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ARTE, OBJETO ARTÍSTICO, DOCUMENTO E INFORMAÇÃO EM MUSEUS

Lena Vania Ribeiro Pinheiro


Professora/pesquisadora do Programa de Pós-Graduação de Ciência da
Informação, IBICT/CNPq, ECO/UFRJ

1. INTRODUÇÃO

As questões discutidas neste trabalho têm sua origem nas atividades acadêmicas de
ensino e pesquisa: a primeira, ministrando aulas de História da Arte e de Comunicação e Arte
e, a segunda, coordenando o Projeto Lygia Clark, no Museu de Arte Moderna do Rio de
Janeiro, com o apoio do CNPq-Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico. Essas atividade foram reforçadas e abriram caminho para outras discussões,
quando do planejamento e implantação do sistema/rede IARA- Informação em Arte e Atividade
Culturais, na FUNARTE-Fundação Nacional de Arte.
Os desdobramentos dessas experiências culminaram, em 1995, com a formalização de
uma nova linha de pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, da
UFRJ-Universidade Federal do Rio de Janeiro e IBICT-Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia que, por sua vez, se estendeu até outra instituição de ensino, a UNI-RIO,
Universidade do Rio de Janeiro, com a orientação de dissertação sob esse enfoque, no
Mestrado de Memória Social e Documento, entitulada Acervos artísticos: proposta de um
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modelo estrutural para pesquisas em Artes Plásticas .

2. DOCUMENTO E INFORMAÇÃO EM MUSEUS DE ARTE

A história da documentação e informação em museus não pode ser dissociada das


bibliotecas de Arte, daí as abordarmos, para uma melhor compreensão do processo de
documentação em museu como um todo.
No exterior, a documentação em museus é reconhecidamente relevante, tanto que, entre
os comitês do ICOM destaca-se o CIDOC -Comitê de Documentação e, na Europa e nos
Estados Unidos, desenvolvem-se projetos cuja contribuição é inquestionável. A Fundação J.
Paul Getty desponta por seu pioneirismo na automação e na articulação de Informação e
História da Arte, com a criação do Programa de Informação em História da Arte (AHIP), tendo
como principal objetivo a implantação de um sistema de informação integrado, como apoio à
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pesquisa em História da Arte .
Na verdade, documentação e informação eram áreas de domínio das bibliotecas, nas
quais a visão de disseminação (serviços e produtos de informação) e de acesso está mais
presente, em função da atividade de pesquisa de seus usuários e como uma decorrência dos
avanços científicos e tecnológicos, principalmente após a segunda Grande Guerra e a
conseqüente avalanche de informações.
As bibliotecas, na sua evolução, transformaram-se em centros de
documentação/informação e, com as modernas tecnologias estruturam-se em sistemas ou
redes, daí a passagem do enfoque de armazenamento e preservação para o de disseminação
da informação.
Mas as bibliotecas de arte não eram muito conhecidas, existiam para uso de museus e
poucos estudantes, estando longe de ser consideradas como um novo campo para
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“bibliotecários treinados” e o sucesso de qualquer dessas bibliotecas era individual. Embora
essa afirmativa de Jane Wright date de 1908, o descompasso entre unidades de informação
de Ciências Básicas e Aplicadas e de Artes e Humanidades ainda permanece, principalmente
nos países não desenvolvidos. Esse problema reflete a visão parcial e fragmentada de

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desenvolvimento, que exclui ou não privilegia, nesse processo, Arte, Ciências Sociais e
Humanas. Devemos ressaltar os esforços da UNESCO nas políticas de informação, em
abordar, de forma integrada, como elos de uma mesma cadeia, as Ciências, no seu sentido
mais amplo.
As bibliotecas de arte são amplamente estudadas na publicação ”Art libraries and
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information services: development, organization and management” , em tópicos que vão desde
as bibliotecas de Arte como centros de informação, automação, coleção, recursos visuais,
formatos, serviços e pessoal, até os sistemas integrados locais, na sua interface com bases de
dados nacionais e internacionais, potencializando o acesso ao documento em âmbito mundial.

