________
___________________________________________________________________________
_________________________________________________________________
A REBELIÃO DE ARÃO E MIRIÃ (Nm 12)__________________________________
___________________________________________________________________________
_________________________________________________________________
A REBELIÃO DE CORÉ, DATÃ E ABIRÃO (Nm 16)__________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
____________________________________________________________

Exemplos de submissão:
A SUBMISSÃO DE DAVI (1 Sm 24.4-6; 26.6-12) leia os textos e relate em que sentido Davi foi
submisso:________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
O EXEMPLO MAIOR: CRISTO (Fp 2.5-11)_______________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

O evangelho do reino nos chama à obediência (1 Pe 1.14). Não há salvação sem obediência
ao Senhor Jesus e sua palavra (Rm 10.16; 2 Ts 1.8; 1 Pe 1.22).
Paulo ordena para termos o “mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus” (Fp 2.5); ou de
acordo com o original, a mesma “atitude”, isto é, a obediência a Deus em tudo (1 Jo 2.6).
Obediência parcial = desobediência (1 Sm 15).

AUTORIDADES DELEGADAS
Deus estabeleceu 3 instituições: A Família (Gn 2.18-25), O Governo (Gn 9.1-17) e a Igreja (At
2).
1.AUTORIDADE NO GOVERNO (Rm 13.1-7; 1 Pe 2.17; Cl 3.23-25)
Os governos são estabelecidos por Deus (At 17.24-28; Dn 4.17,28,32; 2.21).
O Senhor Jesus nos deu exemplo de submissão à autoridade do governo (Jo 19.11).
Nós, filhos de Deus devemos honrar as autoridades, isto é, reconhecer que elas são
representantes de Deus (1 Pe 2.17).

É preciso distinguir entre submissão e obediência. A submissão deve ser absoluta; obedecer
a ordens é relativo, somente quando estas não são contrárias às ordens do Senhor Jesus (At
5.29; Ex 1.17,21).
Quando tratamos deste assunto, qual é nossa atitude diante dos incrédulos e dos irmãos?
Murmuramos contra o governo? Falamos mal das autoridades? Apoiamos aqueles que
maldizem e zombam dos governantes? Rimos dos comentários e piadas que fazem deles?

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2.AUTORIDADE NO TRABALHO (Ef 6.5-9; Cl 3.22-4.1; 1 Tm 6.1,2; Tt 2.9,10; 1 Pe 2.18-21).


Os patrões são autoridades delegadas por Deus, e devemos obedecer-lhos (1 Pe 2.18-21). A
palavra diz que devemos obedecer “como a Cristo” (Ef 6.5), isto é, obedecendo a eles
estamos obedecendo a Cristo.
Interessante observar que a palavra de Deus não faz diferença entre trabalho do Senhor e
trabalho secular, pois diz que aquele que assim trabalha está “servindo o Senhor” (Cl 3.24).

Uma grande preocupação que a palavra de Deus nos chama é com a atitude do discípulo no
seu trabalho. (Ef 6.5-8; Tt 2.1,9,10). A palavra dá a razão para que o discípulo tenha correto
procedimento no trabalho: “... para que o nome de Deus e a doutrina não sejam
blasfemados” (1 Tm 6.1,2; Tt 2.10).
Cada um receberá a recompensa, pelo bem ou mal realizado (Ef 6.8; Cl 3.24,25).

3.AUTORIDADE NO LAR (1 Co 11.3; Ef 5.22-33; 6.1-4; Cl 3.18-21; 2 Tm 3.1,2; Tt 2.3-5; 1 Pe


3.1-7).
No lar, Deus constituiu o homem autoridade sobre a esposa e os filhos. A razão é o fato de o
homem ter sido criado primeiro. Normalmente, nos ensina a ordem divina na criação que
tudo o que vem antes se constitui autoridade (1 Co 11.8-12; 1 Tm 2.11-15). A submissão da
mulher não é uma questão de inferioridade, mas de uma disposição que Deus instituiu na
família.
As mulheres são exortadas a serem submissas aos seus maridos como Sara foi com seu
esposo, Abraão (1 Pe 3.1-6). Quando Eva quando pecou contra Deus, ela saiu de duas
coberturas: de Deus e do seu esposo, Adão. Quando ela saiu da autoridade de Deus,
imediatamente saiu da autoridade do homem.
Há uma promessa às esposas que têm maridos incrédulos (1 Pe 3.1). Qual deve ser o
procedimento delas? Submissão ao próprio marido! A maior pregação para salvação do
marido é a obediência.

