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Administração de Recursos Materiais para o TRT

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Teoria e exercícios comentados
Prof. Felipe Cepkauskas Petrachini Aula 01
AULA 01 – Estoques: planejamento, processos e
políticas de administração de estoques; determinação de
níveis de estoque, tempo de ressuprimento e estoques de
segurança; avaliação de estoques - métodos; Previsão e
Controle de Estoque.

SUMÁRIO PÁGINA

Sumário
Estoques: Planejamento, Processo e Políticas de Administração de Estoque 2

Políticas de Estoque ........................................................................................ 5

Determinação de Níveis dos Estoques ............................................................ 6

Níveis de Estoque ........................................................................................... 9

Tempo de Ressuprimento e Estoque de segurança...................................... 11

Rotatividade ou giro dos estoques ................................................................ 15

Nível de Serviço (nível de atendimento) ........................................................ 15

Lote Econômico de Compra .......................................................................... 16

Controle de Estoques .................................................................................... 17

Previsão de Estoques .................................................................................... 27

Avaliação de estoques .................................................................................. 32

Sistemas de Estocagem ................................................................................ 36

Classificação ABC ......................................................................................... 37

Metodologia de cálculo da curva ABC ........................................................... 39

Questões Comentadas .................................................................................. 48

Questões Propostas (Sem Comentários) ...................................................... 70

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Bem vindo ao resto do curso :P. É com grande prazer que descubro que você
resolveu confiar em mim para alcançar sua aprovação. Neste caso, farei por
merecer tamanha honra :D.

Está na hora da dor de cabeça :P.

A aula 00 era apenas uma demonstração da mecânica da aula. Não se


assuste se alguns temas aparecerem novamente aqui. Se acontecer, é
simplesmente para manter o encadeamento do raciocínio. Pode até pular aquela
parte se quiser :P (embora eu não recomende).

Estoques: Planejamento, Processo e Políticas de


Administração de Estoque

Tirando o tópico “Políticas de Estoque”, todos os demais tópicos desta aula, e


os de recebimento e armazenamento da aula que vem, estão relacionados aos
temas “Planejamento e Processo de Estoque”, então, ao terminar a Aula 01 e 02,
você, sem querer, já terá visto estes temas :P.

Vamos começar.

Para que servem os estoques? E como se administra um estoque?

Os estoques servem para armazenar os materiais enquanto estes não são


necessários ao processo produtivo. A gestão do estoque poderá assumir várias
formas de acordo com o tipo de produção da empresa.

Ao falar sobre a gestão de estoques, Chiavenato afirma que: “No sistema de


gestão por encomenda, é quase sempre o produto que permanece imóvel, enquanto
tudo o mais gira em ao redor dele.” Esta produção por encomenda e baseada em
uma solicitação dos clientes, ou seja, o produto somente é produzido após o cliente
ter solicitado.

Seria simples para a administração de estoques se tudo se resumisse a


produção por encomenda, não é mesmo? MAS A REALIDADE NÃO É ASSIM.
Lembra o que eu falei sobre o setor financeiro da empresa? Se dependesse deles, a
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empresa esperaria um pedido de 100 unidades para comprar matéria prima para
somente 100 unidades, fabricar estes produtos e entrega-los, sempre com o
estoque zerado.

Mas nem sempre é possível fazer desse jeito, pois existe também a
produção em lotes (onde se produz quantidades limitadas de determinado produto
por vez, por isto o nome “em lotes”) e a produção contínua (onde o produto e
produzido sem paralisações e por um período longo de tempo).

Nestes dois modos de produção, a atenção se volta para o sistema produtivo


(que foi apresentado na aula passada), porque nestes casos, diferentemente do que
ocorre na produção por encomenda, a produção não para nunca, não podendo,
deste modo, faltar materiais indispensáveis a ela.

É neste momento é que a figura dos estoques será importante.

Os estoques irão garantir a continuidade da produção, sendo que para


isso os chamados níveis de estoque de segurança serão necessários. O estoque
garante o abastecimento de materiais à empresa, assim, atrasos no fornecimento ou
sazonalidades (eventos que alteram a demanda de materiais sensivelmente de
tempos em tempos) no suprimento não prejudicarão a produção.

O estudo de estoques visa basicamente impedir que haja desabastecimento


tanto de matérias-primas e semiacabados dentro da fábrica, assim como na hora
em que os clientes façam o pedido.

Imagine uma fábrica grande como a Nestlé. Se o Carrefour pedir 100 caixas
de pudim de chocolate para daqui 10 dias, certamente a fábrica, se iniciar a
produção hoje, conseguirá entregar o pedido. Mas imagine que a Nestlé tenha no
seu portfolio mais de 300 produtos diferentes e que haja 2000 pedidos por semana,
para serem entregues em poucos dias, como é que a empresa irá honrar esses
pedidos se começar a produzir hoje? Provavelmente irá falhar miseravelmente.

E como podemos conceituar o estoque?

Quem melhor para definir isso do que uma banca de concursos né:

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Informação CESPE (2005/TRT 16ª Região): “Estoque é toda
porção armazenada de mercadoria, ou seja, aquilo que é reservado
para ser utilizado em tempo oportuno.”

O estoque total de uma empresa é a soma, a composição, de todos os


elementos apresentados na aula passada. Relembrando: matérias-primas, materiais
em processamento, materiais semiacabados, matérias acabados, produtos
acabados. Relembrar é viver:

Materiais
Materiais em Materiais Produtos
Materias- primas acabados ou
processamento semiacabados acabados
componentes

Estes materiais estão armazenados para serem utilizados em momento


oportuno. Seguindo definição, agora da doutrina:

“O estoque constitui todo o sortimento de materiais que a empresa possui e


utiliza no processo de produção de seus produtos e serviços.” 1

Gestão do estoque é o gerenciamento, a própria administração, voltada


aos materiais estocados.

Antes de passarmos para o próximo ponto, vamos lembrar o que a


Administração de Recursos Materiais busca controlar:

1
Chiavenato, Idalberto. Administração de Materiais, ed. Campus, pág. 67.

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Dentro de um processo produtivo, a Administração de Materias (AM) precisa controlar:

A Localização (não basta o


O Tempo ( o momento em
A Quantidade (para que se material estar disponível ele
que os materias estarão
evite a falta ou os excessos) também precisa estar
disponíveis)
disponível no local certo)

Nessa parte da aula, vamos nos concentrar na quantidade, para que falemos
sobre o dimensionamento do estoque, que nada mais é que uma das facetas da
gestão do mesmo.

Políticas de Estoque

Você acabou de ler que os estoques existem para garantir a continuidade da


produção.

Entretanto, organizar o estoque não envolve apenas a análise de quanto


material a empresa precisará para determinado período, mas também o contexto
em que ela está inserida.

Por exemplo: uma empresa que opera em um mercado acometido por uma
forte inflação terá de levar em consideração não só a sua própria produção, mas a
constante revisão de preços dos produtos e matérias primas no mercado, bem como
a retração do consumo de seus próprios produtos. E, no final das contas, pode ser
que o lucro sobre as vendas realizadas termine por não superar o custo de
reposição do estoque, resultando em desastre!

Pois bem, para isto existem as políticas de estoque.

No entender de DIAS:

“A administração deverá determinar ao departamento de materiais o


programa de objetivos a serem atingidos, isto é, estabelecer certos padrões que

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sirvam de guia aos programadores e controladores, e também de critérios para
medir o desempenho para medir desempenho do departamento.”.

Veja que, no meio de sua frase, DIAS já explica o que é política de estoque: o
programa de objetivos a serem atingidos. Políticas de estoque são metas, ideais,
propósitos, que a administração fixa e que o departamento de materiais deve
atingir.

Veja algumas metas importantes a serem fixadas e atingidas:

Níveis de flutuação dos


Metas quanto a tempo Definição do número estoques, para que
de entrega dos de depósitos e atendam períodos de
produtos almoxarifados alta ou baixa na
demanda

Tolerância à especulação com


os estoques (comprar mais em Definição da
períodos de baixa ou em maior Rotatividade dos
quantidade para obter estoques
desconto)

Todos os exemplos acima tem a mesma razão de ser: o que a Administração


espera dos setores envolvidos com os materiais e como deseja que o fluxo de
materiais opere.

Desta forma, qualquer alternativa que trate de objetivos a serem atingidos


tem enorme potencial para enquadrar-se na definição.

Determinação de Níveis dos Estoques

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É fundamental que uma empresa possa
dimensionar seus estoques e assim estabelecer níveis
de estoque adequados (entenda-se, nem ter itens em
excesso nem em número insuficiente).

A questão é que a empresa tem de chegar a uma


conclusão de qual seria o nível adequado de estoque.
Entretanto, como ela pode fazê-lo?

Imagino que um dos motivos de você estar lendo o


curso agora é porque gostaria de poder ir ao mercado
todos os meses e abastecer a geladeira, sem ter usar
cheques voadores na praça, porque seu patrão resolveu,
as cinco da tarde da sexta feira,que seus serviços não
são mais necessários :P. To certo?

Entretanto, você ainda vai ao mercado. Como é que você sabe quantos
quilos de arroz, feijão, carne, tomate, banana e uma infinidade de outros itens você
terá que comprar? Aposto que você planeja! Vê quanto arroz foi consumido no mês
passado (consumo do último período), se estamos no mês de dezembro (que
devido ao incremento sazonal de consumo, vai precisar de uma geladeira mais
cheia) e por aí vai.

Mas essas coisas que você faz já foram estudas e documentadas, e para
prova, existem três métodos que normalmente são utilizados para prever a
demanda de um material, cada um deles com algumas vantagens e desvantagens.
São eles: o consumo do último período; o da média móvel; e o da média móvel
ponderada. A tabela acima tem como Fonte: CESPE/ TST/ 2008.

O consumo do último período.

Este método é bastante simples, consiste em se analisar a demanda (ou


consumo) do período imediatamente anterior e, baseando nisto, prever-se o
consumo do próximo período.

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Veja que esta previsão é bastante simples, mas estará sujeita às mais
diversas sazonalidades, além de haver grandes possibilidades da demanda
prevista, tendo por base o período anterior, não se refletir na demanda efetiva.

No Exemplo ao lado, se fosse solicitada a previsão de consumo para julho


de 2007 utilizando o método do último período, essa previsão seria de 490
unidades (o que corresponde ao consumo do último período, no caso junho de
2007).

Basicamente, este método é justamente o responsável por você errar a


compra de mercado em dezembro baseando-se no consumo de novembro.
Dezembro é natal, e você não compra chester todo o mês :P

A média móvel.

Este método não tem como base um único período, mas sim a média de
consumo de mais de um período anterior.

“As desvantagens residem no fato de que as médias móveis são


influenciadas por valores extremos e de que os períodos mais antigos têm o
mesmo peso dos atuais.” 2 (grifos nossos)

Influência de valores extremos no cálculo da média móvel:

O valor muito alto de um determinado período influencia para


mais o resultado final, superestimando a demanda.

O valor muito baixo de um determinado período influencia para


menos o resultado final, subestimando a demanda.

2
Chiavenato, Idalberto. Administração de Materiais, ed. Campus, pág. 74.

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Vamos tomar a tabela anterior como exemplo. Imagine que o examinador
solicitasse o consumo do mês de janeiro de 2008, com base na média móvel para
cinco períodos:

=570

Neste exemplo não houve nenhuma influencia porque não há valores


extremos, uma vez que os valores são muito próximos.

Agora, imagine que no mês de setembro o consumo tenha sido de apenas


100 unidades:

=474

Nesta segunda situação, o mês de setembro, por apresentar um valor


extremo, influenciou para menos o resultado final. Deste modo, a demanda pode
estar subestimada.

É inerente ao funcionamento da média que isso aconteça, sendo uma


desvantagem do método.

A média móvel ponderada

Neste método busca-se reduzir os problemas do método anterior (a presença


de valores extremos e os períodos mais antigos de tempo), esta ponderação é feita
atribuindo-se pesos diferentes para períodos de tempo diferentes, ficando os
períodos mais recentes com maior peso.

É mais ou menos uma mescla dos dois primeiros métodos.

Níveis de Estoque

Seria muito bom se possível fazer previsões que informassem a demanda


com precisão, no entanto, pelas mais diversas incertezas, na prática isto não é
possível.

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Diante da imprevisibilidade é necessário se determinar um estoque adicional,
um estoque de garantia, para que a empresa possa amortecer efeitos de
acontecimentos não previstos quando estes ocorrerem.

A seguir veremos vários aspectos importantes relativos aos níveis de


estoque:

Gráfico Dente de Serra.

É um dos principais métodos para se mensurar e estudar os estoques. É


representado pelo gráfico abaixo:

Do gráfico acima podemos extrair as seguintes informações:

A ordenada (eixo y) representa a quantidade de material;

A abscissa (eixo x) representa o tempo decorrido (neste exemplo em meses);

No início do processo há 30 unidades em estoque;

Não há estoque de segurança, ao final de um ciclo de 2 meses o estoque de


materiais atinge ZERO sendo imediatamente reposto e atingindo novamente 30
unidades;

A cada dois meses é necessário repor os estoques;

A quantidade máxima de materiais em estoque é 30 unidades.