A emergência dos computadores e da automação em organismos de informação pode


ser considerada um fator de aproximação, integração e articulação, notadamente de
bibliotecas, museus e arquivos, pelas exigências de sistemas integrados ou redes e a
necessidade de metodologias, formatos, técnicas e tecnologias de processamento com essa
finalidade e visando a proporcionar um amplo intercâmbio de dados, daí a importância de
vocabulários controlados e tesausos, entre outros instrumentos, por mais avançadas que sejam
as novas tecnologias.
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Leonard WILL compara a missão de bibliotecas e museus e distingue os propósitos dos
museus, mais administrativos do que de recuperação da informação, pela não exploração do
objeto de museu como fonte de informação, daí a ausência de catálogos públicos
padronizados, recurso amplamento utilizado em bibliotecas.
Enquanto no exterior os principais museus posicionam-se na vanguarda das atividades
de documentação e informação, no Brasil estão ainda em estágio inicial de organização e
automação de acervos, com poucos exemplos nesse campo.

2.1 Iniciativas brasileiras de documentação e informação em museus

A situação da documentação e informação em museus, no Brasil, tem características


próprias de um país no qual memória, patrimônio, identidade cultural e preservação se inserem
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de forma muito frágil nas políticas públicas culturais. SCHEINER , ao traçar um amplo
panorama dos museus no Brasil, assinala, em sua trajetória, os grandes marcos e identifica as
principais dificuldades abordando, inclusive, problemas de formação dos museólogos. O alto
índice de analfabetismo e as grandes lacunas na educação da sociedade brasileira são
agravantes e limitam ou restringem a freqüência aos museus e o acesso às informações neles
existentes.
Consequentemente, os museus brasileiros, por longos anos, vêm enfrentando crises,
inclusive de manutenção, e avanços isolados não chegam a reverter o quadro geral.
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Para FERREZ e BIANCHINI , a Museologia brasileira tem investido pouco no museu
como sistema de informação que potencialize o conteúdo informacional dos objetos
museológicos e os aspectos de recuperação e disseminação da informação, ou melhor, o
objeto de museu como fonte de informação.
A visão de sistema de informação emerge da automação e dela decorre todo o instrumental
para recuperação e disseminação da informação.
A iniciativa pioneira de automação de acervos de Arte, no Brasil,é do Projeto Portinari,
que engloba toda a produção artística do grande artista plástico brasileiro, trabalho
independente e sob a liderança de seu filho, portanto, não vinculado a museu. No entanto, essa
experiência não tem sido registrada em trabalhos publicados em revistas ou apresentados em
congressos da área, o que limita o seu conhecimento por outros profissionais empenhados em
projetos de automação.
Em São Paulo, o Instituto Cultural Itaú produz bancos de dados da pintura brasileira dos
século XIX e XX e de memória fotográfica da cidade de São Paulo, também fora do âmbito de

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museus e dentro de uma “nova”entidade, o instituto/centro cultural, que proliferou no Brasil a
partir da década de 80.
Nos museus brasileiros, são tardios os projetos de automação, pois surgem no final dos
anos 80 e contam com recursos extra-orçamentários, como é o caso do SIMBA-Sistema de
Informação do Acervo do MNBA-Museu Nacional de Belas Artes e o Projeto Lygia Clark, no
MAM- Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O primeiro é desenvolvido com apoio da
Fundação Vitae e, o segundo, do CNPq, órgãos de fomento que mantêm equipes através de
bolsas de pesquisa e financiamnto de infra-estrutura computacional. O apoio decisivo e
louvável dessas instituições pode, no entanto, trazer um novo problema: a descontinuidade dos
trabalhos após o encerramento do financiamento, por insuficiência ou não capacitação em
processos automatizados dos recursos humanos de museus.
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Em trabalho apresentado ao CIDOC, em 1994, FERREZ et al enfatizam o papel do
MNBA, por representar “um autêntico panorama do desenvolvimento da arte brasileira, durante
o século XIX”, ao mesmo tempo em que identificam problemas de documentação/informação,
como o tratamento técnico variável em cada coleção do Museu, com a adoção de catálogos
separados e ausência de vocabulário controlado. O Projeto surge, então, com o objetivo de
transformar o MNBA “em genuíno e efetivo sistema de recuperação da Informação”, e tem
enfrentado dificuldades em chegar a um sistema adequado.
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Diferentemente do SIMBA, que abrange toda a coleção do MNBA, o Projeto Lygia Clark ,
como o próprio nome indica, é direcionado apenas à coleção dessa artista plástica, reunindo
documentos de biblioteca, arquivo e museu e tendo como objetivo principal o “levantamento e
organização do acervo especializado da artista, nos campos entrecruzados da Arte e da terapia
psicológica, para evitar a sua dispersão, promover o seu conhecimento e divulgar novas fontes
de pesquisa sobre a artista, o concretismo e a arte brasileira”. Portanto, o Projeto Lygia Clark
trabalhou apenas com uma pequena parcela do acervo do MAM, estava voltado mais para a
pesquisa propriamente dita e a sua automação foi uma consequência natural de sua evolução,
com a produção de três bases de dados: bibliográficos, factuais (exposições) e artísticos
(obras de arte).
Ambos os projetos apresentam como pontos positivos a produção e publicação de
trabalhos de pesquisa, relatos de experiências e metodologias para o registro de arte, inclusive
em eventos nacionais e estrangeiros.
Finalmente, uma iniciativa também recente, de 1993, o Pojeto IARA- Informação em Arte
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e Atividades Culturais, da FUNARTE-Fundação Nacional de Arte, cuja atuação envolve
artes plásticas e gráficas, artes cênicas, cinema, música, fotografia, dança, folclore e arte
popular, ópera e circo, tendo como objetivo maior “implantar um sistema nacional de
informações culturais e artísticas para coordenar, organizar, articular e disseminar dados, como
instrumento de apoio e estímulo ao desenvolvimentos de programas, projetos e atividades no
campo da Cultura e Arte”. Este Projeto encontra-se, atualmente, em fase de migração de
dados para o novo sistema (RISC), implantação de redes locais e entrada na INTERNET.
Não podemos deixar de destacar, ainda na FUNARTE, o Museu do Folclore Edson
Carneiro, no qual as informações já estão automatizadas, constituindo bases de dados
bibliográficos e de acervo museológico de Arte e Cultura Popular (Folclore), para registro de
peças. Nesse Museu, a atividade de pesquisa fundamenta as ações dos demais setores.

