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USE O

STORYTELLING
PARA MUDAR
SUA VIDA
Todos têm uma história. Na verdade, todos têm
múltiplas histórias. A questão é: qual delas escolher
para contar? Histórias que levem o público,
qualquer que seja ele, a uma jornada de conflito e
redenção são as que mais podem impactar carreiras
e vidas. Essa é a recomendação do especialista em
storytelling Carmine Gallo em Storytelling –
Aprenda a contar histórias com Steve Jobs, Papa
Francisco, Churchill e outras lendas da liderança,
cujos highlights você lê a seguir.
Um garoto pobre é criado por uma mãe solteira, que luta contra o
alcoolismo e tem inclinação à violência. Ele conquista fama e fortuna e se
torna milionário antes dos 30 anos. Os bons tempos acabam, e ele quebra. É
forçado a viver em uma quitinete, lavando louça na banheira. O homem
reconquista sua fortuna e mais um pouco. Hoje anda com a realeza. Pela
bagatela de US$ 1 milhão ao ano, aconselha reis e rainhas, presidentes e
primeiros-ministros, celebridades e líderes empresariais. Trocou o
apartamento minúsculo por um resort de 121,4 hectares no norte de Fiji.

O protagonista dessa história é o “guru” motivacional Tony Robbins.


Com seus 2 metros de altura, é um grande homem com uma grande missão:
ele se autodenomina “caçador da felicidade humana”. Também é um dos
palestrantes de maior sucesso da atualidade. A palestra de Robbins no TED
obteve mais de 14 milhões de visualizações, sendo uma das dez mais
assistidas da história do evento. Ele traz energia e paixão a seus seminários
de 50 horas, que, ao todo, foram vistos por 4 milhões de pessoas. Outros 50
milhões compraram seus livros e audiolivros. Aos 55 anos, Robbins é uma
usina de energia motivacional, mas não nasceu assim. Foi uma conversa
específica que o colocou na trilha do sucesso.

Foi aos 11 anos de idade que Robbins aprendeu a lição fundamental


sobre o que separa os super-realizadores de todos os demais. Pessoas que
vivenciaram dor, pobreza, conflito ou desespero só são empoderadas por
suas experiências quando desenvolvem a coragem de abraçar sua história,
aprender com suas falhas e compartilhar as lições de luta com os outros.

USE O STORYTELLING PARA MUDAR SUA VIDA


ESCOLHENDO
ENTRE
AS MÚLTIPLAS
HISTÓRIAS

“Eu sempre digo: 'Mude sua história, mude sua vida', porque, seja lá
qual for sua história, ela dará forma a sua vida”, diz Robbins. Ele acredita que
o problema é que algumas pessoas são viciadas em reviver as próprias
histórias de dor até que isso se torne uma prisão mental, impedindo-as de
atingir seu potencial. “Todos temos partes da vida que moldam a forma que
aparentamos e como nos comportamos hoje. Todos temos uma história.
Todos temos múltiplas histórias. A questão é: qual delas sobressai?”

Robbins entrevistou e prestou consultoria para as pessoas mais bem-


sucedidas de nosso tempo: Bill Clinton, Nelson Mandela, Marc Benioff e
incontáveis outras. Em seus 30 anos de carreira estudando o crescimento e o
desenvolvimento pessoal, Robbins descobriu que a maioria das pessoas
bem-sucedidas compartilha uma história de conflito, e é a fome de escrever
uma nova história que lhes permite superar suas circunstâncias limitantes.

“Se você perguntar: 'Qual a diferença entre os seres humanos na


maneira como se realizam?', a resposta não será a inteligência ou a
habilidade”, explica ele.

“Praticamente qualquer conhecido nosso que tenha feito algo de que sinta
orgulho na vida, ou que o tenha levado a se sentir bem consigo mesmo, teve
de passar por obstáculos, suas histórias limitadoras. Eles tiveram de
encontrar algo que quisessem muito. Com frequência, essa fome vem de
uma história de frustração, ou dor, ou desejo. Encontrar essa pedra de toque
e fazê-la pegar fogo é o que você precisa para realmente ajudar alguém que
não esteja focado e faminto para mudar sua vida.”