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Tempo de Ressuprimento e Estoque de segurança

Você se recorda do diagrama da página 04. O item precisa estar na


quantidade certa, na hora certa e no local certo. Uma forma de se permitir que isto
aconteça e também de se proteger o sistema produtivo é tendo estoques de
segurança.

O estoque de segurança é o estoque mínimo que uma empresa deve


dispor, estando intimamente ligado à demanda e velocidade de reposição de
um determinado material, que poderão se apresentar da forma de demanda e
reposição fixas ou variáveis.

É natural que todo sistema de produção esteja sujeito a


contingências (situações não previstas, eventualidades), mas por meio de
estoques de segurança uma empresa pode se proteger, reduzindo, por
consequência, este risco.

Na figura a seguir temos dois gráficos: o primeiro apresentando estoque


mínimo (20 unidades), já no segundo temos a ruptura do dente de serra, justamente
por não haver estoque mínimo.

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Observe a linha pontilhada. É justamente a linha pontilhada que indica a


ruptura do gráfico dente de serra.

Por outro lado, note como o estoque mínimo desloca a linha dente de serra
para cima e para a esquerda (gráfico de cima). No caso do gráfico, 20 unidades
passaram a ser considerados o "novo zero" do gráfico. Assim, a empresa pode
continuar produzindo por mais um tempo, sem se comprometer.

A área da figura pontilhada no gráfico debaixo mostra o quanto a empresa


precisou do estoque naquele período, e por consequência, o quanto deixou de
ganhar com sua produção.

Tempo de Reposição (Tempo de Ressuprimento)

O tempo de reposição é o tempo que se gasta desde a constatação da


necessidade de se adquirir um material e a sua efetiva chegada ao almoxarifado da
empresa.

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Para fins meramente didáticos, costuma-se dividir este tempo em três partes
mais evidentes:

a) emissão do pedido: tempo que leva desde a emissão do pedido de compra


até ele chegar ao fornecedor;

b) preparação do pedido: tempo que leva desde o fornecedor fabricar os


produtos, separar os produtos, emitir faturamento até deixa-los em condições de
serem transportados;

c) transporte: tempo que leva da saída do fornecedor até o recebimento pela


empresa dos materiais encomendados.

Ponto de pedido

É o momento que, quando atingido, provoca um novo pedido de compra, em


função do consumo médio, do tempo de reposição e do estoque mínimo. É definido
pela seguinte equação:

Ponto do pedido (PP) = Consumo médio X Tempo de Reposição +


Estoque Mínimo. Segue o quadro dos itens da fórmula:

Item da Fórmula Definição


É a quantidade de um determinado produto em
estoque que, sempre que atingida, deve gerar
um novo pedido de compra. Com esta
Ponto de Pedido (PP)
quantidade, a empresa deve ser capaz de
continuar a produzir até que os novos produtos
encomendados cheguem
O tempo de reposição é o tempo que se gasta
desde a constatação da necessidade de se
adquirir um material e a sua efetiva chegada ao
almoxarifado da empresa. Pode ser chamado
Tempo de Reposição
também de Lead Time. Aqui deve ser levado
em consideração o tempo e processamento do
pedido, providencias do fornecedor e o próprio
recebimento pela empresa
Trata-se do estoque adicional, a margem de
Estoque Mínimo ou segurança que a empresa tem para se proteger
de Segurança (ES) de atrasos na reposição, ou aumentos
imprevistos no consumo

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É a quantidade de produto consumido por


Consumo Médio unidade de tempo pela empresa. Por isso
multiplicamos pelo tempo de reposição.

Só aplicar a fórmula, encaixando os dados dos enunciados com os conceitos


acima. Tranquilo.

Já alerto: as expressões “ponto de pedido” e “ponto de ressuprimento” são


tratadas como sinônimas na maior parte dos livros sobre o assunto. Mas, em uma
única questão, pude notar que a banca fez a seguinte diferenciação:

PONTO DE PEDIDO – Nível de controle frente ao saldo em estoque


monitorado. Quando a quantidade em estoque diminui chegando ao limite ou abaixo
dele, adota-se ação para reabastecimento do estoque. O ponto de pedido é
determinado a partir do lead time de entrega do Fornecedor e estoque de
segurança.

PONTO DE RESSUPRIMENTO - Quantidade determinada para que


ocorra o acionamento da solicitação do Pedido de Compra. Também
determinado "Estoque Mínimo".

Diferenças nestas duas definições? O ponto de ressuprimento trabalharia


exclusivamente com a variável “quantidade em estoque”. Se o ponto de
ressuprimento for dez unidades, e este for o nível do estoque, hora de comprar.

O Ponto de Pedido, por sua vez, levaria em consideração “quanto tempo


o fornecedor leva para entregar o material”, devendo a compra ser realizada
quando a empresa constatar que precisará do material daqui a x dias, e que o
fornecedor também leva estes mesmos x dias para entregar o material.

Fique atento!

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Rotatividade ou giro dos estoques

Um ponto importante que é cobrado em concursos é a rotatividade de


estoques, esta nada mais é do que uma avaliação que é feita comparando dois
números do processo produtivo: o do estoque e o do custo de vendas em período
(valor consumido). Assim podemos ter:

R = custo de vendas / Estoques.

Exemplificando:

Imagine uma empresa que teve um custo anual de vendas de R$100.000 e


investimento em estoques de R$ 50.000. A rotatividade dos estoques é dada por –--
R = custo de vendas / Estoques

R= R$100.000 / R$ 50.000 R=2

Ou seja, o estoque da empresa gira 2 (duas) vezes no ano.

IMPORTANTE: “Quanto maior for o número da rotatividade, melhor será a


administração logística da empresa, menores serão seus custos e maior será a sua
competitividade.” 10 (grifos nossos)

Nível de Serviço (nível de atendimento)

Determina se o estoque foi ou não eficaz para atender as requisições dos


setores de produção. Relaciona deste modo o número de requisições atendidas
com o número de requisições efetuadas:

Um nível de serviço perfeito será igual a 1.

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Lote Econômico de Compra

O lote econômico de compra, como o próprio nome remete, consiste no


cálculo do lote otimizado de compra para determinado produto (Ex: matéria-prima).
Por otimizado, você deve entender: lote de compra com a melhor combinação
entre o custo de armazenagem do produto e o custo do pedido, para certa
demanda. Não entendeu coisa alguma? :P. Acompanhe, caro aluno:

Lembra o que eu falei sobre custos fixos, proporcionais e inversamente


proporcionais? Tenha-os em mente nos próximos passos.

Por exemplo, na fabricação de camisetas do Atibaia Futebol Clube, uma das


matérias-primas é o tecido do manto sagrado. Supondo que o fornecedor faça a
entrega de um rolo de tecido e cobre R$200 de frete. No entanto, se a organização
pedir cinco rolos, o fornecedor cobraria (neste exemplo) o mesmo frete.

Então o que compensa mais, a organização solicitar: um rolo ou cinco rolos?


Aparentemente, compensaria pedir os cinco rolos de uma vez não?

A resposta é “depende”.

Não podemos nos esquecer da máxima da Administração de Materiais:


“estoque parado é dinheiro parado”. Isto quer dizer que se a organização comprar
muitos rolos, é possível que, com isso, deixe dinheiro parado, que poderia circular
para propósitos mais importantes, sobretudo geração de mais dinheiro.

Então, para que todas as variantes encontrem o seu equilíbrio, devemos


inseri-las na fórmula que vou mostrar a vocês.

Sendo que:

LEC = Lote Econômico de Compra

D = demanda no período (em unidades)


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P = custo unitário do pedido

C = custo unitário de armazenagem

Observações importantes: o custo unitário do pedido engloba todos os


custos nos quais a organização incorrerá ao comprar o produto, excluído o custo do
próprio material.

Controle de Estoques

Ok, a empresa já planejou quanto de estoque de cada item pretende ter. Mas
planejamento é só uma ideia. Precisamos verificar se aquilo que foi planejado está
se realizando. Em outras palavras, a empresa precisa controlar seu estoque para ter
certeza de que este se mantem nos níveis pretendidos.

A doutrina identifica quatro métodos principais de controle de estoques:

1 – Sistema de duas gavetas

2 – Sistema dos máximos-mínimos

3 – Sistema das reposições periódicas

4 – Planejamento das necessidades materiais (MRP e MRPII)

5 - Justi in Time (Kanban)

Comecemos:

Sistema de duas gavetas: É o método mais simples de controle de


estoques, e você já verá a razão.

Imagine duas gavetas (é dessa ideia que vem o nome do método). Na gaveta
A eu guardarei uma quantidade de itens suficiente para atender o consumo do
período planejado. Toda vez que o almoxarifado precisa enviar itens ao processo
produtivo, ele retirará os itens requisitados desta gaveta A, até que ela fique
completamente vazia.

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Quando a gaveta A ficar completamente vazia, o almoxarifado enviará ao
setor de compras um pedido com uma nova quantidade de itens, para satisfazer as
necessidades do próximo período.

Enquanto se aguarda a chegada dos novos materiais (para encher a


gaveta A de novo), toda vez que o almoxarifado receber uma solicitação de
materiais, ele enviará materiais que estavam acondicionados na gaveta B, de
maneira que o abastecimento não fica prejudicado. A gaveta B contém uma
quantidade de materiais suficiente para atender a demanda durante o tempo
necessário à reposição do estoque, adicionado do estoque de segurança.

Assim sendo, a gaveta B é o estoque de reserva, e mais, se você lembrar-


se do gráfico dente de serra, o estoque de segurança.

Quando o material solicitado do setor de compras for entregue no


almoxarifado, se reporá o material da gaveta B de novo, e o resto do material irá
para a gaveta A, recomeçando o ciclo.

Se a separação entre as gavetas não for física (se eu não tiver, realmente,
duas gavetas no almoxarifado), o sistema será chamado de estoque mínimo,
havendo separação entre uma gaveta e outra apenas na ficha de estoque.

O sistema de duas gavetas é ideal para controlar os itens da Classe C,


devido a grande variedade de itens de pequeno valor que compôem esta classe,
sendo encontrado principalmente no comércio varejista de pequeno porte.

Gaveta A (estoque Gaveta B (estoque


normal de reserva + estoque de
atendimento) segurança)

Sistema dos máximos-mínimos:


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Também conhecido por sistema de quantidades fixas. A empresa pode se
utilizar deste método em situações em que for muito difícil determinar o consumo de
maneira precisa, ou ainda, em casos nos quais ocorreu variação no tempo de
reposição. Só relembrando: tempo de preposição é o tempo gasto desde o
momento em que se verificou a necessidade d repor o estoque até a chegada
do material fornecido no almoxarifado da empresa.

E no que consiste este sistema? A empresa estimará seus estoques


máximos e mínimos para todos os itens que desejar manter em estoque, em função
de sua expectativa de consumo para aquele determinado período. O estoque
oscilará entre estes limites (máximo e mínimo).

A partir daí, calculamos o Ponto de Pedido. Você já viu este tópico na parte
de Níveis de Estoque, e é essencialmente a mesma coisa aqui:

Ponto do pedido (PP) = Consumo médio do material X Tempo de


Reposição do material+ Estoque Mínimo do material.

Segue o quadro dos itens da fórmula:

Item da Fórmula Definição

É a quantidade de um determinado produto


em estoque que, sempre que atingida, deve
Ponto de Pedido gerar um novo pedido de compra. Com esta
(PP) quantidade, a empresa deve ser capaz de
continuar a produzir até que os novos produtos
encomendados cheguem
É justamente o tempo entre o pedido e a
chegada do material no almoxarifado. Pode
ser chamado também de Lead Time. Aqui
Tempo de
deve ser levado em consideração o tempo e
Reposição processamento do pedido, providencias do
fornecedor e o próprio recebimento pela
empresa
Estoque Mínimo Trata-se do estoque adicional, a margem de
ou de Segurança segurança que a empresa tem para se
(ES) proteger de atrasos na reposição, ou
aumentos imprevistos no consumo

É a quantidade de produto consumido por


Consumo Médio unidade de tempo pela empresa. Por isso
multiplicamos pelo tempo de reposição.

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Lembre-se apenas que as unidades utilizadas na fórmula devem ser sempre
as mesmas. Se o enunciado falar em dias em uma parte e anos em outra, você terá
de converter essas unidades de medida para uma delas. Se falar em arrobas e
quilos, mesma coisa e assim por diante.

O Estoque Mínimo já foi conceituado na tabela, mas não falamos do Estoque


Máximo. O estoque máximo é simplesmente a soma do Estoque Mínimo com o Lote
de Compra. E o lote de compra, intuitivamente, é a quantidade de material adquirida
pelo setor de compras, a mando do almoxarifado. É também a quantidade máxima
de itens que a empresa pretende ter em estoque.

E a fórmula é bem simples:

Estoque Máximo = Estoque Mínimo + Lote de Compra

E não por acaso, o gráfico do consumo de materiais ao longo do tempo


seguindo essa metodologia forma a nossa curva dente de serra:

Só retomando rapidamente: olhando o gráfico de cima, eu consigo ver que o


estoque mínimo é de 20 unidades do material (pois a empresa naõ permite que a
quantidade estocada caia abaixo deste valor), e o estoque máximo é 140, já que a

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empresa adquire o material até este patamar, além de o ponto máximo do gráfico
nunca ultrapassar este valor.

O Lote de compra é simplesmente um valor menos o outro: 120 unidades.

