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Tema: Escolas ou movimentos de antropologia

Elaborado por: Amaral Adelino Nihirique

Os primeiros antropólogos evolucionistas, foram influenciados com o positivismo, o movimento


de ideias que atribuía um grande valor à ciência da natureza. Portanto preconizava aplicar o
modelo de uma ciência positiva para as ciências sociais ou do homem. Autores mais destacados
dessas escolas foram ingleses Edward B. Tylor, James Frzer e o americano Lewis Morgan.

1. Evolucionismo cultural
Antes porém, importa conceitualizar a palavra evolucionismo, ela resulta de uma prefixação do
termo evolução, etimologicamente do latim (evolutio) no século XVIII referia ao
desenvolvimento, engrandecimento de um ser preformado. A evolução é uma integração de
matéria durante a qual esta passa de uma homogeneidade indefinida, incoerente, para uma
heterogeneidade definida, coerente. No âmbito da biologia actual, a evolução diz respeito as
mudanças ou transformação de uma espécie (grifo do autor) viva em outra espécie, seja sob a
acção lenta de certos factores externos, seja por mutações bruscas (JAPISSÚ, 2006).
O evolucionismo desde a idade clássica foi aplicado por vários pensadores mas o expoente mais
destacado nesse período é Charles Darwin no século XIX, com a sua máxima evolução de todas
as espécies, de sobrevivência e de função. E teve o seu apogeu com o iluminismo que
representou o gesto de confiança dos estudiosos na capacidade do ser humano ao criar mais
história melhorada ou científica. Os factores que catalisaram o evolucionismo são: a revolução
industrial, o crescimento urbano, aumento da produção e maximização de produção de
conhecimento (MARTINS, 2001).

O evolucionismo refere-se a uma corrente, que se dedica ao estudo da metamorfose do


individuo ou etapas do seu crescimento. Na mesma ordem de ideias, esta, descreve as culturas
como foram criadas, independentemente, seguindo um percurso por estádios fixos: barbárie,
primitivismo, selvagismo e civilização. Tratando-se de um termo biólogo, que quer designar,
mudança e significativa, em que insere as mortificações genética, mental de individuo; resultado
de uma ordem como a mutação assim como a selecção natural no âmbito antropológico.

1. 2. Evolucionismo cultural
De acordo com MARTINS, (2001:84), sustenta que os estudiosos deste período estavam:
preocupados por descobrir as leis gerais do progresso humano, as leis gerais da
evolução cultural do homem. Edward Tylor, é considerado pai da antropologia
por ter sido o primeiro a tentar sistematizar o estudo da cultura. Em seguida
Lewis Morgan, em 1878, publicava o livro ancient Society. Que ocupou-se em
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estudo da organização social. James Frszer defendia que todas as sociedades


passavam por três estádios: magia religião e ciência. As culturas encontravam-se
em movimento, através de diferentes etapas de desenvolvimento, até alcançarem
a etapa de desenvolvimento da cultura ocidental. Todas as culturas evoluiriam da
mesma maneira e passariam pelos mesmos estádios.

1.3. Características principais


Quando as características aqui mencionar: amplitude do objecto de estudo, o factor tempo, o
método comparativo, temas e conceitos principais.
Amplitude do objecto de estudo
Evolucionismo cultural procura estudar a cultura. O seu objecto abarcava o fenómeno da cultura
como fenómeno humano próprio da espécie humana. Buscava explicar os factos comuns a todos
povos e mostrar as regularidades existentes no processo cultural. Eles concordavam que a cultura
obedecia a uma dinâmica natural. As mutações não dependem da história nem do ambiente.

O factor tempo
Os evolucionistas, de certo modo, procuraram criar um tempo novo: o tempo cultural, isto é as
fases ou estágios da evolução. O método comparativo o evolucionismo procura interpretar as
instituições sociais pela reconstrução do passado e explicar deste modos o conhecido através do
que se ignora quase completamente.

Temas e conceitos principais


Neste âmbito encontramos as instituições religiosas, instituições familiares, instituições jurídicas
e aspectos da cultura material. A preocupação central é demostrar que a cultura obedece uma
sequência de evolução. Em que culminou com introdução de alguns termos: cultura, sistema de
parentesco, evolução cultural e religião, magia totemismo, clã descendência particular ou
materlinear (ibidem 86).
O evolucionismo cultural é a teoria que principia com a sistematização da investigação cultural,
entretanto teve como preocupação demostrar o desenvolvimento humano. Ela se abisma da
evolução social e cultural deste sujeito.
Evolucionismo é uma concepção que advoga a evolução ou crescimento das culturas, em etapas,
como intersecção de varias cultura no mesmo lugar mutação, e transmissão de algumas cultuaras
de uma geração a outra (como não vai ser toda cultura transmitida, então haverá uma mudança
nessa mesma cultura). Esta teoria defende a inter- relação entre as mutações dos seres vivos e as
alterações do meio ambiente.

