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República de Moçambique

Ministério da Administração Estatal

PERFIL DO DISTRITO DE NAMAACHA


PROVÍNCIA DE MAPUTO

Magude
Moamba

Manhiça

Marracuene
Namaacha

Boane

Matola
O.Índico

Matutuíne

Edição 2014
A informação incluída nesta publicação provém de fontes consideradas fiáveis e tem uma natureza
informativa.

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Todos os direitos reservados.

Publicado por

MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇAO ESTATAL


Direcção Nacional de Administração Local
Maputo - Moçambique
Primeira edição, primeira impressão 2012

Esta publicação está disponível na Internet em http://www.portaldogoverno.gov.mz


Índice
___________________________________________________________________________________________

ÍÍnnddiiccee
PPrreeffáácciioo vi  
SSiiggllaass ee A
Abbrreevviiaattuurraass viii  
11   B
Brreevvee C
Caarraacctteerriizzaaççããoo ddoo D
Diissttrriittoo 1  
11..11   LLooccaalliizzaaççããoo,, SSuuppeerrffíícciiee ee PPooppuullaaççããoo 1  
11..22   CClliimmaa ee R Reelleevvoo 2  
11..33   SSoollooss,, A Ambbiieennttee ee R
m Reeccuurrssooss N
Naattuurraaiiss 2  
11..44   IInnffrraa--eessttrruuttuurraass ee SSeerrvviiççooss 3  
11..55   EEccoonnoom miiaa 4  
11..66   HHiissttóórriiaa ee C Cuullttuurraa 5  
11..77   SSoocciieeddaaddee cciivviill 6  

22   D
Deem
mooggrraaffiiaa 7  
22..11   EEssttrruuttuurraa eettáárriiaa ee ppoorr sseexxoo 7  
22..22   TTrraaççoo ssoocciioollóóggiiccoo 8  
22..33   LLíínngguuaass ffaallaaddaass 8  
22..44   AAnnaallffaabbeettiissm moo ee EEssccoollaarriizzaaççããoo 10  

33   H
Haabbiittaaççããoo ee C
Coonnddiiççõõeess ddee V
Viiddaa 11  
44   O
Orrggaanniizzaaççããoo A
Addm
miinniissttrraattiivvaa ee G
Goovveerrnnaaççããoo 15  
44..11   GGoovveerrnnoo D Diissttrriittaall 15  
44..22   SSíínntteessee ddaass aattrriibbuuiiççõõeess ee ddaa aaccttiivviiddaaddee ddooss óórrggããooss ddiissttrriittaaiiss 18  
4.2.1   Secretaria Distrital 18  
4.2.2   Serviço Distrital de Actividades Económicas 18  
4.2.2.1   Agricultura e Desenvolvimento Rural 19  
4.2.2.2   Indústria, Comércio e Turismo 22  
4.2.3   Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia 23  
4.2.3.1   Educação 23  
4.2.3.2   Formação Profissional e Emprego 27  
4.2.3.3   Tecnologia 27  
4.2.3.4   Cultura 27  
4.2.4   Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social 28  
4.2.4.1   Saúde 28  
4.2.4.2   Acção Social 31  
4.2.4.3   Género 32  
4.2.5   Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas 35  
4.2.5.1   Ordenamento Territorial 35  
4.2.5.2   Gestão Ambiental 35  
4.2.5.3   Educação Ambiental 36  
4.2.5.4   Infra-estruturas 37  
44..33   FFiinnaannççaass PPúúbblliiccaass ee IInnvveessttiimmeennttoo 38  
4.3.1   Fundo Distrital de Desenvolvimento 40  

PÁGINA i i Namaacha
Índice
___________________________________________________________________________________________

4.3.2   Fundo de Investimento em Infra-Estruturas 41  


4.3.3   Fundos Sectoriais Descentralizados 41  
44..44   JJuussttiiççaa,, O
Orrddeem
m ee SSeegguurraannççaa ppúúbblliiccaa 42  
44..55   CConstrangimennttooss ee PPeerrssppeeccttiivvaass
o n s tr a n g im e 43  

55   A
Accttiivviiddaaddee EEccoonnóóm
miiccaa 44  
55..11   PPooppuullaaççããoo eeccoonnoom miiccaam meennttee aaccttiivvaa 44  
55..22   PPoobbrreezzaa ee SSeegguurraannççaa A Alliim
meennttaarr 47  
55..33   IInnffrraa--eessttrruuttuurraass ddee bbaassee 47  
5.3.1   Estradas e transportes 47  
5.3.2   Abastecimento de água e saneamento 48  
5.3.3   Telecomunicações e energia 49  
55..44   UUssoo ee C Coobbeerrttuurraa ddaa TTeerrrraa 49  
55..55   SSeeccttoorr A Aggrráárriioo 53  
5.5.1   Produção agrícola 53  
5.5.2   Pecuária 54  
5.5.3   Florestas, Pesca e Fauna bravia 55  
55..66   IInnddúússttrriiaa,, CCoom méérrcciioo ee TTuurriissm
moo 56  
55..77   VVeeccttoorreess ddee D Deesseennvvoollvviimmeennttoo ee C Caaddeeiiaass ddee V
Vaalloorr 57  

66   V
Viissããoo ee EEssttrraattééggiiaa ddee D
Deesseennvvoollvviim
meennttoo LLooccaall 62  
66..11   VViissããoo 62  
66..22   MMiissssããoo 62  
66..33   OObbjjeeccttiivvooss eessttrraattééggiiccooss 62  
66..44   ZZoonnaass ddee ddeesseennvvoollvviim meennttoo,, PPootteenncciiaalliiddaaddeess ee PPrroobblleem
maass 63  

Referências documentais 65  

Lista de Quadros

Quadro 1.   População por posto administrativo, grupo etário e sexo, 1/7/2012 7  


Quadro 2.   Pessoas residentes no distrito, segundo o local de nascimento 8  
Quadro 3.   Agregados familiares, segundo a dimensão 8  
Quadro 4.   Agregados familiares, segundo o tipo sociológico 8  
Quadro 5.   Distribuição da população, segundo o estado civil 8  
Quadro 6.   População com 5 anos ou mais, por língua materna e sexo 9  
Quadro 7.   População de 5 anos ou mais e conhecimento de Português 9  
Quadro 8.   População de 15 ou mais anos e alfabetização, 2007 10  
Quadro 9.   Habitações segundo o regime de propriedade 11  
Quadro 10.   Tipo de habitações 11  
Quadro 11.   Habitações segundo o material de construção 12  
Quadro 12.   Habitações, água, saneamento e energia 14  
Quadro 13.   % de famílias, segundo a posse de casa própria e bens duráveis 14  
Quadro 14.   Sementes distribuídas no 4º trimestre 2010 20  

PÁGINA i i i Namaacha
Índice
___________________________________________________________________________________________

Quadro 15.   População de 5 anos ou mais, por frequência escolar 23  


Quadro 16.   População de 5 anos ou mais, por nível de ensino 23  
Quadro 17.   Taxas de escolarização 24  
Quadro 18.   Escolas, Alunos, Professores, 2011 25  
Quadro 19.   Taxas de aproveitamento pedagógico, 2011 25  
Quadro 20.   População de 10 anos ou mais, por nível de ensino concluído 26  
Quadro 21.   Unidades de saúde, Camas e Pessoal, 2011 28  
Quadro 22.   Evolução da actividade, 2009-2011 29  
Quadro 23.   Indicadores de nutrição, 2009-2011 29  
Quadro 24.   Casos de doenças e óbitos notificados, 2009-2011 30  
Quadro 25.   População de 0-14 anos, por condição de orfandade, 2007 31  
Quadro 26.   População deficiente, 2007 31  
Quadro 27.   População portadora de deficiência, segundo a causa 31  
Quadro 28.   Programas de acção social, 2009-2011 32  
Quadro 29.   Uso de novas tecnologias (10 anos ou mais) 33  
Quadro 30.   Viveiros Comunitários 36  
Quadro 31.   Florestas Comunitárias 36  
Quadro 32.   Áreas queimadas, 2010-2012 37  
Quadro 33.   Execução orçamental (em ‘000 MT) 38  
Quadro 34.   Receitas cobradas, 2010-2011 (em ‘000 Mt) 39  
Quadro 35.   Projectos de iniciativa local financiados 40  
Quadro 36.   Sector económico do investimento local 40  
Quadro 37.   Investimento local em infra-estruturas escolares 41  
Quadro 38.   Investimento local em estradas 41  
Quadro 39.   Estradas de nível provincial (manutenção de rotina) 42  
Quadro 40.   Movimento de fronteira 42  
Quadro 41.   População segundo a condição de actividade 44  
Quadro 42.   População activa, ocupação e ramo de actividade, 2007 45  
Quadro 43.   População activa, ocupação e ramo de actividade, 2007 46  
Quadro 44.   Rede de estradas existente 47  
Quadro 45.   Classificação das estradas existentes 47  
Quadro 46.   Linhas de transporte rodoviário de passageiros e tarifas 2011 48  
Quadro 47.   Uso e Cobertura da Terra 51  
Quadro 48.   Produção agrícola, 2009/10-2010/11 54  
Quadro 49.   Efectivo Pecuário, 2009-2011 54  

Lista de Figuras

Figura 1.   Localização do distrito ........................................................................................... 1  


Figura 2.   Postos Administrativos e Densidade Populacional, 1/7/2012 ............................... 7  
Figura 3.   População com 5 anos ou mais, por língua materna .............................................. 9  
Figura 4.   Tipo de habitações ............................................................................................... 12  
Figura 5.   Habitações segundo o material de construção ..................................................... 13  
Figura 6.   Habitações e condições básicas existentes........................................................... 13  
Figura 7.   População (5 anos ou mais) por grau de ensino frequentado .............................. 24  
Figura 8.   População (10 anos ou mais) por grau de ensino concluído ................................ 26  
Figura 9.   Quadro epidemiológico, 2011.............................................................................. 30  

PÁGINA i v Namaacha
Índice
___________________________________________________________________________________________

Figura 10.   Indicadores de escolarização por sexos ............................................................. 33  


Figura 11.   População (15 anos ou mais), segundo a actividade e sexo............................... 34  
Figura 12.   População segundo a posição no trabalho e sexo .............................................. 34  
Figura 13.   Despesa corrente e de investimento, 2011 ......................................................... 39  
Figura 14.   População com 15 anos ou mais, segundo a actividade principal ..................... 44  
Figura 15.   População activa, segundo a ocupação principal ............................................... 45  
Figura 16.   População activa, segundo o ramo de actividade .............................................. 46  
Figura 17.   Explorações segundo a sua utilização ................................................................ 52  
Figura 18.   Explorações por classes de área cultivada ......................................................... 52  

PÁGINA v Namaacha
SSiiggllaass ee A
Abbrreevviiaattuurraass
APEs Agentes Polivalentes Elementares

BCI Banco Comercial e de Investimentos

BIM Banco Internacional de Moçambique

CDPRM Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique

CENACARTA Centro Nacional de Cartografia e Teledetecção

CFM Caminhos de Ferro de Moçambique

CGRN Comité de gestão de recursos naturais

CISM Centro de Investigação em Saúde da Malária

CL’s Conselhos Locais

CNCS Conselho Nacional de Combate ao SIDA

COVs Crianças Órfãs e Vulneráveis

DNAL Direcção Nacional da Administração Local

DNPO Direcção Nacional do Plano e Orçamento

DPOPH Direcção Provincial de Obras Públicas e Habitação

DPPF Direcção Provincial do Plano e Finanças

DPS Direcção Provincial de Saúde

DTS Doença de Transmissão Sexual

EDM Electricidade de Moçambique

EN Estrada Nacional

EN1 Estrada Nacional nº 1

EP1 Ensino Primário do 1º Grau

EP2 Ensino Primário do 2º Grau

EPC Escola Primária Completa

ESG1 Ensino Secundário Geral do 1º ciclo

ESG2 Ensino Secundário Geral do 2º ciclo

PÁGINA v i i i Namaacha
ET Ensino Técnico

FDD Fundo de Desenvolvimento Distrital

GD Governo Distrital

IAF Inquérito aos agregados familiares, sobre o orçamento familiar

IFP Instituto de Formação de Professores

INE Instituto Nacional de Estatística

IPCC’s Instituições de participação e consulta comunitária

ITS’s Infecções de Transmissão Sexual

LOLE Lei dos Órgãos Locais do Estado

MAE Ministério da Administração Estatal

Mcel Moçambique Celular

MF Ministério das Finanças

MINAG Ministério da Agricultura

MPD Ministério da Planificação e Desenvolvimento

ONGs Organizações Não Governamentais

ORAM Organização de Ajuda Mútua

PA Posto Administrativo

PARPA Plano de Acção Para Redução da Pobreza Absoluta

PEDD Plano Estratégico de Desenvolvimento Distrital

PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

PPFD Programa de Planificação e Finanças Descentralizadas

PQG Programa Quinquenal do Governo

PRM Polícia da República de Moçambique

PSAA Pequeno Sistema de Abastecimento de Água

SD Secretaria Distrital

SDAE Serviço Distrital de Actividades Económicas

PÁGINA i x Namaacha
SDEJT Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia

SDPI Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas

SDSMAS Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social

SIFAP Sistema de Formação em Administração Pública

SISE Serviço de Informações e Segurança do Estado

STV Soico Televisão

TDM Telecomunicações de Moçambique

VODACOM Operadora de telefonia móvel

PÁGINA x Namaacha
PÁGINA x i Namaacha
11 B
Brreevvee C
Caarraacctteerriizzaaççããoo ddoo D
Diissttrriittoo

11..11 L
Looccaalliizzaaççããoo,, SSuuppeerrffíícciiee ee PPooppuullaaççããoo
O distrito de Namaacha, a 76 Kms da cidade de Maputo, situa-se a sudoeste da Província de
Maputo, fazendo fronteira a Oeste com a República da África do Sul e o reino da Suazilândia, a
Norte com o Distrito de Moamba, a Este com o Distrito de Boane e a Sul com o Distrito de
Matutuíne.

Magude
Moamba

Manhiça

Marracuene
Boane

Matola
O.Índico

Matutuíne

Figura 1.Localização do distrito

Com uma superfície1 de 2.156 km2 e uma população recenseada em 2007 de 42 mil habitantes e
estimada à data de 1/7/2012 em cerca de 48 mil habitantes, o distrito da Namaacha tem uma
densidade populacional de 22,3 hab/km2. Prevê-se que o distrito em 2020 venha a atingir os 57
mil habitantes.

A relação de dependência económica é de aproximadamente 1:1.3, isto é, por cada 10 crianças


ou anciões existem 13 pessoas em idade activa. A população é jovem (41%, abaixo dos 15 anos
de idade), maioritariamente feminina (taxa de masculinidade de 97%) e de matriz rural (taxa de
urbanização de 30%, concentrada na Vila da Namaacha e zonas periféricas).

1
Centro Nacional de Cartografia e Teledetecção http://www.cenacarta.com

PÁGINA 1 Namaacha
11..22 C
Clliim
maa ee R
Reelleevvoo
De acordo com a classificação Köppen, o clima de Namaacha é Tropical Húmido (AW),
modificado pela altitude. A Norte e Leste, o clima é “Seco de Estepe (BS)”.

Predominam 2 estações: a quente e de pluviosidade elevada, entre Outubro e Abril; e a fresca e


seca, entre Abril a Setembro.

O clima é ameno, com uma temperatura média anual de 21° C e a precipitação média anual é de
751.1 mm (751 mm em Goba, 680 mm em Changalane), ocorrendo cerca de 60% desta
precipitação entre Novembro e Março.

O distrito pode ser dividido de acordo com as seguintes unidades geomorfológicas:

Terras altas – o Complexo da Cadeia dos Libombos;


Planaltos médios – adjacentes ao primeiro;
Encostas; e
Pequenas planícies de 100 – 200 m nos vales aluvionares ao longo dos rios.

É marcado pela cordilheira dos Libombos, que se estende no sentido Norte-Sul, tendo o seu
ponto mais alto a cerca de 800 m, no monte Mponduíne.

A superfície de aplanação desce para Leste, com vários rios a cortar as montanhas no sentido
Oeste-Este. Nestas superfícies os solos são basálticos avermelhados e pretos com profundidades
variáveis.

11..33 SSoollooss,, A
Ammbbiieennttee ee R
Reeccuurrssooss N
Naattuurraaiiss
Em 2011 procedeu-se ao lançamento de Plano de Estrutura Urbana (PEU) da zona Municipal da
Namaacha e o Plano Distrital de Uso de Terra (PDUT) em coordenação entre CMVN e o
Governo Distrital.

Os solos do distrito são maioritariamente rochosos, e se caracterizam por uma fraca capacidade
de retenção de água. Nas regiões de planícies aluvionares à margem dos rios e ao sopé da
cordilheira dos Libombos existem solos argilosos e muito férteis e com boa capacidade de
retenção de água.

O distrito debate-se com problemas de aridez em algumas zonas, devido a desmatação e


queimadas descontroladas que se verificam em todo o distrito causados por caça furtiva, fabrico
de carvão, machambas e fogo posto.

PÁGINA 2 Namaacha
Os principais rios do distrito são: Movene, Mabenga, Impaputo, Umbeluzi, Changalane e outros
de caudal periódico. O caudal máximo desses rios ocorre entre os meses de Novembro e Março
enquanto o caudal mínimo ocorre entre os meses de Julho a Outubro.

Na albufeira dos Pequenos Libombos e ao longo do rio Umbeluzi pratica-se a pesca artesanal
para a dieta alimentar das famílias e nalguns casos para o mercado local.

O distrito apresenta uma vegetação do tipo savana e floresta rica em diversidade de plantas
medicinais bem como árvores que fornecem madeira, estacas e lenha para a produção de carvão
e esculturas.

A fauna bravia do distrito é constituída predominantemente por animais de pequeno e médio


porte tais como: coelhos, galinhas do mato, zebras, antílopes, macacos, jibóias, crocodilos,
hipopótamos e javalis.

O distrito possui uma diversidade de rochas na cadeia dos Libombos donde se extrai pedras,
areias, barro e cal. As empresas de extracção mineira existentes no distrito são: Bentonite, CMC
na Localidade de Mafuiane; Riolito, Tijoleira na Localidade de Impaputo; Tâmega na
Localidade de Matsequenha.

11..44 IInnffrraa--eessttrruuttuurraass ee SSeerrvviiççooss


O distrito de Namaacha é atravessado pela EN2, que dá acesso à Suazilândia e permite também a
ligação directa com as cidades de Maputo e Matola e a vila de Boane, e mais cerca de 166 Km de
vias classificadas como principais, secundárias e terciárias.

