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Engenharia Civil - ESTRADAS

Engenharia Civil - Estradas 2017


ESTRADAS E PAVIMENTAÇÃO

ESTUDO DE TRÁFEGO

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ESTUDOS DE TRÁFEGO

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1. INTRODUÇÃO AO TRÁFEGO
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 No que diz respeito a uma rodovia, um dos principais


elementos que vai determinar as suas características
futuras é o tráfego que a mesma deverá suportar. O
projeto geométrico de uma estrada de rodagem é
condicionado, principalmente, pelo tráfego previsto
para nela circular

 O tráfego permite o estabelecimento da Classe de


Projeto da Estrada e o adequado dimensionamento
de todos os seus elementos. Assim, um dos principais
aspectos a considerar na Classificação Técnica das
Estradas é, certamente, o aspecto operacional, o
qual depende, basicamente, da demanda de
tráfego, ou seja, o seu volume de tráfego.

Necessidade de se conhecer o tráfego


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ESTUDOS NECESSÁRIOS PARA A
CONSTRUÇÃO DE UMA ESTRADA
 Estudos de tráfego;
 Estudos topográficos;
 Estudos geológicos e geotécnicos;
 Estudos hidrológicos;
 Projeto geométrico;
 Projeto de terraplenagem;
 Projeto de pavimentação;
 Projeto de drenagem;
 Projeto de obras de arte correntes;
 Projeto de obras de arte especiais;
 Projeto de viabilidade econômica;
 Projeto de desapropriação;
 Projetos de interseções, retornos e acessos;
 Projeto de sinalização;
 Projeto de elementos de segurança;
 Orçamento da obra e plano de execução;
 Relatório de impacto ambiental.
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} Tráfego
Pesado

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Utilização em Projeto Geométrico

Serra da Leba - litoral sul de Angola

Características geométricas do traçado em função das:


• leis do movimento,
• características de operação dos veículos,
• reação dos motoristas,
• segurança e eficiência das estradas e
• volume de tráfego.
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Projetos de Nº de Faixas, Interseções,
Retornos e Acessos:

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Necessidades Estruturais do Pavimento
9

PR 466 GUARAPUAVA – PITANGA


Jul.09
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Utilização em Dimensionamento
de Pavimentos
As características do tráfego afetam a
qualidade dos pavimentos

A avaliação do desempenho estrutural de pavimentos flexíveis deve


considerar:

 deformações plásticas ou permanentes


afundamentos das trilhas de roda
 deformações elásticas ou resilientes:
trincas por fadiga

NÚMERO N – Utilizado em Projetos de Dimensionamento de Pavimento.


Transformação de todos os eixos de uma frota em um eixo padrão de 8,2tf e
expandi-lo para o período de projeto
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PROJETO DE PAVIMENTO
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2. Manual de Estudos de Tráfego - DNIT

•Veículos Representativos
•Características do Tráfego
•Pesquisas de Tráfego
•Determinação do Tráfego Atual
•Determinação do Tráfego Futuro
•Determinação do Número “N”
•Capacidade e Níveis de Serviço

Disponível em:
http://www1.dnit.gov.br/arquivos_internet/ipr/ipr_new/manuais/manual_estudos_trafego.pdf

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ESTUDOS DE TRÁFEGO
• O objetivo dos estudos de
tráfego é obter, através de
métodos sistemáticos de
coleta, dados relativos aos
cinco elementos
fundamentais do tráfego
(motorista, pedestre, veículo,
via e meio ambiente) e seu
interrelacionamento.

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DEFINIÇÕES
 Tandem - dois ou mais eixos de um veículo que constituam um
conjunto integrado de suspensão, podendo quaisquer deles ser ou
não motriz.

 Velocidade Diretriz ou Velocidade de Projeto -


velocidade selecionada para fins de projeto, da qual se derivam os
valores mínimos de determinadas características físicas diretamente
vinculadas à operação e ao movimento dos veículos. Normalmente
é a maior velocidade com que um trecho viário pode ser percorrido
com segurança, quando o veículo estiver submetido apenas às
limitações impostas pelas características geométricas.