Os filhos também devem se submeter ao seu pai. Obedecer ao pai é honrá-lo (Ef 6.2); e
honrar significa reconhecer a posição de autoridade divina em que Deus o estabeleceu no
lar.
Deus quer filhos obedientes, não filhos que fazem parte de uma geração rebelde (Rm 1.30; 1
Tm 3.2). Grandes bênçãos há para os que fazem assim (Cl 3.20; Ef 6.2,3). Maldito o que
desonra (Dt 27.16).
Deus respeita as decisões da autoridade delegada (Nm 30).

4.AUTORIDADE NA IGREJA (Hb 13.7,17; 1 Ts 5.12,13; 1 Tm 5.17)


Deus colocou sua autoridade no corpo de Cristo, que é a igreja. Deus instituiu posições de
autoridade:
· Os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores (Ef 4.11).
· Os ministérios da igreja local, presbíteros e diáconos (Fp 1.1; 1 Ts 5.12,13; At 20.28).
· A todos aqueles que são cooperadores e obreiros (1 Co 16.15,16).
· Aqueles que nos ensinam, os discipuladores (Mt 28.18,19; Gl 6.6; Hb 5.12).
· Os mais velhos na idade (1 Pe 5.5).

Sempre devemos lembrar que Deus colocou autoridade no corpo de Cristo com o propósito

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de representá-lo em autoridade e de servir. Quanto maior em autoridade maior em serviço,


como nosso Senhor Jesus, que disse que veio não para ser servido, mas para servir e dar sua
vida (Mt 20.26-28; 2 Co 10.8; 13.10).
Muitos crentes se julgam acima da autoridade, dizendo: “Eu só obedeço a Cristo, o Senhor.
Não estou sujeito a nenhum homem!”. É inadmissível declarar obediência a Deus e não às
autoridades por Ele delegadas. Obedecer somente quando se concorda não é espírito de
submissão. É rebeldia e independência. Importa que obedeçamos de coração e há grande
recompensa para os que assim fazem (Jó 36.11,12). Submissão não é motivo para exaltação,
mas a obrigação do servo (Lc 17.10).
O conhecimento sobre autoridade não resolve, mas o cumprimento da palavra (Tg 1.22).

Obras Consultadas:
NEE, Watchman. Autoridade Espiritual. São Paulo: Vida, 2005.
BEVERE, John. Debaixo de Suas Asas. Belo Horizonte: Dynamus, 2002

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LIÇÃO 19 – INTERCESSÃO (Hb 7:25)

INTRODUÇÃO

No estudo de hoje, percorreremos a Palavra de Deus, meditando acerca da oração


intercessória. Na lição 06 estudamos sobre a oração como estilo de vida; e seria proveitoso
rever os princípios da mesma, pois a intercessão é um tipo de oração.
Interceder é intervir em favor de alguém. A intercessão é a oração em que o crente
suplica a Deus em favor de outra pessoa, grupo de pessoas, cidades, nações, etc..

Interceder é colocar-se no lugar de outro e pleitear a sua causa, como se fora a sua
própria. É estar entre Deus e os homens, a favor destes, tomando seu lugar e sentindo sua
necessidade de tal maneira, que luta em oração até a vitória na vida daquele por quem
intercede.

O intercessor é o que vai a Deus não por causa de si mesmo, mas por causa dos outros. Ele
se coloca numa posição de sacerdote ( 1 Pedro 2:9) entre Deus e o homem, para pleitear a
sua causa.

A mais simples definição está na Bíblia: “Orai uns pelos outros” (Tg. 5:16)

1. EXEMPLO DE INTERCESSORES
Na Bíblia, encontramos muitos exemplos de homens que, com um coração cheio de
compaixão, se empenham em buscar e clamar a Deus, intercedendo pelas vidas de outros.
Há os que choram pelos pecados de seu povo, pedindo o perdão divino; outros rogam ao
Senhor pelo livramento dos justos, suplicam pela cura de doentes, pela salvação do próximo,
e para que o poder do Espírito Santo viesse sobre os crentes.
Separamos abaixo algumas referencias bíblicas de homens que, tirando os olhos de si
mesmos, foram capazes de perceber as necessidades de outros e por eles intercederam
junto ao Pai. Leia e responda:
a) Quem foi o intercessor? b) em favor de quem intercedeu? C) qual foi a resposta?
Gn 18:23-32 e 19.29
a) ____________________b)___________________________c)__________________
Nm 14:1-20
a) ____________________b)___________________________c)__________________
Ne 1:1-11
a) ____________________b)___________________________c)__________________
Dn 9
a) ____________________b)___________________________c)__________________
Jo 17:6-26
a) ____________________b)___________________________c)__________________
At 12:5,5,8 e 12
a) ____________________b)___________________________c)__________________
Tg 5:16-18
a) ____________________b)___________________________c)__________________

