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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUI

CENTRO DE CIENCIAS AGRÁRIAS- CCA


MEDICINA VETERINÁRIA

ALANA LARISSA XIMENES SILVA

RELATORIO DE CASO CLINICO/ CIRURGICO ATENDIDO NO HOSPITAL


VETERINARIO UNIVERSIDADE “JEREMIAS PEREIRA DA SILVA” DA UFPI, NO
SETOR DE CLINICA E CIRURGIA DE GRANDES ANIMAIS, REFERENTE A
DISCIPLINA CLINICA CIRURGICA VETERINARIA.
RELATORIO DE CASO CLINICO/ CIRURGICO ATENDIDO NO HOSPITAL
VETERINARIO UNIVERSIDAE “JEREMIAS PEREIRA DA SILVA “DA UFPI, NO
SETOR DE CLINICA E CIRURGIA DE GRANDES ANIMAIS, REFERENTE À
DISCIPLINACLINICA CIRURGICA VETERINARIA.
Aluno: Alana Larissa Ximenes Silva
Matricula: 2013930331
Ano: 2016.2
Período: 7 ª (sétimo período)
Curso: Medicina Veterinária
Local de realização do estágio: Hospital veterinário universitário Médico veterinário
Jeremias Pereira da Silva(HVU-UFPI) Setor de Clínica e Cirurgia de Grandes Animais.
Área de estágio: Clínica Cirúrgica Veterinária

Início do caso clínico: 05/12/2016


Termino do caso Clinico: Animal permanence internado até total
reabilitação.
Residente responsável pelo caso clínico: Daniel Celestino de Sousa
Equipe Cirurgica: Matheus Alfenas Duarte (cirurgião); Daniel Celestino
de Sousa ( residente ); Juliana Tessália Wagatsuma (anestesiologista )
Animal registrado no HVU sob o número: 018746
Remoção de tecido granulomatoso em equino decorrente de ferimento em membro posterior
esquerdo: relato de caso

Alana Larissa Ximenes Silva1

Daniel Celestino de Sousa2

Resumo: No seguinte relato de caso será explanado o caso clínico de um equino com formação de
tecido de granulação decorrente de ferimento do membro posterior esquerdo. É comum cavalos
adquirirem feridas amplas com perdas de pele que cicatrizam por segunda intenção, ou seja, sem
suturas e assim levam longo período de tempo para fechar. Além das feridas serem comumente
extensas e contaminadas, o cavalo possui particularidades na fisiologia da cicatrização que difere
de qualquer outra espécie. A cicatrização da ferida equina é considerada complicada e problemática
e pode até ser equiparada com a cicatrização de feridas de pessoas diabéticas. O processo
cicatricial da ferida equina destaca-se por apresentar uma fase inflamatória fraca e prolongada. Por
isso vemos muitas feridas formarem um tecido de granulação exagerado, tecido chamado de “carne
esponjosa” por alguns leigos A formação do tecido de granulação é uma fase essencial para a
reparação da ferida, apresentando importantes funções como o preenchimento do leito da lesão,
barreira contra infecção e influxo local de células responsáveis pela contração da mesma. Embora a
causa exata desencadeante da granulação exuberante não seja bem estabelecida, diversas
pesquisas apontam fatores que contribuem para a sua formação, como: localização; persistência de
infecção ou inflamação; bandagens e gesso; tipo de tratamento. O objetivo principal desse trabalho
foi relatar as características desse tipo de patologia, a grande frequência em equinos, e os melhores
métodos utilizados para se proceder a cura do animal.

Palavras Chave: ferida, cirurgia, tecido de granulação.

Abstract: In the following case report will be explained the clinical case of an equine with formation
of granulation tissue due to injury of the left hind limb. It is common for horses to acquire extensive
wounds with loss of skin that heal by second intention, that is, without sutures and thus take long
time to close. Besides the wounds being commonly extensive and contaminated, the horse has
particularities in the physiology of healing that differs from any other species. The healing of the
equine wound is considered complicated and problematic and may even be equated with the wound
healing of diabetic people. The cicatricial process of the equine wound is characterized by a weak
and prolonged inflammatory phase. This is why we see many wounds forming an exaggerated
granulation tissue called "spongy flesh" by some laymen. The formation of granulation tissue is an
essential stage for repairing the wound, presenting important functions such as filling the lesion bed,
barrier Against infection and local influx of cells responsible for contraction thereof. Although the
exact cause of exuberant granulation is not well established, several studies point to factors that
contribute to its formation, such as: location; Persistence of infection or inflammation; Bandages and
plaster; Type of treatment. The main objective of this work was to report the characteristics of this
type of pathology, the great frequency in equines, and the best methods used to cure the animal.

Keywords: wound, surgery, granulation tissue.