2. Difusionismo.
Segundo MARTINS (2001), assevera que o difusionismo busca uma explicação histórica para
explicar as semelhanças existentes entre as culturas particulares. Dá ênfase ao fenómeno de
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difusão e dos contactos entre os povos. Esta feriria cingiu-se na rigorosidade dos métodos
antropológicos durante a sua pesquisa.

Difusionismo alemão na análise dos traços culturais semelhantes dá-se maior importância às
formas menos relevante. Os pensadores mais influentes são: Ratzel, L. Frobernius, W. Foy, F.
Graebner. O estudo da antropologia é a cultura universal. Usa o método de pesquisa no campo.
Difusionismo americano os mais influentes são Fraz Boas, Alfred Kroeber, Clark Wissler. Esses
advogam que a cultura é complexa que não é possível ter um conhecimento completo e
universal. Sendo assim optaram em estudar em áreas de limitadas e pequenas, tornando o estudo
mais fácil e seguro (MARTINS 2001).

Difusionismo opunha se a corrente evolucionista partindo da ideia segundo a qual, na história da


humanidade, as verdadeiras invenções são em número reduzido e propagam se a partir de centro
cultural. RIVIÈRE (2000) em outras palavras, é a teoria que trata do desenvolvimento de
culturas e tecnologias, particularmente na história antiga. Esta teoria sustenta que uma
determinada inovação foi iniciada numa cultura específica, para só então ser difundida de várias
maneiras a partir desse ponto inicial, isto é, há uma difusão cultural, por outras palavras processo
pelo qual uma opinião, uma informação, um comportamento, uma prática ou uma inovação se
propaga numa determinada sociedade.

3. Funcionalismo
Tal como afirma MARTINS (2001:90), “o funcionalismo tenta explicar as modalidades de cada
cultura baseando-se na lógica do sistema assumido pela cultura em exame: visão sistema. Isto é,
os funcionalistas acreditam ser possível conhecer uma cultura sem estudar-lhe a história”.
O funcionalismo é a doutrina segundo a qual, surge para rejeitar as teses fundamentais do
evolucionismo e do difusionismo, deste modo, esta corrente, privilegia o estudo empírico dos
factos sociais no terreno e aprende-os como uma totalidade ordenada, possível de um tratamento.
A corrente funcionalismo, pretende compreender como funciona a sociedade, por outras, “ a sua
relação com a estrutura social.

4. Estruturalismo
De acordo com JAPISSÚ (2006) estruturalismo é doutrina filosófica que considera a noção de
estrutura fundamental como conceito teórico e metodológico. Concepção metodológica com
diversas ciências (linguística, antropologia, psicologia etc.) que tem como procedimento a
determinação e a análise de estruturas. Pode-se considerar o estruturalismo das principais
correntes de pensamento, sobretudo nas ciências humanas.
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O estruturalismo é uma concepção que se inspirou no modelo da linguística e que compreende


factos sociais a partir de um conjunto considerado elementar ou seja formal de relações. Na
sociologia, antropologia e linguística, o estruturalismo é o caminho pelo qual elementos da
cultura humana devem ser compreendidos em face a sua relação com um sistema ou estrutura
maior, mais abrangente (MELLO, 1988).
A análise utilizada pelo estruturalismo apresenta-se como uma análise sincrónica, sem considerar
a dialéctica que existe no desenrolar da história. Estrutura é sistema simbólico das relações
constantes entre os factos. Lévi-Strauss escreve que princípio pertinente é a noção de estrutura
sócia não se refere à realidade empírica, mas aos modelos construídos em conformidade com
esta Em princípio o autor salientar que uma estrutura dá um carácter de sistema. Consiste em
elementos tais que uma modificação qualquer de um deles acarreta uma modificação de todos os
outros. No segundo aparte refere-se a todo modelo pertencente a um grupo de transformações,
cada uma das quais corresponde a um modelo da mesma família, de modo que o conjunto destas
transformações constitui um grupo de modelos. Em terceiro lugar as propriedades indicadas
acima permitem prever de que modo reagira o modelo, em caso de modificação de um de seus
elementos. Este modelo preconiza explicar todos factos observáveis (MARTINS 2001).

Em gesto de conclusão, em princípio salientar que durante a nossa leitura e análise, a nível
científico não trouxemos mortificações. Mas sim depreende-se que apesar de existir algumas
discrepâncias entre as escolas antropológicas, no que tange o homem, o objectivo primordial é de
estudar o mesmo em diferentes âmbitos culturais.

Referência bibliográfica
JAPISSÚ., Hilton., & MERCONDES., Danilo., Dicionário Básico de filosofia, 4ª ed., Editora
Jorge Sahara, Brasil 2006.
MELLO, L. Gonzaga. Antropologia Cultural: iniciação, teorias e temas. Petrópolis, Edição
Vozes, 1988.
MARTINEZ, Pe. F. Lerma. Antropologia Cultural, (Guia de estudo) 3ª ed., EdiBosco-Matola
Matola, 2000.
MARTINEZ, Pe. F. Lerma. Antropologia Cultural, (Guia de estudo) 3ª ed., EdiBosco-Matola
Matola, 2001.
RIVIÈRE, Claude., Introdução à Antropologia., Edições 70, Lisboa, 2000.

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