3. DOCUMENTAÇÃO, INFORMAÇÃO E PROCESSO DE ARTE EM MUSEUS

A documentação em museus origina-se do processo criativo da Arte, da mesma forma


que bibliotecas e centros de informação, em geral, lidam com “produtos” da Ciência e
Tecnologia, sejam dados, documentos ou informações. Já o objeto de trabalho dos museus são
as obras de arte e todo e qualquer documento ou informação a elas relacionado.

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Para a organização/estruturação, processamento técnico, recuperação e disseminação
de informação em Arte é essencial a compreensão do processo de criação artística, em si
mesmo, e a capacidade de representar e interpretar a obra de arte, no tempo e espaço, tarefa
árdua pela amplitude, complexidade e níveis de abstração inerentes à Arte, daí a exigêcia de
equipes multidisciplinares, basicamente formadas por profissionais de informação (museólogos,
bibliotecários, arquivistas, técnicos e cientistas da informação), historiadores da Arte e analistas
de sistemas.
A representação e, sobretudo, a interpretação de uma obra artística implica a sua
inserção temporal e espacial, conforme foi dito, na sociedade da qual é oriunda.Estão em jogo
conhecimentos, habilidades, técnicas e experiências diferenciadas, e múltiplos agentes que
interferem nesse processo: artistas, críticos, historiadores da arte, pesquisadores, museólogos,
galeristas, “marchands”, leiloeiros, colecionadores particulares e institucionais, editores de Arte
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e livreiros . E a tecnologia evidencia-se não apenas como uma ferramenta fundamental, mas
como fator de aproximação desses agentes que, reunidos, trazem constribuições particulares
dos seus saberes, na concepção de sistemas de informação adequados às singularidades do
documento ou obra de Arte.
Para o entendimento da complexidade que permeia a obra de arte é importante introduzir
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o pensamento de Walter Benjamim acerca das técnicas de reprodução, até para dimensionar
alguns do fatores intervenientes na sua representação e interpretação. Ele parte da
constatação de que “por princípio mesmo, a obra de arte foi sempre suscetível de reprodução.
Aquilo que alguns homens haviam feito, outros podiam refazer”. Essas técnicas, das quais são
precursoras a fundição e a impressão, vão gradativamente se multiplicando: “Com o século XX
as técnicas de reprodução atingiram um nível tal que, de agora em diante, elas não somente
poder-se-ão aplicar a todas a obras do passado e modificar de maneira muito profunda seus
modos de influência, mas também poder-se-ão impor elas próprias como formas originais de
arte”. Essas técnicas, de acordo com Benjamim, se de um lado permitem a aproximação da
obra com o espectador e ouvinte, por outro levam à perda do “hic et nunc” da obra de arte, isto
é, “ a unicidade de sua presença no próprio lugar onde ela se encontra”. Outras noções
introduzidas pelo autor em relação à obra de arte são autenticidade, aura e tradição, entre
outros. As técnicas de reprodução da obra de arte “...desprendem o objeto reproduzido do
domínio da tradição. Multiplicando os exemplares, elas substituem um acontecimento que só se
reproduziu uma vez por um fenômeno de massa”. Considerando a ascensão da mídia como um
quarto poder e a hegemonia dos computadores, com seus bancos de imagem e de som, a
reprodutibilidade da obra de arte exige dos sistemas de informação a integração e inter-relação
das informaões, de tal forma que possa representar a memória de cada obra artística, reunindo
as suas múltiplas formas e faces e refazendo toda a sua história.
Representação e interpretação são ações indissociáveis, portanto, uma vez que uma
depende da outra.
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A representação, segundo LINDSAY constitui-se de uma análise empírica (título, data,
tamanho, artista) e da descrição pré-iconográfica, análise iconográfica e interpretação
iconológica. Assim, as exigências interpretativas estão fortemente alicerçadas na História da
Arte.
Estudando outros autores, LINDSAY reúne quatro abordagens através das quais o
conhecimento de História da Arte desenvolve-se:
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- “de forma e estilo”, para “identificação e definição de estilos artísticos” ;
-”connaisseurship”, ou “estudo da personalidade artística de um artista individual ou de um
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grupo ou escola de artistas, conforme revelado em seus trabalhos’ ;
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-- iconográfica, “estudo da essência do assunto ou significado em arte” ; e
- da “história social da Arte, que interpreta um trabalho de Arte em termos das condições
sociais da sua criação e sobre as fontes que a arte tem em comum com outras atividades da
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sociedade” .

