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Ciclo de compressão a vapor

Grupo 1

Joice Stocco RA: 19335-9

Stéfani de Oliveira RA: 19367-2

Thaís Xavier Lopes Pinheiro RA: 19368-0

Willian Gonçalves da Silva RA: 19370-6

Professora: Dra Monica Maria Gonçalves

SÃO JOÃO DA BOA VISTA – SP


2017
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .......................................................................................... 3
2. OBJETIVOS ............................................................................................... 5
3. MATERIAIS ............................................................................................... 5
4. METÓDOS.................................................................................................. 5
5. DADOS ........................................................................................................ 5
6. CÁLCULOS ................................................................................................ 6
7. RESULTADOS ........................................................................................... 7
8. CONCLUSÃO ............................................................................................ 10
9. REFERÊNCIAS ......................................................................................... 11

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1. INTRODUÇÃO
Compressão a vapor é o sistema de refrigeração mais comum em uso atualmente,
podendo ser resumido na imagem abaixo.

O fluido refrigerante expande-se no evaporador, removendo o calor e absorvendo-


o para si, indo para o compressor em vapor saturado ou superaquecido. O compressor
comprime esse gás, levando-o a alta pressão e, através do condensador, o calor do fluido
refrigerante é removido, condensando-o em liquido saturado a alta pressão. O fluido é
estrangulado por uma válvula de expansão e assim volta a se expandir no evaporador
repetindo o ciclo.

Podemos considerar como um ciclo ideal quando ignoramos as irreversibilidades


do sistema, como queda de pressão no evaporador e no condensador e transferência de
calor perdida para a vizinha.

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Fig. 1. Diagrama T-s de um ciclo ideal de compressão a vapor

O ciclo consiste na série de processo a seguir:


 Processo 1-2: compressão isentrópica do refrigerante do estado 1 até a pressão
do condensador no estado 2.
 Processo 2-3: transferência de calor do refrigerante à medida que este escoa a
pressão constante ao longo do condensador. O refrigerante sai como liquido no estado 3.
 Processo 3-4: Processo de estrangulamento do estado 3 até uma mistura de duas
fase liquido-vapor em 4.
 Processo 4-1: Transferência de calor para o refrigerante à medida que este escoa
a pressão constante ao longo do evaporador para completar o ciclo.

Porém, em um ciclo real as transferências de calor entre o refrigerante e as regiões


quente e fria não ocorrem de maneira reversíveis, isto é, a temperatura do refrigerante
no evaporador é mais baixa que a temperatura da região fria, e a temperatura do
condensador é mais quente que a temperatura da região quente, resultando em perda de
desempenho.

Figura 3.6. Diagrama T-s de um ciclo real de compressão de vapor. (Fonte: SHAPIRO,
2008)

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2. OBJETIVO
Determinar as propriedades do fluido de trabalho em diversos pontos de um ciclo
de refrigeração real e comparar o desempenho com o ciclo padrão de refrigeração.

3. MATERIAIS
Geladeira contendo compressor, condensador, evaporador, e tubo capilar

4. MÉTODO
Tomar as temperaturas entre evaporador e compressor, compressor e condensador,
condensador e capilar, capilar e evaporador.
Calcular temperatura, pressão, entalpia e entropia para cada ponto do sistema.

5. DADOS

Fluido refrigerante: R134a

Ponto Temperatura (°C)


1 Evaporador – compressor -5,00
2 Compressor – condensador 43,50
3 Condensador – capilar 33,00
4 Capilar - Evaporador -16,20

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6. CÁLCULOS

Encontrar e/ou calcular pressões, entalpia e entropia utilizando as tabelas A10 e


A12 (Propriedades do refrigerante 134a) do livro Princípios de Termodinâmica para
Engenharia, SHAPIRO, e determinar o estado do fluido refrigerante em cada ponto,
comparando-o, assim, com o ciclo padrão de refrigeração.
De acordo com o ciclo padrão de refrigeração, temos a seguinte situação:

Ponto Estado do Fluido


1 Evaporador – compressor Vapor Saturado / Vapor Superaquecido
2 Compressor – condensador Vapor Superaquecido
3 Condensador – capilar Líquido Saturado
4 Capilar - Evaporador Vapor Saturado

É possível obter as pressões através dos ponto 3 e 4 e, sabendo-se que p1=p4 e p2=3,
encontramos os demais dados nas tabelas.