O ponto de pedido é calculado segundo a fórmula que já mostrei a vocês,


deixando o gráfico muito próximo da figura abaixo:

Fonte: Chiavenato, Idalberto

O intervalo entre reposições (IR) é a distância entre dois pontos de pedido


(PP). Como vocês podem observar no gráfico, o IR é de duas vezes o tempo entre o
envio do pedido de materiais e o atingimento do nível de estoque mínimo (momento
no qual, se tudo der certo, o material será imediatamente resposto).

Sistema das reposições periódicas:

A premissa deste método consiste em fazer pedidos de preposição dos


materiais em um intervalo de tempo pré-estabelecido para cada item. Desta
forma, cada item possui seu período de reposição, sempre em ciclos iguais,
chamados de “períodos de reposição”.

A quantidade de material solicitada é igual à demanda do próximo período de


tempo. Tal como o sistema dos Máximos-Mínimos, é também baseado em um
estoque mínimo, que previne o consumo acima do normal, ou ainda, eventuais
atrasos nas entregas.

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Não tem muito segredo: a empresa compra uma determinada quantia de
materiais necessária para satisfazer suas necessidades a cada 15 dias, dois meses,
seis meses, um ano, e assim por diante. O ciclo de tempo é sempre igual.

Veja o gráfico:

Só esclarecendo: PR neste gráfico é o Ponto de Reposição (o mesmo que


Ponto de Pedido). Q equivale a quantidade de material em estoque e T é o decorrer
do tempo. Veja que os intervalos em T são sempre iguais.

Planejamento das necessidades materiais (MRP E MRP II):

Este é o sistema mais complexo a ser estudado aqui. A sigla em inglês


significa Material Requirements Plannings. Alias, se compararem este tópico da
aula com os capítulos dedicados a este tema na literatura, vão ter certeza de que o
que fiz aqui é uma simplificação do método. E nem podia ser diferente, acho que a
vaga no MPU é o que te interessa, não?

Para elaborar este método e aplica-lo sobre os estoques da empresa, deve-


se partir da previsão de vendas. Entretanto, a empresa já possui alguns materiais
estocados, de maneira que devo subtraí-los da previsão e assim, obter o valor da
previsão líquida de vendas. E faz sentido, a empresa não precisará produzir todos
os produtos previstos para venda, vez que alguns deles já estão estocados no
depósito, prontos para ser entregues.

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É voltada para a previsão líquida de vendas que a empresa elabora o
planejamento. A empresa elaborará um programa de produção, e a partir deste
programa serão feitos os pedidos de compra e abastecimento do almoxarifado. Em
linhas gerais, pegamos a programação de produção e se multiplica pela lista de
materiais, resultando nas necessidades (brutas) de materiais. Veja o esquema
abaixo:

Fonte: Chiavenato, Idalberto

Mas precisamos entender o produto final a ser fabricado com os


materiais adquiridos, de maneira a conhecermos qual a real necessidade de
material da empresa. Um carro, por exemplo é composto de uma infinidade de
peças que precisam ser todas adquiridas ou fabricadas, a fim de ao final, a empresa
ter um veículo pronto.

E para não esquecer absolutamente nenhuma parte do produto, a empresa


se utilizará do “gráfico de explosão do produto” ou ainda a “árvore de
estrutura do produto”. Estes gráficos discriminam todos os materiais constitutivos
do produto, em suas quantidades e qualidades. Não se importe tanto com a
aparência ou estrutura dele, o importante é que o gráfico possua todos os itens
necessários à fabricação do produto final. Veja um exemplo:

Fonte: Gonçalves, Paulo Sergio

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Neste esquema em árvore nós identificamos que para cada unidade do
produto X, precisaremos de uma unidade do material A e duas do material B. O
material A, por sua vez, para ser fabricado, precisará de duas unidades do material
C e três undiades do material D.

Antes de continuar, gostaria que você desse uma olhada no esquema abaixo:

Fonte: Chiavenato, Idalberto

Este quadro abrange tudo que você precisa saber para dominar o tema de
MRP para fins de prova (ou iniciar seus estudos em MRP para fins de doutorado :P).

Já falamos que a lista de materiais multiplicada pelo programa de


produção resulta nas necessidades de materiais. Só que essas necessidades
são brutas (necessidade de material única e exclusivamente para produção,
desconsiderando eventual estoque anterior).

Para alcançar as necessidades líquidas (necessidade real de materiais),


devemos ainda adicionar o estoque de segurança (que não é necessário à
produção, mas é mantido para fins de proteção) e subtrair o estoque de Produtos
Acabados (pois estes não precisarão ser fabricados, bem como as Ordens de
Compra já expedidas (pois o material, embora não esteja em estoque, em breve
estará, não havendo necessidade de proceder a nova compra).
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Quando estendemos este conceito não só para o estoque, mas para a
empresa como um todo, temos o MRPII. A estratégia de estocagem não abrangerá
somente as necessidades do setor produtivo, mas fará parte também do
planejamento financeiro e operacional.

Justi in Time (Kanban)

O Just-in-time (JIT) é um sistema ativo, que tem como uma de suas filosofias
(objetivos) a eliminação do desperdício, dentre outras coisas, pela produção sem
estoques. É um sistema de produção que prega que nada deve ser produzido,
comprado ou transportado, antes (ou depois) da hora certa. Nesta sistemática, eu a
organização só produzirá para atender o que foi demandado, comprará matérias-
primas no tempo certo (não haverá estoques parados além do necessário) e
entregará no prazo que o consumidor solicitou.

Segundo Marco Aurélio P. Dias3: “Nos processos produtivos, os estoques


criam independência entre as fases, ou seja, os problemas que surgem em uma não
interferem na outra. Na filosofia Just-in-time, ao contrário, os estoques são
“personas non grata” por razões obvias: primeiro porque ocupam espaço e
segundo porque custa dinheiro.”

No sistema JIT há um controle recíproco entre fases do processo


produtivo, isto porque um erro em uma fase “1” será percebido ao trazer
repercussões em uma fase “2”. Assim, quem estiver trabalhando nesta fase ”2”
comunicará a ocorrência para que se busque a sua resolução.

Neste sentido, a identificação de falhas é vista como uma importante fonte de


informação para evitar a sua repetição4. Perceba que no JIT há uma
interdependência entre as operações.

3
Dias, Marco Aurélio P., Administração de Materiais: princípios, conceitos e
gestão, Ed. Atlas, 6ª ed., pág. 132.

4
Dias, Marco Aurélio P., Administração de Materiais: princípios, conceitos e
gestão, Ed. Atlas, 6ª ed.

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Para você entender na prática o just-in-time veja este exemplo dado por
Gonçalves5 (a Doutrina as vezes tem exemplos que eu mesmo não conseguiria
fazer melhor):

“Um exemplo aqui no Brasil é a fabrica da Volkswagen, situada na cidade de Resende, no


Estado do Rio de Janeiro. No mesmo terreno, situam-se as instalações dos fornecedores de peças.
Após recebido o pedido, a VW de imediato solicita aos fornecedores as peças necessárias, no que
prontamente é atendida. Nesse caso, todos os processos são realizados em tempo bem menor do
que em outros métodos de produção. Também há uma economia no tempo e no custo do transporte
entre fornecedor e a empresa solicitante.”

Fonte: Paulo Sérgio Gonçalves, Administração de Materiais, Ed. Campus 2010, 3ª ed. pág. 228.

Você já deve ter percebido que não é exatamente um sistema de controle de


estoque, porque a ideia do Justi in Time é justamente eliminá-lo do processo
produtivo da empresa. Mas, como é tratado enquanto tal, pode ser cobrado na sua
prova.

Quanto ao Kanban, consiste em um sistema de cartões e painéis visuais,


que busca auxiliar no atingimento da filosofia "Just-in-time", na produção e na
administração de estoques.

O sistema é simples, mas muito eficiente. Através do controle de cartões


coloridos, a organização conseguirá direcionar a produção e o consumo de
materiais na fábrica, de modo que haja o máximo de sincronização entre o que é
produzido e o que é solicitado de material.

Há como introduzir esquemas de prioridades e até programar "set-ups"


(parada de manutenção para adaptar a máquina para produzir outro produto).

Com o advento do Kanban, os estoques intermediários (semiacabados e


matérias-primas para operações intermediárias) foram bastante enxugados, pois a

5
Gonçalves, Paulo Sérgio, Administração de Materiais, Ed. Campus 2010, 3ª ed.
pág. 228.

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sistemática busca justamente produzir apenas o que é necessário e,
consequentemente, requisitar materiais só para atender tais produções.

O Kanban é uma ferramenta para que se atinja o "just-in-time" quanto a


produzir e comprar na hora certa, sem desperdícios, nem estoques desnecessários.

Atualmente, muitas empresas têm os estoques "abertos" aos fornecedores e


clientes. Assim, cada organização pode visualizar o quanto seus parceiros tem
disponível, sem precisar gastar com burocracia comercial, produzir no tempo certo
para que o estoque deles seja reposto.

Olha como é simples e, ao mesmo tempo, elegante:

http://www.dkjsinalizacao.com.br/media/catalog/product/cache/1/image/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/k/a/ka
nban-dos-5s.jpg

Previsão de Estoques

As empresas, embora não possam adivinhar como funcionará a demanda de


materiais no futuro, ainda assim, tentarão. E do mesmo modo que é impossível
descobrir com exatidão o número de materiais que serão demandados, também não
se trata de exercício de premonição.
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Existem algumas variantes que podem ser levadas em consideração, a fim
de tentar se aproximar do valor real de materiais a ser consumidos no futuro.

Estas variantes podem ser divididas em dois grupos principais:

Variáveis Quantitativas:

São chamadas assim pois levam em consideração fatores que podem ser
numericamente quantificados. Exemplos:

- Evolução das vendas em períodos anteriores;

- Variáveis ligadas diretamente às vendas;

- Variáveis de fácil previsão ligadas às vendas, entre as quais, a renda do


mercado consumidor, crescimento da população, e outras que sua imaginação se
permitir pensar.

- Variáveis Qualitativas:

Estas levam em conta experiência dos profissionais envolvidos na produção,


baseando-se em opiniões. Como estes profissionais estão envolvidos com alguma
fase da produção, não se trata de mero palpite ou “chute” desprovido de
compromisso com a realidade. Temos como exemplos:

- Opinião de gerentes;

- Opinião de vendedores;

- Opinião de compradores;

- Pesquisas de mercado (que normalmente sintetizam as opiniões dos


compradores).

Dito isto, as técnicas mais comuns de previsão de consumo são as seguintes:

- Explicação: Faz uso de regras estatísticas, explicando porque acredita-se


que o consumo será daquela determinada forma. Como fará uso de dados

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quantitativos para fazer esta análise, diz-se que este tipo de técnica tem natureza
quantitativa.

- Projeção: Através das vendas anteriores, busca-se tentar prever o


consumo de épocas posteriores, acreditando-se que o futuro buscará imitar o
passado, dele não se afastando. Também é uma técnica quantitativa.

- Predileção: Aqui se busca, através da experiência dos envolvidos na


produção, dimensionar o consumo dos novos períodos. É um método baseado
principalmente na opinião dos envolvidos na produção, e assim sendo, é uma
técnica qualitativa.

As técnicas quantitativas são também chamadas matemáticas (não se


importam com opiniões, apenas para números), ao passo que as técnicas
qualitativas são chamadas de não-matemáticas.

Mas não fiquemos por aí. Também devemos estudar os modelos de evolução
do consumo. Aqui já adianto a vocês que são modelos muito melhor estudados em
disciplinas de exatas, mas você tem de sair daqui pelo menos conhecendo os três
principais modelos de evolução:

O modelo acima é o mais fácil de ser identificado. É o modelo de evolução


horizontal de consumo. Note que, embora o consumo oscile ao longo do tempo,

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não há tendência de crescimento no mesmo, sempre oscilando em torno de uma
quantidade fixa de materiais consumidos. A linha pontilhada representa tendência
constante, ou invariável.

Segundo participante :P. Agora estamos diante do Modelo de Evolução de


Consumo Sujeito a Tendência. O nome é grande, mas não justifica pânico algum.

Antes de qualquer coisa, definamos tendência, segundo os grandes sábios


ancestrais: tendência é força pela qual um corpo é levado a mover-se em direção a
alguma coisa.

Nos nossos gráficos, a tal força é o consumo, ou ascendente, ou


descendente, o que provocará oscilação no gráfico. Observem o exemplo acima:
por mais que o consumo se reduza, ele não chega a ficar tão baixo quanto a queda
do período anterior, o que é uma excelente pista para identificarmos o gráfico. Mas
lembre-se: isto é só uma pista! O que define este modelo é a existência de uma
força que desloque o gráfico, para baixo, ou para cima, de maneira constante e
gradual.

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Agora conheça o monstrengo. Nosso terceiro modelo é o que talvez te traga


mais dificuldades. Mas o tio ta aqui pra isso. Nome do monstro: Modelo de
Evolução Sazonal de Consumo.

Primeiro: até agora eu estava usando 50 unidades como exemplo, sempre.


Agora, inventei de utilizar um tal de 50+25%. Porque fiz isso!!?? Porque este é o
primeiro indicativo deste modelo. A sazonalidade se apresenta com desvios de
ao menos 25% em torno do consumo médio.

