Você está na página 1de 116

UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA
CIVIL
MECÂNICA DOS SOLOS

AULA 05 - COMPACTAÇÃO
DOS SOLOS
Prof. Dr. João Paulo Souza Silva
Compactação
Compactação
AÇÃO MECÂNICA
REDUÇÃO DE ÍNDICE DE VAZIOS

COMPACTAÇÃO - REDUÇÃO DOS SEUS VAZIOS PELO EXPULSÃO


DO AR, RÁPIDO.
CONSOLIDAÇÃO - REDUÇÃO DOS SEUS VAZIOS PELO EXPULSÃO
DA ÁGUA, LENTO.
Com diminuição dos vazios, espera-se uma tendência de redução da
variação dos teores de umidade, da compressibilidade, da
permeabilidade e aumento da resistência ao cisalhamento.

Solo compactado

Solo não-compactado
Compactação
Compactação

A compactação é um processo de estabilização de solos


utilizado em diversos tipos de obras de engenharia -
Aterros Rodoviários e Barragens De Terra, onde o solo é
o próprio material resistente ou de construção.

A primeira contribuição significativa ao estudo da


compactação foi dada por Ralph Proctor, em 1933. Ele
descobriu a relação entre massa específica seca, o teor
de umidade e a energia de compactação.
Compactação

• Compactação é uma técnica simples de


melhoramento do solo, o qual é densificado
através de uma ação mecânica
• Densificação significa uma redução do índice
de vazios
Energia de
compactação

+ água =

20/08/2014 Mecânica dos Solos 4


Compactação

Objetivo

Princípio básico do processo


20/08/2014 Mecânica de compactação de solos
dos Solos 5
• A densificação ocorre pela aplicação de cargas
(estáticas ou dinâmicas) de curta duração
• Redução do índice de vazios ocorre com a
redução do volume de ar
Objetivo
Melhorar as propriedades mecânicas e hidráulicas dos solos:
aumento da resistência ao cisalhamento
redução da compressibilidade
redução da permeabilidade

O índice de vazios final é função do tipo de solo


(arenoso, siltoso, argiloso) e da energia aplicada
no processo de compactação.
20/08/2014 Mecânica dos Solos 6
Modos de compactação
• Manuais
– utilizam-se soquetes, em que a energia é
aplicada mediante golpes sobre a camada
• Mecânicos
– soquetes mecânicos (sapos)
– rolos estáticos (lisos ou dentados) e vibratórios

20/08/2014 Mecânica dos Solos 7


Compactação: evolução técnica

• Os processos de compactação surgiram e


evoluíram devido a:
– problemas de estabilidade e estanqueidade de
maciços de barragens;

– imposição da ausência de recalque em


pavimentos rodoviários;

– necessidade de melhorar a capacidade de


suporte dos solos superficiais.
20/08/2014 Mecânica dos Solos 8
Curva de compactação

• A primeira contribuição significativa ao estudo


da compactação foi dada por Ralph Proctor, em
1933;

• Ele descobriu que existe uma a relação entre:

– a massa específica aparente seca (d),


– o teor de umidade (w)
– a energia de compactação.

20/08/2014 Mecânica dos Solos 9


Curva de compactação
• Para uma energia fixa, a massa específica seca
aumenta com o teor de umidade até atingir um valor
máximo, a partir do qual começa a decrescer.
d (g/cm3)
ou KN/m³

d,max

wot w (%)
20/08/2014 Mecânica dos Solos 10
Curva de compactação
d (g/cm3) -boa resistência e rigidez
-baixa permeabilidade
d,max
ramo ramo
seco úmido

wot w (%)

• Ponto de ótimo da curva de compactação:


– massa específica seca máxima(d,max)
– teor de umidade ótimo ou umidade ótima (wot).

20/08/2014 Mecânica dos Solos 11


Curva de compactação
• O fenômeno de compactação pode ser explicado pela grande influência que a
água intersticial exerce, principalmente, sobre o comportamento dos solos
finos.

– À esquerda da umidade ótima (ramo seco da curva de Proctor), a saída


de ar é facilitada porque o ar se encontra na forma de canalículos
intercomunicados.

– A redução do atrito com o aumento do teor de umidade e os canalículos


de ar permitem um novo rearranjo dos grãos, aumentando a massa
específica seca.

– A partir de um certo teor de umidade (ramo úmido da curva de Proctor),


a compactação não consegue mais expulsar o ar dos vazios, pois o grau
de saturação já é elevado e o ar está envolto por água.

20/08/2014 Mecânica dos Solos 12


Compactação
Compactação
1,8

1,7
dmax
d (kg/m³)

1,6

1,5

1,4

1,3
14 16 18 20 Wot 22 24 26
W (%)

Nesta curva pode-se observar que existe um ponto (teor de umidade)


em que a densidade do solo é máxima.
Esses valores são denominados de teor de umidade ótimo (wótimo) e
peso específico aparente seco máximo (dmáx).
Compactação
Compactação
Fenômeno da Compactação - Influência da água intersticial
d (kg/m³) 1,8

1,7
dmax
Ramo úmido
1,6
Ramo seco
1,5

1,4

1,3
14 16 18 20 Wot 22 24 26
W (%)

W – aglutinação do solo pela tensão capilar

W – água livre, absorve parte da energia de


compactação e sendo a H2O imcompressível a energia é
dissipada.
20/08/2014 Mecânica dos Solos 15
Compactação
Ensaio de Compactação

O ensaio de compactação desenvolvido por Proctor, em 1933,


foi normatizado pela Associação dos Departamentos
Rodoviários Americanos (A.A.S.H.O.) e é conhecido como
Ensaio de Proctor Normal.

Pela ABNT, este foi normatizado por meio da NBR 7.182/86 e é


conhecido como Ensaio Normal de Compactação.
Compactação
Ensaio de Compactação
O procedimento consiste em compactar uma amostra de solo
em um cilíndro padrão, com um soquete, caindo de uma
altura de queda de 30 cm (305mm).

V = 1000 cm³
P = 2,5 kg
H = 30 cm

O solo é colocado dentro do cilíndro em três camadas (n).


