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Alemanha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Coordenadas: 51° N 9° E

Bundesrepublik Deutschland
República Federal da Alemanha

Bandeira Brasão de Armas

Lema: Einigkeit und Recht und Freiheit[1]


(Alemão: "União e Justiça e Liberdade")

Hino nacional: Das Lied der Deutschen


("Canção dos alemães", terceira estrofe)

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Gentílico: alemão

Localização da Alemanha (em vermelho) na União Europeia (em amarelo)


Capital Berlim
52° 31' N 13° 24' E

Cidade mais Berlim


populosa

Língua oficial Alemão[2]

Governo República
federal [3]Parlamentarista
- Presidente Frank-Walter Steinmeier

- Chanceler Angela Merkel

- Presidente Wolfgang Schäuble


do Bundestag

- Presidente Michael Müller


do Bundesrat¹

Formação
- Sacro Império
2 de fevereiro de 962
Romano-Germânico

- Unificação 18 de janeiro de 1871

- República Federal 23 de maio de 1949

- Reunificação 3 de outubro de 1990

Entrada na UE 25 de
março de 1957(membro cofundador)

Área
- Total 357 051 km² (63.º)
- Água (%) 2,416
Fronteira França, Bélgica, Luxemburgo,
Países
Baixos, Dinamarca, Polônia, República
Checa, Áustria e Suíça

População
- Estimativa
82.521.700[4] hab. (15.º)
para 2015
- Densidade 230 hab./km² (37.º)

PIB (base PPC) Estimativa de 2015


- Total US$ 3 840 trilhões *[5] (5.º)
- Per capita US$ 46 893[5] (18.º)

PIB (nominal) Estimativa de 2015


- Total US$ 3 357 trilhões *[5] (4.º)
- Per capita US$ 40 996[5] (19.º)

IDH (2015) 0,926 (4.º) – muito


elevado[6]

Moeda Euro ² ( EUR )

Fuso horário CET (UTC+1)

- Verão (DST) CEST (UTC+2)

Clima Temperado

Org. internacionais União


Europeia, ONU, OMC, OTAN, G8, G20

Cód. ISO DE

Cód. Internet .de 3

Cód. telef. +49

¹ A presidência do Bundesrat é assegurada, rotativamente, pelos ministros-


presidentes dos Estados.
² Antes de 2002: Marco alemão
3 Também .eu, partilhado com outros Estados-Membros daUnião Europeia
Alemanha (em alemão: Deutschland), oficialmente República Federal da
Alemanha (em alemão: Bundesrepublik Deutschland, IPA: [ˈbʊ ndə sʁepuˌblik ˈ
dɔʏtʃlant] ouça),[7] é um país localizado na Europa Central. É limitado a norte pelo mar do
Norte, Dinamarca e pelo mar Báltico, a leste pela Polônia e pela República Checa, a sul
pela Áustria e pela Suíça e a oeste pela França, Luxemburgo, Bélgica e Países Baixos. O
território da Alemanha abrange 357 021 quilômetros quadrados e é influenciado por
um clima temperado sazonal. Com 82,2 milhões de habitantes em 31 de dezembro de
2015,[4] o país tem a maior população entre os Estados-membros da União Europeia e é
também o lar da terceira maior população de migrantes internacionais em todo o mundo.[8]
A região chamada Germânia habitada por vários povos germânicos foi conhecida e
documentada pelos romanos antes do ano 100. A partir do século X, os territórios alemães
formaram a parte central do Sacro Império Romano-Germânico, que durou até 1806.
Durante o século XVI, o norte da Alemanha tornou-se o centro da Reforma Protestante.
Como um moderno Estado-nação, o país foi unificado pela primeira vez em consequência
da Guerra Franco-Prussiana em 1871. Em 1949, após a Segunda Guerra Mundial, a
Alemanha foi dividida em dois estados, a Alemanha Ocidental, oficialmente "República
Federal da Alemanha", e a "Alemanha Oriental", oficialmente República Democrática
Alemã, ao longo das linhas de ocupação aliadas.[9] A Alemanha foi reunificada em 1990. A
Alemanha Ocidental foi um dos membros fundadores da Comunidade Europeia (CE), em
1957, que posteriormente se tornou na União Europeia, em 1993. O país é parte
do espaço Schengen e adotou a moeda europeia, o euro, em 1999.[10]
A Alemanha é uma república parlamentar federal de dezesseis estados (em
alemão Länder). A capital e maior cidade do país é Berlim, localizada no nordeste do
território alemão. O país é membro das Nações Unidas, da OTAN, G8, G20, da OCDE e
da OMC. É uma grande potência com a quarta maior economia do mundo por PIB nominal
e a quinta maior em paridade do poder de compra. É o segundo maior exportador e
o segundo maior importador de mercadorias. Em termos absolutos, a Alemanha atribui o
segundo maior orçamento anual de ajudas ao desenvolvimento no mundo,[11] enquanto
está em sexto lugar em despesas militares.[12] O país tem desenvolvido um alto padrão de
vida e estabeleceu um sistema global de segurança social. A Alemanha ocupa uma
posição-chave nos assuntos europeus e mantém uma série de parcerias estreitas em um
nível global.[13] O país também é reconhecido como líder científico e tecnológico em vários
domínios.[14]

Índice
[esconder]

 1Etimologia
 2História
o 2.1Povos germânicos e cristianização da Germânia
o 2.2Sacro Império Romano-Germânico (962-1806)
o 2.3Restauração e a revolução (1814-1871)
o 2.4Império Alemão (1871-1918)
o 2.5República de Weimar (1919-1933) e Terceiro Reich (1933-1945)
o 2.6Ocupação e divisão (1945-1990)
o 2.7Reunificação e integração europeia (1990-atualidade)
 3Geografia
o 3.1Clima
o 3.2Biodiversidade
o 3.3Meio ambiente
 4Demografia
o 4.1Línguas e escrita
o 4.2Religião
 5Política
o 5.1Lei
o 5.2Forças armadas
o 5.3Relações exteriores
 6Subdivisões
 7Economia
o 7.1Turismo
 8Infraestrutura
o 8.1Energia
o 8.2Transporte
o 8.3Saúde
o 8.4Educação
o 8.5Ciência e tecnologia
 9Cultura
o 9.1Filosofia e literatura
o 9.2Cinema e mídia
o 9.3Culinária
o 9.4Esporte
o 9.5Feriados
 10Ver também
 11Notas e referências
 12Bibliografia sobre a Alemanha
 13Ligações externas

Etimologia
O termo "Alemanha" deriva do francês Allemagne — terra dos alamanos — em referência
ao povo germânico de mesmo nome que vivia na atual região fronteiriça entre a França e a
Alemanha e que durante o século V cruzou o rio Reno e invadiu a Gália Romana.[15] O país
também é conhecido por Germânia, que deriva do latim Germania — terra
dos germanos.[16][17]

História
Ver artigo principal: História da Alemanha

Povos germânicos e cristianização da Germânia


Ver artigos principais: Povos germânicos, Germânia, Migrações dos povos
bárbaros e Império Carolíngio

Presume-se que a etnogênese dos povos germânicos ocorreu durante a Idade do


Bronze nórdica ou, ao mais tardar, durante a Idade do Ferro pré-romana.[18][19] A partir do
sul da Escandinávia e do norte da atual Alemanha, as "tribos" começaram, no século I
a.C., a se expandir para o sul, leste e oeste e entraram em contato com os
povos celtas da Gália, e também com povos iranianos, bálticos e eslavos. Pouco se sabe
sobre a história germânica antes disso, exceto através das suas interações com o Império
Romano, de pesquisas etimológicas e de achados arqueológicos.[20]
Mapa da Germânia e do Império Romano
Por ordens do imperador Augusto (r. 27 a.C.–14 d.C.), o general romano Varuscomeçou a
invadir a Germânia (um termo usado pelos romanos para definir um território que
começava no rio Reno e ia até os Urais), e foi nesse período que as tribos germânicas se
tornaram familiarizadas com as táticas de guerra romanas. Em 9 d.C., três legiões
romanas lideradas por Varus foram derrotadas pelo líder querusco Armínio na Batalha da
Floresta de Teutoburgo. A quase totalidade do território da atual Alemanha, assim como os
vales dos rios Reno e Danúbio, permaneceram fora do Império Romano.[21][22] Em 100, na
época do livro Germânia de Tácito, as tribos germânicas assentadas ao longo do Reno e
do Danúbio (a Fronteira da Germânia) ocupavam a maior parte da área da atual
Alemanha.[23] O século III viu o surgimento de um grande número de tribos germânicas
ocidentais: alamanos, francos, saxões, frísios, anglos, suevos, vândalos, godos (ostrogodo
s e visigodos), lombardos, e turíngios. Por volta de 260, os povos germânicos romperam
as suas fronteiras do Danúbio e expandiram-se às terras romanas.[24]
A partir do ano de 723, o território da Germânia Central foi objeto da pregação do
missionário inglês Vinfrido, que adotou o nome latino Bonifácio, com o qual foi canonizado.
Ele fundou um célebre mosteiro em Fulda, que se tornou um núcleo de evangelização de
vários povos germânicos no país.[21] A conversão dos saxões do norte deu-se apenas
durante o Império Carolíngio (início do século IX), ao custo de numerosas expedições
militares, pois eles resistiram aos esforços dos missionários. Ali eles adoravam, além dos
deuses teutônicos comuns, a Irminsul - tronco que acreditavam sustentar a abóboda
celeste. Mesmo vencidos, retomavam as armas e destruíam os mosteiros, numa
resistência chefiada sobretudo pelo guerreiro Viduquindo. Com a sua conversão, Carlos
Magno pôde afinal dominar sua região, incorporando-a no seu império, e estendendo o
padrão cultural romano-cristão à quase totalidade do território correspondente à Alemanha
de hoje.[21]
Sacro Império Romano-Germânico (962-1806)
Ver artigo principal: Sacro Império Romano-Germânico