Mas este nem é o ponto mais importante. A sazonalidade é caracterizada


pela oscilação regular e condicionada a determinadas causas.

Para que não fique tão nebuloso, tome este exemplo: é normal, e
perfeitamente justificável que as vendas de cobertores elétricos aumentem
vertigionsamente nos meses de inverno, em relação aos meses de verão.

Alias, quase ninguém estava comprando cobertores elétricos durante o


verão, de maneira que, quando o inverno vem, as compras sobem para muito além
dos tais 25%. Mas este frenesi de vendas não vai durar muito, e assim que o
inverno acabar, haverá novo decréscimo no consumo. E isto tende a ocorrer
ciclicamente, afinal, todo ano tem inverno :P.

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Avaliação de estoques

A chamada avaliação financeira de estoques é feita por alguns métodos,


pensando em prova serão apresentados três deles: Custo Médio; Método “PEPS”
(Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair); “UEPS” (Último a Entrar, Primeiro a Sair).

Veja a ficha estoque abaixo:

Custo médio.

É a avaliação mais utilizada. O custo unitário é determinado pela média


aritmética encontrada da soma de todos os custos dividida pelo número total de

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unidades. “Esse processo é dinâmico visto que, a cada entrada em estoque, um
novo preço médio passa a ser calculado.”6

Na ficha de estoque deve ser analisado cada momento:

Momento 1. Em 10/01/2009 o custo unitário é de R$ 1,00 e o total é de R$


5,00 (5 unidades).

Momento 2. Em 11/01/2009 o total passou a ser 2 unidades e um total de R$


2,00 (2*R$1,00).

Momento 3. Em 18/01/2009 tivemos entrada de 10 mercadorias a R$ 0,80


(total R$ 8,00). Portanto:

O custo passa a ser R$0,83.

Momento 4. Em 20/01/2009 tivemos saídas de 11 itens a R$=0,83 cada (total


R$9,14). Saldo, uma unidade a R$ 0,83.

Momento 5. Em 25/01/2009 tivemos entrada de 15 mercadorias a R$ 0,6


(total R$ 9,00). Portanto:

Os métodos PEPS e UEPS consideram nas saídas os respectivos preços de


entradas dos itens. Trazem repercussões significativas em períodos inflacionários e
deflacionários.

Na resolução de questões que envolvem estes dois métodos, cada unidade


fica estocada pelo seu valor de entrada (não é feito nenhuma média de valores). Por

6
Gonçalves, Paulo Sérgio, Administração de Materiais, Ed. Campus 2010, 3ª ed., pág. 185.

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isso mesmo, facilita bastante se você conseguir imaginar que aquele item
específico, o primeiro (PEPS) ou o último (UEPS), é o que está saindo de estoque.

PEPS

Veja o histórico abaixo. Quando há saídas de estoque, é como se as


unidades mais antigas que entraram em estoque (logicamente, com seus
respectivos custos) seriam as primeiras a sair.

Deste modo no período 3 (03/03/12) teriam saído de estoque 4 unidades a


R$ 1 cada (valor das primeira que entrou) e restariam 1 a R$ 1,00 e 3 a R$1,5,
totalizando 4 itens.

No período 4 (05/04/12) teriam saído de estoque 2 unidades, a que ainda


restava R$ 1 e a outra a R$1,5. Restariam 2 unidades, as duas de R$ 1,5 cada.

UEPS

É o raciocínio inverso do PEPS, segue a ordem inversa do histórico de


entrada. As saídas de estoques são valoradas de acordo com as últimas entradas.
Por isso a sua análise deve ser sempre de “baixo pra cima”. Vamos utilizar o mesmo
exemplo:

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Deste modo, no período 3 (03/03/12) teriam saído de estoque 4 unidades,


todas as 3 de R$ 1,5 (valor da última que entrou) e mais uma a R$ 1,00. Restariam
4 unidades a R$ 1,00 cada.

No período 4 (05/04/12) teriam saído de estoque 2 unidades a R$ 1,00 cada


e restariam 2 unidades, também a R$ 1,00 cada.

OBS: O método UEPS não é permitido pela legislação brasileira. Mas é


importante você saber efetuá-lo, isto pensando em aplicação em provas.

Tem uma última coisa que precisa ser dita. Existe mais um método de
controle de estoques, chamado de custo de reposição. Em teoria, este seria o
método mais "correto" para avaliação de estoques, vez que calcula extamente o
valor do item que sai do estoque pelo custo de sua aquisição no mercado à época
da saída. É como se eu pudesse comprar um item igual a ele com o valor do
material que acabou de sair do estoque.

Entretanto, o método do custo de reposição só é funcional para itens de


alto valor agregado (por exemplo, carros em uma concessionária), já que seria
inviável ficar catalogando o preço de aquisição de 30 mil lapis adquiridos em mais
de uma centena de oportunidades e descontar exatamente aquele valor (R$ 0,30,
R$ 0,35, R$ 0,52 entre outras das infinitas possibilidades pelas quais eu posso
pagar por um lápis). Para isso existem os métodos PEPS, UEPS e custo médio, que
embora não sejam precisos, chegam em um resultado muito próximo com um
dispêndio muito menor de tempo. E tempo também é dinheiro.

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FEFO: Não se supreenda se esta coisa horrorosa brotar na sua prova do
nada. Apareceu certa vez em uma questão da CESPE, e depois, nunca mais. A
sigla significa First-Expire, First Out, ou Primeiro a Expirar, Primeiro a Sair.

O First Expire, First Out segue uma metodologia própria: as mercadorias que
tenham prazo de validade mais próximo de expirar são as que primeiro devem ser
postas pra fora em uma venda.

Assim sendo, caso a empresa tenha um lote de bandejas de iogurte para


vencer em 29/04/2013 e outro lote para 29/06/2013, dará saída das unidades que
vencem mais cedo, independentemente da data de aquisição das mesmas.

Sistemas de Estocagem

Não é mera repetição do tópico anterior. Você conheceu as técnicas, que


seria a faceta mais “braçal” da estocagem. Nos sistemas, você vai aprender como
“pensar” ao realizar a estocagem.

Na guarda de materiais há dois tipos de sistemas que podem ser utilizados


normalmente: o de estocagem fixa e o de estocagem livre.

Sistemas de estocagem

1. fixa 2. livre

Na estocagem fixa os materiais ficam sempre em um mesmo local (por


isso o nome), já na estocagem livre isto não ocorre, sendo que os materiais são
colocados nos locais, nos espaços físicos, que estiverem disponíveis.

A principal vantagem de uma estocagem fixa é a facilidade de localização


do material quando se precisa dele, o que obviamente não ocorre quando a
estocagem é livre. No entanto, no caso de estocagem fixa pode haver um
desperdício de espaços, que podem ficar inocupados por estar destinados a um

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determinado material, em situações que os estoques deste material estiverem
baixos.

Importante: Alguns materiais denominados de estocagem especial,


mesmo no sistema de estocagem livre, serão armazenados em locais fixos. Por
exemplo, um material inflamável deve ser armazenado em local específico e não em
qualquer lugar. É uma exceção.

Exemplo: eu tenho diversas prateleiras no meu almoxarifado, cada uma com


o nome do produto (no mais das vezes, o tipo de produto) que vai ali. Enquanto a
etiqueta estiver lá, eu só vou guardar aquele tipo de produto ali. Não me interessa
se a prateleira está vazia e eu tenho vários produtos para os quais não tenho lugar
para guardar (pois suas respectivas prateleiras estão cheias), aquela prateleira fica
vazia até que chegue um material daquele tipo.

Embora isso pareça ruim, quando eu precisar pegar algum material, eu só


terei de ir ao corredor daquele material, já que ali só são guardados materiais
daquele tipo.

Como você pôde perceber, as características dos materiais também deverão


ser levadas em consideração na hora de armazená-lo, um material inflamável deve
ficar muito bem protegido e em embalagem adequada, alguns materiais poderão
ficar em lugares descobertos, já outros exigirão uma área coberta. E por aí vai
(lembra o que eu falei sobre imaginação?)

A vantagem da estocagem livre é justamente a contrária: há o


aproveitamento de todos os espaços existentes, já que o material novo vai ser
armazenado onde quer que haja espaço para ele. Entretanto, se eu não aplicar um
sistema rigoroso de controle, o material vai ficar “perdido” nas prateleiras.

Classificação ABC

A classificação dos materiais utilizando a chamada curva ABC é, também,


uma ferramenta administrativa, sendo uma maneira muito útil para se conhecer e

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controlar estoques sem aumentar custos. Esta classificação leva em consideração
a importância de relativa dos itens.

Também denominada curva de Pareto, “baseia-se no princípio de que a


maior parte do investimento em materiais está concentrada em um pequeno número
de itens” 7. Por esta classificação demonstra-se que poucos itens, algo em torno de
10% a 20% do total de itens, respondem por mais ou menos 80% do capital
empregado em estoques.

Segundo Marco Aurélio P. Dias8: “A curva ABC é um importante instrumento


para o administrador; ela permite identificar aqueles itens que justificam atenção e
tratamento adequados quanto à sua administração.”

As classes da chamada curva ABC são definidas da seguinte forma:

Classe A: Itens mais importantes e em menor número

(Quantidade em geral, em torno de 20% dos itens).

Classe B: Itens em situação intermediária (30% dos itens).

Classe C: Itens menos importantes e em maior número

(Quantidade no geral, em torno de 50% dos itens).

Afirmação CESPE (2010 AGU): “Na classificação ABC para planejamento e


controle de estoque, os itens classificados como C são aqueles que correspondem

7
Chiavenato, Idalberto. Administração de Materiais, ed. Campus, pág. 79.

8
Dias, Marco Aurélio P., Administração de Materiais: princípios, conceitos e
gestão, ed. Atlas, 6ª ed., pág. 73.

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à faixa de 40% a 50% do total de itens de estoque, mas cujo valor financeiro é de
pouca importância quando se considera o estoque total.”

Para estabelecer a importância relativa dos materiais, a curva ABC leva em


consideração o seu valor e a sua quantidade, ou seja, qual o investimento feito em
determinado material e qual a sua quantidade.

Maior Grau de importância CLASSE A


Maior Quantidade de itens CLASSE C

Classe A. Representam poucos


itens em estoque, mas são mais
importantes, porque repondem
pelo maior custo monetário.

Classe B. Quantidade média


de itens, grau médio de
importância.

Classe C. Maior número de itens,


mas de pouca significância
financeira.

A atenção da empresa deverá ser concentrada nos itens da Classe A,


porque, embora em menor quantidade, é neles que estará a maior parte do capital
investido em estoques. Isto é muito importante, lembre-se então que o controle de
estoques pela chamada curva ABC considera os produtos de forma desigual, os
itens do grupo A que representam entre 10% e 20% da quantidade do estoque,
respondem por 80% do capital empregado em estoques.

Metodologia de cálculo da curva ABC

Caro aluno, eu não repeti o item anterior desnecessariamente. Comparado


ao que está por vir, a parte anterior era moleza :P. Vou desvendar junto com vocês
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a construção e interpretação da curva ABC, que é a manifestação gráfica da
classificação anterior.

Como eu explanei no item anterior, a classificação ABC considera os


produtos de forma desigual. E o faz baseando-se em uma realidade: existem itens
em estoque que são mais importantes do que outros itens.

Assim sendo, é razoável esperar que, por exemplo, 20% dos itens em
estoque acabem respondendo por um custo de 80% do mesmo.

Também devo lembra-lo que ESTOQUE É CUSTO. O setor financeiro de


uma empresa se pudesse, não permitiria que um único lápis fosse armazenado sem
que estivesse em pleno uso. Pior, só deixaria o dono da empresa comprar outro
lápis quando aquele que estou usando já estivesse no talo. Neste momento, ele
sairia correndo na papelaria mais perto e compraria um novo, que já deveria
começar a ser utilizado de imediato.

Mas você já leu na aula passada que essa situação “ideal” não é possível,
vez que a empresa talvez não possa esperar nem um instante sequer por outro
lápis, ou pior, a papelaria pode estar fechada quando chegar a hora de comprar o
item.

Dessa forma, estocamos para nos proteger das flutuações externas


(disponibilidade do item em mercado, preços crescentes em períodos inflacionários,
entre outras possibilidades).

E já que a empresa tem de estocar, e que isso representa um custo para ela,
é melhor que o faça de maneira inteligente.

E aqui chegamos na curva ABC. Com ela, identificaremos itens que


justificam atenção redobrada na sua administração e itens que, embora não
possam ser esquecidos, podem sofrer um “relaxamento” em seu controle.

Pois bem, agora vem a parte não tão legal: essa curva é matematicamente
determinável. Sim, tem uma fórmula para isso, e não, você não precisará saber para
a prova :P. Entretanto, vai ter de saber ao menos como construir a curva. É um

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tema longo e bem chatinho, mas se conseguir entender a metodologia utilizada
aqui, será capaz de resolver quaisquer exercícios que utilizem este tipo de gráfico, e
ainda, como bônus, conseguirá descartar alternativas esdrúxulas, que fogem ao
conceito da curva. Vamos lá:

Consumo do período em Valor do Consumo Colocação em nível


Material Preço Unitário Unidades Total de Importância
A 1 10.000 10000 8
B 12 10.200 122400 2
C 3 90.000 270000 1
D 6 4.500 27000 4
E 10 7.000 70000 3
F 1200 20 24000 6
G 0,6 42.000 25200 5
H 28 800 22400 7
I 4 1.800 7200 10
J 60 130 7800 9

Essa tabela é composta de dados brutos, sem qualquer classificação. No pior


cenário, é diante dela que o examinador vai te colocar na frente. Lógico que
nenhuma banca vai colocar tantos itens, mas se você aprender por aqui, vai saber
fazer qualquer uma que aparecer.

