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BALANÇO AÇÕES

RESULTADOS 2016

Salvador,
2017
GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA
RUI COSTA

VICE-GOVERNADOR
JOÃO FELIPE DE SOUZA LEÃO

COLEGIADO INSTITUCIONAL

Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento – SIHS


Cássio Ramos Peixoto
Carlos Fernando Gonçalves de Abreu

Casa Civil
Bruno Dauster
Neli Bonfim Cerqueira

Secretaria de Planejamento – SEPLAN


João Felipe de Souza Leão
Maria Lúcia Cunha de Carvalho

Secretaria de Desenvolvimento Urbano - SEDUR


Fernando Dantas Torres
Fábio Fernandes Moraes Lucena

Secretaria de Meio Ambiente - SEMA


José Geraldo dos Reis Santos
Aderbal de Castro Meira Filho

Secretaria de Desenvolvimento Rural - SDR


Jerônimo Rodrigues Souza
Jeandro Laytynher Ribeiro

Secretaria de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social - SJDHDS


Carlos Martins Marques de Santana
Rose Edna Mata Vianna Pondé

Secretaria da Promoção da Igualdade Racial – SEPROMI


Fabya dos Reis Santos
Claudio Rodrigues dos Santos

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COMITÊ GESTOR

Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia


Marcus Vinícius Ferreira Bulhões
Maria Auxiliadora Rocha Cavalcanti

Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos


Márcia Cristina Telles de Araújo Lima
Welton Luiz Costa Rocha

Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional


Wilson José Vasconcelos Dias
Ana Luiza Dantas Marques

Empresa Baiana de Águas e Saneamento S/A


Rogério Costa Cedraz
Bento Ribeiro Filho

Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia


José Lucio Lima Machado
Roberta Carvalho Santana

Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia


Eliana Maria Santos Boaventura
Armando Affonso de Castro Neto

Superintendência de Proteção e Defesa Civil


Paulo Sergio Menezes Luz
Vitor Alexandre Gantois dos Santos

Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural


Célia Hissae Watanabe
Marcus Vinícius dos Santos

Superintendência de Inclusão e Segurança Alimentar


Rose Edna Mata Vianna Pondé
Miryam Terezinha Silva Belo

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Sumário
APRESENTAÇÃO ........................................................................................................ 5
INTRODUÇÃO.............................................................................................................. 6
PRINCIPAIS LINHAS DE AÇÃO ................................................................................... 8
AÇÕES ESTRUTURANTES ......................................................................................... 9
ABASTECIMENTO DE ÁGUA ...................................................................................... 9
TECNOLOGIAS HÍDRICAS PARA CONSUMO HUMANO E PRODUÇÃO ................. 16
CONTENÇÃO DE PROCESSOS EROSIVOS ............................................................ 18
NOVOS RECURSOS JÁ CAPTADOS: OBRAS FUTURAS ........................................ 19
ESGOTAMENTO SANITÁRIO .................................................................................... 20
OBRAS DE SES CONCLUÍDAS ................................................................................. 21
OBRAS DE SES EM ANDAMENTO ........................................................................... 23
MELHORIAS SANITÁRIAS DOMICILIARES – MSD’s ................................................ 24
SANEAMENTO INTEGRADO ..................................................................................... 25
ESTUDOS ESTRATÉGICOS...................................................................................... 25
CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................ 28

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APRESENTAÇÃO
Este documento representa o Balanço de ações executadas e condizentes ao
Programa Água para Todos no ano de 2016, quando observamos a retomada oficial
do programa na esfera do Estado a partir do Decreto nº 16.638/16. Nesse contexto,
observou-se também uma reestruturação do arranjo institucional do programa, com
participação de novas entidades executoras.

Ao lado do que está estabelecido como metas futuras, tem-se o PPA 2016-2019 como
nossa diretriz básica, documento pelo qual estão indicadores e instrumentos
orçamentários para execução das ações propostas no PAT. Complementarmente, o
PGP – Plano de Governo Participativo 2014 elaborado com o objetivo de nortear os
compromissos propostos pela gestão atual do estado tem como umas das prioridades
a infraestrutura hídrica e o saneamento básico, apresentando umas de suas diretrizes:
“Universalizar o acesso à água e energia para consumo e intensificar investimentos
para produção (água, barragens, adutoras, sistemas simplificados, cisternas, luz para
todos e energia sustentável)”.

Ao final deste relatório elencam-se aspectos condizentes com esta primeira análise
apontando ações para melhoria contínua do programa.

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INTRODUÇÃO
A Bahia é o quinto estado do País em extensão territorial, com uma área de 565
mil km², correspondente a 6,6% do território nacional e a 36,3% da área total da
Região Nordeste (Censo/IBGE, 2010). Ainda segundo informações do IBGE (2010), a
porção semiárida no Estado da Bahia corresponde a 69,3% do seu território conforme
representação geográfica observada na Figura 1, onde residem aproximadamente
6 milhões de habitantes. Segundo os estudos preliminares do IBGE, a Bahia
apresenta em 2016 uma população estimada em 15,3 milhões de habitantes.

