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Sumário

1- INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 2

1.1. Capacidade térmica ou calorífica (C) ............................................................... 2


1.2. Calor específico (c) ............................................................................................ 3
1.3. Quantidade de Calor Latente ............................................................................ 4
1.4 Princípios da Calorimetria ................................................................................ 5
2- OBJETIVOS.............................................................................................................. 6

3- MATERIAIS E MÉTODOS ..................................................................................... 6

3.1 Materiais ................................................................................................................. 6


3.2 Métodos .............................................................................................................. 7
3.2.1 Determinação da capacidade térmica ou calorífica do calorímetro ......... 7
3.2.2 Determinação do calor de reação de neutralização (reação ácido-base) . 8
4- RESULTADOS E DISCUSSÃO .............................................................................. 8

4.1. Determinação da capacidade térmica ou calorífica do calorímetro ................ 8


4.2. Determinação do calor de neutralização ........................................................ 11
5- Conclusão ................................................................................................................ 15

Referências ..................................................................................................................... 16
1- INTRODUÇÃO

A calorimetria estuda as trocas de energia entre corpos ou sistemas quando


essas trocas se dão na forma de calor. O calor é a energia térmica que flui de um corpo
para outro em virtude da diferença de temperatura entre eles. É medido em calorias ou
joules (1 Cal = 4,18 J).1

1.1. Capacidade térmica ou calorífica (C)

É a capacidade de um corpo de mudar sua temperatura ao receber ou liberar


calor. Ela é dada como a razão entre a quantidade de calor e a variação de temperatura.
Essa variação de temperatura, ΔT, observada no calorímetro é proporcional ao calor que
a reação absorve ou liberta. A conversão de ΔT a qv se consegue pela calibração do
calorímetro mediante processo que liberte quantidade conhecida e bem determinada de
energia e calculando-se a constante do calorímetro, C, de acordo com ATKINS, 2008:

𝑞
q=C.ΔT ou C= ΔT (1)

Onde:
- C é a capacidade térmica do corpo (cal/ ºC);
- q é a quantidade de calor trocada pelo corpo;
- ΔT é a variação de temperatura do corpo.

A capacidade calorífica de um gás depende da natureza do processo, isto é, se


ele se dá a pressão constante ou volume constante. Na Figura 1, têm-se um gráfico que
mostra a variação quando o sistema é aquecido a volume constante.1

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Figura 1- Gráfico que mostra a variação quando o sistema é aquecido a volume
constante. O coeficiente angular da tangente à curva em qualquer temperatura é a
capacidade calorífica a volume constante. Neste sistema, a capacidade calorífica é maior
em B do que em A.

Fonte: Atkins, 2008

As capacidades caloríficas são propriedades extensivas, ou seja, dependem da


quantidade de material. Por sua vez, a capacidade calorífica molar, a volume constante,
Cv,m, é a capacidade calorífica por mol da substância e é propriedade intensiva (todas as
grandezas molares são intensivas).1
Em certas aplicações, é conveniente ter a capacidade calorífica específica
(calor específico) da substância, que é a capacidade calorífica da amostra dividida pela
sua massa, geralmente em gramas. O calor específico da água, na temperatura ambiente,
é aproximadamente 4,0 J.K-1g-1. Em geral, as capacidades caloríficas dependem da
temperatura e diminuem à medida que a temperatura de reduz. 1

1.2. Calor específico (c)

É a capacidade específica de uma substância de mudar sua temperatura ao


receber ou liberar calor para cada massa unitária que esta vier a se incluir. Isto quer
dizer que a Capacidade Térmica de um corpo é dada pelo calor específico da substância
que o compõe e sua massa. O calor especifico é definido conforme ATKINS, 2008:

𝑞
c= (2)
ΔT.m

3
Onde c é a capacidade térmica do material, m é a massa do material, q é o calor
trocado ΔT é a variação de temperatura do corpo. A unidade usual para determinar o
calor específico é cal / g 0C, no sistema internacional usa-se JK-1.kg-1.

A quantidade de calor sensível ocorre mudança de temperatura nas substâncias,


de acordo com ATKINS, 2008:

q= m.c.ΔT (3)

Se q > 0 (o corpo recebe calor) → ΔT > 0 (o corpo se aquece).