Sobre cada camada aplica-se 26 golpes (N) do soquete. As
espessuras finais das três camadas devem ser
aproximadamente iguais.
20/08/2014 Mecânica dos Solos 18
Compactação
Compactação

A energia aplicada pelo ensaio normal de compactação


é dada pela fórmula:

P . H .n . N
Ec 
V
V - volume do cilíndro = 1000 cm³
P – peso do soquete = 2,5 kg
H – altura de queda do soquete = 30 cm
n – número de camadas = 3 camadas
N – número de golpes do soquete = 26 golpes
Compactação
Ensaio de Compactação

A compactação dos solos é geralmente representado em um


gráfico da variação do peso específico aparente seco (d).
versus o teor de umidade (w) correspondente, durante o
processo de compactação, apresentando a seguinte forma:
1,8

1,7
d (kg/m³)

1,6

1,5

1,4

1,3
14 16 18 20 22 24 26
W (%)
Compactação
Compactação
Nesta curva pode-se observar que existe um ponto (teor de umidade)
em que a densidade do solo é máxima.
Esses valores são denominados de teor de umidade ótimo (wótimo) e
peso específico aparente seco máximo (dmáx).
1,8

1,7
dmax
d (kg/m³)

1,6

1,5

1,4

1,3
14 16 18 20 Wot 22 24 26
W (%)
Ensaio de Compactação

Ensaio de compactação (NBR - 7182)

O ensaio é repetido para diferentes teores de umidade,


determinando-se, para cada um deles, a massa específica
aparente seca. Com os valores obtidos traça-se a curva d
versus w.

Para o traçado da curva é conveniente a determinação de


aproximadamente 5 pontos, procurando-se fazer com que
dois deles se encontrem no ramo seco, um próximo à
umidade ótima e outros dois no ramo úmido.

O ensaio pode ser realizado com ou sem reúso do material.


Ensaio de Compactação
Ensaio de compactação (NBR - 7182)

1,8

1,7
d (kg/m³)

1,6

1,5

1,4

1,3
14 16 18 20 22 24 26
W (%)
Ensaio de compactação
• Foi idealizado por Proctor (1933) e normalizado pela AASHTO
(American Association of State Highway and Transportation Officials).
• No Brasil, foi normalizado pela ABNT por meio do MB-33, tomando o
nome de Ensaio Normal de Compactação.

20/08/2014 Mecânica dos Solos 24


20/08/2014 Mecânica dos Solos 25
Ensaio de compactação

Material para o Adição de água ao


20/08/2014
ensaio
Mecânica dos Solos
solo 26
Ensaio de compactação

Homogeneização Colocação do solo


20/08/2014 do solo Mecânica dos Solos no cilindro 27
Ensaio de compactação

Compactação do solo de Remoção do colar e


acordo com o número de aparo do solo
20/08/2014 Mecânica dos Solos 28
camadas especificadas excedente
Ensaio de Compactação
Ensaio de compactação (NBR - 7182)

1ª CAMADA

Papel filtro
Ensaio de Compactação
Ensaio de compactação (NBR - 7182)

1ª CAMADA

escarificação

Papel filtro
Ensaio de Compactação
Ensaio de compactação (NBR - 7182)

Após a compactação o molde



3ª CAMADA é removido da base para que
o conjunto seja pesado e se
possa determinar sua massa
específica.

escarificação
Ensaio de compactação

Pesagem do conjunto Remoção da


20/08/2014 solo+cilindro amostra do cilindro32
Mecânica dos Solos
Ensaio de compactação

Determinação do teor de umidade de solo


20/08/2014
retirado do topo e da base da amostra
Mecânica dos Solos 33
Ensaio de compactação

• O solo a ser ensaiado deve apresentar, inicialmente, um teor de


umidade inferior ao teor de umidade ótimo previsto.
• Após a compactação, determinar a massa específica natural () e o
teor de umidade (w).
• Determinar a massa específica seca (d) através da expressão:


d 
1 w
20/08/2014 Mecânica dos Solos 34
Ensaio de Compactação
Energia de compactação
Tendo em vista o maior peso dos equipamentos de compactação
atuais e necessidade de esforços de compactação maiores surgiu o
ensaio modificado de Proctor, com amostra compactada em cinco
camadas sob um peso do soquete maior. Posteriormente foi adotada
uma energia de compactação intermediária aos ensaios de Proctor
normal e modificado.
Ensaio de compactação
• Ensaios com energias maiores à do Proctor Normal
Altura de
Ensaio de Volume do Massa do Número de Número de golpes
queda do
Proctor cilindro (cm3) martelo (kg) camadas por camada
martelo (mm)
Normal 1000 2,500 305 3 26
Intermediário 2085 4,536 457 5 26
Modificado 2085 4,536 457 5 55

d modificado
Sr=100%

intermediário

normal
Linha das máximas

20/08/2014 w Mecânica dos Solos


36
Ensaio de compactação

2,5 kg

Soquete Proctor
Comparação entre os
Soquete Proctor

soquetes do ensaio

Modificado
Proctor Normal
Normal

(à esquerda) e do
ensaio Proctor
Modificado (à direita)

4,53 kg
20/08/2014 Mecânica dos Solos 37
Ensaio de compactação

Tipo de solo Valores típicos


d, max (g/cm3) wot (%)

Areia bem graduada 2,2 7

Argila arenosa 1,9 12

Areia mal graduada 1,8 15

Argila com baixa plasticidade 1,8 15

Silte não-plástico 1,7 17

Argila com alta plasticidade 1,5 25


38
20/08/2014 Mecânica dos Solos
Exemplo: ensaio de compactação
LOCAL SANTA FELICIA - SÃO CARLOS AMOSTRA Nº 3
SOLO
PROF. 1.50 m DATA 27/04/99
rS 2.674 g/cm3 OPER. -

CILINDRO Nº 5 TARA 2365.2 g ENERGIA 583 kJ/m3


SOQUETE Nº 5 VOLUME 998.17 cm3

Determ. nº 1 2 3 4 5
Sólidos+Tara+Água g 4109.5 4274.4 4445.3 4461.1 4425.8
Sólidos+Água g 1744.3 1909.2 2080.1 2095.9 2060.6
r g/cm 3 1.747 1.913 2.084 2.100 2.064