 Volume Médio Diário (VMD) - número médio de veículos


que percorre uma seção ou trecho de uma rodovia, por dia,
durante um certo período de tempo. Quando não se especifica o
período considerado, pressupõe-se que se trata de um ano.

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3. VEÍCULOS REPRESENTATIVOS
EM TRÂNSITO NO PAÍS 2002
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Os caminhões leves e médios vêm


sendo substituídos por caminhões de
maior porte, provocando estabilização
do número global de veículos de carga.
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Veículos adotados na
classificação do DNIT
Essa classificação é de grande utilidade para os
levantamentos de tráfego a serem
executados, já que permitem a estimativa de:
− números “N” utilizados nos projetos de pavimentos
flexíveis;
− intervalos de carga dos diferentes eixos utilizados no
projeto de pavimentos rígidos;
− valores ESALF utilizados nos estudos de avaliação
econômica feita com os sistemas HDM (Highway
Development and Management);
− receitas das praças de pedágio nas concessões
rodoviárias.

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VEÍCULOS REPRESENTATIVOS

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Código Alfanumérico
 No código adotado, o primeiro algarismo representa o número
de eixos do veículo simples ou da unidade tratora, enquanto
que o segundo algarismo, caso exista, indica a quantidade de
eixos da(s) unidade(s) rebocada(s).

Exemplo: 2S3 2
As letras significam: 3
 C = veículo simples (caminhão ou ônibus) ou veículo trator + reboque;
 S = veículo trator (cavalo mecânico) + semi-reboque;
 I = veículo trator + semi-reboque com distância entre-eixos > 2,40 m;
 J = veículo trator + semi reboque com um eixo isolado e um eixo em
tandem;
 D = combinação dotada de 2 (duas) articulações;
 T = combinação dotada de 3 (três) articulações;
 Q = combinação dotada de 4 (quatro) articulações;
 X = veículos especiais;
 B = ônibus.
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CAMINHÃO

19 Classificação do DNIT
CAMINHÃO TRUCADO RODOTREM
ROMEU E JULIETA

BITREM

TREMINHÃO

TRITREM

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TIPOS DE
ACOPLAMENTO

TIPO B
B-TRAIN ~ BITREM (BR)

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RESOLUÇÃO N.º 12, DE 6 DE FEVEREIRO DE 1998

 O Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN,


usando da competência que lhe confere o inciso I,
do art. 12, da Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997,
que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro – CTB,
estabeleceu, limites de dimensões e peso para
veículos em trânsito livre.
Art. 1º. As dimensões autorizadas para
veículos, com ou sem carga, são as
seguintes:
I – largura máxima: 2,60m;
II – altura máxima: 4,40m;
III – comprimento total:
a) veículos simples: 14,00m;
b) veículos articulados: 18,15m;
c) veículos com reboques: 19,80m.
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DIMENSÕES MÁXIMAS

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RESOLUÇÃO N.º 12, DE 6 DE FEVEREIRO DE 1998

Art. 2º. Os limites máximos de peso bruto total e peso bruto


transmitido por eixo de veículo, nas superfícies das vias
públicas, são os seguintes:
I – peso bruto total por unidade ou combinações de veículos: 45t;
II – peso bruto por eixo isolado: 10t;
III – peso bruto por conjunto de dois eixos em tandem, quando a
distância entre os dois planos verticais, que contenham os
centros das rodas, for superior a 1,20m e inferior ou igual a
2,40m: 17t;
IV – peso bruto por conjunto de dois eixos não em tandem,
quando a distância entre os dois planos verticais, que
contenham os centros das rodas, for superior a 1,20m e inferior
ou igual a 2,40m; 15t;
V – peso bruto por conjunto de três eixos em tandem, aplicável
somente a semi-reboque, quando a distância entre os três
planos verticais, que contenham os centros das rodas, for
superior a 1,20m e inferior ou igual a 2,40m: 25t;
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Cargas
Máximas