Se q < 0 (o corpo cede calor) → ΔT < 0 (o corpo se esfria).

A Tabela 1 mostra algumas substâncias e seus respectivos calores específicos,


como o mesmo é uma propriedade intensiva, que não depende da quantidade de matéria
é uma propriedade intrínseca de cada substância.

Tabela 1- Calores específicos de algumas substâncias

Fonte: BUENO,1980 2

1.3. Quantidade de Calor Latente

Segundo ATKINS, 2008, a quantidade de calor latente é a quantidade de calor


que o corpo requer para que ocorra mudança de fase (ou estado) nas substâncias.

Q = m.L (4)

Onde L em kJ.kg-1 ou cal.g-1é o calor latente da transição de fase (Lf = calor


latente de fusão; Lv = calor latente de vaporização.; Ls = calor latente de solidificação e
Lc = calor latente de condensação).

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1.4 Princípios da Calorimetria

1. Princípios de transformações inversas: a quantidade de calor que um


corpo recebe é igual, em módulo, à quantidade de calor que um corpo cede ao voltar,
pelo mesmo processo, à situação inicial.3
2. Princípio do Equilíbrio Térmico: quando vários corpos inicialmente a
temperaturas diferentes trocam calor entre si, e só entre si, observamos que alguns
perdem enquanto outros recebem calor, de tal maneira que decorrido um certo tempo,
todos estacionam numa mesma temperatura, chamada temperatura de equilíbrio
térmico.3
3. Princípio da Igualdade das Trocas de Calor: quando vários corpos trocam
calor apenas entre si, a soma das quantidades de calor que alguns cedem é igual, em
módulo, à soma das quantidades de calor que os restantes recebem. De acordo com
METZ, Clyde. R; 1979, a Equação 5, representa o que foi descrito anteriormente.

Q1 + Q2 + ... + Qn = 0 (5)

Para muitos processos físicos (como transição de fase) e reações químicas


(como neutralização ácido-base), a variação de energia pode ser medida em um
calorímetro, considerando que a pressão é constante e a variação de calor para o
processo é igual à variação da entalpia (q=ΔH).4
A maioria das reações químicas ocorre produzindo variações de energia, que se
manifestam como variações de calor, ou variações de entalpia.5
O calor que é liberado ou absorvido em uma reação química, como na Reação
1, é determinado utilizando-se um calorímetro, em que é um sistema onde ocorre
transformações adiabáticas, ou seja, que não ocorre troca de calor com a vizinhança,
contendo ainda uma rolha e um termômetro.5

NaOH(aq) + HCl(aq) NaCl(aq) + H2O(l) (Reação 1)

5
A reação de neutralização mostrada entre um ácido forte e uma base forte
libera uma quantidade de calor que pode ser considerada igual ao valor de formação de
água líquida, como observado na Reação 2:

H+(aq) + A-(aq) + B+ (aq) + OH-(aq) H2O(l) + B+(aq) + A-(aq) (Reação 2)

H+(aq) + OH-(aq) H2O(l)

Como o ácido e a base estão totalmente ionizáveis, o calor que é liberado na


reação de neutralização independe da natureza do ânion do ácido e do cátion da base.5
Diante de tudo que foi abordado, percebe-se que a calorimetria está muito
presente em nosso cotidiano, por exemplo, o simples fato de aquecer a água para
preparar um café já se aborda esse tema. Ao fornecer calor para a água, podem-se ter
dois efeitos: ou mudar a sua temperatura ou então provocar uma mudança do seu estado
físico. Quando ocorre a alteração de temperatura, o calor que está sendo fornecido
recebe o nome de calor sensível, que vai estar associado à capacidade térmica desse
corpo que está sendo aquecido. Quando há mudança de estado físico da água, o ponto
de ebulição da água varia conforme a pressão atmosférica, nesse caso, fala-se em
quantidade calor latente. 6

2- OBJETIVOS

O experimento teve por objetivo determinar a capacidade térmica de um dado


calorímetro, bem como o calor de neutralização de uma solução de hidróxido de sódio
(NaOH) em presença de ácido clorídrico (HCl)(reação ácido-base), utilizando um frasco
de Dewar, e que serve como exemplo para demonstrar os efeitos caloríficos que
acompanham certas reações de neutralização.

3- MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 Materiais

Os materiais utilizados no experimento foram: 5

6
• 1 frasco de Dewar de 500mL;
• 2 provetas graduadas de 50 mL;
• Solução de hidróxido de sódio (NaOH) 1 mol.L-1;
• Solução de ácido clorídrico (HCl) 1 mol.L-1;
• Água destilada;
• Densímetro;
• Termômetro de mercúrio;
• Termômetro digital.

3.2 Métodos

3.2.1 Determinação da capacidade térmica ou calorífica do calorímetro

Adicionou-se no calorímetro (Figura 2), exatamente 150,0 mL de água


destilada à temperatura ambiente e agitou-se moderadamente. Observou-se e anotou-se
a temperatura no instante em que o calorímetro atingiu o equilíbrio térmico
(Temperatura constante).

Figura 2- Frasco de Dewar usado como calorímetro para a realização do experimento.

Fonte: Os autores

Posteriormente, mediu-se 50,0 mL de água gelada cuja temperatura era


conhecida e introduziu-a no calorímetro mostrado na Figura 2. Em seguida, agitou-se a
mistura e anotou-se a temperatura no momento em que a mesma ficou constante. Tal

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determinação é necessária porque o calorímetro troca calor com o sistema que está
sendo investigado no seu interior, este processo é denominado de calibração. A
calibração foi realizada, no interior do calorímetro, com quantidades conhecidas de água
fria e quente conforme descrito no item 3.2.1.

3.2.2 Determinação do calor de reação de neutralização (reação ácido-base)

Mediu-se a densidade das soluções de ácido clorídrico e hidróxido de sódio


utilizando-se um densímetro. Adicionou-se no calorímetro 150,0 mL de NaOH (1
mol.L-1) e agitou-se com moderação, após a temperatura ficar constante anotou-se o
valor observado. Em seguida, mediu-se a temperatura de HCl (1 mol.L-1), colocou-se
50,0 mL desta solução no calorímetro, agitou-se e anotou-se a temperatura quando a
mesma ficou constante.
Repetiu-se todo o procedimento descrito em 3.2.1 e 3.2.2 em triplicata para
obtenção de resultados mais confiáveis.

4- RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1. Determinação da capacidade térmica ou calorífica do calorímetro

Sabe-se que a capacidade térmica (C) do calorímetro utilizado para este


experimento, constituído por um revestimento interno de alumínio para eliminar a
propagação do calor por radiação e um recipiente de isopor para eliminar a propagação
do calor por condução, é determinada por simples medidas de massa, obtidas pela
densidade e volume de cada água (quente e fria), da temperatura e do o calor específico
da água, utilizando a lei de conservação de energia.
Assim, mediante o uso da equação 3:
Q = m . c . ΔT
Onde:
Q = quantidade de calor (cal);
m = massa (g);
c = calor específico (J g-1°C-1);
ΔT = variação de temperatura (temperatura final - temperatura inicial) (°C).

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Foi possível determinar na primeira etapa do experimento, a capacidade
térmica da garrafa utilizada, cujos dados necessários para o cálculo do mesmo
(temperatura inicial, densidade, volume e massa, da água quente e fria e temperatura
final do equilíbrio) estão apresentados nas tabelas abaixo:

Tabela 2- Medidas da temperatura da água quente e fria utilizando um termômetro digital, e


seus respectivos valores de densidade, obtidos na literatura.7

N° de medidas 1 2 3

Temperatura da
água quente(°C) 25,3 26,0 26,0
(𝑇𝑖𝑞 )

Densidade da água
997,0479 996,7867 996,7867
quente (kgm-3)

Temperatura da
água fria (°C) 8,6 8,8 9,6
(𝑇𝑖𝑓 )

Densidade da água
999,7838 999,7838 999,7742
fria (kgm-3)

Temperatura de
equilíbrio (°C) 21,7 22,1 22,4
(𝑇𝑓 )
Fonte: Os autores

Tabela 3- Valores dos volumes medidos na proveta e a massa ,obtida pela expressão massa =
ρ.volume8, de cada tipo de água (quente e fria).