O império medieval foi criado em 843 com a divisão do Império Carolíngio, fundado
por Carlos Magno (r. 768–814) em 25 de dezembro de 800, e em diferentes formas existiu
até 1806, estendendo-se desde o rio Eider, no norte do país, até o Mediterrâneo, no litoral
sul. Muitas vezes referido como o Sacro Império Romano-Germânico (ou o Antigo
Império),[25] foi oficialmente chamado de "Sacro Império Romano da Nação Alemã" (Sacro
Romanum Imperium Nationis Germanicæ em latim) a partir de 1448, para ajustar o nome
ao seu território de então.[25]
Sacro Império Romano-Germânicoem 1400
Sob o reinado dos imperadores otonianos (r. 919–1024), os ducados de Lorena e
da Saxônia, a Francônia, a Suábia, a Turíngia e a Baviera foram consolidados, e o rei
alemão Otão I (r. 936–973) foi coroado Imperador Romano-Germânico dessas regiões em
962.[26] Sob o reinado dos imperadores sálios (r. 1024–1125), o Sacro Império Romano
absorveu o norte da Itália e a Borgonha, embora o imperador tenha perdido parte do poder
através da Questão das investiduras com a Igreja Católica Romana.[27] Sob
os imperadores Hohenstaufen(r. 1138–1254), os príncipes alemães aumentaram a sua
influência para o sul e para o leste (Ostsiedlung), territórios habitados por povos
eslavos, bálticos e estonianos antes da ocupação alemã na região.[28]
Com o colapso do poder imperial em 1250, devido à constante briga com a Igreja de
Roma, fez-se necessário a criação de um novo sistema de escolha do imperador.[29] Criou-
se, com a edição da Bula Dourada, o conselho dos sete príncipes-eleitores, que tinham o
poder de escolher o comandante do Sacro Império. Durante esse período conturbado, as
cidades comerciais se uniram para proteger seus interesses comuns;[26] a mais conhecida
delas foi a Liga Hanseática, que reunia poderosas cidades do norte alemão
como Hamburgo e Brema.[21] A partir do século XV, os imperadores foram eleitos quase
exclusivamente a partir da dinastia Habsburgo da Áustria.[30]
O monge Martinho Lutero publicou suas 95 Teses em 1517, desafiando as práticas
da Igreja Católica Romana e dando início à Reforma Protestante. O luteranismo tornou-se
a religião oficial de muitos estados alemães após 1530, o que levou a conflitos religiosos
resultantes da divisão religiosa no império, que, por sua vez, geraram a Guerra dos Trinta
Anos (1618-1648), que devastou os territórios alemães.[31] A população dos estados
alemães foi reduzida em cerca de 30%.[32] A Paz de Vestfália (1648) acabou com a guerra
religiosa entre os estados alemães, mas o império estava de facto dividido em numerosos
principados independentes. De 1740 em diante, o dualismo entre a Monarquia
Habsburgo e o Reino da Prússia dominou a história alemã. Em 1806, o Imperium foi
dissolvido como resultado das Guerras Napoleônicas.[33]
Restauração e a revolução (1814-1871)
Ver artigo principal: Confederação Germânica
O Parlamento de Frankfurt (1848)
Depois da queda de Napoleão Bonaparte, o Congresso de Viena reuniu-se em 1814, e sua
resolução fundou a Confederação Germânica(Deutscher Bund em alemão), a união de 39
estados soberanos.[34][35]
Desentendimentos com a restauração política proposta pelo Congresso de Viena levaram,
em parte, ao surgimento de movimentos liberais, exigindo unidade e liberdade.[36] Estes,
porém, foram reprimidos com novas medidas por parte do estadista austríaco Metternich.
O Zollverein, uma união tarifária, buscava uma profunda unidade econômica dos estados
alemães.[36] Durante essa época, muitos alemães foram agitados pelos ideais
da Revolução Francesa,[36] e o nacionalismo passou a ser uma força mais significativa,
especialmente entre os jovens intelectuais. Pela primeira vez, o preto, o vermelho e o
dourado foram escolhidos para representar o movimento, tornando-se, mais tarde, as
cores da bandeira da Alemanha.[37]
Em função da série de movimentos revolucionários na Europa, que estabeleceram com
êxito uma república na França, intelectuais e burgueses começaram a Revolução de 1848
nos Estados alemães. Os monarcas inicialmente aceitaram as exigências dos
revolucionários liberais para conter a movimentação popular. Ao rei Frederico Guilherme
IV da Prússia (r. 1840–1861) foi oferecido o título de imperador, mas sem
poder absoluto.[21] Ele entretanto rejeitou a coroa e a proposta de uma constituição, o que
conduziu a um revés temporário no movimento.[38]
O conflito entre o rei Guilherme I da Prússia (r. 1861–1888) e o parlamento cada vez mais
liberal foi rompido durante a reforma militar em 1862, quando o rei nomeou Otto von
Bismarck o novo Primeiro-ministro da Prússia. Bismarck travou com sucesso uma guerra
com a Dinamarca, em 1864. A vitória prussiana na Guerra Austro-Prussiana de 1866
permitiu criar a Confederação Norte-Germânica (Norddeutscher Bund), que excluía
a Áustria, ex-líder dos estados alemães, dos assuntos dos estados alemães restantes.[39]
Império Alemão (1871-1918)
Ver artigos principais: Unificação Alemã, Império Alemão e Primeira Guerra
Mundial

Fundação da moderna Alemanha, em Versalhes, França, em 1871. Bismarck aparece no


centro com um uniforme branco.
O estado conhecido como Alemanha foi unificado como um moderno Estado-nação em
1871, quando o Império Alemão foi criado, tendo o Reino da Prússia como seu maior
constituinte.[39] Após a derrota francesa na Guerra Franco-Prussiana, o Império Alemão foi
proclamado no Versalhes em 18 de janeiro de 1871. A dinastia de Hohenzollern da Prússia
declarou o novo império, cuja capital era Berlim, até então a capital prussiana.[39] O império
era uma unificação de todas as partes da Alemanha com exceção da Áustria
(Kleindeutschland, ou "Alemanha Menor"). A partir do início de 1884, a Alemanha começou
a estabelecer diversas colônias fora da Europa, primeiro pela iniciativa privada, depois
com aval estatal.[40][41] Durante esse período, a Alemanha experimentou um grande
crescimento econômico, com uma forte industrialização, especialmente das indústrias
de mineração, metalúrgica e derivadas das engenharias elétrica, mecânica e química.[36]
No período Gründerzeit, seguinte à unificação da Alemanha, a política externa do
imperador Guilherme I garantiu a posição do Império Alemão como uma grande nação
europeia por fazer alianças comerciais e políticas com outros países europeus, isolando
a França por meios diplomáticos, através de intrincados acordos secretos. Bismarck
objetivava, assim, consolidar a unificação, tendo a Rússia por principal aliada.[42]

A Alemanha Imperial (1871-1918), com o líder Reino da Prússia em azul


Mas o imperador Guilherme II (r. 1888–1918), no entanto, como outras potências
europeias, tomou um curso imperialista devido ao atrito com os países vizinhos. A maior
parte das alianças que a Alemanha fizera não foram renovadas, e as novas alianças das
demais potências excluíam o país. Especificamente, a França estabeleceu novas relações
com a assinatura da entente cordiale com o Reino Unido e garantiu os laços com o Império
Russo. E embora ainda mantivesse seus contatos com a Áustria-Hungria, a Alemanha
tornou-se cada vez mais isolada.[43] Teve início o período armamentista, chamado de Paz
Armada.[41][42]
O imperialismo alemão (Weltpolitik) ultrapassou as fronteiras do seu próprio país e se
juntou a muitos outros poderes na Europa, que reivindicavam a sua quota na África.
A Conferência de Berlim dividiu a África entre as potências europeias. A Alemanha obteve
vários pedaços da África, incluindo a África Oriental Alemã, o Sudoeste Africano Alemão,
a Togolândia e Camarões.[41] A partilha da Áfricacausou tensão entre as grandes
potências, que contribuiu para as condições que levaram à Primeira Guerra Mundial.[42]
O assassinato do príncipe herdeiro da Áustria, em 28 de junho de 1914, desencadeou
a Primeira Guerra Mundial. A Alemanha, como parte dos Impérios Centrais, foi derrotada
pelos aliados num dos mais sangrentos conflitos de todos os tempos. A revolução
alemã eclodiu em novembro de 1918, forçando o imperador alemão Guilherme II e todos
os príncipes a concordar em abdicar. Um armistício que pôs fim à guerra foi assinado em
11 de novembro, e a Alemanha foi forçada a assinar o Tratado de Versalhes em junho de
1919.[44] A sua negociação, ao contrário da tradicional diplomacia de pós-guerra, excluiu os
derrotados dos Poderes Centrais. O tratado foi encarado na Alemanha como uma
humilhante continuação da guerra por outros meios, e sua dureza é frequentemente citada
como tendo mais tarde facilitado a ascensão do nazismo no país.[44]
República de Weimar (1919-1933) e Terceiro Reich (1933-1945)

Europa sob domínio alemão:[Expandir]

Adolf Hitler, o líder do Partido Nazista e do Terceiro Reich, discursando no Reichstag em


1940.

Vítimas sobreviventes do Holocausto no campo de extermínio de Buchenwald,


na Turíngia, em 16 de abril de 1945.
Ver artigos principais: República de Weimar, Alemanha Nazista e Segunda
Guerra Mundial
Após o sucesso da Revolução alemã em novembro de 1918, uma república foi
proclamada.[45] A Constituição de Weimar entrou em vigor com a sua assinatura
pelo Presidente Friedrich Ebert em 11 de agosto de 1919. O Partido Comunista Alemão foi
criado por Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht em 1918, e o Partido dos Trabalhadores
Alemães, mais tarde conhecido como Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores
Alemães ou Partido Nazista, foi fundado em janeiro de 1919.[45]
Sofrendo as consequências das duras condições ditadas pelo Tratado de Versalhes e uma
longa sucessão de governos mais ou menos instáveis, faltava cada vez mais identificação
às massas políticas na Alemanha com seu sistema político de democracia
parlamentar.[45]Isso foi agravado por uma ampla disseminação de um mito político pela
direita (monarquistas, völkischs, e nazis), a Dolchstoßlegende, que alegava que a
Alemanha tinha perdido a Primeira Guerra Mundial devido à Revolução alemã, e não por
causa da derrota militar.[45] Por outro lado, os radicais de esquerda comunistas, tais como
a Liga Espartaquista, queriam abolir aquilo que eles entendiam como "governo capitalista"
e estabelecer um Räterepublik. Tropas paramilitares foram criadas por diversos partidos, e
houve diversos assassinatos por motivos políticos. Os paramilitares intimidavam eleitores
e semeavam a violência e a raiva entre o povo, que sofria de uma elevada taxa
de desemprego e de pobreza.[45] Depois de uma série de gabinetes frustrados, o
presidente Paul von Hindenburg, vendo poucas alternativas e empurrado pelos seus
assessores de direita, nomeou Adolf Hitler como Chanceler da Alemanha em 30 de
janeiro de 1933.[45]
Em 27 de fevereiro de 1933, o Reichstag foi incendiado. Alguns direitos democráticos
fundamentais foram então rapidamente revogados sob um decreto de emergência.
Uma Lei de plenos poderes deu a Hitler o governo e o legislativo. Apenas o Partido Social-
Democrata da Alemanha votou contra ele; os comunistas não foram capazes de
apresentar oposição, pois seus suplentes já haviam sido assassinados ou presos.[46][47] A
centralização totalitária estadual foi criada por uma série de jogadas e de decretos
políticos, tornando a Alemanha um Estado de partido único. Houve queima de livros de
autores considerados contra a nação e perseguição a artistas e cientistas,[48] sendo que
muitos deles emigraram, principalmente para os Estados Unidos. A indústria foi fortemente
regulamentada com cotas e requisitos, a fim de mudar a economia para uma base
produtiva de guerra. Em 1936, as tropas alemãs entraram na desmilitarizada Renânia, e as
políticas de apaziguamento do primeiro-ministro Neville Chamberlain se revelaram
insuficientes. Entusiasmado, Hitler, a partir de 1938, seguiu adiante com sua política
de expansionismo e de estabelecimento da Grande Alemanha, começando em março
daquele ano pela Anschluss, a anexação da Áustria.[49] Para evitar uma guerra de duas
frentes, Hitler firmou o Pacto Molotov-Ribbentrop com a União Soviética, um pacto que ele
mesmo romperia mais tarde em 1941.[50]

