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PASTOR DE UMA CIDADE! A PARTIR DE UMA IGREJA! 16.

13-34

Grande Ideia: A chegada do evangelho em uma cidade muda as estruturas sociais e


estabelece um ambiente de libertação sem precedentes.

Contexto: Filipos se apresenta como uma cidade estratégica para o avanço do


evangelho na região. E Paulo e Silas iniciam o seu ministério de apoio a um grupo de
irmãs na casa de Lídia, mas depois por conta da divina providência acabam ganhando
mais uma família para Jesus: a do carcereiro da prisão local.

- O evangelho em Filipos:

“A cidade de Filipos recebeu este nome em homenagem a Filipe, pai de Alexandre, o


Grande. Era uma cidade predominantemente grega e, geograficamente, a primeira
cidade da Macedônia, sendo colônia romana, nos tempos do Novo Testamento (Atos
16.12). Possuía templos a Baal e Astarte (a esposa de Baal, no paganismo oriental),
segundo informações históricas. Parece que não havia muitos judeus na cidade, porque
não há registro de uma sinagoga. Tanto que Paulo encontrou um grupo de mulheres
judias piedosas, em oração, junto a um rio (Atos 16.13). A igreja em Filipos teve sua
origem em um projeto missionário, após uma visão de Paulo de que deveria ir para
aquela região: Atos 16.9-12.”

01. A igreja em Filipos em seu nascedouro: a casa de Lídia. vv. 13-15

(a) Deus muda a agenda de Paulo: ao invés da Ásia (Bítinia), ele teria de ir à Europa
(Filipos).

(b) Em Filipos, um grupo de mulheres reunia-se à beira de um rio.

(c) Lídia era sensível ao evangelho que ela já vinha ouvindo há algum tempo.

(d) Sua conversão foi suave e tranquila: “o Senhor lhe abriu o coração para entender
às coisas que Paulo dizia”.

(e) Seu batismo marcou a plantação daquela igreja, em uma colônia romana de
destaque à época.

(f) Houve então um “santo constrangimento” para que Paulo e sua equipe
estivessem sendo hospedado em sua casa.

(g) Um início modesto, mas que terá desdobramentos interessantes na obra e


impactos na vida do apóstolo.

Filipenses 1:3-11
3 - Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós,
4 - Fazendo sempre com alegria oração por vós em todas as minhas súplicas,
5 - Pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora.
6 - Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a
aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;
7 - Como tenho por justo sentir isto de vós todos, porque vos retenho em meu coração,
pois todos vós fostes participantes da minha graça, tanto nas minhas prisões como na
minha defesa e confirmação do evangelho.
8 - Porque Deus me é testemunha das saudades que de todos vós tenho, em entranhável
afeição de Jesus Cristo.
9 - E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o
conhecimento,
10 - Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo
algum até ao dia de Cristo;
11 - Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de
Deus.

02. A igreja em Filipos em seu nascedouro: a jovem escrava. vv. 16-18

(a) Era uma jovem escrava de Satanás.

- De acordo com Plutarco, os "puthones" (homens de Piton) eram ventríloquos. A


escrava de Filipos havia sido treinada, por seus senhores, para fazer alocuções
oraculares, por meio do ventriloquismo. Usavam-na desta maneira para obter lucro.
(Broadman)

- Lucas reconhece que a escrava tem um espírito que a capacita a ler a sorte e predizer o
futuro. Não há dúvida de que este caso é um exemplo de possessão demoníaca. Pelo
fato dela poder "profetizar", ela está em grande demanda e provê renda lucrativa para
seus senhores. A escrava se comporta como os endemoniados na presença do Senhor
(Mc 1:24; Lc 4:41; Lc 8:28). (http://amandoalmas.blogspot.com.br/2010/07/libertacao-
de-uma-pitonisa-at-1616-18.html)

(b) Seu estado de endemoniamento dava lucros a seus senhores.

(c) Os demônios costumam dar lucros a pessoas estratégicas de uma região, com
isso eles estabelecem uma base na cidade.

(d) O que o demônio falava através dela era de fundo verdadeiro, mas poderia
antecipar o tempo de perseguição sobre os apóstolos.

(e) Paulo perturbou-se com o estado daquela moça.

- diaponeo: estar preocupado, descontente, ofendido, aflito, estar ocupado.

(f) O nome de Jesus mais uma vez entra em ação, para providenciar libertação.

(g) Paulo expulsa o demônio da mulher e cria uma “crise social”.

03. A igreja em Filipos em seu nascedouro: o carcereiro. Vv.19-34

(a) Os protestos por conta da libertação da mulher endemoninhada culminam na


prisão arbitrária de Paulo e Silas. Acusação: perturbação da ordem pública e
proseletismo.
(b) Eles levam vários açoites: curiosamente o apóstolo Paulo não se utiliza de sua
prerrogativa como cidadão romano. Havia uma obra maior a ser feita com ele na
prisão!

(c) Em meio a um ambiente macabro, Paulo e Silas fazem surgir luz em meio às
trevas daquela fétida prisão: o louvor que exalta o libertador!