Figura 1 : Distribuição espacial do semiárido brasileiro


Fonte: INSA/MCTI, 2014

Ainda segundo estudos do INSA, é preocupante o cenário impactado pelos processos


de desertificação da região, oriundo de um conjunto de fatores antrópicos, de gestão
ineficiente de recursos hídricos e dos conflitos existentes pelo uso da terra. Com base
na última publicação, observa-se na figura 02 este cenário crítico, apontando os níveis
de desertificação no semiárido.

6
Figura 2: Área afetada pela desertificação no semiárido brasileiro
Fonte: INSA, 2014

O Programa Água para Todos (PAT) foi criado pelo Governo do Estado da Bahia e
tem como objetivo geral promover a universalização do acesso à água para consumo
humano e produção agrícola e alimentar, visando o pleno desenvolvimento humano
bem como segurança alimentar e nutricional de famílias em situação de
vulnerabilidade social.

O PAT representa um importante passo em direção a melhoria da qualidade de vida


dos baianos. O programa articula a execução de ações para garantir tanto o acesso à
água com qualidade, como sua permanência ao longo do tempo (em quantidade
compatível com a demanda). Tais ações são executadas com recursos diversos sob a
coordenação da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e de Saneamento da Bahia.

O foco principal do programa é a ampliação do acesso de abastecimento de água para


a população baiana, promovendo a melhoria da saúde pública através de um conjunto
de ações de saneamento básico e ambientais, de apoio a projetos socioeconômicos e
de geração de trabalho e renda. Para cumprir os objetivos estipulados são necessárias
a articulação e a integração dos processos de formulação, planejamento, execução,
monitoramento e controle social das ações públicas nas quais o abastecimento de
água seja o vetor de maior relevância.

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Em 2016, a linha de ação “Abastecimento de Água”, beneficiou 661.883 mil
habitantes e atendeu 309 municípios, sendo que 225 estão localizados nos semiárido
baiano. (PAT Bahia, 2017).

PRINCIPAIS LINHAS DE AÇÃO


Instituído em 2007 pelo estado da Bahia, o Programa Água para Todos estabelece os
seguintes objetivos: acesso à água em qualidade e quantidade; propiciar ao direito
universal nas mais diversas formas de utilização; garantir oferta do serviço por meio de
uma gestão integrada; sustentável e participativa; articulação e integração com
diversos componentes de sustentabilidade ambiental e apoio a municípios na gestão
direta de seus serviços de saneamento com vistas a melhorias nas condições
técnicas, operacionais e financeiras para implementar o programa.

A partir de 2016 por meio do Decreto nº 16.638, uma nova projeção vem sendo
avaliada com base na forma como o Estado encara os desafios no setor saneamento
e como estas ações repercutem sobre as comunidades beneficiadas pelo programa.
Por meio do Decreto nº 16.638/16, acréscimos e modificações na estrutura
organizacional do PAT foram esboçados no intuito de assumir a quem por
competência deverá levar a questão do saneamento em cenários cada vez mais
satisfatórios. A Tabela 1 exprime as ações realizadas em 2016 em todo o Estado.

Tabela 1: Ações realizadas no programa no período (2016)


REALIZAÇÕES DO PROGRAMA ÁGUA PARA TODOS / 2016
SERVIÇOS META REALIZADO DESEMPENHO
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Cisternas (consumo) 22.965 19.428 85%
Poço (Perfuração) 657 614 94%
Barragem (ampliação/construção)¹ 1 1 100%
Ligações de Água² 100.000 122.473 122%
Sistemas de Abastecimento
756 773 102%
(ampliação/construção)
ESGOTAMENTO SANITÁRIO
Sistemas de Esgotamento Sanitário
36 21 58%
(construção/recuperação/ampliação)
Melhorias Sanitárias Domiciliares 735 992 134%
Ligações de Esgoto² 90.000 93.174 103%
Fonte: PAT, 2016
Nota¹: Segundo o sistema do PAT, foi concluído em Set/16 o serviço de ampliação de barragem nas
localidades de Itaparica e Vera Cruz por meio da tecnologia do fusegate.
Nota²: Estes números foram levantados como base nas ligações domiciliares tarifadas pela
concessionária estadual de água e esgoto.

Os recursos investidos no programa para as linhas de ação Abastecimento de Água e


Esgotamento Sanitário foram, respectivamente, R$ 388 milhões e R$ 234 milhões,
conforme mostra o Gráfico 1.

8
Investimentos em saneamento acumulado (R$ Mi)

400
350
300
388
250
200
150 234
100
50
0
Abastecimento de Água Esgotamento Sanitário

Gráfico 1 – Investimentos em água e esgoto (2016)


Fonte: PAT, 2016

AÇÕES ESTRUTURANTES

ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Obras importantes foram concretizadas em 2016 objetivando alcançar as diretrizes do
programa bem como as que se encontram em andamento, tais como:
ADUTORAS – PRINCIPAIS