N° de medidas 1 2 3

Volume da água quente


1,5.10-4
(m3)

Massa da água quente (g) 149,56 149,52 149,52

Volume da água fria (m3) 5,0.10-5

Massa da água fria (g) 49,99 49,99 49,99

Fonte: Os autores

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Com os dados fornecidos nas Tabelas 2 e 3 é possível então, determinar a
capacidade térmica do calorímetro (C), em que será utilizado o método das misturas.5
Portanto, pelo princípio da conservação de energia1, utilizando os dados de
massa e temperatura de cada água (quente e fria) mostrados nas Tabelas 2 e 3 e
conhecendo o valor descrito na literatura do calor específico da água (4,184 Jg-1°C-1)1
tem -se:

Para medida 1:
𝑄𝑐𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 + 𝑄𝑎𝑏𝑠𝑜𝑟𝑣𝑖𝑑𝑜 = 0

𝑚á𝑔.𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 . 𝑐á𝑔𝑢𝑎 . (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖𝑞 ) + 𝑚á𝑔.𝑓𝑟𝑖𝑎 . 𝑐á𝑔𝑢𝑎 . (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖𝑓 ) + 𝐶. (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖 ) = 0

−13,1°𝐶 𝐶 = −2,25. 103 J + 2,74. 103 J

−2,25. 103 J + 2,74. 103 J


𝐶= = 37,173J°𝐶 −1
−13,1°𝐶

Para medida 2:

𝑄𝑐𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 + 𝑄𝑎𝑏𝑠𝑜𝑟𝑣𝑖𝑑𝑜 = 0

𝑚á𝑔.𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 . 𝑐á𝑔𝑢𝑎 . (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖𝑞 ) + 𝑚á𝑔.𝑓𝑟𝑖𝑎 . 𝑐á𝑔𝑢𝑎 . (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖𝑓 ) + 𝐶. (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖 ) = 0

−13,3°𝐶 𝐶 = −2,44. 103 J + 2,78. 103 J

−2,44. 103 J + 2,78. 103 J


𝐶= = 25,7J°𝐶 −1
−13,3°𝐶

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Para medida 3:
𝑄𝑐𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 + 𝑄𝑎𝑏𝑠𝑜𝑟𝑣𝑖𝑑𝑜 = 0

𝑚á𝑔.𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 . 𝑐á𝑔𝑢𝑎 . (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖𝑞 ) + 𝑚á𝑔.𝑓𝑟𝑖𝑎 . 𝑐á𝑔𝑢𝑎 . (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖𝑓 ) + 𝐶. (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖 ) = 0

−12,8°𝐶 𝐶 = −2,25. 103 J + 2,78. 103 J

−2,44. 103 J + 2,68. 103 J


𝐶= = 18,5 J°𝐶 −1
−12,8°𝐶

Portanto, a capacidade térmica, que é definida como sendo a quantidade de


energia absorvida por um corpo para que sua temperatura aumente em 1°C, para cada
medida, foi respectivamente de 37,173J°𝐶 −1 , 25,7J°𝐶 −1 e 18,5 J°𝐶 −1 .
Esta determinação foi necessária porque o calorímetro troca calor com o
sistema que está sendo investigado no seu interior. Este processo é denominado de
calibração e se faz necessário para o cálculo do calor da reação de neutralização.

4.2. Determinação do calor de neutralização

Para determinar o calor ou entalpia de neutralização de um ácido forte (HCl-


0,1 mol L-1) com uma base forte (NaOH - 0,1 mol L-1) utilizando um calorímetro é
necessário então, utilizar a equação 3.
Assim, sabendo que a variação de calor que ocorre em uma reação química
entre produtos e reagentes, a pressão constante, é chamada de entalpia de reação (ΔH),
conhecendo o processo de neutralização e a capacidade térmica do calorímetro,
calculada para cada medida no item 4.1, é possível então calcular a quantidade de calor
liberado nesse processo, utilizando a lei de conservação de energia.
Para o cálculo do mesmo, alguns dados, como volume, massa, densidade,
temperaturas iniciais e finais, das soluções ácidas foram coletados, dados esses que
estão nas Tabelas 4 e 5.

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Tabela 4- Medidas da temperatura da solução ácida e básica, utilizando um termômetro digital,
e seus respectivos valores de densidade, obtidos pela leitura no densímetro.