Vídeo feito pela Força Aérea dos Estados Unidos de Berlim em ruínas após o fim
da Segunda Guerra Mundial, em 1945.
Em 1939, as crescentes tensões de nacionalismo, militarismo e questões
territoriais levaram os alemães ao lançamento da Blitzkrieg("guerra relâmpago") em 1 de
setembro contra a Polônia, seguido dois dias depois pelas declarações de guerra da Grã-
Bretanha e da França, marcando o início da Segunda Guerra Mundial. A Alemanha
rapidamente ganhou controle direto ou indireto da maioria da Europa.[39]
Em 22 de junho de 1941, Hitler quebrou o pacto com a União Soviética, abrindo a Frente
Oriental e invadindo a União Soviética. Pouco tempo depois, o Japão atacou a base
americana em Pearl Harbor, e a Alemanha declarou guerra aos Estados Unidos. Embora
inicialmente o exército alemão tenha avançado de forma rápida sobre a União Soviética,
a Batalha de Stalingrado marcou uma virada importante na guerra. Depois disso, o
exército alemão começou a recuar a Frente Oriental. O Dia-D foi o marco de uma virada
importante sobre a Frente Ocidental, quando as forças aliadas desembarcaram nas praias
da Normandia e avançaram rapidamente sobre o território alemão. A derrota da Alemanha
ocorreu em seguida. Em 8 de maio de 1945, as forças armadas alemãs se
entregaram após o Exército Vermelho ocupar Berlim.[39]
No que mais tarde ficou conhecido como o Holocausto, o regime do Terceiro Reich
elaborou políticas governamentais que subjugavam diretamente muitas partes da
sociedade: judeus, comunistas, ciganos, homossexuais, mações, dissidentes políticos,
padres, pregadores, adversários religiosos, deficientes, entre outros. Durante a era
nazista, cerca de onze milhões de pessoas foram assassinadas, incluindo seis milhões de
judeus e dois milhões de poloneses.[51][52][53] A Segunda Guerra Mundial e o genocídio feito
pelos nazistas foram responsáveis por cerca de 35 milhões de mortos na Europa.[54]
Ocupação e divisão (1945-1990)
Ver artigos principais: História da Alemanha após 1945, Zonas ocupadas pelos
Aliados na Alemanha, Reunificação da Alemanha e Milagre econômico alemão

Ocupação da Alemanha pelos Aliados em 1947, com os territórios a leste da linha Oder-
Neisse sob administração polaca ou anexação soviética, além do protetorado de Sarre e a Berlim
dividida. A RDA era formada pela Zona Soviética, enquanto a RFA era formada pelas zonas
ocupadas pelos aliados ocidentais.
A guerra resultou na morte de quase dez milhões de soldados e civis alemães; grandes
perdas territoriais, a expulsão de cerca de 15 milhões de alemães dos antigos territórios
orientais e de outros países e a destruição de várias grandes cidades. O restante do
território nacional e Berlim foram divididos em quatro zonas de ocupação militar pelos
Aliados .[55]
Os setores controlados pela França, pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos foram
fundidos em 23 de maio de 1949 para formar a República Federal da Alemanha (RFA); em
7 de Outubro de 1949, a Zona Soviética constituiu-se na República Democrática da
Alemanha(RDA). As duas partes foram informalmente conhecidos como "Alemanha
Ocidental" e "Alemanha Oriental", e as duas partes de Berlim como "Berlim Ocidental" e
"Berlim Oriental". As partes oriental e ocidental optaram por Berlim Oriental e Bonn como
suas respectivas capitais. No entanto, a Alemanha Ocidental declarou que o status de
Bonn como sua capital era provisório,[56] a fim de enfatizar a sua convicção de que a
instituição de dois Estados alemães distintos foi uma solução artificial status quo que seria
necessário superar.
A Alemanha Ocidental, estabelecida como uma república federal parlamentar, com uma
"economia social de mercado", tornou-se aliada dos Estados Unidos, Reino
Unido e França. O país chegou a se beneficiar de um crescimento econômico prolongado
a partir dos anos 1950 (em alemão: Wirtschaftswunder). Ingressou na OTAN em 1955 e foi
membro fundador da Comunidade Econômica Europeia, em 1958.[57]
A Alemanha Oriental foi um estado do bloco oriental sob controle político e militar
da URSS, através de suas forças de ocupação militar e do Pacto de Varsóvia. Enquanto
dizia ser uma democracia, o poder político foi executado exclusivamente pelos principais
membros (Politburo) do Partido Socialista Unificado da Alemanha (SED), controlado pelos
comunistas. Seu poder foi assegurado pelo Stasi, um serviço secreto de grande dimensão,
e por uma variedade de sub-organizações do SED que controlava todos os aspetos da
sociedade, tendo um grande número de informantes dentro da própria população.[58][59] Por
sua vez, as necessidades básicas da população foram preenchidas a custos baixos pelo
Estado.

O Muro de Berlim na frente do Portão de Brandemburgo logo após a sua abertura em


1989.
A economia planificada pró-soviética foi criada, e mais tarde a RDA passou a ser um
estado do Comecon. Apesar da propaganda da Alemanha Oriental ter sido baseada nos
benefícios dos programas sociais da RDA e na alegada ameaça constante de uma invasão
por parte da Alemanha Ocidental, muitos dos seus cidadãos olhavam para o Ocidente em
busca de liberdade política e de prosperidade econômica.[60] O Muro de Berlim, construído
em 1961 para impedir a fuga dos alemães do leste para a Alemanha Ocidental, tornou-se
um símbolo da Guerra Fria.[61]
As tensões entre as Alemanha do Leste e do Oeste foram ligeiramente reduzidas no início
dos anos 1970 pelo Chanceler Willy Brandtatravés da sua Ostpolitik, que incluiu a
aceitação de facto das perdas territoriais da Alemanha na Segunda Guerra Mundial.[62]
Reunificação e integração europeia (1990-atualidade)
Ver artigo principal: Reunificação da Alemanha

A Alemanha Ocidental foi um dos membros fundadores da União Europeia.


Em face de uma crescente migração de alemães do leste para a Alemanha Ocidental
através da Hungria e de manifestações em massa durante o verão de 1989, as
autoridades do Leste alemão inesperadamente facilitaram as restrições nas fronteiras em
novembro, permitindo que cidadãos do leste alemão pudessem viajar para o
ocidente.[63] Originalmente concebida como uma válvula de pressão para manter a
Alemanha Oriental como um Estado, a abertura da fronteira na realidade levou a uma
aceleração do processo de reforma na Alemanha Oriental, que finalmente foi concluído
com o Tratado Dois Mais Quatro um ano mais tarde, em 12 de setembro de 1990,
resultando na reunificação alemã, ocorrida em 3 de outubro de 1990. Segundo os termos
do tratado, as quatro potências ocupantes renunciavam aos seus direitos sob o
Instrumento da Renúncia, e a Alemanha recuperava a plena soberania do seu território.[64]
Com base na Lei Bonn-Berlim, aprovada pelo parlamento em 10 de março de
1994, Berlim foi escolhida como capital do Estado unificado, enquanto Bonn obteve
o status único de Bundesstadt (cidade federal) e reteve alguns ministérios federais.[65] A
mudança do governo foi concluída em 1999.[66]
Desde a reunificação, a Alemanha tem tido um papel de liderança na União Europeia e na
OTAN. Participou do exército que garantiu a estabilidade nos Balcãs e enviou tropaspara
o Afeganistão como parte de um esforço da OTAN para proporcionar a segurança no
país após expulsar o Talibã.[67] Esses deslocamentos eram controversos, visto que, após a
guerra, a Alemanha era obrigada por lei a manter tropas apenas para fins de defesa. As
investidas em territórios estrangeiros foram entendidas como não estando abrangidas pela
lei de defesa; entretanto, a votação parlamentar sobre a questão legalizou efetivamente a
participação em um contexto de manutenção da paz.[68]

Geografia

Mapa topográfico da Alemanha.

Zugspitze, parte dos Alpes Bávaros


Ver artigo principal: Geografia da Alemanha
O território da Alemanha cobre 357 021 km², sendo 349 223 km² de terra e 7798 km² de
água. É o sétimo maior país por área na Europa e o 63° maior no mundo. Os pontos
extremos ficam nos Alpes ponto mais alto: o Zugspitze a 2962 m de altitude no sul e na
costa do Mar do Norte (Nordsee) no noroeste e o mar Báltico (Ostsee) no nordeste.[69]
Entre os dois está presente a floresta que liga as terras altas do centro às terras baixas do
norte (ponto mais baixo: Wilstermarsch a 3,54 m abaixo do nível do mar), que é
atravessado por alguns dos maiores rios da Europa como o Reno, Danúbio e o Elba.[70]
Por causa de sua localização central, a Alemanha compartilha fronteiras com mais países
europeus que qualquer outro país no continente. Seus vizinhos são a Dinamarca no
norte, Polônia e a República Checa no leste, Áustria e Suíça no
sul, França e Luxemburgo no sudoeste e Bélgica e os Países Baixos no noroeste.[69]
Clima
Grande parte da Alemanha tem um clima temperado no qual os ventos úmidos ocidentais
predominam. O clima é moderado pela Corrente do Atlântico Norte, que é a extensão norte
da Corrente do Golfo.[71]
As águas quentes trazidas por essa corrente afetam as áreas litorâneas do mar do
Norte incluindo a península da Jutlândia e a área ao longo do Reno, que corre em direção
ao Mar do Norte. Consequentemente no noroeste e no norte, o clima
é oceânico; chuvas ocorrem durante todo o ano sendo que o pico ocorre no verão. Os
invernos são amenos e os verões frescos, embora as temperaturas possam exceder os
30°C por períodos prolongados.[71]
No leste, o clima é mais continental; invernos podem ser muito rigorosos, verões muito
quentes, e longos períodos de seca já foram registrados. O centro e o sul da Alemanha
são regiões de transição que variam entre os climas oceânico moderado para continental.
A temperatura máxima também pode exceder os 30 °C no verão.[72]
Biodiversidade
Fitogeograficamente, a Alemanha é partilhada entre as províncias do Atlântico Europeu e
Centro Europeu da Região Circumboreal dentro do Reino Boreal. O território da Alemanha
pode ser subdividido em quatro Biorregiões: os remanescentes florestais do Atlântico, as
florestas mistas Báltico, florestas mistas da Europa Central e as florestas de angiospermas
da Europa Ocidental. A maior parte da Alemanha é coberta por terras aráveis (33%)
ou florestas e bosques (31%). Apenas 15% do território é coberto por pastagens
permanentes.[73]

Águia, ave de rapina protegida e animal heráldico nacional.