O transporte rodoviário de passageiros é assegurado por autocarros e os chamados chapas. A


linha férrea que liga Boane a Goba assegura também o transporte de carga e passageiros, com
ligação à Suazilândia.

O distrito da Namaacha conta com 40 estabelecimentos de ensino em 2011 (17 do EP1, 17 do


EP2, 3 do ESG I e 1 do ESG II, o Instituto Superior de Educação e Tecnologia e o Instituto de
Formação de Professores), que são frequentados por 13 mil estudantes. Existem ainda 7 Centros
de Alfabetização de Adultos. A taxa de analfabetismo é de 33%.

A população do distrito é servida por 4 médicos em 8 unidades sanitárias: 7 Centros de saúde


(com maternidade e 65 camas para internamento) e 1 Posto de saúde.

Em termos de telecomunicações, o distrito da Namaacha conta com ligações telefónicas fixa e


móvel, telegráficas e via rádio. O acesso à Internet pode ser efectuado nas zonas servidas por
rede fixa e móvel de telecomunicações, existindo também uma delegação dos
Correios de Moçambique.

PÁGINA 3 Namaacha
O abastecimento de água no distrito é insuficiente. Existem 47 fontes de abastecimento de água
dispersas operacionais que cobrem 60% da população. Em algumas zonas, as fontes melhoradas
mais próximas encontram-se entre dezoito a trinta quilómetros de distância. Existem 5 pequenos
sistemas de abastecimento de água (Vila, Mafuiane, Changalane, Goba e Michangalene) que tem
tido problemas operacionais.

A vila de Namaacha e o Posto Administrativo de Changalane têm fornecimento de energia


assegurado pela rede da EDM.

Em geral, o estado geral de conservação e manutenção das infra-estruturas não é o desejável,


devendo esta área ser priorizada na gestão distrital e na afectação de recursos ao nível provincial.

11..55 E
Eccoonnoom
miiaa
A agricultura é a base da economia distrital, tendo como principais culturas as hortícolas, milho,
amendoim, feijões, batata-doce, banana e mandioca. As espécies de gado predominantes são os
bovinos, cabritos, ovelhas, galinhas, patos e porcos, destinadas para o consumo familiar e
comercialização.

O Distrito da Namaacha seleccionou 3 vectores de desenvolvimento num leque de vários


produtos/serviços a destacar: Fruticultura, Hortícolas e Avicultura.

Afectado pela excessiva procura de terrenos proveniente da cidade de Maputo, a Namaacha tem
sido palco de vários conflitos ligados à posse da terra.

A região beneficia de uma boa integração de mercado e de possibilidades de acesso a actividades


não agrícolas geradoras de rendimento, nomeadamente as remessas dos emigrantes na África do
Sul e na Suazilândia, o comércio informal e de fronteira, o fabrico de sabão e a venda de lenha,
carvão, bebidas alcoólicas e produtos de olaria.

O distrito de Namaacha debate-se com problemas de aridez em algumas zonas, devido aos
incêndios ateados pelas populações locais.

Além do produto da caça, o peixe, oriundo dos rios, é também um componente importante da
dieta alimentar das famílias de Namaacha.

A proximidade do distrito de Namaacha de Maputo e de distritos da província com actividade


comercial significativa, bem como dos países vizinhos da Suazilândia e da África do Sul,
contribui para uma actividade comercial bastante activa.

PÁGINA 4 Namaacha
A rede comercial no distrito e constituída por 167 lojas, 56 mercearias, 104 mini-mercearias e
vendedores informais que expõem os seus produtos ao redor das estradas e nas suas residências.

No distrito estão em funcionamento três moageiras, duas estações de serviço, três carpintarias,
uma serração e quatro padarias. Em relação ao sector industrial, estão em funcionamento uma
fábrica de refrigerantes, apesar de parcialmente destruída, e uma fábrica de confecções.

O distrito de Namaacha possuí muitos recursos naturais (pedra lajes, pedra para construção) e 7
unidades extractivas em operação. Para além destas existem 56 garimpeiros informais que
extraem e vendem pedras lajes.

A Namaacha possui boas condições naturais para o desenvolvimento do turismo, beneficiando


ainda da sua localização junto da fronteira com a Suazilândia. O distrito conta com vários
estabelecimentos e estâncias turísticas, nomeadamente dois hotéis e um casino, para além de
restaurantes, bares e botequins.

No distrito existem delegações da Banca, das Telecomunicações de Moçambique, Correios de


Moçambique, Electricidade de Moçambique.

11..66 H
Hiissttóórriiaa ee C
Cuullttuurraa
A designação de Namaacha provém de Lomahacha, nome de um antigo soberano (régulo) que
governou a região dos Pequenos Libombos antes da fixação dos colonos.

Destemido e bravo, Lomahacha conquistou os territórios vizinhos apoderando-se do gado


bovino, que era levado para as pastagens da família real junto à Lagoa Makonko em
Moçambique que ele visitava com frequência, mandando abater nessas ocasiões algumas vitelas
para agraciar os pastores e guardas locais. Para conquistar maior respeito, raras vezes aparecia
em público, à excepção das grandes festas do fim da colheita, que se intitulavam “Liphusibele”.

A população da região era maioritariamente constituída por Swazis e Rongas. Actualmente, com
a fixação da população de outras regiões, tem um padrão de população multilíngue.

Durante a dominação colonial, Lomahacha foi morto, tendo-lhe sucedido sua esposa Cocomela,
que tomando o comando dos seus guerreiros travou várias lutas com os portugueses. A história
refere que este reino foi desmembrado em dois (Namaacha e Lomaacha), após o tratado de 1869
assinado em Pretória que reconheceu aos portugueses direitos do território até ao paralelo 26°
30’ Sul, e que estabeleceu os Montes Libombos como fronteira de Moçambique com a
Suazilândia e o Transvaal.

As danças tradicionais mais praticadas nesta região são a Ngalanga,


Xingomana, Mutimba e Xigubo.

PÁGINA 5 Namaacha
A gruta da Namaacha, dadas as semelhanças com a Cova da Iria em Portugal, era considerada a
Fátima da comunidade católica em Moçambique, e as águas das fontes das cascatas eram
consideradas milagrosas para quem as bebesse. Actualmente, esta zona continua a ser palco da
peregrinação anual de 13 de Maio, pela Nossa Senhora de Fátima.

11..77 SSoocciieeddaaddee cciivviill


O Distrito possui um Conselho Consultivo Distrital composto por 48 membros e presidido pelo
Administrador Distrital. No Distrito funcionam dois Conselhos Consultivos dos Postos
Administrativos, com 30 membros cada, e presididos pelo respectivo Chefe do Posto
Administrativo. No seu funcionamento participativo estes envolvem os membros dos 8
Conselhos Consultivos de Localidade.

Os membros dos Conselhos Consultivos do Distrito são envolvidos na apreciação do PEDD e


PESOD e na avaliação periódica dos instrumentos da planificação territorial local, bem como no
que se refere à opinião sobre a viabilidade de projectos de iniciativa local e projectos com
impacto directo nas comunidades, no âmbito de investimento local, que são submetidos
posteriormente para decisão do Conselho Consultivo Distrital.

Na sua actuação, a Administração tem tido apoio de várias organizações da comunidade e


associativismo na recuperação de infra-estruturas, bem como de organismos de fora do distrito
que promovem programas sociais de assistência, protecção do ambiente e desenvolvimento rural.

Nomeadamente, o Distrito conta com 36 associações agro-pecuárias e com as seguintes


organizações e associações: AMOPROC, Médicos do Mundo de Portugal, Casa do Gaiato, Fundação
Joaquim Chissano, FDC, AMODEFA, PRACAI, IRMÃS SALESIANAS, IRMÃS FRANCISCANAS,
CONGREGAÇÃO SÃO FRUMESIO, PRECIOSO SANGUE, PIDA, AMRU, ADC, AJAM/VITAID,
AJEMA/PAMA, ADPP, SARNET, Geração BIZ, ADPP, Lupa/ADIPSA, GVC, DANIDA, PAITHFINDER,
Cooperação Espanhola e Câmara Municipal de Santa Coba-Dão de Portugal.

Durante 2011 não houve reconhecimento de novos líderes comunitários, pelo que o Distrito
conta ainda com 22 líderes de 1º escalão, 19 de 2º escalão e 1 do 3° escalão reconhecidos. A
relação entre a Administração e as autoridades comunitárias é positiva e tem contribuído para a
solução dos vários problemas locais, nomeadamente os surgidos devido aos conflitos de terras
existentes no distrito.

Tendo o Xichangana como a língua materna dominante, a religião predominante é a Sião/Zione.


Existem outras crenças no distrito e representantes das respectivas hierarquias, que se têm
envolvido, em coordenação com as autoridades distritais, em várias actividades de índole social.

PÁGINA 6 Namaacha
2
22 D mooggrraaffiiaa2
Deem
A superfície do distrito3 é de 2.156 km2 e a sua população está estimada em 48.019 habitantes à
data de 1/7/20124. Com uma densidade populacional aproximada de 22,3 hab/km2, prevê-se que
o distrito em 2020 venha a atingir os 57 mil habitantes.

22..11 E
Essttrruuttuurraa eettáárriiaa ee ppoorr sseexxoo
A estrutura etária do distrito reflecte uma relação de dependência económica aproximada de
1:1.3, isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 13 pessoas em idade activa. Com uma
população jovem (41%, abaixo dos 15 anos), tem um índice de masculinidade de 97% (por cada
100 pessoas do sexo feminino existem 97 do masculino) e uma taxa de urbanização de 30%,
concentrada na Vila da Namaacha e zonas periféricas.

Quadro 1. População por posto administrativo, grupo etário e sexo, 1/7/2012


Grupos etários
TOTAL 0-4 5 - 14 15 - 44 45 - 64 65 e +
DISTRITO DA NAMAACHA 48,019 7,391 12,086 21,465 5,495 1,581
Homens 23,688 3,733 5,949 10,652 2,671 683
Mulheres 24,331 3,658 6,137 10,813 2,824 898
P.A. da NAMAACHA 32,557 4,916 8,013 15,217 3,426 986
Homens 16,232 2,503 3,919 7,650 1,705 454
Mulheres 16,325 2,412 4,094 7,567 1,720 531
P.A. de CHANGALANE 15,461 2,475 4,073 6,248 2,069 595
Homens 7,456 1,229 2,030 3,003 965 229
Mulheres 8,005 1,246 2,043 3,246 1,104 367
Fonte: INE, Dados do Censo de 2007 e Projecções globais da população.

Namaacha
22,1 hab/km2

Changalane
23,0 hab/km2

Figura 2. Postos Administrativos e Densidade Populacional, 1/7/2012


Fonte: INE, Dados do Censo de 2007 e Projecções globais da população.

2
Os dados demográficos e da habitação, excepto nota contrária, estão referidos a 1/8/2007, última data censitária.
3
Centro Nacional de Cartografia e Teledetecção http://www.cenacarta.com
4
Projecções oficiais do Instituto Nacional de Estatística.

PÁGINA 7 Namaacha
Das pessoas residentes no distrito, somente 45% nasceram no próprio distrito, o que denota
fluxos de migração internos significativos. No caso das mulheres este fluxo é maior entre
distritos da mesma província e menor quando considerado em relação a outras províncias.
Quadro 2. Pessoas residentes no distrito, segundo o local de nascimento
    Local  de  Nascimento  
No  próprio   Noutro  distrito  da   Noutra  
    distrito   mesma  província   Província  
Total   45.3%   10.3%   44.5%  
 -­‐  Homens   44.6%   9.0%   46.4%  
 -­‐  Mulheres   46.0%   11.5%   42.5%  
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

22..22 T
Trraaççoo ssoocciioollóóggiiccoo
Das 12.120 famílias5 do distrito, o grupo mais significativo é o tipo sociológico alargado
(37.1%), isto é, com um ou mais parentes para além de filhos e têm, em média, 4 pessoas.

Quadro 3. Agregados familiares, segundo a dimensão


% de agregados, por dimensão
1-2 3-5 6 e mais
37.3% 38.5% 24.2%
Fonte: INE, Dados do Censo de 2007 e Projecções globais da população.

Quadro 4. Agregados familiares, segundo o tipo sociológico


TIPO SOCIOLÓGICO DE AGREGADO FAMILIAR
Monoparental (1) Nuclear
Unipessoal Alargado (2)
Masculino Feminino Com filhos Sem filhos
21.6% 1.6% 8.7% 23.3% 7.7% 37.1%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística – Censo de 2007.
1) Família com um dos pais.
2) Família nuclear ou monoparental com ou sem filhos e um ou mais parentes.

Na sua maioria casados após os 12 anos de idade, têm crença religiosa dominada pela religião
Sião ou Zione.

Quadro 5. Distribuição da população, segundo o estado civil


Com 12 anos ou mais, por Estado civil
Casado ou Separado/
Total Solteiro união Divorciado Viúvo
100.0% 38.1% 50.2% 4.4% 7.3%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística – Censo de 2007.

22..33 L
Líínngguuaass ffaallaaddaass
Tendo o Xichangana como a língua materna dominante, constata-se que 75% da população do
distrito (com 5 ou mais anos de idade) tem conhecimento da língua portuguesa, sendo este

5
Estimativa para 2012 a partir das projecções da população do Censo de 2007.

PÁGINA 8 Namaacha
domínio predominante nos homens, dada a sua maior inserção na vida escolar e no mercado de
trabalho.

Quadro 6. População com 5 anos ou mais, por língua materna e sexo


GRUPO ETÁRIO
TOTAL 5-9 10 - 14 15 - 19 20 - 44 45 e mais
TOTAL 100.0% 100.0% 100.0% 100.0% 100.0% 100.0%
Xirhonga 6.5% 4.9% 6.1% 5.7% 4.4% 8.0%
Xichangana 56.5% 63.9% 62.7% 58.4% 55.9% 51.8%
Português 11.5% 18.1% 16.3% 16.8% 13.6% 5.9%
Xitshwa 11.4% 5.0% 5.6% 7.1% 11.4% 16.3%
Outras 25.5% 13.1% 14.9% 19.1% 26.1% 34.3%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística – Censo de 2007.

Figura 3. População com 5 anos ou mais, por língua materna

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Quadro 7. População de 5 anos ou mais e conhecimento de Português


Sabe falar Português Não sabe falar Português
Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres
Distrito da NAMAACHA 75.3% 81.5% 69.3% 24.7% 18.5% 30.7%
5 - 9 anos 65.8% 65.1% 66.5% 34.2% 34.9% 33.5%
10 - 14 anos 92.5% 92.0% 92.9% 7.5% 8.0% 7.1%
15 - 19 anos 98.1% 98.0% 98.1% 1.9% 2.0% 1.9%
20 - 44 anos 84.5% 90.8% 74.2% 15.5% 9.2% 25.8%
45 anos e mais 81.9% 84.1% 79.9% 18.1% 15.9% 20.1%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística.

PÁGINA 9 Namaacha
22..44 A
Annaallffaabbeettiissm
moo ee E
Essccoollaarriizzaaççããoo
Com 67% da população alfabetizada, predominantemente homens, o distrito da Namaacha tem
uma taxa de escolarização normal, constatando-se que 78% dos seus habitantes, principalmente
residentes no posto administrativo sede, frequentam ou já frequentaram a escola, ainda que
maioritariamente somente até ao nível primário.

Quadro 8. População de 15 ou mais anos e alfabetização, 2007


Taxa de analfabetismo
TOTAL Homens Mulheres
Distrito da Namaacha 32,5% 22,7% 42,1%
15 - 19 anos 8,6% 8,8% 8,4%
20 - 24 anos 19,9% 16,1% 23,4%
25 - 29 anos 27,9% 23,8% 32,3%
30 - 44 anos 35,2% 24,1% 45,4%
45 anos ou mais 56,1% 34,8% 75,5%
P. A. da Namaacha 28,7% 20,5% 36,8%
P. A. de Changalane 41,0% 27,6% 53,1%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

PÁGINA 1 0 Namaacha
6
33 H
Haabbiittaaççããoo ee C Viiddaa6
Coonnddiiççõõeess ddee V
As características físicas das habitações, especialmente o material usado na sua construção e o
acesso a serviços básicos de água, saneamento e energia, são indicadores importantes do nível de
vida dos agregados familiares. As características do parque habitacional duma sociedade
constituem um indicador bastante relevante do nível de desenvolvimento socioeconómico.

Quadro 9. Habitações segundo o regime de propriedade


Total  de  Habitações   100.0%  
 -­‐  Próprias   83.4%  
 -­‐  Alugadas   2.8%  
 -­‐  Cedidas  ou  emprestadas   10.7%  
 -­‐  Outro  regime   3.2%  
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

A maioria (83%) das cerca de 12 mil habitações7 existentes no distrito são de propriedade
própria. O tipo de habitação dominante é a casa mista (48%), que é um tipo de habitação que
combina materiais de construção duráveis e materiais de origem vegetal. As casas de tipo formal
(convencionais, básicas, flat/apartamentos) representam 29% do parque habitacional do distrito,
e 21% das habitações são palhotas, que é a forma tradicional de casa rural.

Quadro 10. Tipo de habitações


Casa convencional8 ou apartamento9 5%
Casa mista10 48%
Casa básica11 24%
Palhota12 21%
Casa improvisada13 e outras 2%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

6
Os dados demográficos e da habitação, excepto nota contrária, estão referidos a 1/8/2007, última data censitária.
7
Estimativa para 2012 a partir das projecções da população do Censo de 2007.
8
Casa convencional - é uma unidade habitacional unifamiliar que tenha quarto(s), casa de banho, cozinha dentro de casa, e
construída com materiais duráveis (bloco de cimento, tijolo, chapa de zinco/lusalite, telha/lage de betão). Pode ser de rés do
chão, mais de 1 ou 2 pisos.
9
Flat/apartamento - é uma unidade habitacional que tenha quarto(s) casa de banho, cozinha pertencente a uma unidade
habitacional multifamiliar com 1 ou mais pisos podendo ser de um bloco ou conjunto de blocos.
10
Casa mista – é uma casa construída com materiais duráveis (bloco de cimento, tijolo, chapa de zinco/lusalite, telha/lage de
betão), materiais de origem vegetal (capim, palha, palmeira, colmo, bambu, caniço, paus maticados, madeira, etc) e adobe.
11
Casa básica – é uma unidade habitacional que só tem quarto(s) e não tem casa de banho e ou cozinha, sendo construída com
materiais duráveis (bloco de cimento, tijolo, chapa de zinco/lusalite, telha/lage de betão). Inclui-se nesta categoria o conjunto de
quartos geminados (casa comboio) que utilizam os mesmos serviços (casa de banho, cozinha e água).
12
Palhota – é uma casa cujo material predominante na construção é de origem vegetal (capim, palha, palmeira, colmo, bambu,
caniço, adobe, paus maticados, etc).
13
Casa improvisada – são habitações construídas com material improvisado e precário, tal como papel, saco, cartão,, latas,
cascas de árvores, etc.

