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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA _____ VARA DO

TRABALHO DA COMARCA DE PALMAS/TO.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, brasileira,
casado, Farmacêutica, portadora da CTPS nº xxxxxxxxxxxxxxxxxxx,
série 001-0/TO, devidamente inscrita no CPF sob o nº
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx e no PIS nº xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, nascida
em 07/09/1986, filha de xxxxxxxxxxxxxxxx, residente e domiciliado na
Rua xxx, QD xxx, LT xxxxxx, AUREN III, nesta cidade de Palmas/TO,
CEP: xxxxxxx, por seus advogados que esta subscrevem (doc. 01), com
endereço profissional mencionado no cabeçalho desta, onde receberá
intimações, vem à presença de Vossa Excelência com fulcro nos artigo
841 da CLT c/c 319 do CPC, propor a presente:

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA

Em face de DROGARIA ULTRA POPULAR PALMAS


XXXXXXXXXXX, pessoa Juridica de direito privado, devidamente inscrita
no CNPJ sob o nº XXXXXXXXXX, com endereço para NOTIFICAÇÃO na
Avenida Prefeito João de Sousa Lima, nºXXXXX em Araguaina - TO
Centro CEP: 77XXXX-040 (XXXXXXXX), pelos motivos de fatos e
direitos a seguir expostos:

I - DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA

End.xxxx Sul, Av. LO-27, Lote xxxxx CEP: 77.024-xxxx - Palmas-TO


A assistência judiciária engloba o teor da justiça
gratuita, a justiça gratuita pode ser reconhecida em qualquer fase
processual, consoante ao teor do art. 6º da lei 1.060/50 (OJ 269, SDI-I).

O Reclamante pleiteia a Assistência Judiciária em


vista da sua condição de insuficiência econômica, por isso posto, não
pode arcar com custas e taxas processuais sem prejuízo do seu próprio
sustento, diante disso e do que preleciona a Constituição Federal em seu
artigo 5º, inciso XXXV garante a todo o cidadão brasileiro o acesso total
ao aparelhamento judiciário.

Consoante aos termos do art. 14, § 1º, da Lei


5.584/1970, de todo o teor das Leis 1.060/50 e 7.115/1983 e do art. 790,
§ 3º, da CLT, a reclamante declara (declaração em anexo) para os
devidos fins e sob as penalidades da Lei, ser pobre, encontrando-se em
dificuldade financeira e não possuindo condições de arcar com o
pagamento de custas e demais despesas processuais sem prejuízo do
próprio sustento, pelo que requer os benefícios da justiça gratuita.

II - DOS FATOS

Do Contrato de Trabalho

Ingressou a Reclamante aos préstimos da Reclamada


em 24 de março de 2015, tendo sido dispensada imotivadamente aos 13
de maio de 2016, laborando sem após a dispensa sem a CTPS assinada
ate a data de 31/10/2016.
A reclamante foi admitida para exercer a função de
FARMACEUTICA, no estabelecimento comercial da Reclamada, mediante
a remuneração salarial ultima no valor de R$ 3.434,40 (Tres Mil
Quatrocentos e Trinta e Quatro Reais e Quarente Centavos) mensais
conforme holerites e TRCT juntados a inicial (Anexo I).

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No inicio do pacto laboral a Reclamante cumpria
jornada de trabalho das 08:00 as 18:00 com uma hora de intervalo para
descanso e refeição. Logo no segundo mês de vinculo passos a laborar
das 09:00 as 19:00 com uma hora para refeição e almoço. No mês de
Dezembro de 2015, com a dispensa dos demais colegas a Reclamante
passou a trabalho somente com o gerente do estabelecimento, ocasião
em que passou a cumpri jornada diária das 07:00 as 19:00 sem intervalo
para descanso e refeição.

Sobre a jornada mencionada a Reclamante jamais


recebeu qualquer valo a titulo de hora extraordinária, o que desde já se
requer.