Plantas e animais são aqueles geralmente comuns para a Europa
central. Faias, carvalhos e outras árvores de folha caduca constituem um terço das
florestas; coníferas estão aumentando como resultado
do reflorestamento. Abetos e pinheiros predominam nas montanhas superiores, enquanto
o pínus e larix são encontrados em solo arenoso.[74]
Há muitas espécies de samambaias, flores, fungos e musgos. Abundam peixes nos rios e
no mar do Norte. Os animais selvagens incluem javalis, veados selvagens, muflão,
a raposa, o texugo, a lebre, e um pequeno número de castores. Várias aves migratórias
cruzam a Alemanha na primavera e no outono.[74]
A Alemanha é conhecida por seus muitos jardins zoológicos, parques nacionais, parques
de animais selvagens, aquários e parques de aves.[75] Mais de 400 zoológicos e parques
de animais registrados operam na Alemanha, que se acredita ser o maior número em
qualquer país do mundo.[76] O Zoologischer Garten Berlin é o mais antigo jardim zoológico
na Alemanha e apresenta a mais completa coleção de espécies no mundo.[77]
Meio ambiente

As energias renováveis geraram 14% do consumo total de eletricidade do país em


[78]
2007.
A Alemanha é conhecida pela sua consciência ambiental. Os alemães consideram que o
homem é uma das principais causas do aquecimento global.[79] O país está comprometido
com o Protocolo de Quioto e vários outros tratados para promover a biodiversidade, os
baixos padrões de emissões, a reciclagem, a utilização de energias renováveis e apóia
o desenvolvimento sustentável a nível global.[80]
O governo alemão deu início a uma ampla atividade de redução de emissões e as
emissões globais do país estão caindo.[81] No entanto, a Alemanha tem uma das mais
elevadas taxas de emissões de dióxido de carbono per capita da UE, mas permanece
significativamente menor em comparação com a Austrália, Canadá, Arábia Saudita ou
Estados Unidos.[82]
Emissões a partir de produção de energia proveniente da queima de carvão e as indústrias
contribuem para a poluição do ar. A chuva ácida, resultante das emissões de dióxido de
enxofre é prejudicial às florestas. A poluição no Mar Báltico a partir de esgoto bruto e
efluentes industriais nos rios na antiga Alemanha Oriental foram reduzidas. O governo do
ex-chanceler Schröder anunciou a intenção de acabar com o uso da produção de
eletricidade a partir de energia nuclear. A Alemanha está trabalhando para cumprir o
compromisso da UE de identificar áreas de preservação natural de acordo com a diretiva
de Flora, Fauna e Habitats da UE. Os perigos naturais são as enchentes fluviais na
primavera e vento forte que ocorrem em todas as regiões.[83]

Demografia
Ver artigo principal: Demografia da Alemanha

Mapa da densidade populacionalno território alemão.


Com cerca de 81,8 milhões de habitantes, a Alemanha é o país mais populoso da União
Europeia. No entanto, sua taxa de fertilidade é de apenas 1,39 filhos por mulher, uma das
mais baixas do mundo,[69] e o escritório federal de estatísticas estima que a população vai
decrescer para entre 69 e 74 milhões em 2050 (69 milhões assumindo uma migração
líquida de +100 000 por ano; 74 milhões se a migração for de +200 000 por ano).[84] A
Alemanha tem um grande número de cidades grandes, sendo as mais
populosas Berlim, Hamburgo, Munique, Colônia, Frankfurt am
Main e Estugarda (Stuttgart). De longe a maior conurbação é a Região do Reno-Ruhr, que
inclui Dusseldórfia (Düsseldorf) e cidades como Colônia
(Köln), Essen, Dortmund, Duisburgo, e Bochum.
Em dezembro de 2004, por volta de sete milhões de cidadãos estrangeiros estavam
registrados na Alemanha, e 19% dos residentes do país eram de fora ou tinham
ascendência estrangeira. Os jovens têm mais probabilidade de serem de ascendência
estrangeira que os mais velhos. 30% dos alemães com quinze anos ou menos tinham pelo
menos um dos pais que tinha nascido fora da Alemanha. Nas grandes cidades, 60% das
crianças com cinco anos ou menos tinham pelo menos um dos pais nascido fora do
país.[85] O maior grupo (2,3 milhões)[86] vem da Turquia, e a maioria do resto vem de
países europeus
como Itália, Sérvia, Grécia, Polônia, Rússia, Ucrânia e Croácia.[87] O Fundo das Nações
Unidas para Atividades Populacionais lista a Alemanha como a casa do terceiro maior
número de migrantes internacionais em todo mundo, 5% ou 10 milhões de todos os 191
milhões de migrantes, ou por volta de 12% da população da Alemanha.[88] Como
consequência de restrições formais da Alemanha do que leis irrestritas de asilo e
imigração, o número de imigrantes procurando asilo e buscando cidadania alemã (a
maioria da ex-União Soviética) tem decrescido constantemente desde 2000.[89]
Um grande número de pessoas com completa ou significativa ascendência alemã é
encontrado nos Estados Unidos (50 milhões),[90] Brasil (5 milhões)[91] e no Canadá (3
milhões).[92]
A Alemanha é legal e socialmente um país tolerante em relação
à homossexualidade. Uniões civis têm sido permitidas desde 2002.[93] Em 2017,
o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado no país, bem como a adoção de
crianças.[94] As duas maiores cidades alemãs, Berlim e Hamburgo, já elegeram prefeitos
que eram abertamente gays.[95]
Durante a última década do século XX, a Alemanha transformou consideravelmente sua
atitude quanto aos imigrantes. Até a metade dos anos 1990, a opinião comum era de que
a Alemanha não é um país de imigração, apesar de cerca de 10% da população serem de
origem não-germânica. Após o fim do influxo dos chamados Gastarbeiter (trabalhadores-
convidados de colarinho azul), refugiados eram uma exceção tolerada a este ponto de
vista. Hoje, o governo e a sociedade alemã estão percebendo que o conceito quanto ao
controle de imigração é que deve ser permitida baseada na qualificação dos imigrantes.[96]

ver • editar

Cidades mais populosas da Alemanha


Estimativa de 2014 do Deutschen Städtetag[97]

P L P L
E P E P
osiçã ocalida osiçã ocalidad
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o de o e

1 B B 3 1 L S 5
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Berlim 66 2 Munique

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H 1 D S
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Hamburgo M B 1 H
3 407 8 aixa 18 38 Colônia
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Línguas e escrita
Ver artigos principais: Línguas da Alemanha e Língua alemã

Conhecimento do alemão na União Europeia e outros países europeus. (Clique para mais
detalhes).
O alemão é a língua oficial e a predominantemente falada na Alemanha.[98] É uma das 23
línguas oficiais da União Europeia, e uma das três línguas de trabalho da Comissão
Europeia, junto com o inglês e o francês. Línguas minoritárias reconhecidas na Alemanha
são o dinamarquês, sorábio, romani e o frísio. Elas são oficialmente protegidas
pelo CELRM. As línguas imigrantes mais usadas são o turco, o polonês, as línguas dos
Bálcãs e o russo.
O alemão padrão é uma língua germânica ocidental e é próxima e classificada no mesmo
grupo do inglês, holandês e do frísio. Com menos confluência, é também relacionada
às Línguas germânicas setentrionais e às orientais (extintas). A maioria do vocabulário
alemão é derivado do braço germânico da família das línguas indo-europeias.[99] Minorias
significativas de palavras derivam do latim, grego, e uma pequena quantidade do francês,
e mais recentemente do inglês (conhecido como Denglisch). O alemão é escrito usando o
alfabeto latino. Além das 26 letras padrão, o alemão tem três vogais com Umlaut, ä, ö e ü,
assim com o Eszett ou scharfes S (s forte) que é escrito "ß" ou alternativamente "ss".
Os dialetos alemães são distinguidos por algumas variações do alemão padrão. Os
dialetos alemães são as variações locais tradicionais e derivam das diferentes tribos
germânicas que hoje compõem a Alemanha. Muitas delas não são facilmente
compreensíveis para alguns que apenas conhecem o alemão padrão, porque elas
apresentam diferenças do alemão padrão no léxico, fonologia e sintaxe.[carece de fontes]
Em todo o mundo o alemão é falado por aproximadamente 100 milhões de falantes
nativos e mais 80 milhões de falantes não-nativos.[100] O alemão é a língua principal de
aproximadamente 90 milhões de pessoas (18%) na UE. 67% dos cidadãos alemães dizem
serem capazes de comunicar-se em pelo menos uma língua estrangeira, 27% em pelo
menos duas línguas além da materna.[98]
Desenvolvida a partir do século XIV, a escrita gótica foi sendo substituída
no Renascimento no restante da Europa; na Alemanha, contudo, a letra gótica continuou
vigente, até ser finalmente abolida em 1945, após o fim da II Guerra - daí ser chamada,
muitas vezes, de estilo gótico alemão.[101]
Religião
Ver artigo principal: Religião na Alemanha

A Catedral de Colônia é um Patrimônio Mundial da UNESCO.


As maiores confissões religiosas na Alemanha são o Luteranismo e o Catolicismo,
respectivamente, com 32,9% e 32,3% de fiéis.[102] De menor importância numérica são as
diversas outras confissões protestantes pentecostais, a Igreja Nova Apostólica e outras
comunidades cristãs (ou inspiradas pelo cristianismo).[103] Cerca de 24,9% de alemães se
declararam não religiosos ou ateus. Seguem como minorias, o islamismo (4%), seguido
pelo judaísmo e o budismo (ambos com 0,25%). O Hinduísmo tem apenas 90.000
seguidores (0,1%), enquanto outras religiões correspondem a 50 mil pessoas ou 0,05% da
população alemã.[102]
Desde Martinho Lutero, e a Reforma Protestante, a Alemanha foi o palco de conflitos
religiosos entre os seguidores de Lutero, posteriormente chamados de luteranos,
geralmente mais numerosos no norte, e os católicos, regra geral mais fortes no sul. No
entanto, a distribuição das religiões está longe de ser homogênea. Na Alemanha
prevaleceu o princípio Cuius regio, eius religio. Uma região marcada pelo feudalismo, na
Alemanha do tempo dos conflitos religiosos, os súbditos tinham de adotar a religião
defendida pelos nobres da região em que viviam. Caso contrário, eram frequentemente
obrigados ao exílio. O resultado desta evolução é uma manta de retalhos quanto às
denominações religiosas e o atraso da unificação alemã, já aspirada antes da Reforma
Protestante.[carece de fontes]
Zonas com uma população predominantemente católica são a Baviera e a zona
da Renânia. O Papa Bento XVI é nascido na Baviera. Zonas com uma população
predominantemente luterana são os estados do leste e do norte. No norte, ao longo da
fronteira com os Países Baixos, há também a presença de calvinistas. Pessoas não
religiosas, incluindo ateus e agnósticos, são crescentes em número e proporção, uma
tendência constatada tanto na Alemanha quanto em outros países europeus. Na
Alemanha eles se concentram principalmente na antiga Alemanha Oriental e nas áreas
metropolitanas.[104]
Religião na Alemanha (2008)

Sem 34,

religião 1%

Catolicis 30,

mo romano 0%

Protesta 29,

ntismo 9%
Islamism 4,0

o %
Cristiani 1,6

smo ortodoxo %

Judaísm 0,2

o %

0,2
Budismo  
%

Dados de 2010 mostram uma enorme diferença entre a Alemanha Ocidental e Alemanha
Oriental em termos religiosos, enquanto que na parte ocidental os cristãos perfazem 80%
da população, na parte oriental apenas 29% afirmaram seguir esta religião. Na Alemanha
Ocidental apenas 13% da população não é religiosa e na Alemanha Oriental são 67%
os não religiosos.[105]
Dos 4,3 milhões de muçulmanos, a 63% são sunitas e alevitas provenientes
da Turquia[106] Às mesmas tendências pertencem árabes provenientes de uma variedade
de países (principalmente da África do Norte, do Líbano, da Síria e do Iraque), bem como
uma comunidade de afegãos. Existe também uma minoria composta por xiitas turcos,
curdos, iranianos e afegãos.[107] 1.7% da população total do país declaram-se cristão
ortodoxos, sérvios e gregos são os mais numerosos.[108] A Alemanha tem a terceira
maior população judaica da Europa Ocidental.[109] Em 2004, o dobro de judeus das
repúblicas ex-soviéticas se estabeleceram na Alemanha do que em Israel, trazendo o total
de judeus a 200.000, comparado aos 30.000 logo após à reunificação alemã. Grandes
cidades com uma população judaica significante incluem Berlim, Frankfurt am
Main e Munique.[110] Aproximadamente 250.000 Budistas ativos vivem na Alemanha; 50%
deles são de imigrantes asiáticos.[111]
De acordo com Pesquisa Eurobarômetro de 2005, 47% dos cidadãos alemães
responderam "Eu acredito que exista um Deus", enquanto 25% concordou com "Eu
acredito que exista algum tipo de força espiritual ou vital" e 25% disse "Eu não acredito
que exista qualquer tipo de espírito, deus, ou força vital".[112]

Política
Ver artigo principal: Política da Alemanha

O Reichstag, em Berlim, é o local onde se reúne o parlamento alemão.