INVESTIMENTO
MUNICÍPIOS LOCALIDADES POPULAÇÃO ( R$ MI)
CAETITÉ 20 33 mil 33,5

Figura 3: Adutora do Algodão 2ª Etapa


Fonte: SECOM, 2017

9
Figura 4 – Reservatório elevado e Casa de Bomba do povoado Lagoa de Dentro
Fonte: EMBASA, 2016

BARRAGENS – PRINCIPAIS
Em 2016, não houve entrega de novos empreendimentos no segmento de barragens,
entretanto, verifica-se o processo de implantação da Barragem de Baraúnas que ao
longo do ano foram vencidas as seguintes etapas:
 Emissão de Licença Prévia e Licença de Implantação pelo INEMA;
 Emissão pelo INEMA de Outorga de construção da barragem, exigência da LI;
 Realização de consulta pública nos municípios de Seabra e Boninal (ação
condicionante prevista na Licença Ambiental);
 Conclusão da 1ª Etapa dos serviços de resgate e acompanhamento
arqueológico da barragem de Baraúnas;
 Formalização do convênio com o THABA/UNEB para implantação do
Reassentamento Quilombola de Vazante;
 Desapropriação à jusante do eixo da barragem para fins de liberação de área
para execução da obra civil;
 Licitação e contratação da empresa executora da obra civil cujo investimento é
em torno de R$ 46,1 milhões. Aguardando emissão da Ordem de Serviço;
 Licitação e contratação da empresa de supervisão, inspeção e controle da obra
da Barragem cujo investimento é em torno de R$ 3,9 milhões. Aguardando
emissão da Ordem de Serviço;
 Aprovação pelo órgão financiador do Plano Técnico Social. Licitação em
andamento mediante liberação de recurso;

Para este empreendimento, observou-se basicamente que a gestão sobre o


empreendimento foi o ponto focal das ações e serviços que o compreendem. No
mesmo ano, foi iniciada a construção da Barragem do Rio Colônia (R$ 101 milhões)
que complementará o abastecimento de água da cidade de Itabuna e região, conforme
visualizada na figura 5.

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Figura 5 – Execução do eixo da barragem do Rio Colônia
Fonte: EMBASA, 2017

Além disso, estão sendo envidados todos os esforços possíveis para garantir, junto ao
Governo Federal, os recursos financeiros visando a construção da Barragem de
Catolé, que atenderá a região de Vitória da Conquista, com recursos previstos de R$
206 milhões, para beneficiar 340 mil pessoas. Na Figura 6, tem-se uma projeção da
futura barragem.

Figura 6 – Perspectiva da Barragem do Catolé a ser construída na região de Vitória da Conquista


Fonte: EMBASA, 2017

Dentre as principais barragens previstas no próximo quadriênio e mediante aporte de


recursos para tais realizações, tem-se:

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Tabela 2: Barragens em andamento ou a iniciar
PRINCIPAIS EM ANDAMENTO/A INICIAR
POP. INVESTIMENTO MUNICÍPIOS
BARRAGEM
BENEF. (R$ MI)
Rio Colônia
185.165 101,0 Itapé;
(construção)
Itabuna
340.000 Vitória da Conquista; Belo
Catolé (construção) 206,0
Campo; Tremedal
Perereca (recuperação) 22.566 0,500 Contendas do Sincorá
Cristalândia 60.000 Brumado; Tanhaçu
5,0
(ampliação)
Ponto Novo 150.000 Ponto Novo
7,5
(ampliação)
Capela do Alto Alegre,
Riachão do Jacuípe, São
Domingos, Gavião, Nova
Pedras Altas
172.000 8,5 Fátima, Pé de Serra, Valente,
(ampliação)
Capim Grosso, São José do
Jacuípe, Quixabeira, Mairi,
Várzea da Roça
Piripá, Jânio Quadros,
Morrinhos (construção) 56.374 112,0 Cordeiros, Condeúba e
Tremedal
Campinhos Abaíra, Mucugê, Jussiape,
15.605 80,0
(construção) Piatã, Rio de Contas, Ibicoara
Contendas do Sincorá e
localidades distribuídas em
Sincorá (construção) 16.744 72,0 Barra da Estiva, Iramaia,
Maracás, Mirante e Manoel
Vitorino
Baraúnas (construção) 65.000 92,6 Seabra; Boninal; Piatã
Casa Branca
6.000 54,6 Mucugê
(construção)
Fonte: PAT, 2017

FUSEGATES
A Bahia, como pioneira em tecnologias capazes de aumentar a capacidade
volumétrico dos reservatórios, busca ampliar as ações nas barragens de Pedras Altas,
Ponto Novo, Cristalândia e Tapera. Para a Barragem de Ponto Novo, foi realizada a
contratação de empresa responsável pela instalação dos fusegates contando com um
investimento de R$ 7,5 milhões pelo FIDA, cujo volume a ser ampliado corresponde
24% da barragem (9.38hm³).

Foi concluída a instalação do sistema Fusegate na Barragem de Tapera (investimento


de R$ 2,9 milhões) para ampliação da oferta de água, viabilizando o aumento da
capacidade da barragem, garantindo o funcionamento adequado do Sistema Integrado
de Abastecimento de água de Itaparica e Vera Cruz e do município de Jaguaribe. A
barragem terá como acréscimo cerca de 40% da sua capacidade de armazenamento,
de um volume útil atual de 3,9 milhões de metros cúbicos, garantindo o funcionamento
adequado do Sistema Integrado de Abastecimento de água - SIAA de Itaparica e Vera
Cruz e do município de Jaguaribe.