Ocorre excelência que a Reclamada demitiu


imotivadamente a Reclamante e ate a presente data não efetuou o
pagamento das verbas rescisórias a Reclamante, explica-se, no momento
da rescisão em sindicato, a Reclamada transferiu o valor de R$ 7.508,82
(sete mil quinhentos e oito reais e oitenta e dois centavos) (doc. Anexo).
Ocorre que a Reclamada obrigou a Reclamante devolver os
referidos valores, alegando, que devolveria os referidos valores em no
Maxímo dez dias, bem como o a recontrataria, assim, confiando na
palavra de sua gerente que receberia os valores e ainda seria readmitida,
a Reclamante devolveu os valores recebidos em duas operações sendo
uma no valor de R$ 2.478, 82 e outra no valor de R$ 5.000,00, totalizando
a importância de 7.478,82 (sete mil quatrocentos e setenta e oito reais e
oitenta e dois centavos).

A Reclamante buscou de todas as formas a satisfação


do debito pela Reclamada restando frutífera suas tentativas conforme se
verifica nas conversas de whatsapp (anexo) não restando outra opção
senão recorre a essa especializada na tentativa de ter seu direito
garantido

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III - DO VÍNCULO DE EMPREGO NO PERÍODO DE 24/03/2015 A
31/10/2016:

A Reclamada com intuito de fraldar os ditames


contidos na CLT e sem duvida na tentativa de suprimir direitos da
Reclamante, ao efetuar um pseudo desligamento da Obreira na data de 13
de maio de 2016, conforme já informado, exigiu que mesma depositasse
em devolução os valores pagos a titulo de verbas rescisórias para que a
mesma continuasse a continuar trabalhando sem a CTPS assinada e sem
o recolhimento do deposito fundiário e o pagamento das contribuições
previdenciárias.

Após a demissão a Reclamante continuou a trabalhar


normalmente aos préstimos da Reclamada, agora sem carteira assinada.
A Reclamante constantemente cobrava da Reclamada o dinheiro das
verbas rescisórias e esta a informava que iria pagar na próxima semana,
e isso se perdura até os dias atuais.

Em que pese a habitualidade, onerosidade,


pessoalidade e subordinação, a Reclamada deixou de assinar a CTPS
obreira, não tendo reconhecido o vínculo de emprego da Autora após a
data de suposta rescisão.

Desta forma, resta caracterizado o vínculo de


emprego mantido entre as partes, vigente no período de 24 de março de
2015 a 31 de Outubro de 2016.

Como precisava trabalhar, submeteu-se às condições


da empregadora, tendo, trabalhado por 04 meses depois que verificou
que todos os seus direitos estavam sendo suprimidos não restou

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alternativa que não afastar-se do trabalho sem contudo receber nenhum
valor a titulo de verbas rescisórias.

Ante todo o exposto, requer a Autora a retificação da


CTPS da Autora, para que conste a admissão em 24 de março de 2015 a
31 de outubro de 20016.

Requer, ainda, o pagamento das verbas relativas ao


período sem registro, como férias + 1/3, 13º salário, FGTS +40%.

IV - DAS HORAS EXTRAORDINARIAS

A Reclamante fora admitida para laborar jornada


diária de 08 (oito) horas, compreendida entre as 08h00min as 18h00min,
com duma horas diária de intervalo, que raramente ocorria, uma vez que
logo no segundo mês de vinculo passou a labora em jornada diária das
09:00 as 19:00 com apenas uma hora para descanso.

A parti do mês de Dezembro de 2015 com a dispensa


dos demais colegas passou a laborar das 07:00 as 19:00 tendo seu
intervalo para descanso e refeição totalmente suprimindo vez que passou
a laborar somente com o gerente no estabelecimento da Reclamada.

E assegurada constitucionalmente a jornada de


trabalho de 8 horas diárias e 44 horas semanais para os trabalhadores
urbanos, sendo que qualquer trabalho acima do fixado na CF importará
em prorrogação da jornada, devendo o empregador remunerar o serviço
extraordinário superior, no mínimo, em 50% à hora do normal, consoante
prevê o art. 7º da CF, abaixo transcrito.

"Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de


outros que visem à melhoria de sua condição social: (...)

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XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no
mínimo, em cinqüenta por cento à do normal;"

Estabelece, também, o art. 58 da CLT: "A duração


normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada,
não excederá de 8 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado
expressamente outro limite".