Robbins se agarra a sua história de ambição para manter a motivação


e também motivar os outros. Uma busca no Google com “Tony Robbins 400
square foot apartment” [Tony Robbins apartamento de 37 metros quadrados
(a tal quitinete)] fornecerá mais de 250 mil links. A história é de
conhecimento público, porque Robbins não a esconde. Ele a abraça e usa a
dor que sentiu quando não tinha nada para comer, nem um teto sobre a
cabeça, para impulsioná-lo a seguir adiante. Também usa essa história para
se conectar com o público.

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ROCKY
STALLONE
E O ARCO
DRAMÁTICO

Robbins é amigo próximo do ator Sylvester Stallone, que tem uma


história similar de dificuldades. Quando Stallone escreveu o roteiro de Rocky,
os produtores ofereceram US$ 350 mil pelos direitos autorais, com a ressalva
de que Stallone, a quem eles não enxergavam como grande ator, não
interpretasse o papel principal. Stallone, que naquela época tinha US$ 100
na conta, disse “não”. “É minha história”, afirmou. Acabou negociando um
acordo para interpretar a personagem principal por US$ 35 mil e uma
participação nas bilheterias. Rocky faturou US$ 200 milhões. Stallone
recusou vender seu roteiro para que nenhum outro ator interpretasse a
personagem-título porque a história do pugilista era uma metáfora de sua
história de vida.

Rocky é um dos melhores filmes já feitos porque tem um arco


dramático irresistível. Um roteirista hábil cria uma personagem com quem a
gente se importa, e Rocky Balboa é a exata encarnação desse tipo de
personagem.

O filme é dividido em três partes:

1 - A primeira constrói a história de vida de Rocky, a luta que ele


precisa vivenciar em seu caminho rumo à redenção. Rocky não é só
azarado. É um pugilista medíocre, que vive em um apartamento sujo e
escuro e isso é o revés inicial. Consegue seu ganha-pão quebrando dedos
para um agiota.

2 - No meio do filme, deparamos com um gancho emocional. Por meio


de um golpe de sorte, Rocky Balboa consegue a oportunidade única de lutar
contra o campeão mundial, Apollo Creed. Ele treina duro e de um jeito pouco
convencional, socando peças de carne em vez dos tradicionais sacos de
pancada, e corre, subindo e descendo, pelos degraus do Museu de Arte da
Filadélfia, acompanhado pela vibrante trilha sonora de Bill Conti. O segundo
ato engloba a crise e a luta contra ela.

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3 - Quando o público chega à terceira parte do filme – o clímax e a
resolução –, está emocionalmente envolvido com Rocky e torcendo para
vê-lo alcançar seu objetivo, que, por sinal, não é ganhar a luta. Ele só quer
completar a luta sem ser nocauteado. Rocky consegue, e é praticamente
impossível a plateia se manter sentada. As pessoas se levantam e
comemoram com uma personagem fictícia porque foram transportadas para
sua vida e enxergam algo de si mesmas em sua luta. “Se ele consegue fazer,
eu também consigo.”

Clímax

Arco da
história Crise
ão
Resoluç
o
Primeir
re v é s

Gatilho

Primeiro ato Segundo ato Terceiro ato


1/4 1/2 1/4

Assim como grandes filmes têm arcos dramáticos que


levam o público a uma jornada de conflito e redenção, os
mais bem-sucedidos storytellers empresariais usam os
mesmos recursos. Eles contam que lutam, encontram
forças em seu conflito e, no final, sucesso e redenção.
Quanto mais grandioso for o arco, melhor a história, e
mais provável será despertar a paixão das pessoas. Qual
é sua história? Qual é seu arco dramático?

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