N° de medidas 1 2 3

Temperatura da solução
ácida(°C) 26,6 26,0 25,9
(𝑇𝑖𝑎 )

Densidade da solução ácida


1,017
(gcm-3)

Temperatura da solução
básica (°C) 26,7 26,3 26,0
(𝑇𝑖𝑏 )

Densidade da solução básica


1,043
(gcm-3)

Temperatura de equilíbrio
(°C) 29,8 29,6 29,3
(𝑇𝑓 )
Fonte: Os autores

Tabela 5- Valores dos volumes medidos na proveta e a massa ,obtida pela expressão massa =
ρ.volume8 de cada solução 0,1 mol L-1 (ácida e básica).

Volume da solução Massa da solução Volume da solução Massa da solução


ácida (cm3) ácida (g) básica (cm3) básica (g)

50 50,85 150 156,45

Fonte: Os autores

Portanto, pelo princípio da conservação de energia1, utilizando os dados


fornecidos e calculados nas Tabelas 4 e 5, conhecendo o valor descrito na literatura do
calor específico da água (4,184 Jg-1°C-1)1 e calculado a capacidade térmica (C) no item
4.1 para cada medida tem -se:

Para medida 1:
𝑄𝑐𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 + 𝑄𝑎𝑏𝑠𝑜𝑟𝑣𝑖𝑑𝑜 = 0

𝑞𝑛𝑒𝑢𝑡 + 𝑚á𝑐 . 𝑐á𝑔𝑢𝑎 . (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖𝑎 ) + 𝑚𝑏𝑎𝑠𝑒 . 𝑐á𝑔𝑢𝑎 . (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖𝑏 ) + 𝐶. (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖 ) = 0

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𝑞𝑛𝑒𝑢𝑡 = −680,82 𝐽 + (−2029,22 𝐽) + (−115,24𝐽)

𝑞𝑛𝑒𝑢𝑡 = −2825,28 𝐽

Logo, considerando o número de mols do reagente limitante (HCl), tem-se que:


−2825,28 𝐽
𝑞𝑛𝑒𝑢𝑡 = = −56505,56 𝐽𝑚𝑜𝑙 −1 = −56,5 𝐾𝐽𝑚𝑜𝑙 −1
0,05 𝑚𝑜𝑙

Para medida 2:
𝑄𝑐𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 + 𝑄𝑎𝑏𝑠𝑜𝑟𝑣𝑖𝑑𝑜 = 0

𝑞𝑛𝑒𝑢𝑡 + 𝑚á𝑐 . 𝑐á𝑔𝑢𝑎 . (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖𝑎 ) + 𝑚𝑏𝑎𝑠𝑒 . 𝑐á𝑔𝑢𝑎 . (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖𝑏 ) + 𝐶. (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖 ) = 0

𝑞𝑛𝑒𝑢𝑡 = −765,92 𝐽 + (−2160,14 𝐽) + (−84,81𝐽)

𝑞𝑛𝑒𝑢𝑡 = −3010,87 𝐽

Logo, considerando o número de mols do reagente limitante (HCl), tem-se que:


−3010,87 𝐽
𝑞𝑛𝑒𝑢𝑡 = = −60217,4 𝐽𝑚𝑜𝑙 −1 = −60,22 𝐾𝐽𝑚𝑜𝑙 −1
0,05 𝑚𝑜𝑙

Para medida 3:
𝑄𝑐𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 + 𝑄𝑎𝑏𝑠𝑜𝑟𝑣𝑖𝑑𝑜 = 0

𝑞𝑛𝑒𝑢𝑡 + 𝑚á𝑐 . 𝑐á𝑔𝑢𝑎 . (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖𝑎 ) + 𝑚𝑏𝑎𝑠𝑒 . 𝑐á𝑔𝑢𝑎 . (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖𝑏 ) + 𝐶. (𝑇𝑓 − 𝑇𝑖 ) = 0

𝑞𝑛𝑒𝑢𝑡 = −723,37 𝐽 + (−2160,14 𝐽) + (−61,05𝐽)

𝑞𝑛𝑒𝑢𝑡 = −2981,19 𝐽

Logo, considerando o número de mols do reagente limitante (HCl), tem-se que:


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−2981,19 𝐽
𝑞𝑛𝑒𝑢𝑡 = = −59623,8 𝐽𝑚𝑜𝑙 −1 = −59,6 𝐾𝐽𝑚𝑜𝑙 −1
0,05 𝑚𝑜𝑙

Para melhor visualização dos resultados segue os valores calculados do calor de


neutralização para cada medida realizada.