(d) Olha o drama! Nas palavras de John Piper:

Ali eles estavam a tarde toda e noite adentro, em território estrangeiro, sem advogados
na câmara da cidade, com as costas expostas a infecção, rodeados pela escuridão,
tremendo de frio, incapazes de ajustar sua posição, a centenas de milhas de distância de
casa e sua invasão na Macedônia mal havia começado. Qual é a resposta deles?

"Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus" (Atos
16:25). Adoração em tempos de guerra! Que cena! Escute-os! Eu ouço Paulo orando,
"Senhor Soberano, que fez os céus e a terra e o mar e tudo o que neles há, os Gentios
estão furiosos, mas em vão. O Senhor reina.”... "Silas, comece. Vamos cantar a canção
de Isaías, aquela que nós memorizamos no barco:"

Quão amáveis sobre as montanhas


são os pés daquele,
Que trás as boas novas, boas novas,
Anunciando paz,
proclamando novas de felicidade
O nosso Deus reina. Nosso Deus reina.
O nosso Deus reina. Nosso Deus reina.
Nosso Deus reina!
Nosso Deus reina!

"E de repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão."


(http://pensador.uol.com.br/autor/john_piper/3/)

(e) O carcereiro se coloca na posição de um desesperado por um grande salvador, e


Paulo apresenta Jesus.

- Seu caso (carcereiro) é típico do homem aviltado, deprimido e aviltado, deprimido e


degradado, que precisa sempre do evangelho. (Charles Erdman)

(f) Ele precisava crer, apenas isso!

- Ele (o carcereiro) precisava crer no Senhor Jesus. A mensagem de salvação é simples


assim: não seguir ritos ou credos, mas crer no único Salvador e dedicar-se ao único
Senhor. Ela é aplicável em qualquer situação e a qualquer pessoa. (Broadman)

(g) A demonstração vívida da salvação daquele homem foi o fato de que agora ele
lava os vergões do seu prisioneiro.

(h) A igreja em Filipos consegue mais uma família para seu rol de membros e mais
uma casa para servir à igreja.
- Mais um verdadeiro teste da comunhão cristã é a disposição de nos assentarmos e
comermos com pessoas as mais diversas, sem distinção de raça, classe ou condição
social.

(i) Olha a ênfase: “pôs-lhes a mesa”.

(j) Por fim:

- J.A. Motyer diz que a formação da igreja de Filipos mostra três questões importantes.
Do ponto de vista humano, a igreja nasceu a partir da oração, pregação e compromisso
sacrificial com a obra de Deus. Do outro ponto de vista, a formação da igreja é uma
obra de Deus. É Deus quem abre o coração, liberta o cativo e abre as portas da prisão é
as recamaras da alma. Finalmente, a formação da igreja tem a ver com batalha
espiritual. É um confronto direto às forças ocultas das trevas.

(k) Perguntas aplicativas:

(a) As mulheres de nossas igrejas são mais dadas à oração do que aos encontros de
confraternização?

(b) Tenho tido sensibilidade espiritual para discernir que nem toda proclamação
pública a respeito de Jesus vem dele? Que há o “espírito de adivinhação”?

(c) Em uma situação de penúria, semelhante à de Paulo e Silas, eu oraria e cantaria


hinos a Deus?

(d) Qual tem sido o meu testemunho diante dos impropérios da vida?

(e) Temos sido uma igreja que “lava as feridas” de seus mártires?

Ilust. Um pastor amigo, observando a sua própria trajetória através do livro Avalie a sua
vida, de Wesley Duewel, desabafou anos atrás em uma carta: "Os aplausos levaram-me,
durante anos, a pensar que tudo estava bem. Saía-me muito bem enquanto estava
debaixo dos holofotes; comunicava-me com diversos grupos e era admirado por minha
audácia na pregação. Muitos passaram a seguir o meu exemplo. Vários me diziam:
‘Desejo ser como você’. Não precisei orar muito para que o Espírito Santo me
direcionasse para os pecados e falhas em meu caráter. Usava exemplos que não
condiziam com a verdade; utilizava livremente o púlpito para atacar os grupos
antagônicos ao meu ministério e escondia a depressão da minha mulher, provavelmente
devido a meu comportamento arredio e soberbo em casa, para que não fosse passivo de
crítica. Eu possuía todos os elementos para cair e permanecer prostrado. Louvado seja
Deus por um dia que tirei para reavaliar a minha vida!”

Este pastor amigo percebia, entre outras coisas importantes, que nenhum homem vai
além da sua integridade. E entendia o perigo de se construir um ministério ou mesmo
uma reputação que não possua um caráter íntegro como fundamento. Nas palavras do
próprio Duewel, "a única vida digna de ser vivida é aquela vivida para Deus" – e é neste
íntimo relacionamento que perceberemos que somente uma boa semente trará bons
frutos. (http://www.lideranca.org/cgi-
bin/mods/apage/apage.cgi?f=chamados.html&apdir=destaques)