12
O total previsto para implantação equivale a R$ 27,1 milhões estabelecidos como
metas para o próximo quadriênio (2016-2019).

SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA – PRINCIPAIS


Dentre as principais obras implantadas e entregues no período, observa-se na
Tabela 3:

Tabela 3: Grandes sistemas de abastecimento de água entregues no período (2016)

INVESTIMENTO
MUNICÍPIOS LOCALIDADES POPULAÇÃO ( R$ MI)
FEIRA DE SANTANA 06 307.513 54,3
CAETITÉ 20 33.300 33,5
SANTO ESTEVÃO 04 115.955 28,9
ANGICAL/ COTEGIPE 09 11.791 27,7
CRISTÓPOLIS
ADUSTINA/HELIÓPOLIS/
PARIPIRANGA (Projeto Águas 18 11.363 9,1
do Sertão - Aditivo)
SERRA DO RAMALHO 21 24.851 20,6
TOTAL 78 174MI
Fonte: PAT, 2017

Nas ilustrações abaixo conforme visualizado nas

e Figura 8, exemplos de sistemas convencionais de abastecimento entregues


Figura 7
pelo Governo do Estado.

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Figura 7: Centro de Reservação Norte, Sistema de Abastecimento de Água de Feira de Santana
Fonte: EMBASA, 2017

Figura 8: Sistema de Abastecimento de Água de Santo Estevão (ampliação)


Fonte: SECOM, 2017

OBRAS EM ANDAMENTO/A INICIAR


Dentre as principais obras que se encontram em andamento ou que estão em vias de
serem iniciadas a partir de 2017 podem ser visualizadas na Tabela 4:

Tabela 4: Grandes sistemas de abastecimento em andamento acompanhados pelo PAT


INVESTIMENTO
SISTEMA LOCALIDADES POPULAÇÃO (R$ MI)
IBICOARA 01 15.769 7,6
TUCANO NOROESTE 18 58.133 91,7
CHORROCHÓ/MACURURÉ 61 6.185 18,8
BOTUPORÃ 01 1.408 1,9
MORPARÁ 01 8.004 3,8
SANTA TEREZINHA 08 1.023 2,2

14
TOTAL 90 90.522 126,0
Fonte: PAT, 2017

SAA - INTERVENÇÕES EM COMUNIDADES TRADICIONAIS (FUNDO DE PASTO,


INDÍGENAS, QUILOMBOLAS DENTRE OUTRAS)
Dada a existência de Decreto nº 4.887/2003, onde se regulamenta o procedimento
para identificação, delimitação e reconhecimento de comunidade quilombola, verifica-
se a importância em valorizar estes povos, oferecendo-lhes melhorias nas condições
de vida e de sobrevivência humana com ações de saneamento básico, constituindo
grupos sociais que se distinguem do restante da sociedade e possuem caraterísticas
bastante peculiares.

Em 2016, foram construídos e ampliados 20 sistemas de abastecimento nessas


comunidades, beneficiando 8.960 mil habitantes, significando um investimento de R$
6,8 milhões. Desse total, 87% das ações realizadas encontra-se no semiárido baiano.

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Tabela 5 – Sistemas concluídos em comunidades quilombolas
INVESTIMENTO
MUNICÍPIO LOCALIDADE POPULAÇÃO (R$ MI)
CAMPO FORMOSO 03 6.326 3,9
PLANALTO 01 61 0,5
Fonte: PAT, 2017
Sabendo que a Bahia é um dos Estados representantes de quilombolas distribuídos
em seu território, faz-se um destaque no objetivo de estimular cada vez mais ações de
envolvimento do PAT nestas comunidades com baixo suprimento de água para
consumo humano.

O PROGRAMA NO SEMIÁRIDO
Em se tratando de ações este contexto geográfico, cuja realidade é cada vez mais
predominante no território baiano, 606 sistemas de abastecimento (entre
convencionais e simplificados) foram entregues no período, gerando um investimento
de R$ 233,5 milhões e beneficiando 138 mil habitantes.

SISTEMAS SIMPLIFICADOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA


Conforme exposto no Gráfico 2, observam-se distribuições mensais de obras
entregues, totalizando 578 sistemas ao longo do ano.

578
600

500

400

300

200

76 71
100 57 44 45 46 43 53 42 46
21 34
0

Gráfico 2 – Número de Sistemas Simplificados de Abastecimento de Água construídos em 2016


Fonte: PAT, 2017

Quanto aos poços tubulares, o programa contabilizou perfuração de 614 poços em


todo o período mostrando no Gráfico 3 as ações ocorridas mensalmente.

16
700 614
600
500
400
300
200
69 81 69 44 75 51 53 68 52
100 9 19 24
0

Gráfico 3 – Número de poços executados em 2016


Fonte: PAT, 2016

TECNOLOGIAS HÍDRICAS PARA CONSUMO HUMANO E PRODUÇÃO


São consideradas ações de acesso à água para consumo não nobres e tecnologias
sociais que fomentem a renda e à produção agrícola. Utilizam-se também águas
provenientes de precipitações e se destinam para produção, uso doméstico e
produção animal. Neste último caso, são aproveitados poços cuja qualidade físico-
química ultrapassa aos padrões aceitáveis para o consumo humano.