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Veículos Representativos

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6t 10t 6t 17t 25,5t

6t 17t
6t 17t 17t 17t

6t 17t 10t 10t 6t 17t 17t 17t 17t

6t 10t 25,5t 6t 17t 10t 10t 10t 10t

6t 17t 17t 17t 17t


6t 10t 10t 10t 10t

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RESOLUÇÕES RELATIVAS À CIRCULAÇÃO DE
COMBINAÇÕES DE VEÍCULOS DE CARGA (CVC)

 De um modo geral, veículos com mais de duas


unidades, incluída a unidade tratora, exigem
autorização especial para trafegar. O comprimento
máximo dos rodotrens e treminhões está limitado
pelas autoridades de trânsito a 30 m.
 A Combinação de Veículos de Carga – CVC não
poderá possuir Peso Bruto Total Combinado – PBTC
superior a 74 toneladas

Treminhão
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Rodotrem 2017
27

Tritrem – 9 Eixos – 74T

Bitrem – 7 Eixos – 57T

Rodotrem – 9 Eixos – 74T


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AUSTRALIAN
ROAD TRAINS

Com peso
bruto total
superior a 170
toneladas...
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Trens do asfalto

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4. CARACTERÍSTICAS DO
TRÁFEGO
Volume Médio Diário
 À média dos volumes de veículos que circulam durante 24 horas
em um trecho de via é dada a designação de “Volume Médio
Diário” (VMD)
Volume Horário
 Para analisar as variações do fluxo de tráfego durante o dia,
adota-se a hora para unidade de tempo, chegando-se ao
conceito de Volume Horário (VH): número total de veículos
trafegando em uma determinada hora.

Composição do Tráfego
 A corrente de tráfego é composta por veículos que diferem
entre si quanto ao tamanho, peso e velocidade. O
conhecimento da composição dos volumes é essencial.
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VARIAÇÕES DE TRÁFEGO

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Variação Horária
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Variações dentro da
hora de pico
As Horas de Pico, contendo os maiores volumes de veículos de uma via
em um determinado dia, variam de local para local, mas tendem a se
manter estáveis em um mesmo local, no mesmo dia da semana.

O valor FHP é sempre utilizado nos estudos de capacidade das vias.

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VEÍCULOS DEFINIDOS PARA ESTUDOS DE CAPACIDADE

Para estudos de capacidade pode ser


conveniente representar cada tipo de
veículo em unidades de carro de passeio
(UCP), ou seja, número equivalente de carros
de passeio que exerce os mesmos efeitos na
capacidade da rodovia que o veículo
referido.
Tabela de equivalência de veículos motorizados,
bicicleta, e veículos não classificados
Fator de equivalência em carros de passeio

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CAPACIDADES DE TRÁFEGO
 O Highway Capacity Manual - HCM 2000, manual de capacidade
americano, considera para Vias Expressas que a capacidade varia
de 2.400 UCP/h/faixa em vias com velocidade de fluxo livre de 120

km/h a 2.300 UCP/h/faixa para velocidade de 110


km/h.

Principal bíblia da Engenharia de Trânsito.

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VOLUME HORÁRIO DE PROJETO (VHP)
Projetar uma rodovia em condições ideais
consiste em planejá-la com características para
atender à máxima demanda horária prevista para
o ano de projeto, geralmente considerado como
décimo ano após a conclusão das obras
programadas.

 Em tal situação, em nenhuma hora do ano


ocorreria congestionamento. Em contrapartida, o
empreendimento seria antieconômico, pois a
rodovia ficaria superdimensionada durante as
demais horas do ano. Assim, o dimensionamento
da rodovia deve prever um certo número de horas
congestionadas e a decisão de qual número é
aceitável para a adoção do Volume Horário de
Projeto (VHP).
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Critério de 90ª hora Volume Horário de Tráfego medido
como percentagem do VMD
Essa relação foi
determinada para
rodovias rurais norte-
americanas e, apesar
de não corresponder
exatamente às condições
brasileiras, permite
avaliar a grande
uniformidade do
comportamento do
tráfego, já que vem se
mantendo através dos
anos com muito
fator K

pequenas alterações.
13 O valor de K = 8,5%
12
do VMD, tem sido
adotado como
representativo da
50ª Hora para
rodovias rurais em
que não se dispõe
de informações
mais precisas do
comportamento do
HORAS DO ANO ORDENADAS PELO VOLUME DE tráfego.
TRÁFEGO DECRESCENTE
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Volumes
máximos em
vias Rurais de
Pista Simples

BR 369 – Londrina - Ourinhos

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5. PESQUISAS DE TRÁFEGO
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CONTAGENS VOLUMÉTRICAS
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Determinar a quantidade, o sentido e a composição do fluxo de
veículos que passam por um ou vários pontos selecionados do
sistema viário, numa determinada unidade de tempo.