A Alemanha é uma federação democrática e parlamentária, cujo sistema político é definido
num documento constitucional(Grundgesetz, lei fundamental) de 1949. Por chamar o
documento de Grundgesetz, invés de Verfassung (constituição), os autores expressaram a
intenção de que ela fosse trocada por uma constituição apropriada quando a Alemanha
fosse reunida em um só estado. Emendas ao Grundgesetz geralmente requerem
aprovação de dois terços dos parlamentares de ambas as câmaras do parlamento; os
artigos garantem direitos fundamentais, a separação dos poderes, a estrutura federalizada,
e o direito de resistir contra tentativas de sobrepor-se à constituição são perpétuos e não
podem sofrer emendas.[113] Apesar da intenção inicial, o Grundgesetz permaneceu em
vigor depois da reunificação alemã em 1990, com apenas algumas pequenas emendas.
O Bundeskanzler (Chanceler Federal) — atualmente Angela Merkel— é o chefe de
governo e exerce o poder executivo, similar ao Primeiro-Ministro em outras democracias
parlamentares. O poder legislativo é comandado pelo parlamento consistido
pelo Bundestag (Dieta Federal) e o Bundesrat(Conselho Federal), que juntos formam um
tipo excepcional de corpo legislativo. O Bundestag é eleito através de eleições
diretas combinada com representação proporcional. Os membros
do Bundesrat representam os governos dos 16 estados federais (Bundesländer). Os
respectivos governadores dos estados têm o direito de apontar e exonerar seus enviados
em qualquer momento. Ocasionalmente há conflitos entre o Bundestag e o Bundesrat, que
criam dificuldades administrativas.[114]

Angela Merkel é a Frank-Walter


atual Chanceler daSteinmeier, presidente do
Alemanha desde 2005. país desde 2017.
O Bundespräsident (Presidente Federal) — desde 19 de março de 2017, Frank-Walter
Steinmeier — é o chefe de estado, cujos poderes se limitam, na maioria, a tarefas
representativas e cerimoniais. Ele é eleito pelo Bundesversammlung (Convenção Federal),
uma instituição composta por membros do Bundestag e pelo mesmo número de delegados
estaduais. O segundo na ordem de importância do Estado Alemão é
o Bundestagspräsident(Presidente do Bundestag), que é eleito pelo Bundestag e
responsável por supervisionar as sessões diárias da câmara. O terceiro no comando é
o chefe de governo, ou Chanceler, que é nomeado pelo Bundespräsident depois que é
eleito pelo Bundestag. O Chanceler pode ser exonerado do cargo por uma moção de
desconfiança construtiva pelo Bundestag, onde construtivo implica que
o Bundestag simultaneamente eleja um sucessor.[114]
No Parlamento Europeu, a Alemanha possui a representação mais numerosa em virtude
de ser o país mais populoso da União. Além disso, o alemão Günter Verheugen é,
atualmente, um dos vice-presidentes da Comissão Europeia.[115] Em 2007, o deputado
alemão Hans-Gert Pöttering foi eleito presidente do Parlamento Europeu.[116]
A presidência alemã do Conselho da União Europeia ocorreu durante o primeiro semestre
de 2007, dentro do sistema de presidência rotativa da UE. Como Angela Merkel é a atual
chanceler da Alemanha, o ministro das relações exteriores alemão, Frank-Walter
Steinmeier foi o Presidente da União Europeia até junho de 2007. Desde que se iniciou o
processo de presidência rotativa, foi a 12ª vez que a Alemanha assumiu a presidência da
UE.[117]
Lei
Ver artigo principal: Poder judiciário da Alemanha
Juízes do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha em Karlsruhe.
O Poder judiciário da Alemanha é independente dos poderes executivo e legislativo. A
Alemanha tem um sistema legal civil ou estatutário, que é baseado no Direito Romano,
com algumas referências ao Direito Germânico. O Bundesverfassungsgericht (Tribunal
Constitucional Federal), localizado em Karlsruhe, é o Supremo Tribunal alemão
responsável pelos assuntos constitucionais, com os poderes de controle de
constitucionalidade.[118] Atua como a mais alta autoridade legal e garante que a prática
legislativa e judicial esteja em conformidade com a Lei Fundamental da República Federal
da Alemanha. Ela age de forma independente dos outros órgãos estatais, mas não pode
agir por conta própria.[119]
A suprema corte alemã, denominada Oberste Gerichtshöfe des Bundes, é especializada.
Para os casos civis e criminais, o supremo tribunal de recurso é o Tribunal de Justiça
Federal, localizada em Karlsruhe e em Leipzig. O estilo do tribunal é inquisitorial. Outros
Tribunais Federais são os Tribunal Federal do Trabalho em Erfurt, o Tribunal Social
Federal em Kassel, o Tribunal Federal das Finançasem Munique e o Tribunal
Administrativo Federal, em Leipzig.[119]
O Direito penal e direito privado são explicitados a nível nacional no Strafgesetzbuch e
no Bürgerliches Gesetzbuch respetivamente. O sistema penal alemão é destinado para a
recuperação do criminoso; seu objetivo secundário é a proteção do povo em
geral.[120] Para atingir este último, um criminoso condenado pode ser colocada em prisão
preventiva (Sicherungsverwahrung) para além do período normal se ele for considerado
uma ameaça para o público em geral. O Völkerstrafgesetzbuch regulamenta as
consequências de crimes contra a humanidade, genocídio e guerra. Ele dá aos tribunais
alemães jurisdição universal se a acusação por um tribunal do país onde o crime foi
cometido, ou por um tribunal internacional, não for possível.[119]
Forças armadas

Leopard 2, do exército alemão


Eurofighter Typhoon da Deutsche Luftwaffe
Ver artigo principal: Forças Armadas da Alemanha
As forças armadas alemãs, a Bundeswehr, são compostas
pelo Heer (Exército), Marine (Marinha), Deutsche Luftwaffe (Aeronáutica), Zentraler
Sanitätsdienst (Central Médica de Serviços) e Streitkräftebasis (Base Conjunta de
Suporte).
O serviço militar foi obrigatório para homens na idade de dezoito anos que servem por
nove meses. Os objetores por consciência podiam, no lugar, optar
pelo Zivildienst (traduzido livremente como serviço civil) que tem a mesma duração de
nove meses, ou o comprometimento de seis anos com serviços (voluntários) de
emergência como os bombeiros, a Cruz Vermelha ou a THW. Em 2010, o serviço militar
obrigatório foi parado e depois abandonado.[121] Hoje existe um serviço voluntário civil
(Bundesfreiwilligendienst) e o serviço militar é voluntário.[122]
Em 2006, as despesas militares constituíam cerca de 1,3% do PIB alemão. Em tempos de
paz, a Bundeswehr é comandada pelo Ministro da Defesa, atualmente Ursula von der
Leyen. Mas em tempos de guerra – que, de acordo com a constituição, é apenas permitida
em caso de defesa – o Chanceler recebe o cargo de comandante real da Bundeswehr.[69]
Em outubro de 2006, as forças armadas alemãs tinham quase 9 000 soldados em território
estrangeiro, como parte de várias forças de paz, incluindo uma tropa de 1 180 soldados
na Bósnia e Herzegovina; 2 884 soldados alemães no Kosovo e 2 800 soldados alemães
pela Força ISAF da OTAN no Afeganistão. Em fevereiro de 2007, a Alemanha tinha cerca
de 3 000 tropas pela ISAF no Afeganistão, o terceiro maior contingente depois dos
Estados Unidos (14 000) e o Reino Unido (5 200).[123] A Alemanha compartilha armas
nucleares com a OTAN, sob a forma de bombas nucleares estadunidenses posicionadas
na base aérea de Büchel.[124]
Relações exteriores
Ver também: Missões diplomáticas da Alemanha

A Alemanha tem um papel de líder na União Europeia desde a sua concepção e tem
mantido uma forte aliança com a França desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A
aliança foi especialmente próxima no final da década de 1980 e início da década de 1990
sob a liderança do Democrata Cristão Helmut Kohl e do socialista François Mitterrand. A
Alemanha está na frente dos estados europeus que procuram avanços na criação de uma
política, defesa e aparato de segurança mais unida e capaz na Europa.[125]

Chanceler Angela Merkelrecebendo o grupo do G8 em Heiligendamm.