Quando não for obter o dado direto na tabela, utiliza-se o método da interpolação,
da seguinte forma:

A1 B1
Ax Bx
A2 B2

Onde:

(𝐁𝟐 – 𝐁𝟏)
𝐁𝐱 = 𝐁𝟏 + (𝐀𝐱 − 𝐀𝟏)𝐱 (𝐀𝟐 – 𝐀𝟏)

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7. RESULTADOS

Partindo do ponto 3, temos:

T Pressão Entalpia Entropia


°C bar kJ/kg kJ/kg.K
32 8,1528 94,39 0,349
33 p3 h3 s3
34 8,6249 97,31 0,3584

Interpolação:
8,6247−8,1529
p3 = 8,1528 + (33 − 32) × ( ) = 8,3887 bar
34−32
97,31−94,39
h3 = 94,39 + (33 − 32) × ( ) = 95,85 𝑘𝐽/kg
34−32
0,3584−0,3490
s3 = 0,3490 + (33 − 32) × ( ) = 0,3537 kJ/kg. K
34−32

Seguindo para o Ponto 4, temos:

T Pressão Entalpia Entropia


°C bar kJ/kg kJ/kg.K)
-18,00 1,4483 236,53 0,9315
-16,20 p4 h4 s4
-16,00 1,5748 237,74 0,9298

Interpolação:
1,5748−1,4483
P4= 1,4483+(-16,2+18) ( ) = 1,5621 bar
(−16+18)
(237,74−236,53)
H4 = 236,53 + (−1602 + 18) × = 237,61 kJ/kg
(−16+18)

0,9298−0,9315
S4= 0,9315 + (−16,2 + 18) × ( ) = 0,9299 kJ/kg. k
−16+18

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Para p1 = p4 = 1,5621 bar, temos o Ponto 1 como vapor superaquecido e, não havendo
uma tabela específica para essa pressão e temperatura, devemos interpolar entre as temperaturas
e as tabelas de 1,4 e 1,8bar.

1,4 bar 1,8 bar


T h s h s
°C kJ/kg kJ/kg.k kJ/kg kJ/kg.K
-10,00 243,40 0,9606 242,06 0,9362
-5,00 hx sx hy sy
0,00 251,86 0,9922 250,69 0,9684

243,40−251,86
hx =243,40 + (−5 + 10) × ( −10 −0
) = 247,63 kJ/kg
0,9922−0,9606
sx = 0,9606 + (-5+10) × ( 0+10
) = 0,9764 𝑘𝐽/𝑘𝑔. 𝐾

250,69−242,06
hy = 242,06 + (−5 + 10) × ( ) = 246,37 kJ/kg
0+10
0,9684−0,9362
sy = 0,9362 + (-5+10) × ( 0+10
) = 0,9523 𝑘𝐽/𝑘𝑔. 𝑘

Pressão Entalpia Entropia


bar kJ/kg kJ/kg.K
1,4 247,63 0,9764
1,5621 h1 s1
1,8 246,37 0,9523

246,37−247,63
h1 = 247,63 + (1,5621 − 1,4) × ( ) = 247,20 kJ/kg
1,8−1,4
0,9523−0,9764
s1 = 0,9764 + (1,5621-1,4) × ( 1,8−1,4
) = 0,9666 𝑘𝐽/𝑘𝑔. 𝐾

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Para p2 = p3 = 8,3887 bar, tem-se:

8,0 bar 9,0 bar


T h s h s
°C kJ/kg kJ/kg.k kJ/kg kJ/kg.K
40,00 273,66 0,9066 271,25 0,9217
43,50 hx sx hy sy
50,00 284,39 0,9711 282,34 0,9566

284,39−273,66
hx = 273,66 + (43,5 − 40) × ( ) = 277,41 kJ/kg
50−40
0,9711−0,9066
sx = 0,9066 + (43,5-40) × ( ) = 0,9291 𝑘𝐽/𝑘𝑔. 𝐾
50−40

282,34−271,25
hy = 2714,25 + (43,5 − 40) × ( 50−40
) = 275,13 kJ/kg
0,9566−0,9217
sy = 0,217 + (43,5-40) × ( 50−40
) = 0,9339 𝑘𝐽/𝑘𝑔. 𝐾

Pressão Entalpia Entropia


bar kJ/kg kJ/kg.K)
8,0 277,41 0,9291
8,3887 h2 s2
9,0 275,13 0,9339

275,13−277,41
h2 = 277,41 + (8,3887 − 8,0) × ( 9,0−8,0
) = 276,52 kJ/kg
0,9339−0,9291
s2 = 0,9291 + (8,3887-8,0) × ( 9,0−8,0
) = 0,9309 𝑘𝐽/𝑘𝑔. 𝐾

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8. CONCLUSÃO

Temperatura Pressão Entalpia Entropia


Estado do fluido
°C bar kJ/kg kJ/kg.K
1 -5,00 1,5621 247,20 0,9666 Vapor Superaquecido
2 43,50 8,3887 276,52 0,9309 Vapor Superaquecido
3 33,00 8,3887 95,85 0,3537 Liquido Saturado
4 -16,20 1,5621 237,61 0,9299 Vapor Saturado

Esta pesquisa provou que é possível determinar as propriedades do fluido refrigerante


através da comparação com o ciclo padrão de refrigeração. Porém, não foi analisado as
irreversibilidades, como perda de carga e calor, fatores de atritos e entropia.

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9.0 REFERÊNCIAS
[1] ROTEIROS DOS EXPERIMENTOS DA DISCIPLINA LABORATÓRIO DE
ENGENHARIA QUIMICA III.

[2] Shapiro, H.N e Moran M.J., Princípios de termodinâmica para engenharia, 6ª ed, LTC, 2009

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