Resumen: En el siguiente caso se explicará el caso de un caballo con la formación de tejido de


granulación debido a la lesión en la pierna trasera izquierda. Es caballos comunes adquieren
grandes heridas con pérdida de piel que curar por segunda intención, es decir, suturas y por lo tanto
tardó mucho tiempo para cerrar. Además de heridas extensas y son comúnmente contaminada, el
caballo tiene en particular la fisiología de la curación que difiere de cualquier otra especie. La
cicatrización de la herida equina se considera complicado y problemático e incluso puede ser tratada
con la cicatrización de heridas en diabéticos. El proceso de curación de la herida equino se destaca
por la presentación de una fase inflamatoria débil y prolongado. Así vemos muchas heridas forman
un tejido de granulación excesiva, tejido llamado "esponjosa" por alguna formación de tejido de
granulación laico es una fase esencial para la reparación de heridas, con funciones importantes
como el llenado del lecho de la herida, la barrera contra la infección y afluencia local de células
responsables de la contracción de la misma. Aunque la causa exacta de la activación de granulación
exuberante no está bien establecida, varios estudios apuntan a los factores que contribuyen a su
formación, tales como: ubicación; La persistencia de la infección o inflamación; vendas y yeso;
tratamiento. El principal objetivo de este estudio fue describir las características de este tipo de
patología, con frecuencia en los caballos, y los mejores métodos utilizados para llevar a cabo la
curación del animal.

Palabras clave: herida, cirugía, tejido de granulación.

INTRODUÇÂO

O equino é uma espécie que possui comportamento explosivo, isto faz com que suas reações
sejam bruscas e acabem trazendo algum dano a sua integridade. Estas reações podem levar a
traumatismos causados em membros, que são bastante frequentes nesta espécie .¹

A formação do tecido de granulação (tecido rosado que se forma na cicatrização) é uma fase
essencial para a reparação da ferida, apresentando importantes funções como o preenchimento do
leito da lesão, barreira contra infecção e influxo local de células responsáveis pela contração da
mesma. Idealmente, o tecido de granulação diminui sua proliferação conforme a ferida é preenchida e
quando se inicia a contração, entretanto, nos membros dos equinos a proliferação se mantém por
período indeterminado, resultando em um tecido de granulação exuberante, irregular e que ultrapassa
os bordos da ferida.

Embora a causa exata desencadeante da granulação exuberante não seja bem estabelecida,
diversas pesquisas apontam fatores que contribuem para a sua formação, como: localização (feridas
em membro e em regiões articulares cicatrizam mais lentamente devido à movimentação constante);
persistência de infecção ou inflamação; bandagens e gesso (diminuem a tensão de oxigênio e
proporcionam ambiente com umidade); tipo de tratamento (uso de agentes cáusticos e irritantes).

Classicamente as feridas são divididas em abrasões, contusões, hematomas, incisões,


lacerações e perfurações. As lacerações são provavelmente as mais comuns entre os eqüinos. São
geralmente produzidas por objetos angulares, tais como cercas de arame farpado e por mordidas. Os
bordos deste tipo de lesão são geralmente irregulares e o dano se estende aos tecidos subjacentes.²

A cicatrização é um processo corpóreo natural de regeneração concomitante dos tecidos


epidérmico e dérmico. Após uma lesão, um conjunto de eventos bioquímicos complexos e
orquestrados se estabelece para reparar o dano. Usualmente o processo cicatricial é dividido em
cinco fases principais: coagulação, inflamação, proliferação, contração da ferida e remodelação.³

Conhecer as fases de cicatrização de uma ferida é essencial para instituir o tratamento, assim
como os fármacos que serão utilizados e em que áreas da lesão poderão ser aplicadas. Após a lesão
progredir para o tecido exuberante, os tratamentos instituídos são diversos.

As complicações na cicatrização cutânea decorrem de anormalidades em qualquer um dos


componentes básicos do processo de reparo e pode ser agrupadas em: 1) formação excessiva de
componentes do reparo; 2) formação de contraturas e 3) a deficiência de formação de tecido
cicatricial4.