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Samuel disse: “Longe de mim que eu peque contra o Senhor deixando de orar pos vós” (1
Samuel 12:23)

2. A INTERCESSÃO DE CRISTO

“E viu que ninguém havia, e maravilhou-Se de que não houvesse um intercessor; pelo que
o seu próprio braço Lhe trouxe a salvação, e a Sua justiça O susteve”
Então Deus providenciou um Intercessor que não pode falhar, Jesus. Esse intercessor é o
Filho do homem, nasceu na terra, recebeu um corpo humano, logo legalmente Ele pode se
colocar diante de Deus a favor do homem. Também é Filho de Deus e pode Se colocar
diante do homem a favor de Deus. Ele é a salvação que o braço de Deus trouxe a terra, a
justiça no meio dos homens.
Jesus se tornou Filho do Homem e viveu na terra como homem. Aqui nasceu, viveu,
morreu e ressuscitou. Quando voltou à glória, após a ressurreição, não tinha corpo humano,
Ele levou consigo o corpo, mas glorificado. Quando desceu da glória, era só Espírito. Hoje Ele
está na glória revestido de um corpo de homem. Como tal, Jesus é intercessor no Céu,
representando os interesses do homem diante do Pai.
Jesus no seu ministério terreno, orava pelos perdidos,os quais Ele viera buscar e salvar (Lc
19:10). Chorou, quebrantado, por causa da indiferença da cidade de Jerusalém (Lc 19:41).
Orava pelos seus discípulos, tanto individualmente (Lc 22:32) como pelo grupo todo (Jo 17:6-
26). Orou até por seus inimigos, quando pendurado na cruz (Lc 23:34)
Jesus é o nosso advogado junto ao Pai (IJo 2.1). “ A intercessão de Cristo é a aplicação
continua de sua morte para a nossa salvação”.

3 - A INTERCESSÃO DO ESPÍRITO SANTO


O Espírito Santo intercede por nós; e também nos ajuda a interceder
Leia Rm 8:26-27 e complete: “E da mesma maneira o _______________ ajuda as nossas
________________;porque não sabemos o que havemos de ______________, mas o mesmo
Espírito ________________por nós com____________________, ..
O Espírito Santo não faz as nossas orações em nosso lugar, mas Ele nos ajudar.
Em João 14:16 “E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique
convosco para sempre.”
A palavra grega PARACLETO, aqui traduzida “Consolador” significa literalmente “alguém
chamado para o lado a fim de ajudar”
Nossas “fraquezas” nos impediriam de produzir resultados em nossas orações, não fosse o
nosso Auxiliador divino, o Espírito de Deus o Espírito Santo é dado para nos ensinar em
todas as coisas ( Jo 14:26)

4 - A INTERCESSÃO DO CRENTE
Leia I Tm 2:1-2 O Espírito santo, através do Apóstolo Paulo, exortou os crentes a colocarem
algo em Primeiro lugar. O que foi? _________________________________
___________________________________________________________________________
_________________________________________________________________

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“Os Céus são os Céus do Senhor, mas a terra deu-a Ele aos filhos dos homens.” (Sl. 115:16)
Deus limitou Sua ação na vida dos homens quando lhe deu o livre arbítrio e entregou-lhe a
terra, para que tivesse domínio sobre ela. Deus fez o homen livre, com capacidade de
escolha, decisão e realização. Deus não viola a sua palavra e interfere na vida do homen a
seu próprio pedido. Ele deu a terra aos filhos dos homens, para que governassem em
perfeita harmonia com seus propósitos e Palavra, e espera o amém destes a Palavra
revelada, e o pedido de intervenção.
“A Palavra profética revela sua vontade, mas é nossa intercessão que gera a manifestação da
promessa.”
Como já foi dito, o intercessor é aquele que se coloca entre Deus e os homens, a favor
destes, para pleitear sua causa, como se fosse própria. A intercessão visa alterar
circunstâncias contrárias a vontade perfeita de Deus, levando-as a se harmonizarem com a
mesma. O crente é o canal de Deus na terra, não só da proclamação da sua palavra, da Sua
vontade e obra de redenção, mas também de intercessão.
5 - CARACTERISTICAS DO INTERCESSOR
Como a intercessão é um ministério no qual Jesus está hoje envolvido no Céu e o Espírito
Santo na terra, e o crente é o canal dessa intercessão, ousaríamos dizer que o ideal de
intercessão é a encarnação das virtudes do Senhor Jesus. Que qualidades portanto deve ter
o intercessor? As de Jesus. Ora, já que nenhum de nós chegou a plena maturidade e todos
estamos no caminho, somos falhos na nossa intercessão; todavia, com o auxílio do Espírito
Santo e a nossa diligência, cresceremos, tornando-nos um canal de intercessão cada vez
mais transparente, para que Deus cumpra através de nós os Seus propósitos nesta área.