PÁGINA 1 1 Namaacha
Figura 4. Tipo de habitações

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Apesar de as condições de habitação serem diferentes entre as zonas urbanas e rurais do distrito,
verifica-se um padrão comum dos materiais de construção caracterizado por:
• A maioria das casas tem paredes de blocos de cimento ou tijolo (33%) ou caniço/paus (34%);
• A grande maioria das casas tem cobertura de chapas ou telhas (72%); e
• A maior parte das casas tem pavimento de cimento (47%), seguido de adobe (32%).

Quadro 11. Habitações segundo o material de construção


Em  %  
    Total   Urbano   Rural  
Paredes   100.0%   100.0%   100.0%  
 -­‐  Blocos  de  cimento  ou  tijolo   33.0%   60.8%   23.6%  
 -­‐  Caniço  /  Paus   34.3%   6.9%   43.7%  
 -­‐  Madeira  /  Zinco   1.9%   0.9%   2.2%  
 -­‐  Outro  material   30.7%   31.5%   30.5%  
Cobertura   100.0%   100.0%   100.0%  
 -­‐  Chapas  ou  telhas   71.9%   87.1%   66.8%  
 -­‐  Laje  de  betão   1.5%   4.9%   0.4%  
 -­‐  Capim  ou  outro  material   26.5%   8.1%   32.8%  
Pavimento   100.0%   100.0%   100.0%  
 -­‐  Cimento,  parquet  ou  mosaico   46.9%   76.7%   36.8%  
 -­‐  Adobe   32.3%   14.8%   38.2%  
 -­‐  Sem  nada   20.8%   8.5%   25.0%  
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

PÁGINA 1 2 Namaacha
Figura 5. Habitações segundo o material de construção

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

O gráfico e quadro seguintes mostram a distribuição percentual das habitações por acesso aos
serviços básicos. Ainda que maior nas áreas urbanas do distrito, o acesso a serviços básicos é
também limitado nestas áreas. Em geral a situação de acesso pode ser assim caracterizada:
• Só 21% das casas tem energia eléctrica;
• A maioria das famílias (62%) usa o petróleo como fonte de energia;
• Quase metade das famílias (49%) tem acesso a fontes de água potável14; e
• Somente 23% das famílias usam sistemas de saneamento melhorados15.
Figura 6. Habitações e condições básicas existentes

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

14
Água canalizada (dentro e fora da casa), fontenário e poço/furo protegido c/ bomba.
15
Retrete ligada a fossa séptica, Latrina melhorada e Latrina tradicional melhorada.

PÁGINA 1 3 Namaacha
Quadro 12. Habitações, água, saneamento e energia
Casa Casa Casa
HABITAÇÕES  E  CONDIÇÕES  BÁSICAS  EXISTENTES TOTAL Palhota
convencional mista básica
ENERGIA 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
Electricidade 21,1 85,4 13,3 40,3 0,6
Gerador/placa solar 0,5 2,2 0,2 1,2 0,1
Gás 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0
Petróleo/parafina/querosene 61,5 7,0 70,5 43,5 75,6
Velas 12,6 4,4 13,2 13,8 12,1
Baterias 0,1 0,0 0,1 0,2 0,0
Lenha 3,4 0,0 2,2 0,6 10,2
Outras 0,7 0,8 0,5 0,5 1,4
ÁGUA 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
Água canalizada 13,9 82,7 7,7 22,5 1,4
- dentro da casa 3,3 60,1 0,5 0,0 0,0
- fora de casa 10,6 22,6 7,1 22,5 1,4
Não-canalizada 86,1 17,3 92,3 77,5 98,6
- fontenário 19,4 4,0 21,5 23,6 13,4
- poço/furo protegido c/ bomba 15,3 5,2 17,3 15,8 12,4
- poço sem bomba 14,2 4,2 15,6 14,3 13,3
- rio/lago/lagoa 32,6 3,0 34,3 16,9 54,3
- chuva 1,1 0,0 1,1 1,1 1,3
- outros 3,6   0,8   2,6   5,8   3,8  
SANEAMENTO 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
Retrete ligada a fossa séptica 5,7 89,4 0,4 3,3 0,2
Latrina melhorada 9,8 5,2 4,4 28,8 0,8
Latrina tradicional melhorada 7,7 1,0 8,6 12,8 1,7
Latrina não melhorada 49,6 3,7 61,8 42,4 41,7
Não tem retrete/latrina 27,2 0,7 24,9 12,8 55,6
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

No que diz respeito a posse de bens, a incidência da posse de bens duráveis pelas famílias
residentes no distrito é apresentada na tabela seguinte.
Quadro 13. % de famílias, segundo a posse de casa própria e bens
duráveis
Casa Telefone Nenhum
própria Rádio Televisor fixo Computador Carro Motorizada Bicicleta bem
83.4%   58.6%   18.6%   0.8%   0.7%   3.3%   0.8%   13.7%   36.2%  
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Constata-se que, exceptuando a casa própria, 36 por cento das famílias não possuem nenhum dos
bens listados na tabela e observados aquando do Censo da População de 2007.

PÁGINA 1 4 Namaacha
44 O
Orrggaanniizzaaççããoo A
Addm
miinniissttrraattiivvaa ee G
Goovveerrnnaaççããoo
O distrito da Namaacha, com sede na Vila da Namaacha, está dividido em dois Postos
administrativos e 8 Localidades assim distribuídas: P.A. da Namaacha (Vila da Namaacha e
Localidades de Kala-Kala, Chimachuanine, Impaputo, Mafuiane e Matsequenha) e P.A. de
Changalane (Localidades de Changalane, Goba Estação, Mahelane e Michangulene).

44..11 G
Goovveerrnnoo D
Diissttrriittaall
O Governo Distrital é dirigido pelo Administrador de Distrito e, ao abrigo da Lei nº 8/2003 de 19
de Maio, está estruturado na Secretaria Distrital e nos seguintes Serviços Distritais:
• Actividades Económicas;
• Saúde, Mulher e Acção Social;
• Educação, Juventude e Tecnologia; e
• Planeamento e Infra-estruturas.

De acordo com o Estatuto Orgânico do Governo Distrital aprovado pelo Decreto nº 6/2006 de 12
de Abril, a Estrutura Tipo do Governo Distrital é a que é apresentada em seguida.

Estrutura Tipo do Governo Distrital

Fonte: Decreto nº 6/2006 de 12 de Abril

Para além destes serviços, funcionam ainda as seguintes instituições públicas:


• Tribunal Judicial;
• Registo e Notariado;
• Comando Distrital da PRM;
• Procuradoria Distrital da República;
• Alfândegas;
• Migração;
• SISE.

PÁGINA 1 5 Namaacha
PÁGINA 1 6 Namaacha
Com um total de 1.048 funcionários em 2011 (dos quais, 490 são mulheres), o pessoal da
Administração Distrital apresenta a seguinte distribuição por serviços:
• 106 Gabinete do Administrador/ Secretaria Distrital (GA/SD);
• 714 do Serviço Distrital de Educação Juventude e Tecnologia (SDEJT);
• 130 do Serviço Distrital de Saúde Mulher e Acção Social (SDSMAS);
• 83 Serviço Distrital de Actividades Económicas (SDAE); e
• 15 de Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas.

Do total de funcionários, 6% tem formação superior, 33% formação média, 32% formação básica
e os restantes 29% formação elementar. Ocupam cargos de chefia 109 funcionários (dos quais 33
são mulheres), estando 70% dos mesmos afectos em unidades dependentes do SDEJT.

O relacionamento entre o Conselho Municipal da Vila de Namaacha e os Órgãos de Estado


funciona de acordo com as normas legais estabelecidas. Em 2011 procedeu-se ao lançamento de
Plano de Estrutura Urbana (PEU) da zona Municipal da Namaacha e o Plano Distrital de Uso de
Terra (PDUT) em coordenação entre CMVN e o GD.

O Distrito possui um Conselho Consultivo Distrital composto por 48 membros e presidido pelo
Administrador Distrital. Em 2011 o CCD aprovou 26 projectos de iniciativa local. No Distrito
funcionam dois Conselhos Consultivos dos Postos Administrativos, com 30 membros cada, e
presididos pelo respectivo Chefe do Posto Administrativo. No seu funcionamento participativo
estes envolvem os membros dos 8 Conselhos Consultivos de Localidade.

Os membros dos Conselhos Consultivos do Distrito são envolvidos na apreciação do PEDD e


PESOD e na avaliação periódica dos instrumentos da planificação territorial local, bem como no
que se refere à opinião sobre a viabilidade de projectos de iniciativa local e projectos com
impacto directo nas comunidades, no âmbito de investimento local, que são submetidos
posteriormente para decisão do Conselho Consultivo Distrital.

No contexto da reforma do sector público, foi nomeado o Secretário Permanente Distrital, foram
institucionalizados os Conselhos Locais ( Localidade, Posto Administrativo e Distrito), Balcão
de Atendimento Único Distrital (BAUD), descentralizados os investimentos no distrito,
tramitados os expedientes para a nomeação de directores dos serviços distritais bem como dos
chefes de Localidade, e foi feito ainda o lançamento da 2ª fase da reforma do sector público.

A governação tem por base os Presidentes das Localidades, Autoridades Comunitárias e


Tradicionais. Os Presidentes das Localidades são representantes da Administração e subordinam-
se ao Chefe do Posto Administrativo e, consequentemente, ao Administrador Distrital, sendo
coadjuvados pelos Chefes de Aldeias, Secretários de Bairros, Chefes de
Quarteirões e de Blocos.

PÁGINA 1 7 Namaacha
Durante 2011 não houve reconhecimento de novos líderes comunitários, pelo que o Distrito
conta ainda com 22 líderes de 1º escalão, 19 de 2º escalão e 1 do 3° escalão reconhecidos.

44..22 SSíínntteessee ddaass aattrriibbuuiiççõõeess ee ddaa aaccttiivviiddaaddee ddooss óórrggããooss ddiissttrriittaaiiss


Nesta secção, sem pretender ser exaustivo transcrevendo o rol de tarefas realizadas, focam-se as
principais actividades de intervenção pública directa que contribuem para o desenvolvimento
social e económico do distrito.

4.2.1 Secretaria Distrital

A Secretaria Distrital dirigida por um Secretário Permanente Distrital é o órgão do Governo


Distrital que tem como principais funções e realizou actividades no âmbito de (a) prestar
assistência técnica e administrativa ao Governo Distrital; (b) assegurar a gestão dos recursos
humanos, materiais e financeiros do Governo Distrital; (c) assistir na organização e controlo das
actividades do Governo distrital, bem como na elaboração de relatórios de análise de actividades
do Governo Distrital; e (d) garantir a assistência técnica e administrativa necessária ao
funcionamento dos postos administrativos, localidades e povoações.

Estrutura Orgânica da Secretaria Distrital

Secretário  Permanente
Distrital

Repartição  de  Planificação Repartição  de Repartição  de  Administração  Local Secretaria
e  Desenvolvimento  Local Finanças e  Função  Pública Geral

Fonte: MAE/DNAL.

4.2.2 Serviço Distrital de Actividades Económicas

Este Serviço é dirigido por um director e tem como funções específicas de entre outras: (a) a
promoção do uso adequado do solo e a gestão florestal; (b) o incentivo da produção alimentar e
de culturas de rendimento; (c) o fomento pecuário e a construção comunitária de tanques
carracicidas; (d) a emissão de emitir licenças de pesca artesanal, caça e de abate, bem como o
combate a caça furtiva; (e) a promoção da piscicultura e da apicultura; (f) a divulgação do
potencial económico, industrial, turístico e cinegético local; (g) a promoção da pequena indústria
e mineração artesanal; (h) a emissão de pareceres sobre pedidos de licenciamento de actividades
económicas, licenciar actividades comerciais e emitir licenças turísticas; (i) efectuar o
recenseamento das actividades de artesanato; e (j) promover mecanismos de financiamento das
actividades produtivas.

PÁGINA 1 8 Namaacha
4.2.2.1 Agricultura e Desenvolvimento Rural

De um modo geral, a agricultura no distrito é praticada em explorações familiares de 1 hectare e


em regime de consociação de culturas com base em variedades locais, havendo em algumas
regiões o recurso à tracção animal e tractores.

O sector familiar dedica-se ao cultivo, na sua maioria em sequeiro, de milho, amendoim, feijões,
das espécies nhemba e manteiga, batata-doce, banana e mandioca, havendo fomento do girassol e
da fabricação de óleo no Posto Administrativo de Changalane. No regadio de Mafuiane, os
camponeses também cultivam hortícolas, fruteiras (citrinos, banana, abacate, morango, litches),
feijões, amendoim e milho.

O fomento pecuário em Namaacha ainda é insuficiente, apesar deste distrito ter tradição na
criação de gado e no uso de tracção animal, em particular nas zonas de Mafuiane e Changalane.

Ao nível familiar introduziram-se técnicas de produção de queijo a partir do gado caprino, muito
embora o seu impacto ainda não seja visível, em virtude deste gado ainda se encontrar na fase de
reprodução, estando as famílias a solicitar mais fomento pecuário.

As limitações da produção pecuária identificadas na zona são as doenças nos animais, a escassez
de serviços de extensão e a falta de dinheiro para comprar efectivos.

O distrito de Namaacha debate-se com problemas de aridez em algumas zonas, devido aos
incêndios ateados pelas populações locais.

Para o combate e sensibilização das populações e com o apoio das mesmas, o governo distrital
criou já 25 comités de gestão de recursos naturais. Em Goba, Changalane e Mafuiane, estão a
ser implementadas acções de maneio comunitário dos recursos naturais e de reflorestamento,
para minimizar os efeitos da desmatação e para incentivar o controlo dos recursos, com vista a
garantir a preservação das espécies vegetais e faunísticas do distrito.

O distrito da Namaacha tem uma procura adicional de terrenos proveniente da cidade de Maputo
elevada, que está na origem de vários conflitos ligados à posse da terra, para cuja solução e
moderação, tem contribuído a Administração e a DADR (Serviços de Geografia e Cadastro) em
coordenação com anciãos influentes localmente.

No início das Campanhas Agrícolas são realizadas em todo o distrito campanhas de


sensibilização aos produtores com vista a aumentar as áreas de produção, usando equipamentos
que permitem aumentar a produtividade (tracção animal e mecânica) e tendo em consideração o
prognóstico de chuvas.

PÁGINA 1 9 Namaacha
Para além da agricultura e pecuária, domina a actividade económica do distrito o comércio
fronteiriço, a caça, o corte de lenha e a produção caseira de bebidas e carvão.

Aprovisionamento de insumos

A disponibilidade de insumos foi assegurada, através da disponibilização de pesticidas, diversos


materiais e equipamentos em todas as localidades. As estacas de mandioqueira, semente de
batata-reno e socas de ananaseiro distribuídas no final de 2010 estão indicadas na tabela
seguinte.

Quadro 14. Sementes distribuídas no 4º trimestre 2010


Material vegetativo Variedade Quant. Recebida Quant. Distribuída (ton)
Socas de ananaseiro Smooth cayenne 50.600 50.600
Semente de batata-reno BP1 120ton 120ton
Estacas de mandioqueira Munhaça 316 m3 316 m3
Estacas de mandioqueira Gana 356 m3 356 m3
Fonte: SDAE Namaacha

Extensão Agrária

Os Serviços de extensão no distrito contam com 4 extensionístas e 1 supervisor que assistem


cerca de 2.600 produtores (836 homens e 1.764 mulheres) e 39 associações (1.015 membros),
das quais cerca 29 estão legalizadas. A assistência prestada aos produtores consiste basicamente
na disseminação de pacotes tecnológicos nos regadios, conservação pós-colheita, entre outras
actividades de acompanhamento das actividades de cultivo dos agricultores nas localidades.

É de salientar que a cobertura da extensão pública no distrito é deficitária, não abrangendo a


todos os agricultores, devido, principalmente, ao número reduzido de técnicos.

Além da extensão pública, existem no distrito, parceiros que prestam assistência técnica aos
produtores locais, nomeadamente: ADPP Clube de camponeses (3 extensionístas que assistem
750 produtores de 15 clubes de 50 membros cada), Casa de Gaiato (1 Extensionísta), e
Lupa/ADIPSA (1 Extensionísta que assiste 72 produtores da Associação dos Regantes de
Mafuiane).

Construção e reabilitação de regadios e represas

Em 2011, foi entregue um regadio a Associação Hanhane de Machavatimuca, localidade de


Matsequenha, com capacidade inicial de irrigar uma área de cerca de 10ha, e com potencial de
ampliação.

Sanidade Vegetal

Várias culturas são afectadas por pragas, nomeadamente: mosca branca (vector
da virose do tomateiro), ratos do campo, formigas, larva mineira, gafanhoto

PÁGINA 2 0 Namaacha
elegante, ferrugem, e percevejo nas crucíferas. As pragas e doenças foram controladas
atempadamente, de forma a reduzir a incidência e severidade da acção destes patógenos nas
culturas. O controlo da mosca branca, ratos do campo, formiga e gafanhoto elegante, foi
realizado com o apoio da repartição de Sanidade vegetal, que disponibilizou os pesticidas
necessários para o controlo destas pragas. Tiveram lugar em todo distrito, campanhas de
sensibilização e aconselhamento para garantir a conservação das culturas pós colheita e limpeza
dos campos.

Pecuária

Em 2011 foram aplicados 493 mil banhos carracicidas em gado bovino (230 mil do sector
familiar e 263 mil do sector privado). Foram ainda vacinados contra várias epidemias
(carbúnculo hemático, carbúnculo sintomático, febre aftosa, dermatose nodular, brucelose, raiva
e newcastle) cerca de 70 mil casos em 2011 e 115 mil em 2010. Esta redução derivou do número
reduzido de vacinas disponibilizados para a campanha de vacinação em 2011.

Em 2011 foram também realizados 3.200 tratamentos de doenças transmitidas por carapaças,
abcessos, feridas, suspeitas de ricketsiose, anaplasmose, anemias, diarreias e fraquezas. Em 2010
foram efectuados 1.750 tratamentos.

Florestas e fauna bravia

Produção de plantas

A produção de plantas envolve várias actividades que começa com a preparação dos alfobres até
ao maneio das plantas após a germinação. A tabela seguinte mostra o nível de execução das
actividades sob coordenação do SDAE em 2010 e 2011.