Tabela 6- Valores calculados do calor de neutralização e a média dos mesmos.

N° de medidas Calor de neutralização (KJ mol-1)

1 −56,5

2 −60,22

3 −59,6

Média -58,77

Fonte: Os autores

Portando tomando-se como referência o valor teórico do calor da reação de


neutralização (qreação= -55,9 KJ mol-1)1 e comparando-o com o valor experimental,
determinou-se o erro relativo que permite a comparação de uma estimativa com o valor
exato, cuja fórmula encontra-se abaixo:

𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑡𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜−𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑒𝑥𝑝𝑒𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎𝑙


Erro relativo percentual= 𝑥 100
Valor 𝑡𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜

−55,9 KJ 𝑚𝑜𝑙 −1 − 58,77 KJ 𝑚𝑜𝑙 −1


Erro relativo percentual= 𝑥 100 5,1%
−55,9 KJ 𝑚𝑜𝑙 −1

Dessa forma, determinado experimentalmente o valor do calor da reação de


neutralização (-58,77 KJ 𝑚𝑜𝑙 −1 ) este apresentou um erro relativo percentual de 5,1%
que está dentro da faixa permitida (até 10%) em relação ao valor do calor de reação de
neutralização fornecido pela literatura1.
Tal erro relativo percentual pode ser explicado pelos por vários fatores tais
como:

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a) Falta de homogeneidade da temperatura no meio constituído por água e
material, devida a lentidão da troca de calor da água para o material, etc.;
b) Mau isolamento e perda de calor para o exterior.
Assim, para que esse erro diminuisse, a homogeneidade poderia ser melhorada
de diversas formas, como: (i) decréscimo do tamanho do material, sobretudo para
materiais com baixa condutividade térmica, (ii) agitação e (iii) aumento do intervalo de
tempo até à leitura da temperatura.

5- Conclusão

Determinado os valores de capacidade calorífica do calorímetro e


consequentemente do calor da reação de neutralização, para cada medida, pode-se
concluir que os valores determinados experimentalmente, utilizando a lei de
conservação de energia e o valor teórico1 foram próximos, com erro relativo de 5,1%,
indicando relativa exatidão no experimento realizado. Foi possível comprovar também
por meio do experimento que quando uma transformação ocorre a pressão constante, o
único trabalho possível é o trabalho de expansão e o calor liberado é igual à ∆H
(variação da entalpia), ou seja, qP=∆H, onde qP é o calor da reação química a pressão
constante.

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Referências

1 ATKINS, Peter; PAULA. Físico-Química.; 6ª ed.; v. 1. Local: LTC; p.45-47,


2008.

2 BUENO, W.A., Degrève, L., Manual de Laboratório de Físico-Química,


McGraw-Hill, São Paulo. Experimento 1, p. 23-27. 1980.

3 METZ, C.R; Físico-Química.; tradutor José Schifino; ed. McGraw-Hill do


Brasil. São Paulo, v.2.; p. 61-67, 1979.

4 CHANG, Raymond. Físico-Química: para ciências químicas e biológicas. 3a


ed.; São Paulo: Mcgraw-hill, v.1; p.89, 2008.

5 CANOBRE, S.C; et al. Apostila de físico-química experimental; Uberlândia-


MG, p.11-12, 2018.
6 SAIBA mais sobre a calorimetria; Disponível em:
<http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1515998-5604,00-
SAIBA+MAIS+SOBRE+CALORIMETRIA.html > Acesso às 22:43 h do dia
02 de abril de 2018.
7 CRC Handbook of Chemistry and physics: a ready: reference book of
chemical and physical data; 88 th ed.; p. F-5; 2006/7.
8 MAIA, D. Justino.; Química Geral: Fundamentos. 1ªed.; São Paulo: Pearson
Prentice Hall, único volume.; p. 190, 2007.

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