Alias, você acaba de aprender algo, só de olhar para essa tabela zoneada: O
preço unitário dos itens não tem quase nenhuma importância para classifica-lo na
categoria A, B ou C.

Como os itens do estoque de uma grande empresa dificilmente podem


ser agrupados em uma única categoria, temos de usar o denominador comum de
toda a civilização ocidental: o dinheiro $$$$. Mas não utilizamos o custo unitário
de cada item, e sim, o valor do consumo total.

Veja que o item que ficou em primeiro lugar (item C) tem um custo
unitário insignificante se comparado ao do item F, por exemplo. Ainda assim,
como a empresa comprou no período 10.200 unidades deste item, isso acabou de
promovê-lo ao item mais importante da tabela.

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Se ainda está difícil de entender, procure imaginar o seguinte: imagine uma
borracha que custe R$1,00. Baratinha, fácil de achar, inofensiva à organização de
qualquer empresa. Agora, imagine que a demanda de borrachas de determinada
empresa é... hum, vejamos, 3 milhões de borrachas por mês. É lógico que o gestor
do estoque não vai poder sair na hora do almoço para ir à papelaria do lado para
comprar 3 milhões de borracha. Pelo volume demandado (e, portanto, por conta do
consumo total), este item se tornou crítico, devendo a empresa se atentar ao seu
estoque e controla-lo mais de perto.

Voltando à tabela, agora seria hora de organiza-la de acordo com a


importância dos itens:

Consumo Anual Colocação em nível


Material Preço Unitário em unidades Valor do Consumo de Importância
C 3 90.000 270000 1
B 12 10.200 122400 2
E 10 7.000 70000 3
D 6 4.500 27000 4
G 0,6 42.000 25200 5
F 1200 20 24000 6
H 28 80 22400 7
A 1 10.000 10000 8
J 60 130 7800 9
I 4 1.800 7200 10

Bem mais palatável. Só de olhar para essa tabela, já sei que os itens que
provavelmente comporão a classificação A serão os itens C e B, e com um pouco
de sorte, o item E, mas com certeza C e B, e nunca, em hipótese alguma, o item I,
ou o item J.

Se você já estudou estatística, deve ter ouvido falar de frequência


acumulada, se não estudou, vai descobrir o que é na próxima tabela:

Consumo Anual em Valor do Consumo Porcentagem


Material Preço Unitário unidades Acumulado Acumulada
C 3 270.000 270000 46%
B 12 122.400 392400 67%

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E 10 70.000 462400 79%
D 6 27.000 489400 83%
G 0,6 25.200 514600 88%
F 1200 24.000 538600 92%
H 28 22.400 561000 95%
A 1 10.000 571000 97%
J 60 7.800 578800 98%
I 4 7.200 586000 100%

Dessa vez, organizamos os dados de maneira que para cada coluna


“Acumulada”, o valor de baixo representasse a soma de todos os anteriores. Melhor
dizendo: o Valor do Consumo Acumulado do item C e só o item C, mas para o item
B, somamos o item B e C, para o item E, somamos C, B e E, e assim por diante.

Primeira conclusão que você tira dessa tabela: os itens C e B, sozinhos,


respondem por 67% do valor imobilizado em estoque. Estes itens devem ser muito
bem cuidados, pois são bastante importantes.

Segunda conclusão: Se eu acrescentar os itens E e D aos itens C e B, todos


eles juntos respondem por 83% do estoque, contra 17% de todo o resto.
Convenhamos, dar muita atenção a 17% do valor do estoque, ou mesmo, trata-lo
igual aos 83% do valor desse mesmo estoque é antieconômico (palavra chique pra
dizer que é um baita tiro no pé).

De posse dos dados da última tabela, veja o gráfico que pode ser montado:

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Fonte: Dias, Marcos Aurélio P.

Sim, ele é um monstrengo que parece não fazer sentido. Mas faz. Veja como
a reta correspondente ao material C é bem inclinada. Isso ocorre porque poucas
unidades do material C (não confundir com classe C) respondem por grande
parte dos valores (por isso a reta tende a 90º com eixo X).

Não, essa conclusão entre parênteses não é vital para você entender o
funcionamento do gráfico (ajudaria, mas não é vital). A conclusão que você deve
guardar é que pelo fato de o item C responder por grande parte do valor do estoque,
nessa parte do gráfico a linha tende a ficar o mais “de pé” possível. Por outro lado,
se eu pegar o item I, a linha nesse ponto já está quase “deitada”, simplesmente
porque uma infinidade desses itens não é capaz de alterar sensivelmente o valor do
estoque.

Mas não acabou. Esse gráfico é muito bonito (fui privado dessas coisas
durante a faculdade de Direito), mas ainda não é a curva ABC. Felizmente, este
gráfico é o último passo para desenhar a curva ABC.

Recordemos o item anterior da aula:

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Classe A: Itens mais importantes e em menor número

(Quantidade em geral, em torno de 20% dos itens).

Classe B: Itens em situação intermediária (30% dos itens).

Classe C: Itens menos importantes e em maior número

(Quantidade no geral, em torno de 50% dos itens).

Vamos seguir o que ele propôs:

Classe A: 20% dos itens, que no nosso caso, correspondem a 67% do valor
do estoque.

Classe B: 30% dos itens, que no nosso caso, correspondem a 21% do valor
do estoque.

Classe C: 50% dos itens, que no nosso caso (pela última vez), correspondem
a 12% do valor do estoque.

Podemos finalmente traçar a curva ABC:

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Fonte: Dias, Marcos Aurélio P.

Conheça a curva ABC.

Pronto, você conheceu toda a metodologia envolvida no cálculo da curva


ABC, mas será que sabe o que o gráfico mostra?

Olhe para ele agora e compare com o gráfico anterior. Os itens F, H, A, J e I


compõe a Classe C. Para os itens da Classe C, dado seu baixo valor relativo
(relativamente aos outros itens), não se justifica a implementação de controles
de estoque muito precisos, pois acabariam sendo muito caros.

Por outro lado, os itens que estão na classe A (C e B), devem sofrer um
rigoroso controle. E os itens E, D e G, que ficaram na classe B, devem ficar no
meio termo.

Existem outras conclusões que podem ser cobradas pela banca.

Já dissemos que manter um estoque é algo custoso. Também dissemos que


os itens da classe A são pouco numerosos, mas respondem por grande parte do
custo do estoque.

Ora, para os itens da classe A, devemos manter o menor estoque de


segurança possível. Isso ocorre porque esses itens são muito caros, e cada
centavo que a empresa deixa imobilizado em um item desses sem uso, é um
centavo a menos que ela poderia estar utilizando para gerar vários centavos a mais
:P.

Por outro lado, manter um estoque grande de itens da classe C PODE ser
um bom negócio. Esses itens respondem por uma fração muito pequena do custo
dos estoques, de maneira que não é tão custoso acumula-los, ainda que eles
venham a ficar sem uso.

Concluindo: um estoque grande de itens da Classe C não é tão oneroso


para empresa, podendo se manter um estoque de segurança bem maior do
que o utilizado para a Classe A.

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Vamos simplificar os passos (e juro que é a última vez que vou falar de curva
ABC) para que você possa fazer os exercícios que envolvam cálculos sozinhos (na
eventualidade de eles surgirem):

- Pegue os dados do enunciado e monte uma tabela (gente, por favor, isso é
pra ser rápido, então, não precisa ficar enfeitando);

- Construa o gráfico seguindo a metodologia que eu expliquei aqui: separe os


itens com consumo relativo maior em cima, e vá descendo conforme os custos
relativos caiam. Depois separe mais ou menos nas porcentagens do quadro: 50%,
30% e 20% dos itens da tabela que você montou.

- Interpretar :P. Da pra tirar um monte de conclusões da curva ABC, entre as


quais as que coloquei na página anterior. As que mais interessam para a prova
dizem respeito à importância do item, e da ligação que seu custo tem com o estoque
de segurança a ser mantido pela empresa.

Uma dica que aprendi fazendo a FUVEST: você não é um


supercomputador e nem tem tempo para escrever um tratado sobre o assunto
das questões. Não fique desesperado quando ver uma questão dessas. Sua
concorrência tem a mesma dificuldade que você.

Simplifique ao máximo seus passos. Tabelas feias feitas no rodapé da folha,


e mais importante: se as alternativas mostram resultados muito distantes uns dos
outros, ARREDONDE OS NÚMEROS para outros mais fáceis de trabalhar.
69,00000587434 é 69, e se bobear, até 70 :P se isso for facilitar minha vida.

Pois bem, acabamos por aqui. Agora você verá um grupo de questões
comentadas, para ver como o assunto costuma aparecer em prova. Temos inclusive
questões recentíssimas, para provar para você que o assunto não só é simples,
como não tem muito o que inventar.

Grande abraço.

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Questões Comentadas

Achei umas questões interessantes de outras bancas (lembre-se que,


embora a CESPE seja favorita, nada garante que será ela sua banca). E como
tenho predileção por caprichar na aula teórica, você verá que está pronto para
resolver qualquer questão de qualquer banca que apareça.

1. CESGRANRIO ANP 2008 A produção de bens requer o processamento de


elementos que serão transformados em bens finais ou produto acabado. O petróleo,
por exemplo, passa por diversos processos até sua utilização final por indústrias e
lares. Esses elementos que originam e desencadeiam todo o processo de
transformação recebem o nome de

a) matéria em processamento.

b) matéria em acabamento.

c) matéria-prima.

d) matéria acabada.

e) matéria semi-acabada.

Comentário: Pode haver certa dúvida quanto a escolher “matéria-prima” e


“matéria semiacabada”, mas o próprio enunciado se refere a elementos que “...
originam e desencadeiam todo o processo...”. Pois bem, se os elementos é que
dão origem ao processo, então estamos falando dos elementos mais básicos que
alimentam a produção, ou seja, as matérias-primas, alternativa (c).

2. ESAF 2013 - DNIT Considerando a metodologia ABC de administração


dos estoques, assinale a opção incorreta.

a) Uma das aplicações da metodologia é a utilização da curva como


parâmetro de informação sobre a necessidade de aquisição de mercadorias.

b) Na avaliação dos resultados da Curva, pode se identificar o giro dos itens


e o nível de lucratividade.

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c) A classificação por meio da curva ABC permite a identificação dos itens de
maior importância que são normalmente de maior número.

d) A curva ABC também pode ser utilizada para a definição de políticas de


vendas e o estabelecimento de prioridades.

e) A análise da curva ABC permite a definição dos recursos financeiros


investidos na aquisição de estoques.

Comentários: Tranquilíssima. A primeira coisa que vemos na definição da


classificação ABC (acredito que irá se lembrar dos gráficos):

Classe A: Itens mais importantes e em menor número

(Quantidade em geral, em torno de 20% dos itens).

Classe B: Itens em situação intermediária (30% dos itens).

Classe C: Itens menos importantes e em maior número

(Quantidade no geral, em torno de 50% dos itens).

Classe A. Representam poucos


itens em estoque, mas são mais
importantes, porque repondem
pelo maior custo monetário.

Classe B. Quantidade média


de itens, grau médio de
importância.

Classe C. Maior número de itens,


mas de pouca significância
financeira.

O tio já explicou isso hoje: Itens de maior importância são itens existentes
em menor número. A classificação é construída segundo essa premissa, e tem

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como propósito identificar os materiais que, por concentrarem grande parte do
investimento da organização em alguns poucos itens, devem receber atenção
redobrada pelo administrador de materiais.

Alternativa c).

3. ESAF 2013 - DNIT Um administrador que montar a curva ABC do seu


estoque. Recebe do seu gerente uma planilha na qual constam os valores de
investimento mensal acumulado de cada item conforme a tabela abaixo. Classifique
os itens da curva ABC, considerando os parâmetros A=72%, B=17% e C=10%.

Assinale a opção correta.

a) A - A - A - A - A - B - B - C - C - C

b) A - A - B - B - B - B - C - C - C - C

c) A - A - B - B - B - C - C - C - C - C

d) A - A - A - B - B - B - C - C - C - C

e) A - A - A - A - A - A - A - B - B - C

Comentários: Sensacional quando a banca dá aquela mãozinha né :P. A


ESAF já colocou os valores que ela deseja utilizar para a classificação ABC. Basta a
você seguir à risca o que ela quer.
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Como vimos na aula, este é um gráfico de frequência acumulada. Nos
exercícios de curva ABC, os itens mais importantes (que representam investimento
total mais significativo e concentrado em poucos itens) ficam logo no começo do
tabela.

Vamos ao enunciado: a classificação A será dada aos itens que representem


até 72% do investimento acumulado. Isto é exatamente igual à frequência
acumulada até o item 2. Itens 1 e 2 pertencem à classificação A, o que nos deixa já
de cara com duas alternativas para chutar (b) e c)). Mas você não precisa chutar (só
se for preguiçoso).