Diante da leitura dos artigos supramencionados,


conclui-se que toda vez que o empregado prestar serviços após esgotar-
se a jornada normal de trabalho haverá trabalho extraordinário, que
deverá ser remunerado com o adicional de, no mínimo, 50% superior ao
da hora normal.

No caso em apreço, verifica-se que a Reclamante


cumpria diariamente a parti do segundo mês de trabalho 1 (uma) horas
extraordinárias ate o mês de Dezembro de 2015, quando passou a laborar
extraordinariamente em 04 (quatro) horas extraordinaria, sendo que a
Reclamada jamais lhe efetuou o pagamento por tal labor extraordinário
tampouco seus reflexos em sua rescisão contratual, valores estes que faz
jus a Reclamante em receber, conforme demonstrado acima.

V - DA SUPRESAO INTERVALO INTRAJORNADA

A parti do mês de Dezembro de 2015 a


Reclamante, não gozava do intervalo mínimo de uma hora para sua
refeição e descanso, vez que, trabalhando acima de 04 horas diárias em
atendimento a pessoas, não podendo deixar o local sequer para lanchar
ou descansar.

Destarte, a teor do que dispõe a CLT, deverá a


Reclamada remunerar a hora que deixou de conceder a Reclamante.

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Art.71 Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6
(seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para
repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma)
hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário,
não poderá exceder de 2 (duas) horas.

§ 4. Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto


neste artigo, não for concedido pelo empregador, este ficará
obrigado a remunerar o período correspondente com um
acréscimo de no mínimo cinqüenta por cento sobre o valor da
remuneração da hora normal de trabalho.

Cumpre registrar que o Egrégio Tribunal Regional do


Trabalho, 3ª região, recentemente apreciou matéria idêntica, entendendo
por garantir, de forma inequívoca o direito dos trabalhadores, senão
vejamos:

EMENTA: INTERVALO PARA REFEIÇÃO E DESCANSO.


FRUIÇÃO EM PERÍODOS RÁPIDOS E INTERMITENTES.
PAGAMENTO COMO EXTRA. Restando patente através da
prova oral, que mesmo quando o autor fruía de tempo para
uma "rápida refeição", tinha ele que parar para atender
clientes, conclusão a que se chega também do depoimento
pessoal do preposto do reclamado, reputo como não
alcançado o objetivo da norma inserta no art. 71
Consolidado, vez que se não tinha o autor tempo disponível
sequer para fazer uma rápida refeição, óbvio que não tinha
tempo para descansar das atividades do primeiro período
laborado. Portanto, confessado em defesa o direito a
fruição de 02 (duas) horas diárias, e já tendo sido deferido
o pagamento de 01 (uma) diária ao título em reexame,
impõe-se acrescer à condenação o pagamento de mais 01
(uma) hora diária a título de intervalo para repouso e
alimentação não fruído, na conformidade do vindicado.
(TRT 3ª R. - 5T - RO/21420/00 - Rel. Juíza Márcia
Antônia Duarte de Las Casas - DJMG 31/03/2001
P.35). (grifos e destaques nossos)

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Registre-se ainda que esta questão, encontra-se sedimentada
pela sumula 05 do nosso Egrégio Tribunal Regional do Trabalho:

SUMULA 05 : FONTE: DJMG 25.11.2000, 29.11.2000,


30.11.2000 e 01.12.2000
CATÁLOGO: INTERVALO PARA ALIMENTAÇÃO E
DESCANSO
TEXTO: "INTERVALO PARA ALIMENTAÇÃO E DESCANSO
NÃO GOZADO.
O intervalo para alimentação e descanso não concedido, ainda
que não tenha havido elastecimento da jornada, deve ser
remunerado como trabalho extraordinário, com o adicional de
50% (cinqüenta por cento). Inteligência do art. 71, § 4º da
Consolidação das Leis do Trabalho."

Inclusive, deve-se ressaltar que também no âmbito


do Egrégio Tribunal Superior do Trabalho, esta matéria, atualmente, já se
encontra pacificada, sedimentada no teor da Orientação jurisprudencial
307 da SDI – I:

307. INTERVALO INTRAJORNADA (PARA REPOUSO E


ALIMENTAÇÃO). NÃO CONCESSÃO OU CONCESSÃO
PARCIAL. LEI Nº 8.923/94. DJ 11.08.03
Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão total ou
parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e
alimentação, implica o pagamento total do período
correspondente, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre
o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71
da CLT).