Actividades 2010 2011


Produção de plantas no viveiro da mata de Namaacha 24.450 plantas 21.831 plantas
Produção de plantas nos viveiros comunitários 10.779 plantas 16.077 plantas
Plantação na mata de Namaacha 18 ha 18 ha
Limpeza de aceiros na mata de Namaacha 28 ha 20 ha
Reflorestamento nas comunidades 14 ha 35 ha
Colecta de sementes (SDAE) 4.5 Kg 6.9 Kg
Fonte: SDAE Namaacha

A aquisição tardia dos vasos e fraca germinação das sementes dadas as baixas temperaturas no
inverno, condicionaram a produção de plantas no viveiro da mata em 2011.

Maneio comunitário e assistência aos comités de gestão de recursos naturais

Com vista a aumentar a eficiência da gestão dos recursos naturais e faunísticos, foram realizadas
visitas aos comités de gestão de recursos naturais, tendo-se monitorado a produção dos viveiros
comunitários e a distribuição das plantas para o reflorestamento.

PÁGINA 2 1 Namaacha
Em 2011 foram distribuídas 8.939 plantas de diversas espécies nativas para o reflorestamento
comunitário. Foram assistidos os CGRN de Impaputo, Goba e Matsequenha na legalização das
suas licenças de exploração florestal e faunístico.

Ainda em 2011, o sector Florestal realizou um seminário de capacitação em matéria de


conservação de sementes e gestão dos viveiros. Neste seminário participaram todos os chefes das
localidades, extensionistas do distrito, técnicos da mata de Namaacha e técnicos do conselho
Municipal de Namaacha. O seminário tinha como objectivo fornecer conhecimentos aos chefes
das localidades no processamento e maneio de plantas no viveiro e foi planificado que cada líder
comunitário tem que possuir uma floresta com o mínimo de 1ha.

Fiscalização

A crescente aderência dos operadores na legalização das licenças de transporte de produtos


Florestais resultou numa redução do número de multas aplicadas numa actividade crescente de
fiscalização de viaturas.

Conflito Homem-Fauna Bravia

Em 2011 registaram-se 10 casos de presença de animais bravios junto a comunidade, dos quais
em alguns casos houve mortos e danos materiais.

4.2.2.2 Indústria, Comércio e Turismo

Em 2011 foram licenciados 65 operadores de actividade comercial através do licenciamento


simplificado e foram tramitados cinco processos para Direcção Provincial de Indústria e
Comércio (BAU) para o licenciamento.

Foram tramitados cinco (5) processos a Direcção Provincial de Recursos Minerais e Energia
para pedido de Certificado Mineiro. Está em curso a tramitação de 4 processos a nível do
Distrito.

PÁGINA 2 2 Namaacha
4.2.3 Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia
Este Serviço é dirigido por um director e tem como funções específicas de entre outras: (a)
garantir o funcionamento de estabelecimentos de ensino, formação de professores, alfabetização,
educação de adultos e educação não formal; (b) realizar estudos sobre cultura, diversidade
cultural, valores locais e línguas nacionais; (c) promover o fabrico de instrumentos musicais
tradicionais; (d) incentivar o desenvolvimento de associações juvenis, bem como promover
iniciativas geradoras de emprego, auto-emeprego e outras fontes de rendimento dos jovens; e (e)
promover o uso de novas tecnologias.

4.2.3.1 Educação

A maioria da população (67%) do distrito é alfabetizada e 78% das pessoas com 5 ou mais anos
de idade, predominantemente homens, frequentam ou já frequentaram o nível primário do
ensino. A análise por sexos revela um padrão melhor entre os homens do que nas mulheres.

Quadro 15. População de 5 anos ou mais, por frequência escolar


P O P U L A Ç Ã O Q U E:
FREQUENTA FREQUENTOU NUNCA FREQUENTOU
Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres
Distrito da Namaacha 35.3% 35.6% 35.0% 42.6% 48.0% 37.3% 22.1% 16.4% 27.7%
P. A. da Namaacha 36.1% 35.9% 36.3% 43.8% 49.0% 38.7% 20.1% 15.1% 25.0%
P. A. de Changalane 33.6% 34.8% 32.5% 40.1% 46.0% 34.4% 26.3% 19.2% 33.1%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.
A análise do nível de ensino frequentado pela população que actualmente atende a escola, revela
uma concentração significativa no nível primário de ensino.

Quadro 16. População de 5 anos ou mais, por nível de ensino


NÍVEL DE ENSINO QUE FREQUENTA
Total AEA EP1 EP2 ESG1 ESG2 Técnico Superior
TOTAL 100.0% 2.7% 62.1% 16.9% 13.8% 3.0% 0.9% 0.6%
5 - 9 anos 100.0% 0.2% 99.8% 0.0% 0.0% 0.0% 0.0% 0.0%
10 - 14 anos 100.0% 0.1% 70.1% 25.2% 4.6% 0.0% 0.0% 0.0%
15 - 19 anos 100.0% 0.2% 17.7% 34.5% 42.0% 4.1% 1.2% 0.2%
20 - 24 anos 100.0% 3.5% 9.6% 11.6% 45.3% 20.5% 7.2% 2.4%
25 e + anos 100.0% 34.3% 22.1% 5.8% 16.0% 12.4% 3.6% 5.8%
HOMENS 100.0% 0.8% 63.5% 17.1% 13.6% 3.1% 1.1% 0.8%
MULHERES 100.0% 4.6% 60.7% 16.7% 14.0% 2.8% 0.8% 0.4%
EP1 - 1º a 5º anos; EP2 - 6º e 7º anos; ESG I - 8º a 10º Anos; ESG2 - 11º e 12º Anos; ET – Ensino técnico; CFP – Curso de
formação de professores; AEA -Alfabetização e educação de adultos.

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

PÁGINA 2 3 Namaacha
Figura 7. População (5 anos ou mais) por grau de ensino frequentado

Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Um aspecto importante é a observação das taxas de escolarização bruta e líquida. A primeira


taxa calcula-se dividindo o total de alunos de um determinado nível de ensino
(independentemente da idade) pela população do grupo etário correspondente à idade oficial para
o referido nível16. Para calcular a segunda taxa, divide-se o total de alunos cuja idade coincide
com a idade oficial para o nível pela população do grupo etário correspondente a esse nível.
Estas são as medidas mais comuns para estimar o desenvolvimento quantitativo do sistema
educativo.

Quadro 17. Taxas de escolarização


Taxa  Bruta  de  Escolarização   Taxa  Líquida  de  Escolarização  
Taxas  de  escolarização  
TOTAL   H   M   TOTAL   H   M  
EP1   140.6   143.1   138.1   84.6   85.7   83.5  
EP2   104.7   108.4   101.1   20.2   19.4   20.9  
ESG1   62.5   60.8   64.1   13.7   11.1   16.3  
ESG2   22.2   22.2   22.3   2.3   1.7   3.1  
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007
.
Como se pode observar, a taxa bruta de escolarização do Ensino Primário do 1º Grau é de
140.6%, o que indica um elevado nível de cobertura escolar neste nível. Atendendo a que a idade
ideal para frequentar o EP1 é de 6 a 10 anos (para terminar este nível sem nenhuma reprovação),
este indicador acima dos 100% reflecte a entrada tardia na escola, a reprovação e desistência
escolar, levando a que exista um elevado número de alunos no EP1, com idades superiores a 10
anos.

Efectivamente, a taxa líquida de escolarização no EP1 confirma aquele facto ao indicar que

16
EP1 – 6 a 10 anos; EP2 – 11 a 12 anos; ESG1 – 13 a 15 anos; ESG2 – 16 a 17 anos; Superior – 18 a 22 anos.

PÁGINA 2 4 Namaacha
somente 84,6% das crianças de 6 a 10 anos frequentam o nível de ensino correspondente a sua
idade, neste caso o EP1.

Em geral, os rapazes apresentam melhores indicadores educacionais brutos e líquidos para o


nível EP1. Nos restantes níveis as raparigas apresentam taxas mais elevadas de escolarização,
denotando um aumento de mulheres matriculadas nos níveis de ensino correspondente as suas
idades.

A situação global descrita reflecte, para além de factores socioeconómicos, o facto de a rede
escolar existente e o efectivo de professores, apesar de terem vindo a evoluir a um ritmo
significativo, serem insuficientes, o que é agravado por taxas de desistência em algumas
localidades do distrito, devido ao facto de haver muitos casamentos prematuros e emigração de
jovens para a Suazilândia e África do Sul.

Quadro 18. Escolas, Alunos, Professores, 2011


Nº de Alunos Professores
Níveis de ensino
Escolas M HM M HM
EP1 17 3.689 7.666 113 221
EP2 17 1.214 2.365 55 112
ESGI 3 1.132 2.162 9   58  
ESGII 1 218 449 5   18  
IFP 1 115 167 9   58  
ISET 1 72 224 7   33  
TOTAL DO DISTRITO 40 6.440 13.033 198 500
EP1 - 1º a 5º anos; EP2 - 6º e 7º anos; ESG I - 8º a 10º Anos; ESG II - 11º e 12º anos; ET - Ensino técnico; AEA –Alfabetização e
educação de adultos. ISET - Instituto Superior de Educação e Tecnologia. IFP – Instituto de Formação de Professores.
Fonte: SDEJT

O Instituto de Formação de Professores capacitou em 2011 um total de 98 professores (67 do


sexo feminino) e 89 gestores de escolas (48 mulheres).

Para além do efectivo de escolas apresentado na tabela anterior, existem ainda 7 Centros de
Alfabetização de Adultos, que tiveram 202 alunos (148 mulheres) em 2011.

O aproveitamento pedagógico em geral foi bom, como demonstram os dados da tabela seguinte.

Quadro 19. Taxas de aproveitamento pedagógico, 2011


(Em %) M HM
EP1 83.8 80.2
EP2 82.1 79.7
ESG I 67.8 71.2
ESG II 71.0 72.3
IFP 94.8 99.0
ISET 100.0 95.9
Fonte: SDEJT

PÁGINA 2 5 Namaacha
Em termos de grau de ensino concluído, constata-se que do total de população com 10 anos ou
mais de idade, só 41% concluiu algum nível de ensino, na sua maioria o nível primário.

Quadro 20. População de 10 anos ou mais, por nível de ensino concluído


NÍVEL DE ENSINO CONCLUÍDO
TOTAL Alfab. Primário Secund. Técnico C.F.P. Superior Nenhum
TOTAL 40.9% 0.4% 32.7% 6.6% 0.5% 0.5% 0.2% 59.1%
10 - 14 anos 29.3% 0.0% 28.9% 0.3% 0.0% 0.0% 0.0% 70.7%
15 - 19 anos 71.6% 0.0% 63.7% 7.6% 0.2% 0.0% 0.0% 28.4%
20 - 24 anos 58.7% 0.0% 45.1% 12.1% 0.6% 0.9% 0.0% 41.3%
25 - 29 anos 46.3% 0.1% 33.6% 10.3% 0.5% 1.7% 0.1% 53.7%
30 e + anos 27.7% 0.8% 19.5% 5.8% 0.7% 0.5% 0.5% 72.3%
HOMENS 45.8% 0.4% 35.9% 8.0% 0.7% 0.5% 0.3% 54.2%
MULHERES 36.1% 0.3% 29.5% 5.2% 0.3% 0.6% 0.1% 63.9%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Figura 8. População (10 anos ou mais) por grau de ensino concluído

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Existem vários programas escolares promovidos, nomeadamente:


• Caixa escolar - Foram distribuídos um total de 28 mil livros escolares da 1ª a 7ª classes;
• Produção Escolar – Foram produzidas cerca de 11 toneladas de produtos alimentares e
2.500 bicos de aves para consumo;
• Plantio de Árvores - Foram plantadas 19.253 árvores de fruta e de sombra;
• Saúde Escolar e HIV/SIDA – Abrangeu jornadas de limpeza, reciclagem de 18
activistas, vacinação anti-tétano para alunos da 1ª e 2ª classes, tendo se abrangido 607
alunos, supervisão em matéria de saneamento do meio, palestras sobre prevenção e
combate ao HIV-SIDA, DTS´s ( ITS´s) e drogas, desparasitação contra bilharziose e
lombrigas em todas as escolas do Ensino Primário, criação no IFP do núcleo de
aconselhamento em Saúde Sexual, Reprodutiva, HIV e SIDA.

PÁGINA 2 6 Namaacha
4.2.3.2 Formação Profissional e Emprego

O Governo Distrital em coordenação com Instituto de Emprego e Formação Profissional


(INEFP) tem formado jovens em várias artes, nomeadamente, construção civil, agro-pecuário e
electricidade. No final do curso o INEFP oferece kits de ferramentas aos graduados, como forma
de promover o auto-emprego.

Neste programa já foram formados 132 jovens e o FDD já financiou 45 projectos de jovens
desde 2007. O Governo Distrital continua a sensibilizar jovens para elaborarem projectos de
iniciativa local de modo a promover auto emprego e criação de mais postos de trabalho.

4.2.3.3 Tecnologia

Foram apurados dois jovens inovadores, que foram submetidos à Delegação Provincial de
Ciência e Tecnologia para a Gala Inovador a nível Regional.

Realizou-se uma pesquisa das plantas de fácil crescimento, tendo-se seleccionado as seguintes:
canhoeiro, laranjeira, mangueira, videiras, bananeiras, papaieiras, mafureiras, pereiras, videiras e
ananaseiros.

4.2.3.4 Cultura

Em geral no distrito forma celebradas as principais datas e feriados nacionais e de


acontecimentos históricos relevantes.

Foram realizadas palestras sobre abuso sexual e tráfico de menores, nas seguintes escolas: EPC
de Mugado, Graça Machel, Cocomela, envolvendo 470 alunos, em coordenação com Acção
Social e Secretariado Distrital.

Fez-se a inscrição de 10 grupos culturais do Distrito para dança: (EPC de Graça Machel,
Mafavuca, EP1 de Macuácua, Impaputo, Mundavene, Cassimatis e Matianine “B”), para canto
coral ( E.C.Mª Auxiliadora e EP1 de Chimuchuanine), e para teatro ( Nova Vida).

Realizou se a supervisão nas bibliotecas da Escola Secundária de Namaacha, Changalane, IFP e


Escola Comunitária Mª Auxiliadora, tendo-se constatado a existência de alguns livros não
registados, catalogados, classificados e etiquetados no IFP e Escola Secundária de Changalane.

Foram ensaiadas 400 crianças de EPC Graça Machel, Mugado, Cocomela , EP1 de Matianine
“B” e Chimuchuanine, no âmbito da preparação para abertura e o encerramento do X Festival
Nacional dos Jogos Desportivos Escolar - Edição 2011.

Participação na final do Intercâmbio Cultural designado “20 de Abril”, no qual os vencedores


são EPC Graça Machel na dança, EP1 de Chimuchuanine no canto coral e grupo Tofo como
grupo modelo.

PÁGINA 2 7 Namaacha
Elaborou-se um plano de Divulgação da Lei nº 6/99 de 2 de Fevereiro, que versa a proibição dos
menores de idade em locais ou sítios de diversão nocturna e que envolveu técnicos, professores,
presidentes dos conselhos de escolas e líderes comunitários. Neste âmbito realizaram-se 5
palestras com proprietários das casas de pastos e barracas, líderes comunitários, religiosos,
alunos e jovens das igrejas com 318 participantes.

Uma equipe de futebol masculino sub 13, participou de 8 a 12 de Janeiro no campeonato Infanto
Juvenil, que teve lugar no distrito de Boane, tendo se classificado no 4º lugar. A nível das escolas
da vila sede realizou-se um campeonato ganho pela Escola Comunitária Mª Auxiliadora.

4.2.4 Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social


Este Serviço é dirigido por um director e tem como funções específicas de entre outras: (a)
assegurar o funcionamento das unidades sanitárias e incentivar a medicina tradicional; (b)
promover acções de apoio e protecção da criança, da pessoa portadora de deficiência e do idoso;
(c) desenvolver acções de prevenção da violência doméstica e de abuso de menores; e (d)
promover a igualdade e equidade do género.

4.2.4.1 Saúde

Unidades sanitárias e pessoal da saúde

A rede e pessoal de saúde do distrito, apesar de estar a crescer, é insuficiente, evidenciando os


seguintes índices de cobertura média:
- Uma unidade sanitária por cada 6 mil pessoas;
- Uma cama por 740 habitantes; e
- Um profissional técnico para cada 640 residentes no distrito.

Quadro 21. Unidades de saúde, Camas e Pessoal, 2011


Tipo de Unidades Sanitárias Pessoal existente
Total de Centro de Posto de por sexo
Unidades Saúde Saúde HM H M
Nº de Unidades 8 7 1
Nº de Camas 65 65 0
Pessoal Total 130 128 2 130 51 79
- Licenciados 4 4 0 4 1 3
- Nível Médio 27 27 0 27 16 11
- Nível Básico e Elementar 45 45 0 45 19 26
- Pessoal de apoio 54 52 2 54 15 39
Fonte: SDSMAS

No geral, a prestação de cuidados de saúde primários evoluiu positivamente, com o aumento de


mais uma unidade sanitária. Por outro lado, as actividades preventivas na área de saúde no
distrito em matéria de saneamento do meio, suplementação de vitamina ‘A’,
educação as mães grávidas para ter o parto na maternidade e outras

PÁGINA 2 8 Namaacha
actividades, associadas ao aumento de novos técnicos recém graduados no distrito, são dados
positivos para o sector.

Cuidados de saúde

A tabela seguinte apresenta alguns indicadores de actividade dos serviços do Sistema Nacional
de Saúde.

Quadro 22. Evolução da actividade, 2009-2011


Actividades 2009 2010 2011
Taxa de ocupação de camas 26,0% 22,7% 36,0%
Taxa de mortalidade hospitalar 5,2% 9,0% 5,0%
Partos 864 940 876
Vacinações 20.282 24.848 15.912
Contactos Saúde Materno Infantil 25.995 25.999 25.421
Consultas externas 83.443 96.625 82.940
Consultas Estomatologia 2.862 3.176 3.450
DCO 4.006 4.253 5.615
Total de Unidades de atendimento 137.452 135.841 134.234
Fonte: SDSMAS

A taxa de mau crescimento infantil subiu de 1.2% para 1.5% em 2011. A taxa de baixo peso a
nascença aumentou de 3.7% para 8.5% uma vez que muitas destas crianças são filhas de mães
seropositivas.