Cápsula nº 19 9 7 3 13
Sólidos+Tara+Água g 122.10 103.20 121.76 111.15 117.25
Sólidos+Tara g 112.57 94.75 110.03 99.77 103.45
Tara (T) g 27.93 28.99 30.64 31.22 27.41
Água (A) g 9.53 8.45 11.73 11.38 13.80
Sólidos (S) g 84.64 65.76 79.39 68.55 76.04
w % 11.3 12.8 14.8 16.6 18.1
rd g/cm 3 1.571 1.695 1.816 1.801 1.747
e --- 0.70 0.58 0.47 0.48 0.53
Sr % 42.9 59.5 83.6 91.5 91.5
20/08/2014 Mecânica dos Solos 39
Exemplo: ensaio de compactação
LOCAL SANTA FELICIA - SÃO CARLOS AMOSTRA Nº 3
SOLO
PROF. 1.50 m DATA 27/04/99
rS 2.674 g/cm3 OPER. -

CILINDRO Nº 5 TARA 2365.2 g ENERGIA 583 kJ/m3


SOQUETE Nº 5 VOLUME 998.17 cm3

Determ. nº 1 2 3 4 5
Sólidos+Tara+Água g 4109.5 4274.4 4445.3 4461.1 4425.8
Sólidos+Água g 1744.3 1909.2 2080.1 2095.9 2060.6
r g/cm 3 1.747 1.913 2.084 2.100 2.064

Cápsula nº 19 9 7 3 13
Sólidos+Tara+Água g 122.10 103.20 121.76 111.15 117.25
Sólidos+Tara g 112.57 94.75 110.03 99.77 103.45
Tara (T) g 27.93 28.99 30.64 31.22 27.41
Água (A) g 9.53 8.45 11.73 11.38 13.80
Sólidos (S) g 84.64 65.76 79.39 68.55 76.04
w % 11.3 12.8 14.8 16.6 18.1
rd g/cm 3 1.571 1.695 1.816 1.801 1.747
e --- 0.70 0.58 0.47 0.48 0.53
Sr % 42.9 59.5 83.6 91.5 91.5
20/08/2014 Mecânica dos Solos 40
Exemplo: ensaio de compactação
LOCAL SANTA FELICIA - SÃO CARLOS AMOSTRA Nº 3
SOLO
PROF. 1.50 m DATA 27/04/99
rS 2.674 g/cm3 OPER. -

CILINDRO Nº 5 TARA 2365.2 g ENERGIA 583 kJ/m3


SOQUETE Nº 5 VOLUME 998.17 cm3

Determ. nº 1 2 3 4 5
Sólidos+Tara+Água g 4109.5 4274.4 4445.3 4461.1 4425.8
Sólidos+Água g 1744.3 1909.2 2080.1 2095.9 2060.6
r g/cm 3 1.747 1.913 2.084 2.100 2.064

Cápsula nº 19 9 7 3 13
Sólidos+Tara+Água g 122.10 103.20 121.76 111.15 117.25
Sólidos+Tara g 112.57 94.75 110.03 99.77 103.45
Tara (T) g 27.93 28.99 30.64 31.22 27.41
Água (A) g 9.53 8.45 11.73 11.38 13.80
Sólidos (S) g 84.64 65.76 79.39 68.55 76.04
w % 11.3 12.8 14.8 16.6 18.1
rd g/cm 3 1.571 1.695 1.816 1.801 1.747
e --- 0.70 0.58 0.47 0.48 0.53
Sr % 42.9 59.5 83.6 91.5 91.5
20/08/2014 Mecânica dos Solos 41
Exemplo: ensaio de compactação
LOCAL SANTA FELICIA - SÃO CARLOS AMOSTRA Nº 3
SOLO
PROF. 1.50 m DATA 27/04/99
rS 2.674 g/cm3 OPER. -

CILINDRO Nº 5 TARA 2365.2 g ENERGIA 583 kJ/m3


SOQUETE Nº 5 VOLUME 998.17 cm3

Determ. nº 1 2 3 4 5
Sólidos+Tara+Água g 4109.5 4274.4 4445.3 4461.1 4425.8
Sólidos+Água g 1744.3 1909.2 2080.1 2095.9 2060.6
r g/cm 3 1.747 1.913 2.084 2.100 2.064

Cápsula nº 19 9 7 3 13
Sólidos+Tara+Água g 122.10 103.20 121.76 111.15 117.25
Sólidos+Tara g 112.57 94.75 110.03 99.77 103.45
Tara (T) g 27.93 28.99 30.64 31.22 27.41
Água (A) g 9.53 8.45 11.73 11.38 13.80
Sólidos (S) g 84.64 65.76 79.39 68.55 76.04
w % 11.3 12.8 14.8 16.6 18.1
rd g/cm 3 1.571 1.695 1.816 1.801 1.747
e --- 0.70 0.58 0.47 0.48 0.53
Sr % 42.9 59.5 83.6 91.5 91.5
20/08/2014 Mecânica dos Solos 42
Exemplo: ensaio de compactação
LOCAL SANTA FELICIA - SÃO CARLOS AMOSTRA Nº 3
SOLO
PROF. 1.50 m DATA 27/04/99
rS 2.674 g/cm3 OPER. -

CILINDRO Nº 5 TARA 2365.2 g ENERGIA 583 kJ/m3


SOQUETE Nº 5 VOLUME 998.17 cm3

Determ. nº 1 2 3 4 5
Sólidos+Tara+Água g 4109.5 4274.4 4445.3 4461.1 4425.8
Sólidos+Água g 1744.3 1909.2 2080.1 2095.9 2060.6
r g/cm 3 1.747 1.913 2.084 2.100 2.064

Cápsula nº 19 9 7 3 13
Sólidos+Tara+Água g 122.10 103.20 121.76 111.15 117.25
Sólidos+Tara g 112.57 94.75 110.03 99.77 103.45
Tara (T) g 27.93 28.99 30.64 31.22 27.41
Água (A) g 9.53 8.45 11.73 11.38 13.80
Sólidos (S) g 84.64 65.76 79.39 68.55 76.04
w % 11.3 12.8 14.8 16.6 18.1
rd g/cm 3 1.571 1.695 1.816 1.801 1.747
e --- 0.70 0.58 0.47 0.48 0.53
Sr % 42.9 59.5 83.6 91.5 91.5
20/08/2014 Mecânica dos Solos 43
Exemplo: ensaio de compactação
LOCAL SANTA FELICIA - SÃO CARLOS AMOSTRA Nº 3
SOLO
PROF. 1.50 m DATA 27/04/99
rS 2.674 g/cm3 OPER. -

