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O AMARGO SABOR DO AÇÚCAR Apontamentos sobre a

colonização brasileira
nizecr@hotmail.com
 Adhemar Bernardes Antunes
A
PRIMEIRA
MISSA NO
BRASIL.
VICTOR
MEIRELES,
NORDESTE – GILBERTO FREYRE
A cana de açúcar
O Massapê
A Mata
Os Animais
Os rios
O homem

No Brasil, as relações entre brancos e as raças de cor
foram desde a primeira metade do século XVI
condicionadas, de um lado pelo sistema de produção
econômica (a monocultura latifundiária), do outro, pela
escassez de mulheres brancas, entre os conquistadores.

A escassez de mulheres brancas criou zonas de
confraternização entre vencedores e vencidos, entre
senhores e escravos.

Parte das grandes propriedades dos senhores brancos,
eram divididas entre os filhos mestiços, legítimos e
mesmo ilegítimos.

Tantas vezes atribuíram à miscigenação, os males
profundos que têm comprometido, através de gerações,
a robustez e a eficiência da população brasileira.

Outra influência social que se desenvolveu com ao
sistema patriarcal e escravocrata foi à sífilis, responsável
por muitos mulatos doentes.
•A casa-grande completada pela senzala, representa todo
um sistema econômico, social, político.

A casa – grande venceu no Brasil a igreja, nos impulsos
que esta a principio manifestou para ser a dona da terra.
Vencido o jesuíta, senhor de engenho ficou dominando a
colônia quase sozinho. O verdadeiro dono do Brasil.

A força centrou-se nas mãos dos senhores rurais.

O costume de se enterrarem os mortos dentro de casa –
na capela, é bem característico do espírito patriarcal de
coesão de família.

Nas cantigas de acalanto portuguesas e brasileiras as
mães não hesitaram nunca em fazer dos seus filhinhos
uns irmãos mais moços de Jesus, com os mesmos
direitos aos cuidados de Maria, às vigílias de José, ás
patetices de vovó de Sant’Ana.

Abaixo dos santos e acima dos vivos ficavam, na
hierarquia patriarcal, os mortos, governando e vigiando o
mais possível a vida dos filhos, netos bisnetos.

A casa – grande patriarcal não foi apenas fortaleza,


capela, escola, oficina, santa casa, harém, convento de
moças, hospedaria. Desempenhou outra função
importante na economia brasileira: foi também banco.

Os senhores da casa – grande eram quem mandava
matar seus próprios filhos.

Os mal-assombrados das casas grandes se
manifestavam por visagens e ruídos que são quase os
mesmos por todo o Brasil.

Os senhores das casas – grandes representaram na
formação brasileira a tendência mais caracteristicamente
portuguesa, isto é, pé – de – boi, no sentido da
estabilidade patriarcal. Estabilidade apoiada no açúcar
(engenho) e no negro (senzala).

Em torno dos senhores de engenho criou-se o tipo de
civilização mais estável na America hispânica; e esse
tipo de civilização, ilustra-o a arquitetura gorda,
horizontal, das casas – grandes.

A casa – grande, embora associada particularmente ao


engenho de cana, ao patriarcalismo nortista, não se
deve considerar expressão exclusiva do açúcar, mas da
monocultura escravocrata e latifundiária em geral: criou-
se no Sul o café tão brasileiro como no Norte o açúcar.
•equilíbrio de antagonismos:

“Considerada de modo geral, a formação brasileira


tem sido, na verdade,como já salientamos às
primeiras páginas deste ensaio, um processo de
equilíbrio de antagonismos. Antagonismos de
economia e de cultura. A cultura européia e a
indígena. A européia e a africana. A africana e a
indígena. A economia agrária e a pastoril. A agrária e
a mineira. O católico e o herege. O jesuíta e o
fazendeiro. O bandeirante e o senhor de engenho. O
paulista e o emboaba. O pernambucano e o mascate.
O grande proprietário e o pária. O bacharel e o
analfabeto. Mas predominando sobre todos os
antagonismos, o mais geral e o mais profundo: o
senhor e o escravo.” p. 117
CONTRIBUIÇÕES DA MULHER INDÍGENA:

Alimentação: Mandioca, milho, jerimum, inhame,
pimenta, abacaxi, entre outros.

Complexo da mandioca: se utilizava a mandioca no
preparo de diversos quitutes, entre eles a tapioca, a
farinha fina, os vários tipos de beijus e outros.

Complexo do caju

Drogas e remédios caseiros: eram utilizadas ervas para
matar as lombrigas dos meninos, para curar feridas e
outros.

Utensílios de cozinha: a cuia, o pote de água, o pilão.

Higiene tropical
•Rede.

Domesticação dos animais: eram mais utilizados como
companhia do que para fornecer alimento.

Complexo do vermelho: cor que protege.

A couvade: o resguardo do índio.

Mitos: caiporismo.

Complexo do bicho: O forte medo do bicho.

O cuidado com as crianças
Todo brasileiro traz na alma a sombra do
indígena ou do negro

“Na ternura, na mímica excessiva, no catolicismo em


que se deliciam nossos sentidos, na música, no andar,
na fala, no canto de ninar [...] em tudo que é expressão
sincera de vida, trazemos quase todos a marca da
influência negra.” p. 367

importância do negro africano para o desenvolvimento
do Brasil, enquanto sistema agrário e colônia de
Portugal
CONTRIBUIÇÃO DO NEGRO PARA A
COLONIZAÇÃO E CULTURA BRASILEIRA
Longas rezas e jejuns;
abstinência de bebidas alcoólicas;
relação da festa com as fases da Lua;
a vestimenta: umas longas túnicas alvas
grudar mensagens às portas e janelas das casas.
Negras amamentaram os filhos dos brancos com o seu leite, mas também os
alimentava culturalmente;

as negras amoleceram a pronúncia de algumas palavras como: papá, papato, au au,


dindinho, pipi;

outras heranças africanas: a arte de contar histórias pra dormir, as cantigas de ninar,
os contos e o jeitinho manso de falar.
Os negros africanos atendiam aos prazeres dos brancos, não por
serem negros, mas por estarem na condição de escravos;

o regime escravocrata sustentou a luxúria, desobrigou o branco de


sua moral, fez do negro objeto de trabalho e prazer de todas as
formas possíveis, como: brinquedo de criança, como remédio (uma
pretinha virgem para curar a sífilis), dona de casa, amantes,
reprodutores, etc.;

sífilis, considerada doença doméstica.