Segundo estudo realizado com 108 animais, os tumores neoplásicos de maior prevalência
nos equinos são sarcóide e o carcinoma de células escamosas. Já entre os tumores não neoplásicos,
os de maior prevalência são pitiose, tecido de granulação exuberante (TGE) e granuloma
eosinofílico.5

Reúne como características: coloração vermelho escuro, pálido ou violáceo, edematoso,


friável, que sangra facilmente de forma espontânea ou após a aplicação de uma ligeira pressão, com
moderado a elevado exsudado, aparência macia para além da superfície da ferida. 6
A biopsia do tecido revela um aumento dos fibroblastos e células endoteliais, com uma
estrutura similar ao tecido de granulação mas em excesso .7

O tecido de hipergranulação normalmente não causa desconforto ou dor, contudo se não


tratado, as terminações nervosas podem desenvolver-se.8

Os tratamentos para o tecido de granulação são diversos, dentre eles o químico e o cirúrgico,
sendo o último geralmente mais indicado. Após a remoção do tecido de granulação seja pelo método
cirúrgico ou não, realiza-se a terapia de estímulos à cicatrização. Esta terapia pode ser realizada com
medicamentos tópicos como mel, própolis, açúcar, fitoterápicos e medicamentos comerciais. 9

RELATO DO CASO

Um equino, macho, de 150kg, de nome Lad Dom Diego, com 2 anos de idade, da raça
Quarto de Milha foi encaminhado ao Hospital Veterinário da Universidade Federal do Piauí (HVU)
no dia 05 de dezembro de 2016 com queixa de aumento de volume no membro posterior esquerdo
há quatro meses. Segundo proprietário o animal é criado em baia, se alimenta com ração
balanceada,4kg por dia dividido em duas vezes e capim Tifton a vontade, com vacinas em dia,
vermifugação regular e não era castrado.

Há quatro meses atrás o animal sofreu um ferimento com arame farpado, onde foi retirado
o tecido morto, e sem orientação veterinária fez o uso de algumas medicações. Depois de um
mês com o aumento do volume da ferida passou a utilizar sulfato de cobre todos os dias
durante trinta dias, fazendo com que o volume aumentasse ainda mais (Figura 1). No exame
clinico verificou-se que o animal apresentava claudicação do membro posterior esquerdo e dor a
palpação.

Figura 1: Alana Ximenes (Tecido granulomatoso)

Foi realizado hemograma e exames bioquímicos, onde apresentam-se normais. Além de


radiografia do metatarso esquerdo, nas posições latero/medial e dorso/plantar, onde foi constatado
presença de aumento de tecido mole em região adjacente ao metatarso esquerdo, presença de
redução do espaço articular em articulação tarso-metatarsiana, presença de irregularidade no
periósteo de terceiro tarsiano sugestivo de periostite e presença de osteófito em terceiro
metatarsiano com irregularidade em periósteo sugestivo de periostite.( Figura 2,3).
Figura 2: Imagem cedida pelo setor de diagnóstico por imagem.

Figura 3: Imagem cedida pelo setor de diagnostico por imagem.

Constatou-se então que o aumento de volume presente no membro posterior esquerdo era
tecido de granulação, fato já comum na cicatrização de feridas de equinos, e associado a
tratamentos inadequados e sem acompanhamento do Médico Veterinário tendem a ser mais
frequentes. O tratamento adequado baseia-se na higienização da lesão e consequentemente o
curativo local com pomadas que favorecem a cicatrização. Existe uma variedade de preparações
tópicas para a cicatrização de feridas em eqüinos, porém, a escolha e composição do fármaco a ser
usada deve ser avaliada criteriosamente, já que muitos destes produtos são ineficientes e caros, ou
prejudiciais à cicatrização, por serem irritativos ou estimularem a proliferação de tecido de
granulação exuberante.10

Depois da avaliação feita, optou-se por remoção cirúrgica do tecido granulomatoso. O


animal foi submetido protocolo anestésico com 0,7mgçkg de xilazina via intravenosa com indução
por cetamina 2mg/kg e midazilan 0,1mg/kg ambas vias intravenosas, para manutenção utilizou-se
EGG 100mg/kg/h, cetamina 2mg/kg/h, xilazina 1mg/kg/h associada a um bloqueio local de 45ml de
lidocaína. Manteve-se infusão continua de EGG, xilazina e cetamina, e fluidoterapia com cloreto de
Sódio (NaCl 0,9%).

Foi feita a tricotomia da região, em seguida a assepsia com clorexidina degermante, processo
esse que foi repetido três vezes. Após garrotear o membro na região do jarrete foi feita a primeira
incisão com bisturi, aproximadamente 30cm com na região lateral, em seguida foi feita outra incisão
na região superior e inferior, ambas com cerca de 20cm e por fim na parte medial outra incisão com
30cm. Após feita as incisões tentou-se divulsionar a pele utilizando tesoura Mayo e pinça de Allis,
com o objetivo de separar a pele do tecido de granulação, devido à grande aderência esse
procedimento não foi possível , então optou-se por fazer a retirada do tecido por camadas, utilizando
bisturi e pinça de Allis e Backaus.
Depois de uma hora de cirurgia foi retirado o garrotilho e começou um forte sangramento, foi
feito então a hemostasia com auxílio de nitrogênio líquido, foi colocado novamente o garrotilho e
iniciou-se novamente a retirada do tecido granulomatoso até ficar aproximadamente 1cm abaixo da
altura da pele (Figura 4). Terminando o procedimento foi feita a limpeza com compressa e por fim a
bandagem utilizando uma camada de compressa, outra de algodão seguido de atadura e fita plástica
envolvendo todo o revestimento feito sobre o procedimento. O animal ficou em observação, e vinte e
oito minutos após o fim da cirurgia ficou em decúbito esternal.