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O artigo de LINDSAY faz parte de um fascículo especial de Library Trends, intitulado
”Articulando objetos de Arte e Informação em Arte” que, de certa forma, abre perspectivas para
estudos nessa área.
Recentemente, em 1994, formalizou-se, nos Estados Unidos, a iniciativa nacional para
que as áreas de Humanidades e Arte, nas infovias (“information highways”), “...ganhem voz no
planejamento e desenvolvimento da infra-estrutura nacional de informação. Este é o plano mais
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divulgado para um sistema nacional de telecomunicações”. O relatório, no entanto, não pode
ser utilizado sem a autorização das instituições patrocinadoras (The Getty Art History
Information Program-AHIP, The American Council of Learned Societies e The Coalition for
Networked Information) e, por sua importância é mencionado neste trabalho, apenas como
informação.

4. PILARES DA DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO EM ARTE

O trabalho de documentação e informação em museus está forte e profundamente


assentado em cinco pilares:
- a implementação de pesquisas de Informação em Arte ou Informação Estética e o
funcionamento de núcleos de pesquisa em museus, como geradores de conhecimento;
- a articulação interna dos diferentes setores de museus, isto é, bibliotecas ou centros de
informação, arquivos, exposições, reserva técnica e outros;
- formação mais consistente e adequada dos museólogos, privilegiando a interdisciplinaridade
da área, quer seja por disciplinas com esse cunho, quer seja pela abordagem interdisciplinar
dos próprios cursos;
- a atuação de equipes multidisciplinares nas bibliotecas, centros de informação, arquivos e
demais setores, pela natureza do trabalho em museus; e
- implantação de sistemas de informação integrados e redes de comunicação, inclusive via
INTERNET.
Na pesquisa de informação em Arte são estudados os fundamentos teóricos e a natureza
da representação da informação em Arte, assim como a diversidade documental, com suas
singularidades, as questões da Arte e as características do modelo de sistema de informação
artística. A informação estética abrange o conteúdo informacional do objeto de arte, documento
em seu sentido mais amplo, oriundo de múltiplas manifestações e produções artísticas.
O núcleo de pesquisa é o motor propulsor da organização de acervos, pois o seu trabalho
repousa e é desenvolvido a partir de dados, documentos e informações do acervo cuja plena
utilização pressupõe a sua organização e fácil recuperação.
Os grupos de pesquisa devem, por sua vez, ser multidisciplinares, o que possibilita a
análise das obras de arte sob múltiplos olhares: da História da Arte, da Sociologia da Arte, da
Estética, entre outros campos.
O segundo pilar, a articulação interna dos setores do museus, é a base para a
concretização do quinto pilar, ou seja, o processo de automação, sob a forma de sistema de
informação integrado. Bibliotecas e centros de documentação arquivos, reserva técnica e
demais setores alimentam-se mutuamente, num ciclo de informação autofágico, pois cada um
desses setores necessita de informações dos demais e possui documentos ou objetos que
guardam estreita relação entre si. Um trabalho articulado que privilegie o intercâmbio de
informações, certamente contribuirá para análise, representação e interpretação de obras
artísticas mais ricas e completas.
O terceiro pilar diz respeito à formação profissional que hoje, no Brasil, está em crise,
como a educação em geral. Algumas universidades estão em processo de mudanças
curriculares, entre as quais a UNI-RIO, na qual o Curso de Museologia passa por
transformações que visam a sua adequação e formação menos pulverizada e mais consistente.
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Tanto que a Uni-Rio empreendeu, no final de 1995, um trabalho visando à constituição de um