Quadro 23. Indicadores de nutrição, 2009-2011


2009 2010 2011
Taxa de baixo peso à nascença 2.7% 3.7% 8.5%
Taxa de mau crescimento 2.0% 1.2% 1.5%
Fonte: SDSMAS

De referir ainda a existência de vários programas de cuidados de saúde primários a vários níveis
que denotam uma evolução positiva nos últimos anos, nomeadamente:
• Saúde ambiental: Esta actividade está sendo realizada em todas as unidades sanitárias, bem
como em brigadas móveis e nos locais de interesse público. Em 2011 foram realizadas em
282 palestras sobre saneamento do meio.
• Saúde Ocupacional: Realizadas em 2011 seis visitas de trabalho as empresas para vacinação
aos trabalhadores, bem como a todos os outros que manipulam géneros alimentícios.
• Sanidade Internacional: Foi intensificado o controlo de movimento de entradas nas fronteiras
de Namaacha sede e Goba. Este controle para além de entrada de produtos, é feito também
em relação as pessoas. Esta actividade visa fundamentalmente pesquisar sinais e sintomas da
gripe. Durante o período, foram controlados 33.616 passageiros, sendo
16.279 nacionais e 17.337 estrangeiros.

PÁGINA 2 9 Namaacha
• Saúde reprodutiva: As actividades de saúde reprodutiva tiveram uma descida de actividades.
Continua a falta de casas espera da mãe nas 5 maternidades incluindo a recém construída em
Macanda (O. Mechisso), as longas distâncias que as mães percorrem para chegar a
maternidade mais próxima, que não é a menos de 10 km, a falta de transporte em algumas
zonas (vulgo chapa 100) e a condição financeira na maioria da camada populacional.
• Saúde Infantil, Nutrição, Saúde Escolar
• Suplementação de Vitamina ‘A’
• Saúde Mental

Quadro epidemiológico

O quadro epidemiológico do distrito é dominado pelas doenças / infecções que são apresentadas
na tabela seguinte.

Quadro 24. Casos de doenças e óbitos notificados, 2009-2011


Doenças Casos Notificados Óbitos Notificados
2009 2010 2011 2009 2010 2011
Diarreias 2.788 2.874 2.788 - - 3
Disenteria 668 549 802 - - -
Sarampo 7 1 3 - - -
Cólera 24 - - 2 - -
Malária 456 567 1.905 - 1 2
HIV/SIDA 741 712 676 12 11 10
DTS 1.303 1.132 1.145 - - -
Fonte: SDSMAS

Figura 9. Quadro epidemiológico, 2011

Fonte: SDSMAS

PÁGINA 3 0 Namaacha
4.2.4.2 Acção Social

No distrito da Namaacha existem, segundo os dados do Censo de 2007, cerca de 2.700 órfãos (na
sua maioria órfãos de pai) e cerca de 1.400 pessoas portadoras de deficiência (94% com
debilidade física e 6% com doenças mentais).

Quadro 25. População de 0-14 anos, por condição de orfandade, 2007


População Órfão de:
0-14 anos Total Mãe Pai Pai e Mãe
Total 100.0% 16.0% 4.1% 10.3% 1.6%
- Homens 100.0% 16.1% 4.2% 10.2% 1.7%
- Mulheres 100.0% 15.9% 3.9% 10.5% 1.5%
Grupos etários:
- 0 a 4 anos 100.0% 5.6% 1.0% 4.3% 0.2%
- 5 a 9 anos 100.0% 15.1% 3.6% 10.3% 1.2%
- 10 a 14 anos 100.0% 30.6% 8.6% 18.1% 3.9%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Quadro 26. População deficiente, 2007


População Sem Com deficiência
Grupos de Idade
Total Deficiência Total Física Mental
Distrito da Namaacha 100.0% 96.7% 3.3% 3.1% 0.2%
0 - 14 100.0% 98.7% 1.3% 1.2% 0.1%
15 - 44 100.0% 96.9% 3.1% 2.9% 0.2%
45 e mais 100.0% 91.1% 8.9% 8.6% 0.3%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

A tabela seguinte apresenta a distribuição percentual das 1.400 pessoas portadoras de deficiência,
segundo a causa.

Quadro 27. População portadora de deficiência, segundo a causa


TOTAL Física Mental
Distrito da Namaacha 100.0% 100.0% 100.0%
À nascença 20.2% 19.3% 36.0%
Doença 33.9% 33.6% 38.7%
Minas/Guerra 4.4% 4.6% 1.3%
Serviço Militar 4.5% 4.8% 0.0%
Acidente de Trabalho 7.9% 8.3% 1.3%
Acidente de Viação 9.5% 9.8% 4.0%
Outras 19.5% 19.5% 18.7%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

A integração e assistência social a pessoas, famílias e grupos sociais em situação de pobreza


absoluta, dá prioridade à criança órfã, mulher viúva, idosos e deficientes, doentes crónicos e
portadores do HIV-SIDA, tóxico-dependentes e regressados.

Para o efeito, existem vários programas de assistência social em curso no distrito, cuja evolução
em termos de beneficiários é apresentada na tabela seguinte.

PÁGINA 3 1 Namaacha
Quadro 28. Programas de acção social, 2009-2011
Tipo de Programa Total Homens Mulheres
Ano: 2009
Crianças perdidas identificadas e reunificadas 13 9 4
Apoio a órfãos em situação difícil 250 126 124
Educação Pré-escolar 631 356 275
Atendimento a idosos 313 219 94
Atendimento a deficientes 89 32 57
Total 1.291 738 553
Ano: 2010
Crianças perdidas identificadas e reunificadas 13 9 4
Apoio a órfãos em situação difícil 376 144 232
Educação Pré-escolar 383 205 178
Atendimento a idosos 595 88 190
Atendimento a deficientes 21 13 8
Total 1.388 459 612
Ano: 2011
Crianças perdidas identificadas e reunificadas 13 9 4
Apoio a órfãos em situação difícil 501 154 307
Educação Pré-escolar 652 340 312
Atendimento a idosos 821 390 431
Atendimento a deficientes 9 5 4
Total   1.996   898   1.058  
Fonte: SDSMAS

O SDSMAS tem coordenado as acções de algumas organizações não governamentais,


associações e sociedade civil, promovendo a criação de igualdade de oportunidade e de direito
entre homem e mulher todos aspectos de vida social e económica, e a integração, quando
possível, no mercado de trabalho, processos de geração de rendimentos e vida escolar.

Apesar dos esforços desenvolvidos, são ainda bem patentes no distrito os efeitos da pobreza,
calamidades naturais e da guerra que assolou Moçambique nas últimas décadas.

4.2.4.3 Género

O distrito de Namaacha tem uma população estimada de 48 mil habitantes - 24 mil do sexo
feminino - sendo 9% dos agregados familiares do tipo monoparental chefiados por mulheres.

Ao nível do distrito tem-se privilegiado a coordenação das acções de algumas organizações não
governamentais, associações e sociedade civil, promovendo a criação de
igualdade de oportunidades e direitos entre sexos em todos aspectos de vida

PÁGINA 3 2 Namaacha
social e económica, e a integração da mulher no mercado de trabalho, processos de geração de
rendimentos e vida escolar.

Esta coordenação recorre a mecanismos de troca de informação, diálogo e concertação da acção,


evitando a sobreposição de actividades e racionalizando recursos de forma a melhorar a eficácia
e eficiência das acções governamentais e das iniciativas da comunidade e do sector privado.

Tendo por língua materna dominante o Xichangana, 69% das mulheres do distrito com 5 ou mais
anos de idade têm conhecimento da língua portuguesa, sendo este domínio mais acentuado nos
homens (82%), dada a sua maior inserção na vida escolar e no mercado de trabalho. A taxa de
analfabetismo na população feminina é de 42%, sendo de 23% no caso dos homens.

Figura 10. Indicadores de escolarização por sexos

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Das mulheres do distrito com mais de 5 anos, 28% nunca frequentaram a escola (no caso dos
homens só 16% nunca estudaram) e 22% concluíram o ensino primário (no caso dos homens,
28% terminaram o primário).

No que diz respeito ao acesso a novas tecnologias também se verifica um desequilíbrio


acentuado entre sexos, como se pode deduzir da tabela seguinte.

Quadro 29. Uso de novas tecnologias (10 anos ou mais)


    Número de pessoas que usou: % de pessoas
    Computador Internet c/ Telemóvel
Total   1.9%   0.9%   27.6%  
 -­‐  Homens   2.9%   1.4%   42.1%  
 -­‐  Mulheres   0.9%   0.4%   13.6%  
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

PÁGINA 3 3 Namaacha
No tocante a actividade económica, de um total em 2012 de 24 mil mulheres, 15 mil estão em
idade de trabalho (mais de 15 anos), das quais 7 mil são economicamente activas17. A população
não economicamente activa de mulheres com 15 anos ou mais (53%) é constituída
principalmente por senhoras domésticas (36%) e estudantes a tempo inteiro (11%). O nível da
participação no trabalho é superior no caso dos homens (69%) em relação as mulheres (46%).

Figura 11. População (15 anos ou mais), segundo a actividade e sexo

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

A distribuição das mulheres activas residentes no distrito de acordo com a posição no processo
de trabalho e o sector de actividade é a seguinte:
Cerca de 49% são trabalhadoras agrícolas, familiares ou por conta própria;
16% são comerciantes, artesãs, ou empresárias; e
As restantes 34% são, na maioria, trabalhadoras do sector de serviços, incluindo empregadas
do sector comercial formal e informal.

Figura 12. População18 segundo a posição no trabalho e sexo

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

17
Segundo recomendações internacionais, a PEA é considerada como a população que participa na actividade económica e que
tenha 15 anos de idade e mais. Dito por outras palavras, a PEA compreende as pessoas que trabalham (ocupadas) e as que
procuram activamente um trabalho (desocupadas), incluindo aquelas que o fazem pela primeira vez.
18
Com 15 anos ou mais.

PÁGINA 3 4 Namaacha
Na educação e na saúde a situação da mulher trabalhadora é, curiosamente, inversa. Assim,
enquanto nos professores só 40% são mulheres, verifica-se que 60% dos técnicos de saúde do
distrito são profissionais femininas. Ao nível dos serviços do Governo Distrital, 49% dos
funcionários são mulheres e 30% dos cargos de chefia são ocupados por senhoras.

4.2.5 Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas

Este Serviço é dirigido por um director e tem como funções específicas de entre outras: (a)
elaborar propostas de Plano de Estrutura e de Ordenamento Territorial; (b) promover a
construção de fontes de abastecimento de água potável bem como a gestão dos respectivos
sistemas de abastecimento; (c) assegurar, em colaboração com outras entidades, a
disponibilidade do sistema de fornecimento de energia eléctrica e a promoção do aproveitamento
energético dos recursos hídricos e uso de energias renováveis; (d) assegurar a reabilitação,
manutenção das estradas não classificadas, pontes e outros equipamentos de travessia; (e)
promover a construção, manutenção e reabilitação de infra-estruturas e edifícios públicos, bem
como de valas de irrigação, jardins públicos, infra-estruturas desportivas e parques de
estacionamento; (f) promover o uso da bicicleta e da tracção animal; (g) elaborar propostas de
gestão ambiental; e (g) garantir a prestação dos serviços públicos tais como cemitérios,
matadouros, mercados e feiras, limpeza e salubridade, iluminação pública, jardins campos de
jogos e parques de diversão.

4.2.5.1 Ordenamento Territorial


Está em curso a monitoria dos Planos de Pormenor de Matsequenha, Impaputo e Goba-Fronteira.
Foram realizados três reconhecimentos de áreas na localidade de Impaputo, um em Mafuiane e
uma consulta comunitária na localidade de Matsequenha, povoado de Machatimuca. Houve
também uma intervenção no conflito existente entre a comunidade de Mafavuca I e a Missão da
Correia, onde ficou decidido que a Missão Correana perde uma parte da área a favor da
Comunidade, ficando apenas com 50 ha

4.2.5.2 Gestão Ambiental


Foi concluído o plantio de 4.000 plantas nativas e exóticas na Vila Sede Localidade de Kala-
Kala Povoado de Macuacua e está sendo feito o devido acompanhamento junto do Conselho
Municipal de Namaacha. Foram feitas visitas de inspecção a 3 pedreiras e à G.V.C (Fábrica de
processamento de frutas). No âmbito da criação de Florestas Comunitárias (Um Líder uma
floresta), já foram projectadas em todo o distrito 45 florestas comunitárias das quais 10 já foram
reflorestadas.

PÁGINA 3 5 Namaacha
Quadro 30. Viveiros Comunitários
Localização Espécie produzidas
Localidade Povoação
Kala-Kala Vila Sede Mata- Casuarinas, Pinho, Tuya, Mbawa, Moringa, Micaia,
Comunitária Chanfuta, Muvovovo, Eucalipto, Mangueira,
Mbandze, Acacia, Chihondzane.
Matsequenha Gumbe Casuarinas, pinho, Tuya, Mbawa, Moringa, Micaia,
Chanfuta, Muvovovo, Eucalipto, Mangueira,
Mbandze, Acacia, Chihondzane.
Impaputo Mabenga Eucalipto e casuarinas
Changalane-Sede Sade Casuarinas, pinho, Tuya, Mbawa, Moringa, Micaia,
Chanfuta, Muvovovo, Eucalipto, Mangueira,
Mbandze, Acacia, Chihondzane.
Mahalane Eucalipto, casuarinas e tuya.
Fonte: SDAE Namaacha

Quadro 31. Florestas Comunitárias


Tipo de floresta
Posto Área N de plantas
Localidade Povoação Líderes
Administrativo (ha) Nativa Exótica introduzidas

Macuacua Filimone Machalela 3.5 x 4.000


Mabenga Matola 5.5 x x 60
Kala-Kala Floresta dos
Funcionários 0.5 x x 50
Funcionários
Sede Mata de Namaacha 10 x x 11.110
Macanda Alezandre Foliche 20 x 6.000
Mundavene João Arrone Bila 10 x 2.350
Impaputo
Namaacha Mandevo Adriano Sitoe 5 x 2.000
Sede 2 x x 1.500
Aldeia Alberto Chavango 4 x x 2.111
Kulula Ernesto Ngomane 1 x 221
Mafuiane
Mafuiane”I” Comunidade 1 x x 50
Zona “D” Americo Manhiça 2 x x 100
Machavatimuca Ezequiel Cumaio 6 x x 1.000
Gumbe Afonso Mucatchua 6 x x 2.111
Matsequenha
Muswazi Dlhamine 2 x x 2.111
Changalane Alto- Enchiza DPCAM 10 x x 2.000
Changalane Mahelane Sede André Magaia 11 x 200
Changalane Bairro “A” José Matsinhe 5 x 4.611
TOTAL 103.5 42.585
Fonte: SDAE Namaacha

4.2.5.3 Educação Ambiental

Foi realizado um seminário de divulgação da legislação ambiental, tendo como grupo alvo o
Governo do Distrito, Conselho Municipal, Chefes dos Postos, Chefes das Localidades e Líderes
Comunitários, com 243 participantes representando todas as Localidades do
Distrito.

PÁGINA 3 6 Namaacha
Foram realizadas palestras de sensibilização, em todo distrito, aos líderes comunitários e Chefes
das localidades, no âmbito do PECODA com os seguintes temas: Conservação dos Recursos
Naturais e Queimadas Descontroladas.

Apesar dos esforços realizados, a tabela seguinte mostra que a área alvo de queimadas
descontroladas no distrito, subiu de 2.345ha em 2010 para 3.070ha em 2011.

Quadro 32. Áreas queimadas, 2010-2012


Posto Administrativo / Área queimada (ha)
Localidade 2010 2011
Posto Administrativo da Namaacha
Kala-kala 95 300
Impaputo 240 600
Mafuiane 82 215
Matsequenha 1.400 500
Sub-Total 1. 817 1. 615
Posto Administrativo de Changalane
Changalane Sede 98 555
Michangulene 85 190
Mahelane 300 305
Goba 45 405
Sub-Total 528 1 455
Total do Distrito 2.345 3.070
Fonte: SDAE Namaacha

4.2.5.4 Infra-estruturas

No âmbito da construção de infra-estruturas escolares, estão em curso obras de construção de


salas de aulas, Bloco Administrativo e latrinas melhoradas nas Povoações de Changalane,
Matsequenha, Macanda, Gumbe, Monucua, Michangulene e Machavatimuca “A”.

No âmbito do Fundo de Investimento de Infra-Estruturas, está ainda em curso a obra de


Reabilitação da Secretaria Distrital, bem como as obras de construção da Sede da Localidade de
Matsequenha, a Residência do Chefe da Localidade de Matsequenha e a Tribuna e Palco.

No âmbito de aplicação dos fundos de manutenção de rotina e dos fundos direccionados ao


sector agrário, foram concluídas intervenções de construção e manutenção de estradas no
percurso de 7,5km (em 2011) e 15km (em 2010).

Ainda em 2011, foi lançado um concurso público para a empreitada de pavimentação da rua
defronte à Sede do Posto Administrativo de Changalane e da Residência do Chefe da Localidade,
numa extensão de 600 metros.

No que respeita às obras de estradas de nível provincial, estão em curso os trabalhos de


Manutenção de Rotina num total de 140 km de estradas classificadas.

PÁGINA 3 7 Namaacha
44..33 FFiinnaannççaass PPúúbblliiccaass ee IInnvveessttiim
meennttoo
O financiamento do funcionamento dos Governos Distritais e das funções para eles
descentralizadas é assegurado por via de:
(i) Receitas próprias19 que provém da comparticipação das receitas fiscais e consignadas ao
nível Distrital e as correspondentes taxas, licenças e serviços cobrados pelo Governo
Distrital; e
(ii) Transferências ou dotações orçamentais centrais para despesas correntes;
(iii) Transferências ou dotações orçamentais centrais para despesas de investimento (Fundo de
Desenvolvimento Distrital, Fundo de Investimento em Infra-estruturas);
(iv) Fundos Sectoriais Descentralizados, nomeadamente dos sectores de águas, estradas,
educação e agricultura;
(v) Donativos provenientes de ONGs, cooperação internacional ou entidades privadas.

