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OBJETIVO

O projeto integrador do “esferômetro paquimétrico” tem como objetivo projetar e


construir um esferômetro utilizando objetos comuns e de baixo custo, encontrando uma
nova utilidade para esses materiais. O projeto integra conhecimentos em geometria
esférica com aplicações práticas da mecânica, fazendo com que o aluno tenha a vivência
prática dos fundamentos básicos da mecânica e aplique a teoria matemática empregada
na construção do equipamento.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICAESFERÔMETRO PAQUIMÉTRICO


Segundo Faccini, o esferômetro é definido como sendo: “um aparelho destinado à
medida de pequenas espessuras. Serve, também, para medir o raio de curvatura de
superfícies esféricas”. O aparelho recebe esse nome devido a sua aplicação. É uma
ferramenta de medição única que pode aferir com precisão o raio de superfícies curvas.
Foi largamente aplicado por médicos oftalmologistas e técnicos em fabricação de lentes,
para medir o raio de lentes de vidro, sem necessitar de ferramentas mais caras.
O esferômetro convencional ou mecânico tem seu princípio de funcionamento parecido
com o micrômetro, e é capaz de medições da ordem de milésimos de milímetro. “O
órgão essencial do esferômetro é um parafuso micrométrico, cuja porca é solidária com
um tripé de pontas agudas. Na extremidade superior do parafuso encontramos um
disco, dividido em 500 partes. Presa ao tripé existe uma escala vertical graduada em
meios milímetros (porque o passo do parafuso é de meio milímetro também). ” (Faccini,
1953). O passo do parafuso é de meio milímetro e o disco possui 500 divisões, logo, cada
divisão do disco corresponde a um milésimo do milímetro.
Atualmente existem no mercado esferômetros digitais, que realizam a leitura mais
rapidamente pelo usuário, porém, há uma preocupação em relação à precisão da
leitura. Um esferômetro digital portátil pode não ser capaz de gravar a rugosidade em
uma superfície que o esferômetro mecânico pode.

Funcionamento Para se realizar medições no esferômetro convencional é preciso fazer


uma primeira leitura em uma superfície perfeitamente plana, obtendo-se o “zero” ou a
“tara” do aparelho. Esse ponto será a referência para a medição da superfície esférica.
A partir daí

Princípios geométricos

Faccini utiliza os conhecimentos em geometria esférica para descrever o princípio do


cálculo do raio da superfície esférica, que será demonstrado abaixo. Na figura 3
visualiza-se o corte longitudinal de uma esfera. Sendo a superfície BAB’ uma superfície
da calota esférica, limitada pelo círculo BB’ (representado por uma linha , o círculo tem
seu centro em D e diâmetro d).
A esfera tem seu centro em 0 e o raio R, o qual queremos determinar. O esferômetro
nos dá a leitura da altura h (Segmento AD) e o d pode ser determinado por qualquer
processo geométrico. Partindo-se das extremidades do diâmetro AC, traça-se os
segmentos de reta AB e BC. Pode-se definir, portanto, que o triângulo ABC é retângulo,
pois o ângulo B é reto, “por ter o vértice sobre a circunferência e os lados passando pelas
extremidades do mesmo diâmetro” (Faccini, 1953). Faccini diz ainda que: “qualquer
cateto é média proporcional entre a hipotenusa inteira e sua projeção sobre ela”, logo:

AB² = AC x h (1)

Do outro triângulo retângulo ADB tiramos que:

AB² = d² + h² (2)

Sabe-se que: AC= 2R (3)

Substituindo (2) e (3) na equação (1), teremos:

d² + h² = 2R . h
Isolando o R, teremos:

REFERÊNCIAS

http://www.manutencaoesuprimentos.com.br/conteudo/4500-qual-o-uso-de-um-
esferometro/

http://sandupama.blogspot.com.br/

http://www.cienciamao.usp.br/tudo/exibir.php?midia=rip&cod=_construindoumesfer
ometro&action=print

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