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Troca de tecnologia - Instalação de um distri-

buidor de calor no escape de gases da cha-


miné com a finalidade de pré aquecer a água
para as lavagens e assim reduzir a energia
utilizada nos tanques de aquecimento.

ENERGIA Troca de tecnologia – Estudo de opções téc-


Água quente: Uso de energia em tanques de nica e economicamente viáveis de substitui-
aquecimento de água ção de fonte de energia para aquecimento.
Boas práticas - Conectar os tanques de
aquecimento de água para lavagens em mo-
mentos que não coincidam com as horas de
pico.

Troca de tecnologia - O uso de água como


meio de resfriamento ao invés de ar nas câ-
maras de refrigeração constitui uma fonte
de pré-aquecimento de água.

Troca de tecnologia - Implementação de


ENERGIA
ordens de produção para quantidades mais
Refrigeração exatas de massa, reduzindo as sobras e con-
seqüentemente economizando energia.

Boas práticas - Recomenda-se limpar os


evaporadores uma vez por mês.

MATERIAIS Boas práticas - comprar produtos em reci-


Uso eficiente de materiais pientes maiores.

Boas práticas - Comprar com o mínimo de


embalagens.

Boas práticas - Verificar datas de vencimen-


to. Boa rotatividade do produto.

Fonte: Adaptado de CNP+L Centro Nacional para la Producción más Limpia de Costa Rica, 2001

7 GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS

O Plano de gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS - tem por objetivo organizar e


atender as questões ambientais desde a geração do resíduo, envolvendo a segregação,
acondicionamento, armazenamento, transporte, tratamento e destinação final de acordo
com as normas e legislação pertinentes. O gerenciamento de resíduos permite ainda a
possibilidade de comercialização dos resíduos recicláveis.

A primeira etapa do gerenciamento de resíduos é a classificação e a quantificação dos


resíduos gerados na empresa. Com base nestas informações é possível dimensionar cor-
retamente o PGRS. A classificação dos resíduos deve seguir as recomendações da NBR
10.004/2004.

Após a classificação, é possível promover a segregação dos resíduos.

Entende-se por segregação o ato de separar os resíduos em classes ou em categorias, de


forma a facilitar seu reaproveitamento, tratamento ou disposição final. Consiste na sepa-
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ração do resíduo no momento e local de sua geração, de acordo com as características
físicas, químicas, biológicas, a sua espécie, estado físico e classificação.

O acondicionamento é o ato ou efeito de embalar os resíduos sólidos para o seu transpor-


te, contenção temporária de resíduos, em área licenciada ou autorizada pelo órgão am-
biental, a espera de reciclagem, recuperação, tratamento ou disposição final, observando
as condições de segurança. As principais formas de acondicionamento são: tambores, sa-
cos plásticos, fardos e a granel (sem acondicionamento).

Os resíduos acondicionados devem permanecer na área destinada ao armazenamento


temporário o menor tempo possível. Desta área, os resíduos são encaminhados à destina-
ção final, que pode envolver doação ou comercialização de recicláveis ou disposição em
aterro sanitário municipal dos resíduos orgânicos.

A seguir é apresentado um exemplo de plano de gerenciamento de resíduos utilizados


em padarias e confeitarias.
Tabela 5: Classificação dos principais resíduos.

Classificação
Nome do resíduo NBR 1004/2004 Acondicionamento Destinação final recomendada

Papel e papelão Classe IIA Fardos Doação ou comercialização


para reciclagem

Resíduo plástico (bombona) Classe IIA Fardos ou sacos Doação ou comercialização


para reciclagem
Resíduos plásticos (filme e Fardos os sacos Doação ou comercialização
embalagens) para reciclagem

Madeira Classe IIA A granel Doação ou comercialização


para reciclagem; reuso interno
dependendo do tipo de forno e
da qualidade da madeira.

Lâmpadasfluorescentes (va- Classe I Na própria embalagem Reciclagem em empresas espe-


por de mercúrio ou sódio) cializadas

Lâmpadas comuns Classe IIA Na própria embalagem Aterro sanitário

Resíduos orgânicos diversos


Aterro sanitário ou unidade de
(farinha, gordura, açúcar, Classe IIA Tambores 50 L compostagem devidamente li-
produtos não comercializa- cenciada no órgão ambiental
dos, etc)

Resíduos de vidros Classe IIB Tambores 50 L Doação ou comercialização


para reciclagem

Cinza (na utilização de le- Aterro sanitário ou unidade de


compostagem devidamente li-
nha) Classe IIA Tambores 50 L
cenciada no órgão ambiental

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