Assim, de acordo com as argumentações supra, e o


que será provado na instrução processual, resta incontroverso, data
vênia,o direito do reclamante a remuneração de uma hora extra por dia,
com acréscimo de 50%, relativo ao intervalo para repouso ou
alimentação, não gozado, conforme preconiza o artigo 71, §4º da CLT e a
pacífica jurisprudência dos Tribunais.
.

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VI– DAS VERBAS RESCISORIAS

VI.1 - Do Saldo De Salário

Dado ao fato da dispensa imotivada ter ocorrido na


data de 13.05.2016, a Reclamante faz jus a receber o saldo de salario do
mês trabalhado de maio.

Assim estabelece o Artigo 76 da CLT:

Art. 76 - Salário mínimo é a contraprestação mínima devida


e paga diretamente pelo empregador a todo trabalhador ,
inclusive ao trabalhador rural, sem distinção de sexo, por dia
normal de serviço, e capaz de satisfazer, em determinada época
e região do País, as suas necessidades normais de alimentação,
habitação, vestuário, higiene e transporte.

Desta feita, requer a condenação da Reclamada ao


pagamento do saldo de salário de 13 (treze) dias do mês de março, que
deverá ser devidamente atualizado até a data do efetivo pagamento.

VI.2 - Do Aviso Prévio Indenizado

O aviso prévio prescinde de forma especial, podendo


ser dado verbalmente ou por escrito.

È importante respeitar o prazo mínimo de 30 dias


previsto no art. 7º, XXI da CF/88.

Art. 7º XXI - aviso prévio proporcional ao tempo


de serviço,
sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da
lei;

Ressalte-se que a nova lei do Aviso Prévio determina que:

Art. 1º O aviso prévio, de que trata o Capítulo VI do Título IV


da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo
Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, será concedido

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na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até
1 (um) ano de serviço na mesma empresa.

Parágrafo único. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão


acrescidos 3 (três) dias
por ano de serviço prestado na mesma empresa , até o
máximo de 60 (sessenta) dias,
perfazendo um total de até 90 (noventa) dias.

A funcionário trabalhou pouco mais de 01 (um) ano


para a Reclamada e fora dispensada imotivadamente na data de
13.05.2016, Desta feita, Requer-se o pagamento do Aviso Prévio
trabalhando de 33 dias, levando-se em consideração o salario
acrescido do adicionais recebidos mensalmente.

VI.3 - Das Férias + 1/3

O vínculo da Reclamante com a Reclamada se deu


entre 24/03/2015 a 13/05/2016 – incluindo o aviso prévio de 33 (Trinta
e Tres) dias, fazendo jus o Reclamante ao recebimento de Férias
integrais acrescidas de 1/3, conforme disposto no art. 137 da CLT,
acrescidas de 1/3.

Assim dispõe o art. 134 da CLT:

Art. 134. As férias serão concedidas por ato do empregador,


em um só período, nos 12 (doze) meses subsequentes à data
em que o empregado tiver adquirido o direito.

E também o artigo 137 da CLT:

Art. 137. Sempre que as férias forem concedidas após o prazo


de que trata o artigo 134, o empregador pagará em dobro a
respectiva remuneração.

E a Súmula n° 328 do TST

Nº 328 - FÉRIAS. TERÇO CONSTITUCIONAL


O pagamento das férias, integrais ou proporcionais, gozadas ou
não, na vigência da CF/1988, sujeita-se ao acréscimo do terço
previsto no respectivo art. 7º, XVII.(Res.20/1993, DJ
21.12.1993).

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Diante do exposto REQUER o pagamento de férias
integrais e proporcionais acrescidas de 1/3, relativas aos períodos
aquisitivos: 24/03/2015 a 23/03/2016 (integrais); e proporcional ao
período de 24/03/201 a 13/05/2016.

VI.04 - Do Décimo Terceiro Salário

Nos termos do art. 1º da Lei 4090/62 e da lei


4.749/65, o décimo terceiro será pago pelo empregador até o dia 20 de
dezembro de cada ano, compensada a importância que o empregado
houver recebido a título de adiantamento.

