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ROTEIRO RIQUEZA E DIVERSIDADE

PRÁTICA 7

A tabela 1 contém listas de espécies de plantas de dois locais diferentes (sítio 1 e sítio
2).

Tabela 1. Número de espécies de plantas e número de indivíduos por espécie


(abundância) em cada sítio.

Sítio 1 Abundância Sítio 2 Abundância


Andropogon gerardii 90 Andropogon gerardii 10
Schizachyrium Schizachyrium
scoparium 15 scoparium 11
Bouteloua curtipendula 2 Bouteloua curtipendula 9
Eragrostis spectabilis 1 Eragrostis spectabilis 10
Koeleria macrantha 1 Koeleria macrantha 9
Dichanthelium Dichanthelium
oligosanthes 1 oligosanthes 8
Panicum virgatum 1 Poa pratensis 12
Poa pratensis 1 Sorghastrum nutans 10
Sorghastrum nutans 1 Carex meadii 9
Carex meadii 1 Amorpha canescens 8
Amorpha canscens 1 Asclepias viridis 11
Symphyotrichum
ericoides 1 Baptisia australis 10
Baptisia australis 1
Lespedeza capitata 1
Oxalis stricta 1
Solidago canadensis 1

1) Qual dos dois sítios apresenta maior riqueza? E maior equitabilidade?


2) Assumindo que diversidade leva em conta riqueza e equitabilidade, qual das
duas áreas você espera que tenha maior diversidade?

Parte II- Explorando riqueza e curvas de acumulação de espécies

A segunda parte da prática se refere a discussão do efeito da herbivoria pelos bisões na


diversidade de espécies de plantas. Para tal, 7 parcelas com herbivoria (cada coluna é
uma parcela na planilha – em verde) e 7 sem herbivoria (cada coluna é uma parcela –
em amarelo) foram amostradas (planilha 1), de maneira a podermos comparar a
diversidade e riqueza entre as duas categorias. Repare que os valores de riqueza para
cada parcela já estão somados ao final das planilhas.

3) Baseado apenas nos dados de riqueza, o que você conclui do efeito da herbivoria
sobre a riqueza de plantas se apenas a parcela 1 de cada categoria fosse
comparada? A sua conclusão é diferente caso a comparação fosse feita apenas
entre os dados da parcela 3 de cada categoria? E apenas da parcela 6?

A partir da resposta, você teve ter percebido um dos problemas em medir e comparar a
riqueza de espécies; o esforço amostral tem um efeito muito grande na estimativa de
riqueza. Claramente, quanto maior o esforço, mais acurada é sua medida de riqueza de
espécies. OU seja, se você levar em conta um número pequeno de parcelas, pode
apresentar estimativas irreais de riqueza. Porém, é impossível amostrar todas as plantas
da área de estudo. Dessa maneira, devemos confiar em amostras menores que possam
representar o todo. Mas quando sabemos que nosso esforço foi suficiente e que nossa
amostra é uma boa representação do todo?

Para resolver esse problema, os ecólogos usam uma ferramenta chamada curva de
acumulação de espécies. Essas curvas plotam o número cumulativo de espécies
encontradas versus o número cumulativo de amostragens, ou o esforço amostral. Quanto
o crescimento da curva desacelera e atinge um platô, isso significa que o aumento do
esforço não contribui com o encontro de novas espécies de forma que nosso esforço
representa o todo.

Dessa maneira, vamos criar curvas de acumulação de espécies para a categoria com e
sem herbivoria (data na planilha 2a – sem herbivoria, e 2b –com herbivoria). Nas
planilhas, a coluna 1 contém apenas as espécies encontradas na parcela 1, a coluna 2
contém espécies encontradas após amostrar colunas 1 e 2, a coluna 3contém todas
espécies encontradas combinando colunas 1, 2 e 3 e assim por diante. Siga o roteiro
abaixo para construir as curvas:

4) Use os valores de riqueza em cada coluna para completar parte da planilhas


5) Com esses dados (esforço/colunas x riqueza) monte a curva de acumulação de
espécies para a planilha 2 a, e depois faça o mesmo para 2b.

Responda:

6) Um número adequado de amostras foi avaliado? Forneça evidências (gráficos e


texto) para corroborar sua resposta.
7) Usando a nova informação obtida, responda qual o efeito da herbivoria por
bisões na riqueza de espécies? Como voce explica o resultado encontrado?

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