CLASSIFICAÇÃO
a) Contagens Globais
São aquelas em que é registrado o número de veículos que circulam por um trecho de via,
independentemente de seu sentido, agrupando-os geralmente pelas suas diversas classes. São
empregadas para o cálculo de volumes diários, preparação de mapas de fluxo e determinação de
tendências do tráfego.
b) Contagens Direcionais
São aquelas em que é registrado o número de veículos por sentido do fluxo e são empregadas para
cálculos de capacidade, determinação de intervalos de sinais, justificação de controles de
trânsito, estudos de acidentes, previsão de faixas adicionais em rampas ascendentes, etc.
c) Contagens Classificatórias
Nessas contagens são registrados os volumes para os vários tipos ou classes de veículos. São
empregadas para o dimensionamento estrutural e projeto geométrico de rodovias e interseções,
cálculo de capacidade, cálculo de benefícios aos usuários e determinação dos fatores de
correção para as contagens mecânicas.

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Locais de Avaliação de
Tráfegos
Na avaliação do tráfego
existente de uma estrada faz-se
contagens volumétricas em:
Postos Permanentes (contagem
24 horas por dia, o ano todo),
Postos Sazonais (contagem com
vista às safras, ao turismo, festas
regionais, etc) e
Postos de Cobertura (contagem
uma vez por ano, durante 48
horas, com vistas à determinação
do VMD).
* DETETORES ELETRÔNICOS
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Contagens
Manuais

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MÉTODO MANUAL
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Contagem Volumétrica Manual


PR 962 – Rolândia
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PLANILHA DE CONTAGEM VOLUMÉTRICA
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MÉTODOS AUTOMÁTICOS

Praça de Pedágio
ECONORTE
Jacarezinho/PR
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CONTAGENS AUTOMÁTICAS
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LAÇOS
INDUTIVOS

A contagem dos veículos é realizada


através de laços indutivos instalados na
pista http://www.panavideo.com.br/classpk.html
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RTMS = Remote Traffic Microwave Sensor
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Contagem volumétrica e
classificatória na rodovia
BR 116, entre os km 222 e
270 no Rio Grande do Sul

Em cada ponto foram instalados os equipamentos abaixo discriminados.


• Detector de veículos RTMS fabricado pela EIS.
• Unidade de armazenamento de dados RTC fabricado pela EIS.
• Painel solar fabricado pela Kyocera.
• Bateria estacionária fabricada pela Moura Clean.
• Gabinete IP65 fabricado pela Taunus e equipado pela Sinalisa. 7º WORKSHOP DER – ENGº Heterley Richter - Consilux
• Conjunto de 3 colunas de sustentação e suportes fabricado pela
Sinalisa.
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Contagem volumétrica e classificatória na rodovia BR 116, entre os km 222 e 270 no Rio Grande do Sul

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PESQUISAS DE ORIGEM E DESTINO
 MÉTODO DE ENTREVISTAS NA VIA
 entrevistas dos usuários feitas na própria via

 MÉTODO DE ENTREVISTAS A DOMICÍLIO


 estudo de tráfego urbano

 MÉTODO DE IDENTIFICAÇÃO DE PLACAS


 questionário com endereço para retorno.

 MÉTODO DE TARJETAS POSTAIS


 questionário com endereço para retorno.

 MÉTODO DE ETIQUETAS NOS VEÍCULOS


 etiqueta especial que é colocada no veículo no momento
em que ele entra na área em estudo, sendo recolhida
quando ele a abandona.