Consideram-se ainda neste pacote, ações que compreendem implantação de


cisternas (produção e calçadão), limpeza de aguadas, tanques de pedra, barragens
subterrâneas e barreiros trincheiras (comunitário e familiar). Os resultados obtidos
nestes serviços correspondem um reflexo de diversos convênios com o Governo
Federal por meio do Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) e
Ministério da Integração (MI) em parceria com programas sociais como o Produzir.

Indicando um desempenho 100% das metas previstas em 2016, tem-se o atendimento


completo dos serviços de limpeza de aguadas (3.598) pela CAR beneficiando cerca de
16 mil pessoas. Por outro lado, torna-se um desafio para o Programa Água Para
Todos, aumentar o número de cisternas calçadão e barreiros familiares devido ao
baixo atendimento em 2016 por dificuldades no repasse de recursos e necessidade de
maior planejamento no setor. Previa-se neste ano, implantação de 6.427 tecnologias
por meio de Convênio Federal (CF nº 027/2013) e apenas 39% dessa meta foi
atingida. Do mesmo modo, foi constatado que 1% dos barreiros comunitários
(tecnologia de acesso à água para produção coletiva) por meio do Convênio nº
769.258/2012 foram implantados beneficiando 40 habitantes.
Neste sentido, foram realizadas na linha de ação Projetos Socioeconômicos e Meio
Ambiente os seguintes números de cisternas para consumo humano e
produção/calçadão, uma ação conjunta onde envolve SISA e CAR:

17
Gráfico 4 - Número de cisternas executadas no ano de 2016
Fonte: PAT, 2017

Nas Figuras 09 e 10 algumas das realizações ocorridas com implantação de cisternas


nos municípios de Condeúba e Licínio de Almeida.

Figura 9 - Implantação de cisterna, município Condeúba


Fonte: SISA, 2016

18
Figura 10 - Implantação de cisterna, município Licínio de Almeida
Fonte: SISA, 2016

CONTENÇÃO DE PROCESSOS EROSIVOS


Valorizando as questões ambientais sobre os municípios margeados pelo rio São
Francisco, o Estado tem se voltado para ações de preservação da mata ciliar em
cursos d’água com o objetivo de prevenir processos erosivos decorrente de ações
humanas e habitações indevidas. Com isto, vem desenvolvendo ações de
recomposição da cobertura vegetal e estabilização de taludes.

Por meio do convênio com a CODEVASF, os municípios contemplados (Malhada, Sítio


de Mato e Muquém de São Francisco) totalizaram um investimento de R$ 35,3
milhões, ocorrendo neste último município a conclusão da obra em 2015. Na Figura 11
e Figura 12, observam-se, respectivamente, estágios das obras de Sítio do Mato e
Malhada.

Figura 11 e Figura 12 - Obra em andamento em 2016 no município de Sítio do Mato e Malhada


Fonte: PAT, 2016

19
NOVOS RECURSOS JÁ CAPTADOS: OBRAS FUTURAS
Tendo como convênios já firmados, o Governo prevê a implantação de obras de
saneamento importantes, tais como o SIAA Macururé/Chorrochó, que contemplará 60
localidades, num investimento previsto R$ 8,9 milhões e o sistema que será
implantado em Cumuruxatiba, município de Prado, cujo investimento é de R$ 3,1
milhões.
Na Tabela 6 estão listados os projetos de Sistemas de Esgotamento Sanitário (SES)
concluídos que se encontram em carteira para captação de recursos.
Tabela 6 – Recursos captados para obras futuras

