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21º CBECIMAT - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais

09 a 13 de Novembro de 2014, Cuiabá, MT, Brasil

AVALIAÇÃO DA ADIÇÃO DE RESÍDUO À BASE DE POLPA DE CELULOSE EM


ARGAMASSSA DE REVESTIMENTO

T. L. A. C. Rocha*, L. M. Gomes, A. Aroche, C. A. M. Moraes, F. A. Brehm

Universidade do Vale do Rio dos Sinos


Av. Unisinos, 950. B. Cristo Rei. Cep 93022-000 – São Leopoldo/RS - BR
tlavila@unisinos.br

RESUMO
Resíduos gerados no processo industrial de fabricação de fraldas descartáveis e
absorventes higiênicos (RPAHP) são materiais nobres que, com estudos adequados
e focados na reutilização, podem gerar ganho econômico e redução do risco de
geração de um impacto ambiental negativo. A presente pesquisa visa à
caracterização deste resíduo do ponto de vista químico, físico, térmico e estrutural; e
avaliação do desempenho na adição em argamassa de revestimento. O resíduo foi
submetido a ensaios físicos e químicos e, após adição em argamassa, foi submetido
a ensaios no estado fresco e endurecido. A capacidade de absorção do RPAHP é
boa em soluções de pH ácido e neutro, e quando alcançado pH 13 essa capacidade
diminui. A resistência mecânica da argamassa de revestimento não sofreu variações
significativas, com o aumento do teor de adição do resíduo. Infere-se que em
determinados percentuais há possibilidade de utilização em revestimentos de
paredes internas, externas e tetos.

Palavras-chave: Argamassa de revestimento, Adição de resíduo, Polpa de celulose

Introdução

A caracterização e a construção de alternativas para reciclagem de resíduos


gerados no processo industrial é um passo imprescindível para estimar o potencial
de reutilização do material. Para reciclar um resíduo é fundamental um estudo de
caracterização do material através de ensaios e métodos apropriados, para que se
possa conhecer sua composição química, e suas propriedades físicas [1].
Segundo Razera, [5], ao utilizar a metodologia de análise termogravimétrica
(TGA) para analisar fibras de celulose, o mesmo verificou uma queda na curva do

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gráfico de TGA abaixo de 100°C, nesse ponto a perda de massa, em geral, está
associada a perda de água devido à umidade das fibras. Miléo [6] verificou em sua
pesquisa que as fibras de celulose possuem estabilidade térmica até
aproximadamente 275°C, quando ocorre o início da sua decomposição. Em torno de
350°C, observou o início de outro processo de decomposição, provavelmente
envolvendo ligações da lignina, prosseguindo rapidamente com o aumento da
temperatura.
Algumas pesquisas já foram realizadas relativas à adição da polpa de celulose e
SAP em matrizes cimentícias, dentre elas pode-se citar os experimentos de Kumm
[8] que incorporou 0,27% de Superabsorbent polymers (SAP) em relação à massa
de cimento para verificar a sua influência, a autora verificou que esse teor de adição
pode representar uma melhoria na hidratação do cimento, ainda afirma, que o teor
de 0,27% combateu eficientemente a retração autógena aos 3 dias.
Já Santos et al. [9] utilizaram a polpa de celulose com SAP extraído de fraldas
descartáveis, para medir sua capacidade de absorção e o seu comportamento em
condições agressivas. Eles concluíram que o resíduo é uma alternativa à
impermeabilização podendo ser utilizado em argamassa para assentamento,
principalmente quando utilizada no capeamento, pois o mesmo formará uma barreira
que impedirá a infiltração de água por capilaridade, possibilitando a
impermeabilização de elementos construtivos, como embasamento, fundações, etc.
Como alternativa, propõe-se nesta pesquisa verificar a viabilidade do emprego
dos resíduos de polpa celulósica com SAP em argamassas de revestimento, tendo
em vista as caracterizações no estado fresco e endurecido usuais para este fim.

Materiais e Métodos

Materiais utilizados

Os materiais empregados nesta pesquisa e que compõem a argamassa de


revestimento são descritos a seguir:

Adição polimérica: Resíduo de polpa de celulose


Agregado miúdo: Areia quartzosa de leito de rio
Aglomerante: Cimento Portland CPII F 32
Aglomerante: Cal hidratada CH-I

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Caracterização do resíduo polimérico


A difração de Raios-X (XRD) foi realizada em um difratômetro Siemens D5000.
Os difratogramas foram obtidos utilizando uma fonte de CuKα , cujas medições
foram de 2 a 100°, passo de 0,05 e tempo de 1s em cada passo.

As análises termogravimétrica (TGA) foram realizadas com uma amostra de 5g


utilizando-se uma microbalança DP Engenharia, com velocidade de aquecimento de
10°C/min, em uma faixa de temperatura de 21°C a 1000°C.

A espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR) realizada


utilizando um equipamento Spectrum 100 Perkin Elmer, registrando varreduras de
400 a 4000 cm-1. A análise foi realizada utilizando-se o acessório ATR (Reflectância
Total Atenuada) do equipamento

A microscopia eletrônica de varredura (MEV) foi realizada no Instituto Tecnológico


em Ensaios e Segurança Funcional (ITT Fuse), utilizando a técnica chamada de
MEV ambiental, onde foi gotejado água destilada sobre a amostra, para que o
RPAHP absorvesse o líquido e consequentemente aumentasse o seu tamanho. A
amostra foi congelada com adição de Nitrogênio (N2) líquido e feita a observação
através do microscópio, onde foram registradas as imagens com 10 e 20 KV.

Produção das argamassas

Para a produção das argamassas foi utilizado um traço de 1:1:6 em volume. Foi
realizada uma pré-mistura de areia, cal, resíduo e água, de 16 a 24 horas antes de
adicionar o cimento, baseado na NBR 13276. Para as argamassas com adição do
resíduo de polpa de celulose foram utilizados os percentuais de 0,5, 1,0 e 1,5% de
adição sobre a massa do cimento. Estes teores provêm de um estudo piloto
utilizando 1, 2 e 4% de adição, em que o percentual de 1% foi o que apresentou
resultados mais promissores quanto às resistências mecânicas. A preparação da
pré-mistura foi realizado numa argamassadeira de eixo vertical, em que areia e a
polpa foram misturadas com a cal. Posteriormente, foi adicionada a água, a fim de
garantir a hidratação do resíduo e da cal. Este procedimento foi adotado uma vez
que a polpa possui absorção elevada.
Após 24 horas de hidratação da pré-mistura, foi adicionado o cimento e água
restante para o ajuste do índice de consistência. A fim de manter um mesmo padrão

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para todas as argamassas foi fixada a trabalhabilidade através do índice de


consistência em 260 ± 5 mm, conforme a NBR 13276. Após a confecção das
argamassas foram realizados os ensaios de caracterização no estado fresco e as
moldagens para realizar os ensaios no estado endurecido. Durante a cura das
argamassas foi realizado o ensaio de variação dimensional NBR 15261, e após 28
dias, os ensaios no estado endurecido.

Apresentação e discussão dos resultados

Difração de raios-X

O difratograma (Fig. 1) apresenta os resultados obtidos para a análise da polpa


celulósica com SAP.

(a)

(b)

(c)

Figura 1: Resultado XRD

A XRD da polpa celulósica com SAP (Fig. 2) apresenta um pico cristalino principal
(a) entre 22° e 24° que corresponde ao plano (002). Observa-se um pico cristalino
(b) entre 14° e 16° que corresponde ao sinal dos planos (101). E um pico (c) entre
30° e 35° que corresponde ao plano (040) todos os picos são característicos de
celulose. Os mesmos resultados da XRD foram apresentados pelos autores Miléo
[6]; Pereira et al. [10] e Hon [11]. A XRD apresentou apenas resultados da polpa de
celulose.

Análise Termogravimétrica (TGA)

A (Fig. 2) apresenta os resultados encontrados na análise de TGA

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Figura 2: Termograma da fibra de celulose com SAP

É percebida uma perda de massa de 10% entre 54°C e 203°C, isso se dá


possivelmente devido à perda de umidade, voláteis e materiais de baixo peso
molecular, que possam estar presentes na celulose e mesmo no polímero
absorvente utilizado. Entre 203°C e 400°C ocorre uma perda de massa de 70% que
corresponde à decomposição da fibra de celulose, resultados que foram
encontrados nas pesquisas de outros autores, como Razera [4]; Miléo [6]. Entre
400°C e 500°C ocorre uma perda de 10%, provavelmente devido à degradação do
SAP, conforme resultados semelhantes encontrados pelos autores Lopes et al. [12];
Cao et al. [13]. Ao final observa-se um resíduo em torno de 4% provavelmente
devido a presença de aditivos inorgânicos presentes no material.

Espectroscopia de infravermelho (FTIR)

A (Fig. 3) apresenta os resultados da análise por FTIR.

(b)
(a) (c)

(d)

Figura 3: Resultado FTIR da polpa de celulose

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Ao realizar a caracterização da polpa celulósica com SAP, foram observadas


bandas características da presença de celulose: (a) estiramento da ligação O-H na
região de número de ondas de 3300 a 3700 cm -1; (b) estiramento assimétrico da
ligação C-H na região de 2900 cm-1; (c) deformação angular da ligação C-H na
região 1290 a 1350 cm-1 e (d) estiramento da ligação C-O na região de 950 a 1200
cm-1. Esses resultados são corroborados pelos resultados também evidenciados no
estudo de Botaro [14].

Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV)

Na (Fig. 4 e Fig. 5) são apresentados os resultados da caracterização da polpa de


celulose e SAP.
(b) (d)
(c)

(a)

Figura 4: SEM realizado com a polpa de Figura 5: SEM realizado para demonstrar
celulose a presença do polímero superabsorvente

A figura 4 apresenta a imagem das fibras de celulose com formato longilíneo e


achatado e ainda alguns pontos escuros nas fibras (a), que dão um indício da
presença do polímero superabsorvente. Na imagem também é verificada a
existência de fibras de celulose (b). Na figura 5 pode-se observar a possível
presença de SAP, que apresenta indícios de que ao ter inchado, devido à absorção
de água na preparação da amostra, teria sido rompida sua estrutura (c), e ainda
aparecem algumas fibras de celulose (d). As imagens demonstram-se semelhantes
às imagens de fibras de celulose encontradas nas pesquisas dos autores PAN, et al.
[15] e Rodrigues [16].

Os resultados obtidos nas análises de XRD, TGA, FTIR e SEM apresentam as


características de fibras de celulose que são semelhantes aos estudos de Pereira et
al. [10] e Miléo [6].

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Caracterização da Argamassa no Estado Fresco

Na [Tabela 1] são apresentados os resultados dos ensaios de caracterização das


argamassas no estado fresco.

Tabela 1: Argamassas no Estado Fresco


Argamassas
Ensaios de caracterização Método Adição de Adição Adição
Referência
0,5% de 1,0% de 1,5%
Índice de Consistência por NBR 13276
264 256 258 257
Espalhamento -(mm) (ABNT, 2005)
NBR 13278
Teor de Ar Incorporado - (%) 4,4 5 4 5,4
(ABNT, 2005)
Densidade de Massa - NBR 13278
2053 2062 2053 2052
(kg/m³) (ABNT, 2005)
NBR 13277
Retenção de Água (%) 96,12 97,37 96,61 96,17
(ABNT, 2005)

Os resultados obtidos no ensaio de retenção de água no estado fresco


demonstram que a atuação das argamassas de revestimento, com adição do
resíduo, foi bastante próxima à retenção de água da argamassa de referência,
apresentando nesse caso uma tendência de acréscimo da retenção de água com o
aumento da adição.
A partir dos resultados obtidos, foi observado que o teor de adição do resíduo
pode apresentar alguma influência nas propriedades das argamassas, através da
distribuição de poros de ar incorporado. A adição do resíduo pode aumentar esta
porosidade devido ao maior teor de ar incorporado quando da mistura da
argamassa. Observa-se também que o teor de água adicionado para obtenção da
mesma trabalhabilidade da argamassa de referência, tem de ser aumentada sua
quantidade na medida em que aumenta o percentual de adição do resíduo,
possivelmente devido à absorção por suas fibras. O que pode influenciar no
aumento do teor de ar incorporado devido aos poros gerados.
O ensaio de squeeze-flow foi realizado de acordo com a NBR 15839, na
velocidade de 0,1 mm/s para 15 minutos após a mistura. Na figura 6 são
apresentados os resultados do squeeze-flow das argamassas estudadas.

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Figura 6: Resultado Squeeze-Flow 15 minutos

Segundo Freitas [29], os resultados do ensaio squeeze-flow permitem realizar


uma analogia com a aplicação da argamassa no revestimento. As argamassas que
possuem maior deslocamento com menor carga, tendem a ter maior e melhor
trabalhabilidade. Isto foi observado na argamassa de referência, que demonstra uma
melhor trabalhabilidade. Já a argamassa com teor de 1% apresenta uma
trabalhabilidade intermediária em função da carga aplicada, o que pode ser
explicado pela pouca variação do teor de água adicionada nas argamassas, sendo
as argamassas com teores de 0,5 e 1,5% apresentaram resultados onde foi
necessária uma maior aplicação de força para obter o mesmo deslocamento, o que
pode prejudicar a sua utilização.

Caracterização da Argamassa no Estado Endurecido

Na tabela 2 são apresentados os resultados dos ensaios de caracterização da


argamassa no estado endurecido.