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núcleo interdisciplinar para Museologia, Biblioteconomia e Arquivologia, de forma a estabelecer
pontos de contato disciplinares e até profissionais.
A atuação de equipes inter e multidisciplinares em bibliotecas, centros de informação,
arquivos, núcleos de pesquisa e demais setores de museus também contribuirá para minimizar
as lacunas de formação profissional das áreas envolvidas na documentação, ampliará os
horizontes profissionais, pela troca de conhecimentos e de experiência. No caso específico do
Brasil, onde a formação de profissionais de informação se dá em nível de graduação,
diferentemente dos Estados Unidos e outros países, equipes com tal formação desempenharão
um papel vital nas atividades de museus.
O último pilar é de caráter tecnológico, mas não menos importante, e refere-se à
implantação de sistemas de informação integrados e a inserção de acervos de museus em
redes de comunicação, via INTERNET.

5. BIBLIOGRAFIA

1. LIMA, Diana F. C. Acervos artísticos: proposta de um modelo estrutural para pesquisas em


Artes Plásticas. Rio de Janeiro: UNI-RIO, 1995. Dissertação de mestrado (Memória Social
e Documento)
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1988.
3. WRIGHT, Jane. Plea of the Art librarian. Public Libraries, 348-49,1908. apud BACKLAND,
Caroline.Foreword. In: Art libraries and information services: development, organization and
management. Orlando, Academic Press, 1986. p.xi-xiii
4. ART LIBRARIES AND INFORMATION SERVICES: development, organization and
management. Orlando: Academic Press, 1986. 343p.
5. WILL, Leonard. Museum objects as sources of information. Managing Information, v.l, n.1,
p.32-34, Jan.1994.
6. SCHEINER, Tereza C. Sociedade, cultura, patrimônio e museus num país chamado Brasil.
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Culturais, v.4, n.1, p.14-34. jan./jun. 1994.
7 FERREZ, Helena D. , BIANCHINI, Maria Helena S. Thesaurus para acervos museológicos.
Rio de Janeiro. Fundação Nacional Pró-Memória, Coordenadoria Geral de Acervos
Museológicos, 1987. 2v.
8. FERREZ, Helena D. et al. A brazilian experience in museum automation: the National
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9. PINHEIRO, Lena Vania R. et al. Proyecto Lygia Clark: experiencia brasileña en
automatización de acervo de Arte. Informatica 94. Congreso Internacional de Informática
en la Cultura, Habana, Cuba, febrero 1994.
10. PINHEIRO, Lena Vania R. IARA- Information on Art and Cultural Activities: the system
planning and implementation within the Brazilian context of information. 1994 Joint Annual
Meeting Automation Museums in the Americas and beyond. Sourcebook. Washington,
ICOM/CIDOC,Museum Computer Network, 1994. p.186-192.
11. PINHEIRO, Lena Vania R., VIRUEZ, Guilma, DIAS, Mauro. Sistema de Informação erm
Arte e Atividades Culturais (IARA): aspectos políticos, institucionais, técnicos e
tecnológicos. Ciência da Informação, v.23, n.3, p.327-334, set./dez. 1994.
12. BENJAMIM, Walter.A obra de Arte no tempo de suas técnicas de reprodução. In: Sociologia
da Arte, IV. Rio de Janeiro, Zahar, 1969. p.15-47.

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MARKEY, Karen. Access to iconographical research collection. Library Trends, v.37, n.,2,
p.154-74, Fall 1988.
14. ACKERMAN, James S., CARPENTER, Rhys. Art and Archeology. Englewood Cliffs, N.J.,
Prentice Hall, 1963 apud MARKEY, Karen, opus cit p.155
15 PANOFSKY, Erwin. Studies in the visual Arts. reprint apud MARKEY, Karen opus cit p. 155
16.HUMANITIES AND ARTS ON THE INFORMATION highways: a profile. Summer 1994.
Draft.
17. PINHEIRO, Lena Vania R. Em busca de um caminho interdisciplinar: proposta de núcleo
teórico e prático de disciplinas comuns aos cursos de Biblioteconomia, Museologia e
Arquivologia. Rio de Janeiro, UNI-RIO,1995. 28 p. Pré-publicação.

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