A próxima classificação corresponderá aos próximos 17%. Faça as contas:


Já temos 72 da classificação A. Se somarmos mais 17 da classificação B, temos
90%. Então, a frequência acumulada de 89% é a nossa próxima fronteira. Os itens
3, 4 e 5 estão com frequência acumulada até 89%, então, eles são, com certeza,
nossos materiais de classificação B. O material 6, por ultrapassar essa fronteira, já
não pode estar mais na classificação B, devendo aparecer na classificação C.
Assim, temos a resposta dada pela ESAF, alternativa c)

4. CESPE 2010 DETRAN-ES. No estoque de matéria-prima, armazenam-se


os itens produzidos que ainda não foram vendidos.

Comentário – No estoque de matérias primas estão os materiais recebidos


pelos fornecedores e que, no momento adequado, serão utilizados para produção
de mercadorias. Os produtos acabados (produzidos) ficam armazenados no
depósito

Item errado.

5. CESPE 2010 ABIN Agente – Área administrativa. No sistema de


estocagem livre, apenas os materiais de estocagens especiais são armazenados
em local fixo.

Comentário – No sistema de estocagem livre os materiais são armazenados


sem que se determine locais específicos para isto (vai pondo onde tiver espaço), a

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exceção é para o caso de materiais que demandam uma armazenagem em local
fixo, a exemplo dos materiais inflamáveis.

Item correto.

6. CESPE 2009 SEAD/SES/SE FUNESA Analista. Para o sistema de


estocagem livre, a melhor opção de reabastecimento é o sistema de reposição
periódica, que consiste em disparar o processo de compra quando o estoque de um
certo material atinge um nível previamente determinado.

Comentário – O sistema de estocagem livre dificulta o controle de


estoque de certo material específico, pois os materiais estão dispostos livremente
conforme os espaços físicos que vão ficando disponíveis. Além disso, a reposição
periódica, como o próprio nome diz, consiste em repor de tempo em tempo um
determinado material, independentemente da análise do seu nível de estoque.

Item errado.

7. CESPE 2009 SEAD/SES/SE FUNESA Analista. A forma centralizada é


sempre mais vantajosa que a forma descentralizada, à medida que facilita o controle
sobre os itens do estoque e a execução de inventários.

Comentário – O sistema de estoque centralizado terá vantagens, mas


também terá desvantagem em relação ao sistema descentralizado. Embora o
sistema centralizado facilite o controle e a execução de inventários, o sistema
descentralizado tem, por exemplo, a vantagem de colocar os estoques mais
próximos ao local em que será demandado. Uma empresa ao descentralizar seus
estoques aproxima os materiais do local em que será utilizado, é algo bastante
importante para empresas que possuem filiais. Item Errado.

8 TJ-SC - 2011 - TJ-SC - Analista Administrativo A “Análise ABC” é uma


das formas mais usuais de se examinar estoques. Sobre a Análise ABC
é correto afirmar:

a) Aos itens mais importantes de todos, segundo a ótica do valor ou


quantidade, dá-se a denominação itens classe A.

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b) Não existe forma totalmente aceita de dizer qual o percentual do total dos
itens que pertencem à classe A, B, ou C.

c) Aos itens menos importantes de todos, segundo a ótica do valor ou


quantidade, dá-se a denominação itens classe C.

d) Consiste na verificação, em certo espaço de tempo, do consumo do


estoque, em valor monetário ou quantidade.

e) Todas as afirmativas estão corretas.

Comentário: Ótima questão para revisar a matéria, embora também seja


uma ótima questão para recorrer. Mas enfim, a resposta certa é a letra e). Todos os
conceitos apresentados nas alternativas estão corretos.

Já falamos que os itens da classe A tem importância maior na metodologia


ABC. Também vimos que embora exista um parâmetro que podemos utilizar para
calcular os percentuais dos itens conforme a classe, aquele que utiliza o método é
livre para escolher a porcentagem que quer usar, desde que não subverta os
objetivos da curva (poucos itens correspondem à maior parte do valor do estoque)

Os itens da Classe C de fato tem menor importância na classificação.

Pelo que eu expliquei na metodologia de calculo da curva, ao desenhar a


curva, você precisará verificar durante um período o consumo do estoque, o seu
valor e a quantidade dos itens. Assim, todas as alternativas estão corretas. Letra e)

9 CESPE - 2012 - TJ-AL - Técnico Judiciário - Ao se classificar um


almoxarifado com base na classificação ABC, os itens mais volumosos e que
agregam pouco resultado para a organização devem ser incluídos na(s) classe(s)

a) A e C.

b) B e C

c) A.

d) B.
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e) C.

Comentário: Já deu para sacar que a CESPE não é muito criativa :P. Eles
descreveram, copiando sem medo e vergonha nenhuma, a definição dos itens da
Classe C: itens muito volumosos e que agregam pouco resultado para a
organização. Não dá nem para comentar :P. Alternativa e)

10. CESPE 2010/DETRAN-ES/Assistente Técnico de Transito. O alto giro


dos estoques é comumente visto como um fator positivo na administração de
materiais.

Comentário – Quanto maior for o giro de estoques de uma empresa, melhor


o aproveitamento de seus recursos, e assim, melhor a sua situação patrimonial.
Repare na fórmula: o item "estoques" é o denominador da fórmula, ou seja, quanto
menor o valor assumido por ele, maior o resultado final (na fórmula, o "giro do
estoque"), assim, "R" assume valor maior quando "estoques" for um valor pequeno.

R= custo de vendas / estoques.

Item correto.

11. CESPE 2010/MPS/Área Administrativa. O método da média móvel


ponderada, utilizado para previsão de consumo, atribui pesos iguais aos valores
referentes aos períodos de consumo.

Comentário – falamos de três modos de se prever o consumo: ¹o baseado


no último período, o da média móvel e o da média móvel ponderada.

Quanto à média móvel ponderada, esta se diz ponderada justamente porque


atribui pesos diferentes para determinados períodos analisados.

Item errado.

CESPE 2009/ANTAQ/Técnico Administrativo. A respeito de administração


de materiais, julgue os itens subsequentes.

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12. UEPS (último que entra primeiro que sai) e PEPS (primeiro que entra
primeiro que sai) são métodos utilizados para realização de uma avaliação de
estoques.

Comentário – Questão sem maiores dificuldades de resolução. A banca


poderia tentar confundir os métodos de previsão de consumo com avaliação de
estoques, por exemplo.

Os métodos, Média, PEPS, UEPS, além do método do Custo de Reposição,


são métodos de avaliação de estoques.

Item correto.

13. Uma vantagem de se adotar a centralização do processo de compras é a


obtenção de maior controle de materiais em estoque.

Comentário – conforme foi destacado na parte teórica da aula, o maior


controle de materiais é justamente uma das vantagens da centralização do processo
de compras.

Item correto.

CESPE 2009/FHS-ES/Analista Administrativo. Com relação a administração


de materiais, julgue os itens.

14. A forma centralizada de estocagem é sempre mais vantajosa do que a


forma descentralizada, à medida que facilita o controle sobre os itens do estoque e
a execução de inventários.

Comentário – Na administração de matérias as formas e metodologias


apresentarão vantagens e desvantagens. É um erro afirmar que algo sempre será
mais vantajoso.

Item errado.

CESPE 2009/FHS-ES/Analista Administrativo. Com relação a


administração de materiais, julgue os itens.

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15. São funções dos estoques: garantir o abastecimento de materiais à
empresa, neutralizando eventuais atrasos no fornecimento ou sazonalidades no
suprimento, e proporcionar economia de escala.

Comentário – Isto foi citado na parte teórica da aula. A questão é bastante


didática, trazendo as funções dos estoques. Pode memorizar sem medo.

Item correto.

16. CESPE 2009/FHS-ES/Analista Administrativo. Entende-se como custos


dos estoques, a soma do custo de armazenamento e o custo de pedido.

Comentário – Isto é representado pela fórmula:

Custo dos estoques = custo de armazenamento + custo de pedido.

Item correto.

CESPE 2009/FHS-ES/Analista Administrativo. No que se refere a


administração de estoques, julgue os seguintes itens.

17. O giro dos estoques é representado pela razão entre o valor consumido
no período pelo valor do estoque médio no período e mede quantas vezes, por
unidade de tempo, o estoque se renovou.

Comentário – A rotatividade de estoques, esta nada mais é do que uma


avaliação que é feita comparando dois números do processo produtivo: o do
estoque e o do custo de vendas em período (valor consumido). E lembre-se:

IMPORTANTE: “Quanto maior for o número da rotatividade, melhor será a


administração logística da empresa, menores serão seus custos e maior será a sua
competitividade.” (grifos nossos)

Item correto.

18. CESGRANRIO BACEN 2010 Considere as informações e a tabela a


seguir para responder à questão. A tabela apresenta o conjunto de itens em estoque

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de uma empresa que utiliza a classificação ABC. Os limites assumidos pela
empresa são:

- maior ou igual a 70% - o item é considerado classe A;

- entre 11% e 69 % - o item é considerado classe B;

- menor ou igual a 10% - o item é considerado classe C.

Cód do Valor Unit Valor Movimentado Anualmente


Item (R$) (R$)
1 500,00 3.000,00
2 50,00 9.000,00
3 2,50 30.000,00
4 1,00 800,00
5 20,00 1.000,00
6 500,00 40.000,00
7 2.000,00 2.000,00
8 3.000,00 6.000,00
9 100,00 5.000,00
10 10,00 3.200,00
TOTAL 100.000,00

Os itens classe A são

a) 7 e 8.

b) 3 e 6.

c) 2, 3 e 6.

d) 3, 4 e 10.

e) 1, 6, 7 e 8.

Comentário: Hora de deixar o tio feliz. Seguindo a metodologia ensinada em


aula, você deverá ser capaz de montar a seguinte tabela:

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Valor Movimentado
Cód. do Item Valor Unit. (R$) Critério ABC Parâmetro
Anualmente (R$)

6 500 40.000,00
A Maior ou igual a 70%
3 2,5 30.000,00
2 50 9.000,00
8 3.000,00 6.000,00 B Entre 11% e 69%
9 100 5.000,00
10 10 3.200,00
1 500 3.000,00
7 2.000,00 2.000,00
C Menor ou igual a 10%
5 20 1.000,00
4 1 800
TOTAL 100.000,00

Temos, então, que os itens 6 e 3 estão justamente dentro do parâmetro da


classe “A”, de valor igual ou maior do que 70% (somatória de valor maior ou igual a
R$70.000,00). Letra b)

Aqui vão algumas dicas importantes para que você não escorregue na casca
de banana:

- Preste atenção na movimentação financeira dos itens, a não ser que a


questão indique expressamente outro critério. Muitas questões possuem o número
de itens movimentados e um candidato incauto cairá nesta armadilha;

- Não se esqueça de ordenar de forma decrescente os itens em relação ao


valor total em um período. O que importa é o quanto o item gerou de movimentação
(financeira) no período e não o seu valor unitário. O que gera mais valor, um item de
R$ 4.000 e que vendeu uma unidade, ou um item de R$200 que vendeu 30
unidades? (Ainda lembra-se das borrachas?)

- Não perca tempo calculando classes que não são solicitadas na questão.
Achou a Classe A e a questão só quer isso, esqueça o resto :P.

- Arredondai meus filhos!

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19. CESGRANRIO BACEN 2010 Uma empresa que usa o modelo de
reposição contínua na gestão de estoques tem um consumo médio de um item em
estoque de 1.000 unidades por mês e mantém um estoque de segurança de 100
unidades. Supondo que o prazo de entrega, após a colocação do pedido, é de 10
dias úteis, que as compras são feitas em lotes de 5.000, e considerando 20 dias
úteis por mês, qual é a quantidade do ponto de pedido?

a) 50

b) 500

c) 600

d) 1.000

e) 5.000

Comentários: esta questão é de aplicação da fórmula de “Ponto de Pedido”.


Antes de apresentarmos a fórmula, temos que saber bem duas variáveis que a
compõem:

- Ponto de Pedido (PP) ou Ponto de Ressuprimento (PR) ou Ponto de


Encomenda (PE): é o nível de estoque que, ao ser atingido, indica o momento de
realizar o pedido para a sua reposição, tendo em vista a demanda que se aproxima.

- Estoque de Segurança (ES): é o nível de estoque que corresponde a uma


segurança contra imprevistos, sobretudo em termos de atrasos no ressuprimento
(além do tempo previsto), problemas de qualidade do produto pedido, ou aumento
de demanda além do inicialmente previsto.

Vamos, então, à correção da questão. A fórmula do Ponto de Pedido (PP) é a


seguinte:

Ponto do pedido (PP) = Consumo médio do material X Tempo de


Reposição do material+ Estoque Mínimo do material.

Segue o quadro dos itens da fórmula:

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Item da Fórmula Definição

É a quantidade de um determinado produto


em estoque que, sempre que atingida, deve
Ponto de Pedido gerar um novo pedido de compra. Com esta
(PP) quantidade, a empresa deve ser capaz de
continuar a produzir até que os novos produtos
encomendados cheguem
É justamente o tempo entre o pedido e a
chegada do material no almoxarifado. Pode
Tempo de ser chamado também de Lead Time. Aqui
deve ser levado em consideração o tempo e
Reposição processamento do pedido, providencias do
fornecedor e o próprio recebimento pela
empresa
Estoque Mínimo Trata-se do estoque adicional, a margem de
ou de Segurança segurança que a empresa tem para se
(ES) proteger de atrasos na reposição, ou
aumentos imprevistos no consumo

É a quantidade de produto consumido por


Consumo Médio unidade de tempo pela empresa. Por isso
multiplicamos pelo tempo de reposição.