O Governo Distrital, sem inclusão das unidades sociais, teve em 2011 a seguinte execução
orçamental.
Quadro 33. Execução orçamental (em ‘000 MT)
Rubricas 2011
DESPESA TOTAL 112,076
Despesa corrente 101,201
- Despesas com pessoal 87,293
- Bens e serviços 13,649
- Outros gastos materiais 260
Despesa de Investimento 10,875
- Fundo de desenvolvimento distrital 7,305
- Fundo de investimentos em infra-estruturas 1,250
- Fundos sectoriais descentralizados 2,320
Fonte: Relatórios da SD⁄GA e Serviços

19
Receitas próprias do distrito provenientes de serviços e licenças cobradas fora do território das autarquias locais são: (a) utilização do
património público sob gestão do distrito; (b) ocupação e aproveitamento do domínio público e aproveitamento de bens de utilidade pública; (c)
pedidos de uso e aproveitamento da terra nas áreas cobertas por planos de urbanização; (d) loteamento e execução de obras particulares; (e)
realização de infra-estruturas simples; (f) ocupação da via pública por motivo de obras e utilização de edifícios; (g) exercício da actividade de
negociante e comércio a título precário; (h) ocupação e utilização de locais reservados nos mercados e feiras; (i) autorização de venda ambulante
nas vias e recintos públicos; (j) aferição e conferição de pesos, medidas e aparelhos de medição; (k) autorização para o emprego de meios de
publicidade destinados a propaganda comercial; (l) licenças de pesca artesanal marítima e em águas interiores; (m) licenças turísticas nos termos
de legislação específica; (n) licenças para a realização de espectáculos públicos; (o) licenças de caça e abate; (p) licenças e taxas de velocípedes
com ou sem motor; (q) estacionamento de veículos em parques ou outros locais a esse fim destinados; (r) utilização de instalações destinadas ao
conforto, comodidade ou recreio público; (s) realização de enterros, concessão de terrenos e uso de instalações em cemitérios.
Constituem ainda receitas do distrito as taxas e tarifas por prestação dos serviços, nos casos em que os órgãos do distrito tenham sob sua
administração directa, a prestação de serviço público: (a) abastecimento de água; (b) fornecimento de energia eléctrica; (c) utilização de
matadouros; (d) recolha, depósito e tratamento de resíduos sólidos de particulares e instituições; (e) ligação, conservação e tratamento dos
esgotos; (f) utilização de infra-estruturas de lazer e gimno-desportivas; (g) utilização de latrinas públicas; (h) transportes urbanos; (i) construção e
manutenção de ruas privadas; (j) limpeza e manutenção de vias privadas; (k) utilização de tanques carracicidas; (l) registos determinados por lei.

PÁGINA 3 8 Namaacha
Figura 13. Despesa corrente e de investimento, 2011

A receita global cobrada no distrito teve um crescimento de 14% entre 2010 e 2011, com a
distribuição por serviço/sector e rubrica que a tabela seguinte apresenta.

Quadro 34. Receitas cobradas, 2010-2011 (em ‘000 Mt)


Instituição 2010 2011
Serviços Distritais
SD Receita 406 240
IRN 27 30
SDAE 29 49
SDSMAS 179 188
SDEJT 1.541 1.752
Subtotal 2.182 2.258
Registos e Notariado
Registo Civil 121 103
Notariado 73 30
Subtotal 194 133
Autoridade Tributaria
Alfândega 44.969 51.654
Subtotal 44.969 51.654
TOTAL 47.345 54.045
Fonte: Relatórios da SD⁄GA e Serviços Distritais

À excepção das receitas do comércio fronteiriço e das cobranças de mercados, o esforço fiscal
distrital é ainda baixo. Do lado da despesa, os gastos com pessoal absorvem 78% do orçamento
total do distrito, e o investimento total 10%.

PÁGINA 3 9 Namaacha
4.3.1 Fundo Distrital de Desenvolvimento

No âmbito do investimento de iniciativa local (vulgo 7 milhões) o Governo Distrital tem


aprovado e/ou implementado projectos locais de desenvolvimento, cuja evolução é apresentada
na tabela seguinte, consoante a principal finalidade.

Quadro 35. Projectos de iniciativa local financiados


Taxa de
Finalidade dos No de Projectos Número de Desembolsos
Reembolso
Projectos Financiados Beneficiários (em ‘000 MT)
(em %)
2009 2010 2011 2009 2010 2011 2009 2010 2011 2009 2010 2011
Produção de comida 22 11 4 160 81 18 3.415 4.852 2.919 12%   7%   0%  
Geração de Emprego 7 10 13 18 30 26 663 1.206 2.947 9%   1%   0%  
Geração de Rendimento 15 12 9 30 28 23 2.096 999 1.439 17%   7%   6%  
Total 44 33 26 208 139 67 6.174 7.057 7.305 13%   6%   1%  
Fonte: SD da Namaacha

A distribuição dos projectos financiados por sector de actividade é apresentada na tabela


seguinte. De realçar que o peso dos projectos financiados para os sectores agrícola e pecuário
baixou de um total de 73% em 2009, para 27% em 2011. Inversamente, o peso dos projectos no
comércio e outros subiu de 20% em 2009 para 61% em 2011.

Por outro lado, o número de postos de trabalho criados por estes projectos decresceu de 220 em
2009 para 48 postos em 2011.

Quadro 36. Sector económico do investimento local


No de Projectos Projectos Financiados
Sector Económico dos (em %)
Financiados
Projectos
2009 2010 2011 2009 2010 2011
Agricultura 22 11 4 50% 33% 15%
Pecuária 3 2 3 7% 6% 12%
Agro-pecuário 7 - - 16% - -
Indústria 3 9 3 7% 27% 12%
Comércio 9 10 10 20% 30% 38%
Outro - 1 6 - 3% 23%
Total 44 33 26 100% 100% 100%
Fonte: SD da Namaacha

De referir, ainda, que o número de projectos aprovados mas não financiados (por diversos
motivos) foi em 2009 de 5, em 2010 de 10 e em 2011 de 18 projectos.

Durante 2011, para além dos investimentos já mencionados anteriormente, há a referir as


seguintes iniciativas patrocinadas pelo Governo Distrital via FDD:
- Criadas as condições para exercício de actividade agrária pela construção de um regadio para
Associação Hanhane em Machavatimuca;

PÁGINA 4 0 Namaacha
- Reabilitadas as represas de Mussuquelane, Mandevo e em reabilitação a represa de Kulula;
- Financiados projectos de grande impacto socioeconómico na vida da comunidade, tal como a
aquisição de viaturas para transporte de pessoas e carga nas Localidades (transporte de alunos da
escola secundaria de Changalane residentes nas outras Localidades do PA de Changalane);
- Financiamento de projecto de aquisição de dois tractores e respectivas alfaias, que impulsionam
o aumento das áreas de cultivo na comunidade;
- Envolvimento de empresas privadas na produção de comida como responsabilidade social.

4.3.2 Fundo de Investimento em Infra-Estruturas

No âmbito da construção de infra-estruturas escolares, estão em curso obras de construção de


salas de aulas, Bloco Administrativo e latrinas melhoradas nas Povoações de Changalane,
Matsequenha, Macanda, Gumbe, Monucua, Michangulene e Machavatimuca “A”.

Quadro 37. Investimento local em infra-estruturas escolares


Instituição Salas Latrinas Ponto de situação Localização
EPC-Changalane 2 3 Concluida-100% Localidade de Changalane
EP1-Michangulene 1 -- Em curso-98% Localidade de Michangulene
EP1-Matsequenha 2 -- Parada (financiamento do doador) Localidade de Matsequenha
EP1-Gumbe 3 4 Em curso-94% Localidade de Impaputo
EP1-Machavatimuca “B” 3 3 Em curso-85% Localidade de Matsequenha
Total 11 10
Fonte: SDPI Namaacha

No âmbito do Fundo de Investimento de Infra-Estruturas, está ainda em curso a obra de


Reabilitação da Secretaria Distrital, bem como as obras de construção da Sede da Localidade de
Matsequenha, a Residência do Chefe da Localidade de Matsequenha e a Tribuna e Palco.

4.3.3 Fundos Sectoriais Descentralizados

Em 2010 e 2011, no âmbito de aplicação dos fundos de manutenção de rotina e dos fundos
direccionados ao sector agrário, foram concluídas as seguintes intervenções de construção e
manutenção de estradas.

Quadro 38. Investimento local em estradas


Extensão
Localização Troço
(km)
Total Em 2011 7,5
Pedreira da Tâmega /EPC de Machavatimuca 2,0
Localidade de Matsequenha EPC de Machavatimuca / Floresta Comunitária/ Pedreira da Tâmega 2,5
Pedreira da Tâmega /Associação Hanhane 3,0
Total Em 2010 15,0
Localidade de Mafuiane C.Barragem/Zona”G” (em curso) 7,0
Localidade de Mafuiane C.N2/ Micuacuene 5,0
Localidade de Impaputo CN3/Mahivene 3,0
Fonte: SDPI Namaacha

PÁGINA 4 1 Namaacha
No que respeita às obras de estradas de nível provincial, estão em curso os trabalhos de
Manutenção de Rotina num total de 140 km das seguintes estradas classificadas.

Quadro 39. Estradas de nível provincial (manutenção de rotina)


Extensão
Troço Actividades
(km)
C.N2- Namaacha/ Cruz. de Moamba 42
C.N3- Impaputo/Goba-Fronteira 31 Tapamento de buracos, corte de
Namaacha/Matianine/Namaacha 17 capim, limpeza de sarjetas e valetas e
colocação de barreiras de protecção
R407- Cruz. CN3/Changalane/Wamongo 31
(chapa FLEX-BEAM);
CR805/Estatuene 19
Fonte: SDPI Namaacha

44..44 JJuussttiiççaa,, O
Orrddeem
m ee SSeegguurraannççaa ppúúbblliiccaa
De salientar que o movimento de fronteira no distrito da Namaacha conheceu uma subida
significativa em relação ao ano transacto.

Quadro 40. Movimento de fronteira


Ano Nacionais Estrangeiros Repatriados
Total
Entrada Saída Entrada Saída Nacionais Estrangeiros
2011 60.283 91.903 78.475 74.180 16 11 304.868
2010 51.176 68.594 49.140 48.750 29 12 217.656

Fonte: SD Namaacha

De entre várias actividades realizadas pelo posto fronteiriço da Namaacha destacam-se o


controlo, introdução de dados no sistema informático de passaportes e DVs e documentos
similares validos; e a emissão de vistos de fronteira para estrangeiros.

Ao nível da ordem pública a acção da PRM e dos Grupos de policiamento comunitários, apesar
das dificuldades materiais existentes, tem melhorado o combate ao crime, que é dominado por
raptos, roubos à mão armada e, dada a localização fronteiriça do distrito com a Suazilândia, pelo
contrabando. Infelizmente o número de casos não tem diminuído no distrito.

A Delegação do Registo e Notariado, que funciona em instalações próprias na sede do Distrito,


tem dois postos de registo (nas localidades de Machubo e Nhngonhane) e compete-lhe também
representar o Departamento de Assuntos Religiosos do Ministério da Justiça.

A acção de desminagem em curso desde 1992 e a conclusão da última fase de 2008 a 2011
permitiram, após a avaliação dos seus resultados pelo Instituto Nacional de Desminagem e em
coordenação com o Governo Provincial e Distrital, declarar este distrito como livre de minas.

PÁGINA 4 2 Namaacha
44..55 C
Coonnssttrraannggiim
meennttooss ee PPeerrssppeeccttiivvaass
No geral, de acordo com o Governo Distrital, são os seguintes os principais constrangimentos
observados durante a governação dos últimos anos:
• Falta de armazém distrital para os medicamentos;
• Insuficiência de Água potável na Vila de Namaacha e na Comunidade em geral;.
• Insuficiência de florestas Comunitárias e constantes queimadas descontroladas;
• Insuficiência da rede escolar;
• Fraco reembolso dos fundos do OIIL;
• Roubo de gado;
• Insuficiência de técnicos qualificados nos vários Serviços Distritais;
• Insuficiência de equipamentos de trabalho nos Serviços Distritais;
• Falta de meios de transportes na Secretaria e Serviços Distritais;
• Insuficiência do efectivo policial; e
• Prevalência do índice de reprovações e desistências nas Escolas.

Como principais objectivos e perspectivas, o Governo Distrital enuncia:


• Construir um armazém Distrital para medicamentos;
• Continuar abertura de furos de água nas comunidades e represas para retenção das águas;
• Promover junto das comunidades o uso de fogões melhorados, como forma de mitigar o
desflorestamento massivo por parte das comunidades
• Construir 2 escolas de EP1, uma no IFP e outra em Goba Fronteira;
• Intensificar o policiamento comunitário em todo Distrito;
• Continuar a sensibilização dos mutuários para reembolsos dos fundos desembolsados;
• Potenciar a construção de casas para técnicos;
• Continuar a mitigar o fenómeno de queimadas descontroladas com aumento de
sensibilização e intensificar a abertura de florestas Comunitárias;
• Continuar a aquisição de mobiliários e equipamento de escritório nos SDs;
• Diminuir o índice de reprovações e desistência dos alunos nas Escolas; e
• Aumentar a taxa de cobertura de abastecimento de água as comunidades.

PÁGINA 4 3 Namaacha
55 A
Accttiivviiddaaddee E
Eccoonnóóm
miiccaa
55..11 PPooppuullaaççããoo eeccoonnoom
miiccaam
meennttee aaccttiivvaa
De um total em 2012 estimado de 48 mil habitantes, 29 mil estão em idade de trabalho (mais de
15 anos).

Quadro 41. População segundo a condição de actividade20


Total Homens Mulheres
Total 28,541   14,006   14,535  
Trabalhou 55.5%   67.0%   44.4%  
Não trabalhou, mas tem emprego 0.7%   0.9%   0.5%  
Ajudou familiares 1.2%   1.3%   1.2%  
Procurava novo emprego 0.1%   0.2%   0.0%  
Procurava emprego pela 1ª vez 1.2%   2.0%   0.4%  
População economicamente activa 21 58.7%   71.4%   46.5%  
Doméstico(a) 21.5%   6.6%   35.9%  
Somente estudante 11.6%   12.5%   10.8%  
Reformado(a) 0.9%   1.5%   0.2%  
Incapacitado(a) 2.2%   2.0%   2.4%  
Outra 5.1%   6.0%   4.1%  
População não activa 41.3%   28.6%   53.5%  
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Verifica-se que 59% da população de 15 anos ou mais (17 mil pessoas) constituem a população
economicamente activa (PEA) do distrito. O nível da participação masculina é superior à
feminina: 71.4% contra 46.5%.

Figura 14. População com 15 anos ou mais, segundo a actividade


principal

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

20
Referido a situação na semana anterior a realização do Censo 2007.
21
Segundo recomendações internacionais, a PEA é a população que participa na actividade económica com 15 anos de idade e
mais. A PEA compreende, pois, as pessoas que trabalham (ocupadas) e as que procuram activamente um trabalho
(desocupadas), incluindo aquelas que o fazem pela primeira vez. A análise da PEA que é apresentada nesta secção seguiu esta
recomendação.

PÁGINA 4 4 Namaacha
A população não activa (41%) é constituída principalmente por mulheres domésticas e
estudantes a tempo inteiro.

A distribuição da população activa indica que 31% são camponeses por conta própria, na sua
maioria mulheres. A percentagem de trabalhadores assalariados é de 49% da população activa e
é dominada por homens (as mulheres assalariadas representam 30% da população activa
feminina).

Quadro 42. População activa22, ocupação e ramo de actividade, 2007


OCUPAÇÃO PRINCIPAL
RAMOS DE Comerciantes
TOTAL
ACTIVIDADE Assalariados & Trabalhadores Empresário Outras e

Total Técnicos Operários Serviços Artesãos Camponeses Patrão desconhecido

Distrito da Namaacha 100.0% 48.7% 4.6% 6.5% 37.5% 9.9% 31.0% 1.3% 9.1%

- Homens 100.0% 61.6% 4.3% 6.6% 50.6% 5.4% 18.7% 1.7% 12.7%

- Mulheres 100.0% 29.9% 5.0% 6.5% 18.4% 16.4% 49.0% 0.9% 3.9%
Agricultura,
silvicultura e pesca 100.0% 44.6% 0.3% 0.8% 43.6% 0.1% 51.4% 0.2% 3.7%
Indústria, energia e
construção 100.0% 82.1% 0.9% 2.0% 79.1% 0.1% 0.1% 0.5% 17.2%
Comércio, Transportes
Serviços 100.0% 43.8% 15.4% 20.6% 7.8% 34.6% 0.3% 4.0% 17.3%
[1]  Com  15  anos  ou  mais,  excluindo  os  que  procuram  emprego  pela  
primeira  vez.            
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Figura 15. População activa, segundo a ocupação principal

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

22
Com 15 anos ou mais, excluindo os que procuram emprego pela primeira vez.

PÁGINA 4 5 Namaacha
A distribuição segundo o ramo de actividade reflecte que a actividade dominante no distrito é
agrária, que ocupa 60% da população activa do distrito. O comércio e outros serviços tem tido
uma importância crescente, ocupando já 28% da população activa do distrito.

Quadro 43. População activa23, ocupação e ramo de actividade, 2007


OCUPAÇÃO PRINCIPAL
RAMOS DE ACTIVIDADE TOTAL Assalariados Comerciantes Trabalhadores Empresário Outras e

Total Técnicos Operários Serviços e Artesãos Camponeses Patrão desconhecido

Distrito da Namaacha 100.0% 100.0% 100.0% 100.0% 100.0% 100.0% 100.0% 100.0% 100.0%

- Homens 59.2% 75.0% 55.6% 59.8% 80.0% 32.3% 35.7% 73.6% 82.6%

- Mulheres 40.8% 25.0% 44.4% 40.2% 20.0% 67.7% 64.3% 26.4% 17.4%
Agricultura, silvicultura e
pesca 60.2% 55.2% 3.4% 7.3% 70.0% 0.3% 99.7% 10.4% 24.4%
Indústria, energia e
construção 11.4% 19.3% 2.2% 3.6% 24.1% 0.1% 0.0% 4.1% 21.6%
Comércio, Transportes
Serviços 28.4% 25.5% 94.3% 89.2% 5.9% 99.6% 0.3% 85.5% 53.9%
[1]  Com  15  anos  ou  mais,  excluindo  os  que  procuram  emprego  pela  primeira  vez.            
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Figura 16. População activa, segundo o ramo de actividade

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

23
Com 15 anos ou mais, excluindo os que procuram emprego pela primeira vez.

PÁGINA 4 6 Namaacha
55..22 PPoobbrreezzaa ee SSeegguurraannççaa A
Alliim
meennttaarr
A produção das culturas alimentares básicas do sector familiar é feita em duas colheitas por ano
e, em condições normais, é suficiente para a subsistência dos agregados familiares. Em 2001, o
destaque vai para o crescimento da produção alimentar no distrito, facto que permitiu que a
segurança alimentar fosse garantida.

A região beneficia de uma boa integração de mercado e de possibilidades de acesso a actividades


não agrícolas geradoras de rendimento, nomeadamente as remessas dos emigrantes na África do
Sul e na Suazilândia, o comércio informal e de fronteira, o fabrico de sabão e a venda de lenha,
carvão, bebidas alcoólicas e produtos de olaria.

Apesar destas condições, o distrito da Namaacha apresentou um agravamento no Índice de


Incidência da Pobreza24 desde um nível de 56% em 1997 para 70% no ano de 200725.