CILINDRO Nº 5 TARA 2365.2 g ENERGIA 583 kJ/m3


SOQUETE Nº 5 VOLUME 998.17 cm3

Determ. nº 1 2 3 4 5
Sólidos+Tara+Água g 4109.5 4274.4 4445.3 4461.1 4425.8
Sólidos+Água g 1744.3 1909.2 2080.1 2095.9 2060.6
r g/cm 3 1.747 1.913 2.084 2.100 2.064

Cápsula nº 19 9 7 3 13
Sólidos+Tara+Água g 122.10 103.20 121.76 111.15 117.25
Sólidos+Tara g 112.57 94.75 110.03 99.77 103.45
Tara (T) g 27.93 28.99 30.64 31.22 27.41
Água (A) g 9.53 8.45 11.73 11.38 13.80
Sólidos (S) g 84.64 65.76 79.39 68.55 76.04
w % 11.3 12.8 14.8 16.6 18.1
rd g/cm 3 1.571 1.695 1.816 1.801 1.747
e --- 0.70 0.58 0.47 0.48 0.53
Sr % 42.9 59.5 83.6 91.5 91.5
20/08/2014 Mecânica dos Solos 44
Exemplo: ensaio de compactação
LOCAL SANTA FELICIA - SÃO CARLOS AMOSTRA Nº 3
SOLO
PROF. 1.50 m DATA 27/04/99
rS 2.674 g/cm3 OPER. -

CILINDRO Nº 5 TARA 2365.2 g ENERGIA 583 kJ/m3


SOQUETE Nº 5 VOLUME 998.17 cm3

Determ. nº 1 2 3 4 5
Sólidos+Tara+Água g 4109.5 4274.4 4445.3 4461.1 4425.8
Sólidos+Água g 1744.3 1909.2 2080.1 2095.9 2060.6
r g/cm 3 1.747 1.913 2.084 2.100 2.064

Cápsula nº 19 9 7 3 13
Sólidos+Tara+Água g 122.10 103.20 121.76 111.15 117.25
Sólidos+Tara g 112.57 94.75 110.03 99.77 103.45
Tara (T) g 27.93 28.99 30.64 31.22 27.41
Água (A) g 9.53 8.45 11.73 11.38 13.80
Sólidos (S) g 84.64 65.76 79.39 68.55 76.04
w % 11.3 12.8 14.8 16.6 18.1
rd g/cm 3 1.571 1.695 1.816 1.801 1.747
e --- 0.70 0.58 0.47 0.48 0.53
Sr % 42.9 59.5 83.6 91.5 91.5
20/08/2014 Mecânica dos Solos 45
Exemplo: ensaio de compactação
LOCAL SANTA FELICIA - SÃO CARLOS AMOSTRA Nº 3
SOLO
PROF. 1.50 m DATA 27/04/99
rS 2.674 g/cm3 OPER. -

CILINDRO Nº 5 TARA 2365.2 g ENERGIA 583 kJ/m3


SOQUETE Nº 5 VOLUME 998.17 cm3

Determ. nº 1 2 3 4 5
Sólidos+Tara+Água g 4109.5 4274.4 4445.3 4461.1 4425.8
Sólidos+Água g 1744.3 1909.2 2080.1 2095.9 2060.6
r g/cm 3 1.747 1.913 2.084 2.100 2.064

Cápsula nº 19 9 7 3 13
Sólidos+Tara+Água g 122.10 103.20 121.76 111.15 117.25
Sólidos+Tara g 112.57 94.75 110.03 99.77 103.45
Tara (T) g 27.93 28.99 30.64 31.22 27.41

S
Água (A) g 9.53 8.45 11.73 11.38 13.80
Sólidos (S) g 84.64 65.76 79.39 68.55 76.04
w % 11.3 12.8 14.8 16.6 18.1 e 1
rd
e
g/cm 3
---
1.571
0.70
1.695
0.58
1.816
0.47
1.801
0.48
1.747
0.53
d
Sr % 42.9 59.5 83.6 91.5 91.5
20/08/2014 Mecânica dos Solos 46
Exemplo: ensaio de compactação
LOCAL SANTA FELICIA - SÃO CARLOS AMOSTRA Nº 3
SOLO
PROF. 1.50 m DATA 27/04/99
rS 2.674 g/cm 3
OPER. -

CILINDRO Nº 5 TARA 2365.2 g ENERGIA 583 kJ/m3


SOQUETE Nº 5 VOLUME 998.17 cm3

Determ. nº 1 2 3 4 5
Sólidos+Tara+Água g 4109.5 4274.4 4445.3 4461.1 4425.8
Sólidos+Água g 1744.3 1909.2 2080.1 2095.9 2060.6
r g/cm 3 1.747 1.913 2.084 2.100 2.064

Cápsula nº 19 9 7 3 13
Sólidos+Tara+Água g 122.10 103.20 121.76 111.15 117.25
Sólidos+Tara g 112.57 94.75 110.03 99.77 103.45
w S
Tara (T) g 27.93 28.99 30.64 31.22 27.41
Sr 
Água (A)
Sólidos (S)
g
g
9.53
84.64
8.45
65.76
11.73
79.39
11.38
68.55
13.80
76.04 e w
w % 11.3 12.8 14.8 16.6 18.1
rd g/cm 3 1.571 1.695 1.816 1.801 1.747
e --- 0.70 0.58 0.47 0.48 0.53
Sr % 42.9 59.5 83.6 91.5 91.5
20/08/2014 Mecânica dos Solos 47
Exemplo: ensaio de compactação
 Os resultados de um ensaio de compactação estão mostrados na tabela
abaixo. Determinar o peso específico seco máximo e o teor de umidade
ótimo.
1.85

rd,max = 1.825 g/cm3


1.80

1.75
rd (g/cm3 )

1.70

1.65

1.60

1.55

wot = 15.4 %
1.50
11 12 13 14 15 16 17 18 19
w (%)

20/08/2014 Mecânica dos Solos 48


Exemplo: ensaio de compactação
 Qual é peso específico seco e o teor de umidade para GC = 95%?
1.85

rd,max = 1.825 g/cm3


1.80

1.75
rd (g/cm3 )

1.70

1.65

1.60

1.55

wot = 15.4 %
1.50
11 12 13 14 15 16 17 18 19
w (%)

 d  0.95  d , max  0.95 1.825  1.734 g / cm3 w = 13.3 %


20/08/2014 Mecânica dos Solos 49
Curva de compactação:
efeito da energia de compactação
• Aumentando-se a energia de compactação, tem-
d se:

– Umidade ótima mais baixa;

E2
– Massa específica seca máxima mais elevada.