Desde sua fundação em 23 de maio de 1949, a República Federal da Alemanha mantém
uma notável discrição nas relações internacionais, devido à sua história recente e sua
ocupação por potências estrangeiras.[126] Durante a Guerra Fria, a divisão da Alemanha
pela Cortina de Ferro fez dela um símbolo das tensões leste-oeste e da batalha política na
Europa. No entanto, a Ostpolitik de Willy Brandt foi fator-chave na détente dos anos
1970.[127] Em 1999 o governo do Chanceler Gerhard Schröder definiu uma nova base para
a política externa alemã quando assumiu um papel imponente nas decisões da
iminente guerra da OTAN contra a Iugoslávia e enviando soldados alemães para combate
pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.[128]
A Alemanha e os Estados Unidos são aliados próximos.[129] O Plano Marshall de 1948, o
suporte dos E.U.A. durante o processo de reconstrução depois da Segunda Guerra
Mundial, assim como a fraternização e o apoio de comida e fortes laços culturais
designaram uma grande ligação entre os dois países, embora a oposição local de
Schröder à Guerra do Iraque sugeriu o fim do Atlantismo e um relativo esfriamento nas
relações Germano-americanas.[130] Os dois países são também economicamente
independentes; 8,8% das exportações alemãs são para os E.U.A. e 6,6% das importações
provém dos Estados Unidos.[131] No outro sentido, 8,8% das exportações dos E.U.A. vão
para a Alemanha e 9,8% das importações vem da Alemanha.[131] Outro sinal dos laços
germano-americanos inclui o estatuto da Base Aérea de Ramstein (próxima
à Kaiserslautern) como a maior comunidade militar norte-americana fora dos Estados
Unidos.[132]

Subdivisões
Ver artigos principais: Subdivisões e Estados da Alemanha

A Alemanha é uma república federal constituída de dezesseis unidades federadas,


geralmente denominadas Land (no plural Länder). Uma vez que o
termo alemão Land designa "país", o termo Bundesland ("estado da
federação"; Bundesländer no plural) é comumente usado por ser mais específico. Três
cidades (Berlim, Hamburgo e Bremen) possuem estatuto de estado, e são
denominadas Stadtstaaten ("cidades-estado"). Os 13 estados restantes são
designados Flächenländer ("estados territoriais").[133]
Baixa Saxônia

Bremen

Hamburgo

Mecklemburgo-
Pomerânia Ocidental

Saxônia-Anhalt

Saxônia

Brandemburgo

Berlim

Turíngia

Hesse

Renânia do Norte-
Vestfália

Renânia
Palatinado

Baviera

Baden-
Württemberg

Sarre

Schleswig-Holstein
C Á Po
Estado
apital rea (km²) pulação[134]

Est 35 10
Baden-Württemberg
ugarda 752 569 100

Ha 47 7 779
Baixa Saxônia
nôver 618 000

M 70 12
Baviera
unique 549 519 600

cid 89 3 375
Berlim
ade-estado 2 200

Po 29 2 449
Brandemburgo
tsdam 477 500

cid 40 654
Bremen
ade-estado 4 800

cid 75 1 734
Hamburgo
ade-estado 5 300

Wi 21 6 016
Hesse
esbaden 115 500

Mecklemburgo- Sc 23 1 600
Pomerânia Ocidental hwerin 174 300

Renânia do Norte- Dü 34 17
Vestfália sseldorf 043 554 300

M 19 3 990
Renânia-Palatinado
ainz 847 300

Sa 2 994
Sarre
arbrücken 569 300

Dr 18 4 050
Saxônia
esden 416 200

M 20 2 259
Saxônia-Anhalt
agdeburgo 445 400

Ki 15 2 806
Schleswig-Holstein
el 763 500

Erf 16 2 170
Turíngia
urt 172 500

Economia
Ver artigo principal: Economia da Alemanha

Frankfurt am Main, uma cidade globalfinanceira, sede do Banco Central Europeu e


um hub da aviação internacional.
A Alemanha é a maior economia da Europa, a quarta maior quando é considerado o PIB
nominal e a quinta maior quando é considerada a Paridade do Poder de Compra.[135] O
crescimento de 2007 foi de 2,4%,[136] Desde a revolução industrial o país tem sido criador,
inovador e beneficiário de uma economia globalizada. A exportação de bens produzidos na
Alemanha é um dos principais fatores da riqueza alemã. A Alemanha é maior exportador
mundial com 1,13 trilhões * U$ exportado em 2006 (países da Eurozona incluído) e gerou
um superávit comercial de 165 bilhões * €.[137] O setor de serviços contribui com 70% do
PIB, a indústria 29,1% e a agricultura 0,9%. A maioria dos produtos alemães são em
engenharia, especialmente automóveis, máquinas, metais, e produtos químicos.[69] A
Alemanha é o maior produtor de turbinas eólicas e tecnologia de energia solar do
mundo.[138] Algumas das maiores feiras de negócios internacionais são realizadas todos os
anos em cidades alemãs como Hanôver, Frankfurt am Main e Berlim.[139]
A Alemanha é uma forte advogada da integração política e econômica europeia, e suas
políticas comerciais são crescentemente mais determinadas por acordos entre os
membros da União Europeia e a legislação de mercado comum da UE. A Alemanha usa a
moeda comum europeia, o euro, e sua política monetária é feita pelo Banco Central
Europeu em Frankfurt am Main. Depois da reunificação alemã em 1990, o padrão de
vida e a renda anual permaneceram maiores nos antigos estados da Alemanha
Ocidental.[140] A modernização e integração da Alemanha Oriental continua sendo um
processo longo e programado para 2019, com transferências anuais do oeste para o leste
de 80 bilhões * $US. A taxa de desemprego tem caído desde 2005 e alcançou o menor
nível em 15 anos em junho de 2008, com 7,5%.[141] Mas ele é desigual ao longo da
Alemanha, de 6,2% na antiga Alemanha Ocidental à 12,7% na antiga Alemanha Oriental.
O governo do Social Democrata (SPD) Gerhard Schröder tentou reformar a segurança
social com o objetivo de reduzir o seu peso sobre a economia, que é muito grande. Os
sistemas de Segurança Social são bastante desenvolvidos e têm uma longa tradição, que
remonta ao governo de Bismarck, na época do Império Alemão, nos finais do século XIX.
Há um conjunto de sistemas (ou caixas) que recebem contribuições dos seus membros e
cobrem os custos (por exemplo as faturas de consultas médicas) sempre que necessário,
num sistema semelhante ao dos seguros (ver por exemplo Berufsgenossenschaft).

Automóvel fabricado pela empresa alemã Mercedes-Benz. Alemanha foi o país líder
mundial em exportações no período 2003-2007.
Dentre as maiores empresas negociadas na bolsa, em relação ao faturamento, o Fortune
Global 500, 37 companhias estão sediadas na Alemanha. As dez maiores
são Daimler, Volkswagen, Allianz (a empresa mais lucrativa), Siemens, Deutsche Bank (2ª
mais lucrativa), E.ON, Deutsche Post, Deutsche Telekom, Metro e BASF.[142] As maiores
empregadoras são a Deutsche Post, a Robert Bosch e a Edeka.[143] Outras grandes
empresas de capital alemão são Adidas, Puma AG, Audi, Bayer, BMW, Deutsche
Bahn, Henkel, Lufthansa, MAN, Nivea, Porsche, SAP
AG, Schering, ThyssenKrupp, Volkswagen, Wella,[144] entre outras, que demonstram a
força econômica alemã nos mais diversos segmentos de mercado.
Duas décadas após a reunificação alemã, os padrões de vida e renda per
capita permanecem significativamente mais elevados nos estados da antiga Alemanha
Ocidental do que nos da Alemanha Oriental.[140] A modernização e integração da economia
da Alemanha Oriental continua sendo processo a longo prazo programado para durar até o
ano de 2019, com transferências anuais do oeste para o leste no valor de
aproximadamente 80 bilhões * $US. A taxa de desemprego tem caído consistentemente
desde 2005 e atingiu um ponto baixo de 15 anos em junho de 2008, com 7,5%.[145] Em
2009, a taxa de desemprego foi de 8% em toda a Alemanha; na antiga Alemanha
Ocidental era a metade da taxa em relação ao leste.[146][147]
O PIB nominal da Alemanha contraiu-se no segundo e terceiro trimestres de 2008,
colocando o país em uma recessão técnica depois de um ciclo de recessão mundial e
europeia.[148] Em janeiro de 2009, o governo alemão sob Angela Merkel aprovou um plano
de estímulo econômico de 50 bilhões * € para proteger vários setores de uma recessão e
um subsequente aumento das taxas de desemprego.[149]
Turismo
Ver artigo principal: Turismo na Alemanha

Castelo de Neuschwanstein, na Baviera


Desde as celebrações da Copa do Mundo FIFA de 2006, a percepção interna e externa da
imagem nacional da Alemanha mudou.[150] Em pesquisas mundiais conduzidas
anualmente conhecidas como Nation Brands Index, a Alemanha tornou-se
significativamente e repetitivamente mais bem colocada após a competição. Pessoas de
20 países diferentes foram solicitadas para opinar sobre a reputação do país em termos de
cultura, política, exportação, seu povo e sua atratividade aos turistas, imigrantes e
investimentos. A Alemanha foi nomeada a nação mais valiosa do mundo dentre 50 países
pesquisados em 2008.[151]
Outra pesquisa de opinião global baseada em 13.575 respostas em 21 países feita
pela BBC revelou que a Alemanha é reconhecida como a melhor influência positiva no
mundo em 2009, liderando entre os 16 países investigados. Uma maioria de 61% possuem
uma visão positiva do país, enquanto 15% possuem uma visão negativa.[152]
Com um gasto de 67 bilhões * de euros em viagens internacionais em 2008, os alemães
investem mais dinheiro em viagens do que qualquer outro país. Os destinos mais
populares foram Espanha, Itália e Áustria.[153]

Infraestrutura

Hamburgo e seu porto formam o segundo maior complexo portuário da Europa e o nono
maior do mundo.
Autobahns 3 e 5 perto de Frankfurt

Trem ICE 3 na linha de alta velocidade Colônia - Frankfurt


Energia
Em 2004 a Alemanha foi o quinto maior consumidor do mundo de energia per capita,[154] e
dois terços de sua energia primária foi importada.[154] No mesmo ano, a Alemanha foi o
maior consumidor de eletricidade da Europa com um total de 512,9 bilhões de quilowatts-
hora.[154]
A política governamental enfatiza a conservação e o desenvolvimento de fontes de energia
renovável, como a solar, eólica, biomassa, hidráulica, e geotérmica. Como resultado das
medidas de economia de energia, a eficiência energética (a quantidade de energia
necessária para produzir uma unidade do produto interno bruto) vem melhorando desde o
início das medidas nos anos 1970. O governo já definiu o objetivo de satisfazer metade da
demanda energética do país a partir de fontes renováveis até 2050. Em 2000, o governo e
a indústria nuclear alemã concordou em desativar gradualmente todos as usinas
nucleares até 2021.[155]
No entanto, as energias renováveis têm desempenhando um papel mais modesto do
consumo de energia. Em 2006 o consumo energético foi cumprida pelas seguintes
fontes: petróleo (35,7%), carvão (23,9%, incluindo lignito), gás
natural (22,8%), nuclear (12,6%), energia hidráulica e eólica (1,3%) e outros (3,7%).[156]
Transporte
Desde os anos de 1930 iniciara-se na Alemanha a construção da primeira rede
de autoestradas em grande escala. O país dispõe de 12.174 km de autoestradas
(Autobahn) e de 40.969 km de estradas federais[65][157] (Bundestraßen), o que faz da
Alemanha o país com a 3ª maior densidade de estradas por veículos do mundo.[65][157] A
totalidade de autoestradas do país são gratuitas para veículos particulares. Desde 2005,
os caminhões de carga pagam pedágio descontado automaticamente via satélite.
A Alemanha criou uma rede policêntrica de trens de alta velocidade.
O InterCityExpress ou ICE é a categoria de serviços mais avançados da Deutsche Bahn e
atende às principais cidades alemãs, bem como destinos em países vizinhos. A velocidade
máxima do trem varia entre 160 km/h e 300 km/h. As conexões são oferecidas em cada
intervalo de 30 minutos, a cada hora, ou duas horas.[158]
O transporte fluvial e marítimo também desempenham um papel importante na economia
do país.[65] Através dos portos
de Hamburgo, Bremerhaven, Ludwigshafen, Lübeck e Rostock, assim como do Porto de
Roterdã, nos Países Baixos, flui enorme parte das exportações e importações do
país.[65] Em 2007, foram 248,97 milhões de toneladas por via fluvial e transportadas 310,95
milhões de toneladas por via marítima.[65] O porto de Hamburgo é o maior porto alemão e o
segundo maior do continente europeu em movimento de contêineres,[65]atrás apenas do
porto de Roterdã. Em 2006, o movimento de cargas foi de 134,8 milhões de toneladas.[65]
Saúde

Hospital de Lübeck, uma das mais antigas instituições médicas do mundo.