55..33 IInnffrraa--eessttrruuttuurraass ddee bbaassee

5.3.1 Estradas e transportes

O distrito de Namaacha é atravessado pela EN2, que dá acesso à Suazilândia e permite também a
ligação directa com as cidades de Maputo e Matola e a vila de Boane.

A rede de estradas é constituída por cerca de 164 Km de vias classificadas como principais,
secundárias e terciárias.

Quadro 44. Rede de estradas existente


Em  boas  condições   Em  condições  razoáveis  
Localização   Extensão  (Km)   Localização   Extensão  (Km)  
R407   35   R400   27  
R408   20   R805   19  
Cruzamento  N3/Mafavuca  II   12   Mahelane/Chigubuta   16.5  
Cruzamento  N3/Micuacuene   12   Cruzamento  N2/Matsequenha   22  
TOTAL   79   TOTAL   84.5  
Quadro 45. Classificação das estradas existentes
Primárias   Terciárias   Rurais   Vicinais  
R805   Cruzamento  
N2    Namaacha/Cruzamento  Boane   R400  Muchangulene/Boane   Cruzamento  N3/Mafavuca  II  
R408/  Estatuene  
N3  Cruzamento  Impapate/Goba   R401-­‐  Movene/Moamba   Cruzamento  N2/Micuacuene      
    R  407  P.  Henrique/  Cruzamento  N3   Mahelane/  Chigubuta      
        Cruzamento  N3/  Machiwene      
        Cruzamento  Barragem/Zona  "G"      
        Sede  Machava  Jinuca/  Associação  Agrícola      
Fonte: SDPI

24
O Índice de Incidência da Pobreza (poverty headcount índex) é a proporção da população cujo consumo per capita está
abaixo da linha da pobreza.

PÁGINA 4 7 Namaacha
O transporte rodoviário de passageiros é assegurado por autocarros e por um conjunto de
transportadores colectivos, vulgo “chapa 100”.

Quadro 46. Linhas de transporte rodoviário de passageiros e tarifas 2011


Posto  Administrativo  de  Namaacha   Posto  Administrativo  de  Changalane  
/MT
Trajecto   Tarifa   Percurso  (km)   Trajecto   Tarifa/MT   Percurso  (km)  
Namaacha/Maputo   70   76   Changalane/Maputo   45   60  
Namaacha/Boane   45   45   Goba/Maputo   45   63  
Namaacha/Macuacua   25   10   Mafavuca/Boane   25   30  
Fonte: SDPI

Tendo havido um esforço de reabilitação importante, a manutenção e a abertura de novas vias


continuam a ser uma prioridade para o desenvolvimento económico e social do distrito.

A linha férrea que liga Boane a Goba assegura também o transporte de carga e passageiros, com
ligação à Suazilândia.

5.3.2 Abastecimento de água e saneamento

O distrito de Namaacha possui 47 fontes de abastecimento de água dispersas operacionais que


cobrem 60% da população. A maior parte dos furos existentes estão equipados com bombas e em
funcionamento durante todo o ano. Em algumas zonas, as fontes melhoradas mais próximas
encontram-se entre dezoito a trinta quilómetros de distância.

Existem 52 fontes dispersas (poços e furos), das quais 5 estão avariadas e 4 assoreadas (2 em
Changalane, 1 em Kulula e 1 em Michangulene). No que se refere a debilitação de fontes
dispersas, decorreu em 2011 a reabilitação de 12 furos fontes dispersas.

As peças para reparação das bombas são disponibilizadas pela Água Rural e os estágios de
manutenção de bombas organizados no distrito têm sido dirigidos aos líderes e membros das
comunidades, tendo havido participação significativa de mulheres.

Existem 5 pequenos sistemas de abastecimento de água (Vila, Mafuiane, Changalane, Goba e


Michangalene).

O abastecimento de água a Vila de Namaacha durante 2011 é bastante insuficiente e foi irregular
devido a interrupção temporária que se verificou no fornecimento de energia a estação de
captação e bombagem de água da empresa concessionária do sistema de abastecimento da Vila
de Namaacha.

25
Relatório da Pobreza e Bem-Estar em Moçambique: 3ª Avaliação Nacional - Ministério da Planificação e Desenvolvimento,
Direcção Nacional de Estudos e Análise de Políticas, Outubro de 2010 (District Poverty Maps for Mozambique: 1997 and 2007
Based on consumption adjusted for calorie underreporting).

PÁGINA 4 8 Namaacha
O Pequeno Sistema de Abastecimento de Água de Mafuiane encontra-se paralisado por falta de
pagamento de energia eléctrica por parte do Gestor do pequeno sistema, o que leva com que a
Comunidade Local da Aldeia de Mafuiane consuma água imprópria.

Em relação ao PSAA de Goba está em curso a obra de reabilitação e ampliação do mesmo no


âmbito do PRONASAR Programa Nacional de Água e Saneamento Rural.

No âmbito da construção de novas fontes, foi feito em 2011 o levantamento das coordenadas dos
locais onde serão construídas as 15 novas fontes que beneficiarão as seguintes povoações.

Posto Administrativo Localidades Aldeia/Comunidade Tipo de fonte


Mundavene Furo
Gumbe Furo
Impaputo
Gumbe Nascente
Mandevo Furo
Namaacha-Sede
Mafuiane Zona “G” Furo
Machavatimuca Furo
Matsequenha Muswazi Furo
Matsequenha (Loja) Furo
Mussuquelane Furo
Changalane-Sede Pomar Furo
Estatuene Furo
Changalane Bairro 3 Furo
Mahelane
Bairro 4 Furo
Michangulene-Sede Furo
Michangulene
Mafavuca II Furo
Fonte: SDPI Namaacha
Estão em curso as obras de construção de caleiras e cisternas para colecta e armazenamento de
águas pluviais, nas localidades de Mahelane, Changalane-Sede e Michangulene no Posto
Administrativo de Changalane, bem como nas escolas Primarias de Gumbe na Localidade de
Impaputo e Micuacuene (BACA-BACA) na Localidade de Mafuiane. No âmbito do Saneamento
já está em curso o levantamento no âmbito de participação e educação comunitária Zonal (PEC
ZONAL), tendo sido terminada a 1ª fase.

5.3.3 Telecomunicações e energia

Em termos de telecomunicações, o distrito da Namaacha conta com ligações telefónicas fixa e


móvel, telegráficas e via rádio. A Vila de Namaacha e o Posto Administrativo de Changalane
têm fornecimento de energia assegurado pela rede da EDM.

55..44 U
Ussoo ee C
Coobbeerrttuurraa ddaa T
Teerrrraa
De um total de 216 mil hectares, estão ocupados pela exploração agrícola e plantações menos
que 10% da área do distrito (14.792 ha de sequeiro; 1.986 ha irrigados; e 931 ha de plantações).

PÁGINA 4 9 Namaacha
PÁGINA 5 0 Namaacha
O distrito tem uma procura de terrenos proveniente da cidade de Maputo elevada, o que leva a
algumas situações de conflitos ligados à posse da terra, para cuja solução e moderação, tem
contribuído a Administração e Serviços de Geografia e Cadastro, em coordenação com anciãos
influentes localmente. Existe concessão de grandes extensões de terra não aproveitada, falta de
fiscalização da parte dos órgãos competentes e fraco cumprimento da lei que orienta o uso e
exploração da terra (Lei nº 19/97).

Quadro 47. Uso e Cobertura da Terra


Classe Área (ha) (%)
Uso da terra
Cultivado Sequeiro 14,792 6.9
Cultivado Irrigado 1,986 0.9
Plantações de pinheiros e/ou eucaliptos 931 0.4
Área Habitacional Urbanizada 94 0.0
Área Habitacional Semi Urbanizada 157 0.1
Área Habitacional Não Urbanizada 278 0.1
Zona de Produção e Transporte 151 0.1
Cobertura da terra
Solo Sem Vegetação 439 0.2
Formação Herbácea Inundável 412 0.2
Formação Herbácea 20,300 9.4
Moita (arbustos baixos) 27,016 12.5
Matagal Médio 27,957 13.0
Matagal Alto 7,352 3.4
Matagal Aberto 4,437 2.1
Formação Herbácea Arborizada 57,626 26.7
Formação Herbácea Com Árvores Anãs Emergentes 43,265 20.1
Floresta de Baixa Altitude Aberta 4,275 2.0
Floresta de Baixa Altitude Fechada 417 0.2
Albufeira 3,688 1.7
TOTAL 215,574 100.0
Fonte: Centro Nacional de Cartografia e Teledetecção (CENACARTA).

A restante informação desta secção26 foi extraída dos resultados do Censo Agro-pecuário
realizado pelo INE em 2009/10 e tem por objectivo descrever os traços gerais que caracterizam a
base agrícola do distrito.

O distrito possui cerca de 8.200 explorações agrícolas, sendo cerca de 90% ocupadas com a
exploração de culturas alimentares.

26
Apesar das reservas a colocar na representatividade dos dados ao nível distrital, a sua análise permite observar
tendências e os principais aspectos estruturais.

PÁGINA 5 1 Namaacha
Figura 17. Explorações segundo a sua utilização

Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística, Censo agro-pecuário, 2009-2010

Com um grau de exploração familiar dominante, 65% das explorações do distrito têm menos de
1 hectare, apesar de ocuparem somente cerca de 20% da área cultivada.

Figura 18. Explorações por classes de área cultivada

Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística, Censo agro-pecuário, 2009-2010

Na sua maioria os terrenos não estão titulados e, quando explorados em regime familiar, têm
como responsável o homem da família, apesar de na maioria dos casos ser explorada por
mulheres a trabalharem sozinhas ou com a ajuda das crianças da família. A maioria da terra é
explorada em regime de consociação de culturas alimentares.

PÁGINA 5 2 Namaacha
55..55 SSeeccttoorr A
Aggrráárriioo
O clima da região, a qualidade da terra e os recursos hídricos existentes são favoráveis, podendo
potenciar o desenvolvimento da actividade agrícola do distrito. Porém, a ocorrência cíclica de
secas e de pragas, e a falta de sementes e de utensílios agrícolas, são factores que limitam o
desenvolvimento do sector.

5.5.1 Produção agrícola

De um modo geral, a agricultura no distrito é praticada em explorações familiares de 1 hectare e


em regime de consociação de culturas com base em variedades locais, havendo em algumas
regiões o recurso à tracção animal e tractores.

O sector familiar dedica-se ao cultivo, na sua maioria em sequeiro, de milho, amendoim, feijões,
das espécies nhemba e manteiga, batata-doce, banana e mandioca, havendo fomento do girassol e
da fabricação de óleo no Posto Administrativo de Changalane.

No regadio de Mafuiane, os camponeses também cultivam hortícolas, fruteiras (citrinos, banana,


abacate, morango, litches), feijões, amendoim e milho.

De acordo com o SDAE, as principais culturas comercializadas pelo sector familiar são o milho
e as hortícolas. O morango é processado, tendo como produto final um licor que é vendido em
pequenas quantidades a comerciantes. A cultura do milho é actualmente considerada como a
mais importante para a economia agrícola do distrito.

No sector agrícola familiar recorre-se pouco a investimentos. As famílias locais usam uma
variedade de métodos tradicionais para melhorar a fertilidade dos solos, designadamente a
incorporação nos solos de folhas verdes, restolhos de cereais e estrume. São também utilizados
alguns adubos compostos.

A produção agrícola familiar depende, essencialmente, da mão-de-obra dos membros do


agregado familiar, mas algumas famílias recorrem, sazonalmente, a trabalhadores assalariados ou
a esquemas de troca solidária de trabalho.

O rendimento familiar é proveniente da venda de hortícolas, banana e outras frutas, para além do
carvão, lenha e do comércio fronteiriço.

Os agricultores privados e as associações agro-pecuárias dedicam-se, essencialmente, ao cultivo


de milho, hortícolas e banana e à criação de gado. Para além da agricultura e pecuária, domina a
actividade económica do distrito o comércio fronteiriço, a caça, o corte de lenha e a produção
caseira de bebidas e carvão.

PÁGINA 5 3 Namaacha
A produção agrícola no distrito teve uma evolução positiva nas duas últimas campanhas, como é
apresentado na tabela seguinte.

Quadro 48. Produção agrícola, 2009/10-2010/11


Campanha 2009/2010 Campanha 2010/2011
Principais Área (ha) Produção Área (ha) Produção
Culturas Semeada (Toneladas) Semeada (Toneladas)
Milho 11.478 14.058 11.850 21.657
Amendoim 1.438 737 1.742 525
Mandioca 2.068 15.085 1.610 12.935
Feijões 2.729 1.061 2.110 1.365
Batata Doce 763 3.980 545 3.325
Hortícolas 2.774 32.938 2.430 39.010
Tomate 485 8.914 440 11.800
Banana 652 40.550 870 43.140
Ananás 85 1883 440 11800
Total 22.471 119.206 21.692 136.050
Fonte: SDAE Namaacha

5.5.2 Pecuária
O fomento pecuário em Namaacha tem sido fraco, apesar deste distrito ter tradição na criação de
gado e no uso de tracção animal, em particular nas zonas de Mafuiane e Changalane. Ao nível
familiar introduziram-se técnicas de produção de queijo a partir do gado caprino, muito embora o
seu impacto ainda não seja visível, em virtude deste gado ainda se encontrar na fase de
reprodução, estando as famílias a solicitar mais fomento pecuário.

Os animais domésticos mais importantes para o consumo dos agregados familiares são bovinos,
cabritos, ovelhas, galinhas, patos e porcos que, com excepção dos dois últimos, são também
comercializados pelas famílias, sendo prática corrente a utilização de animais de tracção,
nomeadamente bois e burros.

De acordo com o levantamento do SDAE e DPA, existiam no distrito cerca de 16 mil cabeças de
gado bovino, 13 mil caprinos, 4 mil suínos e 3 mil ovinos, para além das aves, ocupando uma
área total de perto de 48 mil ha, ou seja 23% da área do distrito.

Quadro 49. Efectivo Pecuário, 2009-2011


2009 2010 2011
Bovinos 33.404 40.712 41.708
Caprinos 25.188 28.403 24.824
Ovinos 13.368 13.227 12.928
Suínos 4.312 4.441 4.441
Aves 29.883 36.578 36.578
Fonte: SDAE e DPA

PÁGINA 5 4 Namaacha
As limitações da produção pecuária identificadas na zona são as doenças nos animais, a escassez
de serviços de extensão e a falta de dinheiro para comprar efectivos. A produção pecuária em
2001 foi, de acordo com dados do SDAE, 100 toneladas de carne bovina, 160 toneladas de carne
de frango e 138 mil dúzias de ovos de consumo.

Em geral pode-se considerar que o distrito tem um grande potencial de desenvolvimento da


pecuária, centrado na abundância de água e de boas pastagens. Este potencial é, porém, de
alguma forma limitado pela escassez de reprodutores.

5.5.3 Florestas, Pesca e Fauna bravia


O distrito de Namaacha debate-se com problemas de aridez em algumas zonas, devido aos
incêndios ateados pelas populações locais.

Avaliando a situação ambiental nos últimos anos registam-se melhorias no âmbito das
queimadas descontroladas, graças ao envolvimento das próprias comunidades através das
autoridades comunitárias. No entanto, a desmatação para produção de carvão e lenha continua de
forma alarmante e sem nenhuma actividade de reposição das árvores abatidas, acrescido aos
problemas de desertificação, seca e estiagem, erosão das encostas de montanhas devido à
abertura de machambas e deficiente gestão do lixo.

Para o combate e sensibilização das populações e com o apoio das mesmas, o governo distrital
criou já 25 núcleos do meio ambiente. Em Goba, Changalane e Mafuiane, estão a ser
implementadas acções de maneio comunitário dos recursos naturais e de reflorestamento, para
minimizar os efeitos da desmatação, por um lado, e por outro lado, para incentivar o controlo dos
recursos, com vista a garantir a preservação das espécies vegetais e faunísticas do distrito.

Existem no distrito diversas espécies fruteiras, nomeadamente, papaieiras, abacateiros,


mangueiras, pessegueiros, lechias e citrinos. Existe uma exploração comercial de citrinos no
distrito, mas que foi seriamente danificada durante a guerra, necessitando de investimentos para
a sua recuperação.

Para além de consumidos frescos, os frutos são comercializados tanto localmente como a
comerciantes de Maputo, que se deslocam ao distrito para os adquirir.

O distrito possui boas terras, clima adequado e recursos hídricos abundantes, factores que
potenciam o desenvolvimento desta actividade. Porém, a ocorrência de períodos de seca
constitui, segundo o SDAE, um obstáculo ao desenvolvimento da produção frutícola.

PÁGINA 5 5 Namaacha
Embora as populações locais não tenham por hábito o plantio de árvores, quando procedem à
limpeza dos campos costumam manter os canhoeiros, as massaleiras e as mangueiras.

As estacas de eucalipto e outros materiais são utilizados na construção das casas. As árvores
fornecem também lenha e matéria-prima para carvão, as principais fontes de energia utilizadas
no distrito.

A fauna bravia é importante como suplemento alimentar das famílias. Entre as espécies mais
caçadas contam-se pequenos antílopes, coelhos e galinhas-do-mato. Além destas, existem outras
espécies, tais como, o macaco, o cabrito-do-mato, a jibóia e o crocodilo.

Além do produto da caça, o peixe, oriundo dos rios, é também um componente importante da
dieta alimentar das famílias de Namaacha.

55..66 IInnddúússttrriiaa,, C
Coom
méérrcciioo ee T
Tuurriissm
moo
A proximidade do distrito de Namaacha de Maputo e de distritos da província com actividade
comercial significativa, bem como dos países vizinhos da Suazilândia e da África do Sul,
contribui para uma actividade comercial bastante activa.

A rede comercial no distrito e constituída por 167 lojas, 56 mercearias, 104 mini-mercearias e
vendedores informais que expõem os seus produtos ao redor das estradas e nas suas residências.

Nº de
Categoria Localidade
Estabelecimentos
Lojas 167 Vila Sede
Mini-loja 56 Mafuiane
Mini-Mercearia 16 Goba Fronteira
Mini-Mercearia 20 Michangulene
Mini-Mercearia 25 Mahelane
Mini-Mercearia 15 Matsequenha
Mini-Mercearia 18 Impaputo
Mini-Mercearia 10 Changalane
Fonte: SDAE Namaacha
A exploração comercial de citrinos que existia no distrito necessita de investimentos para poder
ser retomada. No sector informal, o comércio envolve tanto homens como mulheres, que
manufacturam e vendem bebidas, carvão e artesanato e utensílios de barro.