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Fichas de Pesquisas Origem e Destino
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Pesquisa de Velocidade Pontual
Radares Portáteis

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Postos de contagem / PR

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6. CORREÇÃO DOS DADOS DE UMA AMOSTRAGEM

Coeficiente de Variação Mensal e Fator de Variação Mensal (CVM –


FVM)
Coeficiente de Variação Mensal fornece o coeficiente do tráfego de
um determinado mês do ano, em relação ao tráfego médio do
ano.
Fator de Variação Mensal é o inverso do Coeficiente de Variação
Mensal
Coeficiente de Variação Semanal e Fator de Variação Semanal (CVS –
FVS)
Coeficiente de Variação Semanal fornece o coeficiente do tráfego
de um determinado dia da semana, em relação ao tráfego médio
da semana.
Fator de Variação Semanal é o seu inverso.
Coeficiente de Variação Horária e Fator de Variação Horária (CVH –
FVH)
Coeficiente de Variação Horária fornece o coeficiente de uma
determinada faixa horária de um dia, em relação ao tráfego total
do dia.
Fator de Variação Horária é o seu inverso.
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Amostras Completas
Cálculos do Coeficientes e Fatores de Correção
ANUAL SEMANAL

HORÁRIA

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VMDA – Volume Médio
Diário Anual
Valor médio de 365 dias de pesquisa.
Se o TMDA de uma rodovia é de 1.000 veículos, significa
que, em um ano, deverão ser registrados 365.000
veículos.

Fator de Correção:
OU OU

REGRAS DE CÁLCULO DO FATOR DE CORREÇÃO

•Caso a pesquisa seja realizada durante as 24 horas de cada dia, os valores de CVH ou FCH serão iguais a 1.
•Caso se realize 7 dias consecutivos de pesquisa, 24 horas diárias, soma-se os dados de todos os dias
dividindo-se por 7, a fim de se obter a média aritmética.
•Multiplica-se essa média aritmética pelo Fator de Correção (FC) , fazendo-se CVH e CVS ou FVH e FVS
iguais a 1.
•Caso não se conheça os valores dos Fatores de Variação da via em estudo, adota-se o de uma via correlata
que haja disponível.
•O número de veículos encontrado na pesquisa de campo multiplicado pelo Fator de Correção define o
tráfego atual que é chamado, então, de Tráfego Médio Anual (TMDA), ou Volume Médio Diário Anual (VMDA).

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7. Aplicação em Planejamento
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Contagem no DER/PR

VMD - 1 dia
0:00 – 23:59
terças e quintas
6 homens
Tráfego Pesado
JUN/AGO 2008

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VMD
RESUMO DE CONTAGEM DE TRÁFEGO

RODOVIA: PR-545 POSTO: 1


TRECHO: ENTR. PR-323 / 445 (WARTA) - ENTR. BR-369 (LONDRINA)
DATA DA CONTAGEM :10/7/2008

SENTIDO: ENTR. PR-323 / 445 (WARTA) - ENTR. BR-369 (LONDRINA)

Ônibus Caminhão carroceria Cavalo ou carroceria + carretas


HORA Passeio Motos
2 ex 3 ex 4 ex 2 eixos 3 eixos 4 eixos 3 eixos 4 eixos 5 eixos 6 eixos 7 eixos 9 eixos total
00:00 - 01:00 9 1 1 1 2 14
01:00 - 02:00 8 1 9
02:00 - 03:00 10 1 1 12
03:00 - 04:00 2 2
04:00 - 05:00 5 1 1 4 11
05:00 - 06:00 7 2 9
06:00 - 07:00 40 4 4 4 1 6 59
07:00 - 08:00 110 6 1 8 7 1 32 165
08:00 - 09:00 112 4 2 1 1 2 10 132
09:00 - 10:00 93 3 6 3 1 1 5 112
10:00 - 11:00 95 6 1 5 1 8 116
11:00 - 12:00 84 5 15 1 11 116
12:00 - 13:00 100 5 5 5 15 130
13:00 - 14:00 145 5 1 15 1 2 25 194
14:00 - 15:00 90 1 12 4 1 11 119
15:00 - 16:00 85 1 1 6 1 9 103
16:00 - 17:00 96 3 13 5 1 15 133
17:00 - 18:00 175 5 7 4 30 221
18:00 - 19:00 145 1 1 11 4 15 177
19:00 - 20:00 115 2 7 2 1 12 139
20:00 - 21:00 66 1 5 1 2 75
21:00 - 22:00 35 1 2 3 3 5 49
22:00 - 23:00 40 2 2 1 1 3 49
23:00 - 24:00 10 2 1 1 6 20
Total 1677 55 8 0 131 47 2 6 0 3 3 7 0 227 2166