A Alemanha tem o mais antigo sistema de saúde universal, que remonta à legislação
social de Bismarck em 1883.[159] Atualmente, a população alemã é coberta por um plano
de saúde bastante abrangente fornecido por lei. Certos grupos de pessoas (pessoas
autônomas, trabalhadores com renda alta, etc) podem optar por sair do plano e mudar
para um contrato de seguro privado. Anteriormente, esses grupos também podiam optar
por ficar sem seguro, mas esta opção foi excluída em 2009.[160] De acordo com
a Organização Mundial de Saúde (OMS), do total do orçamento do sistema de saúde
alemão em 2005, 77% foi financiados pelo governo e 23% pelo setor privado.[161] Em 2005,
a Alemanha gastou 11% do seu PIB na área da saúde. O país é classificado no 20º lugar
no mundo em expectativa de vida (77 anos para os homens e 82 anos para as mulheres) e
tem uma taxa de mortalidade infantil muito baixa (4 morte por 1.000 nascimentos).[161]
Em 2010, a principal causa de morte no país foi doença cardiovascular, com 41%, seguido
por tumores malignos, com 26%.[162] Em 2008, cerca de 82 mil alemães tinham sido
infectados com HIV/AIDS e 26 mil morreram por causa da doença (número cumulativo,
desde 1982). De acordo com uma pesquisa de 2005, 27% dos alemães adultos são
fumantes.[163]
Educação
Ver artigo principal: Educação na Alemanha

Estima-se que mais de 99% dos alemães com quinze anos ou mais de idade e acima
sejam capaz de ler e escrever.[69] A responsabilidade pela supervisão educacional na
Alemanha é organizada principalmente no interior dos estados federais individuais. Desde
os anos 1960, um movimento de reforma tentou unificar o ensino secundário; vários
estados da Alemanha Ocidental depois simplificaram seus sistemas de ensino para dois
ou três níveis. Um sistema de aprendizado chamado Duale Ausbildung ("sistema dual de
educação") permite que os alunos em formação profissional possam aprender em uma
empresa, bem como em uma escola estatal profissional.[164] Este modelo de sucesso é
altamente considerado e reproduzido em todo o mundo.[165]
A Universidade de Heidelberg foi fundada em 1386 e é a mais antiga do país.[166]
O jardim de infância é um nível educacional opcional oferecido para todas as crianças
entre três e seis anos de idade, após o qual a frequência escolar é obrigatória por, pelo
menos, nove anos. A educação primária normalmente dura de quatro a seis anos e as
escolas públicas não são estratificados nesta fase.[164] Em contraste, a educação
secundária inclui três tipos tradicionais de escolas focados em diferentes níveis de
habilidades acadêmicas: o Gymnasium matricula os filhos mais talentosos e prepara os
alunos para os estudos universitários; a Realschule é para alunos de nível intermediário e
dura seis anos; o Hauptschule prepara alunos para o ensino profissional.[167]
O exame geral exigido para se entrar na universidade é o Abitur, uma qualificação
normalmente baseada em uma avaliação contínua durante os últimos anos na escola e
nos exames finais, no entanto, há uma série de exceções e os requisitos específicos
variam, dependendo do estado, da universidade e do assunto. As universidades alemãs
são reconhecidas internacionalmente; na Classificação Acadêmica das Universidades
Mundiais (ARWU - sigla em inglês) de 2008, seis das 100 melhores universidades do
mundo estavam na Alemanha e 18 das primeiras 200 melhores classificadas.[168] A maior
parte das universidades do país são instituições públicas, que cobram uma contribuição de
apenas cerca de 60 euros por semestre (e até 500 euros no estado de Niedersachsen) por
cada aluno.[169][170] Assim, a educação escolar está aberta para a grande maioria dos
cidadãos e completar os estudos é algo cada vez mais comum no país.[171] Embora o
sistema dual de educação combine ensinos teóricos e práticos e não leve os alunos para
níveis acadêmicos, esse é um modelo de ensino típico da Alemanha e reconhecido por
outros países.[172]
Ciência e tecnologia

Albert Einstein
A Alemanha tem sido o lar de alguns dos mais proeminentes pesquisadores em vários
campos científicos.[173] O Prêmio Nobel foi concedido a 107 laureados alemães.[174] O
trabalho de Albert Einstein e Max Planck foi crucial para a fundação da física moderna,
que Werner Heisenberg e Max Born desenvolveram.[175] Eles foram precedidos por físicos,
tais como Hermann von Helmholtz, Joseph von Fraunhofer e Daniel Gabriel
Fahrenheit. Wilhelm Conrad Röntgen descobriu os raios X, que são
chamados Röntgenstrahlen (raios Röntgen) em alemão e em muitas outras línguas. Essa
conquista fez dele o primeiro ganhador do Prêmio Nobel de Física em 1901.[176]
O engenheiro aeroespacial Wernher von Braun desenvolveu o primeiro foguete espacial e,
posteriormente, foi um proeminente membro da NASA e desenvolveu o foguete Saturno V,
que abriu o caminho para o sucesso do programa Apollo dos Estados Unidos. O trabalho
de Heinrich Rudolf Hertz no domínio da radiação eletromagnética foi fundamental para o
desenvolvimento das telecomunicações modernas.[177] Através de sua construção do
primeiro laboratório na Universidade de Leipzig em 1879, Wilhelm Wundt é creditado pelo
estabelecimento da psicologia como uma ciência empírica independente.[178] O trabalho
de Alexander von Humboldt como um cientista e explorador natural foi fundamental para
a biogeografia.[179]

Centro Europeu de Operações Espaciais da Agência Espacial Europeia em Darmstadt


Inúmeros matemáticos importantes surgiram na Alemanha, incluindo Carl Friedrich
Gauss, David Hilbert, Bernhard Riemann, Gottfried Wilhelm Leibniz, Carl Gustav Jakob
Jacobi, Hermann Grassmann, Johann Peter Gustav Lejeune Dirichlet, Karl
Weierstrass, Gotthold Eisenstein, Hermann Minkowski, Richard Dedekind, Felix
Hausdorff, Emmy Noether, Felix Klein, Ernst Zermelo e Hermann Weyl. A Alemanha tem
sido o lar de muitos famosos inventores e engenheiros, como Johannes Gutenberg, que é
creditado pela invenção da prensa móvel para impressão na Europa; Hans Geiger, o
criador do contador Geiger; e Konrad Zuse, que construiu o primeiro computador digital
totalmente automático. Inventores, engenheiros e industriais alemães, tais como o
Conde Ferdinand von Zeppelin, Otto Lilienthal, Gottlieb Daimler, Rudolf Diesel, Hugo
Junkers, Karl Jatho, Hans von Ohain, Nikolaus Otto, Robert Bosch, Wilhelm
Maybach e Karl Benz ajudaram a dar forma moderna a tecnologia do automóvel e do
transporte aéreo.
Importantes instituições de pesquisa na Alemanha são a Sociedade Max Planck,
a Helmholtz-Gemeinschaft e a Fraunhofer-Gesellschaft. Elas são independentes ou
externamente ligadas ao sistema universitário e contribuem de forma considerável para a
produção científica. O prestigiado Prêmio Gottfried Wilhelm Leibniz é concedido a dez
cientistas e acadêmicos a cada ano. Com um máximo de € 2,5 milhões por prêmio é um
dos maiores prêmios dotado de pesquisa do mundo.[180]

Cultura
Ver artigo principal: Cultura da Alemanha

Ver também: Música da Alemanha


Ludwig van Beethoven (1770–1827), compositor clássico

Caminhante sobre o mar de névoa, Caspar David Friedrich, 1818.


A Alemanha é historicamente chamada de Das Land der Dichter und Denker (A terra dos
poetas e pensadores).[181] Desde 2006, o país tem se autodenominado Terra das
ideias.[182] A cultura alemã tem seu início muito antes do surgimento da Alemanha como
um estado-nação e abrange todo o mundo falante do alemão. De suas raízes, a cultura na
Alemanha tem sido moldada pelas principais tendências intelectuais e populares
da Europa, tanto religiosas quanto seculares. Como resultado, é difícil identificar uma
tradição alemã específica separada de um contexto maior da alta
cultura europeia.[183] Outra consequência destas circunstâncias é o fato de que alguns
personagens históricos, como Wolfgang Amadeus Mozart, Franz Kafka e Paul Celan,
apesar de não terem sido cidadãos da Alemanha no sentido moderno, devem ser
considerados no contexto da esfera cultural alemã a fim de compreender suas situações,
trabalhos e relações sociais históricas.
Na Alemanha, os estados federais são encarregados das instituições culturais. Existem
240 teatros subsidiados, centenas de orquestras sinfônicas, milhares de museus e mais de
25.000 bibliotecas espalhadas pelos 16 estados. Estas oportunidades culturais são
aproveitadas por milhões de pessoas: os museus alemães recebem mais de 91 milhões de
visitantes a cada ano; anualmente, 20 milhões assistem peças nos teatros e óperas;
enquanto 3,6 milhões escutam às grandes orquestras sinfônicas.[184]
A Alemanha reivindica alguns dos compositores de música erudita mais renomados
mundialmente, incluindo Georg Philipp Telemann, Johann Pachelbel, Johann Sebastian
Bach, Ludwig van Beethoven, Johannes Brahms, Felix Mendelssohn, Robert
Schumann, Clara Schumann, Richard Wagner, Richard Strauss, Paul Hindemith e Carl
Orff. Desde 2006, a Alemanha é o quinto maior mercado de música no mundo e
influenciou o pop e rock através de artistas como Kraftwerk, Scorpions, Rammstein e Tokio
Hotel.[185]
Diversos pintores alemães obtiveram prestígio internacional através de seus trabalhos em
vários estilos artísticos. Hans Holbein, o Jovem, Matthias Grünewald, e Albrecht
Dürer foram artistas importantes do Renascimento, Caspar David
Friedrich do Romantismo, e Max Ernst do Surrealismo. Contribuições arquitetônicas da
Alemanha incluem os estilos carolíngio e otoniano, os quais foram precursores importantes
do Românico. A região posteriormente tornou-se o local de trabalhos significantes em
estilos tais quais o Gótico, Renascentista e Barroco. Alemanha foi particularmente
importante no começo do movimento moderno, especialmente através do
movimento Bauhaus fundado por Walter Gropius. Ludwig Mies van der Rohe, também da
Alemanha, tornou-se um dos mais renomados arquitetos do mundo na segunda metade
do século XX. A fachada de vidro para arranha-céus foi sua ideia.[186]
Filosofia e literatura
Ver artigos principais: Filosofia e Literatura da Alemanha