INÍCIO DE FINAL DE
PROJETO CONCLUSÃO
PLANO PLANO

AMPLIAÇÃO DAS ETES DE IBEROSTAR E


2016 2010 2030
PRAIA DO FORTE

IMPLANTAÇÃO DO SES DE RUY BARBOSA 2016 2014 2034

IMPLANTAÇÃO DO SES DE RIACHÃO DO


2016 2014 2034
JACUÍPE
IMPLANTAÇÃO DO SES ARACI 2016 2013 2034

IMPLANTAÇÃO DO SES ANAGÉ 2016 2014 2034

EXECUÇÃO DA TRAVESSIA DO RIO


2016 - -
FUNDÃO - ILHÉUS

AMPLIAÇÃO DO SES DE JEQUIÉ 2015 2011 2031

AMPLIAÇÃO DO SES DE ITABATÃ – MUCURI 2015 2013 2033

IMPLANTAÇÃO DO SES DE QUEIMADAS 2015 2014 2033

IMPLANTAÇÃO DO SES DE NAZARÉ 2015 2009 2029

IMPLANTAÇÃO DO SES DE POTIRAGUÁ 2015 2014 2034

AMPLIAÇÃO DO SES DE AREMBEPE E


2015 2013 2033
INTERLAGOS

AMPLIAÇÃO E ADEQUAÇÃO DAS BACIAS


PITUBA E ARMAÇÃO DO SES DE 2015 2010 2030
SALVADOR

IMPLANTAÇÃO DO SES DE JITAÚNA 2015 2010 2030

IMPLANTAÇÃO DO SES DE PONTA DE


2014 2011 2031
AREIA E BARRA DE CARAVELAS

IMPLANTAÇÃO DO SES DE POÇOS –


2014 2011 2031
CAMPO FORMOSO
IMPLANTAÇÃO DO SES DE SANTA
2014 2013 2033
BÁRBARA

20
IMPLANTAÇÃO DO SES DE SÃO DESIDÉRIO 2014 2010 2031

IMPLANTAÇÃO DO SES DE ITANHÉM 2014 2011 2031

IMPLANTAÇÃO DOS SES DE CONCEIÇÃO


2014 2011 2031
DO COITE E EUCLIDES DA CUNHA - LOTE 4

IMPLANTAÇÃO DO SES DE MALHADA -


2014 2006 2026
RELOCAÇÃO DA ETE

IMPLANTAÇÃO DO SES DE CASTRO ALVES 2014 2010 2030

IMPLANTAÇÃO DO SES DE ITAJUIPE 2013 2009 2028

IMPLANTAÇÃO DO SES DE GANDU 2013 2011 2031

REVISÃO DA ETE DO SES DE ITAGI 2011 2010 2030

IMPLANTAÇÃO DO SES DE SERRINHA 2016 2013 2034

Fonte: Embasa, 2017

ESGOTAMENTO SANITÁRIO
Como destaque da linha de ação Esgotamento Sanitário, foram levantadas no sistema
do Água para Todos os números anuais de ligações de esgoto realizados nos
domicílios urbanos e rurais.

O Programa Água para Todos tem como um dos seus principais objetivos a coleta e
tratamento adequados de esgotos, ao lado das ações não menos importantes relativas
ao abastecimento de água.

Considerando o período de 2006 a 2016, foram executadas 684,7 mil ligações de


esgoto, o que equivale a mais de 831 mil imóveis ligados à rede de esgoto. No
período, verificou-se que houve acréscimo de mais de 138% em ligações de esgoto.
No Gráfico 5, observa-se a evolução do número de ligações a partir de 2006.

21
Gráfico 5 – Histórico de Ligações de Esgoto (2006-2016)
Fonte: Embasa, 2017
Analisando uma série a partir de 2006, é possível observar a evolução das ligações de
esgoto, que mais que duplicaram neste período. Comparando-se com as ligações de
água realizadas pela EMBASA totalizando 122 mil ligações, foram implantadas
aproximadamente 93 mil novas ligações de esgoto, conforme observado no Gráfico 6.

Gráfico 6 –Comparativo de Ligações de Água e Esgoto realizadas (2016)


Fonte: PAT, 2017

OBRAS DE SES CONCLUÍDAS


O investimento em infraestrutura de implantação e ampliação de Sistemas de
esgotamento Sanitário - SES, é fundamental para se alcançar a ampliação da

22
cobertura desejada. Em 2016, foram implantados 04 sistemas, beneficiando uma
população de 77,3 mil habitantes, significando um investimento de R$ 107,9 milhões.

Rede coletora que alcança quase 95%


dos domicílios de Caravelas, cujo
investimento foi de R$ 17 milhões

Figura 13 – Sistema de Esgotamento Sanitário de Caravelas


Fonte: EMBASA, 2017

Figura 14 – Sistema de Esgotamento Sanitário de Candeias


Fonte: EMBASA, 2017

Na Tabela 7 é possível observar as obras entregues no ano na linha de ação


Esgotamento Sanitário.

Tabela 7 – Sistemas de esgotamento construídos em 2016

INVESTIMENTO
MUNICÍPIOS POPULAÇÃO (R$ MI)
BARREIRAS 91.200 113,0
CANDEIAS 45.535 49,5
CARAVELAS 11.696 17,1
CAMAÇARI 64.773 90,3
213.204 269,9
TOTAL
Fonte: PAT, 2017

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Não menos significativas as ampliações dos SES conforme visto na Tabela 8
representam uma importante ação para acréscimo da cobertura de esgoto. Em 2016,
foram concluídas onze ampliações, beneficiando 228,7 mil pessoas, e representando
um investimento de R$ 210,8 milhões, com recursos provenientes da Embasa e do
PAC / Saneamento (Codevasf, Caixa e OGU).

Tabela 8 – Sistemas de esgotamento ampliados em 2016

INVESTIMENTO
MUNICÍPIOS POPULAÇÃO (R$ MI)
LENÇOIS 2.159 0,21
CANDEIAS (02) 57.083 57,6
MATA DE SÃO JOÃO / 14.548 4,1
CAMAÇARI
SALVADOR (03) 40.340 13,3
BARREIRAS 91.200 113,3
FEIRA DE SANTANA (BACIA 20.976 18,5
DO JACUÍPE - 2ª ETAPA)
MUQÚEM DE SÃO 1.197 0,152
FRANCISCO
VITÓRIA DA CONQUISTA 1.238 3,6
TOTAL 228.741 210,8
Fonte: EMBASA, 2017

OBRAS DE SES EM ANDAMENTO


Envolvendo recursos da ordem de R$ 70,1 milhões, a construção de outros seis SES
que se encontram em andamento e cuja implantação vai beneficiar cerca de 70,5 mil
pessoas.