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DER/PR
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MAPA DE TRÁFEGO DO PARANÁ – 2008
MALHA DER/PR
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8. Aplicação em SEGURANÇA RODOVIÁRIA
Índices de Acidentes e Mortos
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Num. Acid. x 106


IA =
VMD x L x T
ACIDENTES POR MILHÃO DE QUILÔMETROS RODADOS

Num. Mortos x 108


IM =
VMD x L x T
MORTES POR CEM MILHÕES DE QUILÔMETROS RODADOS

O Índice de Mortos é obtido por meio de uma


fórmula internacional que considera o número
de vítimas fatais, a extensão da malha viária e o
http://www.artesp.sp.gov.br/ VMD - volume diário médio de veículos da rodovia.

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Contagem de Tráfego – Índices de
Acidentes
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Gerência de Obras e Serviços - Concessão Rodoviária –


Lote 1

RODOVIAS PEDAGIADAS
1 DIA
12 HORAS
07:00 – 19:00
TERÇAS E QUINTAS
JUN/AGO - 09

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Índices de Acidentes e Mortos
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Referências
Notas de Aula: Carlos Augusto Uchôa da Silva. Universidade Federal do Ceará – UFC, Centro de Tecnologia – CT,
Departamento de Engenharia de Transportes – DET disponível em
http://www.topografiageral.com/Curso/Download/Capitulo%2002.pdf em 02.08.09
Noções de Topografia Para Projetos Rodoviários disponível em
http://www.topografiageral.com/Curso/Download/Capitulo%2002.pdf em 02.08.09
DNIT. Edital de Licitação – Apresentação de Audiência Pública de Adequação, Melhoramento e Restauração da
Rodovia BR-262/MG disponível em
http://www.dnit.gov.br/menu/servicos/editais_DNIT/arquivo/apresentacao_BR-262-MG.pdf em 08.08.09
DNIT. Manual de Estudos de Tráfego. Ministério dos Transportes. Publicação IPR 723. Departamento Nacional de Infra-
Estrutura de Transportes. 2006 disponível em
http://www1.dnit.gov.br/ipr_new/..%5Carquivos_internet%5Cipr%5Cipr_new%5Cmanuais%5Cmanual_estudos_traf
ego.pdf em 02.08.09
GRECO, J. A.S. Cargas Rodoviárias e Tráfego. Apostila Disciplina Construção de Estradas e Vias Urbanas- UFMG
http://etg.ufmg.br/~jisela/pagina/cargas%20rodoviarias%20e%20trafego.pdf em 02.08.09
Estudos publicados sobre Combinações de Veículos de Cargas disponível em
http://www.guiadotrc.com.br/Guiabitrem/bitrem.asp em 02.08.09
CONTRAN – Conselho Nacional de Trãnsito – Resolução nº 12/98 – Dispõe sobre peso e dimensões, em
http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/resolucao012_98.doc em 08.08.09
Revista O CARRETEIRO, Edição 409, Internacional - Trens do asfalto disponível em
http://www.revistaocarreteiro.com.br/modules/revista.php?recid=624&edid=57 em 08.08.09
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil. Estudos de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal
do Paraná (UFPR) disponível em http://www.dtt.ufpr.br/Trafego/Arquivos/TranspBCap01.pdf em 02.08.09
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Richter, Heterley. Apresentação de Contagem Volumétrica e Classificatória na BR 116. 7º Workshop – DER/PR.
EIS Electronic Integrated Systems, Apresentação www.rtms-by-eis.com disponível em
http://ntl.bts.gov/lib/10000/10000/10041/EIS1.pdf em 08.08.09
http://www.artesp.sp.gov.br/

Engenharia Civil - Estradas 2017

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