Os Irmãos Grimm.
A influência da Alemanha na filosofia é historicamente significante e muitos notáveis
filósofos alemães ajudaram a moldar a filosofia ocidental desde a Idade Média. As
contribuições de Gottfried Wilhelm Leibniz ao racionalismo; o estabelecimento
do idealismo alemãoclássico por Immanuel Kant, Georg Wilhelm Friedrich Hegel, Friedrich
Wilhelm Joseph Schelling e Johann Gottlieb Fichte; a formulação da teoria
comunista por Karl Marx e Friedrich Engels; a composição de pessimismo metafísico
de Arthur Schopenhauer; o desenvolvimento do perspectivismo de Friedrich Nietzsche;
a fenomenologia de Edmund Husserl; os trabalhos sobre o ser de Martin Heidegger; e as
teorias sociais de Jürgen Habermas foram especialmente influentes.[187]
A literatura alemã pode ser remontada à Idade Média, aos trabalhos de escritores tais
como Walther von der Vogelweide e Wolfram von Eschenbach. Diversos autores e poetas
alemães obtiveram grande renome, incluindo Johann Wolfgang von Goethe e Friedrich
Schiller. As coleções de contos folclóricos publicadas pelos Irmãos Grimm popularizaram
mundialmente o folclore alemão. O país foi, no século XIX, o "foco do romantismo".
Autores influentes do século XX incluem Erich Maria Remarque, Thomas Mann, Berthold
Brecht, Hermann Hesse, Heinrich Böll, e Günter Grass.[188]
Cinema e mídia
Ver artigo principal: Cinema da Alemanha

O cinema alemão remonta aos anos iniciais com o trabalho de Max Skladanowsky. Ele foi
particularmente influente durante os anos da República de Weimar com expressionistas
alemães, como Robert Wiene e Friedrich Wilhelm Murnau. O diretor austríaco Fritz Lang,
que se tornou cidadão alemão em 1926 e cuja carreira floresceu no período pré-guerra da
indústria cinematográfica alemã, é dito ter sido uma grande influência sobre o cinema
de Hollywood. Seu filme mudo Metrópolis (1927) é referido como o nascimento dos filmes
modernos de ficção científica.[189]

O Berlinale Palast durante o Festival de Berlim.

Sede da Deutsche Welle em Bonn.


Em 1930, austro-americano Josef von Sternberg dirigiu O Anjo Azul, que foi o principal
primeiro filme sonoro alemão e trouxe fama mundial com a atriz Marlene Dietrich.[190] O
documentário impressionista Berlim: Sinfonia de uma Grande Cidade, dirigido por Walter
Ruttmann, é um exemplo proeminente do gênero cidade sinfonia. A era nazista produziu
principalmente filmes de propaganda, embora a obra de Leni Riefenstahl ainda tenha
introduzido nova estética aos filmes.[191] Durante os anos 1970 e 1980, os diretores Novo
Cinema Alemão, como Volker Schlöndorff, Werner Herzog, Wim Wenders, Rainer Werner
Fassbinder colocaram o cinema da Alemanha Ocidental novamente no cenário
internacional, com seus filmes muitas vezes provocantes.[192] Mais recentemente, filmes
como Good Bye Lenin! (2003), Gegen die Wand (2004), Der Untergang (2004) e Der
Baader Meinhof Komplex (2008) obtiveram sucesso internacional. O Oscar de melhor filme
estrangeiro foi para a produção alemã Die Blechtrommel (O Tambor), em 1979,
para Nowhere in Africa, em 2002, e para Das Leben der Anderen (A Vida dos Outros), em
2007.[193] Dentre os mais famosos atores alemães estão Marlene Dietrich, Klaus
Kinski, Hanna Schygulla, Armin Mueller-Stahl, Jürgen Prochnow e Thomas Kretschmann.
O Festival de Berlim, realizado anualmente desde 1951, é um dos principais festivais de
cinema do mundo. Um júri internacional coloca ênfase na representação de filmes de todo
o mundo e prêmios aos vencedores com Ursos de Ouro e Prata. A cerimônia anual
dos Prêmios do Cinema Europeu é realizada a cada dois anos na cidade de Berlim, onde
a Academia de Cinema Europeu está localizada. Os estúdios Babelsberg, em Potsdam,
são os mais antigos estúdios de cinema em grande escala no mundo e um centro de
produção cinematográfica internacional.[194]
O mercado televisivo da Alemanha é o maior da Europa, com aproximadamente 34
milhões de casas com TV. As muitas redes de televisão públicas regionais e nacionais
estão organizadas de acordo com a estrutura política federal. Cerca de 90% dos lares
alemães possuem TV a cabo ou por satélite, e os espectadores podem escolher entre uma
variedade de canais abertos públicos e comerciais. Serviços de TV paga não se tornaram
populares ou bem sucedidos enquanto as redes de televisão
públicas ZDF e ARD oferecem um alcance de canais exclusivamente digitais.[195]
O mercado literário alemão produz aproximadamente 60.000 novas publicações todo ano.
Isso representa 18% de todos os livros publicados no mundo e coloca a Alemanha como o
terceiro maior produtor de livros mundial.[196] A Feira do Livro de Frankfurt é considerada a
feira de livros mais importante no mundo para negócios e comércio internacional, e tem
uma tradição que já dura mais de 500 anos.[197]
Culinária
Ver artigo principal: Culinária da Alemanha

Uma mulher bávara segurando copos de cerveja da Hacker-Pschorr, uma das poucas
marcas tradicionais que são servidas na Oktoberfest, em Munique.
A cozinha alemã varia de região para região. As regiões do sul da Baviera e Suábia, por
exemplo, compartilham uma cultura culinária com a Suíça e com a Áustria. A carne de
porco, bovina e de aves são as principais variedades de carne consumida na Alemanha,
sendo a carne de porco a mais popular.[198] Em todas as regiões, a carne é muitas vezes
comida em forma de salsicha. Mais de 1500 tipos de salsicha são produzidos na
Alemanha. Alimentos orgânicos ganharam uma quota de mercado de cerca de 3,0%, e
deverão aumentar ainda mais.[199]
Apesar de vinho estar se tornando mais popular em muitas partes da Alemanha, a bebida
alcoólica nacional é a cerveja. O consumo de cerveja alemã por pessoa está em declínio,
mas, em 116 litros por ano, ele ainda está entre os mais altos do mundo.[200] As variedades
de cerveja incluem Alt, Bock, Dunkel, Kölsch, Lager, Malzbier, Pils e Weizenbier. Entre os
18 países ocidentais pesquisados, a Alemanha foi classificada na 14ª posição na lista de
consumo per capita de refrigerantes em geral, enquanto o país ocupa o terceiro lugar no
consumo de sucos de frutas.[201] Além disso, a água mineral gaseificada e Schorle (esse
misturado com suco de frutas) são muito populares na Alemanha.[202]
Esporte
Ver artigo principal: Desporto da Alemanha
Jogadores da Seleção Alemã de Futebol comemorando a vitória na Copa do Mundo FIFA
de 2014. O futebol é o esporte mais popular do país.
Os desportos formam uma parte integral da vida alemã. Vinte e sete milhões de alemães
são membros de um clube desportivo e um adicional de doze milhões praticam tal
atividade individualmente.[203] Futebol é o desporto mais popular. Com mais de 6,3 milhões
de membros oficiais, a Federação Alemã de Futebol (Deutscher Fußball-Bund) é a maior
organização desportiva de seu tipo no mundo.[203] A Bundesliga atrai a melhor média de
público de qualquer liga desportiva profissional no mundo. A seleção nacional de futebol
alemã venceu a Copa do Mundo da FIFA em 1954, 1974, 1990 e 2014, e o Campeonato
Europeu de Futebolem 1972, 1980 e 1996. O país também sediou a Copa do Mundo da
FIFA em 1974 e 2006, e o Campeonato Europeu de Futebol em 1988. Entre os mais bem
sucedidos e renomados futebolistas estão: Fritz Walter, Franz Beckenbauer, Gerd
Müller, Sepp Maier, Karl-Heinz Rummenigge, Jürgen Klinsmann, Lothar Matthäus, Oliver
Kahn e Miroslav Klose. Outros desportos populares
incluem handebol, voleibol, basquetebol, hóquei no gelo, e tênis.[203]
Historicamente, desportistas alemães têm sido alguns dos mais bem sucedidos
participantes dos Jogos Olímpicos, classificado na terceira posição em um quadro de
medalhas de todos os tempos dos Jogos Olímpicos, combinando as medalhas das
Alemanhas Ocidental e Oriental. Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2008, a Alemanha
terminou em quinto no quadro de medalhas, enquanto nos Jogos Olímpicos de Inverno de
2006, eles terminaram em primeiro.[204] O país organizou os Jogos Olímpicos de
Verão duas vezes, em Berlim em 1936 e em Munique em 1972. Os Jogos Olímpicos de
Inverno aconteceram na Alemanha em uma ocasião, em 1936 quando eles foram sediados
nas cidades-irmãs de Garmisch e Partenkirchen, na Baviera.[205]

O piloto alemão Michael Schumacher em Indianápolis durante o Grande Prêmio dos


Estados Unidos de 2004.
A Alemanha é um dos países líderes em corridas no mundo. Carros, equipes e pilotos
vencedores de corridas surgiram da Alemanha. O mais bem sucedido piloto da Fórmula
1 na história, Michael Schumacher, estabeleceu os mais significantes recordes de sua
modalidade durante sua carreira e venceu mais campeonatos e corridas da Fórmula 1 do
que qualquer outro piloto desde sua primeira temporada na Fórmula 1 em 1946. Ele é um
dos mais bem pagos desportistas da história e tornou-de num atleta
bilionário.[206] Construtores como BMW Sauber F1 Team e Mercedes Grand Prix estão
entre as principais equipes no patrocínio de corridas. Porsche venceu as 24 Horas de Le
Mans, uma corrida anual de prestígio que acontece na França, em 16 ocasiões.
A Deutsche Tourenwagen Masters é uma série popular na Alemanha. Atualmente o
grande nome da Alemanha na Formula 1 é o piloto Sebastian Vettel, campeão das
temporadas 2010, 2011, 2012e 2013 pela equipe Red Bull Racing.[207]
Feriados

Feriados
Nome em
Data
português

1 de
Ano Novo
janeiro

6 de
Epifania
janeiro

Março o Sexta-feira
u abril santa

Março o
Páscoa
u abril

1 de Dia do
maio Trabalho

Ascensão de
Maio ou j
Cristo
unho
Dia dos Pais

Maio ou j
Pentecostes
unho

Maio ou j Corpo de
unho Deus

3 de Dia da
outubro Unidade Alemã
31 de Festa da
outubro Reforma

1 de Dia de
novembro Todos-os-Santos

25-26 de 1.º e 2.º dias


dezembro de Natal

Ver também
A
Wikipédia possui o

Portal da
Alemanha

 Missões diplomáticas da Alemanha


 Cronologia da história da Alemanha
 Natal na Alemanha
 Unificação Alemã

Notas e referências
1. Ir para cima↑ "„Die zentralen Worte daraus, „Einigkeit und Recht und Freiheit", waren zum
offiziellen Wahlspruch der BRD erhoben worden." - Peter Ebenbauer, Christian Wessely
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