E1

E2 >E1 w
20/08/2014 Mecânica dos Solos 50
Curva de compactação:
efeito da energia de compactação

20/08/2014 Mecânica dos Solos 51


Curva de compactação:
efeito do tipo de solo
Curva de saturação (S=100%)

d Solo arenoso
bem graduado

Silte

Argila

20/08/2014 Mecânica dos Solos


w 52
Ensaio de Compactação
Energia de compactação
Em um ensaio de compactação de Proctor foram obtidos os
seguintes valores:

W% 9,8 12,6 15,6 18,1 22,4


d (t/m³) 1,59 1,88 1,85 1,75 1,56

Desenhar a curva d = f (w), determinando a umidade ótima (wót.) e o


peso específico aparente seco máximo dmáx.
Ensaio de Compactação
Energia de compactação
W% 9,8 12,6 15,6 18,1 22,4
d (t/m³) 1,59 1,88 1,85 1,75 1,56

Curva de Compactação
2

1,9
dmáx. = 1,92 t/m³
1,8

1,7

1,6

1,5

1,4

1,3

1,2

1,1 Wót. = 13,1%


1
5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25
Curvas de Saturação

Compactação em laboratório

ALGUMAS VANTAGENS

1. Contato mais firme entre as partículas sólidas;

2. As partículas menores são forçadas a ocupar os


vazios existentes entre as maiores;

3. Aumenta a resistência ao cisalhamento;

4. Diminui a permeabilidade do solo;

5. Diminui a capacidade de absorção de água.


Curvas de Saturação

Compactação em laboratório

Corpo de Prova 1

P M ú m id a  M sec a  nat
 nat1  w1   d1 
V M sec a 1  w1
Corpo de Prova 2

P M ú m i d a  M s ec a  nat
 na t 2  w2  d2 
V M s ec a 1  w2

Umidade, então w2 > w1 e nat2 > nat1


Se o Ar ≈ 0 (impossível igualar a zero), condição Saturada
Curvas de Saturação

Compactação em laboratório

Compactação Ar dos vazios

Solo
Se só existe H2O e sólidos Saturado

Podemos, então traçar a curva de saturação, utilizando os eixos w e d


segundo a equação:

 s . S r . w
d 
S r . w   s . w
Curvas de Saturação

Compactação em laboratório
Para Sr = 100%, temos:  s . w
d 
 w   s .w
Sendo s e w constante para um mesmo solo, temos d f(w).
1,8

1,7 Sr=1,0
d (kg/m³)

1,6

1,5

1,4

1,3
14 16 18 20 Wot 22 24 26
W (%)
Curvas de Compactação

Compactação em laboratório
Variando Sr = Vw / Vv e sendo:  s . S r . w
d 
S r . w   s . w
Podemos traçar curvas com diferentes graus de saturação
1,8
Sr = 80% Wót. Sr = 90%
Sr=0,7 Sr=0,8 Sr=0,9 Sr=1,0
1,7
dma
d (kg/m³)

1,6
x

1,5

1,4

1,3
14 16 18 20 Wot 22 24 26
W (%)
Ensaio de compactação

• Traçar também as curvas de isosaturação, calculadas pela expressão:

d Curvas de
isosaturação
Sr = 90%
Sr = 95%

 s Sr  w
d 
Linha de Saturação (Sr = 100%)

Sr  w   s w E2

E1

As curvas de compactação devem


estar sempre à esquerda da linha
ou curva de saturação.

20/08/2014 Mecânica dos Solos


w 60
Exemplo: ensaio de compactação
 Determinar o grau de saturação correspondente ao peso específico
seco máximo.
 Sendo s = 2,674 g/cm³ e d máx = 1,825 g/cm³

S 2.674
e 1   1  0.465
 d , max 1.825

w S 0.154  2.674
Sr    88.6%
e w 0.465 1.0

20/08/2014 Mecânica dos Solos 61


Exemplo: ensaio de compactação
 Plotar a curva de saturação.
 s Sr w 2.674 1.0 1.0 2.674
d   
S r  w   s w 1.0 1.0  2.674w 1  2.674w
1.90

1.85
Para Sr = 100%
w% yd 1.80
15,5% 1,89
16% 1,87 1.75
rd (g/cm3 )

16,5% 1,86
1.70
17% 1,84
17,5% 1,82 1.65
18% 1,81
18,5% 1,79 1.60

19% 1,77
1.55

1.50
11 12 13 14 15 16 17 18 19
20/08/2014 Mecânica dos Solos w (%) 62
1,550
 s . S r . w
Compactação

d  SR1
S r . w   s .w
Densidade aparente seca (g/cm³)

1,500 SR2
SR3
SR4
1,450 SR5

1,400

1,350

1,300

1,250
20,00% 22,00% 24,00% 26,00% 28,00% 30,00% 32,00% 34,00% 36,00% 38,00%

20/08/2014 Umidade (%)


Mecânica dos Solos 63
Curvas de Compactação

Curvas de compactação para diferentes solos


VALORES TÍPICOS
Solos argilosos – Wót : 25 a 30% e dmax: 14 a 15 kN/m³
Solos siltosos – valores baixos para dmax e curvas bem abatidas
Areias com predregulho bem graduadas – Wót : 9 a 10% e dmax: 20 a 21 kN/m³
Areias finas argilosas lateríticas – Wót : 12 a 14% e dmax: 19 kN/m³

d
areias

Solo areno-
argiloso

Solo argilo-
arenoso
Argila plástica

W (%)
Energia de Compactação
Compactação em laboratório
Para um dado solo, compactado com o mesmo método, quanto
maior for a energia de compactação, maior será o dmáx e menor a
wot. Desta forma, podemos dizer que estes não são índices físicos.

solo
se w < wót. e Ec dmáx.

Pouco ou nada
se w > wót. e Ec
acontece

w < wót. e aumenta-se a Ec - A amostra possui os canais de ar


intercomunicados, facilitando sua expulsão.

w > wót. e aumenta-se a Ec - A amostra possui os canais de ar


oclusos, o que dificulta sua expulsão, diminuindo a
eficiência da compactação ( BORRACHUDO).
Energia de Compactação

Compactação em laboratório
Desta forma temos que: Ec dmáx. Wót.
Linha das máximas
O lugar geométrico dos vértices
das curvas obtidas com d
C
diferentes esforços de
compactação é chamada de linha Sr=100%
B
de ótimos ou linha das máximas.