Pela fórmula, logo temos a noção de que, ao fazermos um pedido, se a


empresa utiliza o estoque de segurança, este deve ser considerado dentro do
pedido, já que ela toma precaução para evitar imprevistos no ressuprimento.

A questão nos forneceu todos os dados para resolver a questão:

Consumo médio mensal: 1.000 unidades

Estoque de Segurança: 100 unidades

Tempo de reposição: 10 dias úteis

1 mês = 20 dias úteis

Antes de prosseguirmos, devemos prestar atenção às unidades de tempo.


Cuidado para não misturar mês com dias. Veja como ficaria da forma errada:

PP = ES + (Cm x Tr)

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PP = (100 unidades) + [(1000 unidades/mês) x (10 dias úteis)]

PP = 100 + 10.000

PP = 10.100 unidades (ERRADO)

Agora, não esquecendo de utilizar as mesmas unidades (ou só mês ou só


dia):

PP = (100 un) + [(1000 un/20 dias úteis) x (10 dias úteis)]

PP = 100 + [50 x 10] = 100 + 500

PP = 600 unidades (CORRETO – letra “c”)

20. CESPE 2010 ABIN Em relação à administração de recursos materiais,


julgue o item a seguir. Considere a seguinte situação hipotética.

Em um hospital, o médico de plantão, em 13/10/2010 prescreveu o


medicamento A para determinado paciente. Em 14/10/2010, um segundo médico
prescreveu, para o mesmo paciente, embora não tenha havido qualquer alteração
em seu quadro clínico, o medicamento B, que apresenta a mesma indicação e o
mesmo efeito do medicamento A.

Nessa situação hipotética, do ponto de vista exclusivo da gestão de


materiais, a adoção de apenas um dos medicamentos pelo hospital facilitaria sua
normalização.

Comentário: Do jeitinho que expliquei na aula 00. Quer ver:

- Simplificação: consiste em reduzir a grande variedade de itens


existentes quando eles tem a mesma finalidade. Por exemplo, se a empresa tem
dois materiais que fazem exatamente a mesma coisa, seria bom escolher a penas
um deles. Isso facilitará a normalização.

- Normalização: todo material tem um propósito. Serão descritas todas as


suas diversas aplicações nesta etapa.

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Pois bem, quando os medicamentos A e B possuem a mesma ação e mesmo
resultado, sendo receitados para o mesmo caso clínico, seria interessante que a
organização simplificasse seu estoque, elegendo apenas um dos materiais para
atendimento da demanda dos pacientes. Esta etapa é a chamada Simplificação.

Preste bem atenção: o enunciado descreveu o processo de simplificação.


Mas, ao realizar este procedimento, o hospital terá facilitado (foi a palavra usada
pela banca) a normalização do material (descrição de suas características).

Item Certo

21. CESPE - AJ TST/Administrativa/"Sem Especialidade"/2008 Com base


nos conceitos e aplicações relacionados à administração de recursos materiais,
julgue o item a seguir.

Para trabalhar com estoque mínimo, é fundamental conhecer o tempo de


reposição, que começa com a constatação da necessidade de reposição e termina
com a entrega do material, compreendendo o ciclo de produção do fornecedor.

Comentário:

Olha o pedaço do quadro de novo:

Item da Fórmula Definição


É justamente o tempo entre o pedido e a
chegada do material no almoxarifado. Pode
Tempo de ser chamado também de Lead Time. Aqui
deve ser levado em consideração o tempo e
Reposição processamento do pedido, providencias do
fornecedor e o próprio recebimento pela
empresa

E é desse jeito mesmo que a CESPE ensinou: começa com a constatação


da necessidade de reposição e termina com a entrega do material, compreendendo
o ciclo de produção do fornecedor.

Item Certo

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22. CESPE 2012 CAMARA DOS DEPUTADOS DE ALAGOAS TÉCNICO
EM MATERIAL E PATRIMÔNIO Julgue o item seguinte, relativo à classificação de
materiais, gestão de estoques e compras.

Em períodos inflacionários elevados e duradouros, o método de avaliação de


estoques mais indicado é o PEPS (FIFO).

Comentário: questão excelente para concurso de Fiscal :P. Quando o


enunciado sugere que haveria um método “mais indicado”, está querendo que você
aponte o método que, se adotado, resulte em maior Custo de Mercadoria Vendida e
menor Lucro apurado pela empresa.

Relaxa que isto é só uma artimanha contábil :P. A empresa não está tendo
menos lucro, apenas apurando menos lucro, e assim, recolhendo menos
Imposto de Renda.

Os períodos inflacionários de preços são caracterizados por épocas na qual o


preço das mercadorias aumenta ao longo do tempo

Veja a tabela abaixo:

No dia 01/01/2012, compramos mercadorias por R$ 1,00, e no dia


03/02/2012, por R$ 1,50.

Vamos supor (e vou simplificar bastante a coisa aqui) que minha organização
venda 2 unidades do referido bem.

Se adotarmos o método PEPS, o custo da mercadoria vendida (CMV, que no


nosso exemplo, será tão somente o custo de entrada do bem) será de R$ 2,00 (pois
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estaria vendendo as primeiras unidades do estoque). Porém, se adotarmos o
método UEPS, a organização venderá as unidades mais recentes, apurando CMV
de R$ 3,00.

Quando a empresa for fechar o balanço, ela fará: Vendas – Custo da


Mercadoria Vendida = Lucro apurado na operação.

Como o Imposto de Renda incide sobre o acréscimo patrimonial, se a


empresa utilizar o método UEPS, estará aumentando o valor do CMV na equação, e
assim, reduzindo a carga tributária.

Só que a Receita Federal não aceita este método de apuração, razão pela
qual, estamos tratando aqui apenas de teoria.

Item Errado.

23. CESPE 2012 CAMARA DOS DEPUTADOS DE ALAGOAS TÉCNICO


EM MATERIAL E PATRIMÔNIO Considere que um item de determinado estoque
seja consumido na média de 15 unidades por mês e que o tempo de reposição
desse item seja de dois meses. Nessa situação hipotética, dada a necessidade de
se garantir o estoque mínimo para dois meses de consumo, o ponto de pedido será
igual a 60.

Comentário: Apliquemos a fórmula meus caros:

Ponto do pedido (PP) = Consumo médio X Tempo de Reposição +


Estoque Mínimo

Para

Consumo Médio = 15 por mês

Tempo de Reposição = 02 meses (unidade de tempo igual a do consumo


médio, então, não há necessidade de conversão)

Estoque Mínimo = o enunciado quer margem de dois meses. Como se


consomem 15 unidades por mês, o estoque mínimo precisa ser de 30 unidades.

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PP = 15 x 2 + 30 = 60 unidades

Tranquilíssimo. Item Certo

CESPE 2012 TJ TRE RJ ÁREA ADMINISTRATIVA Acerca da administração


de recursos materiais e patrimoniais, julgue o item a seguir.

24. Para a construção da curva ABC dos itens de estoque, são necessários
os seguintes dados: os consumos dos itens e os respectivos preços de aquisição ou
preços médios devidamente corrigidos para uma mesma data.

Comentário: Já falamos da curva ABC na aula, e até de seu detalhamento.


Preste atenção ao que foi necessário: precisávamos saber o preço de aquisição dos
itens e seu consumo (para estabelecer a importância relativa de cada item,
considerando seus totais). Agora o que talvez você não soubesse, e vai descobrir
agora: se não for viável apurar o preço de aquisição de cada item individualmente,
utilizamos o preço médio. Imagine se fossemos apurar o custo unitário de cada um
dos 500.000 parafusos adquiridos pela organização desde 1999. Seria uma zona :P.

Alias, mencionei isso lá em cima: os métodos PEPS, UEPS e Custo Médio


existem justamente para chegarmos em uma aproximação do preço do item, sem
tanto esforço. Item Certo.

25. O sistema de duas gavetas para controle de estoques é um método


simplificado do sistema de reposições periódicas.

Comentários: Não confundamos as coisas. O sistema das reposições


periódicas, como nós já vimos em aula, busca estabelecer intervalos temporais
rigorosamente iguais entre as reposições. O sistema das duas gavetas é um método
bem mais simples, que simplesmente enche duas gavetas de materiais e, assim que
a primeira esvazia, começamos a pegar materiais da segunda :P (professores de
cursinho tem de ver as coisas com um pouco mais de singeleza, se achou que fui
muito simples aqui, pode voltar no tópico da aula que está BEM mais completo).

Olha aqui:

Reposições Periódicas
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Duas Gavetas

Gaveta A (estoque Gaveta B (estoque


normal de reserva + estoque de
atendimento) segurança)

Item Errado.

26. Os materiais processados ao longo das diversas seções que compõem o


processo produtivo da empresa são denominados matérias-primas.

Comentário: Lembrai-vos das definições da Aula 00:

Matérias-primas – são aqueles materiais que normalmente são obtidos dos


chamados fornecedores, são aqueles materiais básicos e necessários para o
processo produtivo, seu volume está diretamente ligado à quantidade de
produtos acabados.

Materiais em processamento – São aqueles que já não são mais


matérias-primas, mas que ainda não são um produto acabado, são materiais que
ainda estão sendo utilizados na confecção de produtos, estão em uma fase
intermediária, e desta forma, já não se encontram no almoxarifado.

Materiais semiacabados – São aqueles que estão em um estágio um


pouco mais avançado do que os materiais em processamento, estão

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parcialmente acabados, faltam poucas etapas do processo produtivo para
tornarem-se produtos acabados.

Materiais acabados (ou componentes) – São peças isoladas que serão


componentes do produto final.

Produtos acabados – São aqueles que já passaram por todo processo


produtivo, estão prontos e acabados. São os produtos que são oferecidos aos
clientes.

A partir do momento que o material entra na cadeia produtiva da empresa,


para fins de ARM, ele não é mais matéria-prima, podendo corresponder a qualquer
um dos três estágios seguintes: Materiais em processamento, Materiais
semiacabados e Materiais acabados (ou componentes).

Item Erado

27. CESPE 2012 TJ TRE RJ ÁREA ADMINISTRATIVA A respeito de


estocagem, distribuição e transporte de materiais, julgue o item que se segue.
Uma empresa necessita estocar 30.000 caixas de determinado item em pallets.
Considerando-se que cada pallet comporte apenas 50 caixas e que cada posição do
almoxarifado possua dois pallets, é correto afirmar que serão necessárias 300
posições para a estocagem das caixas.

Comentário: Eu bem que podia ter colocado esta questão na aula seguinte.
Mas acredito que você está com a cabeça fresca com números nesta aula (e
provavelmente só nessa :P). É pura conta meu filho:

Cada pallet comporta 50 caixas e eu tenho 30.000 delas. Vamos descobrir


quantos pallets preciso:

30.000/50 = 600 pallets.

Muito bem. Chamaremos de “posições” o espaço ocupado no chão pelas


pilhas (desconsiderando o espaço aéreo). Por exemplo: se eu pudesse empilhar os
600 pallets em uma única pilha, eles ocupariam a mesma posição.

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Pena que eu não posso :P. Conforme o enunciado especificou, cada posição
comporta dois pallets:

600/2 = 300 posições.

Item Certo.

28. CESGRANRIO 2010 BACEN O departamento de administração de


materiais de uma empresa recebeu 5.000 requisições no ano de 2009, sendo que
cada requisição teve uma média de 1,8 itens. Sabendo que 7.650 itens foram
entregues dentro do prazo, qual foi o nível de serviço de atendimento do
departamento, em percentual?

(Obs: use arredondamento para uma casa decimal)

a) 90,0%

b) 85,0%

c) 80,0%

d) 65,4%

e) 55,5%

Comentários: Mais uma questão de pura matemática. Se a organização foi


demandada em 5.000 requisições no ano, e cada requisição teve média de 1,8
itens, então, no total foram (5.000 x 1,8 itens) = 9.000 itens requisitados.

Vamos à fórmula vista em aula:

Se 7.650 itens foram entregues no prazo, então são 7.650 do total de 9.000,
o que dá a razão de (7.650 / 9.000) = 0,85 ou 85%.

Resposta: letra “b”.


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29 CESPE - 2011 - IFB - Professor Enquanto o índice de rotatividade
representa o número de vezes em que o estoque gira no período considerado em
relação ao consumo médio do item, o antigiro é o tempo necessário para se
consumir todo o estoque se não houvesse reposição.

Comentários: Perfeito. Desumano, mas perfeito. Desumano pois o antigiro


não costuma ser cobrado em prova, razão pela qual acaba não aparecendo no
curso. Mas já que estamos aqui:

O antigiro, segundo DIAS, é o período de tempo em que um dado estoque é


capaz de atender à demanda da empresa. Seu cálculo é feito da seguinte forma:
Estoque Médio/Consumo. É simples, a gente fecha a porta da empresa, não deixa
material nenhum entrar e espera para ver quanto tempo ela leva para consumir
tudo.