Tabela 2: Argamassas no Estado Endurecido


Argamassas
Ensaios de
Método Adição Adição de Adição
caracterização Referência
de 0,5% 1,0% de 1,5%
Resistência à Tração NBR 15279 (ABNT,
2,62 2,51 2,64 2,73
na Flexão – (MPa) 2005)
Resistência à NBR 15279 (ABNT,
4,49 4,57 4,43 4,84
Compressão – (MPa) 2005)

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Determinação da
NBR 9778 (ABNT,
Absorção total de Água 14,46 13,61 13,29 13,83
2005)
– (%)
Coeficiente de
NBR 15259 (ABNT,
Capilaridade – 8,5 9,3 10,2 11,3
1/2
2005)
(g/dm².min )
Densidade de Massa – NBR 13280 (ABNT,
1,86 1,87 1,89 1,87
(g/cm³) 2005)
NBR 9778 (ABNT,
Índice de Vazios – (%) 26,90 25,46 25,19 25,85
2005)
Massa Específica Real NBR 9778 (ABNT,
2,55 2,51 2,53 2,52
– (g/cm³) 2005)

Considerando o ensaio de resistência à tração na flexão observa-se a mesma


tendência dos resultados obtidos para resistência à compressão, onde se apresenta
um aumento de aproximadamente 4% na resistência à tração na flexão, ao
aumentar o teor de adição do resíduo. Para o teor de adição de 1,5% observou-se o
melhor resultado. Este tipo de comportamento pode ser explicado possivelmente
pelo aumento da capacidade de absorção de energia originada pela capacidade de
alongamento das fibras, bem como a resistência à tração que a própria fibra de
celulose possui.
Os resultados dos ensaios de resistência à compressão demonstraram ser
semelhantes comparando as argamassas com e sem adição do resíduo, porém
nota-se um aumento da resistência à compressão com adição de 1,5%. Pode-se
inferir que o resíduo por apresentar uma capacidade de absorção de água
considerável, retém a água adicionada a argamassa não deixando que seja perdida
para o meio, essa água retida pode melhorar a cura interna, o que favoreceria o
aumento da resistência à compressão. Também é possível dizer que a resistência à
compressão existente nas características das fibras de celulose, pode vir a colaborar
para o aumento da resistência mecânica da argamassa como um todo.

Conclusões

O comportamento da argamassa de referência e das argamassas com diferentes


teores de resíduo, no estado fresco, considerando os ensaios realizados indica que
não há diferenças significativas entre as mesmas, possibilitando a utilização das

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argamassas com adição de resíduo. O único aspecto relevante é quanto à


trabalhabilidade das argamassas, que pode ser comprometida conforme evidenciado
pelo ensaio de squeeze-flow, nas argamassas com teores de 0,5 e 1,5%, que
apresentaram resultados inferiores.
Quanto aos aspectos analisados no estado endurecido, para as argamassas de
referência e todos os teores de adição, evidencia-se novamente a aplicabilidade. Os
resultados dos ensaios de resistência à compressão demonstraram ser semelhantes
com e sem adição de resíduo, porém nota-se um aumento de 7% da resistência com
adição de 1,5% em relação à argamassa de referência. Já no ensaio de resistência
a tração na flexão o teor de adição de 1,5% de resíduo demonstrou um aumento de
4% em relação à argamassa de referência.
Assim, conclui-se que há potencial de uso do resíduo de polpa de celulose para
obtenção de argamassas de revestimento, considerando o que foi proposto nesta
pesquisa.

Referências

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obtido a partir de óleo de mamona (Ricinus Communis L.). (Dissertação de
Mestrado). Escola de Engenharia de Lorena – Universidade de São Paulo. São
Paulo. 2011.

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de Engenharia Elétrica e de Computação. Campinas. São Paulo, 2011.

[14] C. Freitas: Argamassas de revestimento com agregados miúdos de britagem de


região metropolitana de Curitiba: Propriedades no estado fresco e endurecido. 135f.

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Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Programa de Pós-Graduação em


Construção Civil, Universidade Federal do Pará, 2010.

EVALUATION OF THE ADDITION OF CELLULOSE PULP WASTE IM


PLASTERING MORTAR

ABSTRACT
The objective of the present study was to assess the properties of plastering mortar
that uses cellulose pulp waste as absorbent material. Waste was characterized by
thermogravimetric analysis (TGA), Fourier Transform Infrared Spectroscopy (FTIR),
scanning electron microscope (SEM), X-ray diffraction (XRD, and absorption of
aqueous solutions with pH variations. The incorporation of 0.5%, 1% and 1.5% of
waste in a plastering mortar prepared with Portland cement, lime and sand (1:1:6)
was proved viable. Mortars were analyzed and compared with a control mortar. The
properties of fresh mortars analyzed were: consistency index, squeeze-flow,
incorporated air, water retention and density. The properties of hardened mortars
analyzed were (after 28 days): tensile resistance on flexural stress, compression
strength, density, absorption by capillarity and capillarity coefficient, total water
absorption, void index, specific weight and linear retraction. The addition of waste
resulted in improved mechanical properties, compared to the control mortar. An
increase of 4% was observed in tensile resistance on flexural stress, and of 7% in
compression strength for the mortar prepared with 1.5% cellulose pulp.

Key words: Argamassa de revestimento, Adição de resíduo, Polpa de celulose

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