Desta feita, REQUER a condenação da Reclamada ao


pagamento do decimo terceiro salario proporcional de 2016 (05/12).

VI.05 - Fgts + Multa De 40%

A Reclamada deve apresentar todos os comprovantes


de depósitos de FGTS de todo o pacto laboral, sob pena de pagar se
forma indenizatória.

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS,


foi instituído pela Lei 5.107/1966, é regido pela Lei 8.036/1990 e
alterações posteriores.

Todos os empregadores ficam obrigados a depositar,


em conta bancária vinculada, a importância correspondente a 8% da
remuneração paga ou devida, no mês anterior, a cada trabalhador,
incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os artigos 457 e 458
da CLT (comissões, gorjetas, gratificações, etc.) e a gratificação de Natal
a que se refere a Lei 4.090/1962, com as modificações da Lei
4.749/1965.

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Portanto, requer-se a condenação da reclamada ao
pagamento dos valores referentes aos depósitos de FGTS (sobre a
remuneração total), além da multa de 40% deste valor, o qual deve ser
pago ao Reclamante.

VI.06 - Da Multa Do Art. 477 DA CLT

Seja o Reclamado compelido a efetuar o pagamento


da multa prevista no art. 477 da CLT, tendo em vista o não pagamento
das verbas rescisórias no prazo legal.

VI.07 - Da Multa Do Artigo 467 Da Clt

Se na primeira audiência o reclamado não efetuar o


pagamento das verbas rescisórias incontroversas, requer desde já, o
pagamento da multa do artigo 467 da CLT, sob as verbas rescisórias
incontroversas.

VII- INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS

Uma organização empresarial, por mais simples que


seja, não pode se ocupar apenas de capital. Enquanto instituição, tem uma
função constitucionalmente definida, cabendo-lhe proporcionar a
dignidade de que nela se insere e ajuda a construí-la: "classe que vive do
trabalho". Esse é o sentido do Art. 170 da CF/88 o qual positiva que a
ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre
iniciativa, tem como finalidade resguardar a existência digna, nos moldes
da justiça social, visualizados os seguintes princípios: III - função social
da propriedade. Já o Art. 1º,IV da Lei Maior da Lei Maior estabelece
como fundamento da República a valorização do trabalho.

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Todas essas normas corroboram no sentido de que o
trabalhador não seja tratado como uma mercadoria; é assegurar que as
empresas, dentro de sua função social, sejam responsáveis pela
preservação da dignidade da pessoa humana do ser humano que vive do
trabalho.

Aliás, a proteção ao ser humano trabalhador é a


própria razão da existência do Direito do Trabalho como ramo autônomo.
Disso se impõe, na aplicação do Direito Laboral, aos valores sociais do
trabalho e aos princípios que preservam o homem em sua dimensão de
dignidade.

Bem, a reclamada não fez a menor questão de


assegurar essas garantias laborais, aliás, ao contrário disso, as
descumpriu assiduamente.

A reclamada, de maneira autoritária, demitiu a


Reclamante deixando a mingua da própria sorte com suas contas
para pagar e sua família para sustentar e ate a presente sequer
efetuou o pagamento das verbas rescisórias devidas.

Mais ainda durante todo esse periodo, jamais


efetuou o pagamento dos depósitos fundiários, ou mesmo efetuou o
pagamento das contribuições previdenciárias, o que certamente vai
dificultar a vida do Reclamante quando for requer sua
aposentadoria.

O Reclamante sempre contou com os salários


recebidos da Reclamada, que vinha sempre com promessas vazias de que
não iria dispensar o Reclamado pois voltaria a trabalhar e iria lhe pagar
uma compensação pelo atraso nas parcelas salariais.

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Desta maneira o Reclamante sem sofrendo a penúria
pela falta de recursos financeiros para seu sustento e pelo da sua família
eu contam unicamente com esse dinheiro para viver.

O demandante sempre cumpriu fielmente com suas


obrigações. Não se questiona aqui o direito potestativo do empregador,
entretanto, a partir do momento que este é exercido com abuso, isto é,
na aplicação de indevida justa causa, aliado ao sofrimento gerado ao
empregado, esse dano se torna evidente e in re ipsa.