Tabela 9 – Sistemas de Esgotamento futuros (construção)

MUNICÍPIO LOCALIDADE INVESTIMENTO ESTÁGIO DA


POPULAÇÃO (R$ MI) OBRA
SALVADOR LOT. PARQUE 19.019 4,0 41%
COSTA AZUL
MUCURI ITABATAN 780 2,0 47%
RIO DO SEDE 4.626 7,6 37%
ANTONIO
CONDE SEDE 10.724 19,5 61%
BAIXA SEDE 16.482 12,8 50%
GRANDE
IPIAÚ SEDE 18.911 24,2 97%
70.542 70,1 -
TOTAL
Fonte: EMBASA, 2017

Com investimento previsto de R$ 561,0 milhões, outras 24 obras de ampliação de SES


estão em andamento e irão atender a uma população em torno de 3,4 milhões de
habitantes.

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Tabela 10 – Sistemas de Esgotamento em andamento (ampliação)

MUNICÍPIO INVESTIMENTO ESTÁGIO


POPULAÇÃO (R$ MI) DA OBRA
CATURAMA 2.929 0,14 52%
MORRO DO CHAPÉU 30.990 6,4 77%
PORTO SEGURO / TEIXEIRA 33.567 5,4 39%
DE FREITAS
ILHÉUS (02) 135.118 52,5 49%
JEQUIÉ 9.553 0,78 11%
SALVADOR (05) 2.526.759 206,2 30%
VERA CRUZ 38.878 50,8 97%
DIAS D’ÁVILA / MATA DE SÃO 10.548 12,0 5%
JOÃO
CAMAÇARI 24.534 23,8 82%
LAURO DE FREITAS 468.871 189,5 26%
LUIS EDUARDO MAGALHÃES 18.000 4,4 19%
VÁRZEA NOVA 23.969 3,1 55%
FEIRA DE SANTANA 3.260 1,9 98%
STO ANTONIO DE JESUS / 14.593 3,6 25%
MURITIBA / CRUZ DAS
ALMAS
GUANAMBI 32.300 0,972 21%
TOTAL 3.373.869 561,0 -
Fonte: EMBASA, 2017

MELHORIAS SANITÁRIAS DOMICILIARES – MSD’s


Por meio de Acordo de Empréstimo com investimentos internacionais, foram
entregues 972 módulos, beneficiando 3.308 habitantes com ordem de investimento
aplicado de R$ 6,2 milhões. Na Figura 15 e Figura 16, tem-se dois exemplos de obra
entregue nos municípios de Itaguaçu da Bahia e Xique-Xique.

Figura 15 e Figura 16 – MSD’s implantados nos municípios de Itaguaçu da Bahia e Xique Xique
Fonte: PAT, 2017

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SANEAMENTO INTEGRADO
Com o objetivo de implantar ações físicas, sociais e educativas que, de forma
integrada, melhorem o ambiente domiciliar a partir de instalações hidráulicas,
sanitárias e sistemas de distribuição de água, coleta de esgotos domiciliares e
direcionamento e coleta de águas pluviais, apresenta os resultados alcançados no ano
de 2016 no Programa Água para Todos.

Em 2016, foi investido o total de R$ 16.632.821,60 milhões na área de saneamento


integrado. Sendo R$ 4.141.125,24 em empreendimentos para a implantação de
unidades habitacionais com urbanização integrada e em projetos R$12.491.696,36
para empreendimentos de Manejos de Águas Pluviais entre os municípios de
Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana

Figura 17 – Obras de Saneamento Integrado na Figura 17 – Macrodrenagem no Canal da Rua


localidade Jardim das Mangabeiras – Salvador - BA, Blandina – Lauro de Freitas - BA,
Fonte: PAT, 2017 Fonte: PAT, 2017

ESTUDOS ESTRATÉGICOS
O surgimento de nova linha de ação se configura em propor ao programa uma
vertente na gestão e em formas de planejamento a médio e longo prazo. Conhecida
como Estudos Estratégicos, este seguimento objetiva reunir ações em Modelos de
Gestão, Estudos, Planos e Projetos em todas as áreas capazes de suprir e abarcar
futuras ações estruturais, tais como sistemas de abastecimento, de esgotamento e
barragens.

Sendo nova vertente do programa ao tratar de ações de planejamento e gestão mais


estratégica, os Estudos Estratégicos são compostos por Planos, Modelos de Gestão,
Estudos e Projetos.

26
Neste contexto, se encaixam antigos e novos compromissos dos entes executores tais
como Planos de bacias Hidrográficas, Planos de Segurança de Barragens e Estudos
nas áreas de Resíduos Sólidos e Saneamento.

Os estudos voltados para a elaboração dos Planos de Bacias e da Proposta de


Enquadramento podem ser divididos em dois grupos. O primeiro deles corresponde a
contratos efetuados a partir do uso de recursos oriundos do Governo do Estado. A
evolução de todos os contratos está sendo impactada pelo contingenciamento de
recursos, evidenciado no cenário econômico atual. Outra característica destes
contratos é que no seu escopo global estão ainda inseridos os serviços para a
elaboração do cadastro de usuários da água nas respectivas áreas de estudo.