A linha dos ótimos separa os


A
ramos secos dos úmidos das
diversas curvas de compactação.
W (%)

EA < EB < EC

Normal < Intermediária < Modificada


Energia de Compactação

Compactação em laboratório

Energia
Características inerentes a
Cilindro
cada energia de compactação Normal Intermediária Modificada
Pequeno Grande Grande
Pequeno Soquete P = 2,5 kg P = 4,54 kg P = 4,54 kg
D = 10cm h = 30,5 cm h = 45,7 cm h = 45,7 cm
h = 12,73cm Número de camadas 3 3 5
V = 1000cm³
Número de golpes por camada 26 21 27

Grande Soquete Grande Grande Grande


D = 15,24cm
Número de camadas 5 5 5
h = 11,43cm
V = 2085cm³ Número de golpes por camada 12 26 55
COMPACTAÇÃO EM CAMPO

20/08/2014 Mecânica dos Solos 68


20/08/2014 Mecânica dos Solos 69
Compactação em campo

Compactação em campo

OPERAÇÕES:

- Distância
1. Área de empréstimo - Característica do material
- Umidade do solo x Wót.

- Espess. Solo solto = 22 cm


2. Transporte e espalhamento
- Espess. Solo compacto = 15 cm
Compactação em campo

Compactação em campo
- Irrigação
3. Acerto da Umidade - Revolvimento mecânico
- Homogeinização

4. Compactação propriamento dita de acordo com o tipo de solo.


Compactação em campo

Compactação em campo

4. Compactação propriamente dita de acordo com o tipo de solo.

4.1 Rolo pé-de-carneiro – solos argilosos

4.2 Rolo pneumático – maioria dos solos – adaptar a pressão


dos pneus.

4.3 Rolo vibratório – solos granulares


Compactação em campo

Compactação em campo

- Wót.
5. Controle de compactação
- GC

Chama-se Grau de Compactação ao quociente resultante da divisão


do peso específico seco obtido no campo, pelo peso específico seco
máximo obtido no laboratório através da curva de compactação.

 d ca m p o
GC  x 100
 d la b
Compactação em campo

Compactação em campo

Os princípios que regem a compactação no campo são


semelhantes aos de laboratório, entretanto, deve ser
destacado:

 não há, necessariamente, igualdade entre as energias de


compactação no e campo e em laboratório, conduzindo a um
mesmo d para um dado teor de umidade e isto se deve,
principalmente, às diferenças de confinamento do solo, no
campo (em camadas) e no laboratório (no interior de um
cilindro);
Compactação em campo

Compactação em campo

 os equipamentos de compactação conduzem a linha de


ótimos diferentes das de laboratório, podendo estar mais ou
menos próximas das linhas de saturação;

 os teores de umidade (W) de campo e de laboratório podem


ser diferentes para um mesmo d de um mesmo material; e

 são diferentes as estruturas conferidas ao solo no campo e


em laboratório, o que repercute diretamente nas estabilidade
alcançada.
Compactação em campo

Compactação em campo

Para um dado equipamento, a energia ou esforço de


compactação é diretamente proporcional ao número de
passadas e inversamente proporcional à espessura da
camada compactada.

Na compactação de campo, diz-se que houve uma passada do


equipamento quando este executou uma viagem de ida e
volta, em qualquer extensão, na área correspondente a sua
largura de compactação.
Compactação em campo
Compactação em campo

A energia de compactação no campo pode ser


aplicada, como em laboratório, de três maneiras
diferentes, em ordem decrescente da duração
das tensões impostas:
 pressão
 impacto
 vibração
Equipamentos de compactação

 Soquetes

 Utilizados em locais de difícil


acesso
 Espessura das camadas de
10 a 15 cm

Soquete mecânico
(Sapo)
20/08/2014 Mecânica dos Solos 78
Equipamentos de compactação

 Rolos dentados (pé de carneiro)


Recomendados para a

compactação de solos argilosos
 Espessura das camadas: 15 cm
 Solos finos: 4 a 6 passadas
 Solos grossos: 6 a 8 passadas

20/08/2014 Mecânica dos Solos 79


Equipamentos de compactação
 Equipamentos estáticos: rolos lisos ou de tambor liso
 Pequena superfície de contato
 100% de cobertura sob rodas
 Pressão de contato: 310 a 380 kN/m2
 Recomendados para a compactação de
solos arenosos
 Recomendados para a compactação do
subleito, base e capeamento de estradas
 Espessura das camadas: 5 a 15 cm

20/08/2014 Mecânica dos Solos 80


Equipamentos de compactação
 Equipamentos estáticos: rolos lisos ou de tambor liso

20/08/2014 Mecânica dos Solos 81


Equipamentos de compactação
 Equipamentos estáticos: rolos pneumáticos

 Cobertura sob pneus de 70% a 80%


 Pressão de contato: 600 a 700 kN/m2
 Recomendados para a compactação
de capas asfálticas
 Recomendado também para a
compactação de bases e sub-bases
arenosas ou argilosas de estradas

20/08/2014 Mecânica dos Solos 82


Equipamentos de compactação
 Equipamentos estáticos: rolos pneumáticos

20/08/2014 Mecânica dos Solos 83


Equipamentos de compactação
 Equipamentos estáticos: rolos compactadores pé de carneiro
 Eficientes na compactação de solos
argilosos
 Pressão de contato aplicada ao solo
por patas de 25 a 85 cm2
 Pressão de contato: 1400 a 7000 kN/m2
 Compactação das camadas inferiores
para as superiores

20/08/2014 Mecânica dos Solos 84


Equipamentos de compactação
 Equipamentos estáticos: rolos compactadores pé de carneiro

20/08/2014 Mecânica dos Solos 85


Equipamentos de compactação
 Equipamentos vibratórios: rolos vibratórios

 Recomendados para a
compactação de solos grossos

 Espessura da camada: 20 a 25 cm

 Dispositivos vibratórios podem


ser acoplados aos equipamentos
de compactação estática (rolos
liso, pneumático e pé de carneiro)
para conferir o efeito vibratório
aos solos

20/08/2014 Mecânica dos Solos 86


Equipamentos de compactação
 Equipamentos vibratórios: placas vibratórias
 Recomendados para a
compactação de solos grossos
 Recomendados para a
compactação de áreas restritas
 Espessura da camada: 20 a 25 cm

20/08/2014 Mecânica dos Solos 87


Equipamentos de compactação

Equipamento Solos mais apropriados


Areias ou pedregulhos bem
Rolos lisos estáticos ou dinâmicos
graduados, pedra britada, asfalto
Solos granulares grossos com
Rolos pneumáticos
alguns finos
Solos finos com mais de 20% de
Rolo pé de carneiro, estático
finos
Solos finos com mais de 20% de
Rolo pé de carneiro, vibratório finos, mas também misturas de
areia e pedregulho
Solos granulares grossos com, 4 a
Placas vibratórias
8% de finos

20/08/2014 Mecânica dos Solos 88


Rolo pneumático

Rolo pneumático compactando um solo argiloso.