Em relação ao Turismo, a Namaacha possui boas condições naturais para o seu desenvolvimento,
beneficiando ainda da sua localização junto da fronteira com a Suazilândia. O distrito conta com
vários estabelecimentos e estâncias turísticas, nomeadamente dois hotéis e um casino, para além
de restaurantes, bares e botequins.

PÁGINA 5 6 Namaacha
No distrito estão em funcionamento três moageiras (em 2011 foi inaugurada uma nova pequena
indústria de agro-processamento na Associação Palawasssokoti, sediada na vila sede do distrito),
duas estações de serviço, três carpintarias, uma serração e quatro padarias.

Em relação ao sector industrial, estão em funcionamento uma fábrica de refrigerantes, apesar de


parcialmente destruída, e uma fábrica de confecções.

O distrito de Namaacha possuí muitos recursos naturais (pedra lajes, pedra para construção). A
tabela abaixo mostra as principais indústrias extractivas que operam no distrito. Para além destas
existem 56 garimpeiros informais que extraem e vendem pedras lajes.

Nome Localidade

Riolito Mafuiane
Pedreira Rugnate Mafuiane
Pedreira Pinto Mafuiane
CMC Mafuiane
Pedreira de Namaacha Kulula
Pedreira Tâmega Matsequenha
Bitonite (Empresa de processamento de pedra laje) Impaputo

No distrito existem delegações das Telecomunicações de Moçambique, Correios de


Moçambique, Electricidade de Moçambique.

O distrito conta com uma instituição Bancária (Milenium Bim) e uma instituição de microcrédito
(Lhuvuko).

Embora a Banca esteja presente no distrito, o difícil acesso ao crédito é um factor inibidor do
desenvolvimento da actividade agrícola e comercial do distrito.

2277
55..77 V
Veeccttoorreess ddee D
Deesseennvvoollvviim
meennttoo ee C Vaalloorr27
Caaddeeiiaass ddee V
O Distrito da Namaacha seleccionou 3 vectores de desenvolvimento num leque de vários
produtos/serviços a destacar: Fruticultura, Hortícolas e Avicultura.

Fruticultura

Problemas Potencialidades Soluções e oportunidades de


negócios
Insumos:
Produção actual de fruta é de
50.000 ton Aumentar a produção de fruta em
7.000 ton
43.000 ton

27
Fonte: Revista de Marketing - Direcção Nacional de Promoção do Desenvolvimento Rural- DNPDR

PÁGINA 5 7 Namaacha
Existência de apenas 5
Formação de pelo menos
extensionistas com fraco Adoptar os técnicos em
5 extensionistas para
conhecimento em assistência conhecimentos na área de fruteiras.
assistir as fruteiras
às fruteiras
São necessário 4
Actualmente existe apenas 2
estabelecimento de venda Abertura de 2 estabelecimentos de
estabelecimento de insumos
de insumos agrícolas. venda de insumos
agrícolas.
Existência de apenas 1 viveiro
8 Viveiros de fruteiras Instalação de 7 viveiros
de fruteiras
Transformação:
Actualmente existe uma Necessidade de Instalar
pequena fábrica de uma unidade de Instalar 1 unidade de processamento
processamento da fruta em processamento de 60% da de 60% e conservação da fruta
30% de fruta fruta

Existência de apenas 1 técnico


São necessários 5 técnicos Aumentar 4 técnicos industriais
qualificado na área de
de agro- processamento qualificados
processamento

Comercialização:
É necessário um Maior sensibilização dos
Não existe um comércio
Comércio intervenientes na comercialização em
regrado
formal/Informal regrado prol de um comércio regrado
Actualmente não existe parque É necessário 1 parque de
Incentivar a criação de um parque de
de aluguer de transporte de aluguer de transporte de
aluguer de viaturas de carga
carga de produção carga
Criação de marcas, logótipos,
É necessário publicitar os
Não se publicita os produtos panfletos, folhetos, palestras, anuncio
produtos
sobre a produção frutícola

Hortícolas

Soluções e oportunidades de
Problemas
Potencialidades negócios
Insumos:

Produção actual de 35.600 Ton


Potencialidade de 90.000 Aumentar a produção em 54.400 Ton
em 2.000ha
Ton em 14.000ha para 12.000ha

É necessário 4 lojas de
Apenas 2 lojas de insumos
vendas de insumos
(sementes, pesticidas, adubos) Abertura de mais 2 casas agrárias
agrárias

PÁGINA 5 8 Namaacha
Existência de apenas 1.500 Necessidade de recrutar Aumento da mão-de-obra em 4.500
trabalhadores 6.000 trabalhadores trabalhadores

É necessário 8 tractores e
Actualmente existe 3 tractores as respectivas alfaias Alocação de 5 tractores às zonas
e as respectivas (charruas, semeadores, carentes
sulcadores e grades)
Existência de apenas 3 Necessidade de 7 sistemas
Abertura de 4 sistemas de regadio
sistemas de regadio de regadio
Insuficiência de energia Uso de energia eléctrica Expansão da rede eléctrica para 5
eléctrica nas zonas de na produção locais de produção e melhoramento
produção das outras
É necessário 15
electrobombas com
Actualmente existem 7
capacidade de irrigar Aumento de 8 electrobombas
electrobombas para 2.000ha
14.000ha

Actualmente não existe uma É necessário um serviço


Criação de um serviço de reparação e
oficina para reparação e de reparação e
manutenção de equipamentos
manutenção de equipamentos manutenção de
agrícolas.
agrícolas equipamentos agrícolas

Transformação:

Apenas 1 unidade de
processamento com uma Necessidade de Abertura de 2 (pequenas) unidades
capacidade de apenas para Processamento de 70% da de agro-processamento
30% de produção produção

É necessário 4 unidades
Inexistência de unidades de Abertura de 4 (pequenas) unidades
pequenas de conservação
conservação de conservação de hortícolas
de hortícolas.

Comercialização :
Existência de vias de acesso Continuidade do programa de
Existência de 324km de
em mau estado de melhoramentos localizados das vias
estradas
transitabilidade (123 km) de acesso às zonas agrícolas
Disponibilidade de apenas uma
É necessário 35 veículos
dezena de veículos de carga
de carga Aumento de 25 veículos de carga
para escoar a produção

Pesquisa e expansão do mercado


Mercado reduzido Mercado
(feiras, exposições)

PÁGINA 5 9 Namaacha
Avicultura

Soluções e oportunidades de
Problemas Potencialidades
negócios
Insumos:

Produção actual de frango é de


Potencial de 4.000 Ton Aumentar a produção em 3.450 Ton
550 Ton
Produção actual de ovos é de Aumento da produção em 450.000
800.000 Dúzias
350.000 dúzias dúzias
É necessário 10
Existência de apenas 20 associações de produtores Incentivar a entrada de 10
produtores 20 do sector de frangos e ovos para associações na produção de frango e
familiar e 3 do empresarial. aumentar o número ovos
existente.
É necessário uma
Apenas existe um
disponibilidade de crédito
financiamento nesta área do Provimento de apoio técnico e
a partir de outros fundos
FDD (vulgarmente conhecido financeiro aos produtores
como FDA (fundo de
por 7 milhões)
desenvolvimento agrário)
É necessário uma
Apenas existem 3 pequenas Unidade de incubação Instalação de 1 unidade de incubação
unidades de incubação com uma capacidade com uma maior capacidade.
maior
Necessidade de 7 técnicos
Existe apenas 1 técnico Contratar 7 técnicos médios para
médios de pecuária e 1
superior de pecuária assistência aos produtores
técnico superior.
Existência de uma loja de Necessidade de 2 lojas de Abertura de 1 loja de venda de
venda de insumos pecuários insumos insumos pecuários
Fraca disponibilidade de Incentivar as carpintarias para o
Fornecimento de
serradura para produção fornecimento de serradura aos
serradura
avícola produtores
Transformação:
Abertura de 1 Matadouro
Inexistência de matadouro para É necessário 1 matadouro de
convencionado ao abate de
o abate de frangos frango de corte
frango
Actualmente a produção
É necessário uma unidade de
avícola é vendida sem Abertura de 1 estabelecimento
processamento e
processado por ausência de de processamento e
empacotamento
estabelecimentos de empacotamento
processamento.
É necessário 2
Falta de condições para a Instalação de 2 estabelecimentos
estabelecimentos de conserva
conservação climatizada do frigoríficos para armazenar 4.000
com capacidade de armazenar
frango toneladas de frango
4.000 ton de frango

PÁGINA 6 0 Namaacha
Instalação de 2 unidades de
Ausência de unidades de Necessidade de 2 unidades de
conservação de ovos
conservação de ovos conservação de ovos

Comercialização:
Não existe transporte para a É necessário 3 viaturas (1 Alocar 3 viaturas para o transporte da
produção avícola com câmara frigorífica) produção avícola (1 com frigorífico)
Há necessidade de 2
Ausência de talhos
Talhos Abertura de 2 talhos

PÁGINA 6 1 Namaacha
66 V
Viissããoo ee E
Essttrraattééggiiaa ddee D
Deesseennvvoollvviim
meennttoo L
Looccaall
Este capítulo tem como base as conclusões do PEDD - Plano Estratégico de Desenvolvimento
Distrital.

66..11 V
Viissããoo
O Distrito de Namaacha deverá estar num lugar de destaque na Província de Maputo como
resultado do elevado índice de produção e produtividade no sector agro-pecuário e comercial.

66..22 M
Miissssããoo
- Desenvolver uma agricultura baseada em técnicas de mecanização;

- Assegurar a formação e capacitação de produtores;

- Assegurar a prática de trocas comerciais;

- Incentivar a prática do ecoturismo, assim como criar uma plataforma de mobilização para a
intervenção dos investidores no Distrito.

66..33 O
Obbjjeeccttiivvooss eessttrraattééggiiccooss
Para o desenvolvimento do Distrito é definida uma nova abordagem que vem criar uma
hierarquia no seguimento dos objectivos preconizados no Plano orientador do Governo . O
desenvolvimento da estratégia está mais relacionada com a formação e capacitação dos
conselhos consultivos, membros e quadros do governo, visando apoiar o processo de
descentralização dos serviços básicos do governo. Este processo será monitorado de forma a
permitir a análise e crítica dos resultados e objectivos estabelecidos no quinquénio (2009-2013).

Os objectivos estratégicos enunciados no PEDD são os seguintes:


• Impulsionar o desenvolvimento económico e social equilibrado do distrito tendo como base
o incentivo da actividade agro-pecuária, turística e exploração sustentável dos recursos
naturais;
• Melhorar o acesso às infra-estruturas sociais (saúde, educação, informação, governação) do
distrito como forma de prover melhores serviços às comunidades;
• Melhorar o fornecimento de serviços de qualidade no âmbito da reforma do sector Público;
• Aumentar o ritmo de crescimento económico das zonas rurais, com impacto na melhoria de
qualidade de vida das populações;
• Fortalecer o diálogo local entre o Governo distrital e as comunidades;
• Massificar o movimento desportivo e cultural do Distrito

PÁGINA 6 2 Namaacha
• Incentivar a presença nos fóruns de tomada de decisão da Mulher, jovens e 3ª idade;
• Reduzir o índice de contaminação e propagação do HIV&SIDA no Distrito;
• Desenvolver um plano operacional de contingência para calamidades e desastres naturais;
• Orientar/Mobilizar recursos financeiros para a implementação do Plano Estratégico de
Desenvolvimento do Distrito 2009-2013, com destaque para as áreas que concorrem em
grande medida para a redução da pobreza absoluta.

66..44 Z
Zoonnaass ddee ddeesseennvvoollvviim
meennttoo,, PPootteenncciiaalliiddaaddeess ee PPrroobblleem
maass
Do ponto de vista territorial a estratégia definida assenta na definição de duas zonas geográficas
no distrito com problemas e potencial diversos.

Zona A - Potencialmente agro-pecuária

Esta zona é constituída maioritariamente por planícies que abrangem as localidades de Mahelane
e uma parte das localidades de Kala-Kala, Matsequenha, Goba, Changalane e Mafuiane.

O problema central desta zona reside no fraco uso e aproveitamento dos recursos naturais
existentes, em particular a terra e os recursos hídricos.

A zona possui solos férteis e rede hidrográfica para a irrigação dos campos com condições
favoráveis para a prática da agricultura e da pecuária e recursos minerais (areia, argila e saibro).

O objectivo de desenvolvimento nesta zona é transformar e dinamizar o seu crescimento com a


introdução do sistema de irrigação, electrificação das bacias e instalação de parque de
maquinaria agrícola.

Problemas Causas Efeitos Situação ideal Passos/medidas


Fraco - Fraco aprovisionamento do Baixa - Criação de parques - Construção de sistemas
aproveitamento no equipamento agrícola; produção e de maquinaria de regadio com uso de
uso e exploração de - Fraca cobertura da rede de produtividade. agrícola; electrobombas;
terras. extensão agrária; - Criação de infra- - Contratação de mais
- Queda irregular da estruturas de extensionistas; e,
precipitação pluviométrica; irrigação; - Aprovisionamento do
- Existência de focos de - Fomento de culturas equipamento agrícola.
conflito. de rendimento.
Conflitos de terra - Concessão de grandes - Terra fértil - Flexibilizar a Cumprimento da lei de
extensões de terra não não concessão do DUAT terra, Lei nº 19/97.
aproveitada; aproveitada; para quem reúne
- Fraco cumprimento da lei - Fraco condições para o seu
que orienta o uso e investimento aproveitamento;
exploração da terra (Lei nº do sector - Envolver e capacitar
19/97). privado. as comunidades na
gestão de conflitos.

PÁGINA 6 3 Namaacha
Estiagem cíclica - Mudanças climatéricas; - Altas - Implementação da Aplicação da legislação
- Queimadas descontroladas. temperaturas; revolução verde; ambiental, florestal e o
- Destruição de - Construção de regulamento em vigor
espécies represas;
florestais e - Protecção e
faunísticas. conservação dos
recursos naturais.
Insuficiência de Exiguidade de recursos Fraca - Aumentar a colecta - Identificação de novas
serviços básicos e financeiros, materiais e cobertura dos de receitas; fontes de receitas e
infra-estruturas humanos. serviços - Contratação de cobrança efectiva;
básicos. quadros qualificados. - Criação de condições
de trabalho.

Zona B: Potencialmente mineira, faunística e turística

Esta zona é constituída na sua maioria por planaltos e Montanhas da Cadeia dos Libombos, e o
local abrangido pelo projecto trilateral (LSDI) abrange uma parte das Localidades de
Matsequenha, Kala-Kala, Goba, Mafuiane, Impaputo e Changalane.

O problema central desta zona reside na fraca exploração dos recursos naturais e consequente
fraca aderência no desenvolvimento turístico como fonte de capitalização de meios para as
comunidades.

A zona é rica em recursos minerais (Pedra, Areia, Argila, Saibro, Bentonite e Água) e possui
uma floresta nativa e exótica, o que cria condições favoráveis para a prática do ecoturismo.

O objectivo de desenvolvimento nesta zona é maximizar a exploração e conservação dos


recursos minerais, faunísticos e turísticos, numa base de divulgação e promoção das
potencialidades existentes na zona.

Problemas Causas Efeitos Situação ideal Passos/medidas


Fraco - Incapacidade financeira; e, Extracção Atracção de Potenciar a exploração
aproveitamento dos -Fraca expansão de extracção mineira em investidores para o sustentável dos recursos
recursos naturais mineira mecanizada. pequena aproveitamento naturais com a participação
existentes. escala. integral de recursos de investidores.
naturais.

Existência de focos Luta de interesses Limitação das Comunidades Aplicação da legislação da


de conflitos de terra. (desconhecimento da lei ). actividades capacitadas para a terra.
programadas gestão sustentável
para as zonas dos recursos
de protecção. naturais.
Queimadas - Produção de carvão; - Erosão dos Criação de comités Aplicação da legislação
descontroladas. - Caça furtiva; e, solos; e, locais de gestão Ambiental e Faunística.
-Práticas tradicionais de - Extinção de dos recursos
preparação da terra; espécies naturais.
florestais e
faunísticas.

PÁGINA 6 4 Namaacha
Referências documentais

- Balanço do Plano Económico e Social Durante o Ano de 2010, Governo


Distrital.

- Balanço do Plano Económico e Social Durante o Ano de 2011, Governo


Distrital.

- CENACARTA - http://www.cenacarta.com

- Conta Geral do Estado 2011 e 2010 – Ministério das Finanças, Direcção


Nacional do Orçamento.

- District Poverty Maps for Mozambique: 1997 and 2007 - Based on


consumption adjusted for calorie underreporting - Ministério do Plano e
Finanças, Direcção Nacional de Estudos e Análise de Políticas.

- Estrutura Tipo do Governo Distrital - Decreto nº 6/2006 de 12 de Abril.

- Fichas estatísticas para o perfil distrital – Serviços Distritais

- Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo agropecuário, 2009-


2010.

- Instituto Nacional de Estatística, Dados do Recenseamento da População


de 2007.

- Lei dos Órgãos Locais, n.º 8/2003 de 27 de Março.

- Ministério da Educação, Estatísticas Escolares.

- Ministério da Saúde, Estatísticas da Saúde.

PÁGINA 6 5 Namaacha
- Perfil Distrital de 2005, Ministério da Administração Estatal, Direcção
Nacional da Administração Local.

- Plano Estratégico de Desenvolvimento Distrital, Governo Distrital.

- Regulamento da Lei dos Órgãos Locais, n.º 8/2003 de 27 de Março.

- Relatório de Balanço das Actividades Desenvolvidas durante o Ano de


2010, Governo Distrital.

- Relatório de Balanço das Actividades Desenvolvidas durante o Ano de


2011, Governo Distrital.

- Relatório de Balanço das Actividades Desenvolvidas durante o Ano de


2011, SDAE

- Relatório de Balanço das Actividades Desenvolvidas durante o Ano de


2011, SDPI

- Relatório de Balanço das Actividades Desenvolvidas durante o Ano de


2011, SDSMAS

- Relatório de Balanço das Actividades Desenvolvidas durante o Ano de


2011, SDEJT

- Relatório sobre Pobreza e Bem-estar em Moçambique: 3ª Avaliação


Nacional (Outubro de 2010), Ministério do Plano e Finanças, Direcção
Nacional de Estudos e Análise de Políticas.

- Revista de Marketing Territorial – Ministério da Administração Estatal,


Direcção Nacional de Promoção do Desenvolvimento Rural.

PÁGINA 6 6 Namaacha
Publicado por

MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO ESTATAL


Direcção Nacional de Administração Local
Maputo
Moçambique

Primeira edição, primeira impressão 2012

Esta publicação está disponível na Internet em http:// www.portaldogoverno.gov.mz

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