Vamos abordar algumas das principais características do verdadeiro intercessor. Todo


intercessor as possui, em maior ou menor grau. A medida que ele vai se desenvolvendo na
arte da intercessão, elas vão amadurecendo.

1. AMOR- Quem não ama não pode interceder


2. IDENTIFICACÃO- Muitas vezes o intercessor sentirá exatamente o que sente a pessoa
por quem ora. Essa identificação é o combustível para o seu amor. Ela o ajuda a
entender e a consagrar-se a intercessão. O intercessor começa a orar pelos
pecadores e as vezes sente como se ele mesmo estivesse indo para o inferno.
3. COMPAIXÃO – Um mover de compaixão no espírito sempre desencadeia uma grande
manifestação do Espírito Santo.
4. PERSEVERANÇA – A oração intercessória requer constância, persistência, intensidade,
perseverança.
5. OUSADIA – A intercessão exige coragem, disposição, fervor, galhardia, confiança,
intrepidez, ousadia. Ousadia diante de Deus, dos homens, e de Satanás, opositor das
nossas orações. Nenhum tímido ou covarde se colocará diante de Deus a favor dos
homens, nem diante dos homens a favor de Deus e jamais lutará até a vitória contra
Satanás.
6. DISCERNIMENTO – é a habilidade especial de se conhecer com segurança se certo
comportamento é Divino, humano ou satânico; é agudeza de julgamento, o poder de
perceber diferenças entre coisas ou ideais, bem como sua conexão. O Espírito Santo
em nós é aquele que dá esse discernimento

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6 - BENEFICIOS DA INTERCESSÃO

Alarga a nossa visão.

Quem se devota ao ministério de interceder, passa a ter uma visão cada vez mais ampla
do reino de Deus. Sai do seu mundo limitado e vai se elastecendo em seu amor e visão
até ver como Cristo vê. Quando nos devotamos a intercessão, de repente o mundo se
torna nossa paróquia; vamos subindo com Jesus, e quanto mais se sobe, mais se vê.
Quando você fica bitolado no seu reinozinho, orando apenas para si: abençoa-me
Senhor, para mim, Senhor, eu tenho um problema. Jesus declarou:

“Não vim para ser servido, mas para servir e dar a minha vida como resgate de muitos”
(Mt. 20:28)

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LIÇÃO 20 - JEJUM (JL 2:12,13)

INTRODUÇÃO

“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o
rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já
receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto,
com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai,
que vê em secreto, te recompensará.” (Mt.6:16-18).

Embora Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós
esta prática. Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar. E quando
disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos mostrou que tal prática
produz resultados!

O PROPÓSITO DO JEJUM

I – O jejum mortifica a nossa carne

“O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar
mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus”. Kenneth
Hagin

O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado
diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne. O
jejum deixará nosso espírito atento, pois mortifica a carne e aflige nossa alma.

Jesus deixou-nos um ensino precioso acerca disto quando falava sobre o jejum:

“Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e
tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.” (Mc.2:22).

O odre era um recipiente feito com pele de animais, que era devidamente preparada mas,
com o passar do tempo envelhecia e ressecava. O vinho, era o suco extraído da uva que
fermentava naturalmente dentro do odre. Portanto, quando se fazia o vinho novo, era sábio
colocá-lo num recipiente de pele (o odre) que não arrebentasse na hora em que o vinho
começasse a fermentar, e o melhor recipiente era o odre novo.

Com essa ilustração Jesus estava ensinado-nos que o vinho novo que Ele traria (o Espírito
Santo) deveria ser colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso
corpo. A Bíblia está dizendo com isto que o jejum tem o poder de “renovar” nosso corpo. A
Escritura ensina que a carne milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho,
o Espírito, é dentro de um processo de mortificação da carne.

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Creio que o propósito primário do jejum é mortificar a carne, o que nos fará mais suscetíveis
ao Espírito Santo. Há outros benefícios que decorrerão disto, mas esta é a essência do jejum.

II – O jejum ajuda a liberar a nossa fé

O jejum ajuda a liberar a fé! O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e
a autoridade de seu nome. O jejum em si não me faz vencer, mas libera a fé para o combate
e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada

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