O segundo grupo de planos está sendo elaborado com recursos do convênio com o
Banco Mundial (Programa SWAp). Entre os que foram contratados a partir deste
convênio, foi solicitada, pelo INEMA, a rescisão do contrato em função dos problemas
de qualidade que vinham sendo observados durante sua elaboração. Nestes
contratos, não estão incluídos serviços de cadastro. O panorama geral dos planos de
bacia e pode ser visualizado na Tabela 11.

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Tabela 11 – Situação Geral dos Planos de Bacia e Proposta de Enquadramento em 2016

NOME DO PLANO DE BACIA, ESTÁGIO MUNICÍPIOS POPULAÇÃO INVESTIMENTO PAGO FONTE


PROPOSTA DE BENEFICIADOS TOTAL (R$ MI) (R$ MI)
EQNUADRAMENTO
PRH DA BACIA HIDROGRÁFICA DO Conclusão do 19 (Bacia do Corrente) e; 394.332 (Corrente); 3,9 2,3 Tesouro do
RIO GRANDE E RIO CORRENTE Diagnóstico e 17 (Bacia do Rio Grande) 469.062 (Grande) Estado
Prognóstico
PRH DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS Elaboração do 24 762.630 2,1 0,83 Tesouro do
DO LESTE Diagnóstico Estado
PRH DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS Elaboração do 76 (Contas) e; 1.996.291 (Contas); 3,6 0,54 Tesouro do
DO RIO DE CONTAS E RECÔNCAVO Diagnóstico 54 (Recôncavo Sul) 1.168.571 (Rec.Sul) Estado
SUL
PRH DAS BACIAS HIDROGRÀFICAS Elaboração do 29 607.598 3,4 0,51 Programa SWAp
DOS RIOS VERDE E JACARÈ Diagnóstico Estado e Banco
Mundial
PRH DA BACIA HIDROGRÁFICA DO Elaboração do 53 1.300.000 4,6 0,00 Programa SWAp
RIO ITAPICURU Diagnóstico Estado e Banco
Mundial
PRH DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS Elaboração do 27 283.750 4,1 0,21 Programa SWAp
DOS RIOS PARAMIRIM E SANTO Diagnóstico Estado e Banco
ONOFRE Mundial
PRH DA BACIA HIDROGRÁFICA DO Elaboração do 09 468.244 3,7 0,18 Programa SWAp
RIO SALITRE Diagnóstico Estado e Banco
Mundial
TOTAL - 309 7.450.478 25,4 4,57 -

Fonte: INEMA, 2017


CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os indicadores têm por objetivo acompanhar com base nas estratégias do programa,
as ações propostas pelos órgãos executores apontando a eficiência do que foi
alcançado e se estes resultados esperados estão satisfatórios mediante plano de
metas estabelecidas no período 2016-2019.

Para as ações de cisternas de consumo executadas em 2016, a SISA apontou que


meta estabelecida era a implementação de 22.965 tecnologias, entretanto, foram
implementadas 10.429 tecnologias, o que corresponde a 45,4%. O não atendimento
da meta foi oriundo de fatores tais como a falta de repasse integral de recursos pelo
convênio vigente, a defasagem do valor unitário do equipamento e a dificuldades
enfrentadas com manutenção da equipe e custeio para implantar as tecnologias
propostas repercutindo na velocidade de implantação no estado.

Quanto às tecnologias de acesso à água para produção (cisternas de produção,


barreiros e limpeza de aguadas) houve superação da meta em torno de 396%, cujo
convênio federal firmado, permitiu a utilização de rendimentos dos recursos dos
subconvênios devidamente aprovados e liberados pelo órgão concedente.

Quanto aos planos de bacia, consiste num processo de construção de um documento


por etapas bem definidas. Para tanto, os produtos a serem entregues requerem um
tratamento criterioso das especificidades de cada bacia estudada para formulação e
planejamento de usos futuros. As tratativas de financiamento com o Banco Mundial
requerem um discurso mais abrangente quanto ao propósito do documento, numa
escala que transcende qualquer iniciativa de desenvolvimento nas regiões
contempladas nestes planos.

Quanto às obras de maior porte no estado, vide barragens, sistemas de abastecimento


de água convencionais e sistemas de esgotamento sanitário que envolvem neste
contexto as ações da CERB e EMBASA, vem se observando a dificuldade de repasse
de recursos assegurados em convênios já firmados com entidades financiadoras, o
que vem impactando nos prazos de conclusão e entrega das obras. Outras questões
relacionadas que fogem da governança destes órgãos executores estão relacionadas
à dificuldade de cumprimento do planejado em função de situações como limitação de
recursos, paralisação de obras, ações de órgãos de controle (TCE, AGE, TCU, AGU
etc) sobre os empreendimentos sendo estes considerados como prioritários pela
gestão atual no Governo. No setor de perfuração de poços, sobretudo, este número
ultrapassou a meta prevista no ano considerando um desempenho positivo.

A condição de escassez dos recursos naturais e seus complicadores na questão da


disponibilidade hídrica, sobretudo na região do semiárido, tem impulsionado o Estado
a direcionar esforços para ações emergenciais em menor prazo objetivando viabilizar
ações de convivência com este cenário cada vez mais frequente.