Figura 4: Alana Ximenes (Tecido granulomatoso retirado)

No pós-operatório foi feita administração de Trissulmax na dose de 27ml via intravenosa uma
vez ao dia e Flunixina na dose de 8ml via intravenosa uma vez ao dia, ambas durante cinco dias. O
animal encontra-se no Hospital Veterinário até a cura total do ferimento, onde está sendo feita troca
do curativo de dois em dois dias, lavagem do ferimento com ringer com lactato, aplicação de
Nitrofurazona associada a Dexametasona, apresentando boa recuperação( Figura 5).

Figura 5: Alana Ximenes (Animal em recuperação)

DISCURSSÃO

A decisão da escolha do procedimento cirúrgico é considerada a mais eficaz em casos de


tecidos de granulação já avançados, para se obter a restauração da base da ferida.

Nesses casos, tão importante como o procedimento cirúrgico, é a terapia pós-operatória para
a cicatrização da ferida, pois se não for feito um tratamento adequado pode ocorrer recidivas no local
da cirurgia.
Durante o tratamento do animal, está sendo realizado bandagens com algodão e
atadura, esse procedimento auxilia no fechamento da ferida, por evitar a contaminação e na fixação
dos medicamentos, além de antibacteriano e anti-inflamatório.

É importante fazer acompanhamento radiografico para avaliar algum crescimento ósseo


desordenado, além de terapias com laser, por ser um métodos simples, de baixo custo e ao mesmo
tempo eficaz para o tratamento de feridas cutâneas, além de ser considerada uma alternativa segura
e sem efeitos colaterais, tem a capacidade de acelerar os processos de reparação tecidual e tem
proporcionado avanços significativos na recuperação de lesões dermatológicas. 11

Estudos demonstraram a boa capacidade da membrana amniótica na supressão do tecido


de granulação, além de implicar em menor exsudação nas feridas tratadas com essa membrana. 12

CONCLUSÂO

O tratamento do tecido de granulação pode ser químico ou cirúrgico, porém a escolha deve
ser feita de acordo com o local e o tamanho da lesão. Nesse relato de caso foi feito a remoção do
tecido granulomatoso e está sendo feito terapia para que ocorra a cicatrização corretamente, mas
vale lembrar que mesmo o tratamento sendo feito de forma correta, ainda pode haver novo
crescimento desse tecido, fato esse que deve ser observado para que ocorra intervenção o mais
rápido possível.

REFERÊNCIAS

1.Duque B.D.L., Zuluaga D., Cano M.J. & Lopera F.E. Avulsión en la región metatarsiana dorsal en un
equino. Rev. CES: Med. Vet. Zootec., 2:2, 2007. [Julio - Diciembre]
2.Neto JCL (2003). Considerações sobre a cicatrização e o tratamento de feridas cutâneas em
eqüinos.
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TH, Asken S. Cirurgia Cosmética - Princípios e Técnicas. Rio de Janeiro: Revinter, 2000. 2ª ed., 23-
28.
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1476.Ferreira C., Palhares M.S., Melo U.P. & Silva Filho J.M. Tratamento clínico das feridas em
equinos: revisão de literatura. Rev. CFMV, 18: 35-48, 2012
5. Souza DW, Machado TSL, Zoppa ALV, Cruz RSF, Gárague AP, Silva LC (2006). Ensaio da
aplicação de creme à base de Triticum vulgare na cicatrização de feridas cutâneas induzidas em
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6. BOYLE, Jenn (2007) – Wound Management Manual. Wound Care Committe TairaWhiti District
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7. DUNFORD, C – Hypergranulation Tissue, Journal of Wound Care, November, Vol 8, nº 10 (1999)
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8. BOYLE, Jenn (2007) – Wound Management Manual. Wound Care Committe TairaWhiti District
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9. Ferreira C., Palhares M.S., Melo U.P. & Silva Filho J.M. Tratamento clínico das feridas em equinos:
revisão de literatura. Rev. CFMV, 18: 35-48, 2012
10. White GW e Maltodextran NF (1995). A new concept in equine wound healing. Journal of Equine
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11. MCGRATH, Alison – Overcoming the challenge of overgra - nulation. Clinical Review. Vol.7. No.1
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12. BIGBIE, R.B., SHUMACHER, J., MOLL, D.,et al. Equine amnion as a biological dressing in the
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