A rotatividade de estoques nada mais é do que uma avaliação que é feita


comparando-se dois valores do processo produtivo: o do estoque e o do custo de
vendas em período (valor consumido). Assim podemos ter:

R = custo de vendas / Estoques.

Exemplificando:

Imagine uma empresa que teve um custo anual de vendas de R$100.000 e


investimento em estoques de R$ 50.000. A rotatividade dos estoques é dada por –--
R = custo de vendas / Estoques

R= R$100.000 / R$ 50.000 R=2

Ou seja, o estoque da empresa gira 2 (duas) vezes no ano.

IMPORTANTE: “Quanto maior for o número da rotatividade, melhor será a


administração logística da empresa, menores serão seus custos e maior será a sua
competitividade.”

Item Certo.

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30. CESPE 2009/ANATEL/Técnico Administrativo. Há relação diretamente
proporcional entre o custo de armazenagem e a quantidade de produtos existente
em estoque. No entanto, quando o estoque estiver zerado, ainda assim haverá um
mínimo de custo de armazenagem.

Comentário – O espaço físico ocioso de uma empresa e o maquinário de


movimentação de materiais geram custos de manutenção, deste modo, mesmo
que o estoque esteja zerado haverá um custo mínimo de armazenagem.

Item correto.

31 FGV - 2010 - CAERN - Engenheiro de Produção Uma das qualidades do


JIT é

a) o aumento gradual dos estoques

b) sempre produzir mais que a demanda

c) poder se adaptar facilmente à produção diversificada de produtos

d) a otimização de todo o sistema de manufatura.

e) poder criar lead times cada vez mais extensos.

Comentário: Questão dada de graça :P. Nós vimos isto em gerenciamento


de estoques. O JIT busca diminuí-los a zero, e isto só será possível com a
otimização de todo o sistema de manufatura. Letra d)

Questões Propostas (Sem Comentários)

1. CESGRANRIO ANP 2008 A produção de bens requer o processamento de


elementos que serão transformados em bens finais ou produto acabado. O petróleo,
por exemplo, passa por diversos processos até sua utilização final por indústrias e
lares. Esses elementos que originam e desencadeiam todo o processo de
transformação recebem o nome de

a) matéria em processamento.

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b) matéria em acabamento.

c) matéria-prima.

d) matéria acabada.

e) matéria semi-acabada.

2. ESAF 2013 - DNIT Considerando a metodologia ABC de administração


dos estoques, assinale a opção incorreta.

a) Uma das aplicações da metodologia é a utilização da curva como


parâmetro de informação sobre a necessidade de aquisição de mercadorias.

b) Na avaliação dos resultados da Curva, pode se identificar o giro dos itens


e o nível de lucratividade.

c) A classificação por meio da curva ABC permite a identificação dos itens de


maior importância que são normalmente de maior número.

d) A curva ABC também pode ser utilizada para a definição de políticas de


vendas e o estabelecimento de prioridades.

e) A análise da curva ABC permite a definição dos recursos financeiros


investidos na aquisição de estoques.

3. ESAF 2013 - DNIT Um administrador que montar a curva ABC do seu


estoque. Recebe do seu gerente uma planilha na qual constam os valores de
investimento mensal acumulado de cada item conforme a tabela abaixo. Classifique
os itens da curva ABC, considerando os parâmetros A=72%, B=17% e C=10%.

Assinale a opção correta.

a) A - A - A - A - A - B - B - C - C - C

b) A - A - B - B - B - B - C - C - C - C

c) A - A - B - B - B - C - C - C - C - C

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d) A - A - A - B - B - B - C - C - C - C

e) A - A - A - A - A - A - A - B - B - C

4. CESPE 2010 DETRAN-ES. No estoque de matéria-prima, armazenam-se


os itens produzidos que ainda não foram vendidos.

5. CESPE 2010 ABIN Agente – Área administrativa. No sistema de


estocagem livre, apenas os materiais de estocagens especiais são armazenados
em local fixo.

4. CESPE 2010 DETRAN-ES. No estoque de matéria-prima, armazenam-se


os itens produzidos que ainda não foram vendidos.

5. CESPE 2010 ABIN Agente – Área administrativa. No sistema de


estocagem livre, apenas os materiais de estocagens especiais são armazenados
em local fixo.

6. CESPE 2009 SEAD/SES/SE FUNESA Analista. Para o sistema de


estocagem livre, a melhor opção de reabastecimento é o sistema de reposição
periódica, que consiste em disparar o processo de compra quando o estoque de um
certo material atinge um nível previamente determinado.

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7. CESPE 2009 SEAD/SES/SE FUNESA Analista. A forma centralizada é
sempre mais vantajosa que a forma descentralizada, à medida que facilita o controle
sobre os itens do estoque e a execução de inventários.

8 TJ-SC - 2011 - TJ-SC - Analista Administrativo A “Análise ABC” é uma


das formas mais usuais de se examinar estoques. Sobre a Análise ABC
é correto afirmar:

a) Aos itens mais importantes de todos, segundo a ótica do valor ou


quantidade, dá-se a denominação itens classe A.

b) Não existe forma totalmente aceita de dizer qual o percentual do total dos
itens que pertencem à classe A, B, ou C.

c) Aos itens menos importantes de todos, segundo a ótica do valor ou


quantidade, dá-se a denominação itens classe C.

d) Consiste na verificação, em certo espaço de tempo, do consumo do


estoque, em valor monetário ou quantidade.

e) Todas as afirmativas estão corretas.

9 CESPE - 2012 - TJ-AL - Técnico Judiciário - Ao se classificar um


almoxarifado com base na classificação ABC, os itens mais volumosos e que
agregam pouco resultado para a organização devem ser incluídos na(s) classe(s)

a) A e C.

b) B e C

c) A.

d) B.

e) C.

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10. CESPE 2010/DETRAN-ES/Assistente Técnico de Transito. O alto giro
dos estoques é comumente visto como um fator positivo na administração de
materiais.

11. CESPE 2010/MPS/Área Administrativa. O método da média móvel


ponderada, utilizado para previsão de consumo, atribui pesos iguais aos valores
referentes aos períodos de consumo.

CESPE 2009/ANTAQ/Técnico Administrativo. A respeito de administração


de materiais, julgue os itens subsequentes.

12. UEPS (último que entra primeiro que sai) e PEPS (primeiro que entra
primeiro que sai) são métodos utilizados para realização de uma avaliação de
estoques.

13. Uma vantagem de se adotar a centralização do processo de compras é a


obtenção de maior controle de materiais em estoque.

14. A forma centralizada de estocagem é sempre mais vantajosa do que a


forma descentralizada, à medida que facilita o controle sobre os itens do estoque e
a execução de inventários.

15. São funções dos estoques: garantir o abastecimento de materiais à


empresa, neutralizando eventuais atrasos no fornecimento ou sazonalidades no
suprimento, e proporcionar economia de escala.

16. CESPE 2009/FHS-ES/Analista Administrativo. Entende-se como custos


dos estoques, a soma do custo de armazenamento e o custo de pedido.

CESPE 2009/FHS-ES/Analista Administrativo. No que se refere a


administração de estoques, julgue os seguintes itens.

17. O giro dos estoques é representado pela razão entre o valor consumido
no período pelo valor do estoque médio no período e mede quantas vezes, por
unidade de tempo, o estoque se renovou.

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18. CESGRANRIO BACEN 2010 Considere as informações e a tabela a
seguir para responder à questão. A tabela apresenta o conjunto de itens em estoque
de uma empresa que utiliza a classificação ABC. Os limites assumidos pela
empresa são:

- maior ou igual a 70% - o item é considerado classe A;

- entre 11% e 69 % - o item é considerado classe B;

- menor ou igual a 10% - o item é considerado classe C.

Cód do Valor Unit Valor Movimentado Anualmente


Item (R$) (R$)
1 500,00 3.000,00
2 50,00 9.000,00
3 2,50 30.000,00
4 1,00 800,00
5 20,00 1.000,00
6 500,00 40.000,00
7 2.000,00 2.000,00
8 3.000,00 6.000,00
9 100,00 5.000,00
10 10,00 3.200,00
TOTAL 100.000,00

Os itens classe A são

a) 7 e 8.

b) 3 e 6.

c) 2, 3 e 6.

d) 3, 4 e 10.

e) 1, 6, 7 e 8.

19. CESGRANRIO BACEN 2010 Uma empresa que usa o modelo de


reposição contínua na gestão de estoques tem um consumo médio de um item em
estoque de 1.000 unidades por mês e mantém um estoque de segurança de 100
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unidades. Supondo que o prazo de entrega, após a colocação do pedido, é de 10
dias úteis, que as compras são feitas em lotes de 5.000, e considerando 20 dias
úteis por mês, qual é a quantidade do ponto de pedido?

20. CESPE 2010 ABIN Em relação à administração de recursos materiais,


julgue o item a seguir. Considere a seguinte situação hipotética.

Em um hospital, o médico de plantão, em 13/10/2010 prescreveu o medicamento A


para determinado paciente. Em 14/10/2010, um segundo médico prescreveu, para o
mesmo paciente, embora não tenha havido qualquer alteração em seu quadro
clínico, o medicamento B, que apresenta a mesma indicação e o mesmo efeito do
medicamento A.

Nessa situação hipotética, do ponto de vista exclusivo da gestão de


materiais, a adoção de apenas um dos medicamentos pelo hospital facilitaria sua
normalização.

21.CESPE - AJ TST/Administrativa/"Sem Especialidade"/2008 Com base


nos conceitos e aplicações relacionados à administração de recursos materiais,
julgue o item a seguir.

Para trabalhar com estoque mínimo, é fundamental conhecer o tempo de


reposição, que começa com a constatação da necessidade de reposição e termina
com a entrega do material, compreendendo o ciclo de produção do fornecedor.

22. CESPE 2012 CAMARA DOS DEPUTADOS DE ALAGOAS TÉCNICO


EM MATERIAL E PATRIMÔNIO Julgue o item seguinte, relativo à classificação de
materiais, gestão de estoques e compras.

Em períodos inflacionários elevados e duradouros, o método de avaliação de


estoques mais indicado é o PEPS (FIFO).

23. CESPE 2012 CAMARA DOS DEPUTADOS DE ALAGOAS TÉCNICO


EM MATERIAL E PATRIMÔNIO Considere que um item de determinado estoque
seja consumido na média de 15 unidades por mês e que o tempo de reposição
desse item seja de dois meses. Nessa situação hipotética, dada a necessidade de
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se garantir o estoque mínimo para dois meses de consumo, o ponto de pedido será
igual a 60.

CESPE 2012 TJ TRE RJ ÁREA ADMINISTRATIVA Acerca da administração


de recursos materiais e patrimoniais, julgue o item a seguir.

24. Para a construção da curva ABC dos itens de estoque, são necessários
os seguintes dados: os consumos dos itens e os respectivos preços de aquisição ou
preços médios devidamente corrigidos para uma mesma data.

25. O sistema de duas gavetas para controle de estoques é um método


simplificado do sistema de reposições periódicas.

26. Os materiais processados ao longo das diversas seções que compõem o


processo produtivo da empresa são denominados matérias-primas.

27. CESPE 2012 TJ TRE RJ ÁREA ADMINISTRATIVA A respeito de


estocagem, distribuição e transporte de materiais, julgue o item que se segue.
Uma empresa necessita estocar 30.000 caixas de determinado item em pallets.
Considerando-se que cada pallet comporte apenas 50 caixas e que cada posição do
almoxarifado possua dois pallets, é correto afirmar que serão necessárias 300
posições para a estocagem das caixas.

28. CESGRANRIO 2010 BACEN O departamento de administração de


materiais de uma empresa recebeu 5.000 requisições no ano de 2009, sendo que
cada requisição teve uma média de 1,8 itens. Sabendo que 7.650 itens foram
entregues dentro do prazo, qual foi o nível de serviço de atendimento do
departamento, em percentual?

(Obs: use arredondamento para uma casa decimal)

a) 90,0%

b) 85,0%

c) 80,0%

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d) 65,4%

e) 55,5%

29 CESPE - 2011 - IFB - Professor Enquanto o índice de rotatividade


representa o número de vezes em que o estoque gira no período considerado em
relação ao consumo médio do item, o antigiro é o tempo necessário para se
consumir todo o estoque se não houvesse reposição.

30. CESPE 2009/ANATEL/Técnico Administrativo. Há relação diretamente


proporcional entre o custo de armazenagem e a quantidade de produtos existente
em estoque. No entanto, quando o estoque estiver zerado, ainda assim haverá um
mínimo de custo de armazenagem.

31 FGV - 2010 - CAERN - Engenheiro de Produção Uma das qualidades do


JIT é

a) o aumento gradual dos estoques

b) sempre produzir mais que a demanda

c) poder se adaptar facilmente à produção diversificada de produtos

d) a otimização de todo o sistema de manufatura.

e) poder criar lead times cada vez mais extensos.

Gabarito

1 C 11 E 21 C
2 C 12 C 22 E
3 C 13 C 23 C
4 E 14 E 24 C
5 C 15 C 25 E
6 E 16 C 26 E
7 E 17 C 27 C
8 E 18 B 28 B
9 E 19 C 29 C
10 C 20 C 30 C
31 D

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