• As argilas são mais difíceis de se compactar do que as areias e siltes, porque é necessário
que estejam com o teor de umidade correto para que se consiga uma alto grau de
compactação.
• Os rolos pneumáticos são bastante eficientes na compactação de solos argilosos.

20/08/2014 Mecânica dos Solos 89


Rolo liso vibratório

Rolo liso vibratório compactando um solo arenoso.


 A vibração é mais efetiva na compactação de areias e pedregulhos do que a
aplicação de pressões estáticas.
 O teor de umidade não é uma condição tão importante na compactação de
solos grossos, diferentemente do caso dos solos argilosos.
20/08/2014 Mecânica dos Solos 90
Rolo pé de carneiro

Rolo pé de carneiro compactando um solo argiloso

 As protuberâncias do rolo penetram no solo quando este ainda está com


baixo grau de compactação, compactando-o de baixo para cima.
 Após algumas passadas, quando o aterro já atingiu um certo grau de
compactação, o peso total do rolo passa a ser suportado somente pelas
protuberâncias, resultando pressões
20/08/2014 Mecânicade
doscompactação
Solos mais elevadas. 91
Rolo pé de carneiro

Rolo pé de carneiro compactando um solo argiloso

20/08/2014 Mecânica dos Solos 92


Construção de acesso rodoviário

 Os materiais do aterro, que foram trazidos ao local por caminhões, são


lançados em camadas com 15 a 20 cm de espessura.
 O equipamento, equipado com uma lâmina, espalha o material uniformemente
e o compacta simultaneamente.

20/08/2014 Mecânica dos Solos 93


Construção de acesso rodoviário

 Um caminhão pipa pulveriza água durante a compactação do aterro, de forma


a fazer com que o teor de umidade do solo se aproxime do teor de umidade
ótimo.
 A água também ajuda a controlar a poeira na obra.

20/08/2014 Mecânica dos Solos 94


Construção de acesso rodoviário

 O rolo impactador proporciona uma compactação profunda, de 2 a 3 m.


 Utilizado na construção de pistas de pouso.

20/08/2014 Mecânica dos Solos 95


Construção de barragem de terra

Construção de uma barragem de terra em Los Vaqueros, California.

20/08/2014 Mecânica dos Solos 96


Construção de barragem de terra

Construção de uma barragem de terra em Los Vaqueros, California.


 Os solos de diferentes cores correspondem às abas, ao núcleo (material
mais escuro) e ao filtro (material mais claro).
20/08/2014 Mecânica dos Solos 97
Compactação em campo

Controle de compactação

Para comprovar se a compactação está sendo feita devidamente,


deve-se determinar sistematicamente a umidade e a massa
específica seca aparente do material.
Para esse controle pode-se utilizar o speedy ou o método da
frigideira na determinação da umidade e o processo de frasco de
areia na determinação da massa específica.
Chama-se Grau de Compactação ao quociente resultante da divisão
da massa específica obtida no campo, pela máxima específica
máxima obtida no laboratório.

 d ca m p o
GC  x 100
 d la b
Compactação em campo

Controle de compactação

Não sendo atingida a compactação desejada, a qual não deverá ser


inferior a determinado valor do grau de compactação (fixada pela
especificação adotada), o material será revolvido e recompactado.

Outros métodos de controle de compactação que podem ser


utilizados são:
 Método de Hilf
 Método das famílias de curvas de compactação
 Relações empíricas
Compactação de campo: Especificações de
projeto
 Nos projetos de obras de terra (estradas, barragens), é
usual especificar que a massa específica seca atenda a
determinados requisitos. Por exemplo:

d
Aceitar
d

Aceitar Rejeitar

0,95 rd,max 0,95 rd,max

Rejeitar Rejeitar Rejeitar

-2% +2%
w (%) w (%)
(a)  d > 95% de  d, max (b) d > 95% de  d, max e w = wot  2%

Grau de Compactação (GC) = d /d, max 100


Compactação de campo

• Grau de compactação (GC)

20/08/2014 Mecânica dos Solos 101


Compactação de campo
Graus de compactação recomendados:

Finalidade Recomendação

Aterro rodoviário 90-95% do Proctor modificado


95-100 % do Proctor normal

Aterro sob fundação de prédio 90-95% do Proctor modificado


95-100 % do Proctor normal

Barragem de terra 95-100 % do Proctor modificado

Base de pavimentos 95-100 % do Proctor modificado

20/08/2014 Mecânica dos Solos 102


Compactação de campo
Na prática, o procedimento usual de controle da compactação é o seguinte :

•Coletam-se amostras de solo da área de empréstimo e efetua-se em laboratório o ensaio


de compactação. Obtêm-se a curva de compactação e daí os valores de peso específico
seco máximo e o teor de umidade ótimo do solo.

•No campo, à proporção em que o aterro for sendo executado, deve-se verificar,
para cada camada compactada, qual o teor de umidade empregado e compará-lo com a
umidade ótima determinada em laboratório. Este valor deve atender a seguinte
especificação: wcampo - 2% < wot < wcampo + 2%.

•Determina-se também o peso específico seco do solo no campo, comparando-o


com o obtido no laboratório. Define-se então o grau de compactação do solo, dado pela
razão entre os pesos específicos secos de campo e de laboratório [GC = (dcampo/
dmax)x100]. Deve-se obter sempre valores de grau de compactação superiores a 95%
(Proctor normal) ou 90% (Proctor modificado).