Então, pelo exposto e com base nos Arts. 186 e 927


do CC/02, requer seja a reclamada condenada ao pagamento de R$
30.000,00 (trinta mil reais) de indenização por danos morais ou o quanto
arbitrar Vossa Excelência.

VIII - DOS PEDIDOS

Diante do exposto, pleiteia o Reclamante que seja


julgada totalmente procedente a Reclamatória Trabalhista, deferindo
todos os pedidos formulados na inicial, quais sejam:

a) A concessão dos benefícios da justiça gratuita


conforme argumentação retro;

b) Requer o pagamento do Aviso Prévio de 33


(Trinta e Tres) dias, levando-se em consideração o maior salario do
periodo (A Apurar);

d) Requer a condenação da Reclamada ao pagamento


do saldo de salário de 14 dias do mês de maio , que deverá ser
devidamente atualizado até a data do efetivo pagamento (A apurar).

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e) Requer o pagamento de férias integrais e
proporcionais acrescidas de 1/3, relativas aos períodos aquisitivos:
24/03/2015 a 23/03/2016 e proporcional ao período de 24/03/201 a
13/05/2016 (A apurar);

f) Requer a condenação do Reclamado ao pagamento


de decimo terceiro salario proporcional de 2016 (05/12) (A apurar);

g) Requer a condenação do reclamado ao pagamento


dos valores referentes aos depósitos de FGTS (sobre a remuneração
total), além da multa de 40% deste valor, o qual deve ser pago ao
Reclamante (a apurar);

h) Requer, o reconhecimento de vinculo após a


suposta dispensa em 13/05/2016 ate a data de 31/10/2016;

i) Requer, ainda, o pagamento das verbas relativas


ao
período sem registro, como férias + 1/3, 13º salário, FGTS +40%.

j) Requer que o reclamado seja condenado ao


pagamento de Danos Morais em decorrência do fato ocorrido, no valor
de R$ 30.000,00 (Trinta mil reais);
l) Requer a condenação da Reclamada ao pagamento
de todas as horas extras realizada e não pagas, bem como ao pagamento
das horas extraordinárias decorrentes da supressão do horário de
descanso e refeição nos termos acima expostos ( a apurar)

m) Seja o Reclamado compelido a efetuar o


pagamento da multa prevista no art. 477 da CLT, tendo em vista o não
pagamento das verbas rescisórias no prazo legal;

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k) Aplicação do art. 467 da CLT naquilo que
couber e do Enunciado 69 do TST, bem como correção monetária e juros
de 1% ao mês, em todas as verbas pleiteadas;

l) Seja aplicada a inversão do ônus de prova, ao


passo que seja a empresa obrigada a juntar todos documentos que
ajudem a resolução da lide;

IX - DOS REQUERIMENTOS

Assim sendo, respeitosamente requer a Vossa


Excelência:

a) a notificação da Reclamada, ante qualificada, para


que responda, se assim o desejar, aos termos da presente Reclamatória,
sob pena de revelia, condenando, ao final, a Reclamada na forma do
pedido acima, mais custas processuais e demais cominações, com
aplicação dos preceitos constitucionais vigentes;

b) Requer o depoimento pessoal da Reclamada, bem


como a exibição das folhas de pagamento do Reclamante, Guias de
Recolhimento das Contribuições Previdenciárias (GRPS) e Guias de
Recolhimento do FGTS (GREs), na forma do art. 396 e seguintes do CPC,
tudo sob pena de confissão, e protesta por todos os demais meios de
prova em direito permitidos, prova documental, além dos documentos ora
juntados, bem como pela oitiva de testemunhas,

c) Requer, finalmente, seja julgada procedente a


pretensão da reclamante, cominando-se a reclamada o ônus da
sucumbência.

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d) Aplicação de juros e correção monetária, sobre
todas as verbas pleiteadas, observando os índices de correção do mês do
pagamento dos salários;

Dar-se a causa o valor de: R$ 40.000,00


(Quarenta Mil Reais).

Termos em que,
Pede deferimento.

Palmas, TO, 08 de abril de 2.017.

E G da S
OAB/TO xxxxx

TJ G
OAB/TO xxxxx

End.xxxx Sul, Av. LO-27, Lote xxxxx CEP: 77.024-xxxx - Palmas-TO