•Caso estas especificações não sejam atendidas, o solo terá de ser revolvido, e uma nova
20/08/2014
compactação deverá ser efetuada. Mecânica dos Solos 103
Compactação de campo

Cuidados a serem tomados:


1. A espessura da camada lançada não deve exceder a
30cm, sendo que a espessura da camada
compactada deverá ser menor que 20cm.
2. Deve-se realizar a manutenção da umidade do solo o
mais próximo possível da umidade ótima.
3. Deve-se garantir a homogeneização do solo a ser
lançado, tanto no que se refere à umidade quanto ao
material.

20/08/2014 Mecânica dos Solos 104


Compactação em campo

Frasco de Areia

1. Abre-se o furo no terreno compactado

2. Pesa-se o solo retirado para abertura do furo e registra o valor;

3. Posiciona-se a placa de aço no furo, juntamente com o funil e o


frasco de areia de peso conhecido (P1);

4. Enche-se o furo aberto com a areia do frasco;

5. Pesa-se novamente o frasco e registra o novo valor (P2);

6. O valor do peso de areia necessário para encher o funil é P3;

7. Connhecido o peso específico da areia do frasco, determinado em


laboratório, determina-se o volume do furo, sendo:
Compactação em campo

Frasco de Areia

Pa r eia Pa r eia
 a r eia   V fu r o  Laboratório
V fu r o  a r eia

P1  P 2  P 3
P a reia  P 1  P 2  P 3 V fu r o 
 a r eia

Pso lo Ps o lo co m p .  Ps o lo s ec o
 so lo co m p  w
V fu ro Ps o lo s ec o

 so lo co m p .  d ca m p o
d  GC  x 100
1 w  d la b
Frasco de Areia
Compactação em campo
Compactação de campo
Determinação da massa específica úmida: frasco de areia
Frasco

Areia padrão

Registro
Placa de metal
Cone

20/08/2014 Furo
Mecânica dos Solos preenchido com areia padrão 108
Compactação de campo
Determinação do teor de umidade: Speedy test

Pressão

20/08/2014 Mecânica dos Solos


Teor de umidade
109
20/08/2014 Mecânica dos Solos 110
Compactação em campo

Curva de Compactação - EXERCÍCIO


Ensaio Próctor Normal, onde o volume do cilíndro Vc = 992cm³
e peso específico dos sólidos s = 2,65 kg/dm³.

Ensaio 1 2 3 4 5
Massa C.P. (kg) 1,748 1,817 1,874 1,896 1,874
w (%) 17,73 19,79 21,59 23,63 25,75

 (kg/dm³) 1,762 1,832 1,889 1,911 1,889


d (kg/dm³) 1,497 1,529 1,554 1,546 1,502

P15423 11,,4877918467  13524 111,,7,8968312921


 14253    11,,79868132912  d 13524  1  w  111 000,,1,1227915377563953 111,,4,559250479426
VV 999922 13524
Vc = 992cm³
s = 2,65 kg/dm³. Compactação em campo

Curva de Compactação
Ensaio Próctor Normal, onde o volume do cilíndro Vc = 992cm³
e peso específico dos sólidos s = 2,65 kg/dm³.

Ensaio 1 2 3 4 5
Massa C.P. (kg) 1,748 1,817 1,874 1,896 1,874
w (%) 17,73 19,79 21,59 23,63 25,75

 (kg/dm³) 1,762 1,832 1,889 1,911 1,889


d (kg/dm³) 1,497 1,529 1,554 1,546 1,502
Ensaio 1 2 3 4 5
w (%) 17,73 19,79 21,59 23,63 25,75

d (kg/dm³) 1,497 1,529 1,554 1,546 1,502

dmáx. = 1,565 kg/dm³

Wót. = 22,5%

Vc = 992cm³ s = 2,65 kg/dm³.


Vc = 992cm³ Compactação em campo
s = 2,65 kg/dm³.
Curva de Saturação
Determinação do grau de saturação para o ponto de máximo.

Sr  s  w S r  2 ,6 5 1
d   1, 5 6 5   S r  85%
Sr  w   s  w S r 1  2 ,6 5  0 ,2 2 5

Determinação da curva de saturação Sr = 100%.

Sr  s  w 1  2 ,6 5 1 2 ,6 5
d  d  d 
Sr  w   s  w 1 1  2 ,6 5  w 1  2 ,6 5  w
DETERMINAÇÃO DA DENSIDADE "IN SITU" (extensão 440 m)
LOCAÇÃO EIXO BD EIXO BE EIXO BD EIXO BE EIXO BD EIXO
PESO DO FRASCO ANTES (g) 7000 7000 7000 7000 7000 7000 7000 7000 7000 7000 7000
PESO DO FRASCO DEPOIS (g) 4980 4950 4963 4978 5000 4985 5010 5017 4978 4966 4957
PESO DA AREIA (g) 2020 2050 2037 2022 2000 2015 1990 1983 2022 2034 2043
CONSTANTE DO FUNIL (g) 508 508 508 508 508 508 508 508 508 508 508
PESO DA AREIA NO FURO (g) 1512 1542 1529 1514 1492 1507 1482 1475 1514 1526 1535
VOLUME ESP. DA AREIA 1301 1301 1301 1301 1301 1301 1301 1301 1301 1301 1301
VOLUME DO FURO 1162 1185 1175 1164 1147 1158 1139 1134 1164 1173 1180
PROFUND. DO FURO 18cm 18cm 18cm 18cm 18cm 18cm 18cm 18cm 18cm 18cm 18cm
RECIPIENTE Nº 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
PESO DO SOLO + RECIP. (g) 2613 2643 2609 2623 2593 2621 2628 2535 2622 2639 2657
PESO DO RECIPIENTE (g) 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100
PESO DO SOLO ÚMIDO (g) 2513 2543 2509 2523 2493 2521 2528 2435 2522 2539 2557
DENSIDADE SOLO ÚMIDO (g/cm³) 2162 2146 2135 2168 2174 2176 2219 2148 2167 2165 2167
UMIDADE SPEEDY (%) 11 9,0 10,0 11,0 9,9 10 11,2 10,6 11 10,5 11,9
DENSIDADE SOLO SECO (g/cm³) 1948 1968 1940 1953 1978 1979 1995 1942 1952 1959 1937
 dcampo 1948 1968 1940 1953 1978 1979 1975 1942 1952 1959 1937
 d máxlaboratório 1565 1565 1565 1565 1565 1565 1565 1565 1565 1565 1565
GC % 124% 126% 124% 125% 126% 126% 126% 124% 125% 125% 124%

20/08/2014 Mecânica dos Solos 116